sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

ELEIÇÕES GERAIS NO NEPAL: POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES PAVIMENTA VITÓRIA DOS MAOÍSTAS QUE ENCABEÇAM GOVERNO DE PACTO COM A BURGUESIA


No final de 2017 uma coligação de partidos maoístas encabeçada pelos Partido Comunista Unificado do Nepal (PCN – UML) e o Partido Comunista (CPN), venceu as eleições gerais e indicou o primeiro-ministro, seu principal dirigente público, K.P. Sharma Oli. Segundo artigo publicado no site do PCB “Os comunistas venceram as eleições parlamentares e provinciais no Nepal. No Parlamento, a aliança comunista terá uma maioria de quase dois terços. O governo eleito terá cinco anos de mandato e, com essa maioria parlamentar, poderá reformar a Constituição de 2015 e aplicar seu programa político”. A vitória dessa “coligação maoísta” foi possível devido sua política de colaboração de classes, que vem de décadas, como já denunciava o artigo reproduzimos abaixo, elaborado em 2007, há dez anos atrás, mas que mantém toda sua atualidade, quando polezimamos com a Liga Operária (A Nova Democracia). Tanto que o texto divulgado pelo PCB, longe de apontar o caminho da ruptura revolucionária, afirma escandalosamente que “A aposta é que um governo estável atrairá investimentos e turistas ao Nepal e que os recursos possam ser utilizados no desenvolvimento da agricultura orgânica e na energia limpa (incluindo-se a energia hidroelétrica), o que aliviará o custo da importação de energia... É uma política que aponta para a conversão da agenda comunista em agenda nacional, e que vai pressionar as classes dominantes e castas superiores a não bloquear a política de desenvolvimento social. Trata-se claramente de um projeto nacional-desenvolvimentista, dentro de um processo de longa transição para o socialismo, tendo em vista as profundas contradições da sociedade nepalesa” (Comunistas vencem as eleições gerais no Nepal, 05.01). Ao contrário dos Maoístas, apontamos que as mais elementares tarefas democráticas pendentes (unidade nacional, abolição do latifúndio, liquidação do sistema monárquico) não podem vir pelas mãos de uma aliança dos comunistas com a autodenominada “burguesia progressista” e sim pela revolução proletária em ruptura com a ordem burguesa.

FRENTE POPULAR NO NEPAL: MAOÍSTAS INTEGRAM GOVERNO BURGUÊS DE UNIDADE NACIONAL

(HOME PAGE DA LBI 16/04/2007)

No final de março, o Partido Comunista do Nepal - Maoísta (PCN - M), que encabeçou nos últimos dez anos a luta armada no país, através do Exército Popular de Libertação (EPL), conquistando grande parte do território nacional, concluiu um acordo com setores da oposição burguesa, denominada Aliança dos Sete Partidos (ASP) e os partidos que apóiam a reacionária monarquia do Rei Gayanendra, sustentada pelos EUA, Inglaterra e Índia. O PCN-M passa a integrar um governo de unidade nacional interino até a convocação das eleições, previstas para 20 de junho, para uma assembléia nacional constituinte, que deverá pronunciar-se sobre o futuro da monarquia como forma de regime político no Nepal.

O acordo foi selado pelo líder maoísta Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Comandante Prachanda e o tradicional político monarquista do país, membro do partido Congresso Nepalense, Girija Prasad Koirala, três vezes primeiro-ministro. As negociações foram abertas após abril de 2006, quando uma greve geral de 18 dias colocou abaixo o estado de sítio proclamado pelo rei, com o objetivo de liquidar a guerrilha maoísta.

O PCN-M terá cinco ministérios em um gabinete provisório comandado por Koirala. Pelo acordo o PCN-M irá iniciar o processo de dissolução de sua guerrilha de 15 mil homens, entregando suas armas, que ficarão sob “vigilância!” de inspetores da ONU, em 14 depósitos localizados em quartéis de Katmandu, capital do país controlada pelo exército real.

POR QUE OS MAOÍSTAS TRAEM A LUTA PELO SOCIALISMO?

A resposta a esta questão reside na própria estratégia política do maoísmo, herdada do “arsenal” da velha teoria stalinista da revolução por etapas, ou seja, primeiro estabelecer uma unidade com a “burguesia nacional” em nome da “revolução democrática” e depois, muito mais tarde, com o amadurecimento do capitalismo nativo, impulsionar a revolução socialista. A “diferença” entre a teoria clássica estalinista e o maoísmo consiste que este acredita que esta “transição” por etapas deve ser sustentada por uma organização armada que rejeite a via das eleições, como se a tática militar fosse o antídoto para evitar o velho reformismo estalinista.

Os dirigentes do PCN-M estão convencidos de que, depois de anos de luta armada para forçar a queda da monarquia, estão dadas as condições da primeira etapa da revolução e que, para isso, precisam colaborar na construção de um estado capitalista moderno no Nepal.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

PF CHEGA A CONCLUSÃO QUE “ACIDENTE FATAL” QUE VITIMOU TEORI ZAVASCKI FOI PRODUTO DE “FALHA HUMANA”: O CAPÍTULO FINAL DA FARSA "FABRICADA" NAS ENTRANHAS DO PODER BURGUÊS


A manchete de hoje do Portal das Organizações Globo, o G1, é clara “Polícia Federal não encontra ‘ato intencional’ na morte do ministro Teori Zavascki, diz delegado”. O delegado que a matéria se refere é Rubens Maleiner, que substituiu seu colega assassinado justamente para o resultado final do inquérito chegar a essa conclusão um ano após a morte do Magistrado: Segundo a PF, “a hipótese de falha humana é a 'linha principal' das apurações. Os elementos que atingimos até agora todos conduzem a um desfecho não intencional e trágico naquele voo”. O primeiro delegado que investigava o caso foi assassinado em julho de 2017, Adriano Antonio Soares. Foi ele quem abriu o inquérito policial e iniciou a investigação dos motivos que levaram a queda do avião de Zavascki, tendo conhecimento das verdadeiras circunstâncias que levaram a morte de Teori. O assassinato do delegado da PF tratou-se de uma verdadeira "queima de arquivo" na medida em que o mesmo detinha informações que se viessem a público aprofundariam ainda mais a crise do regime político e do governo Temer. Por sua vez, Teori Zavascki foi literalmente abatido em pleno voo quando se dirigia da capital paulista para um final de férias em Paraty no litoral fluminense em janeiro de 2017, há exatamente um ano atrás. Nada melhor do que forjar uma “falha humana” de um piloto extremamente experiente, um acidente "perfeito" às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. Lembremos que já naquele momento a mídia "murdochiana" não esperou sequer o aparecimento do cadáver, martelando que não havia espaço para especulação de uma "teoria da conspiração" segundo os arautos do golpe, tratou-se de mais um acidente aéreo "corriqueiro" como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em 2014. Entretanto para os Marxistas que conhecem muito bem o "jogo bruto" das elites capitalistas quando a taxa de lucro ameaça declinar, não resta a menor sombra de dúvida de que Teori foi "removido" do campo de batalha que não tolera vacilações. O falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o "capo", as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para "depurar" das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Velado o corpo com o "luto oficial" dos próprios assassinos, logo surgiu um nome "probo" para assumir o legado de Teori no STF, sem o incomodo de atingir a anturragem do golpista Temer. Para relembrar essa polêmica fundamental reproduzimos o artigo que a LBI elaborou há um ano (Janeiro de 2017) logo depois da morte de Teori Zavascki, polemizando com a esquerda que não denunciou a trama e em silêncio mais uma vez acusou que nossas corretas conclusões não passavam de “Teoria da Conspiração”.


UMA POLÊMICA COM A ESQUERDA CRÉDULA NO REGIME: ASSASSINATO BEM ORQUESTRADO DE TEORI OU TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?
 (BLOG da LBI, 20 DE JANEIRO DE 2017)

Enquanto a esquerda revisionista adaptada e crédula ao regime da democracia dos ricos fica em silêncio diante do “acidente” que matou o ministro do STF Teoria Zavascki (no máximo atuando como papagaios da mídia burguesa), alegando que não patrocina “Teorias da Conspiração” e desprezando o real funcionamento mafioso do Estado burguês e suas gerências de plantão, a LBI logo após a queda do avião apontou sem vacilar a ação como um assassinato planejado por Temer e sua antourragem palaciana (Jucá, Moreira Franco, Padilha, por “coincidência” os dois últimos ex-ministros da Aviação Civil...) para controlar o conteúdo das delações da Odebrecht. Esta esquerda revisionista que jura sua fidelidade aos ritos sagrados da democracia capitalista, entende que a burguesia não ousaria ultrapassar os limites das "tradicionais" manobras políticas existentes no "jogo do poder", portanto conspirações e assassinatos não poderiam fazer parte do "cardápio" das classes dominantes. A família Morenista, MAIS&PSTU etc..., devem afirmar que o "acidente" aéreo que matou o general Castelo Branco, o primeiro presidente do golpe militar, não passou de uma fatalidade e que somente "mentes poluídas" poderiam afirmar a existência de uma tal "Operação Mosquito". Voltando aos dias atuais agora a trama vai ficando ainda mais clara. Os comentaristas da Globo News vem dando suporte total a tese de que com o “acidente” o novo indicado por Temer para o STF irá necessariamente “herdar” a relatoria sobre a Lava Jato, como “manda o regimento da Corte”. No âmbito do Supremo, Gilmar Mendes já estaria articulando nos bastidores barrar qualquer medida para que houvesse uma redistribuição dos autos a outros ministros senão o indicado pelo canalha golpista. Trata-se de uma evidente operação para preservar Temer, Renan e os figurões PSDB, cujos nomes estavam em peso presentes nas delações da Odebrecht analisadas até então por Zavascki. A delação apontava os holofotes para os nomes mais importantes da gang palaciana como Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia além de ministros e parlamentares do PSDB, residualmente apontavam para nomes do PT. Vale salientar que antes do seu voo fatal nesta quinta-feira (19), Zavascki havia ido à Brasília um dia antes, na sala do terceiro andar da sede do STF, pegar os processos para análise e orientar seus auxiliares sobre a necessidade de sigilo. A sala onde foi trancafiada a delação da Odebrecht é vizinha ao gabinete da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. A viagem mortal para um hotel de luxo em Paraty ocorreu no dia seguinte a ele interromper suas férias para apressar a homologação do lote de delações da Odebrecht. Segundo o Valor Econômico (18.01, quarta-feira) “O relator da Lava-Jato, ministro Teori Zavascki, voltou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar as delações premiadas dos 77 executivos da Odebrecht. O ministro interrompeu as férias, iniciadas no fim de dezembro, quando começou o recesso do tribunal, para começar os procedimentos preparatórios para a homologação das delações. Atualmente parte do material já esta no gabinete de Teori. Mesmo durante o recesso, a equipe do ministro formada por juízes auxiliares e servidores de confiança, já havia começado a analisar o material”. O ministro estava em Paraty, viajou de quatro a cinco horas (Parati/SP/Brasília) no dia 18. Depois voltou para São Paulo, onde do Campo de Marte saiu o avião que logo veio a cair nas águas próximas a Paraty nesta quinta-feira (19). Não houve nenhum esforço do governo federal para resgatar os destroços do avião para investigação in loco, as buscas foram interrompidas por alegação de mau-tempo e somente horas depois Teori, seu “amigo-empresário” (que era réu no STF por crime ambiental) e o piloto foram retirados da água. Ordens superiores da Marinha atrasaram bastante o resgate. Imediatamente a FAB declarou que o avião que levava o ministro Teori Zavascki não tinha caixa preta, nem era obrigado a tê-la, portanto não há registro de vozes e dados do voo. Para fechar o cerco de encobrimento, a imprensa noticia que a equipe da Polícia Federal escalada para investigar a queda do avião que levava Teori é a mesma que (não) apurou o “acidente” com Eduardo Campos. Nada melhor do que forjar uma pane técnica no avião ou inabilidade do piloto diante da chuva que caia na região, um acidente “perfeito” às vésperas do reinício dos trabalhos do judiciário, justamente quando as delações da Odebrecht viriam a ser reveladas publicamente. Tem-se dito que o avião que caiu era novo e revisado, um Hawker Beechcraft King Air C90 prefixo PR-SOM, um bimotor pequeno e seguro, com um piloto experiente e com total domínio do trajeto SP-Paraty, feito quase diariamente pelo dono do avião, o empresário Carlos Alberto Figueiras. Obviamente que ocorreu uma sabotagem na aeronave, Teori não tinha nenhuma equipe de segurança que vistoriasse o bimotor e o avião era de um “amigo” particular, portanto de fácil acesso no Hangar em que ficava estacionado antes das viagens no Campo de Marte. O avião teve a ficha contendo as informações técnicas da aeronave acessada 1.885 vezes, nos últimos 16 dias. A informação foi passada por um investigador da Polícia Federal, que analisa se o avião estava sendo monitorado. Era sabido que Teori estava sendo monitorado pelo Planalto. O setor de inteligência do Supremo Tribunal Federal foi informado de que agentes secretos dispunham de detalhes dos hábitos e horários do ministro e iniciou investigação sigilosa para saber se o ministro teve telefones grampeados e que outros tipos de monitoramento era alvo. Vale registrar que o delegado da Polícia Federal Marcio Anselmo, um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, utilizou seu perfil no Facebook para pedir uma investigação aprofundada sobre o acidente que resultou na morte do ministro Teori Zavascki. Em tom de dúvida sobre as causas do acidente, Marcio Anselmo afirma que “esse ‘acidente’ deve ser investigado a fundo”. Em seguida ele apagou a mensagem. Por sua vez, o filho do ministro, Francisco Prehn Zavascki, declarou que é preciso “investigar a fundo e saber se foi acidente ou não, que a verdade venha à tona seja ela qual for. Torço para que tenha sido um acidente, seria muito ruim para o país ter um ministro do STF assassinado”. Teori Zavascki não era “santo” como pretende vender a mídia e o seu séquito de bajuladores. Alertamos mais uma vez que o falecido ministro togado mesmo seguindo a linha geral golpista resistia em conceder um indulto pleno a máfia dirigente do PMDB, da qual Temer é historicamente o “capo”, as delações da família Odebrecht não estavam agradando o Planalto, apesar da forte inclinação em criminalizar o PT. Nada melhor então do que nomear um novo ministro, com o aval da quadrilha de Renan no Senado, para “depurar” das delações os fatos vinculados aos caciques do PMDB. Sem dúvida o assassinato de Teoria foi obra da anturragem palaciana de Temer, que logo indicará um nome para o STF comprometido com o Planalto e a máfia do parlamento para preservar sua gang golpista. De nossa parte não vemos nenhuma surpresa neste acontecimento, as mortes de acidentes aéreos de desafetos políticos são relativamente comuns. Por mais contraditório que possa parecer, os mais “crédulos” no funcionamento das instituições “democráticas” deste bastardo regime burguês são justamente as organizações da esquerda, incluindo neste bojo as que se reivindicam “reformistas ou revolucionárias”. Enquanto neste país a direita golpista conspira abertamente contra todos aqueles que “atravessem” seu caminho, inimigos ideológicos ou não, a esquerda jura obediência à institucionalidade, confiante na “probidade” de seus adversários mais reacionários. Os Marxistas Revolucionários da LBI alertam que o assassinato de Teori aponta para mais um acidente “fabricado” na entranhas do poder, assim como foi o acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos.Crimes e Assassinatos bem planejados são a especialidade das máfias burguesas que controlam os governos e seu aparato repressivo e de inteligência. Mas logo os “crentes” na democracia dos ricos nos acusarão de delírio, de estarmos acolhendo a mais nova versão da “Teoria da Conspiração” para atacar a famigerada Operação Lava Jato que tem o apoio da direita e de setores da esquerda como PSTU e PSOL. Para estes senhores tudo não passaria de uma mera coincidência sinistra. Estão sendo ainda divulgadas versões estúpidas que um oficial da Aeronáutica "filiado ao PT" teria orientado o piloto incorretamente para provocar o acidente no mar, tendo obtido posteriormente um habeas corpus no STF assinado por Levandovski (que estava de férias), uma versão claramente montada para desacreditar os que questionam seriamente o “acidente” que levou a morte de Teori. Não há espaço para especulação segundo esses idiotas úteis no interior da esquerda, trata-se de mais um acidente aéreo “corriqueiro” como o que ceifou a vida do ex-governador de Pernambuco em 2014 dando espaço para Marina Silva tentar derrotar a Frente Popular na disputa pelo Planalto. Por fim deixamos claro que o conjunto do STF é um colegiado serviçal dos grandes grupos econômicos capitalistas, os “ilustres” ministros desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita e a Frente Popular!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

GREVE DOS POLICIAIS DO RN: OS MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS NÃO APOIAM A PARALISAÇÃO REACIONÁRIA POLICIAL POR “MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO” PARA DEFENDER A PROPRIEDADE PRIVADA E REPRIMIR OS TRABALHADORES! POR COMITÊS DE AUTODEFESA E MILÍCIAS OPERÁRIAS! GRUPO “MAIS” SEGUE A HERANÇA DO PROGRAMA MORENISTA E APOIA AS REIVINDICAÇÕES DO BRAÇO ARMADO REPRESSOR DO ESTADO BURGUÊS!


A Polícia Militar continua em greve no Rio Grande do Norte (RN) enquanto os Policiais civis decidiram voltar às atividades nesta terça (9). Os policiais reivindicavam o pagamento dos salários e melhores condições de trabalho. Dentre as dificuldades apontadas pelos PMs, estão a precariedade das viaturas, falta de munições e colete à prova de balas vencidos. No dia 4 de janeiro, os policiais militares entregaram um documento com 18 reivindicações ao comando da Polícia Militar e ao governador do estado Robinson Faria (PSD). No dia 6 de janeiro, o governador decretou calamidade na Segurança Pública. Segundo ele, o decreto iria facilitar a compra de equipamentos que melhorem as condições de trabalho dos policiais. Na verdade o quadro de barbárie social é resultado imediato da crise econômica capitalista e do ajuste neoliberal draconiano imposto pelo governo Robson Faria e a oligarquia local. A Força Nacional foi acionada e 120 homens foram enviados ao RN. Além disso, o governo federal enviou, no dia 30 de dezembro, 2,8 mil homens das Forças Armadas para reforçarem o patrulhamento das ruas. A permanência das Forças Armadas no RN termina dia 12 de janeiro. Não faltam as vozes na “esquerda” e do revisionismo trotskista em defesa da greve dos policiais no RN, os arautos do “tradeunismo” vulgar dizem que são “trabalhadores fardados” e nesta condição vítimas da exploração e arrocho salarial como os outros servidores públicos. O grupo “Mais” da ex-vereadora de Natal, Amanda Gurguel, é um dos mais destacados nesta defesa no RN. Para os militantes do MAIS, os reacionários policias são “trabalhadores do serviço público... seria correto apoiar suas reivindicações por melhores condições de trabalho”, como salários mais altos, viaturas novas, armas modernas, coletes, etc... Ao defender essas posições abjetas frontalmente contrárias ao Marxismo Revolucionário o grupo do Prof. Valério e de Amanda Gurguel , seguindo a herança morenista, choca-se com as posições de nosso mestre Trotsky que afirma claramente “O trabalhador que se torna um policial a serviço do Estado capitalista, é um policial burguês, e não um trabalhador.” (Leon Trotsky). Para o Marxismo, um policial mesmo em greve não é um aliado, não deve ser encarado como um simples “assalariado”, mas como um inimigo de classe que reivindica de seu patrão melhores condições para reprimir o povo trabalhador em meio a um período de crise econômica. Para além de um debate “teórico”, a posição do MAIS se choca com a realidade: os policiais civis e militares são nossos inimigos, uma categoria especial de “assalariados” que serve a classe dominante na repressão que seu Estado desfere sistematicamente contra os trabalhadores e a juventude, compõe uma instituição burguesa reacionária que não pode ser reformada e deve sim ser destruída em nossa luta pela Revolução Proletária. Por esta razão não devemos apoiar uma greve para que a polícia e seus membros tenham suas condições de trabalho melhoradas, seus salários aumentados e lhe dispor de mais armas para atacar o movimento de massas, os estudantes, os camponeses. A tentativa de dotar esta greve policial de alguma característica “progressiva” é absolutamente inútil. Por mais que se esforce em “glamorizar” a luta sindical dos policias, suas ações contra a classe trabalhadora, apenas reforçam o que esses “servidores públicos especiais” são treinados e pagos para fazer, ou seja, assassinar pobres e reprimir trabalhadores. Como definiu brilhantemente Trotsky, “A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa. Não há outro remédio que açoitá-los ou matá-los. Quanto ao exército é outra coisa...” (História da Revolução Russa, Capítulo VII, Cinco dias - 23 a 29 de fevereiro de 1917, 1930). Tentar transformar o legado teórico bolchevique, de cindir a base das forças armadas em uma etapa revolucionária a favor do proletariado, em apoio acrítico as greves reacionárias de policiais, não passa de uma “armadilha” do mais rasteiro sindicalismo vulgar praticado pelo MAIS e seus congêneres revisionistas. O “MAIS” também defende a “desmilitarização da polícia” alegando que desta forma a “população” teria o controle da corporação. Nada mais falso, como explicou o grande Bolchevique “Todas as polícias, executoras da vontade do capitalismo, do Estado burguês e de suas quadrilhas de políticos corruptos devem ser dissolvidas” (L.Trotsky, Um programa para a França). Enquanto os Marxistas Revolucionários defendem a destruição das polícias, o MAIS reivindica sua manutenção “sob o controle da população” dentro do sistema capitalista, omitindo que o Estado burguês e sua polícia são controlados pela burguesia contra a classe trabalhadora e não para defender os interesses da “população no abstrato”. Como se pode ver, a tese destes “mestres” do oportunismo choca-se totalmente com o Marxismo Revolucionário, tanto que chegam ao ponto de patrocinar ilusões de que no capitalismo e sob um regime político burguês os trabalhadores iriam controlar a assassina oficialidade policial através de reuniões democráticas! Ao se acreditar nesse “conto de fadas” o MAIS no fundo vende a ilusão de que não precisamos mais de uma Revolução Operária e Socialista violenta, do armamento proletário e da destruição das instituições burguesas para liquidar o Estado capitalista, bastaria votar na “esquerda”, “radicalizar a democracia” e eleger gerentes “éticos” como os candidatos do PSOL para se chegar “Socialismo”. Esse “Marxismo crítico” que o MAIS e o Prof. Valério defende em suas cátedras, tão simpático e domesticado, pode atrair os mais desavisados, corrompidos e adaptados a democracia burguesa, mas definitivamente são posições aberrantes que não tem serventia alguma no combate social, político e ideológico do proletariado e da juventude combativa para derrocar o Estado burguês e marchar na construção do Comunismo sob os escombros do Estado capitalista!


Os policiais, como uma categoria social, realmente são assalariados (e na sua grande maioria de origem proletária) e nisto se resume seu único “denominador comum” com os trabalhadores. Como um destacamento de “serviços especiais” do Estado burguês, os policiais não fazem parte da classe trabalhadora, como demonstrou o próprio Lenin, em seu excepcional artigo sobre os serviços de “inteligência” do regime tsarista. A polícia cumprindo a função social de um destacamento armado para preservar a propriedade privada dos meios de produção, jamais poderia ser considerada parte integrante da classe trabalhadora, pelo menos para os que têm referência no marxismo. Do PT ao PSOL, passando pelo PSTU, MAIS e outros grupos revisionistas menores todos tem em geral a mesma posição de apoio a greve policial. Nós Bolcheviques Leninistas entendemos que as atuais greves da PM, estão muito distantes de assumirem uma feição de “motim”, contra a cúpula militar ou mesmo contra as “autoridades” constituídas. Não voltaram suas armas contra nenhum comandante ou governador, não tomaram quartéis ou sequestraram oficiais. Esta greve policial não “ousou” quebrar qualquer hierarquia substantiva e tampouco teve qualquer móvel democrático contra as próprias barbaridades cometidas diariamente pela tropa contra a população oprimida, com aval do alto comando militar e dos governos eleitos “democraticamente”. A “luta” dos policiais se limita ao eixo de uma recomposição salarial, fomentada pelos altos gastos orçamentários com a “segurança pública”, leia-se com a preservação da propriedade privada dos meios de produção, de uma elite corrupta e que cada vez mais concentra renda em nosso país e teme a “ira dos marginalizados” deste regime bastardo. A tentativa de dotar esta greve policial de alguma característica “progressiva” é absolutamente inútil. Por mais que a esquerda revisionista se esforce em “glamorizar” os cães raivosos das PMs, suas ações durante o movimento apenas reproduziram o que são treinados e pagos para fazer, ou seja, assassinar pobres e reprimir trabalhadores. Como definiu brilhantemente o “velho” bolchevique L. Trotsky, em uma polêmica com Stalinistas alemães, acerca do suposto caráter “proletário” dos policiais: “O fato de que a polícia foi originalmente recrutada em grande número dentre os trabalhadores social-democratas não quer dizer nada. Aqui também a consciência é determinada pela existência. O trabalhador que se torna um policial a serviço do Estado capitalista, é um policial burguês, e não um trabalhador...” (Questões vitais para o proletariado alemão, 1932). Os soldados e cabos da PM, nada tem a ver com os recrutas e militares de baixa patente das forças armadas, os primeiros são membros de uma instituição policial, militarizada ao gosto dos regimes autoritários, os segundos são militares de fato e pertencem ao exército nacional. Deixemos que o próprio Trotsky exponha esta questão: “A multidão demonstrava um ódio furioso contra a polícia. A polícia montada era recebida com vaias, pedras, pedaços de ferro. Muito distinta era a atitude dos operários com relação aos soldados... A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa. Não há outro remédio que açoitá-los ou matá-los. Quanto ao exército é outra coisa...” (História da Revolução Russa, 1930). Tentar transformar o legado teórico bolchevique, de cindir a base das forças armadas, em uma etapa revolucionária, a favor do proletariado, em apoio acrítico a uma greve reacionária de policiais, não passa de uma “armadilha” do mais rasteiro sindicalismo vulgar praticado pelo PSTU, MAIS, TPOR e seus congêneres revisionistas. Somente revisionistas mais decompostos podem acreditar que a função da polícia em uma sociedade de classes é cuidar da “segurança pública”, de todos os cidadãos independente de sua posição na cadeia produtiva. A verdadeira “proteção” da polícia é dada apenas à burguesia nos momentos em que se sente “ameaçada” de seus lucros pelas lutas do proletariado. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No entanto, na falta do proletariado em cena, os epígonos pseudotrotskistas seguem a reboque dos interesses reacionários dos oficiais da polícia capixaba. Por fim alertamos, os revolucionários não precisam apoiar a reacionária greve dos policiais, para defenderem as liberdades democráticas contra a fascistização do regime. É preciso opor-se às prisões e demais punições dos policiais grevistas pelo Estado patronal, porque tais medidas visam a fortalecer a repressão estatal, que mais tarde se voltará contra os trabalhadores. Apesar das greves das polícias objetivamente potenciarem um quadro de desagregação do Estado burguês, inclusive em um setor vital, como suas forças repressivas, não é apoiando as reivindicações da polícia a melhor forma de acelerar a fissura aberta no seio das próprias classes dominantes. Ao contrário de subordinar as organizações de massas à reacionária greve policial, como fazem os reformistas de todos os matizes, é preciso convocar a mobilização dos trabalhadores, rechaçar a repressão aos saques populares e incentivar a formação de comitês de autodefesa e milícias operárias, educando o proletariado para a necessidade da destruição do aparato repressivo do Estado burguês, única via que poderia inclusive forçar uma ruptura revolucionária na hierarquia militar.  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

8 DE JANEIRO DE 1996: MORRE FRANÇOIS MITTERRAND, O CHEFE DA FRENTE POPULAR FRANCESA QUE COOPTOU A OCI DE PIERRE LAMBERT


Em 8 de Janeiro de 1996 morria François Mitterrand, principal nome público do Partido Socialista francês. Ele foi candidato a presidente da França, em 1965, sendo derrotado por Charles de Gaulle. Formou em 1972 uma frente popular do PS com o Partido Comunista francês dirigido por Georges Marchais. Perdeu novamente as eleições para presidente em 1974, desta vez para Valéry Giscard d'Estaing. Venceu por fim em 1981, encabeçando um governo de colaboração de classes. Comandou o governo de Frente Popular na França durante 14 anos na função de presidente da República, começando em 1981 e finalizando em 1995, enquanto convivia com os partidos burgueses tradicionais que por várias vezes indicaram o primeiro-ministro. Sua longa gestão burguesa foi responsável por conter a luta de classes no país e cooptar dirigentes do Lambertismo como o ex-primeiro ministro Lionel Jospin e o deputado Cristophe Cambadélis, ambos corrompidos pela ascensão do governo pseudo “socialista” a partir do começo da década de 80. A OCI francesa, em meados dos anos 70, inicia um processo de “entrismo profundo” no interior do Partido Socialista. Com a justificativa de aproximar-se da classe operária, a corrente lambertista estabeleceu não só relações políticas com a social democracia, mas fundamentalmente vínculos materiais que a destruíram como organização trotskista. Quadros da OCI ascenderam na estrutura do PS francês, corrompendo ideológica e programaticamente o lambertismo até à medula. Nessa linha, Pierre Lambert apoiou a candidatura presidencial de Miterrand em 1981, política também seguida por Nahuel Moreno que depois rompeu com Lambert cinicamente acusando-o de fazer seguidismo aos “campos burgueses progressistas”, no caso, ao PS francês durante o governo social-imperialista de Miterrand. O agrupamento de Lambert liquidou-se como corrente trotskista a partir de sua capitulação vergonhosa ao governo de Miterrand, tornando-se a partir de então e em todas as partes, mero assessor de esquerda da social democracia, como a corrente OT no Brasil. A posição da posição da OCI diante da gestão burguesa da Frente Popular era de que “partir hoje da denúncia frontal do conteúdo burguês do governo Mitterrand-Mauroy seria abandonar o combate contra as ilusões no terreno das ilusões" (A Luta de Classe, nº 7, Revista da OSI, atual "O Trabalho"). Durante a gestão de Miterrrand, a corrente lambertista foi rebatizada com o nome de PCI e depois dissolve-se em um amálgama ultra-oportunista chamado nacionalmente de PT, em uma homenagem à “exitosa experiência do PT brasileiro”. No campo internacional, passam a apresentar-se como Acordo Internacional dos Trabalhadores, ACT, uma espécie de “entidade sindical” que abriga, inclusive, membros da reacionária AFL-CIO norte-americana. Como podemos ver, Miterrand além de comandar uma gestão burguesa de colaboração de classes, liquidou com o chamado “trotskismo” francês em suas mais diversas variantes.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

95 ANOS DO TESTAMENTO DE LENIN: "STALIN É DEMASIADO BRUTO...E DEVE SER REMOVIDO"


Na primeira parte do Testamento, Lenin avançou para a necessidade de fazer aumentar o efetivo do Comité Central impulsionando a entrada de operários e camponeses (50-100 dos membros), e também esboçou retratos de dirigentes do partido para os candidatos a sua sucessão. "Stalin concentrou um imenso poder como Secretário Geral" e Lenin interroga-se até que ponto ele saberá utilizá-lo com precaução suficiente. Leon Trotsky é apresentado como o dirigente mais capaz do Comité Central, mas "peca por um excessiva segurança e uma visão demasiado administrativa das coisas". Em seguida, vêm Zinoviev e Kamenev, cujos, Lenin, recorda que não é por acaso que se opuseram à tomada do poder em Outubro. Bukharin e Piatakov são mais notáveis dos jovens membros do Comité central. Mas o primeiro tem algo de "escolástica" nos seus raciocínios e as capacidades do segundo são mais de ordem administrativa do que política. A última adição ao testamento de 4 de Janeiro de 1923 Lenin é muito mais forte: “Stalin é demasiado bruto”. Lenin propõe, portanto, considerar maneiras de substituir o Secretario-Geral por um companheiro "mais tolerante, mais leal, mais educado e mais atento aos camaradas".

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

NENHUM APOIO ÀS MANIFESTAÇÕES PRÓ-IMPERIALISTAS NO IRÃ APOIADAS POR TRUMP, ISRAEL E ARÁBIA SAUDITA! DERROTAR A OPOSIÇÃO "MADE IN CIA" E CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA AO REGIME REACIONÁRIO DOS AIATOLÁS!


Pequenas e violentas manifestações ocorrem desde 28 de dezembro nas ruas de grandes cidades iranianas como Teerã, Mashhad, Isfahan e Rasht. O Presidente iraniano, Hassan Rohani, destacou que os protestos foram provocados não apenas por dificuldades internas, mas também por incitações do exterior. De acordo com mídia local, cerca de 21 pessoas já morreram em meio as manifestações. Tudo sugere que sejam o primeiro estágio de uma grande operação comandada pelo imperialismo ianque, Arábia Saudita e Israel com a ajuda de grupos de terroristas locais, como ocorreu na Líbia de Kadaffi e na Síria de Assad. Os protestos começaram em várias cidades no mesmo momento. Não é agitação local espontânea numa só cidade: claramente os movimentos são coordenados. Quando os trabalhadores estão em dificuldades, quaisquer poucos milhares de dólares bastam para criar multidões de ‘indignados’. Pequenos grupos especialistas causam agitação e tumultos que logo ganham destaque na mídia internacional. Como trotskistas sabemos muito bem que regimes nacionalistas burgueses não hesitam em atacar sua própria classe operária quando a questão em jogo é a eliminação socialista de seus privilégios de classe. Mas o que acontece agora no Irã não é a insurreição das massas contra um regime nacionalista decadente e sim uma ofensiva imperialista contra as conquistas das massas oriundas de um regime nacionalista. Por esta razão dizemos que cabe lutar em frente única com as forças do regime para derrotar o imperialismo e seus agentes internos, forjando nesta trincheira de luta as condições para construir um partido revolucionário e internacionalista capaz de agrupar o melhor da vanguarda para, depois de derrotada a ofensiva imperialista, marchar contra o regime burguês islâmico e reacionário que mantém intocável o modo de produção capitalista. Seguindo o legado de Trotsky e particularmente seus ensinamentos quando esteve exilado no México no final dos anos 30 sob o governo de Cuauhtémoc Cárdenas, a LBI honra neste momento o “velho” que soube de forma principista “andar sob o fio da navalha” ao denunciar a ofensiva reacionária da direita e do imperialismo, chamando a derrotá-la enquanto se delimitava programaticamente com o nacionalismo burguês mexicano. Trotsky presenciou diretamente nos últimos anos de sua vida várias manifestações “populares” reacionárias contra as nacionalizações feitas pelo governo burguês do general Cárdenas. Na época, a oposição pró-imperialista afirmava que Cárdenas era um “ditador”, a mesma cantilena que usaram contra Kadaffi, Maduro, Assad e mesmo os Aiatolás. Ainda assim o dirigente bolchevique se recusou a embarcar pela vereda fácil do falso radicalismo “ortodoxo”, sendo torpemente acusado de ter se “vendido” a Cárdenas, inclusive por dirigentes da própria Quarta Internacional. Fazendo um paralelo histórico, é a essa encruzilhada dramática que está submetido o Irã hoje. Nesse combate, os trotskistas da LBI, sem alimentar falsas ilusões no regime dos Aiatolás, lutam em unidade de ação com as forças do regime, com total independência política, para derrotar a contrarrevolução travestida de “democrática”.

120 ANOS DO NASCIMENTO DE PRESTES E 38 ANOS DO LANÇAMENTO DA "CARTA AOS COMUNISTAS": UMA CONTUNDENTE DENÚNCIA HISTÓRICA DA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO PCB


""Companheiros e amigos!

De regresso ao Brasil, pude nos meses já decorridos, entrar em contato direto com a realidade nacional e melhor avaliar os graves problemas que enfrenta o PCB, o que me leva ao dever de dirigir-me a todos os comunistas, a fim de levantar algumas questões que, em minha opinião, tornaram-se candentes para todos os que, em nosso País, de uma ou de outra forma, interessam-se pela vitória do socialismo em nossa Terra. E é baseado no meu passado de lutas e de reconhecida dedicação à causa revolucionária e ao PCB, que me sinto com a autoridade moral para dizer-lhes o que penso da situação que atravessamos.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 ANO KARL MARX: DUZENTOS ANOS DE UMA VIDA E OBRA DEDICADAS AO PROLETARIADO MUNDIAL!


O genial Karl Heinrich Marx, foi o segundo de 9 filhos, nasceu no dia 5 de maio de 1818, em Tréveris (na época Reino da Prússia), em uma família judaica de classe média. Em 1830, mesmo ano em que eclodiram na Europa diversas revoluções, foi estudar na Liceu Friedrich Wilhelm, mais tarde, ingressou na Universidade de Bonn no curso de Direito, transferindo-se um ano depois para a Universidade de Berlim, tendo como professor e reitor o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Em Berlim, é preso por “perturbar a ordem com alarido noturno e bebedeira” e indiciado por “porte ilegal de arma”.

domingo, 31 de dezembro de 2017

UMA PERSPECTIVA LENINISTA PARA ENFRENTAR A BARBÁRIE IMPERIALISTA QUE AMEAÇA TODA A HUMANIDADE


O ano de 2017 no Brasil foi marcado pelos desdobramentos do golpe institucional comandado por Temer e o grosso da burguesia pouco tempo depois da quarta eleição consecutiva da Frente Popular. A conjuntura nacional aberta já no início de 2015 indicava que a ofensiva capitalista neoliberal teria como principal ponto de apoio justamente o governo central petista mas Dilma foi incapaz de levar adiante integralmente os planos do imperialismo, por essa razão sofreu o impeachment em meados de 2016, abrindo uma conjuntura de aprofundamento dos ataques às condições de vida dos trabalhadores, como a Reforma da Previdência, que deve ser votada logo no começo de 2018. A “chave” para decifrar esta etapa histórica consiste necessariamente na "ácida" compreensão de que o acúmulo de derrotas mundiais do proletariado gerou um tremendo retrocesso em sua consciência de classe, impondo novos "sujeitos" em suas lideranças políticas e que nada tem a ver com o genuíno legado do Marxismo Revolucionário. Não se trata de "apologizar" o pessimismo entre a classe operária, mas de sempre falar a verdade "por mais amarga que seja" como nos ensinou o chefe bolchevique Leon Trotsky! Se os consecutivos triunfos do PT na arena estatal indicaram um giro à direita na conjuntura brasileira redundando em um golpe parlamentar, mais além da verborragia demagógica de esquerda, é porque a ausência de uma ferramenta revolucionária para as massas impõe um verdadeiro vácuo na organização classista do proletariado. A perspectiva estratégica se mantém integralmente, porém é necessário afirmar que exigirá um redobrado esforço dos Leninistas que se mantiveram firmes na férrea convicção da necessidade da construção de um autêntico partido operário! É evidente que existe uma forte disposição latente para resistir a ofensiva imperialista em curso, os "signos" desta contraofensiva podem ser encontrados nas corajosas ações das camadas mais exploradas do proletariado, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Contudo os Marxistas não cultuam no "mito" reacionário da espontaneidade das massas, os Revolucionários para honrarem suas melhores heranças programáticas sabem muito bem que devem se organizar em um partido hierarquizado e centralizado democraticamente para conduzir a rebelião operária até a vitória socialista. Não podemos confiar em charlatães políticos que individualmente "criam seu próprio partido", para fugir da disciplina revolucionária dos quadros comunistas. Como afirmou Lenin: "Fora do partido não há existência revolucionária". A construção de um partido de vanguarda não é um "capricho" de "dirigentes autoritários", como costumam adjetivar os centristas que abandonaram o "peso de carregar" princípios, é a expressão da necessidade histórica de dotar o movimento operário na rota da conquista de seu próprio poder estatal, a Ditadura do Proletariado. Se a correlação de forças entre as classes sociais se encontra adversa ao proletariado, mais ainda se postulam os alicerces programáticos do comunismo. Os arrivistas costumam "mudar de lado" e de posições ideológicas quando a conjuntura se "estreita", este foi o caso da esquerda petista e de seus parceiros "externos" que convocaram uma suposta "cruzada contra a direita" para apoiar a candidatura de Dilma e depois para combater o golpe visando capitalizar em 2018 o desgaste dos golpistas. Como se pode aferir "sobraram " poucos na esquerda para travar o bom combate contra a ofensiva global do mercado financeiro, mas os que não tombaram ou se prostituíram pelas falácias palacianas estão de pé e dispostos a seguir em frente na longa marcha da construção do Partido Revolucionário Leninista.

O período mundial iniciado com queda do Muro de Berlim indicava uma "longa e escura noite" para os combatentes mais abnegados dos ideais comunistas. A partir deste momento germinou com toda intensidade uma (má)sorte de "novas" teorias propondo exatamente a "flexibilização" da estrutura Leninista de partido e não por coincidência no mesmo "pacote" político a defesa feroz da eliminação histórica do planejamento central da economia. Era o "ovo da serpente" do neoliberalismo que viria se consolidar logo após a destruição do próprio Estado Soviético e a implantação da "liberdade do mercado" no interior da antiga URSS. A esquerda revisionista mundial logo "processou" programaticamente as mudanças ocorridas no Leste Europeu, passando a se "qualificar" ela mesma como gestora da ofensiva imperialista contra as conquistas históricas operárias. O proletariado confuso após a derrota de seu "estado maior", vendida como "vitória" pelos reformistas de todos os quilates, passou a depositar sua confiança política nas "novas" lideranças da esquerda social democrata, da qual o PT emergiu como o principal fenômeno internacional desta etapa. Fazemos esta breve regressão no tempo para que nossos leitores possam capturar melhor o peso e a influência mundial do PT no cenário da efêmera "vitória neoliberal" contra o comunismo. Afinal quatro mandatos estatais petistas (com a iminência de um quinto para Lula), com a aplicação do receituário de Wall Street, sem que este partido se desmoralizasse por completo no seio das massas deve ter uma razão bem profunda e não meramente conjuntural. E o que parece ainda mais "inacreditável" politicamente o PT nas últimas eleições conseguiu inclusive granjear suporte de setores que se auto reivindicam "Leninistas e Trotsquistas", o mesmo fenômeno pode se repetir em 2018. Caracterizamos enfaticamente que toda superestrutura ontológica gira a direita, "arrastando" desde as pequenas seitas revisionistas até as grandes vertentes da social democracia como o PT, posto a convergência pragmaticamente exercida no "voto crítico" em Dilma para derrotar o já derrotado Aécio, a mesma pressão que tende a se reunir diante da candidatura Lula no próximo ano em nome de "derrotar a direita".

Acreditar que a ofensiva neoliberal em andamento agora levada a cabo pelo golpista Temer foi uma "traição" do PT é no mínimo uma piada de mau gosto. O "desenho" do atual ajuste já estava posto muito antes mesmo da reeleição da "gerentona", que foi golpeada no parlamento justamente porque não conseguiu cumprir seu compromisso com o grande capital. Vender a ilusão de nova derrota da direita pelas mãos do PT em 2018 serve apenas para desarmar a resistência das massas diante de um quadro nacional bastante "sombrio". Nós da LBI ousamos no limite de nossas forças militantes uma vigorosa campanha de denúncia e enfrentamento contra o principal pilar da ofensiva imperialista no Brasil, a Operação Lava Jato, antes aplaudida pelo PT e grande parte da esquerda, como o PSOL. Hoje a história nos dá razão, e apesar de "isolados" no meio da escória oportunista da esquerda revisionista o Blog diário da LBI é a principal referência política para a vanguarda classista do país.

As perspectivas mais próximas não são de uma "vitória final" sobre o capitalismo e sua escalada de terror contra o proletariado e seus direitos sociais, mas "cavalgar na aridez" é a nossa vocação revolucionária. Os inimigos (abertos ou disfarçados de independentes) do Partido Leninista festejaram em 2017 "conquistas" inexistentes em um terreno de absoluto recuo político da classe operária. Os Comunistas ao contrário erguem um brinde neste final de ano a firmeza programática e ideologicamente de conservar viva a estrutura de um partido Leninista que soube "remar contra a corrente" do neoliberalismo, aliado aos mais corajosos ativistas sociais que não temem sequer a morte ou a perseguição estatal. O único "temor" que deve permear a mente dos genuínos revolucionários é a vergonha da capitulação política, "ato" muito frequente e comum entre a "família" dos revisionistas!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

LEIA A EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 326, NOVEMBRO-DEZEMBRO/2017


EDITORIAL
Um balanço das derrotas operárias impostas pela política colaboração de classes da Frente Popular em 2017 

HÁ TRÊS ANOS...
Dilma iniciava a neoliberal Reforma da Previdência que o golpista Temer tenta concluir

MACRI APROVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA ARGENTINA
Os lutadores no Brasil devem abstrair as lições da derrota, produto da política de colaboração de classes do peronismo, da burocracia sindical e da FIT

6º CONGRESSO DO PSOL
Esperando a candidatura de Boulos, PSOL se paralisa à reboque de Lula

MARCADO JULGAMENTO DE LULA NO TRF MAS BURGUESIA DECIDIRÁ O FUTURO ELEITORAL DO PT APENAS NO STF... 
Globo prepara pacientemente a candidatura do justiceiro Moro para legitimar nas urnas a fraude

ULTIMATO DOS PROCURADORES DA “LAVA JATO” ÀS ELEIÇÕES DE 2018
É necessário uma mudança do regime político, com moro na cabeça do planalto

PCdoB LANÇA SUA PRÉ-CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Manuela, será pra valer?

RAFAEL BRAGA TEM RECURSO NEGADO EM SEGUNDA INSTÂNCIA NA JUSTIÇA DO RJ E TERÁ QUE VOLTAR À PRISÃO
Liberdade imediata para todos os presos políticos deste autocrático regime democrático-burguês

“NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO” DEFINHA E VIRA “TRANSIÇÃO SOCIALISTA”... MELHOR SERIA “REAÇÃO CAPITALISTA”
Em nome de combater o PT nasce como defensores do judiciário e da ultra-privilegiada máfia de toga

PSTU E “MAIS” REPRODUZEM A NOTA CANALHA DA CUT ILUDINDO OUTRA VEZ OS TRABALHADORES
Nova enganação acena com mais uma farsa de “Greve Geral” legitimada por estes dois grupos em disputa pelo aparato sindical da Conlutas

PSOL E PSTU “LAMENTAM” O CANCELAMENTO DA SUPOSTA GREVE NACIONAL, PORÉM DÃO PROSSEGUIMENTO A FARSA DO “DIA DE LUTA” DESTE 05/12
Burocracias sindicais traidoras agradecem a cobertura de esquerda dada pelos revisionistas legitimando esta fraude. Revolucionários não avalizam mais esse engodo de lobby parlamentar!

CONFIRMADO O QUE A LBI JÁ DENUNCIAVA
Burocracia sindical traidora cancelou a suposta “greve nacional” de 5/12

20 DE NOVEMBRO - DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Lutar contra o racismo é lutar contra o capitalismo! Nenhuma ilusão na ideologia burguesa do "empoderamento preto" dentro da sociedade de classes! 

REPUDIAMOS A AGRESSÃO COVARDE DO MEPR CONTRA MILITANTES DO PSTU NA UERJ
Não aos ataques físicos entre correntes políticas que se reivindicam da classe operária! Nenhuma ingerência da reitoria privatista ou da polícia assasssina nas disputas do movimento de massas!

BRUTAL CHACINA DE SEIS CRIANÇAS SOB A GUARDA DO ESTADO DO CEARÁ EM UM "CENTRO SOCIOEDUCATIVO" PARA MORRER
Governador Camilo Santana sequer emite comunicado e manda o "sub do sub" lamentar cinicamente a covarde matança que tem as "digitais" de sua polícia

REUNIÃO NACIONAL DE ENTIDADES CLASSISTAS, MOVIMENTOS SOCIAIS E ESTUDANTIS PARA DEBATER A REORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA
Organizar um congresso nacional de base dos trabalhadores como um embrião de organismo de poder proletário e socialista!

BALANÇO DO DIA 10/11
Fraca mobilização nacional utilizada como "pressão" não irá derrotar a ofensiva do "ajuste" neoliberal da burguesia contra os trabalhadores. Organizar já uma verdadeira greve geral de massas por tempo indeterminado!

HÁ 1 ANO DO DESASTRE AÉREO, CONFIRMOU-SE PLENAMENTE O QUE A LBI DENUNCIAVA 
Cartolas da chapecoense, CBF e Conmebol são os verdadeiros responsáveis pela tragédia... familiares abandonados pela direção do clube, além de não receberem as indenizações e seguros!

4 DE NOVEMBRO DE 1969 - MARIGHELLA MORRE EM UMA EMBOSCADA MONTADA PELO FACÍNORA FLEURY
Nossa homenagem militante a esse herói da esquerda revolucionária que comandou a luta em armas contra a ditadura militar!

HÁ 41 ANOS ATRÁS O REGIME MILITAR TRUCIDAVA UMA FRAÇÃO DO COMITÊ CENTRAL DO PCdoB
Chacina da Lapa memória e lições de um trágico acontecimento

06 DE DEZEMBRO DE 1976 - JOÃO GOULART MORRE ENVENENADO NA ARGENTINA PELA OPERAÇÃO CONDOR
CIA e os governos militares do continente eliminam mais um quadro político “inconveniente” da burguesia

22 DE NOVEMBRO DE 1910
A Revolta da Chibata como expressão da luta dos trabalhadores negros contra a exploração capitalista

O "PUTSCH" COMUNISTA DE 23 DE NOVEMBRO DE 1935
82 anos de um fracasso da fase ultra esquerdista do stalinismo mundial

HÁ 90 ANOS DA EXPULSÃO DE TROSTKY DO PARTIDO COMUNISTA
Em dezembro de 1927, Stálin comanda a exclusão da Oposição Unificada no XV Congresso do PCUS

20 DE DEZEMBRO DE 1879 - NASCIA KOBA
Os genuínos trotskistas que combateram a burocratização da URSS denunciam a atual Stalinofobia como parte da reação a serviço da ofensiva ideológica do imperialismo

1º DE DEZEMBRO DE 1934 - KIROV É ASSASSINADO EM LENINGRADO
Sua morte serve de base para os “Processos de Moscou” montados por Stálin contra Trotsky e outros membros da velha guarda Bolchevique

A GRANDE REVOLUÇÃO DE OUTUBRO
A parteira de um feto histórico que ainda poderá mudar os destinos de toda a humanidade

HÁ 40 ANOS SEM CHAPLIN
Um “amigo” genial do socialismo no coração do mundo das ilusões capitalistas

JONH LENNON É ASSASINADO EM 8 DE DEZEMBRO DE 1980
Apesar de sua genialidade, nossa crítica a “imaginação” de mudar o mundo sem destruir o capitalismo

SADDAM HUSSEIN ERA CAPTURADO HÁ 14 ANOS
Covarde burguesia nacional iraquiana não oferece resistência à ocupação imperialista

HÁ CINCO ANOS MORRIA OSCAR NIEMEYER
O último grande “amigo” do velho “Partidão”
  
“LÁGRIMAS DE CROCODILO”
Grupo “Mais”, PCO e MRT “denunciam” a volta da escravidão na Líbia mas “esquecem” que apoiaram a falsa “Revolução Árabe”, responsável pela atual barbárie capitalista

DO GOLPE “CONSTITUCIONAL” DE 2009 A MAIS UMA TENTATIVA DE GOLPE “ELEITORAL” EM 2017
Honduras é palco de uma nova fraude para impedir a vitória do candidato da centro-esquerda burguesa, Salvador Nasralla na “aliança” apoiada por Manuel Zelaya

SUBMARINO ARGENTINO NÃO EXPLODIU PORQUE ERA UMA “SUCATA”
Foi sabotado pela CIA-OTAN para que o imperialismo e suas empresas de petroléo escaneassem uma das áreas marítimas mais ricas do planeta, sob os olhos “passivos” do entreguista neoliberal Macri

DIREITISTA PIÑERA VENCE 1º TURNO E CRISE NA GESTÃO NEOLIBERAL DE BACHELET (PS) PROVOCA FRAGMENTAÇÃO DA FRENTE POPULAR
Surge a “Frente Ampla”, uma opção social-democrata de “esquerda” no circo da democracia dos ricos do Chile

“FIFA-GATE”:
Caçada “moralizante” da justiça dos EUA contra corrupção no futebol tem como objetivo colocar esse negócio bilionário sob o controle do imperialismo ianque

16 DE NOVEMBRO DE 1922 - NASCE O GRANDE ESCRITOR PORTUGUÊS
A cegueira que acometeu o militante Saramago

GOLPE MILITAR CONTRA MUGABE NO ZIMBÁBWE
À serviço da dominação do imperialismo anglo-ianque no continente africano

HÁ QUATRO ANOS ATRÁS OCORRIA O INÍCIO DA “REVOLUÇÃO MADE IN CIA” NA UCRÂNIA
País é ponta de lança da OTAN nas provocações contra a Rússia

09 DE NOVEMBRO DE 1989 – DERRUBADA DO MURO DE BERLIM
Início da contrarrevolução capitalista aberta comemorada como uma “vitória” pelos revisionistas do trotskismo!

DIREÇÃO DAS FARC “CELEBRA” OS CINCO ANOS DA MORTE DO SEU COMANDANTE MILITAR AFONSO CANO
Após depor as armas, prega a “conciliação nacional pela via da paz e do bom viver” com Manoel Santos, o algoz do dirigente da guerrilha covardemente assassinato

UM MÊS APÓS O MASSACRE DE LAS VEGAS, UMA SEMANA DEPOIS DO ATAQUE EM NOVA YORK, UMA NOVA TRAGÉDIA AGORA NO TEXAS
Terrorismo doméstico nos EUA reflete uma sociedade “doente” que incrementa a ofensiva imperialista contra os povos!

PODEMOS... E JÁ SOMOS HOJE O QUE O PSOL SONHA EM SER AMANHÃ
Súditos do capital e da reação imperialista contra os povos...

POR UMA NOVA INTIFADA PARA RECUPERAR JERUSALÉM E TODO O TERRITÓRIO HISTÓRICO DA PALESTINA OCUPADA
Pela destruição do enclave sionista! Lutar em defesa de uma Palestina soviética baseada em conselhos de operários e camponeses árabes, palestinos e judeus!

“LUTA DE CLASSES NA INTERNET”
Nunca houve “neutralidade” na rede mundial de computadores, mas agora o imperialismo ianque decide oficialmente que os monopólios da comunicação irão controlar ainda mais o conteúdo e o acesso às informações

BLOG DA LBI ULTRAPASSA 2 MILHÕES DE ACESSOS NO CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE
Uma tribuna militante viva em defesa das lições de Outubro no combate pela construção do Partido Revolucionário!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

HÁ 90 ANOS DA EXPULSÃO DE TROSTKY DO PARTIDO COMUNISTA: EM DEZEMBRO DE 1927, STÁLIN COMANDA A EXCLUSÃO DA OPOSIÇÃO UNIFICADA NO XV CONGRESSO DO PCUS


Em dezembro de 1927, o XV Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) foi utilizado para condenar o “trotskismo”, exigir que a Oposição Unificada abandonasse suas posições e decidir pela expulsão daqueles que não se curvassem aquelas resoluções burocráticas tramadas por Stálin. O congresso decidiu oficialmente que “a oposição rompeu ideologicamente com o Leninismo, degenerou num grupo menchevique, enveredou pela via da capitulação face às forças da burguesia internacional e interna e transformou-se objetivamente num instrumento de terceiras forças contra o regime da ditadura proletária”. Por isso o XV Congresso declarou a o conjunto da Oposição e a propaganda dos seus pontos de vista incompatíveis com a permanência nas fileiras do Partido. O congresso aprovou a resolução da reunião conjunta do Comité Central e da Comissão de Controle para expulsar do partido Trótsky e Zinóviev e decidiu excluir também Rádek, Preobrajénski, Rakóvski, Piatakov, Serebriakov, I. Smírnov, Kámenev, Sáfarov, Mdivani, Smílga. Os expulsos que se subjugaram à chantagem e solicitaram a reintegração como militantes, Stálin exigiu o cumprimento das seguintes exigências: A) Condenação pública do trotskismo como ideologia antibolchevique e anti-soviética. B) Reconhecimento público da política do partido como a única política justa. C) Submissão incondicional às resoluções do partido e dos seus órgãos. D) Passagem por um período de experiência durante o qual o partido verificaria a conduta dos expulsos, decidindo no final, caso a caso, a sua readmissão. Na auto-biografia “Minha Vida”, no capítulo “O último período da luta no Partido”, Trotsky descreve esse momento dramático ocorrido em dezembro de 1927 com essas palavras “Stálin preparava, entretanto o congresso do partido, desejoso de colocá-lo diante do fato consumado da cisão. As chamadas conferências locais que deveriam escolher os delegados ao congresso, estavam mais que realizadas antes do que se abrissem oficialmente a ‘discussão’, ao passo que grupos militarmente organizados dissolviam as reuniões à força de assobios e cacetadas, usando de métodos puramente fascistas. Não é fácil imaginar coisa mais vergonhosa que os preparativos do XV Congresso. Zinoviev e seu grupo não tiveram dificuldade de advinhar que o congresso iria realizar politicamente o esmagamento material da oposição, o qual fora começado nas ruas de Moscou e Leningrado no décimo aniversário da Revolução de Outubro. A única preocupação de Zinoviev e dos seus amigos era capitular a tempo. Não podiam deixar de compreender que os burocratas stalinistas não viam neles, oposicionistas de segunda jornada, o verdadeiro inimigo, mas no núcleo central da oposição, os elementos ligados a mim. Esperavam que o rompimento ostensivo comigo lhes valeria senão a benevolência do congresso, pelo menos o perdão. Não pensavam que a dupla traição devia liquidá-los politicamente. Embora tenha enfraquecido temporariamente nosso grupo por sua punhalada nas nossas costas, condenaram-lhes eles mesmos, à morte política. O XV Congresso decidiu excluir a oposição em bloco. Os expulsos foram postos à disposição da GPU.” Antes da realização do congresso proprimante dito e diante do clima de tensão e vigilância do aparato stalinista que controlava o PCUS, a Oposição Unificada (Trotsky, Kamenev e Zinoviev) passou a se organizar retomando os métodos clandestinos para divulgar suas ideias para o conjunto dos militantes. Por outro lado, seu programa começava a ganhar forma. Na sessão do Comitê Central de junho de 1926, Trotsky leu em nome da Oposição Unificada a “Declaração dos 13”, apresentando suas principais reivindicações. O programa esboçado pela Oposição Unificada articulava diferentes pontos que convergiam para o fortalecimento da classe operária no interior do Partido e do Estado na União Soviética. O peso conferido à classe operária neste programa partia da leitura dos oposicionistas de que a única garantia contra a consolidação do processo de burocratização (além da revolução europeia) era a participação efetiva dos trabalhadores nas decisões políticas, o que só ocorreria quando estes soubessem o que realmente estava acontecendo no partido. Portanto, para a oposição tratava-se de se dirigir a opinião pública, percorrer o maior número de células e comitês possíveis para ganhar os operários para seu programa. Entre esta pretensão e a realidade concreta havia uma grande distância, àquela altura o aparato dirigente do partido já havia constituído uma rede de vigilância, intimidação e repressão baseada em violências, ameaças, falsificações e calúnias que eram praticados pelos próprios agentes do Estado. Este aparelho repressor traduziu-se, por exemplo, durante as eleições dos delegados para a XV Conferência do partido na fábrica Putilov em Leningrado, quando Zinoviev, destacado membro da oposição naquela cidade, obteve somente 25 votos contra 1375. Apesar dos revezes, a Oposição Unificada recuperou parte de sua influência através de suas denúncias contra a política nefasta do PCUS e da Internacional Comunista em relação à revolução chinesa, cuja consigna de revolução democrático-burguesa e a conseqüente submissão do Partido Comunista Chinês ao Kuomintang, resultou no massacre de centenas de operários chineses em Xangai. O próximo passo da Oposição Unificada foi concentrar todas as suas energias na tentativa de participar do XV Congresso do partido que ocorreria em dezembro de 1927. Com este propósito, em agosto deste ano os oposicionistas elaboram sua plataforma, visando conquistar o maior número de adeptos possível.  Segundo Isaac Deutscher, os oposicionistas “prepararam uma exposição completa e sistemática das suas políticas, uma plataforma como jamais foram capazes de apresentar antes”. Este documento foi escrito por Trotsky, Zinoviev, Kamenev, Smilgá, Piatakov, além de um grupo de jovens, sendo submetida, quando possível, aos grupos oposicionistas e às células operárias. A plataforma da Oposição Unificada, o longo documento era formado por 12 capítulos que analisavam questões como a situação da classe operária, a industrialização, os soviets e o processo de burocratização do partido. Em relação ao partido, a plataforma da Oposição Unificada pontuava que a burocratização avançava a passos largos, suprimindo a democracia interna e violando o legado bolchevique. Denunciava as Conferências e Congressos chamados pela direção sem discussão prévia dos militantes e também a substituição da disciplina revolucionária pela obediência inquestionável. O documento também chamava a atenção dos militantes para o processo de substituição do partido pelo seu aparato dirigente e também sobre os métodos repressivos deste aparato contra os “bolcheviques-leninistas”. Em relação às propostas específicas da plataforma da Oposição Unificada sobre os problemas apontados, o documento propunha entre suas principais medidas: o restabelecimento do livre debate; composição social do partido com uma maioria de proletários industriais; restauração da resolução sobre democracia interna aprovada no X Congresso; composição social do partido com uma maioria de proletários industriais; readmissão dos oposicionistas expulsos e a reconstrução de um Comitê Central com a maioria de trabalhadores. A plataforma afirmava peremptoriamente que a Oposição Unificada estava convencida de que a classe operária iria provar ser capaz de trazer o partido ao caminho leninista, ajudá-la neste processo era a principal tarefa reivindicada pelos oposicionistas. Impedidos pelo aparato de publicar sua plataforma na imprensa do partido, os oposicionistas conseguiram imprimir a duras penas cerca de 30 mil exemplares do documento com o objetivo de coletar o maior número possível de assinaturas e assim pressionar o aparato a aceitar sua participação no XV Congresso. Neste sentido, os bolcheviques voltaram-se para as fábricas e bairros operários para expor e defender sua plataforma. No livro de Deutscher sobre Trotsky há um interessante depoimento do militante Victor Serge sobre esta batalha da oposição: “Cerca de cinqüenta pessoas enchiam a sala de jantar pobre, ouvindo Zinoviev que engordara e, pálido e despenteado, falava com voz baixa. Havia nele algo de flácido e ao mesmo tempo muito atraente. (…) No outro extremo da mesa sentava-se Trotsky. Envelhecendo a olhos vistos, grisalho, de elevada estatura, encurvado, os traços fisionômicos marcados, era cordial e encontrava sempre a resposta certa. Uma operária, sentada de pernas cruzadas no chão, pergunta de súbito: “E se formos expulsos do Partido?” “Nada pode impedir os proletários comunistas de serem comunistas”, respondeu Trotsky. (…) Era simples e comovente ver os homens da ditadura do proletariado, ontem ainda poderosos, voltar assim aos bairros dos pobres e falar, ali, de homem a homem, procurando o apoio e os camaradas”. Como se observa, Trotsky se manteve um Bolchevique-Leninista até a morte, quando foi assassinado por um agente de Stálin no México.