sexta-feira, 30 de agosto de 2019

ATO CONTRA A INTERVENÇÃO NA UFC: FORA O INTERVENTOR DE BOLSONARO, CANDIDO ALBUQUERQUE, FILHOTE DE FASCISTA! OCUPAR A REITORIA E CONVOCAR A GREVE DE TODA A COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA!


O fascista Bolsonaro impôs Candido Albuquerque como interventor na UFC. Conhecido por suas posições direitistas, o capacho de Bolsonaro na Universidade tem como função levar adiante o plano privatista do MEC, o mal chamado “Future-se”. Ele inclusive entrou na justiça burguesa para criminalizar o movimento que contestou sua posse e que hoje (30.08) protagonizou um protesto nos Jardins da Reitoria. Não podemos aceitar esse golpe contra a vontade democrática da comunidade universitária que não o escolheu como Reitor. Diante da verdadeira intervenção na UFC devemos organizar imediatamente a Greve Geral de toda a comunidade universitária, unido professores, estudantes e servidores! Já passa da hora de seguirmos o exemplo dos estudantes do CEFET-RJ que expulsaram na luta direta o interventor imposto pelo canalha o Ministro da Educação Abraham Weintraub. Que o exemplo do CEFET-RJ inspire o movimento estudantil da UFC, ocupando a Reitoria para impedir que Candido Albuquerque dê segmento aos planos neoliberais de Bolsonaro conta a universidade pública! Lembremos que os estudantes cariocas fizeram uma barreira humana para impedir a entrada do interventor na sala da direção geral, agora aqui na UFC devemos impedir que o interventor cotidianamente atue como agente do MEC, vamos ocupar a Reitoria e paralisar todas as unidades de ensino e trabalho da universidade! Para vencer é preciso superar a política de paralisia do DCE e da UNE (PCdoB-PT) que se resumiu até agora a fazer um pequeno acampamento nos Jardins da Reitoria. O próprio DCE encontra-se mergulhado em uma crise política, tanto que uma “Comissão Gestora” controlada pelo PCdoB e o Levante Popular da Juventude (Consulta Popular) está provisoriamente no comando da entidade. Na “oposição” encontra-se o campo formado pela Articulação de Esquerda, RUA (Insurgência) e Afronte (Resistência). Esses setores da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo tendem a se unificar em uma chapa única em nome do “combate ao interventor” mas sequer conseguem ocupar de fato a reitoria e construir a greve estudantil para enfrentar Bolsonaro, em resumo, são um entrave a luta consequente do movimento estudandil.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

PORTO RICO: ABAIXO A JUNTA COLONIAL! PELO DIREITO A INDEPENDÊNCIA!
(DECLARAÇÃO POLÍTICA DA LIGA COMUNISTA INTERNACIONAL, SPARTACIST USA)


Porto Rico enfrenta uma crise política depois que alguns dos maiores protestos de sua história forçaram a renúncia do odiado governador Ricardo Rosselló no mês passado.  A faísca que acendeu a chama foi o vazamento do registro de mensagens privadas entre Rosselló e seus companheiros, que exalavam intolerância, misoginia e zombaria dos pobres. Para os 3,2 milhões de cidadãos que residem em um território que está sob o domínio do domínio colonial norte-americano, as queixas vão além: austeridade brutal, desemprego em massa, escolas, hospitais e o sistema de transporte em deterioração.  Agora, os amos ianques com a ajuda de políticos burgueses porto-riquenhos, planejam abertamente intensificar seu controle rígido sobre sua colônia. Primeiro, estão impondo os ditames do conselho de controle fiscal de Wall Street, conhecido como “Junta”", para fazer com que as massas empobrecidas paguem bilhões de dólares em dívidas aos mesmos capitalistas norte-americanos que arruinaram a economia do país.
CAPITULAÇÃO E RUPTURA NAS FARC: VOLTAR A LUTA ARMADA OU INTEGRAR-SE A FALSA DEMOCRACIA? O CAMINHO REVOLUCIONÁRIO É ORGANIZAR A RESISTÊNCIA OPERÁRIA, CAMPONESA E POPULAR EM UNIDADE COM GUERRILHA PARA DERROTAR O GOVERNO DUQUE E O REGIME BURGUÊS!  


Iván Márquez, um dos principais comandantes da FARC, reapareceu nesta quinta-feira (29) em um vídeo anunciando uma nova etapa da luta armada na Colômbia declarando que houve um “desarmamento ingênuo da guerrilha”. O anúncio acontece três anos após a assinatura do “acordo de paz” entre a guerrilha e governo, o que levou a entrega das armas da guerrilha e um saldo de mais de 500 militantes mortos pelo exército nesse período de integração das FARC a falsa democracia burguesa. A leitura do manifesto “Enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer” foi postado em um canal do YouTube (ver vídeo). Márquez, vestido de verde militar e com uma arma na cintura, está acompanhado por outro ex-comandante das Farc Jesus Santrich. “Anunciamos ao mundo que a segunda Marquetalia [berço histórico da rebelião armada] começou sob proteção do direito universal que ajuda todos os povos do mundo a se levantarem contra a opressão”. Márquez, que foi um dos principais negociadores do acordo de paz, afirma que a decisão de voltar às armas “é a continuação da luta de guerrilha em resposta à traição do Estado ao acordo de paz”. Ele ainda diz que o grupo buscará alianças com a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) e não usará pedidos de resgate como fonte de financiamento. Após a divulgação do vídeo, o ex-comandante da guerrilha, das Farc Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, completamente vendido a democracia dos ricos e corrompido ao governo negou a retomada da luta armada. “A grande maioria continua comprometida com o acordo, apesar de todas as dificuldades e perigos. Estamos com a paz”. Ele é atualmente o principal dirigente da Força Comum Alternativa Revolucionária, o partido político das Farc nascido dos “acordos de paz”. O ex-líder guerrilheiro Carlos Antonio Lozada, que atualmente é senador, considerou a iniciativa um equívoco. “Devemos dizer à base da guerrilha que o caminho é o da paz, estamos convencidos de que todos os dias há mais colombianos que querem a paz. Sabemos que não é um caminho fácil”. Por outro lado, o líder de uma das frentes mais ativas do ELN no departamento do Chocó, no oeste da Colômbia, saudou a iniciativa. “Quando as vias legais estão fechadas para as transformações profundas a resistência armada para transformar essa realidade é uma alternativa válida. Saudamos o pronunciamento de Iván Márquez, Jesús Santrich, El Paisa e outros colegas que reintegram essa forma de resistência popular”. Com uma plataforma reformista e de apologia ao regime da democracia burguesa as FARC entregaram as armas e se transformou em mais um partido da ordem capitalista na Colômbia. Frente a essa conjuntura dramática, os revolucionários bolcheviques criticaram publicamente as decisões tomadas pela direção das FARC nesses três anos porque essas medidas desgraçadamente levaram paulatinamente à sua rendição política e não “só” militar. Através de concessões crescentes se apostou na via da conciliação de classes e na política de integração ao regime títere. Sempre alertamos que a única ‘paz’ que sairia dos “acordos” é a dos cemitérios, já que desgraçadamente as vidas dos heroicos combatentes das FARC foram sendo sacrificadas em nome de uma política que em nada serve para a luta revolucionária e, muito menos, para libertar a Colômbia do domínio da burguesia e do imperialismo. É vital para o movimento de massas colombiano reorganizar os sindicatos operários que sejam capazes de acaudilhar atrás de si as organizações guerrilheiras, submetendo-as militarmente à democracia das assembleias proletárias. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

40 ANOS DA “LEI DA ANISTIA”: UM PACTO ENTRE OS GENERAIS GOLPISTAS E AS FORÇAS BURGUESAS CIVIS PARA MANTER INTOCÁVEIS TORTURADORES E ASSASSINOS DA DITADURA MIILITAR!


A “Lei de Anistia”, promulgada em 28 de agosto de 1979, foi assinada pelo ditador João Batista Figueiredo como parte da “abertura lenta, gradual e segura” para a transição consentida pela burguesia da dituadura militar para um regime de fachada civil, um mecanismo pactuado entre as forças políticas e os generais para proteger os carrascos de farda e agentes civis da repressão que mataram e torturam centenas de militantes de esquerda e ativistas sociais. Esse “vespeiro” a classe dominante e seus gerentes e ex-gerentes de farda ou civis não querem abrir até hoje, pois traria à tona a imensa podridão do regime capitalista e seus serviçais militares. A denominada “transição” da ditadura para o regime “democrático” burguês, elaborada pelo general Golbery tinha como estratégia manter intacta a estrutura e os métodos de repressão política como monopólio do Estado capitalista. Todos os documentos relativos a este período estão guardados a sete chaves por exigência das FFAA como ultrassecretos. A Anistia assim como a transição burguesa da ditadura para o regime pseudo-democrático foi um processo negociado, em que a parte da burguesia que apoiava a ditadura e os segmentos militares que dela participaram impuseram a condição de que nenhum dos grupos ligados à repressão fosse investigado. Não representava as aspirações dos lutadores que participaram ativamente do movimento de resistência à ditadura, o qual, quando deflagrou a bandeira da “Anistia ampla, geral e irrestrita” estava se referindo a garantir os mesmos direitos de liberdade a todos os que lutaram contra o regime (inclusive os que pegaram em armas), mas não que isso devesse ser estendido a torturadores e assassinos. 
36 ANOS DE FUNDAÇÃO DA CUT: DE UMA CENTRAL OPERÁRIA QUE AGRUPOU OS LUTADORES CLASSISTAS A UM APARATO SINDICAL AMORFO QUE SE NEGA A COMBATER O GOVERNO DO FASCISTA BOLSONARO

Por: Hyrlanda Moreira - Fundadora da CUT, encabeçando a chapa de oposição que unificou a esquerda revolucionária em 1997


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) celebra neste 28 de agosto seus 36 anos de fundação. Fundada no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo, durante a ditadura militar na época sob o comando do general Figueiredo e opondo-se, via o chamado “novo sindicalismo”, aos pelegos do PCB, PCdoB e MR-8, a CUT hoje está completamente integrada ao Estado capitalista após os mandatos do PT no governo central. Mesmo agora estando na “oposição” ao fascista Bolsonaro a CUT não tem quase poder de reação operária pelos seguidos anos de sua política de colaboração de classes. Enquanto o ascenso das greves operárias no final dos anos 70 provocou o nascimento da CUT, uma central operária que centralizava a luta dos trabalhadores contra a ditadura militar, defendendo liberdade e autonomia sindical, significando um acontecimento histórico progressivo, a ascensão do governo de frente popular do PT, por sua vez, foi um acontecimento político importante porque completou o processo de integração e cooptação política e material da CUT ao Estado burguês. Tal fato representou também um marco histórico que decretou a morte e a falência política dessa entidade como instrumento de luta das massas exploradas. Coube, por exemplo, ao VIII CONCUT em 2003 inaugurar essa nova etapa histórica em que a CUT dá um salto de qualidade no caráter de classe da Central. Se antes a CUT era um braço sindical do PT no movimento de massas, depois de 14 anos da gestão da Frente Popular ela consolidou-se como uma sucursal do próprio governo petista, intervindo como guardiã dos interesses econômicos e políticos da burguesia. Esse ciclo se “encerrou” com o Golpe Institucional contra Dilma em 2016 e agora a CUT atua como uma das protagonistas da oposição consentida ao governo do fascista Bolsonaro. Tanto que se nega a convocar a Greve Geral optando, como se deliberou na reunião das centrais que ocorreu neste dia 26.08, que “representantes da CUT e demais centrais irão fazer uma mobilização no Senado, onde a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, aprovada na Câmara dos Deputados, está tramitando. As lideranças sindicais irão conversar com os senadores e pressioná-los para votar em defesa da classe trabalhadora e contra esta reforma da Previdência que dificulta a concessão de benefícios previdenciários”. Apenas organiza atos domesticados contra o ajuste neoliberal que não coloque em xeque o regime bonapartista exceção, como vimos na conduta da direção da Central diante a aprovação da contrarreforma da previdência no parlamento ou diante do anúncio das privatizações dos Correios e demais estatais.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

ESQUÁLIDA DOMINGUEIRA REACIONÁRIA: ATOS PRESTAM APOIO A DUPLA MORO/DELTAN EM MEIO A FRICÇÕES INTERNAS NO GOVERNO DO FASCISTA BOLSONARO


Neste domingo, 25 de agosto, houveram atos reacionários esvaziados contra a “lei de abuso de autoridade” aprovada no Congresso Nacional e em favor da famigerda Operção Lava Jato em várias capitais do país. Na verdade, as manifestações foram em solidariedade a Sérgio Moro e Deltan Dallagnol em meio as fricções que ocorrem dentro do governo comandado pelo fascista Bolsonaro. Durante a semana foi divulgado amplamente na imprensa que Bolsonaro teria entrado em choque com Moro sobre as indicações na PF entre outros temos. Como o chefe da malfada "República de Curitiba" é um dos sustentáculos do regime Bonarpartista de exceção, diretamente patrocinado pela Casa Branca, logo Bolsonaro recuou nas indicações, apesar de demonstrar clara irritação com sua função de fantoche descartável. Os protestos de ontem convocados pelo grupo Vem pra Rua pediram ainda a indicação do procurador Deltan Dallagnol à Procuradoria-Geral da República e atacaram o STF, demonstrando que o núcleo duro fascista dos manifestantes, mesmo diminuto, segue sendo a base de apoio da escalda reacionária em nosso país. Eles protestaram também contra o projeto de lei sobre abuso de autoridade aprovado pelo Congresso Nacional em 14 de agosto. O texto define cerca de 30 situações que configuram o crime de abuso de autoridade, como obter provas por meio ilícito, decretar condução coercitiva sem antes intimar a pessoa a comparecer ao juízo, obter prova em procedimento de investigação por meio ilícito ou divulgar gravação sem relação com as provas que se pretende produzir em investigação, expondo a intimidade dos investigados. Trata-se claramente de uma forma dos políticos burgueses se resguardarem da ofensiva do judiciário, buscando-se assim que Bolsonaro aceite as medidas como parte de um acordo de proteção da “ala política” do regime burguês. De nossa parte, alertamos que a escalada reacionária tende a continuar se não entrar em cena o movimento operário organizado de forma ativa e radicalizada, tarefa que vem sendo sabotada pela CUT e o PT, os quais buscam apenas desgastar o governo entreguista no terreno eleitoral. Tanto que a Frente Popular somente indicou um nova manifestação de rua para setembro. Ao lado da dura aplicação do ajuste neoliberal (reforma da previdência, privatizações), Bolsonaro e Moro, mesmo com pequenas fricções internas, seguem firmes nos ataque as liberdades democráticas e na militarização do regime político. Portanto é necessário lutar para pôr abaixo o regime Bonapartista de exceção, apontando como perspectiva revolucionária a luta pelo poder operário e popular!

sábado, 24 de agosto de 2019

65 ANOS DA MORTE DE GETÚLIO: QUANDO O VELHO NACIONALISMO BURGUÊS SE FUNDIU COM O NEOLIBERALISMO NO ATUAL PDT...


Neste 24 de agosto completa-se 65 anos do suicídio de Getúlio Vargas. Episódio marcante da história política brasileira, a morte de Vargas ocorreu em meio a uma profunda crise que refletia as contradições do projeto nacional desenvolvimentista de seu governo. Em 1953, a continuidade da política de estímulo à industrialização, uma das principais características do varguismo, começou a sofrer limitações, exigindo a ampliação de investimentos e o aumento das importações de equipamentos e máquinas, o que provocava déficit na balança comercial do país. O mesmo ocorria com a balança de pagamentos, devido à sangria das riquezas nacionais, promovida pelo crescimento das remessas ilegais de lucros pelas empresas estrangeiras que atuavam no país. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

FORA O G7 DA AMAZÔNIA! NOSSAS FLORESTAS DEVEM SER DEFENDIDAS PELO PROLETARIADO RURAL, POVOS ORIGINÁRIOS EM ALIANÇA COM A CLASSE OPERÁRIA PELA SENDA DA REVOLUÇÃO!



A submissão do atual governo neofascista aos interesses da burguesia do agronegócio vem provocando uma escalada de devastação ambiental no país, que se agravou com o incremento das queimadas na região da Amazônia, mas que também atingem outros polos geográficos que são alvos da expansão das “fronteiras agrícolas” para a exploração capitalista agropecuária. Como em particular o desmatamento da Amazônia vem se acentuando ao ponto de provocar uma tragédia não só ambiental mas fundamentalmente humana, as manchetes da mídia corporativa foram subitamente preenchidas com um sentimento “ecológico”, tornando a “questão amazônica” um fato político com grande repercussão internacional. Para tentar ocupar algum papel protagonista no cenário mundial, polarizado hoje pela disputa “comercial” entre os governos de Washington e Pequim, o imperialismo europeu assumiu cinicamente a “defesa da Amazônia”, tentando se passar como o paladino das causas ambientalistas em todo o planeta. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

QUEIMADAS NA FLORESTA: A DEFESA DA AMAZÔNIA CONTRA A SANHA DO CAPITAL, É PARTE INDISSOLÚVEL DO COMBATE PELA REVOLUÇÃO AGRÁRIA


O imperialismo europeu quer assumir o protagonismo da “luta ecológica” contra a devastação da Amazônia, principalmente no momento em que a gerência estatal de plantão no Brasil está sendo ocupada por um energúmeno fascista, manietado segundo os interesses da Casa Branca em Washington. Por outro lado a esquerda reformista, que vem denunciando o agravamento da crise ambiental no norte do país, também com sérias consequências para todas as regiões urbanas do Brasil, dissocia completamente a chamada “luta ecossocialista” do combate consequente pela revolução agrária, única maneira para se deter a sanha do capital financeiro e seu rentável braço no setor rural: o agronegócio. A transformação de nossas florestas e matas nativas em campo fértil para a produção agrícola e pecuária, obviamente não começou com o governo neofascista de Bolsonaro, apenas atingem agora um grau máximo de perigo para a sobrevivência da fauna e flora nas regiões mais exploradas pelo agronegócio, ou mesmo para as zonas mais “selvagens” que recém iniciam a acumulação primitiva para a burguesia rural. A exportação dos comodities agrícolas, hoje são o elemento mais dinâmico de nossa balança comercial, portanto em meio à uma recessão econômica generalizada no país, atingindo a produção industrial e também o extrativismo mineral, o capital necessita manter sua taxa média de lucro no setor mais rentável, ou seja, o agronegócio. Isto é o que vai explicar, sob a ótica do marxismo, o incremento do desmatamento na floresta amazônica, comprovado por todos os institutos de pesquisa espaciais e geográficos. Por mais estupido e fascista que seja Bolsonaro, a “liberação geral”, o sinal “cinza” do governo para a devastação da Amazônia é parte de uma exigência do mercado para a reposição da queda geral de sua taxa de lucro, e só poderá ser detida no combate vigoroso pela revolução agrária em nosso país e nunca pela formação de uma aliança política com o imperialismo europeu em favor do embuste “ecossocialista”.
IRONIA DA HISTÓRIA: 22 DE AGOSTO DE 1976 JUSCELINO KUBITSCHEK, QUE APOIOU O GOLPE DE 64, ERA MORTO PELA “OPERAÇÃO CONDOR”... UM “ACIDENTE” ARMADO SOB MEDIDA PARA INVIABILIZAR A “FRENTE AMPLA” BURGUESA COMO ALTERNATIVA CIVIL A DITADURA MILITAR 


A história da luta de classes é plena de ironias e contra marchas, uma destas ocorreu com a maior liderança nacional do antigo PSD, Juscelino Kubitscheck. O ex-presidente Juscelino Kubitschek, que governou o Brasil de 1956 a 1961, foi vítima de conspiração fatal e um atentado político que resultaram em sua morte em 22 de agosto de 1976 pelos agentes da ditadura militar. A mesma ditadura que recebeu o apoio inicial de JK no fatídico dia primeiro de abril de 1964, quando o ex-presidente pensava que se “livrando” de Jango o caminho estaria aberto para sua volta ao Palácio do Planalto. JK morreu em um suposto “acidente de carro” na Via Dutra, enquanto saía de São Paulo em direção ao Rio de Janeiro. Segundo notícias da época, estava indo ao encontro de uma amante. O veículo, um opala dirigido pelo motorista Geraldo Ribeiro, levou uma batida de um ônibus que vinha logo atrás e, no desvio, se chocou com uma carreta que ia em sentido contrário. Para começar, há provas de que o ex-presidente não foi para o Rio ao encontro de uma amante. Essa notícia foi encaixada nos fatos históricos como mais uma peça para a desmoralização da vida de JK, em marcha desde o golpe militar. Documentos trocados entre embaixadas brasileiras e norte-americanas comprovam, por exemplo, que Juscelino era monitorado pelo serviço secreto norte-americano desde 1963. Nessas cartas os americanos destacavam que ele era o político mais popular da época, com grandes chances de ganhar novas eleições presidenciais. Antes de ir para o Rio, JK tinha acabado de voltar de um encontro com governadores da Bacia do Prata e chegou a ficar alguns dias na casa do jornalista e amigo Adolfo Bloch, dono da Manchete. Seu carro fez uma parada no Hotel-Fazenda Villa-Forte cujo proprietário era o brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, amigo do general Golbery do Couto e Silva e um dos criadores do Serviço Nacional de Informação (SNI). Segundo depoimento do filho de Villa-Forte, Gabriel, que estava presente naquela tarde de domingo, o hotel estava vazio e o ex-presidente ficou lá por quase duas horas, depois ele e o motorista voltaram para a estrada e poucos minutos depois aconteceu o acidente. Um depoimento feito pelo manobrista do hotel, e registrado na época, destacou que o motorista Geraldo Ribeiro estranhou o carro assim que pegou para retomarem a viagem. A colisão com o ônibus também não teria acontecido. Tem fotografias revelando que a traseira esquerda do opala, onde a perícia disse que teria sido o ponto de colisão entre o carro e o opala estava na íntegra no momento seguinte da colisão, mas, no dia seguinte, a polícia fabricou outras fotos com a traseira esquerda avariada. Ou seja, a avaria do opala que serviu de causa, digamos, do acidente, foi produzida depois do acidente, em algum momento posterior. Juscelino articulava sua candidatura nessas eleições indiretas de forma discreta. Esse seria o motivo pelo qual o político teria sido assassinado pela ditadura  militar. 


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

NÃO A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS E ESTATAIS! ROMPER COM A PARALISIA IMPOSTA PELA CUT/FENTECT CONVOCANDO DESDE AS BASES A GREVE GERAL PARA DERROTAR OS ATAQUES NEOLIBERAIS DO ENTREGUISTA BOLSONARO!


O governo Bolsonaro anunciou que pretende privatizar várias estatais. O pacote inclui a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), a Casa da Moeda, Porto de Santos, Telebras, Serpro, Dataprev e outras empresas. Cinicamente, o Ministério da Economia elaborou um estudo com justificativas para privatizar os Correios e menciona casos de corrupção, interferências políticas na gestão e greves constantes, ou seja, uso a rapina das gestões burguesas e a resistência dos trabalhadores para justificar a entrega. Ele também cita exemplos de ineficiência, como o “elevado índice de extravio” e a demora em ressarcir produtos extraviados. A transnacionais Amazon e Alibaba já anunciaram que estão interessadas em comprar os Correios para expandirem suas operações de logística, um filão milionário. As estatais a serem privatizadas vão entrar no PPI (Programa de Parceria de Investimentos) para decidir qual modelo de privatização adotar. O famigerado PPI atua como órgão gestor de parcerias público-privadas federais, além de participar do Conselho Nacional de Desestatização. Como o imperialismo ianque exige o máximo de celeridade no desmonte da economia nacional, não há espaço para o governo neofascista "engessar" o processo de privatizações das empresas estatais consideradas economicamente "estratégicas". 
MARCELO FREIXO: DEFENDE A AÇÃO DA POLÍCIA ASSASSINA DO RJ, SUGERINDO QUE O FASCISTA WITZEL NÃO “COMEMORE”. PARLAMENTAR DO PSOL É O MAIOR ÍCONE DA ESQUERDA REVISIONISTA...


"O Rio viveu um dia trágico. Willian Silva sequestrou um ônibus, fez 37 reféns e acabou morto. A polícia agiu de acordo com o que prevê a lei e de forma técnica. A legislação autoriza esse tipo de ação em situações críticas, em que há risco iminente à integridade de terceiros". A repugnante declaração acima não foi feita por nenhum secretário bolsonarista do governador fascista do Rio de Janeiro, Wilson Witzel , mas sim pelo deputado federal do PSOL Marcelo Freixo, maior ícone político de todos os grupos da esquerda revisionista, como CST, “Resistência”, “Insurgência” etc...Freixo que recentemente celebrou um encontro de afinidades com sua colega fascista Janaina Paschoal, agora vem a público defender a ação covarde e assassina da polícia militar carioca contra um doente mental em surto, a mesma força repressiva que agora está infestada pelos novos “snipers” treinados para matar o povo pobre e negro e a juventude carioca. Alertamos porém que a posição atual de Freixo, não é um “raio em céu de brigadeiro”, faz parte de toda sua trajetória política que o catapultou como a maior liderança nacional do PSOL, a apologia do aparelho de repressão do Estado Burguês, desde a implantação das famigeradas UPP’s pelo então governador “Sérgio Caveirão”, até a aliança com a máfia da famiglia Marinho para tentar vencer a disputa pelo controle da prefeitura da capital fluminense. O vergonhoso silêncio das tendências de “esquerda” do PSOL, diante das declarações escandalosas de Freixo, só comprova o alto grau de degeneração programática do revisionismo do Trotskismo chefiado hoje no Brasil pelo professor Valério Arcary.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 339, 2ª QUINZENA DE AGOSTO/2019


LEON TROTSKY: UM EXEMPLO DE RESISTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA QUE SOUBE ENFRENTAR O ISOLAMENTO POLÍTICO COMBATENDO VIGOROSAMENTE A SOCIALDEMOCRACIA E O STALINISMO


Dedicamos o Editorial do Jorna Luta Operária desta 2ª Quinzena de Agosto para homenagear o grande chefe da revolução Bolchevique, Leon Trotsky, quando se completam os 79 anos de sua morte. Não se trata de um “mero” ato de reverência política ou humana, mas sim do sincero reconhecimento militante do valor revolucionário de sua vida e da sua trajetória comunista por nossa corrente política que reivindica e aplica na práxis, dentro de suas modestas forças, o legado do velho dirigente bolchevique, mesmo sofrendo por isso muitas vezes o isolamento político e o ataque vil da burguesia, dos reformistas e revisionistas, estes últimos cada vez mais adaptados a defesa da democracia como “valor universal”. Ainda jovem Trotsky dirigiu o Soviete de Petrogrado, depois foi fundador do Exército Vermelho, comandante da Revolução de Outubro ao lado de Lênin e de outros camaradas valorosos. Após ser derrotado na luta interna pelas condições históricas adversas e por limitações políticas, ele foi expulso da URSS, percorreu o planeta na condição de opositor de esquerda da burocracia soviética. No México, última parada de seu “exílio”, lutou com as armas que tinhas às mãos para construir a IV Internacional, sendo assassinado em 21 de agosto de 1940 por ordem da KGB por defender a revolução mundial em oposição à tese do “Socialismo em um só país” aplicada por Stálin mundo afora, responsável por sabotar e derrotar levantes proletários em nome da coexistência pacífica com o imperialismo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

NÃO AO ACORDO DE EXTRADIÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DOS FASCISTAS PIÑERA E BOLSONARO PARA MANTER NO CÁRCERE MAURÍCIO NORAMBUENA! LIBERDADE IMEDIATA PARA O GUERRILHEIRO CHILENO!


Após ficar mais de 16 anos preso no Brasil, o guerrilheiro Maurício Hernández Norambuena, conhecido como “Comandante Ramiro”, ex-dirigente da Frente Patriótica Manuel Rodriguez (FPMR), organização política que travou luta armada contra o regime militar fascista de Pinochet no Chile, será extraditado para o Chile nas próximas semanas.  A extradição faz parte de um acordo aviltante entre os governos dos fascistas Piñera e Bolsonaro. Norambuena cumpre pena de 30 anos de prisão pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto em 2001, na capital paulista, visando arrecadar fundos para a FPMR. O empresário foi libertado pela polícia após 53 dias no cativeiro. Ele também foi condenado a duas prisões perpétuas no Chile por planejar e justiçar, em 1991, o senador reacionário Jaime Guzmán, colaborador de Pinochet, e pelo sequestro de Cristián Edwards, herdeiro do jornal reacionário El Mercurio. Uma das ações praticadas pelo grupo, inclusive, foi uma emboscada que quase levou à morte o ditador chileno Pinochet. 
“GOLPE DE AGOSTO” NA URSS: TROTSKISTAS EM DEFESA DO ESTADO OPERÁRIO CONTRA A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA... REVISIONISTAS DO TROTSKISMO JUNTO COM YELTSIN E O IMPERIALISMO IANQUE


Entre os dias 19 e 20 de agosto de 1991, há exatamente 28 anos atrás, um golpe militar dirigido por generais stalinistas e setores da KGB tentou barrar a divisão da URSS um dia antes da celebração do chamado "Tratado da União" que criava uma Federação de Repúblicas Independentes, com ampla autonomia para seus presidentes levarem a cabo a restauração capitalista. Sob o comando do então vice-presidente da União Soviética, Gennady Yanaiev, esta ala da burocracia prendeu Gorbachev com o objetivo de retomar o controle do aparelho central do então Estado operário soviético. O golpe foi derrotado militarmente e de seu fracasso surgiu como novo ícone da restauração capitalista o "herói" Boris Yeltsin, então presidente da Federação Russa, que tratou de dar curso ao processo de liquidação contrarrevolucionária da URSS. Yeltsin comandou um setor restauracionista que havia rompido com o aparato estatal do PCUS, se alçou à condição de representante direto do “mercado” e venceu, com a ajuda da burguesia mundial, o golpe de estado liderado pelos burocratas stalinistas do Comitê de Emergência. Os restauracionistas tomaram o poder de estado, instaurando um governo capitalista na Rússia, disposto a destruir as antigas bases sociais do Estado operário através da autonomia total das então repúblicas soviéticas, privatizar a economia estatizada e a restaurar o capitalismo na região, transformando a antiga URSS numa semicolônia capitalista, condição na qual atualmente se encontra a Rússia, apesar de uma certa recuperação econômica. 

domingo, 18 de agosto de 2019

PSOL, PT E AFINS: QUANDO O CRETINISMO PARLAMENTAR DA ESQUERDA REFORMISTA SEQUER TEM O “SENSO DO RIDÍCULO”...


O Congresso Nacional está na véspera de selar o fim da Previdência Pública no país, após a emenda constitucional da malfadada (contra)reforma ter sido aprovada com uma ampla margem na Câmara dos Deputados, e no Senado a previsão é de uma vitória ainda mais folgada do rentismo. No bojo da ofensiva neoliberal, este mesmo Congresso, composto majoritariamente pela nova escória da política burguesa, prepara um pacote de “ajuste” brutal de medidas exigidas pelo “mercado”, como a chamada “reforma tributária” e um agressivo plano de privatizações das estatais ainda sobreviventes ao “desmonte”. Nem é preciso gastar muito o tempo de nossos leitores falando sobre o caráter venal da atual composição política do Congresso brasileiro, mas por mais inacreditável que possa parecer a esquerda reformista (PT, PSOL e afins) ainda insiste em “virar o jogo” das contrarreformas no marco do lobby parlamentar, e em um delírio criminoso sustenta que o governo neofascista pode ser derrubado pela própria ação de deputados e senadores bolsonaristas... que poderiam ser convencidos a mudar do campo reacionário pela plataforma da “oposição”...

sábado, 17 de agosto de 2019

“O CAPITAL” A OBRA PRIMA DE KARL MARX ACABA DE COMPLETAR 152 ANOS: PARA OS REVISIONISTAS UM “CLÁSSICO DO PASSADO”, PARA OS LENINISTAS UMA GUIA ATUAL PARA A REVOLUÇÃO!


Em 16 de agosto de 1867, Marx finaliza a elaboração do primeiro tomo de “O Capital”, após anos de pesquisa e reflexão teórica. É um período em que Marx estreita seus vínculos com o movimento operário, então norteado por teses anarco-economicistas que não conseguiam explicar com profundidade toda a dinâmica do regime capitalista, desde o mundo do trabalho até o acúmulo de riquezas das classes dominantes. Nesta época envia uma carta breve e comovente a Frederich Engels como um tributo ao seu novo trabalho intelectual: “Se foi possível, devo-o apenas à você. Sem seus sacrifícios em meu favor eu jamais teria conseguido realizar o imenso trabalho exigido pelos três tomos. Eu cumprimento-o com enorme gratidão”. Sem sombra de dúvida uma contundente demonstração de camaradagem militante de Marx, que rejeitava qualquer "título" ou vaidade acadêmica de "brilhantismo". O Capital cuja influência sobre a história contemporânea da luta de classes é incalculável, desperta desde o fim do século XIX uma polêmica teórica permanente sobre a sua natureza. Mas no que consiste precisamente a essência das teses contidas no “Capital”? É uma obra econômica? É um texto filosófico? É o nascedouro da sociologia moderna ou uma plataforma científica para a política revolucionária do proletariado? Para Marx, a economia política se distingue da ciência clássica, ou seja , uma ciência que se transformou em ideologia. A evolução da economia política foi interrompida e ela se desviou da via científica, pois permaneceu prisioneira dos preconceitos e das ideias da classe dominante da sua época, a classe burguesa. É em decorrência da própria lógica da economia política clássica, que teria conduzido obrigatoriamente à condenação do modo de produção capitalista, ao desvelamento de suas contradições, descoberta de seu caráter transitório e ao prenúncio de seu fim, que os economistas burgueses não foram capazes de levar a termo a obra de Adam Smith e de Ricardo, e que a escola clássica de economia política começou a se desagregar. Ao efetuar a crítica da economia política, Marx combinou simultaneamente três elementos distintivos, primeiramente analisar o funcionamento da economia capitalista, dissecando suas contradições e mostrando o quanto a ciência econômica oficial é incapaz de dar conta destas e de explicá-las. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

BOLSONARO “XINGA” O IMPERIALISMO EUROPEU PARA ENTREGAR A AMAZÔNIA PARA TRUMP: SOMENTE OS TRABALHADORES PODEM DEFENDER NOSSAS FLORESTAS NA LUTA PELA REVOLUÇÃO SOCIALISTA FRENTE AO AVANÇO DA BARBÁRIE!


Vem ganhando destaque na imprensa burguesa a suposta “queda de braço” entre o governo Bolsonaro e países europeus em torno do chamado “Fundo Amazônico”. O Fundo foi criado em 2008 pelo governo Lula, com o objetivo formal de captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento, combate ao desmatamento, promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. A Noruega, principal doadora do mecanismo, anunciou a suspensão de repasse de R$ 132,6 milhões que estava previsto para 2019. A Alemanha também já anunciou que suspenderia R$ 155 milhões. As medidas foram anunciadas após o aumento do desmatamento na Amazônia e mudanças na gestão do fundo. Os “xingamentos” entre Bolsonaro e os governos europeus trata-se de uma “disputa” entre representantes da rapina de nossas riquezas naturais. Bolsonaro pretende entregar a Amazônia para o controle ianque e o imperialismo europeu que deseja abocanhar parte de nossas riquezas está descontente com essa opção do fascista. Ele prometeu rever demarcações indígenas e declarou com todas as letras que deseja “explorar a região amazônica com os Estados Unidos”. Na prática, as atividades do Fundo Amazônia estão paralisadas neste ano após o Ministério do Meio Ambiente brasileiro decidir mudar a composição do comitê que integra o Fundo e o destino dos repasses. Como “ala esquerda” do imperialismo europeu estão os defensores do chamado “ecossocialismo”, cujo principal porta-voz é Michael Lowy, que visa colocar como centro da defesa da necessidade histórica do socialismo a questão ambiental e não a luta de classes que tenha o proletariado como vanguarda da emancipação humana. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

NOVA REFORMA TRABALHISTA: MP 881 DÁ TOTAL LIBERDADE AOS PATRÕES E IMPÕE ESCRAVIDÃO COMPLETA PARA OS TRABALHADORES...


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (14/08) a Medida Provisória 881, a malfadada minirreforma trabalhista ou a “MP da escravidão”, após a votação dos destaques apresentados pelas bancadas bolsonaristas (inclusive com o apoio de parlamentares da chamada “oposição”), partidárias do projeto ultraneoliberal do governo neofascista de Bolsonaro. As doze propostas de alteração do texto foram rejeitadas, a medida segue agora para apreciação no Senado. Além de retirar direitos históricos dos trabalhadores, abolir regulamentações legais que vão estimular ainda mais a precarização da força de trabalho, a medida, ao acabar, em muitos casos, com a fiscalização de empresas e dificultar a responsabilização jurídica abre caminho para a impunidade e vai ser um estímulo aos patrões para a maior exploração dos trabalhadores. A permissão para o trabalho aos domingos e feriados sem o pagamento de 100% de adicional é um dos pontos centrais da “MP da escravidão”. Outro ponto aprovado, que é mais uma ameaça ao trabalhador travestido de “liberdade”, é o que trata do controle de ponto, a MP determina que será obrigatório os registros de entrada e saída no trabalho apenas para empresas com mais de vinte empregados, atualmente, o limite é até dez trabalhadores. O texto da MP, encomendado diretamente pela burguesia parasitária ao Congresso Nacional, autoriza ainda o registro de ponto por exceção, um modelo em que o funcionário da empresa pode fazer um acordo com o empregador para não bater o ponto, isto é claramente um convite à burla. O cenário econômico de profunda recessão econômica por que passa o país, atua como um elemento de chantagem sobre o proletariado ameaçado diretamente pela escalada crescente de desemprego, por outro lado a crise capitalista serve para a demagogia neoliberal avançar em suas contrarreformas, arrancando cada vez mais direitos sociais da classe operária. Mas o elemento central da ofensiva neoliberal da burguesia e seu atual governo fascista, reside no fato de que as direções da esquerda reformista e suas Centrais sindicais burocratizadas não ofereçam a menor linha de resistência contra o projeto das classes dominantes. A Frente Popular e seus apêndices menores como o PSOL e PSTU, só disseminam o cretinismo parlamentar, iludindo os trabalhadores sobre possíveis vitórias contra o “ajuste do mercado” no marco deste Congresso Nacional corrompido. É urgente romper com esta política de colaboração de classes do PT ou veremos em breve a volta da escravidão capitalista no Brasil...
ATAQUE FURIOSO DO “COCÔ” FASCISTA BOLSONARO AOS COMUNISTAS EXIGE UMA ENÉRGICA RESPOSTA POLÍTICA MILITANTE DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA!


O fascista Bolsonaro atacou os Comunistas em viagem a cidade de Parnaíba, no Piauí. Nesta quarta-feira (14.08) ele vociferou “Vamos varrer a turma de vermelho do Brasil... Vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas”. Bolsonaro foi saudado em sua fala pelo canalha Mão Santa, do SD. O atual prefeito de Parnaíba foi governador do Piauí entre 1995 e 2001 pelo PMDB, quando foi cassado por abuso de poder político e econômico. Mão Santa teve como vice-governador em 1998 o trânsfuga Osmar Ribeiro, do PCdoB, partido que é uma verdadeira prostituta política a serviço da burguesia mas que desgraçadamente ainda uso como símbolo comunista a Foice e o Martelo. Os ataques do "cocô" fascista contra os comunistas e à esquerda em geral tem com o claro objetivo de perseguir a vanguarda revolucionária que comanda a resistência aos ataques neoliberais do governo, inclusive os genuínos Leninistas que não se submetem a política de colaboração de classes do PT e PCdoB. Bolsonaro e suas hordas fascistas não distinguem as profundas diferenças políticas no campo da esquerda, para as forças da reação tudo que represente no passado ou no presente o combate histórico pelo socialismo deve ser eliminado e destruído. Nesta perigosa escalada nacional da direita, nos chama atenção a “resposta” que setores majoritários da esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PSTU) pretendem dar a esta ofensiva da reação, política condensada na carta elaborada por Lula gradecendo os esforços de parlamentares de diversos partidos burgueses que em 7 de agosto foram ao STF pedir a suspensão de sua transferência forçada de Curitiba: o petista clama por uma suposta “ampla frente antifascista” com forças burguesas e suas personalidades tanto que é endereçada a figuras como Rodrigo Maia (DEM), Marcos Pereira (PRB), presidente e vice da Câmara e os presidentes de partidos, líderes ou vice-líderes das bancadas: Tadeu Alencar (PSB), Fábio Ramalho (MDB), Arthur Lira (PP) Fábio Trad (PSD), Rubens Bueno (Cidadania), Paulinho da Força (Solidariedade) Wellington Roberto (PL) entre outros. O caminho apresentado por Lula e a Frente Popular é a senda da derrota, não serve para derrotar na luta direta revolucionária o fascista Bolsonaro e sua corte de reacionários, como Mão Santa!



quarta-feira, 14 de agosto de 2019

EM 14 DE AGOSTO DE 1956 NOS DEIXAVA BERTOLT BRECHT: O GENIAL DRAMATURGO COMUNISTA NUNCA APOIOU A DEGENERAÇÃO STALINISTA MAS FOI “IMPOTENTE” PARA LUTAR CONTRA A BUROCRATIZAÇÃO DA URSS E DA ALEMANHA ORIENTAL



Em 14 de agosto de 1956 morria o comunista, poeta e dramaturgo Bertolt Brecht. Ele foi uma referência artística, teatral e literária da esquerda mundial por sua luta contra o nazismo em suas obras, a denúncia do capitalismo em seus textos e pelo seu não alinhamento automático ao Stalinismo, apesar de não travado nenhum combate político consequente contra a burocratização da URSS e da Alemanha Oriental, ainda que tenha sido instigado a fazê-lo por intelectuais simpáticos a luta de Trotsky. Algumas de suas principais obras são: Um Homem é um Homem, em que cresce a ideia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio, no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de Galileu. Registra-se que em 1932 o Estado soviético declara o realismo socialista como cultura oficial. Essa prática restringia e perseguia qualquer tipo de arte que não reivindicasse o regime burocratizado da URSS. Breton, expoente do movimento surrealista e Leon Trotsky, dirigente da oposição de esquerda do PC e fundador da Quarta Internacional, escrevem o Manifesto por uma arte revolucionária independente em 1938. Bertolt Brecht nunca aderiu a esse Manifesto.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

BALANÇO DO 13A: JUVENTUDE E TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO MOSTRARAM DISPOSIÇÃO DE LUTA, PORÉM SAÍRAM ISOLADOS SEM A CONVOCAÇÃO DE UMA GREVE GERAL DE TODA A CLASSE TRABALHADORA


O dia de hoje foi marcado por importantes mobilizações da juventude e dos trabalhadores em Educação. Nesse 13 de agosto em todas as capitais e importantes cidades do país vimos a disposição de luta contra os ataques do governo Bolsonaro a educação pública e aos direitos dos trabalhadores. Desgraçadamente, esses atos ocorreram após a aprovação da reforma neoliberal da previdência na Câmara dos Deputados, sem que as centrais sindicais capitaneadas pela CUT e a UNE convocassem a luta direta nos locais de trabalho e estudo para barrar esse duro ataque ao direito a aposentadoria. Hoje, os milhares que saíram as ruas o fizeram de forma isolada porque a Frente Popular comandada pelo PT negou-se a convocar uma Greve Geral de toda a classe trabalhadora. Longe disso, a política do PCdoB foi antes do atos de hoje demonstrar que a UNE quer “dialogar” com o reacionário Weintraub, ministro da Educação de Bolsonaro para discutir os projetos de educação e o Future-se. Enquanto o presidente da UNE se reuniu com o canalha privatista, na base a entidade não organizou assembleias nas milhares de universiades do país. Apesar disso, as manifestações demonstraram que a juventude e os trabalhadores não querem aceitar os ataques sem luta. Em São Paulo, a manifestação, que se concentrou no vão do MASP, contou com a participação de milhares de ativistas, o mesmo se viu em Fortaleza, BH, Salvador e Porto Alegre. No Rio de Janeiro, os lutadores ocuparam as ruas do centro ao redor da Candelária e seguiram até a sede da Petrobras, em protesto contra a entrega da BR Distribuidora e da privatização de nossa principal empresa nacional.


58 ANOS DA CONSTRUÇÃO DO MURO DE BERLIM: UM DIVISOR POLÍTICO-MILITAR ENTRE OS ESTADOS OPERÁRIOS BUROCRATIZADOS E ALEMANHA CAPITALISTA A SERVIÇO DA OTAN



No dia 13 de agosto de 1961, há exatos 58 anos, teve início a construção do Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer). Hoje o imperialismo se regozija desta data histórica para comemorar com toda empáfia e cinismo o oposto, a restauração capitalista do antigo Estado operário alemão, produto da queda contrarrevolucionária do Muro. A mídia burguesa "murdochiana" aproveita para espalhar por todos os cantos do planeta que a Alemanha “unificada” está agora, sem o muro, mergulhada no paraíso do mercado livre! Nas palavras da chanceler alemã Angela Merkel: “A queda do muro foi um acontecimento que mudou a minha vida e a de milhões de outras para melhor” (Der Spiegel, 03/8). A verdade é, no entanto, outra, completamente oposta. Os trabalhadores da antiga Alemanha Oriental estão pagando um alto preço social com o fim do Estado operário: o “sonho” do consumo capitalista em troca do pleno emprego e de todas garantias sociais, como habitação, saúde e educação acessíveis a toda população. O "Muro" passou a simbolizar todo o ódio de classe da reação mundial ao "socialismo real", e desgraçadamente a esquerda revisionista do Trotskismo (LIT, UIT, PCO) também embarcou nesta "onda" ideológica afirmando que o Muro de Berlim significava a opressão contra a classe operária, ignorando que do outro lado do "Muro" se condensava a verdadeira exploração capitalista sobre o proletariado. Ao final da Segunda Guerra Mundial, maio de 1945, Berlim fora tomada, pela ofensiva do Exército Vermelho, das garras das tropas nazistas. O exército soviético avançava rumo ao Ocidente, levando a cabo por onde passava, mais especificamente os países do Leste europeu, a expropriação das burguesias nacionais. O fato é que mesmo dirigida pela burocracia stalinista, as expropriações significavam um fenômeno histórico extremamente progressivo para os interesses da classe operária mundial.
HÁ CINCO ANOS DO “ACIDENTE” QUE VITIMOU EDUARDO CAMPOS ABRINDO CAMINHO PARA ATUAL ETAPA DE REAÇÃO BURGUESA


Neste 13 de agosto completa-se cinco anos ano do “acidente” que vitimou o então candidato do PSB à Presidência da República em 2014, Eduardo Campos. A LBI foi a primeira corrente política não só a anunciar a morte de Campos como a denunciar que a queda do moderno avião Cessna não foi produto de uma falha humana ou mesmo de um problema mecânico ocasional, mas na verdade de uma operação que teve as digitais da CIA para retirar o “socialista” da disputa a fim de abrir caminho para que Marina Silva (a candidata preferencial dos rentistas e do imperialismo ianque naquele momento), pudesse voltar a concorrer ao Palácio do Planalto. Esta artimanha fatal acabou forçando um segundo turno disputadíssimo entre PT e PSDB que derivou na polarização eleitoral e política em que está mergulhado nosso país até hoje com a ofensiva da direita neofascista e a posterior eleição de Bolsonaro. Com uma vitória muito débil nas eleições de 2014, o segundo governo Dilma foi uma “presa” fácil para o golpismo, facilitado é claro pela adoção de agressivas medidas neoliberais assumidas logo do início de 2015, sob a “regência” do ministro rentista Nelson Levi. Passados cinco anos da queda do jato, a FAB ainda não chegou sequer a um resultado definitivo dos reais motivos do “acidente”, justamente porque deseja-se no meio desta situação inconclusa, onde a caixa preta da aeronave estranhamente não conseguiu gravar os últimos momentos do voo terminal de Campos, deixar um rastro de imprecisões do fabricante sobre o acidente que facilitam convenientemente jogar a responsabilidade da tragédia sobre o piloto. A esposa do piloto falecido denunciou recentemente com laudos bastantes robustos tecnicamente enviados a FAB que o motivo da abrupta queda da aeronave foi uma falha mecânica provocada na revisão feita na própria empresa Cessna nos EUA, uma companhia norte-americana controlada sabidamente por militares ianques. Como dissemos a época e reafirmamos agora sem medo de errar, tudo aponta para mais um acidente “fabricado” por razões “estratégicas de estado” com a tragédia tendo as digitais da CIA, uma prova disto é que até hoje a PF não chegou a conclusão de quem é o dono da aeronave. O sucesso do “modus operandi” aplicado contra Campos, foi o mesmo que resultou no “acidente” que também vitimou Teori Zavaski quatro anos depois, o ministro do STF que se colocava naquele momento contra uma articulação golpista da “Lava Jato”. O mais importante agora é compreender que a morte de Campos foi parte de uma ofensiva reacionária do imperialismo que neste momento se condensa no incremento da sanha da direita contra do a esquerda, apontando em uma única direção: entronar no Planalto uma marionete neofascista diretamente alinhada com a Casa Branca, que inclusive rompa as relações econômicas e comerciais com os BRIC´s em favor do amo do norte e abra caminho para varrer qualquer vestígio de influência da “esquerda” na política brasileira ou mesmo traço de soberania nacional de nosso país. Para resgatar esse processo político que consideramos ter um claro fio de continuidade, apresentamos para nossos leitores e simpatizantes o artigo publicado no dia 13 de agosto de 2014, poucas horas depois do acidente. Além disso disponibilizamos uma série de textos que a partir da análise do ocorrido abordou o caráter pró-imperialista da candidatura de Marina Silva (PSB-REDE), coletânea que está a disposição dos nossos leitores em forma do livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?”, a fim de que a vanguarda militante possa abstrair as importantes conclusões deste “acidente” fabricado e sua relação direta com a própria dinâmica da luta de classe no Brasil.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

ACACHAPANTE DERROTA DE MACRI REPRESENTA O GIRO DA BURGUESIA EM DIREÇÃO AO PACTO SOCIAL DIANTE DA CRISE. FERNÁNDEZ AFIRMA QUE JÁ CO-GOVERNA “COM MUITA RESPONSABILIDADE”. FIT REDUZ SUA VOTAÇÃO, APESAR DE SUA AMPLIAÇÃO OPORTUNISTA COM O MST...


O resultado das “PASO”, um mecanismo de votação prévia antes das eleições presidenciais de outubro na Argentina, revelaram na verdade um “sentimento nacional” que percorre todo o país, seja para a burguesia ou para as massas proletárias a continuação do governo neoliberal de Macri está descartada. A chapa neoperonista de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, obteve uma margem de quase 20% sobre a coalizão oficialista de Mauricio Macri e o senador “oldperonista” Miguel Pichetto. O terceiro colocado na corrida pela Casa Rosada, Roberto Lavagna, não conseguiu chegar aos 10% e portanto é um fator político de menor peso para as eleições de fato em outubro. Por sua vez a FIT-Unidad, uma aliança de quase todas as forças do revisionismo argentino (PTS, PO, IS e MST), apesar da “ampliação” oportunista que celebrou este ano com o MST e grupos nacionalistas, sequer conseguiu superar seu próprio resultado obtido em 2015 (3,25%), estacionando agora com 2,9% de votos na “PASO”. O outro agrupamento da esquerda revisionista que não integrou a FIT, o MAS, não superou o piso obrigatório de 1,5% dos votos e portanto está fora institucionalmente das próximas eleições. Logo após a divulgação dos números finais da PASO, o mercado financeiro se “agitou”, queda abrupta nas bolsas (não só da Argentina) e disparada do Dólar que bateu a marca dos 60 Pesos. A reação do rentismo demonstra uma clara chantagem sobre Alberto Fernández e o Kirchnerismo, no sentido que reafirmem sua posição já expressa de manter o acordo com FMI e todo o cronograma macrista de “arrocho fiscal”. Fernández, um neoliberal confesso, não se fez de rogado e já declarou hoje na grande mídia que assume a responsabilidade de co-governar com Macri levando integralmente a frente o “ajuste” acertado com o imperialismo. Para a burguesia nacional ficou claro a necessidade de mudar de “gerente” estatal, diante de uma profunda crise capitalista que paralisa os vetores econômicos jogando o país em grave recessão mercantil. O delicado momento de uma economia totalmente dependente e estagnada aponta para as classes dominantes a reedição do “pacto social”, exigindo ainda mais sacrifícios do proletariado, mas com a roupagem da conciliação de classes da Frente Popular kirchnerista. A FIT, que com menos de 3% dos votos não pode comemorar o “sucesso” de sua política reformista até à medula, não abre mão de seguir firme no eleitoralismo febril, convocando a colher mais votos para ao menos manter sua banca no Congresso: “En ese marco creo que esta elección de la izquierda nos ubica con una fuerte presencia en la vida política nacional. Por eso necesitamos fortalecer al Frente de Izquierda Unidad, con más bancas en el Congreso y las legislaturas” (12/08 site do PTS). O cretinismo parlamentar da esquerda revisionista sequer consegue conceber a necessidade de uma imediata ação enérgica das massas diante do aprofundamento da crise após o resultado das PASO, com a instabilidade financeira que deverá durar até a posse de Alberto Fernández em 2020, a “conta” recairá nas costas da classe operária com o incremento das demissões e deterioração das condições de vida da população. Porém no horizonte programático da FIT não exista a possibilidade da revolução socialista, somente há demagogia eleitoral com frases contra o “regime do FMI”, e logicamente sem mencionar que este regime político é apenas a forma temporal que assume o Estado Burguês, é este que tem que ser derrubado de forma revolucionária pelo proletariado. Chama atenção que umas das correntes que faz parte da FIT, a Tendência pública do PO, tenha lançado um balanço das PASO onde crítica suavemente, sem nominar especificamente algum grupo, o “eleitoralismo da esquerda”. Ocorre que o tradicional e histórico “catastrofismo” verbalizado por Jorge Altamira carece de qualquer conteúdo Leninista, ou seja, anuncia o “hecatombe capitalista” sem estar associado às consignas de preparação da tomada de poder pelo proletariado. Para o grupo de Altamira a convocação de uma “Assembleia Constituinte”, resolverá a questão do poder político, e não a instauração Ditadura do Proletariado, uma palavra de ordem necessária frente à iminente bancarrota do governo burguês de “plantão”. No fundo a realização de uma Assembleia Constituinte é mais uma opção do cardápio da crise capitalista, na senda de um reordenamento jurídico do regime vigente, está muito longe de representar a conquista do poder político de Estado pelo proletariado. Sem uma alternativa de direção revolucionária na Argentina, as massas ficarão à mercê da demagogia kirchnerista, atacada pela FIT em seus aspectos eleitorais e de “submissão ao FMI”, entretanto nunca sob a ótica da revolução socialista e da preparação soviética das massas para cumprir esta missão histórica.
“A LUTA PARA IMPEDIR OS PREJUÍZOS PARA TRABALHADORES VAI SER NO SENADO”: CUT E UNE PATROCINAM ILUSÕES NO COVIL DE BANDIDOS EM QUE O FASCISTA BOLSONARO APROFUNDARÁ SEU ATAQUE NEOLIBERAL À PREVIDÊNCIA PÚBLICA!


Estamos às vésperas do 13 de agosto, convocado pela UNE e as centrais sindicais como um “dia nacional de luta contra a reforma da previdência e em defesa da educação”. O teatro distracionista será novamente montada após a Frente Popular capitaneada pelo PT não ter mobilizado os trabalhadores quando houve a votação da contrarreforma na Câmara em 2º turno. Agora a CUT nos faz rir com a piada de “mau gosto” que “ A luta para impedir os prejuízos para trabalhadores vai ser no Senado”. Segundo o presidente da Central “Muita coisa ainda pode mudar. É importante o trabalhador saber que a organização e a luta são fundamentais para revertermos essa reforma perversa de Bolsonaro. E já tem ato marcado para o dia 13 de agosto, Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves contra a reforma da Previdência. As CUT’s Estaduais, seus sindicatos, federações e confederações, as demais centrais sindicais, além dos representantes dos movimentos sociais estão organizando e mobilizando suas bases para que a manifestação seja uma das maiores já realizadas. A luta agora é no Senado”. A tática do PT, PCdoB e PSOL é convocar atos de rua domesticados para desgastar eleitoralmente o governo, sem ameaçar a estabilidade do regime político e muito mesmo o ajuste neoliberal em curso. Tanto que agora fingem que “a luta é no Senado”, quando se sabe que na chamada “Câmara Alta” de picaretas será proposto a ampliação do ataque via a inclusão dos Estado e municípios, para que as regras draconianas para se ter direito a aposentadoria inclua os servidores público desses dois entes da Federação, ampliando assim o horizonte do golpe aos trabalhadores. 

domingo, 11 de agosto de 2019

DEFENDENDO OS BARÕES DA MÍDIA: SENADOR RANDOLFE, EX-PSOL ATUAL REDE, ENTRA NO STF PARA FAMIGLIA MARINHO NÃO PERDER VERBA ESTATAL


O senador Randolfe Rodrigues, ex-PSOL atual REDE, noticiou que a Rede ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória 892. Esta MP atinge diretamente a publicidade obrigatória na mídia corporativa das empresas Estatais. Uma verdadeira “boquinha” com generosa verba pública diretamente para o caixa dos barões “murdochianos” publicarem balanços financeiros (absolutamente inúteis) em seus órgãos de imprensa. Esta MP do governo neofascista de Jair Bolsonaro antecipa a desobrigação das empresas de capital aberto a publicarem seus balanços em jornais. O REDE entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de medida cautelar, solicitando que a medida seja declarada inconstitucional e tenha seus efeitos suspensos pela Supremo Corte, uma verdadeira gentileza prestada pelo partido da farsante Marina Silva aos mafiosos como a famiglia Marinho, Silvio Santos e o impostor Edir Macedo. Para o senador pilantra Randolfe, que recentemente foi pego pela “Vaza Jato” Em colaboração com os “Procuradores de Capital” da “República de Curitiba”, a edição da MP “tem caráter de perseguição e revanchismo de Bolsonaro”, talvez contra os “indefesos” barões da mídia corporativa capitalista. Não nos causa nenhuma surpresa a conduta de Randolfe e Marina em defesa da máfia “Murdochiana”, afinal o REDE não consegue mais enganar muita gente, porém o que causa alguma estranheza foi a postura da esquerda reformista como PT, PSOL e PCdoB que também saíram em socorro da “coitadinha” famiglia Marinho, que acaba de inaugurar um gigantesco estúdio para gravações virtuais (sem cenário físico) provocando a demissão de centenas de funcionários do complexo Globo. Não seria demais recordar que foram os governos da Frente Popular que “encharcaram” a mídia corporativa de patrocínio estatal, permitindo um extraordinário crescimento financeiro das empresas Record e Globo. Os Marxistas Leninistas não defenderão em nenhum momento a burguesia neoliberal e golpista das comunicações, que mesmo sofrendo algum tipo de pequena represália do governo neofascista, não merecem apoio político do proletariado e das massas populares.

sábado, 10 de agosto de 2019

10 DE AGOSTO - DIA MUNDIAL DE LUTA: NÃO AO BLOQUEIO IMPERIALISTA CONTRA A VENEZUELA! EXPROPRIAR INTREGRALMENTE OS CAPITALISTAS PRÓ-IANQUES E A “BOLIBURGUESIA”!


O facínora Donald Trump impôs sanções contra todos os bens do governo venezuelano nos Estados Unidos. A ordem executiva congela todos os bens do governo venezuelano nos EUA e proíbe transações com Caracas. Isto significa que qualquer entidade que fizer negócios com o governo da Venezuela estará sujeita a sanções. Esta seria a primeira ação do tipo contra um governo do Hemisfério Ocidental em mais de 30 anos, colocando a Venezuela na mesma situação de Coreia do Norte, Irã, Síria e Cuba, os únicos outros países atualmente sujeitos a medidas rigorosas de Washington. “Todas as propriedades e interesses em propriedade do governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos (...) estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados”, diz a ordem assinada por Trump. Em resposta nesta terça-feira, a Chancelaria venezuelana acusou Washington de praticar terrorismo econômico. Sanções contra mais de cem indivíduos e entidades, incluindo a empresa estatal de petróleo da Venezuela, PDVSA, já foram impostas neste ano pelos EUA, que puseram a sucursal americana da companhia — a Citgo — sob controle do líder oposicionista Juan Guaidó, que em janeiro se autoproclamou presidente interino com apoio da Assembleia Nacional, com apoio de mais de 50 países, incluindo o Brasil. No início do ano, todas as contas do governo Maduro nos EUA, assim como o ouro venezuelano mantido no país, foram incluídas nas sanções. A nova medida foi anunciada na terça-feira mesmo dia em que representantes de 60 países se reuniram em Lima em uma conferência internacional para organizar o bloqueio a Venezeula. “Estamos dando este passo para negar o acesso de Maduro ao sistema financeiro global e isolá-lo internacionalmente ainda mais”, disse Bolton na Conferência. Ele detalhou a abrangência das novas sanções. Além de congelar todos os ativos venezuelanos, proíbe quaisquer transações com o governo da Venezuela, autorizando sanções a pessoas estrangeiras que fornecerem bens ou serviços ao país. Como punição, a medida "restringe a entrada nos Estados Unidos desses indivíduos”, escreveu em sua página no Twitter. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

OVO DA SERPENTE: DILMA PATROCINADORA DO NASCIMENTO DA LAVA JATO, AGORA SE QUEIXA QUE MORO “ESTRUTUROU O SURGIMENTO DA PAUTA FASCISTA NO BRASIL”


Em recente declaração para a blogosfera, a ex-presidente Dilma Rousseff, golpeada do Planalto por uma iniciativa originária da “República de Curitiba”, afirmou que: "a Lava Jato estruturou o surgimento da pauta fascista, que cria a justiça do inimigo, hoje denunciada pela Vaza Jato". A denúncia de Dilma faz referência ao conluio operado pelo justiceiro Moro e agora revelado para o grande público pelas mensagens trocadas entre os protagonistas da Lava Jato e que estão sendo divulgadas amplamente pelo site The Intercept. Dilma “só esqueceu” de declarar que durante o final do seu primeiro mandato, concedeu todo o suporte estatal necessário para eclodir o “ovo da serpente fascista”, ou seja a famigerada Operação Lava Jato. A ex-presidente Dilma, alvo do golpe institucional planejado pelos bandidos da República de Curitiba ainda mesmo antes das eleições de 2014, ao lado do seu Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, jamais obstrui o desenvolvimento da Lava Jato. Como atesta o próprio “Soneca” (apelido dado a Cardozo por sua inação como chefe da PF), rebatendo o então titular da pasta da Justiça golpista, Alexandre de Moraes, afirmou: "Discurso político que não condiz com a realidade quando fala que o governo da presidente afastada Dilma Rousseff jamais apoiou institucionalmente a operação Lava Jato”. Dilma também “não fez por menos” quando a burguesia exigia que o seu governo prestigiasse politicamente a Lava Jato, em uma coletiva de imprensa realizada em novembro de 2014, a ex-presidente afirmou o seguinte: “Eu acho que isso [investigações da Lava Jato] pode mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade” (site G1:16/11/2014). Não iremos cansar nossos leitores com as inúmeras demonstrações efetivas de apoio a Lava Jato, que só agora e muito tardiamente Dilma “descobriu” ser a origem da “pauta fascista no Brasil”. Para falar bem a verdade desde a farsa jurídica do chamado “Mensalão”, finalizado em 2012, Dilma já se movimentava em apoio ao Ministro do STF Joaquim Barbosa, o “herói justiceiro” da época que deu margem para o surgimento do “clone” bem mais reacionário Sérgio Moro. Quando a ofensiva neofascista ganha contornos de um governo ditatorial manietado pelo imperialismo ianque, para destruir as conquistas do povo brasileiro, as lideranças petistas resolvem se “queixar” passivamente da República de Curitiba. O movimento operário e popular deve abstrair todas as lições políticas do desastre da política de colaboração de classes dos governos da Frente Popular, no sentido da superação programática destas direções reformistas que abriram a senda para o fascismo “desfilar na avenida chamada Brasil”...

GLEISI LANÇA LULA CANDIDATO DO PT PARA 2022: ESQUERDA INTEGRADA AO REGIME BURGUÊS ESPERA INERTE PELAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS


Nestas primeiras semanas de agosto foi aprovada na Câmara dos Deputados em 2º turno a reforma neoliberal da previdência exigida pelos rentistas e o imperialismo. Trata-se de um duro ataque aos direitos dos trabalhadores, com perdas de conquistas históricas. No mesmo sentido, o governo Bolsonaro segue com seu plano de privatização das estatais, vendendo setores estratégicos da Petrobrás, como a BR distribuidora e planejando reduzir a principal empresa nacional a função básica de gerenciamento da extração de petróleo. Diante desses ataques de grande envergadura, a Frente Popular capitaneada pelo PT não esboçou qualquer resistência, pelo contrário, fez seu teatro no parlamento e sabotou a luta direta através da paralisia imposta pela CUT. A esquerda integrada ao regime burguês espera inerte pelas eleições presidenciais de 2022. Uma prova do que afirmamos é a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), defender hoje que o ex-presidente Lula, mantido como preso político em Curitiba, seja o candidato do partido nas eleições presidenciais de 2022. “O Lula é uma grande liderança do partido, e tendo condições de disputar, não teria dúvidas de que o PT disputaria com ele. Obviamente, se isso não acontecer, tem o nome forte no partido que é o do Fernando Haddad, que já foi nosso candidato a presidente. Não formamos candidatos e não construímos lideranças de uma hora para outra”. Como se observa, o PT vem sabotando a luta direta contra o ajuste neoliberal de Bolsonaro na esperança de ver Lula fora das grades para que recomponha o pacto de colaboração de classes com a burguesia e possa voltar ao Planalto em 2022. A estratégia adotada pela cúpula do PT consiste em chamar a solidariedade da burguesia nacional contra a caçada humana a Lula promovida pela Lava Jato, acontece que a classe dominante compreende que o ciclo histórico do “neodesenvolvimento” lulista está encerrado. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar Lula e todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista, sem nutrir qualquer expectativa nas negociatas com as “cortes” da justiça burguesa. Alertamos que é completamente equivocado sabotar a luta direta como os ataques de Bolsonaro em nome da disputa presidencial. Na conjuntura mais imediata advogamos por derrotar nas ruas e na luta da ação direta revolucionária o governo fascista de Bolsonaro. A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é pôr abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o novo Estado Operário, a falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites reacionárias já demonstrou para os trabalhadores e as massas empobrecidas que sua única alternativa é a luta pelo socialismo! Nesse caminho, o estabelecimento de uma Frente Única de Ação Antifascista contra Moro e Bolsonaro não está a serviço de defender a Frente Popular e a democracia burguesa, mas para derrotar a ofensiva da reação contra as limitadas liberdades democráticas existentes em nosso país e as conquistas sociais arrancadas com muita luta pelo proletariado, além de denunciar a política neoliberal do PT em seus mais de doze anos de gerência do Estado capitalista. O desenlace progressista da atual crise de dominação burguesa, que acaba de encerrar um ciclo histórico de expansão econômica, repousa exclusivamente na possibilidade da classe operária começar a construção de seu próprio embrião de poder revolucionário!