sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

14 DE FEVEREIRO DE 1996 PARTIA O COMPOSITOR REVOLUCIONÁRIO TAIGUARA: COLABORADOR DE LUíS CARLOS PRESTES... O CANTOR MAIS CENSURADO PELA DITADURA MILITAR DEFENDEU EM SEUS VERSOS O SOCIALISMO E A REVOLUÇÃO!


Em 14 de fevereiro de 1996 nos deixava Taiguara. Além de compositor, ele era um defensor da causa do Socialismo e da Revolução, tanto que militou no MR-8 e depois foi um fiel colaborador de Luís Carlos Prestes, ex-Secretário Geral do PCB que rompeu pela esquerda com o Partidão. O avô, Glaciliano Correa da Silva, era músico, poeta e artesão, capaz de construir seu próprio acordeão. O pai, Ubirajara Silva, exímio tocador de bandoneón (instrumento de fole utilizado no tango, semelhante ao acordeão). A família paterna é gaúcha, de origem camponesa.  A mãe, Olga Chalar, era cantora famosa no Uruguai. Sua família, de origem indígena, tornou-se camponesa e operária. Buscando viver profissionalmente como músico, Ubirajara percorreu vários países sul-americanos e conheceu Olga no Uruguai. Casaram. Voltou para o Brasil quando Taiguara já tinha quatro anos. Frustrada por ter abandonado a carreira, Olga não vivia feliz. O casamento passou por várias crises até o casal se separar em 1960. Ela voltou para o seu país natal. Os filhos – Taiguara – então com 15 anos – e seu irmão Araguari, dois anos mais novo, ficaram com o pai, que se casou com Odette Luciana e se mudou com a família para São Paulo. Os anos sessenta foram de muita riqueza musical no Brasil. Do Rio de Janeiro e São Paulo irradiavam para todo o país a bossa-nova, a MPB, o samba, o rock nacional. Foi em São Paulo que Taiguara começou, quando ainda era estudante de Direito do Mackenzie, reduto da direita universitária, mas sua cabeça estava na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), onde estudavam figuras como Chico Buarque de Hollanda. Foi este quem levou Taiguara ao João Sebastião Bar, local frequentado pela esquerda de todos os naipes: comunistas, anarquistas, hippies, transviados, etc., onde rolava a boa música de todos os ritmos e gêneros. Taiguara estava no meio de artistas que se posicionavam contra a ditadura militar – cada um a seu modo – e também se engajou nessa linha, tornando-se eclético quanto à forma musical, resultado de fontes diversas, sem esquecer a música dos pampas – região que abrange partes do Brasil, Uruguai e Argentina. Seguem a participação com êxito em vários festivais e os discos, todos altamente censurados. Mesmo assim, algumas criações passaram e se tornaram conhecidas nacionalmente. Destacam-se HOJE (1969), AI-5 dominando, prisões, mortes e exílios acontecendo. “Hoje/Trago em meu corpo as marcas do meu tempo/Meu desespero, a vida num momento/A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo”. Em 1970, a ditadura está cada vez mais forte e confiante e desafia os opositores “Brasil, ame-o ou deixe-o. Taiguara grava UNIVERSO NO TEU CORPO, no qual mostra cansaço, parece desistir da luta. “Eu desisto/Não existe essa manhã que eu perseguia/Um lugar que me dê trégua ou me sorria/E uma gente que não viva só pra si/Só encontro/Gente amarga mergulhada no passado/Procurando repartir seu mundo errado/Nessa vida sem amor que eu aprendi”. Mas não desiste. Expressa sua luta pelo Socialismo na música A ILHA em homenagem a Cuba, seu primeiro trabalho censurado e nunca registrado em disco. “Meu pai, já não posso mais/Viver nesse mundo em chamas, em chamas, chamas/Meu bem, eu te quero bem/Mas vou onde o amor me chama, me chama, chama/Livre só embaixo vou viver na ilha, na ilha/Onde meus iguais serão minha família, na ilha”. Essa perspectiva lhe faz forte, otimista. É tanto que, em 1972, quando John Lennon anuncia o fim dos Beatles com a famosa frase “O sonho acabou”, Taiguara compõe TEU SONHO NÃO ACABOU, outro grande sucesso: “Hoje entrei na dança e não vou sair/Vem que eu sou criança não sei fingir/Eu preciso, eu preciso de você/Lá onde eu estive o sonho acabou/Cá onde eu te reencontro só começou/Lá colhi uma estrela pra te trazer/Bebe o brilho dela até entender….”. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

“CASA CIVIL” OCUPADA PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA POR UM GENERAL DA ATIVA: GANHANDO PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO ONYX DEIXA “TERRA SEM CHÃO”...


Após longa e penosa fritura na Casa Civil, Onyx Lorenzoni foi jogado no Ministério da Cidadania, no lugar de Osmar Terra, como prêmio de consolação. O general Braga Netto que ocupava a chefia do Estado-maior do Exército e foi o responsável pela intervenção militar no Rio de Janeiro, será o primeiro general da ativa na história republicana a comandar o principal ministério do governo central do país. O deputado Demista Onyx Lorenzoni tentou grudar como pôde no cargo, mas não conseguiu, desde o ano passado vinha tendo suas funções esvaziadas pelo neofascista Bolsonaro. Onyx, parlamentar tarimbado, foi encarregado inicialmente da articulação política com o Congresso Nacional, mas teve essa tarefa tirada de suas mãos quando o chamado “Centrão” ficou sob a liderança de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. A situação de Onyx se agravou bastante após seu “número 2” no ministério ser demitido sem que fosse consultado. Como o pretexto para a demissão de Vicente Santini, ex-secretário executivo, foi ter usado um vôo da Força Aérea Brasileira (FAB) para sair de Davos (Suíça) e ir se juntar à comitiva de Bolsonaro na Índia, ser simplesmente risível, ficou claro o enfraquecimento de Onyx, exatamente porque vários outros membros deste governo de bandidos, próximos do presidente, não fizessem também uso dos aviões da FAB. Nas redes sociais, Bolsonaro anunciou as trocas de cadeiras, agradeceu ao reacionário Osmar Terra pelo suposto “trabalho e dedicação” e lhe ofereceu uma embaixada no Canadá, rejeitada por Terra que sem “chão” no gabinete voltará para ocupar sua vaga no parlamento. Também pelas redes sociais Onyx Lorenzoni, passou óleo de peroba na sua cara constrangida e afirmou que estará no time de Bolsonaro “não importa o número da camiseta”. A derrubada de Onyx não agradou aos setores Olavistas do governo neofascista, que atacaram violentamente a nomeação do general Braga Netto: “O governo do presidente Jair Bolsonaro já é o melhor que a República já teve. Não só dará certo, mas já deu certo. Entretanto, colocar um general no lugar de Onyx Lorenzoni, até que me provem o contrário, foi o maior erro do presidente. A esquerda não criticará essa decisão”, disparou o blogueiro Allan dos Santos, próximo aos filhos do capitão e também do astrólogo fundamentalista que se diz “filósofo”. O controle cada vez maior de militares de primeira linha sobre o governo neofascista, é um sintoma claro do recrudescimento do regime bonapartista, que eventualmente já se prepara para uma “terceira etapa” do golpe institucional desferido em 2016 contra o governo da Frente Popular. Braga Netto foi chefe da segurança durante as Olimpíadas de 2016 e adido militar nos EUA, durante os governos petistas, sendo identificado como um general “linha dura”, ou seja uma alternativa da extrema direita para “disciplinar” as ações “tresloucadas” das alas Olavistas do governo Bolsonaro. Ainda é cedo para caracterizar a conduta do Alto Comando das FFAA diante do novo quadro político aberto com a chegada de Braga na Casa Civil, entretanto a única certeza que já temos é que Bolsonaro ganha um reforço político e militar importante para enfrentar o movimento de massas, que vem sendo sabotado pelas direções da esquerda reformista.
PARAÍSO DO CAPITAL FINANCEIRO: OS “TRÊS IRMÃOS” OBTÉM LUCROS RECORDES SOB O GOVERNO NEOFASCISTA DE BOLSONARO


Os lucros do banco Itaú, relativos a 2019, totalizaram R$ 28,363 bilhões, superando em R$ 2, 630 bilhões os lucros de 2018, ou ainda, percentualmente, um acréscimo de 10,22% sobre o ano anterior, conforme divulgação do próprio banco na última terça-feira (11/02). Na mesma trilha o Bradesco divulgou seu lucro na semana passada, a rentabilidade líquida do Bradesco em 2019 foi de R$ 25,887 bilhões, 20% maior do que os R$ 21,564 bilhões obtidos em 2018. No final de janeiro, o banco espanhol Santander informou os lucros da sua operação no Brasil ao longo de 2019. Nada menos do que R$ 14,18 bilhões, ou seja, um aumento de 16,55% sobre lucros de R$ 12,166 bilhões de 2018. Os “três irmãos” que controlam o setor privado financeiro no país, obtiveram juntos a “bagatela” de 68,5 bilhões de Reais em 2019, extorquindo o Tesouro Nacional com os juros da dívida pública e também explorando o povo trabalhador com suas taxas escorchantes. Esses lucros “paradisíacos” foram obtidos na direção contrária da recessão econômica capitalista brasileira que não se recuperou da grande depressão desatada  em 2014 e que se prolonga até hoje. Os índices de rentabilidade (o retorno sobre o patrimônio líquido) apresentado nos balanços divulgados dos três bancos ultrapassam 20%: Itaú (23,70%); Bradesco (20,60%) e o espanhol Santander no Brasil (21,30%), um “fenômeno” financeiro absolutamente anômalo no cenário bancário mundial. É totalmente “anormal” uma empresa, especialmente com alto patrimônio líquido, como qualquer um dos bancos em questão, conseguir extrair renda capaz de dobrá-la em apenas cinco anos numa situação em que a economia do país está paralisada, com o desemprego batendo recordes, a renda do trabalhador comprimida, a produção industrial física em franca decadência, vendas do comércio e o setor de serviços caindo. Há décadas o setor bancário no Brasil obtêm níveis extremos de lucros que conflitam com o desempenho do restante da economia, em especial afrontam escandalosamente com a situação de penúria que atravessa nosso povo. É verdade que esta verdadeira “mamata” dos rentistas se baseia no modelo de acumulação capitalista nacional, que vem sendo mantido fielmente por todos os governos desde o surgimento da chamada “Nova República”, passando pela era FHC, mas também acentuado pelas gestões seguidas da Frente Popular. No atual regime bonapartista, baseado no golpe institucional de 2016, essa realidade se intensificou bastante, deixando os “três irmãos” como o único setor “dinâmico” da economia capitalista, o país produziu em 2019 menos do que produzia em 2010 um retrocesso de uma década em apenas um ano. Longe de ser uma “coincidência”, a abundância financeira dos bancos e do rentismo em geral, equivale ao empobrecimento da classe trabalhadora. Somente a estatização dos bancos, sob o controle operário, será capaz de estancar a crise capitalista e retomar o crescimento econômico e o desenvolvimento do país com o planejamento econômico central, através da revolução socialista e a instauração da Ditadura do Proletariado.
“SHOW” DO GUGU: A “ESTRANHA” MORTE DO APRESENTADOR QUE ASSEDIAVA MENINOS, DESERDOU A MÃE DE SEUS FILHOS E CUJA FAMíLIA BURGUESA PERSEGUE QUEM DENUNCIA SUA CONDUTA MERCENÁRIA        


A “novela” em torno da morte do apresentador de TV Gugu Liberato (apoiador declarado do fascista Moro) ocorrida em novembro de 2019 se arrasta com um “cadáver insepulto” até hoje, ganhando cada vez mais espaço na grande mídia e na blogosfera em virtude da disputa da herança bilionária entre a mãe de seus filhos e demais herdeiros. Não por acaso Bolsonaro lhe rendeu homenagem pública logo após sua morte. A causa de seu falecimento em si está envolta em mistério, a versão oficial é que caiu de um sótão quando trocava um filtro de ar condicionado, bateu a cabeça e morreu. Obviamente que esse “enredo” típico das novelas mexicanas de terceira exibidas no SBT não corresponde aos fatos reais. Uma mansão de alto luxo nos Estados Unidos conta com vários funcionários para esses tipos de serviços “braçais”. Há um boato que Gugu estava atormentado, doente e deprimido, teria acabado suicidando-se, mas não temos informações precisas, pois vários detalhes do laudo médico emitido nos EUA também são sigilosos a pedido da família. O fato público é que Gugu morreu um dia antes da divulgação oficial pela assessoria de imprensa da família. Ele já estava afastado das gravações na Rede Record (havia deixado dois meses do reality show musical “Canta Comigo” gravados). Estranhamente, Gugu foi dado como morto duas semanas antes da verdadeira morte, noticia veiculada no site da própria emissora do Bispo Edir Macedo e depois desmentida como “fake news”! A notícia começou a se espalhar depois que o perfil oficial do reality show “Power Couple” da Record postou que Gugu havia falecido aos 60 anos, fato desmentido por ele horas depois. O BLOG da LBI não é um site de “fofocas” que se dedica por “esporte jornalístico” a comentar os detalhes sórdidos da morte de um apresentar famoso de TV e as disputas familiares que evolve sua herança bilionária. Entretanto, a sombria trajetória de Gugu Liberado, apoiador de Bolsonaro e Moro, além da disputa de sua herança bilionária merecem a atenção dos Marxistas Revolucionários porque envolvem as taras sexuais da sociedade burguesa e a sordidez das relações mercenárias que envolvem a família como “célula mater” do modo de produção capitalista. Nos valemos do “interesse público” representado pelas evidências de que existe um esquema de exploração sexual no interior da indústria de entretenimento e celebridade, que envolve todas as redes de TV que controlam o chamada “opinião pública”. Para além da real causa da morte de Gugu, a escandalosa trajetória de um apresentador de TV que era homossexual e aliciava meninos entre 10 e 14 anos via a promessa de tornarem-se uma “celebridade” e que deserdou em 2011 a própria mãe de seus 3 filhos (recorreu a inseminação artificial) servem para fazer o combate político e ideológico comunista contra a avareza e podridão que exalam da elite social burguesa. 
HÁ UM ANO NOS DEIXAVA BIBI FERREIRA: A CORAJOSA DIVA QUE FEZ DA ARTE UM CAMPO DE RESISTÊNCIA CULTURAL  
         
      “Eles pensam que a maré vai, mas nunca volta (…) Quando eles virem invertida a correnteza, quero ver se eles resistem à surpresa e quero saber como eles reagem à ressaca” (Peça Gota D´água)


Há exatamente um ano os palcos brasileiros não contam mais com o protagonismo da grande diva da dramaturgia nacional. Em 13 de fevereiro de 2019 aos 96 anos nos deixava Abigail Izquierdo Ferreira, nossa “eterna” BIBI FERREIRA, após quase um século de atividade contínua no bom combate da arte teatral, como um instrumento de reflexão crítica e ontológica da realidade social e histórica. Bibi não era só uma atriz, filha do cânone Procópio Ferreira e nascida literalmente em uma ribalta, estreiou com poucos meses de vida substituindo uma boneca de porcelana que tinha sido danificada. Bibi Ferreira tinha a coragem dos grandes artistas que assumem o campo do progressismo e da resistência, daí surgiu sua enorme admiração pela cantora Edith Piaf, uma combatente contra a ocupação nazista na França em plena Segunda Guerra Mundial. Foi também na luta de resistência contra o regime militar no Brasil, que Bibi teve sua "têmpera de coragem" forjada quando protagonizou em 1976 a peça "Gota D'água", cuja dupla autoria contava com as assinaturas de Chico Buarque e de Paulo Pontes, este seu último companheiro afetivo morto no final do mesmo ano de 1976. A peça de Paulo e Chico era uma releitura do clássico grego "Medéia", completamente voltada para a realidade brasileira, mais especificamente o início da crise da política habitacional da Ditadura, posta à tona com o fim do chamado "Milagre Econômico ". Logo censurado o texto, "Gota D'Água" conseguiu estrear no teatro Teresa Rachel (Rio de Janeiro) graças a ousadia e o próprio prestígio de Bibi que após 116 cortes dos censores, bancou pessoalmente o espetáculo com a direção do legendário Gianni Ratto. A peça que tinha Bibi no papel da valente Joana (moradora do imaginário conjunto habitacional "Meio-Dia"), ficou em cartaz de dezembro de 1975 até fevereiro de 1977 no Rio e depois seguiu para São Paulo, onde fez mais 650 apresentações, sendo considerada uma das produções mais longevas da história do teatro brasileiro. Na esteira do grande sucesso político de "Gota D'Água", começaram a surgir as associações de bairros nas principais cidades do país, questionando justamente a política das COHAB's que "empurravam" para uma periferia desassistida milhões de trabalhadores e desempregados pela crise capitalista. Em 1983 , Bibi voltou aos palcos com o musical "Piaf a Vida de uma Estrela da Canção", o espetáculo obteve grande sucesso de público e crítica, e por sua magistral atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière em 1984. Foi revivendo a figura de Edith Piaf nos palcos (não só do Brasil mas também na França) com quem Bibi teve grande identificação, que nossa Diva do teatro ficou mais conhecida das novas gerações. Bibi Ferreira nunca aceitou papéis em novelas, afirmava que não se sentia à vontade vivendo personagens vazios na "telinha global". Acreditava que seu temperamento crítico de atriz comprometida com a "arte maior" não se adequava a interpretação de qualquer "folhetim comercial". A maior Dama do teatro brasileiro havia anunciado sua aposentadoria dos palcos em um post nas redes sociais em setembro de 2018: “Nunca pensei em parar, essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada!”, desta forma se despediu Bibi que passou a habitar o Pantheon dos "monstros sagrados" da dramaturgia mundial.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

PRIVATIZAÇÃO GERAL: GOVERNO NEOFASCISTA PRETENDE FINANCIAR ENTREGA DAS ESTATAIS DE SANEAMENTO COM DINHEIRO DO BNDES


Depois do rentista parasita Paulo Guedes, ministro do governo neofascista, prometer “trilhões de dólares” em investimentos internacionais em saneamento básico no evento “S de Social e de Saneamento” em dezembro do ano passado, no BNDES, a equipe econômica do Planalto anunciou que irá financiar a privatização das empresas públicas com dinheiro do banco de fomento público, torpedo pelo entorno de Bolsonaro.De acordo com o diretor de Infraestrutura do BNDES, Fábio Abrahão, o banco estatal cederá mais de R$ 40 bilhões para empresas privadas, de preferência estrangeiras, interessadas em explorar os serviços de água e esgoto no País.Segundo o tecnocrata neoliberal, o governo Bolsonaro prevê cinco leilões neste ano e mais um certame em 2021. As privatizações poderão ocorrer na forma de concessões plenas ou parciais e parceria público-privada (PPP). “O banco avalia dar crédito para todos eles, mas vamos privilegiar uma composição com o setor privado”, afirmou Fábio Abrahão, segundo o site Valor Econômico. Já estão em curso o processo de privatização das companhias estaduais de Águas e Esgotos (Cedae), no Rio de Janeiro, de Saneamento de Alagoas (Casal) – ambas ocorrerão na forma de concessões parcial, e das companhias do Acre e do Amapá, cuja privatização dos serviços de água e esgoto será plena. Além destes quatro estados que assinaram contrato com o BNDES, o Rio Grande do Sul e a prefeitura de Porto Alegre também negociam com o banco um modelo de privatização das suas empresas de saneamento, e outros governos (inclusive da esquerda reformista) planejam adotar o mesmo modelo.No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou a lei que permite a privatização do serviço de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto nos municípios brasileiros.Várias lideranças sindicais condenaram a transformação da água em mercadoria. “Se nós acharmos que é transformando a água, transformando o serviço de água e esgoto em mercadoria, entregando à iniciativa privada, que nós vamos encontrar as saídas na velocidade que alguns aqui estão anunciando, é uma grande mentira”, afirmou Antonio Luís da “Oposição de luta” da Cagece/Ce. A entrega o patrimônio público estatal a estrangeiros, e ainda com dinheiro do BNDES, com juros de pai para filho e com prazo a perder de vista, é a meta deste governo rendido aos interesses financeiros do imperialismo. E quem paga a conta da submissão destes neofascistas no poder central é o povo trabalhador brasileiro, com as altas tarifas e serviços de água e luz que fornecem  grande lucro a empresas transnacionais. Os sindicatos e as centrais deveriam convocar imediatamente uma jornada nacional de lutas rumo a greve geral, unificando todos os trabalhadores com os petroleiros em sua combativa paralisação.

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LUÍSA HANUNE, DIRIGENTE DO PT LAMBERTISTA, É LIBERTADA APÓS 9 MESES DE PRISÃO NA ARGÉLIA! AGORA É LUTAR PELA DERRUBADA DO GOVERNO FANTOCHE DE TEBBOUNE E A LIBERDADE DE TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!


Na noite da última segunda-feira, 10.02, a Secretária-Geral do Partido dos Trabalhadores (PT), na Argélia e dirigente da corrente Lambertista no país, Luísa Hanune, saiu da prisão militar de Blida, onde era mantida presa política há nove meses por “complô contra o Estado e as Forças Armadas”. No dia 9 de maio de 2019, Hanune, uma das lideranças perseguida pelo governo da Argélia, foi presa por participar das manifestações contra o fechamento do regime. Na época, o BLOG da LBI somou-se a campanha pela sua liberdade e de Josu Ternera, histórico dirigente do ETA encarcerado na mesma semana na França. Exigimos a soltura imediata dos presos políticos que são alvo da repressão dos governos capitalistas nas metrópoles e “colônias”! Ternera continua preso na França. No Brasil, além da LBI, também participaram da campanha o PT, PCdoB, PSOL e organizações sindicais e populares como a CUT, o MST, a CMP e a UNE. Luísa teve sua liberdade decretada após julgamento do recurso de seus advogados que resultou na diminuição de sua pena de 15 anos para 3 anos com 9 meses de prisão fechada por “não haver denunciado uma reunião secreta”. Recebida com festa por seus companheiros, Luísa. Louisa declarou que vai recorrer da nova sentença e que não descansará enquanto todos os demais presos políticos da “Hirak” sejam postos em liberdade. 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

PRIMÁRIAS DE NEW HAMPSHIRE: SANDERS VENCE NOVAMENTE E EMBALA OS PSEUDOS TROTSKISTAS NO APOIO AO “IMPERIALISMO DEMOCRÁTICO”...


O candidato da esquerda do Partido Democrata dos EUA, Bernie Sanders, apoiado pela maioria das correntes revisionistas, lidera a primária de New Hampshire, que foi encerrada à noite desta terça-feira (11/02). Sanders aparece à frente de Pete Buttigieg, que está em segundo lugar, consolidando assim sua segunda vitória no processo interno de escolha do candidato Democrata que irá enfrentar o presidente Donald Trump na disputa pelo comando da Casa Branca em novembro próximo. As prévias anteriores do Partido Democrata no estado de Iowa foram marcadas pela tentativa fraudulenta de impedir o triunfo de Sanders, manobra operada pela própria direção do seu partido, mais simpática a candidatura de Joe Biden, ex-vice de Barack Obama. Com o fiasco de Biden, logo na largada, a cúpula Democrata tentou a todo custo proclamar o inexpressivo Pete Buttiege, como vencedor em Iowa, mas posteriormente recuou anunciando um “empate técnico”, apesar de Sanders ter obtido a maioria dos votos no estado do meio norte americano. A grande surpresa ficou por conta do terceiro lugar em New Hampshire, a senadora Amy Klobuchar, aproveitando uma onda de popularidade ampliada após um debate na última sexta-feira e um desempenho considerado acima do esperado em Iowa, onde conquistou um delegado. Amy, representante de Minnesota, superou em votos a “progressista” Elizabeth Warren, do estado de Massachusetts, vizinho de New Hampshire e que era apontada como a terceira colocada em praticamente todas as pesquisas. Para conseguir ao menos um dos 24 delegados de New Hampshire, um candidato Democrata deve ter pelo menos 15% dos votos, Joe Biden não deve atingir essa porcentagem, o que praticamente já o elimina da corrida pela indicação partidária, fato somado ao seu rotundo fracasso em Iowa. No total, o Partido Democrata irá enviar 3.979 delegados para sua convenção nacional, de 13 a 16 de julho, na qual será finalizado o processo das primárias e indicado o candidato do partido à Casa Branca. Com uma vitória já esperada em New Hampshire, Sanders agora se fortifica para a chamada “Super Terça”, que ocorrerá na primeira semana de março e dependendo do seu desempenho nestas múltiplas primárias, selará sua vitória no seio do Partido Democrata. A esquerda revisionista do Trotskismo tem cinicamente apresentado Sanders como a representação de uma postulação “socialista”, o que o próprio senador pelo estado de Vermont trata de retificar: “Sou um socialista democrático”, ou seja, um tradicional Social-Democrata que defende um suposto imperialismo mais “humanizado”. A polarização que ocorre hoje nos EUA, entre a extrema-direita “trumpista” e o “socialista democrático”, não deixa de ser produto da crise capitalista no seu patamar mais elevado, na pátria do capital financeiro mundial, entretanto os Marxistas Leninistas não podem embarcar neste embuste Social Democrata como uma alternativa para a classe operária dos EUA. O Partido Democrata imperialista tem sua história manchada pelo sangue de patrocinar golpes e intervenções militares em todo o planeta, que já ceifaram milhões de vidas dos povos oprimidos e arruinaram nações inteiras.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

EM 10 DE FEVEREIRO DE 1898 NASCIA BERTOLT BRECHT: A MAIOR REFERÊNCIA DO TEATRO PARA A ESQUERDA COMUNISTA COMBATEU O NAZISMO NA VIDA E NA ARTE!



Em 10 de fevereiro de 1898 nascia o comunista, poeta e dramaturgo Bertolt Brecht. Ele foi uma referência artística, teatral e literária da esquerda mundial por sua luta contra o nazismo em suas obras, a denúncia do capitalismo em seus textos e pelo seu não alinhamento automático ao Stalinismo, apesar de não travado nenhum combate político consequente contra a burocratização da URSS e da Alemanha Oriental, ainda que tenha sido instigado a fazê-lo por intelectuais simpáticos a luta de Trotsky. Algumas de suas principais obras são: Um Homem é um Homem, em que cresce a ideia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio, no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de Galileu. Registra-se que em 1932 o Estado soviético declara o realismo socialista como cultura oficial. Essa prática restringia e perseguia qualquer tipo de arte que não reivindicasse o regime burocratizado da URSS. Breton, expoente do movimento surrealista e Leon Trotsky, dirigente da oposição de esquerda do PC e fundador da Quarta Internacional, escrevem o Manifesto por uma arte revolucionária independente em 1938. Bertolt Brecht nunca aderiu a esse Manifesto. Vale ressaltar também que diante dos esforços dos trotskistas para organizar uma campanha em defesa de Trotsky, o Kremlin vai responder com um sem número de adesões a um manifesto assinado pelos mais prestigiados intelectuais “de esquerda”, aderindo ao boicote à Comissão de Inquérito presidida por Dewey, sob o pretexto de que a defesa de Trotsky “golpeava as forças do progresso”. Um grande número dos que assinaram e que depois estiveram na linha de frente da cruzada anticomunista nos anos de 1940 e 1950 nos Estados Unidos e na Europa. Outros tantos se recusaram a aderir à iniciativa da diplomacia soviética, sem, entretanto, atender ao chamado da Comissão de Inquérito de Dewey. Alguns alegaram a impertinência da iniciativa de Trotsky, que, segundo Bernard Shaw, por exemplo, esgrimia contra Stálin os mesmos inacreditáveis argumentos com que a Procuradoria do regime crivava em Trotsky. Outros, preferiram calar e argumentar com a própria obra a tese da impertinência, como foi o caso de Bertold Brecht em sua peça Galileu Galilei escrita na segunda metade dos anos 30. Foi através do prisma da experiência bolchevique que ele (Brecht) viu Galileu cair de joelhos ante a Inquisição e agir assim segundo uma “necessidade histórica”, devido à imaturidade espiritual e política de seu povo. O Galileu de seu drama é Zinoviev ou Bukharin ou Rakovski vestido de roupas históricas. Ele se vê perseguido pelo martírio “inútil” de Giordano Bruno. Esse exemplo terrível faz com que se renda à Inquisição. Brecht até sua morte manteve um teatro com sua esposa em Berlim Oriental ainda que tenha tidos alguns conflitos com o PC alemão stalinizado. Suas inovações teatrais seguem sendo fonte de inspiração para as novas gerações que não pensam a arte como uma mercadoria para ser vendida e sim como trincheira de luta contra o nefascismo e o capitalismo. Por essa razão é fundamental conhecer o legado desse dramaturgo, estudá-lo e avaliá-lo à luz dos acontecimentos históricos neste século XXI marcado pelo retrocesso histórico político, ideológico e cultural.
NEOFASCISMO AVANÇA EM EL SALVADOR: PARLAMENTO É OCUPADO POR MILITARES PARA IMPOR “PLANO DE SEGURANÇA” DO PRESIDENTE BUKELE, UM ARIETE DO IMPERIALISMO IANQUE NA CENTRO-AMÉRICA


O presidente direitista de El Salvador, Najib Bukele, ordenou que a polícia e o exército invadissem o Parlamento para pressionar os deputados a aprovarem um empréstimo que financiará projetos no setor de segurança patrocinados pelo imperialismo ianque, fortalecendo a repressão estatal contra os trabalhadores. Trata-se de uma clara ofensiva neofascista depois que a FMLN foi derrotada eleitoralmente há um ano na eleição presidencial de fevereiro de 2019. Militares e membros da Polícia Nacional Civil (PNC) invadiram neste domingo, 09.02, a sala de sessões da Assembleia Legislativa (Congresso) de El Salvador, quando estava convocada uma sessão extraordinária para a aprovação de um empréstimo de 109 milhões de dólares para financiar o plano de segurança. O financiamento solicitado por Bukele foi rejeitado pelo órgão legislativo quando processado por meio de um procedimento de emergência qualificado pelos legisladores como inadmissível. Lembremos que El Salvador, o país centro do palco de uma das guerrilhas mais icônicas da América Latina, passou por eleições presidenciais há um ano. O resultado deste pleito eleitoral representou um revés histórico para a Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN), que governava o país da América Central há três gestões estatais consecutiva. Elegeu-se Bukele, que já foi prefeito da capital, San Salvador e ex-dirigente da FMLN, mas agora deu uma guinada à direita sendo o novo ariete da Casa Branca na centro-américa. Bukele ganhou as eleições com a legenda da "Grande Aliança pela Unidade Nacional" (GANA), um agrupamento neoliberal que “navega” na ofensiva reacionária que varre todo nosso continente, orientada diretamente pelo imperialismo ianque. Cabe registrar que a FMLN foi uma das organizações políticas mais vinculadas ao PT brasileiro, que assessorou por anos seus governos, deslocando inclusive o publicitário João Santana (preso na famigerada operação "Lava Jato") para El Salvador. Porém os “conselhos” neoliberais do PT dados a FMLN de abrir a economia do país aos investidores institucionais, levaram El Salvador a um colapso econômico e um fiasco eleitoral da antiga guerrilha, hoje “domesticada” como mais um partido da ordem capitalista, abrindo caminho para a direta que flerta com o fascismo. Não por acaso a porta-voz da FMLN, deputada Elizabeth Gomez apenas limitou-se a denunciar a ocupação do parlamento pelas FFAA como uma “transgressão à democracia”. Vale ressaltar que o governo de El Salvador não reconhece Maduro como presidente da Venezuela e recebeu recentemente o “corpo diplomático” representando o líder da oposição pró-imperialista Juan Guaido. Alertamos que o quadro político em El Salvador joga muita pressão na vizinha Nicarágua, que sob o governo da FSLN (antiga guerrilha) atravessa um processo político "limite" de desestabilização pela Casa Branca e também “isola” ainda mais no continente o governo Chavista de Maduro na Venezuela. Os Marxistas Revolucionários denunciam a manobra golpista de Najib Bukele e chamam os trabalhadores a entrarem em cena na luta direta de massas contra a escalada neofascista sem ter nenhuma ilusão na democracia burguesa. Não será das mãos do parlamento burguês que os explorados derrotarão a ofensiva reacionária em curso e sim construindo seu próprio poder operário e popular por fora das instituições do regime capitalista!

domingo, 9 de fevereiro de 2020

MILICIANO AMIGO DO CLÃ NEOFASCISTA E SUSPEITO PELA MORTE DE MARIELLE: POLÍCIA DO GOVERNO PETISTA DA BAHIA “QUEIMA O ARQUIVO VIVO”


O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, morreu após um confronto com policiais baianos, na manhã deste domingo (09/02), na zona rural da cidade de Esplanada a 160 Km da capital Salvador. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), o ex-policial militar carioca passou a ser monitorado por equipes do órgão, após informações de que ele teria buscado esconderijo na Bahia há cerca de seis meses atrás. De acordo com a SSP-BA, Adriano foi localizado por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e da Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública em um imóvel. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que no momento do cumprimento do mandado de prisão o miliciano resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Os policiais baianos declararam ter apreendido com Adriano uma pistola austríaca calibre 9mm. O amigo íntimo do senador Flávio Bolsonaro e do Queiroz estava foragido há mais de um ano, após a “Operação Intocáveis”, nesta ocasião, cinco foram presos acusados de grilagem de terra, agiotagem e pagamento de propina em Rio das Pedras, Zona Oeste. O miliciano neofascista chegou a ser homenageado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A morte de Adriano, suspeito de integrar o comando que assassinou Marielle Franco e Anderson Silva, fuzilado pela Polícia Militar da Bahia, tem todo o “cheiro” de “queima de arquivo vivo”. O PSOL já emitiu um comunicado formal exigindo o esclarecimento da operação policial que resultou no óbito de Adriano, não resultará em absolutamente nada! O fato desta “queima de arquivo” ter sido dirigida pela Polícia do governador neoliberal petista, Rui Costa, chama atenção entre uma possível “troca de favores” entre Rui e Bolsonaro. Não é demais lembrar que o governo da Bahia vem atuando politicamente na mesma pauta do governo central neofascista, implementando a (contra)reforma da Previdência e inaugurando escolas públicas militares, no mesmo modelo de Bolsonaro. O movimento de massas não pode depositar nenhuma confiança nestas instituições do regime bonapartista, sejam as polícias baiana ou carioca e muito menos na Federal controlada por Moro e Bolsonaro.
CORONAVÍRUS E A GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA X CHINA: PARA O IMPERIALISMO IANQUE “TODAS AS ARMAS SÃO JUSTAS” PARA “DOBRAR” O ANTIGO ESTADO OPERÁRIO


É pesada a guerra comercial que o imperialismo ianque executa contra o antigo Estado Operário da China, por considerá-la um perigo para a economia norte-americana . Daí o reacionário presidente Trump aplicar medidas inéditas para afogar a China e evitar que avance como uma potência capitalista mundial e concorrente na disputa do mercado global. A restauração capitalista da China avança a passos largos, porém está longe de espelhar o modelo clássico do capital financeiro que determina a dinâmica dos países imperialistas. Por sinal nem um mercado financeiro autônomo da indução estatal a China possui, suas reservas cambiais são armazenadas no FED em Washington, assim como centenas de países imperializados. Mas os ianques desesperados com o vertiginoso crescimento industrial chinês procuram modificar a correlação de forças em escala mundial, sabendo que sua decadência econômica e militar é evidente a qualquer observador político mais atento. Por isso pressionaram o Reino Unido a sair da União Europeia para debilitá-la, além de converter a China no seu novo inimigo estratégico no cenário mundial, já que tem muita cautela em atacar a Rússia pela hegemonia bélica que conquistaram na última década. Não é de estranhar que a CIA com seus métodos de terrorismo em toda a linha, possa estar por trás do surgimento do Coronavirus em Wuhan, obrigando os chineses a paralisar uma das suas regiões de maior desenvolvimento económico industrial e uma população de mais de 11 milhões de habitantes, sendo a sua sétima cidade mais povoada e uma das nove cidades centrais da China com conexões para todo o território nacional.Wuhan é qualificada como o centro político, econômico , financeiro, comercial e cultural da China central, além de ser um hub principal de transportes, com dezenas de ferrovias, estradas e auto-estradas que cruzam essa cidade, conectando-a com outras importantes regiões.Essa localização permite a rápida disseminação da epidemia em todo o país, o que obriga a perguntar: será por acaso que o vírus tenha surgido ali? Ou por essas razões foi seleccionada para introduzi-lo entre os seus habitantes?

sábado, 8 de fevereiro de 2020

GOVERNO ERDOGAN A SERVIÇO DA OTAN SE APROXIMA CADA VEZ MAIS DE UMA INVASÃO MILITAR A SÍRIA: DEFENDAMOS O REGIME NACIONALISTA BURGUÊS DE ASSAD CONTRA O IMPERIALISMO!


O governo da Turquia enviou mais reforços militares a seus pontos de observação na província síria de Idlib, onde forças regulares do exército de Assad avançam, apesar das repetidas ameaças de Ancara. Um comboio de 150 veículos militares transportando equipamentos e tropas atravessou a fronteira entre a Síria e a Turquia e chegou a Idlib, onde Erdogan envia reforços há vários dias, segundo a agência pública turca Anadolu. O envio desses reforços ocorre no momento em que o exército sírio ocupa a cidade de Saraqeb, na parte oriental da província de Idlib. As tensões políticas e militares entre o reacionário governo de Erdogan(manipulado pela OTAN) e o regime nacionalista burguês de Bashar Al Assad se avolumam a cada dia. No último dia 3 de fevereiro, um ataque em Idlib, no noroeste da Síria, matou sete soldados turcos e um empreiteiro civil, que trabalhava com os militares turcos, e feriu mais de uma dúzia de pessoas. Como retaliação, a Turquia atingiu mais de 50 alvos e matou 76 soldados sírios. Em Ancara, uma fonte de segurança disse que os postos de observação turcos no setor de Saraqeb estavam em posição de se defender em caso de ataque sírio.  A Turquia tem uma dúzia de postos de observação na província de Idlib, sob um acordo com a Rússia, três dessas posições, no sudeste da província, estão atualmente em áreas que o exército sírio assumiu sob seu controle antecipadamente. O Observatório de guerra na Síria, afirmou na quarta-feira passada que os militares turcos posicionados em um posto de controle ao norte de Saraqeb bombardearam as forças sírias na tentativa de impedir seu avanço. Erdogan continuou a dar tom da provocação militar a Damasco a partir dos combates sem precedentes que ocorreram entre o exército sírio e turco, que já deixaram mais de 200 mortos de ambos os lados. A Turquia cujo governo apóia os jihadistas de Idlib, ligados ao EI, pediu a Putin que amordaçasse o governo de Damasco, alertando que Ancara retaliaria contra qualquer possível ataque de maiores proporções a suas forças armadas na Síria.Erdogan criticou a Rússia por não exercer pressão suficiente sobre Damasco, cuja ofensiva em Idlib coloca a antiga cooperação russo-turca em tensão máxima. A província de Idlib tem sido um dos principais redutos de grupos armados de oposição ao governo Assad, desde o início da guerra civil em 2011, mas com a vitória das forças do regime nacionalista, apoiado pela Rússia e Irã, o imperialismo ianque agora busca suporte para uma ocupação das tropas da OTAN a Síria pelas mãos do facínora Erdogan. Os Marxistas Leninistas não tem nenhum acordo programático com o regime nacionalista de Damasco, pela sua própria natureza burguesa de classe, porém estamos incondicionalmente no campo militar de Assad(com total autonomia política) contra as agressões do imperialismo e seus lacaios na região, Erdogan e Netanyahu.

Leia Também: SÍRIA E TURQUIA ESTÃO PRÓXIMOS A UMA GUERRA NA PROVÍNCIA DE IDLIB: OS MARXISTAS LENINISTAS ESTÃO NO CAMPO DE ASSAD CONTRA OS REACIONÁRIOS ERDOGAN E TRUMP!
1 ANO DA MORTE DOS ATLETAS DE BASE NO “NINHO DO URUBU” DO FLAMENGO: DIRETORIA ASSASSINA NÃO PAGA AS INDENIZAÇÕES APESAR DOS TÍTULOS MILIONÁRIOS CONQUISTADOS COM UM TIME DE “CRAQUES” MERCENÁRIOS


Hoje se completa um ano da morte dos jovens atletas do Flamengo no “Ninho do Urubu”. De lá pra cá, a diretoria assassina do clube carioca recorreu em todas as instâncias da justiça burguesa para não pagar as indenizações devidas as famílias dos meninos, apesar do time principal ter conquistado títulos que renderam ao clube da Gávea rendas bilionárias. A maioria das famílias não aceitou o “acordo” aviltante proposto pelo Flamengo. Somente esse fato demonstra o caráter canalha dos cartolas que controlam o clube. Enquanto a diretoria de futebol do Flamengo se esforçou para viabilizar contratações milionárias, a maioria dos familiares das dez vítimas fatais do incêndio do Ninho do Urubu ainda busca reparações na Justiça. Apenas três acordos de indenização foram fechados. Já os gastos com contratações do clube rubro-negro ultrapassaram os 200 milhões de reais em 2019. No início, o Flamengo ofereceu, segundo informações do Ministério do Trabalho, entre 300.000 e 400.000 reais de indenização por atleta morto, além do pagamento de dez anos de salários mínimos a cada família. Levando em conta as dez famílias e o valor atual de 998 reais de salário mínimo, isso representaria no máximo 5,25 milhões de reais. Migalhas para quem paga mais de 1 milhão de reais mensais ao uruguaio Giorgian De Arrascaeta, cuja contratação junto ao Cruzeiro custou mais de 80 milhões. O BLOG da LBI se solidariza com as famílias dos meninos e denuncia que desgraçadamente o futebol brasileiro vive sob a nefasta equação nos grandes clubes de cartolas milionários/elencos mercenários/péssimas condições de trabalho para as categorias de base, um retrato fiel do que é a própria sociedade capitalista decadente. A tarefa de varrer os cartolas mercenários do futebol deve está nas mãos do povo trabalhador. Somente os trabalhadores organizados e empunhando um programa revolucionário comunista podem realmente fazer justiça contra essa canalha capitalista corrupta que enlameia o mundo do futebol! Publicamos abaixo o artigo elaborado pelo BLOG da LBI no dia da tragédia.

DEZ JOVENS MORTOS EM INCÊNDIO NO “NINHO DO URUBU” DO FLAMENGO: MILHÕES DE REAIS PARA A CONTRATAÇÃO DE “CRAQUES” MERCENÁRIOS... CENTAVOS PARA O SUCATEADO ALOJAMENTO DOS ATLETAS DE BASE
(8 DE FEVEREIRO DE 2019)

Dez jovens morreram em função de um incêndio no alojamento das categorias de base do Flamengo no Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na manhã desta sexta-feira, 08. Atletas de base do clube estão entre os mortos. As chamas atingiram as instalações onde dormiam jogadores entre 14 e 17 anos que não residiam no Rio. O Centro de Treinamento Presidente George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, é considerado um dos mais modernos da América Latina. Com sua inauguração em 2018, a estrutura pré-existente antiga e precária, ou seja, totalmente sucateada e semiabandonada, foi deixada para as categorias de base, um verdadeiro depósito para guardar quinquilharias do clube. Para se ter uma ideia o dormitório que pegou fogo era um contêiner sem autorização da prefeitura para funcionar para esse fim, muito menos alvará do corpo de bombeiros. O local é na área antiga do Centro de Treinamento, onde ficava hoje o alojamento dos meninos das categorias de base. Segundo o registro dos bombeiros, a primeira chamada aconteceu as 5h17 e devido ao temporal do dia anterior poderia ter dificultado a circulação dos carros dos Bombeiros na região de Vargem Grande. Em resumo, o Flamengo que tem o elenco mais caro dos times profissionais do Brasil, pagando milhões para a contratação de “craques” mercenários, destinava quase nada para a estrutura de treinamento para os jovens atletas, a grande maioria vinda da periferia do Rio de Janeiro, do interior fluminense e de outros estado do país, principalmente do Nordeste. Trata-se da lógica capitalista do futebol negócio onde o jogador só tem importância quando encontra-se bem cotado no mercado mundial da bola, como foi o caso de Vinícius Júnior. Enquanto o “glamour” e o estrelato não vem e são para alguns poucos, a esmagadora maioria dos atletas de base são submetidos a situações humilhantes em um clube que tem uma receita milionária. Nossa solidariedade para com as famílias dos atletas e nosso mais profundo repúdio a diretoria venal do Flamengo que trata seus jogadores de base desta forma absurda e relega as instalações que estes treinam sem investimento e segurança! Como amantes do futebol denunciamos mais esse crime em nome do lucro no esporte em detrimento a vida dos atletas e jogadores!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

EM PLENA GREVE PETROLEIRA BOLSONARO “TORRA” QUASE 10% DAS AÇÕES DA ESTATAL: AMPLIAR O MOVIMENTO PARA O CONJUNTO DA CLASSE OPERÁRIA!


O governo neofascista de Bolsonaro “torrou” 9,6% de ações ordinárias da Petrobrás (com direito a voto) por R$ 22 bilhões na bolsa do Brasil e dos Estados Unidos, na última quarta-feira (05/02). Com essa ação criminosa de meliantes que servem ao capital financeiro, a participação do Estado brasileiro na maior empresa estatal do país caiu consideravelmente, jogando por terra a mentira do estafeta Roberto Castello Branco de que este governo não quer privatizar a Petrobrás. Foi a maior oferta de ações da década no país e com a venda de seus papéis bursáteis da estatal, o valor acumulado chegou a R$ 22 bilhões e houve forte demanda de investidores estrangeiros. Em pouco mais de seis meses, um total de 13% de ações da Petrobrás, com direito a voto, em posse dos bancos públicos, foram “torradas” pela equipe econômica do rentista Paulo Guedes. No ano passado, foram vendidas 3,2% de ações ordinárias, através da Caixa Econômica Federal. Somente a Petrobrás representava mais de 40% da carteira de investimentos do BNDES. Um total de 734,2 milhões de ações ordinárias da petroleira pertencentes ao BNDES foram vendidas por R$ 30 cada. Os R$ 22,026 bilhões arrecadados serão transferidos ao setor do capital financeiro, através de pagamento de juros e da amortização da dívida pública federal. Além da venda das ações, o governo neofascista acelera a privatização das empresas controladas pela estatal e a venda de campos de petróleo e gás, além das refinarias, e ainda está desativando a fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S/A (ANSA/Fafen-PR), a única fábrica de fertilizantes do País que opera com “resíduo asfáltico”. Em greve nacional desde o último sábado (01/02) os trabalhadores da Petrobras têm somado corajosas forças para resistir à política de desmonte da estatal, porém esbarram na política das direções sindicais reformistas que se recusam a fazer um chamado mais amplo de solidariedade ativa ao movimento, ou seja a convocação de uma grande greve geral de toda a classe trabalhadora. Por outro lado o governo atua rapidamente para quebrar a greve, através do Tribunal Superior do Trabalho, bloqueando as contas de sindicatos e ainda permitindo a contratação temporária no sentido de enfraquecer o movimento nacional paredista. O momento delicado impõe uma única tarefa política para a esquerda classista e o ativismo combativo: Para vencer e derrotar o neofascismo, somos todos petroleiros!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

PRIMÁRIAS EM IOWA: SANDERS VENCEU APÓS O “IMBRÓGLIO” DEMOCRATA E SE TORNA ÍCONE DA ESQUERDA REVISIONISTA


Após mais de 48horas sem um resultado definido, as eleições primárias em Iowa do Partido Democrata para indicação de seu candidato a presidente chegaram ao seu final, mas o “imbróglio” ficará na história norte-americana como prova da fraude de sua “democracia universal”. Os pré-candidatos democratas Pete Buttigieg, (conservador) e Bernie Sanders (“socialista democrático”) ficaram empatados nas prévias com quase 27% para cada um. A senadora “progressista” Elizabeth Warren está em terceiro com 18,2%, e o ex-vice-presidente de Obama, Joe Biden, anteriormente anunciado como favorito em quarto 15,8%. O processo de cáucus (assembleias) de Iowa se viu ofuscado por supostas “falhas técnicas” que causaram uma demora vexaminosa na apresentação dos resultados finais por parte da direção do Partido Democrata. O grande derrotado em Iowa, Joe Binden, de 77 anos (somente um ano mais novo do que Sanders) reconheceu que seu fraco desempenho em Iowa foi um "golpe no fígado", o deixando praticamente fora da disputa pela indicação partidária. Pete Buttigieg, um conservador reacionário de 38 anos, foi prefeito da pequena cidade de South Bend, no estado de Indiana, ex-militar onde serviu no Afeganistão é também declaradamente gay defendendo maior intervenção do imperialismo ianque no mundo inteiro.  Com a obtenção deste resultado, Buttigieg deverá ser a aposta da cúpula Democrata para tentar derrotar a ala esquerda representada por Sanders na corrida interna do partido. Por sua vez, o Social Democrata Sanders se consolidou como uma “alternativa concreta” para a disputa da Casa Branca em novembro, onde o neofascista Trump caminha para sua reeleição, após ter sobrevivido ao impeachment. O “lendário” senador de Vermont em uma entrevista ao site “Democracy Now” afirmou que: “Ser socialista democrático significa defender que o acesso à saúde seja um direito, que os jovens possam estudar em universidades sem se endividar, que grandes empresas não sejam autorizadas a destruir o ambiente e que o governo não seja dominado por grandes interesses econômicos”. Sanders diz se inspirar em países da Escandinávia e a forma como “criaram sistemas de saúde e educação gratuitos, com extensas redes de proteção social”, sua postura programática o coloca no campo da social-democracia europeia, como ele mesmo costumava se alinhar na liderança de Mitterrand e Felipe Gonzalez. Porém quando se trata de defender os interesses imperialistas dos EUA, Sanders não se faz de rogado e aceita a disciplina do seu partido, uma das duas alas do capital financeiro internacional (outra ala é o Partido Republicano). Bernie segue integralmente o Pentágono na intervenção contra países imperializados, defende o bloqueio a Cuba, a ocupação do Afeganistão e a sabotagem criminosa a Venezuela. Como ele mesmo explica: “Nosso país é uma liderança mundial baseada em seus princípios democráticos”, faltou Sanders dizer que os tais “princípios” levam a fome e miséria a milhões de seres humanos no planeta. Mas se as posições de Sanders, na apologia do “capitalismo gentil” e do “imperialismo humanitário”, não são surpresa alguma (“filme” já visto na gestão de Obama), a defesa do senador feita pela esquerda revisionista do trotskismo causa repugnância. Correntes internacionais como o CMI, CIO, SU etc... e no Brasil PCO, Resistência (PSOL), O Trabalho (PT), embarcaram de malas e bagagens na campanha eleitoral de Sanders, legitimando o Partido Democrata imperialista que patrocinou a tentativa de invasão militar a Cuba e os golpes militares em toda a América Latina. A degeneração ideológica dessas tendências revisionistas parece não ter limites, agora anulando o combate Leninista a todas as alas do imperialismo, ingressaram na fase da defesa do “imperialismo democrático” versus o “imperialismo trumpista”...
A “REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO” E O EMBUSTE DA ESQUERDA REVISIONISTA ACERCA DAS “REVOLUÇÕES DEMOCRÁTICAS” (GUERRA HÍBRIDA) ORQUESTRADAS PELO IMPERIALISMO EM NOSSOS DIAS


Neste mês celebramos a “Revolução de Fevereiro” na Rússia como parte do caminho para a vitória Bolchevique em Outubro de 1917. O resgate do legado teórico e político como parte das lições do processo revolucionário é de fundamental importância em nossos dias e não apenas um “exercício” de estudo acadêmico como gostam as cátedras “marxistas” desvinculadas da luta de classes hoje. Nesse aspecto destaca-se o método leninista de análise da luta de classes e de construção do partido como instrumento de ação política para a transformação revolucionária da sociedade. Não por acaso em pleno século XXI os charlatães do Marxismo tentam “vender” o conceito de uma suposta revolução como sendo levantes “democráticos” organizados pelo imperialismo contra “ditaduras” nacionalistas, como vimos recentemente na mal chamada “Primavera Árabe”. O foco prioritário do imperialismo ianque para assegurar sua abalada hegemonia mundial é a desestabilização interna de todos os governos burgueses nacionalistas que lhe façam algum tipo de resistência, por mais tênue que esta “oposição” seja declarada. Foi o que ocorreu com a destruição da Líbia sob o regime do coronel Kadafi (a farsa da Primavera Árabe), e agora reduzida a barbárie tribal neoliberal. Com a China pretendem seguir o mesmo roteiro, impulsionando uma “Guerra Híbrida” contra o governo restauracionista do Partido Comunista Chinês. Os atuais protestos em Hong Kong são a expressão concreta desta guerra híbrida que ganharam a projeção da mídia corporativa mundial. Estas “manifestações democráticas” começaram quando um projeto de uma lei de extradição com a China continental foi apresentado, a região não tem procedimento estabelecido de extradição com Pequim, apesar de possuir com países como EUA e Reino Unido. É esta polêmica que desejamos travar aqui a partir dos debates políticos pautados no interior do Partido Bolchevique na Rússia de 1917 e seus reflexos na política revolucionária. Os fatores históricos e sociais que fizeram possível a Revolução de Fevereiro de 1917, prólogo da Revolução de Outubro dirigida pelo Partido Bolchevique oito meses mais tarde, têm suas raízes fincadas nas profundas contradições da Rússia czarista, um típico país camponês que se incorporou à cadeia da economia capitalista mundial somente no final do século XIX, quando os países capitalistas mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte já haviam ingressado na fase imperialista. O desenvolvimento capitalista da Rússia foi favorecido por investimentos de capitais originários da França, Inglaterra e Alemanha, que afluíram massivamente ao império dos czares entre 1880 e 1900, possibilitando uma rápida transformação na economia e na sociedade russa. Entretanto, o vigoroso desenvolvimento industrial que concentrou grandes fábricas nos principais centros urbanos, se fez de tal forma que as mais avançadas estruturas e técnicas do capitalismo coexistiam e completavam-se com o atraso econômico no campo, onde ainda imperavam relações semifeudais (a servidão feudal só foi abolida em 1861) e a concentração de terras nas mãos de um punhado de latifundiários. Dessa forma, manifestavam-se na Rússia todas as contradições características dos países capitalistas de desenvolvimento desigual e combinado. No início do século XX a Rússia possuía a maior população da Europa, 174 milhões de habitantes. Destes, cerca de 80% ainda viviam no campo. A maior parte das terras estava em mãos de uma minoria de 30.000 latifundiários, enquanto milhões de camponeses pobres viviam miseravelmente em pequenas propriedades e outros tantos não possuíam nenhuma terra, vendo-se obrigados a trabalhar como operários agrícolas nas terras dos latifundiários. Esta situação condenava os camponeses à pobreza, à miséria e à fome, conduzindo à revoltas periódicas que eram violentamente reprimidas pela autocracia czarista.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

SÍRIA E TURQUIA ESTÃO PRÓXIMOS A UMA GUERRA NA PROVÍNCIA DE IDLIB: OS  MARXISTAS LENINISTAS ESTÃO NO CAMPO DE ASSAD CONTRA OS REACIONÁRIOS ERDOGAN E TRUMP!


A província de Idlib, na Síria ainda é amplamente ocupada pelos jihadistas do Estado Islâmico, onde a Turquia (OTAN) administra as provocações militares contra o regime nacionalista burguês, operado principalmente pela via HTS, um ramo da Al Qaeda na região da guerra civil. O acordo de “Astana” assinado entre a Turquia e a Rússia, em setembro de 2018, previa um cessar-fogo na província, a criação de zonas de separação e a reabertura da rodovia M4 entre a costa e Aleppo, bem como a rodovia M5 entre Damasco  e Alepo. Este cessar-fogo excluiu explicitamente os jihadistas do EI e as estradas nunca foram reabertas ao tráfego civil. Ao mesmo tempo, várias áreas de separação foram quebradas. Os postos de observação turcos que tinham que “assistir” ao cessar-fogo eram na verdade centros de inteligência e suprimentos para jihadistas. A campanha de ataques aéreos da Rússia e da Síria impediu os jihadistas de lançar ataques maiores contra o governo de Bashar Al Assad. Há seis dias atrás, depois que o exército sírio libertou Maarat Al-Numan, atravessou a rodovia M5 ao norte e ao sul da cidade em um movimento de pinça, os jihadistas que mantinham a cidade fugiram para o oeste, em direção a Kafranabel e Al Barah nas únicas estradas que restavam. A cidade caiu sem luta. As hordas reacionárias jihadistas estavam em uma posição difícil e, com eles, o exército turco de Erdogan, cercado por forças do exército regular sírio, porém a Turquia construiu um novo "ponto de observação" fortemente defendido ao sul de Saraqib com a intenção de bloquear o movimento sírio em direção à cidade. O Pentágono com suporte da OTAN convenceu a Turquia a agir em Idlib sem o acordo das tropas russas. O general Tod Wolters, do comando militar dos Estados Unidos na Europa e chefe da OTAN visitou Ankara em 30 de janeiro para manter conversações centradas na Síria. As conversas de Wolters com o ministro da Defesa Hulusi Akar e o chefe de gabinete Yasar Guler do governo Erdogan foram referentes às operações no Eufrates Ocidental e Oriental, onde a presença militar do imperialismo ianque está concentrada. Em declarações à mídia corporativa no final de janeiro, Erdogan atacou diretamente Putin pela primeira vez: “Infelizmente, a Rússia não foi fiel aos acordos de Astana e Sochi. Ou [...] parem de bombardear Idlib ou estamos perdendo a  paciência e faremos o que for necessário a partir de agora". Esta mudança de posição turca é produto de todo um realinhamento militar operado pela Casa Branca para preparar as bases de uma nova ofensiva contra a Síria, Irã e o Hezbolah no Líbano. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

PT COMPLETA 40 ANOS: O PARTIDO TRANSITOU DOS SINDICATOS PARA GESTOR ESTATAL DA CONCILIAÇÃO COM A BURGUESIA, PAVIMENTANDO O CAMINHO PARA ATUAL OFENSIVA NEOFASCISTA


O PT completa 40 anos de existência política quase ao mesmo tempo em que sua principal liderança política, Lula, foi solto da prisão da Lava Jato, a gênese de todo o processo golpista que desembocou no atual governo neofascista de Bolsonaro. Os Marxistas Revolucionários analisaram as causas dessa realidade, que agrega uma brutal ofensiva burguesa contra as conquistas sociais e democráticas do proletariado brasileiro. Este governo “improvável” da extrema direita não aconteceu simplesmente de um “acidente eleitoral”, foi sendo gestado ao longo de uma década atrás, justamente o período histórico da vigência dos governos petistas (4) de conciliação de classes. As seguidas gestões da Frente Popular à cabeça do governo nacional amorteceram a luta de classes ao ponto de abrir o caminho para a atual ofensiva fascista em curso no país. Mesmo o PT gerenciando o Estado burguês por 13 anos em favor das grandes corporações capitalistas foi alvo de um golpe parlamentar em 2016 e não conseguiu ser admitido no promíscuo clube dos partidos tradicionais da ordem institucional. Seus dirigentes mais destacados foram “caçados” como “marginais e bandidos perigosos”, apresentados cinicamente pela grande mídia corporativa como os responsáveis pelo “maior escândalo de corrupção da história do país”. Práticas absolutamente ordinárias e seculares na relação entre partidos burgueses e grandes empresas, as comissões ou chamadas de “propinas” pelos midiotas, que foram também corriqueiras nos governos de colaboração de classes do PT, foram vendidas como o “maior delito nacional da história republicana”, deixando o partido na completa defensividade política! Pouco adiantou Lula repetir a exaustão que é um liberal e nunca foi socialista, que seu governo beneficiou “pobres e ricos”, de votar em vários golpistas nas eleições de 2018, fazer aliança com esses mesmos canalhas recentemente no Parlamento... a direita burguesa não lhe deu ouvido, encarcerou o maior líder do PT e entronou no Planalto o fascista Bolsonaro, tendo o Juiz que ordenou a prisão de Lula, Sérgio Moro, como o verdadeiro “fiador”, o homem forte da nova gerência estatal burguesa junto ao imperialismo. Esse paradoxo que perpassa a “crise existencial” do PT é um produto acumulado de suas próprias dubiedades ao longo de sua vida política, um partido que estampa no nome a independência de classe e ao mesmo tempo desde sua origem rejeita categoricamente os desafios programáticos do proletariado, como o marxismo e o socialismo revolucionário.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

GREVE NACIONAL DOS PETROLEIROS: APOIAR O MOVIMENTO DEVE SER A TAREFA CENTRAL DA ESQUERDA PARA DERROTAR OS NEOFASCISTAS DO PLANALTO


Os petroleiros iniciam uma greve nacional na manhã do último sábado (01/02) contra o fechamento e as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobrás no Paraná (Fafen) e a privatização da maior empresa estatal do Brasil. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada à CUT, a categoria pede “o estabelecimento imediato de um processo de negociação com a Petrobras”, e reivindica também que a empresa “cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores”. Conforme informou a Federação, 12 unidades de refino não tiveram a troca de turno, assim como em 4 terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está ameaçada de privatização. Ainda na sexta-feira (31/01) um grupo de trabalhadores ocupou a sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, em protesto contra demissões, reivindicando que a direção da empresa volte atrás na decisão de dispensar mais de mil trabalhadores da Fafen. O “desmonte” da Petrobras está diretamente relacionado ao projeto neoliberal dos rentistas encastelados no Planalto, mas que foi ainda durante o governo da Frente Popular, alcançando um patamar de tentativa de destruição da empresa, que é um dos principais patrimônios construídos pela economia nacional. Desde o golpe institucional que levou Temer à Presidência da República, aprofundado ainda mais pelo governo neofascista Bolsonaro e seu preposto na empresa (Roberto Castello Branco), o imperialismo ianque tem como objetivo principal no país tomar o controle acionário da Estatal. A famigerada Operação Lava Jato, com seu falso discurso de “limpar a Petrobras da sujeira da corrupção petista”, não passou de um primeiro passo para enfraquecer a Estatal, facilitando sua entrega aos agiotas do mercado financeiro internacional. O anúncio de venda de oito refinarias da Petrobrás, que já está em curso, fará com que o país perca o controle sobre sua capacidade vital produtiva de combustíveis, tornando o país em um dos maiores importadores de produtos fósseis já refinados, mesmo possuindo uma das maiores reservas de óleo cru do planeta. Desgraçadamente a FUP/FNP e CUT apesar do apoio a greve nacional, não conseguem ultrapassar os estreitos limites da luta economicista, dispersando uma oportunidade única de generalizar o movimento, através da ampliação política de sua pauta, convocado uma greve geral no país para derrotar os neofascistas do Planalto, capachos do reacionário governo Trump. A esquerda que se reivindica do socialismo, deveria colocar a greve nacional petroleira como o centro político de sua ação neste momento, convocando toda solidariedade ativa para a vitória do combativo movimento dos petroleiros!

domingo, 2 de fevereiro de 2020

PCdoB PUBLICA EM SEU SITE:  “A VELHA CLASSE OPERÁRIA ACABOU”


“O velha classe operária acabou. As lutas típicas dos séculos passados perderam relevância. Na era do precarizado, surgem novas formas de produzir e distribuir riquezas. A esquerda brasileira precisa superar a melancolia e se voltar a elas”, não essas frases não foram publicadas por nenhum site da direita neoliberal que povoam a internet e as redes sociais. As “conclusões teóricas” acima foram divulgadas pelo site oficial do PCdoB, o Vermelho, sob o título: “Comuns a essência do pós-capitalismo”. O artigo do partido que ainda se diz comunista, apesar da contrariedade de um grande setor interno, nos brinda com a seguinte “pérola” do revisionismo marxista: “Não se trata mais, como nos séculos passados, de estatizar as fábricas. Elas já não são, neste século, o centro da geração de valor. Os trabalhadores deixaram de se concentrar em grandes unidades de produção: uma parcela cada vez maior entre eles não bate cartão, não tem chefes, sequer recebe salários”. Para os ex-stalinistas da direção do PCdoB, que se lançaram a fundo no tal movimento dos “Comuns”, a teoria do valor elaborada por Marx em sua programática obra “O Capital”, não teria mais sentido algum, simplesmente porque o “centro da geração de valor” não estaria na produção de mercadorias e sim na circulação delas (especulação financeira) e serviços prestados pelo Uber...parece até cômico para os Leninistas estas absurdas abstrações pós-modernas, porém para os reformistas do PCdoB e PSOL se trata da “última palavra das ciências sociais”... O site Vermelho nos revela mais detalhes da estratégia do seu novo movimento político: “O Comum representa, para esta nova realidade, o que a luta salarial significava para os trabalhadores dos séculos anteriores. Ele materializa as ideias da igualdade e da democracia econômica”. Neste ponto pelo menos são bastante honestos em seus objetivos, não desejam estar a frente das lutas da classe trabalhadora por melhores salários e condições de trabalho, o foco central do “Comuns” é o estabelecimento de uma Frente Ampla, composta por setores que não pertençam a “velha classe operária” e sim a “moderna burguesia progressista”. O movimento Comuns rejeita obviamente o socialismo como forma de organização social e econômica como a via de ruptura com o modo de produção capitalista, os reformistas aderem a uma plataforma programática que em muito se assemelha a velha Social Democracia e suas “receitas” de suavizar a exploração do proletariado pela burguesia, vejamos o que sustentam em lugar da revolução socialista: “Mas há uma outra dimensão menos conhecida e igualmente crucial para superar o capitalismo. É o Modo de Produção do Comum – ou seja, novas formas de organizar o trabalho coletivo”...O embuste revisionista que se pretende como uma “nova teoria da esquerda” não é tão nova assim, no século passado Trotsky já refutava categoricamente as “novas fórmulas da velha Social Democracia de Kautsky” que negavam a necessidade do período histórico da transição socialista pela senda da destruição do Estado capitalista e a instauração da Ditadura do Proletariado como uma etapa necessária em direção ao Comunismo. Desgraçadamente para o “neo” PCdoB e seu movimento Comuns as lições da revolução bolchevique deveriam ser abandonadas como uma inútil melancolia: “A única condição para tanto é uma esquerda que olhe para frente, ao invés de se voltar, melancólica, para um passado que não voltará”. (Site Vermelho/01 de fevereiro). Não desconhecemos a realidade de cada vez mais setores da esquerda reformista romperem qualquer vínculo com a luta de classes, fazendo apologia das “teorias” que negam a atualidade e vigência do Marxismo, mas vindo de uma organização que até anos atrás ostentava em seu currículo político o fato de não ter sucumbido à defesa da democracia como valor universal, mantendo formalmente o socialismo em seu programa partidário, representa um fenômeno de maior gravidade. Resta ao Comitê Central do PCdoB resolver o atual conflito interno entre suas alas “novas” e “antigas”, abandonando definitivamente a “Foice e o Martelo”, para assumir de uma vez por todas o “Comuns” como seu novo ideário liberal e antirrevolucionário.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

VITÓRIA DA DIREITA: UM BREXIT PARA MANTER A CITY LONDRINA COMO CENTRO MUNDIAL DE LAVAGEM DE DINHEIRO


Com festas nas ruas a Grã-Bretanha deixou a União Europeia ontem, em 31 janeiro,  mas não há sinais de que os bancos e rentistas internacionais deixem a City de Londres, uma das principais “praças” de lavagem de dinheiro em todo o mundo. Após o referendo para deliberar sobre a permanência na UE David Cameron renunciou e foi substituído por outro neoliberal Theresa May, quando seus esforços para aprovar um acordo no Brexit falharam, ela foi substituída por Boris Johnson, desde o início um entusiástico defensor da saída de do Bloco Europeu. Em junho de 2019, durante a campanha para a liderança do Partido Conservador, o neofascista Boris Johnson gabou-se de quanto havia feito pela City de Londres, e que nada mudaria para os rentistas com o Brexit. Johnson renegociou um novo acordo com a UE, mas o futuro da City fará parte das negociações sobre comércio, a realizarem-se ainda este ano. Os bancos poderão continuar a prestar serviços durante o período de transição, a começar em 1 de fevereiro, mas devem perder os seus "direitos de passaporte", que lhes permitiam oferecer serviços aos clientes nos 27 países da UE. Uma solução possível é que os bancos do Reino Unido precisem criar uma subsidiária num estado membro da UE e então, nesse país, solicitar uma "licença de passaporte". Há alguns anos atrás, em 2016, o jornalista italiano Roberto Saviano, que passou a maior parte de sua carreira investigando a máfia italiana, afirmou que a Grã-Bretanha era o país mais corrupto do mundo, com todo cabedal de dados recolhidos por ele em sua pesquisa. Em uma recente coletiva a mídia europeia Saviano declarou: "Se eu perguntasse qual é o lugar mais corrupto do mundo, você poderia dizer-me que é o Afeganistão, talvez a Grécia, a Nigéria, o sul da Itália e eu vou dizer-lhe: é o Reino Unido. Não é a burocracia, não é a polícia, não é a política, mas o que é corrupto é o capital financeiro: 90% dos proprietários de capital em Londres têm sua sede no exterior". Existe uma estimativa que cerca de 100 bilhões de libras de dinheiro “sujo” (oriundo do tráfico e desvio de impostos) eram lavados no mercado imobiliário de Londres todos os anos. Um dos principais operadores da lavagem financeira na Grã-Bretanha é o banco HSBC, portando a pior reputação no mercado de capitais, a empresa estava envolvida em 18 dos 25 principais escândalos de corrupção listados pelo órgão de fiscalização Transparency International no ano passado. No país imperialista que ainda ostenta a “monarquia real”, as instituições políticas e financeiras estão estreitamente entrelaçadas, existem vários exemplos de ex-parlamentares e ministros que foram trabalhar para bancos e ex-banqueiros a entrarem na política ou em cargos influentes. Não por coincidência o Reino Unido tentou bloquear uma proposta da UE para apertar o controle à lavagem de dinheiro, ou seja, a oligarquia financeira londrina e seus agentes políticos neofascistas migraram para o Brexit no sentido de ganhar mais liberdade no trato de seus bilionários negócios mafiosos...