terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

VACILOU MAS ACABOU DEMITINDO O “BAGAÇO DA LARANJA” PODRE: A CRISE BEBIANNO ESCONDE QUESTÕES MAIS SINISTRAS DO QUE O “LARANJAL” DO PSL...


Após cinco dias de muita vacilação e medo, pressionado pelas duas alas do seu governo diante da crise aberta (militares querendo a demissão e a triunvirato neoliberal desejando a permanência), o presidente da trupe fascista acabou por demitir o seu braço político mais próximo no interior do PSL, o “bate pau” alçado à condição de Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República: Gustavo Bebianno Rocha. A crise teria tido início com a divulgação pela Folha de São Paulo de um esquema de desvio do bilionário Fundo Eleitoral para “candidaturas laranjas” por parte da cúpula do PSL. Este fato da política burguesa, propriamente não é nenhuma “novidade” posto que abrange “somente” todos os partidos institucionais, desde o PSDB até o minúsculo PCO com candidaturas que receberam milhares de Reais do TSE e obtiveram menos que uma dezena de votos. No próprio PSL, temos a denúncia do então presidente do partido em Minas Gerais, agora ocupando o posto de Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, repassando as verbas eleitorais para suas “laranjas” sem que nada ocorra, então porque a denúncia midiática contra a prática corrupta de Bebiano (ex-presidente nacional do PSL) acabou por resultar em uma grande crise política de governo, forçando Bolsonaro a demiti-lo? O imbróglio no governo começou não propriamente nas reportagens da Folha sobre os vastos “laranjais” da política brasileira, mas sim quando o vereador carioca Carlos, filho de Bolsonaro, anunciou um suposto “desconforto” do presidente fascista com o então Ministro Bebiano, a partir deste momento a “temperatura subiu” e pelo Twitter o Secretário-geral foi chamado de “mentiroso” quando tentou contornar a situação criada pelo “número 2” do reacionário clã. A razão apresentada publicamente para explicar o “fogo amigo” do vereador contra o “braço direito” do seu pai, seriam atritos pessoais ocorridos no passado entre Carlos e Bebiano, uma justificativa “singela” e que só poderá convencer ingênuos “Homer Simpsons” ou então os tolos que creem que Jair não tinha pleno conhecimento do esquema de desvio das verbas do TSE operado pelos principais caciques do PSL. Para entender a fundo a razão da crise é necessário começar por conhecer a história de vida de Gustavo Bebiano, um advogado criminalista sem nenhum passado eleitoral, mas que ganhou força e prestígio na “cidade maravilhosa” advogando para a milícia de bandidos que hoje controlam o tráfico na periferia carioca. O truculento Bebiano logo “cresceu” no esquema mafioso, chegando a ser considerado o “comandante civil” das milícias cariocas e por esta via fez sua amizade com o então deputado Jair Bolsonaro. Bebiano passou rapidamente a condição de principal assessor político do candidato a presidente Bolsonaro, sendo indicado pelo capitão para comandar temporariamente o PSL, enquanto o presidente nacional Luciano Bivar tirava licença para emplacar sua candidatura a deputado federal por Pernambuco. Com a vitória de Bolsonaro ao Planalto e do parceiro fascista Witzel para o governo do Rio, Bebiano atingiu um “ponto de força máxima” no Rio de Janeiro, o que teria desagradado profundamente o vereador Carlos, que nutre pretensões de ser candidato a prefeito da capital fluminense. Outro aspecto ainda bem mais “obscuro” e pouco revelado entre as “rusgas” do vereador Bolsonaro e o Ministro demitido, seria o controle das próprias milícias cariocas, intimamente ligadas tanto ao clã fascista quanto a Bebiano. Com um primeiro desfecho da “crise Bebiano”, ficou reforçada a caracterização de que Jair Bolsonaro não preside mais seu próprio governo, rachado e paralisado entre a guerra fratricida de suas duas alas, “militares versus neoliberais”. O vacilo quase “mortal” da demissão de Bebiano é a expressão maior da profunda crise instalada no âmago do governo fascista. Agora Bebiano se junta ao grupo dos “inimigos” do governo, chefiado pela famiglia Marinho, aguardando somente a aprovação (ou não) da reforma neoliberal da Previdência para desfechar o golpe terminal contra Bolsonaro e seu clã fascista. Desgraçadamente a chamada “oposição institucional” (PT, PSOL, PCdoB) permanece na tática da presão parlamentar de colaboração de classes à espera da eleição de 2022, enquanto a “oposição propositiva” (PDT, PSB e REDE) afunda junto no naufrágio do governo fascista, já que não ocorreu a “onda Bolsonaro” onde oportunisticamente esperavam “surfar”. Cabe a vanguarda revolucionária do proletariado, ainda que extremamente minoritária, empunhar as bandeiras da ação direta das massas no sentido da demolição completa deste regime bonapartista de exceção.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

PENTÁGONO CONVOCA 5 MIL MILITARES PARA ATACAR A VENEZUELA: ORGANIZAR JÁ A BRIGADA DE COMBATE E SOLIDARIEDADE LEON TROTSKY! OS TROTSKISTAS NÃO PODEM SE FURTAR DA TAREFA DE DERROTAR TRUMP EM SUA AVENTURA GUERREIRISTA CONTRA O POVO VENEZUELANO!


A agressão imperialista a Venezuela é iminente. Trump acaba de convocar 5 mil militares para atacar o governo nacionalista burguês de Maduro. Diante desse quadro dramático, fazemos um chamado público ao conjunto das organizações trotskistas que se colocam no campo da luta anti-imperialista a organizarmos imediatamente a Brigada Leon Trotsky de combate e solidariedade a luta dos trabalhadores de nosso país irmão! Convocamos em particular as correntes trotskistas que militam no coração do monstro imperialista, os camaradas da Spartacist League (LCI) e do Internacionalist Group (IG), que corretamente denunciam as aventuras guerreiristas do seu próprio governo contra as nações oprimidas. Na América Latina chamamos entre outras correntes os companheiros do PO argentino e do POR boliviano a cerrarem fileiras conosco nessa tarefa internacionalista. Esse chamado se estende a outros grupos classistas e antiimperialistas que desejem somar-se a esse combate de classe contra a investida funesta da Casa Branca. Apesar de nossas diferenças públicas com essas organizações, consideramos que esses partidos estão no campo principista da luta contra a agressão imperialista a Venezuela, não se perfilaram como faz vergonhosamente a LIT e a UIT como força auxiliar de Trump e da direita. Os Morenistas e seus satélites revisionistas defendem o “Fora Maduro” no exato momento em que a Casa Branca incrementa o cerco político e militar a Venezuela, recorrendo aos governos capachos de Ivan Duque na Colômbia e do neofascista Bolsonaro no Brasil para que os dois países sejam verdadeiras bases fronteiriças voltadas a provocar uma guerra civil sangrenta, cinicamente usando a chamada “ajuda humanitária” como cabeça de ponte para suas intenções macabras de derrubar o governo nacionalista burguês de Nicolás Maduro. A formação da Brigada Leon Trotsky, integrada por militantes da LBI e demais organizações que se reclamam revolucionárias representaria em solo venezuelano as melhores tradições da IV Internacional. Como sabemos, o Programa de Transição aponta como uma das tarefas centrais colocar-se incondicionalmente no campo da nação oprimida contra o imperialismo e seus agentes internos, até mesmo de armas nas mãos! Combater na mesma trincheira do governo Maduro, do PSUV e das organizações de base do Chavismo contra a investida de Trump e da direita obviamente não significa avalizar o programa de colaboração de classes do governo da Venezuela. Trata-se de ombro a ombro, lado a lado, fuzil com fuzil, dialogar e fazer a luta política necessária para fazer avançar a resistência revolucionária para além do programa nacionalista burguês, propondo a radicalização política e programática ao militantes venezuelanos que estão dispostos a dar sua vida contra a investida imperialista. Explicaremos no curso da luta que para vencer é primordial o armamento popular, a expropriação da burguesia e a formação de conselhos operários para construir uma verdadeira república socialista na Venezuela, para não cair pelas mão do imperialismo ianque e da direita que trabalha diuturnamente para que as FFAA passem para o campo da reação burguesa. Alertaremos que a cúpula militar se mantém ao lado de Maduro, ou melhor no mesmo campo da “Boligurguesia”, mas esta situação de “equilíbrio” é altamente instável e tende a se desfazer rapidamente. A direção do PSUV sabe que se tomar a medida de amar os trabalhadores, as massas em luta podem sair de seu controle. Irão construir seus organismos de poder autônomos, forçar a ruptura da hierarquia militar em favor do proletariado e liquidar fisicamente a oposição burguesa, expulsando os agentes ianques do país até impor uma dualidade do poder dos explorados, o que colocaria na ordem do dia a vitória de sua revolução social por fora das instituições capitalistas. A Brigada Leon Trostsky teria o papel de discutir com os trabalhadores venezuelanos e sua vanguarda militantes, defendendo que para triunfar contra o imperialismo e a reação nacional não há outro caminho, a não ser da independência de classe do proletariado: armamento já das milícias Chavistas, avançar em medidas concretas de expropriação da burguesia nacional, passando para classe operária o controle da produção industrial venezuelana! Aguardamos as iniciativas concretas de todos as correntes da esquerda revolucionária que estiveram na Líbia contra a agressão da OTAN na derrubada reacionária de Kadaffi assim como se colocaram na Síria contra as provocações imperialistas de seus "rebeldes" mercenários para que possamos o mais imediatamente possível organizar do ponto de vista prático e conjunto essa importante iniciativa bolchevique que honrará o legado deixado por nosso chefe Bolchevique, fundador do Exército Vermelho e um combatente pelo Internacionalismo proletário!

COMITÊ CENTRAL DA LBI
18 DE FEVEREIRO DE 2019



ATO CONTRA O ASSASSINATO DO JOVEM NEGRO NO SUPERMERCADO EXTRA: FASCISTAS, RACISTAS...NÃO PASSARÃO! LBI DENUNCIA OFENSIVA REACIONÁRIA CONTRA OS EXPLORADOS!


Ocorreram na tarde deste domingo (17.02) em todo país atos políticos contra o assassinato do jovem negro Pedro Gonzaga em um supermercado da rede Extra no Rio de Janeiro. A militância da LBI se fez presente nas manifestações “As vidas negras importam”. Centenas de ativistas protestaram contra a política de genocídio do povo negro pelo Estado burguês e as empresas capitalistas. Em marcha no interior do estabelecimento, foi denunciado a política de perseguição aos explorados pelos grandes grupos econômicos que caçam os “consumidores” pobres e marginalizados que não fazem o perfil social “aceitável” pelos supermercados. A manifestação vinculou o assassinato de Pedro Gonzaga a ofensiva reacionária que vem se impondo no país, como parte do ataque do governo Bolsonaro as conquistas dos trabalhadores. Não por acaso, o assassinato por um segurança do Extra ocorreu poucos dias após o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, ter anunciado o pacote “anti-crime”, na verdade um novo ordenamento jurídico que avaliza a “licença para matar” para os policiais e seguranças privadas que justifiquem as agressões fatais alegando a “legítima defesa”. A militância da LBI interviu nas atividades afirmando a necessidade de organizar comitês de autodefesa para barrar a sanha assassina do capital contra os trabalhadores e povo pobre! 



domingo, 17 de fevereiro de 2019

MEIO MILHÃO MARCHAM EM BARCELONA: NÃO À PRISÃO POLÍTICA DOS LÍDERES DA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA DA CATALUNHA!


Cerca de 500 mil separatistas catalães marcharam neste sábado (16.02) em Barcelona para defender a inocência de 12 de seus líderes que estão sendo julgados por sua atuação na tentativa de independência em 2017. “Autodeterminação não é crime” e “Liberdade para presos políticos” empunhavam cartazes dos manifestantes. O julgamento dos 12 separatistas começou nesta semana na franquista Suprema Corte da Espanha, em Madri. Eles estão sendo acusados de ter ignorado a proibição de realizar um referendo de secessão e de emitir uma declaração de independência que não recebeu reconhecimento internacional, em outubro de 2017, por uma ação direta do imperialismo espanhol. Nove deles são acusados de rebelião, que implica na existência de um “levante violento” para conseguir a separação da região. A Procuradoria pede entre 16 e 25 anos de prisão para esses nove, que já estão presos preventivamente, entre eles o ex-vice-presidente catalão Oriol Junqueras. A Catalunha, habitada por 7 milhões de pessoas e onde encontra-se a importante cidade de Barcelona, reivindica a separação e a formação de um “Estado nacional”. Essa reivindicação “uniu” todas as classes sociais da região, ainda que entre estas existam interesses completamente opostos e irreconciliáveis. A punjante burguesia catalã deseja fazer seus negócios independente do combalido Estado Espanhol. Por sua vez, o proletariado e as camadas médias (pequena-burguesia) se movem em função tanto de sua identidade cultural como na esperança de verem-se em melhores condições de enfrentar a crise econômica que assola o conjunto da Espanha e a própria Europa. O direito democrático a separação da Catalunha é uma reivindicação que dever ser apoiada pelos Marxistas Revolucionários, ainda que no curso dessa luta devemos levantar bandeiras e consignas próprias da classe operária, que superam a simples defesa de um novo “Estado nacional”. 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

NA ABERTURA DA CARAVANA DO PT COM HADDAD EM FORTALEZA, OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES REALIZA MANIFESTAÇÃO CONTRA O GOVERNADOR CAMILO SANTANA, CIRISTA E BOLSONARISTA, QUE VEM IMPONDO A REFORMA NEOLIBERAL AO FUNCIONALISMO PÚBLICO!


Militantes da Oposição de Luta dos Professores do Ceará, filiada a TRS, realizaram na noite desta sexta-feira, 15 de fevereiro, em frente ao Hotel Osásis Atlântico, onde realizou-se a abertura da Caravana do PT com Fernando Haddad em Fortaleza, um ato político de protesto contra o governador Camilo Santana. Camilo é um verdadeiro fantoche nas mãos de Ciro Gomes e já se comprometeu com o governo Bolsonaro em apoiar a reforma ultra-neoliberal da previdência no Congresso Nacional, orientando os parlamentares de sua base a votarem a favor desse duro ataque aos trabalhadores. O companheiro Antônio Sombra, professor da rede pública estadual de ensino e dirigente da Oposição, fez uma intervenção no carro de som denunciando os ataques do governador do Ceará. O “petista” desvinculou a assistência médica dos servidores públicos do sistema de previdência do estado, impondo uma reforma neoliberal da previdência do funcionalismo que aumenta progressivamente a contribuição de 11% até 14%, o que representa um brutal confisco nos arrochados salários da categoria. Por sua vez, o plano de saúde até então subsidiado pelo governo agora é descontado em folha, em um corte salarial direto no bolso dos trabalhadores! No seu governo a reforma da Previdência estadual foi aprovada em novembro de 2018, em votação na Assembleia Legislativa, incluindo na pauta a regulamentação do teto igual ao do INSS, de R$ 5.645,80, na aposentadoria dos servidores que passassem a integrar o funcionalismo a partir do momento em que lei passou a vigorar. Para se somar ao teto, parlamentares da base de apoio do governador Camilo aprovaram também a criação da Fundação de Previdência Social do Ceará (Cearaprev), que atuará na gestão da aposentadoria regular dos servidores, até o teto, e ainda da Fundação de Previdência Complementar do Ceará (Prevcom), para os que escolherem ganhar acima deste teto, ou seja foi introduzido no estado o malfadado sistema de capitalização, tão ansiado pelos rentistas na reforma nacional bolsonarista. 



HÁ OITO ANOS TEVE INÍCIO A FARSESCA “REVOLUÇÃO ÁRABE” NA LÍBIA: DERRUBADA DO REGIME NACIONALISTA BURGUÊS DE KADAFFI PELAS MÃOS DA INTERVENÇÃO IMPERIALISTA APLAUDIDA PELOS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO LEVOU A BARBÁRIE SOCIAL E ESPOLIAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS


Neste 15 de fevereiro completa-se oito anos das primeiras “manifestações” pró-imperialistas que se iniciaram na Líbia em 2011 tendo como foco principal a cidade de Benghazi, localizada no leste do país. Depois de ter sido bombardeado pela OTAN na maior operação militar desde a II Guerra Mundial, com as tropas das metrópoles imperialistas atuando em socorro aos “rebeldes” mercenários que acabaram por assassinar o coronel Kadaffi, o território líbio foi arrasado. Estima-se que mais de 200 mil pessoas foram mortas e o país encontra-se agora divido sob o controle de grupos armados que disputam o domínio das reservas petrolíferas. O frágil governo do CNT, títere das potências capitalistas, na verdade não passou de um gerente que representa os interesses das grandes transnacionais. Esses são os resultados de uma suposta “revolução” entusiasticamente saudada pelos revisionistas do trotskismo e, de fato, patrocinada pela Casa Branca e a União Europeia. Sem dúvidas, estamos presenciando uma nova e turbulenta onda colonialista na região do norte da África, rica em recursos naturais e minerais. Desde o início, apesar da intensa campanha da mídia “murdochiana”, ficou claro que os “protestos” em Benghazi se tratam de mobilizações reacionárias patrocinadas por forças políticas pró-imperialistas, com a imprensa burguesa mundial amplificando seu peso social e super-dimensionando a repressão estatal supostamente desferida. Encerrado o capítulo da saída de Mubarak no Egito, como um rastilho de pólvora, as “oposições” saem em cena em toda a região arábica. Em países onde sócios menores do capital financeiro ianque demonstraram incapacidade social em continuar do poder, a Casa Branca orientou a transição “lenta, gradual e segura”, já que estavam ou ainda estão na lista negra do “terrorismo internacional” o “conselho” foi armar a oposição e dotá-la de todo apoio político na mídia mundial. Na Líbia, logo os apoiadores do antigo monarca Idris, apeado do governo pelos coronéis em 69, foram a ponta de lança inicial para fazer eclodir o suposto movimento de massas contra o “tirano sanguinário” Muammar Kadaffi. Os monarquistas não tiveram muito trabalho para agrupar várias oligarquias tribais, muitas das quais tinham estabelecido laços financeiros e comerciais com empresas imperialistas sediadas na cidade de Benghazi. Não demorou muito, os “rebelados” contra o caudilho nacionalista já dispunham de sofisticadas armas pesadas que passaram a apontar contra o próprio povo líbio que insistia em permanecer ao lado da “ditadura sanguinária” de Kadaffi. Os primeiros confrontos resultaram em centenas de mortes de civis logo atribuídas pela mídia imperialista ao exército regular líbio, espalham-se os boatos da fuga de Kadaffi e da contratação de mercenários africanos pagos para defender o regime de Trípoli. Surgem as primeiras dissidências e fissuras no campo do regime, “nutrindo” a reacionária oposição agora composta por generais que se venderam a OTAN, jovens yuppies funcionários das petroleiras europeias e os pioneiros monarquistas com sua bandeira do monarca Idris. Forma-se um governo provisório em Benghazi reconhecido pelo covil de bandidos conhecido como ONU, que já conta com um Banco Central e até uma empresa de exportação de petróleo, isto tudo em meio a uma guerra civil. Como sabemos muito bem, o imperialismo ianque não costuma fornecer armas a movimentos sociais e, muito menos, colocar suas tropas a serviço de nenhum agrupamento de rebeldes que lutam contra uma ditadura. A história da luta de classes nos ensinou que as armas do imperialismo servem a movimentos contrarrevolucionários, como no Vietnam, na Nicarágua, em Cuba ou Angola só para citarmos alguns exemplos mais cristalinos.



PCO VERSUS “O CAFEZINHO”: RUI PIMENTA RECLAMA QUE SEU “EX-COLUNISTA” SE VENDEU PARA CIRO GOMES...ESQUECEU DE DIZER QUE TAMBÉM FEZ O MESMO EM RELAÇÃO A DILMA E SEU GOVERNO DE “COALIZÃO” COM A BURGUESIA...


Miguel do Rosário, editor do blog “O Cafezinho” e até pouquíssimo tempo um dos “colunistas” pagos do PCO, acaba de atacar duramente seu ex-patrocinador, Rui Costa Pimenta. A divergência reside nos elogios que Rosário vem fazendo ao oligarca reacionário Ciro Gomes. Segundo ele “Ciro vem sendo atacado, sabotado, xingado, pelo PT desde o início de 2018. Quando eu comecei a escrever minhas primeiras análises sobre o ex-candidato, os petistas (não todos, evidentemente, porém muitos) começaram a atacar também o Cafezinho, e numa escala tal que mais parecia um linchamento”. Como o PCO montou o conto de fadas que Lula e Gleisi são a ala esquerda perseguida no interior do PT com o auxílio de Ciro Gomes, logo saiu a atacar seu ex-pupilo no artigo “O Cafezinho, o rosário de Ciro Gomes”. No texto Rui Pimenta afirma: “No dia 10 de fevereiro, O Cafezinho publicou um artigo intitulado ‘Ciro vai à guerra’ e assinado por Miguel do Rosário. Desde o ano passado, Rosário se tornou um dos principais defensores de Ciro Gomes, chegando até mesmo a escrever vários artigos atacando as organizações de esquerda que eram contra o ‘plano B’ – isto é, a desistência da candidatura de Lula – e justificando as declarações mais direitistas do pedetista”. Em resposta Rosário, que sabe muito bem como funcionam as relações de corrupção no interior da Frente Popular,  denunciou que tamanho “esmero” do PCO em defender a política de Lula, Dilma e do PT não tem como base nenhuma “pureza ideológica” e sim corrupção material da seita familiar dos Pimenta. O editor do Cafezinho foi direto ao ponto: “O PCO, novo ‘consigliere’ do PT, com suas eternas vaquinhas, de centenas de milhares de reais, para financiar uma campanha retórica e vazia em defesa de Lula, é a prova disso. O partido teve microfone aberto no lançamento da candidatura do Lula. E agora, quinta-feira, em São Paulo, na manifestação em apoio a Lula, novamente teve espaço no microfone. Em seu site e em suas ‘análises semanais’ ataca Marcelo Freixo, Boulos, Manuela, além, é claro, de atacar Ciro com extrema virulência; o PCO se dá ao trabalho, até mesmo, de fazer ataques violentos ao Cafezinho. O PCO, capanga do PT, se tornou uma das caras do petismo de hoje”. Não resta a menor dúvida que Miguel do Rosário tem uma posição vergonhosa e direitista de apoio ao neocoronel Ciro Gomes, mas já o tinha antes, quando era “colunista” pago do PCO até meados de 2018. A questão é que o próprio PCO não tem qualquer moral política para criticar Rosário, na medida que Rui Pimenta lançava rasgados elogios ao chefe da Oligarquia Gomes até pouco tempo atrás. Vejamos o que o PCO dizia de Ciro em 2016: “Em uma conferência nos EUA, o ex-ministro, Ciro Gomes (PDT), denunciou o golpe e Eduardo Cunha, um dos principais articuladores do impeachment. Ciro denuncia que o deputado peemedebista não chegou à presidência por acaso. Para que Cunha chegasse, foram comprados 250 deputados para apoiá-lo, diz ele. De fato, Ciro está certo” (DCO, 27 de abril de 2016). Na época o PCO se esmerava na tarefa de limpar a cara de Ciro, um dos políticos mais corruptos do Brasil e do Ceará, envolvidos em escândalos milionários quando ministro de Itamar Franco e governador. A LBI ao contrário hoje e sempre denunciou que o “capitão da oligarquia” Ciro Gomes, apesar de bajulado pelo PT, PCdoB e PCO e seus satélites corruptos não passa de um inimigo de classe dos trabalhadores, um político burguês que não vacila em reprimir as greves e perseguir os lutadores da vanguarda classista com sua polícia e justiça a serviço da classe dominante! Agora que Ciro ataca Lula publicamente é que o PCO acordou para o seu verdadeiro papel canalha. Rui Pimenta também esqueceu de dizer que fez o mesmo em relação a Dilma e seu governo de “coalizão” com a burguesia, atacando as organizações de esquerda como a LBI que denunciavam o ajuste neoliberal levado a cabo pela gerentona petista via o representante do rentistas em seu governo, o Ministro da Fezenda, Joaquim Levy, hoje presidente do BNDES no governo do fascista Bolsonaro! Quando denunciamos o corte de benefícios do INSS, a restrição no seguro desemprego, a política de privatizações de aeroportos imposta pelo governo da Frente Popular, o PCO a soldo da direção lulista nos acusava de "fazer o jogo da direita contra o PT". A importante lição desse episódio que envolve relações mercenárias dentro da esquerda é que a “vaquinha” que o PCO embolsou na campanha do “Lula Livre” é na verdade apenas um “cafezinho” do que a legenda oca controlada por Rui Pimenta recebia do bilionário Fundo Partidário que o TSE usa para corromper os partidos de esquerda domesticados diante das apodrecidas instituições do regime político burguês. Com o fim do Fundo Partidário para as legendas que não obtiveram o coeficiente mínimo de votos exigidos pelo TSE, o corrompido PCO e a família Pimenta buscam agora se alimentar, como um parasita político, das sobras do Fundo “quase bilionário” do próprio PT. Por isso não vacilam em serem satélites do PT, na medida que Causa Operária encontra-se completamente cooptada política e materialmente pela estratégia de colaboração de classes da Frente Popular.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

PT COMPLETA 39 ANOS: PARTIDO TRANSITOU DOS SINDICATOS PARA GESTOR ESTATAL DA BURGUESIA, PAVIMENTANDO O CAMINHO PARA ATUAL OFENSIVA FASCISTA... RECEBEU COMO “PROVA DE GRATIDÃO” POR SUA ESTRATÉGIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES A PRISÃO POLÍTICA DE LULA


O PT completa 39 anos de existência com sua principal liderança política, Lula, preso arbitrariamente pela famigerada Operação Lava Jato. Os Marxistas Revolucionários analisaram as causas dessa dura realidade. As gestões petistas à frente do governo nacional amorteceram a luta de classes ao ponto de abrir caminho para a atual ofensiva fascista em curso no país. Mesmo gerenciando o Estado burguês por 13 anos em favor das corporações capitalistas foi alvo de um golpe parlamentar em 2016 e não conseguiu ser admitido no promíscuo clube dos partidos tradicionais da ordem institucional. Hoje seus dirigentes mais destacados são caçados como “marginais e bandidos perigosos”, apresentados cinicamente pela grande mídia burguesa como os responsáveis pelo “maior escândalo de corrupção da história do país”. Práticas absolutamente ordinárias e seculares na relação entre partidos burgueses e grandes empresas, as comissões ou chamadas de “propinas” pela midiotas, que foram também corriqueiras nos governos de colaboração de classes do PT, são vendidas como o “maior delito nacional” deixando o partido na completa defensividade política! Pouco adiantou Lula repetir a exaustão que é um liberal e nunca foi socialista, que seu governo beneficiou “pobres e ricos”, de votar em golpistas nas eleições de 2018, fazer aliança com esses mesmos canalhas recentemente no Parlamento... a direita burguesa não lhe deu ouvido, encarcerou o maior líder do PT e entronou no Planalto o fascista Bolsonaro, tendo o Juiz que ordenou a prisão de Lula, Sérgio Moro, como o verdadeiro “homem forte” da nova gerência estatal burguesa. Esse paradoxo que perpassa a “crise existencial” do PT é um produto acumulado de suas próprias dubiedades ao longo de sua vida política, um partido que estampa no nome a independência de classe e ao mesmo tempo desde sua origem rejeita categoricamente os desafios programáticos do proletariado, como o socialismo revolucionário.
BIBI "IZQUIERDO" FERREIRA: A DIVA DA DRAMATURGIA BRASILEIRA QUE TEVE A CORAGEM DE PROTAGONIZAR "GOTA D'ÁGUA", UM MANIFESTO CONTRA A POLÍTICA HABITACIONAL DO REGIME MILITAR QUE INSPIROU A CRIAÇÃO DOS "MOVIMENTOS POPULARES DE BAIRROS E FAVELAS" 
         
      “Eles pensam que a maré vai, mas nunca volta (…) Quando eles virem invertida a correnteza, quero ver se eles resistem à surpresa e quero saber como eles reagem à ressaca”


Os palcos brasileiros não poderão mais contar com o protagonismo da grande diva da dramaturgia nacional, faleceu hoje (13/02) aos 96 anos Abigail Izquierdo Ferreira, nossa "eterna" BIBI FERREIRA, após quase um século de atividade contínua no bom combate da arte teatral, como um instrumento de reflexão crítica e ontológica da realidade social e histórica. Bibi não era só uma atriz, filha do cânone Procópio Ferreira e nascida literalmente em uma ribalta, estreiou com poucos meses de vida substituindo uma boneca de porcelana que tinha sido danificada. Bibi Ferreira tinha a coragem dos grandes artistas que assumem o campo do progressismo e da resistência, daí surgiu sua enorme admiração pela cantora Edith Piaf, uma combatente contra a ocupação nazista na França em plena Segunda Guerra Mundial. Foi também na luta de resistência contra o regime militar no Brasil, que Bibi teve sua "têmpera de coragem" forjada quando protagonizou em 1976 a peça "Gota D'água", cuja dupla autoria contava com as assinaturas de Chico Buarque e de Paulo Pontes, este seu último companheiro afetivo morto no final do mesmo ano de 1976. A peça de Paulo e Chico era uma releitura do clássico grego "Medéia", completamente voltada para a realidade brasileira, mais especificamente o início da crise da política habitacional da Ditadura, posta à tona com o fim do chamado "Milagre Econômico ". Logo censurado o texto, "Gota D'Água" conseguiu estrear no teatro Teresa Rachel (Rio de Janeiro) graças a ousadia e o próprio prestígio de Bibi que após 116 cortes dos censores, bancou pessoalmente o espetáculo com a direção do legendário Gianni Ratto. A peça que tinha Bibi no papel da valente Joana( moradora do imaginário conjunto habitacional "Meio-Dia"), ficou em cartaz de dezembro de 1975 até fevereiro de 1977 no Rio e depois seguiu para São Paulo, onde fez mais 650 apresentações, sendo considerada uma das produções mais longevas da história do teatro brasileiro. Na esteira do grande sucesso político de "Gota D'Água", começaram a surgir as associações de bairros nas principais cidades do país, questionando justamente a política das COHAB's que "empurravam" para uma periferia desassistida milhões de trabalhadores e desempregados pela crise capitalista. Em 1983 , Bibi voltou aos palcos com o musical "Piaf a Vida de uma Estrela da Canção", o espetáculo obteve grande sucesso de público e crítica, e por sua magistral atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière em 1984. Foi revivendo a figura de Edith Piaf nos palcos (não só do Brasil mas também na França) com quem Bibi teve grande identificação, que nossa Diva do teatro ficou mais conhecida das novas gerações. Bibi Ferreira nunca aceitou papéis em novelas, afirmava que não se sentia à vontade vivendo personagens vazios na "telinha global". Acreditava que seu temperamento crítico de atriz comprometida com a "arte maior" não se adequava a interpretação de qualquer "folhetim comercial". A maior Dama do teatro brasileiro havia anunciado sua aposentadoria dos palcos em um post nas redes sociais em setembro do ano passado: “Nunca pensei em parar, essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada!”, desta forma se despediu Bibi que agora passa a habitar o Pantheon dos "monstros sagrados" da dramaturgia mundial.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

REACIONÁRIO STF JULGA AÇÕES SOBRE CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA: NENHUMA ILUSÃO NA MÁFIA TOGADA DA JUSTIÇA BURGUESA... DEFENDAMOS NAS RUAS O DIREITO A LIBERDADE SEXUAL COMO PARTE DA LUTA PELAS CONQUISTAS SOCIAIS E DEMOCRÁTICAS DOS TRABALHADORES!



O mafioso STF golpista começou a julgar hoje as ações que pedem a criminalização da homofobia e da transfobia. A seção prossegue nesta quinta-feira. Os relatores são os ministros Celso de Mello e Edson Fachin. As ações pedem que o STF declare que o Congresso Nacional foi omisso e enquadre as condutas acima como crime de racismo. Também solicitam que Legislativo se pronuncie sobre o tema. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) pedem a criminalização de todas as formas de ofensa, individuais e coletivas, homicídios, agressões e discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero, real ou suposta, da vítima. O presidente da Corte, Dias Toffoli, recebeu parlamentares evangélicos que pediram a retirada das ações da pauta. Depois, se encontrou com parlamentares que pediram para manter. Paulo Lotti, representante da ABGLT afirma ter “muita esperança” de que o Supremo reconhecerá a homofobia e a transfobia como crime. Não temos acordo com essa posição, trata-se de patrocinar ilusão na máfia togada reacionária do STF e da justiça burguesa. Essa “Suprema Corte” sistematicamente ataca o conjunto do movimento operário e as liberdades democráticas do povo trabalhador, como o direito a liberdade sexual e de gênero! Os revolucionários intervém nos protestos e manifestações contra a homofobia para apresentar uma plataforma revolucionária que una a luta pelas liberdades democráticas do povo trabalhador no sistema capitalista ao combate para derrotar a burguesia e seu regime senil de conjunto, demonstrando que as posições reacionárias e preconceituosas são as expressões mais cruentas de seu desejo de “eliminar” os trabalhadores por meio da fome, miséria, do desemprego e da exploração capitalista! Fazemos um combate de classe ao racismo, à homofobia e ao preconceito social, racial e de gênero. Nesse sentido, apoiamos as marchas e protesto pelos direitos democráticos da comunidade LGBT, usando como exemplo as manifestações que ocorreram no passado como icônico Stonewall Inn. Em 1969, o bar foi palco de manifestações que marcariam o início da luta pelos direitos LGBT, quando homossexuais que frequentavam a casa noturna entraram em combate com a polícia durante mais de uma semana, exigindo seus direitos civis, data que deu origem ao chamado “Orgulho Gay” nos EUA. Apesar disso, nos delimitamos das paradas gay que são eventos cada vez mais exclusivamente festivos, policlassistas e que mais estão para um desfile hedonista de culto a “beleza” e ao “exótico” do que propriamente pela luta emancipatória de um setor brutalmente oprimido da sociedade. Para se opor a essa escalada arquirreacionária contra os direitos democráticos dos explorados deve-se ter claro que ela é uma expressão da dura etapa de contrarrevolução e profunda ofensiva imperialista em curso. Para derrotá-la faz-se necessário não ter ilusões no STF e no regime democrático burguês, o caminho é tomar as ruas em defesa dos direitos democráticos dos trabalhadores, por sua liberdade de expressão, de orientação sexual e de organização política como parte da luta pela liquidação do modo de produção capitalista tendo como estratégia a imposição de seu próprio projeto de poder socialista.

13 DE FEVEREIRO DE 1989 - HÁ 30 ANOS O EXÉRCITO VERMELHO SE RETIRAVA DO AFEGANISTÃO: 
OS REVOLUCIONÁRIOS APOIARAM A OCUPAÇÃO SOVIÉTICA PARA DETER O AVANÇO DO IMPERIALISMO NA FRONTEIRA DA URSS E ESTENDER AS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO!


A grande maioria das organizações de “esquerda” que defenderam a falsa “Primavera Árabe” na Líbia e depois na Síria apoiaram a chamada “guerra santa” contra a ocupação do Exército Vermelho no Afeganistão em 1979. Naquela ocasião, agentes da CIA treinaram e armaram os mujaheddin (guerreiros da liberdade) para desestabilizar o governo de frente popular, dirigido pelo Partido Popular Democrático de Babrak Kar-mal, uma espécie de satélite político da burocracia soviética. Por adotar medidas muito tímidas e limitadas, que feriram interesses dos latifundiários semifeudais do Afeganistão seguidores do Islã, como uma reforma agrária parcial e a abolição da burqa (véu muçulmano imposto às mulheres) e da escravidão feminina, o governo frente-populista do PPD sofreu um ataque militar dos mujaheddin apoiados pela CIA, que tencionava o estabelecimento de um posto avançado do Pentágono na fronteira com o Estado operário soviético. Uma posição justa do proletariado mundial deveria partir do apoio à ocupação soviética ao Afeganistão, assim como da exigência de um programa radical de expropriações, no caminho da extensão das conquistas de 1917 naquele país atrasado, porém integrado à produção capitalista mundial. Em 15 de fevereiro de 1989, os burocratas restauracionistas, liderados por Gorbachev promoveram a retirada do exército soviético do Afeganistão, pactuando com os EUA a retirada dos agentes da CIA do país e o estabelecimento de um governo muçulmano oriundo das diversas milícias fundamentalistas que combateram os soviéticos. Neste governo, o Taleban (formado a partir da influência da burguesia paquistanesa sobre a região) integra-se como fração minoritária até 1995, quando, a partir da barbárie vigente surgida desde 1989, golpeia as demais frações e concentra o poder do Estado em suas mãos. A partir do governo central do Taleban, que controlava cerca de 90% de todo o território nacional, Bin Laden e Al Qaeda iniciaram seu novo "combate sagrado" ao antigo aliado: o imperialismo ianque, fundando núcleos de treinamento de guerrilha no Afeganistão. Ficou obvio que a drástica mudança de Bin Laden, armado pela CIA nos anos 70 e depois seu principal inimigo, teve como móvel a espoliação do território afegão e árabe pelos grupos econômicos imperialistas, que geram a miséria e atraso secular de toda a Ásia Central e península arábica. A pressão política das massas e o sentimento antiimperialista obrigaram as direções islâmicas a adotarem uma postura "radical" contra alvos imperialistas, mas sem a conseqüência de uma luta internacional proletária contra o capitalismo mundial. Por isso, essas direções nacionalistas burguesas oscilam em momentos históricos, ora combatendo os interesses do proletariado, como no caso da ocupação soviética em 79, ora combatendo o imperialismo, como na Guerra do Golfo, ou nos enfrentamentos militares com os EUA. A ofensiva imperialista iniciada em 89 com a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão e, logo depois a derrubada contrarrevolucionária do Muro de Berlim, culminando com o fim da própria URSS em 1991, pavimentou uma perspectiva de guerras de ocupação a diversos países e, ao mesmo tempo, de fomentar contrarrevoluções internas sob pressão dos EUA. Atualmente, como marxistas revolucionários, apoiamos cada ofensiva sobre os agressores imperialistas e suas tropas de ocupação no Afeganistão, postando-se em frente única, com absoluta independência política, com as forças que enfrentam as tropas de rapina das potências capitalistas. Cada revés sofrido pelos invasores dos EUA e da OTAN no Afeganistão ajuda a elevar o nível de consciência do proletariado e aumenta a sua confiança de que o imperialismo pode ser derrotado, forjando as condições para a construção de uma autêntica direção revolucionária que lute pela edificação do socialismo. Esses ataques representam uma resposta militar dos povos oprimidos e suas organizações ao imperialismo, muitas vezes por meios não convencionais de combate militar. Defendemos a unidade de ação com as forças que estão em luta contra o imperialismo. Nesse combate consideramos justa toda e qualquer ação de resistência armada das massas à dominação belicista das metrópoles capitalistas sobre os povos oprimidos! Lutamos vigorosamente pela expulsão das tropas da OTAN de toda região, impulsionando uma frente de ação político e militar com as forças da resistência nacional afegã contra os saqueadores imperialistas, forjando a construção do partido revolucionário para superar as direções burguesas em suas mais variadas facetas.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

EM MEIO A TANTAS TRAGÉDIAS... UMA CHACINA NÃO GANHOU OS “HOLOFOTES” DA GRANDE MÍDIA: PM COLOCA EM PRÁTICA “PACOTE ANTI-CRIME” DE MORO E A “LICENÇA PARA MATAR” DO GOVERNADOR FASCISTA WILSON WITZEL ASSASSINANDO A SANGUE FRIO 15 JOVENS EM COMUNIDADE POBRE NO CENTRO DO RIO


Com tantas tragédias humanas correndo nos últimos dias cobertas amplamente pela grande mídia, a chacina perpetrada pela PM no Morro de Santa Tereza que deixou 15 jovens mortos na última sexta-feira (08.02) quase passou “em branco”... até porque todos os mortos eram pretos e pobres acusados de traficantes nos morros da Coroa, Fallet-Fogueteiro e dos Prazeres, localizados no Rio Comprido e Santa Tereza. Foram assassinados a sangue frio no interior de uma casa onde residia uma moradora que nada tem a ver com tráfico. Denúncias de familiares sobre o contexto das mortes apontam que cerca de 20 jovens entre 14 e 22 anos já estavam encurralados dentro de uma casa quando aconteceu a abordagem e não houve troca de tiros. Obviamente o crime não teve a “cobertura” da morte dos atletas de base do Flamengo ou do jornalista Ricardo Boechat, afinal tombaram a uma ação policial “justificada” pela disputa da zona entre Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro, nada mais “natural”. Na comunidade carioca a PM colocou em prática antecipadamente o “pacote anticrime” apresentado pelo Juiz Moro: liberdade total para a polícia matar tendo como álibi o “perigo iminente”, com a nova legislação a ser aprovada garantindo que haverá nenhuma punição legal aos assassinos de farda. Esta foi a operação policial mais violenta do Rio de Janeiro em mais de 12 anos. Em campanha e já durante o mandato, o governador fascista Wilson Witzel prometeu uma guerra contra os pobres. Ele já está entregando a “promessa”. Os pobres e negros do morro no centro do Rio estirados ao chão ensanguentados não nasceram traficantes de segunda (se é que eram), tinham idades bem parecidas dos “garotos do flamengo”, a sua maneira também eram adolescentes cheios de sonhos como os que perderam a vida no “Ninho do Urubu”, entraram no “time” do crime em meio a barbárie capitalista que assola as grandes metrópoles. Foram executados dentro de uma casa, quando estavam se rendendo aos policiais, o que fotos, relatos e circunstâncias apontam, inclusive o macabro “socorro” prestado, o de levar os corpos ao hospital, para “desfazer o local” e impedir a perícia. Segundo o relato de uma moradora, quando seu filho virou-se de costas para negociar a rendição com o grupo, agentes atiraram contra ele. “Deram um tiro nas costas. Furaram meu filho todo. Não me respeitaram em momento nenhum, nem meu filho de oito anos. Falou na cara do meu filho: ‘bem feito’.” A mãe também disse que os policiais tentaram impedir que familiares entrassem na casa para identificar os corpos. Outro familiar de dois jovens mortos afirmou à Folha que ambos eram envolvidos com o tráfico. Contudo, declarou que os dois se entregaram e foram mortos pelos policiais ainda assim. Fica evidente que a licença total para a PM matar entrou em vigor, mesmo antes da legislação do ministro Sérgio Moro, já está sendo operada na prática. O policial mata sem temor da mínima represália legal com a justificativa de ter sido tomado por “violenta emoção”. O justiceiro da Lava Jato, agora no cargo de Ministro da Justiça, propôs no seu reacionário pacote o item que prevê alterações no Código Penal relativas à legítima defesa, trata-se da possibilidade de redução ou mesmo isenção de pena de policiais que causarem morte durante sua atividade, um verdadeiro "tributo" aos policiais assassinos e milicianos fascistas que integram o aparelho repressor da burguesia. 
VERGONHA DO TROTSKISMO MUNDIAL: O CORROMPIDO PCO CRIA A FICÇÃO DE QUE LULA E GLEISI SÃO A ALA ESQUERDA E PERSEGUIDA NO INTERIOR DO PT... 


Com o fim do milionário Fundo Partidário para as legendas que não obtiveram o coeficiente mínimo de votos exigidos pelo TSE, o corrompido PCO e sua família Pimenta buscam agora se alimentar, como um parasita político, das sobras do Fundo "quase bilionário" do próprio PT. Todos sabem que o PT terá direito a cerca de 100 milhões de Reais do Fundo, para gastar neste ano corrente, sem ao menos ter despesas eleitorais para justificar, isto sem falar também das "generosas" verbas parlamentares que tem direito como a maior bancada na Câmara dos Deputados. De olho na farta e abundante grana que o Estado burguês patrocina e financia os partidos da ordem institucional no Brasil, o PCO que já há muito tempo foi cooptado política e materialmente pela estratégia de colaboração de classes da Frente Popular, criou uma verdadeira "fábula de Esopo" para se aproximar ainda mais da corrente hegemônica no PT, a chamada "Articulação" fundada por Lula, José Dirceu, Luiz Dulci, Mercadante ,João Vaccari, Vicentinho e tantos outros burocratas que dirigem o PT com "mão de ferro " há quase quarenta anos. Neste inacreditável "conto de fadas" criado para tolos, o Sr Pimenta tenta convencer que Lula e sua presidente petista, Gleisi Hoffmann, seriam a representação da ala política de esquerda do PT e que além de ser o setor mais "combativo" do partido também sofre a "perseguição" da suposta ala da direita, personificada no ex-governador Jaques Wagner (BA) e no atual Camilo Santana(CE). Obviamente esta "narrativa" do PCO foi feita para "colar se puder", na certeza de que muitos dos atuais ativistas que votam ou simpatizam com o PT pouco ou nada sabem da história do partido e muito menos dos meandros de sua vida interna. Em primeiro lugar devemos refrescar a memória pouco "apimentada" do PCO, lembrando que a ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma, a "combativa" Gleisi Hoffmann , foi quem coordenou pessoalmente a privatização dos principais aeroportos do país. Pois bem...na última eleição interna onde se disputou o comando do PT, a então Senadora Gleisi foi apoiada por Lula e toda a corrente interna "Articulação" contra o candidato da esquerda petista, Lindbergue Farias, um dos críticos ao processo de alianças eleitorais "amplas e irrestritas"(MDB, PSD, PP, PTB, PR etc..), defendidas enfaticamente por Lula, Dilma, Wagner e obviamente Gleisi. Seria bom ressaltar que a corrente "Articulação" nunca perdeu uma eleição interna na história do PT ou da CUT, apesar da forte polarização política e da existência de mais de uma dezena de tendências internas. Porém na fábula do Sr. Pimenta tudo se passa de forma diferente, vejamos: " Deverão ter em mente que o seu partido (PT) ainda se encontra refém de oportunistas reacionários e que para mantê-lo vermelho e de esquerda, para reforçar a ala lulista e a própria liderança de pessoas de luta, como Gleisi Hoffmann, terão de organizar-se em uma batalha política intensa e obstinada para definitivamente tomar o poder do Partido dos Trabalhadores." (site do PCO-12/02/19). E para "bajular " a presidente Gleisi, o PCO arremata: "Dentro do PT, a liderança que mais se aproxima desta política (de esquerda segundo o PCO) defendendo-a intensamente dentro e fora do partido e que também está mais próxima da militância que pressionou o partido para voltar à rua, é justamente a presidenta do partido, Gleisi Hoffmann. "(idem-12/02/19). Como diz o provérbio popular:"O papel tudo aceita", atualizada para:"A internet é pródiga para dar voz a idiotas", Rui Pimenta afirma textualmente que Lula e Gleisi "teriam que tomar o poder no PT", cômico até se não fosse a expressão maior da degeneração moral e ideológica de uma organização que no passado recente se reivindicava como "Trotskista e principista". Algum bobo militante pode imaginar que Lula não dirige plenamente o PT de sua prisão política em Curitiba? Algum observador político minimamente atento por acaso não tem conhecimento que Gleisi, Haddad ou Jaques Wagner (todos criaturas políticas da "Articulação") não tem a mínima personalidade política sem a orientação direta de Lula? A única exceção fica por conta do governador do Ceará, Camilo Santana, que de fato não é petista (mais além da formalidade partidária) e sim membro orgânico do vasto grupo político de Ciro Gomes. Mas mesmo Camilo, é ainda aceito permanecer no PT, apesar de ser pública sua vinculação aos Ferreira Gomes, por conta do aval do próprio Lula e sua corrente "Articulação". A prisão política de Lula é produto da falência da estratégia de colaboração de classes, que desembocou no golpe institucional que depôs Dilma, estratégia mantida com pleno êxito em seus oito anos de gerência estatal em favor de grandes grupos capitalistas, porém esta mesma política esgotou-se com a crise econômica de 2014, com os neoliberais Levy e Meirelles conduzindo a área econômica do último governo da Frente popular. Lula, Haddad, Gleisi, Jaques e todos os dirigentes da "Articulação" sonham em voltar a governar aplicando o mesmo lema: "Todos ganham no meu governo, o banqueiro e o peão! ", porém para esta ilusão dos reformistas contar com o apoio da burguesia nacional e ganhar novamente uma eleição presidencial é necessário um outro "boom" econômico, o que não se vislumbra na atual conjuntura mundial. Enquanto não houver alteração no quadro internacional, Lula amargará na cadeia a "ingratidão" das classes dominantes que lhe deram as costas na etapa de crise, porém o PT continuará no seu papel de amortecedor da luta de classes, recebendo do Estado capitalista um bom "quinhão" financeiro para a manutenção de sua burocracia dirigente. As rêmoras e os parasitas corrompidos como o PCO estão justamente de olho nas migalhas que caem da "mesa" do PT, nem que para isso enlameiem a bandeira da IV internacional "publicitando" a figura de traidores como Lula, Gleisi, "Articulação" & companhia...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

MORREU TRAGICAMENTE O JORNALISTA RICARDO BOECHAT: UM ADVERSÁRIO INTELIGENTE E ÁCIDO QUE VOCIFERAVA CONTRA A LUTA DOS TRABALHADORES MAS SE TRAVESTIA DE PROGRESSISTA... NÃO É UM DOS NOSSOS MORTOS!


Hoje, mais uma morte trágica, a do jornalista âncora do grupo Bandeirantes, Ricardo Boechat, vítima de um acidente de helicóptero na cidade de São Paulo. A aeronave era uma sucata, fabricada em 1975, como certamente denunciaria o próprio jornalista, sempre ácido em suas análises. O helicóptero era do hangar Sales, no Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, que ficou destelhado após um vendaval nas últimas semanas, ou seja, deveria estar avariado para vôos porém mesmo assim levou o jornalista para uma palestra empresarial do ramo farmacêutico em Campinas, quando uma pane o derrubou na altura do Rodoanel. Além disso não tinha permissão para fazer o serviço de taxi aéreo. O piloto do helicóptero enfrentava problemas na condução da aeronave e escolheu o ponto com o menor fluxo de veículos, que era a alça de acesso para quem saia do rodoanel para se dirigir à rodovia quando se chocou com um caminhão. Boechat e o piloto são vítimas da sede do lucro do capital que despreza a vida humana, como em Brumadinho e na morte dos atletas de base do Flamengo. O jornalista, entretanto, não era em vida uma vítima do sistema capitalista, ao contrário. Profissional renomado, militou na juventude no PCB por influência direta do pai, diplomata, professor e assessor da Petrobras na década de 60, que foi preso duas vezes pela ditadura. O que mudou de fato os caminhos de Boechat foi o trabalho na grande imprensa, distanciando-se do PCB quando entrou no ramo jornalístico, enquadrando-se em nome de fazer carreira na mídia burguesa. A carreira começou no extinto jornal Diário de Notícias, aos 17 anos. À época, Boechat já tinha parado de estudar e havia batido à porta da família para vender livros, ofício que era, então, exercido pelos pais (“Meu pai se tornou o maior vendedor da Enciclopédia Barsa no Brasil”, conta). Depois de um ano e meio no Diário, Boechat se viu trabalhando ao lado do inventor do colunismo social carioca, Ibrahim Sued. “Ele era um jornalista selvagem, um animal selvagem. Ibrahim era um mau patrão e, ao modo dele, um magnífico professor: utilizava como instrumento pedagógico o porrete, no tempo em que chefes davam esporro em jovens na redação e isso não era visto como bullying, assédio nem nada parecido.” Foram 14 anos ao lado de Sued; durante os nove primeiros, Boechat não tirou férias por medo de ser demitido. Ainda assim, ele conta que há duas pessoas por quem tem “uma gratidão filha da puta na vida, a dona Mirtes e o Ibrahim”. Quando tinha 33 anos, em 1983, Boechat deixou o mentor e partiu para o jornal O Globo. Completamente “entrosado” na classe dominante, em 1987, ocupou por seis meses a secretaria de Comunicação Social no governo do canalha Moreira Franco (PMDB), o ultra-corrupto "gato angorá", ministro tanto de Dilma como de Temer encarregado de privatizar os aeroportos e a Eletrobras. Após o período voltou para O Globo. Em junho de 2001, Boechat foi demitido pela mesma família Marinho, por um grampo vazado na Veja em que ele é mostrado como “partidário” a uma das alas de uma disputa empresarial de R$ 2 bi – Daniel Dantas x Nelson Tanure – nas privatizações da Telemig e da Telenorte. Ele esteve presente nos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Foi também diretor de jornalismo na Band, trabalhou como âncora em diversos jornais do grupo. Ganhador de três prêmios Esso, Boechat teve uma coluna semanal na revista ISTOÉ. Teve trajetória servil aos grandes grupos de comunicação apesar de sua performática "rebeldia". Apesar de ter ares “progressistas” e de seus comentários ácidos contra os aspectos mais reacionários da ordem capitalista, atacava diariamente no rádio e TV as greves dos servidores públicos e as ocupações do MST e MTST, chamando seus militantes de “vagabundos e desocupados”. Apoiador declarado do juiz Moro e da Operação Lava Jato, era defensor da prisão de Lula, fazendo eco com a campanha de criminalização da esquerda. Nos últimos dias saiu publicamente em defesa da aprovação da reforma ultra-neoliberal da previdência. Definitivamente, Ricardo Boechat não é um dos nossos mortos, não merece as lágrimas e a dor dos lutadores sociais, militantes que tantas vezes exigiu “no ar” que polícia prendesse e reprimisse, usando como pretexto “desobstruir as vias públicas ocupadas por vândalos em meio a protestos populares”. Apesar dessas posições direitistas, grande parte da “esquerda” burguesa e domesticada o admirava pelo vigor de algumas denuncias que ele fazia contra o cerceamento a direitos democráticos, como o aborto. Os Marxistas Revolucionários, ao contrário, sempre advertiram que era um adversário inteligente e sagaz dos trabalhadores, jamais um aliado de nossa classe!

TRIUNVIRATO NEOLIBERAL COMANDADO POR MORO, GUEDES E ONYX JÁ GOVERNA O BRASIL NO ESGOTAMENTO PRECOCE DO PRESIDENTE FASCISTA: "A HISTÓRIA SE REPETE COMO FARSA"


Bolsonaro internado em um leito de hospital, fruto de uma farsa montada sob medida para sua vitória eleitoral, já não governa de fato o país. A imensa debilidade mental e política do capitão fascista (além da ausência completa de bases sociais no seio das classes dominantes) abriu uma crise precoce sem precedentes no interior do próprio governo recém empossado. A severa internação hospitalar somente confirmou o que já vinha ocorrendo de fato nas entranhas palacianas, ou seja a profunda divisão faccional entre duas alas do poder na luta pelo controle da rédea estatal. O setor militar do governo, não governa o país, esta constatação política inclui obviamente o próprio presidente Bolsonaro e não somente o vice fardado e os generais ministros. A fração bonapartista e  neoliberal, através do triunvirato Moro, Guedes e Onyx é quem de fato traça os rumos políticos e econômicos do país. Quando nós da LBI insistíamos na caracterização da ascendência de um novo regime bonapartista no país, iniciado com o golpe parlamentar e finalizado com a eleição fraudulenta de Bolsonaro, nunca pensamos que o "Bonaparte" desta etapa seria o incapaz capitão fascista, mas sim o "justiceiro" Moro  ungindo desde Washington e com o pleno aval da burguesia nacional iniciou a construção da "República de Curitiba", passando como um trator por cima das instituições vigentes (STF, Congresso e a própria Presidência da República). Moro não pôde ser o candidato preferencial da burguesia, simplesmente porque tinha uma tarefa maior naquele momento, comandar a fraude que inviabilizou o imbatível nome de Lula..venceu com certa facilidade o débil fascista porém não tem condições de governar o país, nem mesmo nomeando uma dezena de generais da mesma "estirpe" para postos importantes da nação. O elo de ligação da burguesia nacional e do imperialismo com este governo não é o presidente eleito, chama-se Sérgio Moro o superministro da "Justiça e Polícia" que arrasta para um triunvirato de comando palaciano os colegas Paulo Guedes (o porta voz dos rentistas) e Onyx Lorenzoni (representante do baixo clero parlamentar). O isolamento do vice general Hamilton Mourão e sua suposta fissura com Bolsonaro, na verdade representa o "cordão sanitário" que o triunvirato neoliberal impôs a toda ala militar do governo, onde o outro general Augusto Heleno (GSI) cumpre a função de resguardar a segurança pessoal do presidente(a PF está sob o comando de Moro) e garantir a permanência dos vários postos militares no primeiro e segundo escalão do governo central. O setor militar do governo (que inclui os filhos de Bolsonaro, apesar de não serem militares) está sob o fogo cerrado da mídia corporativa, na outra ponta o triunvirato neoliberal goza do mais alto prestígio para guiar as "reformas e pacotes" que alteram a Constituição Federal e os direitos sociais conquistados. Bolsonaro e Augusto Heleno "acuados e entrincheirados" no leito de um hospital, cenário totalmente inverso do triunvirato governando o Brasil. Mas não é a primeira vez na história recente do país que um triunvirato assume o poder estatal em função da debilidade política e física de um presidente da república, estamos falando do ano de 1969 e o personagem  Artur da Costa e Silva. Em pleno auge do regime militar instala-se uma feroz luta fratricida no interior dos próprios generais golpistas, primeiro a "Operação Mosquito" trata de eliminar, via um "acidente"aéreo, o ex-presidente da república Castelo Branco, "pai" do golpe militar e que tinha deixado o governo há pouco tempo. O marechal Castelo Branco, descontente com os rumos do regime militar, planejava destituir Costa e Silva(que considerava um militar "imbecil") quando foi literalmente abatido em pleno voo de retorno político à Brasília no fatídico ano que precedeu o AI-5. Os militares "castelistas" não tardaram para organizar o "troco" , em dezembro de 1969 cercaram Costa e Silva no Palácio Alvorada e o submeteram a uma humilhação exemplar, o general não suportou a presão e logo após sofre um grave acidente vascular (AVC), internado o presidente é considerado incapaz de governar o país, mas não é passado o cargo ao seu vice civil Pedro Aleixo, assumindo o Planalto então um triunvirato composto por: General Aurélio de Lira Tavares, ministro do Exército, Almirante Augusto Rademaker, ministro da Marinha e o Brigadeiro Márcio de Sousa Melo, ministro da Aeronáutica. Costa e Silva nunca mais retornou a sua função presidencial e do próprio hospital seguiu direto para o cemitério... Agora a história, como asseverou o genial Marx em seu livro "O Dezoito Brumário de Luis Bonaparte", se  repete como farsa, sendo hoje um general impedido de assumir a presidência da república, em função de uma imposição do atual triunvirato civil e neoliberal.... ou seria mesmo neste caso brasileiro, de um capitão fascista idiota, uma farsa virando história?

domingo, 10 de fevereiro de 2019

A “REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO”, ANTE-SALA DA TOMADA DO PODER PELOS BOLCHEVIQUES EM OUTUBRO:  QUANDO A DEMOCRACIA BURGUESA COMEÇA A SER SUPERADA PELA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA!


Neste mês celebramos a “Revolução de Fevereiro” na Rússia como parte do caminho para a vitória Bolchevique em Outubro de 1917. O resgate do legado teórico e político como parte das lições do processo revolucionário é de fundamental importância em nossos dias e não apenas um “exercício” de estudo acadêmico como gostam as cátedras “marxistas” desvinculadas da luta de classes hoje. Nesse aspecto destaca-se o método leninista de análise da luta de classes e de construção do partido como instrumento de ação política para a transformação revolucionária da sociedade. Não por acaso em pleno século XXI os charlatães do Marxismo tentam “vender” o conceito de uma suposta revolução como sendo levantes “democráticos” organizados pelo imperialismo contra “ditaduras” nacionalistas, como vimos recentemente na mal chamada “Primavera Árabe” e agora contra o governo de Maduro na Venezuela ou Daniel Ortega na Nicarágua. É esta polêmica que desejamos travar aqui a partir dos debates políticos pautados no interior do Partido Bolchevique na Rússia de 1917 e seus reflexos na política revolucionária 102 anos depois. Os fatores históricos e sociais que fizeram possível a Revolução de Fevereiro de 1917, prólogo da Revolução de Outubro dirigida pelo Partido Bolchevique oito meses mais tarde, têm suas raízes fincadas nas profundas contradições da Rússia czarista, um típico país camponês que se incorporou à cadeia da economia capitalista mundial somente no final do século XIX, quando os países capitalistas mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte já haviam ingressado na fase imperialista. O desenvolvimento capitalista da Rússia foi favorecido por investimentos de capitais originários da França, Inglaterra e Alemanha, que afluíram massivamente ao império dos czares entre 1880 e 1900, possibilitando uma rápida transformação na economia e na sociedade russa. Entretanto, o vigoroso desenvolvimento industrial que concentrou grandes fábricas nos principais centros urbanos, se fez de tal forma que as mais avançadas estruturas e técnicas do capitalismo coexistiam e completavam-se com o atraso econômico no campo, onde ainda imperavam relações semifeudais (a servidão feudal só foi abolida em 1861) e a concentração de terras nas mãos de um punhado de latifundiários. Dessa forma, manifestavam-se na Rússia todas as contradições características dos países capitalistas de desenvolvimento desigual e combinado. No início do século XX a Rússia possuía a maior população da Europa, 174 milhões de habitantes. Destes, cerca de 80% ainda viviam no campo. A maior parte das terras estava em mãos de uma minoria de 30.000 latifundiários, enquanto milhões de camponeses pobres viviam miseravelmente em pequenas propriedades e outros tantos não possuíam nenhuma terra, vendo-se obrigados a trabalhar como operários agrícolas nas terras dos latifundiários. Esta situação condenava os camponeses à pobreza, à miséria e à fome, conduzindo à revoltas periódicas que eram violentamente reprimidas pela autocracia czarista.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O "ESTRANHO" CASO DE UM GOVERNADOR SEM OPOSIÇÃO: DO DEM AO PSOL TODOS APOIAM O FANTOCHE "PETISTA" CAMILO SANTANA...


O estado do Ceará vivencia um processo muito particular e até certo ponto "estranho" da política nacional. Trata-se do governador Camilo Santana, reeleito em 2018 no primeiro turno com o maior percentual de votos de todo o Brasil. O "fenômeno" político Camilo, um jovem ex-deputado estadual que anteriormente sequer conseguiu ser eleito prefeito de sua cidade no interior (Barbalha), se explica com uma só assinatura: Ciro Ferreira Gomes. Em 2014 a oligarquia Ferreira Gomes, comandada pelo irmão mais velho Ciro, estava sendo expulsa do PSB pelo então governador de Pernambuco o falecido Eduardo Campos, o motivo do expurgo do "ninho socialista" era a pretensão do ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula pretender para si a indicação do partido para disputar a presidência da república. Com o controle pleno do PSB em nível nacional não foi difícil para Eduardo Campos apontar a porta da rua do seu partido para os Ferreira Gomes. Ciro então adota uma estratégia bem inteligente no complexo xadrez da política nacional, sem chance de conseguir a indicação eleitoral de algum partido da "esquerda" burguesa para o Planalto em 2014 (PT, PDT e REDE já tinham fechado questão), os Ferreira Gomes decidem por se "pulverizar" em vários partidos, no sentido de obter o controle posterior das legendas. Ciro e o irmão Cid se abrigam no PROS, o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio vai para o PDT e então deputado estadual Camilo Santana se firma no PT disputando a eleição para o governo do estadual em 2014. Dilma e Camilo fazem uma "dobradinha" no Ceará e ambos são bem sucedidos eleitoralmente, é neste momento que Ciro e seu grupo prepara o desembarque unificado no PT, saindo do PROS e do PDT. Porém no "meio do caminho dos Ferreira Gomes havia uma pedra", já bem no início de 2015 estoura a crise da operação "Lava Jato", levando segmentos da população para pedir o "Fora Dilma" nas ruas do país.. estava claro que o governo central do PT não se sustentaria por muito tempo. Mesmo já tendo o controle do PT cearense e o aval da presidente Dilma, Ciro decide recuar do plano original e negocia sua entrada no PDT, sem resistência do venal Carlos Lupi seu grupo oligárquico assume facilmente o comando nacional do partido brizolista em meados de 2015, mas resolve ainda deixar uma "ponta" no PT: o governador Camilo Santana e outras "lideranças" de menor porte. Em 2016, um setor dos "Ciristas" se transfere regionalmente para o PSB, PSD e PP, além de buscarem alianças com o PTB,DEM,PR, PROS, PCdoB e até o PSDB, com o suporte financeiro do governo do Ceará e de grandes grupos econômicos da região os Ferreira Gomes passaram a controlar 100% das legendas do estado, um "trunfo peculiar" da política burguesa nacional. Apesar de atualmente Ciro girar claramente sua rota eleitoral para ocupar o espectro da "centro-direta", com o vazio político deixado pela crise do PSDB, a oligarquia Gomes continua com o "pé atolado" no PT cearense, contando com toda a cumplicidade dos petistas da cúpula nacional do partido. O governador "petista" Camilo Santana não faz questão de esconder sua profunda simpatia com o governo neofascista Bolsonaro, estabelecendo parcerias em torno da aprovação da famigerada "reforma da previdência" e do "pacote anticrime" do bonaparte Sergio Moro, tudo sob o silêncio sepulcral da presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann. Nesta altura do texto alguém poderia perguntar, onde entra o PSOL nesta conjuntura reacionária de total "convergência estadual" com a oligarquia burguesa dos Gomes? O PSOL cearense possui um deputado estadual, Renato Rosendo (ligado a tendência interna "Insurgência"), reeleito em 2018 com o apoio político do presidente da Assembleia Legislativa, o veterano Zezinho Albuquerque (filiado ao PDT, mas que também controla o PP) que na tribuna do parlamento cearense declarou que o psolista não era oposição ao governo Camilo e tampouco "criava problemas" para o grupo "cirista" na Casa. Sem oposição parlamentar, e com a valorosa "contribuição"  do PT, PCdoB e PSOL, o fantoche Camilo Santana "passeia" livremente da "direita até a esquerda" para atacar as conquistas do funcionalismo do Estado e "facilitar" as pretensões palacianas de seu "padrinho" político Ciro Gomes, empenhado agora em colaborar com o presidente neofascista e suas reformas neoliberais.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

DEZ JOVENS MORTOS EM INCÊNDIO NO “NINHO DO URUBU” DO FLAMENGO: MILHÕES DE REAIS PARA A CONTRATAÇÃO DE “CRAQUES” MERCENÁRIOS...CENTAVOS PARA O SUCATEADO ALOJAMENTO DOS ATLETAS DE BASE


Dez jovens morreram em função de um incêndio no alojamento das categorias de base do Flamengo no Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na manhã desta sexta-feira, 08. Atletas de base do clube estão entre os mortos. As chamas atingiram as instalações onde dormiam jogadores entre 14 e 17 anos que não residiam no Rio. O Centro de Treinamento Presidente George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, é considerado um dos mais modernos da América Latina. Com sua inauguração em 2018, a estrutura pré-existente antiga e precária, ou seja, totalmente sucateada e semiabandonada, foi deixada para as categorias de base, um verdadeiro depósito para guardar quinquilharias do clube. Para se ter uma ideia o dormitório que pegou fogo era um contêiner sem autorização da prefeitura para funcionar para esse fim, muito menos alvará do corpo de bombeiros. O local é na área antiga do Centro de Treinamento, onde ficava hoje o alojamento dos meninos das categorias de base. Segundo o registro dos bombeiros, a primeira chamada aconteceu as 5h17 e devido ao temporal do dia anterior poderia ter dificultado a circulação dos carros dos Bombeiros na região de Vargem Grande. Em resumo, o Flamengo que tem o elenco mais caro dos times profissionais do Brasil, pagando milhões para a contratação de “craques” mercenários, destinava quase nada para a estrutura de treinamento para os jovens atletas, a grande maioria vinda da periferia do Rio de Janeiro, do interior fluminense e de outros estado do país, principalmente do Nordeste. Trata-se da lógica capitalista do futebol negócio onde o jogador só tem importância quando encontra-se bem cotado no mercado mundial da bola, como foi o caso de Vinícius Júnior. Enquanto o “glamour” e o estrelato não vem e são para alguns poucos, a esmagadora maioria dos atletas de base são submetidos a situações humilhantes em um clube que tem uma receita milionária. Nossa solidariedade para com as famílias dos atletas e nosso mais profundo repúdio a diretoria venal do Flamengo que trata seus jogadores de base desta forma absurda e relega as instalações que estes treinam sem investimento e segurança! Como amantes do futebol denunciamos mais esse crime em nome do lucro no esporte em detrimento a vida dos atletas e jogadores!  
CÚPULA DE MONTEVIDÉU SOBRE A CRISE NA VENEZUELA: SOCIAL DEMOCRACIA SE UNE A DIREITA EUROPEIA EXIGINDO A RETIRADA IMEDIATA DE NICOLÁS MADURO 


Países membros da União Europeia e cinco nações da América Latina, reunidos nesta quinta-feira (7/02) em Montevidéu no Uruguai, no chamado "Grupo de Contato Internacional" (GCI), exigiram a realização de eleições presidenciais "críveis" na Venezuela e o fim da "repressão e das violações dos direitos humanos". A iniciativa da formação do GCI partiu de governos europeus (Sociais Democratas e neoliberais de direita) em conjunto com algumas lideranças da esquerda latino-americana, como México, Uruguai e Bolivia, que buscam pressionar pela saída do presidente Nicolas Maduro pela "via democrática", como uma alternativa a intervenção militar planejada pela Casa Branca em Washington. O ministro das Relações Exteriores do governo Social Democrata português, Augusto Santos Silva,definiu assim o encontro: "A reunião do Grupo de Contato Internacional (GCI) em Montevidéu, no Uruguai, foi positiva e os participantes concordaram com a necessidade de uma nova eleição presidencial conduzida através de um processo eleitoral confiável." O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, representando a esquerda burguesa latino-americana endossou a mesma linha política: "O ideal para resolver a situação da Venezuela é realizar eleições nas quais nem o presidente Nicolás Maduro, nem o líder da oposição Juan Guaidó, venham a participar." O emissário do governo de Evo Morales, o chanceler Diego Pary, afirmou: "A Bolívia quer um diálogo sem condições. Quem deve definir o que vão debater e o que discutir devem ser os venezuelanos. São os venezuelanos que devem resolver qual é o caminho". A resolução final da cúpula de Montevideu deliberou: "O Grupo de Contato Internacional decidiu que enviará uma missão técnica à Venezuela para avançar com o processo eleitoral como solução pacífica para sair da crise no país. Os países do bloco também querem explorar a melhor forma possível de enviar ajuda humanitária ao país." Em resumo poderíamos definir que o "apoio" dado pelo GCI ao governo da Venezuela, do qual o governo neofascista brasileiro não participa, é o caminho mais curto para uma vergonhosa capitulação política do legítimo presidente Nicolas Maduro. Esta é exatamente a função política da Social Democracia e da esquerda burguesa latino-americana na crise venezuelana, restaurar plenamente a estabilidade da ordem capitalista e coordenar a "transição democrática" para uma retirada de cena do regime Chavista e das conquistas nacionais do proletariado industrial. Os Marxistas Leninistas que lutam ombro a ombro com o governo Maduro contra a intervenção golpista do imperialismo ianque no país, não nutrem a menor ilusão na plataforma programática do Chavismo, alertando sempre as massas da forte tendência de capitulação do nacionalismo burguês. A única alternativa realmente socialista e progressiva diante da crise econômica e social instalada na Venezuela é a expropriação completa dos monopólios burgueses e o controle operário da produção industrial do país. Esta tarefa histórica não será realizada pelo Chavismo, pelo seus próprios vínculos com setores da classe dominante, somente a classe operária organizada de forma independente e fortemente armada poderá conduzir a derrota do golpismo ianque e estabelecer a Ditadura do Proletariado!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

“LULA TÁ PRESO BABACA!”
O VELHACO OLIGARCA REACIONÁRIO CIRO ATACA LULA ENQUANTO SEU VENTRÍLOQUO, O GOVERNADOR CAMILO SANTANA, É A PRINCIPAL LIDERANÇA DO PT NO CEARÁ



Ciro Gomes repetiu o que fez seu irmão Cid no segundo turno das eleições e atacou Lula nesta quinta-feira (7), durante a Bienal da UNE, em Salvador, organizada pelo PCdoB que é parceiro do PDT no bloco parlamentar que apoiou Rodrigo Maia (PMDB) na sua reeleição para presidir a Câmara dos Deputados. “O Lula tá preso, ô babaca”, gritou o chefe da Oligarquia Gomes por duas vezes. Ciro gritou para os estudantes: “Eu não sou corrupto. Eu tô solto! É o Lula que está preso, babaca! O Lula tá preso, ô babaca! Provocou, vai ouvir”. A plateia devolveu com o coro de “Lula livre” mas a verdade é que a direção do PT não esboça reação aos ataques de Ciro e, muito menos, a conduta vergonhosa do governador Camilo Santana que sempre sai em defesa de seu chefe reacionário porque o partido encontra-se completamente corrompido pela oligarquia Gomes no Ceará. A direção do PT local foi indicada diretamente pelos irmãos Gomes e seus membros ocupam cargos importantes no governo e no parlamento. Camilo é a maior liderança do PT no Ceará atualmente e sempre foi uma marionete da Oligarquia Gomes no interior do partido com o aval de Lula, nessa função levou o PT do Ceará a ser uma sublegenda dos irmãos Gomes, com quadros petistas ocupando cargos no governo estadual, fazendo negociatas milionárias e não abrindo a boca mesmo quando Ciro e Cid atacam duramente Lula. Camilo, um político anteriormente sem expressão e até pouco tempo neófito no petismo, é uma cria dos acordos do PT com o setor da burguesia representado por Ciro e Cid, “aliados” que se voltam contra Lula e a Frente Popular quando lhes é conveniente, no momento por exemplo, quando o PDT se aproxima do governo Bolsonaro e de Moro. Os únicos que ainda ficam boquiabertos com os seguidos ataques de Ciro e Cid é a base eleitoral da Frente Popular que até pouco tempo acreditava na “fidelidade” de seu parceiro do PDT. Foi isso que aconteceu novamente na Bienal da UNE. Repetimos que o PT é responsável por esse cenário de desmoralização política, ao apresentar uma das mais reacionárias oligarquias como aliada, ao entregar o partido no Ceará ao controle desses canalhas, ao deixar que um ventríloquo dos Gomes, Camilo Santana, sob a base da corrupção e negociatas utilize a legenda petista em favor dessa dupla de vigaristas políticos burgueses com longa trajetória na direita que agora se aproxima do fascista Bolsonaro e do neoBonaparte Moro, apoiando inclusive a ultra-neoliberal reforma da previdência.