quarta-feira, 17 de maio de 2017

COM A GRAVAÇÃO DE JOESLEY (DONO DA JBS) TEMER ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS, A LAMA PODRE DOS BATISTAS (PROPRIETÁRIOS DA JBS) TAMBÉM RESPINGOU EM AÉCIO QUE RECEBEU UM "TROCO" DOS IRMÃOS REIS DO GADO...


Em meio a crise política, o TSE marcou julgamento da chapa Dilma/Temer para o dia 06/06: espada de Dâmocles sobre a cabeça do golpista, aprova a Reforma da Previdência ou será decapitado pela ditadura do judiciário bonapartista. Não esqueçamos que a JBS recebeu nos governos do PT financiamento de 12 bilhões de reais, passando de um pequeno açougue em Goiânia para uma multinacional do gado e do agronegócio. Se os Batista resolveram detonar agora Temer e Aécio devem ter muito mais bala na agulha.Somente os estúpidos reformistas acreditam nas eleições burguesas como o paraíso das liberdades democráticas. Burguesia acossa Aécio, Temer e Lula para impor um regime bonapartista do judiciário, com ou sem diretas em 2018...Contra as ilusões do cretinismo parlamentar, que neste momento clama por diretas já ou constituinte(PT,PCdoB e todos os grupos do PSOL), a tarefa que se coloca para o proletariado e o movimento de massas é a organização de uma greve geral por tempo indeterminado na perspectiva da construção de uma alternativa de poder revolucionário!

Lula e  Diosdado Cabello (Venezuela) 
em encontro com os irmãos Batista da JBS 
Publicamos o artigo do trotskista norte-americano James Petras analisando a experiência dos trabalhadores gregos com o governo de Alexis Tsipras, do SYRIZA, desde 2015. Apesar de nossas diferenças políticas com Petras, o texto em questão tira corretas conclusões políticas da gestão burguesa do partido que foi apresentado por grande parte da esquerda mundial, inclusive correntes que se reivindicam trotskistas, como uma “alternativa radical ao neoliberalismo”. Essas lições são importantes de serem apreendidas pela vanguarda militante porque no Brasil temos um partido similar ao SYRIZA, o PSOL. Não por acaso os dirigentes do PSOL saudaram entusiasticamente o ascensão de Alexis Tsipras ao governo grego e agora mantém o silêncio diante da plataforma de ataques neoliberais e submissão a União Europeia que seu aliado vem aplicando contra os trabalhadores. Esse debate ganha ainda mais importância na medida em que o PSOL lançou Chico Alencar como pré-candidato a Presidência da República, nome inclusive apoiado pelas correntes de esquerda da legenda como alternativa eleitoral à direita e a Frente Popular encabeçada pelo PT no 1º turno. Como já denunciamos, Alencar representa a defesa do “capitalismo sustentável” que somado a seu apoio a Operação Lava Jato não deixa dúvidas que será porta-voz de um programa que muito se assemelha a demagogia inicial do SYRIZA, que depois desembocou em uma gestão burguesa de draconianos ataques aos trabalhadores, com privatizações, redução de salário e pensões e submissão ao imperialismo! Vale salientar que no interior do SYRIZA, como registra Petras, uma série de grupos conformam a “Plataforma de Esquerda” que no máximo critica os “exageros” de Tsipras, assim como fazem alguns de seus similares no Brasil com relação à conduta vergonhosa de Chico Alencar, como na sua presença no recente rega-bofe com o golpista Temer ou na escandalosa defesa da caçada do Juiz Moro contra o Lula e o PT. A LBI, que combateu desde o início as ilusões no SYRIZA como faz no Brasil com o PSOL, considera que assim como Alexis Tsipras traiu os trabalhadores gregos, esse é o caminho inexorável do PSOL, ainda que não esteja colocado neste momento assumir a gerência burguesa no Brasil. Sua função será tirar votos de Lula e abrir caminho para a direita na disputa eleitoral que se avizinha.



PRIMEIRO-MINISTRO GREGO ALEXIS TSIPRAS: "TRAIDOR DO ANO" * JAMES PETRAS

Apesar da árdua competição de outros infames traidores da esquerda por todo o mundo, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras vence o prêmio "Traidor global do ano".
Tsipras merece o título de "Traidor global" porque:
1) Fez a viragem mais rápida e mais brutal da esquerda para a direita do que qualquer dos seus venais competidores.
2) Apoiou a subjugação da Grécia aos ditames dos oligarcas de Bruxelas quanto a exigências de privatizações, concordando em vender todo o seu patrimônio nacional, incluindo sua infraestrutura, ilhas, minas, praias, museus, portos, transportes, etc.
3) Ele decretou a mais brutal redução de pensões, salários e salários mínimos da história europeia, enquanto aumentava drasticamente o custo de cuidados de saúde, hospitalização e remédios. Ele aumentou o IVA (imposto sobre o consumo) e impostos sobre importações e sobre o rendimento agrícola enquanto "olhava para o outro lado" em relação a impostos de evasores ricos.
4) Tsipras é o único líder eleito a convocar um referendo sobre as duras condições da UE, recebe um mandato maciço para rejeitar o plano da UE e então dá meia volta e trai os eleitores gregos em menos de uma semana. Ele até aceitou condições mais severas do que as exigências originais da UE!
5) Tsipras reverteu suas promessas de se opor às sanções da UE contra a Rússia e retirou o apoio histórico da Grécia aos palestinos. Ele assinou um acordo de mil milhões de dólares sobre petróleo e gás com Israel, o qual capturou campos petrolífero no offshore de Gaza e na costa libanesa. Tsipras recusou opor-se ao bombardeamento da Síria pelos EUA-UE, assim como da Líbia, ambos antigos aliados da Grécia.
Tsipras, como líder do supostamente partido de "esquerda radical" SYRIZA, saltou da esquerda para a direita num piscar de olhos.
A primeira e mais reveladora indicação da sua viragem para a direita foi o apoio de Tsipras à continuação da Grécia como membro da União Europeia (UE) e da NATO durante a formação do SYRIZA (2004).
A "esquerda" do SYRIZA balbucia as platitudes habituais que acompanham a condição de membro da UE, levantando "questões" e "desafios" vazios enquanto fala de "lutas". Nenhuma destas frases "semi-grávidas" faz sentido para qualquer observador que entenda o poder que os oligarcas dirigidos pelos alemães têm em Bruxelas e sua adesão rígida à austeridade imposta pela classe dominante.



terça-feira, 16 de maio de 2017

Em lembrança ao 8º aniversário de morte do histórico dirigente Trotskista boliviano Guillermo Lora (morto em 17 de maio de 2009) o Blog da LBI reproduz um artigo elaborado em 2011 sobre as vergonhosas posições assumidas pela TPOR durante o covarde ataque da coalizão imperialista contra a Líbia. Com a morte de Lora seus seguidores revisionistas no Brasil parecem ter "esquecido" uma das principais lições de seu legado político: a Frente Única Anti-imperialista. A TPOR (corrente Lorista no Brasil) não teve o menor escrúpulo ao se aliar a grande "família" revisionista (PSTU, PCO, LER/ MRT,etc.) para objetivamente apoiar o bombardeio da OTAN sobre a nação oprimida, em nome de uma suposta "luta de massas" em oposição ao "ditador" Kadaffi. Negando visceralmente a teoria Leninista acerca da centralidade do combate anti-imperialista, a TPOR coloca na lata do lixo da História este princípio programático que deve reger a intervenção dos genuínos trotsquistas na luta de classes em nível mundial. Por este gravíssimo erro os revisionistas da TPOR hoje "repetem a dose" da traição de classe quando se negam a estabelecer integralmente a Frente Única Anti-imperialista na Síria, ameaçada pelas provocações bélicas do imperialismo ianque.



COM A MORTE DE GUILHERME LORA, O TPOR (BRASIL) PERDE DE VEZ O FIO E O PRUMO DO PROGRAMA REVOLUCIONÁRIO
(ARTIGO PUBLICADO NO SITE DA LBI EM 2011)

Nos últimos dias os prognósticos para a crise na Líbia por nós levantados vêm tragicamente se confirmando. As pressões políticas e militares do imperialismo sobre o governo líbio com a criação de uma “zona de exclusão aérea” e o deslocamento de navios anfíbios de guerra com centenas de fuzileiros à bordo através do Canal de Suez rumo ao Mediterrâneo para atracar no litoral de Trípoli são típicas ameaças de uma guerra de ocupação. Mas o fato que mais revelou o embuste da tal “revolução Líbia” pelo seu conteúdo político reacionário foi o pedido feito pelos “rebeldes” de ajuda à ONU para que esta autorize uma operação militar da OTAN para bombardear as tropas leais a Kadaffi. Os “gloriosos” insurgentes pró-democracia especificaram ainda que não era o momento de uma invasão por terra e que agradeciam a restrição aérea monitorada pela OTAN. Aqui se dissolvem como sorvete ao sol as delirantes teses da esquerda revisionista, a qual o POR brasileiro integrou-se sem pudores, segundo as quais o imperialismo ianque teria adotado a estratégia de “ajudar” Kadaffi a derrotar a “revolução democrática”.

domingo, 14 de maio de 2017

14 DE MAIO DE 1948: A FORMAÇÃO DE ISRAEL COMO ENCLAVE DO IMPERIALISMO NO ORIENTE MÉDIO E A LUTA POR UMA PALESTINA SOVIÉTICA BASEADA EM CONSELHOS DE OPERÁRIOS E CAMPONESES PALESTINOS E JUDEUS


Exatamente no dia da proclamação oficial da fundação do Estado de Israel, 14 de maio de 1948, foi declarada a primeira guerra aos países árabes. O novo exército de Israel, agora batizado "Tzahal", é abastecido belicamente pela Tchecoslováquia (membro do Pacto de Varsóvia) e Estados Unidos. Conseguindo uma triunfal vitória, alarga, desta forma, em três vezes o seu território traçado inicialmente pela ONU. O Estado árabe palestino estipulado pelo plano de partilha não consegue sair do papel, já estava morto antes de nascer. Restando ao Egito à anexação da faixa de Gaza e à Jordânia a anexação da Cisjordânia. Um milhão e meio de palestinos deixam o agora chamado Estado de Israel, expulsos de suas terras sob o bombardeio da aviação sionista, espalham-se pelo Líbano, Egito, Jordânia, Síria. 600 mil palestinos permanecem no Estado sionista, sem nenhum direito civil, tratados como cidadãos de segunda categoria em seu antigo território nacional, servindo de mão-de-obra barata que irá mover a engrenagem capitalista do enclave militar de Israel. A iminente eclosão da II guerra mundial obriga a Inglaterra, ameaçada diretamente pelo nazismo, a procurar o apoio dos países árabes contra a Alemanha. Para atrair sua simpatia, em 1939, adota o chamado "livro branco", limitando a entrada de judeus na Palestina. Tarde demais, o imperialismo norte-americano, emergente no cenário mundial, abraça a causa sionista, passando a fornecer armamento pesado às milícias sionistas que ameaçam até o próprio exército inglês. Com a vitória dos aliados e o despontar da hegemonia norte-americana só resta à Inglaterra sua retirada do cenário. A recém-fundada Organizações das Nações Unidas, substituta da antiga Liga da Nações, através da iniciativa dos Estados Unidos, e com o apoio entusiástico da URSS, decreta em 1947 a divisão definitiva da Palestina entre um Estado judeu e outro árabe palestino. O stalinismo, após os acordos de Yalta, deixará o Oriente como uma área de influência do imperialismo ianque, além da consideração do sionismo, em sua versão trabalhista como um aliado político, com o qual desenvolverá uma frente popular em Israel. O velho partido comunista palestino logo mudará seu nome para israelense por considerar as massas árabes e palestinas como atrasadas e feudais. Antes mesmo da oficialização do Estado de Israel, as tropas do Irgun retomam os massacres aos palestinos, como a chacina da aldeia de "Deir Yassin". Era o prenúncio do terrorismo sionista que irá assolar o povo palestino até hoje.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A HISTÓRIA SE REPETE COMO FARSA: TRUMP DEMITE COMEY, ASSIM COMO NIXON DEMITIA COX HÁ 44 ANOS ATRÁS. A AMPULHETA DO GOLPE DE ESTADO NOS EUA COMEÇOU A SE MOVIMENTAR


O procurador Archibald Cox, que investigava o caso Watergate, foi demitido em outubro de 1973, numa data que ficou conhecida como o "Massacre de Sábado à Noite". Como protesto, o procurador-geral da república Elliot Richardson e o vice William Ruckelshaus pediram a demissão no mesmo dia. A demissão foi entendida pela poderosa "opinião pública" norte-americana como uma tentativa para abafar o caso das escutas clandestinas no Watergate (sede do Partido Democrata). Ainda assim, o escândalo das escutas ao mais alto nível de tensão política provocou a queda do então presidente Richard Nixon em 1974, tornando-se o único presidente norte-americano a demitir-se do cargo, sob a ameaça de ser apeado da Casa Branca por um golpe de estado, evitado com a sua renúncia. Trump acaba de demitir o chefe do FBI, James Comey, que estava o ameaçando com a revelação do escândalo da "ajuda Putin". Longe de ser um ato de força, assim como não foi para Nixon, Trump atua com desespero total ao bater de frente com o complexo e poderoso aparato de segurança do império ianque. Como já tínhamos afirmado anteriormente está em marcha nos EUA um golpe de estado cujo ponto de partida foi a própria eleição do "palhaço reacionário" Donald Trump. A atabalhoada demissão do diretor geral do FBI comprova "friamente" a tese da LBI que a ampulheta para a saída de Trump da Casa Branca começou a se movimentar... É claro que existem diferenças entre o contexto histórico que atualmente evolve Trump e o da época de Nixon, este último acabara de ser reeleito em 1972 com uma super votação contra o senador Democrata McGovern que venceu apenas em único estado da federação. Trump chegou a Casa Branca derrotado pelo voto popular e com uma pequena margem no Colégio Eleitoral, porém tanto Nixon como o "palhaço reacionário" estavam acossados pelo conjunto das instituições republicanas e a razão parece a mesma: O Pentágono não avalizava a política militar destes dois presidentes, ou seja, estavam na contramão dos interesses da poderosa máquina de guerra imperialista. Marx afirmou em seu livro "Dezoito Brumário" que a história da luta de classes se repete "a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa", Trump é a farsa republicana que tomou o lugar do Tea Party nesta eleição que derrotou a senhora da guerra "madame Clinton". Sua permanência na Casa Branca é temporária por mais que tente agradar os Falcões do Pentágono rosnando contra a Coréia e a Síria. Porém não tem força suficiente para deflagrar um ataque real contra os "inimigos" militares dos EUA (Rússia, China e a própria Coréia do Norte), por isso está marcado para cair.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

PSTU REAFIRMA SEU APOIO A LAVA JATO E A PRISÃO DE LULA: DELÍRIO MORENISTA IGUALA OPERAÇÃO FASCISTA PATROCINADA PELO IMPERIALISMO AO MOVIMENTO TENENTISTA QUE QUESTIONOU AS OLIGARQUIAS REACIONÁRIAS!


No dia do depoimento de Lula ao juiz Moro (10/05) o PSTU lançou um artigo defendendo novamente a prisão de Lula, no máximo criticando a falta de “imparcialidade” de Moro, mas reafirmando o apoio integral do partido a Operação Lava Jato, rechaçando por fim a tese de que a “Força Tarefa” é patrocinada pelo imperialismo e seus órgãos de inteligência. Segundo os Morenistas tupiniquins “O papel da classe trabalhadora não pode ser se alinhar a tal ou qual corrupto ou setor burguês nessa crise. Não pode ser defender Lula, nem colocar Moro como um herói. O que os trabalhadores querem é que os corruptos e corruptores sejam presos. Temos é que defender corrupto na cadeia... Sérgio Moro está longe de ser imparcial, e isso sim deve ser denunciado, não a investigação que se abate sobre o PT e as suas relações com as empreiteiras. Se é corrupto, deve ser investigado e preso. Ponto”. O PSTU tenta cinicamente justificar sua posição apoiando-se no conceito de que “todos são corruptos, logo todos devem ser presos” pelos organismos repressores do Estado capitalista. Para os Marxistas Revolucionários não se trata de adotar os conceitos típicos da pequena-burguesia moralista, a mesma que é base para os protestos da direita contra o PT que desembocou no Golpe Institucional contra Dilma, mas compreender que a justiça no Estado capitalista tem um caráter de classe. Justamente por esse “detalhe” desprezado pelo PSTU é que neste momento inicial somente o PT está sendo de fato alvo da Operação Lava Jato, seus dirigentes históricos vêm sendo presos e Lula pode ir para a prisão em breve, enquanto os ratos da política burguesa como FHC, Temer, Aécio e Renan continuam livres. A denúncia do MPF é claramente um show midiático reacionário para atacar inicialmente Lula e o PT para na sequência perseguir toda a esquerda, inclusive os setores revolucionários que nunca apoiaram ou integraram os governos da Frente Popular. Esses fatos demostram que está em curso um processo de recrudescimento repressivo do regime político que tem como alvo não só o PT, mas o conjunto da esquerda e os movimentos sociais. O objetivo estratégico desta operação é cercear as parcas liberdades democráticas e criar um ambiente político propício para alinhar servilmente o Palácio do Planalto às ordens do imperialismo ianque e da Casa Branca na rapinagem da economia nacional. Não tem nada de progressiva a sanha de Moro e Deltan Dallagnol como defende o PSTU! Mas os delírios desta seita não param por aí! No mesmo artigo, os Morenistas chegaram a comparar a Lava Jato com o movimento tenentista que questionou o domínio das oligarquias reacionárias sobre a política nacional e deu origem a Coluna Prestes! Para estes senhores claramente perturbados mentalmente “A Lava Jato é produto da imensa crise econômica, social e política que se abateu sobre o país. Alguns autores a comparam com o Tenentismo, movimento que de alguma maneira refletia as classes médias descontentes na República Velha e que vieram depois apoiar a posse de Getúlio Vargas na revolução de 30. De certa forma, procuradores do MPF etc., refletem a crise e escapam ao controle”. Comparar o progressivo movimento dos tenentes ao dos procuradores fascistas da Lava Jato comandados pelo Juiz Moro é uma prova não só de profunda miopia política, mas acima de tudo de uma completa ignorância histórica. O tenentismo foi um movimento político-militar que teve como vanguarda os jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro no início da década de 1920 descontentes com a situação política do Brasil. Propunham reformas na estrutura de poder burguês do país, entre as quais se destacam: o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto, a reforma na educação pública e um novo regime político baseado em um Estado republicano forte apoiado em uma economia nacionalizada, ou seja, um movimento de caráter progressivo, apesar de extremamente limitado e pequeno-burguês! Os Tenentes denunciavam a República Velha dominada por oligarquias, desmoralizada pelas fraudes eleitorais, tomada pela corrupção administrativa, além de se apresentarem como aliados do povo explorado e abandonado à sua própria sorte! A Lava Jato e seus “jovens fascistas” propõem um regime de exceção, apoiado nos setores mais reacionários da classe média. Sua “Força Tarefa” está a serviço de colocar ainda mais a economia nacional sob o domínio das empresas imperialistas, tendo como meta liquidar a Petrobras! A Lava Jato visa abrir caminho para o neoBonapartismo no Brasil, apoiado em um estado policial, baseado na privilegiada casta jurídica e militar! Se o tenentismo desembocou na chamada Revolução de 1930 e no fim da política do Café com Leite, o “Procuradorismo” irá levar o país a um regime de exceção subordinado ao Amo do Norte, são dois movimentos que caminham em sentidos contrários! É essa operação urdida nos gabinetes do Pentágono que o PSTU apoia em nome do combate a corrupção! O Procurador Deltan Dallagnol, o “quadro” formulador da Força Tarefa da direita pró-imperialista, já explanou cristalinamente que a “República de Curitiba” pretendia não só remover o governo petista como também alterar profundamente o regime político vigente. Para esta “tarefa divina” não descartam depurar institucionalmente o PMDB e PSDB, na medida em que a conjuntura permitir, ou seja, caso o governo Temer “engasgue” na aplicação das reformas neoliberais exigidas pelo mercado financeiro, o Tea Party tupiniquin estaria a postos para assumir as rédeas do regime político, reconfigurando radicalmente a Constituição “democrática” de 1988. A plataforma da Lava Jato “10 medidas contra a corrupção” (escandalosamente apoiada por PSOL e PSTU) já é um esboço reacionário do programa do novo regime que defendem para o país! Longe de apoiar a Lava Jato e seus jovens procuradores fascistas (que em nada tem haver com o progressivo tenentismo!) os Marxistas Revolucionários denunciam que a corrupção não é um fenômeno episódico no regime capitalista, faz parte dos seus próprios mecanismos de acumulação privada de mais-valor. Somente a imposição de outra ditadura de classe, desta vez de caráter proletário, será capaz de iniciar a construção de uma nova sociedade e para alcançar esse objetivo estratégico é preciso edificar um partido operário revolucionário em nosso país, que supere o PT através do avanço da consciência de classe dos trabalhadores e não colocando seus dirigentes na cadeia (por mais degenerados que sejam), como defendem Moro, Deltan Dallagnol e escandalosamente o... PSTU!!!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

LULA CHEGOU A CURITIBA EM UM JATO DO EX-VICE GOVERNADOR TUCANO DE MINAS EDUARDO AZEREDO (EMPRESA MARES GUIA/PTB) SEGURANDO UMA BANDEIRA DO BRASIL PARA SINALIZAR O "LULINHA PAZ E AMOR" 
(Assista o vídeo com o depoimento a Moro)


Lula se mostra defensivo em relação ao justiceiro Moro, ainda acredita em uma aliança com setores do judiciário contra os "falcões" do ministério público. Sua denúncia da Lava Jato foi extremamente limitada, praticamente restrita aos aspectos pessoais. Lula perdeu uma excelente oportunidade de denunciar nacionalmente o projeto entreguista da "República de Curitiba" e convocar a luta contra as reformas neoliberais do golpista Temer, ao invés disto criticou sua própria companheira Dilma que teria sofrido o impeachment por não saber negociar com os "ratos" da base aliada. Todo eixo da defesa política de Lula esteve focado nas eleições de 2018, praticamente convidando moro para disputar com ele a vaga do Planalto. O certo é que lula está bem seguro que este processo, independente de uma condenação em primeira instância, o catapultou como principal força eleitoral da esquerda burguesa para 2018, do outro lado da direita ainda não há uma definição de quem cumprirá o papel do "Anticristo"...

terça-feira, 9 de maio de 2017

JUSTIÇA ORDENA FECHAMENTO DO "INSTITUTO LULA": QUANDO OS MILHÕES ACUMULADOS PELAS PALESTRAS PAGAS PELOS GRANDES GRUPOS CAPITALISTAS NÃO SÃO UM BOM ÁLIBI PARA A OFENSIVA FASCISTA CONTRA OS DIREITOS DEMOCRÁTICOS ELEMENTARES


Na Alemanha nazifascista dos anos 30 a ofensiva de Hitler esteve inicialmente voltada contra os trabalhadores judeus e militantes comunistas, milhares foram presos e enviados aos campos de concentração. Muitos banqueiros e grandes comerciantes judeus afirmavam nesta etapa que a caçada de Hitler não os atingiria porque suas fortunas os protegeriam...ledo engano. Depois de aniquilar o Partido Comunista e a Social Democracia o Terceiro Reich seguiu em sua sanha nazista contra a burguesia hebreia, humilhando até seus máximos representantes políticos. A analogia não é de toda descabida quando assistimos o milionário "Instituto Lula" ser fechado por uma ordem judicial de conteúdo claramente fascista. Não pesou o fato de que palestras de Lula eram remuneradas com altas cifras pelos maiores grupos capitalistas do país, quanto valiam exatamente os "conselhos" que Lula dava para a burguesia nacional não podemos aferir, mas é certo que deveriam ser de grande utilidade para o Bradesco, Odebrecht, Sadia e JBS etc... Porém para a ofensiva reacionária do judiciário em pleno curso nada disto tinha valor algum e Lula passou a ser acusado de utilizar seu "Instituto" como fachada para "negócios", exatamente como fez FHC com sua entidade impune até hoje. Os verdadeiros Marxistas Revolucionários não aceitam receber dinheiro "legal" ou ilegal da burguesia, se for preciso recorremos a ações de expropriação unilateral das classes dominantes, mas jamais "negociar comissões" por serviços prestados. Sabemos muito bem que o PT não é Marxista, não passa de uma legenda neoliberal burguesa de esquerda e portanto está liberado para aceitar as "doações" milionárias dos monopólios capitalistas. Mas assim também ocorre com os pares tucanos do PT ou similares sem que sejam importunados pelos togados fascistas. O ataque ao "Instituto Lula" representa uma ameaça direta ao direito elementar de organização política no Brasil e deve ser rechaçado com todo vigor por democratas e Comunistas, embora a diferença programática e de classe social entre ambas as vertentes sejam abismais. A "República de Curitiba" e sua "Lava Jato" concentra neste momento o fulcro da reação da direita burguesa em nossa nação e o que é mais escandaloso em seu projeto: Facilitar a corrupção de um setor do capital estreitamente vinculado aos interesses econômicos do imperialismo ianque. O justiceiro Moro é "candidato" a Bonaparte tupiniquim e pretende instaurar um regime de exceção no país, alertamos a vanguarda militante que somente a ação direta e revolucionária do proletariado poderá derrotá-lo.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

“OCUPE BRASÍLIA”: UMA MANOBRA DE PRESSÃO DA BUROCRACIA SINDICAL VISANDO UM ACORDO REBAIXADO NO PARLAMENTO PARA NÃO CONVOCAR UMA GREVE GERAL DE 48HS PARA DERRUBAR O GOVERNO TEMER E SUAS 
REFORMAS NEOLIBERAIS


A decisão unânime do conjunto da burocracia sindical (CUT, FS, CTB, UGT, NC, CGTB CSB, Intersindical e Conlutas) em não convocar uma Greve Geral de 48hs nesse mês de Maio, optando por “Ocupar Brasília” é uma prova contundente de que essas direções não desejam derrotar a reforma neoliberal da previdência e muito menos derrubar o governo Temer. A programação de lobby parlamentar consiste em cinco dias de programação na capital do país, sendo um deles um dia de marcha para terminar no Congresso Nacional, provavelmente no dia 18. No mínimo o correto para demostrar a força da classe trabalhadora seria parar por 48hs antes da votação no parlamento, com ocupações de fábricas e terras, cortes de estradas e paralisar a produção, polarizando com um claro perfil de classe a conjuntura nacional. Longe disso, o objetivo da CUT e Força Sindical (desta última de forma declarado) é negociar um acordo rebaixado com Temer e Maia, alterando alguns pontos da reforma da Previdência, como acordaram fazer no Renan no caso da Reforma Trabalhista no Senado. Nesse engodo, coube ao PSTU-Conlutas fazer o “enfeite de bobo” e apenas “reclamar” que as demais centrais não aceitaram a proposta de Greve Geral de 48hs, não denunciando que essa política da Frente Popular visa apenas desgastar Temer para impulsionar no terreno eleitoral a candidatura Lula em 2018. O PSOL e o PT tem nesse momento a mesma política: “Fora Temer, Diretas Já”, ou seja, o objetivo estratégico de ambos partidos é capitalizar nas urnas o debacle do canalha do PMDB, enquanto o Planalto vem imponto sua plataforma neoliberal no parlamento burguês. Trata-se um uma estratégia criminosa pois abre caminho para a liquidação das conquistas operárias e patrocina ilusões de um “outro governo” iria reverter as derrotas já aprovadas no Congresso Nacional, com o PSOL apoiando o PT em um futuro 2º turno das eleições presidenciais mas antes elegendo uma forte bancada parlamentar nos estados e no âmbito federal! A própria resolução da CUT que chama o “Ocupa Brasília” é clara nesse sentido ao afirmar: “Uma vez derrotado o governo Temer na sua agenda de ataques aos direitos trabalhistas e à aposentadoria, abre-se a via para uma saída democrática para a crise em que o golpismo mergulhou o Brasil: dar a palavra ao povo soberano com antecipação das eleições, Lula presidente e uma Constituinte que anule todas as medidas antinacionais e contrárias ao povo trabalhador já adotadas pelo Congresso servil, abrindo a via para as reformas populares necessárias”. A militância da LBI que interveio ativamente na “Greve Geral” do dia 28 de Abril denunciou o caráter limitado da paralisação apesar da disposição das bases operárias e populares. Nesse momento crucial os setores classistas devem insistir na convocação de um verdadeira Greve Geral de 48hs, alertando nas assembleias e manifestações em curso a manobra de lobby parlamentar que significará o “Ocupe Brasília”.

domingo, 7 de maio de 2017

HÁ CINCO ANOS ATRÁS PUTIN ASSUMIA UM NOVO MANDATO PARA TENTAR RESSUSCITAR O ANTIGO NACIONALISMO RUSSO, ROMPENDO PARCIALMENTE COM A CHAMADA "ERA YELTSIN"


Na segunda-feira, 07 de maio de 2012,  tomava posse pela terceira vez como presidente da Rússia Vladimir Putin. Dimitri Medvedev agora assumiria o cargo de primeiro-ministro, um “troca-troca” seguro em que a burguesia restauracionista russa tem o objetivo de tentar ressuscitar o antigo nacionalismo russo, através de seu “homem forte” do governo central e do parlamento fantoche. Putin assumiu pregando uma maior delimitação com o imperialismo ianque e defendendo um acordo sobre o chamado “escudo antimísseis” da OTAN. No momento de sua posse houveram manifestações contra a fraude eleitoral que deu a vitória ao partido Rússia Unida, porém os protestos foram protagonizados por setores ligados à oposição de direita patrocinada por Washington, que deseja quebrar o ciclo contínuo de poder da  camarilha burguesa "Putiniana" em favor de um setor político totalmente entreguista e inofensivo ao imperialismo. A "virada" da herança de completa subserviência a Casa Branca, marca registrada da era Yeltsin, foi produto de um certo fortalecimento da economia capitalista russa que na década passada assistiu o vertiginoso crescimento de sua indústria de gás e petróleo, tornando- se praticamente a única fornecedora de energia fóssil para toda a Europa. Com o "cofre cheio" a nova burguesia russa se viu ameaçada com o apetite voraz do Pentágono que em pouco tempo liquidou o regime nacionalista líbio, comandado historicamente pelo coronel Kadafi. Diante da covarde agressão da OTAN a um país soberano como a Líbia, Putin não moveu um único dedo em apoio a Kadafi, mas ficou em "estado de alerta"  porque sabia que o próximo passo de Washington seria em direção a Ucrânia. Este cenário de ofensiva imperialista fez ressurgir na Rússia uma geopolítica nacionalista e que hoje funciona como uma barreira de contenção militar aos planos expansionistas da OTAN em toda Ásia e Europa. O apoio que Moscou presta hoje ao regime de Assad na Síria é uma espécie de "mea culpa" pelo desastre ocorrido na Síria, mas também um movimento de preservação do que ainda restou da área de influência militar russa no mundo. O neo-nacionalismo russo sob a direção de Putin não tem nada a ver com uma suposta configuração imperialista do maior país europeu, tem sim um caráter burguês mas está muito longe de uma expansão capitalista para colonizar outras nações, como ocorreu com os EUA e mais remotamente com a Inglaterra ou Alemanha. A Rússia não exporta capitais financeiros para outros países e tampouco possui grandes empresas transnacionais, além do seu gigantesco complexo de gás e petróleo, porém detém uma poderosa indústria bélica, uma antiga herança soviética, que pode fazer "concorrência" ao Pentágono e seus servis aliados. Somente os ignorantes na teoria Marxista Leninista (revisionistas)caracterizam a Rússia restaurada como um país imperialista, para justificar repetidos apoios prestados as agressões da OTAN contra povos e regimes de países semicoloniais. Estrategicamente o imperialismo ianque deseja se livrar do staff de ex-burocratas restauracionistas que ajudaram a Casa Branca a liquidar as bases sociais do Estado operário soviético na década de 90 e colocar no comando da Rússia figuras de sua inteira confiança, que sequer se movimentem "defensivamente" como Putin. Mas esse objetivo somente pode começar a ser alcançado de fato quando a Casa Branca eliminar o regime iraniano e voltar suas baterias de forma mais concentrada para Rússia e China. No meio do caminho desse plano neocolonialista está a Síria... Nesse sentido, o apoio do imperialismo europeu as manifestações internas contra Putin está voltado a pressionar seu governo diante da investida da Casa Branca contra o Irã e a Síria. Trump deseja que a Rússia recue em seu apoio militar a esses dois países, medida fundamental para que o imperialismo possa impor seus interesses na região e avançar rumo a Ásia. A Rússia tem uma importante base militar na Síria, porta-aviões estacionados na costa do país além de ser parceira estratégica do programa nuclear iraniano. Somados estes elementos a Rússia se opõe parcialmente à criação do sistema de defesa antimíssil para Europa controlado pela OTAN, voltado justamente para neutralizar qualquer reação militar de Moscou a uma possível agressão imperialista de Washington.  A Casa Branca e seu novo ocupante Trump, apesar da amizade pessoal com Putin, pretende fazer da Rússia um apêndice militar do Pentágono, já que do ponto de vista político desde a era Yeltsin o Kremlin vinha seguindo a Casa Branca em seus passos de rapinas imperiais no planeta.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

CHAPA DA CONLUTAS/PSOL VENCE ELEIÇÕES NO SINDIPETRO-RJ: NO PROGRAMA A DEFESA DA “LAVA JATO” E SUAS BANDEIRAS DE SUCATEAMENTO DA ESTATAL E PRECARIZAÇÃO DOS TRABALHADORES, “MAIS” TUDO EM NOME DA ÉTICA E MORALIZAÇÃO QUE VEM PRIVATIZANDO A PETROBRAS


A Chapa 2 uma aliança do PSTU com o PSOL, PCB, MAIS e “independentes” ligados as chefias da Petrobras venceu as eleições para a direção do SINDIPETRO-Rio de Janeiro com mais de 70% dos votos. O eixo político principal da campanha foi a mesma da Lava Jato, ou seja, a suposta moralização da PETROBRAS diante da "corrupção petista", atraindo com este mote reacionário obviamente o apoio da atual direção da estatal, as chefias e bandido corrupto maior: Pedro Parente. Houve baixíssima participação da categoria, somente 1.331 votos. Em um universo de 20 mil trabalhadores apenas 2 mil são filiados. A Chapa 2 (Mudar o Sindipetro-RJ) obteve vitória já no primeiro turno com 854 votos (70,23%) contra 362 (29,79%) da Chapa 1 (Unidade Para Lutar) uma composição entre a CUT, FUP e um setor da FNP. Vale registrar que ambos os agrupamentos integravam unitariamente a direção anterior do Sindipetro-RJ mas saíram divididos na atual disputa devido a negativa de composição unitária do PSTU. A mídia corporativa vem martelando sistematicamente que o PT e seus aliados quebraram a PETROBRAS e que a Lava Jato surgiu para salvar a estatal da "lama da corrupção". Uma mentira repetida mil vezes que vem se transformando em "verdade" para os mais ingênuos ou idiotas úteis. A verdade é que a PETROBRAS na gestão dos governos petistas viveu uma forte expansão em todos os seus segmentos: 5 novas refinarias estavam sendo construídas, as plataformas de extração de óleo em alto mar e os navios tanques voltaram a ser fabricadas no Brasil(revitalizando a indústria naval falida na era FHC) e a produção de petróleo atingiu recordes históricos. Este significativo crescimento da PETROBRAS diante de suas concorrentes multinacionais anglo-ianques gerou uma operação midiática orientado pelo imperialismo que tinha por objetivo retroceder a estatal aos baixos níveis de mercado dos governos tucanos. Montada a Lava Jato foi bem fácil detectar que a forte expansão da estatal também tinha gerado uma ampliação das "comissões" recebidas por seus gestores, as chamadas propinas. No regime capitalista o quanto mais aquecida está a economia maior é o nível de corrupção burguesa existente, é uma lei inexorável do capital e nada tem a ver com "princípios éticos" do PT ou  qualquer outro partido que esteja gerenciando o Estado. Porém o golpe parlamentar (com o mafioso Temer no comando) que teve na Lava Jato seu principal pilar, conseguiu estancar o crescimento econômico da PETROBRAS, as obras das novas refinarias foram paralisadas, as plataformas bloqueadas e a produção retrocedeu aos níveis de vinte anos atrás. O resultado da operação desmonte da estatal não poderia ser outro: forte prejuízo financeiro e desemprego em massa de operários, tudo é claro colocado na conta do PT. O bandido Parente hoje diz ter a tarefa de "moralizar" a PETROBRAS, quando sua verdadeira missão é privatizar a estatal, agora contando com o apoio do SINDIPETRO da Conlutas. A vitória da “oposição” poderia ser comemorada pelo ativismo classista afinal de contas a Chapa 1 era ligada a CUT e ao PT, apoiadores do governo Lula e Dilma, que afinal abriram as portas para os bandidos do PMDB e PP controlarem a estatal. Ocorre que os atuais gestores da PETROBRAS não são só simplesmente corruptos, pretendem liquidar a empresa e vendê-la ao grupos imperialistas. O resultado da eleição não foi produto “apenas” do desgaste da direção sindical comandada de fato por Emanuel Cancella, dirigente petroleiro perseguido pelo Juiz Moro, mas deveu-se fundamentalmente ao apoio da atual diretoria tucana da Petrobrás e do próprio presidente da estatal, o canalha Pedro Parente. A Chapa 2 em nenhum momento criticou a ofensiva da Lava Jato para destruir a PETROBRAS. Como o PSTU (majoritário na Chapa 2) é apoiador ferrenho de Moro e da Lava Jato, ao patrocinar o discurso contra a corrupção e em defesa da prisão de Lula, teve a “simpatia” de Pedro Parente e dos setores mais direitistas da categoria. Tanto que durante o período eleitoral, o auditório do edifício Senado, base da diretoria da empresa, foi emprestado duas vezes à Chapa 2. Isso nunca aconteceu na historia do SINDIPETRO-RJ. Mais do que isso, todo um setor de direita, as chefias do Edifício Sede (EDISE) e os chamados “Engenheiros Profissionais” apoiaram ostensivamente a chapa 2. Ainda mais escandaloso é que o principal apoiador da chapa 2, Silvio Sinedino, enquanto representante dos petroleiros no Conselho de Administração da Petrobrás votou favorável à venda do campo BS-04 (Bacia de Santos 04), sem licitação, a pedido de Graça Fortes, para favorecer Eike Batista. Na época, enquanto dirigente da AEPET, condecorou Foster, que defendia os leilões do petróleo brasileiro. O fato da Chapa 2 apoiar a Lava Jato, uma operação político-jurídica orquestrada pelo imperialismo para destruir a própria PETROBRAS  com a paralisação das construção das refinarias, é escandaloso! A base político-programática do apoio da direção da empresa a tal “mudança no Sindipetro” orquestrada pelo PSTU/PSOL é uma plataforma de combate a CUT e ao PT pela direita, a mesma que fez o PSTU ter simpatia pelas manifestações verde-amarelas fascistas que apoiaram a saída de Dilma do Planalto para colocar Temer!!! Pedro Parente sabia que a Chapa 1 era ligada ao PT-CUT enquanto a Chapa 2 defendia a prisão de Lula, desta forma recorreu a máxima "o inimigo de meu inimigo é meu amigo". De fato, a posição do PSTU abre essa perspectiva de frente única com a direita. Eduardo Almeida, dirigente máximo do partido, afirmou textualmente seu apoio a Lava Jato e a ação repressiva do Estado burguês contra o dirigente do PT: “Lula foi denunciado pelo MPF e existe a possibilidade de que seja preso... Nós defendemos a prisão e expropriação dos bens de todos os corruptos. E isso significa exigir a prisão de Lula e também de Aécio e Renan pelo envolvimento na Lava Jato, de Alckmin pelo roubo da merenda escolar, e assim por diante. Ter uma política diferente nos tornaria cúmplices de Lula, e enfraqueceria completamente a luta contra a corrupção também do PSDB e do PMDB”. A política “sindical” do PSTU de aproximação com a direita é a mesma que levou ao partido aplaudir o impeachment de Dilma pelas mãos do parlamento burguês reacionário. É a mesma que apoia a sanha do juiz Moro contra o PT. O mais escandaloso é que o MAIS que se diz contra a Lava Jato integrou-se nessa frente política com a direita, demonstrando que não é capaz de fazer um combate consequente a posição do PSTU, ao contrário, tratou de falsificar a realidade para justificar sua posição “A chapa 2 uniu diversos setores que lutaram contra o golpe parlamentar, mas que não deixaram de ser críticos e independentes durante os governos do PT. Uniu os que constroem um trabalho cotidiano e de luta na base do RJ (PSTU, MAIS, PCB, Inimigos do Rei, PSOL, diversos independentes e lideranças do local de trabalho).” (Esquerda On Line, 25.04). Todos sabemos que o PSTU comemorou o impeachment de Dilma e rechaça a caracterização que houve um Golpe Institucional no país, a quem deseja enganar o grupo do Prof. Valério? Não há o que comemorar nos resultados das eleições do Sindipetro-RJ porque a burocracia sindical ligada a CUT e o PT, com o qual o PSTU-Conlutas conviveu harmonicamente durante a última gestão, foi substituída por uma aliança entre o PSTU (apoiador de Moro e da Lava Jato) com a direita e os setores mais atrasados da categoria. Os Bolcheviques lutam por derrotar a Frente Popular para impulsionar uma alternativa de direção revolucionária para o movimento de massas e não para formar um “saco de gatos” que abre caminho para o pelegismo e a direita, como fez o PSTU nestas eleições sindicais.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

LIBERDADE DE DIRCEU DAS GARRAS DA "REPÚBLICA DE CURITIBA": EM MEIO A INTESTINA DISPUTA INTERBURGUESA, STF LIMITA PODERES DE MORO E BUSCA IMPOR UM RECUO DA LAVA JATO BENEFICIANDO DIRETAMENTE O PT E A CANDIDATURA LULA


A decisão da 2ª Turma do STF em “libertar” Dirceu é produto de um recuo que o conjunto de forças políticas, do PSDB ao PT passando pelo PMDB e seus “representantes” no STF ( Gilmar Mendes e Levandowski) estão impondo tardiamente ao Juiz Moro e a Operação Lava Jato, patrocinada inicialmente por Obama e a CIA. Como pontuamos anteriormente (Fevereiro de 2017) o “vácuo criado no Departamento de Estado dos EUA, atualmente ocupado apenas formalmente por um preposto de Trump, o ‘cão’ Rex, gerou no Brasil uma alteração do poder da Operação Lava Jato, anteriormente bancada pessoalmente por Obama. Sem o respaldo integral da Casa Branca, Sérgio Moro ‘patina’ diante da ofensiva da máfia do governo do PMDB, a espera que o governo Trump possa definir uma linha tática para a América Latina” (BLOG da LBI - O idiota útil: burguesia ianque empossou Trump e já prepara um golpe de estado para impor um recrudescimento ao regime republicano - parte III). Em meio a esse quadro de divisão burguesa, onde a classe dominante não conseguiu ainda apresentar uma alternativa eleitoral viável para enfrentar a Frente Popular em 2018, o PT vem sendo beneficiado. A candidatura Lula cresce nas pesquisas e setores das oligarquias burguesas (Renan, ala do PSB comandada por Ricardo Coutinho) já anunciam apoio a ela ou buscam uma composição (Ciro Gome-PDT). Por sua vez, a soltura de José Dirceu às vésperas do depoimento de Lula vai fragilizar ainda mais a posição do Juiz Moro. A LBI sempre defendeu a liberdade para Dirceu, Vaccari e todos os dirigentes do PT sem abrir mão da crítica pública à política de colaboração de classes da Frente Popular, como pontuamos no artigo abaixo, quando denunciamos a “reprisão” de Dirceu pelo Juiz Moro em 2015, uma conduta oposta ao PSTU e setores do PSOL (MES, Chico Alencar) apoiadores da Lava Jato. A liberdade provisória de Dirceu mesmo com todos os obstáculos impostos por Moro (tornozeleira eletrônica, proibição de deslocamento) é uma vitória do movimentos de massas, devemos lutar pela liberdade de todos os presos políticos da democracia dos ricos, como Rafael Braga, sentenciado a 11 anos de prisão e os militantes do MTST encarcerados desde a Greve Geral do último dia 28 de Abril! 

“NEM BANDIDO NEM HERÓI”: DIRCEU PRESO POLÍTICO VÍTIMA DE SUA PRÓPRIA ESTRATÉGIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES COM A BURGUESIA QUE ABRIU CAMINHO PARA REAÇÃO DA DIREITA
(BLOG DA LBI, 4 DE AGOSTO DE 2015)

A "reprisão" de José Dirceu, um estágio avançado da ofensiva midiática e ideológica da direita contra tudo que possa ter "cheiro de esquerda" neste país, vem suscitando um importante debate no seio do movimento social e da chamada blogosfera progressista. Teria ou não a esquerda classista a tarefa de defender uma figura política acusada de intermediar negócios milionários com grandes grupos capitalistas nacionais e internacionais, afinal a JD consultoria (empresa de Dirceu) reconhece que recebeu cerca de 9,5 milhões de Reais em serviços prestados ao longo de oito anos somente das empreiteiras envolvidas na investigação da operação Lava Jato. Fora estas empresas a JD também celebrou contratos com a Ambev, Telefonica, EMS, etc... perfazendo um significativo volume de 39 milhões de Reais em quase uma década. É importante ressaltar que estes contratos foram firmados bem antes de sua primeira prisão no processo do "Mensalão" em 2013 e que não procede a acusação feita pelo Ministério Público Federal de que Dirceu estaria "operando" ativamente mesmo preso no complexo da Papuda. Porém não queremos "tapar o sol com a peneira" e a verdade é que Dirceu estabeleceu várias relações comerciais com grandes burgueses, seguindo a prática política de colaboração de classes instituída por ele mesmo no interior do Partido dos Trabalhadores. Este programa da Frente Popular também buscou o financiamento eleitoral do PT a partir de grandes grupos econômicos, que se sentiram contemplados com a plataforma de governo do partido. Para defender estas posições no interior do PT, Dirceu comandou já em meados dos anos 90 um processo de depuração e expulsão das correntes mais à esquerda do partido que se recusavam a aceitar o policlassismo como linha oficial da legenda. A vitória de Lula em 2002 em uma chapa de composição com um dos maiores empresários do país, José Alencar do PL, "coroou" esta estratégia "reformista" do PT que se avolumou até hoje. No início do primeiro mandato de Lula parecia que reinava a confiança de que a aliança com a burguesia e os barões da mídia corporativa nunca seria desfeita. A Rede Globo chegou a ser tratada como uma das TV's que dariam suporte ao governo Lula, é lógico que para os Marinhos não faltou uma generosa linha de crédito aberta pelo BNDES e uma gigantesca verba estatal de publicidade. Porém veio o escândalo do "Mensalão" e a lealdade dos Marinho não pareceu tão firme assim... Mas Lula foi preservado para a reeleição de 2006 e uma nova depuração política ocorreu no PT, só que desta vez comandada pela mão dos "parceiros" da burguesia que exigiram a cabeça de Dirceu, Genoino, Gushiken, Delúbio e outros dirigentes processados e posteriormente condenados na ação penal 470 do STF. Não seria exagero afirmar que a direção nacional do PT abandonou alguns de seus dirigentes históricos a própria sorte e a razão disto não foi o surgimento de divergências programáticas mas sim a visão de que o governo Dilma deveria ser "higienizado" de figuras marcadas pelas classes dominantes. A nota de hoje (04/08) da Executiva Nacional do PT sequer menciona a defesa política de Dirceu, seguindo a linha do Planalto de que o importante "é manter o ambiente de negócios e investimentos no país". A anturragem Dilmista que hoje controla o PT optou pela omissão e até submissão institucional diante da ofensiva reacionária em curso, a lógica é seguir no ajuste neoliberal contra o povo trabalhador e assim ganhar a confiança da elite capitalista para concluir o mandato, quanto a Dirceu e Vaccari que apodreçam no cárcere da Lava Jato... Nós da LBI não nutrimos nenhuma afinidade programática ou política com Dirceu e muito menos com este governo petista que promove ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores à serviço do capital financeiro. Entretanto os Bolcheviques sabemos muito bem distinguir o fascismo da Frente Popular, o primeiro embrulhado no discurso da moralização e ética da coisa pública e o segundo atolado e refém da sua própria política de colaboração de classes. A defesa política de Dirceu e Vaccari, presos como em uma vitrine midiática, para dar uma "lição" desmoralizante em qualquer esquerdista que se meta em "negócios" com a burguesia, é um ato de enfrentamento com a brutal ofensiva ideológica da direita e não pode ser confundido com o apoio ou solidariedade ao programa burguês da colaboração de classes levado a cabo pelo PT. A covardia da executiva nacional do PT (para não falar dos petistas palacianos) semeia ainda mais o terreno fértil para a histeria direitista que cruza o país e que logo baterá na porta de Lula e depois nas lideranças classistas do movimento de massas. Neste sentido, a tarefa dos Leninistas é denunciar vigorosamente a prisão política de Dirceu assim como a estratégia de colaboração de classes que levou o PT a completa subserviência diante da burguesia mesmo quando seus quadros históricos são perseguidos e presos, tendo o encarceramento de Lula no horizonte próximo como parte da sanha reacionária em curso no país. É necessário defender publicamente nas ruas e nas lutas a liberdade imediata de Dirceu e Vacarri neste momento contra a trama da direita reacionária que deseja entregar a economia nacional ao completo domínio dos monopólios imperialistas. Esta tarefa necessariamente precisa estar combinada com o chamado à mobilização direta dos trabalhadores contra o ajuste neoliberal que vem sendo aplicado pelo governo Dilma, na tentativa desesperada de manter sua governabilidade burguesa.

terça-feira, 2 de maio de 2017

DOIS DE MAIO DE 1945: SOLDADOS SOVIÉTICOS ASSUMEM O CONTROLE DE BERLIM, O NAZISMO ERA ENTERRADO NA HISTÓRIA PELAS FORÇAS BOLCHEVIQUES!


Em 2 de Maio de 1945 os soldados soviéticos assumem o controle de Berlim. Nesta data, as emissoras de rádio de todo mundo interromperam sua programação com o anúncio do fim da guerra: "Berlim caiu! O marechal Josef Stalin acaba de anunciar a ocupação completa da capital da Alemanha, Berlim, a capital do imperialismo germânico e da agressão". A ofensiva soviética em direção a Berlim começou em janeiro de 1945. No dia 12 daquele mês, o Exército Vermelho preparou sua ofensiva no Rio Vístula. Uma semana depois, soldados soviéticos pisavam em solo alemão. O regime de Hitler mobilizou suas últimas forças, sob o lema "lutar até o último homem, vencer ou morrer". Implorando, a propaganda nazista apelava ao espírito de civismo: os soldados precisavam de tudo nas frentes de batalha, de roupas e cobertores a alimentos e dinheiro. Os últimos reservistas foram convocados para a guerra. As tropas soviéticas avançavam rapidamente. Em pouco tempo, chegaram ao Rio Oder (hoje fronteira entre Alemanha, Polônia e República Tcheca), a 60 quilômetros de Berlim. Desesperados, os habitantes da capital alemã tentavam se esconder em abrigos antiaéreos ou fugir. O sonho da vitória final de Hermann Göring tornava-se cada vez mais distante. A 30 de janeiro de 1945, Hitler fez seu último discurso público. "Espero que os habitantes das cidades forjem as armas para a guerra; que os agricultores, com o maior sacrifício possível, forneçam o pão para os soldados e operários dessa luta. Espero que as mulheres e meninas continuem apoiando essa batalha com o mesmo fanatismo demonstrado até agora. Apelo à juventude alemã confiante", disse. Adolescentes de 12 anos e homens idosos ainda foram mandados para o front nos últimos dias de abril para a mais terrível batalha da guerra. Mas eles não tinham condições de resistir ao Exército Vermelho, fortemente armado e com apoio popular desde a URSS. A 20 de abril, os primeiros disparos dos soviéticos atingiram a cidade de Berlim, enquanto Adolf Hitler festejava seu aniversário com a cúpula do regime nazista. Poucos dias depois, a artilharia soviética chegava à periferia da capital alemã e declarava estado de sítio. Os dirigentes do governo alemão não apareciam mais em público. Surgiram os primeiros panfletos de grupos de resistência na capital do Reich. O patriotismo alemão já se esfacelava fazia tempo. Gradualmente, as unidades do Exército Vermelho foram tomando a cidade. Muitos moradores fugiram em pânico, mas havia também a esperança de ver a Alemanha livre da sanha nazista. No dia 30 de abril, o Reichstag, sede do Parlamento alemão, foi tomado pelas tropas soviéticas. No centro da cidade, lutava-se por cada quarteirão. Terminada a batalha de Berlim, Adolf Hitler e Joseph Goebbels se suicidaram, sendo o 2 de Maio de 1945 a data em que o Exército Vermelho assume oficialmente o controle de Berlim. Em quase seis anos de conflito, mais de 50 milhões de vidas foram exterminadas como consequência direta das sangrentas batalhas, dos bárbaros assassinatos nos campos de concentração nazistas e dos hediondos massacres contra a população civil, como as bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki. Apesar dos “historiadores” a soldo do capital buscarem falsificar a história, a derrota do nazismo foi efetivamente uma vitória militar do Exército Vermelho fundado por Trotsky. A campanha militar de Hitler não havia sofrido um só revés até dezembro de 1941, quando fracassou a tentativa de conquistar Moscou. Porém, a batalha decisiva da Segunda Guerra só ocorreu no ano seguinte, na famosa Stalingrado. Em agosto os alemães fizeram a primeira investida contra a cidade com pesados bombardeios. Mas os combates que determinaram a derrota nazista ocorreram a partir de novembro. Em 30 de janeiro de 1943, no décimo aniversário de sua ascensão ao poder, Hitler, fazendo um solene pronunciamento pelo rádio, declarou: “Daqui a mil anos os alemães falarão sobre a Batalha de Stalingrado com reverência e respeito, e se lembrarão que a despeito de tudo, a vitória da Alemanha foi ali decidida”. Três dias depois o marechal Von Paulus assinava a rendição do 6º Exército alemão diante do General Chuikov, comandante das tropas do Exército Vermelho em Stalingrado. A vitória soviética, como era de se esperar fortaleceu enormemente o stalinismo como principal direção política para o proletariado mundial, reduzindo a influência da IV Internacional a um pequeno círculo de propaganda. A orientação do Kremlin, em nome dos acordos com as potências imperialistas celebrados em Yalta e Potsdam, conduziu a derrota de vários processos revolucionários ocorridos no pós-guerra. Na Itália e na França, os PCs, que haviam alcançado um enorme prestígio na organização da resistência partisans, foram orientados a conformar governos de unidade nacional com os partidos burgueses. Na Grécia, a traição do stalinismo, permitiu a derrota da insurreição operária em Atenas, sufocada pelos pesados bombardeios da aviação britânica. Porém, na Iugoslávia e na China, onde as orientações de Stálin não foram seguidas, a luta de libertação nacional resultou na expropriação da burguesia, independente da presença militar do Exército Vermelho. Apesar das traições stalinistas, a onda revolucionária que se abriu no pós-guerra era uma evidência de que a heroica resistência do Estado operário soviético, ainda que burocratizado, foi um colossal estímulo para a luta de classes do proletariado mundial. Nos dias atuais, é fundamental resgatar o legado da vitória da resistência soviética sobre o nazismo, ainda que sob o comando de Stálin, para combater a atual ofensiva imperialista. Essa luta assume hoje na batalha contra o imperialismo que cada vez mais recorre à reação burguesa para impor seus interesses no planeta, como nas intervenções militares na Síria ou patrocinando os golpistas de extrema direita na Venezuela.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

PRIMEIRO DE MAIO NO BRASIL: ATOS ESVAZIADOS E SEM LUTA SOCIALISTA, UMA CONTINUIDADE DA POLÍTICA ELEITOREIRA DA BUROCRACIA CUTISTA E SEUS APÊNDICES DO PCdoB E PSOL


Seguindo a política de colaboração de classes da Frente Popular, os atos deste Primeiro de Maio realizados nas principais cidades brasileiras foram bem esvaziados e totalmente desprovidos do conteúdo histórico socialista e revolucionário desta importante data para a classe operária mundial. As direções sindicais burocráticas do PT, PCdoB e PSOL, para não falar dos velhos pelegos corrompidos, seguiram com a tática de utilizar o Primeiro de Maio como palanque eleitoral de seus respectivos partidos e particularmente na perspectiva de reconduzir Lula ao Planalto em 2018. A linha do "Fora Temer" que neste momento unifica toda a esquerda reformista, galvaniza a simpatia da classe trabalhadora e da juventude, porém está bem distante de um verdadeiro norte revolucionário e socialista no combate por um governo operário e camponês. O "Fora Temer" está voltado a uma barganha parlamentar da Frente Popular que apenas "luta" contra o golpe da direita nos limites da institucionalidade burguesa. Enquanto o PT e PSOL convocam a classe operária para pressionar o Congresso Nacional de bandidos, o governo Temer vai conseguindo aprovar suas reformas neoliberais, apesar das mobilizações ocorridas no último período. Neste sentido este Primeiro de Maio "eleitoral" (onde nenhuma força "socialista" sequer defendeu a Ditadura do Proletariado) deu mais um passo no processo de unificação das burocracias sindicais da esquerda reformista. Esta "unidade de ação" não serve para construir uma alternativa de poder dos trabalhadores, ao invés cumpre a função de conter a radicalização das massas que querem derrotar o golpe pela via da ação direta. O ato da Conlutas (PSOL e PSTU) realizado na praça da Sé em parceria com a reacionária Igreja Católica conseguiu ser o menor dos últimos dez anos, já o da CUT saindo da Paulista cedeu as ameaças do fascista prefeito Dória, acabando por dispersar o ativismo que pretendia dar continuidade política a greve geral do dia 28 de Abril. Os Marxistas Leninistas, mesmo isolados por uma esquerda que abandonou a revolução em troca da democracia, não têm receio de proclamar seu programa comunista nesta data histórica do proletariado internacional, reafirmando os princípios que nortearam a revolução bolchevique há cem anos do seu triunfo socialista.

domingo, 30 de abril de 2017

MORRE BELCHIOR: VÍTIMA DA FÚRIA ASSASSINA DO MERCADO DO LIXO CULTURAL


Em homenagem ao grande músico e poeta Antônio Carlos Belchior, reproduzimos um artigo do Blog da LBI de 2012, onde já denunciávamos a verdadeira "caçada" midiática sofrida em função de sua opção ao se afastar voluntariamente do mercado espetáculo do lixo cultural atualmente vigente em nosso país, e em particular no estado do Ceará com a invasão das bandas de um pseudo "forró" chamado de eletrônico.

BELCHIOR: AGORA A BOA MÚSICA BRASILEIRA É TRATADA COMO CASO DE POLÍCIA

(BLOG da LBI, 22 DE NOVEMBRO DE 2012)

Era feito aquela gente honesta, boa e comovida/Que caminha para a morte pensando em vencer na vida/Era feito aquela gente honesta, boa e comovida/Que tem no fim da tarde a sensação/Da missão cumprida/Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis/Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis/Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis (“Pequeno perfil de um cidadão comum”). Desde domingo, 18/11, a mídia murdochiana vem promovendo uma série de ataques a um dos maiores ícones da autêntica música popular brasileira, o cantor Belchior, que beiram ao histerismo. Como veremos, este tratamento não é um fato isolado ou que esteja colocado apenas para pautar jornalecos ou programas sensacionalistas como a revista domingueira “Fantástico”. A emissora dos Marinhos, em reportagem especial de vários minutos, afirma que Belchior desapareceu de um hotel no Uruguai sem pagar a dívida de hospedagem e responde por diversas outras cobranças no Brasil. Mais uma vez, a mídia transforma em “espetáculo” um drama pessoal, obviamente não no sentido de buscar uma solução, mas sim para raivosamente incriminar e condenar a priori os envolvidos. Mas por que esta perseguição, que remonta desde 2009 pela também Rede Globo que afirmava na época Belchior teria desaparecido quando, na verdade, estava na ativa preparando disco e shows? Belchior foi um dos primeiros cantores nordestinos a fazer sucesso em todo o Brasil em meados dos anos 70, quando participava de um grupo de jovens compositores e músicos cearenses, ao lado de Fagner, Ednardo, Fausto Nilo, Rodger Rogério, Teti, Cirino e outros, conhecidos nacionalmente como o “Pessoal do Ceará” que, fruto desta parceria, compuseram o disco “Massafeira” em 1980. Nesta época consolidou-se não apenas como um cantor, mas cresceu sobre uma proposta (contra)cultural de crítica ao modo de vida imposto pelo regime militar pós-golpe de 1964, lançando canções ácidas e engajadas ao mesmo tempo sensuais do quilate de “Velha roupa colorida”, “Como nossos pais” (que sensibilizaram inclusive Elis Regina!), “Apenas um rapaz latino-americano”, “Divina comédia humana” e a genialíssima crônica da vida “Pequeno perfil de um cidadão comum”. Por isto mesmo o establishment burguês trata de colocar, em tempos de reação ideológica, na marginalidade este menestrel de tão lírica e coerente obra.
1º DE MAIO – DIA INTERNACIONAL DE LUTA DOS TRABALHADORES


NÃO A FARSA MONTADA PELA CUT, FORÇA SINDICAL E CONLUTAS EM DEFLAGRAR UMA “GREVE GERAL” PARA PRESSIONAR O CONGRESSO E IMPULSIONAR A CANDIDATURA “LULA 2018”! PARALISAR A PRODUÇÃO POR 48HS COM PIQUETES, OCUPAÇÕES DE FÁBRICAS E BLOQUEIOS DE ESTRADAS! DERROTAR O IMPERIALISMO NA SÍRIA E CORÉIA DO NORTE!

Vivemos um período histórico de ofensiva burguesa em toda a linha! No terreno nacional, 1 ano após o Golpe Institucional contra Dilma (PT), os ataques iniciados pela Frente Popular (redução das pensões, restrição do seguro-desemprego, concessões) vem se aprofundando com o canalha Temer (PMDB). A aprovação no parlamento da PEC do congelamento de gastos e da terceirização, assim como a orquestração para a imposição das Reformas neoliberais Trabalhistas e Previdenciárias indicam que o ônus da crise capitalista vem sendo jogado integralmente nas costas dos trabalhadores. Os 13 anos de gestão petista baseado na política de colaboração de classes e de cooptação estatal da burocracia sindical pavimentou o caminho para a atual ofensiva reacionária. Não por acaso, o PT aponta como “resposta” a investida do Planalto o terreno eleitoral, ou seja, a eleição de Lula em 2018. Por essa estratégia, caberia a CUT e os sindicatos apenas desgastar o governo Temer através de dias de protestos pontuais e domesticados que não derrotariam nas ruas e nas lutas os ataques em curso. A “Greve Geral” deste dia 28 teve esse objetivo de pressionar o Congresso Nacional em um claro movimento de lobby parlamentar e de negociação com o Planalto. Tanto que foi apoiada pelas oligarquias burguesas, como Ciro Gomes, por vários governos estaduais ligados a oposição burguesa e mesmo por setores que estavam na base do Planalto, como o PSB. Fundamentalmente essa perspectiva política serve para impulsionar a candidatura Lula à presidência. Para derrubar o canalha golpista e suas reformas neoliberais será necessário seguir o caminho oposto dessa orientação de colaboração de classes, apostando na luta direta e revolucionária para paralisar a produção por 48hs com piquetes, ocupações de fábrica e bloqueios de estradas fazendo dessas lutas o embrião de uma alternativa de poder dos trabalhadores!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

UM PRIMEIRO BALANÇO: GREVE GERAL FOI PARCIAL E LIMITADA A POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DA FRENTE POPULAR, PORÉM REFLETIU DE FORMA DISTORCIDA A DISPOSIÇÃO DE COMBATE DAS MASSAS EM DERRUBAR TEMER E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS

Hyrlanda Moreira, dirigente da LBI de punho erguido, 
na vanguarda do ativismo bancário

Uma "Greve Geral" onde a disposição de luta das massas superou a desorganização e a "indisposição" política das burocracias sindicais ligadas a Frente Popular em preparar uma efetiva paralisação nacional de todas as categorias. Mais uma vez o setor de transportes foi a vanguarda da greve na maioria das capitais do país, poucas categorias vinculadas a produção industrial paralisaram suas atividades, os bloqueios de estradas existiram, impulsionados por piqueteiros mas foram minoritários no mapa global da greve. No campo o MST não orientou as ocupações de terras produtivas (agronegócio) e tampouco o MTST protagonizou confrontos nas periferias urbanas. Toda a política das velhas direções traidores esteve voltada neste dia 28/04 para as passeatas e comícios eleitorais, onde o PT e em menor escala o PSOL pudessem aparecer como os "campeões" do Fora Temer, isto quando na véspera o Congresso Nacional de bandidos teve toda a tranquilidade para aprovar o desmonte da CLT.

Antônio Sombra (CCCP) e Marco Queiroz
na panfletagem delimitando com o reformismo 
Capítulo a parte foi a conduta dos governadores petistas, como Camilo Santana do Ceará, que reprimiu violentamente com sua PM assassina os trabalhadores rodoviários que esboçaram participação na greve geral. A estratégia política do PT e seus satélites como o PCdoB e PSOL, é convencer as massas que a única forma de efetivar o "Fora Temer" será nas próximas eleições presidenciais em 2018 e até lá seguirá com a tática da pressão parlamentar sobre um Congresso de mafiosos que aprovará o conjunto da pauta neoliberal imposta pelos rentistas. Lula se apresenta então como a única "esperança nacional" diante do desastre golpista. 

Cida Albuquerque, do núcleo dos professores da TRS 
e a nova geração de militantes da LBI 
Neste momento a burguesia nacional coloca suas fichas em duas apostas simultâneas e não contraditórias entre si: Primeiro esgarça ao máximo o achaque a figura de Lula pela via da "República de Curitiba" e sua mídia "murdochiana", para depois assegurar juridicamente ao mesmo Lula (já bastante debilitado) a chance de poder concorrer novamente ao Planalto. Posto os ovos nos dois cestos a burguesia assegura que a Frente Popular irá cumprir sua função de conter a radicalidade do movimento de massas nos marcos institucionais. O norte programático dos Comunistas Leninistas deve focar suas atenções na vigorosa denúncia da tática distracionista do PT e PSOL (incluindo seus apêndices:PCdoB, MAIS, PCB), convocando o proletariado a centralizar sua justa ira contra o golpismo na organização de uma greve geral por tempo indeterminado, como um elemento central estratégico na construção de uma alternativa de poder revolucionário dos trabalhadores.

Militância da LBI participa do corte da Rodovia Dutra
no limite dos municípios de Guarulhos e São Paulo