quarta-feira, 12 de junho de 2019

PROTESTOS EM HONG KONG CONTRA A CHINA: MANIFESTAÇÕES MANIPULADAS PELO IMPERIALISMO EM SUA GUERRA HíBRIDA CONTRA AS "POTÊNCIAS" SEMI-COLONIAIS


Manifestantes em Hong Kong bloquearam novamente as principais estradas e prédios do governo nos últimos dias e a polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha em resposta. Dezenas de pessoas foram presas. Esses protestos são contra os planos do governo local para permitir extradições de Hong Kong para a China continental, uma medida tomada pelo PCCh contra os ativistas ligados a direita e a ONG´s patrocinadas pelo imperialismo ianque e europeu. As manifestações que vem ocorrendo em Hong Kong, ex-colônia britânica que foi devolvida à China em 1997 sob a base de um acordo para torná-la uma “Região Administrativa Especial” (RAE), refletem a guerra híbrida do imperialismo ianque e europeu para que a burocracia restauracionista chinesa ceda no controle político da Ilha e da Península de Kowloon localizada na costa sul do país. Ao fomentar protestos “por democracia”, EUA e Inglaterra desejam de fato promover uma queda de braço com o PCCh, provocando tensões que possam lhe trazer benefícios políticos e econômicos imediatos e futuros. Sabem pelas lições apreendidas nas “Revoluções das Cores” nas ex-repúblicas soviéticas como a Ucrânia que golpeou o governo alinhado a Moscou e na “Primavera Árabe” responsável por derrubar o regime comandado por Kadaffi que é plenamente possível patrocinar manifestações de massas aparentemente com eixos “democráticos” contra governos adversários a fim de alcançar objetivos que sirvam aos monopólios capitalistas e a sua política de recolonização de regiões geoestratégicas. A guerra desenvolvida pela Ucrânia com a ajuda da OTAN na fronteira com a Rússia a partir de protestos pela unificação com a UE demonstra bem o perigo que a China corre. A “Revolução dos Guarda-Chuvas” como foi chamada pela mídia “murdochiana” as manifestações em Hong Kong em 2014 protagonizadas por setores da pequena-burguesia diretamente influenciada pelo Ocidente é parte desta estratégia desestabilizadora das potências capitalistas para debilitar a China e o bloco que forma com a Rússia e os BRIC´s. É preciso apresentar um programa para combater a ofensiva imperialista “democrática” em curso como estamos presenciando em Hong Kong e para superar pela via revolucionária a burocracia restauracionista do PCCh. A LBI, em contraposição ao silêncio covarde da “esquerda” que teme se chocar com a opinião pública pequeno-burguesa, mais uma vez é vanguarda na denúncia do caráter reacionário destas manifestações patrocinadas pelo imperialismo contra a extradição para a China com o objetivo de desestabilizar seus adversários políticos, como foi na Líbia, na Ucrânia e agora em Hong Kong!


DA SÉRIE HISTÓRICA QUANDO O PT TAMBÉM COLABORAVA COM O JUSTICEIRO MORO...


DILMA E LAVA JATO SABOTAM UM TÍMIDO PROJETO DE SOBERANIA NACIONAL: CANCELAMENTO DAS REFINARIAS PREMIUM E DRÁSTICA REDUÇÃO NAS OBRAS DA COMPERJ E ABREU LIMA
(Artigo publicado em janeiro de 2015) 

Agora é oficial, a diretoria da PETROBRAS apenas confirmou o que já era aguardado por todos os que analisam seriamente os objetivos reais da chamada operação "Lava Jato", a construção das duas refinarias do Nordeste (Premium) estão definitivamente canceladas e a conclusão das plantas de Abreu Lima (Pernambuco) e Comperj (Campos, RJ) seriamente ameaçada. Alertamos que não se trata de um decisão meramente técnica ou mesmo financeira/comercial por parte do governo Dilma, a criminosa deliberação da PETROBRAS envolve uma questão estratégica de soberania nacional. Sem as cinco novas refinarias (o complexo do COMPERJ estabelecia a construção de duas unidades de refino) que inicialmente seriam concluídas em 2016, o país ficará completamente dependente da importação de combustíveis fósseis, em sua grande maioria refinados por transnacionais imperialistas. Este quadro é ainda mais grave quando constatamos que o surpreendente déficit apresentado pela balança comercial brasileira em 2014 deve-se fundamentalmente a chamada "conta petróleo". Para tomar a desastrosa decisão o governo da Frente Popular não levou sequer em consideração os enormes prejuízos do cancelamento total das refinarias Premium (que seriam instaladas no Ceará e Maranhão), só nos projetos destas plantas a PETROBRAS já havia investido cerca de 3 bilhões de Reais, e os dois governos estaduais algo em torno de 800 milhões de Reais. Mas parece mesmo que a única preocupação da atual gerência petista é agradar a mídia corporativa que continua ofensiva com seu "carnaval" sobre os escândalos de "corrupção na PETROBRAS", para a oligarquia "murdochiana" as comissões obtidas pelos ex-diretores da estatal são bem mais significativas do que acumular um rombo de quase cinco bilhões com o aborto das novas refinarias. Por sinal a própria diretoria da PETROBRAS parece estar bem "sensível" aos apelos da Globo, disposta a inserir no balanço da empresa vultuosos valores negativos como "fruto da corrupção generalizada". Lógico que os interesses da famiglia Marinho passam bem longe de qualquer escrúpulo ético, pretendem no mercado desvalorizar ao máximo o patrimônio da maior estatal brasileira para iniciar posteriormente a campanha pela "privatização já!". A desaceleração das obras da COMPERJ e Abreu Lima, incluindo a redução de sua capacidade industrial, colocam o Brasil na condição de exportar 100% da extração do "Pré-Sal", já que as poucas refinarias em funcionamento no país não possuem a capacidade de processar óleo pesado. Isto significa que toda a produção das plataformas marítimas da PETROBRAS (com altíssimo custo de operação) estarão voltadas exclusivamente para a venda internacional como uma commoditie mineral que no momento atinge uma cotação muito baixa. Esta "lógica" de submissão adotada pelo governo Dilma, ou seja vender óleo cru a "preço de banana" para depois comprar "na alta" o diesel e a nafta processada dos trustes anglo/ianques, levará inexoravelmente a futura quebra da PETROBRAS! As "propinas" e comissões contraídas pelos gestores da PETROBRAS e supostamente investigadas com muito "rigor" pela operação "Lava Jato", são apenas a cortina de fumaça de uma manobra do imperialismo para liquidar a estatal e sepultar de vez um tímido projeto de soberania energética, elaborado por Lula em 2005. O pano de fundo da privatização da PETROBRAS está armado com a vertiginosa queda mundial no preço do barril de petróleo, os EUA querem subordinar os BRICS (também países do entorno como Venezuela e Irã) ao seu domínio econômico e militar, desgraçadamente o governo Dilma parece estar disposto a ceder diante da ofensiva política da Casa Branca.

terça-feira, 11 de junho de 2019

CIRO GOMES À ESQUERDA DO PSTU: AGORA AFIRMA QUE “LAVA JATO É QUADRILHA” E LULA É PRESO POLÍTICO. COMO BIRUTA DE AEROPORTO MUDA DE POSIÇÃO CONFORME O VENTO DA OPINIÃO PÚBLICA...


O ex-candidato do PDT ao Planalto, que até a pouquíssimo tempo atrás declarou que Lula “deveria apodrecer na cadeia” por ser um dos “maiores corruptos do país e presidir uma organização criminosa”, diante das revelações do site “The Intercept” mudou drasticamente de posição. Em palestra realizada ontem (10/06) na Faculdade de Direito na Universidade Federal do Ceará, Ciro Gomes afirmou que sempre foi crítico da judicialização da política promovida pela operação Lava Jato, a quem classificou como um "formação de quadrilha". Com sua tradicional verborragia midiática, Ciro finalizou o debate: “Eu duvido muito da luz jurídica de Moro. Acho Sergio Moro uma anta, exibicionista, vaidoso e arbitrário. O que ele fez foi espalhar nulidades". Não é a primeira vez que o ex-governador altera bruscamente sua posição sobre o justiceiro Moro e a “República de Curitiba”, em 2016 no curso do processo do impeachment da presidente Dilma, Ciro nutria esperanças que a Frente Popular o indicasse como candidato a presidente do bloco de colaboração de classes, por isso sugeriu que Lula deveria pedir asilo político em uma embaixada, em função da ferrenha perseguição judicial de Moro sobre o PT. Não parou por aí, em gravação de vídeo, Ciro disse que se fosse alvo da Lava Jato receberia “Moro à bala”. Neste período Ciro passou a ser considerado um “Valente herói” da esquerda reformista, inclusive por correntes políticas como o PCO, falsamente consideradas “radicais”. Algum tempo depois, em 2018, consolidada sua candidatura pelo PDT sem o apoio de nenhum partido da Frente Popular, Ciro passou de “aliado” a um dos piores inimigos da esquerda, sempre vocalizando um discurso muito agressivo contra Lula e o PT. No segundo turno da eleição presidencial, Ciro Gomes simplesmente “lavou as mãos” e viajou para a Europa, e seu irmão Cid assim qualificou os petistas: “Lula está preso babaca!” Porém os ventos políticos voltaram a soprar do outro lado, e Ciro como aquela “biruta de aeroporto” mudou novamente de “camisa”... aderindo novamente ao time do “Lula Livre”. A última flexão do oligarca nordestino, está diretamente ligada ao esgotamento precoce do governo neofascista de Bolsonaro, Ciro volta a flertar com a esquerda reformista e já costura candidaturas conjuntas com PT, PSOL e PCdoB nas próximas eleições municipais, apesar do apoio velado do PDT a malfadada (contra)reforma da Previdência. Com as revelações do “The Intercept”, expondo o conluio criminoso entre o justiceiro Moro e seus Procuradores da “República de Curitiba” para condenar Lula , houve uma justa e legítima reação social a farsa da Lava Jato. Vários “atores políticos” lavajatistas; como o PSTU, Luciano Genro, jornal “Hora do Povo” e Ciro; resolveram “rever” posições, alguns timidamente e outros totalmente, o clã burguês dos Ferreira Gomes parecem se incluir neste último campo. Não tardará muito para a esquerda reformista colocar novamente Ciro no “panteão dos heróis”, como um destacado membro da Frente Ampla de “oposição”. Em outra direção programática, nós da LBI que desde sua gênese caracterizamos a reacionária “Lava Jato” como um movimento do imperialismo, afirmamos que o movimento operário e popular não deve depositar nenhuma confiança política neste espectro oportunista (PSTU, HP, TS, Luciana, Ciro, etc..) que gira suas “convicções” ao sabor dos interesses eleitorais...
PSTU “METE OS PÉS PELAS MÃOS” APÓS AS RELEVAÇÕES DA TRAMA ENTRE MORO E DALLAGNOL: DEFENDE QUE LULA CONTINUE NA CADEIA MAS QUE NÃO PODE JULGAR SE O DIRIGENTE PETISTA É “INOCENTE OU CULPADO”...


O PSTU defendeu por anos a fio a Operação Lava Jato comandada pela quadrilha fascista da “República de Curitiba” em nome do combate a corrupção. “Lula foi denunciado pelo MPF e existe a possibilidade de que seja preso... Nós defendemos a prisão e expropriação dos bens de todos os corruptos. E isso significa exigir a prisão de Lula” explicava Eduardo Almeida em novembro de 2016. Agora “descobriu” com as revelações do Intercept e sem fazer qualquer autocrítica que “Moro é seletivo e fez conluio com Dallagnol” (Direção Nacional do PSTU, 10/06/2019). O que propõem os Morenistas diante do conluio revelado pela operação jurídico-policial que até então defendiam: “É insustentável a permanência de Sérgio Moro como Ministro da Justiça, e que, no mínimo, ele deveria renunciar”. Não há no artigo elaborado após as revelações do Intercept a exigência de prisão para o juiz mafioso e seu parceiro o procurador Dallagnol que atuaram para prender arbitrariamente Lula, muito menos que Lula seja posto em liberdade imediatamente. Ao contrário, para o PSTU “Continua não sendo tarefa da classe trabalhadora e do movimento dizer se Lula é inocente ou culpado. Defendemos a prisão de todos os políticos e empresários envolvidos em corrupção e o confisco dos seus bens”. Em resumo, o partido deseja que a “justiça” (burguesa) prenda todos os corruptos mas “não abre o bico” para exigir que Moro e Deltan fiquem atrás das grades por se apropriaram ilegalmente de milhões de Reais de multas impostas em função de “Delações premiadas” e romper as mais elementares normas do próprio direito burguês para caçar os dirigentes do PT, presos políticos do próprio regime que ajudam a sustentar! Os Morenistas pedem apenas angelicalmente que Moro se demita! Pior, defendem que “todos os processos que tenham passado por Moro e Dallagnol devem ser revistos” mas não defendem a liberdade de Lula diante dos processos viciados, ou seja, no fundo acreditam que a justiça burguesa pode levar a cabo a tarefa de moralizar a política burguesa, bastando se aprimorar, se “revisar”. O mais grave é que para o PSTU o movimento dos trabalhadores não pode dizer que Lula é “inocente ou culpado”, caberia essa tarefa a justiça burguesa! Não há novidades nessa conduta transloucada do PSTU. Lembremos que o PSTU descobriu um caráter progressivo (não confundir com seletivo!) da operação comandada por Moro/Dellagnol: “A Lava Jato é produto da imensa crise econômica, social e política que se abateu sobre o país. Alguns autores a comparam com o Tenentismo, movimento que de alguma maneira refletia as classes médias descontentes na República Velha e que vieram depois apoiar a posse de Getúlio Vargas na revolução de 30. De certa forma, procuradores do MPF etc., refletem a crise e escapam ao controle” (PSTU,10.05.2017). Os Morenistas chegaram a comparar a Lava Jato com o movimento tenentista que questionou o domínio das oligarquias reacionárias sobre a política nacional e deu origem a Coluna Prestes!  Comparar o progressivo movimento dos tenentes ao dos procuradores fascistas da Lava Jato comandados pelo Juiz Moro é uma prova não só de profunda miopia política, mas acima de tudo de uma completa ignorância histórica. O tenentismo foi um movimento político-militar que teve como vanguarda os jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro no início da década de 1920 descontentes com a situação política do Brasil. Propunham reformas na estrutura de poder burguês do país, entre as quais se destacam: o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto, a reforma na educação pública e um novo regime político baseado em um Estado republicano forte apoiado em uma economia nacionalizada, ou seja, um movimento de caráter progressivo, apesar de extremamente limitado e pequeno-burguês! Os Tenentes denunciavam a República Velha dominada por oligarquias, desmoralizada pelas fraudes eleitorais, tomada pela corrupção administrativa, além de se apresentarem como aliados do povo explorado e abandonado à sua própria sorte! A Lava Jato e seus “jovens fascistas” propõem um regime de exceção, apoiado nos setores mais reacionários da classe média. Sua “Força Tarefa” está a serviço de colocar ainda mais a economia nacional sob o domínio das empresas imperialistas, tendo como meta liquidar a Petrobras! A Lava Jato visa abrir caminho para o neoBonapartismo no Brasil, apoiado em um estado policial, baseado na privilegiada casta jurídica e militar! Se o tenentismo desembocou na chamada Revolução de 1930 e no fim da política do Café com Leite, o “Procuradorismo” irá levar o país a um regime de exceção subordinado ao Amo do Norte, são dois movimentos que caminham em sentidos contrários! É essa operação urdida nos gabinetes do Pentágono que o PSTU apoiou em nome do combate a corrupção e agora finge que critica! A militância do PSTU deve fazer um balanço da política suicida de seu partido, completamente errática na medida que volta a vegetar na sombra da Frente Popular, retornado a UNE e formando chapões sindicais com a CUT ao mesmo tempo que segue como apêndice da direita e do seu falso combate a corrupção, pretexto que tem como objetivo caçar os dirigentes petistas para melhor aplicar as reformas neoliberais do tripé Bolsonaro/Guedes/Moro.
O LEGADO DE JACOB GORENDER: AUTOCRÍTICA EQUIVOCADA DO STALINISMO CONDUZ AO ABANDONO COMPLETO DO LENINISMO 


Há exatos seis anos falecia Jacob Gorender, no dia 11 de junho de 2013, aos 90 anos. Gorender foi ex-dirigente nacional do PCB nos anos 50 e 60 e um dos historiadores Marxistas mais influentes do partido no meio intelectual e acadêmico. Sua militância começou bastante cedo, aos 18 anos numa época em que o nazifascismo tomava de assalto a Europa e pretendia dominar a URSS. Na faculdade de direito em Salvador, sua terra natal (1941), Gorender começou a participar do movimento estudantil onde conheceu Mário Alves, quem um ano depois o recrutou para o PCB, dando vazão a sua inquietude de uma infância e juventude permeadas por imensas dificuldades econômicas por que passava sua família de pessoas simples. Após combater com a FEB na Segunda Guerra Mundial em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro onde se estabeleceu por seis anos, quando teve a oportunidade de conhecer Luiz Carlos Prestes e, depois, por volta de 1953 deslocou-se para São Paulo, onde o dirigente do partido era Carlos Marighella. Passou os anos 1955-7 na União Soviética junto a outros 50 jovens sob a coordenação de Mauricio Grabois. Contudo, nos estertores da década de 50 um fato iria marcar a sua militância política: junto com vários outros dirigentes de peso do “Partidão” (Giocondo Dias, Mário Alves, Armênio Guedes, Prestes e Marighella) foi um dos redatores da chamada “Declaração de Março de 1958”, a qual marcaria uma guinada do partido rumo ao “nacional-desenvolvimentismo” e na crença da necessidade da conquista de um “governo nacionalista” e “democrático”, a fim de que este rompa as barreiras dos “resquícios feudais” imperantes ainda no país. Trata-se da revolução por etapas (primeiro uma revolução democrática dirigida pela burguesia “progressista” e somente depois seria possível a revolução socialista), o que culminou posteriormente no apoio do PCB à candidatura nacionalista do General Teixeira Lott em 1960 e na integração política ao governo Jango. Após o golpe contrarrevolucionário de 1964, foi expulso do PCB em 1967 por defender a luta armada contra o regime militar e fundou ao lado de Mário Alves e Apolônio de Carvalho o PCBR, sendo preso e torturado em 1970. Posteriormente, a obra de Gorender vai se concentrar na crítica à visão “feudalista” e aos métodos partidários, aspectos nos quais a imprensa “murdochiana” faz questão de salientar ao lado de sua produção acadêmica. Nisto sua obra seminal foi “O escravismo colonial” (publicado em 1978) e o autocrítico “Combate nas trevas” (1987), no qual teceu ácidas críticas ao “messianismo” de Prestes e à atuação das esquerdas no pré e pós-golpe militar, obra que marcou a ruptura com sua militância partidária mergulhando de vez no academicismo pequeno-burguês, cuja marca maior é a negação da construção do partido revolucionário com estrutura Leninista, como apologizam atualmente as tendências internas e externas do PSOL, como a Insurgência, Comuna e a Resistência.
TEXTO “VISIONÁRIO” SOBRE AS HISTÓRICAS “JORNADAS DE JUNHO”: HÁ SEIS ANOS ATRÁS OS TROTSKISTAS DA LBI FORAM OS PRIMEIROS A CARACTERIZAR O “OVO DA SERPENTE DA ATUAL OFENSIVA NEOFASCISTA


PROTESTOS NACIONAIS DA JUVENTUDE SEM UM EIXO PROGRAMÁTICO E UMA DIREÇÃO CLASSISTA PODEM SER CANALIZADOS PELO PIG PARA UM VIÉS REACIONÁRIO
(ARTIGO PUBLICADO EM 18/06/2013)

Como um rastilho de pólvora os protestos da juventude contra o aumento das tarifas dos transportes em São Paulo tomaram conta do país e agora extrapolam em muito a reivindicação da revogação dos "vinte centavos". Nesta segunda-feira (17/06) assistimos mobilizações multitudinárias nas principais capitais do Brasil, ainda que sem a mesma "uniformidade" política das "Diretas Já" ou do "Fora Collor", mas sem dúvida foram um canal social onde se desrepresou a camisa de força imposta ao movimento de massas pelas direções burocráticas. Como uma reação uníssona as primeiras mobilizações "horizontais" e semi-espontâneas do Movimento Passe-Livre (MPL), formou-se uma ampla frente única, que integrava desde o governo Tucano de Alckmin, passando pelo prefeito Haddad e o PT nacional até chegar ao "PIG" (Partido da Imprensa Golpista) como o "padrinho" deste esdrúxulo bloco, que "batizou" o movimento juvenil das ruas contra o aumento das tarifas como sendo uma expressão de "vândalos e baderneiros". Afinal, o aumento das tarifas de transporte em SP foi decretado em comum acordo entre os governos Petista e Tucano, nada mais "natural" que estivessem "solidários" na repressão violenta aos "baderneiros" apresentados pelo "PIG" como uma "ameaça ao patrimônio público". No rastro da frente única reacionária contra o MPL também se perfilaram inicialmente o PCdoB (a prefeitura de SP estava sob o comando de Nádia Campeão no segundo grande ato, em função da viagem de Haddad a Europa) e a chamada "esquerda" petista na figura do ministro da "justiça" Eduardo Cardoso, que ofereceu a ajuda da Polícia Federal para a repressão mais "fina" do movimento. Mas a potencialidade dos massivos protestos de rua, que assumiram um caráter nacional, produziram no "PIG" o mesmo "fenômeno" ocorrido na campanha pelas diretas em 1984, ou seja "repentinamente" passaram a apoiar os "ex-vândalos", considerados agora como uma "corajosa" juventude que "vai às ruas lutar por seus direitos". De uma forma muito similar ao que aconteceu em 84, de repente os atores "globais" passaram a realizar campanhas publicitárias para denunciar a violência da PM, e não mais "desqualificar" os jovens como "baderneiros", a Rede Globo obrigou até mesmo o asqueroso Jabor a fazer "autocrítica" e elogiar os jovens que antes não "valiam nem 0,20 centavos". Estava desta maneira rompida, por iniciativa do PIG, a frente única contra os protestos, e o que se viu a partir do dia 17/06 foi um verdadeiro "tsumami" de "rasgados" elogios às mobilizações, desde o governo Dilma (incluindo todo o PT e PCdoB), e até mesmo o fascista Alckmin e seu sinistro secretário de segurança passaram a defender a garantia da "integridade" dos manifestantes. No bojo das mobilizações, desde o Facebook (manipulado pela CIA), rapidamente surgiu o movimento "Acorda Brasil", que na "carona" da rebeldia juvenil passou a incluir na "pauta" das reivindicações a "prisão dos mensaleiros e a oposição a PEC 37", bandeiras empunhadas pelos procuradores liderados por Roberto Gurgel. Ontem em Brasília a tônica das manifestações esteve focada no Congresso, com muitas bandeiras "verde e amarelas" exigindo uma "faxina geral", o que animou em muito ao "PIG" em declarar que se tratava de um grande movimento "contra a corrupção do governo Dilma", já decretando uma vitória antecipada da oposição Demo-Tucana nas eleições de 2014.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

ENQUANTO PSTU, PSOL E O PRÓPRIO PT FAZIAM APOLOGIA DO “COMBATE A CORRUPÇÃO” DA LAVA JATO, A LBI AFIRMAVA O SEGUINTE HÁ QUATRO ANOS ATRÁS:


LAVA JATO NÃO É UMA OPERAÇÃO ANTICAPITALISTA E NEM PRETENDE FAZER JUSTIÇA CONTRA GRANDES BURGUESES, SEU OBJETIVO É FAVORECER OLIGOPÓLIOS IMPERIALISTAS CRIMINALIZANDO O PT
(Artigo publicado em junho de 2015)

A prisão dos presidentes das duas maiores empreiteiras do país (Odebrecht e Andrade Gutierrez), cumprindo um mandado do juiz Sergio Moro comandante da operação "Lava Jato" (LJ), pode ter despertado nos mais incautos uma sensação de que finalmente uma "justiça de classe" tenha ocorrido contra burgueses de grosso calibre pela primeira vez no Brasil. Afinal a nova fase da operação LJ foi batizada de "erga omnes" em uma falsa referência à igualdade entre os homens. As duas empreiteiras juntas totalizam negócios de mais de trinta bilhões de Reais junto a Petrobras, além da formação de Joint Ventures com a estatal. Não somos ingênuos ao ponto de acreditarmos que os dois maiores oligopólios da construção pesada no país, não construíram seus impérios às custas de um envolvimento econômico estreito com o Estado burguês ao longo dos últimos cinquenta anos. Esta relação onde o Estado capitalista é o principal indutor da chamada iniciativa privada é marcada por corrupção endêmica, favorecendo financeiramente os gestores públicos e potenciado os lucros dos empresários. Este "fenômeno" sistêmico do modo de produção capitalista não é produto da "desonestidade" de certos dirigentes corruptos, é generalizado a todas as empresas privadas que negociam produtos ou serviços com o regime burguês. Portanto a conduta corrupta dos acionistas e executivos que controlam as grandes empreiteiras no país é exatamente a mesma de uma pequena empresa que fornece lápis ou cadernos escolares para um prefeitura no interior do Brasil, a única diferença são as dimensões das cifras... que no caso específico da Lava Jato são gigantescas. Porém as grandes empreiteiras nacionais são as responsáveis pelo conjunto das obras da infraestrutura do país, além de participarem de empreendimentos em serviços e industriais em vários ramos da economia, em parceria com o governo federal. Por força de uma imposição legal os trustes internacionais não podem integrar licitações do setor público, a não ser em casos muito específicos, a existência desta "reserva de mercado" para as grandes empreiteiras brasileiras têm causado a fúria de apologistas do neoliberalismo, dentro e fora das fronteiras nacionais. Também no interior do campo do governo petista existem fortes pressões para a quebra da reserva de mercado, como a defesa feita pelo ministro Levy para que empresas ianques participassem como protagonistas nos projetos de privatização em curso. A desestruturação do cartel das gigantes da construção pesada nacional abriria um mercado no Brasil de mais de 20 trilhões de Reais para oligopólios imperialistas do mesmo ramo. Não precisa ser muito esperto para concluir que os interesses em jogo na "espetaculosa" operação LJ vão bem mais além do que o combate a corrupção estatal, posto que processos escandalosos como a privataria tucana ou mais recentemente a bilionária sonegação fiscal de grandes corporações sequer despertam interesse por parte dos paladinos da ética. Mas não se trata apenas de debilitar os "impérios " da infraestrutura do país, é necessário criminalizar os que defendem a manutenção do atual "modelo ", considerado "fechado e arcaico" pelos chefes da LJ, estamos falando é claro das lideranças do PT consideradas como os vilões da nação. É certo que os dirigentes petistas enveredaram por uma trilha de colaboração de classes com os grandes empreiteiros, que passaram a financiar o partido, porém esta "parceria" não é exclusividade do PT, mas porque será que somente a esquerda socialdemocrata está sendo criminalizada? Por acaso os tucanos não praticam há muito mais tempo o "esporte do pocker político" com a burguesia? A questão fulcral neste debate é a blindagem recebida pelo PSDB por parte do imperialismo, interessado na quebra das empreiteiras nacionais e de roldão na desmoralização política do PT que tem levado estas empresas a conquistar novos mercados no exterior. A nova fase da LJ, levando para a cadeia (mesmo que provisoriamente) figuras emblemáticas das classes dominantes, como Marcelo Odebrecht, coloca o PT em alerta vermelho, Lula era considerado o "padrinho" das empreiteiras nacionais, sob seu governo ampliaram suas intervenções na África, Ásia e América Latina atraindo o ódio da Casa Branca. Veremos quais serão os próximos alvos da LJ, tendo a convicção de que nenhuma iniciativa institucional surgida das entranhas desta república capitalista porá fim a corrupção estrutural que permeia o Estado burguês.

VEM A PÚBLICO AS TRAMAS “SECRETAS” ENTRE MORO E O PROCURADOR DALLAGNOL: SAIR ÀS RUAS EXIGINDO A PRISÃO IMEDIATA PARA OS CRIMINOSOS DA “LAVA JATO”! COLOCAR NAS GRADES TODOS OS BANDIDOS DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”! LULA LIVRE JÁ!


O site “Intercept” divulgou as conversas secretas entre o Juiz Moro e o Procurador Deltan Delagnol. Os dois expoentes da Operação Lava Jato tramam como prender Lula para impedir sua candidatura presidencial assim como organizam várias manobras para manipular o processo eleitoral, visando sabotar a campanha eleitoral do PT. São fatos gravíssimos que comprovam o que a LBI já afirmava desde 2014, denunciando Moro e a “força tarefa da Lava Jato” como agentes do Departamento de Estado ianque atuando a serviço do imperialismo para impor a ditadura do Judiciário no Brasil. Fomos a primeira corrente política a denunciar o que hoje os “diálogos” revelam integralmente e quando o grosso da esquerda, inclusive o governo Dilma e o PT saudavam a “faxina” que estava sendo feita pela Lava Jato, para não falarmos do PSTU e de setores do PSOL como o MES e Freixo, fãs de primeira hora do Juiz Moro. Agora, mais do que nunca é preciso sair as ruas exigindo a prisão imediata para os criminosos da “Lava Jato”! Devemos aproveitar a semana de mobilização em curso antes do 14J agitando à luta para colocar atrás das grades todos os bandidos da “República de Curitiba”, reforçando a campanha pelo Lula Livre já! As conversas divulgadas servem para demonstrar mais uma vez o que os Marxistas Revolucionários sempre denunciaram: a democracia burguesa e as chamadas “instituições republicanas” são uma farsa montada para manter o poder da classe dominante. Neste momento faz-se mais que necessário ter como eixo da Greve Geral do dia 14 de junho o chamado de “Abaixo o governo Bolsonaro/Mourão e todo o regime Bonapartista”, o que passa por superar a política de colaboração de classes da CUT e do PT que visa apenas desgastar o fascista para acumular forças nas eleições municipais de 2020 tendo como objetivo central a disputa presidencial de 2022. Diante do escândalo em curso de dimensões históricas que pode abalar os alicerces da república burguesa e suas podres entranhas se o movimento operário entrar em cena a LBI faz um chamado aos lutadores para construir nas ruas e nas lutas o Poder Operário completamente por fora das instituições do regime burguês mafioso!



domingo, 9 de junho de 2019

PSTU É CONTRA O “LULA LIVRE” NA PAUTA DA GREVE GERAL... MAS NÃO “ABRE O BICO” PARA DEFENDER A PRISÃO DA QUADRILHA MAFIOSA DA “LAVA JATO” QUE ESTÁ DESTRUINDO A PETROBRAS


Fazendo eco com as “queixas” da direita e da sua imprensa venal de que os atos do 30M convocados pela UNE estavam sendo “partidarizados” em favor da bandeira “Lula Livre” o PSTU saiu das sombras que agora vegeta e disparou: “Lula livre não representa os atos em defesa da Educação”. Segundo os Morenistas defensores da Operação Lava Jato, “tentar impor a pauta de ‘Lula Livre’ nos atos em defesa da Educação e contra a reforma só divide a classe trabalhadora e a juventude, ajudando o próprio governo Bolsonaro que busca deslegitimar as manifestações que ganharam as ruas de todo o país. O PT, diante da seletividade da Justiça, acaba defendendo a impunidade. O PSTU, ao contrário, defende a prisão e o confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores” (nota do PSTU). Muito interessante, o PSTU afirma que defende a prisão de “Todos os corruptos”, mas nunca vimos os Morenistas defendendo a prisão de Moro, Deltan Dallagnol e toda a quadrilha mafiosa da Lava Jato, que se apropriaram ilegalmente de milhões de Reais de multas impostas em função de “Delações premiadas”. Só da Petrobras queriam se apropriar de cerca de 1 bilhão de dólares, que faz o apartamento do Guarujá de Lula parecer um “mísero troco” dado a um mendigo sem teto. Se o PSTU é contra o “Lula Livre” como um dos eixos das manifestações contra Bolsonaro e suas reformas deveria se juntar então aos atos que apoiam o fascista Bolsonaro, pelo menos tem em comum a admiração pelos bandidos da “República de Curitiba”. Não se trata de nenhum exagero o que afirmamos. Para relembrar a memória, recordemos que em 2016 o PSTU apoiou o golpe institucional apoiando abertamente a Lava Jato, o impeachment de Dilma e prisão de Lula. Na época o Editorial do Opinião Socialista nº 512 (Março/2016) afirma: “As notícias na TV, no rádio e nos jornais sobre os governos do PT, do PSDB, do PMDB são todos casos de polícia. As denúncias da Lava Jato contra figuras do PT chegam mais perto do governo Dilma e atingem também Lula”. Como se observa, o PSTU apoiou na Operação Lava Jato comandada pelo “Juiz nacional” Sérgio Moro em parceria com os reacionários e fundamentalistas procurados do MPF para defender na época o seu patético “Fora Todos” que acabou em mafioso Temer e agora no fascista Bolsonaro. O descaramento oportunista do PSTU é ainda mais vergonhoso porque tem “duas caras”, enquanto defende a Lava Jato para “ficar de bem” com a opinião pública da classe média "ética", no campo político dos movimentos sociais continua chamando de “companheiros de luta” os dirigentes do PT e da CUT (como nos atos do dia 15 e 30 de maio) e agora na Greve Geral de 14j para não “ficar mal” com o ativismo que segue a enorme influência da Frente Popular e luta contra o governo fascista de Bolsonaro. E o fato que é mais escandaloso ainda, são as chapas sindicais que o PSTU tem integrado recentemente em comum com a burocracia da CUT, com todo o eixo programático de colaboração de classes do PT, em troca de cargos na estrutura das direções dos sindicatos, como ocorreu agora na eleição do sindicato dos bancários do Ceará.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 334, 1ª QUINZENA DE JUNHO/2019



EDITORIAL
Paralisar o país em 14J rumo à Greve Geral por tempo indeterminado para derrotar o fascista Bolsonaro e suas Reformas Neoliberais!

TODOS OS ELEMENTOS DA CONJUNTURA APONTAM QUE A GREVE GERAL DE 14J “VAI SER MAIOR”
A questão fulcral é como dar continuidade à luta direta para derrotar Bolsonaro, superando a política de colaboração de classes do PT/CUT que impôs como “freio” a paralisação de apenas um dia de “feriadão junino” na abertura da Copa América

SENADO DÁ SEU AVAL A “MP DO PENTE FINO”
Toda a bancada do PDT somada à alguns parlamentares do PSB, Rede e até do PT facilitaram  a aprovação da “mini Reforma” da Previdência Social

NEYMAR, O BOLSONARISTA “CAI CAI”, É ACUSADO DE ESTUPRAR MODELO QUE “TOPA TUDO” POR DINHEIRO, ATÉ ESTIMULAR UMA AGRESSÃO PARA FAZER CHANTAGEM
Conduta venal de ambos é a expressão das relações mercenárias pessoais produto da barbárie capitalista!

FESTIVAL “LULA LIVRE”
Lutar pela liberdade de Lula e de todos os presos políticos combatendo a política de colaboração de classes do PT

BALANÇO GERAL DO 30M
Massivos atos mostram radicalidade da juventude para derrotar o fascista Bolsonaro, mas porque não superaram o 15M?

30 ANOS SEM NARA LEÃO
A bela “menina rica” que rompeu com a vazia Bossa Nova e passou a ser na MPB a voz da resistência à Ditadura militar!

MARCO QUEIROZ, DIRIGENTE DA LBI, COMPLETA TRÊS DÉCADAS DE MILITÂNCIA TROTSKISTA ORTODOXA
Manter firme o combate pela reconstrução da Quarta Internacional!

10 ANOS DA MORTE DE GUILLERMO LORA (1922 - 2009)
Nossa homenagem ao histórico dirigente trotskista boliviano não escamoteia as profundas diferenças com o revisionismo do POR

NAFTA NÃO É PETRÓLEO
Racionamento de gasolina na Venezuela, é o que poderá acontecer quando a Petrobras vender a maioria de suas refinarias

MEMÓRIAS DA FRENTE POPULAR
Há 15 anos atrás, governo Lula participou da covarde ocupação militar do Haiti

30 ANOS DOS PROTESTOS NA PRAÇA TIANANMEN
Os Marxistas Revolucionários não apoiaram as manifestações por uma “Perestroika chinesa”... Defendemos a revolução política para preservar as bases sociais do estado operário e impor a democracia soviética!

05 DE JUNHO DE 1967 - COMEÇA A “GUERRA DOS SEIS DIAS”, ISRAEL OCUPA A CISJORDÂNIA, FAIXA DE GAZA E COLINAS DE GOLÃ
Palestina e Síria continuam sendo atacadas pelos maiores inimigos dos povos árabes, Trump e Netanyahu

ISRAEL BOMBARDEIA A SÍRIA E AMEAÇA O IRÃ
Derrotar o carnceiro Netanyahu construindo uma frente de ação contra o enclave sionista!    
30 ANOS SEM NARA LEÃO: A BELA “MENINA RICA” QUE ROMPEU COM A VAZIA BOSSA NOVA E PASSOU A SER NA MPB A VOZ DA RESISTÊNCIA A DITADURA MILITAR!


Há exatos 30 anos, no dia 7 de junho de 1989, nos deixava a genial cantora Nara Leão aos 47 anos. Nara foi vítima de um tumor cerebral inoperável. Nascida no dia 19 de janeiro de 1942, em Vitória (ES), a cantora se mudou quando tinha apenas um ano de idade com os pais e a irmã, a hoje jornalista reacionária Danuza Leão, para o Rio de Janeiro. Desde cedo, ela teve contato com a música, e a casa dos seus pais era frequentada por músicos que participaram do nascimento da Bossa Nova, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e Ronaldo Bôscoli, seu namorado na época. No final da década de 50, ela trabalhou como repórter do jornal "Última Hora", de Samuel Wainer, casado com sua irmã Danuza. Bôscoli também trabalhava no jornal, e o relacionamento dos dois terminou quando se aproximou afetivamente da cantora Maysa. Na década de 60, Nara passou a se interessar mais pelas ideias de esquerda e revolucionárias, começou o namoro com o cineasta moçambicano Ruy Guerra, com quem se casou um tempo depois. As obras de Ruy no chamado “Cinema Novo” influenciaram Nara. No ano de 1964 Guerra realizou seu melhor filme, Os Fuzis, ao qual se seguiram obras notáveis como Tendres chasseurs (1969) e Os Deuses e os Mortos (1970). Por sua vez, a estreia de Nara como cantora profissional aconteceu ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na peça “Pobre menina rica” (1962). Sua consagração, contudo, veio após o espetáculo Opinião, juntamente com João do Vale e Zé Keti. Tratava-se de uma obra de crítica social à repressão durante o regime militar no Brasil, iniciado em 1964. Nara Leão lançou seu primeiro disco no mesmo ano que a Ditadura Militar foi instaurada no Brasil. Engajada na esquerda, a cantora participou intensamente na luta contra a ditadura dos gorilas assassinos. Na mesma época, anunciou seu rompimento com a Bossa Nova. Em 1966, cantou a música “A Banda”, de Chico Buarque, no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), venceu o festival e conquistou o público brasileiro. Nara ainda participou do disco-manifesto do movimento tropicalista “Tropicália ou Panis et Circensis”, em 1968. Na vida pessoal, ela se separou de Ruy Guerra e se casou com o cineasta Cacá Diegues, com quem teve dois filhos: Isabel e Francisco. No final de 69, junto com outros artistas que deixaram o país durante este período, o casal foi morar em Paris. Na década de 70, já de volta ao Brasil, a cantora voltou a estudar psicologia, se divorciou de Diegues e recebeu o prêmio de melhor cantora da Associação dos Críticos de Arte de São Paulo. Ainda nos anos 70, Nara Leão descobriu que estava doente. Apesar de ter que se afastar dos palcos durante o início da década de 80 para tratar a doença, a cantora ainda se apresentou em vários países e lançou seu último álbum antes de morrer no dia 7 de junho de 1989, vítima de um tumor no cérebro. Nara nos deixa o exemplo da evolução política, ideológica e cultural de uma mulher e cantora que de “musa” da alienante Bossa Nova passou a ser uma porta-voz da MPB engajada nas lutas contra o regime militar e também colocando sua voz para externar os lamentos do povo mesmo na democracia dos ricos!



quinta-feira, 6 de junho de 2019

NEYMAR, O BOLSONARISTA “CAI CAI”, É ACUSADO DE ESTUPRAR MODELO QUE “TOPA TUDO” POR DINHEIRO, ATÉ ESTIMULAR UMA AGRESSÃO PARA FAZER CHANTAGEM: CONDUTA VENAL DE AMBOS É A EXPRESSÃO DAS RELAÇÕES MERCENÁRIAS PESSOAIS PRODUTO DA BARBÁRIE CAPITALISTA!




Às vésperas do início da Copa América estourou o escândalo envolvendo Neymar, o bolsonarista “cai, cai” foi acusado pela modelo Najila Trindade de estuprá-la depois do jogador financiar sua ida a um hotel de luxo em Paris. O Blog da LBI analisa esse caso para jogar luz nas podres relações da elite dominante, principalmente em uma época onde o falso moralismo bolsonarista avança na sociedade, sendo Neymar um eleitor famoso do presidente fascista. A questão ganha importância programática e ideológica porque envolve agressões mútuas entre um homem e uma mulher que ganhou ampla dimensões, despertando um grande debate entre a população trabalhadora se houve estupro ou não, quando a verdadeira questão a ser descortinada é que toda essa situação de violência ocorreu no marco das apodrecidas relações sociais mercenárias no marco da decadência moral e histórica do capitalismo, tendo como pivô um jogador bilionário famoso de futebol, esporte que desperta paixão no Brasil. “Fui vítima de estupro. Agressão juntamente com estupro”, afirmou Najila na entrevista. É sabido que Neymar pagou as passagens e outros “mimos” para Najila ir ao seu encontro em um hotel de luxo na França. Pelo que relata a modelo no B.O. que fez em São Paulo, Neymar a agrediu em meio as relações sexuais, mas um vídeo de parte do ocorrido no segundo encontro mostra ela também agredindo o jogador, provocando uma reação do mesmo. Fica claro que ela tratou de armar um cenário para usar as filmagens contra o jogador, exigir mais dinheiro pois como é público a modelo encontra-se completamente endividada. Não podemos afirmar que houve estupro ou não, mas agressões mútuas sim. O que interessa para os Marxistas neste caso é que tudo teve como móvel as podres relações mercenárias que movem os dois lados em disputa. Fica evidente que a “modelo” viu a possibilidade de vendendo seu corpo, aumentar seu ganho nesse episódio ao expor o jogador aos holofotes depois que não chegou a um acordo financeiro na reunião entre seus ex-advogados e o pai de Neymar, também um bolsonarista canalha assumido. Tanto que ela divulgou, logo após a reunião frustrada, um laudo médico particular de exames realizados no dia 21 de maio aponta hematomas, problemas gástricos, perda de peso e sintomas de stress pós-traumático. Trata-se de típico caso em que o jogador mercenário contratou os serviços sexuais da “modelo” mas não pagou o que ela pediu pelo seu silêncio após uma relação sexual violenta, no mínimo repleta de agressões... Tudo leva a crer que no primeiro encontro Neymar alcoolizado agrediu a “modelo” e ela (bem assessorada) no segundo encontro o provocou para causar novas agressões, desta vez filmadas para ser usada como elemento de chantagem, usando o episódio para tirar mais dinheiro do jogador bilionário. Nesse “jogo” pesado, onde não há “mocinhos nem bandidos”, a denúncia de Najila vai sair “cara” para ela, já que Neymar tem ao seu lado a Rede Globo, a polícia e o próprio Bolsonaro, que logo após o amistoso em que o jogador supostamente machucou-se foi ao hospital prestar “solidariedade”. O fato é que os dois lados em disputa fazem parte da rede de prostituição social própria da burguesia em sua luxúria, em que armações são um método de extorsão e de “se dar bem”, como vimos na própria conduta venal de Neymar dentro e fora de campo. Neste ambiente do esgoto, onde Neymar é um lixo exemplar em campo e na vida, ninguém pode ser considerado “inocente”. Najila estava em Paris no papel de mercadoria paga pelo jogador que inclui a “lei do silêncio”. Esse pacto foi rompido e agora eles estão nas páginas dos jornais com a “modelo” empunhando demagogicamente a bandeira da luta contra o machismo agressor em geral, em uma denúncia própria feminismo burguês de “mercado” que visa negociar gorda indenização. Como Marxistas Revolucionários não somos paladinos do feminismo policlassista, caracterizamos que os dois se merecem e suas relações podres são regidas pelas “leis de mercado” em um verdadeiro jogo de vale tudo onde todas as armas são usadas. Esta disputa ganhou os holofotes da mídia, até porque “briga de rico” sempre escondida em sete chaves quando vem a público dá Ibope, como vemos na internet, na TV e nos jornais! Devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo, esmagando a burguesia e a luxúria de personagens como os em questão. Estes chegam até a se digladiar nas “quatro paredes”, mas estão juntos usufruindo os “prazeres” oriundos da exploração e da especulação financeira extraída da miséria, suor e sangue do povo trabalhador, que gasta seus parcos recursos para bancar o mercado do futebol que patrocina os gastos nababescos de Neymar e de suas prostitutas de luxo!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

NAFTA NÃO É PETRÓLEO: RACIONAMENTO DE GASOLINA NA VENEZUELA, É O QUE PODERÁ ACONTECER QUANDO A PETROBRAS VENDER A MAIORIA DE SUAS REFINARIAS


O racionamento para a venda de gasolina foi posto em prática em várias regiões da Venezuela pelo governo Maduro em meio à severa escassez do combustível no país que detém as maiores reservas de petróleo do mundo. Esta notícia, pode parecer um paradoxo para os leigos que pensam que o Nafta (derivado químico essencial para a produção de combustíveis) é a mesma coisa que petróleo cru. Porém gasolina ou diesel são apenas derivados do combustível fóssil, precisam ser produzidos pela indústria química das refinarias, e obviamente não “brotam” do subsolo. É neste ponto que reside o “segredo” comercial da indústria petrolífera multinacional, países semi-coloniais que detém grandes reservas subterrâneas de óleo cru, quase sempre são grandes importadores de derivados quimicamente processados, como gasolina, diesel, querosene e nafta. A razão é bem simples as grandes refinarias do planeta, que pertecem as corporações transnacionais, estão situadas em países imperialistas que podem ser ou não extratoras de petróleo cru. Estes trustes imperialistas compram de países periféricos petróleo cru a um preço de mercado que pode variar entre 50 a 100 dólares o barril, dependendo da conjuntura econômica mundial. Depois processam o óleo cru em sua indústria química, revendendo seus derivados diversos (combustíveis, fertilizantes, química fina etc..) a um valor que pode chegar a cem vezes mais do que pagaram pela comoditie. A Venezuela vive uma situação deste tipo, exatamente porque detém poucas refinarias industriais, apesar de possuir as maiores e melhores (óleo de qualidade e de fácil extração) reservas de petróleo do mundo. Para a estatal venezuelana PDVSA, que vem sofrendo uma série de sabotagens físicas e financeiras diante do cerco imperialista, não restou outra opção a não ser importar derivados e racionar combustíveis para a população, tudo em função de sua limitada capacidade de refino (cerca de somente três grandes refinarias). As sanções impostas pelo governo Trump em sua política de pressão econômica contra Maduro, contingenciaram as importações de combustíveis do país, assim como de diluentes para processar o petróleo bruto da Venezuela. O presidente da PDVSA, Manuel Quevedo, afirmou na semana passada que o governo garantirá o fornecimento, mas o racionamento se manterá por algum tempo, Maduro, por sua vez, denunciou uma sabotagem contra dez navios petroleiros da estatal venezuelana, isto sem falar das explosões ocorridas na principal refinaria do país. O Brasil, sob a égide do governo neofascista de Bolsonaro, caminha para vivenciar uma crise de abastecimento de combustíveis similar à que passa a Venezuela. A Petrobras anunciou recentemente que venderá 8 das 13 refinarias que possui, um verdadeiro “presente de natal” para os trustes petrolíferos imperialistas, que controlariam o “filé mignon” do mercado nacional de combustíveis. É preciso ressaltar que o Brasil detém um número bem abaixo do necessário de refinarias para atender somente a demanda do mercado interno. Por esta razão a chamada “conta petróleo” (soma das exportações de petróleo bruto e importação de derivados refinados) é estruturalmente deficitária para o país. Os projetos de expansão das refinarias da Petrobras, uma ampliação de 5 novas e modernas unidades industriais, foram suspensos pela ação dos bandidos da “Lava Jato” , que à serviço dos trustes dos EUA disseminaram a farsa que a estatal estava imersa no “mar da corrupção”... O resultado prático da intervenção dos falsos “vestais” da Lava Jato foi gerar um “rombo” na Petrobras e na balança comercial do Brasil. Mas agora a ameaça dos neofascistas da equipe econômica do governo é ainda maior, para desestabilizar a economia do país pretendem privatizar as refinarias da Petrobras, como parte de um plano geral dos rentistas de afundar a estatal. Para os que pensam que a crise de combustíveis por que passa a Venezuela é algo bem distante da nossa realidade, a venda da maioria das nossas refinarias poderá colocar o país totalmente vulnerável aos interesses financeiros dos cartéis imperialistas. O movimento operário deve compreender a gravidade da política neoliberal de “quebrar” Petrobras, “queimando” refinarias e ameaçando a própria soberania energética do Brasil. É necessário organizar a Greve Geral por tempo indeterminado para derrotar a ofensiva neoliberal do imperialismo contra a Petrobras e o povo brasileiro!
05 DE JUNHO DE 1967 - COMEÇA A “GUERRA DOS SEIS DIAS”, ISRAEL OCUPA A CISJORDÂNIA, FAIXA DE GAZA E COLINAS DE GOLÃ: PALESTINA E SÍRIA CONTINUAM SENDO ATACADAS PELOS MAIORES INIMIGOS DO POVOS ÁRABES, TRUMP E NETANYAHU


Nesse 05 de Junho completa-se 52 anos da “Guerra dos Seis Dias”. Ficou assim conhecida porque em 1967 o sionismo impôs aos regimes nacionalistas árabes uma humilhante derrota, “anexando” de uma única tacada os territórios do Sinai, Gaza, Golã e Cisjordânia tomados à força do Egito, Síria e Jordânia. Israel assegurou a vitória quase no primeiro dia da guerra ao destruir em poucas horas quase todos os aviões de combate egípcios. Às 07h24 hora local, um flash de Tel Aviv anuncia que naquela manhã os egípcios atacaram Israel pelo sul com tanques e aviões. Minutos mais tarde, um comunicado oficial israelense fala de violentos combates e que as forças israelenses teriam contra-atacado. As sirenes soam em Tel Aviv e é lançado o alerta em outras cidades do país. Atualmente, a maioria dos historiadores consideram que na realidade a aviação israelense iniciou os combates ao bombardear as bases aéreas egípcias. Às 08:12h, a rádio do Cairo interrompe sua programação para anunciar: “as forças israelenses iniciaram essa manhã uma agressão contra nós. Realizaram bombardeios aéreos no Cairo e nossos aviões enfrentaram os aviões inimigos”. Começam a se ouvir explosões no Cairo, onde também soam as sirenes. Israel mobiliza seus reservistas e requisita veículos, enquanto os blindados israelenses avançam para o sul e rompem as linhas egípcias até o Sinai. No Cairo, os aeroportos civis fecham e é declarado estado de emergência em todo o território egípcio. Na Síria, que mobiliza a defesa civil, a Rádio Damasco interrompe bruscamente sua programação para anunciar que Israel atacou o Egito. Pouco depois das 10h00, a Síria anuncia que sua aviação começou a bombardear as posições israelenses. Ao mesmo tempo, a Jordânia impõe a lei marcial, coloca suas Forças Armadas sob comando egípcio e declara guerra a Israel à tarde. Kuwait, Sudão e Iraque entram na guerra, seguidos por Argélia e Iêmen, e finalmente pela Arábia Saudita. Em Jerusalém começam os combates nas ruas entre os bairros jordanianos e israelenses. Logo as hostilidades se estendem para as fronteiras de Israel com a Jordânia e Síria. Na frente jordaniana-israelense começam fortes combates já nas primeiras horas. A aviação síria realiza vários bombardeios em Israel, especialmente contra Haifa, enquanto a aviação israelense ataca várias vezes o aeroporto de Damasco. Tanto no Egito quanto em Israel, ninguém duvida da vitória. Nos países árabes, onde a maioria dos comunicados são vitoriosos, reina o entusiasmo. Ao tomar o controle da localidade de Khan Yunis, na zona de Gaza, as tropas israelenses neutralizam de uma vez todas as forças egípcias e palestinas nessa área. Israel garante dessa forma a segurança do flanco ocidental de suas tropas, que mais ao sul enfrentam a grande parte o exército egípcio. À noite, o primeiro-ministro israelense Levi Eshkol declara em um discurso no Parlamento que todos os combates se desenvolveram no território egípcio e no Sinai. Afirma que Israel provocou severas baixas na aviação egípcia, síria e jordaniana. O desfecho da “Guerra dos Seis Dias” aconteceu no ar nesse primeiro dia. À meia-noite, Tel Aviv anuncia ter neutralizado a aviação egípcia. Cerca de 400 aviões, entre eles 300 egípcios e 50 sírios, foram destruídos no primeiro dia. Após a derrota dos países árabes em 67, ganha corpo a organização militar palestina "Al Fatah", a Vitória, surgida no final de 59, sob a direção de Yasser Arafat e Abu Lyad que proclamava abertamente a necessidade da destruição de Israel. É a "Al Fatah" que vai dirigir a resistência à ocupação militar de Israel na faixa de Gaza. Durante três anos, o exército sionista não consegue sufocar a rebelião popular instalada na região. Logo depois, em 1968, na cidade jordaniana de Karameh, os fedayin, ou seja, os guerrilheiros palestinos orientados pela "Al Fatah", conseguem derrotar o exército sionista, criando pela primeira vez o símbolo da resistência palestina vitoriosa. No ano seguinte, Arafat assume a direção da OLP, que adota em sua carta de constituição: "a destruição do enclave do imperialismo como condição preliminar para a unidade dos povos árabes". A partir daí, estrutura-se como um verdadeiro Estado Palestino sem território, criando instituições como o Conselho Nacional Palestino, um verdadeiro parlamento com representação das suas diversas facções sociais e políticas. A essência de todos os conflitos militares travados na região reside na própria arena da luta de classes internacional, sendo a existência de Israel, um enclave militar artificialmente implantado no coração do Oriente, fundamental na repressão dos interesses do imperialismo mundial em uma região estratégica, pelas reservas petrolíferas, para o funcionamento da economia capitalista no planeta. É uma tarefa do conjunto do proletariado de todo mundo, inclusive o judeu, a destruição deste gerdame imperialista, no sentido de impulsionar enormemente a luta dos povos contra a exploração capitalista. A "devolução" de algumas cidades nos territórios ocupados pelo exército israelense para as mãos da OLP, a converteu definitivamente em agência policial sionista do seu próprio povo. Já são freqüentes os enfrentamentos entre a OLP e os ativistas da intifada, resultando no encarceramento de várias lideranças do Hamas e Jirad. A completa falência política da estratégia pequeno-burguesa da OLP evidencia enormemente a necessidade da construção imediata de um partido operário revolucionário no seio das massas palestinas, cuja primeira tarefa passa por uma profunda delimitação programática com todas as variantes nacionalistas, pequeno-burguesas e teocráticas.  O fracasso completo do chamado pan-arabismo claudicante em relação a Israel, revelou a impossibilidade em selar a unidade dos povos orientais sob a batuta do nacionalismo e do capitalismo tardio, dependente do imperialismo mundial. O máximo aonde as burguesias árabes chegaram foi na formação de um cartel petrolífero, a OPEP, preocupada em cuidar de seus próprios interesses às costas das necessidades mais elementares das massas exploradas. A verdadeira unidade de todos os povos milenares que habitam esta região, só será possível no marco de uma Federação Soviética das Repúblicas Socialistas Árabes. Cabe ao partido mundial da revolução proletária, a IV Internacional, conduzir essa tarefa até a vitória final.

terça-feira, 4 de junho de 2019

SENADO DÁ SEU AVAL A “MP DO PENTE FINO”: TODA A BANCADA DO PDT SOMADA À ALGUNS PARLAMENTARES DO PSB, REDE E ATÉ DO PT FACILITARAM  A APROVAÇÃO DA “MINI REFORMA” DA PREVIDÊNCIA SOCIAL


O plenário do Senado aprovou na noite desta segunda-feira (03/06) a perversa Medida Provisória 871 que apresentava como falso objetivo “ético” coibir fraudes nos benefícios do INSS, foram 55 votos favoráveis e somente 12 contrários à proposição. Além de criar um programa de revisão de benefícios previdenciários, ou seja caçar aposentadorias já concedidas pelo INSS, a MP exige cadastro do trabalhador rural e restringe o pagamento de auxílio-reclusão aos casos de cumprimento da pena em regime fechado, um verdadeiro ataque a direitos conquistados. De acordo com o texto final da MP, o INSS terá acesso a dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de outros bancos de informações para a análise de concessão, revisão ou manutenção de benefícios, visando uma “economia” estatal (as custas dos trabalhadores inativos) de cerca de dez bilhões de Reais por ano. A famigerada “MP do Pente Fino” pretende colocar os próprios funcionários do INSS como os detratores dos aposentados, médicos e peritos do INSS receberão um adicional por processo analisado além do horário de trabalho, com ênfase naqueles indicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e por outros órgãos de investigação, em resumo se trata de uma bonificação salarial concedida a quem “ferrar” os pensionistas... Para conseguir a aprovação no Senado da sinistra MP, que “caducaria” à meia-noite da segunda-feira, o governo neofascista mobilizou todos os parlamentares que prestam valiosos serviços ao “mercado”, de modo particular teve a decidida ajuda do presidente da Casa, David Alcolumbre do “Centrão”. Porém a equipe econômica de rentistas, chefiada por Paulo Guedes, contou também com a prestativa colaboração de grande parte da bancada dos senadores da “oposição” a Bolsonaro, a chamada “Frente Ampla”. Todos os parlamentares do PDT, incluindo o líder Cid Gomes se ausentaram do plenário do Senado para não obstruir a aprovação da MP, mas também foram acompanhados por senadores da REDE, PSB e pasmem até do PT, como Jean Paul Prates que representa na Casa o governo de Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), um dos executivos petistas que defendem com alguns “ajustes” a (contra)reforma da Previdência nos seus estados. Como já vínhamos denunciando há algum tempo, a formação da “Frente Ampla” é um grande embuste político, um engodo de colaboração de classes para facilitar a ofensiva neoliberal e promover derrotas para o movimento operário e popular. A “tática” parlamentar utilizada pelo conjunto do PDT e desgraçadamente também seguida por senadores do PSB, REDE e PT, é a expressão máxima de sua demagogia eleitoral, fazem discursos na mídia contra a (contra)reforma da Previdência, mas na hora da votação no Congresso se ausentam como verdadeiros “ratos”! A aprovação da “MP do Pente Fino” no Senado foi um balão de ensaio para o governo Bolsonaro, pois mediu sua capacidade de conquistar o quórum constitucional para a promulgação das reformas neoliberais. O movimento operário deve abstrair todas as lições desta derrota sofrida, apostar na política de lobby parlamentar sobre este Congresso Nacional corrupto é um “beco sem saída”. A única alternativa para conquistarmos uma vitória histórica da classe trabalhadora, derrotando o “ajuste” desejado pelos rentistas, é a ação direta das massas!
MARCO QUEIROZ, DIRIGENTE DA LBI, COMPLETA TRÊS DÉCADAS DE MILITÂNCIA TROTSKISTA ORTODOXA: MANTER FIRME O COMBATE PELA RECONSTRUÇÃO DA QUARTA INTERNACIONAL!


Peço licença aos leitores do Blog da LBI, nosso porta-voz militante que cobre de maneira vigorosa a conjuntura nacional e internacional defendendo o Marxismo Leninismo, para nesta postagem de caráter “pessoal” celebrar com nossos militantes, apoiadores e amigos os meus 30 anos de militância comunista. Neste 04 de junho completo 46 anos de vida, três décadas dedicadas integralmente a militância revolucionária profissional. Favor não confundir com militância remunerada, fui formado em uma época em que os militantes mantinham o partido com sua contribuição financeira e não eram parasitas dos aparatos sindicais ou do fundo partidário voltado a alimentar a democracia burguesa, como é comum hoje na “esquerda” domesticada. Tudo começou em meados do ano de 1989, minha incipiente militância ativista no movimento estudantil no Ceará foi ao encontro de uma organização política comunista centralizada, então Causa Operária (OQI). Na época, PLP, CS e a própria Causa Operária faziam parte de meu horizonte político de engajamento orgânico, em um quadro de ebulição política e sindical, produto da crise terminal do governo Sarney e das primeiras eleições presidenciais após a ditadura militar. Todo o ativismo estudantil e sindical classista migrou em apoio à candidatura Lula, o grosso de forma acrítica. Naquele momento somente Causa Operária e, em menor grau o PLP (oriundo do Prestismo) faziam críticas a linha programática da direção nacional do PT na disputa eleitoral que pregava as alianças burguesas com PSDB e PDT no segundo turno para derrotar Collor. Tanto que as duas correntes formaram os chamados “Comitês Anticapitalistas” os quais levaram adiante uma campanha eleitoral própria, independente do programa de colaboração de classes da Articulação e seus satélites petistas, para não falar do PCdoB, que de “fiscal do Sarney” passou a defensor da “Unidade popular” em torna da chapa Lula-Bisol, do PSB de Miguel Arraes.

TODOS OS ELEMENTOS DA CONJUNTURA APONTAM QUE A GREVE GERAL DE 14J “VAI SER MAIOR”: A QUESTÃO FULCRAL É COMO DAR CONTINUIDADE À LUTA DIRETA PARA DERROTAR BOLSONARO, SUPERANDO A POLÍTICA DE COLABORÇÃO DE CLASSES DO PT/CUT QUE IMPÔS COMO “FREIO” A PARALISAÇÃO DE APENAS UM DIA DE “FERIADÃO JUNINO” NA ABERTURA DA COPA AMÉRICA


Muito se tem lido nos meios de esquerda e visto nas redes sociais a máxima que a “Greve Geral” de 14 de junho “vai ser maior” que os dias de luta de 15 e 30 de Maio. Todas as tendências da conjuntura apontam que o 14J “vai ser maior” devido ao crescente da luta nas ruas. Para frear esse desenvolvimento ascende, a burocracia sindical adiou o máximo que pôde a paralisação de 24hs, marcando-a para uma sexta-feira, no dia da abertura da Copa América, com jogo da Seleção Brasileira no Morumbi (SP) e em meio aos festejos juninos, que são muito fortes no Nordeste. Em um quadro desse, não tem como a “Greve Geral” de apenas um dia não ser “maior” que o 15M, mas ela será diluída totalmente, onde a luta direta não pode ser estendida em uma paralisação por tempo indeterminado, já que entramos no fim de semana, com o país mergulhado nas festas juninas e com atenção para a Copa América. Esse cenário amortecedor da luta de classes foi escolhido pelas direções das centrais sindicais, da UNE, pelo conjunto da Frente Popular, PT, PCdoB e PSOL. Não por acaso, Lula orientou o PT a não chamar o “Fora Bolsonaro” nos atos, como vimos no dia 30 de Maio. Seguindo essas orientações, a direções sindicais e estudantis trataram de limitar a luta ao eixo de rechaçar a reforma da previdência e os cortes na educação, não apontando uma palavra de ordem que fosse uma alternativa de poder dos trabalhadores como defendeu a LBI ao levantar o eixo: “Abaixo o governo Bolsonaro e todo o regime Bonapartista”. Essa é a polêmica central a fazer e não o distracionismo vulgar ("Vai ser Maior") patrocinado pelas correntes de esquerda no PSOL e o PSTU. É preciso desde já lutar para superar essa orientação imobilista e convocar assembleias nas categorias para radicalizar a luta e impor pela base a convocação de uma Greve Geral por tempo indeterminado que tenha como eixo a derrubada do fascista Bolsonaro e das instituições que o sustentam. Por mais importante que seja colocar milhares de ativistas e lutadores nas ruas, como vimos no 15/30M, se estes protestos estiverem limitados apenas a política de lobby sobre o parlamento para alterar alguns pontos da reforma, como deseja a direção do PT e PSOL signatários da tal “Frente Ampla” com setores da burguesia, nossa luta será derrotada e o governo seguirá na ofensiva contra nossos direitos e conquistas nos anos seguintes, seja com Bolsonaro, Morão ou com um novo gerente de plantão. É preciso ter claro o que faremos no dia seguinte ao 14J. Temos de continuar o movimento, aumentando sua força e sua radicalização. Precisamos proliferar os comitês de luta e ação direta pela país. Como a Greve Geral de 14 será forte, está colocado na ordem do dia convocar imediatamente uma outra paralisação, mais prolongada e mais ampla. Nós Marxistas Leninistas compreendemos a gravidade do momento político, e em oposição ao caminho de derrotas da Frente Ampla, lançamos um chamado para a formação de uma Frente Operária e Popular, que assuma como norte político a ação direta das massas, no combate frontal e vitorioso contra ofensiva neoliberal que ameaça suprimir as conquistas históricas dos trabalhadores. Defendemos uma saída que aponte para a independência política dos trabalhadores, o que significa a defesa na luta para colocar abaixo todo o regime político bonapartisrta de exceção! Não vemos como saída progressista nem a renúncia para assumir o general Mourão nem obviamente a convocação de novas eleições, nossa perspectiva é apresentar uma saída política independente do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, o que passa por convocar imediatamente a Greve Geral por tempo indeterminado e construir a resistência através dos métodos de luta da classe operária, impondo a derrubada do conjunto do regime político de exceção e não só o gerente fascista Bolsonaro!     

segunda-feira, 3 de junho de 2019

ISRAEL BOMBARDEIA A SÍRIA E AMEAÇA O IRÃ: DERROTAR O CARNCEIRO NETANYAHU CONSTRUINDO UMA FRENTE DE AÇÃO CONTRA O ENCLAVE SIONISTA!


Pelo menos 10 combatentes morreram neste domingo,02.06 e outros sete ficaram feridos por bombardeios de Israel contra o sul de Damasco e na província de Al Quneitra, na fronteira com as Colinas de Golã, na Síria. Soldados sírios, iranianos e militantes do Hezbollah estão entre os mortos. Em meio aos ataques à Síria, o carniceiro Netanyahu ainda advertiu que o Irã será 'ainda mais atingido'. Frente a mais este ataque covarde de Israel ao território sírio, os “troskotanistas” da LIT e seus ex-parceiros da Resistência (PSOL) vão continuar cinicamente se fingindo de cegos, surdos e mudos para melhor justificar seu combate ao governo Assad? Se no Brasil a “Resistência” passou do sectarismo do PSTU para o ultra-oportunismo no PSOL, na Síria continua fielmente seguindo a política da LIT e do Morenismo em defesa da derrubada de Assad, mesmo que para isso conte com a “ajudinha” de Israel e do imperialismo ianque. Essa posição rompe com a lição programática legada por Lenin e Trotsky de postar-se incondicionalmente no campo da nação oprimida contra um enclave imperialista independente da direção que comanda o país atrasado, no caso Bashar Al-Assad, que tanto o “Resistência” como o PSTU acusam de ser um “ditador sanguinário”. Na Síria, o “Resistência” segue vergonhosamente refém da mesma política Morenista, ao negar-se a chamar a derrota do imperialismo e a frente única com Assad-Putin-Khamenei para derrotar os chacais agressores Trump e Nathanuay. Para os Leninistas não pode haver neutralidade possível entre um conflito destas proporções no Oriente Médio, nosso objetivo central na região é a derrota cabal do "porta aviões" (Estado artificial de Israel) do imperialismo ianque "ancorado" no coração da nação palestina. A justificativa de que Assad seria um "ditador sanguinário" para não apoiar a Síria, não se sustenta por um único ângulo da política revolucionária, a não ser para a "família morenista", que tem sua história manchada pelo sangue do povo líbio, quando apoiaram os bombardeios da OTAN contra o "ditador" Kadafi. Os genuínos Comunistas tem "lado" nesta guerra que já se iniciou há algum tempo, estamos incondicionalmente no campo militar do regime Assad contra o enclave sionista de Israel! A derrota do enclave de Israel representa a vitória dos povos oprimidos pelo imperialismo, independente se os regimes da Síria e Irã possuam um caráter socialista, o que obviamente não se configura politicamente. Nossa tarefa estratégica continua sendo a unidade do proletariado árabe, persa, palestino e hebreu em direção a uma única República Socialista!