O ex-candidato do PDT ao Planalto, que até a pouquíssimo tempo atrás declarou que Lula “deveria apodrecer na cadeia” por ser um dos “maiores corruptos do país e presidir uma organização criminosa”, diante das revelações do site “The Intercept” mudou drasticamente de posição. Em palestra realizada ontem (10/06) na Faculdade de Direito na Universidade Federal do Ceará, Ciro Gomes afirmou que sempre foi crítico da judicialização da política promovida pela operação Lava Jato, a quem classificou como um "formação de quadrilha". Com sua tradicional verborragia midiática, Ciro finalizou o debate: “Eu duvido muito da luz jurídica de Moro. Acho Sergio Moro uma anta, exibicionista, vaidoso e arbitrário. O que ele fez foi espalhar nulidades". Não é a primeira vez que o ex-governador altera bruscamente sua posição sobre o justiceiro Moro e a “República de Curitiba”, em 2016 no curso do processo do impeachment da presidente Dilma, Ciro nutria esperanças que a Frente Popular o indicasse como candidato a presidente do bloco de colaboração de classes, por isso sugeriu que Lula deveria pedir asilo político em uma embaixada, em função da ferrenha perseguição judicial de Moro sobre o PT. Não parou por aí, em gravação de vídeo, Ciro disse que se fosse alvo da Lava Jato receberia “Moro à bala”. Neste período Ciro passou a ser considerado um “Valente herói” da esquerda reformista, inclusive por correntes políticas como o PCO, falsamente consideradas “radicais”. Algum tempo depois, em 2018, consolidada sua candidatura pelo PDT sem o apoio de nenhum partido da Frente Popular, Ciro passou de “aliado” a um dos piores inimigos da esquerda, sempre vocalizando um discurso muito agressivo contra Lula e o PT. No segundo turno da eleição presidencial, Ciro Gomes simplesmente “lavou as mãos” e viajou para a Europa, e seu irmão Cid assim qualificou os petistas: “Lula está preso babaca!” Porém os ventos políticos voltaram a soprar do outro lado, e Ciro como aquela “biruta de aeroporto” mudou novamente de “camisa”... aderindo novamente ao time do “Lula Livre”. A última flexão do oligarca nordestino, está diretamente ligada ao esgotamento precoce do governo neofascista de Bolsonaro, Ciro volta a flertar com a esquerda reformista e já costura candidaturas conjuntas com PT, PSOL e PCdoB nas próximas eleições municipais, apesar do apoio velado do PDT a malfadada (contra)reforma da Previdência. Com as revelações do “The Intercept”, expondo o conluio criminoso entre o justiceiro Moro e seus Procuradores da “República de Curitiba” para condenar Lula , houve uma justa e legítima reação social a farsa da Lava Jato. Vários “atores políticos” lavajatistas; como o PSTU, Luciano Genro, jornal “Hora do Povo” e Ciro; resolveram “rever” posições, alguns timidamente e outros totalmente, o clã burguês dos Ferreira Gomes parecem se incluir neste último campo. Não tardará muito para a esquerda reformista colocar novamente Ciro no “panteão dos heróis”, como um destacado membro da Frente Ampla de “oposição”. Em outra direção programática, nós da LBI que desde sua gênese caracterizamos a reacionária “Lava Jato” como um movimento do imperialismo, afirmamos que o movimento operário e popular não deve depositar nenhuma confiança política neste espectro oportunista (PSTU, HP, TS, Luciana, Ciro, etc..) que gira suas “convicções” ao sabor dos interesses eleitorais...
terça-feira, 11 de junho de 2019
CIRO GOMES À ESQUERDA DO PSTU: AGORA AFIRMA QUE “LAVA JATO É QUADRILHA” E LULA É PRESO POLÍTICO. COMO BIRUTA DE AEROPORTO MUDA DE POSIÇÃO CONFORME O VENTO DA OPINIÃO PÚBLICA...
O ex-candidato do PDT ao Planalto, que até a pouquíssimo tempo atrás declarou que Lula “deveria apodrecer na cadeia” por ser um dos “maiores corruptos do país e presidir uma organização criminosa”, diante das revelações do site “The Intercept” mudou drasticamente de posição. Em palestra realizada ontem (10/06) na Faculdade de Direito na Universidade Federal do Ceará, Ciro Gomes afirmou que sempre foi crítico da judicialização da política promovida pela operação Lava Jato, a quem classificou como um "formação de quadrilha". Com sua tradicional verborragia midiática, Ciro finalizou o debate: “Eu duvido muito da luz jurídica de Moro. Acho Sergio Moro uma anta, exibicionista, vaidoso e arbitrário. O que ele fez foi espalhar nulidades". Não é a primeira vez que o ex-governador altera bruscamente sua posição sobre o justiceiro Moro e a “República de Curitiba”, em 2016 no curso do processo do impeachment da presidente Dilma, Ciro nutria esperanças que a Frente Popular o indicasse como candidato a presidente do bloco de colaboração de classes, por isso sugeriu que Lula deveria pedir asilo político em uma embaixada, em função da ferrenha perseguição judicial de Moro sobre o PT. Não parou por aí, em gravação de vídeo, Ciro disse que se fosse alvo da Lava Jato receberia “Moro à bala”. Neste período Ciro passou a ser considerado um “Valente herói” da esquerda reformista, inclusive por correntes políticas como o PCO, falsamente consideradas “radicais”. Algum tempo depois, em 2018, consolidada sua candidatura pelo PDT sem o apoio de nenhum partido da Frente Popular, Ciro passou de “aliado” a um dos piores inimigos da esquerda, sempre vocalizando um discurso muito agressivo contra Lula e o PT. No segundo turno da eleição presidencial, Ciro Gomes simplesmente “lavou as mãos” e viajou para a Europa, e seu irmão Cid assim qualificou os petistas: “Lula está preso babaca!” Porém os ventos políticos voltaram a soprar do outro lado, e Ciro como aquela “biruta de aeroporto” mudou novamente de “camisa”... aderindo novamente ao time do “Lula Livre”. A última flexão do oligarca nordestino, está diretamente ligada ao esgotamento precoce do governo neofascista de Bolsonaro, Ciro volta a flertar com a esquerda reformista e já costura candidaturas conjuntas com PT, PSOL e PCdoB nas próximas eleições municipais, apesar do apoio velado do PDT a malfadada (contra)reforma da Previdência. Com as revelações do “The Intercept”, expondo o conluio criminoso entre o justiceiro Moro e seus Procuradores da “República de Curitiba” para condenar Lula , houve uma justa e legítima reação social a farsa da Lava Jato. Vários “atores políticos” lavajatistas; como o PSTU, Luciano Genro, jornal “Hora do Povo” e Ciro; resolveram “rever” posições, alguns timidamente e outros totalmente, o clã burguês dos Ferreira Gomes parecem se incluir neste último campo. Não tardará muito para a esquerda reformista colocar novamente Ciro no “panteão dos heróis”, como um destacado membro da Frente Ampla de “oposição”. Em outra direção programática, nós da LBI que desde sua gênese caracterizamos a reacionária “Lava Jato” como um movimento do imperialismo, afirmamos que o movimento operário e popular não deve depositar nenhuma confiança política neste espectro oportunista (PSTU, HP, TS, Luciana, Ciro, etc..) que gira suas “convicções” ao sabor dos interesses eleitorais...
O ex-candidato do PDT ao Planalto, que até a pouquíssimo tempo atrás declarou que Lula “deveria apodrecer na cadeia” por ser um dos “maiores corruptos do país e presidir uma organização criminosa”, diante das revelações do site “The Intercept” mudou drasticamente de posição. Em palestra realizada ontem (10/06) na Faculdade de Direito na Universidade Federal do Ceará, Ciro Gomes afirmou que sempre foi crítico da judicialização da política promovida pela operação Lava Jato, a quem classificou como um "formação de quadrilha". Com sua tradicional verborragia midiática, Ciro finalizou o debate: “Eu duvido muito da luz jurídica de Moro. Acho Sergio Moro uma anta, exibicionista, vaidoso e arbitrário. O que ele fez foi espalhar nulidades". Não é a primeira vez que o ex-governador altera bruscamente sua posição sobre o justiceiro Moro e a “República de Curitiba”, em 2016 no curso do processo do impeachment da presidente Dilma, Ciro nutria esperanças que a Frente Popular o indicasse como candidato a presidente do bloco de colaboração de classes, por isso sugeriu que Lula deveria pedir asilo político em uma embaixada, em função da ferrenha perseguição judicial de Moro sobre o PT. Não parou por aí, em gravação de vídeo, Ciro disse que se fosse alvo da Lava Jato receberia “Moro à bala”. Neste período Ciro passou a ser considerado um “Valente herói” da esquerda reformista, inclusive por correntes políticas como o PCO, falsamente consideradas “radicais”. Algum tempo depois, em 2018, consolidada sua candidatura pelo PDT sem o apoio de nenhum partido da Frente Popular, Ciro passou de “aliado” a um dos piores inimigos da esquerda, sempre vocalizando um discurso muito agressivo contra Lula e o PT. No segundo turno da eleição presidencial, Ciro Gomes simplesmente “lavou as mãos” e viajou para a Europa, e seu irmão Cid assim qualificou os petistas: “Lula está preso babaca!” Porém os ventos políticos voltaram a soprar do outro lado, e Ciro como aquela “biruta de aeroporto” mudou novamente de “camisa”... aderindo novamente ao time do “Lula Livre”. A última flexão do oligarca nordestino, está diretamente ligada ao esgotamento precoce do governo neofascista de Bolsonaro, Ciro volta a flertar com a esquerda reformista e já costura candidaturas conjuntas com PT, PSOL e PCdoB nas próximas eleições municipais, apesar do apoio velado do PDT a malfadada (contra)reforma da Previdência. Com as revelações do “The Intercept”, expondo o conluio criminoso entre o justiceiro Moro e seus Procuradores da “República de Curitiba” para condenar Lula , houve uma justa e legítima reação social a farsa da Lava Jato. Vários “atores políticos” lavajatistas; como o PSTU, Luciano Genro, jornal “Hora do Povo” e Ciro; resolveram “rever” posições, alguns timidamente e outros totalmente, o clã burguês dos Ferreira Gomes parecem se incluir neste último campo. Não tardará muito para a esquerda reformista colocar novamente Ciro no “panteão dos heróis”, como um destacado membro da Frente Ampla de “oposição”. Em outra direção programática, nós da LBI que desde sua gênese caracterizamos a reacionária “Lava Jato” como um movimento do imperialismo, afirmamos que o movimento operário e popular não deve depositar nenhuma confiança política neste espectro oportunista (PSTU, HP, TS, Luciana, Ciro, etc..) que gira suas “convicções” ao sabor dos interesses eleitorais...
PSTU “METE OS PÉS PELAS MÃOS” APÓS AS RELEVAÇÕES DA TRAMA ENTRE MORO E DALLAGNOL: DEFENDE QUE LULA CONTINUE NA CADEIA MAS QUE NÃO PODE JULGAR SE O DIRIGENTE PETISTA É “INOCENTE OU CULPADO”...
O PSTU defendeu por anos a fio a Operação Lava Jato
comandada pela quadrilha fascista da “República de Curitiba” em nome do combate
a corrupção. “Lula foi denunciado pelo MPF e existe a possibilidade de que seja
preso... Nós defendemos a prisão e expropriação dos bens de todos os corruptos.
E isso significa exigir a prisão de Lula” explicava Eduardo Almeida em novembro
de 2016. Agora “descobriu” com as revelações do Intercept e sem fazer qualquer
autocrítica que “Moro é seletivo e fez conluio com Dallagnol” (Direção Nacional
do PSTU, 10/06/2019). O que propõem os Morenistas diante do conluio revelado
pela operação jurídico-policial que até então defendiam: “É insustentável a
permanência de Sérgio Moro como Ministro da Justiça, e que, no mínimo, ele
deveria renunciar”. Não há no artigo elaborado após as revelações do Intercept a
exigência de prisão para o juiz mafioso e seu parceiro o procurador Dallagnol que
atuaram para prender arbitrariamente Lula, muito menos que Lula seja posto em
liberdade imediatamente. Ao contrário, para o PSTU “Continua não sendo tarefa
da classe trabalhadora e do movimento dizer se Lula é inocente ou culpado. Defendemos
a prisão de todos os políticos e empresários envolvidos em corrupção e o
confisco dos seus bens”. Em resumo, o partido deseja que a “justiça” (burguesa)
prenda todos os corruptos mas “não abre o bico” para exigir que Moro e Deltan
fiquem atrás das grades por se apropriaram ilegalmente de milhões de Reais de
multas impostas em função de “Delações premiadas” e romper as mais elementares
normas do próprio direito burguês para caçar os dirigentes do PT, presos
políticos do próprio regime que ajudam a sustentar! Os Morenistas pedem apenas
angelicalmente que Moro se demita! Pior, defendem que “todos os processos que
tenham passado por Moro e Dallagnol devem ser revistos” mas não defendem a
liberdade de Lula diante dos processos viciados, ou seja, no fundo acreditam
que a justiça burguesa pode levar a cabo a tarefa de moralizar a política
burguesa, bastando se aprimorar, se “revisar”. O mais grave é que para o PSTU o
movimento dos trabalhadores não pode dizer que Lula é “inocente ou culpado”,
caberia essa tarefa a justiça burguesa! Não há novidades nessa conduta
transloucada do PSTU. Lembremos que o PSTU descobriu um caráter progressivo (não
confundir com seletivo!) da operação comandada por Moro/Dellagnol: “A Lava Jato
é produto da imensa crise econômica, social e política que se abateu sobre o
país. Alguns autores a comparam com o Tenentismo, movimento que de alguma
maneira refletia as classes médias descontentes na República Velha e que vieram
depois apoiar a posse de Getúlio Vargas na revolução de 30. De certa forma,
procuradores do MPF etc., refletem a crise e escapam ao controle” (PSTU,10.05.2017). Os
Morenistas chegaram a comparar a Lava Jato com o movimento tenentista que
questionou o domínio das oligarquias reacionárias sobre a política nacional e
deu origem a Coluna Prestes! Comparar o
progressivo movimento dos tenentes ao dos procuradores fascistas da Lava Jato
comandados pelo Juiz Moro é uma prova não só de profunda miopia política, mas
acima de tudo de uma completa ignorância histórica. O tenentismo foi um
movimento político-militar que teve como vanguarda os jovens oficiais de baixa
e média patente do Exército Brasileiro no início da década de 1920 descontentes
com a situação política do Brasil. Propunham reformas na estrutura de poder
burguês do país, entre as quais se destacam: o fim do voto de cabresto,
instituição do voto secreto, a reforma na educação pública e um novo regime
político baseado em um Estado republicano forte apoiado em uma economia
nacionalizada, ou seja, um movimento de caráter progressivo, apesar de
extremamente limitado e pequeno-burguês! Os Tenentes denunciavam a República
Velha dominada por oligarquias, desmoralizada pelas fraudes eleitorais, tomada
pela corrupção administrativa, além de se apresentarem como aliados do povo
explorado e abandonado à sua própria sorte! A Lava Jato e seus “jovens
fascistas” propõem um regime de exceção, apoiado nos setores mais reacionários
da classe média. Sua “Força Tarefa” está a serviço de colocar ainda mais a
economia nacional sob o domínio das empresas imperialistas, tendo como meta
liquidar a Petrobras! A Lava Jato visa abrir caminho para o neoBonapartismo no
Brasil, apoiado em um estado policial, baseado na privilegiada casta jurídica e
militar! Se o tenentismo desembocou na chamada Revolução de 1930 e no fim da
política do Café com Leite, o “Procuradorismo” irá levar o país a um regime de
exceção subordinado ao Amo do Norte, são dois movimentos que caminham em
sentidos contrários! É essa operação urdida nos gabinetes do Pentágono que o
PSTU apoiou em nome do combate a corrupção e agora finge que critica! A
militância do PSTU deve fazer um balanço da política suicida de seu partido,
completamente errática na medida que volta a vegetar na sombra da Frente
Popular, retornado a UNE e formando chapões sindicais com a CUT ao mesmo tempo
que segue como apêndice da direita e do seu falso combate a corrupção, pretexto
que tem como objetivo caçar os dirigentes petistas para melhor aplicar as reformas
neoliberais do tripé Bolsonaro/Guedes/Moro.
O LEGADO DE JACOB GORENDER: AUTOCRÍTICA EQUIVOCADA DO STALINISMO CONDUZ AO ABANDONO COMPLETO DO LENINISMO
Há exatos seis anos falecia Jacob Gorender, no dia 11 de junho de 2013, aos 90 anos. Gorender foi ex-dirigente nacional do PCB nos anos 50 e 60 e um dos historiadores Marxistas mais influentes do partido no meio intelectual e acadêmico. Sua militância começou bastante cedo, aos 18 anos numa época em que o nazifascismo tomava de assalto a Europa e pretendia dominar a URSS. Na faculdade de direito em Salvador, sua terra natal (1941), Gorender começou a participar do movimento estudantil onde conheceu Mário Alves, quem um ano depois o recrutou para o PCB, dando vazão a sua inquietude de uma infância e juventude permeadas por imensas dificuldades econômicas por que passava sua família de pessoas simples. Após combater com a FEB na Segunda Guerra Mundial em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro onde se estabeleceu por seis anos, quando teve a oportunidade de conhecer Luiz Carlos Prestes e, depois, por volta de 1953 deslocou-se para São Paulo, onde o dirigente do partido era Carlos Marighella. Passou os anos 1955-7 na União Soviética junto a outros 50 jovens sob a coordenação de Mauricio Grabois. Contudo, nos estertores da década de 50 um fato iria marcar a sua militância política: junto com vários outros dirigentes de peso do “Partidão” (Giocondo Dias, Mário Alves, Armênio Guedes, Prestes e Marighella) foi um dos redatores da chamada “Declaração de Março de 1958”, a qual marcaria uma guinada do partido rumo ao “nacional-desenvolvimentismo” e na crença da necessidade da conquista de um “governo nacionalista” e “democrático”, a fim de que este rompa as barreiras dos “resquícios feudais” imperantes ainda no país. Trata-se da revolução por etapas (primeiro uma revolução democrática dirigida pela burguesia “progressista” e somente depois seria possível a revolução socialista), o que culminou posteriormente no apoio do PCB à candidatura nacionalista do General Teixeira Lott em 1960 e na integração política ao governo Jango. Após o golpe contrarrevolucionário de 1964, foi expulso do PCB em 1967 por defender a luta armada contra o regime militar e fundou ao lado de Mário Alves e Apolônio de Carvalho o PCBR, sendo preso e torturado em 1970. Posteriormente, a obra de Gorender vai se concentrar na crítica à visão “feudalista” e aos métodos partidários, aspectos nos quais a imprensa “murdochiana” faz questão de salientar ao lado de sua produção acadêmica. Nisto sua obra seminal foi “O escravismo colonial” (publicado em 1978) e o autocrítico “Combate nas trevas” (1987), no qual teceu ácidas críticas ao “messianismo” de Prestes e à atuação das esquerdas no pré e pós-golpe militar, obra que marcou a ruptura com sua militância partidária mergulhando de vez no academicismo pequeno-burguês, cuja marca maior é a negação da construção do partido revolucionário com estrutura Leninista, como apologizam atualmente as tendências internas e externas do PSOL, como a Insurgência, Comuna e a Resistência.
TEXTO “VISIONÁRIO” SOBRE AS HISTÓRICAS “JORNADAS DE JUNHO”: HÁ SEIS ANOS ATRÁS OS TROTSKISTAS DA LBI FORAM OS PRIMEIROS A CARACTERIZAR O “OVO DA SERPENTE” DA ATUAL OFENSIVA NEOFASCISTA
PROTESTOS NACIONAIS DA JUVENTUDE SEM UM EIXO PROGRAMÁTICO E
UMA DIREÇÃO CLASSISTA PODEM SER CANALIZADOS PELO PIG PARA UM VIÉS REACIONÁRIO
(ARTIGO PUBLICADO EM 18/06/2013)
Como um rastilho de pólvora os protestos da juventude contra
o aumento das tarifas dos transportes em São Paulo tomaram conta do país e
agora extrapolam em muito a reivindicação da revogação dos "vinte
centavos". Nesta segunda-feira (17/06) assistimos mobilizações
multitudinárias nas principais capitais do Brasil, ainda que sem a mesma
"uniformidade" política das "Diretas Já" ou do "Fora
Collor", mas sem dúvida foram um canal social onde se desrepresou a camisa
de força imposta ao movimento de massas pelas direções burocráticas. Como uma
reação uníssona as primeiras mobilizações "horizontais" e
semi-espontâneas do Movimento Passe-Livre (MPL), formou-se uma ampla frente
única, que integrava desde o governo Tucano de Alckmin, passando pelo prefeito
Haddad e o PT nacional até chegar ao "PIG" (Partido da Imprensa
Golpista) como o "padrinho" deste esdrúxulo bloco, que "batizou"
o movimento juvenil das ruas contra o aumento das tarifas como sendo uma
expressão de "vândalos e baderneiros". Afinal, o aumento das tarifas
de transporte em SP foi decretado em comum acordo entre os governos Petista e
Tucano, nada mais "natural" que estivessem "solidários" na
repressão violenta aos "baderneiros" apresentados pelo
"PIG" como uma "ameaça ao patrimônio público". No rastro da
frente única reacionária contra o MPL também se perfilaram inicialmente o PCdoB
(a prefeitura de SP estava sob o comando de Nádia Campeão no segundo grande
ato, em função da viagem de Haddad a Europa) e a chamada "esquerda"
petista na figura do ministro da "justiça" Eduardo Cardoso, que
ofereceu a ajuda da Polícia Federal para a repressão mais "fina" do
movimento. Mas a potencialidade dos massivos protestos de rua, que assumiram um
caráter nacional, produziram no "PIG" o mesmo "fenômeno"
ocorrido na campanha pelas diretas em 1984, ou seja "repentinamente"
passaram a apoiar os "ex-vândalos", considerados agora como uma
"corajosa" juventude que "vai às ruas lutar por seus
direitos". De uma forma muito similar ao que aconteceu em 84, de repente
os atores "globais" passaram a realizar campanhas publicitárias para
denunciar a violência da PM, e não mais "desqualificar" os jovens como
"baderneiros", a Rede Globo obrigou até mesmo o asqueroso Jabor a
fazer "autocrítica" e elogiar os jovens que antes não "valiam
nem 0,20 centavos". Estava desta maneira rompida, por iniciativa do PIG, a
frente única contra os protestos, e o que se viu a partir do dia 17/06 foi um
verdadeiro "tsumami" de "rasgados" elogios às mobilizações,
desde o governo Dilma (incluindo todo o PT e PCdoB), e até mesmo o fascista
Alckmin e seu sinistro secretário de segurança passaram a defender a garantia
da "integridade" dos manifestantes. No bojo das mobilizações, desde o
Facebook (manipulado pela CIA), rapidamente surgiu o movimento "Acorda
Brasil", que na "carona" da rebeldia juvenil passou a incluir na
"pauta" das reivindicações a "prisão dos mensaleiros e a
oposição a PEC 37", bandeiras empunhadas pelos procuradores liderados por
Roberto Gurgel. Ontem em Brasília a tônica das manifestações esteve focada no
Congresso, com muitas bandeiras "verde e amarelas" exigindo uma
"faxina geral", o que animou em muito ao "PIG" em declarar
que se tratava de um grande movimento "contra a corrupção do governo
Dilma", já decretando uma vitória antecipada da oposição Demo-Tucana nas
eleições de 2014.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
ENQUANTO PSTU, PSOL E O PRÓPRIO PT FAZIAM APOLOGIA DO
“COMBATE A CORRUPÇÃO” DA LAVA JATO, A LBI AFIRMAVA O SEGUINTE HÁ QUATRO ANOS
ATRÁS:
LAVA JATO NÃO É UMA OPERAÇÃO ANTICAPITALISTA E NEM PRETENDE
FAZER JUSTIÇA CONTRA GRANDES BURGUESES, SEU OBJETIVO É FAVORECER OLIGOPÓLIOS
IMPERIALISTAS CRIMINALIZANDO O PT
(Artigo publicado em junho de 2015)
A prisão dos presidentes das duas maiores empreiteiras do
país (Odebrecht e Andrade Gutierrez), cumprindo um mandado do juiz Sergio Moro
comandante da operação "Lava Jato" (LJ), pode ter despertado nos mais
incautos uma sensação de que finalmente uma "justiça de classe" tenha
ocorrido contra burgueses de grosso calibre pela primeira vez no Brasil. Afinal
a nova fase da operação LJ foi batizada de "erga omnes" em uma falsa
referência à igualdade entre os homens. As duas empreiteiras juntas totalizam
negócios de mais de trinta bilhões de Reais junto a Petrobras, além da formação
de Joint Ventures com a estatal. Não somos ingênuos ao ponto de acreditarmos
que os dois maiores oligopólios da construção pesada no país, não construíram
seus impérios às custas de um envolvimento econômico estreito com o Estado burguês
ao longo dos últimos cinquenta anos. Esta relação onde o Estado capitalista é o
principal indutor da chamada iniciativa privada é marcada por corrupção
endêmica, favorecendo financeiramente os gestores públicos e potenciado os
lucros dos empresários. Este "fenômeno" sistêmico do modo de produção
capitalista não é produto da "desonestidade" de certos dirigentes
corruptos, é generalizado a todas as empresas privadas que negociam produtos ou
serviços com o regime burguês. Portanto a conduta corrupta dos acionistas e
executivos que controlam as grandes empreiteiras no país é exatamente a mesma
de uma pequena empresa que fornece lápis ou cadernos escolares para um
prefeitura no interior do Brasil, a única diferença são as dimensões das
cifras... que no caso específico da Lava Jato são gigantescas. Porém as grandes
empreiteiras nacionais são as responsáveis pelo conjunto das obras da
infraestrutura do país, além de participarem de empreendimentos em serviços e
industriais em vários ramos da economia, em parceria com o governo federal. Por
força de uma imposição legal os trustes internacionais não podem integrar
licitações do setor público, a não ser em casos muito específicos, a existência
desta "reserva de mercado" para as grandes empreiteiras brasileiras
têm causado a fúria de apologistas do neoliberalismo, dentro e fora das
fronteiras nacionais. Também no interior do campo do governo petista existem
fortes pressões para a quebra da reserva de mercado, como a defesa feita pelo
ministro Levy para que empresas ianques participassem como protagonistas nos
projetos de privatização em curso. A desestruturação do cartel das gigantes da
construção pesada nacional abriria um mercado no Brasil de mais de 20 trilhões
de Reais para oligopólios imperialistas do mesmo ramo. Não precisa ser muito
esperto para concluir que os interesses em jogo na "espetaculosa"
operação LJ vão bem mais além do que o combate a corrupção estatal, posto que
processos escandalosos como a privataria tucana ou mais recentemente a bilionária
sonegação fiscal de grandes corporações sequer despertam interesse por parte
dos paladinos da ética. Mas não se trata apenas de debilitar os "impérios
" da infraestrutura do país, é necessário criminalizar os que defendem a
manutenção do atual "modelo ", considerado "fechado e
arcaico" pelos chefes da LJ, estamos falando é claro das lideranças do PT
consideradas como os vilões da nação. É certo que os dirigentes petistas
enveredaram por uma trilha de colaboração de classes com os grandes
empreiteiros, que passaram a financiar o partido, porém esta
"parceria" não é exclusividade do PT, mas porque será que somente a
esquerda socialdemocrata está sendo criminalizada? Por acaso os tucanos não
praticam há muito mais tempo o "esporte do pocker político" com a
burguesia? A questão fulcral neste debate é a blindagem recebida pelo PSDB por
parte do imperialismo, interessado na quebra das empreiteiras nacionais e de
roldão na desmoralização política do PT que tem levado estas empresas a
conquistar novos mercados no exterior. A nova fase da LJ, levando para a cadeia
(mesmo que provisoriamente) figuras emblemáticas das classes dominantes, como
Marcelo Odebrecht, coloca o PT em alerta vermelho, Lula era considerado o
"padrinho" das empreiteiras nacionais, sob seu governo ampliaram suas
intervenções na África, Ásia e América Latina atraindo o ódio da Casa Branca.
Veremos quais serão os próximos alvos da LJ, tendo a convicção de que nenhuma
iniciativa institucional surgida das entranhas desta república capitalista porá
fim a corrupção estrutural que permeia o Estado burguês.
VEM A PÚBLICO AS TRAMAS “SECRETAS” ENTRE MORO E O PROCURADOR DALLAGNOL: SAIR ÀS RUAS EXIGINDO A PRISÃO IMEDIATA PARA OS CRIMINOSOS DA “LAVA JATO”! COLOCAR NAS GRADES TODOS OS BANDIDOS DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”! LULA LIVRE JÁ!
O site “Intercept” divulgou as conversas secretas entre o
Juiz Moro e o Procurador Deltan Delagnol. Os dois expoentes da Operação Lava
Jato tramam como prender Lula para impedir sua candidatura presidencial assim
como organizam várias manobras para manipular o processo eleitoral, visando
sabotar a campanha eleitoral do PT. São fatos gravíssimos que comprovam o que a
LBI já afirmava desde 2014, denunciando Moro e a “força tarefa da Lava Jato”
como agentes do Departamento de Estado ianque atuando a serviço do imperialismo para impor a ditadura do
Judiciário no Brasil. Fomos a primeira corrente política a denunciar o que hoje
os “diálogos” revelam integralmente e quando o grosso da esquerda, inclusive o
governo Dilma e o PT saudavam a “faxina” que estava sendo feita pela Lava Jato,
para não falarmos do PSTU e de setores do PSOL como o MES e Freixo, fãs de
primeira hora do Juiz Moro. Agora, mais do que nunca é preciso sair as ruas
exigindo a prisão imediata para os criminosos da “Lava Jato”! Devemos aproveitar
a semana de mobilização em curso antes do 14J agitando à luta para colocar atrás
das grades todos os bandidos da “República de Curitiba”, reforçando a campanha
pelo Lula Livre já! As conversas divulgadas servem para demonstrar mais uma vez
o que os Marxistas Revolucionários sempre denunciaram: a democracia burguesa e
as chamadas “instituições republicanas” são uma farsa montada para manter o
poder da classe dominante. Neste momento faz-se mais que necessário ter como eixo da Greve
Geral do dia 14 de junho o chamado de “Abaixo o governo Bolsonaro/Mourão e todo
o regime Bonapartista”, o que passa por superar a política de colaboração de
classes da CUT e do PT que visa apenas desgastar o fascista para acumular
forças nas eleições municipais de 2020 tendo como objetivo central a disputa
presidencial de 2022. Diante do escândalo em curso de dimensões históricas que pode abalar os alicerces da república burguesa e suas podres entranhas se o movimento operário entrar em cena a LBI faz um
chamado aos lutadores para construir nas ruas e nas lutas o Poder Operário
completamente por fora das instituições do regime burguês mafioso!
domingo, 9 de junho de 2019
PSTU É CONTRA O “LULA LIVRE” NA PAUTA DA GREVE GERAL... MAS NÃO “ABRE O BICO” PARA DEFENDER A PRISÃO DA QUADRILHA MAFIOSA DA “LAVA JATO” QUE ESTÁ DESTRUINDO A PETROBRAS
Fazendo eco com as “queixas” da direita e da sua imprensa
venal de que os atos do 30M convocados pela UNE estavam sendo “partidarizados”
em favor da bandeira “Lula Livre” o PSTU saiu das sombras que agora vegeta e
disparou: “Lula livre não representa os atos em defesa da Educação”. Segundo os
Morenistas defensores da Operação Lava Jato, “tentar impor a pauta de ‘Lula
Livre’ nos atos em defesa da Educação e contra a reforma só divide a classe
trabalhadora e a juventude, ajudando o próprio governo Bolsonaro que busca
deslegitimar as manifestações que ganharam as ruas de todo o país. O PT, diante
da seletividade da Justiça, acaba defendendo a impunidade. O PSTU, ao
contrário, defende a prisão e o confisco dos bens de todos os corruptos e
corruptores” (nota do PSTU). Muito interessante, o PSTU afirma que defende a
prisão de “Todos os corruptos”, mas nunca vimos os Morenistas defendendo a
prisão de Moro, Deltan Dallagnol e toda a quadrilha mafiosa da Lava Jato, que
se apropriaram ilegalmente de milhões de Reais de multas impostas em função de
“Delações premiadas”. Só da Petrobras queriam se apropriar de cerca de 1 bilhão
de dólares, que faz o apartamento do Guarujá de Lula parecer um “mísero troco”
dado a um mendigo sem teto. Se o PSTU é contra o “Lula Livre” como um dos eixos
das manifestações contra Bolsonaro e suas reformas deveria se juntar então aos
atos que apoiam o fascista Bolsonaro, pelo menos tem em comum a admiração pelos
bandidos da “República de Curitiba”. Não se trata de nenhum exagero o que
afirmamos. Para relembrar a memória, recordemos que em 2016 o PSTU apoiou o
golpe institucional apoiando abertamente a Lava Jato, o impeachment de Dilma e
prisão de Lula. Na época o Editorial do Opinião Socialista nº 512 (Março/2016)
afirma: “As notícias na TV, no rádio e nos jornais sobre os governos do PT, do
PSDB, do PMDB são todos casos de polícia. As denúncias da Lava Jato contra
figuras do PT chegam mais perto do governo Dilma e atingem também Lula”. Como
se observa, o PSTU apoiou na Operação Lava Jato comandada pelo “Juiz nacional”
Sérgio Moro em parceria com os reacionários e fundamentalistas procurados do
MPF para defender na época o seu patético “Fora Todos” que acabou em mafioso
Temer e agora no fascista Bolsonaro. O descaramento oportunista do PSTU é ainda
mais vergonhoso porque tem “duas caras”, enquanto defende a Lava Jato para
“ficar de bem” com a opinião pública da classe média "ética", no
campo político dos movimentos sociais continua chamando de “companheiros de
luta” os dirigentes do PT e da CUT (como nos atos do dia 15 e 30 de maio) e
agora na Greve Geral de 14j para não “ficar mal” com o ativismo que segue a
enorme influência da Frente Popular e luta contra o governo fascista de
Bolsonaro. E o fato que é mais escandaloso ainda, são as chapas sindicais que o
PSTU tem integrado recentemente em comum com a burocracia da CUT, com todo o
eixo programático de colaboração de classes do PT, em troca de cargos na
estrutura das direções dos sindicatos, como ocorreu agora na eleição do
sindicato dos bancários do Ceará.
sexta-feira, 7 de junho de 2019
LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 334, 1ª QUINZENA DE
JUNHO/2019
EDITORIAL
Paralisar o país em 14J rumo à Greve Geral por tempo
indeterminado para derrotar o fascista Bolsonaro e suas Reformas Neoliberais!
TODOS OS ELEMENTOS DA CONJUNTURA APONTAM QUE A GREVE GERAL
DE 14J “VAI SER MAIOR”
A questão fulcral é como dar continuidade à luta direta para
derrotar Bolsonaro, superando a política de colaboração de classes do PT/CUT
que impôs como “freio” a paralisação de apenas um dia de “feriadão junino” na
abertura da Copa América
SENADO DÁ SEU AVAL A “MP DO PENTE FINO”
Toda a bancada do PDT somada à alguns parlamentares do PSB, Rede
e até do PT facilitaram a aprovação da
“mini Reforma” da Previdência Social
NEYMAR, O BOLSONARISTA “CAI CAI”, É ACUSADO DE ESTUPRAR
MODELO QUE “TOPA TUDO” POR DINHEIRO, ATÉ ESTIMULAR UMA AGRESSÃO PARA FAZER
CHANTAGEM
Conduta venal de ambos é a expressão das relações
mercenárias pessoais produto da barbárie capitalista!
FESTIVAL “LULA LIVRE”
Lutar pela liberdade de Lula e de todos os presos políticos
combatendo a política de colaboração de classes do PT
BALANÇO GERAL DO 30M
Massivos atos mostram radicalidade da juventude para
derrotar o fascista Bolsonaro, mas porque não superaram o 15M?
30 ANOS SEM NARA LEÃO
A bela “menina rica” que rompeu com a vazia Bossa Nova e
passou a ser na MPB a voz da resistência à Ditadura militar!
MARCO QUEIROZ, DIRIGENTE DA LBI, COMPLETA TRÊS DÉCADAS DE
MILITÂNCIA TROTSKISTA ORTODOXA
Manter firme o combate pela reconstrução da Quarta Internacional!
10 ANOS DA MORTE DE GUILLERMO LORA (1922 - 2009)
Nossa homenagem ao histórico dirigente trotskista boliviano
não escamoteia as profundas diferenças com o revisionismo do POR
NAFTA NÃO É PETRÓLEO
Racionamento de gasolina na Venezuela, é o que poderá
acontecer quando a Petrobras vender a maioria de suas refinarias
MEMÓRIAS DA FRENTE POPULAR
Há 15 anos atrás, governo Lula participou da covarde
ocupação militar do Haiti
30 ANOS DOS PROTESTOS NA PRAÇA TIANANMEN
Os Marxistas Revolucionários não apoiaram as manifestações
por uma “Perestroika chinesa”... Defendemos a revolução política para preservar
as bases sociais do estado operário e impor a democracia soviética!
05 DE JUNHO DE 1967 - COMEÇA A “GUERRA DOS SEIS DIAS”,
ISRAEL OCUPA A CISJORDÂNIA, FAIXA DE GAZA E COLINAS DE GOLÃ
Palestina e Síria continuam sendo atacadas pelos maiores
inimigos dos povos árabes, Trump e Netanyahu
ISRAEL BOMBARDEIA A SÍRIA E AMEAÇA O IRÃ
Derrotar o carnceiro Netanyahu construindo uma frente de ação
contra o enclave sionista!
30 ANOS SEM NARA LEÃO: A BELA “MENINA RICA” QUE ROMPEU COM A
VAZIA BOSSA NOVA E PASSOU A SER NA MPB A VOZ DA RESISTÊNCIA A DITADURA
MILITAR!
Há exatos 30 anos, no dia 7 de junho de 1989, nos deixava a
genial cantora Nara Leão aos 47 anos. Nara foi vítima de um tumor cerebral
inoperável. Nascida no dia 19 de janeiro de 1942, em Vitória (ES), a cantora se
mudou quando tinha apenas um ano de idade com os pais e a irmã, a hoje
jornalista reacionária Danuza Leão, para o Rio de Janeiro. Desde cedo, ela teve contato com
a música, e a casa dos seus pais era frequentada por músicos que participaram
do nascimento da Bossa Nova, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes
e Ronaldo Bôscoli, seu namorado na época. No final da década de 50, ela
trabalhou como repórter do jornal "Última Hora", de Samuel Wainer,
casado com sua irmã Danuza. Bôscoli também trabalhava no jornal, e o
relacionamento dos dois terminou quando se aproximou afetivamente da cantora
Maysa. Na década de 60, Nara passou a se interessar mais pelas ideias de
esquerda e revolucionárias, começou o namoro com o cineasta moçambicano Ruy
Guerra, com quem se casou um tempo depois. As obras de Ruy no chamado “Cinema
Novo” influenciaram Nara. No ano de 1964 Guerra realizou seu melhor filme, Os
Fuzis, ao qual se seguiram obras notáveis como Tendres chasseurs (1969) e Os
Deuses e os Mortos (1970). Por sua vez, a estreia de Nara como cantora
profissional aconteceu ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na peça
“Pobre menina rica” (1962). Sua consagração, contudo, veio após o espetáculo
Opinião, juntamente com João do Vale e Zé Keti. Tratava-se de uma obra de
crítica social à repressão durante o regime militar no Brasil, iniciado em
1964. Nara Leão lançou seu primeiro disco no mesmo ano que a Ditadura Militar
foi instaurada no Brasil. Engajada na esquerda, a cantora participou
intensamente na luta contra a ditadura dos gorilas assassinos. Na mesma época, anunciou seu rompimento
com a Bossa Nova. Em 1966, cantou a música “A Banda”, de Chico Buarque, no
Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), venceu o festival e
conquistou o público brasileiro. Nara ainda participou do disco-manifesto do
movimento tropicalista “Tropicália ou Panis et Circensis”, em 1968. Na vida
pessoal, ela se separou de Ruy Guerra e se casou com o cineasta Cacá Diegues,
com quem teve dois filhos: Isabel e Francisco. No final de 69, junto com outros
artistas que deixaram o país durante este período, o casal foi morar em Paris.
Na década de 70, já de volta ao Brasil, a cantora voltou a estudar psicologia,
se divorciou de Diegues e recebeu o prêmio de melhor cantora da Associação dos
Críticos de Arte de São Paulo. Ainda nos anos 70, Nara Leão descobriu que estava
doente. Apesar de ter que se afastar dos palcos durante o início da década de
80 para tratar a doença, a cantora ainda se apresentou em vários países e
lançou seu último álbum antes de morrer no dia 7 de junho de 1989, vítima de um
tumor no cérebro. Nara nos deixa o exemplo da evolução política, ideológica e
cultural de uma mulher e cantora que de “musa” da alienante Bossa Nova passou a
ser uma porta-voz da MPB engajada nas lutas contra o regime militar e também colocando sua voz para externar os lamentos do povo mesmo na democracia dos ricos!
quinta-feira, 6 de junho de 2019
NEYMAR, O BOLSONARISTA “CAI CAI”, É ACUSADO DE ESTUPRAR MODELO QUE “TOPA TUDO” POR DINHEIRO, ATÉ ESTIMULAR UMA AGRESSÃO PARA FAZER CHANTAGEM: CONDUTA VENAL DE AMBOS É A EXPRESSÃO DAS RELAÇÕES MERCENÁRIAS PESSOAIS PRODUTO DA BARBÁRIE CAPITALISTA!
Às vésperas do início da Copa América estourou o escândalo
envolvendo Neymar, o bolsonarista “cai, cai” foi acusado pela modelo Najila
Trindade de estuprá-la depois do jogador financiar sua ida a um hotel de luxo
em Paris. O Blog da LBI analisa esse caso para jogar luz nas podres relações da
elite dominante, principalmente em uma época onde o falso moralismo
bolsonarista avança na sociedade, sendo Neymar um eleitor famoso do presidente
fascista. A questão ganha importância programática e ideológica porque envolve
agressões mútuas entre um homem e uma mulher que ganhou ampla dimensões,
despertando um grande debate entre a população trabalhadora se houve estupro ou
não, quando a verdadeira questão a ser descortinada é que toda essa situação de
violência ocorreu no marco das apodrecidas relações sociais mercenárias no
marco da decadência moral e histórica do capitalismo, tendo como pivô um
jogador bilionário famoso de futebol, esporte que desperta paixão no Brasil.
“Fui vítima de estupro. Agressão juntamente com estupro”, afirmou Najila na
entrevista. É sabido que Neymar pagou as passagens e outros “mimos” para Najila
ir ao seu encontro em um hotel de luxo na França. Pelo que relata a modelo no
B.O. que fez em São Paulo, Neymar a agrediu em meio as relações sexuais, mas um
vídeo de parte do ocorrido no segundo encontro mostra ela também agredindo o
jogador, provocando uma reação do mesmo. Fica claro que ela tratou de armar um
cenário para usar as filmagens contra o jogador, exigir mais dinheiro pois como
é público a modelo encontra-se completamente endividada. Não podemos afirmar
que houve estupro ou não, mas agressões mútuas sim. O que interessa para os
Marxistas neste caso é que tudo teve como móvel as podres relações mercenárias
que movem os dois lados em disputa. Fica evidente que a “modelo” viu a
possibilidade de vendendo seu corpo, aumentar seu ganho nesse episódio ao expor
o jogador aos holofotes depois que não chegou a um acordo financeiro na reunião
entre seus ex-advogados e o pai de Neymar, também um bolsonarista canalha
assumido. Tanto que ela divulgou, logo após a reunião frustrada, um laudo
médico particular de exames realizados no dia 21 de maio aponta hematomas,
problemas gástricos, perda de peso e sintomas de stress pós-traumático.
Trata-se de típico caso em que o jogador mercenário contratou os serviços
sexuais da “modelo” mas não pagou o que ela pediu pelo seu silêncio após uma
relação sexual violenta, no mínimo repleta de agressões... Tudo leva a crer que
no primeiro encontro Neymar alcoolizado agrediu a “modelo” e ela (bem
assessorada) no segundo encontro o provocou para causar novas agressões, desta
vez filmadas para ser usada como elemento de chantagem, usando o episódio para
tirar mais dinheiro do jogador bilionário. Nesse “jogo” pesado, onde não há
“mocinhos nem bandidos”, a denúncia de Najila vai sair “cara” para ela, já que
Neymar tem ao seu lado a Rede Globo, a polícia e o próprio Bolsonaro, que logo
após o amistoso em que o jogador supostamente machucou-se foi ao hospital
prestar “solidariedade”. O fato é que os dois lados em disputa fazem parte da
rede de prostituição social própria da burguesia em sua luxúria, em que
armações são um método de extorsão e de “se dar bem”, como vimos na própria
conduta venal de Neymar dentro e fora de campo. Neste ambiente do esgoto, onde
Neymar é um lixo exemplar em campo e na vida, ninguém pode ser considerado
“inocente”. Najila estava em Paris no papel de mercadoria paga pelo jogador que
inclui a “lei do silêncio”. Esse pacto foi rompido e agora eles estão nas
páginas dos jornais com a “modelo” empunhando demagogicamente a bandeira da
luta contra o machismo agressor em geral, em uma denúncia própria feminismo
burguês de “mercado” que visa negociar gorda indenização. Como Marxistas
Revolucionários não somos paladinos do feminismo policlassista, caracterizamos
que os dois se merecem e suas relações podres são regidas pelas “leis de
mercado” em um verdadeiro jogo de vale tudo onde todas as armas são usadas.
Esta disputa ganhou os holofotes da mídia, até porque “briga de rico” sempre
escondida em sete chaves quando vem a público dá Ibope, como vemos na internet,
na TV e nos jornais! Devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a
propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações
pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção
capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de
opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição
da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e
o combate de classe pelo comunismo, esmagando a burguesia e a luxúria de
personagens como os em questão. Estes chegam até a se
digladiar nas “quatro paredes”, mas estão juntos usufruindo os “prazeres”
oriundos da exploração e da especulação financeira extraída da miséria, suor e
sangue do povo trabalhador, que gasta seus parcos recursos para bancar o
mercado do futebol que patrocina os gastos nababescos de Neymar e de suas
prostitutas de luxo!
quarta-feira, 5 de junho de 2019
NAFTA NÃO É PETRÓLEO: RACIONAMENTO DE GASOLINA NA VENEZUELA, É O QUE PODERÁ ACONTECER QUANDO A PETROBRAS VENDER A MAIORIA DE SUAS REFINARIAS
O racionamento para a venda de gasolina foi posto em prática
em várias regiões da Venezuela pelo governo Maduro em meio à severa escassez do
combustível no país que detém as maiores reservas de petróleo do mundo. Esta
notícia, pode parecer um paradoxo para os leigos que pensam que o Nafta (derivado químico essencial para a produção de combustíveis) é a mesma coisa que
petróleo cru. Porém gasolina ou diesel são apenas derivados do combustível
fóssil, precisam ser produzidos pela indústria química das refinarias, e
obviamente não “brotam” do subsolo. É neste ponto que reside o “segredo”
comercial da indústria petrolífera multinacional, países semi-coloniais que
detém grandes reservas subterrâneas de óleo cru, quase sempre são grandes
importadores de derivados quimicamente processados, como gasolina, diesel,
querosene e nafta. A razão é bem simples as grandes refinarias do planeta, que
pertecem as corporações transnacionais, estão situadas em países imperialistas
que podem ser ou não extratoras de petróleo cru. Estes trustes imperialistas
compram de países periféricos petróleo cru a um preço de mercado que pode
variar entre 50 a 100 dólares o barril, dependendo da conjuntura econômica
mundial. Depois processam o óleo cru em sua indústria química, revendendo seus derivados
diversos (combustíveis, fertilizantes, química fina etc..) a um valor que pode
chegar a cem vezes mais do que pagaram pela comoditie. A Venezuela vive uma
situação deste tipo, exatamente porque detém poucas refinarias industriais,
apesar de possuir as maiores e melhores (óleo de qualidade e de fácil
extração) reservas de petróleo do mundo. Para a estatal venezuelana PDVSA, que
vem sofrendo uma série de sabotagens físicas e financeiras diante do cerco
imperialista, não restou outra opção a não ser importar derivados e racionar
combustíveis para a população, tudo em função de sua limitada capacidade de
refino (cerca de somente três grandes refinarias). As sanções impostas pelo
governo Trump em sua política de pressão econômica contra Maduro, contingenciaram
as importações de combustíveis do país, assim como de diluentes para processar
o petróleo bruto da Venezuela. O presidente da PDVSA, Manuel Quevedo, afirmou
na semana passada que o governo garantirá o fornecimento, mas o racionamento se
manterá por algum tempo, Maduro, por sua vez, denunciou uma sabotagem contra
dez navios petroleiros da estatal venezuelana, isto sem falar das explosões
ocorridas na principal refinaria do país. O Brasil, sob a égide do governo
neofascista de Bolsonaro, caminha para vivenciar uma crise de abastecimento de
combustíveis similar à que passa a Venezuela. A Petrobras anunciou recentemente
que venderá 8 das 13 refinarias que possui, um verdadeiro “presente de natal”
para os trustes petrolíferos imperialistas, que controlariam o “filé mignon” do
mercado nacional de combustíveis. É preciso ressaltar que o Brasil detém um
número bem abaixo do necessário de refinarias para atender somente a demanda do
mercado interno. Por esta razão a chamada “conta petróleo” (soma das
exportações de petróleo bruto e importação de derivados refinados) é
estruturalmente deficitária para o país. Os projetos de expansão das refinarias
da Petrobras, uma ampliação de 5 novas e modernas unidades industriais, foram
suspensos pela ação dos bandidos da “Lava Jato” , que à serviço dos trustes dos
EUA disseminaram a farsa que a estatal estava imersa no “mar da corrupção”... O
resultado prático da intervenção dos falsos “vestais” da Lava Jato foi gerar um
“rombo” na Petrobras e na balança comercial do Brasil. Mas agora a ameaça dos
neofascistas da equipe econômica do governo é ainda maior, para desestabilizar
a economia do país pretendem privatizar as refinarias da Petrobras, como parte
de um plano geral dos rentistas de afundar a estatal. Para os que pensam que a crise
de combustíveis por que passa a Venezuela é algo bem distante da nossa
realidade, a venda da maioria das nossas refinarias poderá colocar o país
totalmente vulnerável aos interesses financeiros dos cartéis imperialistas. O
movimento operário deve compreender a gravidade da política neoliberal de
“quebrar” Petrobras, “queimando” refinarias e ameaçando a própria soberania
energética do Brasil. É necessário organizar a Greve Geral por tempo
indeterminado para derrotar a ofensiva neoliberal do imperialismo contra a
Petrobras e o povo brasileiro!
05 DE JUNHO DE 1967 - COMEÇA A “GUERRA DOS SEIS DIAS”, ISRAEL OCUPA A CISJORDÂNIA, FAIXA DE GAZA E COLINAS DE GOLÃ: PALESTINA E SÍRIA
CONTINUAM SENDO ATACADAS PELOS MAIORES INIMIGOS DO
POVOS ÁRABES, TRUMP E NETANYAHU
Nesse 05 de Junho completa-se 52 anos da “Guerra dos Seis
Dias”. Ficou assim conhecida porque em 1967 o sionismo impôs aos regimes
nacionalistas árabes uma humilhante derrota, “anexando” de uma única tacada os
territórios do Sinai, Gaza, Golã e Cisjordânia tomados à força do Egito, Síria
e Jordânia. Israel assegurou a vitória quase no primeiro dia da guerra ao
destruir em poucas horas quase todos os aviões de combate egípcios. Às 07h24
hora local, um flash de Tel Aviv anuncia que naquela manhã os egípcios atacaram
Israel pelo sul com tanques e aviões. Minutos mais tarde, um comunicado oficial
israelense fala de violentos combates e que as forças israelenses teriam
contra-atacado. As sirenes soam em Tel Aviv e é lançado o alerta em outras
cidades do país. Atualmente, a maioria dos historiadores consideram que na
realidade a aviação israelense iniciou os combates ao bombardear as bases
aéreas egípcias. Às 08:12h, a rádio do Cairo interrompe sua programação para
anunciar: “as forças israelenses iniciaram essa manhã uma agressão contra nós.
Realizaram bombardeios aéreos no Cairo e nossos aviões enfrentaram os aviões
inimigos”. Começam a se ouvir explosões no Cairo, onde também soam as sirenes.
Israel mobiliza seus reservistas e requisita veículos, enquanto os blindados
israelenses avançam para o sul e rompem as linhas egípcias até o Sinai. No
Cairo, os aeroportos civis fecham e é declarado estado de emergência em todo o
território egípcio. Na Síria, que mobiliza a defesa civil, a Rádio Damasco
interrompe bruscamente sua programação para anunciar que Israel atacou o Egito.
Pouco depois das 10h00, a Síria anuncia que sua aviação começou a bombardear as
posições israelenses. Ao mesmo tempo, a Jordânia impõe a lei marcial, coloca
suas Forças Armadas sob comando egípcio e declara guerra a Israel à tarde.
Kuwait, Sudão e Iraque entram na guerra, seguidos por Argélia e Iêmen, e
finalmente pela Arábia Saudita. Em Jerusalém começam os combates nas ruas entre
os bairros jordanianos e israelenses. Logo as hostilidades se estendem para as
fronteiras de Israel com a Jordânia e Síria. Na frente jordaniana-israelense
começam fortes combates já nas primeiras horas. A aviação síria realiza vários
bombardeios em Israel, especialmente contra Haifa, enquanto a aviação
israelense ataca várias vezes o aeroporto de Damasco. Tanto no Egito quanto em
Israel, ninguém duvida da vitória. Nos países árabes, onde a maioria dos
comunicados são vitoriosos, reina o entusiasmo. Ao tomar o controle da
localidade de Khan Yunis, na zona de Gaza, as tropas israelenses neutralizam de
uma vez todas as forças egípcias e palestinas nessa área. Israel garante dessa
forma a segurança do flanco ocidental de suas tropas, que mais ao sul enfrentam
a grande parte o exército egípcio. À noite, o primeiro-ministro israelense Levi
Eshkol declara em um discurso no Parlamento que todos os combates se
desenvolveram no território egípcio e no Sinai. Afirma que Israel provocou
severas baixas na aviação egípcia, síria e jordaniana. O desfecho da “Guerra
dos Seis Dias” aconteceu no ar nesse primeiro dia. À meia-noite, Tel Aviv
anuncia ter neutralizado a aviação egípcia. Cerca de 400 aviões, entre eles 300
egípcios e 50 sírios, foram destruídos no primeiro dia. Após a derrota dos
países árabes em 67, ganha corpo a organização militar palestina "Al Fatah",
a Vitória, surgida no final de 59, sob a direção de Yasser Arafat e Abu Lyad
que proclamava abertamente a necessidade da destruição de Israel. É a "Al
Fatah" que vai dirigir a resistência à ocupação militar de Israel na faixa
de Gaza. Durante três anos, o exército sionista não consegue sufocar a rebelião
popular instalada na região. Logo depois, em 1968, na cidade jordaniana de
Karameh, os fedayin, ou seja, os guerrilheiros palestinos orientados pela
"Al Fatah", conseguem derrotar o exército sionista, criando pela
primeira vez o símbolo da resistência palestina vitoriosa. No ano seguinte,
Arafat assume a direção da OLP, que adota em sua carta de constituição: "a
destruição do enclave do imperialismo como condição preliminar para a unidade
dos povos árabes". A partir daí, estrutura-se como um verdadeiro Estado
Palestino sem território, criando instituições como o Conselho Nacional
Palestino, um verdadeiro parlamento com representação das suas diversas facções
sociais e políticas. A essência de todos os conflitos militares travados na
região reside na própria arena da luta de classes internacional, sendo a
existência de Israel, um enclave militar artificialmente implantado no coração
do Oriente, fundamental na repressão dos interesses do imperialismo mundial em
uma região estratégica, pelas reservas petrolíferas, para o funcionamento da
economia capitalista no planeta. É uma tarefa do conjunto do proletariado de
todo mundo, inclusive o judeu, a destruição deste gerdame imperialista, no
sentido de impulsionar enormemente a luta dos povos contra a exploração
capitalista. A "devolução" de algumas cidades nos territórios
ocupados pelo exército israelense para as mãos da OLP, a converteu
definitivamente em agência policial sionista do seu próprio povo. Já são freqüentes
os enfrentamentos entre a OLP e os ativistas da intifada, resultando no
encarceramento de várias lideranças do Hamas e Jirad. A completa falência
política da estratégia pequeno-burguesa da OLP evidencia enormemente a
necessidade da construção imediata de um partido operário revolucionário no
seio das massas palestinas, cuja primeira tarefa passa por uma profunda
delimitação programática com todas as variantes nacionalistas,
pequeno-burguesas e teocráticas. O
fracasso completo do chamado pan-arabismo claudicante em relação a Israel,
revelou a impossibilidade em selar a unidade dos povos orientais sob a batuta
do nacionalismo e do capitalismo tardio, dependente do imperialismo mundial. O
máximo aonde as burguesias árabes chegaram foi na formação de um cartel petrolífero,
a OPEP, preocupada em cuidar de seus próprios interesses às costas das
necessidades mais elementares das massas exploradas. A verdadeira unidade de
todos os povos milenares que habitam esta região, só será possível no marco de
uma Federação Soviética das Repúblicas Socialistas Árabes. Cabe ao partido
mundial da revolução proletária, a IV Internacional, conduzir essa tarefa até a
vitória final.
terça-feira, 4 de junho de 2019
SENADO DÁ SEU AVAL A “MP DO PENTE FINO”: TODA A BANCADA DO PDT SOMADA À ALGUNS PARLAMENTARES DO PSB, REDE E ATÉ DO PT FACILITARAM A APROVAÇÃO DA “MINI REFORMA” DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
O plenário do Senado aprovou na noite desta segunda-feira (03/06)
a perversa Medida Provisória 871 que apresentava como falso objetivo “ético”
coibir fraudes nos benefícios do INSS, foram 55 votos favoráveis e somente 12
contrários à proposição. Além de criar um programa de revisão de benefícios
previdenciários, ou seja caçar aposentadorias já concedidas pelo INSS, a MP
exige cadastro do trabalhador rural e restringe o pagamento de auxílio-reclusão
aos casos de cumprimento da pena em regime fechado, um verdadeiro ataque a
direitos conquistados. De acordo com o texto final da MP, o INSS terá acesso a
dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) e de outros bancos de informações para a análise de
concessão, revisão ou manutenção de benefícios, visando uma “economia” estatal (as
custas dos trabalhadores inativos) de cerca de dez bilhões de Reais por ano. A
famigerada “MP do Pente Fino” pretende colocar os próprios funcionários do INSS
como os detratores dos aposentados, médicos e peritos do INSS receberão um
adicional por processo analisado além do horário de trabalho, com ênfase
naqueles indicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela
Controladoria-Geral da União (CGU) e por outros órgãos de investigação, em
resumo se trata de uma bonificação salarial concedida a quem “ferrar” os
pensionistas... Para conseguir a aprovação no Senado da sinistra MP, que
“caducaria” à meia-noite da segunda-feira, o governo neofascista mobilizou
todos os parlamentares que prestam valiosos serviços ao “mercado”, de modo
particular teve a decidida ajuda do presidente da Casa, David Alcolumbre do
“Centrão”. Porém a equipe econômica de rentistas, chefiada por Paulo Guedes,
contou também com a prestativa colaboração de grande parte da bancada dos
senadores da “oposição” a Bolsonaro, a chamada “Frente Ampla”. Todos os
parlamentares do PDT, incluindo o líder Cid Gomes se ausentaram do plenário do
Senado para não obstruir a aprovação da MP, mas também foram acompanhados por senadores
da REDE, PSB e pasmem até do PT, como Jean Paul Prates que representa na Casa o
governo de Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), um dos executivos petistas que
defendem com alguns “ajustes” a (contra)reforma da Previdência nos seus
estados. Como já vínhamos denunciando há algum tempo, a formação da “Frente
Ampla” é um grande embuste político, um engodo de colaboração de classes para
facilitar a ofensiva neoliberal e promover derrotas para o movimento operário e
popular. A “tática” parlamentar utilizada pelo conjunto do PDT e
desgraçadamente também seguida por senadores do PSB, REDE e PT, é a expressão
máxima de sua demagogia eleitoral, fazem discursos na mídia contra a
(contra)reforma da Previdência, mas na hora da votação no Congresso se ausentam
como verdadeiros “ratos”! A aprovação da “MP do Pente Fino” no Senado foi um
balão de ensaio para o governo Bolsonaro, pois mediu sua capacidade de
conquistar o quórum constitucional para a promulgação das reformas neoliberais.
O movimento operário deve abstrair todas as lições desta derrota sofrida,
apostar na política de lobby parlamentar sobre este Congresso Nacional corrupto
é um “beco sem saída”. A única alternativa para conquistarmos uma vitória
histórica da classe trabalhadora, derrotando o “ajuste” desejado pelos rentistas,
é a ação direta das massas!
MARCO QUEIROZ, DIRIGENTE DA LBI, COMPLETA TRÊS DÉCADAS DE
MILITÂNCIA TROTSKISTA ORTODOXA: MANTER FIRME O COMBATE PELA RECONSTRUÇÃO DA QUARTA INTERNACIONAL!
Peço licença aos leitores do Blog da LBI, nosso porta-voz
militante que cobre de maneira vigorosa a conjuntura nacional e internacional
defendendo o Marxismo Leninismo, para nesta postagem de caráter “pessoal”
celebrar com nossos militantes, apoiadores e amigos os meus 30 anos de
militância comunista. Neste 04 de junho completo 46 anos de vida, três décadas
dedicadas integralmente a militância revolucionária profissional. Favor não
confundir com militância remunerada, fui formado em uma época em que os
militantes mantinham o partido com sua contribuição financeira e não eram
parasitas dos aparatos sindicais ou do fundo partidário voltado a alimentar a
democracia burguesa, como é comum hoje na “esquerda” domesticada. Tudo começou
em meados do ano de 1989, minha incipiente militância ativista no movimento
estudantil no Ceará foi ao encontro de uma organização política comunista
centralizada, então Causa Operária (OQI). Na época, PLP, CS e a própria Causa
Operária faziam parte de meu horizonte político de engajamento orgânico, em um
quadro de ebulição política e sindical, produto da crise terminal do governo
Sarney e das primeiras eleições presidenciais após a ditadura militar. Todo o
ativismo estudantil e sindical classista migrou em apoio à candidatura Lula, o
grosso de forma acrítica. Naquele momento somente Causa Operária e, em menor
grau o PLP (oriundo do Prestismo) faziam críticas a linha programática da
direção nacional do PT na disputa eleitoral que pregava as alianças burguesas
com PSDB e PDT no segundo turno para derrotar Collor. Tanto que as duas
correntes formaram os chamados “Comitês Anticapitalistas” os quais levaram
adiante uma campanha eleitoral própria, independente do programa de colaboração
de classes da Articulação e seus satélites petistas, para não falar do PCdoB,
que de “fiscal do Sarney” passou a defensor da “Unidade popular” em torna da
chapa Lula-Bisol, do PSB de Miguel Arraes.
TODOS OS ELEMENTOS DA CONJUNTURA APONTAM QUE A GREVE GERAL
DE 14J “VAI SER MAIOR”: A QUESTÃO FULCRAL É COMO DAR CONTINUIDADE À LUTA DIRETA
PARA DERROTAR BOLSONARO, SUPERANDO A POLÍTICA DE COLABORÇÃO DE CLASSES DO
PT/CUT QUE IMPÔS COMO “FREIO” A PARALISAÇÃO DE APENAS UM DIA DE “FERIADÃO
JUNINO” NA ABERTURA DA COPA AMÉRICA
Muito se tem lido nos meios de esquerda e visto nas redes
sociais a máxima que a “Greve Geral” de 14 de junho “vai ser maior” que os dias
de luta de 15 e 30 de Maio. Todas as tendências da conjuntura apontam que o 14J
“vai ser maior” devido ao crescente da luta nas ruas. Para frear esse
desenvolvimento ascende, a burocracia sindical adiou o máximo que pôde a
paralisação de 24hs, marcando-a para uma sexta-feira, no dia da abertura da
Copa América, com jogo da Seleção Brasileira no Morumbi (SP) e em meio aos
festejos juninos, que são muito fortes no Nordeste. Em um quadro desse, não tem
como a “Greve Geral” de apenas um dia não ser “maior” que o 15M, mas ela será
diluída totalmente, onde a luta direta não pode ser estendida em uma
paralisação por tempo indeterminado, já que entramos no fim de semana, com o
país mergulhado nas festas juninas e com atenção para a Copa América. Esse
cenário amortecedor da luta de classes foi escolhido pelas direções das
centrais sindicais, da UNE, pelo conjunto da Frente Popular, PT, PCdoB e PSOL.
Não por acaso, Lula orientou o PT a não chamar o “Fora Bolsonaro” nos atos,
como vimos no dia 30 de Maio. Seguindo essas orientações, a direções sindicais
e estudantis trataram de limitar a luta ao eixo de rechaçar a reforma da
previdência e os cortes na educação, não apontando uma palavra de ordem que
fosse uma alternativa de poder dos trabalhadores como defendeu a LBI ao
levantar o eixo: “Abaixo o governo Bolsonaro e todo o regime Bonapartista”.
Essa é a polêmica central a fazer e não o distracionismo vulgar ("Vai ser Maior") patrocinado pelas correntes de esquerda no PSOL e o PSTU. É preciso desde já
lutar para superar essa orientação imobilista e convocar assembleias nas
categorias para radicalizar a luta e impor pela base a convocação de uma Greve
Geral por tempo indeterminado que tenha como eixo a derrubada do fascista
Bolsonaro e das instituições que o sustentam. Por mais importante que seja
colocar milhares de ativistas e lutadores nas ruas, como vimos no 15/30M, se
estes protestos estiverem limitados apenas a política de lobby sobre o
parlamento para alterar alguns pontos da reforma, como deseja a direção do PT e
PSOL signatários da tal “Frente Ampla” com setores da burguesia, nossa luta
será derrotada e o governo seguirá na ofensiva contra nossos direitos e
conquistas nos anos seguintes, seja com Bolsonaro, Morão ou com um novo gerente
de plantão. É preciso ter claro o que faremos no dia seguinte ao 14J. Temos de
continuar o movimento, aumentando sua força e sua radicalização. Precisamos
proliferar os comitês de luta e ação direta pela país. Como a Greve Geral de 14
será forte, está colocado na ordem do dia convocar imediatamente uma outra
paralisação, mais prolongada e mais ampla. Nós Marxistas Leninistas compreendemos a gravidade do
momento político, e em oposição ao caminho de derrotas da Frente Ampla,
lançamos um chamado para a formação de uma Frente Operária e Popular, que
assuma como norte político a ação direta das massas, no combate frontal e vitorioso
contra ofensiva neoliberal que ameaça suprimir as conquistas históricas dos
trabalhadores. Defendemos uma saída que aponte para a independência política
dos trabalhadores, o que significa a defesa na luta para colocar abaixo todo o
regime político bonapartisrta de exceção! Não vemos como saída progressista nem
a renúncia para assumir o general Mourão nem obviamente a convocação de novas
eleições, nossa perspectiva é apresentar uma saída política independente do
ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, o que passa por convocar
imediatamente a Greve Geral por tempo indeterminado e construir a resistência
através dos métodos de luta da classe operária, impondo a derrubada do conjunto
do regime político de exceção e não só o gerente fascista Bolsonaro!
segunda-feira, 3 de junho de 2019
ISRAEL BOMBARDEIA A SÍRIA E AMEAÇA O IRÃ: DERROTAR O CARNCEIRO NETANYAHU CONSTRUINDO UMA FRENTE DE AÇÃO CONTRA O ENCLAVE SIONISTA!
Pelo menos 10 combatentes morreram neste domingo,02.06 e outros sete ficaram feridos por bombardeios de Israel contra o sul de Damasco e na província de Al Quneitra, na fronteira com as Colinas de Golã, na Síria. Soldados sírios, iranianos e militantes do Hezbollah estão entre os mortos. Em meio aos ataques à Síria, o carniceiro Netanyahu ainda advertiu que o Irã será 'ainda mais atingido'. Frente a mais este ataque covarde de Israel ao território sírio, os “troskotanistas” da LIT e seus ex-parceiros da Resistência (PSOL) vão continuar cinicamente se fingindo de cegos, surdos e mudos para melhor justificar seu combate ao governo Assad? Se no Brasil a “Resistência” passou do sectarismo do PSTU para o ultra-oportunismo no PSOL, na Síria continua fielmente seguindo a política da LIT e do Morenismo em defesa da derrubada de Assad, mesmo que para isso conte com a “ajudinha” de Israel e do imperialismo ianque. Essa posição rompe com a lição programática legada por Lenin e Trotsky de postar-se incondicionalmente no campo da nação oprimida contra um enclave imperialista independente da direção que comanda o país atrasado, no caso Bashar Al-Assad, que tanto o “Resistência” como o PSTU acusam de ser um “ditador sanguinário”. Na Síria, o “Resistência” segue vergonhosamente refém da mesma política Morenista, ao negar-se a chamar a derrota do imperialismo e a frente única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar os chacais agressores Trump e Nathanuay. Para os Leninistas não pode haver neutralidade possível entre um conflito destas proporções no Oriente Médio, nosso objetivo central na região é a derrota cabal do "porta aviões" (Estado artificial de Israel) do imperialismo ianque "ancorado" no coração da nação palestina. A justificativa de que Assad seria um "ditador sanguinário" para não apoiar a Síria, não se sustenta por um único ângulo da política revolucionária, a não ser para a "família morenista", que tem sua história manchada pelo sangue do povo líbio, quando apoiaram os bombardeios da OTAN contra o "ditador" Kadafi. Os genuínos Comunistas tem "lado" nesta guerra que já se iniciou há algum tempo, estamos incondicionalmente no campo militar do regime Assad contra o enclave sionista de Israel! A derrota do enclave de Israel representa a vitória dos povos oprimidos pelo imperialismo, independente se os regimes da Síria e Irã possuam um caráter socialista, o que obviamente não se configura politicamente. Nossa tarefa estratégica continua sendo a unidade do proletariado árabe, persa, palestino e hebreu em direção a uma única República Socialista!
domingo, 2 de junho de 2019
FESTIVAL “LULA LIVRE”: LUTAR PELA LIBERDADE DE LULA E DE
TODOS OS PRESOS POLÍTICOS COMBATENDO A POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO PT
Neste domingo (02.06) ocorre em São Paulo e outras capitais o “Festival Lula Livre”. Desgraçadamente, o eixo político das atividades em torno de Festival organizado pelo PT e PSOL não passa de uma palavra de ordem oca, demagógica, voltada apenas para cabalar voto e simpatia dos seus eleitores, não está fincada na luta concreta para romper com a legalidade burguesa e combater por fora das regras da democracia dos ricos. Os Marxistas-Leninistas da LBI vêm intervindo em frente única nas mobilizações convocada pela Frente Popular exigir da “República de Curitiba” a imediata liberdade de Lula porém sem nutrir nenhuma ilusão na política de colaboração de classes do PT e seus satélites! Lembremos que consultado pela direção petista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que neste momento é contra a palavra de ordem Fora Bolsonaro. Para os Marxistas da LBI não surpreende de forma alguma a diretriz de conciliação apontada por Lula para o PT mas também para o conjunto da Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB), há algum tempo vimos criticando a posição das direções reformistas em utilizar as multitudinárias mobilizações contra o governo fascista como forma de barganha eleitoral e lobby parlamentar. A própria postergação da convocação da greve geral, limitada somente a um dia de paralisação, é um sinal claro da política de colaboração de classes da Frente Popular, que não pretende derrotar a malfadada (contra)reforma da Previdência pela via da ação direta das massas. Desgraçadamente toda a estratégia programática da Frente Popular se concentra nas próximas eleições municipais, onde busca obter um forte ponto de apoio para negociar uma “transição segura” do regime em 2022. O momento operário e popular deve rejeitar categoricamente esta orientação de conciliação com as instituições deste regime fruto do golpe parlamentar, devemos sim impulsionar o assenso das massas que saíram as ruas com a vontade de derrotar todo o plano de ajuste neoliberal imposto pelos rentistas, colocando a perspectiva de construção de uma nova alternativa de poder socialista e revolucionária. A frente única de ação estabelecida com o PT e seus apêndices(PSOL e PCdoB) não deve significar de forma alguma a chancela ao seu programa reformista de colaboração de classes. As vergonhosas declarações de Lula, vem exatamente no momento em que se articula uma Frente Ampla (Direitos Já!) de "oposição" com partidos do chamado “Centrão”, um bloco que representa justamente os interesses do mercado financeiro no Congresso Nacional. Nós Marxistas Leninistas compreendemos a gravidade do momento político, e em oposição ao caminho de derrotas da Frente Ampla, lançamos um chamado para a formação de uma Frente Operária e Popular, que assuma como norte político a ação direta das massas, no combate frontal e vitorioso contra ofensiva neoliberal que ameaça suprimir as conquistas históricas dos trabalhadores. Alertamos que para libertar Lula do cárcere é preciso impulsionar a luta direta contra a ofensiva neoliberal do governo do fascista Bolsonaro, culminando com a Greve Geral para derrubar todo o regime Bonapartista. Nesse sentido, ao participarmos das atividades do Festival e outras iniciativas fazemos questão de convocar a militância de base do PT, PSOL e da CUT para somar forças na ação direta pela liberdade de todos os presos políticos deste autocrático regime democrático-burguês e não somente de Lula. A vanguarda da classe operária mesmo não reconhecendo o PT como um partido seu sabe diferenciar seus inimigos principais e seus possíveis aliados circunstanciais, que neste caso se materializa na militância de base do partido e da CUT. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. Ao mesmo tempo, exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular!
Neste domingo (02.06) ocorre em São Paulo e outras capitais o “Festival Lula Livre”. Desgraçadamente, o eixo político das atividades em torno de Festival organizado pelo PT e PSOL não passa de uma palavra de ordem oca, demagógica, voltada apenas para cabalar voto e simpatia dos seus eleitores, não está fincada na luta concreta para romper com a legalidade burguesa e combater por fora das regras da democracia dos ricos. Os Marxistas-Leninistas da LBI vêm intervindo em frente única nas mobilizações convocada pela Frente Popular exigir da “República de Curitiba” a imediata liberdade de Lula porém sem nutrir nenhuma ilusão na política de colaboração de classes do PT e seus satélites! Lembremos que consultado pela direção petista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que neste momento é contra a palavra de ordem Fora Bolsonaro. Para os Marxistas da LBI não surpreende de forma alguma a diretriz de conciliação apontada por Lula para o PT mas também para o conjunto da Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB), há algum tempo vimos criticando a posição das direções reformistas em utilizar as multitudinárias mobilizações contra o governo fascista como forma de barganha eleitoral e lobby parlamentar. A própria postergação da convocação da greve geral, limitada somente a um dia de paralisação, é um sinal claro da política de colaboração de classes da Frente Popular, que não pretende derrotar a malfadada (contra)reforma da Previdência pela via da ação direta das massas. Desgraçadamente toda a estratégia programática da Frente Popular se concentra nas próximas eleições municipais, onde busca obter um forte ponto de apoio para negociar uma “transição segura” do regime em 2022. O momento operário e popular deve rejeitar categoricamente esta orientação de conciliação com as instituições deste regime fruto do golpe parlamentar, devemos sim impulsionar o assenso das massas que saíram as ruas com a vontade de derrotar todo o plano de ajuste neoliberal imposto pelos rentistas, colocando a perspectiva de construção de uma nova alternativa de poder socialista e revolucionária. A frente única de ação estabelecida com o PT e seus apêndices(PSOL e PCdoB) não deve significar de forma alguma a chancela ao seu programa reformista de colaboração de classes. As vergonhosas declarações de Lula, vem exatamente no momento em que se articula uma Frente Ampla (Direitos Já!) de "oposição" com partidos do chamado “Centrão”, um bloco que representa justamente os interesses do mercado financeiro no Congresso Nacional. Nós Marxistas Leninistas compreendemos a gravidade do momento político, e em oposição ao caminho de derrotas da Frente Ampla, lançamos um chamado para a formação de uma Frente Operária e Popular, que assuma como norte político a ação direta das massas, no combate frontal e vitorioso contra ofensiva neoliberal que ameaça suprimir as conquistas históricas dos trabalhadores. Alertamos que para libertar Lula do cárcere é preciso impulsionar a luta direta contra a ofensiva neoliberal do governo do fascista Bolsonaro, culminando com a Greve Geral para derrubar todo o regime Bonapartista. Nesse sentido, ao participarmos das atividades do Festival e outras iniciativas fazemos questão de convocar a militância de base do PT, PSOL e da CUT para somar forças na ação direta pela liberdade de todos os presos políticos deste autocrático regime democrático-burguês e não somente de Lula. A vanguarda da classe operária mesmo não reconhecendo o PT como um partido seu sabe diferenciar seus inimigos principais e seus possíveis aliados circunstanciais, que neste caso se materializa na militância de base do partido e da CUT. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. Ao mesmo tempo, exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular!
sábado, 1 de junho de 2019
MEMÓRIAS DA FRENTE POPULAR: HÁ 15 ANOS ATRÁS, GOVERNO LULA PARTICIPOU DA COVARDE OCUPAÇÃO MILITAR DO HAITI
Neste mês de junho completou-se 15 anos da ocupação militar
do Haiti, data da chegada das tropas da missão de “paz” da ONU (Minustah)
comandadas pelo governo brasileiro, na época gerenciado pelo presidente Lula do
PT. Nesse período ficou constatado que grandes empresas norte-americanos,
canadenses e franceses exploram a mão de obra haitiana para produção têxtil,
pagando em média R$ 10 por dia nas zonas francas implementadas no país após o
golpe de estado patrocinado pelo imperialismo ianque. As consequências desta
investida neocolonialista são evidentes: a migração em massa dos haitianos que
não suportam essa situação ou a revolta dos que ficam. Para conter essa
insatisfação popular, as tropas de “estabilização” da ONU comandadas pelo
exército do Brasil, e seus altos comandantes que hoje integram o governo
neofascista de Bolsonaro, fizeram o trabalho “sujo” de brutal repressão,
inclusive contra greves operárias e manifestações populares.
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