quinta-feira, 20 de outubro de 2016

TRUMP, ANTECIPADAMENTE DERROTADO, DENUNCIA A FRAUDE ELEITORAL NA MAIOR "DEMOCRACIA DO MUNDO OCIDENTAL"

O último debate entre os candidatos a presidência dos EUA realizado na noite desta quarta-feira (19.10) foi marcado pela grave denúncia feita por Donald Trump de que estava em curso uma fraude eleitoral para garantir a vitória de Hillary Clinton. Antecipadamente derrotado, o magnata da hotelaria mundial e palhaço no circo eleitoral (abandonado pelo próprio comando do Partido Republicano) conhece bem as entranhas do poder burguês no coração do monstro imperialista e disse textualmente como estava sendo consumada a fraude na “maior democracia do mundo ocidental”: “É óbvio que está em curso uma ampla fraude no voto antes e durante a eleição. Por que os líderes republicanos negam o que está acontecendo? Que ingenuidade!” Segundo ele, a grande mídia garantia notícias diariamente sempre favoráveis a “Madame” Clinton, enquanto milhares de pessoas que não constavam na listagem oficial estavam sendo cadastradas de última hora nos condados para engordar os votos da Democrata com o aval das lideranças republicanas. Trump também denunciou que as petromonarquias árabes, Israel e as grandes corporações estavam financiando com bilhões de dólares a campanha de Hillary para ela levar a cabo a guerra contra a Síria. Ele concluiu que esse consórcio integrado pela mídia, o grande capital e a fraude na urna propriamente dita estava alterando o resultado eleitoral, impondo-lhe uma derrota com uma margem de 7% dos votos. Na média das pesquisas anteriores ao debate Hillary venceria no voto popular por 48,6% a 42,1% , já no Colégio Eleitoral essa vantagem seria maior de 333 a 205. Trump chegou a pedir a seus simpatizantes que monitorassem os locais de votação para identificar os aspectos mais visíveis da fraude eleitoral. Segundo sondagens, 41% dos eleitores – e 73% dos republicanos – acreditam em uma possível fraude eleitoral em favor da candidata democrata. A grave denúncia de Trump rapidamente conseguiu unificar toda a mídia corporativa e o establishment ianque para condenar a "inadmissível irresponsabilidade" do candidato republicano. Ocorre que nos EUA a organização das eleições está a cargo dos Estados e das instituições locais, majoritariamente controlados pelo Partido Republicano. Uma fraude maciça só poderia acontecer com sua cooperação. A denúncia de Trump implicaria que os Republicanos participarão de uma fraude contra seu candidato e em favor de Clinton, daí o motivo da “pergunta” de Trump no debate. Como a denúncia parte de um burguês bilionário que está provando na própria pele a fraude em pleno EUA trata-se de fato de grande importância política que não pode ser creditado apenas a um “desespero” de final de campanha, como querem passar seus adversários e outros “adoradores da democracia” no interior da esquerda reformista. Até porque esse “método” farsesco de garantir os candidatos preferenciais do imperialismo ianque via fraude eleitoral é importado para todo o planeta, tendo o Brasil seu principal laboratório com a urna eletrônica sem a impressão física do voto, o que impede inclusive a recontagem e pode ser manipulada através de um software. Apesar da insistência do “mediador” âncora Chris Wallace, da Fox News que afirmou peremptoriamente em tom de “pergunta” que o derrotado deve aceitar a vitória de seu adversário, Trump disse que achava que não iria aceitar os resultados finais: “Não estou avaliando nada agora. Vou olhar na hora”, disse. Pressionado mais uma vez, afirmou “O que estou dizendo agora é que vou dizer na hora. Vou mantê-los em suspense, ok?”. É a primeira vez que um candidato de um dos dois grandes partidos norte-americanos assume essa atitude em um debate de TV, o que deixou a Democrata bastante irritada. Sua “irritação” não se trata apenas de uma questão eleitoral doméstica, com a denúncia do Republicano fica cada vez mais claro aos olhos de qualquer “cidadão comum” como funciona o farsesco circo eleitoral da democracia burguesa voltado apenas a garantir os interesses políticos e econômicos das grandes corporações, dos rentistas e do complexo industrial-militar, que no grosso apoia a víbora Clinton independente do resultado "real" do sufrágio eleitoral. A madame Clinton que compartilha da política burguesa norte-americana há várias décadas conhece bem todos os mecanismos que determinam a fraude em favor de uma das alas do "grande partido ianque" em função da necessidade conjuntural das classes dominantes. Não precisa ir muito longe na história para aferir a aberrante fraude que derrotou o então candidato democrata Al Gore no ano de 2000, neste período a burguesia ianque necessitava de um "falcão agressivo" para levar adiante a invasão do Iraque, a escolha recaiu de forma determinada (para além da vontade popular) sobre o republicano George W. Bush.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ESPERANDO A PF COM SEU ADVOGADO, CUNHA É PRESO EM JOGADA DE MORO PARA “LIMPAR” A FARSA DA LAVA JATO


Finalmente a crônica anunciada da prisão de Cunha foi consumada, depois de negociar com o juiz Moro todos os termos de sua "rendição" para tentar proteger sua mulher e filha. A jogada midiática de Moro, prendendo tardiamente a figura mais odiada do país, aparece de forma cristalina como um passo para "limpar" a farsa da Lava Jato e semear a delicada prisão de Lula. Cunha é parte de um esquema de altos coletores de "comissões" do PMDB, do qual  também fazem parte Temer, Sarney, Renan, Jucá, Padilha e Moreira Franco. Deste "seleto" grupo da máfia dirigente do PMDB, por ironia da história apenas Cunha foi "rifado" no processo do golpe parlamentar contra o governo da Frente Popular. Logo o principal articulador parlamentar do golpe contra o PT, foi golpeado sendo cassado seu mandato parlamentar por uma ampla maioria da Câmara dos Deputados. O ex-presidente da Casa foi primeiro afastado de seu cargo por uma ação do STF, alegando envolvimento na cobrança de comissões (propinas) na Petrobras e somente depois de aprovado o impeachment de Dilma no Senado foi votado sua cassação pelo plenário da Câmara dos Deputados. Todos estes ingredientes já apontavam que o golpe institucional teria que pagar um "pedágio" político, e Cunha foi oferecido em "holocausto" justamente porque era a "peça" mais desgastada em todo este processo. Porém não se pode esperar que Moro utilize a prisão de Cunha para atingir a cúpula do PMDB ou o próprio presidente Temer, sócios do ex-deputado cassado em todos seus milionários negócios. No máximo a prisão de Cunha pode alcançar seu principal desafeto no PMDB, estamos falando é claro do "gato angorá", alcunha do ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco, responsável pela derrota do "Centrão" na recente eleição para a presidência da Câmara. Mas se o governo Temer e seus comparsas de partido estão tranquilos com a ação de Moro, não podemos afirmar o mesmo em relação Direção Nacional do PT. Cunha tende a se transformar em "boi de piranha" da Lava Jato para intensificar a caçada policial a Lula, agora com o mote que o justiceiro não prende somente petistas. Não sabemos ainda se Moro optará por uma prisão de Lula ou se levará por meses seu processo de desmoralização nacional, pela senda do acúmulo de denúncias e processos judiciais. O certo é que o recuo das mobilizações populares e a estratégia de priorizar o circo eleitoral, reforçaram a ofensiva reacionária da Lava Jato fragilizando a liderança de Lula diante da população. Mesmo sob as ameaças de prisões e linchamento midiático, o comando da Frente Popular continua apostando em sua plataforma de conciliação de classes. Não será com bajulações a figura de Lula, responsável político por incentivar a cobrança de "comissões" por todos os quadros do PT integrantes do governo e parlamento, que poderemos impedir a prisão de dirigentes da esquerda petista. Somente a mobilização direta das massas será capaz de derrotar o Estado de exceção em pleno curso no país, cujo objetivo final é retirar direitos sociais e garantias democráticas do povo brasileiro para favorecer rentistas internacionais.
MARINA SURPREENDE E DIZ QUE NÃO SERÁ CANDIDATA EM 2018: UM CLARO CONVITE A MORO PARA O JUSTICEIRO FORMATAR O ESTADO DE EXCEÇÃO JÁ EM PLENO CURSO NO PAÍS


As correntes de esquerda deram pouca importância às últimas declarações midiáticas da presidenciável Marina Silva, liderança onipotente do partido REDE. Marina afirmou ao "ESTADÃO" que :"Não sei se vou concorrer pela terceira vez em 2018". Após o fiasco eleitoral das ultimas disputas municipais, onde o REDE sequer conseguiu eleger meia dúzia de prefeitos em nível nacional, nós da LBI alertamos que a única possibilidade de sobrevivência política para a econeoliberal Marina Silva seria oferecer sua legenda para um nome de peso disputar o Planalto em 2018, com fortíssimas chances de vitória é claro. A então senadora Marina Silva que ao romper com o PT em 2009 cravou uma inequívoca trajetória de direita neoliberal, quase disputou os segundos turnos das eleições presidenciais de 2010 e 2014 (esta última em função da morte de seu cabeça de chapa o ex-governador Eduardo Campos do PSB), mas apesar das duas tentativas fracassadas a ex-petista tem um compromisso programático determinado de facilitar a abertura da economia do país aos investidores "verdes" norte-americanos. Com o prematuro default eleitoral do REDE, para conseguir honrar seus vínculos com os credores ianques que apostaram  financeiramente em seu partido, Marina agora parte para uma jogada ainda mais ousada do que a de 2014: oferecer seu nome (novamente como vice) e sua legenda para o justiceiro Moro "coroar" o processo de implantação do Estado de exceção no país pela via da "legitimidade das urnas". Alertamos mais uma vez que não se trata de uma simples manobra eleitoreira, mas sim de uma necessidade histórica das classes dominantes em formatar o regime político vigente para aplicar um duro ajuste neoliberal na economia do país, sob a supervisão direta do imperialismo norte-americano. Está absolutamente cristalino que nenhuma composição política burguesa tradicional tem condições de impor uma derrota social as conquistas e direitos da classe trabalhadora, se coube ao golpista Temer a tarefa de iniciar o ataque exigido pelos rentistas internacionais, não será este pústula sem voto que finalizará o processo de recrudescimento do regime democratizante. Diante da crise estrutural do capitalismo nativo, a burguesia nacional "clama" por um Bonaparte para salvar seus negócios e revestir a rapinagem do capital financeiro sobre as massas com ares de grande "respaldo popular". Seria muito incerto para a elite capitalista arriscar um dos "seus" já derrotados homens (Aécio, Serra ou Alckmin) em uma disputa com Lula, apesar de todo o desgaste político do PT. Moro vem sendo preparado exatamente para esta missão, esmagar Lula e todo o projeto nacional de neodesenvolvimentista da centro- esquerda burguesa, quem pensa que o justiceiro se limitará aos aspectos policiais e jurídicos está redondamente enganado. A iminência da prisão de Lula compõe apenas parte de uma "peça" de chantagem sobre a esquerda, o Gran finale se dará em 2018 com a posse de Moro, sob os escombros que a Lava Jato já promoveu. Para entender este mecanismo histórico de "recurso" da burguesia, nosso mestre Karl Marx escreveu em 1851 a obra "O 18 brumário de Luís Bonaparte", onde explana que em períodos de extrema crise as classes dominantes tem que entregar o Estado Capitalista nas mãos de aventureiros políticos que aparentam não representar seus interesses. Moro se enquadra como uma luva neste perfil, o não político que mandou prender grandes empresários e figuras renomadas do velho establishment, fabricado pela mídia corporativa como o "Salvador da Pátria" diante da lama da corrupção. Não seria a primeira vez que nossa burguesia tupiniquim tenta esta saída, fracassou com Collor justamente porque não contava com o aval do imperialismo para defenestrar os partidos existentes, porém a situação da crise atual é bem diversa. O REDE de Marina é uma casca vazia poupada pela mídia, entretanto servirá muito bem para abrigar eleitoralmente Moro com a maquiagem do "novo", não há que ter pressa afinal os juízes têm até um prazo especial para se filiarem a partidos, ainda é preciso concluir o trabalho sujo da Lava Jato em destruir a Petrobras e quebrar as empreiteiras nacionais, tudo em favor dos oligopólios imperialistas. Aos setores da esquerda que defendem toda esta farsa (Moro e sua famigerada Lava Jato), como o PSOL, caberá o papel de cúmplices desta enorme patifaria com o povo brasileiro.
IMPRESSÕES SOBRE O ARTIGO DE LULA NA “FOLHA”: UMA TÍMIDA DENÚNCIA DA OPERAÇÃO LAVA JATO NO MARCO DA POLÍTICA SERVIL DA FRENTE POPULAR DE SUSTENTAÇÃO DAS APODRECIDAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO BURGUÊS 

Lula escreveu nesta terça-feira (18.09) um artigo para o Jornal Folha de São Paulo intitulado “Por que querem me condenar”. Nele o ex-presidente afirma que “Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública” e conclui “Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país”.  É visível que Lula denuncia timidamente a Operação Lava Jato sem nunca questionar o caráter de classe da Justiça burguesa e das instituições apodrecidas do regime político. Ao contrario o dirigente do PT declara “É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática. Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado”. Como se observa, Lula avaliza a caçada aos dirigentes históricos do PT (Dirceu, Genoíno, Delubio), apenas questiona os “abusos” contra ele, sua crítica seria uma reclamação pelo atual tratamento a um homem que representou a garantia da estabilidade do regime político burguês na gestão da Frente Popular, ou seja, por 13 anos. Por essa razão avisa “Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito”. Aqui Lula é forçado a denunciar o conjunto da operação político-midiática que está em curso no país: liquidar o PT como partido político e eliminar as gerências estatais que ainda controla. Para além das “queixas”, o ex-presidente não aponta nenhum caminho de luta direta dos trabalhadores para barrar essa ofensiva reacionária. Ele apenas vislumbra que “Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos”. O artigo na verdade parece um “último alerta” à burguesia, reclamando da classe dominante ser “ingrata” com ele, um aviso protocolar para a história, testemunhal, mas sem indicar ou convocar nenhuma reação à altura. Apesar da tímida denuncia aos “agentes da lei” o mais importante não foi dito por Lula e tampouco convocado o movimento de massas para derrotar a ofensiva golpista que neste momento se apoia fundamentalmente na Operação Lava Jato, lastreada no suporte da mídia corporativa deste país. A equipe do justiceiro Moro tem sido poupada e foi até mesmo prestigiada desde o primeiro governo da presidenta Dilma, atuam acima da própria Constituição e agora já sonham em comandar diretamente o regime vigente, nacionalizando a malfadada “República de Curitiba”. A estratégia adotada pela cúpula do PT consiste em chamar a solidariedade da burguesia nacional contra a caçada humana a Lula promovida pela Lava Jato, acontece que a classe dominante compreende que o ciclo histórico do “neodesenvolvimento” lulista está encerrado. Por isso mesmo não é conveniente e oportuno arriscar a possibilidade de Lula chegar novamente ao Planalto em 2018. Trata-se de uma estratégia suicida, mesmo que Lula seja candidato em 2018 será derrotado por Moro, no marco dessa mesma operação fraudulenta em curso que une urna "roubotrônica", mídia e o grande capital que pavimenta pelo caminho eleitoral o estado de exceção que se gesta no Brasil. Convocamos a militância de base do PT e da CUT para somar forças na ação direta pela liberdade de todos os presos políticos deste autocrático regime democrático-burguês. A classe operária mesmo não reconhecendo o PT como um partido seu, deverá saber diferenciar seus inimigos principais e seus possíveis aliados circunstanciais, que neste caso se materializa na militância de base do partido e da CUT. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a prisão de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”.  

terça-feira, 18 de outubro de 2016

FREIXO TENTA “ENQUADRAR” A CST EM SUA POLÍTICA DE SUPORTE DE “ESQUERDA” AO SIONISMO. GRUPO MORENISTA RECUA E MANTÉM APOIO AO PSOL AFIRMANDO QUE POLÊMICA FOI “DESPROPORCIONAL E DESNECESSÁRIA”...


Um artigo do dirigente da UIT/CST (corrente interna do PSOL) Miguel Lamas, que corretamente denuncia a farsa midiática montada por ocasião da recente morte do genocida sionista Shimon Peres, vem sendo utilizado pela direita fascista contra a candidatura de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro. Várias entidades sionistas do país e do próprio Rio cobraram de Freixo uma posição exemplar de defesa do Estado terrorista de Israel. O bispo Crivella logo saiu do papel eleitoral de "candidato leigo" para assumir seu compromisso orgânico e ideológico com o assassino gendarme sionista, camuflado de respeito ao "sofrimento do povo judeu". Não tardou a resposta de Freixo a instigação da mídia corporativa e veio no mesmo formato programático... de seu adversário fanático da IURD, vejamos: "Marcelo Freixo repudia os textos que circularam pelas redes sociais desqualificando Israel e seu ex-presidente Shimon Peres. A produção e circulação desses textos não passou pela coordenação da campanha e, desta forma, está desautorizada. Pedimos desculpas aos que se sentiram ofendidos e reafirmamos que as posições expressadas nos textos não condizem com a opinião do candidato Marcelo Freixo a respeito da comunidade judaica" (Facebook de Freixo). Não se trata de um debate meramente "teórico" internacional sobre o caráter de Israel, Freixo compartilha da implantação das UPP's nos morros e comunidades cariocas que contam com treinamento e tecnologia dos sionistas "pioneiros" na manutenção dos grandes guetos urbanos, como a atual Faixa de Gaza na Palestina ocupada. Exatamente por este motivo este debate que não é propriamente eleitoral ganhou estas proporções, manter ou não a parceria do Rio com a máquina de guerra israelense é o fulcro da questão. O PSOL avaliza a vergonhosa atitude de Freixo exatamente porque desenvolve em seu interior uma forte tendência a cooperar com Israel, como demonstrou a recente visita do deputado Jean Wyllys ao gendarme cercada de fervorosos elogios. Por sua vez a CST autora intelectual do referido artigo gerador da polêmica, que deveria por princípio denunciar os sionistas genocidas, assim como seus apologistas de "esquerda", tratou de "recuar" em nome do jogo eleitoral: "Nestes dias em que estamos enfrentando o PRB, os Garotinho, Índio da Costa e o desembarque de praticamente todo o PMDB na campanha de Crivella, voltaram com força desproporcional e desnecessária as polêmicas que existem entre nós acerca do caráter do Estado de Israel e da solidariedade ao povo palestino. O primeiro e mais importante é ressaltarmos que mantemos nossa integral defesa dos direitos humanos em todo o mundo" (Nota da CST, 15/10,Em defesa do povo palestino, eleger Marcelo Freixo prefeito). A completa adaptação das correntes revisionistas (internas e externas) ao PSOL parece não ter limites, não nos estranha que além da própria CST, atacada diretamente pela direita sionista e Freixo, nenhuma outra tenha tomado posição sobre este grave fato político. Freixo segue seu "curso natural" na defesa do "capitalismo ecologicamente sustentável", afirmando que aproveitará as “boas” experiências dos colonos israelenses nas terras usurpadas do povo palestino. Para a esquerda reformista a única questão que importa é ganhar as eleições e provar que tem plena capacidade de gerenciar a crise estrutural do regime capitalista. Os Marxistas Revolucionários na contra mão do vendaval oportunista eleitoral reafirmam sua bandeira de destruição do Estado terrorista de Israel, acusando todos os agentes políticos do sionismo (tanto da direita como da esquerda) como cúmplices do covarde massacre do povo palestino.

domingo, 16 de outubro de 2016

EM BELÉM COM UMA ELEIÇÃO “CABEÇA A CABEÇA” PSOL CONSEGUIU REUNIFICAR A ANTIGA BASE ALIADA DO GOVERNO DILMA: PMDB E PT APOIAM EDMILSON NESTE SEGUNDO TURNO


Parece mesmo uma ironia da história, na cidade de Belém a antiga "base aliada" do governo Dilma vai aos poucos se reunificando em torno da candidatura de Edmilson Rodrigues do PSOL. PMDB e PT que lançaram candidatos a prefeito no primeiro turno, agora se juntam também ao PCdoB para apoiar o ex-prefeito Edmilson Rodrigues, que já está coligado ao PDT. Tentando reproduzir a "lógica" das eleições presidenciais de 2014, onde foi "vendida" a tese que o "inimigo central" a ser derrotado era o PSDB, agora em Belém a Frente Popular de colaboração de classes tenta se recompor não mais sob a égide do PT. Coube ao PSOL, uma vertente de esquerda da tradicional Social-Democracia, a tarefa de "renovar" a velha política de alianças da esquerda reformista com setores da burguesia decadente para gerenciar o Estado burguês. Neste caso concreto a burguesia do Pará sabe muito bem que pode confiar a gerência municipal de seus negócios nas mãos do PSOL, afinal Edmilson já foi prefeito duas vezes de Belém mostrando que governa para garantir o lucro dos empresários da cidade. Quando ainda era filado ao PT, Edmilson implementou uma plataforma de arrocho salarial do funcionalismo público, enfrentando várias greves reprimidas sempre com muita violência da guarda municipal. Agora não foi muito difícil para PSOL atrair o apoio da oligarquia corrupta comandada pelo Senador Jarbas Barbalho do PMDB, um antigo aliado eleitoral do PT no estado do Pará. O candidato derrotado à prefeitura pelo PMDB, Carlos Maneschy, tinha como vice em sua chapa o PRB da Igreja Universal e que agora estão ambos engajados na campanha para eleger Edmilson, esperando é claro que o PSOL retribua a "gentileza" em 2018. A chance de Edmilson ganhar a disputa pela prefeitura é bem superior a do seu colega de partido no Rio, Marcelo Freixo que enfrenta justamente o PRB que em Belém está apoiando o PSOL. O pior é que nesta ampla "salada" de apoios burgueses o PSOL em Belém poderá até receber uma mãozinha do golpista Temer, amigo político fiel do Senador Jarbas Barbalho. Não resta a menor dúvida que neste jogo burguês eleitoral não existe um único princípio programático da classe operária, tanto o PSOL, PT e PCdoB apenas traficam o nome do socialismo, para celebrar seus acordos com a burguesia nacional, sedentos para gerenciarem o Estado capitalista. O que realmente impressiona é o fato da esquerda revisionista ainda tentar mascarar as candidaturas do PSOL como uma alavanca de combate ao governo Temer e a direita fascista. Para estes farsantes do Trotskismo (CST, MAIS, PSTU e algumas "pulgas" afins) o PSOL poderia representar um "partido da esquerda socialista", mesmo declarando aos quatro ventos que defende a propriedade privada dos meios de produção (capitalismo sustentável) e também não vê inconveniente algum em estabelecer acordos políticos com vários setores reacionários da burguesia, desde sionistas até os golpistas do PMDB. A  conjuntura eleitoral em Belém é tão escandalosa, em particular a posição do PSOL, que obrigou o PSTU a definir o voto nulo nesta cidade, contrariando sua orientação nacional para este segundo turno. Os Marxistas Revolucionários entendem desde o primeiro turno que em Belém não existe uma "peculiaridade municipal" do PSOL, suas alianças abertas com os latifundiários do PDT e agora com a oligarquia Barbalho são apenas uma outra face da mesma política de acordos com a burguesia que Freixo leva adiante no Rio de Janeiro. Denunciamos em alto som como traidores da classe operária todos os revisionistas que tentam embelezar o programa Social-Democrata do PSOL em nível nacional, assim como reafirmamos nosso compromisso de vigorosa acusação do circo eleitoral vigente em nosso país em plena ante-sala do Estado de exceção. Por abaixo este regime da democracia dos ricos e construir uma alternativa de poder revolucionária para os trabalhadores!
A Mesa de Conciliação de Classes: PMDB, PRB, PDT, PV, Rede, PT e PCdoB 
declaram apoio a Edmilson (PSOL) em Belém

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ENVERGONHADO, PCO DECIDE PELO “VOTO NULO” ENQUANTO SUAS “FRANQUIAS” VOTAM NO PT E SEUS SATÉLITES REVISIONISTAS APOIAM O PSOL... OU COISA PIOR!


Depois de um longo silêncio, o PCO emitiu sua posição oficial sobre o 2º turno das eleições municipais: um envergonhado “Voto Nulo”. Forçado pela denúncia lançada pela LBI sobre o apoio de sua “franquia política” em Recife ao candidato do PT, um comunicado sem grande destaque no site explica “A escolha pelo voto nulo se dá por diversos motivos. Em primeiro lugar, o partido luta pela independência da classe operária e, diante disto, não reconhece em nenhum candidato no segundo turno como um representante da classe ou um defensor desta independência” (DCO, 13.10). Para não passar vergonha Rui Pimenta deveria pelo menos ter avisado antes seus próprios “representantes”, como Carlos Pantaleão, candidato derrotado do PCO em Recife que declarou logo depois de 02 de Outubro o voto em João Paulo (PT), segundo ele “o petista é o que melhor vai atender os trabalhadores”. Sejamos justos, Pantaleão tem alguma razão na posição que adotou. Após de ter visto todos os artigos de Rui Pimenta elogiando rasgadamente Haddad, mesmo depois de sua derrota fraudulenta para Dória (PSDB), deve ter pensado: se o PCO não tem como apoiar o PT porque Haddad não foi para 2º turno em São Paulo, eu posso fazê-lo aqui em Recife, vamos votar no João Paulo! “Estranhamente” a lacônica nota emitida por Causa Operária não tem uma linha sequer sobre as disputas em 30 de outubro nas capitais onde seus aliados da Frente Popular (PCdoB e PT) concorrem respectivamente no 2º turno, como Aracaju e a própria Recife. Esse “silêncio” ocorre para a posição “oficial” e protocolar do partido não se chocar abertamente com o chamado ao voto no PT pelas suas “franquias políticas” no 2º turno. Assim age um partido degenerado ideologicamente, política e materialmente, corrompido em função das pequenas benesses oriundas do apoio à política de colaboração de classes da Frente Popular.

Thieplo Bertola: aliado revisionista do PCO 
apoia o social-democrata Freixo (PSOL) 
Enquanto fica “mudo” com relação as disputas envolvendo o PT e PCdoB no 2º turno, Rui Pimenta se decida a analisar “com lupa” o Rio de Janeiro, onde o PSOL enfrenta o reacionário Crivella (PRB), reafirmando solenemente a posição de “Voto Nulo”. Segundo o PCO “O principal quadro no segundo turno é a eleição na cidade do Rio de janeiro, em que pela primeira vez o candidato do Psol, Marcelo Freixo, chegou ao segundo turno. O candidato psolista ganhou o apoio de praticamente todos os outros partidos de esquerda, inclusive PT e PCdoB. Freixo, no entanto, não possui apoio na classe operária e seu possível mandato não representa, com isto, uma experiência da classe trabalhadora com o regime democrático”. Tamanho “principismo” não passa de retórica, sem qualquer efeito no mundo real, tanto que o candidato a vice-prefeito na chapa do PCO do Rio de Janeiro, Thieplo Bertola, é um apoiador entusiasta da postulação do PSOL a prefeitura carioca. A todo o momento Thieplo posta mensagens no Facebook em apoio a Freixo como a que declarou “Estou chamando ao voto critico no Freixo no segundo turno no Rio. Como sempre acontece, a militância racionaria do Bolsonaro, Silas Malafaia e Crivela já estão fazendo campanha de difamação e boatos sobre o Freixo” (05.10). Mas o PCO defende ou não o "Voto Nulo" no Rio de Janeiro? Camaleônico como Rui Pimenta, o grupúsculo o qual Thieplo é “ligado”, ao declarar o voto no PCO no 1º turno atacava o PSOL “As candidaturas do PSOL não tem como eixo a denúncia do golpe... Por sua vez, onde acredita ter chances reais de se eleger o PSOL abraçou abertamente um programa neoliberal, de defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações, terceirizações, PPPs”. Mas agora no 2º turno tudo mudou... Como se observa estes senhores não passam de oportunistas, que depois de receberem seu “troco” pelos serviços prestados a Rui Pimenta passaram de “mala e cuia” para a campanha socialdemocrata do PSOL. Pior... O outro membro do arco de alianças do PCO, que apoiou virtualmente (apenas pela internet) o voto no partido do Sr. Rui, vive em Fortaleza no mais completo anonimato para negociar seus "serviços" com os Gomes do PDT. Para melhor acomodar interesses pessoais (materiais) na página do “grupo” de Thieplo não há qualquer posição sobre o segundo turno das eleições municipais, tamanha a “diversidade” de posições entre seus supostos membros, no famoso "cada um por si". Fica claro que tampouco onde o PCO anuncia publicamente o “Voto Nulo” como expressão de um suposto principismo as pulgas revisionistas que apoiaram a legenda de Rui Pimenta seguem sua posição "ortodoxa", preferindo integrar a “frente de centro-esquerda” com o PT, PCdoB, Rede, PSB ou mesmo apoiar subterraneamente o próprio PDT da oligarquia Gomes em Fortaleza, sempre obviamente usando o pretexto de “derrotar a direita, enfrentar o fascismo”, afinal de contas o PCO e seus "mui amigos" considera Ciro Gomes um dos mais destacados adversários do “Golpe de Estado” contra Dilma (PT), ainda que agora se queixe das críticas deste clã burguês a Lula.

Thieplo: De candidato a vice-prefeito pelo PCO-RJ a cabo eleitoral do PSOL
Como Freixo foi uma “celebridade” que se declarou contra o impeachment de Dilma no interior do PSOL, os poucos “apoiadores” do PCO no Rio de Janeiro durante o 1º turno escolheram o caminho de fazer agora embriagada campanha pelo social-democrata ecorreformista, não importando que ele esteja sendo defendido pela Rede e o PSB, partidos reacionários que inclusive apoiaram o Golpe Institucional. João Evangelista do grupúsculo solitário chamado “CCR”, que foi candidato a vice-prefeito de Diadema pela chapa do PCO, também não para de postar mensagens em apoio a Freixo. Definitivamente o PCO sai dessa campanha completamente desmoralizado. Suas “franquias políticas” chamam a votar no PT no 2º turno, apoiando candidaturas burguesas ligadas a Frente Popular, dando assim “consequência” a política de colaboração de classes pregada pelo Sr. Pimenta desde que Causa Operária começou a apoiar o governo neoliberal de Dilma em um claro processo de corrupção política e material. Já os poucos ratos revisionistas que lhe declararam apoio e integraram suas chapas (conduta também umbilicalmente ligada a essa cadeia de venda de pequenos serviços) se bandearam para a campanha socialdemocrata do PSOL...ou coisa pior como o PDT, em nome não se isolar, contra o “sectarismo” e para “fortalecer a luta contra o golpe e a democracia”! Rui Pimenta está “provando” de seu próprio veneno reformista como nos ensina o velho ditado popular.. “Quem cria Escorpião quando menos espera será picado”!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

TRUMP O PALHAÇO REACIONÁRIO POSTO NO CIRCO ELEITORAL IANQUE PARA PERDER: AÇOUGUEIRA CLINTON CONTA COM O APOIO DA BURGUESIA IMPERIALISTA E PASMEM ATÉ A SIMPATIA DO GRUPO "MAIS"!


O segundo debate televisivo das eleições presidenciais norte-americanas, ocorrido no último domingo (09/10) no estado do Missouri, começou com uma certa dose de tensão entre os dois candidatos à sucessão da Casa Branca e terminou com uma confissão de derrota por parte do candidato republicano "outsider" ao conferir a sua oponente Hillary o título de "lutadora que nunca se verga". A candidatura Trump tem atravessado crise após crise, seja com declarações desastrosas, revelações de áudios "impublicáveis" e por último o abandono político da cúpula do Partido Republicano. Porém há que se compreender o naufrágio da postulação de Trump não como uma má fase ou uma espécie de "inferno astral" de sua campanha, mas sim como produto de uma estratégia da burguesia imperialista ianque em conduzir com absoluta segurança de vitória a senhora da ofensiva guerreirista do Pentágono: madame Clinton. Desde que o comando central do Partido Republicano abriu mão de indicar um de seus destacados dirigentes do "Tea Party" para a disputa presidencial, deixando o caminho livre para o aventureiro Trump ganhar facilmente as prévias do partido, ficou cristalino a manobra para facilitar a vitória dos Democratas em 2016. Republicanos e Democratas são na verdade duas alas de um mesmo partido político que se revesam há mais de um século no controle da máquina imperialista de acordo com a necessidade da conjuntura mundial da luta de classes. Em poucos períodos da história uma ala do "grande partido ianque" conquistou três mandatos consecutivos, a ultima vez foi com Reagan e Bush "pai" (80 a 92) em plena etapa do fim da "guerra fria" e colapso da antiga URSS. Agora para a burguesia imperialista se faz necessário concluir com absoluta estabilidade o novo processo guerreirista iniciado por Obama e a Sra. Clinton no Oriente Médio e limítrofes geopolíticos. Entretanto as pretensões presidenciais da ex-Secretária de Estado dos EUA esbarravam na fragilidade eleitoral de sua candidatura, inclusive no interior do Partido Democrata onde quase não conseguiu derrotar o pseudo socialista Sanders na convenção Democrata. A Sra. Clinton é identificada no seu país, principalmente pelo chamado eleitorado "progressista" base social do Partido Democrata, como promotora das guerras que destruíram países inteiros e que inclusive levaram ao assassinato do embaixador dos EUA na Líbia. As denúncias de que sob a sua gestão no Departamento de Estado o ISIS foi impulsionado, não são meros impropérios eleitorais do reacionário palhaço Donald, o outro "pato". Com tamanha fraqueza política a Sra. Clinton só estaria mesmo apta para vencer um candidato fadado a perder... e isto a cúpula republicana já está encaminhando com bastante competência... Trump está sendo abandonado pelas "estrelas" de seu partido e pelo conjunto do establishment imperialista não em função das revelações machistas ou por suas declarações xenófobas, já é fato conhecido que a chefatura republicana compartilha das mesmas ideias fascistas, a " fritura" do bilionário candidato está diretamente ligada ao seu afastamento da plataforma guerreirista orientada pelo Pentágono. Trump levanta que os EUA não deveria ter na Rússia novamente o "inimigo central", chegando mesmo a criticar a linha que Obama segue hoje na Síria, repetindo o que a OTAN fez na Líbia. Como um fundamentalista cristão, para Trump o problema fundamental dos EUA não são os regimes nacionalistas árabes e sim o "islamismo", coerente com esta visão reacionária combateu o acordo nuclear celebrado pela Casa Branca com o regime dos aiatolás do Irã. Desconectada com as necessidades conjunturais do imperialismo ianque, a candidatura Trump caminha para uma inexorável derrota eleitoral em novembro próximo, Hillary tenta passar a imagem do "progressismo" versus a imagem do ultrapassado retrógrado decadente. Não será nada fácil esconder as mãos sujas de sangue do povo árabe da Sra. Clinton, maquiada pela mídia corporativa como a "defensora das minorias", mas pasmem para um pequeno grupo da esquerda revisionista brasileira, o MAIS, a ex-Secretária de Estado representa uma alternativa correta para derrotar o "ditador Assad" na Síria. Vejam que absurdo foi escrito pelos revisionistas que fazem apologia de uma suposta "revolução" comandado pela OTAN: "Além disso, Trump defendeu um alinhamento dos EUA ao ditador sírio Bashar al-Assad na Guerra Civil Síria, capitulando à política externa da Rússia. Hillary, por outro lado, insiste que tanto Bashar quanto o presidente russo Vladimir Putin devem responder por crimes contra a humanidade cometidos na Síria. Hillary, inclusive, subiu o tom contra a Rússia durante o debate." (Site do MAIS 12/10/06). Parece inacreditável que militantes de se reivindicam da "esquerda socialista" torceram por Hillary no debate dos dois candidatos a gerente do imperialismo MAIS covarde e assassino de todo o planeta. A cortina de fumaça distracionista em torno da corrupção de Trump envolvendo seus negócios milionários(como se existisse algum burguês honesto) ou mesmo suas patéticas declarações homofóbicas, servem apenas para ocultar o verdadeiro caráter sombrio da candidata oficial do imperialismo ianque para pilotar sua máquina de guerra. Os Comunistas Revolucionários não nutrem qualquer simpatia pela açougueira Clinton, caindo na falácia de seu "progressismo" contra o palhaço reacionário Donald. Defenestrar as duas alas do partido burguês único do imperialismo ianque, continua a ser a tarefa nodal de todos aqueles militantes internacionalistas que sabem honrar o legado programático do genuíno Trotskismo!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

APÓS ALUGAR SUA LEGENDA EM CIDADES DE PERNAMBUCO, PCO AGORA APOIA JOÃO PAULO (PT) EM RECIFE


Depois de alugar sua legenda para um empresário milionário em Jaboatão dos Guararapes, o PCO expandiu seus negócios de “franquia política” para a cidade vizinha, Recife, capital do Estado de Pernambuco. Lançou como candidato do partido o guarda municipal Carlos Pantaleão, que obteve 429 votos em um universo de quase 1 milhão de eleitores. Tão logo saiu o resultado eleitoral, levando a disputa para o 2º turno entre Geraldo Julio (PSB) e João Paulo (PT) e antes mesmo do PCO deliberar nacionalmente uma posição oficial, Pantaleão tratou de anunciar já no dia 03 de outubro o apoio ao PT no segundo turno das eleições municipais de Recife. “Eu indico o voto em João Paulo”, afirmou Carlos Pantaleão. Segundo ele “Entre o petista e o socialista, o que mais vai atender aos trabalhadores é João” (Jornal do Commercio, 03.10). Como se observa Pantaleão é mais um que se abriga no PCO para fazer política burguesa aproveitando-se das posições frente populistas do PCO e de sua estrutura partidária corrompida, que não exige qualquer centralização político-programática para controlar a legenda em cidades fora de São Paulo, sede da seita familiar comandada por Rui Pimenta. Tamanha “liberdade” de Pantaleão em seu acordo podre com o PCO é possível porque Causa Operária não passa hoje de um satélite do PT, uma sublegenda da Frente Popular que no ápice de sua degeneração ideológica, política e material permite que seu “representante” em Recife anuncie o apoio a candidatura burguesa de João Paulo sem que ao menos o partido declare oficialmente sua posição no site ou jornal. O petista já foi prefeito por duas vezes (2000-2008) e governou para os capitalistas, reprimindo greves e atacando direitos dos trabalhadores. Em 2007 demitiu a dirigente sindical Cláudia Machado Ribeiro, uma das principais lideranças à frente do Simpere (Sindicato dos professores Municipais do Recife) e perseguiu os chamados “transportes alternativos” para atender aos interesses dos donos das empresas de ônibus, além de reprimir os estudantes nos protestos contra os aumentos de passagem. Por fim, lembremos que durante as gestões burguesas de João Paulo, o PT foi aliado fiel do grupo "socialista" de Eduardo Campos (PSB). Pantaleão é membro da Guarda Municipal, agora tornou-se cabo eleitoral de seu antigo chefe na prefeitura! Longe de defender a destruição do aparato repressivo da burguesia contra os trabalhadores, o candidato do PCO apresentou-se na campanha eleitoral como defensor exemplar da Guarda, inclusive reivindicando sua “unificação” com as polícias: “Vou unificar as polícias Civil, Militar e a Guarda Municipal” prega Pantaleão. Como se observa, ele reivindica aperfeiçoar a ação do braço armado do Estado contra os trabalhadores, sem meias palavras. Mas o pior ainda estar por vir! Pantaleão defende armar a Guarda Municipal, uma plataforma reacionária reivindicada pela direita fascista contra o povo! Na entrevista que deu no TV Jornal Meio-Dia em 21 de setembro, Pantaleão declara de viva voz (escutar áudio a partir dos 33 segundos): “Nas nossas mãos está no âmbito municipal é o reconhecimento da Guarda Municipal.  Através da Lei 13.022, com a guarda armada...Hoje ela está em situação precária porque os guardas estão trabalhando sem colete, os coletes estão vencidos, sem armamento, a guarda não pode nem contribuir com o processo da segurança pública” (http://video11.mais.uol.com.br/15999464.mp3). 
O empresário milionário do PCO em Jaboatão: 
Adilson e seus cabos eleitorais pagos
A lei a que se refere Pantaleão, aprovada em 2014 durante do governo Dilma (PT), prevê o prazo de dois anos para a incorporação da instituição repressiva municipal no serviço de segurança pública com a utilização de arma de fogo. O representante de Causa Operária ao apoiar João Paulo do PT em Recife no segundo turno propõe que o futuro prefeito aplique a lei que aumenta a repressão aos camelôs, estudantes e ao povo trabalhador! Em Pernambuco, o PCO é uma prova concreta de como Rui Pimenta vem alugando a legenda a todo tipo de carreiristas e direitistas. Primeiro, "cedeu" a sigla nestas eleições municipais para o empresário Adilson de Souza na cidade de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana de Recife. Ele nunca foi militante do PCO, não tem nenhuma tradição na esquerda pernambucana, nenhum passado de luta contra a ditadura militar, seu histórico partidário é nulo! Adilson na verdade é um grande comerciante, tanto que declarou a justiça eleitoral que seu patrimônio é de R$ 18,5 milhões! Agora, descobrimos o apoio do PCO ao PT no 2º turno em Recife, chamando o voto em João Paulo, um candidato “já testado e aprovado” pela burguesia em seus negócios na administração municipal. O mais escandaloso que esse apoio está baseado em propostas reacionárias e certamente na incorporação do representante do PCO a uma futura administração petista, assumindo cargos de comando na Guarda Municipal! Pantaleão, que participou de várias palestras como Rui Pimenta recentemente tem o aval de seu “guru” para levar a frente essa conduta canalha. Aqui não se trata de nenhum "equívoco". Não há mais qualquer dúvida que a degeneração ideológica do PCO está lastreada pelos pequenos “favores” materiais que a Frente Popular provêm a legenda comandada por Rui Costa Pimenta. A brusca mudança política do PCO na direção do apoio ao governo Dilma há pouco tempo atrás não se tratou de mero “equívoco político” e sim uma inflexão oportunista com fortes bases materiais (financeiras). Aguardaremos como o Sr. Pimenta vai explicar a vergonhosa conduta de seu legítimo representante partidário em Recife, já que está calado com relação a denúncia que fizemos com relação ao seu “militante-milionário” em Jaboatão dos Guararapes. Fazemos esse alerta porque até agora a tal "Conferência Nacional" realizada após o segundo turno conseguiu a "proeza" de não declarar a posição oficial do PCO a nível nacional... 
Pantaleão e seus colegas da Guarda Municipal de Recife exigem armamento

terça-feira, 11 de outubro de 2016

RENTISTAS APROVAM PACOTE DA “MALDADE” INICIADO POR DILMA E CONCLUÍDO POR TEMER: ATÉ O VICE-LIDER DO ENTÃO GOVERNO PETISTA VOTOU A FAVOR


Os rentistas exigiram e o covil de bandidos, que atende pelo nome de Câmara dos Deputados, aprovou a PEC 241 que congela os gastos sociais do governo federal por um período de vinte anos, só fica de fora mesmo os serviços e os juros da dívida pública. O golpista Temer como um verdadeiro mordomo do mercado financeiro utilizou toda a "logística" do aparelho estatal para "convencer" sua base parlamentar da necessidade da PEC que estipula um teto financeiro do Tesouro Nacional para as despesas em investimentos, custeio, pessoal e obrigações constitucionais como saúde e educação por exemplo. Na verdade o "pacote da maldade" já vinha sendo implementado pelo governo por via do contingenciamento dos gastos públicos, agora apenas foi "constitucionalizado" pela PEC aprovada ontem (10/10) com o apoio de 366 deputados e 111 votos contrários. Desde o período que teve o ministro Joaquim Levy (estafeta dos banqueiros) no comando da área econômica do governo Dilma, os gastos públicos foram rebaixados em cerca de 25%, gerando uma profunda crise no sistema público de saúde (SUS) e praticamente a paralização das obras públicas, inclusive as que estavam em fase avançada de conclusão. Era o início do chamado "ajuste fiscal" das contas públicas, levado a cabo na Previdência Social (corte de uma parte dos benefícios) e em todos os setores do governo federal, abrangendo também as empresas estatais. A gerência Dilma justificou seu "ajuste" com base no aumento do déficit público, mais precisamente em sua relação com o montante do PIB , que apontava na possibilidade de um "default" na capacidade de pagamento da dívida interna por parte do governo. Com esta "equação" (dívida x PIB) na prancheta dos tecnocratas de Brasília, os rentistas dobraram o governo da Frente Popular nomeando o neoliberal Levy para inicializar a supressão de direitos sociais e conquistas históricas da classe trabalhadora. Entretanto com o aguçamento da crise política e econômica, Dilma não poderia dar garantias ao mercado que a "sangria" do déficit séria estancada, foi apeada do Planalto por um golpe institucional protagonizado por sua própria base parlamentar de apoio. Está claro que a Frente Popular foi completamente impotente para barrar a voracidade dos rentistas, na possibilidade de decretar como mínimo uma moratória da dívida, como fez o governo Chavez na Venezuela, optou por ceder... e perder seu posto de gerente geral dos negócios da grande burguesia. Porém Temer não é um político afeito a demagogia de "esquerda", serviçal direto das corporações capitalistas decidiu logo por atender todas as exigências da banca financeira, nomeando para coordenar a execução da tarefa mais suja um escroque que antes serviu ao governo Lula, Henrique Meirelles. Isto talvez explique o voto a favor da PEC da morte da saúde e educação públicas, dado pelo último vice-líder do governo Dilma, o "aguerrido" deputado Silvio Costa. É certo que quase a totalidade das bancadas do PT e PCdoB votou contra o pacote da "maldade" contra o povo, a exceção do deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), verbalizando um duro discurso de denúncia das consequências da PEC, mas cretinice a parte não falaram quem começou o "ajuste" e o corte dos programas sociais. Com praticamente a mesma votação obtida no impeachment da presidenta Dilma, Temer deu uma demonstração de força e coesão de sua base de bandidos federais, por outro lado caem por terra as últimas ilusões de que a pressão sobre este Congresso de picaretas será capaz de garantir alguma vitória para a população pobre e oprimida. Com o limiar de duros ataques que ainda estão por vir, como a reforma da previdência e a rápida deterioração do cenário econômico, só resta aos movimentos sociais o caminho da ação direta rumo à preparação de uma verdadeira greve geral. Nenhuma confiança na velha burocracia sindical, forjar novos organismos de luta e uma direção classista que esteja à altura dos desafios para derrotar esta brutal ofensiva neoliberal das elites dominantes.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

MAIS UM FURACÃO ATINGE O HAITI: UMA TRAGÉDIA “NATURAL” PARA UM PAÍS DEVASTADO HISTORICAMENTE PELA ESPOLIAÇÃO COLONIALISTA. DERROTAR A OCUPAÇÃO IMPERIALISTA DA ILHA NEGRA!


Já passam de mil os mortos em função da passagem do furacão Matthew pelo Haiti no último dia 04 de outubro. O olho furacão – o ponto central que fica em relativa calmaria – entrou pelo sul do país rodeado com ventos fortes de 230 km/h, e atravessou a península sudoeste da ilha que o Haiti divide com a República Dominicana. Além de centenas de mortes, deixou milhares de casas destruídas e cidades inteiras inundadas. Obviamente esse gigantesco número de vidas perdidas poderiam ter sido evitadas, mas a ilha negra sofre secularmente com a miséria e a fome, as mortes por “tragédias naturais” são mais uma expressão da barbárie social que o capitalismo impôs ao Haiti, uma realidade perversa que se recrudesceu nas últimas décadas. Não há nenhum sistema de prevenção contra furacões, como em Cuba (um Estado operário sob bloqueio do imperialismo mas que se protege bem de furacões) e no próprio EUA, a potência capitalista mais rica do mundo. O Haiti é considerado um dos países mais pobres do planeta e consequentemente sem infraestrutura para enfrentar situações como essa. Lembremos que em 2010 outro terremoto arrasou o país, deixando mais de 200 mil mortos e milhares de desabrigados. De lá para cá só se aprofundou o caos e a barbárie social. Depois que os marineres ianques ocuparam o país dias após a catástrofe passada, o Haiti foi alvo de furacões, as tropas da ONU trouxeram cólera para a ilha que já matou 2 mil pessoas e o imperialismo, em conjunto com o governo brasileiro que comanda a Minustah, montou uma fraude eleitoral grotesca para impor mais uma vez uma marionete como presidente de sua nova colônia, planejada para ser uma base militar estratégica entre Cuba e Venezuela. A burguesia mundial instaurou um regime de semi-escravidão a serviço, principalmente, da indústria têxtil brasileira e das transnacionais norte-americanas que pagam um salário mínimo aos haitianos de 200 gourdes (190 reais). Ademais, a repressão aos haitianos serviu como campo de treinamento para o aparato repressivo brasileiro e de outras nações latino-americanas, táticas de guerra agora aplicadas nos morros e favelas cariocas durante o governo da Frente Popular e mantido pelo golpista Temer, como vimos recentemente nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

PSTU ANUNCIA APOIO A FREIXO PARA “DERROTAR A DIREITA”: UM ABRUPTO GIRO OPORTUNISTA EM DIREÇÃO A “FRENTE DE CENTRO-ESQUERDA” BURGUESA FORMADA PELO PSOL, PT, PCdoB, PSB E REDE

Para justificar sua decisão de não coligar com o PSOL no 1º turno destas eleições municipais, o PSTU afirmou que uma vitória eleitoral do PSOL não seria do ponto de vista do Marxismo Revolucionário um avanço para a luta do proletariado pelo socialismo, seus textos explicaram que um triunfo dos candidatos sociais-democratas do PSOL geraria uma profunda decepção entre a vanguarda classista e os trabalhadores porque daria lugar a gestões baseadas em uma política de colaboração de classes, como foram as administrações petistas. Os artigos publicados pelo PSTU não nos deixam mentir: “Nós só alertamos: o PSOL segue os mesmos passos do PT. Pode obter êxitos eleitorais? É muito provável. No entanto, esta não é a solução da crise da esquerda brasileira provocada pela degeneração e traição do PT. Ao contrário, é o caminho seguro para uma decepção ainda maior e mais rápida” (Polêmica: Quais são os princípios do PSOL nas eleições?, 12.09). Eis que agora, no 2º turno, o PSTU decidiu se jogar de cabeça pela vitória eleitoral de Marcelo Freixo no Rio de Janeiro. Esquecendo completamente o que escreveu, a direção Morenista declara “Tivemos a tática de lançar a candidatura de Cyro Garcia e Marília Macedo no 1º turno. Agora daremos nosso voto crítico em Marcelo Freixo para enfrentar o bispo e acompanhar o movimento que os setores mais conscientes de nossa classe fará neste 2º turno. Entraremos com nossa militância e não mediremos esforços nessa luta eleitoral contra Crivella” (PSTU declara voto crítico em Marcelo Freixo no 2º turno, 05.10). Como assim “não mediremos esforço nessa luta eleitoral para eleger Freixo” se até ontem uma vitória do PSOL era “o caminho seguro para uma decepção ainda maior e mais rápida”? Cabe a cúpula do PSTU explicar essa mudança drástica de “tática” que vem desmoralizando sua militância de base: o PSTU migrou em menos de um mês de uma posição de adversário da suposta “Frente de Esquerda Socialista” no 1º turno a aliado da “Frente de Centro-Esquerda” burguesa encabeçada por Freixo no 2º, que já conta com o apoio do PT, PCdoB, Rede, PSB... Até “ontem” o PSTU criticava duramente o programa “reformista” do PSOL e a busca de coligações com a Rede ou o PPL ainda no 1º turno, tanto que lançou candidaturas próprias em todas as capitais e nas principais cidades em nome da independência de classe, por não aceitar o financiamento pelos capitalistas, enfim por uma série de “critérios políticos e programáticos revolucionários”. Especificamente no Rio de Janeiro, o PSTU justificou seu não apoio a Freixo ainda no 1º turno desta forma “O programa apresentado pelo pré-candidato Freixo, ‘se a cidade fosse nossa” ou, como apresentado a nós em reunião, ‘por uma cidade mais barata’ segue a mesma lógica do PT de ‘governar para todos’. Não adianta apresentar um programa palatável que não rompe com bancos, grandes empresas e esse sistema corrupto, e repetir a tragédia dos governos do PT”. Então porque agora o PSTU deseja ajudar a repetir a “tragédia dos governos do PT”? Qual a grande razão que fez o PSTU mudar de posição tão drasticamente e não defender o Voto Nulo? Pelo que parece o PSTU decidiu apoiar Freixo para se juntar a seus novos aliados burgueses de centro-esquerda (e outros nem tanto como o PSB-REDE) na luta por...“derrotar a direita, enfrentar Crivella”. Mas o próprio PSTU já criticava abertamente essa tática eleitoral de “unidade da esquerda contra a direita” reivindicada por Freixo logo no início das eleições. Na época o PSTU denunciava que “Infelizmente, no dia 3 de junho, realizou-se reunião entre o pré-candidato Freixo com os pré-candidatos Jandira Feghali (PCdoB) e Alessandro Molon (Rede), lideranças partidárias e movimentos sociais para discutir alternativas para o Rio de Janeiro e firmar acordo que foi sintetizado no texto intitulado ‘Sobre a União das Esquerdas’. O pré-acordo firmado por Freixo, projetando uma eventual aliança com PCdoB e Rede, demonstra que o pré-candidato do PSOL não medirá esforços para chegar ao segundo turno, repetindo a mesma lógica que degenerou o PT” (Nenhuma aliança com Molon (Rede) e Jandira (PCdoB)!, 22.06). Ao que parece o PSTU aliou-se a Freixo e seus parceiros da REDE, PSB, PT, PCdoB... em sua “lógica” de ampliar o leque de alianças para se eleger a qualquer custo. Sem dúvida essa capitulação vergonhosa ao PSOL vai gerar mais crise no PSTU. Em resumo, depois de ser acusado (com direito a todo tipo de impropérios impublicáveis) pelo PSOL e seu satélite MAIS de ter boicotado a “Frente de Esquerda Socialista” em todo país, chamado de sectário incurável, seita esquerdista etc... ter sido violentamente criticado por não dar seus “preciosos” votos para alcançar o coeficiente eleitoral e assim garantir a eleição de Amanda Gurguel em Natal ou Ailton Lopes da Insurgência em Fortaleza, o PSTU cede a pressão dos satélites do PSOL  e declara apoio a Marcelo Freixo no segundo turno do Rio de Janeiro!!!. Desta forma, o PSTU volta a sua política tradicional de ser satélite do PSOL.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

REDE COLHE O MAOIR FIASCO DO CIRCO ELEITORAL: MARINA TERÁ QUE ENTREGAR A LEGENDA AO JUSTICEIRO MORO EM 2018 PARA CONSEGUIR SOBREVIVER. UM PRIMEIRO AVISO A UMA ESQUERDA QUE NÃO QUER ENXERGAR A MARCHA DO BONAPARTISMO!


Muito tem se falado acerca do verdadeiro "aplastamento" político sofrido pelo PT nas eleições do último domingo, porém se observarmos com um certo cuidado os resultados gerais e não simplesmente as vitórias eleitorais do bloco da direita, poderemos constatar que o maior desastre não coube ao partido de Lula e Dilma e sim ao REDE de Marina Silva que sequer protagonizou uma única disputa em alguma cidade importante do país. O partido da ex-candidata que quase chegou ao Planalto em 2014 obteve um desempenho eleitoral de partido nanico e o que é bem pior: como sublegenda do bloco conservador de direita na maioria dos municípios. Diante do intenso desgaste nacional da Frente Popular as classes dominantes inflaram midiaticamente o nome de Marina como uma alternativa "eco-imperialista" para se contrapor as aspirações de Lula retornar à presidência da república em 2018, esperavam que o REDE capitalizasse o "sentimento" anti-política, como fez o empresário tucanalha Dória em São Paulo. Entretanto o "debute" eleitoral do REDE ficou abaixo do sofrível, começando pela própria Marina que acovardou-se em concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro, como pretendiam muitos dos seus correligionários. A política reacionária de Marina, que apoiou Aécio Neves no segundo turno de 2014 para depois chancelar a iniciativa golpista do impeachment, não deixa a menor dúvida do caráter fraudulento do REDE, uma legenda que tenta se apresenta como "algo novo na política brasileira". Com o fiasco eleitoral o REDE já começou a se decompor, uma fração de sua direção integrada pelo ex-deputado petista Marcos Rolim (dirigente do antigo PRC) e também pelo sociólogo Luiz Eduardo Soares romperam com o partido, acusando Marina de representar o servilismo diante das velhas oligarquias dominantes. Sem o menor peso eleitoral em nível nacional para tentar cacifar novamente sua candidatura presidencial, só restará ao REDE e sua caudilha Marina oferecer a legenda ao "justiceiro" da República de Curitiba: Sérgio Moro. Não se trata de mais uma especulação do possível tabuleiro eleitoral de 2018, mas de uma necessidade histórica do regime capitalista, ou seja, diante da crise econômica impor ao país um governo bonapartista para derrotar a resistência das massas ao " ajuste" neoliberal que Temer não conseguirá implementar integralmente. A operação "Lava Jato" é algo bem superior do que uma simples farsa jurídica para criminalizar o PT e prender Lula. Foi planejada desde Washington para desnacionalizar os ramos mais importantes da economia  brasileira, Moro acompanhado de sua esquadra fascista é um homem treinado nos EUA para ser catapultado como o "herói nacional", levantando a bandeira da luta contra a corrupção estatal da esquerda reformista. É certo que a burguesia nacional tentou antes uma manobra similar com o ex-ministro Joaquim Barbosa, "carrasco do Mensalão", o magistrado do STF declinou do convite em 2014 certo que Marina venceria aquela disputa, mas o PT ainda  tinha "bala na agulha" e barrou o engodo reelegendo Dilma. Com a fundação do REDE após a eleição de 2014, Marina vem "patinando" entre o comando Tucano e seus chefes da Casa Branca e do Itaú que financiaram a fundação do novo partido "ecoenganador",  agora com o fiasco eleitoral de 2016 não há mais espaço para adiar sua rendição a Moro ou a Alckmin e a maioria staff marineiro se já inclina para o "justiceiro". Moro patrocina muito discretamente sua campanha ao Planalto, sua publicidade política fica por enquanto exclusivamente a cargo da famiglia Marinho que trafica a "ponte" entre Marina e a "República de Curitiba", a ex-senadora deverá ser indicada a vice na chapa "Preto/Esmeralda", simbolizando a unidade eleitoral do fascismo como o eco-imperialismo. Possuindo o controle do STF e TSE, como foi demostrado ontem com a votação inconstitucional das prisões em segunda instância de julgamento, e do conjunto da mídia corporativa a candidatura de Moro se coloca como imbatível, mesmo no cenário em que tenha que enfrentar um fragilizado Lula e possivelmente Alckmin ou Aécio (rompidos entre si), será a reedição do que as classes dominantes vinculadas  aos retintas de Wall Street tentaram fazer com Collor em 89, porém fracassaram rotundamente. Alertamos ao movimento operário já a algum tempo da marcha inexorável da direita fascista, que tem na perspectiva de instaurar um governo bonapartista sua principal estratégia política diante da crise do regime.  Desgraçadamente a esquerda reformista só tem os olhos voltados para comentar o debacle do PT, uns comemorando outros chorando, enquanto está cega para ver a "tempestade" do fascismo em plena formação.
EFEITOS DA LAVA JATO: GOLPISTA TEMER APROVA NA CÂMARA PROJETO APOIADO ANTERIORMENTE POR DILMA NO SENADO QUE ENTREGA O PRÉ-SAL AS MULTINACIONAIS E PREPARA AS BASES PARA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS


O governo golpista de Temer conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (5) o texto-base do projeto de lei que desobriga a Petrobras de participar de todos os consórcios de exploração dos campos do Pré-sal. Esse projeto foi inicialmente aprovado no Senado em fevereiro deste ano, em um acordo podre costurado entre Dilma, Serra, Renan e Jucá. Na época o Blog da LBI denunciou a negociata: “Conchavo imundo para entregar o Pré-sal ao imperialismo: Serra e Dilma selaram acordo antinacional no senado apunhalando a combalida Petrobras” (25.02). Já a seção de ontem na Câmara ocorreu em clima tenso e chegou a haver tumulto após a troca de xingamentos entre parlamentares da base de Temer e representantes da Frente Popular (PT, PCdoB, PDT) e do PSOL. O texto-base foi aprovado por um placar de 292 votos a favor, 101 contrários e uma abstenção. Para concluir a votação, os deputados ainda precisam analisar sete emendas com sugestões para alterar trechos da proposta, mas, para isso, ainda não há data de votação definida. Depois de concluída a votação na Câmara, deverá seguir para a sanção presidencial do golpista Temer. Desta forma aprovou-se um novo golpe mortal na vida da Petrobras. O primeiro ainda na trágica era FHC foi a quebra do monopólio da exploração do petróleo pela Petrobras permitindo que empresas transnacionais operassem em território brasileiro. Agora se retirou da estatal a exclusividade das atividades de operação na camada do Pré Sal, inclusive a participação obrigatória de 30% em consórcios de empresas estrangeiras que tenham interesse na compra de blocos marítimos na costa nacional. A gênese desse ataque foi o PLS 131/2015 do senador Tucano José Serra, elaborado sob encomenda dos cartéis internacionais de energia. Em fevereiro ele tramitou em caráter de urgência com a cumplicidade do mafioso Renan Calheiros (presidente do covil) e na reta final de sua aprovação foi endossado pela presidente Dilma e sua base aliada na Casa. Lembramos que no começo do ano enquanto alguns senadores do PT como Lindbergh Farias e Fátima Bezerra utilizavam a tribuna para condenar o projeto entreguista de Serra, caciques do partido como José Pimentel (líder do governo no Congresso Nacional) articulavam o apoio pessoal de Dilma a iniciativa tucana. Na noite anterior (23/02) por uma margem bem apertada, o PSDB com apoio de Renan conseguiu aprovar o regime de urgência na votação da proposta de Serra, estava aberta a ponte entre os Tucanos e o governo para fecharem o acordo bastardo no dia seguinte. O Planalto então sob o comando de Dilma "costurou" com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) um texto que agradou a todos os privatistas. O conluio estabeleceu que a Petrobras deverá se manifestar sobre sua preferência como operadora dos campos que serão licitados e essa manifestação será avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A palavra final do CNPE é sempre da Presidência da República. Com a votação nominal no Senado o resultado final da aprovação do substitutivo do senador Romero Jucá ao PLS Serra foi de 40 votos sim, 26 não e uma abstenção. O famigerado Projeto de Lei seguiu para análise da Câmara dos Deputados após ser vergonhosamente considerado um “avanço” pela então maioria da base governista de Dilma do Senado, com a única exceção de Roberto Requião que denunciou na tribuna da Casa a “covardia” da presidenta Dilma. Registre-se que a CUT e a FUP, apesar da extrema importância da votação na Câmara de Deputados para os rumos da Petrobras não convocou paralisação alguma, sequer um dia nacional de luta. Já a mídia “murdochiana” não conseguiu esconder seu frenesi macabro com a votação final do projeto privatista na Câmara dos Deputados, agora estão mais seguros que avançará os planos traçados por Washington para acabar de vez com a Petrobras, já obrigada a importar (pagando em dólar) dos EUA derivados do petróleo pela reduzidíssima capacidade de refino no Brasil, será obrigada a “doar” o nosso Pré Sal para a SHELL e BP sem obter retorno financeiro algum. A política neoliberal de desinvestimentos da estatal (que vem do governo Dilma e foi aprofundada pelo golpista Temer) e a venda a preço de banana de subsidiárias da Petrobras, como a Transpetro e BR distribuidora, são a plataforma do Planalto para o próximo período. Soma- se a este “programa” da equipe econômica palaciana comandada pelo tucano Pedro Parente a paralisação das obras de conclusão das novas refinarias, o que deverá gerar um prejuízo total de mais de 50 bilhões de Reais a estatal. Todo esse plano aberto de privatização em nome de honrar os "compromissos" da Lava Jato em "moralizar" a Petrobras.
REJEITAR UNIFICADAMENTE O ACORDO BIANUAL COM ÍNDICE MISERÁVEL DE 8% DOS BANQUEIROS, DO GOVERNO GOLPISTA DE TEMER E DA CONTRAF-CUT/CTB! NÃO À DIVISÃO DA ASSEMBLEIA/VOTAÇÃO POR BANCO E A OPERAÇÃO-DESMONTE DA GREVE!


Os bancários completam 31 dias de greve e vão apreciar em assembleias a proposta miserável dos banqueiros e do governo golpista de Temer, fechada na madrugada de ontem, dia 05/10, que apresenta a fórmula de acordo bianual, ultra rebaixado. O acordo prevê 8% de reajuste mais abono de R$3,5 mil, em 2016. No vale-alimentação o reajuste é de 15% e no vale-refeição e no auxílio creche/babá é de 10%. Para 2017, a Fenaban repõe integralmente a inflação (INPC/IBGE) mais 1% de “aumento real” nos salários e em todas as verbas, além de abonar os dias parados. Apesar da proposta está aquém dos já rebaixados índices reivindicados pela própria Contraf-CUT de inflação (9,62%) mais 5%, ainda mais se considerarmos a alta lucratividade dos bancos, a burocracia vendida da Contraf-CUT/CTB numa verdadeira operação-desmonte da greve nacional dos bancários orienta pela aceitação dessa esmola vergonhosa.

O que está claro é que o fato dos banqueiros abonarem os dias parados na forma de ultimato (só para as assembleias que ocorrerem dia 06) serve como medida distracionista para ocultar que o índice de 8% não repõe sequer a inflação, fazendo com que tenhamos uma perda em torno de 1,6%. Além disso, inauguram um novo modelo de acordo bianual para engessar nossa luta para o próximo ano e ainda criam um ambiente de “tranquilidade” para o governo golpista de Temer avançar na reestruturação e privatização dos bancos públicos. Há de se mencionar que o acordo da Fenaban é para dois anos mas os específicos (BB, CAIXA, BNB, BASA) só é para um ano.

DIVIDIR AS ASSEMBLEIAS OU VOTAÇÕES POR BANCO SIGNIFICA AJUDAR OS BANQUEIROS E O GOVERNO GOLPISTA DE TEMER A DERROTAR NOSSA GREVE!

Tudo isso com o aval da burocracia da CUT-CTB que se utiliza de duas manobras para tentar enfiar goela abaixo da categoria esse acordo: primeiro, embeleza a proposta, vendendo gato por lebre; segundo e mais importante, já se cerca de cuidados para garantir o sucesso de sua operação-desmonte através da realização de assembleias e votações em separado por bancos. Impõe a divisão das assembleias por banco, chegando ao cúmulo, como em São Paulo, de separar fisicamente os bancários por banco, em assembleias especificas distantes uma das outras; ou, como em outras capitais, com mais sutileza, resolve manter os bancários no mesmo espaço físico mas com crachás diferenciados para votarem separados. E desse modo, pelo efeito dominó, sai enterrando a greve nos privados, e depois, avança sobre os públicos. Um absurdo que devemos rejeitar.

Ora, companheiros, se os bancários rejeitaram unificadamente na mesma assembleia a primeira proposta da Fenaban de 6,5%, por que agora, quando há uma outra proposta dos banqueiros, nós temos que votá-la separadamente por banco? Afinal, as cláusulas econômicas são comuns à categoria e devemos rejeitar o acordo bianual com a miséria de 8% dos banqueiros, fortalecendo a mobilização para derrotar a política de arrocho salarial do governo golpista de Temer. Só assim poderemos avançar em melhores propostas, inclusive nas negociações específicas. Enquanto a CUT-CTB tenta etiquetar como “conquista” as migalhas que caem da farta mesa dos banqueiros, a base mobilizada deve rejeitar a esmola da Fenaban e atropelar as direções traidoras para poder valer suas reivindicações.


Frente a essa situação nós, da Tendência Revolucionária Sindical (TRS), que impulsionamos o Movimento de Oposição Bancária (MOB-CE), e construímos a greve nos piquetes, atos e passeatas, nos opomos a essa traição e chamamos os bancários em greve, o ativismo classista e combativo da categoria a rejeitarem a migalha apresentada pela Fenaban e garantir as assembleias unificadas, mantendo a greve nacional até o atendimento de nossas reivindicações!


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

DEPOIS DO ACHINCALHAMENTO PELA DERROTA NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, PT É ALVO DE NOVA OFENSIVA JURÍDICO-POLICIAL NA BAHIA: BURGUESIA QUER ELIMINAR O POUCO QUE AINDA LHE RESTA DE SUA GERÊNCIA ESTATAL


Mal os resultados do segundo turno tinham sido divulgados no domingo à noite (02), impondo uma histórica derrota do PT nas capitais e grandes cidades, um sério revés produto tanto pela ofensiva policial-midiática via a Operação Lava Jato como da fraude através da “urna roubotrônica” (como em São Paulo), a PF mirou seu alvo para o governador petista Rui Costa. Um operação policial desferida nesta terça (04), intitulada como “Hidra de Lerna”, que investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades, focou especificamente na campanha eleitoral petista ao governo da Bahia. Trata-se de mais uma etapa da caçada ao PT. É visível que está em curso mega-operação institucional da burguesia para retirar do controle o PT de quase toda sua gerência estatal, tanto a nível federal, estadual e municipal. Neste ponto central encontra-se a razão da verdadeira “caçada” judicial para suprimir do PT os governos de Minas e Bahia. Fernando Pimentel já não governa de fato em Minas, é um “morto vivo” que apenas espera a hora da prisão, buscando retardar esse veredicto negociando nas sombras com seus algozes burgueses. Agora Rui Costa entrou na lista! Como ele o núcleo petista ligado ao ex-governador Jacques Wagner, ex-ministro de Dilma e cotado como um dos principais nomes para comandar o PT nacional ao lado de Lula. Com os dois governos estaduais do PT na mira da ofensiva policialesca o partido vai perder o naco de “poder” que ainda restava na federação. Até o mais tolo dos humanos sabe que a prática de cobrar comissões (propinas) em todos os negócios estatais é utilizada por todos os governos burgueses (inclusive os petistas), também fica cada vez mais claro que o PT é o único partido que vem sendo investigado e seus dirigentes presos. Como se viu no depoimento de Eike Batista sobre o caso Mantega, neste momento os procuradores não desejam “procurar” nada que incrimine o PSDB e outros partidos! Em nota, o PT declarou “Estranhamente a Polícia Federal arrombou as portas da sede do PT/Bahia no Rio Vermelho, hoje (04/10) às 6h, horário em que não há funcionários do partido.Segundo integrantes do Departamento Jurídico do PT, que chegaram após o arrombamento, o mandado de busca e apreensão era genérico, desacompanhado da decisão, não dizia o objeto da apreensão, não tinha nome de empresas nem o ano a que se refere. Entretanto, nas conversas com os agentes, percebeu-se que se tratava de documentos referentes às contas da campanha de 2014 aprovadas por unanimidade. Os documentos já estão encartados. O PT sempre esteve à disposição da justiça, mas nunca foi procurado para prestar qualquer informação. Por isso, considera desnecessários o arrombamento e o sensacionalismo desta ação. Este é mais um ataque contra o partido e contra a democracia, por diversos motivos inclusive pela votação do PT e partidos aliados na Bahia contra o golpe na votação da Câmara e no Senado”. Como se observa, apesar de “reclamar” dos exageros da ofensiva jurídico-policial, o PT é completamente refém da Justiça burguesa e incapaz de levar um combate de classe a essa realidade fascistizante. Com o revés nas eleições municipais e a perda eminente de todos seus governos estaduais, o PT não tem mais qualquer poder de reação no marco das negociações com as outras alas burguesas, apesar da força que ainda mantém junto a sua base social, que vai aos poucos migrando eleitoralmente para o PSOL. Ao denunciar esse novo ataque ao PT, os Marxistas Leninistas alertam mais uma vez que está o recrudescimento do regime político rumo a um Estado de Exceção que se imporá não somente com a fragilização do PT mas fundamentalmente através da criminalização dos movimentos sociais e o cerceamento das parcas liberdades democráticas ainda existentes. Somente os estúpidos do PSTU e PSOL podem apoiar as prisões e perseguições aos dirigentes petistas quando o alvo é o conjunto da esquerda, dos reformistas aos revolucionários. Nossa tarefa é organizar a resistência a ofensiva fascistizante em curso, defendendo inclusive o PT e seus dirigentes (por mais degenerados que sejam) sem nunca deixar de denunciar o programa de colaboração de classes da Frente Popular que pavimentou o caminho para a reacionária "caçada" em curso!