APÓS RECONHECER O AFUNDAMENTO DE SEU GRANDE CRUZADOR MARÍTIMO: REGIME NACIONALISTA DOS AIATOLÁS AFIRMA QUE ABRIRÁ O ESTREITO DE ORMUZ
O Irã reconheceu oficialmente hoje o afundamento de seu navio de guerra pelas Forças do Pentágono, denunciando o ataque dos EUA ao cruzador “Dena”, como um “ato criminoso”. “Dena” era uma grande fragata da marinha persa (classe Mowj), com 95 metros de comprimento e equipada com mísseis antiaéreos e antinavios. Relatórios de Teerã mencionam mais de 100 militares mortos ou desaparecidos, com operações de busca e resgate conduzidas pela Guarda Revolucionária Iraniana. Na sequência dos acontecimentos adversos da guerra, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que :“O Estreito de Ormuz foi totalmente aberto para embarcações comerciais”, também levando em consideração o “cessar-fogo” provisório firmado entre o enclave sionista de Israel e o Líbano.
De acordo com o regime nacionalista burguês dos Aiatolás, a
abertura do Estreito de Ormuz está condicionada ao cumprimento integral dos
termos do “cessar-fogo”. Além disso, haverá três condições básicas: Primeiro, a
passagem será feita por uma rota determinada pelo Irã. A entrada no estreito
será pelo lado norte da Ilha de Larak e a saída pelo lado sul. Dessa forma, o
Estreito de Ormuz ficará completamente sob controle iraniano. Esta é uma
mudança histórica e duradoura no Golfo Pérsico, que garante permanentemente a
soberania do Irã sobre o Estreito.
A segunda condição, mencionada em uma mensagem do Ministro das Relações Exteriores do Irã, é que apenas embarcações comerciais terão permissão para passar. Caberá também ao Irã determinar quais navios são comerciais e quais não são, excluindo aqueles que tenham qualquer ligação com o inimigo.
Portanto, a passagem está restrita por decisão do Irã e não
será gratuita. Embarcações comerciais que transitarem pela área terão que pagar
taxas ao Irã por serviços de segurança.
A terceira condição é que a passagem seja coordenada com as forças militares responsáveis pela navegação marítima iraniana no Estreito de Ormuz nomeadamente a Guarda Revolucionária Islâmica.
Além disso, o Irã conseguiu que Israel implementasse o “cessar-fogo” com o Hezbollah também no Líbano, que era outra das condições exigidas pelo regime dos Aiatolás e que o enclave sionista Israel se recusava cumprir.
Entretanto é necessário acompanhar os próximos 30 a 60 dias para se chegar a um acordo final maior “sólido”, o que incluiria o levantamento das sanções econômicas contra o Irã.
Esse é o prazo que o governo Trump e Israel tem para tentar “enquadrar” politicamente o governo iraniano em uma “teia financeira” de integração ao capital internacional, no mesmo “modelo venezuelano”. Porém as massas radicalizadas árabes, persas e palestinas é que darão a palavra final.
