Em 14 de fevereiro de 1996 nos deixava Taiguara. Além de
compositor, ele era um defensor da causa do Socialismo e da Revolução, tanto
que militou no MR-8 e depois foi um fiel colaborador de Luís Carlos Prestes,
ex-Secretário Geral do PCB que rompeu pela esquerda com o Partidão. O avô,
Glaciliano Correa da Silva, era músico, poeta e artesão, capaz de construir seu
próprio acordeão. O pai, Ubirajara Silva, exímio tocador de bandoneón
(instrumento de fole utilizado no tango, semelhante ao acordeão). A família
paterna é gaúcha, de origem camponesa. A
mãe, Olga Chalar, era cantora famosa no Uruguai. Sua família, de origem
indígena, tornou-se camponesa e operária. Buscando viver profissionalmente como
músico, Ubirajara percorreu vários países sul-americanos e conheceu Olga no
Uruguai. Casaram. Voltou para o Brasil quando Taiguara já tinha quatro anos.
Frustrada por ter abandonado a carreira, Olga não vivia feliz. O casamento
passou por várias crises até o casal se separar em 1960. Ela voltou para o seu
país natal. Os filhos – Taiguara – então com 15 anos – e seu irmão Araguari,
dois anos mais novo, ficaram com o pai, que se casou com Odette Luciana e se
mudou com a família para São Paulo. Os anos sessenta foram de muita riqueza
musical no Brasil. Do Rio de Janeiro e São Paulo irradiavam para todo o país a
bossa-nova, a MPB, o samba, o rock nacional. Foi em São Paulo que Taiguara
começou, quando ainda era estudante de Direito do Mackenzie, reduto da direita
universitária, mas sua cabeça estava na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
(FAU), onde estudavam figuras como Chico Buarque de Hollanda. Foi este quem
levou Taiguara ao João Sebastião Bar, local frequentado pela esquerda de todos
os naipes: comunistas, anarquistas, hippies, transviados, etc., onde rolava a
boa música de todos os ritmos e gêneros. Taiguara estava no meio de artistas
que se posicionavam contra a ditadura militar – cada um a seu modo – e também
se engajou nessa linha, tornando-se eclético quanto à forma musical, resultado
de fontes diversas, sem esquecer a música dos pampas – região que abrange
partes do Brasil, Uruguai e Argentina. Seguem a participação com êxito em
vários festivais e os discos, todos altamente censurados. Mesmo assim, algumas
criações passaram e se tornaram conhecidas nacionalmente. Destacam-se HOJE
(1969), AI-5 dominando, prisões, mortes e exílios acontecendo. “Hoje/Trago em
meu corpo as marcas do meu tempo/Meu desespero, a vida num momento/A fossa, a
fome, a flor, o fim do mundo”. Em 1970, a ditadura está cada vez mais forte e
confiante e desafia os opositores “Brasil, ame-o ou deixe-o. Taiguara grava
UNIVERSO NO TEU CORPO, no qual mostra cansaço, parece desistir da luta. “Eu
desisto/Não existe essa manhã que eu perseguia/Um lugar que me dê trégua ou me
sorria/E uma gente que não viva só pra si/Só encontro/Gente amarga mergulhada
no passado/Procurando repartir seu mundo errado/Nessa vida sem amor que eu
aprendi”. Mas não desiste. Expressa sua luta pelo Socialismo na música A ILHA em homenagem a Cuba, seu primeiro
trabalho censurado e nunca registrado em disco. “Meu pai, já não posso
mais/Viver nesse mundo em chamas, em chamas, chamas/Meu bem, eu te quero
bem/Mas vou onde o amor me chama, me chama, chama/Livre só embaixo vou viver na
ilha, na ilha/Onde meus iguais serão minha família, na ilha”. Essa perspectiva lhe
faz forte, otimista. É tanto que, em 1972, quando John Lennon anuncia o fim dos
Beatles com a famosa frase “O sonho acabou”, Taiguara compõe TEU SONHO NÃO
ACABOU, outro grande sucesso: “Hoje entrei na dança e não vou sair/Vem que eu
sou criança não sei fingir/Eu preciso, eu preciso de você/Lá onde eu estive o
sonho acabou/Cá onde eu te reencontro só começou/Lá colhi uma estrela pra te
trazer/Bebe o brilho dela até entender….”.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
“CASA CIVIL” OCUPADA PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA POR UM
GENERAL DA ATIVA: GANHANDO PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO ONYX DEIXA “TERRA SEM CHÃO”...
Após longa e penosa fritura na Casa Civil, Onyx Lorenzoni
foi jogado no Ministério da Cidadania, no lugar de Osmar Terra, como prêmio de
consolação. O general Braga Netto que ocupava a chefia do Estado-maior do
Exército e foi o responsável pela intervenção militar no Rio de Janeiro, será o
primeiro general da ativa na história republicana a comandar o principal
ministério do governo central do país. O deputado Demista Onyx Lorenzoni tentou
grudar como pôde no cargo, mas não conseguiu, desde o ano passado vinha tendo
suas funções esvaziadas pelo neofascista Bolsonaro. Onyx, parlamentar
tarimbado, foi encarregado inicialmente da articulação política com o Congresso
Nacional, mas teve essa tarefa tirada de suas mãos quando o chamado “Centrão”
ficou sob a liderança de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. A
situação de Onyx se agravou bastante após seu “número 2” no ministério ser
demitido sem que fosse consultado. Como o pretexto para a demissão de Vicente
Santini, ex-secretário executivo, foi ter usado um vôo da Força Aérea
Brasileira (FAB) para sair de Davos (Suíça) e ir se juntar à comitiva de
Bolsonaro na Índia, ser simplesmente risível, ficou claro o enfraquecimento de
Onyx, exatamente porque vários outros membros deste governo de bandidos, próximos
do presidente, não fizessem também uso dos aviões da FAB. Nas redes sociais,
Bolsonaro anunciou as trocas de cadeiras, agradeceu ao reacionário Osmar Terra
pelo suposto “trabalho e dedicação” e lhe ofereceu uma embaixada no Canadá,
rejeitada por Terra que sem “chão” no gabinete voltará para ocupar sua vaga no
parlamento. Também pelas redes sociais Onyx Lorenzoni, passou óleo de peroba na
sua cara constrangida e afirmou que estará no time de Bolsonaro “não importa o
número da camiseta”. A derrubada de Onyx não agradou aos setores Olavistas do
governo neofascista, que atacaram violentamente a nomeação do general Braga
Netto: “O governo do presidente Jair Bolsonaro já é o melhor que a República já
teve. Não só dará certo, mas já deu certo. Entretanto, colocar um general no
lugar de Onyx Lorenzoni, até que me provem o contrário, foi o maior erro do
presidente. A esquerda não criticará essa decisão”, disparou o blogueiro Allan
dos Santos, próximo aos filhos do capitão e também do astrólogo fundamentalista
que se diz “filósofo”. O controle cada vez maior de militares de primeira linha
sobre o governo neofascista, é um sintoma claro do recrudescimento do regime
bonapartista, que eventualmente já se prepara para uma “terceira etapa” do
golpe institucional desferido em 2016 contra o governo da Frente Popular. Braga
Netto foi chefe da segurança durante as Olimpíadas de 2016 e adido militar nos
EUA, durante os governos petistas, sendo identificado como um general “linha
dura”, ou seja uma alternativa da extrema direita para “disciplinar” as ações
“tresloucadas” das alas Olavistas do governo Bolsonaro. Ainda é cedo para
caracterizar a conduta do Alto Comando das FFAA diante do novo quadro político
aberto com a chegada de Braga na Casa Civil, entretanto a única certeza que já
temos é que Bolsonaro ganha um reforço político e militar importante para
enfrentar o movimento de massas, que vem sendo sabotado pelas direções da
esquerda reformista.
PARAÍSO DO CAPITAL FINANCEIRO: OS “TRÊS IRMÃOS” OBTÉM LUCROS
RECORDES SOB O GOVERNO NEOFASCISTA DE BOLSONARO
Os lucros do banco Itaú, relativos a 2019, totalizaram R$
28,363 bilhões, superando em R$ 2, 630 bilhões os lucros de 2018, ou ainda,
percentualmente, um acréscimo de 10,22% sobre o ano anterior, conforme
divulgação do próprio banco na última terça-feira (11/02). Na mesma trilha o
Bradesco divulgou seu lucro na semana passada, a rentabilidade líquida do
Bradesco em 2019 foi de R$ 25,887 bilhões, 20% maior do que os R$ 21,564
bilhões obtidos em 2018. No final de janeiro, o banco espanhol Santander
informou os lucros da sua operação no Brasil ao longo de 2019. Nada menos do
que R$ 14,18 bilhões, ou seja, um aumento de 16,55% sobre lucros de R$ 12,166
bilhões de 2018. Os “três irmãos” que controlam o setor privado financeiro no
país, obtiveram juntos a “bagatela” de 68,5 bilhões de Reais em 2019,
extorquindo o Tesouro Nacional com os juros da dívida pública e também
explorando o povo trabalhador com suas taxas escorchantes. Esses lucros “paradisíacos”
foram obtidos na direção contrária da recessão econômica capitalista brasileira
que não se recuperou da grande depressão desatada em 2014 e que se prolonga até hoje. Os
índices de rentabilidade (o retorno sobre o patrimônio líquido) apresentado nos
balanços divulgados dos três bancos ultrapassam 20%: Itaú (23,70%); Bradesco
(20,60%) e o espanhol Santander no Brasil (21,30%), um “fenômeno” financeiro
absolutamente anômalo no cenário bancário mundial. É totalmente “anormal” uma
empresa, especialmente com alto patrimônio líquido, como qualquer um dos bancos
em questão, conseguir extrair renda capaz de dobrá-la em apenas cinco anos numa
situação em que a economia do país está paralisada, com o desemprego batendo
recordes, a renda do trabalhador comprimida, a produção industrial física em
franca decadência, vendas do comércio e o setor de serviços caindo. Há décadas
o setor bancário no Brasil obtêm níveis extremos de lucros que conflitam com o
desempenho do restante da economia, em especial afrontam escandalosamente com a
situação de penúria que atravessa nosso povo. É verdade que esta verdadeira
“mamata” dos rentistas se baseia no modelo de acumulação capitalista nacional,
que vem sendo mantido fielmente por todos os governos desde o surgimento da chamada
“Nova República”, passando pela era FHC, mas também acentuado pelas gestões
seguidas da Frente Popular. No atual regime bonapartista, baseado no golpe
institucional de 2016, essa realidade se intensificou bastante, deixando os
“três irmãos” como o único setor “dinâmico” da economia capitalista, o país
produziu em 2019 menos do que produzia em 2010 um retrocesso de uma década em
apenas um ano. Longe de ser uma “coincidência”, a abundância financeira dos
bancos e do rentismo em geral, equivale ao empobrecimento da classe
trabalhadora. Somente a estatização dos bancos, sob o controle operário, será
capaz de estancar a crise capitalista e retomar o crescimento econômico e o
desenvolvimento do país com o planejamento econômico central, através da
revolução socialista e a instauração da Ditadura do Proletariado.
“SHOW” DO GUGU: A “ESTRANHA” MORTE DO APRESENTADOR QUE ASSEDIAVA MENINOS, DESERDOU A MÃE DE SEUS FILHOS E CUJA FAMíLIA BURGUESA PERSEGUE QUEM DENUNCIA SUA CONDUTA MERCENÁRIA
A “novela” em torno da morte do apresentador de TV Gugu
Liberato (apoiador declarado do fascista Moro) ocorrida em novembro de 2019 se
arrasta com um “cadáver insepulto” até hoje, ganhando cada vez mais espaço na
grande mídia e na blogosfera em virtude da disputa da herança bilionária entre a
mãe de seus filhos e demais herdeiros. Não por acaso Bolsonaro lhe rendeu
homenagem pública logo após sua morte. A causa de seu falecimento em si está
envolta em mistério, a versão oficial é que caiu de um sótão quando trocava um
filtro de ar condicionado, bateu a cabeça e morreu. Obviamente que esse “enredo”
típico das novelas mexicanas de terceira exibidas no SBT não corresponde aos
fatos reais. Uma mansão de alto luxo nos Estados Unidos conta com vários funcionários
para esses tipos de serviços “braçais”. Há um boato que Gugu estava atormentado,
doente e deprimido, teria acabado suicidando-se, mas não temos informações
precisas, pois vários detalhes do laudo médico emitido nos EUA também são
sigilosos a pedido da família. O fato público é que Gugu morreu um dia antes da
divulgação oficial pela assessoria de imprensa da família. Ele já estava
afastado das gravações na Rede Record (havia deixado dois meses do reality show
musical “Canta Comigo” gravados). Estranhamente, Gugu foi dado como morto duas
semanas antes da verdadeira morte, noticia veiculada no site da própria
emissora do Bispo Edir Macedo e depois desmentida como “fake news”! A notícia começou
a se espalhar depois que o perfil oficial do reality show “Power Couple” da
Record postou que Gugu havia falecido aos 60 anos, fato desmentido por ele
horas depois. O BLOG da LBI não é um site de “fofocas” que se dedica por “esporte
jornalístico” a comentar os detalhes sórdidos da morte de um apresentar famoso
de TV e as disputas familiares que evolve sua herança bilionária. Entretanto, a
sombria trajetória de Gugu Liberado, apoiador de Bolsonaro e Moro, além da
disputa de sua herança bilionária merecem a atenção dos Marxistas Revolucionários
porque envolvem as taras sexuais da sociedade burguesa e a sordidez das
relações mercenárias que envolvem a família como “célula mater” do modo de
produção capitalista. Nos valemos do “interesse público” representado pelas
evidências de que existe um esquema de exploração sexual no interior da
indústria de entretenimento e celebridade, que envolve todas as redes de TV que
controlam o chamada “opinião pública”. Para além da real causa da morte de
Gugu, a escandalosa trajetória de um apresentador de TV que era homossexual e
aliciava meninos entre 10 e 14 anos via a promessa de tornarem-se uma “celebridade”
e que deserdou em 2011 a própria mãe de seus 3 filhos (recorreu a inseminação
artificial) servem para fazer o combate político e ideológico comunista contra
a avareza e podridão que exalam da elite social burguesa.
HÁ UM ANO NOS DEIXAVA BIBI FERREIRA: A CORAJOSA DIVA QUE FEZ DA ARTE UM CAMPO DE RESISTÊNCIA CULTURAL
“Eles pensam que
a maré vai, mas nunca volta (…) Quando eles virem invertida a correnteza, quero
ver se eles resistem à surpresa e quero saber como eles reagem à ressaca” (Peça
Gota D´água)
Há exatamente um ano os palcos brasileiros não contam mais
com o protagonismo da grande diva da dramaturgia nacional. Em 13 de fevereiro
de 2019 aos 96 anos nos deixava Abigail Izquierdo Ferreira, nossa “eterna” BIBI
FERREIRA, após quase um século de atividade contínua no bom combate da arte
teatral, como um instrumento de reflexão crítica e ontológica da realidade
social e histórica. Bibi não era só uma atriz, filha do cânone Procópio
Ferreira e nascida literalmente em uma ribalta, estreiou com poucos meses de
vida substituindo uma boneca de porcelana que tinha sido danificada. Bibi
Ferreira tinha a coragem dos grandes artistas que assumem o campo do
progressismo e da resistência, daí surgiu sua enorme admiração pela cantora
Edith Piaf, uma combatente contra a ocupação nazista na França em plena Segunda
Guerra Mundial. Foi também na luta de resistência contra o regime militar no
Brasil, que Bibi teve sua "têmpera de coragem" forjada quando
protagonizou em 1976 a peça "Gota D'água", cuja dupla autoria contava
com as assinaturas de Chico Buarque e de Paulo Pontes, este seu último companheiro
afetivo morto no final do mesmo ano de 1976. A peça de Paulo e Chico era uma
releitura do clássico grego "Medéia", completamente voltada para a
realidade brasileira, mais especificamente o início da crise da política
habitacional da Ditadura, posta à tona com o fim do chamado "Milagre
Econômico ". Logo censurado o texto, "Gota D'Água" conseguiu
estrear no teatro Teresa Rachel (Rio de Janeiro) graças a ousadia e o próprio
prestígio de Bibi que após 116 cortes dos censores, bancou pessoalmente o espetáculo
com a direção do legendário Gianni Ratto. A peça que tinha Bibi no papel da
valente Joana (moradora do imaginário conjunto habitacional
"Meio-Dia"), ficou em cartaz de dezembro de 1975 até fevereiro de
1977 no Rio e depois seguiu para São Paulo, onde fez mais 650 apresentações,
sendo considerada uma das produções mais longevas da história do teatro
brasileiro. Na esteira do grande sucesso político de "Gota D'Água",
começaram a surgir as associações de bairros nas principais cidades do país,
questionando justamente a política das COHAB's que "empurravam" para
uma periferia desassistida milhões de trabalhadores e desempregados pela crise
capitalista. Em 1983 , Bibi voltou aos palcos com o musical "Piaf a Vida
de uma Estrela da Canção", o espetáculo obteve grande sucesso de público e
crítica, e por sua magistral atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière em
1984. Foi revivendo a figura de Edith Piaf nos palcos (não só do Brasil mas
também na França) com quem Bibi teve grande identificação, que nossa Diva do
teatro ficou mais conhecida das novas gerações. Bibi Ferreira nunca aceitou
papéis em novelas, afirmava que não se sentia à vontade vivendo personagens
vazios na "telinha global". Acreditava que seu temperamento crítico
de atriz comprometida com a "arte maior" não se adequava a
interpretação de qualquer "folhetim comercial". A maior Dama do
teatro brasileiro havia anunciado sua aposentadoria dos palcos em um post nas
redes sociais em setembro de 2018: “Nunca pensei em parar, essa palavra
nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui
muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a
todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos
que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada!”, desta forma se despediu
Bibi que passou a habitar o Pantheon dos "monstros sagrados" da
dramaturgia mundial.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
PRIVATIZAÇÃO GERAL: GOVERNO NEOFASCISTA PRETENDE FINANCIAR ENTREGA DAS ESTATAIS DE SANEAMENTO COM DINHEIRO DO BNDES
Depois do rentista parasita Paulo Guedes, ministro do
governo neofascista, prometer “trilhões de dólares” em investimentos
internacionais em saneamento básico no evento “S de Social e de Saneamento” em
dezembro do ano passado, no BNDES, a equipe econômica do Planalto anunciou que
irá financiar a privatização das empresas públicas com dinheiro do banco de
fomento público, torpedo pelo entorno de Bolsonaro.De acordo com o diretor de
Infraestrutura do BNDES, Fábio Abrahão, o banco estatal cederá mais de R$ 40 bilhões
para empresas privadas, de preferência estrangeiras, interessadas em explorar
os serviços de água e esgoto no País.Segundo o tecnocrata neoliberal, o governo
Bolsonaro prevê cinco leilões neste ano e mais um certame em 2021. As
privatizações poderão ocorrer na forma de concessões plenas ou parciais e
parceria público-privada (PPP). “O banco avalia dar crédito para todos eles,
mas vamos privilegiar uma composição com o setor privado”, afirmou Fábio
Abrahão, segundo o site Valor Econômico. Já estão em curso o processo de
privatização das companhias estaduais de Águas e Esgotos (Cedae), no Rio de
Janeiro, de Saneamento de Alagoas (Casal) – ambas ocorrerão na forma de
concessões parcial, e das companhias do Acre e do Amapá, cuja privatização dos
serviços de água e esgoto será plena. Além destes quatro estados que assinaram
contrato com o BNDES, o Rio Grande do Sul e a prefeitura de Porto Alegre também
negociam com o banco um modelo de privatização das suas empresas de saneamento,
e outros governos (inclusive da esquerda reformista) planejam adotar o mesmo
modelo.No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou a lei que permite a
privatização do serviço de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto
nos municípios brasileiros.Várias lideranças sindicais condenaram a
transformação da água em mercadoria. “Se nós acharmos que é transformando a
água, transformando o serviço de água e esgoto em mercadoria, entregando à
iniciativa privada, que nós vamos encontrar as saídas na velocidade que alguns
aqui estão anunciando, é uma grande mentira”, afirmou Antonio Luís da “Oposição
de luta” da Cagece/Ce. A entrega o patrimônio público estatal a estrangeiros, e
ainda com dinheiro do BNDES, com juros de pai para filho e com prazo a perder
de vista, é a meta deste governo rendido aos interesses financeiros do
imperialismo. E quem paga a conta da submissão destes neofascistas no poder
central é o povo trabalhador brasileiro, com as altas tarifas e serviços de
água e luz que fornecem grande lucro a
empresas transnacionais. Os sindicatos e as centrais deveriam convocar
imediatamente uma jornada nacional de lutas rumo a greve geral, unificando
todos os trabalhadores com os petroleiros em sua combativa paralisação.
Leia Também: CÂMARA APROVA A PRIVATIZAÇÃO DO SANEAMENTO PÚBLICO: MAIS UM BOM NEGÓCIO PARA A EXPLORAÇÃO DOS RENTISTAS...
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LUÍSA HANUNE, DIRIGENTE DO PT LAMBERTISTA, É LIBERTADA APÓS 9 MESES DE PRISÃO NA ARGÉLIA! AGORA É LUTAR PELA DERRUBADA DO GOVERNO FANTOCHE DE TEBBOUNE E A LIBERDADE DE TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!
Na noite da última segunda-feira, 10.02, a Secretária-Geral
do Partido dos Trabalhadores (PT), na Argélia e dirigente da corrente
Lambertista no país, Luísa Hanune, saiu da prisão militar de Blida, onde era
mantida presa política há nove meses por “complô contra o Estado e as Forças
Armadas”. No dia 9 de maio de 2019, Hanune, uma das lideranças perseguida pelo
governo da Argélia, foi presa por participar das manifestações contra o
fechamento do regime. Na época, o BLOG da LBI somou-se a campanha pela sua
liberdade e de Josu Ternera, histórico dirigente do ETA encarcerado na mesma
semana na França. Exigimos a soltura imediata dos presos políticos que são alvo
da repressão dos governos capitalistas nas metrópoles e “colônias”! Ternera
continua preso na França. No Brasil, além da LBI, também participaram da
campanha o PT, PCdoB, PSOL e organizações sindicais e populares como a CUT, o
MST, a CMP e a UNE. Luísa teve sua liberdade decretada após julgamento do
recurso de seus advogados que resultou na diminuição de sua pena de 15 anos
para 3 anos com 9 meses de prisão fechada por “não haver denunciado uma reunião
secreta”. Recebida com festa por seus companheiros, Luísa. Louisa declarou que
vai recorrer da nova sentença e que não descansará enquanto todos os demais
presos políticos da “Hirak” sejam postos em liberdade.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
PRIMÁRIAS DE NEW HAMPSHIRE: SANDERS VENCE NOVAMENTE E EMBALA OS PSEUDOS TROTSKISTAS NO APOIO AO “IMPERIALISMO DEMOCRÁTICO”...
O candidato da esquerda do Partido Democrata dos EUA, Bernie
Sanders, apoiado pela maioria das correntes revisionistas, lidera a primária de
New Hampshire, que foi encerrada à noite desta terça-feira (11/02). Sanders
aparece à frente de Pete Buttigieg, que está em segundo lugar, consolidando
assim sua segunda vitória no processo interno de escolha do candidato Democrata
que irá enfrentar o presidente Donald Trump na disputa pelo comando da Casa
Branca em novembro próximo. As prévias anteriores do Partido Democrata no
estado de Iowa foram marcadas pela tentativa fraudulenta de impedir o triunfo
de Sanders, manobra operada pela própria direção do seu partido, mais simpática
a candidatura de Joe Biden, ex-vice de
Barack Obama. Com o fiasco de Biden, logo na largada, a cúpula Democrata tentou
a todo custo proclamar o inexpressivo Pete Buttiege, como vencedor em Iowa, mas
posteriormente recuou anunciando um “empate técnico”, apesar de Sanders ter
obtido a maioria dos votos no estado do meio norte americano. A grande surpresa
ficou por conta do terceiro lugar em New Hampshire, a senadora Amy Klobuchar,
aproveitando uma onda de popularidade ampliada após um debate na última
sexta-feira e um desempenho considerado acima do esperado em Iowa, onde
conquistou um delegado. Amy, representante de Minnesota, superou em votos a
“progressista” Elizabeth Warren, do estado de Massachusetts, vizinho de New
Hampshire e que era apontada como a terceira colocada em praticamente todas as
pesquisas. Para conseguir ao menos um dos 24 delegados de New Hampshire, um
candidato Democrata deve ter pelo menos 15% dos votos, Joe Biden não deve
atingir essa porcentagem, o que praticamente já o elimina da corrida pela
indicação partidária, fato somado ao seu rotundo fracasso em Iowa. No total, o Partido
Democrata irá enviar 3.979 delegados para sua convenção nacional, de 13 a 16 de
julho, na qual será finalizado o processo das primárias e indicado o candidato
do partido à Casa Branca. Com uma vitória já esperada em New Hampshire, Sanders
agora se fortifica para a chamada “Super Terça”, que ocorrerá na primeira
semana de março e dependendo do seu desempenho nestas múltiplas primárias,
selará sua vitória no seio do Partido Democrata. A esquerda revisionista do
Trotskismo tem cinicamente apresentado Sanders como a representação de uma
postulação “socialista”, o que o próprio senador pelo estado de Vermont trata
de retificar: “Sou um socialista democrático”, ou seja, um tradicional
Social-Democrata que defende um suposto imperialismo mais “humanizado”. A
polarização que ocorre hoje nos EUA, entre a extrema-direita “trumpista” e o
“socialista democrático”, não deixa de ser produto da crise capitalista no seu
patamar mais elevado, na pátria do capital financeiro mundial, entretanto os
Marxistas Leninistas não podem embarcar neste embuste Social Democrata como uma
alternativa para a classe operária dos EUA. O Partido Democrata imperialista
tem sua história manchada pelo sangue de patrocinar golpes e intervenções
militares em todo o planeta, que já ceifaram milhões de vidas dos povos
oprimidos e arruinaram nações inteiras.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
EM 10 DE FEVEREIRO DE 1898 NASCIA BERTOLT BRECHT: A MAIOR
REFERÊNCIA DO TEATRO PARA A ESQUERDA COMUNISTA COMBATEU O NAZISMO NA VIDA
E NA ARTE!
Em 10 de fevereiro de 1898 nascia o comunista, poeta e
dramaturgo Bertolt Brecht. Ele foi uma referência artística, teatral e
literária da esquerda mundial por sua luta contra o nazismo em suas obras, a
denúncia do capitalismo em seus textos e pelo seu não alinhamento automático ao
Stalinismo, apesar de não travado nenhum combate político consequente contra a
burocratização da URSS e da Alemanha Oriental, ainda que tenha sido instigado a
fazê-lo por intelectuais simpáticos a luta de Trotsky. Algumas de suas
principais obras são: Um Homem é um Homem, em que cresce a ideia do homem como
um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta
Anos, escrita no exílio, no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de
Galileu. Registra-se que em 1932 o Estado soviético declara o realismo
socialista como cultura oficial. Essa prática restringia e perseguia qualquer
tipo de arte que não reivindicasse o regime burocratizado da URSS. Breton,
expoente do movimento surrealista e Leon Trotsky, dirigente da oposição de
esquerda do PC e fundador da Quarta Internacional, escrevem o Manifesto por uma
arte revolucionária independente em 1938. Bertolt Brecht nunca aderiu a esse
Manifesto. Vale ressaltar também
que diante dos esforços dos trotskistas para organizar uma campanha em defesa
de Trotsky, o Kremlin vai responder com um sem número de adesões a um manifesto
assinado pelos mais prestigiados intelectuais “de esquerda”, aderindo ao
boicote à Comissão de Inquérito presidida por Dewey, sob o pretexto de que a
defesa de Trotsky “golpeava as forças do progresso”. Um grande número dos que
assinaram e que depois estiveram na linha de frente da cruzada anticomunista
nos anos de 1940 e 1950 nos Estados Unidos e na Europa. Outros tantos se
recusaram a aderir à iniciativa da diplomacia soviética, sem, entretanto,
atender ao chamado da Comissão de Inquérito de Dewey. Alguns alegaram a
impertinência da iniciativa de Trotsky, que, segundo Bernard Shaw, por exemplo,
esgrimia contra Stálin os mesmos inacreditáveis argumentos com que a
Procuradoria do regime crivava em Trotsky. Outros, preferiram calar e
argumentar com a própria obra a tese da impertinência, como foi o caso de
Bertold Brecht em sua peça Galileu Galilei escrita na segunda metade dos anos
30. Foi através do prisma da experiência bolchevique que ele (Brecht) viu
Galileu cair de joelhos ante a Inquisição e agir assim segundo uma “necessidade
histórica”, devido à imaturidade espiritual e política de seu povo. O Galileu
de seu drama é Zinoviev ou Bukharin ou Rakovski vestido de roupas históricas.
Ele se vê perseguido pelo martírio “inútil” de Giordano Bruno. Esse exemplo
terrível faz com que se renda à Inquisição. Brecht até sua morte manteve um
teatro com sua esposa em Berlim Oriental ainda que tenha tidos alguns conflitos
com o PC alemão stalinizado. Suas inovações teatrais seguem sendo fonte de
inspiração para as novas gerações que não pensam a arte como uma mercadoria
para ser vendida e sim como trincheira de luta contra o nefascismo e o capitalismo. Por essa razão é fundamental conhecer o legado desse
dramaturgo, estudá-lo e avaliá-lo à luz dos acontecimentos históricos neste
século XXI marcado pelo retrocesso histórico político, ideológico e cultural.
NEOFASCISMO AVANÇA EM EL SALVADOR: PARLAMENTO É OCUPADO POR MILITARES PARA IMPOR “PLANO DE SEGURANÇA” DO PRESIDENTE BUKELE, UM ARIETE DO IMPERIALISMO IANQUE NA CENTRO-AMÉRICA
O presidente direitista de El Salvador, Najib Bukele, ordenou
que a polícia e o exército invadissem o Parlamento para pressionar os deputados
a aprovarem um empréstimo que financiará projetos no setor de segurança
patrocinados pelo imperialismo ianque, fortalecendo a repressão estatal contra
os trabalhadores. Trata-se de uma clara ofensiva neofascista depois que a FMLN
foi derrotada eleitoralmente há um ano na eleição presidencial de fevereiro de
2019. Militares e membros da Polícia Nacional Civil (PNC) invadiram neste
domingo, 09.02, a sala de sessões da Assembleia Legislativa (Congresso) de El Salvador,
quando estava convocada uma sessão extraordinária para a aprovação de um
empréstimo de 109 milhões de dólares para financiar o plano de segurança. O
financiamento solicitado por Bukele foi rejeitado pelo órgão legislativo quando
processado por meio de um procedimento de emergência qualificado pelos
legisladores como inadmissível. Lembremos que El Salvador, o país centro do
palco de uma das guerrilhas mais icônicas da América Latina, passou por
eleições presidenciais há um ano. O resultado deste pleito eleitoral representou
um revés histórico para a Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN),
que governava o país da América Central há três gestões estatais consecutiva. Elegeu-se
Bukele, que já foi prefeito da capital, San Salvador e ex-dirigente da FMLN,
mas agora deu uma guinada à direita sendo o novo ariete da Casa Branca na
centro-américa. Bukele ganhou as eleições com a legenda da "Grande Aliança
pela Unidade Nacional" (GANA), um agrupamento neoliberal que “navega” na
ofensiva reacionária que varre todo nosso continente, orientada diretamente
pelo imperialismo ianque. Cabe registrar que a FMLN foi uma das organizações
políticas mais vinculadas ao PT brasileiro, que assessorou por anos seus
governos, deslocando inclusive o publicitário João Santana (preso na famigerada
operação "Lava Jato") para El Salvador. Porém os “conselhos”
neoliberais do PT dados a FMLN de abrir a economia do país aos investidores
institucionais, levaram El Salvador a um colapso econômico e um fiasco eleitoral
da antiga guerrilha, hoje “domesticada” como mais um partido da ordem
capitalista, abrindo caminho para a direta que flerta com o fascismo. Não por
acaso a porta-voz da FMLN, deputada Elizabeth Gomez apenas limitou-se a denunciar
a ocupação do parlamento pelas FFAA como uma “transgressão à democracia”. Vale
ressaltar que o governo de El Salvador não reconhece Maduro como presidente da
Venezuela e recebeu recentemente o “corpo diplomático” representando o líder da
oposição pró-imperialista Juan Guaido. Alertamos que o quadro político em El
Salvador joga muita pressão na vizinha Nicarágua, que sob o governo da FSLN
(antiga guerrilha) atravessa um processo político "limite" de desestabilização
pela Casa Branca e também “isola” ainda mais no continente o governo Chavista
de Maduro na Venezuela. Os Marxistas Revolucionários denunciam a manobra
golpista de Najib Bukele e chamam os trabalhadores a entrarem em cena na luta direta
de massas contra a escalada neofascista sem ter nenhuma ilusão na democracia
burguesa. Não será das mãos do parlamento burguês que os explorados derrotarão
a ofensiva reacionária em curso e sim construindo seu próprio poder operário e
popular por fora das instituições do regime capitalista!
domingo, 9 de fevereiro de 2020
MILICIANO AMIGO DO CLÃ NEOFASCISTA E SUSPEITO PELA MORTE DE MARIELLE: POLÍCIA DO GOVERNO PETISTA DA BAHIA “QUEIMA O ARQUIVO VIVO”
O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão da
Polícia Militar do Rio de Janeiro, morreu após um confronto com policiais
baianos, na manhã deste domingo (09/02), na zona rural da cidade de Esplanada a
160 Km da capital Salvador. Segundo informações da Secretaria de Segurança
Pública (SSP-BA), o ex-policial militar carioca passou a ser monitorado por
equipes do órgão, após informações de que ele teria buscado esconderijo na
Bahia há cerca de seis meses atrás. De acordo com a SSP-BA, Adriano foi localizado
por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia
Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e da
Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública em um
imóvel. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que no momento do
cumprimento do mandado de prisão o miliciano resistiu com disparos de arma de
fogo e terminou ferido. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital da
região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Os policiais baianos
declararam ter apreendido com Adriano uma pistola austríaca calibre 9mm. O
amigo íntimo do senador Flávio Bolsonaro e do Queiroz estava foragido há mais
de um ano, após a “Operação Intocáveis”, nesta ocasião, cinco foram presos
acusados de grilagem de terra, agiotagem e pagamento de propina em Rio das
Pedras, Zona Oeste. O miliciano neofascista chegou a ser homenageado pelo então
deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
(Alerj). A morte de Adriano, suspeito de integrar o comando que assassinou
Marielle Franco e Anderson Silva, fuzilado pela Polícia Militar da Bahia, tem
todo o “cheiro” de “queima de arquivo vivo”. O PSOL já emitiu um comunicado
formal exigindo o esclarecimento da operação policial que resultou no óbito de
Adriano, não resultará em absolutamente nada! O fato desta “queima de arquivo”
ter sido dirigida pela Polícia do governador neoliberal petista, Rui Costa,
chama atenção entre uma possível “troca de favores” entre Rui e Bolsonaro. Não
é demais lembrar que o governo da Bahia vem atuando politicamente na mesma
pauta do governo central neofascista, implementando a (contra)reforma da
Previdência e inaugurando escolas públicas militares, no mesmo modelo de
Bolsonaro. O movimento de massas não pode depositar nenhuma confiança nestas
instituições do regime bonapartista, sejam as polícias baiana ou carioca e
muito menos na Federal controlada por Moro e Bolsonaro.
CORONAVÍRUS E A GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA X CHINA: PARA O IMPERIALISMO IANQUE “TODAS AS ARMAS SÃO JUSTAS” PARA “DOBRAR” O ANTIGO ESTADO OPERÁRIO
É pesada a guerra comercial que o imperialismo ianque executa contra o antigo Estado Operário da China, por considerá-la um perigo para a economia norte-americana . Daí o reacionário presidente Trump aplicar medidas inéditas para afogar a China e evitar que avance como uma potência capitalista mundial e concorrente na disputa do mercado global. A restauração capitalista da China avança a passos largos, porém está longe de espelhar o modelo clássico do capital financeiro que determina a dinâmica dos países imperialistas. Por sinal nem um mercado financeiro autônomo da indução estatal a China possui, suas reservas cambiais são armazenadas no FED em Washington, assim como centenas de países imperializados. Mas os ianques desesperados com o vertiginoso crescimento industrial chinês procuram modificar a correlação de forças em escala mundial, sabendo que sua decadência econômica e militar é evidente a qualquer observador político mais atento. Por isso pressionaram o Reino Unido a sair da União Europeia para debilitá-la, além de converter a China no seu novo inimigo estratégico no cenário mundial, já que tem muita cautela em atacar a Rússia pela hegemonia bélica que conquistaram na última década. Não é de estranhar que a CIA com seus métodos de terrorismo em toda a linha, possa estar por trás do surgimento do Coronavirus em Wuhan, obrigando os chineses a paralisar uma das suas regiões de maior desenvolvimento económico industrial e uma população de mais de 11 milhões de habitantes, sendo a sua sétima cidade mais povoada e uma das nove cidades centrais da China com conexões para todo o território nacional.Wuhan é qualificada como o centro político, econômico , financeiro, comercial e cultural da China central, além de ser um hub principal de transportes, com dezenas de ferrovias, estradas e auto-estradas que cruzam essa cidade, conectando-a com outras importantes regiões.Essa localização permite a rápida disseminação da epidemia em todo o país, o que obriga a perguntar: será por acaso que o vírus tenha surgido ali? Ou por essas razões foi seleccionada para introduzi-lo entre os seus habitantes?
sábado, 8 de fevereiro de 2020
GOVERNO ERDOGAN A SERVIÇO DA OTAN SE APROXIMA CADA VEZ MAIS DE UMA INVASÃO MILITAR A SÍRIA: DEFENDAMOS O REGIME NACIONALISTA BURGUÊS DE ASSAD CONTRA O IMPERIALISMO!
O governo da Turquia enviou mais reforços militares a seus pontos de observação na província síria de Idlib, onde forças regulares do exército de Assad avançam, apesar das repetidas ameaças de Ancara. Um comboio de 150 veículos militares transportando equipamentos e tropas atravessou a fronteira entre a Síria e a Turquia e chegou a Idlib, onde Erdogan envia reforços há vários dias, segundo a agência pública turca Anadolu. O envio desses reforços ocorre no momento em que o exército sírio ocupa a cidade de Saraqeb, na parte oriental da província de Idlib. As tensões políticas e militares entre o reacionário governo de Erdogan(manipulado pela OTAN) e o regime nacionalista burguês de Bashar Al Assad se avolumam a cada dia. No último dia 3 de fevereiro, um ataque em Idlib, no noroeste da Síria, matou sete soldados turcos e um empreiteiro civil, que trabalhava com os militares turcos, e feriu mais de uma dúzia de pessoas. Como retaliação, a Turquia atingiu mais de 50 alvos e matou 76 soldados sírios. Em Ancara, uma fonte de segurança disse que os postos de observação turcos no setor de Saraqeb estavam em posição de se defender em caso de ataque sírio. A Turquia tem uma dúzia de postos de observação na província de Idlib, sob um acordo com a Rússia, três dessas posições, no sudeste da província, estão atualmente em áreas que o exército sírio assumiu sob seu controle antecipadamente. O Observatório de guerra na Síria, afirmou na quarta-feira passada que os militares turcos posicionados em um posto de controle ao norte de Saraqeb bombardearam as forças sírias na tentativa de impedir seu avanço. Erdogan continuou a dar tom da provocação militar a Damasco a partir dos combates sem precedentes que ocorreram entre o exército sírio e turco, que já deixaram mais de 200 mortos de ambos os lados. A Turquia cujo governo apóia os jihadistas de Idlib, ligados ao EI, pediu a Putin que amordaçasse o governo de Damasco, alertando que Ancara retaliaria contra qualquer possível ataque de maiores proporções a suas forças armadas na Síria.Erdogan criticou a Rússia por não exercer pressão suficiente sobre Damasco, cuja ofensiva em Idlib coloca a antiga cooperação russo-turca em tensão máxima. A província de Idlib tem sido um dos principais redutos de grupos armados de oposição ao governo Assad, desde o início da guerra civil em 2011, mas com a vitória das forças do regime nacionalista, apoiado pela Rússia e Irã, o imperialismo ianque agora busca suporte para uma ocupação das tropas da OTAN a Síria pelas mãos do facínora Erdogan. Os Marxistas Leninistas não tem nenhum acordo programático com o regime nacionalista de Damasco, pela sua própria natureza burguesa de classe, porém estamos incondicionalmente no campo militar de Assad(com total autonomia política) contra as agressões do imperialismo e seus lacaios na região, Erdogan e Netanyahu.
Leia Também: SÍRIA E TURQUIA ESTÃO PRÓXIMOS A UMA GUERRA NA PROVÍNCIA DE IDLIB: OS MARXISTAS LENINISTAS ESTÃO NO CAMPO DE ASSAD CONTRA OS REACIONÁRIOS ERDOGAN E TRUMP!
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1 ANO DA MORTE DOS ATLETAS DE BASE NO “NINHO DO URUBU” DO FLAMENGO: DIRETORIA ASSASSINA NÃO PAGA AS INDENIZAÇÕES APESAR DOS TÍTULOS MILIONÁRIOS CONQUISTADOS COM UM TIME DE “CRAQUES” MERCENÁRIOS
Hoje se completa um ano da morte dos jovens atletas do
Flamengo no “Ninho do Urubu”. De lá pra cá, a diretoria assassina do clube
carioca recorreu em todas as instâncias da justiça burguesa para não pagar as
indenizações devidas as famílias dos meninos, apesar do time principal ter
conquistado títulos que renderam ao clube da Gávea rendas bilionárias. A
maioria das famílias não aceitou o “acordo” aviltante proposto pelo Flamengo. Somente
esse fato demonstra o caráter canalha dos cartolas que controlam o clube.
Enquanto a diretoria de futebol do Flamengo se esforçou para viabilizar
contratações milionárias, a maioria dos familiares das dez vítimas fatais do
incêndio do Ninho do Urubu ainda busca reparações na Justiça. Apenas três
acordos de indenização foram fechados. Já os gastos com contratações do clube
rubro-negro ultrapassaram os 200 milhões de reais em 2019. No início, o
Flamengo ofereceu, segundo informações do Ministério do Trabalho, entre 300.000
e 400.000 reais de indenização por atleta morto, além do pagamento de dez anos
de salários mínimos a cada família. Levando em conta as dez famílias e o valor
atual de 998 reais de salário mínimo, isso representaria no máximo 5,25 milhões
de reais. Migalhas para quem paga mais de 1 milhão de reais mensais ao uruguaio
Giorgian De Arrascaeta, cuja contratação junto ao Cruzeiro custou mais de 80
milhões. O BLOG da LBI se solidariza com as famílias dos meninos e denuncia que desgraçadamente o futebol brasileiro vive sob a nefasta equação nos grandes
clubes de cartolas milionários/elencos mercenários/péssimas condições de
trabalho para as categorias de base, um retrato fiel do que é a própria
sociedade capitalista decadente. A tarefa de varrer os cartolas mercenários do
futebol deve está nas mãos do povo trabalhador. Somente os trabalhadores
organizados e empunhando um programa revolucionário comunista podem realmente
fazer justiça contra essa canalha capitalista corrupta que enlameia o mundo do
futebol! Publicamos abaixo o artigo elaborado pelo BLOG da LBI no dia da
tragédia.
DEZ JOVENS MORTOS EM INCÊNDIO NO “NINHO DO URUBU” DO
FLAMENGO: MILHÕES DE REAIS PARA A CONTRATAÇÃO DE “CRAQUES” MERCENÁRIOS...
CENTAVOS PARA O SUCATEADO ALOJAMENTO DOS ATLETAS DE BASE
(8 DE FEVEREIRO DE 2019)
Dez jovens morreram em função de um incêndio no alojamento
das categorias de base do Flamengo no Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na
manhã desta sexta-feira, 08. Atletas de base do clube estão entre os mortos. As
chamas atingiram as instalações onde dormiam jogadores entre 14 e 17 anos que
não residiam no Rio. O Centro de Treinamento Presidente George Helal, conhecido
como Ninho do Urubu, é considerado um dos mais modernos da América Latina. Com
sua inauguração em 2018, a estrutura pré-existente antiga e precária, ou seja,
totalmente sucateada e semiabandonada, foi deixada para as categorias de base,
um verdadeiro depósito para guardar quinquilharias do clube. Para se ter uma
ideia o dormitório que pegou fogo era um contêiner sem autorização da
prefeitura para funcionar para esse fim, muito menos alvará do corpo de
bombeiros. O local é na área antiga do Centro de Treinamento, onde ficava hoje
o alojamento dos meninos das categorias de base. Segundo o registro dos
bombeiros, a primeira chamada aconteceu as 5h17 e devido ao temporal do dia anterior
poderia ter dificultado a circulação dos carros dos Bombeiros na região de
Vargem Grande. Em resumo, o Flamengo que tem o elenco mais caro dos times
profissionais do Brasil, pagando milhões para a contratação de “craques”
mercenários, destinava quase nada para a estrutura de treinamento para os
jovens atletas, a grande maioria vinda da periferia do Rio de Janeiro, do
interior fluminense e de outros estado do país, principalmente do Nordeste.
Trata-se da lógica capitalista do futebol negócio onde o jogador só tem
importância quando encontra-se bem cotado no mercado mundial da bola, como foi
o caso de Vinícius Júnior. Enquanto o “glamour” e o estrelato não vem e são
para alguns poucos, a esmagadora maioria dos atletas de base são submetidos a
situações humilhantes em um clube que tem uma receita milionária. Nossa
solidariedade para com as famílias dos atletas e nosso mais profundo repúdio a
diretoria venal do Flamengo que trata seus jogadores de base desta forma
absurda e relega as instalações que estes treinam sem investimento e segurança!
Como amantes do futebol denunciamos mais esse crime em nome do lucro no esporte
em detrimento a vida dos atletas e jogadores!
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
EM PLENA GREVE PETROLEIRA BOLSONARO “TORRA” QUASE 10% DAS AÇÕES DA ESTATAL: AMPLIAR O MOVIMENTO PARA O CONJUNTO DA CLASSE OPERÁRIA!
O governo neofascista de Bolsonaro “torrou” 9,6% de ações ordinárias da Petrobrás (com direito a voto) por R$ 22 bilhões na bolsa do Brasil e dos Estados Unidos, na última quarta-feira (05/02). Com essa ação criminosa de meliantes que servem ao capital financeiro, a participação do Estado brasileiro na maior empresa estatal do país caiu consideravelmente, jogando por terra a mentira do estafeta Roberto Castello Branco de que este governo não quer privatizar a Petrobrás. Foi a maior oferta de ações da década no país e com a venda de seus papéis bursáteis da estatal, o valor acumulado chegou a R$ 22 bilhões e houve forte demanda de investidores estrangeiros. Em pouco mais de seis meses, um total de 13% de ações da Petrobrás, com direito a voto, em posse dos bancos públicos, foram “torradas” pela equipe econômica do rentista Paulo Guedes. No ano passado, foram vendidas 3,2% de ações ordinárias, através da Caixa Econômica Federal. Somente a Petrobrás representava mais de 40% da carteira de investimentos do BNDES. Um total de 734,2 milhões de ações ordinárias da petroleira pertencentes ao BNDES foram vendidas por R$ 30 cada. Os R$ 22,026 bilhões arrecadados serão transferidos ao setor do capital financeiro, através de pagamento de juros e da amortização da dívida pública federal. Além da venda das ações, o governo neofascista acelera a privatização das empresas controladas pela estatal e a venda de campos de petróleo e gás, além das refinarias, e ainda está desativando a fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S/A (ANSA/Fafen-PR), a única fábrica de fertilizantes do País que opera com “resíduo asfáltico”. Em greve nacional desde o último sábado (01/02) os trabalhadores da Petrobras têm somado corajosas forças para resistir à política de desmonte da estatal, porém esbarram na política das direções sindicais reformistas que se recusam a fazer um chamado mais amplo de solidariedade ativa ao movimento, ou seja a convocação de uma grande greve geral de toda a classe trabalhadora. Por outro lado o governo atua rapidamente para quebrar a greve, através do Tribunal Superior do Trabalho, bloqueando as contas de sindicatos e ainda permitindo a contratação temporária no sentido de enfraquecer o movimento nacional paredista. O momento delicado impõe uma única tarefa política para a esquerda classista e o ativismo combativo: Para vencer e derrotar o neofascismo, somos todos petroleiros!
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
PRIMÁRIAS EM IOWA: SANDERS VENCEU APÓS O “IMBRÓGLIO” DEMOCRATA E SE TORNA ÍCONE DA ESQUERDA REVISIONISTA
Após mais de 48horas sem um resultado definido, as eleições primárias em Iowa do Partido Democrata para indicação de seu candidato a presidente chegaram ao seu final, mas o “imbróglio” ficará na história norte-americana como prova da fraude de sua “democracia universal”. Os pré-candidatos democratas Pete Buttigieg, (conservador) e Bernie Sanders (“socialista democrático”) ficaram empatados nas prévias com quase 27% para cada um. A senadora “progressista” Elizabeth Warren está em terceiro com 18,2%, e o ex-vice-presidente de Obama, Joe Biden, anteriormente anunciado como favorito em quarto 15,8%. O processo de cáucus (assembleias) de Iowa se viu ofuscado por supostas “falhas técnicas” que causaram uma demora vexaminosa na apresentação dos resultados finais por parte da direção do Partido Democrata. O grande derrotado em Iowa, Joe Binden, de 77 anos (somente um ano mais novo do que Sanders) reconheceu que seu fraco desempenho em Iowa foi um "golpe no fígado", o deixando praticamente fora da disputa pela indicação partidária. Pete Buttigieg, um conservador reacionário de 38 anos, foi prefeito da pequena cidade de South Bend, no estado de Indiana, ex-militar onde serviu no Afeganistão é também declaradamente gay defendendo maior intervenção do imperialismo ianque no mundo inteiro. Com a obtenção deste resultado, Buttigieg deverá ser a aposta da cúpula Democrata para tentar derrotar a ala esquerda representada por Sanders na corrida interna do partido. Por sua vez, o Social Democrata Sanders se consolidou como uma “alternativa concreta” para a disputa da Casa Branca em novembro, onde o neofascista Trump caminha para sua reeleição, após ter sobrevivido ao impeachment. O “lendário” senador de Vermont em uma entrevista ao site “Democracy Now” afirmou que: “Ser socialista democrático significa defender que o acesso à saúde seja um direito, que os jovens possam estudar em universidades sem se endividar, que grandes empresas não sejam autorizadas a destruir o ambiente e que o governo não seja dominado por grandes interesses econômicos”. Sanders diz se inspirar em países da Escandinávia e a forma como “criaram sistemas de saúde e educação gratuitos, com extensas redes de proteção social”, sua postura programática o coloca no campo da social-democracia europeia, como ele mesmo costumava se alinhar na liderança de Mitterrand e Felipe Gonzalez. Porém quando se trata de defender os interesses imperialistas dos EUA, Sanders não se faz de rogado e aceita a disciplina do seu partido, uma das duas alas do capital financeiro internacional (outra ala é o Partido Republicano). Bernie segue integralmente o Pentágono na intervenção contra países imperializados, defende o bloqueio a Cuba, a ocupação do Afeganistão e a sabotagem criminosa a Venezuela. Como ele mesmo explica: “Nosso país é uma liderança mundial baseada em seus princípios democráticos”, faltou Sanders dizer que os tais “princípios” levam a fome e miséria a milhões de seres humanos no planeta. Mas se as posições de Sanders, na apologia do “capitalismo gentil” e do “imperialismo humanitário”, não são surpresa alguma (“filme” já visto na gestão de Obama), a defesa do senador feita pela esquerda revisionista do trotskismo causa repugnância. Correntes internacionais como o CMI, CIO, SU etc... e no Brasil PCO, Resistência (PSOL), O Trabalho (PT), embarcaram de malas e bagagens na campanha eleitoral de Sanders, legitimando o Partido Democrata imperialista que patrocinou a tentativa de invasão militar a Cuba e os golpes militares em toda a América Latina. A degeneração ideológica dessas tendências revisionistas parece não ter limites, agora anulando o combate Leninista a todas as alas do imperialismo, ingressaram na fase da defesa do “imperialismo democrático” versus o “imperialismo trumpista”...
A “REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO” E O EMBUSTE DA ESQUERDA REVISIONISTA ACERCA DAS “REVOLUÇÕES DEMOCRÁTICAS” (GUERRA HÍBRIDA) ORQUESTRADAS PELO IMPERIALISMO EM NOSSOS DIAS
Neste mês celebramos a “Revolução de Fevereiro” na Rússia
como parte do caminho para a vitória Bolchevique em Outubro de 1917. O resgate
do legado teórico e político como parte das lições do processo revolucionário é
de fundamental importância em nossos dias e não apenas um “exercício” de estudo
acadêmico como gostam as cátedras “marxistas” desvinculadas da luta de classes
hoje. Nesse aspecto destaca-se o método leninista de análise da luta de classes
e de construção do partido como instrumento de ação política para a
transformação revolucionária da sociedade. Não por acaso em pleno século XXI os
charlatães do Marxismo tentam “vender” o conceito de uma suposta revolução como
sendo levantes “democráticos” organizados pelo imperialismo contra “ditaduras”
nacionalistas, como vimos recentemente na mal chamada “Primavera Árabe”. O foco
prioritário do imperialismo ianque para assegurar sua abalada hegemonia mundial
é a desestabilização interna de todos os governos burgueses nacionalistas que
lhe façam algum tipo de resistência, por mais tênue que esta “oposição” seja
declarada. Foi o que ocorreu com a destruição da Líbia sob o regime do coronel
Kadafi (a farsa da Primavera Árabe), e agora reduzida a barbárie tribal
neoliberal. Com a China pretendem seguir o mesmo roteiro, impulsionando uma
“Guerra Híbrida” contra o governo restauracionista do Partido Comunista Chinês.
Os atuais protestos em Hong Kong são a expressão concreta desta guerra híbrida
que ganharam a projeção da mídia corporativa mundial. Estas “manifestações
democráticas” começaram quando um projeto de uma lei de
extradição com a China continental foi apresentado, a região não tem
procedimento estabelecido de extradição com Pequim, apesar de possuir com
países como EUA e Reino Unido. É esta polêmica que desejamos travar aqui a
partir dos debates políticos pautados no interior do Partido Bolchevique na
Rússia de 1917 e seus reflexos na política revolucionária. Os fatores
históricos e sociais que fizeram possível a Revolução de Fevereiro de 1917,
prólogo da Revolução de Outubro dirigida pelo Partido Bolchevique oito meses
mais tarde, têm suas raízes fincadas nas profundas contradições da Rússia
czarista, um típico país camponês que se incorporou à cadeia da economia
capitalista mundial somente no final do século XIX, quando os países
capitalistas mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte já haviam
ingressado na fase imperialista. O desenvolvimento capitalista da Rússia foi
favorecido por investimentos de capitais originários da França, Inglaterra e
Alemanha, que afluíram massivamente ao império dos czares entre 1880 e 1900,
possibilitando uma rápida transformação na economia e na sociedade russa.
Entretanto, o vigoroso desenvolvimento industrial que concentrou grandes
fábricas nos principais centros urbanos, se fez de tal forma que as mais
avançadas estruturas e técnicas do capitalismo coexistiam e completavam-se com
o atraso econômico no campo, onde ainda imperavam relações semifeudais (a
servidão feudal só foi abolida em 1861) e a concentração de terras nas mãos de
um punhado de latifundiários. Dessa forma, manifestavam-se na Rússia todas as
contradições características dos países capitalistas de desenvolvimento
desigual e combinado. No início do século XX a Rússia possuía a maior população
da Europa, 174 milhões de habitantes. Destes, cerca de 80% ainda viviam no
campo. A maior parte das terras estava em mãos de uma minoria de 30.000
latifundiários, enquanto milhões de camponeses pobres viviam miseravelmente em
pequenas propriedades e outros tantos não possuíam nenhuma terra, vendo-se
obrigados a trabalhar como operários agrícolas nas terras dos latifundiários.
Esta situação condenava os camponeses à pobreza, à miséria e à fome, conduzindo
à revoltas periódicas que eram violentamente reprimidas pela autocracia
czarista.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
SÍRIA E TURQUIA ESTÃO PRÓXIMOS A UMA GUERRA NA PROVÍNCIA DE IDLIB: OS MARXISTAS LENINISTAS ESTÃO NO CAMPO DE ASSAD CONTRA OS REACIONÁRIOS ERDOGAN E TRUMP!
A província de Idlib, na Síria ainda é amplamente ocupada
pelos jihadistas do Estado Islâmico, onde a Turquia (OTAN) administra as
provocações militares contra o regime nacionalista burguês, operado
principalmente pela via HTS, um ramo da Al Qaeda na região da guerra
civil. O acordo de “Astana” assinado
entre a Turquia e a Rússia, em setembro de 2018, previa um cessar-fogo na
província, a criação de zonas de separação e a reabertura da rodovia M4 entre a
costa e Aleppo, bem como a rodovia M5 entre Damasco e Alepo. Este cessar-fogo excluiu
explicitamente os jihadistas do EI e as estradas nunca foram reabertas ao
tráfego civil. Ao mesmo tempo, várias
áreas de separação foram quebradas. Os postos
de observação turcos que tinham que “assistir” ao cessar-fogo eram na verdade
centros de inteligência e suprimentos para jihadistas. A campanha de ataques aéreos da Rússia e da
Síria impediu os jihadistas de lançar ataques maiores contra o governo de
Bashar Al Assad. Há seis dias atrás, depois que o exército sírio libertou
Maarat Al-Numan, atravessou a rodovia M5 ao norte e ao sul da cidade em um
movimento de pinça, os jihadistas que mantinham a cidade fugiram para o oeste,
em direção a Kafranabel e Al Barah nas únicas estradas que restavam. A cidade
caiu sem luta. As hordas reacionárias jihadistas estavam em uma posição difícil
e, com eles, o exército turco de Erdogan, cercado por forças do exército
regular sírio, porém a Turquia construiu um novo "ponto de
observação" fortemente defendido ao sul de Saraqib com a intenção de
bloquear o movimento sírio em direção à cidade. O Pentágono com suporte da OTAN
convenceu a Turquia a agir em Idlib sem
o acordo das tropas russas. O general Tod Wolters, do comando militar dos
Estados Unidos na Europa e chefe da OTAN visitou Ankara em 30 de janeiro para
manter conversações centradas na Síria. As conversas de Wolters com o ministro da Defesa Hulusi Akar e o chefe
de gabinete Yasar Guler do governo Erdogan foram referentes às operações no
Eufrates Ocidental e Oriental, onde a presença militar do imperialismo ianque
está concentrada. Em declarações à mídia corporativa no final de janeiro,
Erdogan atacou diretamente Putin pela primeira vez: “Infelizmente, a Rússia não
foi fiel aos acordos de Astana e Sochi. Ou [...] parem de bombardear Idlib ou
estamos perdendo a paciência e faremos o
que for necessário a partir de agora". Esta mudança de posição turca é
produto de todo um realinhamento militar operado pela Casa Branca para preparar
as bases de uma nova ofensiva contra a Síria, Irã e o Hezbolah no Líbano.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
PT COMPLETA 40 ANOS: O PARTIDO TRANSITOU DOS SINDICATOS PARA
GESTOR ESTATAL DA CONCILIAÇÃO COM A BURGUESIA, PAVIMENTANDO O CAMINHO PARA
ATUAL OFENSIVA NEOFASCISTA
O PT completa 40 anos de existência política quase ao mesmo
tempo em que sua principal liderança política, Lula, foi solto da prisão da
Lava Jato, a gênese de todo o processo golpista que desembocou no atual governo
neofascista de Bolsonaro. Os Marxistas Revolucionários analisaram as causas
dessa realidade, que agrega uma brutal ofensiva burguesa contra as conquistas
sociais e democráticas do proletariado brasileiro. Este governo “improvável” da
extrema direita não aconteceu simplesmente de um “acidente eleitoral”, foi
sendo gestado ao longo de uma década atrás, justamente o período histórico da
vigência dos governos petistas (4) de conciliação de classes. As seguidas
gestões da Frente Popular à cabeça do governo nacional amorteceram a luta de
classes ao ponto de abrir o caminho para a atual ofensiva fascista em curso no
país. Mesmo o PT gerenciando o Estado burguês por 13 anos em favor das grandes
corporações capitalistas foi alvo de um golpe parlamentar em 2016 e não
conseguiu ser admitido no promíscuo clube dos partidos tradicionais da ordem
institucional. Seus dirigentes mais destacados foram “caçados” como “marginais
e bandidos perigosos”, apresentados cinicamente pela grande mídia corporativa
como os responsáveis pelo “maior escândalo de corrupção da história do país”.
Práticas absolutamente ordinárias e seculares na relação entre partidos
burgueses e grandes empresas, as comissões ou chamadas de “propinas” pelos
midiotas, que foram também corriqueiras nos governos de colaboração de classes
do PT, foram vendidas como o “maior delito nacional da história republicana”,
deixando o partido na completa defensividade política! Pouco adiantou Lula
repetir a exaustão que é um liberal e nunca foi socialista, que seu governo
beneficiou “pobres e ricos”, de votar em vários golpistas nas eleições de 2018,
fazer aliança com esses mesmos canalhas recentemente no Parlamento... a direita
burguesa não lhe deu ouvido, encarcerou o maior líder do PT e entronou no
Planalto o fascista Bolsonaro, tendo o Juiz que ordenou a prisão de Lula,
Sérgio Moro, como o verdadeiro “fiador”, o homem forte da nova gerência estatal
burguesa junto ao imperialismo. Esse paradoxo que perpassa a “crise
existencial” do PT é um produto acumulado de suas próprias dubiedades ao longo
de sua vida política, um partido que estampa no nome a independência de classe
e ao mesmo tempo desde sua origem rejeita categoricamente os desafios
programáticos do proletariado, como o marxismo e o socialismo revolucionário.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
GREVE NACIONAL DOS PETROLEIROS: APOIAR O MOVIMENTO DEVE SER A TAREFA CENTRAL DA ESQUERDA PARA DERROTAR OS NEOFASCISTAS DO PLANALTO
Os petroleiros iniciam uma greve nacional na manhã do último
sábado (01/02) contra o fechamento e as demissões na Fábrica de Fertilizantes
Nitrogenados da Petrobrás no Paraná (Fafen) e a privatização da maior empresa
estatal do Brasil. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada
à CUT, a categoria pede “o estabelecimento imediato de um processo de
negociação com a Petrobras”, e reivindica também que a empresa “cumpra de fato
o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas
unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de
trabalhadores”. Conforme informou a Federação, 12 unidades de refino não
tiveram a troca de turno, assim como em 4 terminais da Transpetro, subsidiária
da Petrobrás que também está ameaçada de privatização. Ainda na sexta-feira (31/01)
um grupo de trabalhadores ocupou a sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, em
protesto contra demissões, reivindicando que a direção da empresa volte atrás
na decisão de dispensar mais de mil trabalhadores da Fafen. O “desmonte” da
Petrobras está diretamente relacionado ao projeto neoliberal dos rentistas
encastelados no Planalto, mas que foi ainda durante o governo da Frente Popular,
alcançando um patamar de tentativa de destruição da empresa, que é um dos
principais patrimônios construídos pela economia nacional. Desde o golpe
institucional que levou Temer à Presidência da República, aprofundado ainda
mais pelo governo neofascista Bolsonaro e seu preposto na empresa (Roberto
Castello Branco), o imperialismo ianque tem como objetivo principal no país
tomar o controle acionário da Estatal. A famigerada Operação Lava Jato, com seu
falso discurso de “limpar a Petrobras da sujeira da corrupção petista”, não
passou de um primeiro passo para enfraquecer a Estatal, facilitando sua entrega
aos agiotas do mercado financeiro internacional. O anúncio de venda de oito
refinarias da Petrobrás, que já está em curso, fará com que o país perca o
controle sobre sua capacidade vital produtiva de combustíveis, tornando o país
em um dos maiores importadores de produtos fósseis já refinados, mesmo
possuindo uma das maiores reservas de óleo cru do planeta. Desgraçadamente a
FUP/FNP e CUT apesar do apoio a greve nacional, não conseguem ultrapassar os
estreitos limites da luta economicista, dispersando uma oportunidade única de
generalizar o movimento, através da ampliação política de sua pauta, convocado
uma greve geral no país para derrotar os neofascistas do Planalto, capachos do
reacionário governo Trump. A esquerda que se reivindica do socialismo, deveria
colocar a greve nacional petroleira como o centro político de sua ação neste
momento, convocando toda solidariedade ativa para a vitória do combativo
movimento dos petroleiros!
domingo, 2 de fevereiro de 2020
PCdoB PUBLICA EM SEU SITE:
“A VELHA CLASSE OPERÁRIA ACABOU”
“O velha classe operária acabou. As lutas típicas dos
séculos passados perderam relevância. Na era do precarizado, surgem novas
formas de produzir e distribuir riquezas. A esquerda brasileira precisa superar
a melancolia e se voltar a elas”, não essas frases não foram publicadas por
nenhum site da direita neoliberal que povoam a internet e as redes sociais. As
“conclusões teóricas” acima foram divulgadas pelo site oficial do PCdoB, o
Vermelho, sob o título: “Comuns a essência do pós-capitalismo”. O artigo do
partido que ainda se diz comunista, apesar da contrariedade de um grande setor
interno, nos brinda com a seguinte “pérola” do revisionismo marxista: “Não se
trata mais, como nos séculos passados, de estatizar as fábricas. Elas já não
são, neste século, o centro da geração de valor. Os trabalhadores deixaram de
se concentrar em grandes unidades de produção: uma parcela cada vez maior entre
eles não bate cartão, não tem chefes, sequer recebe salários”. Para os
ex-stalinistas da direção do PCdoB, que se lançaram a fundo no tal movimento
dos “Comuns”, a teoria do valor elaborada por Marx em sua programática obra “O
Capital”, não teria mais sentido algum, simplesmente porque o “centro da
geração de valor” não estaria na produção de mercadorias e sim na circulação
delas (especulação financeira) e serviços prestados pelo Uber...parece até
cômico para os Leninistas estas absurdas abstrações pós-modernas, porém para os
reformistas do PCdoB e PSOL se trata da “última palavra das ciências
sociais”... O site Vermelho nos revela mais detalhes da estratégia do seu novo
movimento político: “O Comum representa, para esta nova realidade, o que a luta
salarial significava para os trabalhadores dos séculos anteriores. Ele
materializa as ideias da igualdade e da democracia econômica”. Neste ponto pelo
menos são bastante honestos em seus objetivos, não desejam estar a frente das
lutas da classe trabalhadora por melhores salários e condições de trabalho, o
foco central do “Comuns” é o estabelecimento de uma Frente Ampla, composta por
setores que não pertençam a “velha classe operária” e sim a “moderna burguesia
progressista”. O movimento Comuns rejeita obviamente o socialismo como forma de
organização social e econômica como a via de ruptura com o modo de produção
capitalista, os reformistas aderem a uma plataforma programática que em muito
se assemelha a velha Social Democracia e suas “receitas” de suavizar a
exploração do proletariado pela burguesia, vejamos o que sustentam em lugar da
revolução socialista: “Mas há uma outra dimensão menos conhecida e igualmente
crucial para superar o capitalismo. É o Modo de Produção do Comum – ou seja,
novas formas de organizar o trabalho coletivo”...O embuste revisionista que se
pretende como uma “nova teoria da esquerda” não é tão nova assim, no século
passado Trotsky já refutava categoricamente as “novas fórmulas da velha Social
Democracia de Kautsky” que negavam a necessidade do período histórico da
transição socialista pela senda da destruição do Estado capitalista e a
instauração da Ditadura do Proletariado como uma etapa necessária em direção ao
Comunismo. Desgraçadamente para o “neo” PCdoB e seu movimento Comuns as lições
da revolução bolchevique deveriam ser abandonadas como uma inútil melancolia:
“A única condição para tanto é uma esquerda que olhe para frente, ao invés de
se voltar, melancólica, para um passado que não voltará”. (Site Vermelho/01 de
fevereiro). Não desconhecemos a realidade de cada vez mais setores da esquerda
reformista romperem qualquer vínculo com a luta de classes, fazendo apologia
das “teorias” que negam a atualidade e vigência do Marxismo, mas vindo de uma
organização que até anos atrás ostentava em seu currículo político o fato de
não ter sucumbido à defesa da democracia como valor universal, mantendo
formalmente o socialismo em seu programa partidário, representa um fenômeno de
maior gravidade. Resta ao Comitê Central do PCdoB resolver o atual conflito
interno entre suas alas “novas” e “antigas”, abandonando definitivamente a
“Foice e o Martelo”, para assumir de uma vez por todas o “Comuns” como seu novo
ideário liberal e antirrevolucionário.
sábado, 1 de fevereiro de 2020
VITÓRIA DA DIREITA: UM BREXIT PARA MANTER A CITY LONDRINA
COMO CENTRO MUNDIAL DE LAVAGEM DE DINHEIRO
Com festas nas ruas a Grã-Bretanha deixou a União Europeia
ontem, em 31 janeiro, mas não há sinais
de que os bancos e rentistas internacionais deixem a City de Londres, uma das
principais “praças” de lavagem de dinheiro em todo o mundo. Após o referendo para
deliberar sobre a permanência na UE David Cameron renunciou e foi substituído
por outro neoliberal Theresa May, quando seus esforços para aprovar um acordo
no Brexit falharam, ela foi substituída por Boris Johnson, desde o início um
entusiástico defensor da saída de do Bloco Europeu. Em junho de 2019, durante a
campanha para a liderança do Partido Conservador, o neofascista Boris Johnson
gabou-se de quanto havia feito pela City de Londres, e que nada mudaria para os
rentistas com o Brexit. Johnson renegociou um novo acordo com a UE, mas o
futuro da City fará parte das negociações sobre comércio, a realizarem-se ainda
este ano. Os bancos poderão continuar a prestar serviços durante o período de
transição, a começar em 1 de fevereiro, mas devem perder os seus "direitos
de passaporte", que lhes permitiam oferecer serviços aos clientes nos 27
países da UE. Uma solução possível é que os bancos do Reino Unido precisem
criar uma subsidiária num estado membro da UE e então, nesse país, solicitar
uma "licença de passaporte". Há alguns anos atrás, em 2016, o
jornalista italiano Roberto Saviano, que passou a maior parte de sua carreira
investigando a máfia italiana, afirmou que a Grã-Bretanha era o país mais
corrupto do mundo, com todo cabedal de dados recolhidos por ele em sua
pesquisa. Em uma recente coletiva a mídia europeia Saviano declarou: "Se
eu perguntasse qual é o lugar mais corrupto do mundo, você poderia dizer-me que
é o Afeganistão, talvez a Grécia, a Nigéria, o sul da Itália e eu vou
dizer-lhe: é o Reino Unido. Não é a burocracia, não é a polícia, não é a
política, mas o que é corrupto é o capital financeiro: 90% dos proprietários de
capital em Londres têm sua sede no exterior". Existe uma estimativa que
cerca de 100 bilhões de libras de dinheiro “sujo” (oriundo do tráfico e desvio
de impostos) eram lavados no mercado imobiliário de Londres todos os anos. Um
dos principais operadores da lavagem financeira na Grã-Bretanha é o banco HSBC,
portando a pior reputação no mercado de capitais, a empresa estava envolvida em
18 dos 25 principais escândalos de corrupção listados pelo órgão de
fiscalização Transparency International no ano passado. No país imperialista
que ainda ostenta a “monarquia real”, as instituições políticas e financeiras
estão estreitamente entrelaçadas, existem vários exemplos de ex-parlamentares e
ministros que foram trabalhar para bancos e ex-banqueiros a entrarem na
política ou em cargos influentes. Não por coincidência o Reino Unido tentou
bloquear uma proposta da UE para apertar o controle à lavagem de dinheiro, ou
seja, a oligarquia financeira londrina e seus agentes políticos neofascistas
migraram para o Brexit no sentido de ganhar mais liberdade no trato de seus
bilionários negócios mafiosos...
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