BOLSONARO E HADDAD VÃO AO 2º TURNO: DUAS FACES DA OFENSIVA NEOLIBERAL! NEM O FASCISTA, TAMPOUCO A FRENTE DO PT COM OS RENTISTAS! VOTE NULO
CONTRA O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DA DEMOCRACIA DOS RICOS!
A passagem ao 2º turno de Bolsonaro e Haddad intensifica a
polarização eleitoral entre a Frente Popular e o candidato da extrema direta,
aumentando ainda mais a pressão política sobre o ativismo classista e a
esquerda revolucionária pelo voto no candidato do PT, ainda que "muito crítico". Como
parte dessa pressão, os defensores da Frente Popular tentam demonstrar que a
campanha pelo Voto Nulo ou mesmo o boicote as eleições favorecem objetivamente
a vitória da extrema-direita. Desde os parlamentares do PSOL até grupos
revisionistas que “juram” fidelidade ao trotskismo, passando por “intelectuais
de esquerda”, membros do PSDB como FHC e até mesmo o rentista Meirelles (Ministro da Fazenda do golpista Temer) esgrimam alarmados o perigo da “ameaça
fascista”... Todos em uníssono somam-se a cantilena de que para derrotar
eleitoralmente o neofacista é necessário estabelecer uma ampla frente política neoliberal em defesa do tecnocrata petista, tão domesticado ao “Deus
Mercado” que foi assessor de investimento do UNIBANCO. Nós Marxistas
Revolucionários, ao contrário, alertamos que votar em um candidato neoliberal “light”
como Haddad é pavimentar a ofensiva neofascista exponencialmente, na medida que
o petista comprometido com o ajuste neoliberal vai desmoralizar o movimento de
massas e pavimentar ainda mais a ascensão da extrema-direita pela via direta
das baionetas, na medida que a política de colaboração de classes do PT sabota
a resistência. Deixamos claro que não se deve repetir o estelionato político do
governo Dilma que desmoralizou o movimento operário potencializando a atual
escalada da ofensiva reacionária. Desde a LBI declaramos: Nenhum voto em Bolsonaro,
nenhuma ilusão no PT! Sabemos muito bem o que significa estabelecer “frente
únicas” com governos ou forças nacionalistas-burgueses, reformistas e frente
populistas. Impulsionamos esta “tática” recentemente na Líbia, Síria, na
Ucrânia e mesmo na Venezuela (neste último inclusive no terreno eleitoral).
Porém nestes casos específicos estes governos ou forças políticas foram
forçados a tomar medidas concretas de enfrentamento com o imperialismo, de se
chocar pública e mesmo militarmente com as forças da reação. No Brasil, o PT vai
em caminho inverso, a cada investida da burguesia e do imperialismo ianque,
novo recuo! É certo que com Bolsonaro os ataques neoliberais se incrementarão
com um programa ultraortodoxo que nem o PSDB seria capaz de cumprir, mas não é
papel dos revolucionários votarem “criticamente” nos neoliberais de esquerda do
PT para barrar seus irmãos siameses da “direita”. A tarefa de opor-se a seus
inimigos de classe está nas mãos dos explorados do campo e da cidade com seus
métodos de luta direta, que estão paralisados pelo pacto social imposto pelo
Frente Popular. Somente forjando uma vanguarda classista que atue de forma
independente da política de colaboração de classes vigente se poderá construir
uma alternativa revolucionária ao avanço da reação burguesa alentada pelo PT.

















