6º CONGRESSO DA CSP-CONLUTAS: “AMIGUINHO” DA OTAN, ENTUSIASTA DO IDENTITARISMO E AVALISTA DO APOIO A LULA NO 2º TURNO
O 6º Congresso da CSP-Conlutas realizado recentemente (18 a 21/04) demonstrou a incapacidade dessa central sindical de ser um polo de atração combativo da classe trabalhadora e do ativismo classista. Os principais eixos políticos aprovados no encontro que reuniu cerca de mil delegados foram no campo internacional o apoio a Ucrânia contra a Rússia e na questão das lutas gerais a defesa do identitarismo como um dos centros de atuação desse espectro político que vai do PSTU, MPR, MRT, CST e outros grupos revisionistas menores como a TPOR.
O Congresso da Conlutas realizou um ato político de apoio a Ucrânia. Inclusive esteve presente no evento um velho burocrata sindical ucraniano pró-imperialista, Yuri Samoilov, representando a corrompida burocracia sindical aliada da OTAN. A Conlutas e uma série de organizações sindicais sociais-democratas fazem parte de uma “rede de solidariedade” aos neofascistas da Ucrânia que patrocinados pelo imperialismo ianque e europeu atacam a Rússia. Essa burocracia vendida é diretamente financiada pelas fundações e ONG´s privadas dos EUA e da União Europeia para fazer propaganda no movimento operário mundial contra Moscou. Não por acaso, a Conlutas é "amiguinha" da OTAN no movimento sindical brasileiro, tanto que na defesa das teses no congresso absolutamente todas as correntes políticas presentes, do PSTU até a TPOR, passando pelo CST e o MRT, se entrincheiram no campo da tal “resistência ucraniana”, que na verdade não passam de soldados fascistas do restou do Batalhão Azov com armas e munições enviadas pelas Casa Branca e a OTAN.
O mais tragicômico é que enquanto o PSTU e a CST defendem o envio de armas para a Ucrânia, a TPOR cinicamente reivindica uma campanha em defesa do “fim da guerra” e o MRT pleiteia uma “saída operária” frente o conflito, porém todos esses trânsfugas exigem em uníssono a “imediata retirada das tropas russas da Ucrânia”, ou seja, esses grupos pseudo-trotskistas se emblocam unidos com a OTAN para derrotar a Rússia, que leva uma guerra justa em sua fronteira contra o cerco imperialista.
Outro eixo do congresso foi a defesa central pelo PSTU da palavra de ordem “Misoginia é crime: Chega de ódio e violência contra as mulheres!” como um dos focos principais de atuação da Conlutas. Essa política policlassista e identitária não coloca a luta de classes do conjunto do proletariado como base para o combate da opressão capitalista, a substituindo pela chamada “política de gênero”.
Para o PSTU “nos últimos anos, houve endurecimento penal, criação de protocolos, leis que determinam funcionamento 24 horas de delegacias da mulher e ampliação de medidas protetivas. Falta o elemento decisivo: estrutura material.” Em seguida, argumenta que os governos não investem o suficiente nas delegacias especializadas, nas varas judiciais especializadas, em fazer valer as medidas protetivas. Como vemos o PSTU cede às alas punitivistas do movimento de mulheres que abraça o feminismo burguês e defende o castigo do Estado burguês com penas de prisão mais duras, mais delegacias, mais policiais, mais judiciário, como solução da questão.
A Conlutas dessa forma patrocina uma política identitária que divide a classe operária e fortalece o amortecimento da luta de classes em “nichos” acima das divisões sociais, tanto que saudou a aprovação do PL 896/23 pelo parlamento burguês declarando “O crime de misoginia poderá ser punido com reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. Já a prática, indução ou incitação à discriminação misógina prevê pena de 1 a 3 anos de prisão. Assim como os crimes raciais, a misoginia passará a ser considerada imprescritível e inafiançável”.
Apesar de grupos como o MPR e a TPOR defenderem o Voto Nulo
nos dois turnos das eleições presidenciais (ainda que sem uma campanha ativa e de massas com denúncia do circo eleitoral fraudado), o Congresso da Conlutas rechaçou essa
proposta e de fato serviu para pavimentar o apoio da maioria comandada pelo
PSTU, o chamado “Bloco” vencedor, de voto "crítico" em Lula no segundo turno.
As resoluções genéricas contra a “colaboração de classes” e luta por uma “frente de esquerda” foram manobras distracionistas para encobrir que o grosso das forças políticas que atuam na Conlutas já decidiram votar em Lula (PT) no 2º turno da eleição presidencial de 2026 como ocorreu em 2022, portanto o Congresso não tomou nenhuma iniciativa concreta e de ação direta para combater a candidatura burguesa da Frente Ampla, o Bolsonarismo e o circo eleitoral da democracia fraudada!
A LBI vem a público denunciar essa central pró-imperialista, a "amiguinha" da OTAN e de Lula no movimento sindical brasileiro além de patrocinadora do identitarismo punitivista. Reafirmamos necessidade de construir um polo proletário revolucionário para combater Lula, o PT e seus satélites como o PSTU. A Conlutas enquanto se alia ao imperialismo ianque e europeu se nega a convocar a Oposição Operária e Revolucionária ao governo Lula, chamando de fato a reeleger a gerência burguesa da Frente Ampla em 2026!



