sexta-feira, 20 de abril de 2018

MIGUEL DÍAZ CANEL: UM DIRIGENTE COMUNISTA "TARDIO" QUE SE COMPROMETE COM AS "REFORMAS" DE MERCADO QUE SUFOCARÃO O ESTADO OPERÁRIO CUBANO


"Companheiro deputado Miguel Díaz Canel, a partir deste instante o senhor é o novo presidente do Conselho de Estado e de Ministros da Assembleia Nacional de Cuba. Aproxime-se e assuma a presidência", assim anunciou o presidente da Assembleia Nacional, Esteban Lazo, na manhã desta quinta-feira (19/04). Ao contrário do que as hienas imperialistas desejavam, o sucessor de Raul Castro (e do próprio Fidel apesar de sua ausência física) no comando do Estado Operário Cubano não acelerará os ritmos das reformas de mercado, iniciadas com o fim da URSS no início da década de 90, em direção a uma transição ordenada do regime de produção socializada para o modo de produção capitalista. Porém, seguindo disciplinadamente a orientação programática dos irmãos Castro, Miguel Diaz não se oporá a dar continuidade na economia cubana a introdução de mecanismos mercantis de dependência financeira com países capitalistas (centrais e periféricos), tornado o Estado Operário cada vez mais refém do fluxo mundial de capitais (grandes investidores globais). A fidelidade "canina" de Diaz Canel as linhas estratégicas da burocracia castrista, decorre do simples fato de Miguel representar um setor mais tecnocrático e "sem luz própria" da própria burocracia cubana, diretamente vinculada aos "negócios de estado" e com pouca relação com a política mais geral socialista. Diaz, hoje com 58 anos, se vincula a juventude comunista somente no final da década de 80, assume com 27 anos de idade um posto na direção do PCC na província Villa Clara na região central de Cuba. Neste mesmo período (87 até 89) participa das brigadas cubanas de solidariedade a Nicarágua, em uma etapa histórica onde o próprio Sandinismo estava tratando de "entregar" a revolução nas mãos da democracia burguesa, sem dúvida uma péssima "lição" para Diaz. Desde 2003, é membro do birô político do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, a máxima autoridade tanto no sentido ideológico quanto político do partido e do Estado Operário cubano. Portanto, Díaz Canel, é homem de total confiança de Raúl Castro, uma espécie de Comunista convertido tardiamente, no pior período ideológico do movimento operário mundial, ou seja final dos anos oitenta e posto no staff do comando central do Estado após a retirada parcial de Fidel Castro. Desde 2013, quando foi eleito para o cargo de vice-presidente do Conselho de Estado da Assembleia Nacional, Díaz Canel recebeu a missão de ser o executor das políticas estabelecidas pelo comandante Raúl Castro para área da comunicação, que envolvia telefonia, ampliação do acesso à internet, modernização dos canais de televisão, informatização e automatização dos processos produtivos, um setor da economia cubana que cada vez mais estabelece vínculo com o imperialismo ianque, a partir da aproximação política do governo Obama com a "Ilha Socialista". Nesta perspectiva de "pacificação", Raul Castro preteriu para sucedê-lo outros quadros dirigentes do PCC com trajetória de enfrentamento ideológico com os EUA, como o veterano Ricardo Alarcón, ex-presidente da Assembleia Nacional. Miguel terá presente a figura de Raul no leme maior da direção do Partido Comunista Cubano, o que limitará qualquer iniciativa política "peculiar" de sua gestão, porém caso ocorra uma fatalidade com o "Velho" dirigente que participou com Fidel da grande revolução socialista de 1959, a "mediocridade" ideológica de Diaz Canel poderá levar Cuba a trilhar caminhos da restauração capitalista a passos bem largos. A tarefa revolucionária de construção de um verdadeiro Partido Marxista Leninista e da revolução política em Cuba se mantém mais vigente do que nunca na "Ilha Socialista".

quarta-feira, 18 de abril de 2018

PROFESSORES/FORTALEZA: COMEÇA A GREVE PARA ARRANCAR O REAJUSTE SALARIAL, PISO NACIONAL E DERROTAR OS ATAQUES DO PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO (PDT), FILHOTE DA OLIGARQUIA GOMES


Os professores de Fortaleza iniciaram neste dia 18 de abril (quarta-feira) a segunda greve neste ano letivo de 2018. O prefeito Roberto Cláudio (PDT), filhote da Oligarquia Gomes, não pagou sequer o piso salarial nacional da categoria e as pecúnias que deve aos trabalhadores em educação do município. Pior, propõe pagar o índice do piso (6,81%) em dezembro sem retroatividade ou parcelá-lo desde que os trabalhadores aceitem adiar o calendário de pagamento das dívidas judiciais. Além de não ter concedido reajuste salarial em 2017 anunciou agora um índice miserável de 2, 95% que não contempla nem aumento real e, muito menos, a reposição das perdas de 2017. Diante desse quadro de ofensiva neoliberal imposta pela Oligarquia Gomes e seu prefeito, a Oposição de Luta dos Professores impulsionada pela TRS, passou com sua militância em diversas escolas e nos distritos de educação em vários bairros convocando todos os trabalhadores em educação do município de Fortaleza para entrar na greve nesse dia 18 de abril! Devemos organizar desde já na base da categoria uma Greve dos professores de Fortaleza para arrancar um reajuste salarial digno e derrotar os ataques de Roberto Cláudio, que apesar de toda demagogia de apresentar-se como oposição ao governo golpista de Temer, aplica a mesma receita neoliberal aqui em Fortaleza, como faz Camilo (PT) no governo do Estado, ambos seguindo as ordens de Ciro Gomes, candidato a presidente que deseja se apresentar para a burguesia como confiável para gerir seus negócios à frente do Palácio do Planalto. Além dessa luta, a Oposição de Luta dos Professores impulsionada pela TRS vem fazendo uma campanha em solidariedade ao professor da rede estadual Euclides de Agrela, militante do MAIS-PSOL, perseguido pela reação fascista por denunciar na escola em que leciona os ataques da extrema-direita contra os trabalhadores. Para vencer é preciso superar a política de paralisia da direção petista do SINDIUTE e mobilizar todos os trabalhadores para derrotar Roberto Cláudio e todos os chefes que pressionam os trabalhadores em educação e tentam sabotar nossa greve!

FRENTE POPULAR DE COLABORAÇÃO DE CLASSES COM "TUDO DENTRO": PT, OLIGARQUIA GOMES (PDT), O SICÁRIO DO SIQUEIRA (PSB) E MAIS (PSOL). O PCB HISTORICAMENTE É O MAIS COERENTE NESTE FRENTÃO DA DEMOCRACIA BURGUESA, AFINAL FOI COM ESTA POLÍTICA QUE PAVIMENTOU A GRANDE DERROTA DE 64...

terça-feira, 17 de abril de 2018

ÁECIO VIRA RÉU: PSTU FAZENDO PARTE DA “CORTINA DE FUMAÇA” PRODUZIDA PELO STF PARA LEGITIMAR A PRISÃO ARBITRÁRIA DE LULA 



Aécio Neves (PSDB) se tornou réu por corrupção em votação unânime dos cinco ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes e, por 4 votos a 1, por obstrução de Justiça, com o voto contrário de Alexandre de Moraes. Toda essa movimentação política orquestrada pelo STF em conluio com o comandante da “República de Curitiba” confirma o que a LBI já denunciava: não há nada de progressivo de políticos burgueses (mesmos os mais corruptos como Aécio) serem presos, cassados ou afastados pelo Judiciário, porque esta ação representa mais um ato do recrudescimento do regime político que acabará se voltando contra o movimento de massas e seus dirigentes políticos e sindicais. Somente os apoiadores da Lava Jato como o PSTU, MES, TS podem comemorar acriticamente essa decisão, que imediatamente também foi aplaudida pela direita “verdade amarela”. O mais tragicômico é que o PT está comemorando a decisão do STF, a blogosfera ligada à Frente Popular encontra-se em “festa”. São verdadeiros idiotas políticos, como foi essa mesma esquerda que celebrou a Lava Jato em 2014. Lembremos que toda a “esquerda” reformista, particularmente o PT e o revisionismo trotskista declaravam que a farsa levada a cabo pelo Juiz “nacional” Sérgio Moro era um “patrimônio do Brasil no combate a corrupção”. Na época a presidente Dilma Rousseff chegou a declarar “Eu acho que as investigações da Lava Jato podem mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade. Mudará para sempre a relação entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e a empresa privada porque vai acabar com a impunidade. A questão da Petrobras é uma questão simbólica para o Brasil. É a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil que envolve segmentos privados e públicos. A primeira. E que vai a fundo” (11.2014)... O resultado foi a prisão de Lula!!! Agora fazem o mesmo quando Aécio vira réu no STF, o que sem dúvida vai "limpar o terreno", chutando "chachorro mortou" ou melhor um político burguês que literalmente virou "pó", para sob o manto da "imparcialidade" avançar na ofensiva do Judiciário contra a esquerda em geral. Estamos diante de um movimento bem calculado da Rede Globo em conjunto com Moro e a cúpula do STF para facilitar os próximos passos do golpismo e abrir caminho para a ascensão de um NeoBonaparte. No curso desse movimento claramente orquestrado pelo imperialismo pontuamos que estão redondamente enganados os que pensam que a “Lava Jato” tenha por objetivo exclusivo a “caçada” judicial ao PT. Dallagnol, o “quadro” formulador da Força Tarefa da direita pró-imperialista, já explanou cristalinamente que a “República de Curitiba” pretendia não só remover o governo petista como também alterar profundamente o regime político vigente. Para esta “tarefa divina” não descartam depurar institucionalmente o PMDB e PSDB, na medida em que a conjuntura permitir, ou seja, caso o governo Temer “engasgue” na aplicação das reformas neoliberais exigidas pelo mercado financeiro, o Tea Party tupiniquin estaria a postos para assumir as rédeas do regime político, reconfigurando radicalmente a constituição “democrática” de 1988. É preciso denunciar o parlamento corrupto e o conjunto do regime político burguês em que se assenta a democracia dos ricos, apontando a necessidade de se construir uma alternativa revolucionária, sem nunca abrir espaço para a direita e a reação fascista como em geral faz a mal chamada “oposição de esquerda” que deseja capitalizar eleitoralmente a crise petista. Como Marxistas Revolucionários não realizamos “lobbies” moralizantes sobre o Congresso Nacional, uma instituição do Estado capitalista e muito menos em apoio a elite Judiciária isto em nada contribui para o desenvolvimento da consciência de classe das massas exploradas acerca da necessidade de por abaixo, através da ação direta do proletariado o regime da democracia dos ricos. Na população desorganizada o ódio concentrado a corrupção estatal generalizada não será capitalizado pela esquerda revolucionária, estas camadas sociais ainda estão muito longe de compreender que somente a revolução socialista poderá eliminar o sistema de acúmulo patrimonialista dos políticos no regime burguês. Um cenário fértil para o surgimento de novos "salvadores da pátria"...Joaquim Barbosa vem aí...o PSTU agradece!
HÁ 02 ANOS DO INÍCIO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT: O COMEÇO DO FIM DA GESTÃO DA FRENTE POPULAR PELAS MÃO DE SEUS “ALIADOS” BURGUESES VIA O GOLPE PARLAMENTAR

Publicamos o artigo elaborado pela LBI há dois anos atrás analisando a aprovação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, que posteriormente resultou no afastamento definitivo da presidente Dilma. Com Lula hoje preso pelo Juiz Moro, tem-se o aprofundamento do golpe parlamentar iniciado em 2106. Naquele momento pontuamos que os aliados burgueses reacionários, muito úteis para aplicar o ajuste neoliberal contra as conquistas do povo trabalhador, se revelaram “escorpiões” para defender o mandato presidencial do PT. Alertamos naqueles dias que o esgotamento precoce do governo Dilma e o desenvolvimento posterior que desaguou no seu impedimento, não parte de uma necessidade da burguesia nacional em desfechar um Golpe de Estado, ou seja, alterar radicalmente as linhas fundamentais do regime democratizante (uma paródia de democracia burguesa) instaurado com o advento da “Nova República” no Colégio Eleitoral em 1985. Esta variante (Golpe de Estado) se coloca diante de uma situação de absoluta radicalização da luta de classes, onde a liberdade de organização da classe operária (direitos democráticos) pode se transformar em avanços revolucionários que ameacem a dominação capitalista. Nenhum destes ingredientes esteve presente na atual crise política do regime. Recapitulando, o default prematuro da quarta gerência petista foi produto do fim de um ciclo econômico mundial, no qual a política de conciliação de classes da Frente Popular foi extremamente útil para os negócios da burguesia nacional. Encerrado o “boom” das commodities e da fartura do crédito para introduzir no mercado de consumo a chamada “classe C” e financiar a expansão das grandes empresas, o governo petista perde sua utilidade para os reais donos do poder, o capital. Fenômeno político totalmente distinto ocorreu com o presidente João Goulart, onde a organização revolucionária do proletariado avançava a passos largos por cada “brecha” (como as Reformas de Base) que o governo nacionalista burguês abria, nesta situação a burguesia precisava derrotar o conjunto das forças de esquerda (Jango, CGT, Ligas Camponesas, Prestes) com métodos de guerra civil: o Golpe de Estado se impunha. As reformas neoliberais de Dilma e seu draconiano “ajuste fiscal” foram uma exigência do capital imperialista, em nada ameaçavam a dominação burguesa... muito pelo contrário! Porém houve um “óbice” na lentidão do cronograma da austeridade financeira do governo Dilma, o incremento da recessão econômica paralisava a rentabilidade dos negócios da burguesia, e um de seus segmentos mais representativo resolveu por não aguardar as eleições presidenciais de 2018, era necessário por em marcha um golpe institucional lastreado na paralisia estatal da Frente Popular.


A “GLORIOSA” BASE ALIADA DO GOVERNO DILMA FOI PROTAGONISTA DO 1º ATO DO GOLPE INSTITUCIONAL: OS “COMPANHEIROS” BURGUESES DO PT “ROERAM A CORDA” PARA ALIAR-SE AO RATO TEMER
(Blog da LBI, 17 DE ABRIL DE 2016)

O governo Dilma neste domingo, 17 de abril, talvez tenha amargado sua derrota fatal, com forte gosto de "traição" de antigos "companheiros" das oligarquias burguesas que até pouquíssimo tempo habitavam a chamada "base aliada" da Frente Popular no Congresso Nacional. Os tradicionais parceiros do PT como a família Sarney, Cabral&Pezão, Edir Macedo e todos seus pastores parlamentares, Maluf e o PP, o PSD do ministro Kassab, PR etc "roeram a corda" para aliar-se ao rato Temer...Um fato ainda mais ridículo foi o literalmente "até ontem" Ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes (PMDB-MG) votar pelo impeachment quando foi "liberado" por Dilma para votar contra! O prefeito do Rio, Eduardo Paes, tido como "amigo íntimo" de Lula ao ponto de trocar confidências por telefone, que lhe presenteou com verbas milionárias das Olimpíadas, mandou seu secretários municipais se licenciarem para literalmente votarem todos contra o Planalto! Mesmo o PDT agora sob o comando dos Gomes teve muitas "baixas" contra a aprovação do impeachment. Ao lado do governo apenas PT, PSOL e PCdoB mantiveram a fidelidade integral ao mandato de Dilma. Com a decisão da Câmara o golpe institucional avançou a passos largos e ainda que o Senado tenha a decisão final, a ser realizada em duas votações (uma por maioria simples e outra qualificada de 2/3) será muito difícil reverter a dinâmica política imposta a partir deste domingo. Faltaram cerca de trinta votos para que o governo conseguisse barrar o golpe parlamentar ainda na Câmara, não era muito considerando que bastava que apenas o PSD ou o PR, que detinham ministérios importantes do governo, fechassem questão contra a admissibilidade do impeachment. O PP, que detém cerca de 40 votos na Câmara, poderia ter ao menos se dividido e assim já complicaria os planos de Temer e Cunha assumirem o Planalto, porém nada disto ocorreu, pelo contrário, essas siglas votarem em peso pelo impeachment de Dilma, no PP apenas 04 votaram com o Planalto! O PR que tinha declarado apoio formal ao governo só garantiu 09 votos... Com esse resultado, a Frente Popular sai gravemente ferida deste processo, e não falamos simplesmente do aspecto institucional e suas consequências da perda do aparelho estatal. Será imenso o desgaste político diante das massas de ter acumulado aliados burgueses reacionários, que foram muito úteis para aplicar o ajuste neoliberal contra as conquistas do povo trabalhador, mas que se revelaram "escorpiões" para defender o mandato presidencial do PT. A próxima "batalha parlamentar" que se aproxima no Senado, já se anuncia perdida para o governo do PT, que deverá se preparar para colher um retumbante fiasco eleitoral nas próximas eleições municipais. É certo que o PT ainda detém um forte potencial político para uma futura eleição presidencial em 2018, ou antes caso a burguesia decida "caçar" também Temer e Cunha. Porém não se sabe ainda em que condições programáticas Lula e o PT se apresentarão em uma nova rodada eleitoral, se com a velha cara do discurso da necessidade do ajuste neoliberal ou com uma renovada demagogia populista de esquerda. O certo é que a ofensiva ideológica e jurídica institucional (estado de exceção) da direita ganha um alento importante com a aprovação do impeachment de Dilma, que apostando todas as fichas de sua defesa na esfera parlamentar colheu (parceiros fisiológicos burgueses) uma tremenda derrota política. A Frente Popular sequer mobilizou suas bases sindicais e populares para uma greve geral contra o impeachment, se limitou a impulsionar atos (de características eleitorais) com artistas e personalidades culturais quando atingiu o melhor momento da resistência contra a ofensiva da direita. Uma derrota vergonhosa sem um chamado de luta para as massas proletárias, assim podemos caracterizar a conduta covarde da Frente Popular diante da grave crise política que foi acometida. O proletariado deve abstrair todas as lições de mais esta derrota da estratégia de colaboração de classes, para poder organizar de forma independente o combate a ofensiva imperialista que atingiu um novo patamar com a efetivação desta manobra parlamentar reacionária contra o governo do PT.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

ÚLTIMO MOMENTO: ESTADO TERRORISTA DE ISRAEL ATACA COM MÍSSEIS A SÍRIA. DEFENDER MILITARMENTE O REGIME AL ASSAD DA OFENSIVA SIONISTA, COM NOSSOS PRÓPRIOS MÉTODOS DA LUTA DE MASSAS INTERNACIONAL!


A província síria de Homs acaba de ser bombardeada agora a noite (16/04), por mísseis de fabricação ianque. De acordo com a agência de notícias SANA, os mísseis invadiram o espaço aéreo sírio e foram derrubados perto da província de Homs pelas baterias de defesas. O Pentágono afirmou que "não há atividade militar dos Estados Unidos naquela área neste momento". O porta-voz Eric Pahond afirmou que no momento não há mais informações sobre o ataque, negando qualquer iniciativa dos EUA. Ao que tudo indica os mísseis partiram da mesma região, onde estão as bases militares do Estado terrorista de Israel, que pretende aproveitar a vaga assassina da ofensiva militar da OTAN contra o regime nacionalista de Al Assad. Queremos ver se os "sionistas de esquerda", da direção do MAIS como Waldo Mermelstein ficarão novamente "neutros" e calados diante da ofensiva militar do carniceiro Bibi Netanyahu contra o povo sírio. Desde os Marxistas da LBI, convocamos o proletariado mundial a rechaçar mais uma vez o covarde ataque do sionismo, este sim verdadeiro carrasco dos povos árabes e palestinos, mobilizando as massas para defender o regime Assad do imperialismo e seus acólitos, com nossos próprios métodos da luta de classes!

domingo, 15 de abril de 2018

NÃO AO BOMBARDEIO DAS POTÊNCIAS CAPITALISTAS CONTRA A SÍRIA! DEFENDER A SÍRIA DA AGRESSÃO IMPERIALISTA!


Publicamos abaixo a declaração política unitária assinada por organizações políticas, entidades e personalidades contra a agressão imperialista a Síria. Por entender que esta era uma iniciativa urgente de frente única contra o ataque perpetrado pelos EUA, Inglaterra e França a LBI subscreveu o texto, apesar de ter sérias divergências com alguns pontos de seu conteúdo programático, particularmente com a posição de “exigir que as determinações da ONU sejam respeitadas pela OTAN”, na medida que não temos nenhuma ilusão no papel “mediador” das Nações Unidas, um covil de bandidos controlado em última instância pelo imperialismo ianque. Infelizmente fomos voto vencido nessa discussão. Apesar disso, a declaração tem o mérito de se colocar claramente no campo da nação oprimida contra o imperialismo e de convocar a unidade tática com a Rússia, Irã e Hezbollah para derrotar os chacais imperialistas e o enclave sionista. Além disso, o texto denuncia corretamente o papel dos “rebeldes” financiados pela CIA como uma força auxiliar da OTAN em terra na Síria. Por fim, essa declaração serve de base para a convocação de um ato político contra o bombardeio imperialista, importante atividade que deve ocorrer nos próximos dias em São Paulo.

Nós, entidades e indivíduos abaixo assinados, declaramos nosso total apoio ao governo sírio e seus aliados Rússia, Irã e Hezbollah, diante de quaisquer agressões que sofram. Repudiamos com toda a força o bombardeio da Síria, ordenado pelo governo de Donald Trump, que contou com o apoio de seus aliados, França e Inglaterra, utilizando como pretexto falsas acusações.

É inadmissível e cruel um ataque dessa natureza, que coloca o mundo de volta diante da possibilidade de outra grande conflagração internacional. Queremos destacar que o ataque foi realizado sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, ou seja, em desrespeito às leis internacionais.

As recentes movimentações de frota naval norte-americana no Mediterrâneo, carregando imenso poder de fogo e acompanhada de acusações de novo ataque químico em Douma – Ghouta Oriental – elevaram o alerta esta semana de um possível e maciço ataque à Síria. Este se concretizou no dia 14 de abril, quando Damasco sofreu duro ataque de mísseis disparados por EUA, Reino Unido e França. Curiosamente, o ataque surpreendeu a equipe de investigadores da OPAQ – Organização para a Proibição de Armas Químicas – que está em Damasco justamente para investigar a acusação feita pelos EUA de ataque químico supostamente realizado pelo governo.

A retomada de Goutha Oriental por parte do governo sírio foi estratégia essencial, esperada desde a queda desta região nas mãos de grupos apoiados principalmente por Arábia Saudita (Jaish Al Islam) e Turquia (diversos grupos, compondo o chamado Exército Livre da Síria, no qual se inclui a Ikhuan, Irmandade Muçulmana). A segurança de Damasco, como cidade e como capital e sede do governo, que em março foi alvejada por mais de 1000 mísseis e morteiros lançados desde os bairros sequestrados pelos “rebeldes”, dependia totalmente da operação. O Exército Árabe Sírio encontrou ao menos dois laboratórios clandestinos de produção de armas químicas em Goutha Oriental nas mãos da Al Qaeda e impediu que ataques ocorressem durante a libertação da região.

A retomada de um subúrbio composto de várias cidades das mãos de grupos afiliados à Al Qaeda pelo governo da Síria levou os aliados EUA, Inglaterra, França, Turquia, Catar, Arábia Saudita, Jordânia e Israel a reverem suas opções. A luta por procuração, pela qual estes países financiaram, armaram, treinaram e socorreram o wahhabismo terrorista por 7 anos na Síria, pode ter chegado ao fim, ao menos por hora.

Para que alcancem seus objetivos, EUA e aliados da OTAN e das monarquias absolutistas wahhabistas árabes do Golfo Pérsico parecem julgar indispensável a mudança de regime na Síria. Poderíamos aqui levantar as diversas hipóteses do porquê dessa obsessão em derrubar Bashar Al Assad. A disputa pelo transporte ou pela exploração de gás e petróleo (pré-sal mediterrâneo e Golã sírio); a barragem econômica da aliança asiática com a China, chamada também de Nova Rota da Seda; e a expansão do poderio e controle de Israel sobre o Oriente Médio – daí o apoio deste a um Curdistão ao norte da Síria – são possíveis explicações, que devem ser entendidas em seu conjunto. No entanto, a grande desculpa para a intervenção, recorrente durante toda a guerra, continua sendo a alegação de infração de direitos humanos, especialmente pelo suposto e nunca comprovado uso de armas químicas por parte do governo sírio. Mais uma vez, os amigos do Império Anglo-Sionista são perdoados de seus crimes, que não são poucos e, aos inimigos, a lei tenta ser aplicada, na base do ataque de falsa bandeira.

Apelamos a denunciar a natureza criminosa do imperialismo dos EUA e dos seus parceiros europeus e a mobilizar-se perante as embaixadas dos EUA em todo o mundo.

Exigimos que as determinações da ONU sejam respeitadas pela OTAN e seus membros individualmente.

As comunidades árabes na diáspora, bem como os diversos grupos e partidos progressistas, de direitos humanos e de lutas pós-coloniais devem unir-se para pressionar seus governos, imprensa e organismos internacionais a CESSAREM A GUERRA NA SÍRIA E PERMITIREM ÀQUELE PAÍS E SEU SOFRIDO POVO INICIAREM UM NOVO TEMPO, DE RECONSTRUÇÃO, RESTAURAÇÃO DA DIGNIDADE NA REGIÃO E RETORNO AO LAR.

Sábado, 14 de abril de 2018
  
Oriente Mídia
Cebrapaz
Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria
CMB-Confederação de Mulheres do Brasil
Nova Resistência
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Liga Bolchevique Internacionalista (LBI)
Luta pelo Socialismo (LPS)
União Reconstrução Comunista (URC)
Claude Fahd Hajjar – Vice Presidente de Fearab América
Lejeune Mihran. Sociólogo, escritor e analista internacional
Babel Hajjar- jornalista e pesquisador
Breno Altman – jornalista e diretor do site Opera Mundi
Maria do Socorro Gomes Coelho – Diretora do Cebrapaz
José Reinaldo Carvalho- Diretor do Cebrapaz e editor do sítio www.resistencia.cc
Alencar Santana – Deputado Estadual
Fuad Achcar – Advogado, diretor da Fearab América, conselheiro da ICARAB e Clube Homs, membro do Nucleo de Cultura Árabe do Esporte Clube Sírio desde sua fundação.
Jamil Mourad- Médico e ex deputado federal, membro da Cebrapaz
Ualid El Kobari- empresário
Mauro Fadul Kurban- Advogado
Emir Mourad- Engenheiro civil
Eduardo Elias- Presidente da Fearab São Paulo
Jamile Abdel Latif- Advogada
Abdel Latif Hasan Abdel Latif – Médico palestino
Naji Omar Abdellatif – Médico palestino
Antonio Carlos Mazzeo –  Professor
Michel Saccab Filho- Médico, conselheiro e ex-diretor do Esporte Clube Sírio- SP
Reda Soueid- Assessor
Bechara Aziz Ibrahim- Arquiteto
Marlene Jazra Haddad Fahd- Arquiteta
Arminda Borges Latif – Professora aposentada
Ibrahim Muhd Abdel Latif – Engenheiro aposentado, empresário
William Dunne- Redator do Jornal da Causa Operária
André Drumond Ortega- Revista Ópera
Jamile Abdel Latif-  Advogada
Edson Albertão- Militante Frente Brasil Sem Medo
Maria Dolores Zundt- Militante da LPS.
Natalia Forcat- Cartunista
Selma Ismail Mohamad- Economista
Rafael Chervenski da Silva- Militante do PT
Guilherme da Hora Pereira- Militante do PCdoB
TRUMP ATACA A SÍRIA: MAIS E PSTU EM CAMPOS POLÍTICOS OPOSTOS EM RELAÇÃO AO GOLPE NO BRASIL, PORÉM BEM IRMANADOS NO APOIO A OFENSIVA IMPERIALISTA CONTRA O REGIME NACIONALISTA DE AL ASSAD


O grupo “MAIS” rompeu em 2016 com o PSTU e a própria LIT, denunciando que sua antiga organização Morenista adotava no Brasil uma política de apoio ao golpe parlamentar que apeou Dilma do governo central, e por consequência defendia a famigerada “Operação Lava Jato” e a prisão de Lula pelo Justiça burguesa, sob o comando do famigerado Sérgio Moro. Logo o agrupamento comandado por Valério Arcary e Waldo Mermelstein deu um giro de 180 graus. Ingressou no PSOL e passou a ser um dos maiores defensores do Lulismo e sua plataforma de conciliação de classes dentro das fileiras do novo partido reformista que os abrigou, tendo inclusive assento privilegiado nos atos políticos da Frente Popular que a pretexto de combater a “prisão de Lula e o avanço do fascismo” selaram as bases para uma aliança eleitoral entre o PT e o PSOL nas eleições de 2018. Se no Brasil o “MAIS” passou do sectarismo para o ultra-oportunismo, na Síria continua fielmente seguindo a política da LIT e do Morenismo! Na declaração escrita por Waldo Mermelstein para o Esquerda On Line (14/04) intitulada “EUA promove ataques aéreos à Síria: Chega de intervenção! Paz para o povo Sírio!” não há uma linha sequer convocando a derrota militar do imperialismo ianque e o estabelecimento tático da frente única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar a agressão das potências capitalistas (EUA, França, Inglaterra). O reclame genérico de “Chega de Intervenção!” é docilmente voltado a condenar tanto os bombardeios ianques como a “influência russa” na Síria em uma espécie de “neutralidade”. Essa posição já seria impossível de ser adotada pelos revolucionários no conflito em questão, rompe com a lição programática legada por Lenin e Trotsky de postar-se incondicionalmente no campo da nação oprimida contra uma agressão imperialista independente da direção que comanda o país atrasado, no caso Bashar Al-Assad, que tanto o “MAIS” como o PSTU acusam de ser um “ditador sanguinário”. Lendo atentamente o texto percebe-se que a verdadeira posição do “MAIS” continua a ser a surrada cartilha pró-imperialista Morenista de “Fora Assad” sob o manto da “neutralidade”. No artigo de Waldo está apontado esse eixo político e militar literalmente, ao declarar que “A solução para acabar com o sofrimento do povo sírio não virá dos ataques aéreos das potências que dominaram a região por mais de um século, nem dos russos que aumentaram sua influência na região ultimamente. Nem do regime sanguinário de Assad. Somente a pressão externa e a solidariedade internacional podem ajudar a que a oposição social e laica na Síria se recomponha ou se reorganize de forma independente das forças intervencionistas e/ou sectárias e consiga derrubar Assad e seu regime, sem o que não poderá haver qualquer esperança de colocar um fim ao sofrimento do povo do país”. O que significa “somente a pressão externa e a solidariedade internacional podem ajudar a derrubar Assad e seu regime”? A resposta é clara, a pressão das potências imperialistas para isolar a Síria, a chantagem da ONU contra a Rússia e o Irã, as ameaças da OTAN e sanções econômicas contra o governo sírio! A tal “oposição social e laica” apoiada pelo MAIS neste momento é representada pelo Exército Livre da Síria (ELS) que assim como os demais grupos “rebeldes” islâmicos são patrocinados, financiados e assessorados pela CIA e o Mossad! Em resumo estamos diante da defesa “envergonhada” da escandalosa política Morenista de reivindicar ao imperialismo “armas para os rebeldes” defendida pela LIT. Neste ponto, a corrente Morenista é bastante clara e mais coerente. Diante dos bombardeios lançou uma declaração intitulada “Repudiamos o bombardeio imperialista contra a Síria!” (14.04) que assim como o “MAIS” aponta como tarefa principal não a derrota do imperialismo e sim a derrubada do governo Assad! Neste texto escandaloso, a LIT afirma “Tanto na Síria como no resto do mundo, a luta deve ser contra ambos os blocos inimigos do povo sírio. Por isso, a LIT-QI rechaça os ataques de Trump-Macron-May, ao mesmo tempo em que afirma que Al-Assad deve ter o mesmo destino que Kadafi. Estamos incondicionalmente com a revolução síria. É necessário concretizar qualquer ação de solidariedade ao povo e a esta causa. É preciso convocar manifestações, organizar o envio de ajuda humanitária, e exigir a cada governo que entregue, sem condições, armas pesadas e tecnologia militar aos rebeldes, para que possam se defender dos ataques genocidas de Assad. A revolução síria deve triunfar”. Em resumo, por trás do suposto “repúdio” aos bombardeios reivindica textualmente que os governos imperialistas forneçam armas aos “rebeldes” treinados pela CIA e o Mossad, clamando que Assad tenha o mesmo destino que Kadaffi, ou seja, seja derrubado e morto pelos “rebeldes” pró-OTAN em terra. No Brasil, o “MAIS” rompeu com o PSTU e passou de malas e bagagens para o campo político da Frente Popular, recorrendo ao real perigo do “neofascismo” como alicerce para as alianças eleitorais do PSOL como PT no segundo turno, na medida que Boulus já é um dos candidatos apoiados por Lula no primeiro turno. Na Síria, o “MAIS” segue vergonhosamente refém da mesma política Morenista, ao negar-se a chamar a derrota do imperialismo e a frente única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar os chacais agressores comandandos por Trump, May e Macron! Em resumo, enquanto no Brasil PSTU e “MAIS” trilham caminhos opostos do mesmo lado da moeda, um na senda do sectarismo e o outro na vereda do ultra-oportunismo, na Síria ambos agrupamentos revisionistas estão de mãos dadas com o imperialismo para derrubar Assad!

sábado, 14 de abril de 2018

FRACASSA O ATAQUE DOS CHACAIS IMPERIALISTAS A SÍRIA: DEFESA ANTIAÉREA DO REGIME ASSAD DERRUBA A GRANDE MAIORIA DOS MÍSSEIS IANQUES. FRENTE ÚNICA MILITAR COM PUTIN, KHAMENEI E ASSAD PARA DERROTAR TRUMP!


O imperialismo ianque e seus capachos franceses e britânicos bombardearam na noite desta sexta-feira, 13.04, o território da Síria. As defesas antiaéreas sírias frustraram a primeira onda de ataque que redundou em um profundo fracasso. As cidades de Damasco, Homs, uma instalação de pesquisa em Barzeh foram atacadas durante as operações militares dos EUA, Reino Unido e França, sob o comando de Trump. Muitos mísseis foram interceptados, segundo fontes russas cerca de 50 deles, senão as consequências teriam sido infinitamente piores. Diante desse revés do ataque do imperialismo é preciso reforçar o chamado a frente única com Putin-Assad-Khamenei contra a agressão lançada pela Casa Branca e seus asseclas. Nesse momento o proletariado mundial deve convocar imediatamente manifestações para repudiar o bombardeio contra a Síria e postar-se no campo do país oprimido contra o agressor imperialista, como nos ensinaram Lenin e Trotsky.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

HÁ TRÊS ANOS DA MORTE DE EDUARDO GALEANO


GALEANO PRESENTE! UM INTELECTUAL PROGRESSISTA QUE NÃO COLOCOU A VENDA SUA HISTÓRIA DE VIDA

“Vivemos em plena cultura da aparência: O contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.” - Eduardo Galeano

A morte de Eduardo Galeano representa um duro golpe no campo progressista e anti-imperialista mundial em uma época onde a ofensiva do capital financeiro sobre os povos atinge seus níveis mais acentuados. Galeano não era um comunista, mas soube honrar até o último dia de sua vida suas profundas convicções democráticas sobre as raízes da realidade latino-americana, abordada em inúmeras crônicas, artigos e livros. Nos dias da cólera neoliberal são poucos os escritores, intelectuais e artistas de um modo geral que não sucumbem a lógica do mercado para se tornarem mais palatáveis a chamada "cultura de massas", um eufemismo que costuma agradar os agiotas do conhecimento humano. Nascido em Montevidéu no ano de 1940 desde muito jovem abraçou o ofício do jornalismo, quando desistiu de seu futuro futebolístico mais tarde retratado em sua obra "O futebol ao sol e à sombra". Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 60 como editor do "Marcha", importante periódico semanal que contava como articulistas Vargas Llosa e Mario Benedetti. Em 1971 publicou seu livro mais conhecido "As Veias Abertas da América Latina" afirmando seu viés ideológico de esquerda anti-imperialista com a denúncia libertária do saque colonial de nosso continente. Em 1973 foi preso em Montevidéu e posteriormente obrigado a se exilar na Argentina em virtude do golpe militar em seu país, três anos depois estava na "lista de morte" do sanguinário general Videla, quando partiu para um novo exílio para o Estado Espanhol. Na Europa deu início a trilogia "Memória do Fogo", obra premiada internacionalmente. Em 1985 quando do término do regime militar no Uruguai, Galeano retornou ao seu amado país onde viveu até sua morte. Acerca do governo "democraticamente eleito" de Julio Sanguinett, Galeano sempre manteve uma postura crítica, posição que sustentou até os dias de hoje no Uruguai sob o poder da Frente Ampla, mesmo intervindo em uma de suas alas de esquerda. Com sua morte os barões da mídia corporativa tentaram falsamente imputar a Galeano uma autocrítica política de sua obra, distorcendo algumas de suas declarações sobre "Veias Abertas da América Latina". Porém Galeano não era um intelectual venal do tipo FHC rechaçando cabalmente a torpe falsificação. Mesmo mantendo nítidas diferenças programáticas com alguns pontos da trajetória e dos próprios escritos de Galeano, prestamos nossa modesta homenagem a esse combatente da causa popular latino-americana, conscientes que nesta hora de profundo recrudescimento da ofensiva imperialista contra os povos após a "Queda do Muro de Berlim" nossa trincheira perdeu um valoroso guerreiro.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

IMPERIALISMO RECORRE A FARSA DE UM “ATAQUE QUÍMICO” PARA LANÇAR AÇÃO MILITAR CONTRA ASSAD: FRENTE ÚNICA COM A RÚSSIA/SÍRIA CONTRA A OTAN E ISRAEL COMO PARTE DA LUTA POR UMA DIREÇÃO REVOLUCIONÁRIA PARA OS TRABALHADORES!


As falsas denúncias de ataques químicos por parte do governo Assad na cidade de Duma, no leste da Ghouta, na Síria, visam proteger os terroristas financiados pelo imperialismo e justificar uma intervenção militar da OTAN. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia “Continuam os ataques informativos sobre o uso de cloro ou outras substâncias tóxicas pelas forças governamentais. Mais uma história forjada sobre um alegado ataque químico contra Duma apareceu ontem. Entretanto, são feitas referências à famigerada organização não governamental Capacetes Brancos, que reiteradamente fez conluios com os terroristas, e a outras chamadas organizações humanitárias baseadas no Reino Unido e nos EUA” (Sputnik, 08.04). Segundo a chancelaria russa, “O objetivo dessas invenções mentirosas, que não têm nada a ver com a realidade, é proteger os terroristas e a oposição radical inflexível, que recusa uma solução política, ao mesmo tempo tentando justificar possíveis ataques do exterior”. Por fim abordando a possível ação da OTAN contra o governo Assad, o comunicado declara “É necessário avisar mais uma vez que uma intervenção militar com os pretextos falsos e forjados na Síria, onde a pedido do governo legitimo há militares russos, é totalmente inaceitável e pode levar às mais graves consequências”. A agência síria SANA comunicou, citando uma fonte governamental, que o grupo Jaysh al-Islam está divulgando notícias falsas sobre um suposto ataque químico em Duma para deter a ofensiva bem-sucedida do exército sírio na região. O presidente ianque Donald Trump prometeu nesta segunda-feira (09.04) tomar em 24 a 48 horas uma “decisão importante” sobre a Síria: “Estamos estudando a situação e falando com líderes militares, e tomaremos alguma decisão importante nas próximas 24 a 48 horas. Se é a Rússia, se é a Síria, se é o Irã, se são todos eles juntos, vamos descobrir”. Mais cedo, também nesta segunda, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou que “não descarta ações militares contra a Síria após surgirem informações sobre o ataque químico na cidade síria de Duma atribuído às tropas do presidente Bashar Al Assad”. A posição dos Marxistas-Revolucionários denunciar a farsa montada pelo imperialismo e rechaçar qualquer agressão militar ao território da Síria. Ao denunciar a agressão imperialista, no campo militar os trotskistas reafirmam a frente única com o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os “rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca. Os Comunistas Proletários militam nestas trincheiras de combate com total independência política e militar das direções burguesas e nacionalistas para forjar uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa internacionalista! Frente a esta rica realidade da luta de classes, reafirmamos que na Síria nos mantemos ao lado da aliança Rússia/Síria, repudiando qualquer bombardeio imperialista ao país. Para derrotar a ofensiva política e militar das potências abutres e de seus aliados internos é preciso que o proletariado sírio em aliança com seus irmãos de classe do Oriente Médio se levante em luta contra a investida imperialista na região, travestida pela retórica de defesa dos “direitos humanos e democracia”. Neste momento é fundamental estabelecer uma clara frente única anti-imperialista com as forças populares que apoiam o regime nacionalista burguês sírio, assim como com o Hezbollah para derrotar a ofensiva sobre o país. Combatendo nesta trincheira de luta comum, os revolucionários têm autoridade política para rechaçar inclusive as concessões feitas pelo governo de Bashar Al-Assad a esses organismos imperialistas que pretendem subjugar o país, forjando no calor do combate as condições para a construção de uma genuína alternativa revolucionária as atuais direções burguesas que via de regra tendem a buscar acordos vergonhosos com a Casa Branca. Por fim, esclarecemos que os Marxistas Leninistas nunca nutrimos a menor simpatia política pelo regime da oligarquia burguesa de Assad, porém declaramos abertamente e sem dissimulações que temos um “lado” na guerra civil da Síria, o nosso campo é frontalmente oposto aquele que o imperialismo e seus “amigos” apostam suas “fichas”. Impedir que a OTAN abra um corredor militar desde a Síria, passando pelo Líbano, para atacar o Irã, é neste momento a tarefa central da classe operária internacional em seu combate revolucionário e anti-imperialista. No campo oposto, o “MAIS”, o PSTU, a CST, a LIT e a UIT estão ao lado dos mercenários “rebeldes” terroristas e da contrarrevolução imperialista, são adversários das nações atrasadas atacadas pelo imperialismo e da política nos legada por Trotsky!

sábado, 7 de abril de 2018

LULA ANUNCIA SUA RENDIÇÃO EM RESPEITO A ORDEM BURGUESA: SEM RESISTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA, O PT ENTREGA LULA AOS CHACAIS DA LAVA JATO! FRENTE POPULAR ORIENTA MANIFESTANTES A SE DISPERSAREM. PM É CHAMADA PARA “GARANTIR VONTADE” DE LULA SER ENCARCERADO PELO JUIZ MORO!



Lula anunciou que iria se integrar à PF. Fez um discurso eleitoral, apresentou os candidatos da Frente Popular nos estados e ainda se disse feliz que nas eleições presidenciais haveriam candidatos de esquerda como Boulus (PSOL) e Manoela (PCdoB). Afirmou acreditar na justiça e apoiar a “Operação Lava Jato”, lamentando apenas que o Juiz Mouro cedeu à pressão da Rede Globo. Não denunciou em nenhum momento o STF porque tem esperança de seja libertado quando da votação do mérito da Ação Declaratória de Constitucionalidade na Suprema Corte da Justiça do capital. Em resumo, anunciou que vai cumprir as ordens da justiça burguesa. Boulus foi na mesma tonada: “Se alguém rasgou a Constituição foi quem condenou sem provas. Estamos aqui para garantir a Constituição”, reforçou. O MST orientou que todos se dispersassem no final da tarde! Lula foi inicialmente impedido de sair da sede do sindicato por manifestantes mas acabou se entregando. Diante desse impasse a presidente do PT, Gleise Hoffmann, fez um apelo patético para que os ativistas deixassem Lula se entregar a PF. Uma vergonha completa que simboliza a política de colaboração de classes em nome de se “respeitar a vontade de Lula”. A PM foi chamada para "garantir" o desejo do dirigente máximo do PT. Como alertamos o PT não apostou na luta direta para barrar a ofensiva fascista, agora impôs que os manifestantes que ficaram cercando a sede o sindicato se retirassem e liberassem a passagem. O PT orientou o que restou de sua base em frente ao sindicato que deixasse Lula sair e não “dificultasse” a tarefa da PF!  O PT não chamou a resistência porque teme que a ação das massas saia de seu controle. Lula mesmo preso, aposta no circo eleitoral da democracia dos ricos e nas instituições do regime. É preciso tirar as lições políticas e programáticas desse episódio escandaloso que o PT impôs ao movimento operário tendo o PSOL, PCdoB e PCO como parceiros dessa política de respeito integral a institucionalidade burguesa!


sexta-feira, 6 de abril de 2018

LULA NÃO PODE SE ENTREGAR A REAÇÃO! O PROLETARIADO DEVE RESISTIR A PRISÃO COM A GREVE GERAL! SUPERAR A POLÍTICA DE PARALISIA E COLABORAÇÃO DE CLASSES DA FRENTE POPULAR!


O Juiz Moro ordenou a prisão de Lula para esta sexta-feira, 06 de abril. Trata-se de uma medida claramente provocativa da “justiça” do capital visando encarcerar o mais rápido possível o dirigente máximo do PT. Neste momento Lula e a direção petista estão no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, com cerca de 3 mil ativistas prestando solidariedade ao ex-presidente. A LBI, que sempre foi uma corrente política que defendeu a oposição operária e revolucionária as gestões de colaboração de classes da Frente Popular, coloca-se neste momento na trincheira da luta direta contra a prisão de Lula pela famigerada Operação “Lava Jato” patrocinada pelo imperialismo ianque. Nossas profundas diferenças políticas e de classe com o PT nos dão toda a moral para defender Lula das garras da reação burguesa sem capitular ao programa de conciliação da direção petista. Defendemos que Lula não pode se entregar a PF e que o proletariado deve resistir nas ruas e através da luta direta a prisão com a organização imediata de uma Greve Geral política contra a escalada reacionária que avança em nosso país. Como Marxistas Revolucionários convocamos o estabelecimento de uma Frente Única de Ação Antifascista construindo unitariamente tarefas concretas para impedir a prisão de Lula: comitês de autodefesa, convocação de paralisação nas fábricas do ABC e nas categorias mais organizadas e o entrincheiramento no Sindicato dos Metalúrgicos para impedir, pela ação dos trabalhadores, o encarceramento do ex-presidente. Apesar de fazermos esse chamado público à CUT e ao PT para agirem firmemente neste momento crucial no sentido de “golpear juntos” sabemos que a Frente Popular não será capaz de responder à altura ao ataque que a burguesia desfere contra Lula. O PT não vai apostar na resistência operária porque teme que a ação das massas saia de seu controle. Lula mesmo na iminência de ser preso aposta no circo eleitoral da democracia dos ricos, ainda que perseguido é um fiel defensor da estabilidade do regime político burguês. Apesar de saber desse caminho suicida que a direção do PT e da CUT adotará é tarefa dos genuínos Trostkistas chamar a resistência para que a própria classe operária e sua vanguarda classista tire concretamente as lições políticas e programáticas da traição covarde da Frente Popular. Jamais a LBI, mesmo militando em todas as gestões petistas como os maiores adversários do PT no campo da esquerda anticapitalista, poderia atuar como o PSTU que aplaude a operação “Lava Jato” e acabou por se tornar um braço auxiliar da direita reacionária em nosso país. Compreendemos que neste momento crucial, como nos ensinou Trotsky, que a melhor forma de fazer evoluir a consciência revolucionária do proletariado é justamente revelando na arena concreta da luta de classes que o PT é incapaz de defender consequentemente seu principal dirigente das garras da justiça burguesa, enquanto os revolucionários Leninistas, sem abrir mão por um minuto sequer da delimitação programática com a Frente Popular, são os mais consequentes defensores da luta contra a reação fascista que hoje ameaça prender Lula mas que amanhã se voltará contra o conjunto do movimento operário!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

PARA O PSOL O REACIONÁRIO CELSO DE MELLO É UM "GRANDE MINISTRO": COM ESTA ESTRATÉGIA REVISIONISTA DE SUBORDINAÇÃO AO ESTADO, ESTAMOS TODOS "FERRADOS"... 


Luciana Boiteux, dirigente do PSOL carioca e que foi candidata a coprefeita do RJ na chapa de Marcelo Freixo em 2016, considera em artigo publicado no "Esquerda online" (Portal do grupo MAIS), o ultrarreacionário Celso de Mello como um "grande Ministro": vejamos a que ponto chega a claudicação da esquerda revisionista as instituições apodrecidas da velha república do capital: "O voto iluminista e indignado do grande Ministro Celso de Mello, já tarde da noite, clamava por razoabilidade, tradição, coerência e garantismo, mas a decisão já estava tomada."( Esquerda online 05/04/2018). Para os incautos que não conhecem a trajetória do conservador Celso de Mello, é bom relembrar que este Ministro do STF foi indicado pelo apagar das luzes do governo Sarney e logo depois debutou na Corte votando na absolvição do ex-presidente Fernando Collor, acusado pela CPI do Congresso Nacional de corrupção passiva. Também votou em 2010 contra a revisão da lei, que permitiria o julgamento de agentes do Estado envolvidos em tortura durante o regime militar. A anistia aos torturadores foi mantida pelo STF com o apoio do "grande Celso de Mello". No período mais recente Celso se notabilizou por ser um dos Ministros do STF que perseguiu com maior ferocidade os dirigentes do PT na farsa do processo judicial conhecido como "Mensalão". O voto de Celso crivado de ódio reacionário definia assim o PT: "Uma resposta penal severa do Estado, em justa e necessária reação do ordenamento jurídico ao comportamento delinquencial gravíssimo praticado pelos mensaleiros envolvidos....A isso, a essa sociedade de delinquentes, a essa ‘societas delinquentium’, o Direito penal brasileiro dá um nome: o de quadrilha ou bando”. (27/02/2014). Porém a plena confiança em supostos "membros íntegros" deste regime corrupto da democracia dos ricos faz com que a esquerda revisionista deposite suas forças políticas na aliança com figuras reacionárias do capital, consideradas como "iluministas", segundo palavras da própria Luciana Boiteux. Não precisamos ir muito longe para verificar as declarações de apoio e confiança do PSOL na apuração do assassinato de Marielle pelos próprios organismos estatais que executaram cruelmente a vereadora do partido no Rio de Janeiro. Com esta estratégia de completa subordinação a institucionalidade burguesa, as hordas fascistas e os comandos da extrema direita avançam sobre o movimento de massas, sem que o proletariado esboce alguma resposta revolucionária diante desta conjuntura reacionária adversa.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

6 X 5 CONTRA O HC: STF LIBERA MORO PARA ENCARCERAR LULA E PT ACEITA SERVILMENTE AS ORDENS DO “SUPREMO” ÓRGÃO JUDICIÁRIO DO CAPITAL EM NOME DE NÃO ROMPER A INSTITUCIONALIDADE BURGUESA E O CIRCO ELEITORAL



O STF negou hoje (04.04) o Habeas Corpus preventivo de Lula por 6 votos contra 5. O petista deve ser preso nos próximos dias por ordem do juiz Moro, cumprindo-se plenamente o objetivo da famigerada “Operação Lava Jato” patrocinada pelo imperialismo ianque. Desgraçadamente confirmou-se integralmente dessa forma o prognóstico que a LBI fez desde 2014 e reafirmou logo após a negativas dos recursos de Lula no TRF-4 e apesar da própria liminar do Supremo impedindo sua prisão por Moro até a decisão de hoje há duas semanas. Naquele momento solitariamente pontuamos que “Apesar da decisão do TRF-4, Lula não pode ser preso pelo juiz Moro. Na última semana, os ministros do STF concederam uma decisão liminar (provisória) favorável ao habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula que impede que o ex-presidente seja preso até o julgamento do mérito do recurso, agendado para 4 de abril. Nossa análise é que Lula caminha para o ‘patíbulo’ do STF, como o condenado comemorando um pouco de tempo ganho antes do ‘enforcamento’”. (BLOG da LBI, 26 de Março de 2018). O conjunto da Frente Popular, ao contrário, comemorou aquela decisão do STF como uma “grande vitória” que seria a ante-sala da “virada” de Lula no Supremo. Alertamos naquele momento que era um profundo equívoco patrocinar ilusões no STF, ao contrário, denunciamos o caráter de classe do STF, apontamos que a corte maior da burguesa do país está a serviço da classe dominante. Longe de embarcar na euforia de apostar na reversão do quadro por dentro das instituições do regime, convocamos a vanguarda classista a denunciar o STF como serviçal dos grandes grupos econômicos capitalistas, alertando inclusive que os “ilustres” ministros desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita reacionária e a Frente Popular! Agora, diante do resultado desfavorável a Lula e frente a iminência de sua prisão, o que fará a Frente Popular? Temos a certeza absoluta que Lula aceitará a decisão pacificamente como já havia afirmado várias vezes em nome da estabilidade burguesa e do funcionamento do circo eleitoral. Haddad é o famoso plano B, com vistas a ir ao segundo turno. Mesmo na véspera de sua prisão Lula respeita servilmente as instituições da burguesia e teme convocar as massas a reagir porque uma convocatória a luta direta poderia sair do controle do PT, provocando enfrentamentos de rua e a entrada em cena dos trabalhadores. É tudo que o PT e Lula não desejam em seu plano de serem gerentes da burguesia futuramente. Se em 2018 um Tucano (Alckmin) deve voltar ao Palácio do Planalto, depois (2022 ou 2026) o petismo espera ser retribuído com seu retorno a presidência na famosa “alternância política” entre os partidos da ordem capitalista. Esse é o jogo da democracia burguesa e de seu circo eleitoral fraudado. Segue-se o clássico script de colaboração de classes da Frente Popular. A LBI, ao contrário desse caminho de desmoralização e derrota, convoca todas as organizações operárias e populares a deflagarem uma Greve Geral política contra a prisão de Lula e para barrar nas ruas as ordens antidemocráticas da máfia de toda do Supremo órgão jurídico da burguesia!

terça-feira, 3 de abril de 2018

“ATO PELA DEMOCRACIA” COM LULA E FREIXO NO RIO: SOB O PRETEXTO DE “COMBATER O FASCISMO” NO CAMPO ELEITORAL, ENCONTRO DÁ INÍCIO AS NEGOCIAÇÕES PARA ALIANÇA ENTRE PT E PSOL EM 2018


Quem assistiu ao “ato em defesa da democracia” ocorrido ontem (02.04) à noite no Circo Voador, no Rio de Janeiro e viu os discursos e os abraços entre Lula e Freixo saiu com a certeza de que aquele encontro foi o ponta pé das negociações para a aliança eleitoral entre PT e PSOL já no primeiro turno de 2018, pelo menos no Rio de Janeiro. O “combate ao fascismo” foi apenas o pretexto para legitimar essa unidade eleitoral, nenhum partido propôs a luta direta e nas ruas contra a direita reacionária e as milícias assassinas. A construção de comitês de autodefesa não consta no cardário da Frente Popular! O grande mote foi “eleger parlamentares de esquerda” como declarou Freixo e votar nas candidaturas do PT, PCdoB e PSOL. Freixo foi ainda mais claro: “vamos conversar olho no olho, não por notas de jornais, para ver que caminho seguir daqui para frente”. Fica clara a possibilidade de uma chapa no Rio com Celso Amorim Governador e Chico Alencar para o Senado, com essa coligação entre PT, PSOL e PCdoB elegendo muitos deputados estaduais e federais! Como o candidato presidencial do PSOL, Guilherme Boulos, já atua como um braço auxiliar do PT na disputa para o Planalto, nem mesmo está descartada uma chapa entre Lula e o dirigente do MTST. Trata-se da ampliação de frente de colaboração de classes comandada pelo PT desde 1989. Para melhor justificar essa aliança utiliza-se do real e concreto perigo do avanço do fascismo e da escalada reacionária que o país atravessa. Ocorre que longe de ser um instrumento político útil para barrar a ofensiva da direita pela ação direta dos trabalhadores, a Frente Popular formada pelo PT e PSOL (cada um tendo seu papel no campo do reformismo) patrocina ilusões do circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos e orienta os trabalhadores a acreditar nas decadentes e apodrecidas instituições do regime político burguês. Não por acaso, na sua fala Lula declarou “acredito que a Suprema Corte irá cumprir seu papel de defender a Constituição e sanar as injustiças que Moro, Dellagnol e a PF fizeram contra mim”. Diante da possibilidade de ser preso após o dia 04 de abril Lula foi o mais genérico e ordeiro possível “Se eu for preso, vocês serão meus pés e minhas mão, minha voz em defesa da democracia”. Por sua vez Freixo disse que “os policiais mortos merecem nosso respeito, não hierarquizamos os mortos aqui no Rio” em uma clara defesa da PM, uma instituição repressora voltada a assassinar trabalhadores e pobres, não esqueçamos que o parlamentar do PSOL foi ardoroso defensor das UPP´s. Em nenhum momento Lula ou Freixo chamaram mesmo que demagogicamente o fim da PM ou a “desobediência civil” diante de uma ação desfavorável ao petista no STF. Da mesma forma  limitaram-se a pedir “prisão e investigação para os que mataram Marielle e atiraram no ônibus da caranava de Lula”. Como se observa, trata-se de uma frente eleitoral em gestação que não serve como um ponto de apoio para a luta direta das massas, uma continuidade das gestões petistas que desmoralizaram o movimento operário e corromperam as lideranças sociais via sua integração ao Estado capitalista. A LBI defende um a Frente Única de Ação contra o fascismo, a construção de comitês populares de autodefesa e da construção da greve geral contra a intervenção militar e para barrar o recrudescimento das ações das hordas fascistas. A “Frente Democrática” entre PT e PSOL desgraçadamente se opõem a esse objetivo de luta direta e aponta o caminho eleitoral. A própria intervenção de Valério Arcary, dirigente do MAIS que representou o PSOL no ato, em nenhum momento apontou essas tarefas, não convocou as centrais sindicais a chamarem um dia nacional de paralisação e greve, não chamou a luta direta contra a intervenção militar, apenas reforçou a necessidade do “combate ao neofascismo” sempre dando a essa tarefa um corte eleitoral. Ao contrário dos revisionistas do Trotskismo como o MAIS-NOS que estiveram presentes no ato, defendemos que no campo, nas periferias e nos centros urbanos a organização dos círculos de autodefesa deve estar colada à ação direta nos sindicatos e associações, sempre na perspectiva da luta concreta por melhores condições de vida e salário. Não devemos encarar a formação das milícias de autodefesa como uma tarefa “militarista”, separada de nossas reivindicações pontuais e históricas. Nossas lutas deverão enfrentar uma etapa bastante delicada nesta correlação de forças, onde teremos que enfrentar o duro ajuste neoliberal e na mesma proporção a “onda” fascistizante que deve se avolumar na medida do agravamento da própria crise econômica. Estabelecer uma enérgica resposta política dos oprimidos a cada ataque direitista contra nossos companheiros e lutas, perpassa pela organização de nossas milícias de autodefesa, sabemos muito bem que com o fascismo que ameaça nossas liberdades democráticas “Não se dialoga, se combate de armas na mão, se preciso for!”. Por esta razão reforçamos nosso chamado ao conjunto das organizações políticas e sindicais da esquerda para que debatam em suas bases e organizem o mais rápido possível as milícias de autodefesa de cada organização de esquerda, porque a sanha facínora da direita já mostrou que está muito bem preparada. A LBI que combateu o golpe institucional sem deixar de denunciar a gestão neoliberal de Dilma Roussef, mais uma vez alerta que essa via de respeito a ordem capitalista e as instituições burguesa é a o caminho da derrota. Por essa vereda o movimento operário será ainda mais desmoralizado no caso de uma prisão de Lula ou de uma nova ação concreta das milícias reacionárias! Por fim, declaramos que eleições sem Lula ou com Lula são uma fraude da democracia dos ricos! O povo na democracia burguesa só pode “escolher” entre os candidatos “autorizados” pelo regime e que não convoquem a expropriação violenta do capital como fazem o PSOL e o PT. Defendemos o direito de Lula ser candidato, ou de qualquer outro cidadão, apesar de denunciar que uma candidatura comunista e revolucionária jamais será admitida pelo “establishment” dominante. Defender o direito de Lula, ou de qualquer outro cidadão brasileiro, ser candidato a presidente não é o mesmo que defender a “democracia” como valor universal, ou avalizar seu programa de sustentabilidade do capitalismo com “face humana”. Lutamos pelas liberdades democráticas no cenário social do modo de produção capitalista. Entendemos a luta pelas liberdades democráticas como o direito dos Marxistas-Leninistas se organizarem livremente para “conspirar” contra o próprio regime democrático, porém os comunistas na legalidade ou na clandestinidade mantém o mesmo objetivo estratégico, a tomada do poder pelo proletariado! Não apoiamos nenhuma sentença da justiça de classe da burguesia contra lideranças de esquerda, muito menos da famigerada operação “Lava Jato" montada pelo imperialismo para desmontar a Petrobras. A corrupção no sistema capitalista não se combate com a justiça do Estado burguês e sim com a revolução socialista! Não existe capitalismo sem corrupção, é inútil (ridículo mesmo) reivindicar dos juízes da burguesia que prendam todos os capitalistas como fazem o PSTU e a TS, cada vez mais atuam escandalosamente como linhas auxiliares da direita. Diante da Frente Popular que está se gestando entre o PT e o PSOL dizemos: Não ao circo eleitoral de cartas marcadas pelo poder do capital financeiro. Abaixo a fraude eleitoral da soberania popular, seja com Lula, Boulos, Ciro e os fascistas Alckmin e Bolsonaro. Pela ação direta e revolucionária das massas! Lutemos por um verdadeiro Governo Operário e Camponês para demolir todo o “edifício” institucional da república do capital! Para derrotar o fascismo, organizemos o armamento do proletariado e os comitês populares de autodefesa, únicas garantias de um genuíno combate de classe a reação burguesa que avança em nosso país!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

36 ANOS DA GUERRA DAS MALVINAS: ONTEM COM A ARGENTINA CONTRA A USURPAÇÃO DO IMPERIALISMO BRITÂNICO, HOJE COM A SÍRIA PARA DERROTAR AS AGRESSÕES DA OTAN E DE ISRAEL


Há 36 anos, mais precisamente no dia 02 de abril de 1982, sob a intensa pressão do movimento operário e popular, com a ditadura genocida em colapso, a Junta Militar de Galtieri determinou a invasão das Malvinas com o objetivo de desviar o foco das manifestações contra o regime e recuperar o apoio popular, explorando o justo ódio antiimperialista das massas exploradas. Na verdade, a Junta Militar não tinha nenhuma intenção de entrar em conflito armado com o imperialismo. Os generais argentinos alimentavam ilusões de que não haveria uma resposta militar enérgica do império britânico, devido a um suposto desinteresse deste em manter seu domínio sobre as ilhas. Ademais, esperavam contar com o apoio do imperialismo norte-americano, através do "cawboy" Ronald Reagan, considerado como um aliado incondicional da ditadura fascistizante,  para intermediar um acordo diplomático. A resposta da primeira ministra Thatcher foi uma imediata declaração de guerra com o envio da frota real britânica para iniciar o contra-ataque, que contou com aliados de primeira hora como os EUA e o Chile de Augusto Pinochet, que cedeu o território chileno para base de operações e de abastecimento das forças armadas do Reino Unido.