LUIZIANNE LINS SAI DO PT: PULOU NA “REDE” DO IMPERIALISMO E DO BANCO ITAÚ
A deputada federal e ex-Prefeita de Fortaleza Luizianne Lins acaba de se filiar a Rede, deixando o PT após mais de três décadas. Ela alegou que estava sem espaço no partido para disputar uma vaga ao Senado pelo Ceará. O PT local irá apoiar dois candidatos ao Senado indicados pelos partidos da Frente Ampla burguesa que sustentam os governos Elmano de Freitas e Lula. A entrada de Luizianne na Rede foi prestigiada por Heloísa Helena e Pedro Ivo que dirigem a sigla após vencerem uma disputa interna com Marina Silva, que tenta reverter na justiça o controle da legenda. A Rede Sustentabilidade conforma uma Federação Partidária com o PSOL a nível nacional, não por acaso sua direção apoiou entusiasticamente o ingresso de Luizianne porque além de entrar na disputa pelo senado cearense, favorece a Federação a eleger mais parlamentares federais e estaduais no Ceará, além de nutrir seu gordo fundo partidário comum, hoje em torno de quase 60 milhões de reais somente em 2025.
Um detalhe importante é que apesar de Luizianne Lins ter se filiado a Rede, a corrente petista da qual é “integrante”, a Democracia Socialista (DS), deliberou em plenária apoiar sua candidatura ao Senado e, ao mesmo tempo, fazer “dobradinha” informal com ela para outros cargos parlamentares proporcionais pelo PT, como a candidatura a deputado estadual de Waldemir Catanho. Em resumo, saída do PT e a filiação na Rede demonstra que um aberto cretinismo eleitoral e financeiro move os interesses de Luizianne Lins e seu grupo político, com todos os partidos envolvidos no “negócio” (REDE, PSOL e PT) apoiando a reeleição de Lula (já no primeiro turno) e do próprio Elmano no circo da democracia dos ricos.
A Rede foi fundada em 2013 por Marina Silva após ela deixar o
PV (Partido Verde), legenda burguesa que foi candidata a presidente em 2010
atacando violentamente a candidatura Dilma (PT). A sigla foi formalizada em
2014. Marina até então mantinha certas reservas de comentar na mídia assuntos
da área econômica, na tentativa de ocultar do grande público seu vínculo com o
setor financeiro, e mais especificamente com o mantenedor de sua campanha
presidencial: a família Setúbal e o banco Itaú. Os controladores da holding
ITAÚ não esconderam de ninguém o fato de financiarem a legalização da REDE de
Marina.
Ao romper com o PV que lhe deu abrigo em 2010 após ela sair do PT, Marina pensou “grande” ao demonstrar que seu projeto político deveria ser “puro” e homogêneo, livre das influências oligárquicas regionais voltadas a um fisiologismo que não agrada aos grandes investidores internacionais. O lançamento da Rede contou desde o início com forte apoio financeiro dos banqueiros. Rapidamente a Rede galvanizou recursos da burguesia bem mais “consistentes” do que reuniu em 2010.
Com a morte de Eduardo Campos, Marina assumiu o protagonismo da disputa pelo Planalto em 2014 contra Dilma, ainda que pela legenda do PSB já que a REDE não se oficializou no TSE. Nessa senda foi apoiada por Heloísa Helena que se afastou do PSOL e anos depois deu uma “rasteira” na própria Marina Silva. Heloísa agora está no controle da Rede e avalizou a filiação de Luizianne Lins, mantendo no PSOL uma aproximação com o MES de Luciana Genro e Roberto Robaina, foi convidade de honra em seu congresso! A defesa de um “capitalismo sustentável” para as classes dominantes e a reeleição de Lula unifica solidamente a REDE e o PSOL. A Federação entre ambos funciona como partido único social-democrata.
Desde a LBI denunciamos vigorosamente a REDE, urdida
diretamente nos bastidores imundos do Deep State global e do Partido Democrata
ianque. Qualquer tentativa de aliança ou mesmo de um suposto “diálogo” com
esses agentes do imperialismo, disfarçados de “apologistas da
sustentabilidade”, deve ser caracterizada como uma enorme traição de classe aos
interesses históricos do proletariado, como acabou de operar Luizianne Lins!
Como Marxistas Revolucionários impulsionamos e politizamos o justo ódio popular contra a democracia fraudada, defendendo o Voto Nulo, o Boicote Ativo ou mesmo a Abstenção Massiva como forma de denúncia da farsa eleitoral em curso! Nem voto crítico, nem voto útil na “esquerda neoliberal” comandada pelo PT e integrado pelo PSOL/REDE! Voto Nulo pela construção do poder operário! Derrotar o Lulopetismo, o Bolsonarismo e a direita nas ruas e nas lutas!



