O PAÍS COM A MAIOR FORÇA DE TRABALHO DO PLANETA TEM JORNADA DE 44 HORAS SEMANAIS E ALTO DESEMPREGO: A “MARAVILHA” DA ECONOMIA CHINESA NÃO É TÃO MARAVILHOSA ASSIM PARA A CLASSE OPERÁRIA…
A segunda economia capitalista do planeta, a “potência industrial chinesa”, mantém uma jornada de trabalho de um país periférico do “Terceiro Mundo”, são no mínimo 44 horas de trabalho semanal, com um piso salarial bem inferior ao seu tradicional vizinho, o decadente imperialismo japonês. Além deste fator, a deterioração do mercado de trabalho na China está afetando particularmente os jovens trabalhadores, impulsionada pela ascensão da inteligência artificial na cadeia de produção.
A força de trabalho no gigante asiático, a maior do mundo, enfrenta um período de iminente crise. As estatísticas oficiais mais recentes revelaram que a taxa de desemprego atingiu 7,7% em março para pessoas entre 25 e 29 anos, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Este é o nível mais alto registrado desde que o Instituto Nacional de Estatística da China estabeleceu essa faixa etária como uma categoria separada.
No mês passado, o desemprego geral do proletariado também aumentou inesperadamente, enquanto o crescimento salarial desacelerou para o nível mais baixo desde o final de 2022. É que a dura realidade econômica da restauração capitalista, pelo menos para a classe operária, não é assim tão “maravilhosa” como decanta a exquerda reformista, corrompida até a medula pelo capital financeiro internacional.
A pressão laboral pós-pandemia Covid, provocada
intencionalmente no planeta pelas corporações farmacêuticas com grandes
investimentos na China, agravou a vulnerabilidade dos jovens operários chineses
entre os 25 e os 29 anos, afetando gravemente o seu ingresso em empregos de
nível inicial no processo produtivo.
Outro elemento a ser considerado na crise do chamado “mundo do trabalho”, foi impacto na grande expansão da IA na China, que segundo o próprio governo do PCC, está “complicando” o mercado da força de trabalho para o proletariado mais “qualificado”. Uma adoção mais forte dessas tecnologias poderia, em última instância, eliminar cerca de 70 milhões de empregos no país.
Como os Marxistas Leninistas podemos aferir cientificamente, mais além das “narrativas subjetivas”, a classe operária chinesa não foi beneficiada pelo processo contrarrevolucionário da restauração capitalista, pelo contrário está ameaçada de ser subtraída de suas conquistas históricas, como o pleno emprego estável garantido pela antiga constituição Maoísta, agora revogada pelos bilionários “comunistas” do PCC.
A exquerda “briciana”, leia-se a Social Democracia Lulopetista, que costuma fazer demagogia eleitoral com a “bandeira” do fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil, e que também é ardente apologista do suposto “modelo chinês de socialismo”, fica absolutamente calada diante da super exploração capitalista do proletariado que habita o “dragão asiático”.
