TRUMP, ANTECIPADAMENTE DERROTADO, DENUNCIA A FRAUDE
ELEITORAL NA MAIOR "DEMOCRACIA DO MUNDO OCIDENTAL"
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
ESPERANDO A PF COM SEU ADVOGADO, CUNHA É PRESO EM JOGADA DE
MORO PARA “LIMPAR” A FARSA DA LAVA JATO
Finalmente a crônica anunciada da prisão de Cunha foi consumada, depois de negociar com o juiz Moro todos os termos de sua "rendição" para tentar proteger sua mulher e filha. A jogada midiática de Moro, prendendo tardiamente a figura mais odiada do país, aparece de forma cristalina como um passo para "limpar" a farsa da Lava Jato e semear a delicada prisão de Lula. Cunha é parte de um esquema de altos coletores de "comissões" do PMDB, do qual também fazem parte Temer, Sarney, Renan, Jucá, Padilha e Moreira Franco. Deste "seleto" grupo da máfia dirigente do PMDB, por ironia da história apenas Cunha foi "rifado" no processo do golpe parlamentar contra o governo da Frente Popular. Logo o principal articulador parlamentar do golpe contra o PT, foi golpeado sendo cassado seu mandato parlamentar por uma ampla maioria da Câmara dos Deputados. O ex-presidente da Casa foi primeiro afastado de seu cargo por uma ação do STF, alegando envolvimento na cobrança de comissões (propinas) na Petrobras e somente depois de aprovado o impeachment de Dilma no Senado foi votado sua cassação pelo plenário da Câmara dos Deputados. Todos estes ingredientes já apontavam que o golpe institucional teria que pagar um "pedágio" político, e Cunha foi oferecido em "holocausto" justamente porque era a "peça" mais desgastada em todo este processo. Porém não se pode esperar que Moro utilize a prisão de Cunha para atingir a cúpula do PMDB ou o próprio presidente Temer, sócios do ex-deputado cassado em todos seus milionários negócios. No máximo a prisão de Cunha pode alcançar seu principal desafeto no PMDB, estamos falando é claro do "gato angorá", alcunha do ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco, responsável pela derrota do "Centrão" na recente eleição para a presidência da Câmara. Mas se o governo Temer e seus comparsas de partido estão tranquilos com a ação de Moro, não podemos afirmar o mesmo em relação Direção Nacional do PT. Cunha tende a se transformar em "boi de piranha" da Lava Jato para intensificar a caçada policial a Lula, agora com o mote que o justiceiro não prende somente petistas. Não sabemos ainda se Moro optará por uma prisão de Lula ou se levará por meses seu processo de desmoralização nacional, pela senda do acúmulo de denúncias e processos judiciais. O certo é que o recuo das mobilizações populares e a estratégia de priorizar o circo eleitoral, reforçaram a ofensiva reacionária da Lava Jato fragilizando a liderança de Lula diante da população. Mesmo sob as ameaças de prisões e linchamento midiático, o comando da Frente Popular continua apostando em sua plataforma de conciliação de classes. Não será com bajulações a figura de Lula, responsável político por incentivar a cobrança de "comissões" por todos os quadros do PT integrantes do governo e parlamento, que poderemos impedir a prisão de dirigentes da esquerda petista. Somente a mobilização direta das massas será capaz de derrotar o Estado de exceção em pleno curso no país, cujo objetivo final é retirar direitos sociais e garantias democráticas do povo brasileiro para favorecer rentistas internacionais.
MARINA SURPREENDE E DIZ QUE NÃO SERÁ CANDIDATA EM 2018: UM
CLARO CONVITE A MORO PARA O JUSTICEIRO FORMATAR O ESTADO DE EXCEÇÃO JÁ EM PLENO CURSO NO PAÍS
As correntes de esquerda deram pouca importância às últimas
declarações midiáticas da presidenciável Marina Silva, liderança onipotente do
partido REDE. Marina afirmou ao "ESTADÃO" que :"Não sei se vou concorrer pela terceira vez em 2018". Após o fiasco eleitoral das ultimas disputas municipais, onde o
REDE sequer conseguiu eleger meia dúzia de prefeitos em nível nacional, nós da
LBI alertamos que a única possibilidade de sobrevivência política para a
econeoliberal Marina Silva seria oferecer sua legenda para um nome de peso
disputar o Planalto em 2018, com fortíssimas chances de vitória é claro. A
então senadora Marina Silva que ao romper com o PT em 2009 cravou uma
inequívoca trajetória de direita neoliberal, quase disputou os segundos turnos
das eleições presidenciais de 2010 e 2014 (esta última em função da morte de
seu cabeça de chapa o ex-governador Eduardo Campos do PSB), mas apesar das duas
tentativas fracassadas a ex-petista tem um compromisso programático determinado
de facilitar a abertura da economia do país aos investidores "verdes"
norte-americanos. Com o prematuro default eleitoral do REDE, para conseguir
honrar seus vínculos com os credores ianques que apostaram financeiramente em seu partido, Marina agora
parte para uma jogada ainda mais ousada do que a de 2014: oferecer seu nome
(novamente como vice) e sua legenda para o justiceiro Moro "coroar" o
processo de implantação do Estado de exceção no país pela via da "legitimidade
das urnas". Alertamos mais uma vez que não se trata de uma simples manobra
eleitoreira, mas sim de uma necessidade histórica das classes dominantes em
formatar o regime político vigente para aplicar um duro ajuste neoliberal na
economia do país, sob a supervisão direta do imperialismo norte-americano. Está
absolutamente cristalino que nenhuma composição política burguesa tradicional
tem condições de impor uma derrota social as conquistas e direitos da classe
trabalhadora, se coube ao golpista Temer a tarefa de iniciar o ataque exigido
pelos rentistas internacionais, não será este pústula sem voto que finalizará o
processo de recrudescimento do regime democratizante. Diante da crise
estrutural do capitalismo nativo, a burguesia nacional "clama" por um
Bonaparte para salvar seus negócios e revestir a rapinagem do capital
financeiro sobre as massas com ares de grande "respaldo popular".
Seria muito incerto para a elite capitalista arriscar um dos "seus"
já derrotados homens (Aécio, Serra ou Alckmin) em uma disputa com Lula, apesar
de todo o desgaste político do PT. Moro vem sendo preparado exatamente para
esta missão, esmagar Lula e todo o projeto nacional de neodesenvolvimentista da
centro- esquerda burguesa, quem pensa que o justiceiro se limitará aos aspectos
policiais e jurídicos está redondamente enganado. A iminência da prisão de Lula
compõe apenas parte de uma "peça" de chantagem sobre a esquerda, o
Gran finale se dará em 2018 com a posse de Moro, sob os escombros que a Lava
Jato já promoveu. Para entender este mecanismo histórico de "recurso"
da burguesia, nosso mestre Karl Marx escreveu em 1851 a obra "O 18
brumário de Luís Bonaparte", onde explana que em períodos de extrema crise
as classes dominantes tem que entregar o Estado Capitalista nas mãos de
aventureiros políticos que aparentam não representar seus interesses. Moro se
enquadra como uma luva neste perfil, o não político que mandou prender grandes empresários
e figuras renomadas do velho establishment, fabricado pela mídia corporativa
como o "Salvador da Pátria" diante da lama da corrupção. Não seria a
primeira vez que nossa burguesia tupiniquim tenta esta saída, fracassou com
Collor justamente porque não contava com o aval do imperialismo para
defenestrar os partidos existentes, porém a situação da crise atual é bem
diversa. O REDE de Marina é uma casca vazia poupada pela mídia, entretanto
servirá muito bem para abrigar eleitoralmente Moro com a maquiagem do
"novo", não há que ter pressa afinal os juízes têm até um prazo
especial para se filiarem a partidos, ainda é preciso concluir o trabalho sujo
da Lava Jato em destruir a Petrobras e quebrar as empreiteiras nacionais, tudo
em favor dos oligopólios imperialistas. Aos setores da esquerda que defendem
toda esta farsa (Moro e sua famigerada Lava Jato), como o PSOL, caberá o papel
de cúmplices desta enorme patifaria com o povo brasileiro.
IMPRESSÕES SOBRE O ARTIGO DE LULA NA “FOLHA”: UMA TÍMIDA DENÚNCIA DA
OPERAÇÃO LAVA JATO NO MARCO DA POLÍTICA SERVIL DA FRENTE POPULAR DE SUSTENTAÇÃO
DAS APODRECIDAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO BURGUÊS
terça-feira, 18 de outubro de 2016
FREIXO TENTA “ENQUADRAR” A CST EM SUA POLÍTICA DE SUPORTE DE
“ESQUERDA” AO SIONISMO. GRUPO MORENISTA RECUA E MANTÉM APOIO AO PSOL AFIRMANDO
QUE POLÊMICA FOI “DESPROPORCIONAL E DESNECESSÁRIA”...
Um artigo do dirigente da UIT/CST (corrente interna do PSOL) Miguel Lamas, que corretamente denuncia a farsa midiática montada por ocasião da recente morte do genocida sionista Shimon Peres, vem sendo utilizado pela direita fascista contra a candidatura de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro. Várias entidades sionistas do país e do próprio Rio cobraram de Freixo uma posição exemplar de defesa do Estado terrorista de Israel. O bispo Crivella logo saiu do papel eleitoral de "candidato leigo" para assumir seu compromisso orgânico e ideológico com o assassino gendarme sionista, camuflado de respeito ao "sofrimento do povo judeu". Não tardou a resposta de Freixo a instigação da mídia corporativa e veio no mesmo formato programático... de seu adversário fanático da IURD, vejamos: "Marcelo Freixo repudia os textos que circularam pelas redes sociais desqualificando Israel e seu ex-presidente Shimon Peres. A produção e circulação desses textos não passou pela coordenação da campanha e, desta forma, está desautorizada. Pedimos desculpas aos que se sentiram ofendidos e reafirmamos que as posições expressadas nos textos não condizem com a opinião do candidato Marcelo Freixo a respeito da comunidade judaica" (Facebook de Freixo). Não se trata de um debate meramente "teórico" internacional sobre o caráter de Israel, Freixo compartilha da implantação das UPP's nos morros e comunidades cariocas que contam com treinamento e tecnologia dos sionistas "pioneiros" na manutenção dos grandes guetos urbanos, como a atual Faixa de Gaza na Palestina ocupada. Exatamente por este motivo este debate que não é propriamente eleitoral ganhou estas proporções, manter ou não a parceria do Rio com a máquina de guerra israelense é o fulcro da questão. O PSOL avaliza a vergonhosa atitude de Freixo exatamente porque desenvolve em seu interior uma forte tendência a cooperar com Israel, como demonstrou a recente visita do deputado Jean Wyllys ao gendarme cercada de fervorosos elogios. Por sua vez a CST autora intelectual do referido artigo gerador da polêmica, que deveria por princípio denunciar os sionistas genocidas, assim como seus apologistas de "esquerda", tratou de "recuar" em nome do jogo eleitoral: "Nestes dias em que estamos enfrentando o PRB, os Garotinho, Índio da Costa e o desembarque de praticamente todo o PMDB na campanha de Crivella, voltaram com força desproporcional e desnecessária as polêmicas que existem entre nós acerca do caráter do Estado de Israel e da solidariedade ao povo palestino. O primeiro e mais importante é ressaltarmos que mantemos nossa integral defesa dos direitos humanos em todo o mundo" (Nota da CST, 15/10,Em defesa do povo palestino, eleger Marcelo Freixo prefeito). A completa adaptação das correntes revisionistas (internas e externas) ao PSOL parece não ter limites, não nos estranha que além da própria CST, atacada diretamente pela direita sionista e Freixo, nenhuma outra tenha tomado posição sobre este grave fato político. Freixo segue seu "curso natural" na defesa do "capitalismo ecologicamente sustentável", afirmando que aproveitará as “boas” experiências dos colonos israelenses nas terras usurpadas do povo palestino. Para a esquerda reformista a única questão que importa é ganhar as eleições e provar que tem plena capacidade de gerenciar a crise estrutural do regime capitalista. Os Marxistas Revolucionários na contra mão do vendaval oportunista eleitoral reafirmam sua bandeira de destruição do Estado terrorista de Israel, acusando todos os agentes políticos do sionismo (tanto da direita como da esquerda) como cúmplices do covarde massacre do povo palestino.
domingo, 16 de outubro de 2016
EM BELÉM COM UMA ELEIÇÃO “CABEÇA A CABEÇA” PSOL CONSEGUIU
REUNIFICAR A ANTIGA BASE ALIADA DO GOVERNO DILMA: PMDB E PT APOIAM EDMILSON
NESTE SEGUNDO TURNO
Parece mesmo uma ironia da história, na cidade de Belém a antiga "base aliada" do governo Dilma vai aos poucos se reunificando em torno da candidatura de Edmilson Rodrigues do PSOL. PMDB e PT que lançaram candidatos a prefeito no primeiro turno, agora se juntam também ao PCdoB para apoiar o ex-prefeito Edmilson Rodrigues, que já está coligado ao PDT. Tentando reproduzir a "lógica" das eleições presidenciais de 2014, onde foi "vendida" a tese que o "inimigo central" a ser derrotado era o PSDB, agora em Belém a Frente Popular de colaboração de classes tenta se recompor não mais sob a égide do PT. Coube ao PSOL, uma vertente de esquerda da tradicional Social-Democracia, a tarefa de "renovar" a velha política de alianças da esquerda reformista com setores da burguesia decadente para gerenciar o Estado burguês. Neste caso concreto a burguesia do Pará sabe muito bem que pode confiar a gerência municipal de seus negócios nas mãos do PSOL, afinal Edmilson já foi prefeito duas vezes de Belém mostrando que governa para garantir o lucro dos empresários da cidade. Quando ainda era filado ao PT, Edmilson implementou uma plataforma de arrocho salarial do funcionalismo público, enfrentando várias greves reprimidas sempre com muita violência da guarda municipal. Agora não foi muito difícil para PSOL atrair o apoio da oligarquia corrupta comandada pelo Senador Jarbas Barbalho do PMDB, um antigo aliado eleitoral do PT no estado do Pará. O candidato derrotado à prefeitura pelo PMDB, Carlos Maneschy, tinha como vice em sua chapa o PRB da Igreja Universal e que agora estão ambos engajados na campanha para eleger Edmilson, esperando é claro que o PSOL retribua a "gentileza" em 2018. A chance de Edmilson ganhar a disputa pela prefeitura é bem superior a do seu colega de partido no Rio, Marcelo Freixo que enfrenta justamente o PRB que em Belém está apoiando o PSOL. O pior é que nesta ampla "salada" de apoios burgueses o PSOL em Belém poderá até receber uma mãozinha do golpista Temer, amigo político fiel do Senador Jarbas Barbalho. Não resta a menor dúvida que neste jogo burguês eleitoral não existe um único princípio programático da classe operária, tanto o PSOL, PT e PCdoB apenas traficam o nome do socialismo, para celebrar seus acordos com a burguesia nacional, sedentos para gerenciarem o Estado capitalista. O que realmente impressiona é o fato da esquerda revisionista ainda tentar mascarar as candidaturas do PSOL como uma alavanca de combate ao governo Temer e a direita fascista. Para estes farsantes do Trotskismo (CST, MAIS, PSTU e algumas "pulgas" afins) o PSOL poderia representar um "partido da esquerda socialista", mesmo declarando aos quatro ventos que defende a propriedade privada dos meios de produção (capitalismo sustentável) e também não vê inconveniente algum em estabelecer acordos políticos com vários setores reacionários da burguesia, desde sionistas até os golpistas do PMDB. A conjuntura eleitoral em Belém é tão escandalosa, em particular a posição do PSOL, que obrigou o PSTU a definir o voto nulo nesta cidade, contrariando sua orientação nacional para este segundo turno. Os Marxistas Revolucionários entendem desde o primeiro turno que em Belém não existe uma "peculiaridade municipal" do PSOL, suas alianças abertas com os latifundiários do PDT e agora com a oligarquia Barbalho são apenas uma outra face da mesma política de acordos com a burguesia que Freixo leva adiante no Rio de Janeiro. Denunciamos em alto som como traidores da classe operária todos os revisionistas que tentam embelezar o programa Social-Democrata do PSOL em nível nacional, assim como reafirmamos nosso compromisso de vigorosa acusação do circo eleitoral vigente em nosso país em plena ante-sala do Estado de exceção. Por abaixo este regime da democracia dos ricos e construir uma alternativa de poder revolucionária para os trabalhadores!
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
ENVERGONHADO, PCO DECIDE PELO “VOTO NULO” ENQUANTO SUAS
“FRANQUIAS” VOTAM NO PT E SEUS SATÉLITES REVISIONISTAS APOIAM O PSOL... OU
COISA PIOR!
Depois de um longo silêncio, o PCO emitiu sua posição oficial sobre o 2º turno das eleições municipais: um envergonhado “Voto Nulo”. Forçado pela denúncia lançada pela LBI sobre o apoio de sua “franquia política” em Recife ao candidato do PT, um comunicado sem grande destaque no site explica “A escolha pelo voto nulo se dá por diversos motivos. Em primeiro lugar, o partido luta pela independência da classe operária e, diante disto, não reconhece em nenhum candidato no segundo turno como um representante da classe ou um defensor desta independência” (DCO, 13.10). Para não passar vergonha Rui Pimenta deveria pelo menos ter avisado antes seus próprios “representantes”, como Carlos Pantaleão, candidato derrotado do PCO em Recife que declarou logo depois de 02 de Outubro o voto em João Paulo (PT), segundo ele “o petista é o que melhor vai atender os trabalhadores”. Sejamos justos, Pantaleão tem alguma razão na posição que adotou. Após de ter visto todos os artigos de Rui Pimenta elogiando rasgadamente Haddad, mesmo depois de sua derrota fraudulenta para Dória (PSDB), deve ter pensado: se o PCO não tem como apoiar o PT porque Haddad não foi para 2º turno em São Paulo, eu posso fazê-lo aqui em Recife, vamos votar no João Paulo! “Estranhamente” a lacônica nota emitida por Causa Operária não tem uma linha sequer sobre as disputas em 30 de outubro nas capitais onde seus aliados da Frente Popular (PCdoB e PT) concorrem respectivamente no 2º turno, como Aracaju e a própria Recife. Esse “silêncio” ocorre para a posição “oficial” e protocolar do partido não se chocar abertamente com o chamado ao voto no PT pelas suas “franquias políticas” no 2º turno. Assim age um partido degenerado ideologicamente, política e materialmente, corrompido em função das pequenas benesses oriundas do apoio à política de colaboração de classes da Frente Popular.
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| Thieplo Bertola: aliado revisionista do PCO apoia o social-democrata Freixo (PSOL) |
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| Thieplo: De candidato a vice-prefeito pelo PCO-RJ a cabo eleitoral do PSOL |
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
TRUMP O PALHAÇO REACIONÁRIO POSTO NO CIRCO ELEITORAL IANQUE
PARA PERDER: AÇOUGUEIRA CLINTON CONTA COM O APOIO DA BURGUESIA IMPERIALISTA E
PASMEM ATÉ A SIMPATIA DO GRUPO "MAIS"!
O segundo debate televisivo das eleições presidenciais
norte-americanas, ocorrido no último domingo (09/10) no estado do Missouri,
começou com uma certa dose de tensão entre os dois candidatos à sucessão da
Casa Branca e terminou com uma confissão de derrota por parte do candidato
republicano "outsider" ao conferir a sua oponente Hillary o título
de "lutadora que nunca se verga". A candidatura Trump tem
atravessado crise após crise, seja com declarações desastrosas, revelações de
áudios "impublicáveis" e por último o abandono político da cúpula do
Partido Republicano. Porém há que se compreender o naufrágio da postulação de
Trump não como uma má fase ou uma espécie de "inferno astral" de sua
campanha, mas sim como produto de uma estratégia da burguesia imperialista
ianque em conduzir com absoluta segurança de vitória a senhora da ofensiva
guerreirista do Pentágono: madame Clinton. Desde que o comando central do
Partido Republicano abriu mão de indicar um de seus destacados dirigentes do
"Tea Party" para a disputa presidencial, deixando o caminho livre
para o aventureiro Trump ganhar facilmente as prévias do partido, ficou
cristalino a manobra para facilitar a vitória dos Democratas em 2016.
Republicanos e Democratas são na verdade duas alas de um mesmo partido político
que se revesam há mais de um século no controle da máquina imperialista de
acordo com a necessidade da conjuntura mundial da luta de classes. Em poucos
períodos da história uma ala do "grande partido ianque" conquistou
três mandatos consecutivos, a ultima vez foi com Reagan e Bush "pai"
(80 a 92) em plena etapa do fim da "guerra fria" e colapso da antiga
URSS. Agora para a burguesia imperialista se faz necessário concluir com
absoluta estabilidade o novo processo guerreirista iniciado por Obama e a Sra.
Clinton no Oriente Médio e limítrofes geopolíticos. Entretanto as pretensões
presidenciais da ex-Secretária de Estado dos EUA esbarravam na fragilidade
eleitoral de sua candidatura, inclusive no interior do Partido Democrata onde
quase não conseguiu derrotar o pseudo socialista Sanders na convenção
Democrata. A Sra. Clinton é identificada no seu país, principalmente pelo
chamado eleitorado "progressista" base social do Partido Democrata,
como promotora das guerras que destruíram países inteiros e que inclusive
levaram ao assassinato do embaixador dos EUA na Líbia. As denúncias de que sob
a sua gestão no Departamento de Estado o ISIS foi impulsionado, não são meros
impropérios eleitorais do reacionário palhaço Donald, o outro "pato". Com tamanha fraqueza política a Sra. Clinton só estaria mesmo apta
para vencer um candidato fadado a perder... e isto a cúpula republicana já está
encaminhando com bastante competência... Trump está sendo abandonado pelas
"estrelas" de seu partido e pelo conjunto do establishment
imperialista não em função das revelações machistas ou por suas declarações
xenófobas, já é fato conhecido que a chefatura republicana compartilha das
mesmas ideias fascistas, a " fritura" do bilionário candidato está
diretamente ligada ao seu afastamento da plataforma guerreirista orientada pelo
Pentágono. Trump levanta que os EUA não deveria ter na Rússia novamente o
"inimigo central", chegando mesmo a criticar a linha que Obama segue
hoje na Síria, repetindo o que a OTAN fez na Líbia. Como um fundamentalista
cristão, para Trump o problema fundamental dos EUA não são os regimes
nacionalistas árabes e sim o "islamismo", coerente com esta visão
reacionária combateu o acordo nuclear celebrado pela Casa Branca com o regime
dos aiatolás do Irã. Desconectada com as necessidades conjunturais do
imperialismo ianque, a candidatura Trump caminha para uma inexorável derrota
eleitoral em novembro próximo, Hillary tenta passar a imagem do
"progressismo" versus a imagem do ultrapassado retrógrado decadente.
Não será nada fácil esconder as mãos sujas de sangue do povo árabe da Sra.
Clinton, maquiada pela mídia corporativa como a "defensora das
minorias", mas pasmem para um pequeno grupo da esquerda revisionista
brasileira, o MAIS, a ex-Secretária de Estado representa uma alternativa
correta para derrotar o "ditador Assad" na Síria. Vejam que absurdo
foi escrito pelos revisionistas que fazem apologia de uma suposta
"revolução" comandado pela OTAN: "Além disso, Trump defendeu um
alinhamento dos EUA ao ditador sírio Bashar al-Assad na Guerra Civil Síria,
capitulando à política externa da Rússia. Hillary, por outro lado, insiste que
tanto Bashar quanto o presidente russo Vladimir Putin devem responder por
crimes contra a humanidade cometidos na Síria. Hillary, inclusive, subiu o tom
contra a Rússia durante o debate." (Site do MAIS 12/10/06). Parece
inacreditável que militantes de se reivindicam da "esquerda
socialista" torceram por Hillary no debate dos dois candidatos a gerente
do imperialismo MAIS covarde e assassino de todo o planeta. A cortina de fumaça
distracionista em torno da corrupção de Trump envolvendo seus negócios
milionários(como se existisse algum burguês honesto) ou mesmo suas patéticas
declarações homofóbicas, servem apenas para ocultar o verdadeiro caráter
sombrio da candidata oficial do imperialismo ianque para pilotar sua máquina de
guerra. Os Comunistas Revolucionários não nutrem qualquer simpatia pela
açougueira Clinton, caindo na falácia de seu "progressismo" contra o
palhaço reacionário Donald. Defenestrar as duas alas do partido burguês único
do imperialismo ianque, continua a ser a tarefa nodal de todos aqueles
militantes internacionalistas que sabem honrar o legado programático do genuíno
Trotskismo!
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Depois de alugar sua legenda para um empresário milionário
em Jaboatão dos Guararapes, o PCO expandiu seus negócios de “franquia política”
para a cidade vizinha, Recife, capital do Estado de Pernambuco. Lançou como
candidato do partido o guarda municipal Carlos Pantaleão, que obteve 429 votos
em um universo de quase 1 milhão de eleitores. Tão logo saiu o resultado
eleitoral, levando a disputa para o 2º turno entre Geraldo Julio (PSB) e João
Paulo (PT) e antes mesmo do PCO deliberar nacionalmente uma posição oficial,
Pantaleão tratou de anunciar já no dia 03 de outubro o apoio ao PT no segundo
turno das eleições municipais de Recife. “Eu indico o voto em João Paulo”,
afirmou Carlos Pantaleão. Segundo ele “Entre o petista e o socialista, o que
mais vai atender aos trabalhadores é João” (Jornal do Commercio, 03.10). Como
se observa Pantaleão é mais um que se abriga no PCO para fazer política
burguesa aproveitando-se das posições frente populistas do PCO e de sua estrutura
partidária corrompida, que não exige qualquer centralização político-programática
para controlar a legenda em cidades fora de São Paulo, sede da seita familiar
comandada por Rui Pimenta. Tamanha “liberdade” de Pantaleão em seu acordo podre
com o PCO é possível porque Causa Operária não passa hoje de um satélite do PT,
uma sublegenda da Frente Popular que no ápice de sua degeneração ideológica,
política e material permite que seu “representante” em Recife anuncie o apoio a
candidatura burguesa de João Paulo sem que ao menos o partido declare
oficialmente sua posição no site ou jornal. O petista já foi prefeito por duas
vezes (2000-2008) e governou para os capitalistas, reprimindo greves e
atacando direitos dos trabalhadores. Em 2007 demitiu a dirigente sindical
Cláudia Machado Ribeiro, uma das principais lideranças à frente do Simpere
(Sindicato dos professores Municipais do Recife) e perseguiu os chamados
“transportes alternativos” para atender aos interesses dos donos das empresas
de ônibus, além de reprimir os estudantes nos protestos contra os aumentos de
passagem. Por fim, lembremos que durante as gestões burguesas de João Paulo, o
PT foi aliado fiel do grupo "socialista" de Eduardo Campos (PSB).
Pantaleão é membro da Guarda Municipal, agora tornou-se cabo eleitoral de seu
antigo chefe na prefeitura! Longe de defender a destruição do aparato
repressivo da burguesia contra os trabalhadores, o candidato do PCO
apresentou-se na campanha eleitoral como defensor exemplar da Guarda, inclusive
reivindicando sua “unificação” com as polícias: “Vou unificar as polícias
Civil, Militar e a Guarda Municipal” prega Pantaleão. Como se observa, ele
reivindica aperfeiçoar a ação do braço armado do Estado contra os
trabalhadores, sem meias palavras. Mas o pior ainda estar por vir! Pantaleão
defende armar a Guarda Municipal, uma plataforma reacionária reivindicada pela
direita fascista contra o povo! Na entrevista que deu no TV Jornal Meio-Dia em
21 de setembro, Pantaleão declara de viva voz (escutar áudio a partir dos 33
segundos): “Nas nossas mãos está no âmbito municipal é o reconhecimento da
Guarda Municipal. Através da Lei 13.022,
com a guarda armada...Hoje ela está em situação precária porque os guardas
estão trabalhando sem colete, os coletes estão vencidos, sem armamento, a
guarda não pode nem contribuir com o processo da segurança pública” (http://video11.mais.uol.com.br/15999464.mp3).
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| O empresário milionário do PCO em Jaboatão: Adilson e seus cabos eleitorais pagos |
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| Pantaleão e seus colegas da Guarda Municipal de Recife exigem armamento |
terça-feira, 11 de outubro de 2016
RENTISTAS APROVAM PACOTE DA “MALDADE” INICIADO POR DILMA E
CONCLUÍDO POR TEMER: ATÉ O VICE-LIDER DO ENTÃO GOVERNO PETISTA VOTOU A FAVOR
Os rentistas exigiram e o covil de bandidos, que atende pelo nome de Câmara dos Deputados, aprovou a PEC 241 que congela os gastos sociais do governo federal por um período de vinte anos, só fica de fora mesmo os serviços e os juros da dívida pública. O golpista Temer como um verdadeiro mordomo do mercado financeiro utilizou toda a "logística" do aparelho estatal para "convencer" sua base parlamentar da necessidade da PEC que estipula um teto financeiro do Tesouro Nacional para as despesas em investimentos, custeio, pessoal e obrigações constitucionais como saúde e educação por exemplo. Na verdade o "pacote da maldade" já vinha sendo implementado pelo governo por via do contingenciamento dos gastos públicos, agora apenas foi "constitucionalizado" pela PEC aprovada ontem (10/10) com o apoio de 366 deputados e 111 votos contrários. Desde o período que teve o ministro Joaquim Levy (estafeta dos banqueiros) no comando da área econômica do governo Dilma, os gastos públicos foram rebaixados em cerca de 25%, gerando uma profunda crise no sistema público de saúde (SUS) e praticamente a paralização das obras públicas, inclusive as que estavam em fase avançada de conclusão. Era o início do chamado "ajuste fiscal" das contas públicas, levado a cabo na Previdência Social (corte de uma parte dos benefícios) e em todos os setores do governo federal, abrangendo também as empresas estatais. A gerência Dilma justificou seu "ajuste" com base no aumento do déficit público, mais precisamente em sua relação com o montante do PIB , que apontava na possibilidade de um "default" na capacidade de pagamento da dívida interna por parte do governo. Com esta "equação" (dívida x PIB) na prancheta dos tecnocratas de Brasília, os rentistas dobraram o governo da Frente Popular nomeando o neoliberal Levy para inicializar a supressão de direitos sociais e conquistas históricas da classe trabalhadora. Entretanto com o aguçamento da crise política e econômica, Dilma não poderia dar garantias ao mercado que a "sangria" do déficit séria estancada, foi apeada do Planalto por um golpe institucional protagonizado por sua própria base parlamentar de apoio. Está claro que a Frente Popular foi completamente impotente para barrar a voracidade dos rentistas, na possibilidade de decretar como mínimo uma moratória da dívida, como fez o governo Chavez na Venezuela, optou por ceder... e perder seu posto de gerente geral dos negócios da grande burguesia. Porém Temer não é um político afeito a demagogia de "esquerda", serviçal direto das corporações capitalistas decidiu logo por atender todas as exigências da banca financeira, nomeando para coordenar a execução da tarefa mais suja um escroque que antes serviu ao governo Lula, Henrique Meirelles. Isto talvez explique o voto a favor da PEC da morte da saúde e educação públicas, dado pelo último vice-líder do governo Dilma, o "aguerrido" deputado Silvio Costa. É certo que quase a totalidade das bancadas do PT e PCdoB votou contra o pacote da "maldade" contra o povo, a exceção do deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), verbalizando um duro discurso de denúncia das consequências da PEC, mas cretinice a parte não falaram quem começou o "ajuste" e o corte dos programas sociais. Com praticamente a mesma votação obtida no impeachment da presidenta Dilma, Temer deu uma demonstração de força e coesão de sua base de bandidos federais, por outro lado caem por terra as últimas ilusões de que a pressão sobre este Congresso de picaretas será capaz de garantir alguma vitória para a população pobre e oprimida. Com o limiar de duros ataques que ainda estão por vir, como a reforma da previdência e a rápida deterioração do cenário econômico, só resta aos movimentos sociais o caminho da ação direta rumo à preparação de uma verdadeira greve geral. Nenhuma confiança na velha burocracia sindical, forjar novos organismos de luta e uma direção classista que esteja à altura dos desafios para derrotar esta brutal ofensiva neoliberal das elites dominantes.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
MAIS UM FURACÃO ATINGE O HAITI: UMA TRAGÉDIA “NATURAL” PARA
UM PAÍS DEVASTADO HISTORICAMENTE PELA ESPOLIAÇÃO COLONIALISTA. DERROTAR A OCUPAÇÃO IMPERIALISTA DA ILHA NEGRA!
Já passam de mil os mortos em função da passagem do furacão
Matthew pelo Haiti no último dia 04 de outubro. O olho furacão – o ponto central que fica em relativa
calmaria – entrou pelo sul do país rodeado com ventos fortes de 230 km/h, e
atravessou a península sudoeste da ilha que o Haiti divide com a República
Dominicana. Além de centenas de mortes, deixou milhares de casas destruídas
e cidades inteiras inundadas. Obviamente esse gigantesco número de vidas perdidas poderiam
ter sido evitadas, mas a ilha negra sofre secularmente com a miséria e a fome,
as mortes por “tragédias naturais” são mais uma expressão da barbárie social
que o capitalismo impôs ao Haiti, uma realidade perversa que se recrudesceu nas
últimas décadas. Não há nenhum sistema de prevenção contra furacões, como em
Cuba (um Estado operário sob bloqueio do imperialismo mas que se protege bem de furacões) e no próprio EUA, a potência capitalista mais rica do mundo. O Haiti é considerado um dos países mais pobres do planeta e consequentemente sem infraestrutura para enfrentar situações como essa.
Lembremos que em 2010 outro terremoto arrasou o país, deixando mais de 200 mil
mortos e milhares de desabrigados. De lá para cá só se aprofundou o caos e a
barbárie social. Depois que os marineres ianques ocuparam o país dias após a
catástrofe passada, o Haiti foi alvo de furacões, as tropas da ONU trouxeram
cólera para a ilha que já matou 2 mil pessoas e o imperialismo, em conjunto com
o governo brasileiro que comanda a Minustah, montou uma fraude eleitoral
grotesca para impor mais uma vez uma marionete como presidente de sua nova
colônia, planejada para ser uma base militar estratégica entre Cuba e
Venezuela. A burguesia mundial instaurou um regime de semi-escravidão a
serviço, principalmente, da indústria têxtil brasileira e das transnacionais
norte-americanas que pagam um salário mínimo aos haitianos de 200 gourdes (190
reais). Ademais, a repressão aos haitianos serviu como campo de treinamento
para o aparato repressivo brasileiro e de outras nações latino-americanas,
táticas de guerra agora aplicadas nos morros e favelas cariocas durante o governo da Frente Popular e mantido pelo golpista Temer, como vimos recentemente nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
PSTU ANUNCIA APOIO A FREIXO PARA “DERROTAR A DIREITA”: UM
ABRUPTO GIRO OPORTUNISTA EM DIREÇÃO A “FRENTE DE CENTRO-ESQUERDA” BURGUESA
FORMADA PELO PSOL, PT, PCdoB, PSB E REDE
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
REDE COLHE O MAOIR FIASCO DO CIRCO ELEITORAL: MARINA TERÁ
QUE ENTREGAR A LEGENDA AO JUSTICEIRO MORO EM 2018 PARA CONSEGUIR SOBREVIVER. UM
PRIMEIRO AVISO A UMA ESQUERDA QUE NÃO QUER ENXERGAR A MARCHA DO BONAPARTISMO!
Muito tem se falado acerca do verdadeiro "aplastamento" político sofrido pelo PT nas eleições do último domingo, porém se observarmos com um certo cuidado os resultados gerais e não simplesmente as vitórias eleitorais do bloco da direita, poderemos constatar que o maior desastre não coube ao partido de Lula e Dilma e sim ao REDE de Marina Silva que sequer protagonizou uma única disputa em alguma cidade importante do país. O partido da ex-candidata que quase chegou ao Planalto em 2014 obteve um desempenho eleitoral de partido nanico e o que é bem pior: como sublegenda do bloco conservador de direita na maioria dos municípios. Diante do intenso desgaste nacional da Frente Popular as classes dominantes inflaram midiaticamente o nome de Marina como uma alternativa "eco-imperialista" para se contrapor as aspirações de Lula retornar à presidência da república em 2018, esperavam que o REDE capitalizasse o "sentimento" anti-política, como fez o empresário tucanalha Dória em São Paulo. Entretanto o "debute" eleitoral do REDE ficou abaixo do sofrível, começando pela própria Marina que acovardou-se em concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro, como pretendiam muitos dos seus correligionários. A política reacionária de Marina, que apoiou Aécio Neves no segundo turno de 2014 para depois chancelar a iniciativa golpista do impeachment, não deixa a menor dúvida do caráter fraudulento do REDE, uma legenda que tenta se apresenta como "algo novo na política brasileira". Com o fiasco eleitoral o REDE já começou a se decompor, uma fração de sua direção integrada pelo ex-deputado petista Marcos Rolim (dirigente do antigo PRC) e também pelo sociólogo Luiz Eduardo Soares romperam com o partido, acusando Marina de representar o servilismo diante das velhas oligarquias dominantes. Sem o menor peso eleitoral em nível nacional para tentar cacifar novamente sua candidatura presidencial, só restará ao REDE e sua caudilha Marina oferecer a legenda ao "justiceiro" da República de Curitiba: Sérgio Moro. Não se trata de mais uma especulação do possível tabuleiro eleitoral de 2018, mas de uma necessidade histórica do regime capitalista, ou seja, diante da crise econômica impor ao país um governo bonapartista para derrotar a resistência das massas ao " ajuste" neoliberal que Temer não conseguirá implementar integralmente. A operação "Lava Jato" é algo bem superior do que uma simples farsa jurídica para criminalizar o PT e prender Lula. Foi planejada desde Washington para desnacionalizar os ramos mais importantes da economia brasileira, Moro acompanhado de sua esquadra fascista é um homem treinado nos EUA para ser catapultado como o "herói nacional", levantando a bandeira da luta contra a corrupção estatal da esquerda reformista. É certo que a burguesia nacional tentou antes uma manobra similar com o ex-ministro Joaquim Barbosa, "carrasco do Mensalão", o magistrado do STF declinou do convite em 2014 certo que Marina venceria aquela disputa, mas o PT ainda tinha "bala na agulha" e barrou o engodo reelegendo Dilma. Com a fundação do REDE após a eleição de 2014, Marina vem "patinando" entre o comando Tucano e seus chefes da Casa Branca e do Itaú que financiaram a fundação do novo partido "ecoenganador", agora com o fiasco eleitoral de 2016 não há mais espaço para adiar sua rendição a Moro ou a Alckmin e a maioria staff marineiro se já inclina para o "justiceiro". Moro patrocina muito discretamente sua campanha ao Planalto, sua publicidade política fica por enquanto exclusivamente a cargo da famiglia Marinho que trafica a "ponte" entre Marina e a "República de Curitiba", a ex-senadora deverá ser indicada a vice na chapa "Preto/Esmeralda", simbolizando a unidade eleitoral do fascismo como o eco-imperialismo. Possuindo o controle do STF e TSE, como foi demostrado ontem com a votação inconstitucional das prisões em segunda instância de julgamento, e do conjunto da mídia corporativa a candidatura de Moro se coloca como imbatível, mesmo no cenário em que tenha que enfrentar um fragilizado Lula e possivelmente Alckmin ou Aécio (rompidos entre si), será a reedição do que as classes dominantes vinculadas aos retintas de Wall Street tentaram fazer com Collor em 89, porém fracassaram rotundamente. Alertamos ao movimento operário já a algum tempo da marcha inexorável da direita fascista, que tem na perspectiva de instaurar um governo bonapartista sua principal estratégia política diante da crise do regime. Desgraçadamente a esquerda reformista só tem os olhos voltados para comentar o debacle do PT, uns comemorando outros chorando, enquanto está cega para ver a "tempestade" do fascismo em plena formação.
EFEITOS DA LAVA JATO: GOLPISTA TEMER APROVA NA CÂMARA
PROJETO APOIADO ANTERIORMENTE POR DILMA NO SENADO QUE ENTREGA O PRÉ-SAL AS
MULTINACIONAIS E PREPARA AS BASES PARA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS
O governo golpista de Temer conseguiu aprovar na Câmara dos
Deputados nesta quarta-feira (5) o texto-base do projeto de lei que desobriga a
Petrobras de participar de todos os consórcios de exploração dos campos do
Pré-sal. Esse projeto foi inicialmente aprovado no Senado em fevereiro deste
ano, em um acordo podre costurado entre Dilma, Serra, Renan e Jucá. Na época o
Blog da LBI denunciou a negociata: “Conchavo imundo para entregar o Pré-sal ao
imperialismo: Serra e Dilma selaram acordo antinacional no senado apunhalando a
combalida Petrobras” (25.02). Já a seção de ontem na Câmara ocorreu em clima tenso
e chegou a haver tumulto após a troca de xingamentos entre parlamentares da
base de Temer e representantes da Frente Popular (PT, PCdoB, PDT) e do PSOL. O
texto-base foi aprovado por um placar de 292 votos a favor, 101 contrários e
uma abstenção. Para concluir a votação, os deputados ainda precisam analisar
sete emendas com sugestões para alterar trechos da proposta, mas, para isso,
ainda não há data de votação definida. Depois de concluída a votação na Câmara,
deverá seguir para a sanção presidencial do golpista Temer. Desta forma
aprovou-se um novo golpe mortal na vida da Petrobras. O primeiro ainda na
trágica era FHC foi a quebra do monopólio da exploração do petróleo pela
Petrobras permitindo que empresas transnacionais operassem em território brasileiro.
Agora se retirou da estatal a exclusividade das atividades de operação na
camada do Pré Sal, inclusive a participação obrigatória de 30% em consórcios de
empresas estrangeiras que tenham interesse na compra de blocos marítimos na
costa nacional. A gênese desse ataque foi o PLS 131/2015 do senador Tucano José
Serra, elaborado sob encomenda dos cartéis internacionais de energia. Em
fevereiro ele tramitou em caráter de urgência com a cumplicidade do mafioso
Renan Calheiros (presidente do covil) e na reta final de sua aprovação foi
endossado pela presidente Dilma e sua base aliada na Casa. Lembramos que no
começo do ano enquanto alguns senadores do PT como Lindbergh Farias e Fátima
Bezerra utilizavam a tribuna para condenar o projeto entreguista de Serra,
caciques do partido como José Pimentel (líder do governo no Congresso Nacional)
articulavam o apoio pessoal de Dilma a iniciativa tucana. Na noite anterior
(23/02) por uma margem bem apertada, o PSDB com apoio de Renan conseguiu
aprovar o regime de urgência na votação da proposta de Serra, estava aberta a
ponte entre os Tucanos e o governo para fecharem o acordo bastardo no dia
seguinte. O Planalto então sob o comando de Dilma "costurou" com o
senador Romero Jucá (PMDB-RR) um texto que agradou a todos os privatistas. O
conluio estabeleceu que a Petrobras deverá se manifestar sobre sua preferência
como operadora dos campos que serão licitados e essa manifestação será avaliada
pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A palavra final do CNPE é
sempre da Presidência da República. Com a votação nominal no Senado o resultado
final da aprovação do substitutivo do senador Romero Jucá ao PLS Serra foi de
40 votos sim, 26 não e uma abstenção. O famigerado Projeto de Lei seguiu para
análise da Câmara dos Deputados após ser vergonhosamente considerado um
“avanço” pela então maioria da base governista de Dilma do Senado, com a única
exceção de Roberto Requião que denunciou na tribuna da Casa a “covardia” da
presidenta Dilma. Registre-se que a CUT e a FUP, apesar da extrema importância
da votação na Câmara de Deputados para os rumos da Petrobras não convocou
paralisação alguma, sequer um dia nacional de luta. Já a mídia “murdochiana”
não conseguiu esconder seu frenesi macabro com a votação final do projeto privatista
na Câmara dos Deputados, agora estão mais seguros que avançará os planos
traçados por Washington para acabar de vez com a Petrobras, já obrigada a
importar (pagando em dólar) dos EUA derivados do petróleo pela reduzidíssima
capacidade de refino no Brasil, será obrigada a “doar” o nosso Pré Sal para a
SHELL e BP sem obter retorno financeiro algum. A política neoliberal de
desinvestimentos da estatal (que vem do governo Dilma e foi aprofundada pelo
golpista Temer) e a venda a preço de banana de subsidiárias da Petrobras, como
a Transpetro e BR distribuidora, são a plataforma do Planalto para o próximo
período. Soma- se a este “programa” da equipe econômica palaciana comandada
pelo tucano Pedro Parente a paralisação das obras de conclusão das novas refinarias,
o que deverá gerar um prejuízo total de mais de 50 bilhões de Reais a estatal.
Todo esse plano aberto de privatização em nome de honrar os
"compromissos" da Lava Jato em "moralizar" a Petrobras.
REJEITAR UNIFICADAMENTE O ACORDO BIANUAL COM ÍNDICE
MISERÁVEL DE 8% DOS BANQUEIROS, DO GOVERNO GOLPISTA DE TEMER E DA
CONTRAF-CUT/CTB! NÃO À DIVISÃO DA ASSEMBLEIA/VOTAÇÃO POR BANCO E A
OPERAÇÃO-DESMONTE DA GREVE!
Os bancários completam 31 dias de greve e vão apreciar em
assembleias a proposta miserável dos banqueiros e do governo golpista de Temer,
fechada na madrugada de ontem, dia 05/10, que apresenta a fórmula de acordo
bianual, ultra rebaixado. O acordo prevê 8% de reajuste mais abono de R$3,5
mil, em 2016. No vale-alimentação o reajuste é de 15% e no vale-refeição e no
auxílio creche/babá é de 10%. Para 2017, a Fenaban repõe integralmente a
inflação (INPC/IBGE) mais 1% de “aumento real” nos salários e em todas as
verbas, além de abonar os dias parados. Apesar da proposta está aquém dos já
rebaixados índices reivindicados pela própria Contraf-CUT de inflação (9,62%)
mais 5%, ainda mais se considerarmos a alta lucratividade dos bancos, a
burocracia vendida da Contraf-CUT/CTB numa verdadeira operação-desmonte da
greve nacional dos bancários orienta pela aceitação dessa esmola vergonhosa.
O que está claro é que o fato dos banqueiros abonarem os
dias parados na forma de ultimato (só para as assembleias que ocorrerem dia 06)
serve como medida distracionista para ocultar que o índice de 8% não repõe
sequer a inflação, fazendo com que tenhamos uma perda em torno de 1,6%. Além
disso, inauguram um novo modelo de acordo bianual para engessar nossa luta para
o próximo ano e ainda criam um ambiente de “tranquilidade” para o governo
golpista de Temer avançar na reestruturação e privatização dos bancos públicos.
Há de se mencionar que o acordo da Fenaban é para dois anos mas os específicos
(BB, CAIXA, BNB, BASA) só é para um ano.
DIVIDIR AS ASSEMBLEIAS OU VOTAÇÕES POR BANCO SIGNIFICA
AJUDAR OS BANQUEIROS E O GOVERNO GOLPISTA DE TEMER A DERROTAR NOSSA GREVE!
Tudo isso com o aval da burocracia da CUT-CTB que se utiliza
de duas manobras para tentar enfiar goela abaixo da categoria esse acordo:
primeiro, embeleza a proposta, vendendo gato por lebre; segundo e mais
importante, já se cerca de cuidados para garantir o sucesso de sua
operação-desmonte através da realização de assembleias e votações em separado
por bancos. Impõe a divisão das assembleias por banco, chegando ao cúmulo, como
em São Paulo, de separar fisicamente os bancários por banco, em assembleias
especificas distantes uma das outras; ou, como em outras capitais, com mais
sutileza, resolve manter os bancários no mesmo espaço físico mas com crachás
diferenciados para votarem separados. E desse modo, pelo efeito dominó, sai
enterrando a greve nos privados, e depois, avança sobre os públicos. Um absurdo
que devemos rejeitar.
Ora, companheiros, se os bancários rejeitaram unificadamente
na mesma assembleia a primeira proposta da Fenaban de 6,5%, por que agora,
quando há uma outra proposta dos banqueiros, nós temos que votá-la
separadamente por banco? Afinal, as cláusulas econômicas são comuns à categoria
e devemos rejeitar o acordo bianual com a miséria de 8% dos banqueiros,
fortalecendo a mobilização para derrotar a política de arrocho salarial do
governo golpista de Temer. Só assim poderemos avançar em melhores propostas,
inclusive nas negociações específicas. Enquanto a CUT-CTB tenta etiquetar como
“conquista” as migalhas que caem da farta mesa dos banqueiros, a base
mobilizada deve rejeitar a esmola da Fenaban e atropelar as direções traidoras
para poder valer suas reivindicações.
Frente a essa situação nós, da Tendência Revolucionária
Sindical (TRS), que impulsionamos o Movimento de Oposição Bancária (MOB-CE), e
construímos a greve nos piquetes, atos e passeatas, nos opomos a essa traição e
chamamos os bancários em greve, o ativismo classista e combativo da categoria a
rejeitarem a migalha apresentada pela Fenaban e garantir as assembleias
unificadas, mantendo a greve nacional até o atendimento de nossas
reivindicações!
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
DEPOIS DO ACHINCALHAMENTO PELA DERROTA NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, PT É ALVO DE NOVA OFENSIVA JURÍDICO-POLICIAL NA BAHIA: BURGUESIA QUER ELIMINAR O POUCO QUE AINDA LHE RESTA DE SUA GERÊNCIA ESTATAL
Mal os resultados do segundo turno tinham sido divulgados no domingo à noite (02), impondo uma histórica derrota do PT nas capitais e grandes cidades, um sério revés produto tanto pela ofensiva policial-midiática via a Operação Lava Jato como da fraude através da “urna roubotrônica” (como em São Paulo), a PF mirou seu alvo para o governador petista Rui Costa. Um operação policial desferida nesta terça (04), intitulada como “Hidra de Lerna”, que investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades, focou especificamente na campanha eleitoral petista ao governo da Bahia. Trata-se de mais uma etapa da caçada ao PT. É visível que está em curso mega-operação institucional da burguesia para retirar do controle o PT de quase toda sua gerência estatal, tanto a nível federal, estadual e municipal. Neste ponto central encontra-se a razão da verdadeira “caçada” judicial para suprimir do PT os governos de Minas e Bahia. Fernando Pimentel já não governa de fato em Minas, é um “morto vivo” que apenas espera a hora da prisão, buscando retardar esse veredicto negociando nas sombras com seus algozes burgueses. Agora Rui Costa entrou na lista! Como ele o núcleo petista ligado ao ex-governador Jacques Wagner, ex-ministro de Dilma e cotado como um dos principais nomes para comandar o PT nacional ao lado de Lula. Com os dois governos estaduais do PT na mira da ofensiva policialesca o partido vai perder o naco de “poder” que ainda restava na federação. Até o mais tolo dos humanos sabe que a prática de cobrar comissões (propinas) em todos os negócios estatais é utilizada por todos os governos burgueses (inclusive os petistas), também fica cada vez mais claro que o PT é o único partido que vem sendo investigado e seus dirigentes presos. Como se viu no depoimento de Eike Batista sobre o caso Mantega, neste momento os procuradores não desejam “procurar” nada que incrimine o PSDB e outros partidos! Em nota, o PT declarou “Estranhamente a Polícia Federal arrombou as portas da sede do PT/Bahia no Rio Vermelho, hoje (04/10) às 6h, horário em que não há funcionários do partido.Segundo integrantes do Departamento Jurídico do PT, que chegaram após o arrombamento, o mandado de busca e apreensão era genérico, desacompanhado da decisão, não dizia o objeto da apreensão, não tinha nome de empresas nem o ano a que se refere. Entretanto, nas conversas com os agentes, percebeu-se que se tratava de documentos referentes às contas da campanha de 2014 aprovadas por unanimidade. Os documentos já estão encartados. O PT sempre esteve à disposição da justiça, mas nunca foi procurado para prestar qualquer informação. Por isso, considera desnecessários o arrombamento e o sensacionalismo desta ação. Este é mais um ataque contra o partido e contra a democracia, por diversos motivos inclusive pela votação do PT e partidos aliados na Bahia contra o golpe na votação da Câmara e no Senado”. Como se observa, apesar de “reclamar” dos exageros da ofensiva jurídico-policial, o PT é completamente refém da Justiça burguesa e incapaz de levar um combate de classe a essa realidade fascistizante. Com o revés nas eleições municipais e a perda eminente de todos seus governos estaduais, o PT não tem mais qualquer poder de reação no marco das negociações com as outras alas burguesas, apesar da força que ainda mantém junto a sua base social, que vai aos poucos migrando eleitoralmente para o PSOL. Ao denunciar esse novo ataque ao PT, os Marxistas Leninistas alertam mais uma vez que está o recrudescimento do regime político rumo a um Estado de Exceção que se imporá não somente com a fragilização do PT mas fundamentalmente através da criminalização dos movimentos sociais e o cerceamento das parcas liberdades democráticas ainda existentes. Somente os estúpidos do PSTU e PSOL podem apoiar as prisões e perseguições aos dirigentes petistas quando o alvo é o conjunto da esquerda, dos reformistas aos revolucionários. Nossa tarefa é organizar a resistência a ofensiva fascistizante em curso, defendendo inclusive o PT e seus dirigentes (por mais degenerados que sejam) sem nunca deixar de denunciar o programa de colaboração de classes da Frente Popular que pavimentou o caminho para a reacionária "caçada" em curso!
Mal os resultados do segundo turno tinham sido divulgados no domingo à noite (02), impondo uma histórica derrota do PT nas capitais e grandes cidades, um sério revés produto tanto pela ofensiva policial-midiática via a Operação Lava Jato como da fraude através da “urna roubotrônica” (como em São Paulo), a PF mirou seu alvo para o governador petista Rui Costa. Um operação policial desferida nesta terça (04), intitulada como “Hidra de Lerna”, que investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades, focou especificamente na campanha eleitoral petista ao governo da Bahia. Trata-se de mais uma etapa da caçada ao PT. É visível que está em curso mega-operação institucional da burguesia para retirar do controle o PT de quase toda sua gerência estatal, tanto a nível federal, estadual e municipal. Neste ponto central encontra-se a razão da verdadeira “caçada” judicial para suprimir do PT os governos de Minas e Bahia. Fernando Pimentel já não governa de fato em Minas, é um “morto vivo” que apenas espera a hora da prisão, buscando retardar esse veredicto negociando nas sombras com seus algozes burgueses. Agora Rui Costa entrou na lista! Como ele o núcleo petista ligado ao ex-governador Jacques Wagner, ex-ministro de Dilma e cotado como um dos principais nomes para comandar o PT nacional ao lado de Lula. Com os dois governos estaduais do PT na mira da ofensiva policialesca o partido vai perder o naco de “poder” que ainda restava na federação. Até o mais tolo dos humanos sabe que a prática de cobrar comissões (propinas) em todos os negócios estatais é utilizada por todos os governos burgueses (inclusive os petistas), também fica cada vez mais claro que o PT é o único partido que vem sendo investigado e seus dirigentes presos. Como se viu no depoimento de Eike Batista sobre o caso Mantega, neste momento os procuradores não desejam “procurar” nada que incrimine o PSDB e outros partidos! Em nota, o PT declarou “Estranhamente a Polícia Federal arrombou as portas da sede do PT/Bahia no Rio Vermelho, hoje (04/10) às 6h, horário em que não há funcionários do partido.Segundo integrantes do Departamento Jurídico do PT, que chegaram após o arrombamento, o mandado de busca e apreensão era genérico, desacompanhado da decisão, não dizia o objeto da apreensão, não tinha nome de empresas nem o ano a que se refere. Entretanto, nas conversas com os agentes, percebeu-se que se tratava de documentos referentes às contas da campanha de 2014 aprovadas por unanimidade. Os documentos já estão encartados. O PT sempre esteve à disposição da justiça, mas nunca foi procurado para prestar qualquer informação. Por isso, considera desnecessários o arrombamento e o sensacionalismo desta ação. Este é mais um ataque contra o partido e contra a democracia, por diversos motivos inclusive pela votação do PT e partidos aliados na Bahia contra o golpe na votação da Câmara e no Senado”. Como se observa, apesar de “reclamar” dos exageros da ofensiva jurídico-policial, o PT é completamente refém da Justiça burguesa e incapaz de levar um combate de classe a essa realidade fascistizante. Com o revés nas eleições municipais e a perda eminente de todos seus governos estaduais, o PT não tem mais qualquer poder de reação no marco das negociações com as outras alas burguesas, apesar da força que ainda mantém junto a sua base social, que vai aos poucos migrando eleitoralmente para o PSOL. Ao denunciar esse novo ataque ao PT, os Marxistas Leninistas alertam mais uma vez que está o recrudescimento do regime político rumo a um Estado de Exceção que se imporá não somente com a fragilização do PT mas fundamentalmente através da criminalização dos movimentos sociais e o cerceamento das parcas liberdades democráticas ainda existentes. Somente os estúpidos do PSTU e PSOL podem apoiar as prisões e perseguições aos dirigentes petistas quando o alvo é o conjunto da esquerda, dos reformistas aos revolucionários. Nossa tarefa é organizar a resistência a ofensiva fascistizante em curso, defendendo inclusive o PT e seus dirigentes (por mais degenerados que sejam) sem nunca deixar de denunciar o programa de colaboração de classes da Frente Popular que pavimentou o caminho para a reacionária "caçada" em curso!
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