domingo, 30 de junho de 2019

30J MARCA A REDUÇÃO DOS ATOS DA DIREITA: A QUESTÃO NÃO É SÓ CONSTATAR QUE REFLUÍRAM, MAS PORQUE AINDA HÁ ESPAÇO PARA A “CONTRAOFENSIVA” BOLSONARISTA?


Ficou evidente que os atos deste 30 de junho em apoio a Moro, Bolsonaro e todo o esgoto fascista que os acompanha, tiveram uma drástica redução humana e política, se comparados a toda as outras escaladas “domingueiras” da extrema direita desde o final de 2014. O volume dos reacionários “manifestantes” caiu consideravelmente, tanto em termos de participantes quanto territorialmente (o portal G1 estima que, comparadas às manifestações desses setores dia 26 de maio, o número de cidades com manifestações caiu de 156 cidades em 26 estados e no DF para pelo menos 86 cidades e 26 estados mais o DF), entretanto esses setores da extrema direita mostraram alguma capacidade de mobilização do bolsão bolsonarista, fortemente identificado com a famigerada “Lava Jato”, Moro e as (contra)reformas neoliberais. O mais importante é identificar o contexto político do 30J, inserido em um momento de crise do governo, colapso econômico do país e desmistificação da “República de Curitiba” por conta das revelações do Intercept. Porém apesar deste cenário nacional abertamente desfavorável ao regime bonapartista, avança a passos largos no Congresso Nacional a destruição da Previdência Pública, além de uma série de medidas de privatização e sucateamento do que restou das empresas estatais em nosso país. Nesta mesma vertente, não nos causou surpresa que mesmo em meio a uma tempestade de denúncias, os círculos fascistas convocassem manifestações em apoio a Lava Jato e Sérgio Moro, que previamente já se sabia que seriam bem reduzidas, mas com o objetivo claro de marcar uma trincheira de retaguarda social. A questão central é que a margem política para a direita manobrar, mesmo em acentuado refluxo, está sendo dada justamente pela oposição burguesa e seus apêndices. Já não é segredo mais para ninguém que os governadores da Frente Popular e “associados” trabalham duro para incluir seus estados no projeto de reforma da Previdência do chamado “Centrão”, que possivelmente será votado no parlamento até o final de Julho. Seguindo na mesma trilha política as burocracias sindicais da CUT, CTB e CONLUTAS cancelaram qualquer possibilidade de convocação de uma verdadeira greve geral, ficando muito “satisfeitos” com o arremedo de paralisação nacional ocorrida no último dia 14 de junho. Ainda caminhando na mesma direção de conciliação com o regime, o próprio Intercept adotou a linha da pressão por “conta gotas”, estabelecendo parcerias com a mídia golpista e preservando em sigilo os áudios mais comprometedores de Sérgio Moro e sua quadrilha mafiosa, apelidada de “Força Tarefa”. A falácia demagógica espraiada pela esquerda reformista, de que Bolsonaro e sua trupe fascista já estão “mortos”, e que a tarefa dos movimentos sociais é apenas dar o “tiro de misericórdia” nas próximas eleições, vai se revelando a cada dia como uma estratégia para acumular derrotas e facilitar a ofensiva neoliberal contra as conquistas históricas dos trabalhadores. Esta última domingueira direitista, apesar de configurar a mais debilitada em quase meia década, mostrou um núcleo fascista cada vez mais agressivo e pronto para responder a vacilação política da Frente Popular.

sábado, 29 de junho de 2019

NA VÉSPERA DOS 50 ANOS DO ASSASSINATO DE MARIGUELA: HOJE FALECEU CLEMENTE, O ÚLTIMO COMANDANTE DA ALN!


“Sobrevivi para contar a história”. 
Assim Carlos Eugênio Paz, codinome “Clemente”, resume sua trajetória de vida, desde quando entrou nas fileiras da resistência à ditadura militar aos 15 anos, após ser aceito por Carlos Marighella na Ação Libertadora Nacional (ALN) para lutar pela revolução socialista. O codinome Clemente surgiu de uma provocação de um camarada em 1966, quando o rubro-negro Carlos Eugênio Paz sofria com a derrota do seu time para o Bangu (o Flamengo perdeu por 3 a 0 para o Bangu) um zagueiro do Bangu, que havia jogado muito bem naquele dia, se chamava “Ari Clemente”, vem daí o codinome. Com as trágicas “quedas” de Marighela e Toledo, Clemente assume no início dos anos 70, o comando da ALN em um dos períodos mais duros no confronto direto com o regime militar. Mesmo com a ALN bastante debilitada pelas brutais perdas de vários militantes, Clemente comandou ações heróicas da organização, sendo responsável pelo tiro de misericórdia que matou o industrial dinamarquês radicado em São Paulo ,Henning Boilesen, um dos principais financiadores da OBAN e espectador assíduo de tortura em presos políticos dentro das instalações do DOI-Codi. Contra sua vontade e por decisão do que restava da organização revolucionária, Clemente deixou o Brasil pela Argentina, apresentando um documento em nome de José João da Silva no controle de fronteira, indo para Havana, Cuba em 1973. Clemente voltou ao país apenas em 1981 após se formar como músico, três anos após a promulgação da Anistia, para saber que não estava anistiado, pois seu caso era especial, condenado à revelia que estava a 124 anos de prisão, só conseguiu legalizar sua plenitude política em 1982, através da embaixada da França em Brasília, depois de mais de um ano de batalha judicial com o STF. O ex-guerrilheiro da ALN afirmou recentemente que se hoje ainda tivesse vinte anos de idade, faria as mesmas coisas, sem arrependimento algum. A trajetória de combate comunista de Carlos Eugênio, o comandante Clemente, é um farol histórico para as novas gerações de militantes revolucionários, que tem na estoicidade do ex-comandante da ALN uma enorme fonte de energia. Camarada Clemente: PRESENTE!



10 ANOS DO GOLPE EM HONDURAS: MANOBRA PARLAMENTAR QUE DEPÔS ZELAYA MOSTROU O CAMINHO PREFERENCIAL ESCOLHIDO PELO IMPERIALISMO PARA DERRUBAR OS IMPOTENTES GOVERNOS DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA


O Blog da LBI publica o artigo histórico sobre o golpe institucional em Honduras contra o governo de Manuel Zelaya, ocorrido há 10 anos atrás, em 28 de junho de 2009. Este arremedo de putsch “civil” reacionário inaugurou a onda de “golpes parlamentares” no Século XXI contra os governos da centro-esquerda burguesa. Além de denunciar a trama da direita apoiada pelo imperialismo ianque, em uma ação orquestrada pela Justiça e o Congresso Nacional executada por um grupo de militares que expulsaram o presidente hondurenho para a Costa Rica, o texto elaborado pela LBI analisa também o acordo político em torno da volta de Zelaya a Honduras meses depois, costurado por Obama e Lula que previa a realização de eleições presidenciais e a acolhida do presidente deposto na embaixada brasileira. Zelaya acabou dando seu aval para a convocação do pleito que só viria a ocorrer em 2013. Na disputa sua esposa (candidata pelo Partido Libre - Liberdade e Refundação) foi derrotada pelas forças políticas civis conservadoras agrupadas no PN (Partido Nacional), legenda de direita apoiada pelos golpistas. Essa manobra eleitoral estabelecida por um “acordão nacional” contou com participação da “esquerda” agrupada na Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe (FNRG) e acabou por legitimar os golpistas que controlam até hoje a presidência do país, recorrendo a novas fraudes, como a ocorrida em novembro de 2017. Como Marxistas consideramos necessário abstrair as lições políticas e programáticas deste episódio fundamental para a esquerda revolucionária mundial. As feridas do golpe “constitucional” cívico-militar contra o presidente Manuel Zelaya, deposto em junho de 2009 pouco antes da realização de um referendo para a mudança na Constituição do país que entre outros temas abordaria a possibilidade da reeleição presidencial, estão mais abertas do que nunca em Honduras até hoje, onde fortes mobizações populares exigem a renúncia do presidente neoliberal Juan Orlando Hernandéz, imposto por uma fraude eleitoral.

HONDURAS URGENTE: DERROTAR COM A AÇÃO DIRETA DA CLASSE OPERÁRIA O "PUTSCH" REACIONÁRIO!
(Blog da LBI, 30/06/2009)
 
Na madrugada deste domingo, dia 28, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi alvo de um golpe de Estado. Ele foi preso pelo Exército, pouco antes da realização de um referendo para a mudança na Constituição do país que entre outros temas abordaria a possibilidade da reeleição presidencial. A ação foi orquestrada pela Justiça e o Congresso Nacional, sendo executada por um grupo de militares que o expulsaram para a Costa Rica. Carros blindados e tanques ocupam desde então Tegucigalpa. Veículos de combate tomaram as ruas que dão acesso à residência presidencial, enquanto aviões-caça sobrevoam a capital hondurenha, impondo repressão às manifestações populares contrárias ao golpe. Eleito presidente pelo Partido Liberal em 27 de novembro de 2005, uma legenda tradicional de uma das alas da classe dominante hondurenha, Zelaya liderou um frágil governo burguês que levou a adesão de Honduras à Alba em 2008, provocando a reação do empresariado temeroso de que ele fosse promover estatizações, devido sua aproximação com o chavismo. Enquanto se afastava de sua base tradicional oligárquica, tratou de cooptar os sindicatos e o movimento indígena, ganhando a simpatia de parte dos explorados do país ao aumentar em 60% o salário mínimo em 2006. A reacionária ultra-direita, aproveitando a margem de manobra cada vez mais estreita do governo de Zelaya, denunciou suas relações com o chavismo (Petrocaribe e a ALBA) e promoveu uma campanha reacionária contra a suposta intromissão do presidente venezuelano nos assuntos internos de Honduras. Esta cantilena serviu de cobertura para a oposição burguesa ao governo ir à ofensiva, mas desta vez com o apoio das FFAA.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

UM G20 DA VASSALAGEM PARA O BRASIL: O NEOFASCISTA TUPINIQUIM REVELA PARA O MUNDO QUEM É SEU CHEFE...


Neste final de semana está ocorrendo o encontro anual do G20, em Osaka, no Japão. A Cúpula reúne os governos das vinte maiores economias capitalistas mundiais, somada também de representantes de grandes corporações financeiras internacionais. A questão candente que dominará o encontro, mais além das “maquiagens” ecológicas tradicionais, será sem sombra de dúvida a guerra comercial entre China e EUA, afinal de contas o G20 é em sua essência um fórum econômico para coordenar a ação de governos nacionais com as necessidades do capital imperialista. O Governo japonês, ocupando a presidência rotativa do G20, propôs alguns temas para a agenda da cúpula: envelhecimento e encolhimento populacional, fluxo de dados e inteligência artificial, transparência governamental, e para não fugir a regra as pautas ambientais. Porém o aguçamento da crise crônica do capitalismo mundial, e a disputa cada vez mais acirrada pelos mercados, imporá a Casa Branca a necessidade de exigir a vassalagem total dos governos semi-coloniais. Neste cenário ganha destaque o governo neofascista de Bolsonaro, com o triste papel de principal “seguidor ideológico” do ultrarreacionário Donald Trump, colocando o Brasil no cesto de lixo da escória política global. A viagem de Bolsonaro já começou com uma intensa repercussão internacional negativa, devido ao episódio envolvendo 39 quilos de cocaína no avião da comitiva da presidência, transportada por um militar da FAB, alinhado até o pescoço com a anturragem estatal criminosa do Palácio do Planalto. Logo no início da primeira sessão do G20 o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, recitou o mantra neoliberal: "Economia livre e aberta é a base da paz e prosperidade. Temores e descontentamento em relação a rápidas mudanças, provocadas pela globalização, às vezes gera tentação de adotar protecionismo e graves conflitos entre nações. Contudo, a adoção recíproca de medidas comerciais restritivas não beneficiam país algum”. Soa como uma música aos ouvidos do imperialismo ianque, a tonada da “abertura” das economia periféricas, enquanto o mercado dos EUA se prepara para um “fechamento” sem precedentes na história. No “debut” de Bolsonaro na arena internacional, o neofascista já demonstrou sua submissão aos interesses dos Estados Unidos atacando a China, maior parceiro comercial do Brasil, ao discutir com o  Trump, os “riscos associados às atividades chinesas no Ocidente”, além de tratarem da possibilidade de sanções contra Venezuela e Cuba. Donald por sua vez, reafirmou os interesses dos EUA sobre o Brasil: "Você tem ativos que alguns países nem conseguem imaginar". Sem ao menos a cúpula do G20 finalizar seus trabalhos, o “consenso” mundial é que o Brasil tem conseguido protagonizar um dos maiores “vexames” diplomáticos do país nos últimos tempos, o que vem causando “tensão” em setores da própria burguesia nacional, que não admitirá passivamente “prejuízos” por conta da vassalagem sem limites de Bolsonaro.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

CPI PARA INVESTIGAR A "LAVAJATO" E PARCERIA DO INTERCEPT COM A VEJA GOLPISTA... DUAS ESTRATÉGIAS SUICIDAS DA ESQUERDA REFORMISTA PARA DESMORALIZAR A LUTA DE MASSAS CONTRA A QUADRILHA DE BOLSONARO E MORO!


Com o objetivo de “pressionar” o STF a “abrir a porta” da cela de Lula no segundo semestre e amortecer a luta direta contra a reforma neoliberal da previdência, a Frente Popular “lançou” a palavra de ordem da “CPI já para investigar Moro” e aplaudiu a nova parceria do The Intercept com a revista golpista Veja. A ultra-direitista Veja, cujas capas são conhecidas na esquerda por atacar violentamente o PT, pedir a prisão de Lula e apoiar o Golpe Institucional e a farsa da Lava Jato, representa os interesses de uma ala conservadora da burguesia que agora optou por atacar Moro para pressionar ainda mais o governo Bolsonaro a levar a frente o ajuste neoliberal. Tanto que Glenn Greenwald em um comentário irônico no Twitter sobre a Veja e o grupo Abril declarou “Interessante. As capas deles são as vezes bonitas”. Por sua vez, em nota assinada pelo PSOL, PT, PSB, PDT, PCdoB e PCB declaram “Os Partidos de Oposição vêm a público defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional para apurar e investigar as condutas de magistrados e membros do Ministério Público Federal, integrantes da operação Lava Jato e objeto de graves denúncias”. O grupo Resistência explica concretamente o significado dessa política distracionista: “Não é razoável que o Congresso Nacional siga funcionando normalmente sem que seja garantida pelo menos uma investigação, através de uma CPI, sobre todas as denúncias e evidências sobre o conluio da Lava-Jato. Nenhuma votação importante deve ocorrer no Congresso Nacional, especialmente as relativas à contrarreforma da previdência e ao pacote anticrime, sem que, no mínimo, seja instalada uma CPI sobre a #VazaJato”. Seria cômico se não fosse trágico, enquanto sabota a luta direta contra a Reforma da Previdência, com os governadores do PT e PCdoB articulando com Maia ajustes no texto para garantir os votos dos seus parlamentares em apoio ao ataque neoliberal de Bolsonaro, a Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) deseja apostar suas fichas em uma inócua CPI, para de fato dar mais fôlego a gestão do fascista enquanto segue o ajuste draconiano contra os trabalhadores. Chama a atenção que o grupo de Valério Arcary, que se coloca contrário ao “Fora Bolsonaro”, seja o paladino dessa proposta dentro do PSOL. Uma CPI serviria como instrumento de distração política das massas, com a ajuda dos reformistas arautos da “ética” do capitalismo, enquanto o próprio congresso dos “picaretas” seguiria de fato a pauta do “ajuste” contra a classe operária e o campesinato pobre, imposto pela ofensiva mundial do capital financeiro contra povos e nações. Como é refém do “estado de direito” a Frente Popular é impotente, política e programaticamente, em travar uma luta de massas consequente contra a Vaza Jato e o desmonte do Estado nacional. Para conduzir o “bom combate” contra as investidas do capital imperialista na arena estatal, o proletariado não deve nutrir a menor ilusão política no Parlamento burguês, corrupto até a medula. Somente a ação direta e consciente (programa) das massas será capaz de derrotar definitivamente toda esta “elite” republicana decadente e “congenitamente” corrupta. O movimento operário deve caminhar por sendas opostas à colaboração de classes semeada pela frente popular. A crença nas instituições apodrecidas desta república dos novos barões capitalistas, como advoga o campo reformista e revisionista, só pode conduzir a novas derrotas do proletariado. A farsa de uma CPI alimentada pela chamada “oposição” tem objetivos políticos exclusivamente eleitoreiros, é o caminho da derrota, como a que vimos ontem no STF! Em resumo, CPI para investigar a "LavaJato" e parceria do Intercept com a Veja golpista são duas estratégias suicidas da esquerda reformista para desmoralizar a luta contra Bolsonaro e Moro!


     

quarta-feira, 26 de junho de 2019

MILITAR PRESO NA ESPANHA: "COCAMITIVA" DE BOLSONARO É PARTE DE SUA ANTURRAGEM ESTATAL CRIMINOSA E MILICIANA


O sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues foi preso na manhã da última terça-feira feira (25/06) por suspeita de tráfico de drogas em Sevilha, na Espanha. Manoel foi flagrado com 39 kg de cocaína distribuídos em 37 pacotes no aeroporto de Sevilha, o sargento estava no avião da FAB da equipe que estabelece suporte à comitiva do presidente fascista Jair Bolsonaro. A detenção de Silva Rodrigues foi feita durante um controle aduaneiro de rotina, em função da conduta suspeita do militar brasileiro. No dia em que Manoel foi preso, o Ministério da Defesa divulgou uma nota em que afirma que o caso está sob investigação, enquanto o Ministro da Justiça e Segurança (responsável pela PF), Sérgio Moro, permanece em um silêncio sepulcral sobre o caso. Após o flagrante em Sevilha, o gabinete da Presidência alterou a rota da viagem de Bolsonaro ao Japão, onde participará da reunião do G20. Neste episódio está mais que claro que houve a atuação de uma quadrilha com acesso a toda a estrutura física da comitiva presidencial, ninguém pode acreditar que um sargento do Exército tenha cacife para traficar, sozinho, drogas que valem, na Europa, mais de 11 milhões de dólares, ou R$ 40 milhões. E que não se arriscariam colocar este valor imenso em cocaína num avião presidencial se não tivessem a certeza de que havia completa segurança quanto ao que se embarcava no aparelho. Ou de que havia cúmplices para garantir o embarque sem verificação. O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (o mesmo que esmurrou a mesa defendendo prisão perpétua para Lula) a que caberia os controles relativos ao staff de uma aeronave que serve ao presidente, deve ser responsabilizado diretamente por esta operação criminosa de tráfico internacional. Como vimos afirmando sistematicamente, a composição deste governo é fundamentalmente de fascistas, reacionários messiânicos e milicianos criminosos, não nos causa espanto o flagrante de tráfico internacional, ao contrário se trata apenas da ponta de um enorme iceberg. Como parte da política de conciliação com o regime bonapartista de exceção, a esquerda reformista logo saiu “explorando” eleitoralmente o caso, porém isentando de responsabilidade a anturragem direta de Bolsonaro, a liderança maior do PSOL, o deputado Marcelo Freixo, afirmou “que o episódio é muito grave e precisa ser esclarecido, mas que Bolsonaro não pode ser responsabilizado”. Como no caso do conta gotas da “Vaza Jato”, a Frente Popular busca somente “desgastar” eleitoralmente o governo neofascista, sem pretender desestabilizar as instituições golpistas de conjunto. Somente a ação direta e revolucionária das massas, poderá defenestrar radicalmente os criminosos e  milicianos fascistas que hoje ocupam o Palácio do Planalto.
12 DE JULHO: MAIS UM TEATRO DE "LUTA" MONTADO PELA BUROCRACIA SINDICAL PARA FAZER LOBBY PARLAMENTAR E NÃO CONVOCAR A GREVE GERAL!


As centrais sindicais, dando continuidade à sua política de lobby parlamentar, divulgaram nesta terça-feira (25.06) uma nota chamando um “Dia Nacional de Mobilização em 12 de julho com atos, assembleias e manifestações em todas as cidades e em todos os locais de trabalho”. Esta iniciativa foi tomada após a reunição que a burocracia sindical teve com os líderes dos partidos da oposição burguesa no Congresso Nacional. Longe de convocarem uma greve geral de no mínimo 48hs, a CUT, CONLUTAS, CTB, FS e as demais centrais pelegas decidiram por mais um dia de pressão sobre o parlamento burguês, como reafirmam “Renovamos e destacamos a importância de reforçar a atuação junto ao parlamento e parlamentares, visando argumentar e tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma”. O Dia Nacional de Mobilização deve ocorrer na mesma data em que a UNE fará um ato em Brasília, em protesto contra os cortes de verbas na Educação. A manifestação faz parte da programação do 57º Congresso da UNE, previsto para 10 a 14 de julho, na capital federal. Com esta plataforma política da Frente Popular deve ficar absolutamente cristalino que o movimento operário e popular não conseguirá derrotar e enterrar esta (contra) reforma da Previdência, no máximo conseguirá “melhorar” o sinistro projeto do rentista Paulo Guedes, mantendo as linhas fundamentais da destruição da Previdência Pública em nosso país. A Conlutas e o PSTU são parte ativa desse teatro, tanto que Mancha, seu representante na reunião das centrais desse dia 25 afirmou: “As direções das centrais estão na capital federal desde ontem para uma série de atividades no Congresso, bem como para definir as próximas mobilizações para barrar essa reforma que ameaça acabar com as aposentadorias dos trabalhadores brasileiros”. É necessário denunciar as limitações da esquerda reformista (PT, PCdoB, PSOL e PSTU) que canta a “grande vitória” do 14J com sua aliança com o “Centrão”, organizando a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira greve geral que paralise a produção industrial do país! Ao contrário de apostar na pressão sobre o parlamento e os governadores como defendem juntos CUT e Conlutas, PT, PSOL e PSTU, uma política de colaboração de classes que vai nos levar a derrota em nome de fazer apenas alguns ajustes cosméticos da reforma neoliberal exigida pelos rentistas, é necessário engajar a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira greve geral que paralise a produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo Bolsonaro/Mourão e de suas reformas neoliberais! A LBI e TRS (Tendência Sindical Revolucionária) mesmo diante da vergonhosa capitulação das burocracias sindicais, mantém e reforça o chamado político para a organização de uma Greve Geral de pelo menos 48hs, no caminho da derrota definitiva de toda a ofensiva neoliberal deste regime burguês, começando por enterrar a contrarreforma da Previdência pela via da ação direta de massas!



terça-feira, 25 de junho de 2019

STF DESTRÓI AS ILUSÕES INSTITUCIONAIS DA ESQUERDA REFORMISTA: LULA CONTINUA PRESO E MORO LIVRE COM A CIA EM NEW YORK...


Mais um “duro golpe” desferido hoje pelos ministros do STF para destruir as ilusões institucionais da esquerda reformista acerca da possibilidade de liberdade para Lula. Por uma maioria já “pré concebida” a Segunda Turma do STF negou nesta tarde (25/06) em uma mesma seção dois pedidos de liberdade para o ex-presidente Lula, preso político da criminosa e mafiosa “Operação Lava Jato”. Seria mais uma decisão “corriqueira” da justiça burguesa: processar, julgar e encarcerar, negando qualquer relaxamento de prisão a Lula e outros dirigentes do PT, se o STF não tivesse em meio ao furacão do chamado escândalo da “Vaza Jato”. As expectativas políticas da esquerda reformista  (PT, PSOL e PCdoB) eram enormes no sentido de que os vazamentos das conversas da quadrilha do justiceiro Sérgio Moro e seus “parceiros” da “República de Curitiba” pudessem por si só derrubar o atual Ministro da Justiça e conquistar a liberdade de Lula. Os partidos reformistas da Frente Popular chegaram até mesmo a refluir da organização da greve geral de 14J, disseminando as ilusões que o “Intercept” realizaria as tarefas que só a ação direta da classe operária pode obter, ou seja, derrotar o governo neofascista de Bolsonaro e suas (contra)reformas neoliberais. Porém, desgraçadamente como um castelo de cartas (marcadas) as nefastas ilusões reformistas vão caindo uma a uma: Moro não saiu do governo, avança a (contra)reforma da Previdência e Lula continuará preso!
LIBERDADE PARA PRETA FERREIRA, LULA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS! MOBILIZAR CONTRA O REGIME DE EXCEÇÃO COMANDADO POR BOLSONARO/MORO!


Uma operação do DEIC da Polícia Civil, por ordem do juiz Marco Antônio Martins Vargas, cumpriu na manhã desta segunda-feira, 24, 17 ordens de busca e apreensão e a prisão temporária de nove lideranças do movimento Sem-teto, de diversas movimentos de moradia do Centro de São Paulo. Nossa solidariedade a todos os presos, especialmente à companheira Preta Ferreira, apresentadora do Boletim Lula Livre. A acusação abritrária é de “suspeita de extorsão” mas na verdade trata-se de um ataque a organização dos sem-teto e dos trabalhadores em geral por parte do regime bonapartista de exceção, que tem nos fascistas Bolsonaro, Moro e Dória suas mais grotescas expressões. Entre os presos estão Edinalva Silva Pereira, do movimento Moradia Para Todos, Sidney Ferreira da Silva, do Movimento dos Sem Teto do Centro, Angélica dos Santos Lima, Movimento de Moradia Para Todos; e Janice "Preta" Ferreira da Silva, do Movimento dos Sem Teto do Centro. Em nota, o Comitê Lula Livre criticou o que classificou como criminalização dos movimentos sociais e lamentou a prisão de Preta Ferreira. Os movimentos Frente de Luta por Moradia (FLM), União dos Movimentos de Moradias (UMM) e Central de Movimentos Populares (CMP) divulgaram nota em repúdio às prisões. "Essas lideranças são conhecidas, têm endereço, local de atuação, era só serem convocadas para prestar depoimento. Ninguém se negou a prestar depoimento. São arbitrárias. Não tem elementos para prisão temporária" afirmou Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP). Com relação especificamente à prisão de Preta e Carmen, Bonfim disse que as acusações foram feitas por pessoas excluídas do movimento. Também afirmou que Carmen foi absolvida pela "Justiça" recentemente por uma acusação semelhante. Os denunciantes manipulados pelo governo Dória “São pessoas que infringiram as regras do movimento e por isso foram excluídas. Ela se sentiram chateadas e fizeram denúncia fizeram denúncia dizendo que a liderança cobrava taxa abusiva, não fazia prestação de contas”. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. Ao mesmo tempo, exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

MORO E DELTAN NOS EUA: AGENTES DO IMPERIALISMO IANQUE BUSCAM AUXÍLIO DA CIA PARA DESFERIR ATRAVÉS DA PF E REDE GLOBO CONTRAOFENSIVA A FIM DE MANTEREM-SE COMO PILARES DE SUSTENTAÇÃO DO GOVERNO BOLSONARO E SEU REGIME BONAPARTISTA



O mafioso Ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou que não irá a CCJ na Câmara nesta querta-feira (26) e sim aos Estados Unidos para “visitar” os “principais órgãos de segurança e inteligência do país”, ou seja, a CIA e suas colaterias. O procurador fascista Deltan Dellagnol já se encontrava na terra do “Tio Sam”. Em março, ele já havia mantido uma agenda secreta com as mesmas agências de inteligência dos EUA, voltadas a derrubar e gerar instabilidade política em governos adversários ou sair em socorro de seus aliados pelo mundo, como é o caso de Moro no Brasil. A viagem acontece desde sábado em meio ao escândalo resultante da troca de mensagens entre ele e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, divulgada pelo site The Intercept Brasil, em que, além do direcionamento de fases da operação, falam sobre a necessidade de articulação com “os americanos” para evitar deixar a Lava Jato “parada” muito tempo. Segundo o Twitter do Ministério da Justiça, na atual visita a “delegação do Ministério da Justiça participará de reuniões sobre experiências, resultados e boas práticas na área de operações integradas”. Por sua vez, a imprensa alinhada ao Planalto, como a Isto É, declarou que a Polícia Federal “planeja-se para, nas próximas semanas, tentar emitir uma contundente resposta ao que classifica de ação orquestrada perpetrada por criminosos de alto calibre”. O texto afirma “Quem acompanha as investigações assegura: se os indícios encontrados até agora se confirmarem, a PF estará bem perto mudar o rumo do rumoroso episódio que monopolizou as atenções dos brasileiros nas últimas semanas”. Em resumo, a PF, comandada por Moro, será usada para criminalizar as denúncias contra ele e sua corja fascista mafiosa. Por sua vez, o PT e a Frente Popular comemoraram entusiasticamente o acordo com o grupo Band e a Folha de São Paulo com o The Intercept Brasil para divulgar novos diálogos da VazaJato. O último revelado neste domingo (23) divulga a articulação da mafiosa “República de Curitiba” para isolar Toeri Zawaski no STF, membro do Supremo que acabou assassinado por não seguir integralmente as diretrizes determinadas pelo Departamento de Estado ianque. PT e Intercept, agora com o auxílio da parte minoritária da mídia burguesa, visam desgastar a “conta gotas” o Ministro da Justiça, acreditando em sua queda futura e no desgaste eleitoral de Bolsonaro. Em resposta Moro vai aos EUA preparar uma contraofensiva via a colaboração da CIA com a PF, o que vai recrudescer ainda mais os traços repressivos do regime Bonarpartista de exceção contra os trabalhadores, suas organizações políticas e sindicais. Longe de apostar no alinhamento político com a Frente Popular e sua política de colaboração de classes que paralisou a luta contra a reforma neoliberal da Previdência, cujo relatório será votado nesta semana ou no máximo no começo de julho, os Marxistas Revolucionários chamam a mobilizar os trabalhadores para a luta direta nas ruas pela liberdade de Lula, a prisão de Moro por nossos próprios organismos de classe e a derrota da reforma neoliberal da previdência de Bolsonaro!


domingo, 23 de junho de 2019

50 ANOS DE STONEWALL: COMBATER A HOMOFOBIA É LUTAR PARA QUE A CLASSE OPERÁRIA DIRIGA A UNIDADE DE TODOS OS GÊNEROS OPRIMIDOS E EXPLORADOS CONTRA O CAPITALISMO!


Muitas paradas do orgulho LGBT em todo o mundo são marcadas para o mês de junho e isso não é por acaso. Uma revolta de seis dias iniciada no dia 28 de junho de 1969, em Nova York (EUA), ficou conhecida como Revolta de Stonewall. Ela tem esse nome pelo local onde tudo começou: o bar gay Stonewall Inn. Este ano, a Parada Gay de São Paulo homenageia os 50 anos da revolta. O Dia Internacional do Orgulho LGBT é comemorado anualmente na mesma data. O fato se deu em um momento específico da história americana. Os movimentos negro e feminista já estavam se consolidando, mas o movimento LGBT+ ainda não se colocava de forma política como os demais. Muitos estados norte-americanos ainda tratavam como crime relacionamentos homoafetivos. Em Nova York as pessoas eram obrigadas por lei a usar roupas de acordo com seu sexo biológico e os bares não podiam vender bebidas para homossexuais. Naquela época, gays eram frequentemente internados em clínicas, submetidos a lobotomias, castrações químicas e outras formas de "cura". Na televisão, eram exibidas propagandas que alertavam para os "perigos" de se conviver com homossexuais, comparando-os sempre a pedófilos. Batidas policiais em bares gays eram frequentes, os donos e empregados iam presos e muitos dos clientes também. Mas no dia 28 de junho de 1969, quando a polícia entrou no Stonewall Inn, ao contrário das vezes anteriores, o público que lá estava decidiu resistir. Tudo foi diferente naquela noite, começando pela ação policial que, desde o início, era diferente dos ataques rotineiramente encenados no Stonewall. O bar era controlado pela máfia, que pagava propinas aos policiais para manter o negócio. Por isso, quando os policiais apareciam, eles chegavam cedo, quando o bar estava menos lotado, o que significava que a batida seria menos prejudicial às vendas. Os policiais entraram no bar e começaram a prender funcionários, dizendo que estavam vendendo bebidas alcoólicas sem licença. Vários fregueses foram levados sob custódia sob o estatuto de vestuário apropriado ao sexo biológico. O Blog da LBI aproveita o debate aberto em torno dos 50 anos de Stonewall para “refletir” algumas questões fundamentais para a luta contra a opressão. Sem o menor compromisso de parecer “simpáticos”, nós Comunistas afirmamos que não há o menor avanço progressista e de classe nestes “eventos gays” ultrabadalados pela mídia capitalista, que servem para retardar ainda mais a luta pela verdadeira emancipação humana, destituídos de qualquer conteúdo progressista de classe que se enfrente com o regime opressor da “democracia” dos ricos. Como Marxistas Revolucionários não fazemos apologia da homossexualidade, nem apontamos qualquer caráter progressista em abstrato no fato de um indivíduo ser hetero ou homossexual, lutamos sim pelo amplo direito democrático da liberdade da opção sexual e combatemos implacavelmente qualquer forma de descriminação sexual, cultural e até mesmo religiosa, apesar de nossa defesa intransigente do materialismo histórico.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

DODGE OPÕEM-SE A SUSPEIÇÃO DE MORO: GOLPISTAS VÃO MANTER LULA PRESO ATÉ BOLSONARO APROVAR REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA... CONVOCAR A LUTA DIRETA CONTRA REGIME BONAPARTISTA DE EXCEÇÃO! EXIGIMOS QUE O INTERCEPT LIBERE TODOS OS ÁUDIOS DA TRAMA CRIMINOSA DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”!


A mafiosa procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou nesta sexta-feira (21) contra pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anular ação penal do caso do triplex em Guarujá por conta da atuação do ex-juiz Sérgio Moro. Lula pediu a anulação do processo por conta da suspeição do juiz e quer que o STF lhe conceda liberdade. Os ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia já haviam votado contra o pedido, mas Gilmar Mendes tinha pedido vista. A retomada do julgamento do caso está marcada para próxima terça (25), e por isso Dodge voltou a se manifestar. Segundo ela, é preciso confirmar a autenticidade dos diálogos, além do fato de que o material foi obtido por meio ilegal. Fica evidente que os golpistas vão manter Lula preso até que Bolsonaro aprove a reforma neoliberal da previdência. Por sua vez, as conversas divulgadas servem para demonstrar mais uma vez o que os Marxistas Revolucionários sempre denunciaram: a democracia burguesa e as chamadas “instituições republicanas” são uma farsa montada para manter o poder da classe dominante. Nós da LBI fazemos um chamado público aos editores do Intercept, para alterarem imediatamente a tática do “chover no molhado”, abrindo integralmente para todos os site da esquerda comunista todo o material obtido legitimamente dos arquivos do Telegram acerca da gangue de bandidos da Lava Jato. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular! Por fim, neste momento faz-se mais que necessário ter como eixo o chamado de “Abaixo o governo Bolsonaro/Mourão e todo o regime Bonapartista”, o que passa por superar a política de colaboração de classes da CUT e do PT que visa apenas desgastar o fascista para acumular forças nas eleições municipais de 2020 tendo como objetivo central a disputa presidencial de 2022. O momento operário e popular deve rejeitar categoricamente esta orientação de conciliação com as instituições deste regime fruto do golpe parlamentar, devemos sim impulsionar o ascenso das massas que saíram as ruas com a vontade de derrotar todo o plano de ajuste neoliberal imposto pelos rentistas convocando uma nova Greve Geral, colocando a perspectiva de construção de uma nova alternativa de poder socialista e revolucionária.
15 ANOS DA MORTE DE BRIZOLA: A TRANSIÇÃO DO AUTÊNTICO NACIONALISMO BURGUÊS ANTI-IMPERIALISTA DO VELHO PTB PARA A ADESÃO AO NEOLIBERALISMO DO ATUAL PDT COMANDADO POR CIRO GOMES


No dia 21 de junho de 2004, há exatos 15 anos atrás, falecia subitamente Leonel Brizola. Como Marxistas Revolucionários somos duros críticos da trajetória do legendário Brizola, porta-voz do nacionalismo burguês no Brasil, limitado por seu próprio conteúdo de classe, mas respeitamos a sua combatividade e a denúncia de fazia da submissão do Brasil ao imperialismo e a sua maior representante política no país, as organizações Globo, tão denunciada por ele como uma máfia midiática anti-povo. Lembramos que o histórico fundador do PDT, que inicialmente apoiou o governo de Lula em 2003, havia rompido com o PT em função da opção entreguista e do arco de aliança reacionário montado para dar apoio político a Frente Popular. O velho Brizola pouco antes de morrer em 2004 travava uma dura batalha no interior do PDT para tirar completamente o partido da “base aliada”, apesar dos inúmeros arrivistas sedentos por cargos e verbas estatais do Planalto. Pessoalmente Brizola se preparava para sua candidatura à prefeitura do Rio em 2004, com uma plataforma política de oposição frontal ao governo de Lula, mas a sua vida faltou a este último e decisivo “encontro”, deixando o PDT “órfão” como mais um partido fisiológico e nas mãos de picaretas sem nenhuma história de luta, como Lupi e seus comparsas mafiosos, como Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT e representante das reacionárias oligarquias nortestina. O carioca Carlos Lupi foi quem se apropriou do espólio partidário do finado Leonel Brizola, que em função de sua morte súbita não preparou um herdeiro político a sua altura no PDT. Lupi, sem a menor história no trabalhismo e dotado de uma “ideologia” pragmática, vendeu o partido para a primeira oferta do governo da frente popular, com o qual o velho Brizola mantinha uma certa reserva e depois para Ciro Gomes que foi o candidato a presidente pela legenda em 2018.  Neste sentido, o atual PDT de Ciro e Lupi representa uma caricatura grotesca do que foi o velho “Brizolismo”, com toda a sua carga de incoerências e sua própria natureza de classe. O PDT hoje é uma sigla oca ultracorrompida que nada tem a ver com o velho nacionalismo burguês de Brizola e Darcy Ribeiro. Do velho nacionalismo burguês de Jango, Darcy Ribeiro e Brizola parece que não restou muita coisa, apenas um oportunista PDT sem o menor perfil ideológico, povoado por máfias sindicais e oligarquias regionais sem a menor história política, como os irmãos Gomes no Ceará. Brizola, que chegou a presidir a Internacional Socialista, deve estar se remoendo no túmulo ao ver seu velho partido nacionalista burguês ser traficado por Lupi em negociatas com figuras sinistras deste calibre, como Ciro Gomes que chegam a defender a prisão de Lula, agora mudando de posição em função dos ventos da “opinião pública”. Para os “nacionalistas” do PDT que juram fidelidade ao trabalhismo de Brizola fica a patética tarefa de hoje aceitar passivamente os “companheiros” representantes das reacionárias oligarquias inimigos históricos dos trabalhadores, de qualquer traço de soberania nacional e, obviamente, do Socialismo!

quinta-feira, 20 de junho de 2019

THE INTERCEPT CAMINHA PARA O DESGASTE  POLÍTICO “TERCEIRIZANDO” REVELAÇÕES PARA O REACIONÁRIO REINALDO AZEVEDO...


O jornalista Reinaldo Azevedo anunciou no feriado de hoje (20/06) ue soltaria verdadeiras “bombas” sobre a trama da Lava Jato, repassadas diretamente pelo site “The Intercept”, que teria decidido “terceirizar” seus “furos” de reportagem. Toda a esquerda conhece bem a trajetória reacionária de Reinaldo, que se dizendo um “ex-Libelu” transitou tranquilamente para às hostes do tucanato neoliberal. Agora reclamando para si um certo “arrependimento”, pelo passado conservador, Reinaldo se somou ao bloco amplo de “oposição” ao governo neofascista de Bolsonaro. Porém a questão central agora não é discutir o currículo desabonador de Reinaldo, mas sim aferir que a “tática” geral adotada por  Glenn Greenwald, editor chefe do Intercept, está trilhando aos poucos um caminho de desmoralização política. No primeiro momento as denúncias contra a “articulação” criminosa entre os Procuradores da Lava Jato e o justiceiro Moro caíram como uma verdadeira “bomba” em cima do sinistro território da “República de Curitiba”. Era a comprovação factual do que nós Marxistas já apontávamos politicamente há muito tempo atrás, a famigerada Lava Jato não passava de uma operação golpista montada pela Casa Branca, sendo que policiais, Procuradores e o justiceiro Moro participavam ativamente do conluio criminoso. Na sequência das denúncias da “Vaza Jato”, o Intercept prometeu desnudar todos os textos e áudios criminosos capturados do Telegram, que liquidariam de vez não só a quadrilha de Moro, mas também levariam de roldão o conjunto do “edifício” golpista, incluindo o “porteiro” fascista de plantão. Porém a tática de Greenwald do “conta gotas”, ou seja, de mostrar lentamente “mais do mesmo”, acabou por se revelar no mínimo “amena”, possibilitando que o Ministro da Justiça conseguisse passar quase incólume na “sabatina” da CCJ do Senado Federal. Agora o outro “Furo”, divulgado por Reinaldo Azevedo, se assemelha a gastar “pólvora na água”, uma orientação de Moro para que Carlos Fernando e Deltan substituíssem uma Procuradora da Lava, no caso Laura Tessler. Nós da LBI esperamos sinceramente, e fazemos um chamado público aos editores do Intercept, para alterarem imediatamente a tática do “chover no molhado”, abrindo integralmente para todos os site da esquerda comunista todo o material obtido legitimamente dos arquivos do Telegram acerca da gangue de bandidos da Lava Jato.



EUA INCREMENTAM PROVOCAÇÕES CONTRA IRÃ: OS MARXISTAS LENINISTAS COM INDEPENDÊNCIA POLÍTICA SE COLOCAM NA TRINCHEIRA DE LUTA DO REGIME DOS AIATOLÁS CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!


O imperialismo ianque está conscientemente agravando a situação no golfo Pérsico com Washington tentando piorar ao máximo a situação rumo a uma futura agressão militar de grande envergadura no Oriente Médio. Na segunda-feira (17), o Departamento de Defesa dos EUA anunciou o preparo para envio de forças adicionais ao Oriente Médio em resposta à “ameaça do Irã”, que segundo a Casa Branca foi responsável pelos ataques a petroleiros no golfo de Omã. “Os recentes ataques iranianos comprovam as informações confiáveis e credíveis que recebemos sobre o comportamento hostil das forças iranianas e de grupos associados que ameaçam funcionários norte-americanos e interesses na região", disse o secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, declarando que mais 1.000 soldados serão enviados para o Oriente Médio. Por sua vez, a Guarda Revolucionária do Irã disse nesta quinta-feira (20) que derrubou um drone Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk dos EUA que teria invadido seu espaço aéreo na província de Hormozgán, perto do Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é uma via de importância estratégica e rota de mais de um terço do tráfego marítimo de petróleo. O derrubada do drone ocorre durante uma escalada na tensão entre Estados Unidos e Irã. Washington acusa Teerã de atacar dois navios petroleiros nas proximidades do Estreito de Ormuz. Cerca de um quinto do petróleo mundial precisa passar pelo Estreito de Ormuz. O Irã nega as acusações. O regime de Teerã denunciou uma conspiração ianque para criar insegurança na estratégia região do estreito de Ormuz, onde navega grande parte dos petroleiros mundiais. Em resposta às provocações de Trump, o regime dos Aiatolás anunciou anteriormente a suspensão de parte de seus compromissos estabelecidos no acordo nuclear celebrado entre o Irã e o ex-presidente Obama em 2015, que previam o “congelamento” de um ousado programa militar de Teerã. As ameaças militares da Casa Branca contra o Irã acontecem logo a brutal escalada da máquina de guerra sionista contra a Síria no começo de mês, quando houveram bombardeios de Israel contra o sul de Damasco e na província de Al Quneitra, na fronteira com as Colinas de Golã. Não custa lembrar que o enclave de Israel é o principal inimigo do regime dos aiatolás na região, em função do apoio militar e político que Teerã tem dado ao Hamas e ao Hezbolah. Os Marxistas Leninistas não têm a menor dúvida de que lado se postar caso se deflagre um conflito militar entre a nação oprimida do Irã e o imperialismo ianque. Estaremos incondicionalmente ao lado do regime dos Aiatolás contra a Casa Branca, apesar do caráter burguês e obscurantista do governo iraniano. Assim como na Venezuela e a Síria, os Bolcheviques estabeleceram uma frente única de ação com o nacionalismo burguês para derrotar o principal inimigo dos povos, o imperialismo! As sanções e o rompimento do acordo nuclear com o Irã são uma condição básica para avanço dessa da ofensiva bélica imperialista. Não esqueçamos que o objetivo central do Pentágono continua a ser desestabilizar a Síria para neutralizar o regime da oligarquia Assad, debilitar o Hezbollah e seguir sem maiores obstáculos em seu plano de atacar Irã. Sempre declaramos que os revolucionários não são partidários do Regime dos Aitolás no Irã, embora reconheçamos os avanços anti-imperialistas conquistados pelas massas em 1979. Sempre alertamos que a burguesia iraniana, diante de seu isolamento internacional e das sanções impostas pela ONU, estava buscando um acordo estratégico com o imperialismo ianque e europeu. Agora essa etapa se rompe. O imperialismo ianque e Israel exigem a rendição completa do Irã, perspectiva que sofre grande resistência interna, particularmente pelas massas iranianas que viram a barbárie imposta à Líbia e a destruição em curso na Síria. Frente a esta situação, defendemos integralmente o direito deste país oprimido a possuir todo arsenal militar atômico ao seu alcance. É absolutamente sórdido e cretino que o imperialismo ianque e seus satélites pretendam proibir o acesso à tecnologia atômica aos países que não se alinham com a Casa Branca, quando esta arma “até os dentes” Estados gendarmes como Israel com farta munição atômica. Como Marxistas Revolucionários não dissimulamos em um só momento o caráter burguês e obscurantista do regime nacionalista do Irã. Mas estes fatos em nada mudam a posição comunista diante de uma possível agressão imperialista contra uma nação oprimida. Não nos omitiremos de estabelecer uma unidade de ação com o Regime dos Aiatolás, diante de uma agressão imperialista. Por esta mesma razão, chamamos o proletariado persa a construir uma alternativa revolucionária dos trabalhadores que possa combater consequentemente o imperialismo e derrotar todas as alas do regime, denunciando desde já o papel servil do governo Rohani.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

NO SENADO MORO LANÇA DESAFIO AO “INTERCEPT” MOSTREM TUDO OU VÃO SE DESMORALIZAR COM O “CONTA GOTAS”... A RESPOSTA DE GREENWALD AO BANDIDO DEVERIA SER CATEGÓRICA E COMPLETA!


Em sessão de mais de 7 horas na CCJ do Senado Federal, o justiceiro criminoso Sérgio Moro, alçado ao cargo de ministro da justiça no governo neofascista de Bolsonaro, respondeu a dezenas de questionamentos dos parlamentares (oposição e Centrão) sobre a imparcialidade de sua conduta a frente da famigerada Operação Lava Jato, porém nenhuma das perguntas, foi ao verdadeiro fulcro da questão que o país hoje debate com as revelações da “Vaza Jato” pelo site The Intercept Brasil: Os crimes praticados pelos bandidos da “República de Curitiba” vão bem além de uma mera postura de “seletividade” na condenação política do ex-presidente Lula. Como até o momento os editores do Intercept, chefiados pelo jornalista Glen Greenwald, optaram por uma tática de “contenção de denúncias”, Sérgio Moro partiu para a ofensiva no Senado lançando um desafio público: “Mostrem todo o conteúdo e parem com o conta gotas”. Nós da LBI que fomos a primeira organização política no país, já em 2014, a denunciar a farsa da Lava Jato como uma operação montada desde o Departamento de Estado dos EUA para quebrar a Petrobras, também nos dirigimos ao Intercept reivindicando a divulgação imediata de todo o farto conteúdo obtido sobre os crimes da gangue da Força Tarefa de Moro, sob pena das revelações caírem no descrédito social e desmoralização política. A linha de defesa cínica seguida Sérgio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi criminalizar o site The Intercept, como  uma “organização criminosa”, ao responder uma pergunta do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o ministro disse que o Intercept faz parte de um "crime em andamento" ao publicar conteúdo de hackers, mas nesta mesma quarta, a própria Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) criticou a postura de Moro, colocando por terra a frágil tática do justiceiro. Por outro lado, posto em marcha os “vazamentos”, não resta outra alternativa para o setor da esquerda que influencia politicamente o site The Intercept, a não ser exigir o descortinamento integral das operações golpistas da Lava Jato.

terça-feira, 18 de junho de 2019

NOVAS REVELAÇÕES DO INTERCEPT REVELARAM O ÓBVIO: LAVA JATO FOI MONTADA INICIALMENTE PELO PARTIDO DEMOCRATA DOS EUA E OS SEUS REPRESENTANTES NO BRASIL, OS TUCANOS DE “ALTA PLUMAGEM”...


Como a LBI já afirmava desde 2014, a farsa da Lava Jato foi planejada e operada na sua gênese pelo governo Obama (Democratas) e sua legítima representação política no Brasil, o PSDB com seus tucanos de “alta plumagem”. Com a derrota do partido Democrata nos EUA e a vitória de Trump, os herdeiros da “República de Curitiba” foram os neofascistas que tiveram ativa participação no processo do golpe institucional de 2016. É lógico que o fio de continuidade de toda a trama golpista se chama “Rede Globo” uma agência de notícias do imperialismo ianque, seja qual for seu gerente estatal de plantão... O Intercept ao “resfriar” suas denúncias contra a quadrilha de Moro, revelando obviedades ao mesmo tempo que guarda os “segredos” mais comprometedores da máfia criminosa da Lava Jato, segue a mesma estratégia política da Frente Popular, ou seja, desgastar porém não desestabilizar completamente o governo neofascista de Bolsonaro. É a velha plataforma política de colaboração de classes, acumular forças para as próximas eleições, deixando intacto o regime bonapartista que hoje serve como uma luva aos rentistas do capital financeiro. As operações “secretas” da Lava Jato, como muito bem sabe o Intercept, vão muito mais além do que uma simples “articulação” ilegal entre o justiceiro Moro e seus Procuradores da “Força Tarefa”, para condenar Lula, a dimensão criminosa dos fatos da “República de Curitiba” não se resume a um caso jurídico de “seletividade”. Estamos falando da organização de um golpe parlamentar, quebra de grandes empresas estatais e privadas, além de suborno, enriquecimento ilícitos de agentes públicos e até assassinatos! Toda a engodo criminoso urdido pela Lava Jato tem que vir à tona, é isso que reivindicamos dos dirigentes do Intercept Brasil.



DITADURA GOLPISTA TORTUROU E MATOU POR ENVENENAMENTO MOHAMED MORSI, EX-PRESIDENTE ELEITO DO EGITO PELA IRMANDADE MUÇULMANA: MAIS UMA VÍTIMA DA “PRIMAVERA ÁRABE” FESTEJADA PELO IMPERIALISMO E OS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO!



Morreu nesta segunda-feira, 17 de junho, mais uma vítima da “Primavera Árabe” orquestrada pela Casa Branca e o Pentágono, o ex-presidente eleito do Egito em 2012, Mohamed Morsi, dirigente da Irmandade Muçulmana (IM). Depois de Kadaffi ter sido assassinado pelas tropas da OTAN na Líbia, agora foi a vez de Morsi, envenenado pela ditadura militar assassina golpista. Ele desmaiou após uma sessão de um tribunal e morreu em seguida. Morsi estava preso desde julho de 2013, depôs perante o tribunal que o acusava de atos terroristas antes de desmaiar e morrer. “Ele falou diante do juiz por 20 minutos, então, se agitou e desmaiou” noticiou a imprensa. Desde sua destituição em 2013, seu ex-ministro da Defesa, General Abdel Fattah al-Sisi, conduz uma repressão contra a oposição islâmica, especialmente a Irmandade Muçulmana, que teve milhares de membros presos e mortos. A IM foi tornada ilegal pela ditadura militar assassina apoiada pelo imperialismo ianque. Em 2018, um comitê de três parlamentares ingleses publicou um relatório que dizia que Morsi era mantido em solitária durante 23 horas por dia. As condições da sua prisão eram semelhantes à de tortura e poderiam levá-lo à morte. Ele tinha um histórico de problemas de saúde, era diabético e teve problemas no fígado e nos rins mas não recebia tratamento médico adequado. Lembremos que entre os meses de julho-agosto de 2013 houve um golpe militar no Egito e sua consolidação política. O desenrolar dos acontecimentos foi uma prova cabal do que a LBI afirmava anteriormente: não houve qualquer “revolução” no Egito, mesmo democrática, como pregada pelos revisionistas do trotskismo como o PSTU, a CST e a Esquerda Marxista. Ao contrário, vimos a volta da Junta Militar diretamente ao governo. Entretanto, as ácidas lições que devem ser apreendidas no Egito não param por aí. O fato de um amplo setor das massas apoiarem inicialmente o golpe das FFAA claramente orquestrado com o suporte do Pentágono contra o governo eleito da Irmandade Muçulmana (Morsi) significa que na ausência de um programa e de uma direção revolucionária o “povo na rua” pode apoiar saídas reacionárias. Como Leninistas não fazemos nenhum tipo de fetiche teórico da espontaneidade das massas, ainda mais na ausência de norte programático e inexistência de uma direção classista e revolucionária. Na época reafirmamos que tanto no Egito como no Brasil (Jornadas de Julho), sem o protagonismo histórico do proletariado o movimento das massas pode facilmente girar à direita e convergir com interesses reacionários das classes dominantes. Ao contrário, os Morenistas apoiaram os “rebeldes” pró-OTAN na Líbia, saudaram os mercenários na Síria e no Egito defenderam a unidade com os militares golpistas a serviço da Casa Branca. Hoje, como em 2013, declaramos que para avançar rumo a uma verdadeira revolução no Egito, ainda que seja democrática, será preciso que o proletariado imponha suas próprias demandas de classe, sem estabelecer nenhuma “unidade tática” com a cúpula das FFAA, que até hoje governa abertamente a serviço do imperialismo ianque no comando de um brutal regime repressivo!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 335, 2ª QUINZENA DE JUNHO/2019


EDITORIAL
A verdade sobre o 14J: Um grande dia de protesto nacional, mas bem distante de uma verdadeira Greve Geral

CUT, FS E CONLUTAS CHAMAM A “OCUPAR BRASÍLIA”
Festejam inexistente “recuo” na reforma neoliberal da previdência, apontando que a tarefa agora é fazer lobby parlamentar

UM PRIMEIRO BALANÇO DO 14J
A Greve Geral fica aquém de 2017, burocracia da CUT “puxa o freio” após o acordo dos governos petistas com o Centrão

A TAREFA DOS REVOLUCIONÁRIOS NO 14J
Batalhar por uma forte paralisação nacional que denuncie o “acordão” entre governo e oposição para aprovar a reforma neoliberal da Previdência!

PSTU É CONTRA O “LULA LIVRE” NA PAUTA DA GREVE GERAL...
Mas não “abre o bico” para defender a prisão da quadrilha mafiosa da “Lava Jato” que está destruindo a Petrobras

LEVY DEMITIDO DO BNDES
O representante do “Mercado” que presta serviços da Frente Popular ao Fascismo... mas como ratos pulam do barco quando começa a afundar

MAIS UM GENERAL DEMITIDO (CORREIOS)
Começou a “caça às bruxas” da extrema direita contra a direita no governo Bolsonaro

ASTRÓLOGO FASCISTA OLAVO DE CARVALHO MANDA DEMITIR GENERAL SANTOS CRUZ
Bolsonaro atende transformando seu governo em filial do “Tea Party” e com Moro representando oficiosamente o “DEA” no Brasil

TRAMAS ENTRE MORO E O PROCURADOR DALLAGNOL
Sair às ruas exigindo a prisão imediata para os criminosos da “Lava Lato”! Colocar nas grades todos os bandidos da “república de Curitiba”! Lula Livre já!

THE INTERCEPT LANÇA LUZ SOBRE O ASSASSINATO DO MINISTRO DO STF
Será que a trama mafiosa virá à tona?

CIRO GOMES À ESQUERDA DO PSTU
Agora afirma que “Lava Jato é quadrilha” e Lula é preso político. Como biruta de aeroporto muda de posição conforme o vento da opinião pública

PSTU “METE OS PÉS PELAS MÃOS” APÓS ESCÂNDALOS DA “VAZA JATO”
Defende que Lula continue na cadeia mas que não pode julgar se o dirigente petista é “inocente ou culpado”

DA SÉRIE HISTÓRICA...
Quando o PT também colaborava com o justiceiro Moro

O LEGADO DE JACOB GORENDER
Autocrítica equivocada do Stalinismo conduz ao abandono completo do Leninismo

TEXTO “VISIONÁRIO” SOBRE AS HISTÓRICAS “JORNADAS DE JUNHO”
Há seis anos atrás os trotskistas da LBI foram os primeiros a caracterizar o “ovo da serpente” da atual ofensiva neofascista

GOVERNO BRITÂNICO DECIDE EXTRADITAR JULIAN ASSANGE
Liberdade imediata para o fundador do Wikileaks! Não à extradição para as guarras do imperialismo ianque!

PROTESTOS EM HONG KONG CONTRA A CHINA
Manifestações manipuladas pelo imperialismo em sua guerra híbrida contra as "potências" semi-coloniais
CUT, FS E CONLUTAS CHAMAM A “OCUPAR BRASÍLIA”: FESTEJAM INEXISTENTE “RECUO” NA REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA, APONTANDO QUE A TAREFA AGORA É FAZER LOBBY PARLAMENTAR... NOSSO CHAMADO É PELA CONVOCAÇÃO DE UMA VERDADEIRA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO! 


A burocracia sindical não apenas da Força e da UGT mas também da CUT e da CTB (dirigidas pelo PT e PCdoB) vem apresentando a falácia de que o novo relatório da reforma neoliberal da previdência apresentado pelo relator da comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP) é uma "vitória fruto da pressão sindical". Para Vagner Freitas, presidente da CUT, a greve geral desta sexta-feira (14) só fortaleceu a luta dos sindicatos que, com a ajuda da classe trabalhadora, vão continuar pressionando os deputados em seus redutos e bases eleitorais, avisando que não vão votar em traidores do povo, da mesma forma que os que votaram a favor da reforma Trabalhista não retornaram ao Congresso Nacional nas eleições de 2018. “Esta greve geral está sendo exitosa, apesar das práticas antissindicais de patrões e Tribunais, mesmo com a repressão policial em vários estados. Foi maior do que a greve construída em 2017 contra a reforma de Michel Temer. E nós vamos a Brasília, vamos organizar novas manifestações, coletar assinaturas e entregar um abaixo-assinado no Congresso Nacional” (site CUT, 14.06). A política da CUT orientada pelo PT de fazer lobby parlamentar para aprovar o “acordão” fechado entre Maia e o “Centrão” foi copiada integralmente pela Conlutas controlada pelo PSTU. Vejamos o que nos diz José Maria de Almeida chamando a “Ocupar Brasília” em agosto, depois do recesso parlamentar: “Após esse vitorioso dia de greve e mobilizações, é hora de preparar a continuidade dessa luta. É muito importante discutir os próximos passos, temos que aumentar a pressão não só sobre o governo Bolsonaro, mas também sobre o Congresso Nacional... É hora de fortalecer o processo mobilização em cada sindicato, em cada estado, cada categoria, para que possamos organizar uma nova ocupação de Brasília “ (site PSTU, 14.06). Obviamente o PSTU critica “para consumo interno” o acordão celebrado com o apoio dos governadores do PT e PCdoB, mas no fundo, como faz o grupo Resistência (PSOL), seu parceiro na direção da Conlutas, alega “vemos um recuo em pontos da proposta do governo Bolsonaro" (Editorial da Esquerda Online), ou seja, também comemoraram o relatório da Comissão Especial da Previdência na Câmara como um “grande avanço”. Longe de apostar na pressão sobre o parlamento e os governadores como defendem juntos CUT e Conlutas, PT, PSOL e PSTU, uma política de colaboração de classes que vai nos levar a derrota em nome de fazer apenas alguns ajustes cosméticos da reforma neoliberal exigida pelos rentistas, é necessário engajar a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira greve geral que paralise a produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo Bolsonaro/Mourão e de suas reformas neoliberais!


domingo, 16 de junho de 2019

LEVY DEMITIDO DO BNDES: O REPRESENTANTE DO “MERCADO” QUE PRESTA SERVIÇOS DA FRENTE POPULAR AO FASCISMO... MAS COMO RATOS PULAM DO BARCO QUANDO COMEÇA A AFUNDAR...


Depois de ser humilhado publicamente pelo neofascista Jair Bolsonaro, o economista Joaquim Levy renunciou à presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16/06). Levy é um velho conhecido da esquerda, foi o ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff (2015), de onde iniciou o desmonte da Previdência e coordenou a ofensiva neoliberal para “quebrar” a Petrobras e retirar direitos históricos da classe operária. Depois de passar exatos 11 meses no governo petista, pediu o “boné” após todo o “trabalho sujo” encomendado pelos rentistas já estar bem adiantado.  Joaquim é um representante nato do mercado financeiro em vários “tons” políticos de governos da burguesia, mas também esteve à frente de grandes corporações bancárias, como o Bradesco por exemplo. Ontem, questionado sobre o assunto, Bolsonaro resolveu falar de Levy, afirmou estar "por aqui" com o economista e que ele estava "com a cabeça a prêmio" havia algum tempo. A demissão de Levy, lamentada por vários banqueiros e também pela esquerda reformista, acontece no curso da crise política do governo Bolsonaro, onde só na semana passada “caíram” vários nomes de peso, entre generais e civis. O processo avançado de uma recessão econômica crônica, somada aos escândalos de prevaricação e fraude eleitoral revelados pela “Vaza Jato”, compõe o cenário nacional, abrindo uma crise no conjunto do regime bonapartista instaurado no país após o golpe institucional de 2016. As manifestações do 14J, acabaram canalizando a crescente insatisfação popular, ainda que sob o forte freio da burocracia sindical da CUT. Levy no comando do BNDES teve a tarefa de “equalizar” os parcos investimentos estatais que ainda estão disponíveis para o financiamento do banco. Os recursos financeiros desta instituição para o fomento econômico, é bom lembrar para os ingênuos, são provenientes do mercado internacional e dos grandes bancos multilaterais, portanto não tem origem no Tesouro Nacional como quer crer os estupidos bolsonaristas. Levy como um bom estafeta do mercado, não pretendia fazer “circo” do seu posto no BNDES, desagradando o clã familiar fascista que exigia “provas contra Cuba e Venezuela”. Repetindo sua perfomance política quando esteve no comando econômico do governo Dilma, acossado pela crise escreve uma lacônica carta pedindo demissão e abandona o “barco” antes que naufrague...