segunda-feira, 20 de abril de 2026

LULA ENTREGA MINERADORA DE TERRAS RARAS DO BRASIL: POR UMA “MIXARIA” AO IMPERIALISMO IANQUE 

A corporação norte-americana USA Rare Earth anunciou nesta 2ª feira (20/04) a compra da única mina de terras-raras do Brasil por US$ 2,8 bilhões, ou quase R$ 14 bilhões. A “Serra Verde” é a única produtora nacional em larga escala de terras-raras pesadas críticas (HREEs), como disprósio e térbio, elementos usados em ímãs de alto desempenho e tecnologias eletrônicas de ponta. A “venda”, ou melhor dizendo, a “doação” da Serra Verde foi autorizado pelo governo neoliberal da Frente Ampla. Lula que faz eleitoralmente larga demagogia “anti-imperialista”, é junto com o ex-presidente FHC, a dupla de maiores entreguistas das riquezas minerais do Brasil ao imperialismo ianque.

Diante de um cenário mundial marcado por guerras e rebeliões de massas, a ordem programática do governo central lulopetista é a da vassalagem, cada vez maior, aos interesses do imperialismo ianque e europeu. Os números são gritantes e provam a subserviência da Frente Ampla de colaboração de classes. A “Serra Verde”, que controla a mina de terras raras, foi vendida nominalmente por US$ 2,8 bilhões.

No entanto, um detalhe do contrato revela a picaretagem do negócio, o pagamento imediato é de apenas US$300 milhões em dinheiro vivo, com o restante sendo pago em 126,8 milhões de ações da empresa compradora. Ou seja, negócio de US$ 2,8 bilhões? Não. Só cerca de US$ 300 milhões em dinheiro, o resto em “papel bursátil”. 

O Brasil perde o controle soberano sobre um dos ativos mais estratégicos do século XXI, as terras raras, essenciais para a produção de chips, veículos elétricos, mísseis e tecnologia de ponta, em troca de um “papelório“ financeiro. Não há mais nada que se esperar de um quarto governo burguês neoliberal encabeçado por Lula, que não seja a covardia diante do imperialismo e o entreguismo para o capital financeiro internacional. 

O pelego Lula se iguala àqueles presidentes capachos que cometeram esse mesmo tipo de crime contra o povo brasileiro: José Sarney, Collor, FHC e Jair Bolsonaro. Todos esses “honorários” bandidos servem aos mesmos senhores da Governança Global do Capital Financeiro, praticam a mesma política econômica privatista, e por isso devem ser todos enterrados em uma mesma cova da história pela revolução socialista.