PCO ABANDONA FORMALMENTE O TROTSKYSMO (PARTE II): DEFENDER O
ESTADO OPERÁRIO CUBANO CONTRA O IMPERIALISMO SERÁ A MESMA POLÍTICA DE
ESTABELECER UMA “PARCERIA COM O GOVERNO” CASTRISTA QUE CAMINHA EM DIREÇÃO A
RESTAURAÇÃO CAPITALISTA?

“Apesar de todos os obstáculos e problemas, Cuba parece não
abrir mão da tarefa de espalhar a revolução internacionalmente”. A frase que
acabamos de reproduzir, por mais incrível que pareça, saiu da boca de Rui Costa
Pimenta, o “guru” do PCO. Este camaleão político ainda tem a cara-de-pau de se
dizer Trotskysta enquanto faz rasgados elogios ao Governo Castrista, cujo
regime burocrático parasitário stalinista está operando a restauração
capitalista no Estado Operário Cubano deformado com medidas que cada vez mais
fragilizam a economia estatizada ao mesmo tempo em que busca desesperadamente a
manutenção do acordo de “coexistência pacífica” com a Casa Branca na gestão
Democrata de Biden. Esta é a prova mais evidente que o PCO abandonou
formalmente o Trotskysmo, agora também no terreno das posições internacionais.
Pelos despropérios que escreve Pimenta, o Castrismo seria uma força política
revolucionária que personificaria “na prática” as posições da própria IV
Internacional em defesa da Revolução Permanente em escala mundial e não como é
sabido um defensor aberto das teses stalinistas, apregoando a farsa da vitória
do “socialismo em um só país” (no caso em uma Ilha!) inclusive aconselhando
outros países que se levantaram no passado em processos revolucionários contra
o imperialismo, como a Nicarágua de Daniel Ortega, a “Não ser uma nova Cuba” e,
mais recentemente, nas relações que o Castrismo estabeleceu com Hugo Chávez e
depois com Maduro na Venezuela, apoiando sua política nacionalista-burguesa de
não-ruptura com o modo de produção capitalista! Não por acaso, o PCO não abriu
a boca para fazer a denúncia da integração da burocracia castrista a Nova Ordem
Mundial Capitalista via uma política de adaptação aos ditames da Governança
Global do Capital Financeiro, como foi no caso da falsa pandemia da Covid-19,
quando Raul e Miguel Canel tomaram a decisão vergonhosa de não realizar o ato
de 1º de Maio nas ruas de Havana em 2020 e 2021 alegando a necessidade do
“isolamento social” recomendado arbitrariamente pela OMS controlada pelo Big Pharma,
uma política suicida que debilitou tremendamente Cuba, levando a Ilha ao seu
atual esgotamento econômico. Com essa caracterização que falsifica abertamente a realidade sobre o caráter do Governo Castrista, o PCO copia as
posições das correntes stalinistas que apresentam o regime burocrático como
propulsor da revolução proletária mundial, tanto que o Sr. Pimenta celebrou “nossa
parceria com o governo cubano” em uma atividade com o Cônsul de Cuba em São
Paulo, onde enalteceu os “feitos” do PC de Cuba, proclamando “pérolas”
revisionistas como a frase escandalosa que reproduzimos no início desse artigo!

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