domingo, 7 de outubro de 2018

BOLSONARO E HADDAD VÃO AO 2º TURNO: DUAS FACES DA OFENSIVA NEOLIBERAL! NEM O FASCISTA, TAMPOUCO A FRENTE DO PT COM OS RENTISTAS! VOTE NULO CONTRA O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DA DEMOCRACIA DOS RICOS!


A passagem ao 2º turno de Bolsonaro e Haddad intensifica a polarização eleitoral entre a Frente Popular e o candidato da extrema direta, aumentando ainda mais a pressão política sobre o ativismo classista e a esquerda revolucionária pelo voto no candidato do PT, ainda que "muito crítico". Como parte dessa pressão, os defensores da Frente Popular tentam demonstrar que a campanha pelo Voto Nulo ou mesmo o boicote as eleições favorecem objetivamente a vitória da extrema-direita. Desde os parlamentares do PSOL até grupos revisionistas que “juram” fidelidade ao trotskismo, passando por “intelectuais de esquerda”, membros do PSDB como FHC e até mesmo o rentista Meirelles (Ministro da Fazenda do golpista Temer) esgrimam alarmados o perigo da “ameaça fascista”... Todos em uníssono somam-se a cantilena de que para derrotar eleitoralmente o neofacista é necessário estabelecer uma ampla frente política neoliberal em defesa do tecnocrata petista, tão domesticado ao “Deus Mercado” que foi assessor de investimento do UNIBANCO. Nós Marxistas Revolucionários, ao contrário, alertamos que votar em um candidato neoliberal “light” como Haddad é pavimentar a ofensiva neofascista exponencialmente, na medida que o petista comprometido com o ajuste neoliberal vai desmoralizar o movimento de massas e pavimentar ainda mais a ascensão da extrema-direita pela via direta das baionetas, na medida que a política de colaboração de classes do PT sabota a resistência. Deixamos claro que não se deve repetir o estelionato político do governo Dilma que desmoralizou o movimento operário potencializando a atual escalada da ofensiva reacionária. Desde a LBI declaramos: Nenhum voto em Bolsonaro, nenhuma ilusão no PT! Sabemos muito bem o que significa estabelecer “frente únicas” com governos ou forças nacionalistas-burgueses, reformistas e frente populistas. Impulsionamos esta “tática” recentemente na Líbia, Síria, na Ucrânia e mesmo na Venezuela (neste último inclusive no terreno eleitoral). Porém nestes casos específicos estes governos ou forças políticas foram forçados a tomar medidas concretas de enfrentamento com o imperialismo, de se chocar pública e mesmo militarmente com as forças da reação. No Brasil, o PT vai em caminho inverso, a cada investida da burguesia e do imperialismo ianque, novo recuo! É certo que com Bolsonaro os ataques neoliberais se incrementarão com um programa ultraortodoxo que nem o PSDB seria capaz de cumprir, mas não é papel dos revolucionários votarem “criticamente” nos neoliberais de esquerda do PT para barrar seus irmãos siameses da “direita”. A tarefa de opor-se a seus inimigos de classe está nas mãos dos explorados do campo e da cidade com seus métodos de luta direta, que estão paralisados pelo pacto social imposto pelo Frente Popular. Somente forjando uma vanguarda classista que atue de forma independente da política de colaboração de classes vigente se poderá construir uma alternativa revolucionária ao avanço da reação burguesa alentada pelo PT.

sábado, 6 de outubro de 2018

UM CHAMADO AO BOICOTE ATIVO FRENTE O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO: VOTAR EM UM CANDIDATO NEOLIBERAL "LIGHT" COMO HADDAD É PAVIMENTAR A OFENSIVA NEOFASCISTA EXPONENCIALMENTE. NÃO VAMOS REPETIR O ESTELIONATO POLÍTICO DO GOVERNO DILMA QUE DESMORALIZOU O MOVIMENTO OPERÁRIO POTENCIALIZANDO A EXTREMA DIREITA. NENHUM VOTO EM BOLSONARO, NENHUMA ILUSÃO NO PT!


Chegamos às vésperas do 1º turno das eleições presidenciais. A disputa se polarizou entre o neofascista Bolsonaro e o candidato do PT, Haddad. A LBI sabe da imensa pressão que as organizações políticas revolucionárias vêm sofrendo para dar apoio a Frente Popular em nome de “derrotar a direita” ou “combater o fascismo”. Essa cantilena é recorrente toda vez que o PT enfrenta os velhos políticos tradicionais, como nas eleições de Lula e Dilma, cujo adversário foi o PSDB. Agora o concorrente é o representante da extrema-direita, ex-capitão do Exército, que expressa o ódio da classe dominante contra os trabalhadores e o conjunto dos oprimidos. O que os apoiadores do PT encobrem é que a Frente Popular pavimentou a ascensão da reação burguesa em nosso país, como aconteceu historicamente na França e Espanha na década de 30 assim como na Alemanha. A desmoralização da vanguarda, sua corrupção material e política, a cooptação dos sindicatos e o amortecimento da luta de classes levaram a involução da consciência de classe dos oprimidos. Os setores que ascenderam à classe média nas gestões petistas são a base eleitoral de Bolsonaro, o “empreendedorismo” que Lula tanto estimulou acabou por gerar um tecido social reacionária que sedimentou a reação e chocou o “ovo da serpente”. Ao se apoiar nas instituições burguesas corruptas e conservadoras (Parlamento, FFAA, Judiciário) contra os trabalhadores e suas lutas, apostando apenas em políticas sociais compensatórias para os setores marginalizados dos oprimidos, o PT abriu caminho para a realidade atual conservadora. O “estelionato eleitoral” de 2014, quando Dilma girou em direção a um ajuste neoliberal ditado pelos rentistas abriu espaço para o crescimento do fascismo. A desmoralização foi tamanha que o imperialismo e setores da burguesia nativa impuseram o golpe parlamentar em 2016 e depois prenderam Lula, via a famigerada Operação Lava Jato, apoiada inicialmente pelo PT e a maioria da esquerda reformista em nome de fazer um “faxina no Estado”. O discurso de combate a corrupção patrocinado pelo petismo foi apropriado pela direita, via os processos do “Mensalão” e a caçada jurídico-policial orquestrada pelo justiceiro Moro. Chegamos em 2018 com uma eleição completamente fraudada, seja devido a prisão de Lula, seja pelas manipulações das pesquisas, seja pelo controle dos grandes grupos da mídia sobre a vontade popular. Os Marxistas Revolucionários denunciamos que as eleições burguesas são uma fraude completa que ocorrem apenas para legitimar pela via das urnas os planos de guerra que os capitalistas desferem contra os explorados. Não nos surpreende que o PT, aliado de oligarquias reacionárias e golpistas, agora venha usar o surrado discurso de “derrotar a direita” para cabalar votos para Haddad, um tecnocrata neoliberal alinhado ao “Deus Mercado” que comprometeu-se publicamente em levar a frente as reformas neoliberais, sinalizando sempre para o PSDB a formação de um governo de “unidade nacional”. De nossa parte denunciamos que Haddad e Bolsonaro são dois lados da mesma moeda, dois homens que almejam servir de gerentes dos negócios da classe dominante, mesmo que com linhas políticas distintas e aparentemente contrárias. Não esquecemos que Haddad junto com Alckmin desferiu brutal repressão aos lutadores nas “Jornadas de Junho” de 2013 em São Paulo, unido o aparato repressivo (Guarda Municipal e PM) contra a juventude que foi as ruas. Como Trotsky alertou a Frente Popular é a antesala do fascismo! Nesse combate nunca nos negamos de chamar a frente única de ação anti-fascista com as bases do PT e da CUT contra a reação burguesa, mesmo quando suas direções sabotavam a resistência, foi assim nos atos contra o golpe e a Lava Jato em 2015-2016. A poucos dias, nos somamos as manifestações contra a espiral fascista no ato do “#elenão” pontuando os limites do movimento, que tinha apenas um horizonte eleitoral e democrático. Não somos satélites do PT como o PSOL, o corrupto PCO e suas pulgas políticas lilupitianas, completamente adaptados ao regime político burguês, via as verbas bilionárias dos fundos do TSE, um dos pilares da fraude e do golpe. Nesse momento onde o imperialismo e a burguesia escolhem seus representantes para passar ao 2º turno, usando o voto popular apenas para legitimar suas marionetes preferenciais, chamamos os trabalhadores e os oprimidos a boicotarem o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos. Não será pela vereda eleitoral que derrotaremos o fascismo e superaremos a política de colaboração de classes do PT. Nosso caminho é o da resistência com os métodos de luta da classe operária, forjando uma vanguarda classista e revolucionária que não tenha ilusões na democracia manipulada das urnas eletrônicas e das “fakequisas” que manejam a vontade popular. Por isso, em alto e bom som convocamos ao boicote ativo ao circo eleitoral, para fortalecer o combater ao fascismo através da luta direta dos trabalhadores e sem capitular a pressão da política de colaboração de classes da Frente Popular!
O GRUPO MRT É O PERU DA ESQUERDA: SÓ TOMA POSIÇÃO NA VÉSPERA, E O PIOR TOTALMENTE EQUIVOCADA. APOIAM BOULOS E SEU REBOQUE AO PT, CONFIRMANDO O QUE LBI DENUNCIOU NO INÍCIO DA CAMPANHA ELEITORAL



O  grupo MRT acaba de anunciar o apoio eleitoral a Boulos, literalmente às vésperas do 07 de Outubro. O grupo revisionista passou a campanha inteira denunciando que “as atuais eleições são uma fraude totalmente manipuladas pelo poder judiciário apoiado pelos militares e a mídia” para agora chamarem sem maiores explicações o voto no candidato do PSOL, justamente quando o dirigindo do MTST assumiu com mais afinco o papel de satélite do PT, como no debate da Rede Globo, quando Boulos não fez qualquer crítica a Haddad e as gestões burguesas de Lula e Dilma, selando o apoio do PSOL ao PT para o 2º turno. A LBI no começo de agosto, ou seja, há exatos dois meses, logo no início da campanha eleitoral, publicou o artigo que reproduzimos abaixo denunciado que o MRT estava com “vergonha” em declarar apoio eleitoral a Boulos, mas iria fazê-lo ao final porque era um grupo completamente satélite da PSOL e seu programa socialdemocrata de “esquerda”. Agora, o MRT confirmou nosso prognóstico e assumiu também que é o “peru da esquerda”, só toma posição na véspera justamente para fortalecer a política de colaboração de classes do reformismo. Um setor de sua militância que havia declarado o “voto nulo” nas redes sociais agora vai “justificar” com todo o malabarismo político seu apoio a Buolos, para depois no 2º turno, votarem junto com o PSOL em Haddad recorrendo ao pretexto oportunista de que é necessário “derrotar a direita”, cedendo dessa forma a pressão da Frente Popular. O grupo ligado ao PTS argentino no Brasil reafirma sua “vocação” de não sair da sombra da política de colaboração de classes, seja do PSOL ou mesmo do PT!  

MRT LANÇA CANDIDATURAS PELO PSOL MAS TEM “VERGONHA” DE DECLARAR APOIO ELEITORAL A BOULOS
(BLOG DA LBI, 8 DE AGOSTO DE 2018)

O MRT (ex-LER) acaba de anunciar o lançamento de candidaturas a deputados pelo PSOL. No artigo do Esquerda Diário (07.08) não há entretanto uma linha sequer declarando apoio eleitoral a candidatura presidencial de Guilherme Boulos. Esse agrupamento oportunista, “chutado” várias vezes pela direção do PSOL (não permitiu que o MRT integrasse o partido como corrente interna) está com vergonha de expressar uma posição política de apoio eleitoral a Boulos. Lembremos que o MRT acusa o dirigente do MTST de ter levado o PSOL a aderir publicamente a um programa frente populista e de colaboração de classes ao assinar um manifesto conjunto com o PT, PCdoB, PDT e PSB meses atrás. Não há dúvidas que a candidatura de Boulos é um “puxadinho do PT”. Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, acaba de declarar que “A esquerda e a centro esquerda terão três candidaturas relevantes: Lula (possivelmente substituído por Fernando Haddad), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL/PCB). São candidatos que expressam programas e avaliações da conjuntura distintas, mas que têm em comum o enfrentamento às medidas implementadas pelo governo golpista de Michel Temer” (06.08). Fica claro que o PSOL defende o mesmo programa neodesenvolvimentista de Lula e Ciro, inclusive via o Amapá colocou o pé na “grande família” das alianças burguesas, coligando-se formalmente com o PV e o PMN. Vale ressaltar que o PV acaba de indicar Eduardo Jorge como vice na chapa presidencial de Marina Silva. O PMN, que em 2014 apoiou Aécio Neves para presidente, agora vai lotear seu apoio aos diversos candidatos da direita nacional. Essa escandalosa política do PSOL não impediu que os militantes do MRT agora lançassem candidaturas pelo PSOL, que vão servir unicamente para ajudar Ivan Valente a se reeleger deputado federal, superando o coeficiente eleitoral elevado em São Paulo. O mesmo ocorre na esfera estadual. O MRT está no PSOL na condição de “filiação democrática”, pelo acordo vai fazer campanha para o partido nos municípios em que este lhe cedeu legenda. Raposas políticas como Ivan Valente e Marcelo Freixo aceitaram é claro ceder a legenda do partido ao MRT e a todo e qualquer grupo que esteja disposto a engrossar seus coeficientes eleitorais. Os votos captados pelo MRT vão engordar as principais candidaturas a deputados do PSOL em São Paulo, todas ligadas à sua direção nacional social-democrata. A filial do PTS no Brasil é mais um agrupamento a ceder as fortes pressões do chamado “caudal democrático”, seguindo a mesma trilha do seu partido-mãe fascinado com a eleição de deputados nacionais e provinciais no bojo da Frente de Esquerda (FIT). Apesar do discurso da ação direta das massas e da “proximidade da revolução” o que realmente vislumbram é a possibilidade de ocupar postos parlamentares em coligações políticas com partidos da ordem capitalista ou ganhar um “passaporte” para ingressar no PSOL. Trata-se de um completo oportunismo, uma trajetória recorrente do MRT que vive de “zigs-zags” políticos, como em 2016 que passou da defesa do “Fora Todos” junto com o PSTU para embriagados combatentes do “Golpe de Estado” ao lado do PT. Agora esses camaleões políticos por enquanto não anunciaram o voto em Boulos mas podem vir a fazê-lo em breve apesar da candidatura presidencial do PSOL ser um “puxadinho do PT” com um programa neodesenvolvimentista aos moldes da plataforma de Lula e Ciro. Não nos surpreenderia, vindo de um agrupamento que sempre adota as posições mais direitistas tentando dar um “verniz de esquerda” às suas capitulações. O fato é que sua “vergonha” em declarar apoio a Boulos tem uma razão evidente: o MRT não tem nenhuma coerência programática, em seu oportunismo vulgar vai de um vértice a outro, mas sempre se afasta das posições do genuíno Trotskismo para se adaptar a Frente Popular e a Socialdemocracia.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

05 DE OUTUBRO DE 1897: CANUDOS CAMPONESA RESISTE ATÉ A MORTE AO ATAQUE DA REPÚBLICA BURGUESA QUE ACABAVA DE NASCER SOB O TACÃO DOS MILITARES 


Para compreendermos com o método marxista a Guerra dos Canudos e a violência estatal com que foi esmagada a revolta camponesa é preciso restabelecer o cenário histórico em que ela ocorreu. Não pode-se entender Canudos isoladamente, sem conhecer as circunstâncias históricas e políticas que provocaram a maior mobilização camponesa de toda república brasileira. O Brasil estava em permanente ebulição social desde 13 de maio de 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. A Questão Militar que vinha se arrastando desde 1883, com o debate em torno da doutrina do soldado-cidadão, que defendia a participação dos oficiais nas questões políticas e sociais do país, teve uma conclusão repentina, com o golpe militar republicano de 15 de novembro de 1889. A derrubada da Monarquia, que de imediato foi sem derramamento de sangue, terminou por provocar reações anti-republicanas. Uma nova constituição foi aprovada em 1891, tornando o Brasil uma república federativa e presidencialista copiando o modelo norte-americano. Separou-se o estado da Igreja e ampliou-se o direito de voto (aboliu-se o sistema censitário existente no Império e permitiu-se que todo o cidadão alfabetizado pudesse tornar-se cidadão). As dificuldades políticas da implantação da República se aceleraram com a crise inflacionária provocada pelo Encilhamento, quando o Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, autorizou um aumento de 75% na emissão de papel-moeda nacional. Houve muito desgaste do novo regime devido ao clima de especulação e de multiplicação de empresas sem lastro (mais de 300 em um ano apenas). O presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca chegou a fechar o Congresso, o que serviu de pretexto para a Marinha de Guerra rebelar-se exigindo e conseguindo sua renúncia, o que ocorreu em 23 de novembro de 1891. Deodoro doente retirou-se, sendo substituído pelo alagoano vice-presidente Mal. Floriano Peixoto. Em fevereiro de 1893 estoura no Rio Grande do Sul a revolta federalista, quando"maragatos" insurgem-se contra o governo provincial de Júlio de Castilhos, conduzindo o estado a uma dolosa guerra civil. Neste mesmo ano em setembro, ocorre o segundo levante da Armada, novamente liderado pelo Almirante Custódio de Melo, seguida pela adesão do Al. Saldanha da Gama, que chega a bombardear o Rio de Janeiro, Floriano Peixoto mobiliza a população para a defesa da capital e Custodio de Melo resolve abandonar a baía da Guanabara para juntar-se aos maragatos que haviam ocupado Desterro (em Santa Catarina). A guerra na região sul militarmente se encerra com a morte de Gumercindo Saraiva o guerrilheiro maragato em 1894, e com derrota da incursão do Al. Saldanha da Gama na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai em 1895. A guerra tinha produzido mais de 12 mil mortos em uma parte deles havia sido vítima de degolas de parte a parte. Coube ao novo presidente, Prudente de Morais, alcançar a pacificação que é assinada em Pelotas em agosto de 1895. Foi nesse pano de fundo turbulento, marcado por transformações repentinas de regime, pela abolição da escravidão, pelo golpe republicano, pelo fechamento do Congresso, pelo estado de sítio, por dois levantes da Armada e por uma cruel Guerra Civil, que a população urbana ouviu com espanto a notícia, em novembro de 1896, que uma expedição de 100 soldados havia sido derrotada pelos jagunços do interior da Bahia. Começava então a Guerra de Canudos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

PSTU E SUA “REBELIÃO”... COM MEDO DE DEFENDER A REVOLUÇÃO E SEM RECONHECER A BRUTAL OFENSIVA FASCISTA NEOLIBERAL 



Nestes dias finais da campanha eleitoral o neofascista Bolsonaro tomou artificialmente a dianteira das “fakequisas” eleitorais. Ainda que sejam claramente manipuladas segundo a vontade dos capitalistas que controlam o circo fraudado da democracia dos ricos, a candidatura do ex-capitão do exército galvanizou o sentimento anti-PT e fortaleceu a extrema-direita no Brasil, com grupos neonazistas se organizando abertamente. Tudo aponta que a elite dominante pretende fraudar as eleições e governar com um programa de ajustes neoliberais ultra-ortodoxos, em um cenário de conjuntura de transição para um claro regime bonapartista de exceção. Para o PSTU, entretanto, não existe nenhuma ofensiva neoliberal fascista no país e tampouco no mundo. Os Morenistas só enxergam “revoluções” onde na realidade campeou a barbárie imperialista, como na Líbia. Por isso, o PSTU se integrou ao “#EleNão” com sua tradicional plataforma sindicalista, acusando Bolsonaro simplesmente de “machista e misógino”, propondo uma “rebelião” no sentido mais rebaixado deste termo, ou seja, sem relação alguma com uma ruptura revolucionária que conduza a destruição violenta do Estado burguês. Tanto que no artigo “Contra o machismo, Bolsonaro e a exploração, vamos fazer rebelião!” não há uma única referência ao fascismo expresso pela candidatura do PSL e, muito menos, o chamado ao armamento popular ou a organizar comitês de autodefesa. Os Marxistas sabem muito bem que o terreno de combate frontal ao fascismo não se dá no campo eleitoral e muito menos com a política policlassista da Frente Popular, seja no, movimento de mulheres ou na luta do proletariado, mas não podem deixar de denunciar o avanço de sua representação nas urnas, convocando o seu combate pela luta direta e não pela via do circo eleitoral. O PSTU fez justamente o contrário! No início da campanha denunciamos que “empatizava” com Bolsonaro, caracterizando-o como um candidato “antisistema”, ou seja, o representante do fascismo expressaria um fenômeno progressivo no espectro eleitoral, “contra tudo o que está aí”. Segundo os Morenistas, o eleitorado fascista de Bolsonaro seria uma base política a ser disputada pela “esquerda”, não haveria grandes problemas em sua “consciência”. Chegaram a lamentar que a “esquerda” se encontra presa, de mãos dadas, ao reformismo lulista e não se aproximando da base de Bolsonaro para capitalizar o “sentimento difuso” de rebeldia do eleitorado fascista! Por essa lógica absurda pode-se fazer inclusive unidade de ação com essa direita reacionária contra a esquerda socialdemocrata como o PT, principalmente quando esta última se encontra no governo, no caso por exemplo de uma improvável vitória de Haddad. Desta forma o PSTU apresenta Bolsonaro como um possível aliado no campo da ação contra a Frente Popular, seguindo a linha que a LIT adotou na Líbia, Síria e mais recentemente na Nicarágua, quando se aliou com os grupos patrocinados pelo imperialismo sob o pretexto de que o governo de Daniel Ortega era uma ditatura! A posição do PSTU diante de Bolsonaro revela que esse partido chegou ao cúmulo da adaptação a reação burguesa, só perde para seus aliados da Transição Socialista (ex-Negação da Negação) que já convocou até mesmo atos conjuntos com os fascistas do MBL para exigir a prisão de Lula, saudando a ação da PF e do Juiz Moro. Não por acaso, o PSTU por ser parte do golpe parlamentar que apeou o governo Dilma e também impulsionou objetivamente a ofensiva reacionária contra Lula (defendo sua prisão pelo justiceiro Moro e a Lava Jato), acabou ganhando em um período da campanha fraudada a simpatia dos “institutos” que premiaram Vera com o simbólico 1% nas pesquisas, somente sendo punido quando somou-se as multitudinárias manifestações do “#elenão”, como também o conjunto da “esquerda” (PT, PSOL, PSTU), em um contundente recado político da burguesia para que a esquerda abandonasse as mobilizações populares antifascista ou será castigada eleitoralmente. A “Rebelião” do PSTU limita-se a agitar a necessidade de um “Governo dos Trabalhadores baseado em conselhos populares”. Todos esses elementos revelam que o significado da “Rebelião” propagada nestas eleições não tem qualquer conteúdo revolucionário, segundo os critérios do Marxismo. Os arautos dessa “Revolução” de conteúdo rebaixado nunca defendem a necessidade do armamento operário e muito menos a criação de organismos de poder proletário para se tomar o poder pela via da violência revolucionário como nos ensinaram Lênin e Trotsky! Não há uma única menção a Ditadura do Proletariado no programa do PSTU, ou seja, está ausente o eixo para dotar seu programa de um claro corte de classe proletário e marxista, segundo as tradições da IV Internacional. No máximo, declara “Um programa que aponte a ruptura com o capitalismo, os grandes bancos e empresas, chamando a que a classe operária e a população pobre se rebelem, façam uma revolução que destrua o capitalismo e que construa, na luta, um governo socialista dos trabalhadores, baseado em conselhos populares”. Como demonstrou Trotsky só a Ditadura do Proletariado pode assegurar a realização das tarefas democráticas e de libertação nacional pela via das destruição violenta das instituições burguesas, como o parlamento, a justiça e as FFAA. Por fim recordemos que o PSTU chama de “revolução” ou mesmo “rebelião” o que ocorreu na Líbia ou na Ucrânia, ações de massas orquestradas pelo imperialismo para derrubar governos nacionalistas ou não alinhados diretamente a Casa Branca. Os Morenistas apoiaram entusiasticamente as mobilizações na Líbia, Ucrânia, Síria ou mesmo no Egito contra a Irmandade Muçulmana, qualificando-as de levante popular, rebelião de massas e até revoluções! Lembremos que a LIT saudou as hordas de fascistas que derrubaram as estátuas de Lênin em Kiev no ano de 2014, alegando que tais “confusões” fazem parte do “processo revolucionário”, cabendo os revolucionários disputar a consciência das massas que estão fazendo sua “experiência concreta”, algo muito parecido do que dizem dos eleitores de Bolsonaro! O ilusionismo da realidade, um caso típico de embuste programático que marca o revisionismo do século XXI não passa de uma inútil tentativa de desconsiderar a etapa reacionária da luta de classes em escala mundial. Sem alimentar as falsas ilusões delirantes e oportunistas é necessário afirmar vigorosamente que sem a construção de um partido operário e revolucionário de massas nenhuma revolução socialista ocorrerá e tampouco sem a existência de uma ampla vanguarda anti-imperialista nenhuma “revolução democrática” triunfará em qualquer parte do planeta. Somente com a existência de organismos de poder das massas, dotadas de uma estratégia militar, será possível levar a frente uma verdadeira Revolução. A tentativa de apresentar novas “fórmulas”, como a “Rebelião” agitada pelo PSTU nesta campanha eleitoral, não passa de mais um engodo revisionista para fazer retroceder ainda mais a consciência de classe do proletariado.
APÓS O "AVISO" DADO PELA BURGUESIA DE QUE NÃO ADMITIRÁ MOBILIZAÇÕES ANTIFASCISTAS E DO RECUO REFORMISTA: IBOPE VOLTA A APONTAR CRESCIMENTO DE HADDAD E CONFIRMA SEGUNDO TURNO ENTRE O CAPITÃO E O PT

Pânico instalado e logo na sequência desinstalando na campanha e no entorno do candidato petista Fernando Haddad, tudo ao sabor das pesquisas divulgadas pelo dupla de "institutos" (IBOPE e DataFolha) controlados pela famiglia Marinho e seu cartel midiático. Nenhuma aferição científica séria realizada pelos tais "institutos" para comprovar um suposto crescimento da candidatura do fascista Bolsonaro, que ameaçava inclusive liquidar a fatura eleitoral logo no primeiro turno. Mas depois de dois dias de "tempestade" do IBOPE&Data veio no terceiro dia a "bonança" e também pelas mesmas mãos do IBOPE, anunciando no JN da Globo que Fernando Haddad voltou a crescer, garantindo enfim sua ida ao segundo turno...Nestes dois dias de pânico para a esquerda reformista, foram também dias de festa do "mercado", com a maior queda do Dólar em quatro anos e a forte elevação do índice da Bovespa, eram os rentistas festejando o recuo do PT e a adesão definitiva dos agiotas financeiros a candidatura do neofascista, um mix programático de neoliberalismo ortodoxo e fascismo gorila latino-americano. Mas porque mesmo a "tempestade" dos "institutos" sobre a cabeça desprotegida dos petistas cessou? Se as pesquisas eram verdadeiras e revelavam mesmo a realidade de uma guinada conservadora da sociedade após as multitudinárias manifestações do "#EleNão", não haveria nenhum fato político novo para à reversão do quadro e consequentemente Haddad continuaria caindo dando espaço as candidaturas do "centro" crescerem. Porém nesta quarta-feira (3) o IBOPE mudou a linha e manteve o cenário anterior, estabilizando a distância entre Bolsonaro e Haddad em nove pontos percentuais, além de desidratar ainda mais as candidaturas do "Centrão". Para os Marxistas a razão da "birutagem" dos tais "institutos" é bem clara: trata-se de um contundente recado político da burguesia para que a esquerda abandone as mobilizações populares antifascista ou será castigada eleitoralmente. Este regime da democracia dos ricos têm o controle absoluto de todo processo eleitoral, desde as pesquisas fraudadas, passando pelo judiciário golpista que encarcera lideranças da esquerda e impugna candidatos "indesejáveis", e até chegar a grande mídia corporativa e seu jogo sujo e pesado em favor da ofensiva do ajuste neoliberal contra as massas populares. Para esta elite dominante a soberania popular exercida pelo voto é apenas um dos elementos a serem adicionados em sua equação política final que decidirá o resultado das eleições, ou seja, será a burguesia e não o povo a dar a última palavra sobre as eleições presidenciais! O "conto de fadas" que supostamente de forma imediata a sociedade conservadora reagiu eleitoralmente (via as pesquisas dos institutos) ao "29S", não passa de uma cilada política onde desgraçadamente a esquerda reformista aceitou cair e recuar ainda mais diante da ofensiva neofascista. Todos nós sabemos das imensas limitações políticas do movimento "#EleNão", uma mobilização em que a plataforma do policlassismo (colaboração de classes) teve sua completa hegemonia, porém seríamos cegos ao negar a importância de um pequeno passo de combate de massas ao arco neofascista que vem crescendo no país, e que por esta simples razão o "29S" não foi tolerado pela burguesia e suas colaterais midiáticas. Sinceramente não cremos que a classe dominante tenha qualquer temor em relação ao programa neodesenvolvimentista burguês e a candidatura do PT ao Planalto, um nome até bem simpático ao "mercado" ( Haddad é um ex-assessor do banco Unibanco e atual funcionário do Insper), porém tem verdadeira paúra do movimento de massas organizado e mobilizado nas ruas. Faltando apenas três dias da realização do primeiro turno, o PT comemora a possibilidade de seu retorno a gerência central do Estado burguês, mas apesar de uma inegável recuperação política da Frente Popular nossa elite capitalista não está disposta a interromper a selvageria neoliberal iniciada com o golpe parlamentar de 2016, por isso aposta suas fichas no "cavalo" que se mostrou mais ousado a implementar a agenda neoliberal, e o "animal" atende pelo nome de Jair Bolsonaro. Os movimentos sociais e a juventude devem "cagar e andar" para a fajutice das "análises sociológicas" que dizem que o momento é eleitoral, e portanto não cabe nenhum tipo de radicalização popular para não atrapalhar o processo... nosso vigoroso combate para derrotar a ofensiva neofascista deve ser nas ruas e não nas urnas!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

PCO VOCIFERA QUE MOVIMENTO “#ELENÃO” ESTEVE A SERVIÇO DA GLOBO PARA ATACAR BOLSONARO EM FAVOR DE ALCKMIN: PESQUISAS MANIPULADAS PELA FAMIGLIA MARINHO IMPÕEM O CONTRÁRIO, INFLAM O NEONAZISTA, REBAIXAM HADDAD E AFUNDAM O TUCANO, PUNINDO OS QUE LUTARAM NAS RUAS CONTRA A OFENSIVA REACIONÁRIA...QUEM É O “PATO” DESSA HISTÓRIA?


No artigo “Coxinhato da Globo: esquerda pequeno-burguesa caiu como patinho” (DCO, 03.10), o “pato” revisionista Rui Pimenta acusa as forças de esquerda que impulsionaram o “#Elenão” de estarem a serviço da Rede Globo: “Ficou patente a absoluta desorientação da esquerda pequeno-burguesa ao se colocar como instrumento da Globo na sua grande campanha por manipular as eleições”. Segundo o desorientado “guru” do PCO, a “esquerda” agiu como alienados “coxinhas” que ao atacarem Bolsonaro estavam fazendo o jogo da “verdadeira” extrema-direita para levar Alckmin ao 2º turno. Isso porque, segundo Causa Operária, “Alckmin, apoiador do #elenão, é mais fascista que Bolsonaro” (DCO, 02.10), ou seja, Bolsonaro “não é tão fascista assim” e seria um mero “espantalho eleitoral” criado para derrotar o PT e levar o PSDB ao 2º turno. O dono da legenda oca familiar chamada PCO, bancada pelos milhões de reais dos fundos do TSE, deseja nos convencer que o círculo fascista de Bolsonaro não representa ameaça alguma ao movimento operário, é “apenas um boneco” que será descartado pela Rede Globo a favor do Tucano nestas eleições. Vejam com seus próprios olhos o delírio: “O retorno político do ato #elenão, usado para confundir e desarmar ainda mais politicamente a maioria da esquerda e dividir os votos de Bolsonaro em favor do candidato dos ‘donos do golpe’, Geraldo Alckmin”.  Saindo dos muros do “Sanatório Causa Operária” a realidade é completamente outra. As candidaturas de esquerda (PT, PSOL, PSTU) que apoiaram o movimento “#Elenão” foram “punidas” pela Família Marinho via as “fake pesquisas” do IBOPE e da DATAFOLHA realizadas após o protesto do “29-S”. As organizações políticas revolucionárias que chamam o Voto Nulo/Boicote e impulsionaram ainda que criticamente o protesto de sábado (como a LBI) também foram “castigadas” pelos números impostos pelo “Deus Mercado”. Segundo os dados das pesquisas chega-se à conclusão de que se as multidões reunidas no “#Elenão” gritassem ao contrário, “EleSim”, em favor de Bolsonaro, o ex-capitão teria caído nas pesquisas e seu adversário, Fernando Haddad ganharia vários pontos. Olhando os números DATAFOLHA os que perderam pontos (Brancos/Nulos, 2%, Haddad-PT, Boulos-PSOL e Vera-PSTU, e Alckmin-PSDB, um 1% cada) geraram 5% de votos mutantes que foram quase todos (4 pontos) para Bolsonaro e 1 para o Cabo Daciolo! Em resumo, o “Coxinhato da Globo”, como o PCO nominou as manifestações multitudinárias do “#Elenão”, longe de favorecer Alckmin e tirar votos de Bolsonaro como afirmou o transloucado Rui Pimenta tiveram o efeito contrário na realidade criada pela Famiglia Marinho para manipular a vontade popular: impulsionou o neofascista em 5% na pesquisa, enterrou o tucano (caiu um 1%) e pavimentou as bases até mesmo para Bolsonaro ganhar em 1º turno, derrotando o PT!!! Tudo contrário do que apregoa o PCO que em seu mais novo devaneio sobre o “#Elenão”, onde teima em reafirmar que o protesto teria como objetivo “Promover uma pequena diminuição nas intenções de voto em Bolsonaro transferindo parte dessa votação para Alckmin, para permitir que o mesmo vá para o segundo turno e se apresente como candidato de “união nacional” contra o candidato espantalho, apresentado como representante do fascismo” (03.10). Como Marxistas Revolucionários sabemos que a raiz da “loucura” do PCO tem como pano de fundo sua política oportunista diante do PT, produto de um processo de corrupção política e material avançado. Enquanto Rui Pimenta ainda não declarou apoio a Haddad sua “militância fisiológica” nos bastidores está apoiando não só o candidato presidencial do PT mas uma série de “personalidades” petistas, como Dilma e o governador Fernando Pimentel. No momento em que a direção familiar do PCO diz que a “eleição golpista é uma fraude” já embolsou 1 milhão de reais do fundo eleitoral do TSE, órgão estatal que orquestra o golpe em curso. Agora, Rui aposta que Alckmin vai ao 2º turno, mas ao contrário o tucano é descartado pela burguesia e o imperialismo. Quando Causa Operária apregoa que o “#elenão” foi um movimento de direita patrocinado pela Globo contra Bolsorado, as pesquisas da Famiglia Marinho catapultam o neofascita para o topo das intenções de voto! Com esses “zigs-zags” oportunistas não há pessoa sã que não fique “louca”. Começamos esse artigo do BLOG da LBI reproduzindo a fala em que Pimenta afirma “Coxinhato da Globo: esquerda pequeno-burguesa caiu como patinho”. Agora, ao seu final, perguntamos: Quem é o ‘Pato’ nesta história, Sr. Rui?
"FAKEISAS" DO IBOPE E DATAFOLHA REFLETEM REAÇÃO VIRULENTA DA BURGUESIA CONTRA A MOBILIZAÇÃO POPULAR EM OPOSIÇÃO AO NEOFASCISMO. NÃO PODEMOS "COMPRAR" A FRAUDE DOS "INSTITUTOS" COMO A "VERDADE" FORJADA PELO "MERCADO"!


Bastaram a divulgação de duas pesquisas absolutamente fraudadas, forjando um inexplicável crescimento da candidatura do "capitão" Bolsonaro, para que centenas de "analistas políticos" da esquerda reformista até os da direita conservadora buscassem a explicação das causas deste "fenômeno" (subida nas pesquisas)  nas mobilizações multitudinárias contra o neofascismo ocorridas no último sábado, o "29S" do "#EleNão". Com uma rapidez incrível todo um setor da chamada "inteligência nacional" passou a criticar o movimento "#EleNão" como sendo o responsável pela ascensão de Bolsonaro, baseada unicamente nos dados divulgados pelas pesquisas da "dupla" de "institutos", que carecem de qualquer conteúdo mínimo da ciência moderna da estatística. Esta "dupla" que carrega o pomposo nome de "institutos" são na verdade organismos colaterais da grande mídia corporativa, ambos empresas comerciais mantidas financeiramente pelas organizações Globo. O IBOPE, em particular uma propriedade da famiglia Marinho adquirido em meados dos anos 70 com o objetivo de medir a audiência das novelas globais, que na época disputavam acirradamente a audiência com as da TV Tupi. Depois o tal "instituto" dos Marinho(tendo é claro um "testa de ferro" para assumir o negócio)se especializou historicamente em manipular dados de pesquisas eleitorais fraudadas, como fizeram repetidamente desde 1982 quando tentaram impedir a vitória de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro. Mas justamente as organizações GLOBO, que se diz pioneira da questão "identitária"', não poderia "engolir" passivamente uma gigantesca mobilização tendo como vanguarda as mulheres em luta contra o neofascismo de uma candidatura reacionária que hoje se tornou preferencial para o "mercado" e a vampiros rentistas. Logo na sequência do "29S", a famiglia Marinho acionou seu funcionário Carlos Montenegro (dono formal do IBOPE) encomendando uma nova pesquisa eleitoral onde Bolsonaro subisse e os demais candidatos estacionassem ou mesmo baixassem seus índices de intenção de votos. Para o "expertise" do IBOPE a razão do súbito crescimento do fascista, a despeito de seu repúdio generalizado demonstrado em todo país, não poderia ser outro: o enorme movimento "#EleNão" teria provocado um efeito contrário, ou seja um surto de adesão na campanha de Bolsonaro às vésperas do primeiro turno presidencial. Que a "intelectualidade" conservadora e os candidatos da direita, como Alckmin e Ciro Gomes, comprem esta "fantástica" versão manietada do IBOPE&Datafolha, é perfeitamente compreensível, porém nos surpreende que amplos setores da esquerda tenham embarcado neste "conto". Somente os muito crédulos ou idiotas úteis podem crer na lisura e cientificidade de empresas controladas pelos "barões da mídia murdochiana" (termo cunhado exatamente contra as escandalosas fraudes de Rupert Murdoch dono do maior império das comunicações mundiais), é óbvio que o movimento sincronizado da burguesia de proibir as entrevistas de Lula, vazar as delações do ex-ministro Pallocci e por último  fraudar pesquisas eleitorais, fazem parte de uma única ação para garantir a vitória de Bolsonaro, e de preferência já no primeiro turno. Desgraçadamente o PT e seus acólitos (como o venal PCO) agora irão aceitar como "cordeiros" as "verdades" do mercado e seu porta-voz institucional :o IBOPE&Datafolha. Longe de denunciar a escandalosa fraude em curso, a Frente Popular irá recuar ainda mais, como fez diante do golpe parlamentar de 2016, seu candidato Haddad se mostra quase que um "monge" frente aos ataques desferidos por seus adversários na corrida ao Planalto. O movimento de massas deu uma importante demonstração de força contra a ofensiva neofascista no último sábado, apesar de todas as limitações políticas impostas por suas direções reformistas. Desde as pequenas forças da LBI convocamos os movimentos sociais a não caírem na armadilha criada pelos "institutos", não é o IBOPE que mede a disposição de luta do campo operário e popular!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

BOLSA DISPARA E "MERCADO" ASSUME A PREFERÊNCIA POR BOLSONARO COMO O "NEOLIBERAL MAIS RADICAL", DESCARTANDO ALCKMIN O EX"QUERIDINHO" DOS RENTISTAS: PESQUISA DATA FOLHA APENAS SEGUE AS NOVAS ORDENS DA BURGUESIA NACIONAL E DO IMPERIALISMO


A pesquisa Datafolha de hoje foi ainda mais longe na fraude orquestrada ontem pela Família Marinho e pelo IBOPE. Pelos números Bolsonaro cresceu ainda mais e Haddad caiu. Ciro e Alkmin foram descartados completamente de ir ao 2º turno. O Grupo Folha segue desta forma fielmente as novas ordens da classe dominante. Tanto que hoje, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa paulista, teve a maior alta diária em quase dois anos, subindo 3,78%, a 81.593 pontos nesta terça-feira, refletindo a pesquisa do IBOPE-GLOBO agora “confirmada” pela Datafolha. O dólar também fechou em forte queda nesta terça-feira, abaixo de R$ 4, índices claros de que o “Deus Mercado” assumiu a preferência pública por Bolsonaro como o “neoliberal mais radical”, descartando Alckmin como o ex “queridinho” dos rentistas. Como analisamos anteriormente os principais setores da burguesia nacional e do imperialismo “fecharam questão” em torno do fascista. Essa opção clara aponta para um governo tutelado diretamente pelas FFAA e a casta privilegiada do Judiciário, pavimentando um regime de exceção em nosso país. O PT não reagirá a fraude, na medida que seu papel no circo eleitoral é justamente legitimar as eleições golpistas, garantindo uma sólida bancada parlamentar e alguns governos estaduais. Diante da clara manipulação da vontade popular montada pelos institutos de pesquisas e a Rede Globo, é mais que necessário convocar o boicote ativo ao circo eleitoral! Participar desse engodo é dar um ar de legitimidade ao plano de guerra que o capital irá desferir contra os trabalhadores, usando as eleições como uma cortina de fumaça democrática. Apostar na esquerda domesticada (PT ou PSOL) para “combater o golpe” é o caminho suicida da derrota, o momento é fazer uma ampla campanha de denúncia da farsa eleitoral e mais do que isso, convocar desde já a resistência dos trabalhadores através da luta direta. Os atuais resultados das pesquisas “fakes” apontam para um 2º turno disputado entre PT e Bolsonaro, mas onde os rentistas e barões do capital já “bateram o martelo” em ungir o fascista como seu homem para desatar um ajuste neoliberal ultra ortodoxo contra os explorados, sem espaço para “pactos sociais” como pretendia a Frente Popular. Nesse sentido, longe de patrocinar ilusões na política de colaboração de classes do PT travestida no seu chamado de “derrotar a direita” é hora de usar o debate em curso para apontar a podridão completa das estruturas do regime político e reforçar o combate pela Revolução e Socialismo!
PCO LAMENTA QUE BOLSONARO É “VÍTIMA DA DIREITA”: SEITA REVISIONISTA QUE AGORA ESTÁ “SOLIDÁRIA” COM O NEOFASCISTA NO BRASIL APOIOU O ATIRADOR NAZISTA NA NORUEGA EM 2011


Enquanto milhares de lutadores e lutadoras sociais se manifestavam contra o neofascista Bolsonaro no movimento “#elenão”, o PCO atacava duramente o protesto multitudinário que cortou o Brasil no último sábado contra a ofensiva reacionária em curso. Rui Pimenta vociferou em seu balanço do protesto: “A direita é que está atacando Bolsonaro e colocou a reboque dela, o povo”. Para Causa Operária os milhares que saíram as ruas no 29-S não passavam de uma massa de manobra da direita. O “guru” do PCO denuncia que a Rede Globo teria orquestrado o movimento que levou mais de 1 milhão de pessoas as ruas apenas para desgastar eleitoralmente o fascista a fim de beneficiar o tucano Alckmin em 07 de Outubro. Tanto que anuncia em seu site “Com #elenão, Alckmin cresce e chega à terceira posição” apesar de nada na realidade e muito menos nas pesquisas indicar tal crescimento tucano... Contra essa suposta manobra, o PCO saiu em defesa de Bolsonaro, alertando que o neofascista seria uma “vítima da direita”! O “detalhe” é que mesmo Alckmin tentando retardatariamente parecer simpático ao movimento das mulheres (impulsionado claramente por colaterais políticas e sindicais ligadas ao PT), ele vem caindo seguidamente nas pesquisas enquanto o real beneficiado é obviamente Haddad. Diga-se de passagem, o petista vem recebendo o apoio não só da maioria dos eleitores que participaram do “#elenão” mas também da própria militância do PCO em todo país, apesar do cada vez mais desmoralizado Rui Pimenta não declarar apoio formal a Haddad, alegando uma fidelidade absoluta a Lula. Não poderia ser diferente, o PCO alterou drasticamente sua linha política nos últimos anos em função de acordos corruptos com a Frente Popular. Antes Rui afirmava “Lula Presidente dos banqueiros” agora diz ser “Lula maior liderança popular do país”. Alertamos que uma coisa é intervir ativamente nas manifestações de rua, delimitando-se com os limites do movimento policlassista de mulheres e com um tênue conteúdo de combate somente eleitoral a ofensiva fascista, como fez a militância da LBI, outra coisa bem distinta é o delírio de acusar os apoiadores do “#elenão” de estarem a serviço da direita, com fez Causa Operária ao declarar pateticamente que “#elenão é Alckmin sim”. O mais inusitado é que além desse disparate, o PCO sai em defesa do fascista Bolsonaro, jogando toda sua artilharia contra Alckmin, preservando obviamente Haddad e a política de colaboração de classes do PT que defende um governo de “união nacional” com o PSDB! Rui Pimenta não considera o ultrarreacionário Bolsonaro como uma ameaça real e tampouco fascista. Para o patético PCO o “mal maior” seria o tucano que tem sua candidatura mergulhada em crise terminal, com abertas deserções em favor de Bolsonaro, perdendo eleitoralmente até mesmo em São Paulo. Tamanha miopia política não começou agora, vem de longe na “vida política pregressa” do PCO. Não esqueçamos que há pouco tempo atrás, Rui Pimenta também saiu em defesa de outro nazista! Quando ocorreu o atentado na Noruega em 2011, o PCO não vacilou em defender o atirador neonazista que atacou a tiros o acampamento do partido socialdemocrata, deixando quase 100 mortos. Naquele momento, Causa Operária declarou “O ataque é parte da ação das massas européias que está se levantando contra os governos e o regime político, uma prova de que a crise capitalista tem um caráter revolucionário" (Oslo, Noruega - 22 de julho de 2011, A crise europeia se torna explosiva, sítio PCO). Naqueles dias, a seita revisionista tentava a todo custo caracterizar a iminência da revolução na atual etapa de reação mundial, enxergando nos atentados monstruosos do fascismo na Noruega uma “ação de massas”. Para encaixar sua “teoria” delirante de que a revolução dobrava a próxima esquina, se emblocava com a direita terrorista para combater um governo socialdemocrata, como o trabalhista norueguês. Agora ultrapassaram novamente a fronteira de classe, saem em defesa do nazista Bolsonaro para supostamente combater o PSDB, sua complacência com a extrema-direita é uma verdadeira traição de classe! Como podemos observar, o histórico do PCO de aliar-se a nazistas e fascistas em nome da “luta pela revolução” tem como base sua política repleta de “zigs-zags” oportunistas, o lamento vergonhoso que fazem por Bolsonaro agora é apenas mais um brusco “cavalo de pau” dessa seita revisionista que tem sido motivo de piada na esquerda enquanto seus “militantes fisiológicos” nos estados já embarcaram de cabeça na campanha de Haddad.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

FAMIGLIA MARINHO LANÇA OFENSIVA EM TODA LINHA CONTRA O PT: DO IBOPE A TOFFOLI A ORDEM DADA PELA GLOBO É "EMPAREDAR" HADDAD


Em uma ação de frente única nesta primeira segunda-feira de outubro, sob a orientação política da famiglia Marinho, entraram em cena de uma só vez, o "justiceiro" Moro, o atual presidente do STF Dias Toffoli e a sucursal da Globo, o pretenso "instituto" IBOPE, todos em carga contra o PT com o objetivo de deter o crescimento eleitoral de Fernando Haddad a menos de uma semana das eleições. A deflagração da operação "Emparedar Haddad" é obviamente uma clara resposta às multitudinárias manifestações antifascistas que ocorreram no sábado passado, colocando na defensiva completa a candidatura do reacionário capitão Bolsonaro. O movimento contra o PT foi bem sincronizado, primeiro Moro divulga uma delação requentada de Pallocci, depois Toffoli bate o martelo no STF proibindo a entrevista de Lula para a grande mídia (desmoralizando uma sentença constitucional favorável do seu "colega" Lewandovsky) e por ultimo vem o IBOPE com sua "fake pesquisa" apontando um crescimento inexplicável da candidatura Bolsonaro. Diante da impossibilidade de "turbinar" as candidaturas do chamado "centro", como Ciro e Alckmin, pelo absoluto estancamento eleitoral desta dupla de vigaristas políticos de direita, a burguesia nacional (hoje totalmente centralizada pela famiglia Marinho em virtude da crise do regime) decidiu que o melhor mesmo é impulsionar artificialmente Bolsonaro para tentar evitar uma vitória do PT no primeiro turno, o que poderia dinamizar uma "avalanche" difícil de conter na segunda volta final das eleições. Com o esgotamento total dos tucanos e as dificuldades de crescimento eleitoral apresentadas por Ciro, sem falar no naufrágio irreversível da farsante Marina, não restou outra alternativa a burguesia senão apostar suas fichas na opção posta na mesa pela extrema direita. E será mesmo com Bolsonaro que a elite dominante pretende fraudar as eleições e governar com um programa de ajustes neoliberais ultra ortodoxos. O PT, como força coadjuvante do processo golpista, que já aceitou a prisão e cassação dos direitos políticos de Lula, aceitará pacificamente a vitória de Bolsonaro, recebendo como "prêmio de consolação" a eleição de uma importante bancada parlamentar  e a renovação de alguns dos seus governos estaduais. O cenário está todo montado para um estelionato político de grandes proporções contra a soberania popular, desde o STF e o conjunto da camarilha togada até a "prontidão" das Forças Armadas em caso de "emergência" (leia-se revolta popular). Nesta conjuntura de transição para um claro regime bonapartista de exceção, investir politicamente em candidaturas reformistas e neoliberais de esquerda, como Haddad e Boulos é semear o terreno para novas derrotas, já que estas lideranças anunciam previamente suas rendições a brutal ofensiva reacionária que se vislumbra no próximo horizonte político. Para barrar e derrotar o processo golpista em curso, o caminho a seguir pela classe operária não é o das eleições viciadas e fraudadas, mas sim o da ação direta e revolucionária em direção ao socialismo!
LAVA JATO “LIBERA” DELAÇÃO DE PALOCCI: MORO NA RETA FINAL DA CAMPANHA ESCANCARA O CARÁTER GOLPISTA DA CAMARILHA TOGADA. ABAIXO O CIRCO ELEITORAL FRAUDADO DE MANIPULAÇÃO DA VONTADE POPULAR!


O "justiceiro" Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação de Palocci na Lava Jato. Trata-se de uma clara operação para atacar o PT e a candidatura de Haddad, além de garantir a ida de Bolsonaro ao 2º turno na dianteira, cuja candidatura estava estagnada. No documento, Palocci afirma Lula indicou Paulo Roberto Costa para a Petrobras com o objetivo de "garantir ilicitudes" na estatal e que usou o pré-sal para conseguir dinheiro para campanhas do PT. A defesa do ex-presidente afirmou que a decisão de Moro "apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula" e que o juiz tem "o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados". O ex-ministro relatou uma reunião que teria ocorrido no início de 2010, na biblioteca do Palácio do Alvorada, com Lula - na época presidente do país -, Dilma Rousseff e José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras. Segundo Palocci, nesta reunião, Lula "foi expresso ao solicitar do então presidente da Petrobras que encomendasse a construção de 40 sondas para garantir o futuro político do país e do Partido dos Trabalhadores com a eleição de Dilma Rousseff, produzindo-se os navios para exploração do pré-sal e recursos para a campanha que se aproximava". Lula teria afirmado, nesta reunião, que caberia a Palocci gerenciar os recursos ilícitos. Segundo o ex-ministro, as campanhas do PT foram abastecidas com caixa dois. Palocci afirma no depoimento que as campanhas em 2010 e 2014 custaram, respectivamente, R$ 600 milhões e R$ 800 milhões. Esses valores seriam mais que o dobro do que foi declarado oficialmente à Justiça Eleitoral na época, de acordo com o depoimento. Nenhuma surpresa ao se tratar da Lava Jato, uma Operação montada desde a Casa Branca e coordenada midiaticamente no Brasil pelas "Organizações Globo". Palocci um ex-militante da tendência Liberdade e Luta (atual corrente petista O Trabalho) converteu-se no interior do PT em um dos precursores do neoliberalismo quando ao assumir a prefeitura de Ribeirão Preto em 1992 privatizou a companhia telefônica da cidade. Ao assumir o Ministério da Fazenda na primeira gerência do presidente Lula, Palocci aprofundou seu curso monetarista promovendo as primeiras contrarrreformas do regime exigidas pelo mercado financeiro. Palocci não resistiu a um escândalo em Brasília, onde foi acusado de patrocinar uma mansão de lobistas ao governo e de quebrar o sigilo bancário do caseiro da tal mansão. Retornou ao governo após a eleição da presidente Dilma em 2010, porém não durou seis meses no cargo de ministro da Casa Civil, não conseguindo explicar a compra de um luxuoso apartamento de seis milhões de Reais, logo foi demitido. O petista neoliberal fora do governo, assim como José Dirceu, se dedicou a "prática de consultoria" para grandes empresas capitalistas, acumulando um patrimônio pessoal milionário, não muito distinto de dezenas de dirigentes do PT. É óbvio que o enriquecimento pessoal de militantes da esquerda somente pode acontecer no marco de partidos burgueses, como se transformou o PT ao longo da última década. As supostas "consultorias" são um método de camuflar o recebimento de comissões recebidas por gestores do Estado burguês (de todos os partidos institucionais) em absolutamente todas suas transações comerciais com grupos capitalistas. Os justiceiros fascistas da Lava Jato sabem muito bem que as "comissões" fazem parte da engrenagem do regime capitalista, prática generalizada no país desde a instauração da república com Deodoro da Fonseca, porém acusam o PT de ter inaugurado a "propinolandia" no Brasil. Com o suporte da mídia "murdochiana", a Lava Jato avança a passos largos para fragilizar a Petrobras e retirar a reserva de mercado nacional das empreiteiras brasileiras (somente estas podem participar de licitações estatais). O "conto de fadas" publicitado pelo justiceiro Moro e reverberado pela Globo de que nunca se "roubou tanto" nos governos do PT só pode convencer tolos e incautos. Lula e em certa proporção Dilma promoveram a expansão dos investimentos públicos, lastreados pelo " boom" mundial do preço das commodities e pela "bolha de crédito", por isso mesmo o volume das "comissões" no campo da política burguesa se incrementou beneficiando também centenas de dirigentes e parlamentares do PT. As campanhas milionárias da Frente Popular, irrigadas com "caixa 1 e 2", foram produto do programa burguês do PT que defende impulsionar os "negócios capitalistas" com suas gerências estatais. Palocci como ministro da Fazenda foi uma peça original deste esquema em que o PT compartilhou com uma dezena de partidos da antiga "base aliada". Como Marxistas não pretendemos ocultar o caráter de classe do PT, situado no mapa da política burguesa como um partido de "centro-esquerda", mas esta correta caracterização não nos impede de perceber o curso da ofensiva reacionária, concentrada hoje na Lava Jato, e que tem como estratégia a reversão das liberdades democráticas constitucionais e a abertura da economia nacional aos cartéis imperialistas. Neste sentido convocamos o movimento de massas a defesa incondicional do PT diante das ameaças e prisões da famigerada Lava Jato, sem abonar politicamente o programa burguês do partido e a pratica de enriquecimento pessoal da maioria de seus dirigentes. Da mesma forma os Trotsquistas atuaram diante da prisão do "governador burguês" Miguel Arraes ou o do "presidente capitalista" Jucelino Kubitscheck frente a ditadura militar inaugurada no Brasil nos anos 60. A Lava Jato representa a porta de entrada de um novo regime bonapartista no país, de corte ideológico fascista, não tem nenhum aspecto progressista. Esta mesma lógica de capitulação a Lava Jato norteia desde o PSOL até o próprio PT, passando pelo neostalinista PCdoB, isto sem falar do PSTU fã do justiceiro Moro. É urgente que os movimentos sociais desenvolvam uma vigorosa campanha política nacional para denunciar a farsa da Lava Jato, revelando para as massas seus reais objetivos "inconfessáveis" nesta campanha eleitoral, sem prestar nenhum apoio político e eleitoral a campanha de Haddad e sim chamando o boicote ativo ao circo eleitoral fraudado. Agora é esperar nesta reta final da campanha como a Família Marinho e os seus “institutos de pesquisa” vão aproveitar a divulgação da delação de Pallocci, ao que tudo indica vai servir para garantir ida de Bolsonaro para o segundo turno a frente do PT, na medida que o neofascista vinha perdendo força nos últimos dias, inclusive amargando um empate técnico com Haddad.

domingo, 30 de setembro de 2018

DESORIENTAÇÃO DA ESQUERDA REFORMISTA DIANTE DO MOVIMENTO "#ELENÃO": PCO AFIRMA QUE FOI IMPULSIONADO PELA DIREITA PARA PREJUDICAR O PT, PSTU SIMPLESMENTE CLASSIFICA BOLSONARO COMO UM "CANDIDATO MACHISTA" E O PSOL SE DILUI JUNTO COM O PT NA POLÍTICA DE CONCILIAÇÃO DE CLASSES



Seria até risível, se não fosse trágica a análise das correntes da esquerda acerca do movimento multitudinário que tomou conta do país no último sábado de setembro. O chamado "#EleNão", convocado inicialmente de forma quase espontânea pelas redes sociais, para confrontar a candidatura do fascista Bolsonaro, tomou corpo nacional e hoje às vésperas das eleições é o principal fato político da conjuntura nacional. Quase meio milhão de pessoas saíram às ruas das principais cidades do país, principalmente as mulheres e a juventude, suplantado em mais de cem vezes numericamente os atos de apoio ao fascista que acabara de receber alta hospitalar neste mesmo final de semana. O "#EleNão" catalisou um sentimento de resposta popular de massas a ofensiva direitista de uma candidatura que não só representa o machismo reacionário contra as mulheres, mas incorpora toda uma plataforma de ataque as conquistas históricas da classe trabalhadora de conjunto, potencializando a pauta de ajuste neoliberal iniciada desde o governo Dilma e muito incrementada com o golpe institucional protagonizado pela quadrilha do PMDB de Temer. É bem verdade que a expressiva mobilização "#EleNão" carece de uma perspectiva da classe operária (sendo dirigida por uma coalizão de partidos da Frente Popular) e está completamente embriagada no leito do atual circo eleitoral fraudado. Por este mesma razão exigiria das forças da esquerda revolucionária um escopo programático de intervenção, delimitando nosso campo de classe e apontando o norte político da derrota cabal do fascismo pela única via da ação direta das massas na perspectiva do socialismo. Desgraçadamente está longe de ser esta a vereda construída pela esquerda reformista no curso dramático dos atuais acontecimentos, no meio a uma etapa permeada por um regime de exceção instaurado na sequência do golpe parlamentar, onde a camarilha togada parece ter a última palavra. O PCO poderia ganhar o "título" da corrente mais exótica e oportunista nesta conjuntura, depois de terem se transformado em "lulistas de pura cepa", conseguem praticar as mais delirantes acrobacias políticas, e a última delas foi justamente caracterizar o "#EleNão" como um movimento impulsionado pelo PSDB e a direita para prejudicar a campanha do petista Haddad. Chegam a afirmar que Bolsonaro "não é tão fascista assim", e que seria um mero "espantalho eleitoral" criado para ajudar a derrota do PT no segundo turno. O mais "curioso" desta seita revisionista corrompida é que até agora não declararam apoio formal a Haddad, alegando uma fidelidade absoluta ao ex-presidente Lula, embora tenham lançado candidatos estaduais que nos bastidores estão apoiando não só Haddad mas uma série de "personalidades" petistas, como Dilma e o governador Fernando Pimentel. Porém depois deste sábado "29S" ficará muito difícil convencer alguém com um mínimo de lucidez política que os grandes beneficiários do "#EleNão" foram justamente os partidos da Frente Popular, no caso PT, PDT e PSOL, ameaçando inclusive um segundo turno sem a presença Bolsonaro e Alckmin. Na esteira do oportunismo vem o PSTU, que não chega a ter delírios como o PCO, mas nem por isso é isento do mesmo "vírus" político. Para os Morenistas não existe nenhuma ofensiva neoliberal fascista no país e tampouco no mundo, só enxergam "revoluções" onde na realidade campeou a barbárie imperialista, como na Líbia. Por isso o PSTU se integrou ao "#EleNão" com sua tradicional plataforma sindicalista, acusando Bolsonaro simplesmente de "machista e misógino", propondo uma "rebelião" no sentido mais rebaixado deste termo, ou seja, sem relação alguma com uma ruptura revolucionária que conduza a destruição violenta do Estado burguês. O PSOL não poderia sair do seu clássico cardápio Social Democrata e foi com toda sua militância e grupos satélites (internos e externos) defender no "29S" uma política de conciliação de todas as classes sociais, policlassista, para derrotar Bolsonaro nas urnas...fazem o papel de força política auxiliar do PT e já se preparam para festejar uma provável vitória de Fernando Haddad. Os Marxistas Leninistas da LBI vem de há muito tempo combatendo a ofensiva reacionária imperialista mundial, identificando o fenômeno contemporâneo do neofascismo como um produto direto da crise estrutural do capitalismo, fundindo os ingredientes mais ácidos da xenofobia e do neoliberalismo econômico. Não disseminamos ilusões de que o nazifascismo poderá ser sepultado combatendo limitadamente no terreno institucional e alertamos a classe trabalhadora e sua vanguarda que somente o triunfo da revolução socialista poderá deter a barbárie que ameaça o conjunto da humanidade.

sábado, 29 de setembro de 2018

NAS MANIFESTAÇÕES MULTITUDINÁRIAS QUE CORTARAM O PAÍS CONTRA A OFENSIVA FASCISTA, ESTEVE AUSENTE UMA POLÍTICA REVOLUCIONÁRIA CONTRA A CONCILIAÇÃO DE CLASSES: LBI MARCHOU INDEPENDENTE DENUNCIANDO O CIRCO ELEITORAL!

O Brasil foi sacudido hoje por manifestações multitudinárias contra o fascista Bolsonaro, com o eixo “#elenão”. O justo ódio popular contra o representante da extrema-direita entretanto foi capitalizado para uma política de conciliação de classes que concretamente significou em um chamado a todas as candidaturas burguesas, do PT ao PSDB, passado por Ciro e Marina, a se unirem contra “ele”. Longe de uma frente de luta contra o fascismo vimos nesse dia 29 de setembro a formação de uma frente burguesa entre as candidaturas da esquerda e do centro, com PT e PSOL no comando dessa orientação de pacto com os representantes do capital. 


Nos atos massivos, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, essa política foi levada a cabo de forma cristalina, inclusive abrindo-se o palanque para as falas de representantes da direita como Kátia Abreu e mesmo Marina Silva. Esse fato demonstra que essa política da Frente Popular é um bloqueio a luta direta dos trabalhadores contra o fascismo. Trata-se de uma prévia do que pode ser o governo de Haddad (PT), que chamou até o PSDB para fazer uma gestão de “união nacional” para levar adiante o ajuste neoliberal.


A LBI interveio nessas manifestações com um eixo político distinto, denunciando todas as candidaturas burguesas e em especial a política do PT e do PSOL que bloqueia o enfrentamento da classe operária com os fascistas (Bolsonaro) e seus aliados (Alckmin, Ciro, Marina, Dias, Meireles, Daciolo). Nossas colunas militantes distribuíram centenas de panfletos e jornais com o eixo “Saída para crise não é Eleição nem Conciliação! Nosso combate é pela Revolução!”, que também estava inscrito em nossa faixa.

Coluna da LBI em defesa de uma política revolucionária 
em oposição a colaboração de classes!
É preciso registrar que outros agrupamentos políticos que se declaram contrários a essa política de colaboração de classes ficaram completamente acovardados diante da pressão da frente popular. O MRT, por exemplo, em momento algum denunciou diretamente o PT e o PSOL como responsáveis por essa política de sabotagem da luta direta, apenas limitando-se a declarar diplomaticamente que “Não vamos marchar com golpistas e a direita latifundiária”. Por sua vez, o PSTU teve como centro a política distracionista de “#Elenão! Contra Bolsonaro, o machismo e a exploração! Vamos fazer a Rebelião!”, ou seja, nem sequer nominou os demais candidatos burgueses e, muito menos, denunciou a política de Haddad (PT) que através destas manifestações policlassistas visa construir a base para um governo futuro governo de centro para gerenciar os negócios da burguesia em nosso país. O balanço que os Marxistas Revolucionários fazem desse “29-S” é que apesar das manifestações multitudinárias que cortaram o país, esteve ausente uma política revolucionária contra a conciliação de classes. Dentro de suas modestas forças a LBI marchou independente denunciando o circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos, convocando a vanguarda classista a levarem adiante um boicote ativo a esta farsa do apodrecido regime burguês!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

DATAFOLHA SEGUE CARTEL DOS INSTITUTOS E "DECRETA": HADDAD NO SEGUNDO TURNO E MORTE POLÍTICA DO TUCANO ALCKMIN, O EX-QUERIDINHO DA BURGUESIA...


O DATAFOLHA, outro pseudo "instituto" controlado pelos barões da mídia corporativa, seguiu à risca a orientação da famiglia Marinho equiparando seus resultados as últimas pesquisas do IBOPE. Há uma semana das eleições gerais, a possibilidade é remota de uma brusca reviravolta dos percentuais dos quatro principais candidatos à presidência (Bolsonaro, Haddad, Ciro e Alckmin), seguindo esta dinâmica podemos abstrair dois elementos fundamentais: o primeiro é que o segundo turno está praticamente definido entre o fascista Bolsonaro e o petista neoliberal Haddad, faltando ainda a definição de qual dos deles largará em primeiro lugar para a disputa final ao Planalto. O segundo elemento político central revelado pelas pesquisas é o da eliminação precoce do candidato tucano, Geraldo Alckmin, o ex-queridinho da burguesia e do imperialismo para triunfar em outubro sobre os possíveis escombros do PT. Este cenário não se configurou pelo fato da candidatura de Ciro Gomes ter ocupado todo o espectro do "centro" político do país e a sua direita o capitão neofascista ter hegemonizado o imenso corredor direitista que varre o Brasil desde o completo fiasco do segundo mandato de Dilma Rousseff. Pela primeira vez desde o impeachment de Collor, o PSDB não enfrenta um adversário forte a sua direita, mesmos os tucanos após a "era FHC", derrotados consecutivamente em quatro eleições presidenciais (Serra(2), Alckmin e Aécio Neves), nunca tiveram qualquer preocupação em demarcar espaço com um competidor que se apresentasse como o " anti-PT". Mas agora a situação eleitoral e política é bastante distinta, se Alckmin soube "furtar" de Ciro para a coligação tucana o arco de partidos reacionários chamado de "Centrão", o mesmo não ocorreu em relação ao próprio eleitorado de direita, que seguiu firme com Bolsonaro na perspectiva de uma alternativa mais dura para defenestrar o PT. O "caldo de cultura" do ódio de classe ao PT, identificado distorcidamente pela elite dominante como um partido que ainda carrega traços operários, disseminado fartamente em vários segmentos sociais, catapultou a escalada fascista de Bolsonaro, mas contraditoriamente também reforçou a defesa militante do PT diante da brutal ofensiva midiática contra suas principais lideranças. Neste cenário extremamente polarizado, o partido do eterno "em cima do muro" e do "príncipe da sociologia", não pode sobreviver por muito tempo, ameaçado até de perder sua "cidadela" histórica, o governo de São Paulo. Os tucanos, em guerra fratricida interna, marcham aceleradamente para um retumbante desastre eleitoral, o que obrigará os estrategistas da Casa Branca a moverem rapidamente suas fichas em outro escaninho da mesa do jogo político.
LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 329, SETEMBRO/2018


EDITORIAL
Saída para crise não é Eleição nem Conciliação! Nosso combate é pela Revolução!

“#ELENÃO”, O FASCISTA BOLSONARO!
Lutar também contra eles... os candidatos da burguesia: Alckmin, Ciro, Marina, Meireles, Amoêdo, Daciolo, Dias e Haddad! No “29-S”, marchar com as mulheres trabalhadoras pela independência de classe, contra a conciliação e no combate sem trégua a ofensiva neoliberal fascista!

O PT É O GRANDE AVALISTA DO CIRCO ELEITORAL FRAUDADO
Haddad sinaliza para o “Deus Mercado” um governo de centro-esquerda burguês até com o PSDB, comprometido com o ajuste neoliberal dos rentistas

FAMIGLIA MARINHO E SUA "FILIAL" IBOPE BATEM O MARTELO
Haddad na frente e a segunda vaga em disputa, Bolsonaro, Ciro ou Alckmin

LULA É FORÇADO A ACIONAR O “PLANO B” DA FRENTE POPULAR
PT oficializa o moderado Haddad como uma confiável opção eleitoral de “centro” da burguesia para enfrentar o neofascista Bolsonaro no 2º turno

A FARSA DO FALSO "ESQUERDISMO" DO PCO ACERCA DO "#ELENÃO"
Uma cortina de fumaça para encobrir sua rendição a política de colaboração de classes do PT

RUI PIMENTA E A PEQUENA DURAÇÃO DO SEU "TEATRO" DA "ELEIÇÃO SEM LULA É FRAUDE"
PCO já sinaliza que votará em Haddad no segundo turno...

“ELEIÇÕES SEM LULA É FRAUDE”?
PCO proclama que “Haddad é submissão ao golpe”... porém seus candidatos fisiológicos nos estados legitimam a farsa da democracia burguesa, assumindo o vergonhoso papel de laranjas do PT e de seus aliados golpistas

VERA É "PREMIADA" PELOS FRAUDADORES PROFISSIONAIS DAS ELEIÇÕES
Ibope e Datafolha colocam candidata do PSTU a frente de Boulos do Psol, será uma "generosidade" dos institutos de pesquisa por ter apoiado o golpe contra o PT?
  
PSOL
Um “guarda chuva” oportunista que serviu de abrigo até para fascistas como Daciolo e agora tornou-se “puxadinho do PT” com Boulos

PF PEDE MAIS TEMPO PARA “INVESTIGAR” ATENTADO CONTRA BOLSONARO
Está em curso uma armação contra o PT ou uma manobra para fragilizar a candidatura do neofascista?

EM NOME DA DEMOCRACIA
A esquerda reformista presta solidariedade com o fascista Bolsonaro

ATENTADO TERRORISTA DA EXTREMA DIREITA CONTRA A NEODIREITA
Nenhuma solidariedade com o fascista Bolsonaro. Organizar os comitês de autodefesa do movimento operário e popular para barrar as provocações da reação e também da democracia dos ricos!

LBI INTERVÉM NO “GRITO DOS EXCLUÍDOS” EM SP
Combate militante contra as duas variantes do eleitoralismo (PT e PSOL) e defesa da revolução proletária como alternativa à política de colaboração de classes

7 DE SETEMBRO – 24º GRITO DOS EXCLUÍDOS
Para acabar com a desigualdade social e a violência contra os trabalhadores, a saída não é nem eleição, nem conciliação! A verdadeira independência nacional será conquistada com a luta direta pela Revolução proletária e o Socialismo!

INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL
Dos governos do PT ao golpista Temer (MDB) ... passando pela reitoria da UFRJ (PSOL), todos gerentes da crise capitalista responsáveis por transformar em cinzas uma parte fundamental da memória histórica brasileira

17 DE SETEMBRO DE 1971
Tomba o capitão revolucionário Carlos Lamarca cercado pelos facínoras assassinos... Nossa melhor homenagem a esse herói da luta do povo brasileiro contra a ditadura militar é manter vigoroso o combate ao capitalismo enfrentando a farsa da democracia dos ricos!

26 ANOS DO “FORA COLLOR”
Impeachment do falso “caçador de marajás” abre caminho para um governo de “união nacional” que inicia a era neoliberal das grandes privatizações

HÁ 80 ANOS DE FUNDAÇÃO DA IV INTERNACIONAL
Uma história de princípios e fragmentação revisionista

"IV INTERNACIONAL: TROTSKISMOS, GALHOS DISPERSOS DE UMA MESMA ÁRVORE"
Nossa árvore não pode ser a mesma de quem apoiou a contrarrevolução na URSS e a destruição da Líbia, chamadas cretinamente de "revoluções democráticas". Uma polêmica vigente com a social democracia de esquerda

SETEMBRO DE 1949 PROCLAMADA A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA
Da revolução para atual transição ordenada para economia de mercado pelas mãos da burocracia restauracionista