O “AJUSTE” NEOLIBERAL CONTRA OS TRABALHADORES SEGUE TANTO
NOS GOVERNOS DE OPOSIÇÃO OU DA BASE DILMISTA: SARTORI IMPÕE PRIVATIZAÇÕES E
ATAQUES AOS SERVIDORES NO “APAGAR DAS LUZES” DE 2015
Sitiada por policiais da Brigada Militar, Assembleia
Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta segunda-feira, 28 de dezembro,
os projetos de privatização das empresas públicas e novos ataques aos
servidores estaduais enviados ao parlamento pelo governo Sartori (PMDB). Além
de dar o calote no funcionalismo desde o meio do ano, no “apagar das luzes” de
2015 o facínora Sartori impôs a
aprovação pelo parlamento corrupto de 30 projetos, um verdadeiro pacto de
maldades contra os trabalhadores. O principal é o Projeto de Lei Complementar
(PLC) 206/2015, que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. A
proposição consolida a ofensiva da atual gestão com arrocho de salários e a
destruição dos chamados "serviços públicos". O mesmo obriga o Estado
a cortar 15,6% de gastos com os servidores e/ou folha de pagamento, ou seja,
arrochar ainda mais os salários que já estão sendo parcelados e atrasados! Fica
vedado o pagamento de quaisquer reajustes, progressão funcional, horas extras
ou contratações de novos servidores para todo o funcionalismo nos próximos
anos. Além disso, entre as medidas aprovas esta a privatização da Centrais de
Silos e Armazéns (Cesa), uma das mais antigas estatais gaúchas. Com a
autorização para privatizar a Cesa, abre-se de fato o processo para a entrega
de outras empresas públicas do Estado, como o Banrisul, a Corsan e a CEEE.
Parece até mesmo que o direitista Sartori copiou a "agenda" econômica
do colega petista Camilo Santana do Ceará, com a única exceção que o governador
Dilmista não poderá mais privatizar o BEC, já entregue ao Bradesco pelo governo
Lula. O "anti-golpista" Pezão comungando da mesma concepção do ajuste ditado pelos rentistas massacra a população flumimense cancelando o 13º salário e fechando os hospitais públicos que atende ao povo trabalhador. Para impor esses golpes neoliberais a Brigada Militar cercou a Assembleia
Legislativa com cavalaria e a força tática fortemente armada. A Conlutas, a
CUT, o CPERS, UNE e outras entidades sindicais dos servidores públicos
estaduais montaram um acampamento na Praça da Matriz, mas se limitaram a
acompanhar dos debates e pressionar os deputados nas galerias, não convocando
uma paralisação geral do funcionalismo antes da votação. Além da LBI, estiveram
presentes na manifestação outras organizações e partidos políticos como o PSOL,
PSTU, PT, PCdoB. Vale lembrar que o governo Tarso (PT), derrotado nas eleições
de 2014 por Ivo Sartori, também havia tomado várias medidas contra os
servidores e agora os deputados da Frente Popular (Luiz Fernando Mainardi,
Tarcisio Zimmermann e Manuela d’Ávila - PCdoB) estão fazendo demagogia
eleitoral contra a “truculência” do novo gerente neoliberal gaúcho. Diante da
derrota imposta pelo governo de Ivo Sartori, a militância da LBI defendeu a
necessidade de se deflagrar uma greve geral do conjunto dos servidores públicos
já no começo de 2016, através da convocação de uma assembleia geral unificada a
fim de organizar a resistência e a luta direta contra a ofensiva neoliberal do
governo do PMDB!
Militância da LBI presente na luta contra os ataques de Sartori no RS |