terça-feira, 21 de abril de 2026

MPR ROMPEU COM A LIT E CAMINHOU NA DIREÇÃO DO IMPERIALISMO: EM PLENA GUERRA APOIA A OPOSIÇÃO DA DIREITA SIONISTA CONTRA O REGIME NACIONALISTA DOS AIATOLÁS NO IRÃ

A posição do MPR, agrupamento que rompeu com a LIT em 2025 e desgraçadamente caminhou na direção do imperialismo ianque, publicou em seu site a declaração escandalosa de “Abaixo a ditadura assassina dos Aiatolás!”. Essa orientação revela que em plena guerra contra a nação oprimida persa contra o imperialismo ianque e seu “porta aviões” na Palestina ocupada, essa corrente revisionista do Trotskismo apoia a oposição da direita sionista contra o regime nacionalista burguês do Irã, país que heroicamente enfrenta a agressão ianque-sionista! Longe de estabelecer uma frente única anti-imperialista contra Trump e Netanyahu, o MPR e seus parceiros no Brasil (MRS, TS) em uma “live” recente se colocaram no campo do enclave terrorista do imperialismo ianque contra o Irã alegando que estamos diante de uma “ditadura teocrática”, uma conduta que rompe com o ABC das lições nos legada por Trotsky no Programa de Transição!

Se no terreno nacional o MPR “radicaliza” ao defender o voto nulo nos dois turnos da eleições presidenciais brasileiras visando agrupar os “descontentes” com a posição cretina do PSTU de apoiar a candidatura burguesa de Lula na segunda volta, no plano internacional os Morenistas que saíram da LIT dão um giro à direita e se emblocam abertamente com o imperialismo ianque e o sionismo contra o regime nacionalista burguês que enfrenta militarmente o maior inimigo dos povos e sua máquina de guerra encravada no Oriente Médio. 

Nesse sentido, o MPR está se opondo de fato a vitória da causa palestina e ao combate do “Eixo da Resistência” em Gaza, no Líbano, Iraque, Iêmen e no próprio Irã, demonstrando que sua posição no Brasil é um conveniente “ponto fora da curva” porque no âmbito geral segue de mãos dadas com Trump e Netanyahu e dessa forma faz o jogo podre dessa mesma esquerda socialdemocratizante e dos revisionistas do Trotskismo que demagogicamente diz combater!

O MPR e toda a família Morenista clamam por colocar “Abaixo a ditadura assassina dos Aiatolás!”. Estes revisionistas fingem desconhecer o conceito Trotskista fundamental de como atuar diante de regimes nacionalistas burgueses autoritários nas nações oprimidas. Esta orientação do “Velho” o permitiu aceitar o convite de Cárdenas para se exilar no México e prestar a ele o apoio necessário diante dos ataques do “imperialismo democrático”, exatamente por este ter nacionalizado o petróleo nacional, assim como fez o Regime dos Aiatolá no Irã! Trotsky não tinha nenhuma simpatia por Vargas ou mesmo pelo general Cárdenas no México (ambos nacionalizaram o petróleo em seus países), porém afirmou exaustivamente que diante de um confronto entre o Imperialismo e o nacionalismo burguês cerraria fileiras com este último!

Desgraçadamente o MPR se recusa a estabelecer uma frente única de ação em defesa do Irã, utilizando o argumento que no país “existe uma ditadura autoritária teocrática”. Recorrem a mesma “tese” antimarxista para não defenderem o Irã frente aos ataques militares do sionismo. Não reconhecem a existência de regimes autoritários nacionalistas burgueses que, segundo Trotsky, apesar de seu caráter de classe não operário, são governos nacionais que devem ser apoiados na medida que se chocam concretamente (belicamente) com o imperialismo. Essa foi a posição revolucionária assumida pelo fundador da IV Internacional em relação a Cárdenas no México e Vargas no Brasil… mas que o MPR e afins se recusam a adotar no caso do Regime dos Aiatolás.

A posição dos verdadeiros marxistas revolucionários é a defesa incondicional da nação oprimida contra a agressão imperialista, inclusive em frente única militar com as forças do regime, tendo claro a incapacidade de qualquer burguesia nacional em conduzir um confronto militar com o imperialismo até a plena vitória. Esta tática deve estar baseada no princípio da mais completa independência política dos explorados e subordinada à estratégia revolucionária da tomada do poder pelo proletariado.

Os Marxistas Leninistas que estão desde o início da guerra de libertação da Palestina, na primeira linha de combate ao lado do Hamas e Jihad Islâmica, se incorporaram de forma incondicional no campo militar do Irã para derrotar o enclave sionista de Israel, mantendo sua independência política e sua liberdade de crítica programática!

O que o MPR cinicamente não diz obviamente é que está junto com Israel para derrubar o regime nacionalista burguês do Irã, o mesmo que apoia militarmente a épica resistência palestina. Esse agrupamento revisionista considera que o Irã é governado por uma “ditadura assassina”, copiando como papagaio a cantilena da mídia corporativa.

Essa orientação suicida rompe com legado de Trotsky que defendeu incondicionalmente a frente única contra o imperialismo (e obviamente para derrotar o sionismo!), mantendo a independência política na mesma trincheira de combate para enfrentar o inimigo comum, sem abrir não de colocar-se ombro a ombro de fuzil na mão com essas direções burguesas, sejam estatais ou não!

Somente no mundo imaginário do MPR fora da luta de classes pode-se apoiar a resistência palestina estando junto com Israel para derrubar neste momento o Regime dos Aiatolás que fornecem armas para o Hamas e o Hezbolah! O fato desse país ser controlado por um regime burguês nacionalista atacados abertamente pelos EUA e Israel e que são apoiadores da causa palestina impõe ainda mais relevância nesta tarefa para os genuínos trotskistas.

Não esqueçamos o que se sucedeu na Líbia de Kadaffi, onde a tal “Revolução Árabe” impôs a barbárie social e a retomada do controle pelo imperialismo ianque de partes importantes do país do Magreb africano imerso até hoje em uma guerra civil fratricida, “levante” patrocinado artificialmente pela OTAN e a CIA com o apoio entusiasta dos Morenistas.

Como Marxistas Revolucionários não dissimulamos em um só momento o caráter burguês e obscurantista do regime nacionalista do Irã. Mas estes fatos em nada mudam a posição comunista diante de uma possível agressão imperialista contra uma nação oprimida. Não nos omitiremos de estabelecer uma unidade de ação com o Regime dos Aiatolás diante da agressão imperialista.

Por esta mesma razão, chamamos o proletariado persa a construir uma alternativa revolucionária dos trabalhadores que possa combater consequentemente o imperialismo e o sionismo pavimentando o caminho nesta trincheira de luta em defesa de um programa comunista e proletário como nos ensinou Trotsky quando deu como exemplo a hipotética unidade de ação com Getúlio Vargas no Brasil para derrotar o imperialismo britânico.

Como o grande revolucionário Trotsky afirmou no final dos anos 30 “Estaremos incondicionalmente com o fascismo de Vargas contra uma intervenção imperialista no Brasil!”. O fundador do Exército Vermelho não tinha nenhuma simpatia por Vargas porém afirmou exaustivamente que diante de um confronto entre o Imperialismo “democrático” e o “semi-fascista” Getúlio cerraria fileiras com este último.

Trotsky definiu brilhantemente a possibilidade de uma hipotética derrota do “Brasil fascista” diante da “Inglaterra democrática” e como ele os Trotskistas da LBI não têm dúvidas de que lado ficar em um conflito desta dimensão. O velho mestre nos apontava esse caminho com muita clareza e sem malabares políticos acerca de que lado estariam os revolucionários no caso de uma possível invasão de um país semicolonial pelo imperialismo: “Existe atualmente no Brasil um regime semi-fascista que qualquer revolucionário só pode encarar com ódio. Suponhamos, entretanto que, amanhã, a Inglaterra entre em conflito militar com o Brasil. Eu pergunto a você de lado que do conflito estará a classe operária? Eu responderia: nesse caso eu estaria do lado do Brasil ‘fascista’ contra a Inglaterra ‘democrática’. Por que? Porque o conflito entre os dois países não será uma questão de democracia ou fascismo. Se a Inglaterra triunfasse ela colocaria um outro fascista no Rio de Janeiro e fortaleceria o controle sobre o Brasil. No caso contrário, se o Brasil triunfasse, isso daria um poderoso impulso à consciência nacional e democrática do país e levaria à derrubada da ditadura de Vargas. A derrota da Inglaterra, ao mesmo tempo, representaria um duro golpe para o imperialismo britânico e daria um grande impulso ao movimento revolucionário do proletariado inglês. É preciso não ter nada na cabeça para reduzir os antagonismos mundiais e os conflitos militares à luta entre o fascismo e a democracia. É preciso saber distinguir os exploradores, os escravagistas e os ladrões por trás de qualquer máscara que eles utilizem!” (Entrevista com Leon Trotsky, Mateo Fossa, 23/9/1938).

Seguindo esse legado, sem depositar nenhuma confiança política no Regime dos Aitolás, os Marxistas Leninistas lutam ombro a ombro, na mesma trincheira militar, com todas as forças políticas e militares que se proponham a derrotar a ocupação sionista e o imperialismo… enquanto o MPR e seus “irmãos” Morenistas se perfilam juntos de Israel e dos EUA contra o Irã!