A província síria de Homs acaba de ser bombardeada agora a
noite (16/04), por mísseis de fabricação ianque. De acordo com a agência de
notícias SANA, os mísseis invadiram o espaço aéreo sírio e foram derrubados
perto da província de Homs pelas baterias de defesas. O Pentágono afirmou que
"não há atividade militar dos Estados Unidos naquela área neste
momento". O porta-voz Eric Pahond afirmou que no momento não há mais
informações sobre o ataque, negando qualquer iniciativa dos EUA. Ao que tudo indica
os mísseis partiram da mesma região, onde estão as bases militares do Estado
terrorista de Israel, que pretende aproveitar a vaga assassina da ofensiva
militar da OTAN contra o regime nacionalista de Al Assad. Queremos ver se os
"sionistas de esquerda", da direção do MAIS como Waldo Mermelstein
ficarão novamente "neutros" e calados diante da ofensiva militar do
carniceiro Bibi Netanyahu contra o povo sírio. Desde os Marxistas da LBI,
convocamos o proletariado mundial a rechaçar mais uma vez o covarde ataque do
sionismo, este sim verdadeiro carrasco dos povos árabes e palestinos,
mobilizando as massas para defender o regime Assad do imperialismo e seus
acólitos, com nossos próprios métodos da luta de classes!
segunda-feira, 16 de abril de 2018
domingo, 15 de abril de 2018
NÃO AO BOMBARDEIO DAS POTÊNCIAS CAPITALISTAS CONTRA A SÍRIA!
DEFENDER A SÍRIA DA AGRESSÃO IMPERIALISTA!
Publicamos abaixo a declaração política unitária assinada
por organizações políticas, entidades e personalidades contra a agressão imperialista a Síria. Por
entender que esta era uma iniciativa urgente de frente única contra o ataque perpetrado
pelos EUA, Inglaterra e França a LBI subscreveu o texto, apesar de ter sérias divergências com alguns pontos de seu conteúdo programático, particularmente com a posição
de “exigir que as determinações da ONU sejam respeitadas pela OTAN”, na medida
que não temos nenhuma ilusão no papel “mediador” das Nações Unidas, um covil de bandidos controlado em última instância pelo imperialismo ianque. Infelizmente fomos voto
vencido nessa discussão. Apesar disso, a declaração tem o mérito de se colocar
claramente no campo da nação oprimida contra o imperialismo e de convocar a unidade
tática com a Rússia, Irã e Hezbollah para derrotar os chacais imperialistas e o enclave sionista. Além disso, o texto denuncia corretamente o
papel dos “rebeldes” financiados pela CIA como uma força auxiliar da OTAN em terra na Síria. Por fim, essa declaração serve de
base para a convocação de um ato político contra o bombardeio imperialista, importante atividade que
deve ocorrer nos próximos dias em São Paulo.
Nós, entidades e indivíduos abaixo assinados, declaramos
nosso total apoio ao governo sírio e seus aliados Rússia, Irã e Hezbollah,
diante de quaisquer agressões que sofram. Repudiamos com toda a força o
bombardeio da Síria, ordenado pelo governo de Donald Trump, que contou com o
apoio de seus aliados, França e Inglaterra, utilizando como pretexto falsas
acusações.
É inadmissível e cruel um ataque dessa natureza, que coloca
o mundo de volta diante da possibilidade de outra grande conflagração
internacional. Queremos destacar que o ataque foi realizado sem a aprovação do
Conselho de Segurança da ONU, ou seja, em desrespeito às leis internacionais.
As recentes movimentações de frota naval norte-americana no
Mediterrâneo, carregando imenso poder de fogo e acompanhada de acusações de
novo ataque químico em Douma – Ghouta Oriental – elevaram o alerta esta semana
de um possível e maciço ataque à Síria. Este se concretizou no dia 14 de abril,
quando Damasco sofreu duro ataque de mísseis disparados por EUA, Reino Unido e
França. Curiosamente, o ataque surpreendeu a equipe de investigadores da OPAQ –
Organização para a Proibição de Armas Químicas – que está em Damasco justamente
para investigar a acusação feita pelos EUA de ataque químico supostamente
realizado pelo governo.
A retomada de Goutha Oriental por parte do governo sírio foi
estratégia essencial, esperada desde a queda desta região nas mãos de grupos apoiados
principalmente por Arábia Saudita (Jaish Al Islam) e Turquia (diversos grupos,
compondo o chamado Exército Livre da Síria, no qual se inclui a Ikhuan,
Irmandade Muçulmana). A segurança de Damasco, como cidade e como capital e sede
do governo, que em março foi alvejada por mais de 1000 mísseis e morteiros
lançados desde os bairros sequestrados pelos “rebeldes”, dependia totalmente da
operação. O Exército Árabe Sírio encontrou ao menos dois laboratórios
clandestinos de produção de armas químicas em Goutha Oriental nas mãos da Al
Qaeda e impediu que ataques ocorressem durante a libertação da região.
A retomada de um subúrbio composto de várias cidades das
mãos de grupos afiliados à Al Qaeda pelo governo da Síria levou os aliados EUA,
Inglaterra, França, Turquia, Catar, Arábia Saudita, Jordânia e Israel a reverem
suas opções. A luta por procuração, pela qual estes países financiaram,
armaram, treinaram e socorreram o wahhabismo terrorista por 7 anos na Síria,
pode ter chegado ao fim, ao menos por hora.
Para que alcancem seus objetivos, EUA e aliados da OTAN e
das monarquias absolutistas wahhabistas árabes do Golfo Pérsico parecem julgar
indispensável a mudança de regime na Síria. Poderíamos aqui levantar as
diversas hipóteses do porquê dessa obsessão em derrubar Bashar Al Assad. A
disputa pelo transporte ou pela exploração de gás e petróleo (pré-sal
mediterrâneo e Golã sírio); a barragem econômica da aliança asiática com a
China, chamada também de Nova Rota da Seda; e a expansão do poderio e controle
de Israel sobre o Oriente Médio – daí o apoio deste a um Curdistão ao norte da
Síria – são possíveis explicações, que devem ser entendidas em seu conjunto. No
entanto, a grande desculpa para a intervenção, recorrente durante toda a
guerra, continua sendo a alegação de infração de direitos humanos,
especialmente pelo suposto e nunca comprovado uso de armas químicas por parte
do governo sírio. Mais uma vez, os amigos do Império Anglo-Sionista são
perdoados de seus crimes, que não são poucos e, aos inimigos, a lei tenta ser
aplicada, na base do ataque de falsa bandeira.
Apelamos a denunciar a natureza criminosa do imperialismo
dos EUA e dos seus parceiros europeus e a mobilizar-se perante as embaixadas
dos EUA em todo o mundo.
Exigimos que as determinações da ONU sejam respeitadas pela
OTAN e seus membros individualmente.
As comunidades árabes na diáspora, bem como os diversos
grupos e partidos progressistas, de direitos humanos e de lutas pós-coloniais
devem unir-se para pressionar seus governos, imprensa e organismos
internacionais a CESSAREM A GUERRA NA SÍRIA E PERMITIREM ÀQUELE PAÍS E SEU
SOFRIDO POVO INICIAREM UM NOVO TEMPO, DE RECONSTRUÇÃO, RESTAURAÇÃO DA DIGNIDADE
NA REGIÃO E RETORNO AO LAR.
Sábado, 14 de abril de 2018
Oriente Mídia
Cebrapaz
Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria
CMB-Confederação de Mulheres do Brasil
Nova Resistência
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Liga Bolchevique Internacionalista (LBI)
Luta pelo Socialismo (LPS)
União Reconstrução Comunista (URC)
Claude Fahd Hajjar – Vice Presidente de Fearab América
Lejeune Mihran. Sociólogo, escritor e analista internacional
Babel Hajjar- jornalista e pesquisador
Breno Altman – jornalista e diretor do site Opera Mundi
Maria do Socorro Gomes Coelho – Diretora do Cebrapaz
José Reinaldo Carvalho- Diretor do Cebrapaz e editor do
sítio www.resistencia.cc
Alencar Santana – Deputado Estadual
Fuad Achcar – Advogado, diretor da Fearab América,
conselheiro da ICARAB e Clube Homs, membro do Nucleo de Cultura Árabe do
Esporte Clube Sírio desde sua fundação.
Jamil Mourad- Médico e ex deputado federal, membro da
Cebrapaz
Ualid El Kobari- empresário
Mauro Fadul Kurban- Advogado
Emir Mourad- Engenheiro civil
Eduardo Elias- Presidente da Fearab São Paulo
Jamile Abdel Latif- Advogada
Abdel Latif Hasan Abdel Latif – Médico palestino
Naji Omar Abdellatif – Médico palestino
Antonio Carlos Mazzeo –
Professor
Michel Saccab Filho- Médico, conselheiro e ex-diretor do
Esporte Clube Sírio- SP
Reda Soueid- Assessor
Bechara Aziz Ibrahim- Arquiteto
Marlene Jazra Haddad Fahd- Arquiteta
Arminda Borges Latif – Professora aposentada
Ibrahim Muhd Abdel Latif – Engenheiro aposentado, empresário
William Dunne- Redator do Jornal da Causa Operária
André Drumond Ortega- Revista Ópera
Jamile Abdel Latif-
Advogada
Edson Albertão- Militante Frente Brasil Sem Medo
Maria Dolores Zundt- Militante da LPS.
Natalia Forcat- Cartunista
Selma Ismail Mohamad- Economista
Rafael Chervenski da Silva- Militante do PT
Guilherme da Hora Pereira- Militante do PCdoB
TRUMP ATACA A SÍRIA: MAIS E PSTU EM CAMPOS POLÍTICOS OPOSTOS
EM RELAÇÃO AO GOLPE NO BRASIL, PORÉM BEM IRMANADOS NO APOIO A OFENSIVA
IMPERIALISTA CONTRA O REGIME NACIONALISTA DE AL ASSAD
O grupo “MAIS” rompeu em 2016 com o PSTU e a própria LIT,
denunciando que sua antiga organização Morenista adotava no Brasil uma política
de apoio ao golpe parlamentar que apeou Dilma do governo central, e por
consequência defendia a famigerada “Operação Lava Jato” e a prisão de Lula
pelo Justiça burguesa, sob o comando do famigerado Sérgio Moro. Logo o
agrupamento comandado por Valério Arcary e Waldo Mermelstein deu um giro de 180
graus. Ingressou no PSOL e passou a ser um dos maiores defensores do Lulismo e
sua plataforma de conciliação de classes dentro das fileiras do novo partido
reformista que os abrigou, tendo inclusive assento privilegiado nos atos
políticos da Frente Popular que a pretexto de combater a “prisão de Lula e o
avanço do fascismo” selaram as bases para uma aliança eleitoral entre o PT e o
PSOL nas eleições de 2018. Se no Brasil o “MAIS” passou do sectarismo para o
ultra-oportunismo, na Síria continua fielmente seguindo a política da LIT e do
Morenismo! Na declaração escrita por Waldo Mermelstein para o Esquerda On
Line (14/04) intitulada “EUA promove ataques aéreos à Síria: Chega de
intervenção! Paz para o povo Sírio!” não há uma linha sequer convocando a
derrota militar do imperialismo ianque e o estabelecimento tático da frente
única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar a agressão das potências
capitalistas (EUA, França, Inglaterra). O reclame genérico de “Chega de
Intervenção!” é docilmente voltado a condenar tanto os bombardeios ianques como
a “influência russa” na Síria em uma espécie de “neutralidade”. Essa posição já
seria impossível de ser adotada pelos revolucionários no conflito em questão,
rompe com a lição programática legada por Lenin e Trotsky de postar-se
incondicionalmente no campo da nação oprimida contra uma agressão imperialista
independente da direção que comanda o país atrasado, no caso Bashar Al-Assad,
que tanto o “MAIS” como o PSTU acusam de ser um “ditador sanguinário”. Lendo
atentamente o texto percebe-se que a verdadeira posição do “MAIS” continua a
ser a surrada cartilha pró-imperialista Morenista de “Fora Assad” sob o manto
da “neutralidade”. No artigo de Waldo está apontado esse eixo
político e militar literalmente, ao declarar que “A solução para acabar com o
sofrimento do povo sírio não virá dos ataques aéreos das potências que
dominaram a região por mais de um século, nem dos russos que aumentaram sua
influência na região ultimamente. Nem do regime sanguinário de Assad. Somente a
pressão externa e a solidariedade internacional podem ajudar a que a oposição
social e laica na Síria se recomponha ou se reorganize de forma independente
das forças intervencionistas e/ou sectárias e consiga derrubar Assad e seu
regime, sem o que não poderá haver qualquer esperança de colocar um fim ao
sofrimento do povo do país”. O que significa “somente a pressão externa e a
solidariedade internacional podem ajudar a derrubar Assad e seu regime”? A
resposta é clara, a pressão das potências imperialistas para isolar a Síria, a
chantagem da ONU contra a Rússia e o Irã, as ameaças da OTAN e sanções
econômicas contra o governo sírio! A tal “oposição social e laica” apoiada pelo MAIS neste momento
é representada pelo Exército Livre da Síria (ELS) que assim como os demais
grupos “rebeldes” islâmicos são patrocinados, financiados e assessorados pela
CIA e o Mossad! Em resumo estamos diante da defesa “envergonhada” da
escandalosa política Morenista de reivindicar ao imperialismo “armas para os
rebeldes” defendida pela LIT. Neste ponto, a corrente Morenista é bastante clara
e mais coerente. Diante dos bombardeios lançou uma declaração intitulada
“Repudiamos o bombardeio imperialista contra a Síria!” (14.04) que assim como o “MAIS”
aponta como tarefa principal não a derrota do imperialismo e sim a derrubada do
governo Assad! Neste texto escandaloso, a LIT afirma “Tanto na Síria como no
resto do mundo, a luta deve ser contra ambos os blocos inimigos do povo sírio.
Por isso, a LIT-QI rechaça os ataques de Trump-Macron-May, ao mesmo tempo em
que afirma que Al-Assad deve ter o mesmo destino que Kadafi. Estamos
incondicionalmente com a revolução síria. É necessário concretizar qualquer
ação de solidariedade ao povo e a esta causa. É preciso convocar manifestações,
organizar o envio de ajuda humanitária, e exigir a cada governo que entregue,
sem condições, armas pesadas e tecnologia militar aos rebeldes, para que possam
se defender dos ataques genocidas de Assad. A revolução síria deve triunfar”.
Em resumo, por trás do suposto “repúdio” aos bombardeios reivindica
textualmente que os governos imperialistas forneçam armas aos “rebeldes”
treinados pela CIA e o Mossad, clamando que Assad tenha o mesmo destino que
Kadaffi, ou seja, seja derrubado e morto pelos “rebeldes” pró-OTAN em terra. No
Brasil, o “MAIS” rompeu com o PSTU e passou de malas e bagagens para o campo
político da Frente Popular, recorrendo ao real perigo do “neofascismo” como
alicerce para as alianças eleitorais do PSOL como PT no segundo turno, na
medida que Boulus já é um dos candidatos apoiados por Lula no primeiro turno.
Na Síria, o “MAIS” segue vergonhosamente refém da mesma política Morenista, ao
negar-se a chamar a derrota do imperialismo e a frente única com
Assad-Putin-Khamenei para derrotar os chacais agressores comandandos por Trump,
May e Macron! Em resumo, enquanto no Brasil PSTU e “MAIS” trilham caminhos
opostos do mesmo lado da moeda, um na senda do sectarismo e o outro na vereda
do ultra-oportunismo, na Síria ambos agrupamentos revisionistas estão de mãos
dadas com o imperialismo para derrubar Assad!
sábado, 14 de abril de 2018
FRACASSA O ATAQUE DOS CHACAIS IMPERIALISTAS A SÍRIA: DEFESA
ANTIAÉREA DO REGIME ASSAD DERRUBA A GRANDE MAIORIA DOS MÍSSEIS IANQUES. FRENTE
ÚNICA MILITAR COM PUTIN, KHAMENEI E ASSAD PARA DERROTAR TRUMP!
O imperialismo ianque e seus capachos franceses e britânicos
bombardearam na noite desta sexta-feira, 13.04, o território da Síria. As
defesas antiaéreas sírias frustraram a primeira onda de ataque que redundou em um
profundo fracasso. As cidades de Damasco, Homs, uma instalação de pesquisa em
Barzeh foram atacadas durante as operações militares dos EUA,
Reino Unido e França, sob o comando de Trump. Muitos mísseis foram interceptados, segundo fontes russas
cerca de 50 deles, senão as consequências teriam sido infinitamente piores.
Diante desse revés do ataque do imperialismo é preciso reforçar o chamado a frente
única com Putin-Assad-Khamenei contra a agressão lançada pela Casa Branca e seus asseclas. Nesse momento o proletariado
mundial deve convocar imediatamente manifestações para repudiar o bombardeio contra a Síria e
postar-se no campo do país oprimido contra o agressor imperialista, como nos
ensinaram Lenin e Trotsky.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
HÁ TRÊS ANOS DA MORTE DE EDUARDO GALEANO
GALEANO PRESENTE! UM INTELECTUAL PROGRESSISTA QUE NÃO
COLOCOU A VENDA SUA HISTÓRIA DE VIDA
“Vivemos em plena cultura da aparência: O contrato de
casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais
do que o corpo e a missa mais do que Deus.” - Eduardo Galeano
A morte de Eduardo Galeano representa um duro golpe no campo
progressista e anti-imperialista mundial em uma época onde a ofensiva do
capital financeiro sobre os povos atinge seus níveis mais acentuados. Galeano
não era um comunista, mas soube honrar até o último dia de sua vida suas
profundas convicções democráticas sobre as raízes da realidade
latino-americana, abordada em inúmeras crônicas, artigos e livros. Nos dias da
cólera neoliberal são poucos os escritores, intelectuais e artistas de um modo
geral que não sucumbem a lógica do mercado para se tornarem mais palatáveis a
chamada "cultura de massas", um eufemismo que costuma agradar os
agiotas do conhecimento humano. Nascido em Montevidéu no ano de 1940 desde
muito jovem abraçou o ofício do jornalismo, quando desistiu de seu futuro
futebolístico mais tarde retratado em sua obra "O futebol ao sol e à
sombra". Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de
60 como editor do "Marcha", importante periódico semanal que contava
como articulistas Vargas Llosa e Mario Benedetti. Em 1971 publicou seu livro
mais conhecido "As Veias Abertas da América Latina" afirmando seu
viés ideológico de esquerda anti-imperialista com a denúncia libertária do
saque colonial de nosso continente. Em 1973 foi preso em Montevidéu e
posteriormente obrigado a se exilar na Argentina em virtude do golpe militar em
seu país, três anos depois estava na "lista de morte" do sanguinário
general Videla, quando partiu para um novo exílio para o Estado Espanhol. Na
Europa deu início a trilogia "Memória do Fogo", obra premiada
internacionalmente. Em 1985 quando do término do regime militar no Uruguai,
Galeano retornou ao seu amado país onde viveu até sua morte. Acerca do governo
"democraticamente eleito" de Julio Sanguinett, Galeano sempre manteve
uma postura crítica, posição que sustentou até os dias de hoje no Uruguai sob o
poder da Frente Ampla, mesmo intervindo em uma de suas alas de esquerda. Com
sua morte os barões da mídia corporativa tentaram falsamente imputar a Galeano
uma autocrítica política de sua obra, distorcendo algumas de suas declarações
sobre "Veias Abertas da América Latina". Porém Galeano não era um
intelectual venal do tipo FHC rechaçando cabalmente a torpe falsificação. Mesmo
mantendo nítidas diferenças programáticas com alguns pontos da trajetória e dos
próprios escritos de Galeano, prestamos nossa modesta homenagem a esse
combatente da causa popular latino-americana, conscientes que nesta hora de
profundo recrudescimento da ofensiva imperialista contra os povos após a
"Queda do Muro de Berlim" nossa trincheira perdeu um valoroso
guerreiro.
quinta-feira, 12 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
IMPERIALISMO RECORRE A FARSA DE UM “ATAQUE QUÍMICO” PARA LANÇAR AÇÃO MILITAR CONTRA ASSAD: FRENTE ÚNICA COM A RÚSSIA/SÍRIA CONTRA A OTAN E ISRAEL COMO PARTE DA LUTA POR UMA DIREÇÃO REVOLUCIONÁRIA PARA OS TRABALHADORES!
As falsas denúncias de ataques químicos por parte do governo
Assad na cidade de Duma, no leste da Ghouta, na Síria, visam proteger os
terroristas financiados pelo imperialismo e justificar uma intervenção militar
da OTAN. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia
“Continuam os ataques informativos sobre o uso de cloro ou outras substâncias
tóxicas pelas forças governamentais. Mais uma história forjada sobre um alegado
ataque químico contra Duma apareceu ontem. Entretanto, são feitas referências à
famigerada organização não governamental Capacetes Brancos, que reiteradamente
fez conluios com os terroristas, e a outras chamadas organizações humanitárias
baseadas no Reino Unido e nos EUA” (Sputnik, 08.04). Segundo a chancelaria
russa, “O objetivo dessas invenções mentirosas, que não têm nada a ver com a
realidade, é proteger os terroristas e a oposição radical inflexível, que
recusa uma solução política, ao mesmo tempo tentando justificar possíveis
ataques do exterior”. Por fim abordando a possível ação da OTAN contra o governo
Assad, o comunicado declara “É necessário avisar mais uma vez que uma
intervenção militar com os pretextos falsos e forjados na Síria, onde a pedido
do governo legitimo há militares russos, é totalmente inaceitável e pode levar
às mais graves consequências”. A agência síria SANA comunicou, citando uma fonte governamental,
que o grupo Jaysh al-Islam está divulgando notícias falsas sobre um suposto
ataque químico em Duma para deter a ofensiva bem-sucedida do exército sírio na região. O
presidente ianque Donald Trump prometeu nesta segunda-feira (09.04) tomar em 24 a
48 horas uma “decisão importante” sobre a Síria: “Estamos estudando a situação
e falando com líderes militares, e tomaremos alguma decisão importante nas
próximas 24 a 48 horas. Se é a Rússia, se é a Síria, se é o Irã, se são todos
eles juntos, vamos descobrir”. Mais cedo, também nesta segunda, o secretário de
Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou que “não descarta ações
militares contra a Síria após surgirem informações sobre o ataque químico na
cidade síria de Duma atribuído às tropas do presidente Bashar Al Assad”. A
posição dos Marxistas-Revolucionários denunciar a farsa montada pelo
imperialismo e rechaçar qualquer agressão militar ao território da Síria. Ao
denunciar a agressão imperialista, no campo militar os trotskistas reafirmam a
frente única com o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os
“rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca. Os Comunistas Proletários
militam nestas trincheiras de combate com total independência política e
militar das direções burguesas e nacionalistas para forjar uma alternativa
revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa
internacionalista! Frente a esta rica realidade da luta de classes, reafirmamos
que na Síria nos mantemos ao lado da aliança Rússia/Síria, repudiando qualquer
bombardeio imperialista ao país. Para derrotar a ofensiva política e militar
das potências abutres e de seus aliados internos é preciso que o proletariado
sírio em aliança com seus irmãos de classe do Oriente Médio se levante em luta
contra a investida imperialista na região, travestida pela retórica de defesa
dos “direitos humanos e democracia”. Neste momento é fundamental estabelecer
uma clara frente única anti-imperialista com as forças populares que apoiam o
regime nacionalista burguês sírio, assim como com o Hezbollah para derrotar a
ofensiva sobre o país. Combatendo nesta trincheira de luta comum, os
revolucionários têm autoridade política para rechaçar inclusive as concessões
feitas pelo governo de Bashar Al-Assad a esses organismos imperialistas que
pretendem subjugar o país, forjando no calor do combate as condições para a
construção de uma genuína alternativa revolucionária as atuais direções
burguesas que via de regra tendem a buscar acordos vergonhosos com a Casa
Branca. Por fim, esclarecemos que os Marxistas Leninistas nunca nutrimos a
menor simpatia política pelo regime da oligarquia burguesa de Assad, porém
declaramos abertamente e sem dissimulações que temos um “lado” na guerra civil
da Síria, o nosso campo é frontalmente oposto aquele que o imperialismo e seus
“amigos” apostam suas “fichas”. Impedir que a OTAN abra um corredor militar
desde a Síria, passando pelo Líbano, para atacar o Irã, é neste momento a
tarefa central da classe operária internacional em seu combate revolucionário e
anti-imperialista. No campo oposto, o “MAIS”, o PSTU, a CST, a LIT e a UIT estão ao lado dos
mercenários “rebeldes” terroristas e da contrarrevolução imperialista, são adversários das
nações atrasadas atacadas pelo imperialismo e da política nos legada por
Trotsky!
sábado, 7 de abril de 2018
LULA ANUNCIA SUA RENDIÇÃO EM RESPEITO A ORDEM BURGUESA: SEM
RESISTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA, O PT ENTREGA LULA AOS CHACAIS DA LAVA JATO! FRENTE
POPULAR ORIENTA MANIFESTANTES A SE DISPERSAREM. PM É CHAMADA PARA “GARANTIR
VONTADE” DE LULA SER ENCARCERADO PELO JUIZ MORO!
Lula anunciou que iria se integrar à PF. Fez um discurso
eleitoral, apresentou os candidatos da Frente Popular nos estados e ainda se
disse feliz que nas eleições presidenciais haveriam candidatos de esquerda como
Boulus (PSOL) e Manoela (PCdoB). Afirmou acreditar na justiça e apoiar a
“Operação Lava Jato”, lamentando apenas que o Juiz Mouro cedeu à pressão da
Rede Globo. Não denunciou em nenhum momento o STF porque tem esperança de seja
libertado quando da votação do mérito da Ação Declaratória de Constitucionalidade
na Suprema Corte da Justiça do capital. Em resumo, anunciou que vai cumprir as
ordens da justiça burguesa. Boulus foi na mesma tonada: “Se alguém rasgou a
Constituição foi quem condenou sem provas. Estamos aqui para garantir a
Constituição”, reforçou. O MST orientou que todos se dispersassem no final da tarde! Lula foi inicialmente impedido de sair da sede do sindicato por manifestantes mas acabou se entregando. Diante desse impasse a presidente do PT, Gleise Hoffmann, fez um apelo patético
para que os ativistas deixassem Lula se entregar a PF. Uma vergonha completa
que simboliza a política de colaboração de classes em nome de se “respeitar a
vontade de Lula”. A PM foi chamada para "garantir" o desejo do
dirigente máximo do PT. Como alertamos o PT não apostou na luta direta para
barrar a ofensiva fascista, agora impôs que os manifestantes que
ficaram cercando a sede o sindicato se retirassem e liberassem a passagem. O PT orientou o que restou de sua base em frente ao
sindicato que deixasse Lula sair e não “dificultasse” a tarefa da PF! O PT não chamou a resistência porque
teme que a ação das massas saia de seu controle. Lula mesmo preso, aposta no
circo eleitoral da democracia dos ricos e nas instituições do regime. É preciso
tirar as lições políticas e programáticas desse episódio escandaloso que o PT
impôs ao movimento operário tendo o PSOL, PCdoB e PCO como parceiros dessa
política de respeito integral a institucionalidade burguesa!
sexta-feira, 6 de abril de 2018
LULA NÃO PODE SE ENTREGAR A REAÇÃO! O PROLETARIADO DEVE RESISTIR A PRISÃO COM A GREVE GERAL! SUPERAR A POLÍTICA DE PARALISIA E COLABORAÇÃO DE CLASSES DA FRENTE POPULAR!
O Juiz Moro ordenou a prisão de Lula para esta sexta-feira,
06 de abril. Trata-se de uma medida claramente provocativa da “justiça” do
capital visando encarcerar o mais rápido possível o dirigente máximo do PT.
Neste momento Lula e a direção petista estão no Sindicato dos Metalúrgicos de
São Bernardo do Campo, com cerca de 3 mil ativistas prestando solidariedade ao
ex-presidente. A LBI, que sempre foi uma corrente política que defendeu a oposição
operária e revolucionária as gestões de colaboração de classes da Frente
Popular, coloca-se neste momento na trincheira da luta direta contra a prisão de
Lula pela famigerada Operação “Lava Jato” patrocinada pelo imperialismo ianque.
Nossas profundas diferenças políticas e de classe com o PT nos dão toda a moral
para defender Lula das garras da reação burguesa sem capitular ao programa de
conciliação da direção petista. Defendemos que Lula não pode se entregar a PF e
que o proletariado deve resistir nas ruas e através da luta direta a prisão com
a organização imediata de uma Greve Geral política contra a escalada
reacionária que avança em nosso país. Como Marxistas Revolucionários
convocamos o estabelecimento de uma Frente Única de Ação Antifascista
construindo unitariamente tarefas concretas para impedir a prisão de Lula:
comitês de autodefesa, convocação de paralisação nas fábricas do ABC e nas
categorias mais organizadas e o entrincheiramento no Sindicato dos Metalúrgicos
para impedir, pela ação dos trabalhadores, o encarceramento do ex-presidente.
Apesar de fazermos esse chamado público à CUT e ao PT para agirem firmemente neste
momento crucial no sentido de “golpear juntos” sabemos que a Frente Popular não
será capaz de responder à altura ao ataque que a burguesia desfere contra Lula.
O PT não vai apostar na resistência operária porque teme que a ação das massas
saia de seu controle. Lula mesmo na iminência de ser preso aposta no circo
eleitoral da democracia dos ricos, ainda que perseguido é um fiel defensor da
estabilidade do regime político burguês. Apesar de saber desse caminho suicida
que a direção do PT e da CUT adotará é tarefa dos genuínos Trostkistas chamar a
resistência para que a própria classe operária e sua vanguarda classista tire
concretamente as lições políticas e programáticas da traição covarde da Frente
Popular. Jamais a LBI, mesmo militando em todas as gestões petistas como os
maiores adversários do PT no campo da esquerda anticapitalista, poderia atuar como o PSTU que aplaude a operação “Lava Jato” e acabou por se tornar um braço auxiliar da
direita reacionária em nosso país. Compreendemos que neste momento crucial,
como nos ensinou Trotsky, que a melhor forma de fazer evoluir a consciência
revolucionária do proletariado é justamente revelando na arena concreta da luta
de classes que o PT é incapaz de defender consequentemente seu principal
dirigente das garras da justiça burguesa, enquanto os revolucionários Leninistas, sem abrir
mão por um minuto sequer da delimitação programática com a Frente Popular, são
os mais consequentes defensores da luta contra a reação fascista que hoje ameaça
prender Lula mas que amanhã se voltará contra o conjunto do movimento operário!
quinta-feira, 5 de abril de 2018
PARA O PSOL O REACIONÁRIO CELSO DE MELLO É UM "GRANDE
MINISTRO": COM ESTA ESTRATÉGIA REVISIONISTA DE SUBORDINAÇÃO AO ESTADO, ESTAMOS TODOS "FERRADOS"...
Luciana Boiteux, dirigente do PSOL carioca e que foi
candidata a coprefeita do RJ na chapa de Marcelo Freixo em 2016, considera em
artigo publicado no "Esquerda online" (Portal do grupo MAIS), o
ultrarreacionário Celso de Mello como um "grande Ministro": vejamos a
que ponto chega a claudicação da esquerda revisionista as instituições
apodrecidas da velha república do capital: "O voto iluminista e indignado
do grande Ministro Celso de Mello, já tarde da noite, clamava por
razoabilidade, tradição, coerência e garantismo, mas a decisão já estava
tomada."( Esquerda online 05/04/2018). Para os incautos que não conhecem a
trajetória do conservador Celso de Mello, é bom relembrar que este Ministro do
STF foi indicado pelo apagar das luzes do governo Sarney e logo depois debutou
na Corte votando na absolvição do ex-presidente Fernando Collor, acusado pela
CPI do Congresso Nacional de corrupção passiva. Também votou em 2010 contra a
revisão da lei, que permitiria o julgamento de agentes do Estado envolvidos em
tortura durante o regime militar. A anistia aos torturadores foi mantida pelo
STF com o apoio do "grande Celso de Mello". No período mais recente
Celso se notabilizou por ser um dos Ministros do STF que perseguiu com maior
ferocidade os dirigentes do PT na farsa do processo judicial conhecido como
"Mensalão". O voto de Celso crivado de ódio reacionário definia assim
o PT: "Uma resposta penal severa do Estado, em justa e necessária reação
do ordenamento jurídico ao comportamento delinquencial gravíssimo praticado
pelos mensaleiros envolvidos....A isso, a essa sociedade de delinquentes, a
essa ‘societas delinquentium’, o Direito penal brasileiro dá um nome: o de
quadrilha ou bando”. (27/02/2014). Porém a plena confiança em supostos
"membros íntegros" deste regime corrupto da democracia dos ricos faz
com que a esquerda revisionista deposite suas forças políticas na aliança com
figuras reacionárias do capital, consideradas como "iluministas",
segundo palavras da própria Luciana Boiteux. Não precisamos ir muito longe para
verificar as declarações de apoio e confiança do PSOL na apuração do
assassinato de Marielle pelos próprios organismos estatais que executaram
cruelmente a vereadora do partido no Rio de Janeiro. Com esta estratégia de
completa subordinação a institucionalidade burguesa, as hordas fascistas e os
comandos da extrema direita avançam sobre o movimento de massas, sem que o
proletariado esboce alguma resposta revolucionária diante desta conjuntura
reacionária adversa.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
6 X 5 CONTRA O HC: STF LIBERA MORO PARA ENCARCERAR LULA E PT ACEITA SERVILMENTE AS ORDENS DO “SUPREMO” ÓRGÃO JUDICIÁRIO DO CAPITAL EM NOME DE NÃO ROMPER A INSTITUCIONALIDADE BURGUESA E O CIRCO ELEITORAL
O STF negou hoje (04.04) o Habeas Corpus preventivo de Lula
por 6 votos contra 5. O petista deve ser preso nos próximos dias por ordem do
juiz Moro, cumprindo-se plenamente o objetivo da famigerada “Operação Lava
Jato” patrocinada pelo imperialismo ianque. Desgraçadamente confirmou-se integralmente dessa
forma o prognóstico que a LBI fez desde 2014 e reafirmou logo após a negativas
dos recursos de Lula no TRF-4 e apesar da própria liminar do Supremo impedindo
sua prisão por Moro até a decisão de hoje há duas semanas. Naquele momento
solitariamente pontuamos que “Apesar da decisão do TRF-4, Lula não pode ser
preso pelo juiz Moro. Na última semana, os ministros do STF concederam uma
decisão liminar (provisória) favorável ao habeas corpus preventivo apresentado
pela defesa de Lula que impede que o ex-presidente seja preso até o julgamento
do mérito do recurso, agendado para 4 de abril. Nossa análise é que Lula
caminha para o ‘patíbulo’ do STF, como o condenado comemorando um pouco de
tempo ganho antes do ‘enforcamento’”. (BLOG da LBI, 26 de Março de 2018). O
conjunto da Frente Popular, ao contrário, comemorou aquela decisão do STF como
uma “grande vitória” que seria a ante-sala da “virada” de Lula no Supremo.
Alertamos naquele momento que era um profundo equívoco patrocinar ilusões no STF, ao
contrário, denunciamos o caráter de classe do STF, apontamos que a corte maior
da burguesa do país está a serviço da classe dominante. Longe de embarcar na
euforia de apostar na reversão do quadro por dentro das instituições do regime,
convocamos a vanguarda classista a denunciar o STF como serviçal dos grandes
grupos econômicos capitalistas, alertando inclusive que os “ilustres” ministros
desta instituição considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade
tomam suas decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do
poder republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do
regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma
alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos
trabalhadores em luta contra a direita reacionária e a Frente Popular! Agora,
diante do resultado desfavorável a Lula e frente a iminência de sua prisão, o
que fará a Frente Popular? Temos a certeza absoluta que Lula aceitará a decisão
pacificamente como já havia afirmado várias vezes em nome da estabilidade burguesa e do funcionamento do circo eleitoral. Haddad é o famoso plano B,
com vistas a ir ao segundo turno. Mesmo na véspera de sua prisão Lula respeita
servilmente as instituições da burguesia e teme convocar as massas a reagir
porque uma convocatória a luta direta poderia sair do controle do PT,
provocando enfrentamentos de rua e a entrada em cena dos trabalhadores. É tudo
que o PT e Lula não desejam em seu plano de serem gerentes da burguesia
futuramente. Se em 2018 um Tucano (Alckmin) deve voltar ao Palácio do Planalto, depois
(2022 ou 2026) o petismo espera ser retribuído com seu retorno a presidência na
famosa “alternância política” entre os partidos da ordem capitalista. Esse é o jogo da
democracia burguesa e de seu circo eleitoral fraudado. Segue-se o clássico
script de colaboração de classes da Frente Popular. A LBI, ao contrário desse
caminho de desmoralização e derrota, convoca todas as organizações operárias e
populares a deflagarem uma Greve Geral política contra a prisão de Lula e para
barrar nas ruas as ordens antidemocráticas da máfia de toda do Supremo órgão
jurídico da burguesia!
terça-feira, 3 de abril de 2018
“ATO PELA DEMOCRACIA” COM LULA E FREIXO NO RIO: SOB O PRETEXTO DE “COMBATER O FASCISMO” NO CAMPO ELEITORAL, ENCONTRO DÁ INÍCIO AS NEGOCIAÇÕES PARA ALIANÇA ENTRE PT E PSOL EM 2018
Quem assistiu ao “ato em defesa da democracia” ocorrido
ontem (02.04) à noite no Circo Voador, no Rio de Janeiro e viu os discursos e
os abraços entre Lula e Freixo saiu com a certeza de que aquele encontro foi o
ponta pé das negociações para a aliança eleitoral entre PT e PSOL já no
primeiro turno de 2018, pelo menos no Rio de Janeiro. O “combate ao fascismo”
foi apenas o pretexto para legitimar essa unidade eleitoral, nenhum partido
propôs a luta direta e nas ruas contra a direita reacionária e as milícias
assassinas. A construção de comitês de autodefesa não consta no cardário da
Frente Popular! O grande mote foi “eleger parlamentares de esquerda” como
declarou Freixo e votar nas candidaturas do PT, PCdoB e PSOL. Freixo foi ainda
mais claro: “vamos conversar olho no olho, não por notas de jornais, para ver
que caminho seguir daqui para frente”. Fica clara a possibilidade de uma chapa no
Rio com Celso Amorim Governador e Chico Alencar para o Senado, com essa
coligação entre PT, PSOL e PCdoB elegendo muitos deputados estaduais e
federais! Como o candidato presidencial do PSOL, Guilherme Boulos, já atua como
um braço auxiliar do PT na disputa para o Planalto, nem mesmo está descartada
uma chapa entre Lula e o dirigente do MTST. Trata-se da ampliação de frente de
colaboração de classes comandada pelo PT desde 1989. Para melhor justificar
essa aliança utiliza-se do real e concreto perigo do avanço do fascismo e da
escalada reacionária que o país atravessa. Ocorre que longe de ser um
instrumento político útil para barrar a ofensiva da direita pela ação direta
dos trabalhadores, a Frente Popular formada pelo PT e PSOL (cada um tendo seu
papel no campo do reformismo) patrocina ilusões do circo eleitoral fraudado da
democracia dos ricos e orienta os trabalhadores a acreditar nas decadentes e apodrecidas instituições do
regime político burguês. Não por acaso, na sua fala Lula declarou “acredito que
a Suprema Corte irá cumprir seu papel de defender a Constituição e sanar as
injustiças que Moro, Dellagnol e a PF fizeram contra mim”. Diante da
possibilidade de ser preso após o dia 04 de abril Lula foi o mais genérico e
ordeiro possível “Se eu for preso, vocês serão meus pés e minhas mão, minha voz
em defesa da democracia”. Por sua vez Freixo disse que “os policiais mortos
merecem nosso respeito, não hierarquizamos os mortos aqui no Rio” em uma clara
defesa da PM, uma instituição repressora voltada a assassinar trabalhadores e
pobres, não esqueçamos que o parlamentar do PSOL foi ardoroso defensor das UPP´s. Em nenhum momento Lula ou Freixo chamaram mesmo que demagogicamente o
fim da PM ou a “desobediência civil” diante de uma ação desfavorável ao petista
no STF. Da mesma forma limitaram-se a
pedir “prisão e investigação para os que mataram Marielle e atiraram no ônibus
da caranava de Lula”. Como se observa, trata-se de uma frente eleitoral em
gestação que não serve como um ponto de apoio para a luta direta das massas,
uma continuidade das gestões petistas que desmoralizaram o movimento operário e
corromperam as lideranças sociais via sua integração ao Estado capitalista. A
LBI defende um a Frente Única de Ação contra o fascismo, a construção de
comitês populares de autodefesa e da construção da greve geral contra a
intervenção militar e para barrar o recrudescimento das ações das hordas
fascistas. A “Frente Democrática” entre PT e PSOL desgraçadamente se opõem a
esse objetivo de luta direta e aponta o caminho eleitoral. A própria
intervenção de Valério Arcary, dirigente do MAIS que representou o PSOL no ato,
em nenhum momento apontou essas tarefas, não convocou as centrais sindicais a
chamarem um dia nacional de paralisação e greve, não chamou a luta direta
contra a intervenção militar, apenas reforçou a necessidade do “combate ao
neofascismo” sempre dando a essa tarefa um corte eleitoral. Ao contrário dos revisionistas do Trotskismo
como o MAIS-NOS que estiveram presentes no ato, defendemos que no campo, nas
periferias e nos centros urbanos a organização dos círculos de autodefesa deve
estar colada à ação direta nos sindicatos e associações, sempre na perspectiva
da luta concreta por melhores condições de vida e salário. Não devemos encarar
a formação das milícias de autodefesa como uma tarefa “militarista”, separada
de nossas reivindicações pontuais e históricas. Nossas lutas deverão enfrentar
uma etapa bastante delicada nesta correlação de forças, onde teremos que
enfrentar o duro ajuste neoliberal e na mesma proporção a “onda” fascistizante
que deve se avolumar na medida do agravamento da própria crise econômica.
Estabelecer uma enérgica resposta política dos oprimidos a cada ataque
direitista contra nossos companheiros e lutas, perpassa pela organização de
nossas milícias de autodefesa, sabemos muito bem que com o fascismo que ameaça
nossas liberdades democráticas “Não se dialoga, se combate de armas na mão, se
preciso for!”. Por esta razão reforçamos nosso chamado ao conjunto das
organizações políticas e sindicais da esquerda para que debatam em suas bases e
organizem o mais rápido possível as milícias de autodefesa de cada organização
de esquerda, porque a sanha facínora da direita já mostrou que está muito bem
preparada. A LBI que combateu o golpe institucional sem deixar de denunciar a
gestão neoliberal de Dilma Roussef, mais uma vez alerta que essa via de
respeito a ordem capitalista e as instituições burguesa é a o caminho da
derrota. Por essa vereda o movimento operário será ainda mais desmoralizado no
caso de uma prisão de Lula ou de uma nova ação concreta das milícias
reacionárias! Por fim, declaramos que eleições sem Lula ou com Lula são uma
fraude da democracia dos ricos! O povo na democracia burguesa só pode
“escolher” entre os candidatos “autorizados” pelo regime e que não convoquem a
expropriação violenta do capital como fazem o PSOL e o PT. Defendemos o direito
de Lula ser candidato, ou de qualquer outro cidadão, apesar de denunciar que
uma candidatura comunista e revolucionária jamais será admitida pelo
“establishment” dominante. Defender o direito de Lula, ou de qualquer outro
cidadão brasileiro, ser candidato a presidente não é o mesmo que defender a
“democracia” como valor universal, ou avalizar seu programa de sustentabilidade
do capitalismo com “face humana”. Lutamos pelas liberdades democráticas no cenário
social do modo de produção capitalista. Entendemos a luta pelas liberdades
democráticas como o direito dos Marxistas-Leninistas se organizarem livremente
para “conspirar” contra o próprio regime democrático, porém os comunistas na
legalidade ou na clandestinidade mantém o mesmo objetivo estratégico, a tomada
do poder pelo proletariado! Não apoiamos nenhuma sentença da justiça de classe
da burguesia contra lideranças de esquerda, muito menos da famigerada operação
“Lava Jato" montada pelo imperialismo para desmontar a Petrobras. A
corrupção no sistema capitalista não se combate com a justiça do Estado burguês
e sim com a revolução socialista! Não existe capitalismo sem corrupção, é
inútil (ridículo mesmo) reivindicar dos juízes da burguesia que prendam todos
os capitalistas como fazem o PSTU e a TS, cada vez mais atuam escandalosamente como linhas
auxiliares da direita. Diante da Frente Popular que está se gestando entre o PT
e o PSOL dizemos: Não ao circo eleitoral de cartas marcadas pelo poder do
capital financeiro. Abaixo a fraude eleitoral da soberania popular, seja com
Lula, Boulos, Ciro e os fascistas Alckmin e Bolsonaro. Pela ação direta e
revolucionária das massas! Lutemos por um verdadeiro Governo Operário e
Camponês para demolir todo o “edifício” institucional da república do capital!
Para derrotar o fascismo, organizemos o armamento do proletariado e os comitês
populares de autodefesa, únicas garantias de um genuíno combate de classe a
reação burguesa que avança em nosso país!
segunda-feira, 2 de abril de 2018
36 ANOS DA GUERRA DAS MALVINAS: ONTEM COM A ARGENTINA CONTRA A USURPAÇÃO DO IMPERIALISMO BRITÂNICO, HOJE COM A SÍRIA PARA DERROTAR AS AGRESSÕES DA OTAN E DE ISRAEL
Há 36 anos, mais precisamente no dia 02 de abril de 1982,
sob a intensa pressão do movimento operário e popular, com a ditadura genocida
em colapso, a Junta Militar de Galtieri determinou a invasão das Malvinas com o
objetivo de desviar o foco das manifestações contra o regime e recuperar o
apoio popular, explorando o justo ódio antiimperialista das massas exploradas.
Na verdade, a Junta Militar não tinha nenhuma intenção de entrar em conflito
armado com o imperialismo. Os generais argentinos alimentavam ilusões de que
não haveria uma resposta militar enérgica do império britânico, devido a um
suposto desinteresse deste em manter seu domínio sobre as ilhas. Ademais,
esperavam contar com o apoio do imperialismo norte-americano, através do
"cawboy" Ronald Reagan, considerado como um aliado incondicional da
ditadura fascistizante, para intermediar
um acordo diplomático. A resposta da primeira ministra Thatcher foi uma
imediata declaração de guerra com o envio da frota real britânica para iniciar
o contra-ataque, que contou com aliados de primeira hora como os EUA e o Chile
de Augusto Pinochet, que cedeu o território chileno para base de operações e de
abastecimento das forças armadas do Reino Unido.
sexta-feira, 30 de março de 2018
ENCLAVE TERRORISTA DE ISRAEL MATA 7 PALESTINOS NA FAIXA DE GAZA: RESPONDER AO ATAQUE COM A RETOMADA DA INTIFADA E A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA PARA DERROTAR A MÁQUINA DE GUERRA SIONISTA! PELA VITÓRIA DA RESISTÊNCIA PALESTINA!
Pelo menos 7 palestinos que participavam de atos na Faixa de Gaza,
perto da fronteira da ocupação sionista, foram mortos nesta sexta-feira (30)
pelo Exército de Israel. Outros cerca de 500 ficaram feridos, de acordo com os
médicos palestinos. O ato marca o primeiro dia de protestos da chamada
"Marcha do Retorno" convocada pelo Hamas, na Faixa de Gaza. Milhares
de palestinos se reuniram em cinco acampamentos em diferentes locais da região
próximos à fronteira com o enclave sionista. Para barrar esta agressão é
necessário armar o povo palestino e retomar a Intifada com o objetivo de
destruir a máquina de guerra assassina, rompendo de vez com as “negociações de
paz” que visam unicamente debilitar a resistência palestina frente os crimes
bárbaros da ocupação sionista. Reafirmamos que para vingar a ofensiva genocida
de Israel é preciso unir o povo palestino e seus aliados da região no combate
pela destruição do enclave sionista e por uma Palestina Soviética baseada em
conselhos de operários e camponeses palestinos e hebreus. Para vencer Israel e derrotar sua ofensiva militar
é preciso impulsionar uma frente única com a resistência palestina, o Irã, a
Síria e o Hezbollah, onde as organizações marxistas revolucionárias atuem na
mesma trincheira de combate destes países e dos grupos políticos na luta contra
o imperialismo, tendo completa independência política diante do programa
burguês-teocrático destes regimes e grupos. Nesse sentido, é preciso que os
trabalhadores pelo mundo se levantem em luta contra Israel se postando pela
vitória militar da resistência palestina para destruir o enclave nazi-sionista!
Os revolucionários se colocam incondicionalmente em defesa do Hamas, da Jihad
islâmica, da FPLP e de todas as organizações da resistência palestina e árabe
perseguidas pelo imperialismo, o sionismo e seus tentáculos assassinos. As
guerrilhas anti-imperialistas da Palestina, Afeganistão, Iraque, Síria, Irã e Líbano
devem colocar todo seu aparato militar em solidariedade a Gaza para o armamento
de todo o povo palestino e em nome de uma nova Intifada contra o gendarme
nazi-sionista. Mãos à obra, esta é tarefa dos revolucionários leninistas e
internacionalistas neste momento crucial!
quinta-feira, 29 de março de 2018
DIANTE DA BRUTAL OFENSIVA DA REAÇÃO: FRENTE DE AÇÃO DIRETA CONTRA O FASCISMO OU FRENTE ELEITORAL PEDINDO “SOCORRO A PF”, UMA POLÊMICA COM BOULOS E O PSOL
No ato de fechamento da caravana eleitoral de Lula pela
região sul, ocorrido na noite de ontem (29.03) em Curitiba, capital do Paraná,
esteve presente o pré-candidato do PSOL à presidência, Guilherme Boulos e a
representante do PCdoB, Manuela D´ávila. Boulos declarou que “Nossas diferenças
não vão nos impedir de sentar à mesa para enfrentar o fascismo no Brasil. Lula,
Manuela, já passou da hora de criarmos uma frente democrática contra o fascismo no
Brasil, entre os partidos e as candidaturas de esquerda”. Qual a
medida de luta direta concreta contra o fascismo que Boulos apontou em sua fala diante de milhares de ativistas de esquerda em Curitiba? Nenhuma! Ele não propôs que diante dos tiros das milícias fascistas contra a
caravana de Lula dever-se-ia ter como resposta à autodefesa armada operária e
popular, não alertou que para derrotar a reação burguesa era necessário a ação
revolucionária dos trabalhadores. As hordas fascistas não distinguem as
profundas diferenças políticas no campo da esquerda, para as forças da reação
tudo que represente no passado ou no presente o combate histórico pelo
socialismo deve ser eliminado e destruído. Nesta perigosa escalada nacional da
direita, nos chama atenção a resposta que setores majoritários da esquerda (PT,
PSOL, PCdoB) pretendem dar a esta ofensiva da reação: clamam exclusivamente por
uma ação institucional da Polícia Federal, PM ou do próprio Ministério Público.
Nada contra acionar o Estado Burguês contra os delinquentes da direita, a
questão é que por esta via a resposta do movimento de massas será praticamente
nula! Diante das ações das turbas fascistas e da “inoperância” estatal em
detê-las o movimento social não pode ficar atado na espera do “socorro da
burguesia”, que a “PF aja com rigor”. É necessário debater com o movimento de
massas a tarefa de organizar de conjunto nossas milícias de autodefesa,
independente dos matizes políticos que nos separam, como nos ensinou
historicamente Trotsky: “Conclamar a organização da milícia é uma ‘provocação’,
dizem alguns adversários certamente pouco sérios e pouco honestos. Isto não é
um argumento, mas um insulto. Se a necessidade de defender as organizações
operárias surge de toda a situação, como é possível não se conclamar a criação
de milícias? É possível nos dizer que a criação de milícias ‘provoca’ os
ataques dos fascistas e a repressão do governo? Neste caso, trata-se de um
argumento absolutamente reacionário. O liberalismo sempre disse aos operários
que eles 'provocam' a reação, com sua luta de classes.” (Aonde vai a França,
LT). No campo, nas periferias e nos centros urbanos a organização dos círculos
de autodefesa deve estar colada à ação direta nos sindicatos e associações,
sempre na perspectiva da luta concreta por melhores condições de vida e
salário. Não devemos encarar a formação das milícias de autodefesa como uma
tarefa “militarista”, separada de nossas reivindicações pontuais e históricas.
Nossas lutas deverão enfrentar uma etapa bastante delicada nesta correlação de
forças, onde teremos que enfrentar o duro ajuste neoliberal e na mesma
proporção a “onda” fascistizante que deve se avolumar na medida do agravamento
da própria crise econômica. Estabelecer uma enérgica resposta política dos
oprimidos a cada ataque direitista contra nossos companheiros e lutas, perpassa
pela organização de nossas milícias de autodefesa, sabemos muito bem que com o
fascismo que ameaça nossas liberdades democráticas “Não se dialoga, se combate
de armas na mão, se preciso for!”. Por esta razão reforçamos nosso chamado ao
conjunto das organizações políticas e sindicais da esquerda para que debatam em
suas bases e organizem o mais rápido possível as milícias de autodefesa de cada
organização de esquerda, porque a sanha facínora da direita já mostrou que está
muito bem preparada. Ao contrário dessa tarefa elementar, Boulos declarou que
Lula e Marielle Franco foram vítimas do mesmo ódio e não propôs mais nada
diante de milhares de ativistas políticos!!! No caso da vereadora carioca, o
PSOL exige apenas do próprio Estado burguês “investigação e punição exemplar
para os culpados”. Em relação a Lula afirma “O PSOL considera esses fatos um
atentado contra a democracia. Não podemos permitir que o discurso de ódio e a
intolerância vençam. Não participamos da Caravana do PT e temos claras
diferenças políticas, ideológicas e programáticas com esse partido, mas somos
veementemente contrários aos atos hostis e agressivos ocorridos. Nossas
diferenças são políticas e é nesse campo que faremos embates”. Por sua vez Lula
e Manuela pediram uma “investigação exemplar ao atentado aos ônibus da
caravana”. Lula, Manuela e Boulos tem a mesma política diante dos ataques das
milícias fascista à esquerda: colocar unicamente nas mãos da justiça burguesa e
dos órgãos de repressão do Estado capitalista a “investigação e punição dos
culpados”, uma verdadeira piada tragicômica, um pedido de socorro para a PF e PM!
Na verdade, sob o pretexto de “combater o fascismo” e postar-se “em defesa da
democracia”, Boulos entrou oficialmente na campanha eleitoral de Lula, ao lado
de gente como Roberto Requião (PMDB)! Nada mais natural, sua plataforma
socialdemocrata “Vamos” é a apologia da democracia burguesa, a qual ele
pretende radicalizar caso eleito. Boulus e Lula tem a mesma vertente
programática de conceder sustentabilidade a economia capitalista. Não podem
admitir a violência revolucionária de uma classe para subjugar a outra e muito
menos reconhecer o Estado como um comitê gestor dos negócios da classe
dominante. Para os Marxistas Leninistas a ampla repercussão diante do bárbaro
assassinato de Marielle e do atentado fascista a caravana de Lula, fatos que
geraram repúdio do movimento de massas, deveria ser convertida em um chamado a
ruptura com a própria institucionalidade burguesa que pretende eliminar
política e fisicamente as principais referências da esquerda, sejam reformistas
ou revolucionárias. A organização de comitês populares de autodefesa é o
primeiro passo desta importante tarefa. Por sua vez, o estabelecimento de uma
Frente Única de Ação Antifascista contra direita neoliberal e fascista não está
a serviço de defender a Frente Popular e a democracia burguesa, mas para
derrotar a ofensiva da reação contra as limitadas liberdades democráticas
existentes em nosso país e as conquistas sociais arrancadas com muita luta pelo
proletariado, além de denunciar a política neoliberal do PT em seus mais de
doze anos de gerência do Estado capitalista. Boulos participou do ato eleitoral
de Lula simplesmente para garantir já no primeiro turno que a candidatura do
PSOL será um braço auxiliar na Frente Popular comandada pelo PT, o que se
converterá em apoio eleitoral no segundo turno, seja Lula ou Haddad o nome
petista na disputa. Setores do PSOL já inclusive articulam a possibilidade de
uma chapa Lula-Boulos. Desde a LBI declaramos que o movimento operário não necessita
de uma frente da “esquerda socialista”, leia-se frente dos reformistas de
“esquerda” nas eleições e sim de uma genuína Frente Revolucionária dos
Marxistas Leninistas que organizem as massas a combater com os métodos da
violência revolucionária do proletariado as instituições do estado burguês. Por
isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no
parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder
operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta
contra a direita reacionária e a Frente Popular!
quarta-feira, 28 de março de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
TRF- 4 NEGA EMBARGOS DE LULA, PORÉM MORO AINDA NÃO PODE PRENDÊ-LO: LULA CAMINHA PARA O “PATÍBULO” DO STF, COMO O CONDENADO COMEMORANDO UM POUCO DE TEMPO GANHO ANTES DO “ENFORCAMENTO”
O TRF- 4 negou na tarde esse dia 26.03 os embargos de declaração da
defesa do ex-presidente Lula. Com a decisão desta 2ª feira fica mantida a
condenação de 12 anos e 1 mês de prisão. A confirmação da condenação foi
unânime. No caso específico de Lula, apesar de sua política de colaboração de
classes e das alianças do PT com a burguesia, o Juiz Moro, a força tarefa dos
procuradores da “República de Curitiba” e o TRF-4 são instrumentos da gestação
de uma “ditadura de Toga” que almeja impor um Bonapartismo Judiciário no
Brasil. Como o PT tem ainda sólidos laços com o movimento social e essa
influência se reflete no terreno eleitoral, a “Lava Jato” tratou de ter como
alvo principal Lula e seu partido, mesmo estes completamente adaptados a
democracia burguesa e corrompidos política e materialmente pelas relações
estabelecidas quando gerenciavam o Estado burguês. A defesa ainda pode entrar
com um último recurso, conhecido como “embargo dos embargos”. A medida
contestará o texto da decisão que rejeitou os embargos iniciais. A defesa de
Lula ainda terá 12 dias para entrar com recurso sobre os próprios embargos de
declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam.
Advogados de Lula presentes no julgamento dizem que irão aguardar a publicação
do acórdão, que é a íntegra da decisão, para estudarem com qual tipo de recurso
entrarão. “Em princípio, podemos identificar algumas omissões, mas aguardaremos
definitivamente a publicação do acórdão” e logo depois acrescentou o advogado
José Roberto Batochio “Essencial e importante que se diga que viemos para
verificar e constatar que não seria expedida qualquer ordem de prisão contra o
ex-presidente Lula, nos precisos e exatos termos do que decidiu o STF na semana
passada”. Apesar da decisão do TRF-4, Lula não pode ser preso pelo juiz Moro.
Na última semana, os ministros do STF concederam uma decisão liminar
(provisória) favorável ao habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de
Lula que impede que o ex-presidente seja preso até o julgamento do mérito do
recurso, agendado para 4 de abril. Nossa análise é que Lula caminha para o
“patíbulo” do STF, como o condenado comemorando um pouco de tempo ganho antes
do “enforcamento”. Diante do resultado da última seção do STF a Frente Popular
tenta sua última cartada nos bastidores do poder para o PT tentar negociar com
seus ex-aliados burgueses um acordo para preservar Lula da prisão, tentando viabilizar
a candidatura Lula como uma alternativa confiável para o regime político em
momentos de crise, uma opção que a burguesia não pode descartar para 2018, pode
lhe ser útil desde que o Juiz “nacional” Moro e a “República de Curitiba” não
encarcerem o ex-presidente. Lula pode ficar inelegível porque a Lei da Ficha
Limpa em decisão confirmada pelo STF anteriormente prevê que uma pessoa
condenada por determinados crimes em um órgão colegiado não pode disputar
eleições. A inelegibilidade, porém, não é imediata, e depende de ritos
processuais no STF e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De fato, só depois
do dia 04 de abril saberemos o resultado final dos acontecimentos, mas uma
questão é clara: os setores fundamentais da elite dominante não fecharam questão
sobre esse tema, esperam o desenrolar da crise em um país extremamente
polarizado com a barbárie imposta após a intervenção militar no Rio, com as
mobilizações contra a morte da vereadora Marielle Franco e a baixa densidade
eleitoral dos candidatos tradicionais da direita como Alckmin (PSDB) para
literalmente bater o martelo. Como Marxistas Revolucionários temos uma certeza
inquebrantável: sabemos do caráter de classe do STF, a corte maior da burguesa
do país está a serviço da classe dominante. Nesse sentido, a vanguarda
classista deve denunciar o STF como serviçal dos grandes grupos econômicos
capitalistas, alertando inclusive que os “ilustres” ministros desta instituição
considerada o sustentáculo “ético” do atual regime na verdade tomam suas
decisões em função das pugnas políticas existentes nas entranhas do poder
republicano. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime
político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa
de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em
luta contra a direita reacionária e a Frente Popular! A LBI convoca, em caráter
de unidade de classe contra classe, todos as entidades classistas e
democráticas a empreenderem uma jornada nacional de luta e denúncia política da
famigerada “Operação Lava Jato”, colando a esta iniciativa o combate frontal
aos ataques neoliberais e a intervenção militar que o governo golpista de Temer
vem implementando. Nesse caminho, o estabelecimento de uma Frente Única de Ação
Antifascista contra Moro e a direita neoliberal não está a serviço de defender
a Frente Popular e a democracia burguesa, mas para derrotar a ofensiva da
reação contra as limitadas liberdades democráticas existentes em nosso país e
as conquistas sociais arrancadas com muita luta pelo proletariado, além de
denunciar a política neoliberal do PT em seus mais de doze anos de gerência do
Estado capitalista. O desenlace progressista da atual crise de dominação
burguesa repousa exclusivamente na possibilidade da classe operária começar a construção
de seu próprio embrião de poder revolucionário sem nenhuma ilusão no circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos!
sábado, 24 de março de 2018
1938-2018: VIVA OS 80 ANOS DA FUNDAÇÃO DA IV INTERNACIONAL!
No ano de 1938, na pequena cidade de Périgny, França, realizou-se o Congresso de Fundação da IV Internacional. Leon Trotsky (que viria a ser assassinado no mês agosto de 1940, pelo agente stalinista infiltrado Ramón Mercader), impedido de estar presente na conferência de fundação, o dirigente Bolchevique enviou uma saudação em forma de mensagem gravada. Antes disso, décadas se passaram de amadurecimento da cisão política no interior do movimento revolucionário internacional. As duras polêmicas entre Trotsky e Stalin, representavam no fundo posições de classes sociais antagônicas, e remontam os anos 23/24, quando a tese Marxista (até então majoritária entre os Bolcheviques, e vigorosamente defendida por Lenin e Trostky) da necessidade da continuidade da revolução proletária no plano internacional para o triunfo da Revolução Russa, começa a perder espaço para a doutrina reacionária da possibilidade de construir o “socialismo em um só país”. Diante do refluxo do movimento revolucionário internacional após a derrota da Revolução Alemã de 1919, essa palavra de ordem, defendida por Stalin, gradativamente ganha espaço entre a burocracia do Partido Comunista russo e também no próprio Movimento Comunista Internacional. Trotsky, intransigente em seu programa do internacionalismo proletário, organiza com seus partidário, em 1923, a Oposição de Esquerda, que se opunha a nascente burocracia soviética,uma casta parasitária das relações de produção semi-socialistas vigentes na URSS, analisando como produto de suas bases materiais o atraso econômico e a pobreza ainda predominante na Rússia. Menos de dez anos depois, os chamados Trotskistas são expulsos da III Internacional (Comintern), já dominada pelos partidários da burocracia Stalinista. Trotsky apesar do extremo isolamento político não vacila em fundar uma nova Internacional da classe operária, e apesar de reunir menos de 30 delegados, o congresso de Périgny lança a IV Internacional com a sólida base do Programa de Transição. Apesar dos céticos e "aparatistas" duvidarem da sobrevivência da IV, em função de suas reduzidíssimas forças militantes (cerca de 50 Quadros políticos contra mais de 50 mil dirigentes Stalinistas), a frágil Internacional se estendeu até os dias de hoje, na forma de seu legado revolucionário. Os anos anteriores de divergências políticas entre Lenin e Trotsky não impediram o dirigente maior da URSS de reconhecer, em suas últimas palavras aos bolcheviques o papel extraordinário do "Velho Leon": “O camarada Stálin, tendo chegado ao Secretariado Geral, tem concentrado em suas mãos um poder enorme, e não estou seguro que sempre irá utilizá-lo com suficiente prudência. Por outro lado, o camarada Trotsky, segundo demonstra sua luta contra o CC em razão do problema do Comissariado do Povo de Vias de Comunicação, não se distingue apenas por sua grande capacidade. Pessoalmente, embora seja o homem mais capaz do atual CC, está demasiado ensoberbecido e atraído pelo aspecto puramente administrativo dos assuntos.” (Testamento de Lenin/ janeiro de 1923).
96 ANOS DO PCB: DA GÊNESE REVOLUCIONÁRIA À SUBMISSÃO AO
STALINISMO... ATÉ CHEGAR À CONDIÇÃO ATUAL DE SUBLEGENDA DO PSOL E DO ULTRA
REFORMISTA BOULUS
O PCB completa 96 anos nesse 25 de março, um partido totalmente diferente do ponto de vista político e programático da organização comunista que teve sua gênese revolucionária em 1922 sob a influência direta da vitória da Revolução de Outubro 1917, quando os nove delegados fundaram o partido em ruptura com o anarquismo. O antigo “Partidão” não passa hoje no Brasil de uma sublegenda do PSOL, apoiando inclusive o ultra reformista Boulus e seu programa socialdemocrata condensado na plataforma “Vamos” em nome da falácia de “unir a esquerda socialista”, quanto na verdade o programa de Boulus é de radicalizar a democracia burguesa e sua tarefa política no circo eleitoral é ser um braço auxiliar da frente popular comandada pelo PT. A nível internacional, o PCB acaba de apoiar na Rússia a candidatura “keynesiana” do PCFR, um empresário do agronegócio até pouco tempo do partido de Putin. Na Colômbia sustenta a política de integração das FARC a democracia burguesa, apoiando a conversão da guerrilha em um domesticado partido legal submisso a ordem vigente. O mais interessante é que nas atuais comemorações o atual PCB reivindica a figura de Luis Carlos Prestes. Desta forma encobre cinicamente e de forma oportunista o fato de até mesmo ele ter rompido publicamente com o PCB em março de 1980 através da famosa "Carta aos Comunistas". Nesta época, Prestes denunciou a política de claudicação do partido ao governo militar comandado pelo general Figueiredo e a orientação de não resistência à ditadura na década de 70, rompendo junto com os mais importantes quadros do partido, como Gregório Bezerra e reduzindo o PCB a um "partidinho". Também não esqueçamos que Ivan Pinheiro, até recentemente Secretário-Geral do PCB "reconstruído" e agora substituído por Edmilson Costa, foi o braço direito da troika Giocondo Dias, Salomão Malina e Hércules Correa quando estes combatiam Prestes no final dos anos 70, no momento em que a direção nacional voltou ao Brasil devido à aprovação da Lei da Anistia. Precisamente em março de 1980, Prestes em minoria na direção se afastou do PCB, arrastando consigo a maioria do partido, processo que tempos depois veio a se desmoralizar pela diletante negativa de Prestes em construir uma nova organização política. Em maio do mesmo ano, no auge das divergências, a direção nacional elegeu Giocondo Dias secretário-geral, depois de declarar vago o cargo. Com a legalização do PCB em 1985, Giocondo exerceu sua função até o VIII Congresso, em 1987, quando foi substituído, por motivos de saúde, por Salomão Malina. Durante todo esse período, ao seu lado estavam Hércules Correa, "teórico" do peleguismo sindical no Brasil e Ivan Pinheiro, então presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, representando as posições mais à direita no movimento operário brasileiro em uma época de clara radicalização das lutas, com a vitória das oposições sindicais cutistas. Estes senhores combateram a fundação da CUT e do PT, atacando-os violentamente como instrumentos da ditadura militar, "divisionistas da esquerda". Na verdade, quem fazia o jogo da oposição burguesa à ditadura militar contra o novo sindicalismo e o PT, que na época agrupava o grosso da vanguarda classista e se colocava como alternativa política ao PMDB, era o stalinismo agrupado no PCdoB como o PCB e juntos na arquipelega CGT. Não por acaso, apoiaram o golpe do Colégio Eleitoral com a indicação de Tancredo Neves e, logo depois, com a ascensão da "Nova República", viraram "fiscais do Sarney" e de seu Plano Cruzado. Durante todo esse período, Ivan Pinheiro foi entusiasta defensor dessa política que resultou no lançamento da candidatura de Roberto Freire em 1989 para combater o PT nas eleições presidenciais. Foi essa trajetória tão direitista que levou em 1992 a maioria do PCB a se converter no núcleo fundador do PPS sob a direção de Salomão Malina e Freire. Só aí Ivan Pinheiro rompeu com esse grupo revisionista que tinha ido longe demais em seus ataques aos princípios do marxismo em função da onda contrarrevolucionária mundial desencadeada com o fim da URSS que converteu vários partidos comunistas do planeta em partidos sociais-democratas. A origem desse processo é que a orientação levada a cabo pela atual direção do PCB após a ruptura com Salomão Malina, Sérgio Arouca e Roberto Freire em 1992 foi a do reformismo burguês de "esquerda". Logo em 1994, o PCB apoiou a candidatura petista atacando o "sectarismo e o esquerdismo" daqueles que denunciavam o caráter burguês da postulação de Lula, orientação que permaneceu até 2002, mesmo com o PT tendo como candidato a vice-presidente o megaempresário José Alencar, sendo porta-voz de um programa abertamente pró-imperialista expresso na "Carta aos Brasileiros" (leia-se aos banqueiros). Após ter rompido com o governo Lula em 2005, devido à "crise do mensalão", quando o PCB avaliava que a gestão da frente popular iria naufragar, o partido passou a patrocinar o eleitoralismo pequeno-burguês em torno da "frente de esquerda" com o PSTU e PSOL. Tanto que apoiou Heloísa Helena em 2006, paladina de um programa de reformas no regime político democratizante bastardo de corte nacional-desenvolvimentista, mesclado com traços reacionários de defesa ferrenha da Constituição. Tanto Lula como Dilma tiveram o apoio do PCB nos segundos turnos das eleições presidenciais de 2006 e 2010 ao lado das demais legendas que representam o serviçal espectro stalinista em nosso país (PCdoB, PCR, PCML-Inverta), recorrendo ao surrado e cômodo pretexto de "derrotar a direita demo-tucana". Agora o PCB embarca em uma aliança com o PSOL em apoio à candidatura social democrata Boulus, com atual Secretário-Geral do PCB, Edmilson Costa, fazendo do partido uma sub-legenda do PSOL. O PCB ainda flerta com traços político-ideológicos baseados no marxismo-leninismo, porém sua demagogia classista e "comunista" está a serviço de encobrir na prática sua política reformista burguesa e de colaboração de classes, que se expressam na participação até pouco tempo em administrações petistas e nas alianças com o PSOL, que não tem um programa de ruptura revolucionária com a ordem burguesa ao contrário é refém do circo eleitoral fraudado da democracia dos ricos. No momento em que o PCB completa 96 anos compreendemos que a denúncia da trajetória de colaboração de classes do PCB ao longo de sua história é parte da tarefa programática da construção de um genuíno partido revolucionário no Brasil, combate que a LBI reivindica inclusive como parte da luta que levou Mário Pedrosa e posteriormente Sachetta no próprio PCB, respectivamente nos anos 30 e 40, quando foram expulsos do partido, já stalinizado desde seu II Congresso em meados dos anos 20. Lançamos inclusive uma brochura quando dos 90 anos do PCB analisando esse processo político e histórico. É tarefa elementar dos verdadeiros marxistas leninistas o vigoroso debate político e programático com o objetivo de forjar as bases teóricas para que a vanguarda política possa avançar na construção de um verdadeiro partido comunista no Brasil, honrando os esforços que fizeram os nove delegados que em 25 de março de 1922 fundaram o PCB em ruptura com o anarquismo.
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