domingo, 6 de dezembro de 2015

"O CAPITÃO DO GOLPE" ERA ATÉ POUCO TEMPO O ARTICULADOR POLÍTICO DO GOVERNO DILMA. TRAIÇÃO DE TEMER OU CAPITULAÇÃO DO PT AS OLIGARQUIAS MAIS CORRUPTAS E A DIREITA DO PAÍS?


O vice Michel Temer vem sendo apontado pelo arco político governista como sendo " O capitão do golpe", na expressão do entusiasta neopededista Ciro Gomes, detentor de um naco considerável de cargos na esfera estatal. Esta análise sobre o papel de Temer na abertura do processo de impeachment vem sendo compartilhada por uma vasta parcela da blogosfera " chapa branca", reforçada pela decisão do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, pemedebista que assumia a função de sub articulador político do governo, além de ser o responsável pelo cronograma de privatização dos aeroporto brasileiros. Temer foi alçado à condição de articulador político do governo no Congresso Nacional  por indicação do próprio Lula, que pessoalmente chancelou a decisão de Dilma em retirar o petista Mercadante da condução das negociações com os partidos aliados e o parlamento. Temer e seu bando mais mafioso do PMDB (que agrupa Eduardo Cunha e outros bandidos),  refestelou-se do banquete estatal oferecido a ele pela presidente Dilma, nomeou ministros e preencheu quase todos os cargos vacantes do segundo e terceiro escalão da república. Acabada a farra das indicações Temer retornou às suas "atribuições constitucionais" no Palácio do Jaburu, aconselhando Dilma a empossar o ex-governador da Bahia Jaques Wagner como novo ministro da Casa Civil. Até então o governo comemora exultante o fechamento de um ciclo de crise, encerrada  com a prestimosa ajuda de Temer e sua quadrilha. Com uma base parlamentar "saciada" de cargos Dilma conseguiu derrotar a chamada "pauta bomba", aprovando na sequência das votações do Congresso ainda mais medidas do draconiano ajuste fiscal que retiravam direitos dos trabalhadores e aposentados, até aí a "lua de mel" entre o mercado, governo e o PMDB parecia que duraria um pouco mais. Mas o quadro da "estabilidade"  temporal começou a se deteriorar na medida em que Cunha passou a ser acossado pelo Ministério Público, Janot e sua equipe, acusado pelo presidente da Câmara de ser um instrumento do governo contra adversários, por sinal uma " tese" sem qualquer base real. Para piorar a situação o próprio Janot em parceria com ministros do STF mandaram o líder do governo no Senado para a cadeia, deixando Cunha ainda mais temeroso de uma iminente prisão diante do vendaval de denúncias contra ele. Precisando aprovar a CPMF, uma exigência dos rentistas para que o governo garanta o superávit fiscal, Dilma vacila em selar um novo acordo com o "enforcado" Cunha no Conselho de Ética da Câmara, a crise política volta a atingir temperatura máxima... Farejando o cheiro da carniça, e ainda arrotando as iguarias que o Planalto lhe presenteou, Temer resolve "liberar" seu comparsa para atacar Dilma com a ameaça do impeachment. Com o "tiro" Temer pode atingir dois alvos, se triunfar o impedimento da "chefe" o vice vira "imperador" da república ,se fracassar a rasteira (o que no momento é a variante mais provável) o rodízio do banquete público será renovado, com Dilma novamente a seus pés pedindo socorro. Esta segunda alternativa parece ser o cenário que vai se desenhando, Dilma já declarou que seu vice é "absolutamente leal", apesar de todas as evidências da trama com Cunha e os tucanos, enquanto Temer declara que ficará "neutro" cumprido sua função constitucional que "não inclui barrar o processo do impeachment" , segundo suas próprias cínicas palavras. Enquanto segue a barganha geral das frações burguesas salivando o controle do botim estatal em plena fragilidade completa da Frente Popular, o estafeta dos rentistas, Levy, afirma que o processo de impeachment não afetará os planos do "ajuste". Para a esquerda planaltina  o processo do impeachment é a oportunidade de ouro para resgatar a legitimidade de  Dilma em plena recessão econômica que seguirá impassiva segundo os interesses do mercado financeiro. Afinal o mandato de Dilma (eleita sob um estelionato político contra os trabalhadores) está sendo atacado por criminosos e deliquentes da política nacional, não importa se até ontem eram "bons companheiros". Em tempos de fraude política para todos os lados é preciso que se declare em alto e bom som: Dilma está sendo chantageada por elementos  de sua própria base de apoio, não há nada de progressista em seu mandato que tenha "detonado"  a ira das classes dominantes. Portanto estamos diante de uma guerra fratricida no campo de nossos inimigos de classe, onde o palco da "batalha" são as instituições podres do regime da democracia dos ricos. Getúlio e Jango (ambos governos nacionalistas burgueses) sofreram um golpe de estado porque contrariaram minimamente interesses do imperialismo e das oligarquias que o representavam no país, Dilma atravessa intensa turbulência justamente por servir aos amos de Wall Street e se aliar ao esgoto da política burguesa nacional. Se tanto apetece a Dilma e Lula suas relações políticas com os chacais que vivem do sangue da classe trabalhadora, agora não podem reclamar que lobos da direita "gostam de carne"!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

VITÓRIA DOS ESTUDANTES EM SÃO PAULO: RESISTÊNCIA OBRIGA ALCKMIN A "SUSPENDER" FECHAMENTO DAS ESCOLAS! MANTER AS OCUPAÇÕES ATÉ A REVOGAÇÃO DO DECRETO E O FIM DAS PERSEGUIÇÕES!


Após várias semanas de luta dos estudantes contra a (mal) chamada "reorganização das escolas" em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) suspendeu neste dia 04, sexta-feira, o decreto que previa o fechamento de 93 unidades de ensino em todo o estado. As escolas não serão mais fechadas em 2016. Sem dúvida trata-se de uma grande vitória dos estudantes, entretanto a "suspensão da reorganização escolar" pode ser uma manobra do governador fascistoide para enfraquecer o movimento de ocupação das unidades de ensino. Várias escolas vão continuar ocupadas até que a medida seja revogada pelo tucano e pretendem continuar se manifestando neste final de semana, como foi deliberado pelo Comando das Escolas Ocupadas. Não se lutou apenas pela suspensão porque Alckmin pode voltar atrás a qualquer hora. Revogar é preciso! A decisão do governador facínora foi anunciada no dia em que pesquisa Datafolha indicou que a popularidade do governador chegou ao menor índice já registrado. Alckmin saiu desmoralizado. O braço armado do Estado não conseguiu desmobilizar os estudantes secundaristas. Pelo contrário. A cada nova atrocidade cometida pela PM, mais indignação era convertida em solidariedade e manifestação como vimos nas marchas deste dia 04 que fecharam o cruzamento da AV. Paulista com a Consolação. A derrota do tucano demonstrou que só a luta direta pode barrar a investida da direita contra os direitos dos trabalhadores e da população, enfrentando nas ruas sua PM assassina! A Juventude Bolchevique se orgulha de ter participado desse movimento e enfrentado nas ruas a investida reacionária do governo tucano e sua violenta repressão. Esse é o caminho para também combater o ajuste neoliberal do governo Dilma neste momento que a frente popular usa o distracionismo do “golpe iminente” para sabotar a resistência dos trabalhadores. Publicamos a nota lançada pela Juventude Bolchevique na última semana de novembro e distribuída em várias escolas de São Paulo em apoio à resistência dos estudantes que com sua luta derrubou o Secretário de Educação e obrigou Alckmin a suspender o fechamento das escolas. Agora é manter as ocupações até a revogação do decreto e em defesa do ensino público de qualidade controlado por pais, estudantes e professores, além de exigir o fim das perseguições e processos disciplinares nas escolas!

TODO APOIO ÀS ESCOLAS OCUPADAS! CRIAR COMITÊS DE ESTUDANTES, PAIS E PROFESSORES CONTRA ATAQUES DE ALCKMIN À EDUCAÇÃO!
  
Já são mais de 90 escolas ocupadas por estudantes, pais e professores contra o fechamento por Alckmin. O governador da Opus Dei foi obrigado a recuar em suas medidas arbitrárias em algumas escolas e as reintegrações de posses via a PM foram suspensas diante da resistência em curso de ganhou a simpatia de toda a população trabalhadora. Em mais de 20 anos à frente da gerência estadual paulista, a máfia do PSDB coleciona os maiores e mais dolorosos ataques neoliberais a toda população trabalhadora no estado. A mais nova investida tucana sobre os direitos da juventude trabalhadora, seus familiares e professores, é o chamado plano de “reorganização” da rede estadual, que o bandido Geraldo Alckmin (PSDB) e seu secretário de educação Herman Voorwald, pretendem por em marcha a ferro e fogo já em 2016. Segundo a falácia do Governo do Estado de SP, a meta é dividir os alunos por idade e estrutura das capacidades cognitivas (sem nenhum tipo de amparo cientifico-pedagógico), o que leva a imposição das escolas por ciclos, ou seja, cada escola terá apenas um ciclo educacional: Fundamental I (ensino iniciais) e Fundamental II (ensino médio). Alckmin já determinou que 94 escolas fossem fechadas, o que obrigará pelo menos 311 mil alunos a mudarem de instituição, complicando imensamente a vida das famílias operárias, que serão obrigadas a se sacrificarem ainda mais para conseguirem manter seus filhos estudando. Além da juventude e suas famílias, os professores também serão profundamente atingidos pelos planos draconianos do Opus Dei tucano, visto que atuarão em instituições distantes das que trabalhavam, terão imensas dificuldades em comporem suas jornadas em ciclos de regiões diferentes, fato que segundo a APEOESP poderá levar a redução de jornada com redução salarial, se depararão com salas de aula muito mais lotadas do que as já superlotadas e etc.. Tudo isto resultará inevitavelmente em mais um profundo ataque neoliberal à educação pública já moribunda para beneficiar diretamente o grande capital parasitário, manifestação direta do atual estágio de barbárie capitalista que se perpetua em todo o globo. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT SOB O CÉU DE BRASÍLIA: O ENFORCADO QUER DECAPITAR A NÁUFRAGA. LUTAR POR UM PODER DOS TRABALHADORES!


Aberta a temporada de barganha aberta entre as frações políticas da burguesia nacional. A admissibilidade do processo de impeachment, por parte do presidente da Câmara dos Deputados foi amplamente noticiado pela mídia (da esquerda à direita) como uma "vendetta" de Eduardo Cunha para acuar o governo petista que orientou seus deputados a votarem no Conselho de Ética da Casa contra o peemedebista, porém é bem mais que isso! Até o mais ingênuo analista político sabe muito bem que Cunha está com os "dias contados", seja como presidente da Câmara ou até mesmo como parlamentar. Um ato de desespero vingativo ou de uma barganha política mais profunda para evitar sua provável prisão pelo STF? Somos levados a acreditar na segunda possibilidade, conhecendo bem a frieza de Cunha (sua alcunha em Brasília é "homem de gelo"), seria difícil supor que no mesmo dia em que Dilma consegue uma vitória maiúscula no Congresso Nacional aprovando a nova meta fiscal do orçamento de 2015 (360 a favor 115 contra), um parlamentar experiente pensaria que um processo de impeachment poderia avançar quando o quórum necessário para obter algum resultado positivo depende da aprovação de dois terços dos deputados, para só depois seguir para o Senado onde o governo tem controle quase absoluto. Em uma etapa de profunda crise política do governo do PT é óbvio que o simples anúncio da admissibilidade do impeachment cria um enorme alvorço em Brasília, é exatamente este cenário que interessa a todos os "enforcados" e "acuados" seja pela Lava Jato ou mesmo pelo STF. A oposição tucana mais lúcida (FHC e C&A) entende que sob a regência de Cunha o impeachment (sem fato novo) de Dilma vai pelo ralo do esgoto. Aécio e sua anturragem "cheirada" tentam se empolgar com a notícia do impeachment, convocando meia dúzia de coxinhas para as ruas, não conseguirão sequer repetir as marchas do início do ano. Para o governo Dilma que estava nas cordas com a prisão do patético senador Delcídio, a oportunidade é de "ouro": a presidenta já correu para a mídia se dizendo vítima de uma vingança venal por parte de um bandido que tem contas bancárias fora do país, além de ocultar seu patrimônio pessoal. No mesmo compasso demagógico, o PT para recuperar a simpatia popular orientou publicamente seus deputados a atacarem Cunha, depois que a mídia passou o dia inteiro "torcendo" para que os parlamentares petistas votassem contra o relatório do Conselho de Ética que pede a cassação do presidente da Casa. Mera tolice "para a plateia", Cunha já sabia que poderia se safar no Conselho sem contar com os votos do PT , votos que realmente precisará no plenário da Câmara para evitar a perda do mandato parlamentar. Quanto aos togados "intocáveis" do STF, manifestaram claro desconforto em relação a precipitação do quase presidiário Cunha. A esquerda "chapa branca" fala que o "golpe se aproxima", convocando o movimento de massas no resoluto apoio ao governo neoliberal petista, enquanto avança o "ajuste" no Congresso Nacional e estouram as lutas populares contra a grave crise econômica capitalista em plena espiral ascendente. A "oposição de esquerda" deve apoiar midiaticamente o processo de impeachment de olho nas próximas eleições municipais (esteve junto aos tucanos apoiando a prisão ilegal de Delcídio e os arbítrios da Lava Jato), entretanto seus parlamentares que não serão candidatos em 2016 manterão uma certa distância da reacionária iniciativa "impetista". A "sorte" do poker político das cartas de Dilma somente terá algum enlace após as Olimpíadas no Rio, até lá a temporada da "barganha geral" da burguesia com o governo está aberta. O movimento operário e popular não pode cair na cantilena reformista do "golpe iminente", muito útil para desarmar a resistência proletária ao "ajuste" orquestrado pelo capital financeiro. É necessário forjar na ação direta das massas a construção de uma alternativa de poder revolucionário dos trabalhadores, diante da bancarrota completa deste regime da democracia dos ricos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

FUZILAMENTO DE CINCO JOVENS NEGROS NO RJ: POLÍCIA É O BRAÇO ARMADO INSTITUCIONAL DA ELITE CAPITALISTA RACISTA, MAS A ESQUERDA REVISIONISTA AINDA CONSIDERA OS ASSASSINOS COMO "COMPANHEIROS DE LUTA"


Em Cuba já não existe mais o "Paredão" para eliminar os agentes sabotadores da contrarrevolução contra o Estado Operário, foi um instrumento excepcional no curso de um período revolucionário onde os EUA se utilizavam do mecanismo da guerra civil contra a economia socialista, onde fuzilamentos são admitidos após prévio julgamento por uma Corte militar e fazem parte da própria "Convenção de Genebra" (que trata de assuntos relacionados à guerras) da ONU em casos de alta traição com o país. No Brasil os fuzilamentos existem rotineiramente (não atravessamos nenhuma guerra civil) e são operados oficiosamente pelas polícias contra a população negra e pobre das periferias de grandes centros urbanos. A brutal execução sumária de cinco jovens negros no subúrbio de Costa Barros pela PM do Rio de Janeiro foi mais uma constatação de que a pena de morte existe no Brasil, além da vigência da tortura nas delegacias, sendo dirigida contra os pobres, jovens e mulheres. O Secretário de Segurança do governo Pezão (PMDB), José Mariano Beltrame, tentou desvincular a ação criminosa de uma política quotidiana da PM, como se não lembrássemos de centenas de Amarildos covardemente mortos e ainda culpabilizados pela corporação como "bandidos e marginais". Os PM's responsáveis pelo crime seguiram o "roteiro" tentado passar a versão de que os cinco jovens estariam armados e teriam atirado contra os policiais (ver vídeo), porém desta vez a farsa foi tão grotesca que a "versão oficial" não pôde ser sustentada por muito tempo. Segundo a tia de dois dos jovens assassinados (Wilton, 20, e Wesley, 25 anos), os policiais chegaram a ameaçar os parentes com fuzil. "Minha cunhada queria ver o filho dela dentro daquele carro, mas o PM botou o fuzil na cara dela e disse que ia atirar em quem se aproximasse do carro. Quando chegamos deu para ver que o Wilton e o Carlos estavam agonizando e ainda estavam vivos. Pedimos para socorrer, mas eles não deixaram", contou Érika, ressaltando que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região fica a menos de 50 metros do local e ainda era possível tentar socorrer as vítimas. Com a grande repercussão do fato na mídia internacional interessada em notícias da cidade que sediará as Olimpíadas em 2016, o governador Pezão orientou a cúpula da PM para exonerar o tenente coronel Marcos Netto, comandante do batalhão responsável pela área onde ocorreu o fuzilamento dos jovens. O Secretário de Segurança, Beltrame, em um rasgo de pura demagogia classificou o crime como "abominável", por sua vez a justiça do RJ já decretou a prisão de todos os policiais envolvidos na chacina. O que estamos assistindo com mais intensidade agora no Rio, é produto da política de "higienização social" da cidade que se prepara para receber o "maior evento" mundial dos esportes, com investimentos bilionários bancadas com financiamento estatal, grandes corporações capitalistas se preparam para lucrar bilhões de dólares com as Olimpíadas. Para o povo pobre, bem distante da " cidade maravilhosa" da zona sul , fica o "legado" da repressão policial e discriminação racial e social. Muitos "críticos" desta sinistra ação dos policiais assassinos, afirmam que não se pode generalizar o fato para o "conjunto da instituição policial", já a esquerda revisionista caracteriza que os "policiais são meros trabalhadores fardados" e que poderão até mesmo ser "companheiros na luta" por melhores salários. Nós da LBI divergimos pelo vértice desta consideração antimarxista dos revisionistas do PSTU, PSOL, OT e pequenos afins como o coletivo "Socialistas Livres" (membro da FCT e FR ao mesmo tempo...) que apoiam as greves policiais por "melhores condições de trabalho". A polícia em seu todo institucional é o braço armado dos interesses capitalistas, trata-se do monopólio estatal que a burguesia detém para exercer a violência contra o proletariado e a população oprimida. Não defendemos nenhum tipo de "reforma democrática" no aparato policial, combatemos pela sua destruição revolucionária no bojo da demolição do Estado burguês. Exigir o "fim da PM" e sua substituição por uma "polícia democrática" ou "comunitária", como advogam os revisionistas, corresponde a admitir a legitimidade histórica da repressão da burguesia sobre os trabalhadores por meios mais "civilizados". Para julgar e condenar crimes hediondos praticados contra nosso povo por agentes do Estado capitalista, é necessário a construção de Tribunais Populares, no mesmo processo histórico da organização de comitês de segurança militar do proletariado. Porém estas consignas estão diretamente relacionadas a uma nova etapa da luta de classes, onde a classe operária seja protagonista do cenário nacional da luta pelo socialismo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PELA VITÓRIA DA RESISTÊNCIA PALESTINA CONTRA O ENCLAVE TERRORISTA DE ISRAEL! POR UMA FRENTE ÚNICA DE COMBATE ANTI-IMPERIALISTA COM HEZBOLLAH E FPLP AO LADO DE ASSAD-PUTIN CONTRA O EI E SEUS ALIADOS SIONISTAS!


Acabamos de celebrar o dia internacional de solidariedade ao povo palestino neste 29 de novembro. Neste momento, várias revoltas estão em curso na Palestina contra o enclave sionista, muitos lutadores preveem em breve a chegada da Terceira Intifada Palestina. A intifada palestina é a resposta vigorosa à persistência da opressão sistemática promovida pelo enclave sionista. Desde 2014, após o descarrilamento de mais um período vazio de negociações diplomáticas, a situação na Palestina ocupada tem deteriorado, o que se evidencia pelos confrontos cada vez mais fatais. A primeira intifada, em 1987, durou seis anos com cerca de dois mil palestinos tombando resistindo. Na segunda, que eclodiu em 2000, mais de 3.300 palestinos morreram, enquanto a ocupação israelense intensificou a brutalidade, com punições coletivas e as táticas de “quebrar ossos” para a repressão. As ações dos palestinos são taxadas de “terroristas” e seus corpos são perfurados pelas “medidas de segurança” israelenses. Em outubro de 2015, segundo a organização palestina Al-Haq, 20 palestinos entre 12 e 23 anos foram mortos. O mesmo saldo devastador ocorreu agora em novembro. Para ajudar na compreensão dos motivos do “porque” a Terceira Intifada vem sendo adiada e sabotada pela OLP-Al Fatah, republicamos o artigo “A ‘PRIMAVERA ÁRABE’ CONTRA A INTIFADA PALESTINA” publicado no Blog da LBI em 19 de novembro de 2012, há três anos. Neste texto que se mantém plenamente atual analisamos o papel contrarrevolucionário da chamada “Revolução Árabe” que acabou por dividir e enfraquecer a luta do povo palestino contra o enclave sionista, ao ponto de Israel colaborar com os “rebeldes” do EI contra o governo Assad e a petromonarquia do Qatar, que também apoia os jihadistas, conseguindo cooptar uma parcela da direção do Hamas ligada a  Khaled Meshaal. Este logo no começo da ação dos “rebeldes” mercenários na Síria, abandonou Damasco e foi viver no emirado do Qatar sob os auspícios do emir Al Thani, aliado dos EUA e de Israel, patrocinador da oposição pró-imperialista contra o regime de Assad, processo que tem levado ao enfraquecimento do causa palestina.

A ‘PRIMAVERA ÁRABE’ CONTRA A INTIFADA PALESTINA 
(19 DE NOVEMBRO DE 2012)

No momento em que o enclave terrorista de Israel declara mais uma guerra contra a Palestina, bombardeando a Faixa de Gaza e assassinando dirigentes e militantes do Hamas, a LBI publica o folheto “A ‘Primavera Árabe’ contra a Intifada Palestina”. Aproveitamos a realização em Porto Alegre (RS) do Fórum Social Mundial Palestina Livre para lançar esta publicação voltada não “apenas” para expressar nossa solidariedade militante à causa palestina e a luta pela destruição do enclave sionista, mas também para abrir uma polêmica no interior da esquerda sobre a (mal) chamada “Primavera Árabe”. Esta, na verdade, trata-se hoje de uma transição ordenada e controlada pela Casa Branca que não só trocou seus gerentes desgastados no Egito e na Tunísia, mas também serviu de justificativa para uma intervenção militar contra o regime líbio dirigido por Kadaffi. Atualmente, essa realidade esta cada vez mais clara, na medida em que Israel deseja ver o fim do regime da oligarquia Assad pelas mãos dos “rebeldes” mercenários na Síria para debilitar o Hezbollah e possibilitar, em melhores condições, uma agressão junto com o imperialismo ianque ao Irã. O atual ataque de Israel à Palestina e sua resistência (Hamas), grupo que tem o apoio da Síria e do Irã, é parte desse plano macabro lastreado na ofensiva imperialista contra os regimes nacionalistas do Oriente Médio batizada de “Primavera Árabe” e está a serviço de debilitar a resistência palestina por meio da luta direta, a Intifada, contra Israel. Para os marxistas revolucionários da LBI o apoio à causa palestina está umbilicalmente ligada à luta contra a atual ofensiva imperialista na região, mais particularmente contra a Síria e o Irã. Aqueles que como o PSTU/LIT dizem que “A luta do povo palestino ganha força na medida em que avançam as revoluções no Norte da África e Oriente Médio” nada mais fazem que prover com uma cobertura “de esquerda” a política da Casa Branca, da ONU e da OTAN de debilitar seus adversários na região para melhor avançar em seus objetivos econômicos e políticos neocolonialistas. Agora, Obama busca fechar um acordo com o governo da Irmandade Muçulmana, que dirige o Egito e que foi parido da “Primavera Árabe”, para estrangular a reação palestina aos ataques genocidas de Israel.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ESTADO DE EXCEÇÃO DURANTE A COP21 NA FRANÇA: HOLLANDE ENCARCERA TREZENTOS ATIVISTAS ANTIIMPERIALISTAS AGORA CONSIDERADOS "TERRORISTAS"


Enquanto os governos sionista, turco e árabe, parceiros íntimos da diplomacia internacional francesa, protegem as bases militares do "Estado Islâmico" na Síria e Iraque, o presidente Hollande reprime violentamente uma manifestação de ativistas antiimperialistas, agora taxados de "radicais e terroristas" pelo governo. Foram quase trezentas prisões em pleno centro de Paris em uma praça chamada "República", melhor seria rebatizar de "República da elite capitalista e xenófoba". Como já tínhamos caracterizado anteriormente os atentados terroristas do "13 de Novembro" serviram como uma luva para o governo "neo-socialista" decretar "estado de emergência" suprimindo garantias democráticas elementares para as massas e impulsionando ainda mais a ofensiva xenófoba contra imigrantes e cidadãos de origem colonial. A mobilização contra a COP21, um amálgama das potências imperialistas que devastam o planeta segundo os interesses das corporações comerciais, reuniu cerca de 5000 militantes que não aceitaram a orientação das ONG's domesticadas pelo capital de suspender a marcha sobre Paris em troca de uma concentração de sapatos na Praça da República. Um gigantesco aparato de repressão se abateu contra os ativistas dos mais variados setores da esquerda anticapitalista, inclusive dirigentes do NPA e organizações trotskistas. Logo Hollande ocupou a mídia corporativa para atacar os "radicais e violentos" que estariam "desrespeitando as homenagens aos mortos" do 13N. Até o momento do fechamento desta edição dos quase trezentos ativistas detidos pelo menos 180 ficarão presos e processados sob denúncia de violar o "estado de emergência", segundo informou o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve. Entretanto o mesmo rigor da "V República" vertido contra manifestantes sociais não é encontrado quando se trata de reprimir os autores dos atentados que vitimaram 130 pessoas em Paris. Ao contrário o governo Hollande acaba de acobertar a ação de seus parceiros internacionais, patrocinadores do EI, quando a questão se relaciona a defesa das bases militares dos grupos terroristas no Oriente Médio. Há poucos dias foi descoberto que o governo sionista do chacal Bibi disponibiliza o Ziv Medical Centre, em Zefat (norte de Israel) para os jihadistas feridos do EI, um hospital que conta com um serviço especializado em traumatologia de guerra. Ainda não podemos determinar o grau exato do envolvimento direto do governo francês nas ações do EI em Paris, porém a ligação dos terroristas com os serviços de "inteligência" de Israel é notória. O certo é que Hollande prepara um enorme retrocesso do regime político francês, processo que deverá ser concluído pelo próximo governo com características fascistas. Exigimos a imediata liberdade para todos os presos políticos da COP21, convocando imediatamente uma campanha mundial de solidariedade ativa com os ativistas franceses. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CARTA ABERTA AO COMPANHEIRO VALTER POMAR (AE):
DENUNCIAR RUPTURA DE UMA GARANTIA CONSTITUCIONAL NA ONDA DA "DITADURA JURÍDICO POLICIAL" NÃO É O MESMO QUE "CHANCELAR" A CONDUTA CRIMINOSA DE DELCÍDIO *


Em um regime democrático, onde impera o chamado "Estado de Direito" até mesmo os criminosos confessos tem o direito de se valer das garantias constitucionais vigentes para se defenderem na forma ampla da lei que deve subordinar todos os processos policiais e penais que por ventura venha a ser réu qualquer cidadão. Posto esta questão que precede ao próprio entendimento jurídico da figura da imunidade parlamentar, queremos nos dirigir ao companheiro Valter Pomar (dirigente da tendência petista "Articulação de Esquerda") para afirmar que é completamente equivocado, além de muito perigoso para as parcas liberdades democráticas existentes no país, "confundir" juízo de valor sobre a conduta do senador Delcídio Amaral com legitimidade jurídica do "modus operandi" da prisão do líder do governo no Senado Federal. Este é o primeiro grave erro no texto que Valter apresentará para aprovação da direção nacional de sua tendência no próximo dia 28/11. No referido documento Pomar critica a postura da bancada petista no Senado ao votar contra a validação da prisão de Delcídio decretada por uma Turma do STF. Para o dirigente da "Articulação de Esquerda" (AE) o fato de haver uma "prova" gravada (sem a devida autorização legal e sequer periciada até o momento da prisão) evidenciando a conduta criminosa de Delcídio seria um motivo justo para que o parlamentar fosse "enquadrado" como um caso de "flagrante delito" e quebrado sua imunidade constitucional pelo STF. Lembremos que Delcídio não foi convocado imediatamente pelo ministro Teori Zavascki do STF para exercer seu direito de defesa, mas sim primeiramente encarcerado pela PF que adentrou no Senado sem autorização da presidência da Casa. Posteriormente o senador prestou depoimento a Polícia Federal, uma autarquia do Ministério da Justiça (Poder Executivo) e não do Supremo Tribunal Federal, ao qual unicamente Delcídio poderia ser submetido como parlamentar no exercício de seu mandato. Mas Valter ao se "escandalizar" com a gravação e exigir a expulsão política de Delcídio das fileiras do PT "embrulha  no mesmo pacote" o acerto de sua sumária prisão e ainda por cima se solidariza com a deliberação majoritária do Senado ao chancelar a ação do STF, vejamos em suas próprias palavras: "Por tudo isto, a bancada do PT no Senado deveria ter votado a favor de chancelar a prisão preventiva determinada pelo STF. E com muito mais motivos -- pois neste caso não está em jogo uma interpretação da Constituição, mas sim o estatuto e o código de ética do Partido --, a Comissão Executiva Nacional do PT deve abrir imediatamente um processo disciplinar contra o senador, reafirmando o caráter pessoal e anti-partidário de suas ações e sinalizando explicitamente a disposição de expulsá-lo do Partido", para arrematar sua tese da seguinte forma: "Isto posto e por isto mesmo, somos de opinião que a maioria da bancada do PT no Senado Federal errou." ("O PT deveria expulsar Delcídio Amaral?", texto do blog de Valter Pomar, 26/11/15). De cara podemos constatar que Valter utiliza como método a mixagem de questões absolutamente distintas, como o código de ética do PT e a Constituição da República ou mesmo a abertura de um processo disciplinar pela comissão executiva do partido com um mandado de prisão ao arrepio da lei vigente em nosso país. São etapas totalmente distintas sobre os fatos que cercam Delcídio que Valter trata propositalmente de (con)fundir no mesmo momento, é claro ao gosto da "opinião pública". Porém o "curioso" é que enquanto defende a abertura de um processo de expulsão do senador corrupto pelo PT, que poderá levar meses seguindo o trâmite regimental do partido, clama pela execução sumária de sua detenção sem antes sequer ter apresentado qualquer defesa. Vamos direto ao fulcro da primeira questão: é ou não constitucional a prisão de um senador em pleno gozo de sua imunidade parlamentar. Depois analisaremos os desdobramentos políticos da pratica de Delcídio, que já adiantamos não é um caso isolado no interior do PT. Esclarecemos aos leitores que um Senador da República não tem imunidade absoluta, porém segundo a nossa constituição existem tipificações e ritos processuais que devem ser seguidos, inclusive sobretudo pelo STF "maior guardião da carta magna". A Constituição da República é muito clara: “Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável.” (art. 53, § 2º, da Constituição Federal). Aprende-se nos primeiros anos da Faculdade de Direito, por mais medíocre que seja o Professor de Processo Penal, serem eles o racismo (não a injúria racial), a tortura, o tráfico ilícito de drogas, o terrorismo, os definidos como crimes hediondos, o genocídio e os praticados por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático, nos termos do art. 5º., XLII e XLIII da Constituição da República. Quais destes crimes o Senador da República praticou? A não ser que admitamos que o PT é uma organização criminosa e terrorista, como apregoa o reacionário Aécio Neves e C&A, a sumária prisão preventiva de Delcídio carece de bases legais, foi tomada por vindita da segunda Turma do STF que qualificou as asneiras gravadas (próprias mais de um imbecil do que de um astuto larápio) como a tipificação de um crime inafiançável. Registre-se que corrupção pública (recebimento de comissões em cada transação comercial do Estado) crime fartamente praticado por Delcídio e tantos outros, não se enquadra neste caso. A célere "punição exemplar" proferida pelos ministros do STF assemelha-se mais a um julgamento político do que "técnico", e isto ficou absolutamente cristalino na voz da togada Carmen Lúcia, um libelo de ódio contra a esquerda. A utilização pelo STF do método neoliberal do "common law" (empregada como regra nos EUA e Inglaterra), no qual a jurisprudência se sobrepõe a constituição operando sob a pressão da mídia corporativa é um elemento gravíssimo desta conjuntura que estamos vivendo. A hegemonia das iniciativas jurídico-policiais no cenário nacional, sempre com o timbre do antipetismo não deveriam servir de bússola para as posições do companheiro Valter Pomar. Se esta onda reacionária arrebentou na cabeça do execrado Delcídio, o senador mais tucano do PT e por isso mesmo líder do governo Dilma, amanhã poderá estourar nas costas de qualquer parlamentar petista, com o forjamento de gravações adulteradas sem autorização judicial. Na raiz desta última deliberação do STF, seguindo a orientação reacionária geral da "Lava Jato" está o processo penal do chamado "Mensalão", gênese das perseguições policiais contra as lideranças históricas do PT, as quais apesar de defendê-las jamais a isentamos de suas condutas degeneradas programaticamente. Entretanto é necessário diferenciar um julgamento de valores políticos decompostos que cabe a esquerda realizar em um ambiente próprio, da sanha midiática direitista a qual parece ter se subordinado nossas Cortes de justiça. Desgraçadamente somos forçados a declarar que Delcídio não é um "exemplar" único no PT e tampouco no arco da Frente Popular, talvez seu caso seja o mais pitoresco pela estupidez que foi revelado publicamente em "rede nacional". Se Valter Pomar quer agir com absoluto "rigor ético" deve exigir não só a expulsão do "pateta" Delcídio do PT, mas de todos os dirigentes partidários que receberam "generosas comissões" oriundas de empresas capitalistas que vendem seus produtos e serviços ao Estado burguês sob a gerência da Frente Popular, temo que não sobre ninguém.... Para se romper com esta lógica da acumulação patrimonialista, presente em todos os partidos da ordem burguesa, não basta "depurações de caráter moral", se faz necessário revolucionar o modo de produção capitalista e reconstruir o Estado sob novas bases socialistas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PRISÃO DO SENADOR DELCÍDIO: NÃO ADIANTA NADA SER PETISTA NEOLIBERAL LAVA JATO QUER "TERRA ARRASADA" CONTRA TODA A FRENTE POPULAR E ALIADOS


A prisão do senador mato-grossense Delcídio Amaral líder do governo na Casa, por determinação da famigerada operação Lava Jato, pegou de surpresa não só a cúpula do PT mas também todo o universo político brasileiro. A prisão de Delcídio teve o aval de uma Turma do STF, que acatou o pedido do Procurador Geral da República baseado em uma fita de áudio onde o senador sugere ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró (preso em Curitiba) uma rota de fuga do país. O ministro do STF relator da Lava Jato, Teori Zavascki, determinou a prisão de um membro do Congresso Nacional considerando que o parlamentar incorreu em "flagrante delito" ao comandar um esquema criminoso em pleno andamento. O plenário do Senado foi convocado imediatamente para referendar ou não a decisão do STF. A direção nacional do PT logo emitiu um pronunciamento atirando Delcídio as "feras" da Lava Jato, apesar do papel de destaque que ocupava no partido e no próprio governo Dilma. A blogosfera "chapa branca" seguiu a mesma orientação cínica do PT qualificando Delcídio de "o mais tucano dos senadores petistas". O fato é que Delcídio era o responsável no Senado de encaminhar a pauta do "ajuste" e "austeridade" coordenada pelo ministro Levyano. Homem de confiança da anturrage palaciana, fazia a dupla monetarista "cara de pau" com o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães. Delcídio pensava que servindo aos interesses do "mercado" estaria protegido da sanha da Lava Jato, até então focada nas lideranças de esquerda do PT, como o ex-ministro José Dirceu e João Vacari. Porém a prisão do agro-empresário Carlos Bumlai, agente e amigo de Lula, no dia anterior apontava que a "República do Paraná" tem como próximo passo cercar e acuar o ex-presidente operário. Não resta há menor dúvida que o conjunto do PT e seu arco de sustentação política reproduziu o velho "metiê" da cobrança de "comissões" (propinas como a mídia corporativa gosta de chamar) em cada operação comercial praticada pelo estado burguês. Entretanto caracterizamos as prisões e fustigamentos jurídicos da Lava Jato voltadas exclusivamente a eliminar do mapa nacional a influência política do PT. Não por acaso o centro estratégico da Lava Jato é exaurir a Petrobras e as empreiteiras brasileiras que estabelecem parceria com a estatal. Não somos ingênuos e denunciamos os interesses diretos das transnacionais imperialistas na quebra das reservas nacionais, "legitimadas" agora pela desmoralização midiática das estatais e de grandes empresas brasileiras. O governo Dilma é cúmplice deste processo de ofensiva neoliberal contra a economia do país e por isso também se acovarda diante da Lava Jato. Não defenderemos a inexistente "honra" de um senador que faz a apologia das privatizações e arrocho salarial dos trabalhadores, mas nem por isso deixaremos de pontuar vigorosamente o caráter reacionário e antinacional da operação Lava Jato.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CAIU A MÁSCARA NA DERRUBADA DO CAÇA RUSSO E OS EUA E TURQUIA REVELAM QUEM É SEU VERDADEIRO ALIADO: EI!


O covarde ataque ao caça das Forças Armadas da Rússia um SU-24 comandado por dois oficiais, realizado por jatos ianques F-16 da OTAN sob a bandeira turca, revela o verdadeiro caráter da ação imperialista na região localizada entre as fronteiras da Síria e o Iraque: Derrubar o regime Al Assad e proteger as operações terroristas do "Estado Islâmico" nos conflitos do Oriente Médio. O caça russo foi surpreendido em espaço aéreo sírio por jatos F-16 que dispararam mísseis ar-ar sem emitir nenhum sinal de advertência, os dois pilotos russos ejetaram após o ataque e aparentemente foram capturados e mortos por grupos armados de oposição ao governo sírio, o que comprova que sua aeronave não adentrou no território turco. Os militares russos estavam em operação contra as "forças insurgentes" de combate ao regime Assad, o que engloba um vasto arco de grupos terroristas financiados pela OTAN, desde o EI até o ELS. A sorrateira intervenção dos jatos da OTAN/Turquia contra a Rússia para proteger os "rebeldes" teve o aval direto do Pentágono, pois todos sabem que os F-16 são programados "online" para não disparar em alvos "amigos". Em reunião entre Obama e Hollande, ocorrida hoje em Washington logo após a derrubada do caça russo, o "imperador" da Casa Branca defendeu plenamente o ato assassino do governo turco, sob o cinismo da acusação de "violação do espaço aéreo" e "necessidade de defesa". Em contrapartida o presidente russo, Putin, afirmou que foi "apunhalado pelas costas" e que a ação da Turquia/OTAN geraria "graves consequências". Até o momento não há notícia de uma enérgica resposta militar da Rússia as provocações referendadas oficialmente pelo imperialismo ianque. Os grupos terroristas "sírios" de todos os matizes políticos e militares se sentiram mais fortalecidos pelo apoio aberto dos EUA, já o imperialismo europeu saiu arranhado em sua cretina cruzada midiática contra os jihadistas do EI. Nos próximos dias a "temperatura" deve subir na região do conflito, a Rússia terá que agir com vigor para esmagar os falsos "rebeldes" da OTAN, sob pena de desmoralização em sua ação de apoio à Assad. O movimento operário mundial deve prestar total solidariedade as Forças Armadas russas, covardemente atacadas pelos chacais da OTAN covardemente disfarçados na sombra do servil Erdogan. Desgraçadamente assistimos mais uma vez o silêncio da esquerda revisionista, diante de uma operação militar imperialista contra um governo nacionalista que saiu em socorro de uma nação espoliada e atacada pela OTAN. Os Morenistas e sua "grande família" estão na trincheira oposta ao dos povos oprimidos, perfilam-se na barricada do imperialismo e suas "revoluções" fabricadas pela CIA. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MACRI TRIUNFA PROMETENDO ATACAR A VENEZUELA, PORÉM MORENISTAS E ALTAMIRISTAS COMEMORAM AFIRMANDO "QUE SERÁ UM GOVERNO MAIS DÉBIL PARA APLICAR O AJUSTE"


O previsível ocorreu, o reacionário Macri (Cambiemos) triunfou no segundo turno sobre a candidatura Kirchnerista do ex-governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli. A vitória previamente anunciada de Macri, posto os resultados do primeiro turno, não aconteceu com a ampla margem de votos prognosticada pela maioria dos analistas políticos argentinos (inclusive pelo Blog da LBI), ao contrário se consolidou com uma diferença percentual muito "apertada". Mais além do controle estatal Kirchnerista sobre os mecanismos eleitorais que sem dúvida alguma teve algum peso no resultado final, a campanha da presidente Cristina contra a possibilidade de "retrocesso institucional" em caso de uma vitória de Macri influenciou muito no excepcional desempenho de Scioli no segundo turno. Porém o que "emplacou" já por duas vezes no Brasil não teve a mesma sorte no país vizinho, ou seja, o governo da esquerda burguesa apostar sua continuidade nas mãos de uma candidatura neoliberal. O discurso de Scioli contra o "ajuste macrista" não conseguiu convencer os distritos mais "rebeldes", pelo simples fato do candidato governista ter anunciado com toda pompa no primeiro turno uma dura política de austeridade e arrocho salarial. O grupo "Kirchner" seguro do ótimo resultado obtido nas eleições primárias, preferiu "abrir o jogo" e anunciar para o mercado financeiro que Scioli aplicaria o ajuste mais inflexível, esperava assim neutralizar setores da burguesia contrários a mais uma sequência de governos da "centro-esquerda" burguesa. Macri não possuía um partido nacional e apoiou-se nas próprias fissuras do Peronismo, navegando na onda reacionária que varre todo o continente. Não por coincidência as primeiras declarações do presidente eleito se voltam contra o regime Chavista da Venezuela, por sinal a oposição a Maduro acompanhou na própria capital portenha o desfecho eleitoral argentino. É evidente que não existem motivos para a esquerda comemorar a vitória do protofascista Maurício Macri, a derrota do oficialista neoliberal Scioli ocorreu pela via de um giro político à direita das massas e não por um ascenso do movimento operário. É certo que a escolha de Cristina por uma candidatura mais agradável aos rentistas favoreceu a direita. Entretanto é absolutamente equivocado, para não dizer "criminoso", considerar a eleição de Macri como um "avanço para o proletariado". Mas é nesta direção que aponta o balanço de Morenistas e Altamiristas das eleições presidenciais do último domingo. Para a organização da esquerda revisionista Convergência Socialista: "Caiu o Kirchnerismo e assumirá um governo mais débil para aplicar o ajuste", já o Partido Obrero caminha na mesma senda quando afirma:"A luta contra o macrismo e seus ajustes voltará a ter como protagonista a esquerda anticapitalista". A febre eleitoralista do revisionismo argentino faz delirar seus dirigentes que sonham em capitalizar mais votos sob a égide de um governo da direita recalcitrante, uma estúpida ilusão que em breve logo se dissipará. Em uma etapa histórica hegemônica da ofensiva imperialista, o movimento operário e popular deve se organizar para combater o fascismo com seus próprios métodos de luta, sem confiar em nenhuma variante política capitalista, seja no formato "progressista" ou "conservador".

domingo, 22 de novembro de 2015

ATO EM SÃO PAULO DE SOLIDARIEDADE À SÍRIA DENUNCIA AMEAÇA DE INTERVENÇÃO DA OTAN APÓS OS ATENTADOS DE PARIS


Ocorreu neste sábado (21.11) um importante ato internacionalista de solidariedade ao povo sírio na Avenida Paulista, em frente ao consulado do país em São Paulo. O ato foi convocado pela Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria e contou com a presença de aproximadamente 150 pessoas, a maioria ativistas árabes independentes que denunciaram firmemente as agressões imperialista-sionista em todo o Médio Oriente, contando com o apoio militante criminoso das petromonarquias do Golfo. A representação do consulado sírio também esteve presente, denunciando o processo de destruição do país desde 2011, que vem resultando numa histórica crise humanitária de refugiados, desmascarando por completo o mito da tal “Revolução Árabe”, defendida vergonhosamente por correntes corrompidas no interior da esquerda como os patifes morenistas da LIT- PSTU e seus colaterais reformistas degenerados LER-MRT, muito bem denunciados por nossa corrente desde o início dos levantes golpistas no Oriente Médio e Norte da África. A militância da LBI (que junto com militantes do PCB e PC do B, foram as únicas correntes de esquerda no ato) participou ativamente da atividade através de uma ampla panfletagem e intervenção defendendo a frente única com Assad e Putin para esmagar a contrarrevolução mercenária e os ataques diretos do imperialismo, visando destruir toda a infra estrutura do país árabe levando ao caos sua situação econômica e social, criando as condições para a derrubada do governo nacionalista burguês de Assad, colocando em seu lugar um dócil gerente obediente, que seja mais fiel aos interesses colonizadores do ocidente e fortaleça as posições do fascismo sionista de Israel na região. A ausência de correntes revisionistas que hoje se dizem "defensoras da Síria" como o PCO mas que até ontem apresentaram os "rebeldes" como combatentes da revolução árabe demonstra seu alinhamento com estes grupos terroristas contra o governo Assad. Vítima de um verdadeiro genocídio colonizador levado adiante por todas as potências capitalistas mundiais lideradas pelos EUA desde 2011, quando se inicia a reacionária “Primavera Árabe”, que tinha (e tem) como finalidade a política de “regime change”  e a “full espectro dominance”, primeiro a Líbia de Kadaffi e depois a Síria passaram por um período extremamente difícil em sua história, correndo um risco de completa desagregação como ocorreu com a Líbia e Iraque, países completamente destruídos pelas guerras fratricidas neocoloniais imperialista, reflexo direto da putrefação do capitalismo mundial que só tem a oferecer guerra e destruição à humanidade, ou seja, a barbárie permanente. A realização do ato apesar de seu caráter de vanguarda foi uma imensa vitória, visto que abre a possibilidade da rearticulação de comitês aintiimperialista e de frente única no país, que intensifique suas atividades de agitação e denúncia, fazendo um contra peso às manipulações da imprensa criminosa da burguesia, levando aos trabalhadores e à juventude a necessidade de fortalecer sua resistência frente ao recrudescimento dos ataques imperialistas a todos os oprimidos e explorados do globo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

LEIA A EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 302


EDITORIAL        
Uma nova lição para a classe operária mundial

PRIMEIRA HORA DA NOTÍCIA
Mídia fala em mais de cem mortos e ainda não mostrou nem dez cadáveres, porém Hollande já mandou fechar as fronteiras contra os imigrantes

EI ASSUME ATAQUES TERRORISTAS
Uma “boa” justificativa para a ação da OTAN na Síria e em todo Oriente Médio. Não ao Estado de Exceção decretado por Hollande!

ATAQUES AÉREOS DA FRANÇA AO EI SÃO PURA FARSA
Hollande, a dinastia Saud e BiBi é quem fornecem as armas aos “neoterroristas”

G-20: IMPERIALISMO PREPARA AÇÃO MILITAR DA OTAN NA SÍRIA SOB O PRETEXTO DE COMBATER O EI...
Em nome de uma “transição acordada” Putin começa a ceder e sinaliza acordo para demover Assad

REVISIONISTAS QUE HOJE CONDENAM OS “BÁRBAROS E REACIONÁRIOS FUNDAMENTALISTAS”
Ontem os qualificavam de “bravos rebeldes da Primavera Árabe”

MAIS SANDICES DO PCO
“Assumir a luta do EI com outro objetivo”?

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

MANUTENÇÃO DOS VETOS PRESIDENCIAIS: CALHORDAS DE "ESQUERDA" DA FRENTE POPULAR COMEMORAM A VITÓRIA DO ARROCHO SALARIAL CONTRA TRABALHADORES E APOSENTADOS 


Os calhordas de "esquerda" da Frente Popular (PT, PCdoB, PCO etc..) parecem não ter limites para o cinismo quando a questão é a defesa do "ajuste" neoliberal do governo Dilma/Levy. Apesar da vocalização formal de críticas à atual política econômica, na "hora do pega pra capar" a esquerda "chapa branca" mostra de que lado está na trincheira da luta de classes. Foi assim na última quarta-feira (18/11) quando o Congresso Nacional se reuniu para apreciar os vetos da presidência Dilma sobre questões como o reajuste dos trabalhadores do setor judiciário e uma nova metodologia para o aumento das aposentadorias que percebem acima de um salário mínimo. Os servidores do judiciário federal estão sem reajuste salarial linear há nove anos, e reivindicavam o índice de 53% de reposição (o que sequer repõe a inflação de quase uma década) aprovado anteriormente pelo Senado. Quanto aos aposentados , vítimas de uma sequência de covardes ataques por parte da equipe econômica palaciana, estavam exigindo a mudança no cálculo de reajuste de seus benefícios no sentido de equiparar a mesma metodologia de aumento anual do salário mínimo. Pois bem... a base aliada do governo conseguiu barrar a derrubada dos vetos presidenciais, ainda que por uma margem apertada no caso do judiciário e mais "folgada" no item das aposentadorias. O resultado do "grande triunfo" governista é desastroso para os trabalhadores em ambos os casos, os servidores da justiça ficarão sem reajuste algum por mais um ano e os aposentados amargarão anos a fio da mesma política de confisco salarial e redução gradual de suas pensões. Porém nas hostes da Frente Popular a manutenção da criminosa política de arrocho salarial foi comemorada como uma "conquista da Copa", afirmaram se tratar de mais uma vitória "contra o golpe" e de estabilização política do governo Dilma. O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, amigo íntimo do bandido Cunha chegou ao cúmulo do cinismo: "Foram vitórias para o país. Acho que fizemos o melhor. A Câmara atendeu ao apelo do governo, principalmente do ministro da Fazenda. A Câmara deu uma demonstração grandiosa do seu compromisso com o país". Mas não pensem que os mais "autênticos" tiveram posição distinta, o PCdoB e o PCO que só falam na iminência do golpe de Estado, um truque barato para desviar a atenção do movimento de massas, comemoraram da seguinte maneira: "A avaliação do deputado José Guimarães foi precisa. A aprovação dos vetos da presidenta Dilma Rousseff raspou a trave, para usar a linguagem do futebol. Mesmo assim o resultado foi comemorado como essencial para manter o ajuste nas contas do governo." Não há sombra de dúvidas acerca de quem está realmente a serviço dos rentistas, que clamam por redução dos gastos do governo com salários e direitos trabalhistas, tudo para engordar a conta no pagamento dos juros da dívida pública. A esquerda revisionista no entanto segue cretinamente negando que apoia o "ajuste", convocando o movimento operário a "lutar contra Cunha e os golpistas", enquanto avaliza a face mais cruel da austeridade, ou seja, o arrocho no salário de aposentados e trabalhadores estatais. Desviar o foco da luta dos trabalhadores em direção ao espantalho de Cunha e golpistas imaginários não é propriamente uma novidade para os reformistas, a "surpresa" é que correntes que se reivindicam "classistas" embarquem neste engodo com todo entusiamo... Talvez os "argumentos financeiros" da cooptação estatal sejam bem mais "generosos" do que a política econômica do governo para os trabalhadores...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ATAQUES AÉREOS DA FRANÇA AO EI SÃO PURA FARSA: HOLLANDE, A DINASTIA SAUD E BIBI É QUEM FORNECEM AS ARMAS AOS "NEOTERRORISTAS"


O anúncio de uma rápida e enérgica resposta militar do governo francês contra os terroristas do EI, através de bombardeios aéreos na Síria, não passa de pura farsa. O anúncio feito por Hollande de "uma guerra implacável ao terror" pode ser traduzida na realidade como uma guerra xenófoba contra imigrantes e a população francesa de ascendência árabe. Também deve ser entendido como um profundo ataque às liberdades democráticas de todos os trabalhadores da França e Europa. Nesta direção reacionária estão em "união nacional socialistas e fascistas", do PS a Frente Nacional de Le Pen, passando pelo direitista Sarkozy. Quanto a questão do "combate ao EI", este é um ponto de bastante complexidade que com toda a certeza envolve a "lua de mel" vivida nos últimos quatro anos entre a França e a corrompida dinastia Saud, da Arábia Saudita. Com o cerco comercial estabelecido pelo imperialismo contra a Rússia, o governo Hollande tratou de celebrar uma nova aliança diplomática e econômica que assegurasse um vasto fornecimento de gás e petróleo barato para a França. Em troca Hollande se alinhou com a posição de Ryad contra o acordo nuclear "EUA-IRÃ", sob os auspícios do Estado sionista, o triângulo estava formado para se contrapor a Casa Branca, tendo como base comum anterior a própria guerra civil na Líbia e Síria. Para aqueles que não sabem ou fazem questão de "esquecer" o EI teve seu "debut" militar combatendo o regime do coronel Kadaffi, para depois se estabelecer entre o Irã e a Síria, como um "califado sunita abençoado por Alá" e financiado pelos saudistas. Acontece que nem Arábia ou Israel poderiam fornecer o armamento pesado ao EI, pelo fato de ambos serem dependentes bélicos dos EUA, que não aprovou a movimentação terrorista em território iraquiano (sua área de influência direta). O EI até passou a controlar poços de petróleo nos territórios ocupados, no vácuo da guerra civil síria e a devastação do Iraque, passando a desviar óleo cru para Israel que não produz uma única gota. Porém o impasse das armas para formar um exército profissional continuava para o EI, foi então que Ryad "destravou" a questão firmando um acordo de cooperação militar com a França. Neste pacto entre Hollande e os Saud, que envolve bilhões de euros, a França só não poderá entregar aviões e tanques para a Arábia, itens militares exclusivos para indústria bélica dos EUA, entretanto helicópteros, foguetes terra/ar, fuzis de grosso calibre e até radares antimísseis já foram comercializados. Neste "namoro" entre o Eliseu e Ryad, a Arábia passou a ser o terceiro maior país a investir economicamente na França, ao mesmo tempo em que os Saud praticam o "ménage a trois" com a participação de Israel para atacar o Irã e a Síria, considerado hoje o "eixo do mal" por sunitas e sionistas. Neste complexo tabuleiro político e militar existem ainda os atores coadjuvantes, como a Turquia e o Qatar, ambos bem unidos no desejo de aniquilar o regime nacionalista dos Aiatolás e Assad. Se existe alguma intenção real das tropas francesas em atacar o EI, seria na única possibilidade de uma invasão por terra, para desmembrar o território sírio, criando assim um protetorado da OTAN. Este cenário está sendo analisado pelas potências imperialistas e depende de um certo aval do governo Putin, no sentido de uma lenta transição sem Assad no poder. Enquanto não se delineia uma posição comum do imperialismo, o EI seguirá no seu papel de debilitar militarmente o regime sírio e promover ataques terroristas espetaculares no cenário mundial, no sentido da autopromoção, para esta missão não contará com resistência alguma de Israel, Arábia e até mesmo da França, provedora de seu armamento pesado. O resto não passa de demagogia barata da mídia "murdochiana" e dos governos imperialistas, que "cultivaram escorpiões" e agora não podem se queixar de suas picadas. Para o povo francês fica a amarga sensação de que o EI promoveu um show de horror no Bataclan, onde o "promoter" de "la fet" era o presidente Francois Hollande.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

G-20: IMPERIALISMO PREPARA AÇÃO MILITAR DA OTAN NA SÍRIA SOB O PRETEXTO DE COMBATER O EI... EM NOME DE UMA “TRANSIÇÃO ACORDADA” PUTIN COMEÇA A CEDER E SINALIZA ACORDO PARA DEMOVER ASSAD


A reunião do G-20 que ocorreu na Turquia logo após os atentados terroristas a Paris teve como saldo os preparativos para uma ação militar da OTAN contra a Síria tendo como pretexto o combate ao EI, tanto que Obama declarou “Acredito que nossa resposta ao terrorismo internacional vai se concretizar de maneira muito forte, muito dura, nesta cúpula do G20”. O encontro contou com a participação de Obama e de Putin, que discutiram justamente como fica a situação do governo de Bashar Al-Assad em meio a ofensiva militar que está sendo preparada pelas potências ocidentais. No sábado, na reunião de Viena, se estabeleceu a necessidade de um “calendário concreto”, que prevê a formação de um governo de transição em seis meses e a organização de eleições em dezoito meses, com o imperialismo exigindo a renúncia de Assad e a Rússia ainda sendo contrária. Pelas informações preliminares divulgadas inclusive pela imprensa russa sobre a reunião do G-20 ocorrida no domingo (15.11) “O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Barack Obama, concordaram sobre a necessidade de um cessar-fogo na Síria, bem como de negociações intermediadas pelas Nações Unidas entre as partes em conflito” (Sputnik, 15.11). Pelas medidas tomadas por Francois Hollande depois de declarar que “a França está em guerra”, aviões já começaram a reforçar os ataques aéreos ao território sírio e a repressão aos imigrantes. Grupos fascistas e neonazistas no interior da França já atacaram e incendiaram campos de refugiados no lastro desta ofensiva reacionária. A reunião do G-20 deliberou por redobrar os controles nas fronteiras e nos aeroportos em uma clara repressão aos refugiados das guerras e conflitos provocados pelo imperialismo no Oriente Médio e Norte da África. Esta escada de cunho fascistizante tem o apoio dos EUA e dos membros da OTAN inclusive a própria Turquia, cujo governo é denunciado por colaborar com o EI no atentado contra a marcha convocada pela esquerda e em apoio aos curdos que deixou mais de 100 mortos. Na frente militar, os EUA anunciaram que trabalham com a França para “aumentar a intensidade dos ataques aéreos” contra o EI, preservando sempre os grupos “rebeldes” alinhados com a Casa Branca. Por sua vez, a França já iniciou uma intensa ofensiva de bombardeios contra a cidade síria de Raqa, a autoproclamada capital dos jihadistas. Ocorre que o imperialismo ianque e europeu continuam tendo como inimigo principal o governo de Bashar Al-Assad e na reunião do G-20 ambos pressionaram para arrancar de Putin o compromisso por uma “transição política na Síria”, o que representa de fato a exigência de afastamento de Assad, não respeitando a soberania nacional e a vontade do povo sírio. Desde já denunciamos estas negociações e chamamos o governo russo a não aceitar os termos nefastos propostos por Obama. Informações da imprensa russa revelam que em nome uma "transição acordada" Putin começa a ceder e sinaliza um acordo com Obama para demover Assad da presidência sendo inclusive este ponto o objeto da conversa reservada entre os dois na cúpula do G-20. Como denunciamos anteriormente, os atentados em Paris foram uma “boa” oportunidade para a OTAN atacar a Síria, dando curso aos planos do imperialismo que se viram bloqueados pela entrada da Rússia na guerra ao lado de Assad. Como internacionalistas proletários nos postamos contra os bombardeios da França e dos EUA em território sírio que sequer foram autorizados pelo governo nacional e, muito menos, apoiamos uma ação da OTAN em nome do combate ao EI. O que fica evidente é que os atentados em Paris (que podem ter contado com a colaboração do MOSSAD) abriram caminho para o recrudescimento da ofensiva política e militar contra a Síria e os imigrantes sobre o pretexto de combater o EI, grupo terrorista “rebelde” que foi apoiado pela França e os EUA na sua luta por derrubar o governo Assad. Diante da realidade de um conflito multifacetário, a posição dos Marxistas-Revolucionários é rechaçar o bombardeio imperialista ao território da Síria, não assinando nenhum “cheque em branco” para Obama ou Hollande atacar o país sobre o pretexto de combater o EI. Ao denunciar a agressão imperialista, no campo militar os trotskistas reafirmam a frente única com Putin e o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os “rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca. Os Comunistas Proletários militam nestas trincheiras de combate com total independência política e militar das direções burguesas e nacionalistas que tendem a capitular ao imperialismo (como Putin deu sinais na reunião do G-20) para forjar uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa internacionalista!

domingo, 15 de novembro de 2015

ESQUERDA REVISIONISTA QUE HOJE CONDENA OS “BÁRBAROS E REACIONÁRIOS FUNDAMENTALISTAS” QUE ATACARAM PARIS, ONTEM OS QUALIFICAVA DE “BRAVOS REBELDES DA PRIMAVERA ÁRABE”


Quando o coronel Muamar Kadaffi, então presidente da Líbia, denunciou ao mundo o papel protagonista da Al Qaeda na contrarrevolução que levou a derrubada de seu regime político e aniquilou o país, os grupos revisionistas das mais variadas tonalidades afirmaram que se tratava de um "delírio total de um ditador fracassado". Logo depois da OTAN e seus aliados da Al Qaeda terem conseguido conquistar Tripoli, sob a bandeira de uma falsa "revolução", a organização fundamentalista financiada e armada pela CIA resolveu mudar seu nome para "Levante Árabe", a partir deste momento partiram com força militar e suporte logístico do MOSSAD para combater em outra "revolução", desta vez na Síria, contra outro inimigo histórico do gerdame sionista, o governo Assad. O núcleo central da antiga Al Qaeda iraquiana, já denominado de "Levante Árabe" decide mudar novamente de nome passando a atender pelo pomposo "Estado Islâmico". Neste período em que Assad parecia caminhar para o mesmo fim de Kadafi, todos saudaram o EI como uma genuína organização de "rebeldes" em luta contra a "ditadura sangrenta na Síria". Porém algo começa a sair do controle do imperialismo e Assad resiste a ofensiva fundamentalista que o acusava de "ateísmo socialista". O EI também não se comportava mais como a velha Al Qaeda, com qual rompe definitivamente relações em 2013. Proclamando um califado independente em uma região situada entre o Iraque e a Síria, o EI passa a atacar outros destacamentos militares de oposição armada ao regime Assad, como o Exército Livre da Síria. Passando a se proclamar como a única representação do povo sunita, o EI recebe o apoio de algumas lideranças tribais da região, o que desagradou profundamente o governo títere do Iraque e seu mantenedor os EUA. Dos simpáticos "rebeldes" da revolução árabe que "varriam com as ditaduras", o EI foi requalificado pela esquerda revisionista como "bárbaros terroristas" no exato momento em que a Casa Branca e sua mídia murdochiana passaram a satanizar seus antigos aliados. Para que nossos leitores não considerem um exagero o que afirmamos contra os oportunistas que falam em nome do Trotskismo vejam como a LER/MRT tanto considerava os "rebeldes"  da primavera árabe : "Contra aqueles que veem o regime de Assad como progressista e anti-imperialista e afirmam que não está reprimindo uma luta popular, mas defendendo-se da tentativa dos EUA e Israel de derrotá-lo, sustentamos que na Síria há em curso uma luta legítima contra um regime ditatorial que estourou em março de 2011 como parte do processo mais geral da ‘primavera árabe’.(Maio de 2013)". Para não repetirmos as mesmas considerações contra os outros agrupamentos da família revisionista (PSTU, PCO, EM, OT, CST etc..) basta lembrar que todos comemoram a queda de Kadaffi pelas mãos dos "rebeldes" como um "fato revolucionário". Entretanto diz um velho ditado chinês "quem cria escorpiões um dia acaba sendo picado", e o EI acabou saindo parcialmente do controle de Obama, mas talvez nem tanto de Netanyahu... Mesmo assim é bom destacar que poucas horas antes dos ataques a Paris o representante do governo Hollande na cúpula de Viena sobre o conflito na Síria, se negava a chancelar a atuação da Rússia contra o EI alegando que o inimigo central ainda era Assad. Com a mesma lógica do imperialismo atua o revisionismo, para estes o pior adversário não são os jihadistas e sim os regimes nacionalistas burgueses da região. Porém no calor da onda midiática contra o atentado terrorista ocorrido na "cidade luz" todos se escandalizam, quando há cerca de um mês atrás o mesmo EI atacou uma marcha de ativistas na Turquia , matando mais de cem militantes da esquerda, os supostos "trotskistas" não se dispuseram a publicar uma única linha em suas páginas eletrônicas, a única exceção mais uma vez ficou por conta da LBI! Ainda é cedo para caracterizar a dinâmica geral da conjuntura nacional francesa após os ataques da última sexta-feira, mais além da evidente e profunda inflexão direitista do regime da V República. Não sabemos ainda se Hollande sob pressão popular aceitaria romper suas relações secretas com o EI, ou seguirá determinado a eliminar Assad a qualquer preço. Quanto ao revisionismo deverá trilhar a linha do oportunismo, oscilando entre a posição oficial do imperialismo e seu "secular" ódio de classe contra os regimes nacionalistas e stalinistas.

sábado, 14 de novembro de 2015

JIHADISTAS DO EI ASSUMEM ATAQUES TERRORISTAS NA FRANÇA: UMA “BOA” JUSTIFICATIVA PARA A AÇÃO DA OTAN NA SÍRIA E EM TODO ORIENTE MÉDIO. NÃO AO ESTADO DE EXCEÇÃO DECRETADO POR HOLLANDE!



Mais uma vez as "digitais" terroristas do Estado Islâmico (EI) aparecem no cenário mundial, desta vez no coração da Europa Imperialista, os ataques na capital francesa teriam causado a morte de mais de 150 civis parisienses, em vários pontos da cidade. Chama atenção de imediato que brigadas jihadistas tenham tanta "liberdade" de ação em uma capital europeia que sofreu atentados similares em menos de um ano. O presidente Hollande convocou o Estado de Emergência, fechando as fronteiras do país em uma situação próxima a uma guerra. Antes mesmo de qualquer apuração do que estava ocorrendo, Hollande se entrincheirou no Ministério do Interior afirmando que a França estava sob ataque de grupos muçulmanos fundamentalista, conclamando a "união nacional" contra o terrorismo internacional. Quase na mesma velocidade o EI declarou ser o autor dos atentados terroristas, como a expressão de uma vingança contra a atuação da França na guerra civil síria. Mais além do intenso espetáculo midiático nacional e mundial, explorando a tragédia pessoal de centenas de vítimas civis do terrorismo jihadista ou estatal imperialista, nos parece que está em curso uma simbiose perfeita entre os interesses de uma intervenção de larga escala da OTAN na Síria e os terroristas reacionários do EI, que buscam conformar um cenário de barbárie e destruição social em todos os países da região governados por regimes nacionalistas burgueses. Não por coincidência os Estados Imperialistas que dizem combater o EI, organizando supostos bombardeios aéreos em territórios controlados pelos jihadistas, condenaram energicamente a intervenção efetiva e concreta da Rússia no enfrentamento militar ao EI na Síria. Quando o EI sabotou e derrubou um avião de turistas russos em pleno ar no Egito, matando mais de duas centenas de civis, a mídia "murdochiana" não derramou nenhuma lagrima de solidariedade ou condenação veemente contra os terroristas. Agora na França, novamente com muita liberdade, brigadas jihadistas atuam nos principais distritos urbanos da capital portando armas próprias das forças de segurança de um exército nacional. Mais uma vez os ataques terroristas devem ser utilizados pela burguesia para incrementar a xenofobia e a perseguição contra os imigrantes muçulmanos. Na ação mais letal do EI, na casa de shows Bataclan, o governo francês contabilizou mais de cem mortos metralhados pelos jihadistas. A França amanhece em clima de guerra civil onde os "inimigos" visíveis não são o EI, mas milhares de árabes e africanos (incluindo suas famílias) que vivem em território francês. A luta contra os fundamentalistas terroristas do EI, patrocinados originalmente pelo imperialismo na Líbia para derrubar Kadaffi e depois pelo Mossad na Síria, deve ser assumida pela classe operária mundial em aliança com os governos nacionalistas burgueses que estabelecem confrontos pontuais com o imperialismo. Nenhum apoio ao chamado da "união nacional" com a burguesia europeia, seja realizado pela "esquerda socialista" neoliberal ou pela direita reacionária xenófoba!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015


ENQUANTO A ESQUERDA DA FRENTE POPULAR AGITA O “FORA CUNHA” EM UMA MANOBRA DISTRACIONISTA, SUA ALA DIREITA TRABALHA PELA PERMANÊNCIA DO CORRUPTO NEOLIBERAL

Está em curso uma divisão de tarefas no interior da Frente Popular. Nada pode definir melhor a operação política montada pelo PT e o governo Dilma diante das denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, o facínora Eduardo Cunha (PMDB). Enquanto a CUT, UNE, MST e setores da esquerda petista agitam nas ruas o “Fora Cunha” promovendo atos contra o corrupto neoliberal, o Planalto e a direção nacional do PT (sob a orientação de Lula) trabalham nos bastidores e a luz do dia pela manutenção do presidente da Câmara ou, pelo menos, pela sobrevida política do peemedebista mafioso até que seu caso seja analisado pelo “Conselho de Ética”, um processo que pode se arrastar no mínimo até abril. Não tenhamos dúvidas, as duas alas da Frente Popular trabalham em harmonia apesar das divergências aparentes e têm um objetivo em comum bastante claro neste engodo armado contra a independência política do movimento de massas: prolongar a “novela Cunha” pelo máximo de tempo possível como parte de uma manobra distracionista para tirar do foco a crise do governo Dilma e o combate a seu ajuste neoliberal. De quebra, o PT e seus aliados conseguem obstruir no parlamento as iniciativas da Tucanalha em torno do impeachment da presidenta Dilma. Como se diz no popular matam-se dois coelhos em uma só cajadada! Neste “jogo de marionetes” orquestrado por Lula conseguimos vislumbrar porque a existência da Frente Popular foi e continua sendo bastante útil à burguesia, diferente do que apregoam os impressionistas do “golpe da direita”. Enquanto o Palácio do Planalto desfere seguidos ataques aos trabalhadores (manutenção do Fator Previdenciário, restrição às pensões e seguro-desemprego, arrocho salarial dos servidores federais, Lei Antiterrorismo, privatizações) as direções sindicais “chapa branca” mantêm o movimento de massas em letargia, segurando a radicalização das campanhas salariais e da luta contra o ajuste neoliberal, como vimos antes na greve nos bancários e agora na mobilização dos petroleiros. Em compensação, os chamados “movimentos sociais” controlados pelo PT e suas colaterais conseguiram um “alvo” para descomprimir a puteza de suas bases, sendo Cunha execrado em praça pública pelos apoiadores da Frente Popular, principalmente a pequena-burguesia “progressista”. Ocorre que o atual presidente da Câmara, um reacionário de carteirinha, nunca foi um adversário aberto do governo Dilma como desejam passar esses setores. Sua própria eleição para o comando da Casa teve a benção de Dilma que rifou a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT), com a base aliada do governo votando em peso no nome do PMDB. A oposição demo-tucana não apoiou Cunha formalmente, lançou Júlio Delgado (PSB). Portanto não é nenhuma surpresa que hoje o líder do PT na Câmara, Sibá Machado e o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE) deem declarações no sentido de preservar Cunha, afinal de contas ele apoiou as principais medidas neoliberais enviadas pelo governo Dilma ao Congresso, em especial as que retiraram direitos dos trabalhadores. Mas não ficou só por aí, Cunha indicou seu “pau-mandado”, Celso Pancera, para o Ministério da Ciência e Tecnologia e através da camarilha peemedebista indicou centenas de cargos no segundo e terceiro escalão do governo, todas as nomeações articuladas diretamente com as lideranças maiores da quadrilha partidária (Temer, Renan, Eunício e Sarney). Não só ao Palácio do Planalto mas estrategicamente ao conjunto da Frente Popular interessa o “carnaval fora de época” montado em torno do “Fora Cunha”. Esta bandeira distracionista amplia o arco de alianças do PT e da CUT no movimento de massas, como vimos com o lançamento da Frente Brasil Popular (FBP) e, principalmente, da Frente Povo Sem Medo (FPSM), que incorporou a essa tarefa inglória o MTST e a Intersindical, ligada a setores PSOL. Enquanto não há nenhuma mobilização contra os ataques covardes do governo Dilma aos trabalhadores, que acaba de anunciar um plano de demissões “voluntárias” para 2600 funcionários da Infraero devido à privatização dos Aeroportos no marco do pacote de concessões de toda a infraestrutura nacional, pipocam atos pelo “Fora Cunha” no país como o que a FPSM promoveu no dia 08 e a FBP promete para este dia 13. Com o seu “ídolo” Cunha acuado e, no fundo, sustentado nos bastidores pelo governo Dilma, a direita sequer consegue convocar novas marchas reacionárias “verde-amarelas”, em uma prova concreta que a divisão de tarefas no interior da Frente Popular esta dando resultados satisfatórios.