sábado, 19 de março de 2016

UM PRIMEIRO BALANÇO DO 18 DE MARÇO: BASES OPERÁRIAS E MOVIMENTOS SOCIAIS REAGEM COM FORÇA CONTRA A OFENSIVA FASCISTA. LULA E O PT AINDA BUSCAM UM “ACORDÃO NACIONAL” COM A BURGUESIA, O QUE PARECE CADA VEZ MAIS DISTANTE


As manifestações convocadas pelo PT e a CUT nesta sexta-feira, 18, foram uma importante demonstração de força social da Frente Popular. Colocar mais de 150 mil pessoas na Av. Paulista e concentrar milhares de ativistas em diversas capitais do país (Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília), obrigar a mídia capitalista, em particular a Rede Globo, a noticiar tal feito, sem dúvida demonstrou que a “jararaca não está morta”. As bases dos movimentos sociais responderam ao chamado tardio da Frente Popular e tomaram as ruas com o instinto de classe para derrotar a escalada direitista que galvanizou o país, fomentada pelos “barões” da mídia capitalista. A vitalidade deste 18 de Março comprova cabalmente que era perfeitamente possível derrotar a ofensiva fascista ainda em sua gênese, porém o governo Dilma optou em contemporizar com a direita e seguir aplicando o ajuste neoliberal exigido pelos rentistas. Mas desgraçadamente esse retardatário “bote de cobra” não esteve a serviço de “morder a burguesia” e sim demonstrar sua disposição de manter-se uma domesticada ordem do capital. A ausência de um programa classista de denúncia das instituições do regime burguês, em um claro curso retrógrado, e do chamado a classe operária a enfrentar a reação burguesa nas ruas pela via de sua ação direta, permitiu que Lula utilizasse os atos para tentar buscar novamente um “acordão” com a burguesia nacional, sua expectativa original desde que resolveu ir para a Casa Civil do governo Dilma. Lula não pensa mais em 2018, planeja agora utilizar as verbas do PAC (transferidas para seu gabinete) e voltar a “comprar” as oligarquias regionais em favor da governabilidade. O chamado feito pelo ex-presidente da República no ato no MASP de que “A gente tem que reestabelecer a paz” revela de forma cristalina a tentativa da direção nacional do PT em buscar recompor a base de sustentação do governo da Frente Popular no parlamento via um pacto com a quadrilha corrupta do PMDB comandada por Renan Calheiros, sem alimentar qualquer “guinada à esquerda” ou de ruptura com as reformas neoliberais. Cacifado por ainda ter relativo apoio de massas, Lula fez um claro convite à burguesia: “Precisa entender que democracia é a convivência da diversidade. Não quero que quem votou na Aécio goste de mim. Eu quero que a gente aprenda a conviver de forma civilizada com as nossas diferenças”. Lula, o PT e seus dirigentes estão buscando um grande “acordão nacional” com a burguesia com a ida do ex-presidente para a Casa Civil a fim de manter o mandato de Dilma até 2018 para implementar as reformas neoliberais, queimando inclusive a possibilidade do ex-presidente para uma nova disputa, já que ele não conseguirá reverter o quadro de recessão econômica que está mergulhado o país. Entretanto, a Rede Globo, o Justiceiro Sérgio Moro e setores recalcitrantes da direita resistem a aceitar esse pacto intra-burguês. A decisão do facínora Gilmar Mendes no STF suspendendo a nomeação do ministério e mantendo as investigações no âmbito da famigerada Operação Lava Jato também aponta neste sentido. Neste quadro, as manifestações deste dia 18 serviram claramente como um elemento de barganha da Frente Popular, uma demonstração de relativa força política no marco de sua política de colaboração de classes, tanto que Lula reafirmou em sua fala “Na hora que a companheira Dilma me chamou, relutei muito desde agosto do ano passado a aceitar voltar ao governo. Ao aceitar voltei a ser Lulinha paz e amor. Não vou para brigar, vou ajudar a companheira Dilma a fazer as coisas que tem que fazer nesse país. Não vou achando que os que não gostam de nós são menos brasileiros que nós”. Fica evidente que a direção do PT e da CUT é incapaz de lutar consequentemente contra a movimentação fascista em curso, na medida em que é refém das instituições do regime político burguês e joga todas as suas cartas em um acordo com a quadrilha corrupta do PMDB comandada por Renan Calheiros para recompor sua base política no parlamento para derrotar o processo de impeachment no Congresso Nacional. A própria montagem da comissão especial na Câmara dos Deputados foi através de um acordo entre José Guimarães (maior operador de “comissões” do PT) e Eduardo Cunha (PMDB). Por esta razão, não tomaram nenhuma medida concreta até agora contra a ação golpista da PF, do Ministério Público e de Moro, preferem negociar passivamente sua derrota pela via eleitoral em 2018 através de um discurso em nome da “paz social”. A militância da LBI participou de vários atos pelo país, abrindo um debate com as bases da Frente Popular (PT, CUT, PCdoB) sobre a completa nulidade dessa política suicida de pactuar com a burguesia o sangramento de Dilma até 2018 para fazer uma 'transição transada' no futuro, preservando o PT e passando o controle do Palácio do Planalto para o novo pupilo da Famiglia Marinho, Sérgio Moro. A dinâmica da luta de classes, com o ódio anticomunista da classe média sendo insuflado pelos meios de comunicação, demonstram que não está em jogo “apenas” o mandato burguês de Dilma, mas toda uma espiral reacionária que aponta para um ataque geral ao movimento operário e a “esquerda”. Por conta disso, chamamos o estabelecimento de uma Frente Única de Ação Antifascista que combata nas ruas e nas lutas o avanço da direita, superando a nefasta política de colaboração de classes da Frente Popular, que pela sua impotência pavimenta o caminho do fascismo em nosso país!

Hyrlanda Moreira, dirigente trotskista com mais de trinta anos de militância e do CC da LBI, discursa na Praça do Ferreira (Fort) convocando
 a resistência das massas a escalada fascista  

O discurso de “conciliação nacional” feito por Lula colocou nas mãos da burguesia a saída para a crise política. Em nenhum momento ele radicalizou em sua linha política, não defendeu sequer minimamente uma resposta “democrática” ao golpismo e a direta, como a demissão do diretor-geral da PF, a prisão de Moro ou o fim da concessão a Rede Globo. Ao pregar que “Não vai ter golpe”, Lula defendeu a continuidade do mandato burguês de Dilma e por tabela o ajuste neoliberal, tanto que afirmou: “Queremos um país sem ódio. Aceitei participar do governo, porque faltam dois anos e dez meses para fazer esse país voltar a ser feliz. Eu quero trabalhar para que um dia a gente possa vir na Paulista e sentar em um bar com aqueles que hoje divergem da gente”. A tentativa de uma “concertação nacional” na verdade encobre a disposição do PT de manter o ajuste neoliberal do governo Dilma, que em nenhum momento foi criticado por Lula e mesmo a CUT, ao contrário, nos últimos dias o ministro Nelson Barbosa declarou sua disposição de manter na pauta a Reforma da Previdência. No ato houve completo silêncio sobre os ataques neoliberais em curso por parte do governo do PT. Ao contrário das expectativas, tudo girou em torno da “defesa da democracia”, ou seja, da estabilidade do regime político burguês. Esse elemento é fundamental para compreender que a dinâmica política imposta pela Frente Popular aos milhares de presentes nesse dia 18 é de pactuar com a burguesia e não radicalizar a luta, nunca tensionar pela “esquerda” o quadro político que pudesse colocar as massas em luta direta contra os patrões e as instituições burguesas. Essa tática política está focada no acordo com o PMDB via sua manutenção no governo e a derrota do impeachment no Congresso. Para isso Lula vai tentar na Casa Civil liberar verbas (PAC, Minha Casa-Minha Vida) para corromper alguns setores patronais e buscar fechar acordos para manter Dilma “viva” ainda que “sangrando” mas sem apontar o atendimento de nenhuma reivindicação para a classe trabalhadora.

Combativa coluna militante da LBI marchou na Av. Paulista em oposição à desastrosa política de "acordão nacional" do PT

quinta-feira, 17 de março de 2016

TODOS AOS ATOS NESTE 18/03 SEM AVALIZAR O PROGRAMA DE SUA CONVOCATÓRIA: POR UMA FRENTE ÚNICA DE AÇÃO ANTIFASCISTA! QUE OS SINDICATOS CONVOQUEM SUAS BASES OPERÁRIAS PARA DEFENESTRAR A OFENSIVA DA DIREITA “MADE IN CIA”! QUE A JUVENTUDE COMBATENTE OCUPE AS RUAS CONTRA A REAÇÃO CONSERVADORA!


Nestes últimos dois dias houve uma escalada da movimentação fascista em nosso país. Tão logo se anunciou a ida de Lula para a Casa Civil deixando o ex-presidente de ser refém direto da mafiosa “República de Curitiba”, o Juiz Sérgio Moro divulgou as gravações entre o dirigente petista e a Presidente da República, com a escuta telefônica claramente monitorando as ligações telefônicas do Palácio do Planalto. Estava fabricado mais um “escândalo” para desestabilizar ainda mais o cambaleante governo do PT. A Rede Globo não só divulgou em primeira mão as gravações ilegais feitas pela PF e autorizadas por seu novo pupilo e futuro candidato a Presidente da República como convocou manifestações exigindo a renúncia de Dilma. Em pleno horário nobre da quarta-feira (16), os canalhas ventríloquos da Famiglia Marinho insuflaram os coxinhas a irem as ruas para ladrar pela prisão de Lula e a saída de Dilma. Logo, a Av. Paulista estava com várias hordas de fascistas e a sede da FIESP em verde e amarelo estampava a exigência de “Renuncia Já!”. Pessoas que se opunham a seu coro reacionário foram perseguidas e agredidas no meio da rua sob os gritos de “Fora PT”. Noite adentro em todo país pipocaram manifestações da direita, acompanhadas por generosos fleches na programação global, cujos âncoras martelavam apoio a Operação Lava Jato e ao Juiz Sérgio Moro, acusando Lula e Dilma de corruptos e desejarem “obstruir a justiça”. O Palácio do Planalto chegou a ser cercado pela canalha da direita, sedes da CUT e do PT foram atacadas. Já durante o dia 17, data da posse de Lula no ministério, novas investidas dos fascistas em manifestações concentradas em Brasília. Logo um juiz de primeira instância acionado pela oposição conservador (PSDB-DEM-PPS), ardoroso e público defensor do “Fora Dilma”, suspendeu judicialmente a ida de Lula para a Casa Civil, demostrado o grau de desmoralização que chegou o governo do PT e mantendo um clima de suspense no ar, enquanto novamente a direita ocupa as ruas neste momento. Até agora, o Palácio do Planalto não reagiu aos grampos ilegais da PF e de Moro, não tomou qualquer medida política ou mesmo jurídica para barrar a espiral fascista em curso, demonstrando a completa impotência em enfrentar a ofensiva da direita. Sequer o diretor-geral da PF foi demitido e o Juiz Moro preso por atos ilegais e atentar contra a segurança da presidente da República, medidas elementares para retomar o mínimo controle da situação por parte de um governo (mesmo burguês) ameaçado. Toda esta movimentação golpista nos remete aos “protestos” organizados pela CIA pelo redor do mundo nos últimos anos, desde a Venezuela, passando pelo Paraguai, Honduras e mais recentemente a Ucrânia. Em nome do combate a corrupção ou de suposto “desrespeito a lei”, invariavelmente elementos de classe média e políticos da direita se unem contra governos nacionalistas ou da centro-esquerda burguesa, sendo esse movimento amplamente amparado pelos grandes meios de comunicação com o apoio velado ou aberto das FFAA.  Ainda que sejamos oposição operária e revolucionária ao governo Dilma e ao PT não podemos nos calar diante da escalada fascista em curso. Trata-se de um ataque ao PT que estrategicamente visa golpear o conjunto da esquerda e criminalizar os movimentos socais. Desgraçadamente até agora somente ocorreram manifestações pontuais (no TUCA em SP e em Brasília na posse de Lula) contra a direita, isto porque a política de ajuste neoliberal do governo Dilma fragilizou a base social do PT e seus dirigentes estão buscando um grande “acordão nacional” com a burguesia com a ida do ex-presidente para a Casa Civil a fim de manter o mandato de Dilma até 2018, queimando inclusive a possibilidade de Lula para uma nova disputa, já que ele não conseguirá reverter o quadro de recessão econômica que está mergulhado o país. Entretanto, a Rede Globo, o Juiz Moro e a setores recalcitrantes da direita resistem a aceitar esse pacto intra-burguês. Diante desses graves acontecimentos, a Direção Nacional da LBI deliberou por participar dos atos desta sexta-feira, dia 18 de Março, não para defender a democracia burguesa e o governo neoliberal de Dilma mas para derrotar a ofensiva da direita contra as parcas liberdades democráticas existentes em nosso país e as conquistas sociais arrancadas com muita luta pelo proletariado. Fica evidente que a direção do PT e da CUT é incapaz de lutar consequentemente contra a movimentação fascista em curso, na medida que é refém das instituições do regime político burguês e joga todas as suas cartas em um acordo com a quadrilha corrupta do PMDB comandada por Renan Calheiros para recompor sua base política no parlamento para derrotar o processo de impeachment no Congresso Nacional. Por esta razão, não denunciam a ação golpista da PF, do Ministério Público e de Moro, preferem negociar passivamente sua derrota pela via eleitoral em 2018. Para os Marxistas Revolucionários a luta não é para salvar o mandato de Dilma e garantir sua governabilidade burguesa, ancorada inclusive na promessa de manter o ajuste neoliberal e os ataques covardes aos trabalhadores, vide a Reforma da Previdência. Nosso combate de classe é para estabelecer uma Frente Única de Ação Antifascista com o objetivo preciso de derrotar as hordas da direita reacionária que segue os manuais da CIA de desestabilização de governos não alinhados servilmente a Casa Branca.  Nesse sentido, fazemos um chamado público aos sindicatos filiados à CUT, Intersindical e a Conlutas a convocar suas bases operárias para defenestrar a ofensiva da direita “made in USA”. Do mesmo modo, chamamos o movimento popular-camponês-estudantil, particularmente as bases do MTST e MST a ocupar as ruas neste dia 18 para lutar por conquistas sociais e políticas, contra o ajuste neoliberal e o fascismo. Por fim, é hora da juventude combatente tomar as ruas para responder as provocações da direita! Como marxistas-leninistas estaremos na linha de frente da luta contra o fascismo sem abrir mão de nossa independência política diante do governo da Frente Popular, na medida que nessa trincheira (atos, manifestações, greves) estaremos ombro a ombro com os militantes de base da CUT, PT, PCdoB denunciando a completa capitulação de suas direções e suas ilusões nas instituições capitalistas. Por fim, chamamos o PSTU e a Conlutas a se somarem conosco nesta Frente Única de Ação Antifascista, porque esse instrumento é parte do combate político-programático para forjar uma alternativa de direção revolucionária dos trabalhadores para superar os dois campos burgueses em conflito (PT e PSDB), não agir desta forma em nome de um “terceiro campo” inexistente nesse momento tornará essa corrente política cúmplice da reação fascista que ganha corpo no Brasil, como foi nas demais “revoltas made in CIA” que estouraram no mundo nos últimos anos! 
O "TEA PARTY" TUPINIQUIM JÁ TEM SEU NOVO CHEFE E CANDIDATO À BONAPARTE PRESIDENCIAL: O JUSTICEIRO MORO!


Não há mais limites institucionais para o "juiz nacional" Sérgio Moro, como já havíamos denunciado há algum tempo atrás os "poderes" do justiceiro da "República de Curitiba" estão muito acima da Presidência da República. Mandou grampear Dilma e escalou a mafiosa Globo para divulgar em rede nacional conversas entre dois presidentes da república, por muito menos Nixon foi afastado da Casa Branca na década de 70 em um país que dizia honrar as garantias constitucionais dos opositores políticos. Porém a "ousadia" de Moro está justamente fincada no poder real (e não imaginário como pensam alguns) do Departamento de Estado dos EUA, antes de sair da presidência Obama quer empossar um bonaparte de "cores" fascistas no maior e mais importante país da América Latina, este será um trunfo internacional muito significativo (no quintal da Casa Branca) dos Democratas para derrotar o tresloucado Trump nas próximas eleições. O governo da Frente Popular, por seus vínculos com o imperialismo, não esboça a menor reação contra a ofensiva fascista de Moro, em um regime democrático minimamente consequente o justiceiro já estaria preso a esta hora e o "império" Globo sob intervenção do Estado, ambos acusados de conspiração ilegal contra as garantias republicanas da Constituição nacional. Lula denunciou corretamente "em off" que as mais altas instituições da República estão acovardadas diante do justiceiro, só "esqueceu" de afirmar que a lista começa com o conjunto do governo Dilma! O Planalto alimentou inicialmente um "monstro" pensado que Moro seria útil aos seus interesses de privatizar a Petrobras, este foi o objetivo original da "Operação Lava Jato", porém o "feitiço" ganhou vida própria e agora pretende abocanhar não só a maior estatal do país mas sim todo o Estado brasileiro. Desgraçadamente a esquerda revisionista não compreendeu a gênese de todo o processo mundial da ofensiva imperialista, que neste momento chega ao país com toda sua intensidade. Organizações como o PCO e PSTU, que se reivindicam de esquerda classista, apoiaram a queda do Muro de Berlim "pensando" que era algo distante apenas em oposição aos "odiados stalinistas", depois deram vivas a derrubada do regime nacionalista de Kadafi ainda "pensando" que se tratava de um ajuste "revolucionário" do imperialismo apenas "contra ditaduras". Mas agora começam a perceber que a ofensiva do capital financeiro bate as portas de um governo "democrático" de Frente Popular. Só uma maneira de parar a escalada fascista chefiada por Moro e seus "compadres" da Famiglia Marinho que alimentaram as manifestações reacionárias nos últimos dias como a da Av. Paulista em frente a sede da FIESP (cujo prédio em verde-amarelo tinha o chamado a "Renúncia Já!"), colocar a classe operária em movimento e defenestrar os "golpistas" de plantão. Entretanto Lula e o PT só admitem salvar seus próprios "espaços" eleitorais, estão muito distantes de protagonizarem o bom combate das massas contra a ofensiva da reação imperialista. Como feras que provaram o gosto de sangue na boca, a matilha do justiceiro não irá recuar, exigem a rendição total da Frente Popular. O que parecia distante já se aproxima a uma "velocidade da luz", e a continuidade do mandato de Dilma está gravemente ameaçada. Nesta conjuntura de aguda crise, o bando bonapartista sequer emite sinais de manter acordos já firmados anteriormente, assistiremos nos próximos dias o desenlace do impasse político que hoje paralisa completamente o governo da Frente Popular. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

FUNÇÃO DE LULA "PRIMEIRO MINISTRO" SERÁ GARANTIR A PERMANÊNCIA DE DILMA ATÉ O FINAL DO "SANGRADO" MANDATO E "QUEIMAR" DE VEZ SUAS CHANCES PARA 2018
 

Um novo "conchavão" nacional foi celebrado hoje sem que a maioria dos analistas políticos (de esquerda e direita) dessem conta do ocorrido. A nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil não tem só por objetivo salvar o governo Dilma do colapso após o grande afluxo da domingueira da direita ou mesmo fazer com que o presidente de honra do PT escapasse criminalmente da sanha fascista do justiceiro Moro. O verdadeiro significado do surgimento de um "primeiro ministro" ainda não institucionalizado na estrutura do regime político, será o de sinalizar uma rendição anunciada nos planos da Frente Popular tentar um quinto mandato presidencial consecutivo. Somente muito tolos ou ingênuos podem acreditar na versão difundida pelo PT (e afins da blogosfera "chapa branca") que a presença Lula no governo conseguiria reverter a aguda crise política e ainda por cima tirar o país da recessão econômica que apenas engatinha nos seus primeiros passos. É óbvio que Lula, o mais astuto quadro político do arco político nacional, sabe muito bem que "afundará" abraçado com a "afogada" Dilma, porém navegando à deriva até o último "time" da gerência estatal petista, esta foi a condição que o ex-presidente impôs a burguesia para aceitar o "convite de urso". O "superministro" evidentemente não terá "poderes" para alterar a política neoliberal do governo, ditada pelo mercado financeiro e os "nobres fidalgos" rentistas. Não passa pelos planos de Lula orientar uma "guinada à esquerda" deste governo, Barbosa seguirá firme em seu propósito de implementar a "reforma" da previdência ainda neste semestre e "ajustar" a economia ao modelo que mais agrada a Washington. Entretanto Lula não pode permitir que este governo se dissolva politicamente em meio a gigantescas manifestações sem o menor calibre popular. É necessário um "sacrifício", e Lula oferece seu enorme prestígio para o suicídio político ao entrar para um governo sem nenhuma chance de prolongamento. Marcado como o "primeiro ministro" de um governo decomposto, Lula jogará definitivamente na lixeira a remota possibilidade de voltar ao Planalto, não só em 2018. Porém a realização da "transição transada", para tentar aplacar a crise do regime, deve estar acima das aspirações eleitorais mesmo das maiores lideranças políticas, como a de Lula. A conjuntura mundial não indica a menor possibilidade de uma "trégua" no quadro recessivo ou mesmo em uma recuperação na cotação do preço das commodities agro-minerais, motor da economia brasileira. Portanto a atual missão "estóica" de Lula não passa por tentar repetir o "milagre petista", lastreado no binômio crédito/consumo, e tampouco manejar "piruetas" financeiras que desagradem os rentistas, como a utilização de parte das reservas cambiais do Tesouro para aquecer a economia. O "arcordão" burguês que levou Lula, desta vez a porta de fundos do Planalto, tem uma meta simplória porém importantíssima do ponto de vista das classes dominantes, resgatar o mínimo de estabilidade ao regime político e semear o terreno eleitoral para a ascensão de um próximo governo bonapartista, certamente encabeçado pelo "juiz nacional" Sérgio Moro. Por mais paradoxal que possa parecer a Frente Popular prepara seu próprio enterro, desde que seja da forma mais "harmoniosa", dentro dos limites possíveis, entre as classes sociais.

terça-feira, 15 de março de 2016

O DELIRANTE MRS ENGROSSOU A DOMINGUEIRA COXINHA DO DIA 13: OS OUTROS MEMBROS DA “FAMÍLIA MORENISTA” (PSTU E CST) VÃO SEGUIR O MESMO CAMINHO SUICIDA?

Em meio as bandeiras verde-amarelo, as faixas em apoio a PF, os bonecos de Lula e Dilma vestidos de presidiários e cartazes em apoio ao Juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato vemos fotos de militantes do Movimento Revolucionário Socialista (MRS) defendendo entusiasticamente o “Fora Todos”. Um até segura orgulhoso o chamado “Pixuleco 13-171” ao lado dos coxinhas reacionários e fascistas que usando o uniforme da CBF destilam ódio anticomunista contra o PT e tudo que se assemelhe a esquerda, comunismo, marxismo, Che Guevara, Cuba... “Precavidos”, os membros do MRS que não são bobos, foram à manifestação deste último dia 13 de Março sem vestir suas tradicionais camisas vermelhas ou com qualquer símbolo que os caracterizassem como militantes de esquerda, leninistas e muito menos trotskistas. Até a Foice e o Martelo de seu logo foi propositalmente “esquecido” nos cartazes amarelos(!) que empunharam sorridentes na domingueira coxinha, exigindo entre outras diabrites próprias da direita a “Prisão para Lula!”. Para quem não sabe, o delirante MRS é um racha do PSTU que reivindica o chamado “Morenismo Ortodoxo”, ou seja, leva até as “últimas consequências” a linha política do fundador da LIT, Nahuel Moreno. Orgulhoso de tal “proeza” o MRS afirma sobre o ato do último domingo: “As massa tomaram as ruas neste dia 13 de Março! Torna-se completamente absurdo o discurso dominante na Esquerda de que estas marchas são indisputáveis por uma analise anticientífica de que os participantes são tudo ‘coxinhas’. Não há duvidas de que atualmente a direção destes atos são burguesas, neoliberais, oportunistas etc. A questão central é a heterogeneidade da composição social destas marchas. Milhões de brasileiras e brasileiros colocaram-se em marcha para derrubar o Governo Dilma! Ao mesmo tempo que enxergam a tarefa imediata de derrubar Dilma/PT, estas pessoas compreendem perfeitamente que TODOS os políticos possuem rabo preso com a corrupção que assola o nosso país e que devem ser punidos por seus crimes”. Nesse sentido são “coerentes” em suas transloucadas ações revisionistas e pró-imperialistas mais descaradas, estiveram com os monarquistas do Rei Idris na Líbia contra o governo nacionalista burguês de Kadaffi, estão ao lado dos “rebeldes made in USA” na Síria contra Assad, apoiaram o golpe militar no Egito para depor a Irmandade Muçulmana, ação militar genocida apresentada à época por todos os morenistas como uma “vitória das massas”, mais recentemente estavam emblocados com os golpistas- fascistas na Ucrânia para depor um governo pró-Moscou e agora (!!!)... marcham com a direita coxinha fascistóide no Brasil apoiados pela FIESP, Veja e a Globo contra o PT e Dilma. Seus “parentes” próximos do PSTU e da CST não chegaram a tanto em “terras brasilis” apesar de no Oriente Médio e norte da África terem adotado posição semelhante a do MRS, que os critica justamente por não serem fieis ao programa revisionista do mestre camaleão argentino: “PSTU e setores mais à esquerda do PSOL ao menos no papel defendem o combate a este governo. Mas se recusam a organizar a queda dele e a de todos os demais políticos. Dizem que o PT é igual ao PSDB, mas não mexem um músculo pelo Fora Dilma, ao contrário do que fizeram pelo Fora FHC. Defendem o Fora Beto Richa e Fora Alckmin, além do Fora Cunha, mas quando se trata de lutar para derrubar petistas, e não apenas políticos do PSDB e PMDB, se calam, ou falam baixinho, num governismo velado, mas igualmente traidor e criminoso”. De fato, para serem consequentes em seus devaneios morenistas, o PSTU e CST deveriam adotar a mesma posição de seu parente MRS “disputando corações e mentes” nas domingueiras coxinhas. Entretanto, por “instinto de sobrevivência”, estas correntes sabem que seriam escorraçados pela direita fascista das marchas, correriam risco de morte se ousassem levantar suas bandeiras vermelhas e se proclamassem pelo menos “socialistas” abertamente. Qualquer referência simpática a Marx, Lenin ou Trotsky seria fatal! Sendo assim...preferem manter distância formal destas manifestações apesar de sua linha política de “Fora Todos” se aproximar cada vez mais da direita demo-tucana, tanto que também exigem como o MRS “Cadeia para Todos”, como se observa na posição expressa pela CSP-Conlutas controlada pelo PSTU: “Para a CSP-Conlutas não basta apenas a investigação sobre Lula e o PT. Queremos punição de todos: PSDB, PMDB, DEM, PP e outros. Todos os envolvidos em corrupção deveriam estar presos e devolvendo ao povo o dinheiro que lhes foi roubado”. Sendo assim cabe a pergunta: Os outros membros da “família morenista” (PSTU e CST) vão seguir o mesmo caminho do MRS caso as manifestações da direita cresçam ainda mais? O MRS finaliza seus textos dizendo que “A História não perdoa!”. De fato, esses canalhas aliados da direita, apoiadores da PF e de Moro merecem não só o lixo da história mas principalmente serem rechaçados pelo conjunto das organizações políticas da esquerda classista e mesmo pelos militantes que apesar de reivindicarem o “morenismo” não tem acordo com a linha escandalosa desses delirantes agentes da burguesia travestidos de “trotskistas” que fazem o jogo da direita em nome do combate ao PT! Para a LBI esta política morenista de conjunto jogo água no moinho de fortalecer uma saída reacionária diante da crise política do governo Dilma e não aponta em uma alternativa revolucionária para os trabalhadores intervir na polarizada conjuntura em que vivemos. Diante desta realidade, qual a tarefa dos Marxistas Revolucionários e da vanguarda classista que se opõem ao ajuste neoliberal aplicado por Dilma-Barbosa e desejam derrotar a oposição demo-tucana e seus sócios fascistas? Neste momento crucial é preciso deixar claro que não há perigo de golpe (militar ou parlamentar) porque o grosso da burguesia e mesmo o imperialismo ianque desejam sangrar Dilma e dão o aval para que ela prossiga no ataque aos trabalhadores (Reforma da Previdência) como vimos nas últimas medidas aprovadas no parlamento. Portanto, é preciso convocar a mobilização direta contra o ajuste neoliberal e para esmagar a direita fascista nas ruas. Como não podemos esperar que o arco da esquerda “chapa branca” seja capaz de lutar dignamente contra o ascenso da extrema direita, é tarefa das forças da esquerda mais consequente e de seus aliados genuinamente democráticos impedir que as manifestações reacionárias galvanizem setores da população mais castigados pela política neomonetarista do governo. Se impõe a construção de uma mobilização operária e popular, que pela via da ação direta das massas esmague o germe do fascismo e derrote seus cúmplices oficiais, uma orientação oposta do “flerte” criminoso que os morenistas vem fazendo para a direita, impressionados com as marchas multitudinárias que ocorreram no país neste 13 de março. Um bom começo para iniciar esta tarefa seria convocar manifestações em 1º de abril, quando se completam os 52 anos do golpe militar de 1964 para chamar pela derrota da reação burguesa e contra o ajuste neoliberal, convocando inclusive os setores da frente popular que se opõem as medidas neoliberais de Nelson Barbosa a de fato lutarem contra a investidas do governo Dilma para retirar direitos dos trabalhadores através da construção de uma dia nacional de luta rumo a construção da Greve Geral!

segunda-feira, 14 de março de 2016

CARTA ABERTA AO PSTU: EXIGIMOS A  EXPULSÃO DO MNN DO “ESPAÇO UNIDADE DE AÇÃO” POR SEU APOIO AS AÇÕES REPRESSORAS DA PF E A FARSA DA OPERAÇÃO LAVA JATO CONTRA LULA E O PT, CONDUTA INCOMPATÍVEL COM UMA ORGANIZAÇÃO QUE SE REIVINDICA DA ESQUERDA CLASSISTA


Com milhares de faixas de apoio a PF, a Operação Lava Jato e pelo Fora Dilma-PT, as manifestações “verde-amarelo” e anticomunistas deste último dia 13, apoiadas pela FIESP, foram impulsionadas pela Rede Globo para lançar um novo “salvador da pátria”, o “bonaparte” Juiz Sérgio Moro como candidato a Presidente da República. A domingueira coxinha foi a continuidade da ofensiva da reação burguesa e seu aparato repressivo contra o PT iniciada já no começo de Março. O ápice desse processo foi a decretação da prisão temporária de Lula via a “condução coercitiva” no dia 04, com mais de 200 agentes da PF fortemente armados cercando a residência do ex-presidente, levando-o detido e incomunicável para prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas, um procedimento que rompe qualquer regra da própria legalidade burguesa, um verdadeiro sequestro como reconhecem até ministros do STF e vários juristas sem qualquer simpatia com a esquerda. No bojo desta “caçada” policial vários dirigentes do PT também receberam mandatos de detenção provisória. A ousadia de Moro foi celebrada freneticamente pela direita, a mídia capitalista como a escória da Veja e os grupos fascistas liderados por Bolsonaro. A Rede Globo ungiu nas manifestações deste dia 13.03 o juiz “nacional” que comanda a “República de Curitiba” à condição de herói número 1 do Brasil, em um claro movimento político para que ele seja alçado como alternativa presidencial da ofensiva imperialista nas próximas eleições de 2018. Esses fatos demostram que está em curso um processo de recrudescimento repressivo do regime político que tem como alvo não só o PT, mas o conjunto da esquerda e os movimentos sociais. O objetivo estratégico desta operação é cercear as parcas liberdades democráticas e criar um ambiente político propício para alinhar servilmente o Palácio do Planalto às ordens do imperialismo ianque e da Casa Branca. Diante desta investida de caráter autoritário e repressora é escandaloso que o Movimento Negação da Negação (MNN), agrupamento que participa do “Espaço Unidade de Ação” estampe em suas publicações o chamado à “Lula na Prisão!” em um apoio entusiasta a ação tresloucada da PF e da Operação Lava Jato contra o principal dirigente do PT, copiando as fachas e cartazes em apoio a PF e a Moro empunhados pela matilha fascistóide no dia 13. No mesmo tom dos coxinhas, MNN afirma “Dia quatro de março de 2016: o dia em que o intocável Luiz Inácio Lula da Silva foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal” (Editorial 05.03). Por mais divergências que tenhamos com Lula e o PT sabemos que não são os sinistros órgãos de repressão do Estado burguês que devem julgar o ex-presidente petista, na medida em que como marxistas não reconhecemos nestes organismos capitalistas o poder para perseguir e condenar lideranças oriundas do movimento operário, por mais degeneradas e corrompidas que sejam. Esta tarefa cabe ao movimento de massas e seus organismos políticos, como parte da superação da plataforma de colaboração de classes da Frente Popular. Por esta razão em nenhum momento negamos que o PT é cúmplice desse processo de cerco as organizações políticas como, por exemplo, ao aprovar a Lei Antiterrorista que abre espaço para criminalizar os movimentos sociais, os sindicatos e as lideranças populares, mas esta constatação não altera nossa orientação principista de denunciar os ataques da PF ao próprio Lula! José Maria de Almeida, dirigente nacional do PSTU, apesar de defender o eixo do “Fora Todos”, política comum a todos os membros do “Espaço Unidade de Ação”, corretamente declarou “O poder judiciário não é imparcial, não. Serve aos interesses dos que controlam a riqueza do país. Isso vale para o STF, STJ, TST, e para a MP. Vale também para o juiz Sergio Moro (quando decidiu pela condução coercitiva de Lula) e para o procurador Cassio Conserino com seu patético pedido de prisão do ex-presidente. Estão agindo por motivações políticas e não jurídicas. Desrespeitaram sim, os direitos individuais de Lula, e isso precisa ser repudiado” (sítio PSTU, 11.03). O justo repúdio de Zé Maria (e queremos acreditar do conjunto do PSTU como partido) à condução coercitiva de Lula assim como ao fascistóide pedido de prisão preventiva pelo MP de São Paulo não pode ser apenas um exercício de retórica, só palavras sem consequências. Nesse sentido, desde a Direção Nacional da LBI, cuja militância interveio criticamente na mais recente plenária do “Espaço Unidade de Ação”, fórum também integrado pela CSP-Conlutas e a Anel, exigimos a expulsão imediata da MNN deste organismo político. Que o PPL, herdeiro do corrompido MR-8, um partido vendido até a medula às legendas burguesas como a ecocapitalista Rede da evangélica Marina Silva, defenda entusiasticamente a famigerada Operação Lava Jato e renda loas ao juiz Sérgio Moro, o mais novo pupilo da Famiglia Marinha, é até compreensível. Seu passado de gang mafiosa a serviço do PMDB, do Quercismo e de Newton Cardoso contra a esquerda classista já apontava sua canalha política atual, abertamente pró-imperialista. Porém, aceitar passivamente que o MNN, corrente política que se diz “marxista e revolucionária” defenda em nosso meio classista essas posições repugnantes e abertamente de apologia da repressão burguesa é inaceitável do ponto de vista da revolução proletária e do Socialismo! Sob o manto de um “ultra-esquerdismo” vulgar MNN é hoje claramente uma quinta coluna do histórico aparato de repressão da burguesia, da PF e do Juiz Moro em nossos fóruns e organismos políticos-sindicais ao ter como seu principal eixo de agitação “Que Lula seja preso”! Com esta Carta Aberta ao PSTU e ao “Espaço Unidade de Ação” a Direção Nacional da LBI alerta que não se pode vacilar diante de condutas desta natureza, que representam uma verdadeira traição à moral e à política revolucionária. Obviamente temos divergências com o PSTU e seu chamado ao “Fora Todos” no qual consideramos que abre espaço para a oposição de direita, entretanto aqui o debate é outro, muito mais sério: MNN ultrapassa a fronteira de classe ao apoiar abertamente a caçada dos organismos de repressão do Estado burguês contra Lula e o PT, os mesmos que no passado chegaram a prender Lula e o próprio José Maria de Almeida! Como afirmou literalmente Zé Maria, que já sentiu na pele estas investidas repressivas, as atuais decisões da Justiça burguesa têm motivações políticas e não jurídicas, devem ser repudiadas! Esperamos sinceramente que o PSTU dê consequência às palavras de seu mais importante dirigente público, caso contrário entenderemos que o partido desgraçadamente é cúmplice dessa política nefasta defendida pelo MNN, que joga água no moinho da reação burguesa e aplaude a ação do sinistro aparato político-jurídico-policial sob as ordens do Juiz Moro, o novo “Salvador da Pátria” saudado pela Rede Globo e a direita reacionária! MNN se une abertamente desta forma aos coxinhas reacionários e fascistóides que no dia 13 último estendiam faixas “verde e amarelo” em apoio a PF e a Moro, além de um virulento ódio de classe não só ao PT mas ao conjunto da esquerda, um campo político da reação burguesa que o PSTU e o “Espaço Unidade de Ação” formalmente não aderiram. Esperamos, pelo contrário, que os camaradas combatam estas bestas anticomunistas conosco nas ruas e nas lutas da classe trabalhadora, em uma frente única para defenestrar às hordas fascistas que ganham corpo em nosso país!

 Direção Nacional da LBI
14.03. 2016

domingo, 13 de março de 2016

NOTAS INICIAIS DO 13/03 OU O DIA QUE A GLOBO LANÇOU SEU NOVO COLLOR: AGORA É "OFICIAL" FAMIGLIA MARINHO NÃO QUER AÉCIO OU TEMER, MORO SERÁ UNGIDO AO PLANALTO EM 2018 "CUSTE O QUE CUSTAR"!
Se existiam algumas dúvidas sobre o exato papel do "juiz nacional", Sérgio Moro, na atual conjuntura de crise, estas incertezas se dissiparam hoje. Antes deste 13/03 não estava claro se o "justiceiro" Moro se limitaria a função de carrasco criminal do PT e seus "parceiros" comerciais burgueses ou assumiria um papel de grande destaque no próximo cenário eleitoral. A "charada" chegou ao fim, a Famiglia Marinho descartou apoiar qualquer um dos possíveis nomes do PSDB ao Planalto, "elegendo" Sérgio Moro como o próximo Presidente da República. O "juiz nacional" passou no ácido teste das ruas, onde Aécio, Alckmin e personalidades do PMDB (Marta Suplicy) foram sobejamente vaiadas e hostilizadas. Moro agora é o novo "herói" do povo brasileiro contra a corrupção petista, posto anteriormente dado ao ministro Joaquim Barbosa que "abdicou ao trono" preventivamente. Sem mais disfarces, Moro enviou agora à noite uma carta a Globo (pelas mãos de uma de suas jornalistas) onde clama que "as ruas sejam ouvidas", isto significa duas coisas: apear Dilma do governo e preparar a transição para que ele seja empossado. Ainda na mesma missiva, Moro agradeceu a "generosidade do povo brasileiro", exigindo que os "políticos cortem na própria carne". Mais claro impossível, é hora das cúpulas partidárias fazerem sacrifícios de seus quadros abrindo passagem ao novo "salvador da pátria". Em contrapartida, os analistas políticos mais gabaritados da Globonews, Cristiana Lôbo, Renata Lo Prete e Merval Pereira (todos meninos de recado do Irineu) "avaliaram" que as manifestações de hoje não deixaram margem de manobra para os políticos tradicionais da oposição burguesa, a única alternativa que poderá liquidar Lula e o PT nas próximas eleições chama-se Sérgio Moro. Esta opção "Moro" das classes dominantes, mais vinculadas ao imperialismo ianque, não nasceu neste dia 13, vem sendo pacientemente costurada desde a gênese da Lava Jato. Um dado importante deste "passo" foi a avaliação que uma prisão de Lula poderia ser um "tiro no pé", devido a grande reação popular ocorrida com as tentativas de sua detenção. O melhor caminho avaliado seria derrotar Lula em um processo eleitoral, nesta vereda a única certeza de vitória é a "lenda" Sérgio Moro. O problema começa porque o juiz não está em nenhuma linha sucessória do impeachment ou da cassação via TSE, seria preciso "sangrar" Dilma até o final de seu mandato. A possibilidade de empossar Temer ou Cunha para um mandato de transição poderia produzir o fenômeno "Fênix" para o PT. Por isso mantém-se para as classes dominantes o planejamento original de "emparedar" Dilma até a exaustão, significando que o PT encerre o ciclo das reformas neoliberais. Também não será tarefa das mais fáceis "convencer" o comando maior da tucanalha  a abrir mão de sua vez no controle do botim estatal, porém a Famiglia Marinho é mestre na prática das chantagens e subornos. Para a elite capitalista o momento é muito delicado, terão que equilibrar os ataques e a defesa do governo, porém em proporções bem diferentes, só não pode ocorrer um "default" fora do cronograma "Moro".
UM PRIMEIRO BALANÇO DO 13/03: APESAR DA COVARDE CUMPLICIDADE DO PT E SEU GOVERNO, MARCHAS "COXINHAS"  DA REAÇÃO ALIMENTADAS PELA GLOBO NÃO ATINGEM SEUS OBJETIVOS POLÍTICOS "MEGALOMANÍACOS"


Quem assistiu as declarações dos "cardeais" da oposição burguesa na noite de ontem, afirmando como certa a presença de "milhões e milhões" de manifestantes em todo o país nos protestos deste 13/03 "contra o PT", poderia supor que o governo Dilma não sobreviveria politicamente por mais algumas horas da segunda-feira. Apesar do grande afluxo esperado em São Paulo e Rio, os atos nacionais não superaram aos maiores ocorridos ao longo do ano passado nas principais cidades do Brasil. Somada a tradicional "ousadia" embusteira do comando da tucanalha, deve-se registrar o fato da presidenta Dilma ter exigido na noite anterior ao lado do governador neofascista Alckmin, que a militância da Frente Popular permanecesse inerte a ofensiva dos "coxinhas", exatamente quando visitava as cidades paulistas atingidas pela forte chuva do dia 11/03. O "apelo" do governo Dilma em respeito à democracia conservadora das elites parece que não teve o mesmo efeito quando se trata do aparato de repressão controlado pela oposição burguesa, a PM tucana cercou uma reunião da Frente Popular que acontecia na mesma noite na subsede do sindicato dos metalúrgicos do ABC em Diadema. Em Brasília, onde os corvos da direita esperavam um poderoso cerco ao Planalto, pouco mais de cinquenta mil coxinhas atenderam ao chamado do neonazista Bolsonaro e do "pastor" de drogados Malafaia. Mas o pior aconteceu em Belo Horizonte quando o "líder supremo" dos mauricinhos fascistas, Aécio Neves de Pó, constatou que seus "seguidores" não passavam de trinta mil "gatos cheirados". No Nordeste as manifestações a favor do justiceiro Moro e sua famigerada Lava Jato foram bastante reduzidas, em algumas capitais ficando bem aquém das realizadas no ano passado. Porto Alegre realizou um ato um pouco superior ao de 2015 e na "República de Curitiba", epicentro do "golpe", as estatísticas empataram com as do ano passado. No computo geral, apesar do enorme esforço da mídia "murdochiana", que anteriormente preencheu a "grade do espetáculo" com delações falsas de Delcídio, prisão de Lula pela PF e nova ameaça do Ministério Público pretoriano do "Opus Dei" Alckmim, podemos concluir que ainda "falta chão" para forçar uma prévia renúncia de Dilma com este 13/03. Este elemento da conjuntura não significa que o "emparedamento" de Dilma não avolume sua pressão, tanto sobre as manobras da oposição conservadora no TSE e Congresso, quanto dos rentistas para que a equipe econômica palaciana finalize as reformas neoliberais já em curso. A Frente Popular tentará responder a "avalanche" coxinha com atos "oficialescos " no próximo dia 18, onde o eixo político será o de sustentação do atual "modelo de ajuste", com toda certeza serão bem mais reduzidos do que os que estão ocorrendo hoje. Sem querer "tapar o sol com a peneira" podemos afirmar que o arco conservador e fascista avançou uma casa nesta domingueira da direita, a tendência da situação desfavorável ao governo aponta para uma capitulação ainda mais vergonhosa do PT e da CUT, ver a reunião de Lula com o verme Renan logo na sequência de sua prisão. O movimento de massas deve na medida do possível estabelece atividades de frente única antifascista, porém seu norte estratégico deve estar direcionado a construção de uma alternativa independente de poder do proletariado, lastreado em cada combate concreto contra o arrocho salarial e desemprego promovidos pelos governos que implementam a austeridade exigida pelo capital financeiro.  

sexta-feira, 11 de março de 2016

A SERPENTE FASCISTA SE ESMAGA AINDA NO NINHO: A LBI FOI A PRIMEIRA ORGANIZAÇÃO DE ESQUERDA QUE CONVOCOU PARA DEFENESTRAR OS ATOS REACIONÁRIOS NO INÍCIO DE 2015 PORÉM O PT CONTINUA "PEDINDO CALMA" E DANDO "PASSAGEM  LIVRE" PARA A DIREITA MARCHAR!


Quando em março de 2015 a LBI convocou o movimento de massas para defenestrar as manifestações da direita, as forças de "esquerda" que apoiam o governo da Frente Popular nos acusaram de "esquerdismo", passado exatamente um ano o fascismo volta em peso paras as ruas enquanto o acuado PT chama novamente os trabalhadores a deixarem a reação conservadora "desfilar impunemente", mesmo que a "guarda pretoriana" do tucanato paulista (disfarçada de Ministério Público) exija a prisão de Lula e a famigerada "Operação Lava Jato" ameace o conjunto das parcas liberdades democráticas conquistadas pela luta da classe operária neste país. A crise política se agrava alimentada pela recessão econômica provocada pelo duro "ajuste" neoliberal do governo Dilma. Diante do cerco da oposição pró-imperialista ameaçando a continuidade do mandato de Dilma, o ministro Nelson Barbosa afirma que mesmo na intensidade da crise as "reformas" devem seguir, com foco imediato no desmonte da Previdência Social. A resposta de Lula à sua detenção ilegal pelo "neoimperador" Moro se resumiu a convocar a militância do PT a reagir, organizando comícios eleitorais em todo o Brasil ao longo deste ano. É óbvio que as forças da Frente Popular (PT, CUT, PCdoB, UNE etc..) não podem impulsionar a mobilização das massas em luta contra o arrocho salarial, desemprego e precarização das condições de vida da população pobre, pelo simples fato do draconiano "ajuste" estar sendo aplicado pelo próprio governo Dilma e seus "parceiros" estaduais como Pezão, Pimentel, Camilo e outros oligarcas corruptos da "base aliada". Entretanto a cada passo recuado da Frente Popular, que pelo caráter de sua natureza burguesa de classe é impotente historicamente, avança a ofensiva fascista trazendo à tona a surrada "tese" da "ameaça da ordem pública". É o velho faro do golpismo salivando na boca podre da elite capitalista, embora a linha oficial das classes dominantes permaneça sendo o "emparedamento" do governo Dilma até sua exaustão completa. Acontece que a vergonhosa e covarde capitulação da Frente Popular estimula até mesmo as figuras mais sinistras e marginas da política nacional. Mas a inação traidora do PT não pode servir de desculpa para os Marxistas ficarem impassíveis diante do incremento da escalada fascista em nosso país, e novamente a LBI convoca o conjunto dos movimentos sociais a passarem por cima da "orientação estatal" de passividade, impulsionando gigantescas mobilizações independentes antifascistas no próximo dia 13 de Março. Vamos honrar politicamente as melhores tradições do proletariado brasileiro quando expulsou os "galinhas verdes" integralistas que realizavam um ato fascista na Praça da Sé em meados da década de 30. Os reacionários "coxinhas" de hoje são o correlato histórico dos "galinhas verdes" do passado, com esta escória social que ameaça nossas liberdades políticas não se pode pedir "tranquilidade", como faz Dilma e Lula, é preciso esmagar a "serpente fascista" com os métodos da ação direta do proletariado!  

Em março de 2015, brigada da LBI saiu às ruas de vermelho distribuindo
 panfletos denunciando a ofensiva fascista

quinta-feira, 10 de março de 2016

EM APOIO A OPOSIÇÃO DOS RODOVIÁRIOS DE GUARULHOS, SECRETÁRIO-GERAL DA LBI VISITA  GARAGENS DAS TRANSPORTADORAS


Nesta primeira semana do mês de março, o Secretário-Geral da LBI, Candido Alvarez, visitou junto com o camarada Roberto Bergoci, dirigente da Oposição dos Rodoviários de Guarulhos/SP, várias garagens de transportadoras e de empresas de ônibus. Estas visitas serviram para aprofundar o trabalho de base da oposição classista impulsionada pela TRS e discutir com os trabalhadores, consolidando a relação direta com a categoria e colhendo no local de trabalho as reivindicações de motoristas. Em Guarulhos, cidade que conforma a grande São Paulo, o Sindicato dos Rodoviários, SINCOVERG, é dirigido pela CUT e controlada pelo vereador do PT Maurício “Brinquinho” e seu grupo há 15 anos, sem democracia e com sistemáticos conchavos com os patrões impondo o arrocho salarial e péssimas condições de trabalho. Ao apoiar diretamente o trabalho da oposição da TRS, o Secretário-Geral da LBI atua para reforçar nossa militância revolucionária entre os motoristas visando à consolidação de um núcleo comunista na categoria que combata os patrões e a política de colaboração de classes da Frente Popular (CUT e PT), forjando a construção de um partido marxista-leninista no seio da classe trabalhadora de Guarulhos, cidade que tem forte tradição de luta! Os próximos passos discutidos nas reuniões nas garagens das empresas é a distribuição sistemática de um boletim da Oposição e reuniões periódicas de formação política e sindical, denunciando não só a perseguição da patronal mas os acordos espúrios impostos pela pelega burocracia sindical cutista!

Candido Alvarez, Secrétário-Geral da LBI ao lado de Roberto Bergoci, dirigente da Oposição Rodoviários Guarulhos/SP

quarta-feira, 9 de março de 2016

BALANÇO DO 8 DE MARÇO/SP: FEMINISMO POLICLASSISTA VERSUS FEMINISMO "CHAPA BRANCA", NÃO SÃO AS ALTERNATIVAS PARA A MULHER PROLETÁRIA

Núcleo de mulheres proletárias negras da LBI presente na manifestação em SP
Ocorreu nesta terça-feira, 8 de Março, o ato do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em São Paulo, agrupando cerca de 3 mil pessoas. Logo na concentração unitária no Vão Livre do MASP, a manifestação se dividiu, com agressões e empurrões entre os dois setores políticos que convocaram a atividade. O PSTU, correntes do PSOL (MES, CST, LSR), PCB, MNN e LER-QI rumaram pela Av. Paulista em direção a Praça Osvaldo Cruz tendo como eixo a defesa do "Fora Dilma, Fora Todos", uma posição política de clara aproximação com a direita e a reação burguesa, inclusive alguns grupos reivindicando a prisão de Lula e o apoio a Operação Lava Jato através do chamado de "Todos na Cadeia!". Por sua vez, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), que agrupa os movimentos feministas ligados ao governo Dilma e ao PT seguiram em direção à rua Augusta-Centro tendo como lema "Mulheres com Lula". Enquanto a Frente Brasil Popular se lançava na defesa do governo Dilma contra o suposto "golpe da direita", usando na prática esse pretexto para sabotar a luta direta contra o ajuste neoliberal do Palácio do Planalto, vide a famigerada Reforma da Previdência, o arco comandado pelo PSTU encabeçava uma política de alinhamento com a oposição demo-tucana, inclusive defendendo "Cadeia para Lula", ignorando que a famigerada Operação Lava Jato é articulada diretamente pela CIA tendo como fantoche o Juiz Sérgio Moro, cujo objetivo é desnacionalizar completamente a economia brasileira e atacar as parcas liberdades democráticas em nosso país.

Concentração do ato, ainda unitário, no Vão Livre do MASP

segunda-feira, 7 de março de 2016

08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA: CONQUISTAR O DIREITO AO ABORTO LEGAL NAS RUAS CONTRA O GOVERNO BURGUÊS CONSERVADOR DE DILMA E O CONGRESSO REACIONÁRIO DE CUNHA


Por:
Coletivo de Mulheres da LBI

A crise econômica se aprofunda no Brasil neste começo de 2016. Não bastasse o desemprego, a carestia e a recessão, se espalham no país doenças medievais provocadas pela falta de saneamento básico nos grandes centros urbanos como a Zika e a Dengue. Essas pestes vêm deixando um rastro de morte e doentes no país, em particular sobre as mulheres grávidas ocasionando a Microcefalia nos bebês. Além de desnutridos pela falta de comida, eles nascem com esta deformidade cerebral que compromete seu desenvolvimento futuro como ser humano. Por estão razão, este 8 de Março tem que levantar como principal bandeira o direito ao aborto legal e gratuito para as trabalhadoras que estão acometidas destas doenças, como parte da luta democrática pelo direito ao aborto universal em clínicas públicas e estatais quando a mulher desejar, independente de qualquer condição, pois ela deve dispor de seu corpo livremente. Somado a isso, como se observa no dia a dia, toda a propaganda enganosa do governo Dilma de que “o pior já passou” para justificar seu draconiano “ajuste fiscal” não passa de conversa fiada. Um novo ataque neoliberal está sendo gestado através de uma nova Reforma da Previdência que vai aumentar a idade mínima de homens e mulheres para se aposentar, elevando obviamente o tempo de contribuição para o INSS. Não bastasse o corte e a restrição de pensões imposto por Dilma ano passado agora estão tramando nos gabinetes de Brasília este golpe sórdido do governo do PT contra os explorados! Como sempre seus efeitos nefastos são jogados nas costas dos trabalhadores e das trabalhadoras, estas ainda mais frágeis pela menor salário e a jornada de trabalho em casa. Nossa luta concreta contra estes ataques tem como pano de fundo o combate de classe ao capitalismo e suas mazelas sociais, como a fome e as doenças, responsáveis por desagregar e ceifar milhares de vidas de homens, mulheres e crianças. Entretanto, como tem demonstrado as lutas em curso, só a ação direta pode derrotar os ataques do governo Dilma e do reacionário Eduardo Cunha, que através do PL 5069 concentra uma série de ataques às mulheres e um retrocesso em casos que o direito ao aborto já é legalizado! Esse facínora é um braço importante da burguesia reacionária e dos evangélicos enfurecidos no Congresso. Apesar de atolado até o pescoço em esquemas de corrupção mantém seus ataques também as mulheres estando à frente de um dos congressos mais conservadores dos últimos anos, que tem feito trabalho exemplar na sistematização de ataques aos trabalhadores e oprimidos, se postando cinicamente como hipócrita defensor da moral, dos bons costumes e da família burguesa!

COLETIVO DE MULHERES DA LBI: HYRLANDA MOREIRA - OPOSIÇÃO BANCÁRIA, CIDA ALBQUERQUE - OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES, TOINHA SILVA - SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS/CEARÁ, ISABEL TEIXEIRA - OPOSIÇÃO METALÚRGICA/GUARULHOS

domingo, 6 de março de 2016

REPÚBLICA DE CURITIBA ACIMA ATÉ DA PRESIDENTA DILMA: AFINAL DE ONDE VEM O "PODER IMPERIAL" DO JUIZ "NACIONAL" MORO?


Cômico se não fosse trágico o pronunciamento da presidenta Dilma sobre a prisão temporária (sequestro inconstitucional) de Lula. A presidenta "lamenta" a "violência injustificável" e se "solidariza moralmente" com seu líder político, único responsável por suas duas eleições, porém o governo lava as mãos diante da escalada fascista do juiz "nacional" Sérgio Moro, o mais novo "imperador" do país. Para completar o atestado de impotência diante das ações ilegais da Lava Jato, Dilma visita Lula em São Bernardo/SP sem a presença de seus principais ministros e assessores. Moro não submete suas draconianas ordens nem ao "poder" da presidente e tampouco aos dos juízes do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao Ministro da Justiça não passa de um mero rábula para Moro, por sinal o PT já está até com saudades do "soneca" Cardozo que pelo menos balbuciava que a PF atuava de "forma republicana", agora descobrimos que o novato Wellington César é "mudo de nascença", pelo menos diante da Lava Jato... Moro vestido sempre com o traje todo preto dos fascistas italianos não teme nenhum dos seus superiores hierárquicos, o TRF e o STJ são meros cartórios para "carimbar" suas prisões contra todos que julga terem estabelecido alguma relação, comercial ou política, com o PT. O "poderoso" STF, incluindo a totalidade de seus togados ministros, sequer ousa desfazer alguma das insanidades jurídicas de Moro, de fato estamos diante de um "imperador" que acaba de se autoproclamar "juiz nacional" para o conjunto das querelas de todo o território brasileiro, muito além de sua 13ª vara criminal de Curitiba. Não importa em que jurisdição se encontra geograficamente suas vítimas, Moro manda sua "PF pessoal" lhe prender aonde for (de forma temporária ou preventiva), apenas com alegação que também está envolvido na "corrupção existente na Petrobras". Em uma primeira mirada sobre o "jovem" Moro fica absolutamente cristalino que sua "missão" pouco tem a ver com o combate a corrupção no país, esteve a frente do escandaloso caso do "Banestado", inocentando os principais protagonistas da jogada que "lavou" bilhões de dólares do país. O neo "paladino da ética" também parece ser cego com os desvios de bilhões que ocorrem hoje em seu estado, há muito tempo controlado pela máfia tucana. A única obsessão de Moro é quebrar a Petrobras e prender os dirigentes do PT e seus parceiros "comerciais", principalmente as grandes empreiteiras que ainda detém a reserva de mercado nacional. É óbvio que em sua "cruzada" pseudo-moralista, Moro tem o suporte integral da famiglia Marinho e de toda cúpula do arqui-corrupto PSDB, paradoxalmente também conta com o pleno apoio institucional do governo Dilma. Entretanto não foi a mídia "murdochiana" e tampouco a tucanalha os autores intelectuais e impulsionadores políticos da operação Lava Jato. Elaborada em 2013, posta em prática no início do ano seguinte a Lava Jato tinha como pressuposto básico a derrota do PT em 2014, porém não atuou decisivamente neste ano eleitoral para influenciar seu resultado. Surpreendida com a vitória de Dilma, os planos da Lava Jato tiveram que seguir passando por cima de todas as autoridades de Brasília, mas porque? Simplesmente pelo fato de Moro e seu entorno oficial (MP e PF) estarem ancorados em uma determinação do Departamento de Estado, chefiado por John Kerry em Washington. O "USDS" traçou uma estratégia de "inteligência" em 2013 para todo o Cone Sul, onde operações no Brasil e Argentina seriam coordenadas por agentes públicos locais, o objetivo seria o de desgastar ao máximo os vínculos comerciais e políticos dos países do Mercosul com a Rússia e China. Debilitar os BRICS foi considerada uma missão da mais alta relevância para os planos internacionais dos "falcões" da Casa Branca. Moro é apenas uma "peão" à serviço da geopolítica mundial de Obama, que agora partiu com força no "desenho" de uma nova América Latina sem a presença de "governos de esquerda". A brusca queda artificial do preço do barril do petróleo cru é uma prova viva de que os EUA não estão medindo esforços para deterem a formação de um novo bloco hegemônico no planeta. No Brasil, a entrega do pré-sal (com o aval do Planalto), a paralisação das obras finais das novas refinarias e a Lava Jato estão intimamente interligadas. A Rede Globo e a oposição burguesa conservadora elegeram o justiceiro Moro como o "novo herói" que luta contra a corrupção petista, após o acovardamento precoce do ministro Joaquim Barbosa, já o governo neoliberal Dilma "morre de medo" por razões óbvias, porém o "poder imperial" da república de Curitiba (assim como a do Galeão na era Vargas) está bancado pelo "andar de cima", localizado no edifício Harry Truman... a noroeste da Casa Branca.

sábado, 5 de março de 2016

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 305, FEVEREIRO/2016


EDITORIAL: 08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA
Conquistar o direito ao aborto legal nas ruas contra o governo burguês conservador de Dilma e o congresso reacionário de Cunha

CAÇADA DA PF A LULA
O início do regime "democrático" de exceção no Brasil

PT 36 ANOS
Uma trajetória de colaboração de classes e um incerto desafio de ser aceito como mais um partido burguês no seio da elite dominante

CONCHAVO IMUNDO PARA ENTREGAR O PRÉ SAL AO IMPERIALISMO
Serra e Dilma selaram acordo antinacional no senado apunhalando a combalida Petrobras

LAVA JATO PRENDE O MARQUETEIRO BILIONÁRIO DO PT
Santana não é "santo" porém moro atua sob as ordens da Globo e da CIA

COPIANDO A OPERAÇÃO LAVA JATO
Governo Dilma e direita aprovam Lei Antiterrorismo para atacar o movimento operário e suas lutas

ATAQUE DA GLOBO À BLOGOSFERA PROGRESSISTA
Solidariedade incondicional com o blog "Tijolaço" e seu editor, Fernando Brito, diante das ameaças da Famiglia Marinho

O ESCROQUE PICCIANI É O NOVO HERÓI DA ESQUERDA "CHAPA BRANCA"
O filhote de bandido é a cara política do governo Dilma e sua agenda neoliberal

DILMA E SEU ESCUDEIRO “NEOCOMUNISTA” FLÁVIO DINO SILENCIAM DIANTE DO COVARDE ASSASSINATO DE UMA LUTADORA CAMPONESA NEGRA
Aplastar os facínoras latifundiários que mataram brutalmente mais uma “margarida” no Maranhão!

TODO APOIO A OCUPAÇÃO DA MABE
Pela estatização da empresa sob o controle dos trabalhadores sem indenização aos patrões caloteiros!

PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO PERSEGUE E JUSTIÇA BURGUESA DECRETA ILEGALIDADE
Greve é derrotada pela traição da direção petista do SINDIUTE!

LIÇÕES REVOLUCIONÁRIAS
O Fevereiro russo de 1917 e o embuste da esquerda revisionista acerca das “revoluções democráticas” em nossos dias

sexta-feira, 4 de março de 2016

CAÇADA DA PF A LULA REPRESENTA O INÍCIO DO REGIME "DEMOCRÁTICO" DE EXCEÇÃO NO BRASIL


A prisão temporária do ex-presidente Lula, ocorrida na manhã desta sexta-feira (04/03), considerada ironicamente pela PF como "condução coercitiva" representa um salto de qualidade na evolução de um regime de exceção, em plena etapa histórica democrática burguesa no país. A precipitação dos fatos, com a deflagração de uma caçada policial contra setores da direção petista muito próxima a Lula, devidamente chancelada pelo judiciário federal, em pleno governo da Frente Popular comprova plenamente a tese marxista de que ganhar uma eleição presidencial não significa ter o controle do poder de Estado. A gerência Dilma perdeu completamente as rédeas do regime institucional vigente, podendo ser achacada pela PF, judiciário e também pelo próprio Congresso Nacional. O objetivo das classes dominantes neste momento além da desmoralização política do PT é o de emparedar a presidenta para que conclua as reformas neoliberais para depois ser "cuspida" do Planalto como um "entulho corrupto". A profunda crise política corrente do regime não está relacionada a uma disputa pelo "poder estatal", este sempre esteve absolutamente estável sob o "pulso firme" da elite capitalista, entretanto volumosos "negócios" do governo central ainda estão sendo gerenciados pelo PT, circunstância que já não corresponde a conjuntura econômica que atravessa o Brasil. O PT apesar de estar consciente do fim de seu ciclo "virtuoso", baseado no binômio consumo/crédito, resistiu em deixar o Planalto nas eleições de 2014 aplicando um estelionato eleitoral contra as massas, por isso paga um "preço muito alto" para se manter no governo. O paradoxo da atual situação consiste no fato de que o próprio governo da Frente Popular é cúmplice do recrudescimento antidemocrático do regime, mesmo sendo um de seus principais alvos. A explicação da vergonhosa inação do governo Dilma e do PT diante da ofensiva reacionária da burguesia, não reside no campo moral e sim na política do partido para a luta de classes. Frente romper os laços com a elite capitalista ou ser "vítima passiva" do linchamento midiático, o PT já escolheu a segunda opção por razões óbvias: é a burguesia quem financia suas atividades eleitorais. A famigerada Operação "Lava Jato" tem o apoio da presidente Dilma e de toda cúpula dos cretinos tucanos, o governo apenas suplica terminar seu segundo mandato, apesar do início da instauração do regime "democrático" de exceção com a justificativa do "combate à corrupção". Está bem claro que uma nova etapa da ofensiva reacionária da burguesia colocará em proscrição o conjunto da esquerda e os movimentos sociais. Nós da LBI somos oposição revolucionária frontal ao governo burguês do PT, porém cerramos fileira com todas as forças que queiram combater a cassação dos direitos democráticos e de organização da classe operária. Convocamos a mobilização direta do proletariado para derrotar as reformas neoliberais e sua colateral institucional: a Operação "Lava Jato".

terça-feira, 1 de março de 2016

COPIANDO A OPERAÇÃO LAVA JATO,  GOVERNO DILMA E DIREITA APROVAM LEI ANTITERRORISMO PARA ATACAR O MOVIMENTO OPERÁRIO E SUAS LUTAS


No último dia 24 de fevereiro foi aprovada na Câmara dos Deputados a chamada “Lei Antiterrorismo”, enviada ao Congresso pelo governo Dilma (PT). Essa lei é uma forma de intimidar, criminalizar e punir movimentos sociais, além de se precaver contra possíveis explosões sociais num momento de aprofundamento da crise econômica e social. Agora ela segue para sanção presidencial. O mais trágico é que esta iniciativa do governo Dilma ocorre justamente quando dirigentes históricos do PT são perseguidos e presos pela Operação Lava Jato justamente acusados de formarem uma “organização criminosa” e a própria presidente foi presa e acusada de “terrorista” pela ditadura militar. As penas previstas pela lei vão de 12 a 30 anos de prisão. O fato de o projeto de lei afirmar que os movimentos sociais não serão enquadrados, por sua vez, não é garantia nenhuma que isso ocorra. Vale lembrar que inúmeros processos contra ativistas abertos após junho enquadravam os jovens no crime de “organização criminosa”, uma lei elaborada para reprimir o crime organizado como tráfico de drogas. O debate sobre a necessidade de aprovação de uma lei reacionária como essa surgiu com força a partir das manifestações de junho de 2013, abertamente como medida de repressão aos movimentos sociais. Às vésperas da Copa do Mundo, assim como agora se faz frente às Olimpíadas, aumentam as pressões imperialistas para medidas repressivas deste tipo para que o Brasil “comprove” que está “pronto” para receber grandes eventos organizado pelas empresas capitalistas. Essa lei é uma forma de intimidar, criminalizar e punir movimentos sociais, além de se precaver contra possíveis explosões sociais num momento de aprofundamento da crise econômica e social.  Trata-se de mais um gesto de subserviência, já simbolicamente no mesmo dia houve a votação no Senado da entrega do Pré-sal através de um acordo entre a direita e o Palácio do Planalto. Ele demonstra que o governo Dilma está decidido a responder a pressão da direita reacionária contra o seu governo indo cada vez mais a direita, inclusive enfrentando-se com sua própria base social.