quinta-feira, 17 de novembro de 2016

“NOVO ACORDO” ENTRE AS FARC E SANTOS: HUMILHANTE RENDIÇÃO RECRUDESCE PERSEGUIÇÃO A GUERRILHA EM SUA INTEGRAÇÃO AO REGIME DA DEMOCRACIA DOS RICOS NA COLÔMBIA


O governo colombiano e as FARC anunciaram neste 14.11 os pontos do “novo acordo de paz”, refazendo parte do pacto que foi rejeitado no referendo realizado no começo de outubro. Sobre pressão da extrema-direita comandada por Álvaro Uribe e com a vitória de Trump nos EUA, a direção da guerrilha cedeu ainda mais e aceitou de forma humilhante impor mais regras de perseguição a seus militantes assim como se compromete a indenizar as “vítimas” da guerra civil provocada pela oligarquia dominante. A versão original já dizia que ex-combatentes que reconhecessem o envolvimento em crimes ligados ao conflito e entregassem informações a esse respeito poderiam cumprir a pena dentro de áreas desmilitarizadas, mas não necessariamente na prisão - como ocorre nas condenações ao regime aberto.  Na nova versão, explicita a restrição de mobilidade que será imposta aos guerrilheiros nessas condições, determinando diferentes tipos de zonas com restrição de movimento e com liberdade vigiada. Além disso, os guerrilheiros que não confessarem seus crimes, mas forem condenados, continuam sujeitos a penas de até 20 anos no regime fechado. A nova versão diz agora explicitamente que “nada do estabelecido no acordo deve afetar o direito constitucional à propriedade privada”. O novo texto também afirma de forma clara a prevalência da reacionária Corte Constitucional sobre o Tribunal Especial para a Paz, que tornou-se ainda mais decorativo. O chefe negociador das Farc, Iván Márquez, declarou “De nossa parte cedemos, inclusive estendendo as fronteiras que tínhamos traçado, levando-as até os limites do razoável e aceitável para uma organização político-militar, cujas armas não foram vencidas”, buscando uma aceitação rápida do novo texto por parte do parlamento. Na verdade, parte das condições impostas por Uribe foram incorporadas ao “novo acordo” como o endurecimento da chamada “Jurisdição Especial para a Paz”, a entrega total dos bens e finanças das FARC através de um inventário em 180 dias assim como a reafirmação da garantia plena de defesa da propriedade privada. As reacionárias Igrejas evangélicas também arrancaram concessões com relação a manter a opressão da mulher em contrate com o papel de vanguarda das guerrilheiras. O mais escandaloso é que a direção das FARC defende a prisão dos guerrilheiros que não se subordinarem ao novo acordo, em uma clara chantagem contra o ELN e as frentes dissidentes da guerrilha. Em entrevista a BBC, Iván Márquez afirmou: “Aqueles que se recusam a ir a tribunal paz, tem que pagar uma sanção punitiva e deve ir para a cadeia” (13.11). A LBI denunciou desde o início das negociações o conteúdo contrarrevolucionário dos “acordos de paz”, baseado em uma rendição unilateral da guerrilha e sua adaptação a democracia burguesa. Não apoiamos nem o Sim e muito menos o Não no referendo, apresentamos uma saída revolucionária para a crise do regime burguês colombiano contra o engodo da democracia dos ricos: Não ao falso "Acordo de Paz"! Unidade da guerrilha com o movimento operário para lutar contra o governo Santos, Uribe e o imperialismo. Alertamos que esse “novo acordo” se celebra me um quadro em totalmente fragilizada e vulnerável do ponto de vista político e militar, as FARC tornou-se um alvo fácil das reacionárias FFAA e dos grupos paramilitares aliados a Uribe e das oligarquias que patrocinaram a campanha do Não. Apesar do quadro extremamente difícil em que a direção das FARC impôs ao conjunto da guerrilha, cabe a seus militantes romperem com essa orientação pacifista e suicida, para voltar a empunhar as armas contra Santos, Uribe e o capitalismo na Colômbia, em unidade de ação com o movimento de massas e com o ELN e outras frentes guerrilheiros que já tinham denunciado os termos inaceitáveis do primeiro “Acordo de Paz” que agora se recrudescem ainda mais!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

FASCISTAS INVADEM CÂMARA DOS DEPUTADOS AOS GRITOS DE “VIVA SÉRGIO MORO!” NOSSA RESPOSTA DEVE SER: DERROTAR NA LUTA DIRETA A FARSESCA “OPERAÇÃO LAVA JATO” E OS ATAQUES DO GOLPISTA TEMER! 


Sob os gritos de “Viva Sérgio Moro!” uma horda de fascistas invadiu hoje a tarde (16.11) a Câmara dos Deputados em apoio aos chamados “10 pontos contra a corrupção” elaborados pelos Procuradores da Operação Lava Jato, além de exigir uma “Intervenção Militar Já” . Esse ato da direita reacionária é mais um elemento que confirma o que a LBI já vem prognosticando: está em curso no país o fortalecimento de tendências reacionárias que são a base para o NeoBonapartismo. Não se trata de um fato isolado, mas de um processo político que avança desde o Golpe Institucional contra o governo do PT e se fortaleceu com a vitória dos partidos da direita nas eleições municipais de Outubro. A classe média que apoiou o impeachment de Dilma pode levar Moro ao Planalto para impor uma ditadura civil, o chamado Estado pleno de Exceção. Neste cenário emerge a figura de um NeoBonaparte, que venha para livrar o país da “sujeira da corrupção”, tendo coragem suficiente para colocar na cadeia grandes burgueses nacionais. A escalada da direita fascista neste momento ainda passa bem longe dos quartéis e da concepção ideológica da maioria do novo oficialato, formado sob a égide da defesa da democracia burguesa como a melhor forma de manter “seguro” o modo de produção capitalista para a exploração da mais valia da classe operária. Alertamos ao movimento operário já a algum tempo da marcha inexorável da direita fascista, que tem na perspectiva de instaurar um governo bonapartista sua principal estratégia política diante da crise do regime. Desgraçadamente a esquerda reformista desde o PT até o PSOL só tem os olhos voltados para comentar o debacle do PT, uns comemorando outros chorando, enquanto está cega para ver a “tempestade” do fascismo em plena formação. O mais grave é que o PSTU, CST e o MES de Luciana Genro (PSOL) apoiam a farsesca Operação Lava Jato e o juiz Moro! Desde a LBI conclamamos que é preciso combater nas ruas e na luta direta a reação burguesa que avança no Brasil e ataca as mais elementares liberdades democráticas. Sem capitular a política de colaboração de classes do PT e da Frente Popular, que pavimentou a escala reacionária em curso, fazemos mais uma vez um chamado a estabelecer uma frente única de ação contra Temer tendo como principal palavra de ordem: “Primeiramente Fora a Operação Lava Jato!”, a mãe de todo o golpe contra os trabalhadores! Nesse sentido, a luta contra o fascismo se faz nas ruas, o que significa neste momento construir a Greve Geral em nosso país para barrar a ofensiva neoliberal do golpista Temer em curso!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

103 ANOS DO NASCIMENTO DE VINÍCIUS DE MORAES, O POETINHA DE TODOS OS "VÍCIOS"


Nascido no seio de uma família de músicos do bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes, o “Poetinha”, assim carinhosamente chamado por seus amigos, completaria 103 anos em 19 de outubro passado. Inveterado boêmio, foi na noite que conheceu seus principais parceiros de música, de copo, teatro, paixões, amores e onde aperfeiçoou seus dotes poéticos mais líricos. Desde criança demonstrou grande habilidade para as letras e a música, tanto que aos dez anos já participava do coral da escola e começa a montar pequenos escretes teatrais. Em 1930 ingressa na Faculdade de Direito do Catete, para a qual dizia não ter a menor vocação, porém teve a oportunidade de conhecer o escritor Otavio Faria que lhe formou para o mundo das artes literárias e travou conhecimento com os “modernistas” Manuel Bandeira, Mário e Oswald de Andrade e até Plínio Salgado que também fazia parte do movimento. Neste ínterim, atuou como censor cinematográfico, crítico de cinema sob a companhia de Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Afonso Arinos de Melo Franco. Em 1943 foi aprovado em concurso para o Ministério das Relações Exteriores, sendo empossado embaixador em Los Angeles, onde exerceu o cargo por quatro anos. Pouco depois foi deslocado para Paris, período mais profícuo para desenvolver o trabalho de... poeta! Os anos 50 marcaram o “debut” de sua veia musical mais aprofundada ao conhecer um jovem pianista em suas “andanças” pelos cabarés e noites cariocas, Tom Jobim. Na década seguinte, sua singeleza musical chamou a atenção de gênios do quilate de Baden Powell, Carlos Lyra, Francis Hime... No entanto, após o golpe militar contrarrevolucionário de 1964 foi afastado do cargo com a criação do AI-5 sob o estapafúrdio argumento de que sua “vida boêmia era incompatível com a carreira diplomática”, o que na verdade implicava a deculturação do país imposta a ferro e fogo pelo regime gorila. A trajetória de vida de Vinícius de Morais marcou o auge da produção artística no Brasil, dos anos 50 aos 80, mas após a queda do Muro de Berlim e da URSS, o imperialismo e sua mídia venal trataram logo de esmagar as tradições culturais de raiz, impondo não só a barbárie no campo social como no âmbito das artes em todo o planeta.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

OS “MORONISTAS” DO PSTU SAEM EM DEFESA DESCARADA DA FARSESCA OPERAÇÃO LAVA JATO


Sob o pretexto de denunciar uma operação-abafa que garantiria uma “Anistia ampla, geral e irrestrita aos corruptos” (13.11) o PSTU saiu em defesa descarada da farsesca Operação Lata Jato comandada pelo Juiz Moro. Segundo os “Moronistas”, “uma articulação por debaixo dos panos tenta assegurar a impunidade de centenas de políticos metidos até o pescoço na Lava Jato” e conclui “A Lava Jato vem tratando o que os políticos chamam de caixa dois como crimes de falsidade ideológica, além de lavagem de dinheiro e corrupção. Com essa manobra do Congresso, todos esses crimes virariam simplesmente caixa dois (doação não registrada na Justiça Eleitoral) e como não poderia retroagir, todo mundo se safaria”. Por fim o PSTU sai em apoio à prisão de Lula com a consigna de “Não à impunidade! Prisão de todos os corruptos!” quando defende “Uma política de classe frente a isso deve ser a defesa da prisão e do confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores, seja de que partido for”. Lembremos que anteriormente, o PSTU já havia apoiado a denúncia do procurador protofascista Deltan Dallagnol contra Lula, uma artimanha jurídica reacionária orquestrada para desembocar na prisão do ex-presidente pelo Juiz “nacional” Sergio Moro. Na época, Eduardo Almeida, dirigente máximo do partido, afirmou textualmente seu apoio a Lava Jato e a ação repressiva do Estado burguês contra o dirigente do PT: “Lula foi denunciado pelo MPF e existe a possibilidade de que seja preso... Nós defendemos a prisão e expropriação dos bens de todos os corruptos. E isso significa exigir a prisão de Lula e também de Aécio e Renan pelo envolvimento na Lava Jato, de Alckmin pelo roubo da merenda escolar, e assim por diante. Ter uma política diferente nos tornaria cúmplices de Lula, e enfraqueceria completamente a luta contra a corrupção também do PSDB e do PMDB”. O PSTU tenta cinicamente justificar sua posição apoiando-se no conceito de que “todos são corruptos, logo todos devem ser presos” pelos organismos repressores do Estado capitalista. Para os Marxistas Revolucionários não se trata de adotar os conceitos típicos da pequena-burguesia moralista, a mesma que é base para os protestos da direita contra o PT que desembocou no Golpe Institucional contra Dilma, mas compreender que a justiça no Estado capitalista tem um caráter de classe. Justamente por esse “detalhe” desprezado pelo PSTU é que somente o PT está sendo de fato alvo da Operação Lava Jato, seus dirigentes históricos vêm sendo presos e Lula deve ir para a prisão em breve, enquanto os ratos da política burguesa como FHC, Temer, Aécio e Renan continuam livres. A denúncia do MPF é claramente um show midiático reacionário para atacar inicialmente Lula e o PT para na sequência perseguir toda a esquerda, inclusive os setores revolucionários que nunca apoiaram ou integraram os governos da Frente Popular. Esses fatos demostram que está em curso um processo de recrudescimento repressivo do regime político que tem como alvo não só o PT, mas o conjunto da esquerda e os movimentos sociais. O objetivo estratégico desta operação é cercear as parcas liberdades democráticas e criar um ambiente político propício para alinhar servilmente o Palácio do Planalto às ordens do imperialismo ianque e da Casa Branca na rapinagem da economia nacional. O descaramento oportunista do PSTU é ainda mais vergonhoso porque tem “duas caras”, enquanto defende a Lava Jato para “ficar de bem” com a opinião pública da classe média "ética", no campo político dos movimentos sociais continua chamando de “companheiros de luta” os dirigentes do PT e da CUT (como nos atos do dia 11 e 25 de novembro) para não “ficar mal” com o ativismo que segue a enorme influência da Frente Popular e luta contra o governo golpista de Temer.

domingo, 13 de novembro de 2016

VITAL FARIAS, EX-CANDIDATO A SENADOR PELO PCB/PB, QUIS TRANSFORMAR SHOW “CANTORIA” EM COMÍCIO EM APOIO A FARSA DA LAVA JATO E AO FASCISTA MORO!

Na noite deste sábado (12.11), ao se apresentar ao lado de Xangai, Elomar e Geraldo Azevedo em Fortaleza, o cantor e compositor paraibano Vital Farias tentou fazer do show “Cantoria” um comício em apoio à farsa da Lava Jato e ao fascista Moro. Quando ele declarou que naquele momento “rendia homenagem a Força tarefa da Lava Jato” o público começou a vaiar em um claro repúdio a escalada fascista comandada pela “República de Curitiba”. O cantor logo depois tentou declamar a música “Não me engana de novo” em um ataque direto a Lula, foi quando mais vaias e gritos de “Fora Temer” tomaram conta do auditório, obrigando-o a recuar. Foi então que Vital Farias disse que os que gritavam eram a “cambada do PT” revoltando ainda mais o público que não o deixou mais falar. Nesse momento ele foi chamado a “baixar o tom” pelos gestos de Elomar com a mão. Enquanto Geraldo Azevedo inicialmente preferiu permanecer em silêncio coube a Xangai tentar acalmar os ânimos, defendendo o direito de Vital Farias se manifestar e dizendo também ter sua posição política (ele é filiado a Rede de Marina Silva), mas apontando que preferia deixá-la fora do palco. Ao final, Geraldo com a mão em punho apoiou o protesto. Em resumo, o show “Cantoria”, cujas canções remontam historicamente a resistência do povo trabalhador contra o capital, foi palco da polarização política que tomou conta do país, refletindo que não devemos aceitar o avanço da reação burguesa nem no campo da política e muito menos da cultura, mesmo que esse enfrentamento se dê com nomes como Vital Farias que fez no passado músicas como “Saga da Amazônia” mas hoje sucumbe ao retrocesso político, cultural e ideológico. Alertamos sobre essa involução do compositor paraibano porque talvez poucos saibam que Vital Farias foi candidato a Senador pelo PCB em 2010, um posto importante do partido. Já naquele ano nos estranhou que em um ato político em homenagem a Gregório Bezerra realizado em Recife e na presença de Ivan Pinheiro (então Secretário Geral do PCB), Vital tenha se utilizado de hinos religiosos e anjos para “celebrar” os 110 anos de nascimento de um dirigente comunista (ver vídeo ao final). Vale destacar que no segundo turno das eleições para governador da Paraíba em 2010, Vital Farias (PCB) anunciou que iria trabalhar para que o governador e oligarca corrupto José Maranhão (PMDB) fosse reeleito sem que o PCB rompesse com o compositor ou emitisse uma nota pública contrária a sua posição: “Meu apoio passa pela questão humana e pela sensibilidade de José Maranhão, porque quem eu tenho um carinho muito grande. É um homem que nunca traiu ninguém. É um sertanejo grandioso. Ele (Maranhão) não é prepotente, ama o sertanejo e as coisas do Sertão”. A trajetória política de Vital e do PCB parecem caminhar no mesmo sentido, tanto que sua atual defesa da Lava Jato é feita entusiasticamente pelo PSOL, partido que o PCB virou praticamente satélite político como vimos nas eleições municipais, com Luciana Genro dando “vivas” ao juiz Sérgio Moro. O próprio PCB não faz nenhuma denuncia mais dura da farsa da Lava Jato e da escalada fascistizante que representa, deixando-se levar pela pressão da direita como o PSTU. Como a militância LBI pontuou durante o show “Cantoria” em Fortaleza, é preciso combater nas ruas e na luta direta o NeoBonapartismo que avança no Brasil e ataca as mais elementares liberdades democráticas. Sem capitular a política de colaboração de classes do PT e da Frente Popular, que pavimentou a escala reacionária em curso, fizemos de viva voz um chamado a estabelecer uma frente única de ação contra Temer tendo como principal palavra de ordem: “Primeiramente Fora a Operação Lava Jato!”, a mãe de todo o golpe contra os trabalhadores!  

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

BALANÇO DO 11/11: SEM PARALISAÇÕES E DESLOCADO DA LUTA DAS OCUPAÇÕES ESTUDANTIS


O “dia nacional de greve” ocorrido nesse 11 de novembro foi marcado justamente pela ausência completa de paralisações das principais categorias como operários, bancários, correios, químicos, etc. Em poucas capitais, os trabalhadores dos transportes coletivos pararam por algumas horas no começo da manhã. Nem mesmo as ocupações de escolas e universidades foram apoiadas pela burocracia sindical ligadas a CUT, com a juventude combativa somando-se espontaneamente ao protesto. No máximo, setores do funcionalismo público se integraram a atividade com atos localizados e houve fechamentos de rodovias em São Paulo pelo MTST. A burocracia sindical não preparou a paralisação nas categorias, não convocou assembleias de base, não mobilizou os trabalhadores, apenas organizou manifestações nas capitais para expressar de forma super-estrutural o descontentamento com o canalha Temer e seu pacote de maldades. Como alertamos, a CUT tem como estratégia apenas desgastar o governo golpista visando a eleição de Lula em 2018. Nesse interregno, vai levando em “banho maria” as lutas em curso. Este dia 11 foi uma repetição de atos de dirigentes sindicais liberados e balões das centrais sindicais como as “paralisações” passadas, um poucos mais massivo devido a greve dos servidores das universidades. Apesar de todas essas limitações, os militantes e sindicalistas da TRS-LBI intervimos nas manifestações para alavancar a luta direta rumo a Greve Geral mas ao mesmo tempo denunciamos a política de paralisia das burocracias sindicais. Apontamos que é necessário organizar as mobilizações desde as bases operárias, estudantis e populares, com assembleias e discussões nos locais de trabalho e estudo para romper a política de colaboração de classes da Frente Popular, tendo como objetivo enfrentar na luta direta os ataques que Temer, o Juidiciário e os patrões vem impondo aos trabalhadores!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

BERNIE SANDERS AFIRMA QUE IRÁ COLABORAR COM TRUMP: OUTRA MÁSCARA “SOCIALISTA” QUE CAIU EM DEFESA DO IMPERIALISMO IANQUE


Quem não se lembra da campanha do Senador Democrata Bernie Sanders nas primárias dos EUA, onde quase derrotou Hillary Clinton. Bernie Sanders foi festejado como um autêntico "socialista" que prometia subverter a ordem social do regime capitalista em favor dos trabalhadores e do povo oprimido. A grande maioria da esquerda revisionista, não só dos EUA mas também em escala mundial, embarcou no "conto socialista" de Sanders legitimando desta forma a disputa política no interior de um partido imperialista que massacra o proletariado em todo o planeta. O experiente Sanders não poderia ser considerado um "novato" na política ianque, foi por muitos anos prefeito da maior cidade do estado de Vermont, Burlington, onde atuou em favor da indústria bélica: "O fabricante não é mais responsável do que uma companhia de martelo quando alguém bate na cabeça de outra pessoa com um martelo", afirmou o atual Senador Democrata. Como parlamentar do Congresso norte-americano, Sanders se opôs ao impeachment de George Bush quando este invadiu o Iraque sob a justificativa fraudulenta do governo Saddam Hussein possuir armas químicas de destruição em massa: "Pouco prático discutir impeachment". Ao que tudo indica Sanders terá com Trump a mesma posição de "oposição construtiva" que teve com o facínora Bush. Seguindo a orientação partidária dos "caciques" Democratas, como Obama e Clinton, Sanders também está disposto a emprestar governabilidade ao reacionário e xenófobo Donald: "Na medida em que o senhor Trump for sério sobre estimular políticas que melhorem as vidas das famílias trabalhadoras neste país, e outros avanços, estou preparado para trabalhar com ele", afirmou ontem (09/11) o pseudo socialista de Vermont. Desgraçadamente não foi somente a mídia corporativa que reverberou a falsa condição de "militante socialista" de Sanders, organizações internacionais que se reclamam do Trotskismo, como o CMI e o CIT (Esquerda Marxista e LSR respectivamente no Brasil), ajudaram a construir o "mito" do Senador farsante que se revelou um apêndice de esquerda da oligarquia Clinton. Outros agrupamentos revisionistas embora não tenham declarado apoio formal a Sanders, (LIT/PSTU) também realizaram "demandas" para que o Senador Democrata abraçasse a causa do socialismo Revolucionário, um verdadeiro desserviço à consciência de classe do proletariado norte-americano, disseminar ilusões de que a ala " Democrata" do imperialismo poderia se converter em revolucionária. Evidentemente Sanders não está solitário no apoio ao futuro governo Trump, a burguesia ianque é consciente da instabilidade social que poderá gerar este desastroso resultado eleitoral e por isso clama desesperada pela "unidade nacional". Vitoriosa no voto direto, Hillary aceita com resignação de classe o resultado do Colégio Eleitoral que dará posse a Trump, uma verdadeira aberração do regime "democrático" imperialista. O "outsider" que foi posto para perder a corrida presidencial acabou arrastando a maioria dos estados devastados com a crise capitalista, agora a burguesia ianque pergunta "o que fazer" com o palhaço reacionário que ameaça expulsar imigrantes e declarar guerra comercial a poderosa China. A situação no "monstro imperialista" é bastante delicada e o mercado financeiro (rentistas de Wall Street)  pede tranquilidade e trégua ao novo governo Republicano. Se a canalha Democrata, incluindo Sanders e sua ala de "esquerda", está disposta a conceder a "paz social" diante da ofensiva racista e neoliberal de Trump,  este não é o caso da genuína vanguarda socialista e da combativa juventude de esquerda. Os protestos contra Trump já começaram e ameaçam incendiar o país, repetindo o clima do final da década de 60 em plena guerra do Vietnã. Os Comunistas Leninistas devem incentivar com todas suas energias as mobilizações de massas contra o governo ultradireitista de Trump, não reconhecendo nenhuma legitimidade nas viciadas eleições norte-americanas, regidas pela força do capital e da fraude. Convidamos em particular os camaradas do Spartacist League e do IG, com quem temos profundas diferenças programáticas, a convocar uma conferência internacional aberta para que os Trotskistas Revolucionários possam colaborar politicamente com as importantes lutas que se avizinham no maior centro imperialista do planeta. 
“11 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DE GREVE”?: POR UMA VERDADEIRA PARALISAÇÃO NACIONAL CONSTRUÍDA DESDE AS BASES OPERÁRIAS, ESTUDANTIS E POPULARES PARA DERROTAR OS ATAQUES DO GOLPISTA TEMER, JUDICIÁRIO E PATRÕES!


A CUT, CTB, Conlutas e Intersindical convocaram para este 11 de novembro, o “Dia Nacional de Greve”. A burocracia sindical não fala seriamente, não preparou a paralisação nas categorias, não convocou assembleias de base, não mobilizou os trabalhadores. No máximo, vai se apoiar nas ocupações de escolas e universidades e nas atividades do funcionalismo público. Não é por falta de “motivos” que a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo agiram desta forma, trata-se de uma política deliberada de fazer pequenas manifestações pontuais sem unificar as lutas para construir a Greve Geral. Na verdade, a CUT tem como estratégia apenas desgastar o governo golpista de Temer visando a eleição de Lula em 2018. Nesse interregno, vai levando em “banho maria” as lutas em curso. A prova disso é que a única luta direta nacional no país contra a PEC 241/55, o pacote de maldades de Temer, são as ocupações estudantis, que ocorreram espontaneamente e por fora dos aparatos sindicais. Mesmo com todos ataques impostos pelo STF (fim da desaposentação, ataque ao direito de greve, ampliação da terceirização) as direções sindicais vem fechando acordos rebaixados e traidores com o governo e patrões, sem unificar as lutas. Foi assim nos bancários e logo depois nos trabalhadores dos correios. Por sua vez, a Conlutas chama “Preparar as mobilizações do dia 11 e fortalecer o 25 de novembro – Dia Nacional de Paralisação e Greves; por uma Greve Geral, já!” mas nas categorias onde atua (metalúrgicos, metroviários) não organiza nenhuma paralisação de fato. Vale registrar que os servidores das universidades já estão em greve na maioria das unidades. Docentes e funcionários de escolas técnicas também estão mobilizados. Pelo (não)“esforço” empreendido até agora pelas centrais sindicais tudo leva a crer que esse dia 11 será uma repetição de atos de dirigentes sindicais liberados e balões das centrais sindicais como as “paralisações” passadas, havendo manifestações mais radicalizadas nas escolas e universidades. É necessário preparar a resistência desde as bases operárias, populares e estudantis! O governo golpista de Temer resolveu "radicalizar" as iniciativas do "ajuste" de sua antecessora, aproveitando-se da fragilidade da organização operária para superar suas velhas direções corrompidas pelo regime da democracia dos ricos. A Frente Popular em um período de recessão e crise econômica capitalista se mostrou impotente para "despejar" todo o pacote neoliberal que a burguesia exigia aplicar no país, articulado o golpe parlamentar Temer tem a função de finalizar o "trabalho sujo" mal concluído por Dilma. Para além das lutas corporativas e economicistas, as atividades estão sendo chamadas formalmente para enfrentar os ataques que o governo golpista do canalha Temer deseja impor ao conjunto dos trabalhadores: fim da CLT, aumento da jornada de trabalho, reforma da previdência e trabalhista, contra o PL 257, a PEC 241/55 e o PL 4567 e as privatizações. O fato concreto é que a maioria destas centrais sindicais já estão negociando na mesa do golpista Temer a "mediação" das reformas trabalhista e previdenciária, uma exigência dos rentistas internacionais. Em nome da LBI e dos sindicalistas revolucionários da TRS nos opomos que as lutas deste mês de outubro tenham um eixo político de apenas pressionar o parlamento burguês. Nosso método é preparar a Greve Geral, nossa estratégia é construir o poder dos trabalhadores, nesse caminho a luta para derrotar o governo Temer deve ser a ação direta e revolucionária, nunca uma alternativa nos marcos das apodrecidas instituições burguesas. Da parte da TRS-LBI interviremos nos atos do dia 11 e 25 para alavancar a luta direta rumo a Greve Geral mas ao mesmo tempo denunciamos a política distracionista das burocracias sindicais e apontamos que é necessário organizar as mobilizações desde as bases das categorias, com assembleias e discussões nos locais de trabalho e estudo! 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

POR IRONIA DA HISTÓRIA COLÉGIO ELEITORAL DA FRAUDE GARANTIRÁ POSSE DE TRUMP


Uma ironia da história está marcando as eleições norte-americanas como um dos fatos mais significativos deste início de século. As eleições presidenciais indiretas nos EUA, através de um Colégio Eleitoral formado por delegados indicados pelos estados, historicamente foi um mecanismo criado para fraudar a soberania da vontade popular, em uma democracia onde dos cartéis capitalistas sempre deram a última palavra. Pois bem quando o candidato Democrata Al Gore perdeu a eleição presidencial em 2000 no Colégio Eleitoral para Bush, a recém eleita senadora Hillary prometeu desencadear uma vasta campanha nacional para abolir constitucionalmente esta aberração antidemocrática. Porém Hillary já sentada em sua cadeira no Senado e posteriormente como Secretaria de Estado do governo Obama nada fez para alterar as regras que se comprometeu em combater. Quando iniciou sua campanha eleitoral este ano, Hillary e o comando máximo Democrata tinham plena consciência de sua enorme rejeição Popular, com o apoio da burguesia ianque pressionaram os adversários Republicanos para indicarem o "pior candidato possível". Os Democratas esperavam pelo pior e se prepararam  para ganhar as eleições pelo mecanismo fraudulento que eles mesmos criticavam, o anacrônico Colégio Eleitoral. O empresário bilionário Trump pode até ser um palhaço reacionário, mas não é nada bobo e partiu para a denúncia da fraude em curso contra a própria vontade da cúpula de seu partido. O resultado deste 9 de novembro foi o mais inesperado possível, Trump perde por uma pequena margem no voto direto, entretanto garante a vitória no espúrio Colégio Eleitoral onde esperava ser derrotado. Com uma plataforma de xenofobia e nacionalismo comercial imperialista, Trump conseguiu atrair os setores sociais mais castigados pela crise capitalista, passando literalmente por cima das acusações pessoais de assédio sexual e fraude fiscal de suas empresas. Os estados menores que sofreram com a desindustrialização e o desemprego deram o triunfo no Colégio Eleitoral a Trump, mesmo com a recuperação do PIB norte-americano efetivada nos últimos anos do governo Obama. Hillary está de mãos atadas "vítima" da própria armadilha que preparou para vencer na eleição de modo indireto e acabou por ganhar, sem levar, no voto popular direto. A Casa Branca a contra gosto da burguesia ianque será novamente comandada por um derrotado na vontade da maioria do povo norte-americano. Trump prepara um confronto com a poderosa China e o Irã, tentando atrair Putin para esta arriscada trincheira internacional, na promessa de interromper o financiamento dos EUA ao Estado Islâmico. Hillary, Obama, Sanders e o comando Democrata de conjunto saem completamente desmoralizados desta empreitada que poderá trazer consequências desastrosas para toda a humanidade.
GRANDE RECHAÇO POPULAR A SENHORA DA GUERRA SUPERA A FRAUDE PREPARADA, GARANTINDO UMA VITÓRIA INESPERADA A TRUMP

Cenário todo preparado para uma fraude eleitoral com objetivo de empoderar a senhora da guerra, Hillary Clinton, na Casa Branca não contava com o enorme rechaço Popular contra a candidatura Democrata. Todas as pesquisas até a tarde desta terça (08/11) davam uma margem de 85% de vitória para Clinton, porém no voto direto universal Trump conquistou um expressivo triunfo que também lhe assegurou uma pequena folga no Colégio Eleitoral, onde os delegados são orientados pelos resultados dos estados. A burguesia ianque perfilou de conjunto em torno dos Democratas, em função da necessidade de continuar a política guerreirista do Pentágono em todo mundo. Trump foi escolhido no interior do partido Republicano como um pária reacionário que sequer contava com o apoio da cúpula da legenda. Desenhada politicamente a derrota, Trump passou a denunciar a fraude e ameaçou não reconhecer o resultado das eleições. A partir deste ponto de inflexão a mídia corporativa (que adotou uma posição partidária de suporte a Hillary) passou a falar em um certo equilíbrio entre as duas candidaturas majoritárias, já que existe pelo menos uma dezena de postulantes que sequer foram registados nas cédulas de vários estados dos EUA. No desenrolar da abertura das urnas a vitória de Trump foi se configurando nacionalmente e no êxito da Florida foi confirmado o arremate final. A ofensiva neoliberal do imperialismo assume agora contornos mais ácidos e terá com a presidência de Trump um recrudescimento fascista em todo o globo, com uma boa dose de racismo. No plano interno dos EUA abre-se uma etapa de profunda turbulência política, não podendo ser descartada que a vitória de Trump represente apenas um trampolim para um próximo governo nazista do Tea Party. Os Republicanos tendem a se dividir com uma plataforma ultra nacionalista anunciada por Trump, podendo desta forma antecipar a ruptura de sua ala direitista sob as bênçãos do novo presidente da república. A Rússia e Putin ganham um certo tempo no confronto militar internacional, já que Trump deve voltar-se no primeiro momento para um ataque a Venezuela e possivelmente Cuba, retribuindo o apoio recebido pelos "gusanos". Entretanto o acordo nuclear com o Irã deve ser cancelado imediatamente, seguindo as promessas de campanha de Trump, reacendendo um confronto bélico de proporções nucleares no Oriente Médio. Este 09 de novembro entrará na história mundial da luta de classes como um marco de inflexão em que a própria burguesia imperialista ianque perdeu o controle político dos ritmos da crise estrutural do capitalismo, o que poderá acelerar a marcha da barbárie social que se avizinha.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ALERJ OCUPADA POR ENTIDADES DE POLICIAIS: NENHUM APOIO ÀS MANIFESTAÇÕES REACIONÁRIAS DO BRAÇO ARMADO DA BURGUESIA! MOBILIZAR OS TRABALHADORES PARA DERROTAR PEZÃO E SEU PACOTE DE MALDADES DE FORMA INDEPENDENTE DOS AGENTES DA REPRESSÃO!


Policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários ocuparam na tarde de hoje (08.11) a ALERJ contra o pacote de ajuste do governo Pezão (PMDB) no Rio de Janeiro. Cerca de 200 manifestantes entraram sem encontrar resistência, apenas sete policiais militares guardavam a entrada do edifício. Aos gritos de “Uh, é Bolsonaro” e faixas pedindo “Intervenção Militar Já!” os oradores do carro de som se revezavam afirmando “Cada um de nós é um Tiranossauro rex. Não vai ter essa história de pacificação”, dizia um policial militar, do alto de um carro de som, momentos antes da ocupação. Outro bradava “Se mexer no meu salário, vai dar ruim. Quem encara bandido de fuzil não tem medo de bandido de terno, completou outro, também ovacionado. Em outra fala do carro de som, um orador declarou que “se sacanearem a polícia, não vai ter Réveillon".. Participantes do protesto exibiam faixas com frases como "juntos somos fortes: policiais e bombeiros sem respeito = Rio sem segurança”. O batalhão de choque chegou a ser acionado mas não houve confronto, com os ocupantes se retirando cantando o Hino Nacional. Por volta de 12h, numa reunião entre representantes de entidades de policiais, bombeiros e agentes da Secretaria estadual de Administração Penitenciária com deputados da Comissão de Segurança da Alerj, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), Francisco Chao, havia garantido que a categoria “não seria agressiva”. Em carta as entidades afirmam em tom de ameaça “Na vida, tudo tem limite, só que o limite e a postura do bando, são completamente diferentes do limite e da postura da Tropa. O bando formado por homens e mulheres treinados, experientes, decepcionados, indignados, desesperados. E, em Armas!”. (Extra 7.11). Como se observa trata-se um movimento dos policiais que desejam que suas corporações não sejam incluídas nas medidas de corte impostas pelo governo Pezão, tanto que entraram na ALERJ em um ato convocado e dirigido por entidades policiais, à revelia da convocação geral do sindicatos que foi feita para sexta-feira, 11. Para o Marxismo, um policial mesmo em greve não é um aliado, não deve ser encarado como um simples “assalariado”, mas como um inimigo de classe que reivindica de seu patrão melhores condições para reprimir o povo trabalhador em meio a um período de crise econômica. A tentativa de setores da esquerda (MAIS, PSTU, TPOR, CST) de dotar esta manifestação policial de alguma característica “progressiva” é absolutamente inútil. Por mais que se esforce em “glamorizar” a luta sindical dos policias, suas ações contra a classe trabalhadora apenas reforçam o que esses “servidores públicos especiais” são treinados e pagos para fazer, ou seja, assassinar pobres e reprimir trabalhadores, amanhã eles estarão reprimindo professores e estudantes de novo. Não há dúvidas que esses “assalariados” da repressão estão sofrendo os efeitos da crise econômica e com o pacote de Pezão (inclui 22 projetos de lei, que entras medidas, aumenta a contribuição previdenciária; além desse aumento, a proposta do governo é que todos os servidores, incluindo aposentados e pensionistas que ganham menos de R$ 5.189 tenham um desconto previdenciário extra por 16 meses), mas não é apoiando suas reivindicações o melhor caminho para debilitar ainda mais a gestão do PMDB, já que esse setor que ocupou a ALERJ é nitidamente reacionário e de corte fascista, basta ver seu apoio a Bolsonaro e a Intervenção Militar. Por sua vez, tentar transformar o legado teórico bolchevique, de cindir a base das forças armadas em uma etapa revolucionária a favor do proletariado, em apoio acrítico as manifestações reacionárias de policiais, não passa de uma “armadilha” do mais rasteiro sindicalismo vulgar praticado pelo MAIS, PSTU e seus congêneres revisionistas. Nos últimos anos não faltaram vozes na “esquerda” reformista em defesa da greve dos policiais, os arautos do “tradeunismo” vulgar dizem que são “trabalhadores fardados” e nesta condição vítimas da exploração e arrocho salarial como os outros servidores públicos. Os policiais, como uma categoria social, realmente são assalariados (e na sua grande maioria de origem proletária) e nisto se resume seu único “denominador comum” com os trabalhadores. Como um destacamento de “serviços especiais” do Estado burguês, os policiais não fazem parte da classe trabalhadora. A polícia cumprindo a função social de um destacamento armado para preservar a propriedade privada dos meios de produção, jamais poderia ser considerada parte integrante da classe trabalhadora, pelo menos para os que têm referência no marxismo. Somente revisionistas mais decompostos podem acreditar que a função da polícia em uma sociedade de classes é cuidar da “segurança pública”, de todos os cidadãos independente de sua posição na cadeia produtiva. Apesar das greves das polícias objetivamente potenciarem um quadro de desagregação do Estado burguês, inclusive em um setor vital, como suas forças repressivas, não é apoiando as reivindicações da polícia a melhor forma de acelerar a fissura aberta no seio das próprias classes dominantes. Ao contrário de subordinar as organizações de massas à reacionária greve policial ou suas manifestações corporativas, como fazem os reformistas de todos os matizes, é preciso convocar a mobilização dos trabalhadores contra o pacote de Pezão-Temer e impulsionar a formação de comitês de autodefesa e milícias operárias, educando o proletariado para a necessidade da destruição do aparato repressivo do Estado burguês, única via que poderia inclusive forçar uma ruptura revolucionária na hierarquia militar com um caráter progressista.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

REELEIÇÃO DE DANIEL ORTEGA: FSLN MANTÉM-SE NO COMANDO DE UM DÓCIL GOVERNO DA CENTRO-ESQUERDA BURGUESA NA NICARÁGUA

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foi reeleito neste domingo (06.11) com 71,3% dos votos. O ex-guerrilheiro dos “Contra”, Maximino Rodríguez, da opositora aliança Partido Liberal Constitucionalista (PLC), ficou em segundo lugar, com 16,4% dos votos, em uma representação eleitoral distorcida do conflito armado que o país viveu há décadas atrás. Antes da leitura destes primeiros resultados, milhares de militantes da FSLN saíram às ruas e praças de Manágua para comemorar antecipadamente sua vitória. Cerca de 4,34 milhões de nicaraguenses foram convocados neste domingo para escolher um presidente, um vice-presidente, 90 deputados da Assembleia Nacional e 20 representantes do Parlamento Centro-Americano. Atualmente convertida a um partido da centro-esquerda burguesa e paladina do já falido “Socialismo do Século XXI”, a FSLN voltou a governar o país de forma completamente adaptada a democracia burguesia e sem grandes conflitos com o imperialismo ianque, chegando, no máximo, a ajudar o chavismo a impulsionar organismos políticos “independentes” da OEA, como a Unasul e a Celac. A reeleição de Daniel Ortega a presidência do país em nossos dias não representa qualquer ameaça ao domínio da Casa Branca no continente centro-americano, ao contrário, faz parte da própria política levada a cabo por Obama até agora da “reação democrática”, apoiada pelo Papa Francisco e muitas vezes celebrada como “progressista” pela esquerda reformista. A reeleição de Ortega ocorre 37 anos após o triunfo da revolução sandinista e de sua posterior derrota pela via “democrática” para a reação burguesa podemos afirma que ao contrário das organizações centristas pequeno-burguesas como a FSLN, um verdadeiro partido revolucionário baseia-se fundamentalmente na vanguarda consciente da classe mais progressista do capitalismo, a classe operária, nos seus organismos de poder (milícias proletárias, conselhos populares, sovietes), suas formas de organização de luta (greves, ocupações, expropriações) e seus métodos (violência revolucionária e ditadura proletária), o que o torna porta-voz de uma classe com determinação a impor uma nova forma de organização da economia (planificação econômica, coletivização dos meios de produção, controle da produção interna pelos sovietes e controle do comércio exterior pelo Estado operário) e da política, fusão das funções dos poderes do Estado burguês (Legislativo, Executivo e Judiciário) em um único organismo de poder, o soviete, baseado na mais ampla democracia operária. A ausência desse programa revolucionário foi a grande lição nos legada pelo fracasso do Sandinismo, que hoje governa a Nicarágua como um dócil governo da centro-esquerda, convertido a gerente dos negócios da burguesia em comum acordo com o imperialismo, no máximo aplicando ao lado dos ajustes neoliberais algumas “políticas compensatórias” que mantém intactas as estruturas do poder capitalista de um país que foi palco de uma heroica luta revolucionária dos trabalhadores do campo e da cidade, com milhares pagando com sangue não só para derrotar a ditadura somozista mas para erguer o Socialismo na pátria de Sandino!
ENQUANTO A POLÍCIA ASSASSINA REPRIME COVARDEMENTE O MST, O GRUPO “MAIS” (Prof. VALÉRIO) VAI PRESTAR SOLIDARIEDADE A “GREVE” FASCISTA DOS POLICIAIS DO CEARÁ. NENHUM APOIO AS REIVINDICAÇÕES REACIONÁRIAS DO BRAÇO ARMADO DO CAPITAL!

Há poucos dias Policiais civis invadiram a sede da Escola Nacional Florestan Fernandes do MST, prenderam várias de suas lideranças, agrediram ativistas e ameaçaram a vida de mulheres e crianças. Esses homens armados a serviço de Alckmin atiraram com balas letais nos sem-terra em uma operação de guerra que mereceu o justo repúdio do conjunto dos movimentos sociais de todo o Brasil, já que além de São Paulo, os policiais civis prenderam companheiros no Mato Grosso e Paraná. A LBI esteve presente no ato nacional de solidariedade ao MST logo após a invasão onde fez um chamado público par se enfrentar as ações da polícia assassina através da formação de milícias de autodefesa, alertando que não podemos esperar do braço armado do Estado capitalista e de seus cães de guarda armados senão mais repressão e perseguição aos lutadores sociais do campo e da cidade. Para a nossa surpresa na mesma semana em que ocorreu a violenta ação policial contra o MST, militantes e entidades sindicais ligados ao grupo “MAIS”, cujo dirigente nacional é o Prof. Valério Arcary, prestavam solidariedade à “greve” fascista da Polícia Civil do Ceará comandada pelo mafioso SINPOL (filiado à arqui-pelega Nova Central). Os policiais do Ceará desencadearam a greve exigindo aumento de salários e maior “liberdade de ação para matar os vagabundos que matam nossos companheiros”, segundo a sinistra diretoria do SINPOL. Entretanto para os militantes do MAIS, os reacionários policias são “trabalhadores do serviço público... seria correto apoiar suas reivindicações por melhores condições de trabalho”, como salários mais altos, viaturas novas, armas modernas, coletes, etc... O Sindicato dos Operários da Construção Civil de Fortaleza e o SINTRO-CE, dirigidos pelo MAIS em conjunto com o PSTU, nos dizem já faz algum tempo que os policiais em greve são aliados dos outros trabalhadores na luta contra o ajuste neoliberal. Ao defender essas posições abjetas frontalmente contrárias ao Marxismo Revolucionário o grupo do Prof. Valério choca-se com as posições de nosso mestre Trotsky que afirma claramente “O trabalhador que se torna um policial a serviço do Estado capitalista, é um policial burguês, e não um trabalhador.” (Leon Trotsky). Para o Marxismo, um policial mesmo em greve não é um aliado, não deve ser encarado como um simples “assalariado”, mas como um inimigo de classe que reivindica de seu patrão melhores condições para reprimir o povo trabalhador em meio a um período de crise econômica. Para além de um debate “teórico”, a posição do MAIS se choca com a realidade: o ataque ao MST por policiais civis e a repressão cotidiana as greves, como as ocupações das escolas e universidades, como vivemos aqui na UFC e em todo o país são a prova cabal que os policiais civis e militares são nossos inimigos, uma categoria especial de “assalariados” que serve a classe dominante na repressão que seu Estado desfere sistematicamente contra os trabalhadores e a juventude, compõe uma instituição burguesa reacionária que não pode ser reformada e deve sim ser destruída em nossa luta pela Revolução Proletária. Por esta razão não devemos apoiar uma greve para que a polícia e seus membros tenham suas condições de trabalho melhoradas, seus salários aumentados e lhe dispor de mais armas para atacar o movimento de massas, os estudantes, os camponeses. A tentativa de dotar esta greve policial de alguma característica “progressiva” é absolutamente inútil. Por mais que se esforce em “glamorizar” a luta sindical dos policias, suas ações contra a classe trabalhadora, como o ataque ao MST, apenas reforçam o que esses “servidores públicos especiais” são treinados e pagos para fazer, ou seja, assassinar pobres e reprimir trabalhadores. Como definiu brilhantemente Trotsky, “A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa. Não há outro remédio que açoitá-los ou matá-los. Quanto ao exército é outra coisa...” (História da Revolução Russa, Capítulo VII, Cinco dias - 23 a 29 de fevereiro de 1917, 1930). Tentar transformar o legado teórico bolchevique, de cindir a base das forças armadas em uma etapa revolucionária a favor do proletariado, em apoio acrítico as greves reacionárias de policiais, não passa de uma “armadilha” do mais rasteiro sindicalismo vulgar praticado pelo MAIS e seus congêneres revisionistas. O “MAIS” também defende a “desmilitarização da polícia” alegando que desta forma a “população” teria o controle da corporação. Raquel Dias, uma das principais dirigentes do MAIS no Ceará em 2014 (quando candidata ao Senado) já defendia esta tese ultra-reformista: “Quando você desmilitariza a polícia você coloca a polícia minimamente sobre o controle da população e dos trabalhadores. Como? Os trabalhadores teriam direito por organizações, regionais ou bairros a escolher os militares, no caso dos policiais de alta patente, dos comandantes e aí você iria realizar reuniões e assembleias com certa periodicidade para avaliar o trabalho, para discutir quais são os principais problemas com relação à violência, a segurança no bairro, na região, junto com os policiais, isto seria uma tentativa de se controlar um pouco mais o trabalho da polícia junto aos trabalhadores que são aqueles mais afetados com a falta de segurança no Brasil, em Fortaleza, no estado do Ceará” (DN, 22.09.2104). Nada mais falso, como explicou o grande Bolchevique “Todas as polícias, executoras da vontade do capitalismo, do Estado burguês e de suas quadrilhas de políticos corruptos devem ser dissolvidas” (L.Trotsky, Um programa para a França). Enquanto os Marxistas Revolucionários defendem a destruição das polícias, o MAIS reivindica sua manutenção “sob o controle da população” dentro do sistema capitalista, omitindo que o Estado burguês e sua polícia são controlados pela burguesia contra a classe trabalhadora e não para defender os interesses da “população no abstrato”. Como se pode ver, a tese destes “mestres” do oportunismo choca-se totalmente com o Marxismo Revolucionário, tanto que chegam ao ponto de patrocinar ilusões de que no capitalismo e sob um regime político burguês os trabalhadores iriam controlar a assassina oficialidade policial através de reuniões democráticas! Ao se acreditar nesse “conto de fadas” o MAIS no fundo vende a ilusão de que não precisamos mais de uma Revolução Operária e Socialista violenta, do armamento proletário e da destruição das instituições burguesas para liquidar o Estado capitalista, bastaria votar na “esquerda”, “radicalizar a democracia” e eleger gerentes “éticos” como os candidatos do PSOL para se chegar “Socialismo”. Esse “Marxismo crítico” que o MAIS e o Prof. Valério defende em suas cátedras, tão simpático e domesticado, pode atrair os mais desavisados, corrompidos e adaptados a democracia burguesa, mas definitivamente são posições aberrantes que não tem serventia alguma no combate social, político e ideológico do proletariado e da juventude combativa para derrocar o Estado burguês e marchar na construção do Comunismo sob os escombros do Estado capitalista!

sábado, 5 de novembro de 2016

LBI FAZ CHAMADO PELA CONSTRUÇÃO DE MILÍCIAS DE AUTO-DEFESA NO ATO NACIONAL EM SOLIDARIEDADE AO MST!

A militância da LBI esteve presente no ato nacional em solidariedade ao MST realizado na tarde deste dia 05 de novembro em Guararema, na Escola Florestan Fernandes, em São Paulo. Estiveram presentes cerca de mil ativistas e representantes de diversas correntes políticas, entre elas  PT, PCdoB, PSTU, PSOL, PCB e PCO além de várias centrais sindicais como a CUT, CTB, Conlutas e Intersindical. Lula foi a presença mais importante na atividade. Nenhuma intervenção propôs qualquer alternativa de combate direto ao estado de exceção que se instaura no país. Longe de se discutir um calendário concreto de luta, todas as falas não ousaram propor ir além dos limites da pressão sobre as instituições burguesas. No máximo, convocaram um ato para o dia 10 próximo em defesa de Lula e tocaram levemente no tema da “Greve Geral” do dia 11, articulada teatralmente pelos pelegos sindicais mas não construída desde as bases operárias e populares. A intervenção do Lula não fugiu de seu velho padrão conciliatório e também não houve denúncia mais consequente da Operação Lava Jato, nem do papel do Juiz Sérgio Moro na caçada à esquerda pavimentando sua ascensão como um neoBonaparte. A  militância da LBI distribuiu centenas panfletos convocando a solidariedade e a defesa incondicional do MST e reforçando a necessidade de debater no interior do movimento de massas a tarefa de organizar milícias de autodefesa contra as ações policiais e das hordas fascistas, única caminho de resistência para barrar a ofensiva reacionária em curso que teve agora como alvo o MST mas que está dirigida ao conjunto do ativismo classista.
Militância da LBI presente no ato em solidariedade ao MST
realizado na Escola Florestan Fernandes em São Paulo

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

URGENTE: POLÍCIA DO KAISER ALCKMIN INVADE ESCOLA NACIONAL DO MST... ORGANIZAR AS MILÍCIAS DE AUTODEFESA CONTRA A POLÍCIA ASSASSINA E AS HORDAS FASCISTAS!

A Polícia Civil de São Paulo, do “Kaiser” Alckmin, emitiu 26 mandados judiciais e prendeu 8 militantes do Movimento sem Terra (MST) nesta sexta-feira (4), além de invadirem a Escola Nacional Florestan Fernandes a tiros, localizada em Guararema, São Paulo. A ação, batizada de "Castra", ocorre também em Quedas do Iguaçu, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul, no Paraná e no Mato Grosso do Sul. De acordo com os relatos, a invasão na Escola Florestan Fernandes, em SP, ocorreu quando os policiais chegaram em 10 viaturas, sem mandado de busca e apreensão, por volta das 09h25, fechou o portão da Escola e pulou a janela da recepção dando tiros para o ar. Os estilhaços de balas recolhidos comprovam que nenhuma delas eram de borracha e sim letais. No Paraná, segundo a imprensa, os alvos da operação da Polícia são integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O advogado do MST no Paraná, Claudemir Lima, denunciou o conteúdo da detenção dos 8 militantes. "Vou participar da audiência de custódia e depois vamos ver o que fazer, mas todas essas prisões são políticas", argumentou. Um dirigente nacional do MST também está entre os alvos da operação. Eles cinicamente acusados de integrarem uma "organização criminosa". A solidariedade e defesa incondicional do MST se coloca imperiosa nesta conjuntura polarizada onde a direita projeta uma ofensiva física e política de maiores dimensões contra todas as lideranças da esquerda que possam simbolizar a luta dos explorados. Em um ambiente de grande defensividade política do movimento operário e popular, arrochado por uma política de ajuste e subtração de direitos e conquistas, a extrema direita se sente à vontade para ataques com o apoio da polícia. Diante das ações policiais das turbas fascistas, é necessário debater com o movimento de massas a tarefa de organizar de conjunto nossas milícias de autodefesa, independente dos matizes políticos que nos separam, como nos ensinou historicamente Trotsky: "Conclamar a organização da milícia é uma 'provocação', dizem alguns adversários certamente pouco sérios e pouco honestos. Isto não é um argumento, mas um insulto. Se a necessidade de defender as organizações operárias surge de toda a situação, como é possível não se conclamar a criação de milícias? É possível nos dizer que a criação de milícias 'provoca' os ataques dos fascistas e a repressão do governo? Neste caso, trata-se de um argumento absolutamente reacionário. O liberalismo sempre disse aos operários que eles 'provocam' a reação, com sua luta de classes." (Aonde vai a França, LT). No campo, nas periferias e nos centros urbanos a organização dos círculos de autodefesa deve estar colada à ação direta nos sindicatos e associações, sempre na perspectiva da luta concreta por melhores condições de vida e salário. Não devemos encarar a formação das milícias de autodefesa como uma tarefa "militarista", separada de nossas reivindicações pontuais e históricas. Nossas lutas deverão enfrentar uma etapa bastante delicada nesta correlação de forças, onde teremos que enfrentar o duro ajuste neoliberal e na mesma proporção a "onda" fascistizante que deve se avolumar na medida do agravamento da própria crise econômica. Estabelecer uma enérgica resposta política dos oprimidos a cada ataque direitista da polícia e das hordas fascistas contra nossos companheiros e lutas, perpassa pela organização de nossas milícias de autodefesa, sabemos muito bem que com o fascismo que ameaça nossas liberdades democráticas "Não se dialoga, se combate de armas na mão, se preciso for!"

HÁ UM ANO DA TRAGÉDIA DE MARIANA: TEMER REÚNE-SE COM A SAMARCO NO PALÁCIO DO PLANALTO... AGONIZANTE GOVERNADOR PIMENTEL (PT) FOI AVALIZAR NEGOCIATA MILIONÁRIA ENTRE O GOLPISTA E A MINERADORA ASSASSINA!

Em um escárnio completo às vítimas da tragédia de Mariana (MG) e a destruição gigantesca do meio ambiente, que não foram reparadas pela Vale, Samarco e a multinacional BHP, o golpista Temer e sua máfia neoliberal reuniu-se com os representantes das empresas para “comemorar” as supostas medidas tomadas pelos grupos capitalistas. Na claque para aplaudir a farsa estava o agonizante governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, que perseguido pela Operação Acrônimo esqueceu a denúncia do “Golpe de Estado”, já se encontrou antes reservadamente com o canalha Temer e declarou apoio a Reforma da Previdência. Desta vez o governador do PT foi tratar de negócios no Palácio do Planalto. Desta forma, como denunciamos em 2015, mantém a conivência histórica dos governos burgueses, incluindo o PT, com as empresas mineradoras que rapinam as riquezas nacionais. O encontro desta quinta-feira durou quase duas horas. Para a “alegria” de todos os picaretas presentes, “a Samarco informou que está atuando na construção de novas barragens e diques, na retirada de rejeitos do reservatório da Usina de Candonga e na recuperação de afluentes da Bacia do Rio Doce. A empresa disse, ainda, que entregou 131 imóveis aos moradores no município do Barra Longa. Ao todo, foram gastos nas ações R$ 1,1 bilhão” (O Globo, 03.11). Como se observa trata-se de uma operação midiática para preservar a Vale e a BHP, controladoras da Samarco, em um acordo entre o golpista, o governador do PT e empresa, que tem como pano de fundo um negócio milionário. Em 02 de março deste ano, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo assinaram um acordo com Samarco, Vale e BHP Billiton para a “recuperação social, ambiental e econômica das regiões atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. O acordo definia a criação de uma fundação de direito privada que seria responsável pela execução de cerca de 40 programas de reparação. A Samarco repassaria à Fundação R$ 4,4 bilhões nos três primeiros anos para custear os projetos e, a partir de 2019, as contribuições anuais para a Fundação seriam definidas de acordo com a previsão de execução anual dos projetos. Em 2019, 2020 e 2021, os valores anuais para essas contribuições ficariam entre R$ 800 milhões e R$ 1,6 bilhão. E também havia ficado definido que, nos próximos 15 anos, seriam aplicados R$ 240 milhões por ano para ações compensatórias”. Em resumo, uma fundação privada ligada a empresa controla as verbas indenizatórias e de suposta recuperação ambiental, em uma grande negociata pelas costas dos trabalhadores e moradores, as 19 vítimas oficiais mortas diretas da tragédia!!! Não por acaso, estavam presentes na reunião o presidente da Vale, Murilo Ferreira, o diretor nacional da BPH Billiton, Flávio Bulcão, assim como o presidente da Fundação Renova, Roberto Waack. O mais escandaloso é que em troca de receber sua “comissão” nesse negócio Pimentel autorizou a doação de mais terras para a Samarco agora no mês de setembro: “Proprietários de terras localizadas perto da barragem de Fundão, pertencente à Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, serão obrigados a ceder seus terrenos para a construção do dique S4, estrutura que, segundo a mineradora, evitaria novo carreamento de rejeitos no período chuvoso. A requisição administrativa de 56 hectares pertencentes a 55 proprietários foi autorizada pelo governador Fernando Pimentel (PT) através de um decreto publicado nesta quarta-feira (21) pelo Diário Oficial de Minas Gerais. O prazo de vigência desta medida interventiva é de três anos” (G1, 21.09). De acordo com o decreto assinado pelo governador, “as empresas Samarco Mineração S/A, Vale S/A e BHP Billiton Brasil Ltda responsabilizam-se pelo custeio das indenizações referidas e pelo ressarcimento ao estado de todo e qualquer custo decorrente da requisição administrativa”. No entanto, o documento não descreve qual seria o valor a ser pago aos proprietários das terras ou prazo para que isso seja feito. Registre-se que em maio a obra havia sido embargada porque a Samarco foi flagrada pela Polícia de Meio Ambiente desmatando cerca de 1,3 km² de mata atlântica. Boa parte da madeira já estava cortada e amontoada à beira de um barranco. Além disso, os policiais verificaram que um trecho do córrego Santarém tinha sido aterrado. Na época, a mineradora também havia sido acusada de invadir propriedade privada. A posição do moribundo Pimentel - que devido a Operação Acrônimo deve ser obrigado a ceder lugar a um vice do PMDB no governo de Minas em um “Golpe Institucional” via o parlamento local aos moldes do imposto a Dilma - demonstra a conivência das gerências do PT com as grandes mineradoras, além de não dar qualquer importância a demagogia de seu partido sobre o “Golpe de Estado” optando por negociar nos bastidores um acordo podre com Temer. É preciso uma apuração que seja independente das mineradoras e dos governos burgueses do PT e do PSDB que estão a serviço do lucro dessas empresas, a punição dos alto-executivos da empresa responsáveis pela não desativação das represas, assim como o confisco dos bens da Samarco para que todo ele seja revertido no atendimento da população, familiares e a reconstrução da região devastada pela sede de lucro das mineradoras! Em oposição a esse acordo podre celebrado por Temer e Pimentel defendemos a reestatização da Vale do Rio Doce sem indenização assim como a exploração das riquezas nacionais sobre o controle dos trabalhadores. A parte da Samarco que pertence a multinacional australiana BHP deve ser nacionalizada, seus bens confiscados e seus lucros retidos a fim de serem revertidos para pagar as indenizações aos trabalhadores, moradores e o conjunto da população dos municípios atingidos pela lama tóxica da extração de minério de ferro!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ORGANIZAR O ENCONTRO NACIONAL DAS ESCOLAS OCUPADAS RUMO À GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO!


ENTREVISTA - DIRETO DO PARANÁ: “O ATAQUE DE RICHA E TEMER ÀS OCUPAÇÕES NAS ESCOLAS É PARTE DA OFENSIVA REACIONÁRIA INCREMENTADA COM A OPERAÇÃO LAVA JATO E SUA "REPÚBLICA DE CURITIBA”

O BLOG da LBI entrevistou os companheiros Prudente Júnior e Suzana, simpatizantes da Juventude Bolchevique e estudantes do Colégio Estadual do Paraná (CEP), escola ocupada desde o começo de outubro, vanguarda na luta contra os ataques de Temer e Beto Richa contra a educação pública. Eles falam da luta na principal escola de Curitiba e de sua aproximação com a LBI por nossa denúncia da Operação Lava Jato já na greve dos professores do ano passado.

Prudente Júnior e Suzana,
simpatizantes da Juventude Bolchevique na ocupação do CEP

ONTEM O CORAJOSO HERÓI DA LUTA CONTRA O GOLPE, HOJE UMA AMEAÇA A HEGEMONIA DA LIDERANÇA DE LULA: CIRO O NEOCORONEL QUE SONHA EM OCUPAR O PLANALTO


A cena de Ciro Gomes expulsando agressivamente os "coxinhas" que se concentravam na porta da residência de seu irmão, o ex-governador Cid, viralizou nas redes sociais dos defensores do governo Dilma. Ciro rapidamente se transformou no "valente herói" da luta contra o golpe, diante de uma patente covardia da grande maioria dos dirigentes petistas. Até mesmo o PCO, que agora se reivindica como a ala esquerda da Frente Popular, projetou a ação de Ciro em março deste ano como um "exemplo a ser seguido por todos que lutam contra o golpe". O que não foi dito na época pela esquerda reformista (petistas e "parceiros") é que a suposta "valentia" de Ciro contra os manifestantes pró-impeachment estava resguardada por vários PM's que lhe prestam serviço de segurança permanente, afinal o governo do estado do Ceará faz parte do "espólio" de sua oligarquia familiar. Todos já conhecem a trajetória de Ciro Gomes, não perderemos tempo biografando sua vida política no interior das legendas que acumulou, desde a Arena até o atual PDT, porém o que talvez muitos não saibam é que hoje controla o PT cearense através de um estafeta do seu clã, nada menos do que o governador Camilo Santana. É a partir de um "pé dentro" do PT e o outro no controle nacional do PDT, que a oligarquia Gomes pretende se lançar ao comando geral de uma Frente Ampla, bem mais "folgada" do que a Frente Popular, para postular a presidência da república em 2018. Hoje a oligarquia Gomes representa um dos grupos econômicos mais fortes no Nordeste, de um pequeno patrimônio de uma família de classe média na cidadezinha de Sobral, Ciro tornou-se um próspero burguês regional somente às custas de sua atividade política, gerenciando negócios estatais há mais de vinte  anos consecutivos. As guinadas políticas "a direita e a esquerda" da oligarquia Gomes correspondem todas aos interesses comerciais de seu grupo econômico, tendo um ou mais "testas de ferros" formais, como o empresário Arialdo Pinho por exemplo. Quando era extremamente vantajoso ficar na sombra do tucanato, na condição de sócio minoritário do bilionário Tasso Jereissati, Ciro foi um disciplinado dirigente do PSDB, ali fez sua "base" para depois assumir o protagonismo da oligarquia industrial que controla com mão de ferro o Ceará há mais de trinta anos. Com os primeiros sinais dos estertores tucanos, Ciro que já tinha assumido o governo do Ceará e o ministério da Fazenda, começa a se metamorfosear de "liderança de esquerda" ingressando no PPS, antigo PCB. Logo após a vitória de Lula em 2002, os Ferreira Gomes pulam para o PSB e passam a administrar boa parte dos recursos federais para todo o Nordeste. Em 2012 numa disputa intestina com a oligarquia Campos de Pernambuco, deixam o PSB, transitando pelo PROS até desembarcarem no PDT em 2015. Neste período que permeia a saída do ninho tucano em 1998 até hoje, os Gomes "ramificaram" seus apêndices para outras legendas, Patricia Ferreira (a esposa de Ciro) já estava no PDT desde 2000 e o "afilhado" Camilo Santana no PT desde 2006. Ciro mantém uma obstinação política de entrar para história como presidente do Brasil, a pequena Sobral, o modesto Ceará e resignado Nordeste já não lhe cabem mais em seu "sonho de poder". A oportunidade da conjuntura parece bater à porta das ambições de Ciro, com o colapso do PT e o profundo desgaste da imagem de Lula, o posto da liderança maior da esquerda burguesa no país está prestes a estar vaga... Porém a etapa histórica contemporânea é marcada pela ofensiva ideológica reacionária e até mesmo fascista, não há muito espaço para caudilhos nacionalistas como Brizola ou "radicais" como Lula, que não são bem vindos pela Departamento de Estado dos EUA e sua mídia corporativa. A tendência conjuntural das classes dominantes aponta para um governo de direita com características bonapartistas, encerando o ciclo histórico do modelo de conciliação de classes inaugurado pela Frente Popular. É exatamente nesta modelagem conservadora que o ex-herói da luta contra o golpe quer se apresentar nas próximas eleições, ou seja, como um bom oportunista Ciro busca agora uma imagem de "centro-esquerda", aliado a nomes da escória política como Paulinho do SD e o fisiológico PROS seu antigo partido no qual também deixou "afilhados". Neste cenário o PT que via com simpatia a conformação de uma Frente Ampla com o PDT, PSOL e PCdoB, começa a se preocupar com a pretensões direitistas dos Ferreira Gomes, que poderão arrastar Lula para uma empreitada eleitoral que não leve nenhum traço do velho populismo nacionalista de esquerda. Por esta razão os reformistas que ontem bradavam o heroísmo de Ciro contra o golpe, como o PCO, começaramm a se incomodar com uma possível aliança no campo da hegemonia dos Ferreira Gomes. Como escudeiros caninos Ciro só pode contar mesmo é com o PCdoB, que em Fortaleza apoiou a oligarquia dos Gomes, apesar de estar coligada com o DEM do fascista Moroni Torgan. O mercado eleitoral de 2018 ainda não está totalmente aberto, por isso é cedo para diagnosticar com precisão o rumo dos Gomes, sempre muito preocupados com seus negócios e "concorrentes", a única certeza é que quando o PT e seus acólitos corruptos (PCO e suas pulgas) proclamou o falso "heroísmo" de uma oligarquia reacionária e covarde contra os trabalhadores, decretou a morte da independência de classe, seja qual for a fórmula eleitoral da Frente Popular para 2018. O neocoronel Ciro Gomes, o feroz repressor dos movimentos sociais, já "comprou" uma parcela da corrompida esquerda reformista para seu obstinado sonho presidencial, entretanto está muito distante de conquistar o suporte político do movimento operário e camponês mais combativo, que sabe muito bem distinguir seus verdadeiros inimigos de classe.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

“BATALHA DE MOSSUL”: REDUTO DOS “REBELDES” TEM ARMAS FORNECIDAS PELOS EUA... TROTSKISTAS REVOLUCIONÁRIOS LUTAM PELA DERROTA DO EI NO CURSO DA EXPULSÃO DO IMPERIALISMO IANQUE DE TODA REGIÃO ÁRABE


Cerca de 30 mil soldados iraquianos, milícias curdas peshmerga e combatentes tribais sunitas participam da ofensiva para derrotar 4 a 8 mil militantes do Estado Islâmico de Mossul, cidade com 1,5 milhão de habitantes. A cidade, a segunda mais importante do país, foi capturada pelo EI em junho de 2014. Neste ano, o grupo terrorista vem perdendo parte dos territórios que controlava e a maior parte das cidades importantes, sendo Mossul seu domínio mais valioso na atualidade. A região, no norte do país, é rica em poços de petróleo e a venda do produto se tornou uma importante fonte de rendas para o EI. A cidade também fica perto da fronteira com a Turquia, uma posição estratégica para a dinâmica de comércio local. O governo Turco compra petróleo barato dos jihadistas. Por sua vez, o exército iraquiano e as Forças de Mobilização Popular do Iraque (FMP) descobriram uma série de mísseis fabricados nos EUA em posições de combate do EI. Segundo as fontes, “vários mísseis norte-americanos foram achados na região de Al Shura situada a sul de Mossul” (Sputinik, 01.11) . Anteriormente, em várias ocasiões o exército iraquiano e as FMP já tinha encontrado mísseis fabricados nos EUA na província de Al-Anbar. Ainda em agosto de 2015, um responsável da inteligência iraquiana revelou que helicópteros dos EUA largavam armas e outros meios para os terroristas do EI acrescentando que esses helicópteros podiam ter sido enviados a partir da Turquia ou Israel.  Outro caso ocorreu em março de 2015, quando um grupo das Forças de Mobilização Popular do Iraque (denominadas Al-Hashad Al-Shabi) abateu um helicóptero do Exército dos EUA que levava a bordo armas para o EI nas áreas ocidentais da região de Al-Baghdadi. O exército iraquiano já tomou outras cidades consideradas importantes pelo grupo, como Tikrit (abril 2015), Ramadi (dezembro de 2015), Falluja (junho de 2016). Desde o momento em que as tropas preparavam a ofensiva para tomar Mossul, Bagdá tem sido alvo de uma escalada de atentados terroristas. Nesta segunda, poucas horas depois do início da operação militar, um carro-bomba provocou uma explosão em um posto de controle do exército ao sul da cidade. Dez pessoas morreram e 17 ficaram feridas. No domingo, duas pessoas morreram em um atentado anti-xiita em Bagdá, e no sábado uma série de ataques, incluindo um atentado suicida reivindicado pelo EI, mataram 46 pessoas. O EI foi anteriormente armado pela CIA para desestabilizar o governo sírio seguindo o mesmo script macabro imposto na Líbia de Kadaffi. Entretanto, os “fanáticos” jihadistas islâmicos foram derrotados em sua “missão” pelo exército nacional da Síria, que conta com amplo apoio popular. Frente ao revés imposto na Síria, o EI acabou recuando para o Iraque e voltando suas forças contra o debilitado e impopular governo títere do imperialismo no Iraque. Trata-se de em um típico exemplo de quando o “feitiço se volta contra o mestre” devido às contradições vivas da luta de classes, que acabaram por colocar o EI em choque aberto com a marionete imposta em Bagdá pelos EUA. Esta realidade criou um impasse na Casa Branca. Obama perdeu o controle sobre o EI e ainda viu o fortalecimento do governo Assad no último ano. Frente esta nova realidade, o Pentágono voltou a bombardear o EI no Iraque no final de 2014. Diante da realidade de um conflito multifacetário, a posição dos Marxistas-Revolucionários é derrotar o EI e lutar contra a expulsão do imperialismo ianque do Iraque, lutamos ao lado das tropas sírias que batalham em aliança com a Rússia, em nenhum unidade de ação com os EUA. Os Comunistas Proletários militam nestas trincheiras de combate com total independência política e militar das direções burguesas e nacionalistas para forjar uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa internacionalista! Desesperado com a iminência da perda de sua influência no Iraque, Obama ordenou novos ataques a estes grupos islâmicos que foram inclusive treinados e financiados no passado pela CIA e o Mossad, mas que agora ocupam de forma dispersa o papel de resistência militar as tropas da Casa Branca. No momento em que o Pentágono não controla seu próprio “feitiço” e a “hidra raivosa” se volta contra o amo imperialista, a LBI se coloca pela derrota militar dos bandos pró-imperialistas, na medida que a vitória de nenhum dos lados em guerra favorece a luta estratégica do proletariado mundial. A tarefa urgente que se coloca para o movimento de massas é organizar uma alternativa independente tanto dos “bárbaros fundamentalistas” que foram armados pela CIA para combater os governos nacionalistas de toda a região, como do governo fantoche de Bagdá que continua submetendo país a espoliação do capital imperialista.