sábado, 10 de março de 2018

MAIS UMA CHACINA EM FORTALEZA: NO BAIRRO UNIVERSITÁRIO DO BENFICA, DISPUTA DE TERRITÓRIO PELAS FACÇÕES QUE CONTROLAM O COMÉRCIO DA DROGA DEIXA MAIS CADÁVERES E UM RASTRO DE SANGUE... OLIGARQUIA GOMES DEU O AVAL ESTATAL PARA INSTALAÇÃO DO “HUB DA COCAÍNA” EM FORTALEZA, PRINCIPAL PORTA DE ENTRADA DO TRÁFICO NACIONAL


Um dos bairros mais boêmios e politizados de Fortaleza, Benfica, um conhecido reduto universitário, foi palco na noite desta sexta-feira (09.03) de uma chacina que deixou pelo menos 07 mortos e vários feridos. Só na “Praça da Gentilândia” três pessoas tombaram após vários disparos. Centenas de universitários presentes presenciaram o crime que foi seguido por mais mortes nas proximidades de uma torcida organizada de futebol local. Logo a mídia reduziu o caso a mais uma disputa entre torcidas de futebol mas os verdadeiros motivos da chacina é a disputa de território entre facções que controlam o tráfico de drogas no Benfica e na grande Fortaleza. Essas facções compram a droga trazida da Colômbia para o Ceará, um negócio de grande monta financeira que é intermediado pelo Secretário de Turismo do Governo Camilo (PT), Arialdo Pinho, o homem que é o caixa dos negócios da Oligarquia Gomes desde o governo Cid. O fato do estado do Ceará abrigar chefes do tráfico nacional (como os do PCC) vivendo de forma nababesca sem serem incomodados em mansões de luxo, com livre trânsito em carros importados e até mesmo aeronaves e lanchas, não deixa dúvida que a gang burguesa de tomou de assalto o aparelho do estado local está diretamente associada as facções criminosas. A oligarquia Gomes deu o aval para que fosse instalado um “Hub” internacional de tráfico de drogas em Fortaleza, alimentando as gangs e quadrilhas barriais mais selvagens que disputam o controle dos bairros. Deram o aval do Estado para a logística do "empreendimento". Em consequência cresce o número de chacinas e mortes em Fortaleza, adentrando em regiões antes “virgens” ou restritas ao uso de maconha, como o Benfica. O mais grave é que diante dessa barbárie a esquerda está completamente calada e até mesmo sai em defesa do governo Camilo (PT). PT e PCdoB integram o governo controlado pela Oligarquia Gomes e apenas “lamentam” o ocorrido. Já o PSOL, do deputado estadual Renato Roseno e de seu suplente agora execendo temporariamente o mandato, o “peão” Nestor (MAIS), não usam a tribuna parlamentar para denunciar o envolvimento direto do Secretário Arialdo Pinho no esquema bilionário do tráfico de drogas que tem deixado um rastro de sangue e morte no Estado. A própria PF prendeu no final do ano passado toda a cúpula da delegacia “anti-drogas” do Ceará, homens colocados no aparato policial diretamente por Cid e Ciro. Desta forma a PF tem a Oligarquia Gomes “nas mãos” frente a disputa política eleitoral de 2018. Três delegados foram detidos por estarem diretamente envolvidos na entrada por via terrestre, aérea e marítima de cocaína, além de controlarem uma grande rede de distribuição na capital, sendo as facções e os traficantes dos bairros da periferia apenas a ponta mais visível do negócio. A tarefa dos movimentos sociais e de direitos humanos do Ceará é convocar imediatamente uma mobilização de solidariedade com as famílias dos jovens assassinados, exigindo a apuração e severa punição dos culpados, assim como a renúncia do governador petista e toda sua equipe de cúmplices inertes. Os Marxistas Revolucionários defendem que a questão da liberação das drogas deve estar atada intimamente ao programa do partido revolucionário, ou seja, ao combate pela derrubada de todo o aparato da repressão estatal contra o proletariado e os setores oprimidos da sociedade. Em outras palavras, o uso em si de entorpecentes da consciência não cumpre de modo algum um papel progressista dentro de uma coletividade, haja vista que estimula apenas a “euforização individualizada”, o que só serve para aprofundar a desagregação social e a alienação em especial da juventude, como vemos no Bairro do Benfica. Combatemos com vigor a criminalização do uso de drogas e as medidas repressivas-coercitivas desencadeadas pelo Estado burguês contra a juventude. Muito além da questão meramente moral, somos, portanto, a favor da total legalização do uso das drogas como produto da luta não só contra a repressão estatal como também no combate ao processo de decomposição moral e espiritual que nos impõe o capitalismo. Somente com o norte programático do partido mundial da revolução socialista, a Quarta Internacional, o proletariado poderá conquistar o seu direito ao pão, ao lazer e ao prazer, colocando abaixo todo o edifício da ordem burguesa, responsável pela barbárie cultural e ideológica que assola a humanidade nos dias atuais.

sexta-feira, 9 de março de 2018

CORÉIA DO NORTE CONVIDA TRUMP A UMA "CORDIAL VISITA" HISTÓRICA: O "SIM" DO IMPERIALISMO IANQUE PODE SELAR O INÍCIO DA RESTAURAÇÃO CAPITALISTA PELA MESMA TRILHA DA VIA CHINESA


Quem conhece bem a história da luta de classes não pode deixar de fazer um paralelo entre o "inesperado" convite do governo da Coréia do Norte ao presidente Trump e o que Mao fez a Nixon para visitar a China em meio ao conflito militar que permeava a Indochina em meados dos anos 70. A China maoísta rompendo uma aparente "tradição" de representar um Marxismo-Leninismo mais ortodoxo do que a então URSS acabou se aproximando do imperialismo ianque e anos mais tarde adotou o "socialismo de mercado", uma transição operada pela burocracia stalinista para dar lugar ao atual "capitalismo estatal" vigente no país mais populoso do planeta. Após um longo período de ameaças militares ao imperialismo, que nunca se concretizaram minimamente, a burocracia stalinista da Coréia do Norte parece que enfim cedeu a "pressão chinesa", estando disposta a iniciar um "diálogo diplomático" com o reacionário Trump, sendo auspiciada politicamente pelo novo governo reformista da Coréia do Sul. Seria o primeiro passo concreto da dinastia burocrática de Kin Jong-Un em direção a um "generoso" acordo comercial com os EUA e seu protetorado Sul Coreano, o que poderá levar a adoção de reformas econômicas que solapariam a planificação central do Estado Operário Coreano. Nenhum presidente dos EUA se encontrou com um líder Norte-Coreano na história , o presidente Bill Clinton chegou a se encontrar com o pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, em 2009, quando já havia deixado o poder central do Estado Operário. Em ocasiões anteriores, Trump disse que apenas aceitaria dialogar com a Coreia do Norte caso Jong-Un suspendesse seu programa nuclear, como prometeu agora. Esta promessa de Kim é o elemento fundamental que sinaliza uma disposição da burocracia coreana em assumir as "reformas de mercado" pretendidas pelo Imperialismo, ou seja sem o poder de barganha bélico-nuclear, não restará outra opção ao país que não seja o retorno gradual ao capitalismo. Em 2017, a Coréia do Norte disparou ao todo 23 mísseis em 16 testes, algumas dessas armas teriam a capacidade de atingir inclusive o território norte-americano. Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que mesmo com a visita de Trump vão manter os exercícios militares previstos para serem feitos com a Coreia do Sul. Portanto estamos às vésperas de um fato político de grandes repercussões econômicas para toda Ásia (China, Japão e seus vizinhos, além é claro da própria Coréia do Sul), a abertura de um novo mercado, ainda totalmente fechado para as corporações imperialistas, poderá revigorar os "Tigres Asiáticos", cambaleantes desde a crise que os paralisou desde 1998. Os Trotskistas não são por princípios programáticos contra a celebração de "acordos diplomáticos" entre Estados Operários e nações capitalistas, Lenin em vida os abonou diversas vezes, porém o que parece estar em curso embrionário na Coréia do Norte é o objetivo estratégico da burocracia em liquidar as bases sociais da economia socialista, reproduzindo o exemplo dos governantes seguidores de Mao Tsé Tung na China. Os Bolcheviques Trotskistas da LBI continuarão defendendo incondicionalmente a Coréia do Norte diante de qualquer ameaça ou agressão militar imperialista, inclusive seu pleno direito ao armamento nuclear, porém não omitiremos nossa vigorosa crítica aos rumos políticos que a burocracia stalinista pretende levar o Estado Operário, ameaçando sua própria existência e conquistas históricas do proletariado.

EM TEMPO: Hoje a tarde (09/03) a Casa Branca divulgou um comunicado "retificando" os termos da confirmação dada por Trump ao convite do governo norte-coreano. Segundo a porta voz do imperialismo ianque: “Essa reunião não vai acontecer até que vejamos ações concretas que vão de encontro com as promessas que foram feitas pela Coreia do Norte”, disse Sarah Sanders a jornalistas. Diante do primeiro aceno de capitulação de Kim Jong, que já declarou que aceitaria as operações militares do Pentágono e da OTAN na região da península coreana, Trump resolveu "dobrar a aposta" e exigir uma "pré-rendição" mais explícita. O presidente chinês, Xi Jinping, corroborou com a investida de Trump também apoiando as sanções econômicas a Coréia do Norte até que o país "desmonte" todo seu aparato nuclear. Caso Kim Jong e sua anturrage burocrática aceite integralmente a chantagem de Trump, estará declarando o asfixiamento do Estado Operário Norte Coreano.

quarta-feira, 7 de março de 2018

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA: LUTAR CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR E O ATAQUE AOS DIREITOS E CONQUISTAS PELO GOVERNO GOLPISTA DE TEMER! NENHUM APOIO ÀS CANDIDATURAS DA OPOSIÇÃO BURGUESA (PT, PDT E PSOL) NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS!


O governo golpista de Temer impôs a intervenção militar no Rio de Janeiro. Trata-se na verdade de uma nova investida reacionária contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense e agora com o aprofundamento da crise econômica. Com a ajuda da Rede Globo Temer montou um cenário para justificar a ação das FFAA e estrategicamente colocar os militares nas ruas, em uma espécie de “balão de ensaio” do que pode vir a acontecer em um futuro breve em todo o país. Além disso, planeja lançar um pacote de ataques aos direitos sociais para compensar o “recuo” na Reforma da Previdência. Até as eleições gerais de 2018, o Planalto deseja liquidar uma série de direitos, ataques que atingem em cheio as mulheres trabalhadoras. Os planos da quadrilha palaciana seria votar alguns pontos via projeto de lei ou medida provisória (MP) que valem para trabalhadores que contribuem no regime privado do INSS, como o aumento do tempo de contribuição, alteração da fórmula de cálculo do benefício, fim da fórmula 85/95 com a volta do famigerado Fator Previdenciário, restrição da Pensão por morte e da aposentadoria por invalidez além de mudanças do Benefício de Prestação Continuada (BPC), em resumo, golpe brutais contra a classe trabalhadora, as mulheres assalarias, as pensionistas e aposentadas. Os Marxistas Revolucionários compreendem o combate contra a opressão da Mulher como parte da luta da classe trabalhadora contra os capitalistas, para liquidar o modo de produção burguês na senda da Ditadura do Proletariado e não “apenas” como uma questão de gênero. Nos opomos pelo vértice a ideologia pequeno-burguesa do “empoderamento feminino” dentro do capitalismo e como forma de “democratizar” as instituições senis deste regime político, como vem apregoando a esmagadora maioria da “esquerda” reformista e mesmo aqueles que se proclamam revolucionários. As trabalhadoras, ao lado de seus irmãos de classe devem unir-se por seus interesses históricos e imediatos, que não estão limitados a questão de gênero ou sexo mas sim aos seus objetivos estratégicos socialistas enquanto trabalhadores e oprimidos pela classe dominante.

Existe um forte sentimento de indignação popular e revolta contra o governo golpista de Temer e seus ataques os trabalhadores e em particular os direitos e conquistas das mulheres operárias, aumentando o tempo de contribuição e idade, em um claro “Deus lhe pague!”. Esses ataques tiveram um incremento no governo Dilma (PT), quando houve a restrição das pensões para as viúvas e reduções nos benefícios do INSS. Agora com Temer esse golpe aprofundou-se ainda mais. Desgraçadamente a CUT e a CTB sabotaram a possibilidade de fazer no Brasil do 8 de Março um dia internacional de paralisação como ocorrerá em outros países. Por sua vez, o PT joga todas suas fichas nas eleições de 2018, avaliando que a aprovação das reformas irá desgastar eleitoralmente o canalha do PMDB e abrir espaço para a candidatura Lula ou mesmo de seu “laranja” no PSOL, Guilherme Boulos. Nossa tarefa é opor-se a essa política de paralisia, de ilusões no circo eleitoral de democracia dos ricos e fazer do dia internacional da mulher trabalhadora uma data que marque a luta contra a intervenção militar, a destruição das conquistas sociais pela gang do PMDB-PSDB e de denúncia da política de colaboração de classes do PT e PSOL. Em função desta dura realidade devemos apontar nas manifestações deste 8 de Março a necessidade de organizar um plano de lutas das principais categorias rumo a uma Greve Geral desde as bases que contemple como eixo a derrubada das medidas palacianas e por uma política de reposição salarial diante da crise inflacionária que se avizinha, porque o verdadeiro “golpe” está sendo executado nos cortes dos programas sociais do governo, no conluio para destruir a Petrobras e na subtração das conquistas históricas dos trabalhadores. Para combater o governo golpista de Temer, a Frente Popular e a direita reacionária é necessário colocar abaixo o modo de produção capitalista e construir um movimento operário feminino classista que coloque a mulher trabalhadora como vanguarda da luta sem quartel contra o regime opressor dos homens e mulheres burguesas. Trata-se da unidade do conjunto da classe trabalhadora sob um programa revolucionário para derrotar a barbárie capitalista. Portanto, neste 8 de Março devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo!

A ruptura com esta concepção de mundo burguesa só será possível através da violenta ação da classe operária contra seus algozes capitalistas, sejam eles homens ou mulheres, através da revolução socialista, a partir da qual pela necessidade de todo um coletivo, os interesses mesquinhos e podres oriundos da velha sociedade de classes serão extintos. Os revolucionários defendem consignas democráticas pela igualdade de direitos entre os sexos, mas não mentem para as trabalhadoras dizendo que terão seus sofrimentos derivados da opressão e da exploração de classe solucionados dentro do capitalismo e menos ainda disseminam ilusões de que o aprimoramento do aparato repressivo capitalista trará melhor sorte para elas.  A luta pela libertação da mulher da opressão do machismo capitalista pressupõe um combate sem tréguas a todas as ilusões no movimento das mulheres trabalhadoras no Estado burguês, suas leis e seu aparato repressivo, guardião da ordem social justificada pela ideologia burguesa e o machismo que dela faz parte. Toda saída para o problema da opressão feminina por dentro da democracia burguesa, como defendem o reformismo e o revisionismo do trotskismo, conduz à divisão do proletariado entre gêneros distintos, ao recrudescimento e ampliação do aparato repressivo estatal contra os trabalhadores. Em outras palavras, o feminismo burguês é contrarrevolucionário porque divide o proletariado, enfraquece sua luta e fortalece a repressão de seus inimigos de classe!

Neste 8 de Março lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita e a Frente Popular! Convocamos o combate de classe ao governo golpista de Temer, a direita reacionária e fascistoide sem capitular a política venal e covarde da Frente Popular, cujo objetivo é amortecer a luta de classes para um terreno que a burguesia domina: o circo eleitoral de 2018! Nesse sentido, nas manifestações deste 8 de Março, nossa tarefa deve ter como eixo: Abaixo Temer! Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas! Construir a Greve Geral! Superar a política de colaboração de classes do PT e PSOL! Por uma alternativa de Poder Operário e Popular!

ASSINAM ESSE MANIFESTO:

HYRLANDA MOREIRA - MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA – CE
CIDA ALBUQUERQUE - OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES – FORTALEZA/CE
ISABEL TEIXEIRA - OPOSIÇÃO METALÚRGICA – GUARULHOS/SP
BEATRIZ AZEVEDO BERGOCI - GRÊMIO ESTUDANTIL DO COLÉGIO ODETE FERNANDES – GUARULHOS/SP
PATRIZIA SANTIAGO - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA VILA FLÓRIDA – GUARULHOS/SP
GRAÇA SOUZA - OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS – RN
CLÁUDIA LINS - OPOSIÇÃO DE LUTA NO CPERS - RGS
LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA
LUIS CARLOS PRESTES: EM 7 DE MARÇO DE 1990 MORRIA O "CAVALEIRO DA ESPERANÇA" QUE PREGAVA A "ESPERANÇA" DE VINGAR A POLÍTICA DA CONCILIAÇÃO DE CLASSES...LULA DEMONSTROU ESTA IMPOSSIBILIDADE HISTÓRICA...


Luís Carlos Prestes foi o principal dirigente do antigo Partido Comunista do Brasil, o PCB, até sua ruptura. Em março de 1980, retornando do exílio, lançou sua famosa "Carta aos Comunistas” em que rompia com o Partidão firmando "o PCB não está exercendo um papel de vanguarda e atravessa uma séria crise já flagrante e de conhecimento público, que está sendo habilmente aproveitada pela reação no sentido de tentar transformá-lo num partido reformista, desprovido do seu caráter revolucionário e dócil aos objetivos do regime ditatorial”. Prestes faleceu em 7 de março de 1990, há exatos 28 anos. Em geral as comemorações e homenagens a Prestes em nada contribuem para esclarecer o papel desempenhado ele e o PCB em momentos decisivos da luta de classes no Brasil, onde o Prestismo destacou-se pela submissão do movimento operário aos interesses da burguesia nacional e do imperialismo. Longe de fazer apologia a conduta política de Prestes, este artigo histórico elaborado pela LBI em março de 1998, mantém toda sua atualidade na análise crítica da trajetória do “Cavaleiro da conciliação de classes”. Fazendo um paralelo histórico, podemos comparar esse política de Prestes com a adotada por Lula e a Frente Popular comandada pelo PT no último período. A desastrosa orientação de pacto com burguesia nas gestões de Lula e Dilma demonstraram a impossibilidade histórica dessa perspectiva levar os trabalhadores ao poder dentro dos marcos do regime capitalista, representando um profundo retrocesso na consciência das massas e uma enorme desmoralização para a vanguarda operária em nossos dias. 

PRESTES: A TRAJETÓRIA DO CAVALEIRO DA CONCILIAÇÃO DE CLASSES
(Extraído do Jornal Luta Operária nº 25 - Março/98)

O fenômeno do prestismo tem suas origens ligadas ao movimento dos tenentes da década de 20. Foi exatamente dois anos após o fracassado levante do Forte de Copacabana, que explodiu a rebelião tenentista em São Paulo (05/07/1924), desencadeando outras revoltas e culminando na formação da Coluna Prestes.  Motivado por seus delírios pequeno-burgueses de moralização política e aperfeiçoamento do Estado burguês, mediante a realização de eleições honestas e do estabelecimento do voto secreto, o movimento tenentista acreditava que a ação isolada de uma elite militar, adotando métodos putchistas em nome de um programa democrático, poderia substituir as lutas das massas contra seus exploradores

segunda-feira, 5 de março de 2018

COMANDANTE HUGO CHAVEZ PRESENTE! VÍTIMA DE UMA SÓRDIDA OPERAÇÃO ORQUESTRADA PELO IMPERIALISMO PARA ELIMINAR A REPRESENTAÇÃO DO NACIONALISMO BURGUÊS NA VENEZUELA


Hugo Chavez, morreu no dia 05 de março de 2013, há exatos 5 anos, mas na realidade foi eliminado previamente por uma operação arquitetada pela CIA, assim como Arafat, Jango, Torrijos, Roldós e outros líderes nacionalistas de esquerda inconvenientes aos interesses do imperialismo Ianque. Não temos a menor dúvida: tanto como Yasser Arafat, em 2004, o comandante Hugo Rafael Chavez Frias foi assassinado com o uso do que há de mais moderno e sofisticado da tecnologia criminosa desenvolvida na CIA e nas dezenas de agências satélites privadas que prestam serviço ao "democrático" governo norte-americano. O "descuidado" presidente bolivariano, de 58 anos, não foi o único líder latino-americano morto pela máquina mortífera norte-americana nos últimos anos: em dezembro de 1976, o ex-presidente brasileiro João Goulart foi assassinado na Argentina com a troca dos remédios que tomava para o coração, a operação foi batizada pela CIA como "Condor", em referência a ave latino-americana. Também Omar Torrijos, presidente do Panamá e militar como Chavez, foi assassinado num acidente aéreo forjado em 1981, conforme relato detalhado do ex-agente da CIA. Como Torrijos, a CIA usou o “acidente aéreo” para matar também o ex-presidente do Equador, Jaime Roldós Aguilera, no mesmo ano de 1981, por ter entrado em confronto com as petrolíferas norte-americanas.O assassinato de Arafat foi abafado e contou com a ajuda da tradição muçulmana, que não procede a autópsia de seus mortos. Mas a disposição de sua viúva Suha e uma criteriosa investigação da TV Al-Jazeera levaram à descoberta do assassinato e a um pedido formal da Autoridade Nacional Palestina para que um comitê patrocinado pela ONU proceda o desdobramento da investigação feita por médicos suíços, que já levou à exumação do corpo do líder palestino. Após nove meses, um trabalho meticuloso dos especialistas suíços e exame de roupas e objetos que Arafat usou nos dias que antecederam sua morte – roupa, escova de dente e até seu icônico kefiyeh que não tirava da cabeça – revelaram uma quantidade anormal de polonium, um elemento radioativo raro ao qual poucos países têm acesso. Apenas os do restrito clube atômico. Horas antes de anunciar oficialmente a morte do presidente Hugo Chavez, o então vice Nicolas Maduro falou pela primeira vez, em caráter oficial, das suspeitas de que o câncer que levou o caudilho nacionalista à morte tenha sido inoculado por armas químicas desenvolvidas nos EUA. A LBI esteve corajosamente a frente das denúncias políticas dos assassinatos de Arafat e Chavez pelo imperialismo, apesar das enormes divergências programáticas que separam o nacionalismo burguês do Marxismo Revolucionário.

sábado, 3 de março de 2018

HÁ 65 ANOS DA MORTE DE KOBA: OS GENUÍNOS TROTSKYSTAS COMBATEM A STALINOFOBIA, UMA EXPRESSÃO POLÍTICA DA REAÇÃO ANTI-COMUNISTA PATROCINADA PELO IMPERIALISMO E DIFUNDIDA PELO REVISIONISMO NO INTERIOR DA ESQUERDA


Há exatos 65 anos, no dia 05 de março de 1953, faleceu Josef Stalin. Ele ascendeu a Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética com a morte de Lênin, depois de derrotar e posteriormente eliminar os dirigentes bolcheviques que resistiram a sua ascensão política. Trotsky escreveu uma biografia política dedicada a Stálin analisando detalhadamente esse processo. Sua morte anunciada oficialmente na época como produto de um derrame cerebral fez parte, na verdade, de uma feroz luta interna no interior do PCUS, a partir da deflagração da própria sucessão de Stalin em função de sua precária saúde e idade relativamente avançada, 73 anos. Na manhã de 1º de março de 1953, depois de um jantar que durou a noite toda e ter visto um filme, Stalin chegou à sua casa em Kuntsevo, a 15 km a oeste do centro de Moscou com o Ministro do Interior, Lavrentiy Beria, e os futuros ministros Georgy Malenkov, Nikolai Bulganin e Nikita Khrushchev, retirando-se para o quarto para dormir. À tarde, Stalin não saiu do quarto. Embora os seus guardas estranhassem que ele não se levantasse à hora usual, tinham ordens estritas para não o perturbar e deixaram-no sozinho o dia inteiro. À cerca das 22 horas Peter Lozgachev, o Comandante de Kuntsevo, entrou no quarto e viu Stalin caído de costas no chão perto da cama, com o pijama e ensopado em urina. Assustado, Lozgachev perguntou a Stalin o que aconteceu, mas só obteve respostas ininteligíveis. Lozgachev usou o telefone do quarto para chamar oficiais, dizendo-lhes que Stalin tinha tido um ataque e pedia que mandassem doutores para a residência de Kuntsevo imediatamente. Beria foi informado e chegou algumas horas depois, mas os doutores só chegaram no início da manhã de 2 de março, mudando as roupas da cama e deitando-o. Nikita Khrushchev escreveu em suas memórias que, imediatamente após a morte de Stalin, Beria teria começado a “vomitar seu ódio (contra Stalin) e a zombá-lo”, e que quando Stalin demonstrou sinais de consciência, Beria teria se colocado de joelhos e beijado as mãos de Stalin. No entanto, assim que Stalin ficou novamente inconsciente, Beria imediatamente teria se levantado e cuspido com nojo. Os meses de janeiro e fevereiro daquele rigoroso inverno de 53 foram marcados por intensas movimentações nos bastidores do partido, culminando com o anúncio da descoberta do chamado “complô dos médicos” onde fora relatado que catedráticos da Universidade de Moscou seriam membros de uma organização de espionagem britânica empenhados em assassinar as mais altas lideranças soviéticas. Estava dada a senha para um novo processo de expurgos no Politburo, onde Stalin pretendia “depurar” a lista de seus mais prováveis sucessores. Mas, o temido Lavrentiy Beria, comissário do povo para assuntos internos, teria agido mais rápido e de forma “preventiva”. Beria, temendo a nova purga stalinista que certamente o atingiria, tratou de envenenar o “Guia Genial dos Povos” e, por ironia da história, com veneno para matar ratos, como ficou comprovado somente em 2003 por uma equipe de legistas e historiadores russos absolutamente isenta. Segundo o grande historiador Isaac Deutscher, a absurda preparação de mais um “julgamento espetáculo” por Stalin às vésperas de sua morte, correspondia a sua já deteriorada condição ideológica comunista (se mostrava cada vez mais simpático às ideias de Mussolini) e, por consequência, em mudanças no caráter do regime soviético. Como afirmou Trotsky, a burocracia atua como uma casta que defende “até a morte” seus próprios privilégios materiais (que só podem sobreviver sobre as bases sociais do Estado operário), e nada mais coerente que diante da ameaça de Stalin de solapar os fundamentos do Estado soviético os próprios stalinistas dessem cabo de seu “chefe”. A verdade é que o homem de aço (Koba), elogiado por Lenin pela sua determinação incorruptível, vivia seus piores momentos no início da década de 50, após quase ter levado a derrota da URSS na Segunda Guerra mundial com a assinatura do pacto de cooperação com a Alemanha nazista, mais conhecido como “Pacto Ribbentrop-Molotov”. Pressionado pelas potências imperialistas consideradas “amigas” após a assinatura dos acordos de cooperação e não agressão de Yalta (1945), na Crimeia às margens do Mar Negro, Stalin leva às últimas consequências sua política contrarrevolucionária de coexistência pacífica com a burguesia mundial, debilitando assim sua própria liderança no movimento comunista internacional. Revoluções no mundo capitalista ocidental são “afogadas” pela URSS (França, Itália e Grécia) em nome do respeito às “zonas de influência”, neste período surge até o conceito do “socialismo só em meio país”, como no Vietnã e Coreia. Na China, rompendo a orientação de Stalin em dissolver o Partido Comunista no movimento nacionalista burguês, se insurge Mao Tsé-Tung, assumindo assim a direção política de um novo viés da esquerda revolucionária, que anos depois se repetiria em Cuba. Passados sessenta anos da morte de Stalin, com todos seus graves erros de estratégia e traições ao legado teórico leninista, desgraçadamente a vertente revisionista do trotsquismo (seguida de toda intelectualidade pequeno-burguesa) insiste em identificar o “fenômeno histórico” do Stalinismo como sendo sinônimo de “ausência de democracia” e “provocador de calúnias”. Com este binômio, que com certeza é um elemento acessório da praxis stalinista, os revisionistas tentam enquadrar os marxistas revolucionários que denunciam seu programa de colaboração política permanente com o imperialismo, este sim um legítimo tributo à continuação da estratégia stalinista da colaboração de classes e subordinação ao “grande amo do norte”.

quinta-feira, 1 de março de 2018

HÁ DEZ ANOS DA MORTE DE RAUL REYES


"O comandante das FARC Raul Reyes foi morto em primeiro de março de 2008 no nordeste do Equador em um ataque aéreo e terrestre a seu acampamento realizado pelo Exército da Colômbia. Por ter configurado violação territorial sobre o Equador, a operação que levou à morte de Reyes desencadeou uma crise diplomática entre Colômbia, Equador e Venezuela."

A ESQUERDA REVISIONISTA E O MASSACRE ÀS FARC
(ARTIGO PUBLICADO NO SITE DA LBI EM 28/03/2008)

Nada mais cristalino do que os próprios fatos concretos da luta de classes para demonstrar na prática as reais posições da esquerda revisionista. Referimos-nos ao recente massacre de uma coluna de combatentes das FARC que se encontrava em território equatoriano. Como já era esperado o conjunto dos agrupamentos reformistas que apóiam os governos "nacionalistas" burgueses de Chávez e Rafael Correa, trataram de equacionar o conflito em termos de disputa política entre o fascista Uribe e os "bolivarianos" Chávez e Correa. Logo elegeram como foco central a questão nacional: "defesa do Equador" ou até mesmo "defender Venezuela e Equador" diante de uma possibilidade inexistente de guerra entre estes países e a Colômbia. Os mais exaltados clamaram aos governos da centro-esquerda burguesa o rompimento das relações diplomáticas com Uribe, sendo parcial e temporariamente atendidos.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

PT: 38 ANOS DE UMA TRAJETÓRIA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES E UM INCERTO DESAFIO DE SER ACEITO COMO MAIS UM PARTIDO BURGUÊS NO SEIO DA ELITE DOMINANTE


Por: Candido Alvarez
Fundador e ex-membro do diretório do PT

O PT acaba de completar 38 anos de existência política em meio a maior crise de sua história, seu mais profundo "inferno astral". Como fundador do partido e antigo membro de sua direção, posso dar um testemunho vivo de toda sua trajetória de colaboração de classes, desde o ácido debate acerca de sua plataforma fundacional, passando pela disputa das primeiras eleições em 1982 e a vitória para uma prefeitura de capital em 1985 (Fortaleza), até o esgotamento do ciclo do gerenciamento estatal iniciado em 2003. A direção petista acabou de realizar um ato cujo tema foi "38 anos de PT: Sonhos, Lutas e Conquistas", exatamente na tentativa de dar uma resposta para a atual crise do partido e uma possível saída "honrosa" pela via eleitoral. Afirmamos que a resolução do complexo impasse político do PT ainda está muito distante e o que é pior sem garantia alguma de um desfecho minimamente razoável para o partido. Não falamos simplesmente da expectativa dos resultados das eleições de 2016 e 2018, sem dúvida nenhuma muito importantes para o futuro imediato da legenda, mas sim da variante histórica de um colapso definitivo do PT caso este não consiga ser "assimilado" no seio das classes dominantes. Este é o ponto fulcral da profunda crise política do PT, mesmo gerenciando o Estado burguês a mais de doze anos em favor das corporações capitalistas, não conseguiu ser admitido no promíscuo clube dos partidos tradicionais da ordem institucional, e hoje seus "parceiros" comerciais burgueses são caçados como "marginais e bandidos perigosos" apesar de representarem uma fatia muito significativa do PIB nacional. Práticas absolutamente ordinárias e seculares na relação entre partidos burgueses e grandes empresas, as comissões ou chamadas de "propinas" pela midiotas, hoje se firmadas pelo governo do PT representam o "maior delito nacional": O execrável mal da corrupção! Parece que pouco adianta Lula repetir a exaustão que é um liberal e nunca foi socialista, nem a esquerda petista e tampouco a direita burguesa lhe dão ouvidos... Entretanto o inusitado paradoxo que perpassa a "crise existencial" do PT é um produto acumulado de suas próprias dubiedades ao longo de sua vida política, um partido que estampa no nome a independência de classe e ao mesmo tempo desde sua origem rejeita categoricamente os desafios programáticos do proletariado, como o socialismo revolucionário. Logo nos primeiros debutes eleitorais de 1982,1985 e 1988 descartam alianças políticas com outros partidos burgueses, para em seguida governarem municípios favorecendo grandes empresas, principalmente no ramo do transporte urbano. Depois vieram os governos estaduais em 90, 94 e 98, o "véu" da independência de classe caiu por completo com as gestões voltadas para o capital em detrimento das demandas populares. Já não poderia haver a menor sombra de dúvida que a vitória presidencial de 2002 marcaria o início de um governo central capitalista, lastreado na política de colaboração de classes. A Frente Popular no comando do Estado Burguês, favorecida pela conjuntura econômica internacional impulsionou grandes negócios e créditos para a burguesia tupiniquim, o PT entrou definitivamente no rol dos partidos que empreendiam campanhas eleitorais milionárias (talvez bilionárias até), mas passado o ciclo temporal do binômio "crédito/consumo" se vê agora rejeitado como um partido burguês bastardo e ironicamente responsabilizado por parte das elites dominantes pela "formação do caráter corrupto dos maus brasileiros". Sem ainda entender bem o motivo de tanta "traição e ódio" da parte dos que tanto se beneficiaram com seus governos, o PT promove seminários e simpósios nestes 38 anos de vida inutilmente buscando uma explicação "moral" para sua "rejeição parental", quando na verdade a questão remonta a própria luta de classes!

Candido Alvarez, Secretário-Geral da LBI, ao lado de Antonio Sombra, 
dirigente da TRS, em campanha de rua contra a farsa da "Lava Jato"

domingo, 25 de fevereiro de 2018

APÓS 56 ANOS DE BLOQUEIO ECONÔMICO DO IMPERIALISMO IANQUE: NOSSA RESPOSTA CONTINUA SENDO A DEFESA INCONDICIONAL DE CUBA E A LUTA PELA REVOLUÇÃO POLÍTICA PARA BARRAR A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA QUE AVANÇA COM A CUMPLICIDADE DA BUROCRACIA CASTRISTA!


Nesse mês de fevereiro completam-se 56 anos do bloqueio econômico do imperialismo ianque a Cuba, que já provocou um prejuízo superior a US$ 1,5 trilhão segundo o governo da Ilha Operária. Por ordem do então presidente “democrata” Kennedy, a Casa Branca suspendeu em fevereiro de 1962 as relações comerciais com o Estado operário cubano, além de proibir linhas de crédito e vários outros tipos de intercâmbios. A medida era uma retaliação às nacionalizações de empresas norte-americanas e às crescentes relações com a URSS. Essa política tem sido levada a cabo até hoje, foi renovada por Trump mesmo após a negociações com o “democrata” Obama nos anos anteriores, pondo assim um fim às ilusões da burocracia castrista que acreditou inicialmente que este alteraria as relações políticas entre Cuba e os EUA. “Sabemos o que acontece ali e não nos esquecemos. Cuba deve legalizar os partidos, permitir eleições supervisionadas, liberar os presos e entregar os fugitivos. Enquanto não houver liberdade, haverá restrições”, disse Trump recentemente. Hoje, o bloqueio é usado como fonte de forte pressão para impor dificuldades econômicas ao povo cubano e, ao mesmo tempo, serve de chantagem para o incremento da abertura gradual capitalista por parte da atual direção stalinista do PCC, sob o comando de Raul Castro, opositora frontal do programa trotskista da revolução permanente em escala mundial. A melhor forma dos Marxistas Revolucionários responderem as investidas do imperialismo ianque que se incrementaram com a ascensão de Trump a Casa Branca, é chamando a classe operária em nível mundial a derrotar o imperialismo e não apoiando a política de “coexistência pacífica” com a Casa Branca e a Igreja Católica. Orgulhamo-nos de em meio à ofensiva mundial do imperialismo contra Cuba e outros regimes políticos que são alvo da sanha guerreirista da Casa Branca, como a Coreia do Norte, Síria, Venezuela e o Irã, estarmos na linha de frente do combate internacionalista para derrotar as grandes potências capitalistas, inclusive em unidade de ação com o PC cubano diante dos ataques do pior inimigo dos povos, o imperialismo. Desde a trincheira de luta da defesa do Estado operário cubano e das nações oprimidas, fazemos o combate programático e político pela construção nestes países de uma autêntica direção revolucionária para o proletariado pela via da revolução política no Estado operário deformado cubano.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

APÓS A DERRUBADA DO F-16 SIONISTA: OTAN E ENCLAVE DE ISRAEL PREPARAM ATAQUE MILITAR À SÍRIA COM A DESCULPA DE “AJUDA HUMANITÁRIA” 


Dez dias após a derrubada do F-16 Sionista por baterias antiaéreas da aliança Síria/Irã e Rússia, a OTAN e o enclave de Israel anunciaram que planejam um ataque militar a Síria. O pretexto para ação imperialista é a alegação de que há uma “crise humanitária” na região da Ghouta Oriental. Trata-se de uma região nos arredores de Damasco um dos últimos redutos de “rebeldes” ligados ao Exército Livre da Síria (ELS), grupo financiado diretamente pelas potências capitalista, em especial pelos EUA. A área está dominada também por duas facções islâmicas, que são combatidas pelas forças do governo sírio desde 18 de fevereiro. Os responsáveis pela situação em Ghouta Oriental são os EUA, Israel e as potências capitalistas que apoiam terroristas que ainda estão na área. Sabe-se que nem a Rússia, nem a Síria e nem o Irã pertencem à categoria de tais países, já que são eles que estão lutando contra terroristas na Síria. Na medida em que as forças do governo sírio intensificavam a artilharia e os ataques aéreos contra facções islâmicos visando o território de “rebeldes” terroristas, a Rússia pediu aos grupos armados ilegais que cessassem a resistência e se rendessem. No entanto, os apelos de Putin foram ignorados. Como o governo de Bashar Al-Assad lançou uma ofensiva militar contra os “rebeldes” made in CIA, a OTAN e Israel logo saíram em sua defesa. Neste contexto, a grande mídia murdochiana voltou a acusar Assad de crimes contra a humanidade. Enquanto o governo de Damasco, apoiado pela Rússia, tem sido acusado de bombardear civis na região e matar cerca de 300 pessoas, os dados para as acusações provêm de relatos dos Capacetes Brancos, famosos por repetidamente falsificar informações, além das informações falsas lançadas pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que já foi elogiado pelas potências impeirialistas, uma entidade que tem seu escritório no Reino Unido. Com isso, uma nova campanha de desinformação contra Bashar Assad foi lançada pela mídia ocidental e pela Al Jazeera, com sede no Qatar. A ONU pediu um cessar-fogo imediato na área, dizendo que a situação está “fugindo do controle” justamente para preservar o foco do ELS. Todas as grandes potências imperialistas já se posicionaram a favor de que a Ghouta Oriental seja declarada uma zona de exclusão aérea para impedir que os caças sírios bombardeiem a região, ameaçando que caso haja lançamento de novas bombas, haverá uma intervenção militar internacional. Macron, o presidente francês e a premier alemã, Angela Merkel, ameaçaram publicamente executar ataques aéreos na Síria. Os Marxistas Leninistas de todo o mundo não podem ficar neutros neste conflito do Oriente Médio, a OTAN e o “monstro” de Israel representam as forças mais reacionárias do planeta. Desgraçadamente os revisionistas da LIT, UIT e do grupo “MAIS”, que enlameiam a bandeira do Trotskismo, afirmam que Assad é um "ditador sanguinário" para justificar sua vergonhosa capitulação ao imperialismo e ao governo sionista e sua bárbara ofensiva militar contra os povos árabes e palestinos, foi assim que estes "canalhas de esquerda" apoiaram a OTAN contra o regime do coronel Kadafi, e desta forma patrocinaram politicamente a destruição da Líbia. Ao contrário desses filisteus, os revolucionários internacionalistas proletários têm lado, estão pela derrota da OTAN do sionismo e de seus agentes, denunciando o terrorismo assassino que as potências capitalistas e o enclave sionista patrocinam contra a resistência dos povos, como é o caso do grupo “rebelde” ELS! A LBI convoca o movimento comunista mundial e as forças antiimperialistas e antisionistas, a estabelecer a mais sólida unidade de ação com o regime Assad, a Rússia e o Irã no objetivo concreto de responder ao ataque que a OTAN e o enclave sionista planejam contra a Síria!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

45 ANOS SEM PIXINGUINHA: O NETO DE ESCRAVOS, NOSSO MESTRE MAIOR DA MÚSICA BRASILEIRA! 


Há 45 anos, no dia 17 de fevereiro de 1973, o Brasil se despedia de um dos maiores gênios da música popular e compositor das bases mais criativas da MPB, convertidas em requintadas partituras, comparado com toda justeza a J. S. Bach. Tudo começou no dia 23 de abril de 1898 quando o mundo agraciou a vinda do neto de escravos, Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha – uma derivação do dialeto africano “Pinzindin” (menino bom) dado por sua avó, considerado o “mestre dos mestres” musicais. No entanto, inicialmente fora muito incompreendido, pois na condição de pesquisador incansável de sonoridades até então desconhecidas, misturava ritmos e sons afros (frigideiras, tamborins, cuícas e gogôs usados marginalmente nos terreiros de umbanda e nos morros cariocas) com a música negra norte-americana, fundia ritmos de Ernesto Nazareth com Chiquinha Gonzaga, até Luperce Miranda numa mistura dialética que culminaria em “Choro” nos moldes modernos. Por esta razão, Pixinguinha estava anos luz à frente de seu tempo na elaboração mais rígida e não por isso menos improvisada de suas imemoriáveis interpretações. Aos poucos sua sonoridade ia encantando que a ouvisse e entendesse. Ganhou reconhecimento e admiração de ícones do quilate de Heitor Villa-Lobos, Louis Armstrong e mais tarde de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque... Tal foi sua importância para o cenário nacional da música popular que o dia 23 de abril passou a ser considerado o “Dia Nacional do Choro”. Portanto, o resgate da obra do grande mestre da MPB é essencial para o combate à política de deculturação do país promovida por governos burgueses e a frente popular, ambos a serviço da recolonização cultural e da ofensiva ideológica imposta pelo imperialismo ianque sobre os povos de todo o planeta.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FIASCO DO “DIA NACIONAL SEM LUTA”: BUROCRACIA SINDICAL TRAIDORA (CUT, FS, CONLUTAS e INTERSINDICAL) SABOTA NESTE 19 DE FEVEREIRO AÇÃO DIRETA RADICALIZADA CONTRA O GOVERNO GOLPISTA DE TEMER E SUA CONTRARREFORMA DA PREVIDÊNCIA DE “OLHO” APENAS NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS


O dia ocorreu em quase absoluta normalidade no país inteiro. A exceção da paralisação por uma ou duas horas dos transportes urbanos como ônibus em algumas poucas cidades (Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos) e dos já ordinários atos de protestos mornos e domesticados nas capitais, não houve efetiva greve em nenhuma categoria de peso. Apenas os servidores públicos paralisaram parcialmente suas atividades em alguns estados pela manhã. Trabalhadores de fábricas, como VolksWagen, Mercedes, Ford, Toyota e Skania somente atrasaram suas entradas nos turnos logo no começo do dia. Estava evidente que a burocracia sindical da CUT, FS, Conlutas e Intersindical não iria fazer deste dia 19 uma mobilização de verdade contra os ataques neoliberais do golpista Temer. Apesar da intervenção militar no Rio de Janeiro e da reforma da previdência continuar em pauta para ser votada ainda em fevereiro, a Frente Popular (PT e PSOL) optou por não construir nas bases uma Greve Geral sequer de 24hs. Essa orientação vem se arrastando desde 2017, o objetivo dessa política de colaboração de classes limita-se a desgastar o governo Temer e pressionar o parlamento burguês para capitalizar os nefastos efeitos da crise econômica e política no terreno eleitoral. Trata-se de uma tática suicida, a burguesia vem recrudescendo o regime com a entrada dos militares em cena e a criminalização dos movimento sociais, enquanto PT e PSOL patrocinam ilusões no circo eleitora da democracia dos ricos. A LBI e as oposição sindicais que impulsiona interveio nos atos e marchas com o eixo completamente oposto ao da burocracia sindical reformista. Propomos não confiar na Frente Popular e articular nos locais de trabalho, estudo e moradia pela base o embrião de uma verdadeira Greve Geral no país para derrotar esse criminoso arrocho neoliberal do capital em decadência contra as condições de existência das massas operárias! Defendemos a convocação pela base de um amplo e democrático Congresso Nacional dos Trabalhadores agrupando o movimento operário, popular, camponês e estudantil, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores diante do circo eleitoral da democracia dos ricos que se aproximam e frente a paralisia política imposta pela burocracia sindical que deseja apenas desgastar o golpista Temer para desviar as lutas para o terreno eleitoral. Com mais essa desmoralização aos trabalhadores o foribundo governo Temer avança no ataque aos explorados, agora se apoiando diretamente nas FFAA como vemos no Rio de Janeiro. Frente a intervenção militar e as reformais neoliberais defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pelas mobilizações das bases operárias e populares tendo como eixo a derrubada revolucionária do governo golpista de Temer!
18 DE FEVEREIRO DE 1986 – MORREU NELSON CAVAQUINHO: O POETA QUE CANTOU OS SOFRIMENTOS E AMORES DO POVO POBRE!


Quando alguém entra em um botequim onde se aprecia o autêntico samba (algo cada vez mais raro) e escuta "a Flor e o Espinho", "Quando eu me chamar saudade", "Folhas Secas" ou "Juízo Final" logo se depara com versos de uma emotividade impressionante, misturando dor e amor em meio às amarguras da vida cotidiana dos trabalhadores. São assim as canções de Nelson Antônio da Silva, mais conhecido como Nelson Cavaquinho, para muitos o "profeta dos desenganos", das desilusões amorosas, das angústias da vida, devido aos seus sambas com certa dose de pessimismo frente à miséria do povo pobre, apesar de sua crença em Deus estar sempre presente no curso de sua obra musical, refletindo os costumes dos setores mais oprimidos da população. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1911, no berço de uma humilde família carioca. Mesmo pobre, levava uma boa infância e brincava em peladas, com bolinhas de gude e frequentava a escola, mas devido a problemas financeiros por que passava sua família, teve que abandonar a escola no terceiro ano primário para trabalhar numa fábrica de tecidos e depois como auxiliar de eletricista. Nesta época, Nelson já mostrava seu dom musical. Nas tardes de domingo, seu tio Elvino tocando violino e Nelson tentando acompanhá-lo num instrumento feito em casa: uma caixa de charutos com arames esticados e seu pai, Brás Antônio da Silva, tocava tuba na Polícia Militar. A mãe de Nelson era lavadeira no Convento de Santa Tereza e cuidava de seus cinco irmãos: Arnaldo, Atarílio, Iracema, João e José. Na adolescência, morando na Gávea, entraria em contato com os chorões e suas músicas. Contemplava os grandes mestres do cavaquinho e ia espiando e aprendendo os truques do instrumento, mas não tinha dinheiro para comprar um cavaquinho, treinava quando conseguia emprestado. Ainda muito jovem, se aproximaria da malandragem carioca e ficaria amigo de grandes nomes do samba, como Noel Rosa e Cartola. Cabelos prateados, uma voz de aço, com rouquidão curtida em madrugadas boêmias pelo Rio de Janeiro. Suas músicas são de uma simplicidade impressionante, como somente os grandes gênios conseguem fazer, não há um verso ou nota a mais do que o necessário. O grande Nelson Cavaquinho morreu aos 74 anos, no dia 18 de fevereiro de 1986, uma semana depois de comemorar a vitória da Mangueira no carnaval daquele ano.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO, FORA AS TROPAS DO EXÉRCITO DAS RUAS! ROMPER COM A POLÍTICA DA FRENTE POPULAR (PT e PSOL) DE SILÊNCIO CÚMPLICE OU APOIO VELADO A AÇÃO DAS FFAA!


O governo golpista de Temer acaba de decretar intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16.02). Segundo o Planalto, as FFAA “vão ajudar na segurança do RJ até dezembro de 2018”. Trata-se na verdade de uma nova investida reacionária contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense e agora com o aprofundamento da crise econômica. A ausência da polícia durante o Carnaval e as cenas de arrastões marteladas no Jornal Nacional para criar pânico não foram por acaso, montaram um cenário para justificar a intervenção militar e estrategicamente colocar os militares nas ruas, em uma espécie de “balão de ensaio” do que pode vir a acontecer em um futuro breve em todo o país. Os parceiros da Frente Popular faliram o Estado do Rio de Janeiro, sendo que Pezão, filhote de Cabral (PMDB) sequer está pagando os salários dos servidores públicos. Os trabalhadores precisam enfrentar essa ofensiva reacionária rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e frente populista (PT, PCdoB e do PSOL). O PSOL, por exemplo, limita-se afirmar que “Intervenção no Rio é ação desesperada de Temer que praticamente tirou de cena o governador fluminense” (site PSOL nacional, 16.02). Essa política de conciliação de classes tem levado o movimento popular a um beco sem saída, com a liquidação de conquistas e direitos. Nesse marco os revolucionários têm a obrigação de denunciar o papel de Marcelo Freixo e seus aliados. Marcelo Freixo, principal referência da esquerda carioca, que todos os dias usa as redes sociais para informar sobre as atividades de seu mandato parlamentar mantém-se “bem caladinho” sobre o tema apesar das tropas estarem ocupando morros e favela. Freixo não deseja chocar-se com a chamada “opinião pública”, ou melhor, com seus eleitores de classe média que defendem “mais segurança” diante da barbárie social imposta pelo roubo dos cofres públicos pela máfia do PMDB. O parlamentar do PSOL é defensor das ultra-reacionárias UPPs e da “Operação Lava Jato”. Mesmo nesta espiral de violência da repressão estatal contra o proletariado, o PSOL defende que a polícia deva ser “mais eficiente e transparente”. Freixo reclama que as UPPs não chegam à totalidade dos morros cariocas para “combater as milícias”. Um de seus principais aliados no Rio de Janeiro, Alessando Molon, da Rede, reclamou do retardo das medidas adotadas por Temer, “A situação de insegurança já é gravíssima há muito tempo, esse carnaval, infelizmente, foi o carnaval da violência. Por que só agora o governo decidiu tomar essa atitude?” (UOL, 16.02). Randolfe Rodrigues foi no mesmo sentido de criticar a medida "casuística" de Temer para ganhar tempo a fim de aprovar a reforma da Previdência. Em geral o conjunto da Frente Popular, do PT ao PSOL, variam do “silêncio cúmplice” ao “apoio velado” a ação das FFFA para ficar de bem com seu eleitorado de classe média. Diferente do PT e do PSOL que só denunciam o “golpe” quando trata-se de eleições e das disputas no parlamento burguês, os Marxistas Revelucionários da LBI defendem em alto e bom som: “Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas!”. A classe trabalhadora e o povo pobre não pode continuar indefeso contra a violência organizada do Estado capitalista e seus bandos mafiosos. Precisa organizar comitês de autodefesa pela expulsão do aparato repressivo das favelas, pela destruição das polícias e contra a intervenção das FFAA no Rio de Janeiro. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No caso específico do Exército, defendemos um programa de reivindicações transitórias destinadas aos soldados e cabos, a fim de que rompam com a hierarquia militar subordinando-se a uma clara estratégia de destruição revolucionária do aparato repressivo do Estado burguês (difusão de imprensa política nos quartéis, direito a sindicalização, formação de sindicatos vermelhos, etc.). Frente a intevenção militar defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pela mobilizações das bases operárias e populares neste dia 19 de Fevereiro, tendo como eixo o fim imediato da intervenção militar. Estrategicamente é necessário expropriar a burguesia para que sobre os escombros desse Estado burguês corrupto e assassino se construa um poder de novo tipo, capaz de erguer um modo de produção social que garanta condições dignas de vida para o conjunto dos que trabalham e não que sirva para acumular capital a fim de engordar os bolsos de um punhado de parasitas mafiosos!
IMPOR PELA MOBILIZAÇÃO DAS BASES OPERÁRIAS E POPULARES UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO QUE PARALISE A PRODUÇÃO PARA DERRUBAR TEMER E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS! NÃO A POLÍTICA DE PRESSÃO SOBRE O PARLAMENTO E DE APOIO AS CANDIDATURAS DA OPOSIÇÃO BURGUESA NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS!


Mal acabou o Carnaval, onde o vampiro Temer foi alvo de protestos populares por todo o país nas marchinhas e até mesmo no Sambódromo como no desfile da Escola de Samba “Paraíso do Tuiuti”, o golpista pretende junto com o canalha Rodrigo Maia colocar em votação na Câmara dos Deputados o projeto da malfadada “Reforma da Previdência”. As contrarreformas neoliberais levarão ao acirramento da pobreza, concentração extrema de renda e estagnação profunda da economia nacional, tornando ainda mais grave a crise. As privatizações inviabilizarão as condições de vida das massas, além desestruturar o próprio Estado nacional burguês brasileiro. Nesse contexto, a contrarreforma neoliberal da previdência exigida pela máfia financeira internacional, significa na prática, o espólio aberto de parte significativa da riqueza produzida pelos trabalhadores. A LBI, TML e diversas oposições classistas pelo país temos defendido a convocação de uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado paralisando a produção, comércio e transporte para derrotar Temer e seus ataques contra os trabalhadores, apostando na luta direta, radicalizada dos explorados e oprimidos para enterrar esse governo corrupto e entreguista. Longe de seguir esse caminho de combate, a Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) assim como as centrais sindicais (CUT, FS, CTB, Conlutas, Intersindical...) tem apontado apenas “dias nacionais de luta” sem organização na base das categorias, limitando-se a atos domesticados e pacíficos de protesto, como desejam fazer agora nesta segunda-feira, 19 de Fevereiro. Essa política de colaboração de classes de não radicalizar a luta e restringi-la a pressão parlamentar, está na verdade voltada a desgastar Temer e patrocinar ilusões no circo eleitoral da democracia dos ricos via as candidaturas do PT e PSOL. Trata-se de uma orientação suicida que nos levará a derrota, como foi na época da Reforma Trabalhista e na Terceirização. O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão de sua direção burocrática e pelega, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários. As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, sendo que em razão das pressões destes apenas realizam paralisações de 24 horas para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma Greve Geral por tempo indeterminado porque sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista com a entrada em cena do conjunto do movimento operário e popular. Os burocratas sindicais sustentam esse governo golpista que retirou todos os direitos dos trabalhadores e rasgou a CLT e que agora pretende acabar com a aposentadoria e os direitos previdenciários. É necessário forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e  sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos pela base, pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. Portanto, barrar esse ataque a previdência é impor na verdade um duro golpe ao grande capital financeiro imperialista, que é quem está de fato por trás dos ataques contra os trabalhadores, levado adiante por seus serviçais no parlamento e grande imprensa corrupta. Não confiar na traidora e covarde burocracia sindical frente populista eleitoreira lulista, e articular nos locais de trabalho, estudo e moradia pela base o embrião de uma verdadeira Greve Geral no país é mais do que urgente, para derrotar esse criminoso arrocho neoliberal do capital em decadência contras as condições de existência das massas operárias!

Defendemos a convocação pela base de um amplo e democrático Congresso Nacional dos Trabalhadores agrupando o movimento operário, popular, camponês e estudantil, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores diante do circo eleitoral da democracia dos ricos que se aproximam e frente a paralisia política imposta pela burocracia sindical que deseja apenas desgastar o golpista Temer para desviar as lutas para o terreno eleitoral. A LBI, TML e as Oposições classistas que subscrevem esse manifesto lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista, forjando embrionariamente a consciência dos exploradores na senda da construção de seu próprio poder estatal, o Governo Operário e Camponês, como um sinônimo político da Ditadura do Proletariado.

- Eleger comandos de greve nas bases das categorias!
- Não à aprovação da "Reforma da Previdência"!
- Abaixo o golpista temer!
- Organizar um Congresso Nacional de Base dos Trabalhadores como um embrião de organismo de Poder Proletário e Socialista!

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA – LBI
TENDÊNCIA MARXISTA-LENINISTA – TML 
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) – CE
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS – SP
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES – CE 
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS – RN
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE
OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES/MARACANAÚ - CE

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ZUMA RENUNCIA À PRESIDÊNCIA DA ÁFRICA DO SUL: CAIU MAIS UM GOVERNO DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA, UM NOVO “GOLPE INSTITUCIONAL” TRAMADO SOB AS ORDENS DO IMPERIALISMO DIANTE DA DIVISÃO DA FRENTE POPULAR


O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, acaba de renunciar ao cargo após forte pressão de seu próprio partido, o CNA, que o acusou de “corrupção”. Segue assim o script preferencial do imperialismo para derrubar ou acossar os governos da centro-esquerda burguesa com o elemento adicional da profunda divisão na Frente Popular no país africano. O anúncio da renúncia ocorre horas após uma operação policial na casa de luxo da família Gupta ser realizada como parte de uma investigação sobre alegações de que os três irmãos tinham ligações corruptas com o presidente da África do Sul. Foi um processo parecido ao que ocorreu no Brasil, Paraguay, Zimbábue e agora na África do Sul. Trata-se na verdade de mais um golpe institucional de “novo tipo” tramado contra uma gestão frente populista, com o aval de setores do próprio CNA. O primeiro na fila para ocupar o cargo vago é o vice-presidente Cyril Ramaphosa, um líder sindical e advogado, que é também líder do CNA desde dezembro do ano passado, ao derrotar a ex-esposa de Zuma, Nkosazana Dlamini-Zumae. Ramaphosa foi o principal impulsor das manobras para buscar a renúncia do ex-mandatário. Zuma foi o quarto presidente da África do Sul desde o fim do apartheid. “Fui obrigado a me demitir como resultado de um voto de falta de confiança estabelecido pelo CNA”, disse Zuma, citando a ameaça feita por membros do seu partido de convocar na quinta-feira uma votação no Parlamento sul-africano para expressar que não estavam mais apoiando seu governo. Anteriormente, Zuma tinha dito que não renunciaria ao posto e classificou a pressão do CNA como “injusta”. No entanto, ele foi dissuadido da ideia após o partido anunciar que entraria com uma moção de censura para removê-lo à força do cargo, o que expressa a grave fissura no interior da frente popular com um setor claramente fazendo o jogo do imperialismo. O agora ex-presidente precisará responder por mais de 800 acusações de corrupção em contratos de armas em 1990 e pelo uso da máquina pública para favorecimento de empresários. Não é mera coincidência que o mesmo processo vem enfrentando o PT brasileiro, vítima de sua própria política de colaboração de classes, que gerou tremendo desgaste em suas bases sociais e eleitorais com um setor da “esquerda” apoiando as investigações da Justiça burguesa (Lava Jato) contra contra Lula, particularmente tendências do PSOL e o PSTU que exercem essa mesma função direitista em nome da “ética na política e do combate a corrupção”. Em 2012 denunciamos que Zuma e o governo frente populista do CNA massacram operários em greve na África do Sul mas nunca nos aliamos a direita para derrubar um governo frente populista. Após 24 anos de governos ininterruptos, o Congresso Nacional Africano (CNA) mantinha-se no governo da África do Sul com Jacob Zuma. O CNA é uma frente popular composta a partir da aliança tripartite entre o partido burguês homônimo e duas organizações tradicionais da classe operária sul-africana, a COSATU, central sindical sul africana, e o Partido Comunista. A aliança governa desde 1994 e as massas que se sentiram traídas pelo último presidente, Thabo Mbeki que agravou enormemente a miséria do país, agora viram Zuma renunciar. Zuma vinha se apoiando na COSATU e no PC, chegou a afirmar-se como socialista e a defender a redistribuição das riquezas do país mas acabou pactuando um governo de conciliação de classes agora descartado pelo imperialismo e uma ala do CNA. Para se manter no governo ele vinha tratando de tranqüilizar os capitalistas e especuladores internacionais, reforçando desesperadamente a aliança policlassita que controla o país, o que não surtiu efeito, como comprova com vergonhosa renúncia.
QUE "TUIUTI" É ESSE?: JACK VASCONCELOS O CARNAVALESCO E EX-MILITANTE DA ESQUERDA NOS TEMPOS DE ESTUDANTE DA UFRJ


PT e PSOL já travam uma luta aberta pela "paternidade" política de Jack Vasconcelos, o carnavalesco responsável pela estratégia da Escola de Samba "Paraíso do Tuiuti". A pequena "Tuiuti" impactou o desfile do grupo de elite das Escolas de Samba do carnaval carioca deste ano, com a temática da "Escravidão" secular e atual do povo pobre brasileiro. A transmissão televisiva ao vivo do desfile, um monopólio midiático da famiglia Marinho, sofreu um verdadeiro "apagão" narrativo quando a Escola atravessou a Marques de Sapucaí. Com um ataque frontal aos "paneleiros" e a malfadada Reforma Trabalhista, a "Tuiuti" encerrou o desfile com uma alegoria que representava o "vampiro neoliberalista" em alusão direta ao golpista Michel Temer. Não tardou muito e a elite dominante atacou violentamente a Escola, vocalizando na figura do "yupe" Rodrigo Maia uma desaprovação ao enredo politizado:"Não sou escravo de nenhum senhor...Meu Paraíso é meu bastião... Meu Tuiuti o quilombo da favela...É sentinela da libertação". Logo as redes sociais "bombaram" o fato político deste carnaval tão mercantilizado e desculturado (manipulado pelos oligopólios de comunicação),como um espetacular "gol" carnavalesco da Frente Popular (PT&PSOL). Mas não só nas "redes" a "Paraíso do Tuiuti" repercutiu, a Escola também conseguiu granjear grande apoio popular, principalmente das camadas mais proletárias da periferia carioca. O PSOL até já convidou o carnavalesco Jackson Vasconcelos para realizar uma "dobradinha" eleitoral com o deputado oportunista Marcelo Freixo(defensor das UPP's nos morros). Jackson teve uma breve passagem pela militância de esquerda na época em que cursou Belas Artes na UFRJ, porém já consolidou uma sólida carreira como carnavalesco (Estácio,União da Ilha e agora Tuiuti) e não pensa em trocar o "samba pelo parlamento". Para esta esquerda reformista não existe "vida inteligente" para além da corrida por votos e um "lugarzinho" no parlamento. O fato político grave mesmo é que ao invés da luta direta, via a greve geral, para derrotar o conjunto da ofensiva neoliberal em curso, os partidos da Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) só conseguem ter "planos" para as próximas eleições. O Carnaval já passou e o desfile da "Tuiuti" poderia servir de alavanca política para a organização da greve geral e não para reforçar o "coeficiente eleitoral" dos cretinos parlamentares do PT e PSOL, que disputam a criatividade e irreverência de Jackson unicamente na direção das urnas...