PROTESTOS EM HONG KONG CONTRA A CHINA: MANIFESTAÇÕES MANIPULADAS PELO IMPERIALISMO EM SUA GUERRA HíBRIDA CONTRA AS "POTÊNCIAS" SEMI-COLONIAIS
Manifestantes em Hong Kong bloquearam novamente as principais estradas e prédios do governo nos últimos dias e a polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha em resposta. Dezenas de pessoas foram presas. Esses protestos são contra os planos do governo local para permitir extradições de Hong Kong para a China continental, uma medida tomada pelo PCCh contra os ativistas ligados a direita e a ONG´s patrocinadas pelo imperialismo ianque e europeu. As manifestações que vem ocorrendo em Hong Kong, ex-colônia britânica que foi devolvida à China em 1997 sob a base de um acordo para torná-la uma “Região Administrativa Especial” (RAE), refletem a guerra híbrida do imperialismo ianque e europeu para que a burocracia restauracionista chinesa ceda no controle político da Ilha e da Península de Kowloon localizada na costa sul do país. Ao fomentar protestos “por democracia”, EUA e Inglaterra desejam de fato promover uma queda de braço com o PCCh, provocando tensões que possam lhe trazer benefícios políticos e econômicos imediatos e futuros. Sabem pelas lições apreendidas nas “Revoluções das Cores” nas ex-repúblicas soviéticas como a Ucrânia que golpeou o governo alinhado a Moscou e na “Primavera Árabe” responsável por derrubar o regime comandado por Kadaffi que é plenamente possível patrocinar manifestações de massas aparentemente com eixos “democráticos” contra governos adversários a fim de alcançar objetivos que sirvam aos monopólios capitalistas e a sua política de recolonização de regiões geoestratégicas. A guerra desenvolvida pela Ucrânia com a ajuda da OTAN na fronteira com a Rússia a partir de protestos pela unificação com a UE demonstra bem o perigo que a China corre. A “Revolução dos Guarda-Chuvas” como foi chamada pela mídia “murdochiana” as manifestações em Hong Kong em 2014 protagonizadas por setores da pequena-burguesia diretamente influenciada pelo Ocidente é parte desta estratégia desestabilizadora das potências capitalistas para debilitar a China e o bloco que forma com a Rússia e os BRIC´s. É preciso apresentar um programa para combater a ofensiva imperialista “democrática” em curso como estamos presenciando em Hong Kong e para superar pela via revolucionária a burocracia restauracionista do PCCh. A LBI, em contraposição ao silêncio covarde da “esquerda” que teme se chocar com a opinião pública pequeno-burguesa, mais uma vez é vanguarda na denúncia do caráter reacionário destas manifestações patrocinadas pelo imperialismo contra a extradição para a China com o objetivo de desestabilizar seus adversários políticos, como foi na Líbia, na Ucrânia e agora em Hong Kong!
























