GUERRA CIVIL NO MALI: FORÇAS TERRORISTAS DO ESTADO ISLÂMICO JÁ ESTÃO NA CAPITAL DO PAÍS APOIADAS POR ISRAEL
O Exército do Mali confirmou no último sábado (25/04) que milícias armadas, classificadas como "terroristas" pelo governo, lançaram uma grande ofensiva coordenada contra diversas posições militares na capital, Bamako, e em várias localidades do interior do país. Segundo o comunicado oficial, os "grupos armados terroristas" tentaram atacar várias cidades, mas sofreram "revés imediato" devido à "resposta profissional" do Exército, no contexto de uma ofensiva separatista no norte do país.
A situação é de acirrada guerra civil em todas as cidades do país. Segundo informações do portal “SahelLeaks”, o Ministro da Defesa, Sadio Camara, foi morto durante um ataque à sua residência, enquanto o General Oumar Diarra, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, também foi morto durante o ataque em Kati.
Ontem a Frente de Libertação de Azawad (LFA), que reivindica
o controle de uma vasta região norte do país, anunciou o início da “batalha
pela libertação” e afirmou ter tomado o controle da cidade estratégica de
Kidal. Enquanto isso, outras facções armadas, ligados à Al-Qaeda, atacaram a
capital, Bamako, e cidades próximas. O epicentro dos confrontos em Bamako
parece ser o Aeroporto Internacional Modibo Keïta, localizado a cerca de 15
quilômetros do centro, adjacente a uma base aérea estratégica utilizada pela
Força Aérea do Mali.
A crise de poder atual representa um novo capítulo em um conflito militar que remonta a 2012. O que começou como uma rebelião tuaregue e jihadista por autonomia no norte do Mali evoluiu para uma complexa rede de insurgências que agora envolve grupos afiliados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda. O enclave de Israel é óbvio que tem interesse direto no desenlace da guerra civil em um país situado em uma região estratégica para sua existência, por isso mesmo fornece total apoio logístico aos terroristas.
Os Marxistas Leninistas alertam que essa escalada militar não é um caso isolado, visto que tanto o Níger quanto Burkina Faso estão sofrendo com números recordes de ataques fundamentalistas tornando a região do Sahel uma das áreas políticas mais instáveis do mundo. A tarefa de vanguarda das massas proletárias e camponesas na região continua sendo construir seu próprio instrumento de poder político e militar.
