“Consultado pela direção do Partido dos Trabalhadores, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que neste momento é contra a
palavra de ordem Fora Bolsonaro”, a informação foi divulgada hoje (23/05) na capa
do site “247”, o principal de porta-voz da blogosfera frente populista. Ainda
segundo o “247”: “Depois de uma videoconferência na última terça-feira (21) em
que ouviu a opinião de Lula, a direção petista marcou reunião de sua Executiva
Nacional para a próxima terça-feira (28), quando oficializará a nova
orientação”. Para os Marxistas da LBI não surpreende de forma alguma a diretriz
de conciliação apontada por Lula para o PT mas também para o conjunto da Frente
Popular (PT, PSOL e PCdoB), há algum tempo vimos criticando a posição das
direções reformistas em utilizar as multitudinárias mobilizações contra o
governo fascista como forma de barganha eleitoral e lobby parlamentar. A
própria postergação da convocação da greve geral, limitada somente a um dia de
paralisação, é um sinal claro da política de colaboração de classes da Frente
Popular, que não pretende derrotar a malfadada (contra)reforma da Previdência
pela via da ação direta das massas. Lula ao menos teve a sinceridade política
que sempre lhe foi peculiar, quando por exemplo afirmava que os banqueiros
nunca ganharam tanto dinheiro como no seu governo. Já os dirigentes da
burocracia sindical cutista não detém a mesma honestidade de Lula, e seguem
iludindo os trabalhadores com discursos contra Bolsonaro e sua ofensiva
neoliberal, mas na prática concreta apostam na desmobilização e barganha com o
governo fascista. As palavras de Lula, às vésperas do “Dia Nacional de Luta”de
todos os setores da educação, no próximo 30/05, soam como um verdadeiro
desestímulo político para o movimento de massas, que cada vez mais acumula
forças para derrubar este regime bonapartista de exceção e seu “capitão”
fascista de plantão. Desgraçadamente toda a estratégia programática da Frente
Popular se concentra nas próximas eleições municipais, onde busca obter um
forte ponto de apoio para negociar uma “transição segura” do regime em 2022. O
momento operário e popular deve rejeitar categoricamente esta orientação de
conciliação com as instituições deste regime fruto do golpe parlamentar,
devemos sim impulsionar o assenso das massas que saíram as ruas com a vontade
de derrotar todo o plano de ajuste neoliberal imposto pelos rentistas,
colocando a perspectiva de construção de uma nova alternativa de poder
socialista e revolucionária. A frente única de ação estabelecida com o PT e seus
apêndices(PSOL e PCdoB) não deve significar de forma alguma a chancela ao seu
programa reformista de colaboração de classes. As vergonhosas declarações de
Lula, vem exatamente no momento em que se articula uma Frente Ampla (Direitos
Já!) de "oposição" com partidos do chamado “Centrão”, um bloco que representa justamente os
interesses do mercado financeiro no Congresso Nacional. Nós Marxistas
Leninistas compreendemos a gravidade do momento político, e em oposição ao
caminho de derrotas da Frente Ampla, lançamos um chamado para a formação de uma
Frente Operária e Popular, que assuma como norte político a ação direta das
massas, no combate frontal e vitorioso contra ofensiva neoliberal que ameaça
suprimir as conquistas históricas dos trabalhadores.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
quarta-feira, 22 de maio de 2019
GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA E CHINA: IMPERIALISMO IANQUE AMEAÇA O EX-ESTADO OPERÁRIO CONVERTIDO NA MAIS PODEROSA POTÊNCIA SEMICOLONIAL, RECORRENDO AO PODERIO BÉLICO PARA REAFIMAR SUA HEGEMONIA POLÍTICA E ECONÔMICA!
Em meio a escalada da guerra comercial entre os EUA e a
China, Trump acaba de anunciar o aumento que eleva de 10 a 25% as tarifas sobre
os 200 bilhões de dólares de produtos chineses importados pelos Estados Unidos.
Por sua vez, a China respondeu anunciando que aumentará as taxações vigentes de
10% para 20 ou 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos no valor de 60
bilhões de dólares, que cobrem uma ampla gama, de alimentos a jóias. No campo
das tarifas comerciais, a China tem um poder de fogo significativamente menor
porque suas importações dos Estados Unidos são muito menores do que suas
exportações. Entretanto, a China pode causar caos global se retaliar com venda
de títulos dos EUA. Atualmente, a China possui US$ 1,13 trilhão em títulos do
Tesouro dos EUA. Isso é uma fração do total de US$ 22 trilhões em dívidas
pendentes nos EUA, mas 17,7% dos diversos títulos mantidos por governos
estrangeiros, segundo dados do Tesouro e da Associação dos Setores de Seguros e
Mercados Financeiros. Pequim tem recuado de seu papel no mercado de títulos dos
EUA, tendo cortado participação de quase 4% nos últimos 12 meses, mas ainda
ocupa o primeiro lugar entre os credores estrangeiros dos Estados Unidos. Por
sua vez, via a ofensiva direta contra o Irã, aliado da China e um dos seus
principais fornecedores de petróleo, o imperialismo ianque vem demonstrando
quem realmente manda na economia capitalista mundial. Não vem sendo possível um
acordo dos EUA com a China devido da política protecionista dos EUA, que vem
aprofundando uma guerra comercial global. Vale ressaltar que há o incremento da
ofensiva bélica mundial do imperialismo ianque, o que vem reduzindo o peso do
imperialismo europeu, particularmente da França, com a China aparecendo como um
ator econômico cada vez determinante nesse cenário, um ex-Estado operário
convertido na mais poderosa potência semicolonial. A burguesia imperialista
ianque está consciente da gravidade da conjuntura mundial, em uma correlação de
forças tendencialmente favorável à China, porém foi forçada a se utilizar de
Trump como uma “ponte” necessária no sentido de espraiar o clima da “beira do
abismo” com este palhaço reacionário. O discurso nacionalista de Trump
sensibiliza os devastados pela crise econômica capitalista no maior mercado do
mundo, porém não aglutina a elite financeira que pensa em contornar o colapso
ianque justamente com a expansão da internacionalização do capital volátil nas
colônias. Tentar escapar da crise econômica com o incremento do mercado interno
nos EUA, é uma ilusão já há muito tempo foi descartada pela burguesia
imperialista ianque quando iniciou o chamado processo de "globalização"
em meados dos anos 90. Por seu turno, a China, no curso do processo de
restauração capitalista, vem se transformando na verdade no maior entreposto
comercial e industrial do mundo, uma grande consumidora de commodities e é
nisto que consiste a sua “exuberância” econômica. Caracteriza-se por ser uma
economia semicolonial com fortes induções estatais, remanescentes da herança
stalinista. Em suma, por maior que seja o crescimento do PIB chinês, a
hegemonia militar em todo o planeta ainda se concentra plenamente nas mãos da
Casa Branca, sendo apenas um “sonho” da China converter-se em uma superpotência
capitalista. Nesse sentido “a via chinesa” de restauração capitalista como
vemos reafirmada por Xi Jinping é um processo lento, ordenado e centralizado de
medidas que, levadas a frente sob o férreo controle político do PPCh, avançam o
ritmo da restauração capitalista para se fortalecer futuramente como
contraponto militar e econômico ao imperialismo ianque. No curso da guerra
comercial, Trump reafirmou que o imperialismo ianque dispõe sem sombra de
dúvida do maior e mais avançado aparato bélico do planeta, por isso são capazes
de devastar as forças militares de um país sem sequer precisar “sujar” as botas
de seus Marines em solo inimigo, como aconteceu recentemente na Líbia. O
aprofundamento da política de forte corte orçamentário em gastos sociais, a
elevação da taxa de desemprego e aumento do déficit fiscal com a concessão de
subsídios tributários a grandes empresas será a tônica da próxima etapa mundial
como produto da velha receita neoliberal, claro com a mão de ferro de um regime
de exceção planetário, ou seja, através de uma ditadura do capital, ao
contrário de um suposto “paraíso democrático”. O impasse atual reafirma que a
única vereda para superar a agonia do capital e a barbárie social que dela
decorre é a via da revolução socialista e a demolição violenta da atual
sociedade de classes e edificar sobre seus escombros um novo modo de produção,
o Socialismo.
terça-feira, 21 de maio de 2019
FRENTE AMPLA: DIRIGENTES DO PT E PSOL, COM INICIATIVA DE HADDAD E BOULOS, ARTICULAM COM OS TUCANOS E O CENTRO LIBERAL O MOVIMENTO “DIREITOS JÁ”...
Lideranças de dez partidos do mais variado arco político,
entre os quais PSDB, PDT, PT, PSOL e Cidadania, reuniram-se na noite desta
segunda-feira (20/05), em São Paulo, para organizar o lançamento do movimento
"Direitos Já, Fórum pela Democracia", a iniciativa da esquerda
reformista é formatar um grupo “suprapartidário de oposição ao governo Jair
Bolsonaro”, ou seja uma Frente Ampla com setores neoliberais do chamado
“Centrão”, incluindo desde os Tucanos até a “direita considerada civilizada”.
Segundo nos informa o site “247”: “O movimento começou como um grupo de
WhatsApp que ultrapassou 200 integrantes de vários partidos. Segundo eles, a
ideia agora é lançar um manifesto e organizar um ato no Tuca, o teatro mantido
pela PUC em São Paulo. Ainda não existe uma data fechada para isso.” Entre os
cerca de 40 convidados na primeira reunião para a formação do movimento
“Direitos Já” estavam políticos como o ex-ministro Aloizio Mercadante, o
ex-prefeito Fernando Haddad e o vereador Eduardo Suplicy, todos do PT, também
presentes o ex-ministro da Justiça José Gregori, o ex-senador José Aníbal e o
vereador tucano Daniel Anneberg, pelo PSDB, o candidato derrotado do PSOL à
Presidência, Guilherme Boulos, o presidente do PV, José Pena; José Gustavo,
porta voz da Rede; além de lideranças do PDT, Cidadania, PSOL e PCdoB. Ao que
tudo indica a Frente Ampla de traição das lutas começa a ganhar forma e com o
aval político de Guilherme Boulos, já que dos dirigentes do PT tudo de
conciliação com a direita pode ser esperado.. Seguindo a linha de coerência da
esquerda burguesa, Fernando Haddad defendeu que o grupo se organize em torno de
uma agenda mínima de temas como educação, relações exteriores, geração de
empregos e direitos humanos, e busque a adesão do centro e do “centro- direita
liberal”. Na mesma toada do PT, o líder do PCdoB na Câmara dos Deputados,
Orlando Silva, usou a palavra “degelo” para classificar o encontro. “Temos de
lutar contra o sectarismo na política brasileira”. Por sua vez os Tucanos, que
apóiam fervorosamente a retirada de direitos históricos dos trabalhadores, se
sentiram como “pintos no lixo” na reunião: “Uma mistura dessas só vi nas
Diretas-Já", afirmou o representante de FHC José Gregori, ao encontrar
Suplicy no elevador. Os convidados da burguesia que chegavam ao evento recebiam
cinicamente um broche onde se lia "Direitos Já"...Está absolutamente
claro para a vanguarda militante e classista, que tal engodo político como
este, proposto por Haddad e Boulos, é o caminho mais curto para colher estrondosas
derrotas no combate contra a ofensiva neoliberal e fascista. O movimento de
massas deve sim organizar uma Frente
Única Proletária e Popular, na luta pela construção da Greve Geral política por
tempo indeterminado, para por abaixo o conjunto do regime bonapartista!
segunda-feira, 20 de maio de 2019
BIOGRAFIA DE ROBERTO MARINHO: UMA FARSA “GLOBAL” EM TORNO DA NEFASTA FIGURA DO PATRIARCA DA “FAMILGIA” BURGUESA MAIS PODEROSA DO PAÍS
Acaba de ser lançado pelo jornalista Leonencio Nossa o
primeiro volume da biografia de Roberto Marinho - “O Poder está no ar” - abordando
o seu nascimento em 1904 até 1969, ano de criação do Jornal Nacional. Apesar de
anunciar ser uma “biografia independente” que busca o “rigor jornalístico”,
fica evidente que as supostas pesquisas do autor do livro encobrem o verdadeiro
papel das “Organizações Globo” e seu dono na manutenção da ordem burguesa no
país. Não por caso o jornal da Famiglia Marinho e sua rede de TV deram grande
destaque ao seu lançamento no mercado editorial brasileiro, apresentando-o como
um relato “imparcial” da vida de Roberto Marinho. Trata-se na verdade de uma
farsa global (com a licença poética do trocadilho) elaborada por um escriba a
soldo dos Marinho que visa diluir ao máximo o papel da nefasta figura do chefe
falecido do clã burguês mais poderoso do país no retrocesso político e cultural
que vivemos no Brasil hoje, imposto pelos fortes laços da “Organização” com o
imperialismo ianque. Fica evidente ser uma biografia feita sob encomenda para
encobrir a “História secreta da Rede Globo”, esse sim um livro magistral e de
rigor jornalístico, onde Daniel Herz denunciou em todos os detalhes a criação
da Rede Globo durante a ditadura militar brasileira. Não esqueçamos que a TV Globo
acabou de completar seus 54 anos de existência neste 26 de abril, data em que
começou a funcionar no ano de 1965, fundada por Roberto Marinho. A emissora é
criatura do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto
Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João
Goulart, dando sustentação política, ideológica e logística à ação das FFAA. Um
ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou graças a ação
dos generais gorilas em parceria com investimentos financeiros de corporações
da mídia ianque. O império foi construído com incentivos públicos, isenções
fiscais e outras mutretas, passadas e recentes. Com a sedimentação da ditadura
militar o jornal "O Globo" transformou-se rapidamente em uma rede
nacional de TV, desbancando o império das comunicações nacional, construído por
Assis Chateaubriand. Em plena sintonia com o imperialismo ianque, que financiou
inicialmente todo o megaprojeto dos Marinho em parceria com o grupo Time Life,
a TV Globo converteu-se na principal base de apoio de “massas” do regime
militar (o monopólio da cobertura da copa do mundo em 70 foi o ponto
determinante da inflexão), sendo muito bem gratificada pelos serviços
prestados.
UNE CONVOCA “DIA DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL” SEM
CHAMAR A UNIDADE COM OS TRABALHADORES PARA DERROTAR A REFORMA NEOLIBERAL DA
PREVIDÊNCIA... CONTRA O ISOLAMENTO DA LUTA, FAÇAMOS DO 30 DE MAIO O ÍNICIO DA GREVE
GERAL!
A direção da UNE e da UBES convocaram para 30 de Maio um
“dia nacional em defesa da educação”. As entidades controladas majoritariamente
pelo PCdoB lançaram uma nota em que “convocam a todos e todas estudantes para
se mobilizarem nos próximos dias, indo às ruas com suas produções acadêmicas e
materiais de estudo; convocando assembleias em todas universidades, cursos,
institutos federais e escolas; bem como convocando paralisações e a presença
nos atos do dia 30 de Maio, acumulando forças também para a luta contra a
Reforma da Previdência que terá seu ápice na Greve Geral de todos trabalhadores
no dia 14 de Junho”. Como se observa não se trata de uma convocação para
unificar estudantes e trabalhadores na luta contra a reforma neoliberal da previdência e os cortes de verbas e, muito menos, se anuncia uma
paralisação com a ocupação das reitorias-IF´s que vá além dos protestos do
último dia 15 de Maio. Ao contrário, as direções da UNE e UBES desejam fazer um
protesto estudantil isolado, tanto que a presidente da entidade, Marianna Dias
(UJS), em recente entrevista à Folha de S. Paulo, negou a possibilidade de uma
greve nacional por tempo indeterminado ao declarar que “a nossa convocação é
universidade aberta funcionando a todo vapor, porque o sonho de Bolsonaro é que
a universidade pare”. A política do PCdoB é o oposto da necessidade da luta
unificada dos trabalhadores e estudantes, porque o que pode derrotar o fascista
Bolsonaro é a mobilização radicalizada dos estudantes em unidade com os
trabalhadores do campo e da cidade para derrotar todos os ataques neoliberais,
o que passar por uma greve por tempo indeterminado que ultrapasse os “dias de
lutas de 24hs”, ordeiros e pacíficos voltados a desgastar pontualmente o
governo visando negociar pequenos remendos no ajuste neoliberal via o lobby
parlamentar no Congresso Nacional. Defendemos uma perspectiva alternativa e
revolucionária: a ampliação das mobilizações, tomando as universidades e os
IF’s, ocupando as reitorias greve por tempo indeterminado! Por sua vez, a CUT e
as demais centrais sindicais que convocaram “Greve Geral” de 24hs contra a
reforma da previdência para o longínquo 14/6, não se pronunciaram sobre a data
convocada pela UNE e mantém inalterado seu “calendário de feriadão junino”,
virando as costas para a necessidade de unificar as lutas imediatamente,
centralizando a pauta contra os cortes na educação com o combate para derrubar
a reforma da previdência. Defendemos que a “Greve Geral” convocada pela
burocracia sindical para 14 de junho seja antecipada para 30/5! Os lutadores
classistas, os estudantes combativos precisam derrotar as manobras dessas
burocracias nos sindicatos e nas entidades estudantis (CUT, UNE e UBES). Por
sua vez, a Conlutas, dirigida pelo PSTU, segue em silêncio diante dessa
sabotagem em nome da “unidade”, com a sua juventude já se preparando inclusive para
retornar a UNE controlada pela Frente Popular (PCdoB, PT, PSOL). Alertamos que estas
entidades deveriam abandonar a “trégua” concedida a Bolsonaro, assumindo a
vanguarda por uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação
brasileira a partir do dia 30 de Maio! Para isso essas entidades precisam
romper com a política de colaboração de classes voltada unicamente a desgastar
o Planalto visando as eleições de 2020 e a disputa presidencial de 2022,
limitando as mobilizações ao lobby parlamentar no corrupto Congresso Nacional.
É essa estratégia colaboracionista que jogou a “Greve Geral” para o longínquo
14 de junho, diluído em meio as “festas juninas”. De nossa parte estamos
defendendo que a unidade operária-camponesa-estudantil se faça ativa
imediatamente, o que exige que os sindicatos de professores, os Grêmios, DCE´s
e CAs convoquem nesta semana assembleias de base para aprovar que o 30 de Maio
seja o início de uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação
brasileira! Para vencer devemos superar as mobilizações ordeiras e pacíficas voltadas
apenas a barganha parlamentar como vem orientando as direções da UNE e da UBES!
O momento dos explorados emparedarem o governo do fascista é agora que ele se
encontra imerso em crise, não dando um minuto de trégua ao “idiota inútil”
Bolsonaro!
domingo, 19 de maio de 2019
CAPITULAÇÃO DA ESQUERDA BURGUESA: CRISTINA KIRCHNER ABRE MÃO DE ENCABEÇAR A DISPUTA PRESIDENCIAL DA “CASA ROSADA”, CEDENDO SUA VAGA PARA UM NEOLIBERAL ORTODOXO
Liderando as pesquisas, a ex-presidente Cristina Kirchner,
franca favorita para a disputa presidencial da Casa Rosada em outubro próximo,
anunciou ontem (18/05) que abriu mão de encabeçar a fórmula eleitoral de sua
agremiação (FPV-Frente Para a Vitória), cedendo sua vaga para Alberto
Fernández, um neoliberal ortodoxo que tinha rompido com o Kirchnerismo há cerca
dez anos atrás para se agrupar com a direita Peronista. A senadora Cristina
Kirchner surpreendeu sua própria base militante (que não teve o menor poder de
decisão) ao indicar para chefiar a campanha eleitoral contra Macri um “traidor”,
segundo suas próprias palavras há menos de um ano. A tática política adotada
pelo Kirchnerismo foi obviamente copiada da Frente Popular brasileira, quando o
PT governou com um enorme arco de partidos corruptos de direita por mais de dez
anos, até ser golpeado pelos mesmos oligarcas burgueses que antes o apoiavam.
Porém Cristina com sua “manobra” covarde, pretendeu ir mais fundo até do que
Lula&Dilma, cedendo logo de cara para a direita neoliberal a cabeça de sua
ampla aliança para a disputar o governo central argentino. Alberto Fernández,
que comandou o gabinete da presidência de Nestor e Cristina Kirchner até 2008,
quando rompendo com a esquerda burguesa acabou por chefiar a campanha eleitoral
do conservador Sergio Massa, derrotado por Macri em 2015. Fernández é hoje um nome de confiança do rentismo
argentino e do próprio mercado financeiro internacional, sua indicação feita
pela ex-adversária Cristina, foi saudada por toda reacionária mídia
corporativa, da qual Alberto foi até sócio do tradicional jornal “Clarín”. Mas
não só o rentismo tradicional festejou a “tática” do Kirchnerismo, também a
esquerda reformista ficou eufórica com a vergonhosa política de colaboração de
classes de Cristina. No Brasil a blogosfera petista elogiou a covarde “manobra”
do Kirchnerismo como um sinal de “grande inteligência política”, como por
exemplo o Blog Tijolaço: “A reação ainda não está devidamente analisada, mas a
ex-presidente produziu um terremoto na cena política do país. Renuncia a uma
candidatura francamente favorita, mas onde seria alvejada todo o tempo e se
oferece como vice de Alberto Fernández, um jurista sem acusações”. A
similaridade entre as “táticas” do Kirchnerismo e do Lulismo é enorme, no
Brasil o PT também articula uma “Frente Ampla” para a disputa eleitoral de 2020
e 2022, com grande parte dos mesmos partidos “traidores” que promoveram o golpe
institucional de 2016. A crise econômica capitalista na Argentina é enorme, o
governo ultraneoliberal de Mauricio Macri arrastou o país para uma recessão
profunda e ainda se fez refém do FMI e do Banco Mundial. O Movimento de massas
argentino protagoniza inúmeras mobilizações e greves, mas todavia carece de uma
direção revolucionária consequente. A esquerda revisionista, que organiza a
FIT, não consegue ultrapassar o horizonte das eleições burguesas, focando seus
esforços militantes exclusivamente na obtenção de poucos parlamentares, que em
nada altera a correlação de forças entre as classes sociais. Se com a covarde
manobra eleitoral de colaboração de classes, o Kirchnerismo se coloca como a
melhor opção da burguesia para a crise capitalista, com a provável vitória de
Alberto Fernández em outubro, a classe operária argentina deve se preparar para
romper o “pacto social” que se desenha no horizonte, construindo sua própria
alternativa de poder revolucionário!
sábado, 18 de maio de 2019
DISPARADA DO DÓLAR, QUEDA NAS BOLSAS E A “CARTA APOCALÍPTICA”:
NEM GOLPE NEM RENÚNCIA... RENTISTAS PRERARAM ESPETACULAR ATAQUE ESPECULATIVO PARA
SOLAPAR AS RESERVAS CAMBIAIS DO PAÍS, EMPAREDANDO O FASCISTA BOLSONARO. LUTAR
PARA POR ABAIXO TODO O REGIME BONAPARTISTA!
A disparada do dólar para patamares acima dos 4 reais e a
queda na bolsa de valores sinaliza que os rentistas preparam um espetacular ataque
especulativo para solapar as reservas cambiais brasileiras (cerca de 350 bilhões de dólares), desta
forma estão emparedando o fascista Bolsonaro não só para aprovar imediatamente
a reforma neoliberal da previdência no parlamento, mas para seguir sem maiores
sobressaltos o conjunto do ajuste neoliberal exigido pelo imperialismo. Nessa
senda desejam ter uma gerência estável, sendo inclusive o general Mourão uma
das cartas na manga no baralho da burguesia para assumir o Planalto. Em uma
resposta patética e desesperada, Bolsonaro divulgou via grupos de Whats App de
seu entorno, amplamente divulgada posteriormente na mídia uma “Carta Apocalíptica”.
Nela ele aponta que o “Brasil é ingovernável” devido a “dualidade de poder” exercida
pela pressão das corporações capitalistas por um lado e o ascenso do movimento
de massas de outro. Trata-se de um “aviso” que o fascista tupiniquim faz diante
da sua completa impotência política, reconhece servilmente que quem manda são
os grandes grupos capitalistas que podem descartar o “Capitão” mediante de qualquer
vacilo do seu gerente emergencial ou diante da entrada em cena do movimento de
massas através de sua ação direta revolucionária. Frente a “crise nas alturas” marcada
por uma forte disputa interburguesa que tem Rodrigo Maia (DEM) como pêndulo da
balança, o qual busca costurar um acordo com a Frente Popular (PT, PCdoB, PSOL)
os Marxistas Leninistas defendem uma saída que aponte para a independência
política dos trabalhadores, o que significa a defesa na luta para colocar
abaixo todo o regime político bonapartisrta de exceção! Não vemos como saída
progressista nem a renúncia para assumir o general Mourão nem obviamente a
convocação de novas eleições, nossa perspectiva é apresentar uma saída política
independente do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, o que passa
por convocar imediatamente a Greve Geral por tempo indeterminado e construir a
resistência através dos métodos de luta da classe operária, impondo a derrubada
do conjunto do regime político de exceção e não só o gerente fascista
Bolsonaro!
sexta-feira, 17 de maio de 2019
TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES DA AVIANCA: EXPROPRIAÇÃO E ESTATIZAÇÃO DOS GRANDES TRUSTES AÉREOS!
Os trabalhadores da AVIANCA decidiram deflagrar uma greve
nacional a partir desta sexta-feira (17/05), em razão de mais de 900 demissões
ocorridas em menos de um mês e da própria situação falimentar da empresa.
Paralisações acontecem nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. Segundo a
Infraero, 14 voos já foram cancelados. Entre as reivindicações dos
trabalhadores , estão a regularização dos salários, o pagamento de diárias e a
manutenção dos empregos. A grave crise do setor aéreo brasileiro se agravou no
governo golpista de Temer, que
flexibilizou a lei brasileira permitindo empresas estrangeiras a participarem
em até 100% (antes era 20%) de empresas áreas nacionais. Em crise, a AVIANCA afirmou cinicamente a
Justiça do Trabalho que tem mantido esforços para continuar em operação e para
regularizar os pagamentos aos funcionários, e que uma paralisação total poderia
levar a companhia à falência total. Por sua vez o TST, reafirmando seu caráter
de classe patronal, determinou que o sindicato dos trabalhadores mantivesse 60%
das atividades da AVIANCA em funcionamento, o que foi rechaçado na assembleia
geral da categoria. A greve dos trabalhadores da AVIANCA, aeroviários e
aeronautas, ocorre justamente após as multitudinárias manifestações do 15M e em
meio ao prematuro “default” do governo fascista de Bolsonaro, porém as direções
do movimento de massas se recusam a lançar um plano de lutas para a unificação
das greves por setor, no sentido da deflagração de uma greve geral por tempo
indeterminado para por abaixo todo o regime de exceção que foi imposto em nosso
país logo após o golpe parlamentar de 2016. A defesa de um programa socialista
e revolucionário diante da crise política que se aguça a cada medida neoliberal
do governo neofascista, é o único caminho para assegurar uma vitória
estratégica do conjunto da classe trabalhadora. Neste sentido os Marxistas
Leninistas levantamos uma plataforma de expropriação e estatização de todos os
trustes capitalistas que diante da recessão econômica ameaçam descarregar o ônus
da crise capitalista nas costas dos trabalhadores. Construir pela base a
unificação de todo o movimento operário e popular na perspectiva de uma
verdadeira greve geral por tempo indeterminado!
LAVA JATO PÕE NOVAMENTE SUAS GARRAS EM JOSÉ DIRCEU: SAIR ÀS RUAS CONTRA OS ATAQUES DO FASCISTA BOLSONARO, PELA LIBERDADE DE LULA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”!
A famigerada “República de Curitiba” mandou prender
novamente José Dirceu para cumprimento da pena de 8 anos e 10 meses pela
segunda condenação dele pela “Operação Lava Jato”. O prazo estipulado pelo
juiz federal Luiz Antonio Bonat para que o ex-ministro se entregue
à Polícia Federal (PF), em Curitiba, termina hoje às 16h. Defendemos que Dirceu não deve se
entregar, mas ele e a direção do PT negam-se a chamar a mobilização popular
contra o seu encarceramento. Seguem o exemplo de Lula de respeito a justiça burguesa
e as apodrecidas instituições do regime político burguês. A determinação
arbitrária foi feita depois que o mafioso Tribunal Regional Federal da 4ª
Região (TRF-4) negou, por unanimidade, um recurso da defesa, que pedia
prescrição da pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Mesmo que a prisão seja executada, a defesa do ex-ministro ainda pode recorrer
ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os
advogados também podem tentar um último recurso, chamado de embargos dos
embargos, no próprio TRF-4. Dirceu foi condenado por corrupção e lavagem de
dinheiro em 2017 em um processo completamente viciado que supostamente investigou recebimento de propina em um
contrato com a empresa Apolo Tubulars para o fornecimento de tubos para a
Petrobras, entre 2009 e 2012. Antes, ele chegou a ser preso pela primeira
condenação que recebeu na Lava Jato. Dirceu ficou preso em Curitiba entre
agosto de 2015 e maio de 2017. Um habeas corpus obtido no STF concedeu a ele o
direito de aguardar o julgamento dos recursos com monitoramento por
tornozeleira eletrônica. Depois dos recursos julgados, em 2018, o ex-ministro
voltou à prisão. Ele foi solto novamente em junho de 2018, após uma
determinação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou
que ele deveria aguardar até que os recursos fossem julgados pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ) em liberdade. No primeiro processo, o ex-ministro foi
condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sem
avalizar por um só momento a política desastrosa do PT, o movimento de massas
deve ganhar as ruas para combater a escalada da direita e do fascismo, que mais
cedo do que tarde se voltará contra o conjunto da vanguarda operária em nosso
país. Entendemos que a defesa política, e não meramente jurídica, de Dirceu,
Vacarri e Lula, se mantém necessária diante da ofensiva direitista contra o
conjunto da esquerda e os movimentos sociais. Nós da LBI não nutrimos nenhuma
afinidade programática ou política com Dirceu, Vaccari, Lula e muito menos com
os dirigentes do conjunto da Frente Popular que promoveu ataques aos direitos e
conquistas dos trabalhadores à serviço do capital financeiro. Entretanto os
Bolcheviques sabemos muito bem distinguir o fascismo da Frente Popular, o
primeiro embrulhado no discurso da moralização e ética da coisa pública e o
segundo atolado e refém da sua própria política de colaboração de classes. A
defesa política de Lula, Dirceu e Vaccari, condenados como em uma vitrine
midiática, para dar uma “lição” desmoralizante em qualquer esquerdista que se
meta em “negócios” com a burguesia, é um ato de enfrentamento com a brutal
ofensiva ideológica da direita e não pode ser confundido com o apoio ou
solidariedade ao programa burguês da colaboração de classes levado a cabo pelo
PT. Nesta conjuntura de ofensiva reacionária em toda a linha, a tarefa dos
Leninistas é denunciar vigorosamente a prisão política de Dirceu, Vaccari e
Lula assim como a estratégia de colaboração de classes que levou o PT a
completa subserviência diante da burguesia mesmo quando seus quadros históricos
são perseguidos e presos, como parte da sanha reacionária em curso no país. É necessário defender
publicamente nas ruas e nas lutas a liberdade imediata de Dirceu, Vaccari e
Lula este momento em que o fascista Bolsonaro encontra-se encurralado pelas
ruas. Esta tarefa necessariamente precisa estar combinada com o chamado à
mobilização direta dos trabalhadores contra o ajuste neoliberal exigido pelos
rentistas e sem depositar nenhuma ilusão no cirdo eleitoral da democracia dos ricos!
quinta-feira, 16 de maio de 2019
JOSU TERNERA, HISTÓRICO DIRIGENTE DO ETA, É PRESO HOJE NA FRANÇA... LOUISA HANOUNE, LIDERANÇA LAMBERTISTA É ENCARCERADA NA ARGÉLIA: PELA LIBERDADE IMEDIATA DOS PRESOS POLÍTICOS QUE SÃO ALVO DA REPRESSÃO DOS GOVERNOS CAPITALISTAS NAS METRÓPOLES E “COLÔNIAS”!
José Antonio Urrutikoetxea, mais conhecido como Josu
Ternera, foi preso nesta quinta-feira pela polícia francesa por volta das 7h
(horário local, 2h em Brasília) no estacionamento de um hospital da localidade
de Sallanches, nos Alpes franceses. A detenção ocorreu quando ele se dirigia ao
centro sanitário para ser tratado de um câncer diagnosticado há alguns anos. O
ex-chefe político do ETA, de 68 anos, estava foragido havia 17 anos. O goveno
Macron e sua justiça expediu mandado de prisão contra ele para que cumpra no
país uma pena de oito anos por ligação com grupo separatista, proferida em 1º
de junho do ano passado por um tribunal de París. Ele será diretamente levado a
uma penitenciária francesa. Entre outras ações, Josu Ternera está sendo
processado na Espanha cinicamente por crimes contra a humanidade desde outubro
de 2015, em um processo no qual são réus também os ex-dirigentes do ETA
Garikoitz Aspiazu (Txeroki), Mikel Karrera (Ata), Aitzol Iriondo e Aitor
Elizaran. O ministro do Interior do Governo interino da Espanha, Fernando
Grande-Marlaska, elogiou "o caráter simbólico" da detenção, que
qualificou como uma "vitória do Estado de direito". Grande-Marlaska
reconheceu que a "entrega material" de Ternera à Justiça espanhola
pode ser adiada até que ele cumpra sua pena na França. O histórico dirigente do
ETA militou por meio século na organização separatista basca e desempenhou praticamente
todas as funções orgânicas e estratégicas no grupo. Foi um dos símbolos do ETA.
Estava em paradeiro desconhecido desde 2002, quando o Tribunal Supremo da
Espanha o intimou a depor sobre sua participação no atentado do alojamento
militar de Zaragoza. Ternera, que na época era deputado regional pelo partido
Euskal Herritarrok, fugiu e retomou a vida na clandestinidade, o que não o
impediu de participar das conversações com o Governo socialista de José Luis
Rodríguez Zapatero em 2006, quando havia uma guerra fratricida pelo poder
interno do ETA, afinal vencida pelo setor mais duro, encabeçado por Javier
López Peña (Thierry) e Garikoitz Azpiazu Urbina (Txeroki). Ternera foi
afastado, embora a ascendência que tinha na organização tenha voltado a lhe dar
o protagonismo no dia em que o grupo anunciou o fim definitivo da luta armada,
em 2011. Ternera foi o encarregado de dar voz à declaração de dissolução e
desmantelamento do ETA em maio de 2018. Por sua vez na Argélia, ex-colônia
francesa, no dia 9 de maio, Louisa Hanoune, dirigente lambertistas do Partido
dos Trabalhadores (PT) da Argélia, uma das correntes revisionista do
trotskismo, foi colocada em prisão preventiva pelo tribunal militar de Blida. O
PT argelino defende em seu programa político reformista de radicalização da
democracia burguesa a realização de uma Assembleia Constituinte em meio à crise
política que sacode o pais. Como denuncia o comunicado de imprensa do PT,
trata-se claramente de um ato de perseguição política. Houve muito repúdio na
Argélia contra a prisão da líder e de uma figura pública da esquerda,
denunciando que o Exército quer forçar a aprovação de sua agenda nas eleições
de 4 de julho, apesar de sua rejeição pelo povo argelino. Por seu turno, a Liga
Argelina dos Direitos Humanos (LADDH) considerou que esta prisão abriu o
caminho para “todos os cenários e todos os desvios”. Como se observa o
imperialismo europeu vem perseguindo e prendendo os militantes do ETA mesmo
após o movimento basco ter declarado sua entrega gradual de armas. Esta linha
reacionária segue analogamente o que está acontecendo na Argélia, quando
organizações politícas de esquerda estão questionando o governo burguês capacho
do imperialismo francês. A perseguição a esses militantes é a expressão
política mais acabada da crise e o consequente recrudescimento do regime sob as
hostes do imperialismo europeu e nos países semicoloniais. Os governos
imperialistas europeus recorrem até mesmo a fatos ocorridos há mais de 20 anos
para perseguir e incriminar ativistas sociais ou militantes de organizações de
esquerda como método de intimidação não só aos remanescentes do ETA, mas a todo
movimento das massas exploradas e nacionalidades oprimidas. Frente a este curso
reacionário que se abriu no mundo, com profundos ataques ao proletariado e as
suas liberdades democráticas é necessário que o ativismo de esquerda, classista
e democrático organize atos pela liberdade imediata Josu Ternera, Louisa
Hanoune e de todos os presos políticos das masmorras do imperialismo e de seus
governos capachos!
quarta-feira, 15 de maio de 2019
BALANÇO DO 15 DE MAIO: DISPOSIÇÃO DE LUTA DA JUVENTUDE PARA
DERROTAR OS ATAQUES DO FASCISTA BOLSONARO ESBARRA NA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE
CLASSES DA FRENTE POPULAR
O dia nacional de luta em defesa da educação pública deste
15 de Maio foi uma importante demonstração da disposição de luta da juventude e
dos trabalhadores, apesar da política de colaboração de classes da direção da
CUT e do PT de não organizar a luta direta contra o governo Bolsonaro. Na
maioria das capitais de país houveram atos e manifestações importantes, com
passeatas massivas e atos que lotaram as praças e ruas, uma prova da puteza dos
trabalhadores com o ajuste neoliberal. A presença massiva de servidores
públicos, particularmente dos professores e de estudantes demonstra que estas categorias desejam lutar contra a reforma neoliberal da previdência, sendo necessário a convocação
de uma greve nacional dos trabalhadores em educação.
Apesar dos atos em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e
demais estados terem sido importantes demonstrações de força dos explorados,
categorias operárias como metalúrgicos, químicos, petroleiros e dos
trabalhadores dos transportes (ônibus e metrô) quase não cruzaram os braços
neste 15 de Maio. A LBI interveio nos protestos em vários estados denunciado a
política do PT de negociar com o “mercado” a liberdade de Lula via o STF em
troca de não mobilizar os trabalhadores. O fato de afluírem centenas de
milhares de ativistas ao protesto revela o grande bloqueio a luta direta contra
o governo Bolsonaro é ausência de medidas concretas de combate, como um chamado
firme a Greve Geral por parte das direções sindicais ligadas a Frente Popular.
Fica evidente que a conjuntura de enfrentamento entre as frações burguesas
(como a prisão de Temer pela Lava Jato e sua soltura) dá amplo espaço para uma
intervenção independente e classista do movimento operário, entretanto o PT e a
CUT claramente optaram por negociar pequenos ajustes na reforma da previdência
que organizar a luta concreta contra o governo Bolsonaro, o que abriria um
período de série instabilidade no regime político.
Os estudantes e trabalhadores combativos e classistas interviram neste 15
de Maio com eixo oposto a política de colaboração de classes, convocando a
organização da Greve Geral na base das categorias para derrotar através da luta
direta o governo Bolsonaro e sua malfada reforma neoliberal da previdência! A
tarefa da organização de uma verdadeira greve geral de massas se mantém
totalmente vigente, ainda mais agora depois do dia 15. Passado o “dia de luta” deve
ser proposto nas assembleias de base a preparação de uma paralisação de verdade
das categorias mais importantes do país. Ao sair à luta, os trabalhadores e
particularmente sua vanguarda classista precisam tirar as lições programáticas
da polarizada conjuntura política por que atravessamos, tendo como objetivo de
construir uma alternativa socialista, operária e popular, tarefa que não passa
pelo circo eleitoral, já que ele está voltado justamente a dar um fôlego ao
apodrecido regime político burguês e suas instituições senis, hoje questionadas
pelos protestos populares!
15 DE MAIO: TRANSFORMAR O “DIA NACIONAL DE LUTA” NO INÍCIO
DA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO DE TODA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTRA OS ATAQUES DO FASCISTA BOLSONARO! ROMPER COM A “CAMISA DE FORÇA” IMPOSTA PELA
ANDES, UNE E UBES!
Neste dia 15 de Maio as entidades sindicais da educação
estão convocando uma “Greve Geral” do setor. Trata-se, de fato, de um dia
nacional de luta de 24hs, com atos, passeatas e manifestações pelo país. A
paralisação é sem dúvida uma demonstração de força dos trabalhadores em
educação e dos estudantes das escolas públicas contra os ataques do governo
Bolsonaro que impôs o corte de 30% das verbas das Universidades e IFECT´s de
todos país, além de colégios federais como o Perdro II. Desgraçadamente a
ANDES, UNE e UBES limitaram a paralisação a um dia sem aula e não a uma
verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira
que sacudisse o país sem dar trégua ao fascista tupiniquim, abarcando inclusive
a mobilização das escolas privadas, onde os professores serão duramente
atacados pelo (contra)reforma de Bolsonaro e seu duro ajuste neoliberal. As universidades já estão mobilizadas desde a semana passada e uma Greve Geral encontra-se na ordem do dia. Entretanto a CUT e as demais centrais sindicais, incluindo a Conlutas e Intersindical, jogaram a paralisação total para o longínquo 14 de Junho, em meio aos “festejos
juninos”. Essa política de sabotagem das lutas vem dando fôlego a Bolsonaro e
ao parlamento burguês. Para vencer precisamos superar essa orientação de
colaboração de classes que vem sendo imposta pela “nova Frente Popular” (PT,
PCdoB, PSOL e PSTU) voltada unicamente a desgastar o Planalto visando as
eleições de 2020 e a disputa presidencial de 2022, limitando as mobilizações ao
lobby parlamentar no corrupto Congresso Nacional. Alertamos que todas as
entidades sindicais deveriam abandonar a “trégua” concedida a Bolsonaro,
assumindo a vanguarda por uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a
educação brasileira! Faz-se mais que necessário a imediata unidade
operária-camponesa-estudantil, o que exige que os sindicatos, MST, MTST, os
Grêmios, DCE´s e CAs façam do 15 de Maio o início de uma Greve Geral por tempo
indeterminado de toda a educação brasileira! Para vencer devemos superar as
mobilizações ordeiras e pacíficas voltadas apenas a barganha parlamentar como
vem orientando as direções da ANDES, UNE, UBES e CUT que ficam em Brasília visitando
os gabinetes dos deputados e senadores, tentando “convencer” esses canalhas de
não apoiar as reformas neoliberais do fascista. Esse é o caminho da derrota, devemos
adotar uma estratégia revolucionária para colocar abaixo o fascista Bolsonaro e
sua gerência neoliberal junto com Moro e Guedes! As oposições sindicais
filiadas a Tendência Revolucionária Sindical e a Juventude Bolchevique chamam
os lutadores a intervir neste 15 de Maio para fazer desse dia nacional de luta o
início da Greve Geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira,
que possa com o peso da sua mobilização construir no combate concreto a unidade
com todos os trabalhadores do campo e da cidade para derrotar nas ruas e nas
lutas o governo do fascista Bolsonaro!
ASSINAM:
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES/CE
OPOSIÇÃO ESTUDANTIL UFF/RJ
OPOSIÇÃO APLB/BA
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA/CE
OPOSIÇÃO DE LUTA SINDIÁGUA/CE
OPOSIÇÃO RURAL MADALENA/CE
OPOSIÇÃO SEPE/RJ
OPOSIÇÃO METALÚRGICA – GUARULHOS/SP
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS/RN
OPOSIÇÃO DE LUTA NO CPERS/RGS
OPOSIÇÃO SINDSAÚDE/PE
JUVENTUDE BOLCHEVIQUE
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL – TRSterça-feira, 14 de maio de 2019
DEPOIS DO FRACASSO NA VENEZUELA, TRUMP AMEAÇA O IRÃ DE UM ATAQUE MILITAR: OS MARXISTAS REVOLUCIONÁRIOS DEFENDERÃO O REGIME DE TEERÃ CONTRA O IMPERIALISMO, APESAR DO CARÁTER BURGUÊS E OBSCURANTISTA DOS AIATOLÁS!
O presidente neofascista Donald Trump afirmou, nesta
segunda-feira (13/05) que: ”O Irã cometerá um grande erro se fizer qualquer coisa contra os interesses
norte-americanos no Oriente Médio”. A ameaça imperialista ocorre em um contexto
em que Washington acusa o regime dos aiatolás de preparar "ataques"
contra os alvos ianques no Oriente Médio."Se fizerem qualquer coisa,
sofrerão muito", enfatizou o reacionário Trump, durante um encontro com o
primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, na Casa Branca. As bravatas de Trump
foram feitos depois que os Emirados Árabes Unidos informaram que quatro
embarcações comerciais foram sabotadas no último domingo, perto do emirado de
Fujairah, nos arredores do Estreito de Ormuz, que separa o país do Irã. A
Arábia Saudita também denunciou uma possível sabotagem das forças iranianas a
dois navios petroleiros. O Pentágono enviou um porta-aviões e uma moderna
unidade de bombardeiros ao Oriente Médio em resposta ao que chamou de
"indicações e advertências preocupantes" vindas do Irã. Após a
intensa movimentação militar do imperialismo, a Guarda Revolucionária do Irã
afirmou que considera provável um ataque dos EUA. O regime de Teerã denunciou
uma conspiração ianque para criar insegurança na estratégia região do estreito
de Ormuz, onde navega grande parte dos petroleiros mundiais. Em resposta às
provocações de Trump , o regime dos Aiatolás anunciou, na semana passada, a
suspensão de parte de seus compromissos estabelecidos no acordo nuclear
celebrado entre o Irã e o ex-presidente Obama, que previam o “congelamento” de
um ousado programa militar de Teerã. As ameaças militares da Casa Branca contra
o Irã acontecem logo após o fiasco de Trump na Venezuela, e também na sequência
da brutal escalada da máquina de guerra sionista contra o povo palestino. Não
custa lembrar que o enclave de Israel é o principal inimigo do regime dos
aiatolás na região, em função do apoio militar e político que Teerã tem dado ao
Hamas e ao Hezbolah. Os Marxistas Leninistas não tem a menor dúvida de que lado
se postar caso se deflagre um conflito militar entre a nação oprimida do Irã e
o imperialismo ianque. Estaremos incondicionalmente ao lado do regime dos Aiatolás contra a Casa Branca, apesar do caráter burguês e obscurantista do
governo iraniano. Assim como na Venezuela e a Síria, os Bolcheviques Leninistas
estabeleceram uma frente única de ação com o nacionalismo burguês para derrotar
o principal inimigo dos povos, o imperialismo!
segunda-feira, 13 de maio de 2019
13 DE MAIO - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA
ÁGUA: OPOSIÇÃO DE LUTA-TRS CONVOCA TRABALHADORES DA CAGECE PARA A GREVE
GERAL CONTRA OS ATAQUES NEOLIBERAIS DOS GOVERNOS BOLSONARO E CAMILO (PT)!
A Oposição de Luta dos trabalhadores de Água e Esgoto no Ceará, filiada a Tendência Revolucionária Sindical (TRS), fez na manhã de hoje piquete nas unidades da CAGECE (COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO DO CEARÁ) mobilizando a base da categoria neste 13 de Maio, dia nacional de luta contra a Medida Provisória da privatização do saneamento! O governo Bolsonaro e o parlamento corrupto pretendem desestruturar o setor de saneamento, violando a titularidade dos serviços de água e esgoto, inviabilizando as companhias estatais como a CEDAE fluminense, entregando de vez o saneamento ao mercado privado. A direção do Sindiágua-Ceará (PCdoB, PSB, PT) longe de mobilizar os trabalhadores contra esse ataque tratou de ir a reboque da direção da CAGECE convocando um seminário comum, sem denunciar que a mesma impõe as PPP´s e o arrocho salarial, apregoando cinicamente a “unidade” para barrar a privatização. Ao contrário dessa política de colaboração de classes, a Oposição de Luta esteve nos locais de trabalho convocando a parar as atividades neste dia 15 de Maio, junto com os trabalhadores em educação e várias outras categorias de servidores públicos e estudantes que vão paralisar em defesa da educação pública e contra os cortes de verbas do governo Bolsonaro.
Fizemos o chamado a lutar na CAGECE, nos SAE´s e junto com
os trabalhadores das empresas terceirizadas contra o ataque do governo do
fascista à Educação e pela Greve Geral por tempo Indeterminado! Também nos
somamos a luta contra a privatização da Previdência e das empresas públicas de
água e esgoto. Essa luta é de todos os trabalhadores, é de todos que acreditam em
um futuro sem explorados e exploradores, sem opressão capitalista! O governo
fascista do Bolsonaro deseja roubar esse futuro e impor miséria ao povo
trabalhador! Não vai conseguir, unidos vamos derrotá-lo! Vamos apoiar a
paralisação do dia 15 de Maio e fazer uma verdadeira “Greve Geral”. Nossa
mobilização é importante inclusive para barrar os ataques neoliberais que vem
sendo impostos aqui na CAGECE e contra toda a categoria pelo governo Camilo (PT)! A Oposição de Luta visitou os locais de trabalho para fazer esse chamado
e organizar desde a base os lutadores para somar-se aos demais trabalhadores na
luta contra as reformas neoliberais que atacam nossos direitos e conquistas
sociais!
domingo, 12 de maio de 2019
HÁ TRÊS ANOS PSTU FESTEJAVA ABERTURA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT CONTRA DILMA NO SENADO... HOJE VOLTOU PARA OS BRAÇOS DA FRENTE POPULAR SEM FAZER AUTOCRÍTICA: “ESQUERDISMO” E OPORTUNISMO, DUAS FACES DO MESMO REVISIONISMO...
No dia 12 de maio de 2016, há exatos 3 anos, ocorreu a
votação no Senado pela abertura do processo do impeachment com o afastamento temporário
da presidente Dilma, ou seja, um segundo estágio preliminar do golpe
institucional contra a gerência da Frente Popular. Um placar acachapante (55 a 22)
selou definitivamente o destino político da presidente petista. Configurou-se o
nascedouro de um do governo de rapina nacional comandado provisoriamente pelo
bandido Temer, agora preso pela Lava Jato, abrindo-se o caminho posterior para a ascensão do
fascista Bolsonaro ao Planalto pela via eleitoral. Nesse intervalo de tempo o PSTU passou de entusiasta
defensor do impeachment com sua bandeira de “Fora Todos” (sem haver alternativa
revolucionária de massas ao PT o que significou objetivamente o apoio ao golpe
institucional da direita) para uma posição oposta: apoiou eleitoralmente o PT
nas eleições de 2018 e agora tornou-se um apêndice da Frente Popular, saudando
a “unidade” com a CUT que sabota as lutas e preparando seu retorno a UNE
controlada pelo PCdoB. Trata-se do que Trotsky denunciava no Programa de
Transição, como as duas faces (esquerdismo e oportunismo) dos grupos
revisionistas. O artigo que reproduzimos abaixo, elaborado em 12 de maio de
2016 pela LBI, denuncia justamente essa política errática do Morenismo que vem
gerando crise e rupturas políticas, além de desmoralizar sua militância.
PSTU COMEMORA AFASTAMENTO DE DILMA COMO UMA VITÓRIA DA
ESQUERDA RUMO AO “FORA TODOS”: MAIS UMA VEZ DE MÃOS DADAS COM A DIREITA E O
IMPERIALISMO!
(BLOG da LBI, 12 de Maio de 2016)
Em tom de festa o PSTU afirma “Senado aprova o afastamento
de Dilma: Fora Temer, Fora Dilma, Fora todos!” (site PSTU, 12.05). Como parte
da comemoração elogia a decisão da Câmara e do Senado: “A votação do
impeachment, tanto na Câmara quanto no Senado, se dá no lastro do repúdio cada
vez maior da população a esse governo” (Idem). Segundo o delírio morenista
estamos avançando rumo a um governo socialista dos trabalhadores! O Golpe
Institucional em curso seria por esta tese estúpida uma vitória das massas!!! O
PSTU só não explica porque diante de tantos “avanços” não consegue agrupar mais
de mil pessoas em seus atos nacionais pelo “Fora Todos” e vem sofrendo rachas
questionando sua política de aproximação com a direita. Não importa a
realidade, o PSTU nos ensina que o próximo ato da “revolução democrática” seria
a convocação de eleições gerias: “Só conseguiremos de fato mudar esse país e
impor as conquistas que precisamos através um governo socialista dos
trabalhadores, apoiado em conselhos populares construídos nas lutas. Enquanto
não temos esses conselhos, exigimos eleições gerais já, para todos os cargos”.
Como se observa, os estúpidos caracterizam que estamos dando passos sempre à
esquerda, falta apenas ajustar detalhes no caminho da revolução! Nesse roteiro
tragicômico, o PSTU chega a aplaudir a decisão golpista na Câmara dos Deputados
sob o comando de Eduardo Cunha e do Senado de Renan Calheiros junto com a
reação burguesa. Mas não "só" isso, diz que agora com o PT
completamente fragilizado pelo impeachment orquestrado pela oposição
demo-tucana junto com os ex-aliados da Frente Popular devemos convocar
imediatamente eleições! Segundo esses revisionistas “Defendemos eleições gerais
já, não só para presidente, mas para todo mundo. Novas eleições em que esses
corruptos envolvidos na Lava Jato ou em outros escândalos de corrupção,
incluindo Aécio, não possam participar” (site PSTU, 04.03). A “lista” da
operação Lava Jato elaborada pelo Juiz Moro é referência para o PSTU dizer quem
poderia ou não participar dessas eleições gerais! Como se observa é a justiça
burguesa, uma das mais reacionárias instituições do regime político, quem de
fato definiria as regras do “Fora Todos”. Não por acaso o PSTU vem aplaudindo
as decisões do STF, a prisão de Lula e dos dirigentes petistas pela PF! A linha
em defesa do “Fora Todos”, apesar de floreada com frases “combativas” em nome
da “Greve Geral” para enganar tolos, vai ficando cada vez mais clara: o próprio
parlamento burguês deve cassar Dilma, Temer e Cunha e convocar eleições gerais,
para isso deve-se pressioná-lo com mobilizações e apoiar a Operação Lava Jato!
Nesse cenário, Moro e Marina estariam livres para assumir o Planalto em
eleições antecipadas! Com todos os envolvidos na Lava Jato impedidos de
participar das eleições, inclusive Lula, sobrariam os dois como os candidatos
de peso da burguesia e alinhados diretamente com a Casa Branca, já que o PSTU
não os cita em seu rol de “corruptos”. Ao lado deles (mas obviamente sem
chances eleitorais) “disputariam” Zé Maria e Luciana Genro (PSOL-MES). Luciana,
aliás, com seu lema “Cadeia para todos!”, também é apoiadora entusiasta da
Operação Lava Jato e aplaude as ações da PF contra o PT em nome do “combate a
corrupção”. Para esses revisionistas, o objetivo estratégico é convocar
eleições que supostamente seria uma saída “democrática” mesmo que vença a direita
alinhada com a Casa Branca! Ao festejar o afastamento de Dilma pelas mãos da
direita, o PSTU acrescenta o Brasil na longa lista de países em que sua
corrente internacional, a LIT, estabeleceu no último período unidade política
com o imperialismo e a reação burguesa contra governos frente populistas,
reformistas e nacionalistas. Líbia, Síria, Ucrânia, Egito e agora o Brasil
segundo as alucinações do PSTU-LIT deram passos importantes rumo ao socialismo!
Não importa que esse caminho tenha sido aberto pelas bombas da OTAN para
assassinar Kadaffi, pelas mãos dos rebeldes terroristas financiados pela CIA
contra Assad, pelos fascistas em Kiev, os generais golpistas assassinos que
derrubaram o governo da Irmandade Muçulmana e aqui pelos coxinhas “verde-amarelos”
anticomunistas apoiados pela FIESP e a Rede Globo. Afinal de contas “a
revolução está na esquina” para esses revisionistas vulgares que maculam o nome
do trotskismo!
sábado, 11 de maio de 2019
MUDANÇA NO MANDO DO COAF: PORQUE A ESQUERDA REFORMISTA
COMEMOROU UMA SUPOSTA “DERROTA” DE MORO DIANTE DO RENTISTA GUEDES?
“O PT e os demais partidos de oposição impuseram uma dura
derrota ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), nesta quinta-feira (9), na comissão
mista que analisa a Medida Provisória (MP) 870, que reorganiza os ministérios e
outros órgãos do Poder Executivo. A vitória da oposição pode abrir caminho para
transformar a atual configuração administrativa federal existente no País”. Foi
exatamente desta maneira que a Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB) comemorou a
suposta derrota do ministro da Justiça Sérgio Moro, que perdeu o controle do
COAF (órgão de fiscalização de operações financeiras) para o Ministério da
Economia, chefiado pelo rentista Paulo Guedes, por conta de uma deliberação da
Comissão Mista do Congresso Nacional (em um placar de 14 votos a 11), que está
votando se acolhe ou não a reorganização administrativa realizada pelo governo
do neofascista Bolsonaro. Após assumir a Presidência da República, o
neofascista Jair Bolsonaro transferiu o COAF do extinto Ministério da Fazenda
(atual Ministério da Economia) para o Ministério da Justiça, por uma exigência
do “justiceiro” Moro para assumir a pasta e se postar como avalista político do
governo golpista. Porém os rentistas do mercado financeiro viram nesta mudança
a possibilidade de serem chantageados pela “República de Curitiba” e toda a
corja da Lava Jato. Rapidamente o poderoso “mercado” acionou seus parlamentares
do chamado “Centrão” e na votação da admissibilidade da MP 870 reverteram a
decisão tomada por Bolsonaro. Todos nós sabemos que o objetivo de Moro e seu bando
de criminosos nunca foi a “moralização” do Estado Burguês, desde o início da
famigerada “Operação Lava Jato” estava orientado por Washington para promover o
golpe e facilitar o caminho da privatização da Petrobras. Com o COAF nas mãos
de Moro, a “Força Tarefa” do Ministério Público ganharia um peso
desproporcional sobre a outra fração golpista, ou seja, a dos rentistas
comandados por Guedes e que até então “trabalhavam” em plena harmonia com a
“República de Curitiba”. Trata-se de um conflito clássico de duas alas da
burguesia disputando o controle hegemônico do “botim” estatal, no marco do novo
regime político bonapartista. Até aí nenhuma grande surpresa, o que realmente
“surpreende” foi a comemoração esfuziante da esquerda reformista com a vitória
parcial dos rentistas na Comissão Mista, ainda falta a aprovação final do
plenário do Congresso. O que estamos vendo é na prática a aliança da Frente
Popular com o “Centrão” liderado por Rodrigo Maia, acordo podre já estabelecido
inclusive no movimento operário entre a CUT e a Força Sindical, com o objetivo
de sabotar a preparação da greve geral para derrotar a (contra)reforma da
Previdência. É certo que Moro ficou muito descontente com a possibilidade da
perda no mando do COAF, mas estabelecer uma unidade política com a escória
burguesa da turma neoliberal de Guedes e Maia, só revela o caráter
absolutamente contrarrevolucionário das atuais direções reformistas do
movimento de massas. É urgente romper com a política de colaboração de classes
da Frente Popular, para que o movimento operário e popular consiga impor nossas
verdadeiras derrotas de classe à brutal ofensiva neofascista que ameaça todas
conquistas históricas do povo brasileiro!
sexta-feira, 10 de maio de 2019
DO MAIO FRANCÊS AOS “COLETES AMARELOS”: 51 ANOS DEPOIS DA ECLOSÃO DO LEVANTE REVOLUCIONÁRIO EM 1968, UM MOVIMENTO REACIONÁRIO CANALIZA A CRISE DA “V REPÚBLICA” BURGUESA
51 anos após o "Maio Francês", há um profundo
abismo político-ideológico entre a situação atual na França assim como em todo
o planeta e o ímpeto revolucionário da juventude em 68, que esteve intimamente
conectado com a ascensão do movimento operário que, desde o ano anterior, vinha
produzindo uma intensa onda de greves por toda a França, refletindo a
resistência da classe operária às medidas que atacavam os salários, geravam
desemprego e atentavam contra as conquistas sociais do proletariado, tais como
a previdência social e o direito de greve, política adotada pelo governo do
general Charles De Gaulle diante da crise decorrente do esgotamento da relativa
prosperidade econômica do breve período do pós-guerra, caracterizado pela
reorganização da indústria francesa destruída durante a guerra. A fusão das
lutas estudantis com as greves espontâneas, com piquetes e ocupações de
fábricas, transformou a revolta estudantil numa insurreição de massas, levando
10 milhões de trabalhadores a se colocarem em greve em todo o país, rompendo
com a política de colaboração de classes das direções sindicais controladas
pelo stalinismo. As principais fábricas e os setores estratégicos da economia
foram colocados sob o controle operário através dos Comitês de Greve, que
organizavam a autodefesa dos manifestantes, controlavam a produção, preparavam
as barricadas e abasteciam de alimentos os operários das fábricas em greve.
Estabeleceu-se uma dualidade de poderes que colocou em xeque o domínio da
burguesia. Hoje, é o movimento reacionário dos “Coletes Amarelos” que canaliza
a crise da “V República”. Amplos setores das bases operárias dos sindicatos e
centrais sindicais franceses além do grosso dos imigrantes mantêm distância dos
“indignados” de classe média urbana e rural que reclamam da elevação do custo
de vida mas não exigem aumento salarial para os trabalhadores, a eliminação das
regras discriminatórias contra os estrangeiros ou o fim dos lucros da burguesia
e suas empresas...Pedem a “transparência das contas do Estado” e a renúncia de
Macron. Também pudera, hinos nacionais, pautas racistas e xenófobas campeiam as
marchas que até receberam apoio de alguns sindicatos de policiais franceses,
tanto que pelotões se negam a seguir as ordens do desgastado Macron de reprimir
os protestos. Quem também prestou total apoio as marchas foi Marine Le Pen,
líder da extrema-direita, ela deu sua receita para resolver a crise: antecipar
as eleições legislativas e aprovar uma reforma constitucional para abreviar o
mandato do atual presidente, que é de cinco anos. Fica evidente que o governo
encontra-se encurralado pela extrema-direita, que usa o movimento para
desgastar ao máximo Macron, tendo nessa manobra o apoio do conjunto da esquerda
reformista, completamente incapaz de levantar um programa operário e
anticapitalista para derrubar o governo a partir da mobilização direta dos
trabalhadores e imigrantes. A intransigente oposição proletária que os
Marxistas Leninistas estabelecem em relação ao governo neoliberal de Emmanuel
Macron, não pode ser confundida com as investidas da extrema direita (maqueadas
de espontaneidade das massas), contra a subida dos combustíveis exigimos uma
plataforma de estatização (sem indenizações) das grandes transportadoras
comerciais, além da expropriação das petrolíferas imperialistas francesas
(grupo Total). Estas reivindicações transitórias, que não passam pelas
“cabeças” dos dirigentes da esquerda revisionista, devem ser acompanhadas de
uma estratégia de poder da classe operária francesa, na luta para impor um
verdadeiro governo socialista e revolucionário! Ao contrário dessa política
revolucionaria a esquerda revisionista é completamente refém da pauta dos
“Coletes Amarelos”. Os Marxistas Revolucionárias da LBI alertam quando
celebramos os 51 anos do Maio Francês que atualmente o movimento que declara
não ter lideranças políticas assume uma posição “legalista e de ordem” contra o
governo Macron (centro direita) que acusam de “esquerdista”, os “Coletes
Amarelos” não cansam de declarar o seu nacionalismo xenófobo em ataques a
“passividade” dos imigrantes, que por razões econômicas óbvias não possuem
carros ou caminhões. O apoio aos “Coletes Amarelos” não se restringe a
neofascista Frente Nacional de Le Pen, Laurent Wauquiez, líder da direita dos
republicanos franceses, instou o governo de Macron a voltar atrás no aumento de
imposto sobre combustíveis fósseis, como uma forma de reduzir os preços. De
nossa parte, apontamos que os trabalhadores devem entrar em cena e convocar uma
greve geral nacional com uma pauta própria operária e anticapitalista que chame
a unidade com os imigrantes! Sigamos as tradições revolucionárias do Maio
Francês! Cabe à vanguarda proletária intervir no processo com um eixo
programático bem definido contra este regime bastardo, mas somente na
perspectiva do socialismo revolucionário, sem fazer a mínima concessão a
supostas alternativas de direita. Não devemos estabelecer o menor apoio
político aos “Coletes Amarelos”.
quinta-feira, 9 de maio de 2019
ANDES E UNE DEVERIAM ABANDONAR A “TRÉGUA” CONCEDIDA A
BOLSONARO, ASSUMINDO A VANGUARDA POR UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO DE
TODA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA
As manifestações estudantis que tomaram conta do país nos últimos
dias comprovam a disposição de luta contra o governo do fascista Bolsonaro e
seus ataques as condições de vida do povo trabalhador. A partir do ato no Rio
de Janeiro em frente ao Colégio Militar, nesta semana em vários estados de
norte a sul do país, estudantes e trabalhadores em educação, pais de família e
alunos se mobilizaram para protestar contra o corte de verba de 30% imposto
pelo reacionário e nazista MEC. Além do Rio, São Paulo, Salvador, Niterói, São
Paulo, Curitiba também realizaram atos contra o desmonte! Obviamente esse
sentimento de puteza e justo ódio vem se estendendo ao conjunto da população,
abarcando a classe operária, os camponeses pobres e os explorados em geral. O
movimento estudantil nesse momento é o setor mais ativo no enfrentamento ao
governo Bolsonaro, historicamente foi vanguarda da luta contra as gerências burguesas de plantão. Junto com os
professores universitários está começando a provar que só a luta direta pode
impor a derrota do ajuste neoliberal exigido pelos rentistas e o imperialismo.
Entretanto, até o momento as direções da ANDES e a UNE não convocaram ações
nacionais organizadas e apostam apenas na paralisação nacional de 24hs em 15 de
Maio. Essa orientação é extremamente limitada, porque não coloca na ordem dia a
Greve Geral por tempo indeterminado. Alertamos
que a Andes e UNE deveriam abandonar a “trégua” concedida a Bolsonaro,
assumindo a vanguarda por uma Greve Geral por tempo indeterminado de toda a
educação brasileira! Para isso essas entidades precisam romper com a política
de colaboração de classes imposta pela “nova” frente popular, que inclui PT,
PCdoB e PSOL, voltada unicamente a desgastar o Planalto visando as eleições de
2020 e a disputa presidencial de 2022, limitando as mobilizações ao lobby
parlamentar no corrupto Congresso Nacional. É essa estratégia colaboracionista
que jogou a falsa “Greve Geral” para o longínquo 14 de junho, diluído em meio
as “festas juninas”. De nossa parte estamos defendendo que a unidade
operária-camponesa-estudantil se faça ativa imediatamente, o que exige que os
sindicatos de professores, os Grêmios, DCE´s e CAs convoquem imediatamente
assembleias de base para aprovar que o 15 de Maio seja apenas o início de uma
greve geral por tempo indeterminado de toda a educação brasileira! Para vencer
devemos superar as mobilizações ordeiras e pacíficas voltadas apenas a barganha
parlamentar como vem orientando as direções da ANDES e da UNE, que ficam em Brasília
nos gabinetes dos deputados e senadores, tentando “convencer” esses canalhas de
não apoiar as reformas neoliberais do fascista. Esse é o caminho da derrota,
faz-se necessária uma estratégia revolucionária para colocar abaixo o fascista
Bolsonaro e sua gerência neoliberal junto com Moro e Guedes! Mãos à Obra!
LAVA JATO COLOCA TEMER DE VOLTA À CADEIA, MAS O “MERCADO” DETERMINA QUE MOREIRA FRANCO CONTINUE LIVRE. UMA DEFERÊNCIA A RODRIGO MAIA, CHEFE DO CENTRÃO E FIADOR DAS (CONTRA)REFORMAS NEOLIBERAIS...
Seguindo uma orientação explícita da farsesca “Operação Lava
Jato”, por dois votos a um (o do relator do processo, Ivan Athiê) os
“ilustríssimos” desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio
de Janeiro) decidiram revogar o habeas corpus concedido ao ex-presidente Michel
Temer em março. Com isso, volta a valer a ordem de prisão expedida pelo
“Justiceiro” Marcelo Brêtas, o clone carioca de Sérgio Moro. Porém o “cabeça
pensante” da quadrilha mafiosa do MDB, o ex-ministro do governo Dilma, Moreira
Franco, foi absolvido pelo mesmo Tribunal e continuará “livre e solto”. A razão
da aparente contradição da dosimetria jurídica do TRF nas sanções aplicadas a
Temer e ao “Gato angorá” (apelido de Moreira Franco colocado pelo saudoso Leonel
Brizola) é claramente política. Moreira Franco é um político burguês
considerado de “nobre linhagem”, casado com a neta de Getúlio Vargas, foi
governador do Rio de Janeiro e Ministro de Estado em vários períodos
republicanos. Porém é o parentesco com o presidente da Câmara dos
Deputados (Rodrigo Maia) de quem é sogro, a explicação pela condição de
“imunidade” que lhe foi dada pelo Tribunal Regional Federal. O deputado Rodrigo
Maia além de presidente da Câmara, é o principal “cacique” do bloco parlamentar
denominado de “Centrão”, fiador da aprovação das (contra)reformas no Congresso
Nacional, diante da debilidade de governança do presidente fascista do
inexpressivo PSL, legenda de aluguel sem a menor tradição política. Como para a
burguesia nacional a única razão para bancar o débil presidente fascista é a
aprovação das (contra)reformas exigidas pelo mercado financeiro, Rodrigo Maia
líder do “Centrão” assume um papel central nesta delicada conjuntura nacional.
A prisão de Moreira Franco em março deste ano desagradou profundamente o
presidente da Câmara dos Deputados, que chegou a ameaçar uma ruptura com o
governo golpista e sua agenda de “ajustes” neoliberais, mas é claro tudo não
passou de uma barganha para a libertação de Moreira Franco, só mesmo a
degradada esquerda reformista acreditou que o “Centrão” pudesse se colocar
contra a (contra)reforma da Previdência Social. Agora Temer retorna ao cárcere
somente com o seu comparsa coronel Lima, deixando evidente o caráter de fraude
jurídica da famigerada “Operação Lava Jato”. Os Marxistas da LBI foram os
primeiros que denunciaram a “República de Curitiba” como uma manobra do
imperialismo ianque para impor um golpe institucional no Brasil, a trajetória
oportunista de seu “capo”, Sérgio Moro, só confirmou todos nossos prognósticos.
Sabemos bem que a prisão de Temer faz parte de mais um espetáculo midiático
para tirar o foco nacional da grave crise econômica por que passa o país,
passando bem longe de qualquer medida moralizadora, como quer fazer crer o
embuste da “Lava Jato”. Mas tampouco nos colocamos pela defesa do golpista
Temer como fez o PT e seus satélites. A luta de classes não avançará por meio
de nenhum “braço” do Estado Burguês, muito menos do corrompido sistema
judiciário, por isso diante do conflito aberto entre a máfia do MDB e a “Lava
Jato”, nos colocamos pela derrota de ambos bandos capitalistas! Somente a ação
direta das massas e seus organismos poderá derrotar as (contra)reformas e
instaurar um novo regime político dos trabalhadores: o socialismo!
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