domingo, 5 de abril de 2026

PENTÁGONO “ACONSELHA” TRUMP A DIZIMAR A ESTRUTURA ECONÔMICA DO IRÃ: RÚSSIA E CHINA ASSISTEM “DE CAMAROTE” A OFENSIVA IMPERIALISTA & SIONISTA 

Nos últimos dias, assessores de alto escalão do Pentágono apresentaram a Donald Trump uma manobra de guerra “convincente”, instalações de geração de energia, siderúrgicas e pontes no Irã podem ser consideradas alvos militares legítimos, sua destruição poderia paralisar os programas nuclear e de fabricação mísseis do país persa.

O açougueiro Trump endossou essa lógica criminosa em seu discurso à nação na última quarta-feira, quando prometeu bombardear o Irã até que ele "retorne à Idade da Pedra". Entre aqueles que apresentaram a “justificativa legal” para atacar alvos civis ao Republicano estava seu Secretário de Defesa, Pete Hegseth, um psicopata nazista que precisaria ser assassinado junto ao seu chefe. 

Apesar da ofensiva, a Casa Branca enfrenta um impasse, o impacto da guerra regional,  já alastrada pela ação combativa do Eixo da Resistência. A ameaça de Trump de destruir a infraestrutura persa alarmou alguns governos “parceiros” do Golfo Pérsico, que temem que Teerã intensifique a retaliação atacando a produção de petróleo e gás, principal fonte de ingresso econômico destes países.

A mídia “briciana” e o conjunto da exquerda reformista, que se corromperam com o “disciplinado” neocapitalismo chinês, não cansam de publicitar uma versão “romantizada” de uma suposta ajuda militar da Rússia e China em relação as Forças Armadas do Irã. Em relação a possibilidade da burocracia “comunista” chinesa fornecer algum tipo de apoio militar ao país persa, é só ver com quem Xi Jinping irá se reunir no próximo mês em Pequim. Trump, o convidado de honra dos “comunistas” chineses, na próxima reunião de cúpula entre EUA e China, selará uma série de acordos econômicos e até militares com o “Gigante Asiático”, porém para o Irã a única “arma” a ser oferecida por Jinping será as “declarações diplomáticas” de sua chancelaria na ONU.

Quanto a Rússia, a questão é ainda mais relevante do ponto de vista da perspectiva da classe operária internacional. Depois de Moscou ter rejeitado firmar com o regime nacionalista burguês dos Aiatolás, o “Acordo militar de defesa mútua”, no mesmo formato do acordo selado com o Estado Operário da Coréia, o governo Putin passou a vender material bélico para a Turquia, e pasmem até para o enclave sionista de Israel a Rússia envia insumos. A única coisa que Teerã recebe dos seus parceiros bricianos em plena guerra, são os “votos de pacificação” em toda região do Oriente Médio, obviamente por razões dos interesses comerciais de Pequim e Moscou.