terça-feira, 25 de junho de 2019

LIBERDADE PARA PRETA FERREIRA, LULA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS! MOBILIZAR CONTRA O REGIME DE EXCEÇÃO COMANDADO POR BOLSONARO/MORO!


Uma operação do DEIC da Polícia Civil, por ordem do juiz Marco Antônio Martins Vargas, cumpriu na manhã desta segunda-feira, 24, 17 ordens de busca e apreensão e a prisão temporária de nove lideranças do movimento Sem-teto, de diversas movimentos de moradia do Centro de São Paulo. Nossa solidariedade a todos os presos, especialmente à companheira Preta Ferreira, apresentadora do Boletim Lula Livre. A acusação abritrária é de “suspeita de extorsão” mas na verdade trata-se de um ataque a organização dos sem-teto e dos trabalhadores em geral por parte do regime bonapartista de exceção, que tem nos fascistas Bolsonaro, Moro e Dória suas mais grotescas expressões. Entre os presos estão Edinalva Silva Pereira, do movimento Moradia Para Todos, Sidney Ferreira da Silva, do Movimento dos Sem Teto do Centro, Angélica dos Santos Lima, Movimento de Moradia Para Todos; e Janice "Preta" Ferreira da Silva, do Movimento dos Sem Teto do Centro. Em nota, o Comitê Lula Livre criticou o que classificou como criminalização dos movimentos sociais e lamentou a prisão de Preta Ferreira. Os movimentos Frente de Luta por Moradia (FLM), União dos Movimentos de Moradias (UMM) e Central de Movimentos Populares (CMP) divulgaram nota em repúdio às prisões. "Essas lideranças são conhecidas, têm endereço, local de atuação, era só serem convocadas para prestar depoimento. Ninguém se negou a prestar depoimento. São arbitrárias. Não tem elementos para prisão temporária" afirmou Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP). Com relação especificamente à prisão de Preta e Carmen, Bonfim disse que as acusações foram feitas por pessoas excluídas do movimento. Também afirmou que Carmen foi absolvida pela "Justiça" recentemente por uma acusação semelhante. Os denunciantes manipulados pelo governo Dória “São pessoas que infringiram as regras do movimento e por isso foram excluídas. Ela se sentiram chateadas e fizeram denúncia fizeram denúncia dizendo que a liderança cobrava taxa abusiva, não fazia prestação de contas”. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. Ao mesmo tempo, exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

MORO E DELTAN NOS EUA: AGENTES DO IMPERIALISMO IANQUE BUSCAM AUXÍLIO DA CIA PARA DESFERIR ATRAVÉS DA PF E REDE GLOBO CONTRAOFENSIVA A FIM DE MANTEREM-SE COMO PILARES DE SUSTENTAÇÃO DO GOVERNO BOLSONARO E SEU REGIME BONAPARTISTA



O mafioso Ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou que não irá a CCJ na Câmara nesta querta-feira (26) e sim aos Estados Unidos para “visitar” os “principais órgãos de segurança e inteligência do país”, ou seja, a CIA e suas colaterias. O procurador fascista Deltan Dellagnol já se encontrava na terra do “Tio Sam”. Em março, ele já havia mantido uma agenda secreta com as mesmas agências de inteligência dos EUA, voltadas a derrubar e gerar instabilidade política em governos adversários ou sair em socorro de seus aliados pelo mundo, como é o caso de Moro no Brasil. A viagem acontece desde sábado em meio ao escândalo resultante da troca de mensagens entre ele e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, divulgada pelo site The Intercept Brasil, em que, além do direcionamento de fases da operação, falam sobre a necessidade de articulação com “os americanos” para evitar deixar a Lava Jato “parada” muito tempo. Segundo o Twitter do Ministério da Justiça, na atual visita a “delegação do Ministério da Justiça participará de reuniões sobre experiências, resultados e boas práticas na área de operações integradas”. Por sua vez, a imprensa alinhada ao Planalto, como a Isto É, declarou que a Polícia Federal “planeja-se para, nas próximas semanas, tentar emitir uma contundente resposta ao que classifica de ação orquestrada perpetrada por criminosos de alto calibre”. O texto afirma “Quem acompanha as investigações assegura: se os indícios encontrados até agora se confirmarem, a PF estará bem perto mudar o rumo do rumoroso episódio que monopolizou as atenções dos brasileiros nas últimas semanas”. Em resumo, a PF, comandada por Moro, será usada para criminalizar as denúncias contra ele e sua corja fascista mafiosa. Por sua vez, o PT e a Frente Popular comemoraram entusiasticamente o acordo com o grupo Band e a Folha de São Paulo com o The Intercept Brasil para divulgar novos diálogos da VazaJato. O último revelado neste domingo (23) divulga a articulação da mafiosa “República de Curitiba” para isolar Toeri Zawaski no STF, membro do Supremo que acabou assassinado por não seguir integralmente as diretrizes determinadas pelo Departamento de Estado ianque. PT e Intercept, agora com o auxílio da parte minoritária da mídia burguesa, visam desgastar a “conta gotas” o Ministro da Justiça, acreditando em sua queda futura e no desgaste eleitoral de Bolsonaro. Em resposta Moro vai aos EUA preparar uma contraofensiva via a colaboração da CIA com a PF, o que vai recrudescer ainda mais os traços repressivos do regime Bonarpartista de exceção contra os trabalhadores, suas organizações políticas e sindicais. Longe de apostar no alinhamento político com a Frente Popular e sua política de colaboração de classes que paralisou a luta contra a reforma neoliberal da Previdência, cujo relatório será votado nesta semana ou no máximo no começo de julho, os Marxistas Revolucionários chamam a mobilizar os trabalhadores para a luta direta nas ruas pela liberdade de Lula, a prisão de Moro por nossos próprios organismos de classe e a derrota da reforma neoliberal da previdência de Bolsonaro!


domingo, 23 de junho de 2019

50 ANOS DE STONEWALL: COMBATER A HOMOFOBIA É LUTAR PARA QUE A CLASSE OPERÁRIA DIRIGA A UNIDADE DE TODOS OS GÊNEROS OPRIMIDOS E EXPLORADOS CONTRA O CAPITALISMO!


Muitas paradas do orgulho LGBT em todo o mundo são marcadas para o mês de junho e isso não é por acaso. Uma revolta de seis dias iniciada no dia 28 de junho de 1969, em Nova York (EUA), ficou conhecida como Revolta de Stonewall. Ela tem esse nome pelo local onde tudo começou: o bar gay Stonewall Inn. Este ano, a Parada Gay de São Paulo homenageia os 50 anos da revolta. O Dia Internacional do Orgulho LGBT é comemorado anualmente na mesma data. O fato se deu em um momento específico da história americana. Os movimentos negro e feminista já estavam se consolidando, mas o movimento LGBT+ ainda não se colocava de forma política como os demais. Muitos estados norte-americanos ainda tratavam como crime relacionamentos homoafetivos. Em Nova York as pessoas eram obrigadas por lei a usar roupas de acordo com seu sexo biológico e os bares não podiam vender bebidas para homossexuais. Naquela época, gays eram frequentemente internados em clínicas, submetidos a lobotomias, castrações químicas e outras formas de "cura". Na televisão, eram exibidas propagandas que alertavam para os "perigos" de se conviver com homossexuais, comparando-os sempre a pedófilos. Batidas policiais em bares gays eram frequentes, os donos e empregados iam presos e muitos dos clientes também. Mas no dia 28 de junho de 1969, quando a polícia entrou no Stonewall Inn, ao contrário das vezes anteriores, o público que lá estava decidiu resistir. Tudo foi diferente naquela noite, começando pela ação policial que, desde o início, era diferente dos ataques rotineiramente encenados no Stonewall. O bar era controlado pela máfia, que pagava propinas aos policiais para manter o negócio. Por isso, quando os policiais apareciam, eles chegavam cedo, quando o bar estava menos lotado, o que significava que a batida seria menos prejudicial às vendas. Os policiais entraram no bar e começaram a prender funcionários, dizendo que estavam vendendo bebidas alcoólicas sem licença. Vários fregueses foram levados sob custódia sob o estatuto de vestuário apropriado ao sexo biológico. O Blog da LBI aproveita o debate aberto em torno dos 50 anos de Stonewall para “refletir” algumas questões fundamentais para a luta contra a opressão. Sem o menor compromisso de parecer “simpáticos”, nós Comunistas afirmamos que não há o menor avanço progressista e de classe nestes “eventos gays” ultrabadalados pela mídia capitalista, que servem para retardar ainda mais a luta pela verdadeira emancipação humana, destituídos de qualquer conteúdo progressista de classe que se enfrente com o regime opressor da “democracia” dos ricos. Como Marxistas Revolucionários não fazemos apologia da homossexualidade, nem apontamos qualquer caráter progressista em abstrato no fato de um indivíduo ser hetero ou homossexual, lutamos sim pelo amplo direito democrático da liberdade da opção sexual e combatemos implacavelmente qualquer forma de descriminação sexual, cultural e até mesmo religiosa, apesar de nossa defesa intransigente do materialismo histórico.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

DODGE OPÕEM-SE A SUSPEIÇÃO DE MORO: GOLPISTAS VÃO MANTER LULA PRESO ATÉ BOLSONARO APROVAR REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA... CONVOCAR A LUTA DIRETA CONTRA REGIME BONAPARTISTA DE EXCEÇÃO! EXIGIMOS QUE O INTERCEPT LIBERE TODOS OS ÁUDIOS DA TRAMA CRIMINOSA DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”!


A mafiosa procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou nesta sexta-feira (21) contra pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anular ação penal do caso do triplex em Guarujá por conta da atuação do ex-juiz Sérgio Moro. Lula pediu a anulação do processo por conta da suspeição do juiz e quer que o STF lhe conceda liberdade. Os ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia já haviam votado contra o pedido, mas Gilmar Mendes tinha pedido vista. A retomada do julgamento do caso está marcada para próxima terça (25), e por isso Dodge voltou a se manifestar. Segundo ela, é preciso confirmar a autenticidade dos diálogos, além do fato de que o material foi obtido por meio ilegal. Fica evidente que os golpistas vão manter Lula preso até que Bolsonaro aprove a reforma neoliberal da previdência. Por sua vez, as conversas divulgadas servem para demonstrar mais uma vez o que os Marxistas Revolucionários sempre denunciaram: a democracia burguesa e as chamadas “instituições republicanas” são uma farsa montada para manter o poder da classe dominante. Nós da LBI fazemos um chamado público aos editores do Intercept, para alterarem imediatamente a tática do “chover no molhado”, abrindo integralmente para todos os site da esquerda comunista todo o material obtido legitimamente dos arquivos do Telegram acerca da gangue de bandidos da Lava Jato. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular! Por fim, neste momento faz-se mais que necessário ter como eixo o chamado de “Abaixo o governo Bolsonaro/Mourão e todo o regime Bonapartista”, o que passa por superar a política de colaboração de classes da CUT e do PT que visa apenas desgastar o fascista para acumular forças nas eleições municipais de 2020 tendo como objetivo central a disputa presidencial de 2022. O momento operário e popular deve rejeitar categoricamente esta orientação de conciliação com as instituições deste regime fruto do golpe parlamentar, devemos sim impulsionar o ascenso das massas que saíram as ruas com a vontade de derrotar todo o plano de ajuste neoliberal imposto pelos rentistas convocando uma nova Greve Geral, colocando a perspectiva de construção de uma nova alternativa de poder socialista e revolucionária.
15 ANOS DA MORTE DE BRIZOLA: A TRANSIÇÃO DO AUTÊNTICO NACIONALISMO BURGUÊS ANTI-IMPERIALISTA DO VELHO PTB PARA A ADESÃO AO NEOLIBERALISMO DO ATUAL PDT COMANDADO POR CIRO GOMES


No dia 21 de junho de 2004, há exatos 15 anos atrás, falecia subitamente Leonel Brizola. Como Marxistas Revolucionários somos duros críticos da trajetória do legendário Brizola, porta-voz do nacionalismo burguês no Brasil, limitado por seu próprio conteúdo de classe, mas respeitamos a sua combatividade e a denúncia de fazia da submissão do Brasil ao imperialismo e a sua maior representante política no país, as organizações Globo, tão denunciada por ele como uma máfia midiática anti-povo. Lembramos que o histórico fundador do PDT, que inicialmente apoiou o governo de Lula em 2003, havia rompido com o PT em função da opção entreguista e do arco de aliança reacionário montado para dar apoio político a Frente Popular. O velho Brizola pouco antes de morrer em 2004 travava uma dura batalha no interior do PDT para tirar completamente o partido da “base aliada”, apesar dos inúmeros arrivistas sedentos por cargos e verbas estatais do Planalto. Pessoalmente Brizola se preparava para sua candidatura à prefeitura do Rio em 2004, com uma plataforma política de oposição frontal ao governo de Lula, mas a sua vida faltou a este último e decisivo “encontro”, deixando o PDT “órfão” como mais um partido fisiológico e nas mãos de picaretas sem nenhuma história de luta, como Lupi e seus comparsas mafiosos, como Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PDT e representante das reacionárias oligarquias nortestina. O carioca Carlos Lupi foi quem se apropriou do espólio partidário do finado Leonel Brizola, que em função de sua morte súbita não preparou um herdeiro político a sua altura no PDT. Lupi, sem a menor história no trabalhismo e dotado de uma “ideologia” pragmática, vendeu o partido para a primeira oferta do governo da frente popular, com o qual o velho Brizola mantinha uma certa reserva e depois para Ciro Gomes que foi o candidato a presidente pela legenda em 2018.  Neste sentido, o atual PDT de Ciro e Lupi representa uma caricatura grotesca do que foi o velho “Brizolismo”, com toda a sua carga de incoerências e sua própria natureza de classe. O PDT hoje é uma sigla oca ultracorrompida que nada tem a ver com o velho nacionalismo burguês de Brizola e Darcy Ribeiro. Do velho nacionalismo burguês de Jango, Darcy Ribeiro e Brizola parece que não restou muita coisa, apenas um oportunista PDT sem o menor perfil ideológico, povoado por máfias sindicais e oligarquias regionais sem a menor história política, como os irmãos Gomes no Ceará. Brizola, que chegou a presidir a Internacional Socialista, deve estar se remoendo no túmulo ao ver seu velho partido nacionalista burguês ser traficado por Lupi em negociatas com figuras sinistras deste calibre, como Ciro Gomes que chegam a defender a prisão de Lula, agora mudando de posição em função dos ventos da “opinião pública”. Para os “nacionalistas” do PDT que juram fidelidade ao trabalhismo de Brizola fica a patética tarefa de hoje aceitar passivamente os “companheiros” representantes das reacionárias oligarquias inimigos históricos dos trabalhadores, de qualquer traço de soberania nacional e, obviamente, do Socialismo!

quinta-feira, 20 de junho de 2019

THE INTERCEPT CAMINHA PARA O DESGASTE  POLÍTICO “TERCEIRIZANDO” REVELAÇÕES PARA O REACIONÁRIO REINALDO AZEVEDO...


O jornalista Reinaldo Azevedo anunciou no feriado de hoje (20/06) ue soltaria verdadeiras “bombas” sobre a trama da Lava Jato, repassadas diretamente pelo site “The Intercept”, que teria decidido “terceirizar” seus “furos” de reportagem. Toda a esquerda conhece bem a trajetória reacionária de Reinaldo, que se dizendo um “ex-Libelu” transitou tranquilamente para às hostes do tucanato neoliberal. Agora reclamando para si um certo “arrependimento”, pelo passado conservador, Reinaldo se somou ao bloco amplo de “oposição” ao governo neofascista de Bolsonaro. Porém a questão central agora não é discutir o currículo desabonador de Reinaldo, mas sim aferir que a “tática” geral adotada por  Glenn Greenwald, editor chefe do Intercept, está trilhando aos poucos um caminho de desmoralização política. No primeiro momento as denúncias contra a “articulação” criminosa entre os Procuradores da Lava Jato e o justiceiro Moro caíram como uma verdadeira “bomba” em cima do sinistro território da “República de Curitiba”. Era a comprovação factual do que nós Marxistas já apontávamos politicamente há muito tempo atrás, a famigerada Lava Jato não passava de uma operação golpista montada pela Casa Branca, sendo que policiais, Procuradores e o justiceiro Moro participavam ativamente do conluio criminoso. Na sequência das denúncias da “Vaza Jato”, o Intercept prometeu desnudar todos os textos e áudios criminosos capturados do Telegram, que liquidariam de vez não só a quadrilha de Moro, mas também levariam de roldão o conjunto do “edifício” golpista, incluindo o “porteiro” fascista de plantão. Porém a tática de Greenwald do “conta gotas”, ou seja, de mostrar lentamente “mais do mesmo”, acabou por se revelar no mínimo “amena”, possibilitando que o Ministro da Justiça conseguisse passar quase incólume na “sabatina” da CCJ do Senado Federal. Agora o outro “Furo”, divulgado por Reinaldo Azevedo, se assemelha a gastar “pólvora na água”, uma orientação de Moro para que Carlos Fernando e Deltan substituíssem uma Procuradora da Lava, no caso Laura Tessler. Nós da LBI esperamos sinceramente, e fazemos um chamado público aos editores do Intercept, para alterarem imediatamente a tática do “chover no molhado”, abrindo integralmente para todos os site da esquerda comunista todo o material obtido legitimamente dos arquivos do Telegram acerca da gangue de bandidos da Lava Jato.



EUA INCREMENTAM PROVOCAÇÕES CONTRA IRÃ: OS MARXISTAS LENINISTAS COM INDEPENDÊNCIA POLÍTICA SE COLOCAM NA TRINCHEIRA DE LUTA DO REGIME DOS AIATOLÁS CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!


O imperialismo ianque está conscientemente agravando a situação no golfo Pérsico com Washington tentando piorar ao máximo a situação rumo a uma futura agressão militar de grande envergadura no Oriente Médio. Na segunda-feira (17), o Departamento de Defesa dos EUA anunciou o preparo para envio de forças adicionais ao Oriente Médio em resposta à “ameaça do Irã”, que segundo a Casa Branca foi responsável pelos ataques a petroleiros no golfo de Omã. “Os recentes ataques iranianos comprovam as informações confiáveis e credíveis que recebemos sobre o comportamento hostil das forças iranianas e de grupos associados que ameaçam funcionários norte-americanos e interesses na região", disse o secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, declarando que mais 1.000 soldados serão enviados para o Oriente Médio. Por sua vez, a Guarda Revolucionária do Irã disse nesta quinta-feira (20) que derrubou um drone Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk dos EUA que teria invadido seu espaço aéreo na província de Hormozgán, perto do Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é uma via de importância estratégica e rota de mais de um terço do tráfego marítimo de petróleo. O derrubada do drone ocorre durante uma escalada na tensão entre Estados Unidos e Irã. Washington acusa Teerã de atacar dois navios petroleiros nas proximidades do Estreito de Ormuz. Cerca de um quinto do petróleo mundial precisa passar pelo Estreito de Ormuz. O Irã nega as acusações. O regime de Teerã denunciou uma conspiração ianque para criar insegurança na estratégia região do estreito de Ormuz, onde navega grande parte dos petroleiros mundiais. Em resposta às provocações de Trump, o regime dos Aiatolás anunciou anteriormente a suspensão de parte de seus compromissos estabelecidos no acordo nuclear celebrado entre o Irã e o ex-presidente Obama em 2015, que previam o “congelamento” de um ousado programa militar de Teerã. As ameaças militares da Casa Branca contra o Irã acontecem logo a brutal escalada da máquina de guerra sionista contra a Síria no começo de mês, quando houveram bombardeios de Israel contra o sul de Damasco e na província de Al Quneitra, na fronteira com as Colinas de Golã. Não custa lembrar que o enclave de Israel é o principal inimigo do regime dos aiatolás na região, em função do apoio militar e político que Teerã tem dado ao Hamas e ao Hezbolah. Os Marxistas Leninistas não têm a menor dúvida de que lado se postar caso se deflagre um conflito militar entre a nação oprimida do Irã e o imperialismo ianque. Estaremos incondicionalmente ao lado do regime dos Aiatolás contra a Casa Branca, apesar do caráter burguês e obscurantista do governo iraniano. Assim como na Venezuela e a Síria, os Bolcheviques estabeleceram uma frente única de ação com o nacionalismo burguês para derrotar o principal inimigo dos povos, o imperialismo! As sanções e o rompimento do acordo nuclear com o Irã são uma condição básica para avanço dessa da ofensiva bélica imperialista. Não esqueçamos que o objetivo central do Pentágono continua a ser desestabilizar a Síria para neutralizar o regime da oligarquia Assad, debilitar o Hezbollah e seguir sem maiores obstáculos em seu plano de atacar Irã. Sempre declaramos que os revolucionários não são partidários do Regime dos Aitolás no Irã, embora reconheçamos os avanços anti-imperialistas conquistados pelas massas em 1979. Sempre alertamos que a burguesia iraniana, diante de seu isolamento internacional e das sanções impostas pela ONU, estava buscando um acordo estratégico com o imperialismo ianque e europeu. Agora essa etapa se rompe. O imperialismo ianque e Israel exigem a rendição completa do Irã, perspectiva que sofre grande resistência interna, particularmente pelas massas iranianas que viram a barbárie imposta à Líbia e a destruição em curso na Síria. Frente a esta situação, defendemos integralmente o direito deste país oprimido a possuir todo arsenal militar atômico ao seu alcance. É absolutamente sórdido e cretino que o imperialismo ianque e seus satélites pretendam proibir o acesso à tecnologia atômica aos países que não se alinham com a Casa Branca, quando esta arma “até os dentes” Estados gendarmes como Israel com farta munição atômica. Como Marxistas Revolucionários não dissimulamos em um só momento o caráter burguês e obscurantista do regime nacionalista do Irã. Mas estes fatos em nada mudam a posição comunista diante de uma possível agressão imperialista contra uma nação oprimida. Não nos omitiremos de estabelecer uma unidade de ação com o Regime dos Aiatolás, diante de uma agressão imperialista. Por esta mesma razão, chamamos o proletariado persa a construir uma alternativa revolucionária dos trabalhadores que possa combater consequentemente o imperialismo e derrotar todas as alas do regime, denunciando desde já o papel servil do governo Rohani.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

NO SENADO MORO LANÇA DESAFIO AO “INTERCEPT” MOSTREM TUDO OU VÃO SE DESMORALIZAR COM O “CONTA GOTAS”... A RESPOSTA DE GREENWALD AO BANDIDO DEVERIA SER CATEGÓRICA E COMPLETA!


Em sessão de mais de 7 horas na CCJ do Senado Federal, o justiceiro criminoso Sérgio Moro, alçado ao cargo de ministro da justiça no governo neofascista de Bolsonaro, respondeu a dezenas de questionamentos dos parlamentares (oposição e Centrão) sobre a imparcialidade de sua conduta a frente da famigerada Operação Lava Jato, porém nenhuma das perguntas, foi ao verdadeiro fulcro da questão que o país hoje debate com as revelações da “Vaza Jato” pelo site The Intercept Brasil: Os crimes praticados pelos bandidos da “República de Curitiba” vão bem além de uma mera postura de “seletividade” na condenação política do ex-presidente Lula. Como até o momento os editores do Intercept, chefiados pelo jornalista Glen Greenwald, optaram por uma tática de “contenção de denúncias”, Sérgio Moro partiu para a ofensiva no Senado lançando um desafio público: “Mostrem todo o conteúdo e parem com o conta gotas”. Nós da LBI que fomos a primeira organização política no país, já em 2014, a denunciar a farsa da Lava Jato como uma operação montada desde o Departamento de Estado dos EUA para quebrar a Petrobras, também nos dirigimos ao Intercept reivindicando a divulgação imediata de todo o farto conteúdo obtido sobre os crimes da gangue da Força Tarefa de Moro, sob pena das revelações caírem no descrédito social e desmoralização política. A linha de defesa cínica seguida Sérgio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi criminalizar o site The Intercept, como  uma “organização criminosa”, ao responder uma pergunta do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o ministro disse que o Intercept faz parte de um "crime em andamento" ao publicar conteúdo de hackers, mas nesta mesma quarta, a própria Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) criticou a postura de Moro, colocando por terra a frágil tática do justiceiro. Por outro lado, posto em marcha os “vazamentos”, não resta outra alternativa para o setor da esquerda que influencia politicamente o site The Intercept, a não ser exigir o descortinamento integral das operações golpistas da Lava Jato.

terça-feira, 18 de junho de 2019

NOVAS REVELAÇÕES DO INTERCEPT REVELARAM O ÓBVIO: LAVA JATO FOI MONTADA INICIALMENTE PELO PARTIDO DEMOCRATA DOS EUA E OS SEUS REPRESENTANTES NO BRASIL, OS TUCANOS DE “ALTA PLUMAGEM”...


Como a LBI já afirmava desde 2014, a farsa da Lava Jato foi planejada e operada na sua gênese pelo governo Obama (Democratas) e sua legítima representação política no Brasil, o PSDB com seus tucanos de “alta plumagem”. Com a derrota do partido Democrata nos EUA e a vitória de Trump, os herdeiros da “República de Curitiba” foram os neofascistas que tiveram ativa participação no processo do golpe institucional de 2016. É lógico que o fio de continuidade de toda a trama golpista se chama “Rede Globo” uma agência de notícias do imperialismo ianque, seja qual for seu gerente estatal de plantão... O Intercept ao “resfriar” suas denúncias contra a quadrilha de Moro, revelando obviedades ao mesmo tempo que guarda os “segredos” mais comprometedores da máfia criminosa da Lava Jato, segue a mesma estratégia política da Frente Popular, ou seja, desgastar porém não desestabilizar completamente o governo neofascista de Bolsonaro. É a velha plataforma política de colaboração de classes, acumular forças para as próximas eleições, deixando intacto o regime bonapartista que hoje serve como uma luva aos rentistas do capital financeiro. As operações “secretas” da Lava Jato, como muito bem sabe o Intercept, vão muito mais além do que uma simples “articulação” ilegal entre o justiceiro Moro e seus Procuradores da “Força Tarefa”, para condenar Lula, a dimensão criminosa dos fatos da “República de Curitiba” não se resume a um caso jurídico de “seletividade”. Estamos falando da organização de um golpe parlamentar, quebra de grandes empresas estatais e privadas, além de suborno, enriquecimento ilícitos de agentes públicos e até assassinatos! Toda a engodo criminoso urdido pela Lava Jato tem que vir à tona, é isso que reivindicamos dos dirigentes do Intercept Brasil.



DITADURA GOLPISTA TORTUROU E MATOU POR ENVENENAMENTO MOHAMED MORSI, EX-PRESIDENTE ELEITO DO EGITO PELA IRMANDADE MUÇULMANA: MAIS UMA VÍTIMA DA “PRIMAVERA ÁRABE” FESTEJADA PELO IMPERIALISMO E OS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO!



Morreu nesta segunda-feira, 17 de junho, mais uma vítima da “Primavera Árabe” orquestrada pela Casa Branca e o Pentágono, o ex-presidente eleito do Egito em 2012, Mohamed Morsi, dirigente da Irmandade Muçulmana (IM). Depois de Kadaffi ter sido assassinado pelas tropas da OTAN na Líbia, agora foi a vez de Morsi, envenenado pela ditadura militar assassina golpista. Ele desmaiou após uma sessão de um tribunal e morreu em seguida. Morsi estava preso desde julho de 2013, depôs perante o tribunal que o acusava de atos terroristas antes de desmaiar e morrer. “Ele falou diante do juiz por 20 minutos, então, se agitou e desmaiou” noticiou a imprensa. Desde sua destituição em 2013, seu ex-ministro da Defesa, General Abdel Fattah al-Sisi, conduz uma repressão contra a oposição islâmica, especialmente a Irmandade Muçulmana, que teve milhares de membros presos e mortos. A IM foi tornada ilegal pela ditadura militar assassina apoiada pelo imperialismo ianque. Em 2018, um comitê de três parlamentares ingleses publicou um relatório que dizia que Morsi era mantido em solitária durante 23 horas por dia. As condições da sua prisão eram semelhantes à de tortura e poderiam levá-lo à morte. Ele tinha um histórico de problemas de saúde, era diabético e teve problemas no fígado e nos rins mas não recebia tratamento médico adequado. Lembremos que entre os meses de julho-agosto de 2013 houve um golpe militar no Egito e sua consolidação política. O desenrolar dos acontecimentos foi uma prova cabal do que a LBI afirmava anteriormente: não houve qualquer “revolução” no Egito, mesmo democrática, como pregada pelos revisionistas do trotskismo como o PSTU, a CST e a Esquerda Marxista. Ao contrário, vimos a volta da Junta Militar diretamente ao governo. Entretanto, as ácidas lições que devem ser apreendidas no Egito não param por aí. O fato de um amplo setor das massas apoiarem inicialmente o golpe das FFAA claramente orquestrado com o suporte do Pentágono contra o governo eleito da Irmandade Muçulmana (Morsi) significa que na ausência de um programa e de uma direção revolucionária o “povo na rua” pode apoiar saídas reacionárias. Como Leninistas não fazemos nenhum tipo de fetiche teórico da espontaneidade das massas, ainda mais na ausência de norte programático e inexistência de uma direção classista e revolucionária. Na época reafirmamos que tanto no Egito como no Brasil (Jornadas de Julho), sem o protagonismo histórico do proletariado o movimento das massas pode facilmente girar à direita e convergir com interesses reacionários das classes dominantes. Ao contrário, os Morenistas apoiaram os “rebeldes” pró-OTAN na Líbia, saudaram os mercenários na Síria e no Egito defenderam a unidade com os militares golpistas a serviço da Casa Branca. Hoje, como em 2013, declaramos que para avançar rumo a uma verdadeira revolução no Egito, ainda que seja democrática, será preciso que o proletariado imponha suas próprias demandas de classe, sem estabelecer nenhuma “unidade tática” com a cúpula das FFAA, que até hoje governa abertamente a serviço do imperialismo ianque no comando de um brutal regime repressivo!

segunda-feira, 17 de junho de 2019

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 335, 2ª QUINZENA DE JUNHO/2019


EDITORIAL
A verdade sobre o 14J: Um grande dia de protesto nacional, mas bem distante de uma verdadeira Greve Geral

CUT, FS E CONLUTAS CHAMAM A “OCUPAR BRASÍLIA”
Festejam inexistente “recuo” na reforma neoliberal da previdência, apontando que a tarefa agora é fazer lobby parlamentar

UM PRIMEIRO BALANÇO DO 14J
A Greve Geral fica aquém de 2017, burocracia da CUT “puxa o freio” após o acordo dos governos petistas com o Centrão

A TAREFA DOS REVOLUCIONÁRIOS NO 14J
Batalhar por uma forte paralisação nacional que denuncie o “acordão” entre governo e oposição para aprovar a reforma neoliberal da Previdência!

PSTU É CONTRA O “LULA LIVRE” NA PAUTA DA GREVE GERAL...
Mas não “abre o bico” para defender a prisão da quadrilha mafiosa da “Lava Jato” que está destruindo a Petrobras

LEVY DEMITIDO DO BNDES
O representante do “Mercado” que presta serviços da Frente Popular ao Fascismo... mas como ratos pulam do barco quando começa a afundar

MAIS UM GENERAL DEMITIDO (CORREIOS)
Começou a “caça às bruxas” da extrema direita contra a direita no governo Bolsonaro

ASTRÓLOGO FASCISTA OLAVO DE CARVALHO MANDA DEMITIR GENERAL SANTOS CRUZ
Bolsonaro atende transformando seu governo em filial do “Tea Party” e com Moro representando oficiosamente o “DEA” no Brasil

TRAMAS ENTRE MORO E O PROCURADOR DALLAGNOL
Sair às ruas exigindo a prisão imediata para os criminosos da “Lava Lato”! Colocar nas grades todos os bandidos da “república de Curitiba”! Lula Livre já!

THE INTERCEPT LANÇA LUZ SOBRE O ASSASSINATO DO MINISTRO DO STF
Será que a trama mafiosa virá à tona?

CIRO GOMES À ESQUERDA DO PSTU
Agora afirma que “Lava Jato é quadrilha” e Lula é preso político. Como biruta de aeroporto muda de posição conforme o vento da opinião pública

PSTU “METE OS PÉS PELAS MÃOS” APÓS ESCÂNDALOS DA “VAZA JATO”
Defende que Lula continue na cadeia mas que não pode julgar se o dirigente petista é “inocente ou culpado”

DA SÉRIE HISTÓRICA...
Quando o PT também colaborava com o justiceiro Moro

O LEGADO DE JACOB GORENDER
Autocrítica equivocada do Stalinismo conduz ao abandono completo do Leninismo

TEXTO “VISIONÁRIO” SOBRE AS HISTÓRICAS “JORNADAS DE JUNHO”
Há seis anos atrás os trotskistas da LBI foram os primeiros a caracterizar o “ovo da serpente” da atual ofensiva neofascista

GOVERNO BRITÂNICO DECIDE EXTRADITAR JULIAN ASSANGE
Liberdade imediata para o fundador do Wikileaks! Não à extradição para as guarras do imperialismo ianque!

PROTESTOS EM HONG KONG CONTRA A CHINA
Manifestações manipuladas pelo imperialismo em sua guerra híbrida contra as "potências" semi-coloniais
CUT, FS E CONLUTAS CHAMAM A “OCUPAR BRASÍLIA”: FESTEJAM INEXISTENTE “RECUO” NA REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA, APONTANDO QUE A TAREFA AGORA É FAZER LOBBY PARLAMENTAR... NOSSO CHAMADO É PELA CONVOCAÇÃO DE UMA VERDADEIRA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO! 


A burocracia sindical não apenas da Força e da UGT mas também da CUT e da CTB (dirigidas pelo PT e PCdoB) vem apresentando a falácia de que o novo relatório da reforma neoliberal da previdência apresentado pelo relator da comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP) é uma "vitória fruto da pressão sindical". Para Vagner Freitas, presidente da CUT, a greve geral desta sexta-feira (14) só fortaleceu a luta dos sindicatos que, com a ajuda da classe trabalhadora, vão continuar pressionando os deputados em seus redutos e bases eleitorais, avisando que não vão votar em traidores do povo, da mesma forma que os que votaram a favor da reforma Trabalhista não retornaram ao Congresso Nacional nas eleições de 2018. “Esta greve geral está sendo exitosa, apesar das práticas antissindicais de patrões e Tribunais, mesmo com a repressão policial em vários estados. Foi maior do que a greve construída em 2017 contra a reforma de Michel Temer. E nós vamos a Brasília, vamos organizar novas manifestações, coletar assinaturas e entregar um abaixo-assinado no Congresso Nacional” (site CUT, 14.06). A política da CUT orientada pelo PT de fazer lobby parlamentar para aprovar o “acordão” fechado entre Maia e o “Centrão” foi copiada integralmente pela Conlutas controlada pelo PSTU. Vejamos o que nos diz José Maria de Almeida chamando a “Ocupar Brasília” em agosto, depois do recesso parlamentar: “Após esse vitorioso dia de greve e mobilizações, é hora de preparar a continuidade dessa luta. É muito importante discutir os próximos passos, temos que aumentar a pressão não só sobre o governo Bolsonaro, mas também sobre o Congresso Nacional... É hora de fortalecer o processo mobilização em cada sindicato, em cada estado, cada categoria, para que possamos organizar uma nova ocupação de Brasília “ (site PSTU, 14.06). Obviamente o PSTU critica “para consumo interno” o acordão celebrado com o apoio dos governadores do PT e PCdoB, mas no fundo, como faz o grupo Resistência (PSOL), seu parceiro na direção da Conlutas, alega “vemos um recuo em pontos da proposta do governo Bolsonaro" (Editorial da Esquerda Online), ou seja, também comemoraram o relatório da Comissão Especial da Previdência na Câmara como um “grande avanço”. Longe de apostar na pressão sobre o parlamento e os governadores como defendem juntos CUT e Conlutas, PT, PSOL e PSTU, uma política de colaboração de classes que vai nos levar a derrota em nome de fazer apenas alguns ajustes cosméticos da reforma neoliberal exigida pelos rentistas, é necessário engajar a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira greve geral que paralise a produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo Bolsonaro/Mourão e de suas reformas neoliberais!


domingo, 16 de junho de 2019

LEVY DEMITIDO DO BNDES: O REPRESENTANTE DO “MERCADO” QUE PRESTA SERVIÇOS DA FRENTE POPULAR AO FASCISMO... MAS COMO RATOS PULAM DO BARCO QUANDO COMEÇA A AFUNDAR...


Depois de ser humilhado publicamente pelo neofascista Jair Bolsonaro, o economista Joaquim Levy renunciou à presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16/06). Levy é um velho conhecido da esquerda, foi o ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff (2015), de onde iniciou o desmonte da Previdência e coordenou a ofensiva neoliberal para “quebrar” a Petrobras e retirar direitos históricos da classe operária. Depois de passar exatos 11 meses no governo petista, pediu o “boné” após todo o “trabalho sujo” encomendado pelos rentistas já estar bem adiantado.  Joaquim é um representante nato do mercado financeiro em vários “tons” políticos de governos da burguesia, mas também esteve à frente de grandes corporações bancárias, como o Bradesco por exemplo. Ontem, questionado sobre o assunto, Bolsonaro resolveu falar de Levy, afirmou estar "por aqui" com o economista e que ele estava "com a cabeça a prêmio" havia algum tempo. A demissão de Levy, lamentada por vários banqueiros e também pela esquerda reformista, acontece no curso da crise política do governo Bolsonaro, onde só na semana passada “caíram” vários nomes de peso, entre generais e civis. O processo avançado de uma recessão econômica crônica, somada aos escândalos de prevaricação e fraude eleitoral revelados pela “Vaza Jato”, compõe o cenário nacional, abrindo uma crise no conjunto do regime bonapartista instaurado no país após o golpe institucional de 2016. As manifestações do 14J, acabaram canalizando a crescente insatisfação popular, ainda que sob o forte freio da burocracia sindical da CUT. Levy no comando do BNDES teve a tarefa de “equalizar” os parcos investimentos estatais que ainda estão disponíveis para o financiamento do banco. Os recursos financeiros desta instituição para o fomento econômico, é bom lembrar para os ingênuos, são provenientes do mercado internacional e dos grandes bancos multilaterais, portanto não tem origem no Tesouro Nacional como quer crer os estupidos bolsonaristas. Levy como um bom estafeta do mercado, não pretendia fazer “circo” do seu posto no BNDES, desagradando o clã familiar fascista que exigia “provas contra Cuba e Venezuela”. Repetindo sua perfomance política quando esteve no comando econômico do governo Dilma, acossado pela crise escreve uma lacônica carta pedindo demissão e abandona o “barco” antes que naufrague...


sábado, 15 de junho de 2019

A VERDADE SOBRE O 14J: UM GRANDE DIA DE PROTESTO NACIONAL, MAS BEM DISTANTE DE UMA VERDADEIRA GREVE GERAL...


O 14J encerrou o dia de ontem com massivos atos noturnos nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, enfrentando mais uma vez a brutalidade da polícia militar dos respectivos estados. Milhares de ativistas da juventude e também uma parcela de trabalhadores demonstraram o veemente repúdio a desastrosa proposta da (contra)reforma da Previdência, que desgraçadamente vem sendo apoiada (em sua versão “light” do “Centrão”) pelas principais lideranças da Frente Popular e os governadores da “esquerda” (PT, PDT, PSB e PCdoB). Porém, como nós da LBI já caracterizamos em um balanço anterior, o 14J passou bem distante de uma verdadeira greve geral que paralisasse os principais ramos de produção e serviços do país. A vanguarda militante do 14J concentrou-se mais uma vez na juventude e nos trabalhadores de educação gravemente atingidos pelo draconiano ajuste neoliberal levado a cabo pelo governo neofascista de Bolsonaro. É verdade que houveram algumas manifestações da classe operária, como no ABC paulista que cruzaram os braços por algumas horas, mas que não podem ser configuradas como uma greve de produção. O setor de transportes, como metroviários e rodoviários, também ensejou uma contribuição importante ao 14J, passando por cima de suas direções sindicais vacilantes ou até mesmo pelegas. Mais uma vez a tão decantada “unidade” com os traidores contumazes da Força Sindical, UGT e burocratas deste “gênero” revelou-se uma grande fraude política, estes tradicionais pelegos recuaram de todos os chamados para paralisar suas bases e até orientaram na véspera o boicote ao 14J. Porém a ação política mais eficaz para debilitar a greve geral, veio mesmo da CUT e da direção do PT, que comemorou o relatório da Comissão Especial da Previdência na Câmara como um “grande avanço”, seguindo obviamente a orientação dos governos da chamada “oposição”. Neste compasso de colaboração de classes, os burocratas da CUT utilizaram as manifestações do 14J como instrumento de barganha parlamentar com o “Centrão”, que segundo a mídia teria rompido as determinações da equipe econômica de Paulo Guedes ao retirar o regime de capitalização, BPC e aposentadoria rural do projeto governista. Mas não foram só as lideranças do PT e PCdoB que escandalosamente comemoram os “avanços” do Centrão, também os dirigentes do PSOL (inclusive suas alas de “esquerda”) consideraram uma “vitória” a apresentação do relatório no Congresso: “Também na véspera da Greve Geral, o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o tucano paulista Samuel Moreira, leu seu relatório na comissão especial. Nele, vemos um recuo em pontos da proposta do governo Bolsonaro" (Editorial da Esquerda Online, Resistência). Lançada a confusão política e desmobilização distracionista, foi patente que segmentos importantes do proletariado não poderiam aderir integralmente a uma greve geral de “lobby parlamentar”. Sem dúvida alguma perdeu-se uma enorme chance de encestar um duro golpe no “cambaleante” governo fascista, imerso a profundas crises internas e bombardeado diariamente com o escândalo da “Vaza Jato”. Com esta plataforma política da Frente Popular deve ficar absolutamente cristalino que o movimento operário e popular não conseguirá derrotar e enterrar esta (contra) reforma da Previdência, no máximo conseguirá “melhorar” o sinistro projeto do rentista Paulo Guedes, mantendo as linhas fundamentais da destruição da Previdência Pública em nosso país. É necessário denunciar as limitações da esquerda reformista (PT, PCdoB, PSOL e PSTU) que canta a “grande vitória” do 14J com sua aliança com o “Centrão”, organizando a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira greve geral que paralise a produção industrial do país!


sexta-feira, 14 de junho de 2019

UM PRIMEIRO BALANÇO DO 14J: A GREVE GERAL FICA AQUÉM DE 2017, BUROCRACIA DA CUT “PUXA O FREIO” APÓS O ACORDO DOS GOVERNOS PETISTAS COM O CENTRÃO, LIMITANDO A PARALISAÇÃO PARCIAL DE TRANSPORTES E EDUCAÇÃO


A adesão à Greve Geral deste “14J” ficou bem aquém da última paralisação nacional ocorrida em abril de 2017. Embora os atos de rua desta sexta-feira tenham tido grande participação popular, atendendo o chamado político para derrotar a malfadada (contra)reforma da Previdência do atual governo neofascista, os principais ramos da produção industrial do país passaram bem ao largo da greve geral. Também nos setores estratégicos de serviços, como bancos e comércio, a greve foi quase inexistente na grande maioria das cidades brasileiras. Novamente a vanguarda do processo de luta contra as reformas neoliberais ficou a cargo da área de educação e da juventude, que saiu corajosamente as ruas neste 14J. É evidente que todas as condições políticas estavam postas para que a greve geral de hoje superasse as manifestações do 15 e 30M, incluindo ultrapassando a greve geral de 2017, porém sejamos sinceros, não foi isto que ocorreu. A razão fundamental da clara limitação da amplitude social deste 14J, foi em primeiro lugar do “freio puxado” pelas burocracias sindicais após terem celebrado um “Acordão” espúrio entre os governadores de esquerda(PT, PDT, PSB e PCdoB) e o chamado “Centrão” para “atenuar” a proposta de reforma da Previdência enviada pelo atual governo neofascista ao Congresso Nacional. Mesmo com a crise econômica capitalista atingindo um perigoso grau de recessão e desemprego para as massas, e o isolamento político de Bolsonaro provocado pelos últimos fatos revelados pelo site “The Intercept Brasil”, a Frente Popular e seus acólitos (PSOL e PCdoB) resolveu por buscar a trilha da “negociação”, limitando o chamado da greve geral para no máximo “um dia de folga em casa”, sem nenhuma organização consequente nas bases das categorias operárias. Neste cenário de sabotagem das burocracias que pregam a colaboração de classes, uma pequena minoria de direções sindicais convocou efetivamente a paralisação ativa dos trabalhadores, que se somaram a indignação da juventude com o drástico corte de verbas para a educação pública.


O ativismo classista que interveio neste 14J percebeu claramente que a “Greve Geral” de hoje ficou aquém das expectativas. Nas principais capitais os transportes paralisaram parcialmente, como no Rio, SP, BH, Fortaleza, Curitiba e Brasília... mas os serviços, bancos e a produção industrial funcionou normalmente. Segundo boletim das centrais sindicais e de movimentos populares, dezenas de cidades amanheceram com o transporte público total ou parcialmente parado – como São Paulo, Maringá (PR), Aracaju (SE), Florianópolis (SC), Brasília (DF), Volta Redonda (RJ), Sorocaba (SP), Feira de Santana (BA), Piracicaba (SP), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Salvador (BA). Das 27 capitais, 19 tiveram o sistema de ônibus afetado pela mobilização. Outras oito não tiveram interrupção no transporte coletivo por ônibus, mas registraram bloqueios de ruas ou estradas por manifestantes, ou tiveram paralisação parcial no metrô. Na cidade de São Paulo, ocorreram bloqueios na avenida 23 de Maio, no elevado João Goulart, na USP e em Sapopemba, entre outros pontos. No estado foram registrados atos em São Bernardo, Diadema, Campinas, Bauru, Itapeva, Sorocaba, Vinhedo, Taubaté e Presidente Prudente. No Rio de Janeiro, o dia foi marcado por passeatas e mobilizações em todo o estado. Pela manhã ocorreram alguns incidentes como o atropelamento de cinco pessoas em Niterói, na Região Metropolitana e um confronto de manifestantes e PMs, no Centro do Rio. Por volta das 17h, a praça em frente a Igreja da Candelária começava a ser ocupada por estudantes, professores e trabalhadores. Em Brasília os transportes deixaram a capital da república vazia, já em Fortaleza, os ônibus rodaram normalmente, em uma traição vergonhosa do grupo Resistência (PSOL) que controla o Sindicato dos Rodoviário (SINTRO).


Esse recuo, onde os atos políticos foram até mesmo menores do que os de 15 e 30 de Maio refletem o freio imposto pela burocracia sindical controlada pela CUT e o PT. Na véspera da paralisação de hoje, oposição burguesa e o governo Bolsonaro fecharam um acordo para aprovar a reforma neoliberal da previdência com pequenas alterações que contemplaram PT, PDT, PSB e PCdoB. Desta forma, as direções colaboracionistas trataram de fazer da “Greve Geral” apenas um dia de pressão sob o parlamento para que as mudanças acordas sejam cumpridas, na medida que Guedes e os rentistas reclamaram das “concessões” feitas ao “Centrão” e aos governadores do Nordeste. Como Lula já havia descartado como eixo das manifestações o “Fora Bolsonaro”, restou a CUT e demais centrais sindicais, auxiliadas pela UNE e MST protagonizarem nas capitais atos domesticados e pacíficos, com poucas mobilizações do sem-teto que foram mais radicalizadas como em São Paulo ou duramente reprimidas como no Rio de Janeiro.


Como alertamos, a política de colaboração de classes da Frente Popular impede que o movimento operário, popular e estudantil atue por fora das normas da democracia burguesa, acabando por respeitar as “regras do jogo”, que estão voltadas a negociar no parlamento pequenos ajustes na reforma neoliberal de Bolsonaro. Perdemos uma grande oportunidade de aprofundar a crise do governo Bolsonaro. A vanguarda classista necessita organizar na base uma verdadeira Greve Geral para derrotar Bolsonaro e o acordão com a oposição burguesa, não nutrindo qualquer ilusão na política do PT de negociar migalhas com a corja neoliberal de Bolsonaro/Moro/Guedes.

MAIS UM GENERAL DEMITIDO (CORREIOS): COMEÇOU A “CAÇA ÀS BRUXAS” DA EXTREMA DIREITA CONTRA A DIREITA NO SEIO DO GOVERNO BOLSONARO


Em um café com jornalistas, na manhã deste 14J, o neofascista Bolsonaro anunciou a demissão do presidente dos Correios, general da reserva  Juarez Aparecido de Paula Cunha. Segundo o Planalto por ser “sindicalista”, e por opinar “contra a privatização da empresa”. Bolsonaro declarou que Cunha tem se aliado a parlamentares de esquerda e que não há ainda um substituto para o cargo. O general Juarez Cunha assumiu a presidência dos Correios em novembro do ano passado, durante o governo do golpista Michel Temer e foi mantido no cargo após a posse de Bolsonaro. Cunha é acusado pelos neoliberais e fundamentalistas da extrema direita do governo de defender manutenção dos Correios como empresa pública. Já é o segundo general “cuspido” de um posto importante do governo em menos de 24 horas, e este fato não é uma mera coincidência. Trata-se diante da crise política, de uma ofensiva geral da fração “Olavo-fascista”, contra todos os setores do regime que possam estabelecer algum nível de resistência aos planos de Washington para o país. Bolsonaro sentido-se frágil politicamente resolveu apegar-se a sua “âncora” mais sólida, ou seja o Departamento de Estado dos EUA. A ordem dada pelo fascista Steve Bannon desde os bastidores da Casa Branca é que Bolsonaro passe a seguir mais rigidamente a linha de Olavo Carvalho, o que também vai de encontro às aspirações de seu clã familiar. Neste novo quadro, onde o governo conseguiu obter um acordo com a “oposição” e o chamado “Centrão” acerca da aprovação levemente “atenuada” da (contra)reforma da Previdência, Bolsonaro vem se preparando para um possível descarte político no próximo horizonte eleitoral. Neste marcha do governo rumo ao abismo institucional, Bolsonaro tenta reforçar sua base de apoio justamente com os segmentos mais “fanáticos”, entrando em rota de colisão com o alto comando militar brasileiro. Seu grande fiador na área castrense, o general Augusto Heleno, encontra-se “atordoado” no meio do fogo cruzado entre as frações em plena “guerra de posição”. Os próximos desdobramentos da crise política, com o impacto da greve geral e as novas revelações do “Intercept” serão decisivos para o deslinde da conjuntura nacional.
ABAIXO A BRUTAL REPRESSÃO POLICIAL DO GOVERNO FASCISTA WITZEL CONTRA OS GREVISTAS DO RIO DE JANEIRO!


A cidade do Rio de Janeiro amanheceu com vias expressas parcialmente fechadas com protestos dos ativistas da greve geral no início desta manhã 14/06.  A Ponte Rio-Niterói sofria o maior impacto. A travessia para o Rio, normalmente feita em 13 minutos, exigia mais de uma hora dos motoristas. Na UFRJ, centenas de militantes em manifestação bloquearam a Linha Vermelha no início da manhã .Às 7h40, um princípio de tumulto entre grevistas e a PM começou perto da Rodoviária Novo Rio, na Zona Portuária, cujo ponto de bloqueio causava os maiores impactos no trânsito. A PM do governo fascista Witzel interveio usando bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, causando ferimentos em vários militantes e populares. O movimento operário e popular carioca deve dar uma enérgica resposta a selvageria policial que protege os interesses dos rentistas e patrões, intensificando os bloqueios, piquetes e paralisações na direção de um multimilionário ato político no centro da cidade no final desta manhã.



A TAREFA DOS REVOLUCIONÁRIOS NO 14J: BATALHAR POR UMA FORTE PARALISAÇÃO NACIONAL QUE DENUNCIE O “ACORDÃO” ENTRE GOVERNO E OPOSIÇÃO PARA APROVAR A REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA! LUTAR PELA CONVOCAÇÃO DE UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO QUE NÃO SE LIMITE A UM DIA DE PRESSÃO AO PARLAMENTO BURGUÊS COMO IMPÔS A CUT E O PT!


Hoje, dia 14 de Junho, começa a “Greve Geral” de 24hs convocada pela burocracia sindical da CUT e demais centrais. Ontem, a oposição burguesa capitaneada pelos governadores do PT, PCdoB, PDT e PSB fechou um acordo com o governo para aprovar a reforma neoliberal da previdência de Bolsonaro com algumas alterações cosméticas. Por essa razão, a Frente Popular impôs apenas um dia nacional de paralisação nesta sexta-feira para pressionar o parlamento burguês a aprovar o acordo podre que teve o apoio também do chamado “Centrão”. Frente aos ataques do governo Bolsonaro e a votação do relatório da Reforma da Previdência que se aproxima, muitas categorias confirmaram que vão paralisar suas atividades, apesar de haver muito pouca preparação nas bases operárias e populares. Em sentido oposto desta perspectiva de lobby sobre o Congresso Nacional, diante da forte paralisação em curso, é preciso organizar pelas bases uma verdadeira greve geral de por tempo indeterminado com ocupações de fábrica e bloqueio de estradas! Os sindicalistas revolucionários da TRS-LBI que interviram nos dias de luta realizados em maio defendendo a convocação de uma verdadeira Greve Geral alertam que o 14J convocado tardiamente mais se aproxima de um “feriadão junino” no dia abertura da Copa América do que uma verdadeira Greve Geral para enfrentar os ataques de Bolsonaro e dos patrões. Pior, a burocracia impôs um freio em meio ao escândalo envolvendo Moro. Diante desse quadro, interviremos no 14J denunciando o caráter fraudulento das iniciativas da burocracia sindical e apontando a necessidade da ruptura com a política de colaboração de classes da CUT e do PT, avalizada pelo PSOL assim como pelo PSTU-Conlutas. Chama a atenção de que a proposta das burocracias sindicais não corresponde à organização de uma verdadeira Greve Geral, que no mínimo deveria ser de uma paralisação de 48 horas. A "Greve Geral" deste 14J deverá ser utilizada pelo PT como elemento de barganha parlamentar e palanque eleitoral contra o fascista Bolsoanaro, não a uma luta direta contra a Reforma Neoliberal da Previdência, na medida que os governadores do Nordeste, maioria vinculados a oposição, anunciaram o apoio a nova proposta maquiada que foi apresentada na Câmara dos Deputados pelo relator Tucano. A necessidade de uma verdadeira Greve Geral, com a paralisação da produção, ocupação de fábricas e terras, sem funcionamento total dos transportes e bancos, mais do que nunca está na ordem do dia para derrotar o fascista e sua gang neoliberal! Para tanto a vanguarda classista deve superar a política nefasta da burocracia sindical e da Frente Popular, forjando uma alternativa de alternativa de poder revolucionário dos trabalhadores por fora da institucionalidade burguesa!



quinta-feira, 13 de junho de 2019

O ASTRÓLOGO FASCISTA OLAVO DE CARVALHO MANDA DEMITIR GENERAL SANTOS CRUZ: BOLSONARO ATENDE TRANSFORMANDO SEU GOVERNO EM FILIAL DO “TEA PARTY” E COM MORO REPRESENTANDO OFICIOSAMENTE O “DEA” NO BRASIL 


O general Santos Cruz foi demitido pelo presidente Bolsonaro nesta quinta-feira 13/06, se tornando a primeira baixa de um militar integrante do governo. General da reserva, Santos Cruz foi alvo no mês passado de ataques do astrólogo fascista Olavo de Carvalho, avalizados pelo filho do presidente, o tresloucado Carlos Bolsonaro. No dia 5 de maio, um domingo, Bolsonaro chamou Santos Cruz à residência oficial do Palácio do Alvorada, os dois tiveram uma péssima conversa. Bolsonaro queria explicações sobre supostas mensagens de Santos Cruz em um grupo de aplicativo de troca de mensagens com críticas ao próprio presidente. O ministro argumentou que não era o autor das mensagens, mas as relações “azedaram” completamente. A fração fascista de Olavo de Carvalho é representante no interior do governo Bolsonaro das alas fundamentalistas do imperialismo ianques, ligadas à Steve Bannon, estrategista da Casa Branca no governo Trump. Com a crise política deflagrada com a revelação pelo site “Intercept” da trama golpista urdida pelo justiceiro Moro, um agente do Departamento de Estado dos EUA (DEA) infiltrado no sistema judiciário brasileiro, as “máscaras” foram obrigadas a serem retiradas. Agora são as frações do “Tea Party” e o DEA quem assumem o controle direto do governo, frente a instabilidade de Bolsonaro. Como a (contra)reforma da Previdência, exigida pelos rentistas, conseguiu obter um razoável consenso para sua aprovação no Congresso Nacional entre o chamado “Centrão”, lideranças nacionais do PDT, PT e PSB, além do bloco nordestino de governadores de “oposição”, o “mercado” agora já se preocupa com o “Day After”, ou seja, o que fazer com o governo Bolsonaro em 2020. Por isso mesmo a ala recalcitraste fascista do governo, agora se agarra desesperadamente em sua principal arma de defesa: A Casa Branca... A substituição de Santos Cruz, por outro general-Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira – atual chefe do Comando Militar do Sudeste, sediado em São Paulo, não é simplesmente uma “troca de seis por meia dúzia”. O general Eduardo Ramos já algum tempo vem se mostrando um “soldado” que bate continência para as “estrelas” olavistas do governo Bolsonaro, portando em completa rota de choque com o alto comando militar brasileiro. Eduardo Ramos vem para somar aos estafetas do Pentágono que “trabalham” no Planalto.


GOVERNO BRITÂNICO DECIDE EXTRADITAR JULIAN ASSANGE: LIBERDADE IMEDIATA PARA O FUNDADOR DO WIKILEAKS! NÃO À EXTRADIÇÃO PARA AS GUARRAS DO IMPERIALISMO IANQUE!


O ministro de Interior do Reino Unido, Sajid Javid, confirmou nesta quinta-feira (13.06) que assinou a solicitação de extradição do fundador do portal Wikileaks, Julian Assange, para os Estados Unidos, país que deve julgá-lo por diversas acusações, entre elas a de espionagem. O reacionário governo Trump, que esteve por trás de toda caçada à Julian Assange, o fundador do Wilileaks, aguarda sua extradição aos EUA pela Inglaterra, para colocá-lo em prisão perpétua. Diante desse ataque, exigimos a imediata libertação de Julian Assange, assim como desde a LBI convocamos todas as forças comunistas, socialistas e democráticas a denunciarem a operação policial patrocinada pelo imperialismo ianque, com a vergonhosa ajuda do governo entreguista de Lenin Moreno, que resultou na prisão ilegal do fundador do Wikileaks. Organizemos já mundialmente atos em defesa de Assange. O australiano, detido no Reino Unido, deverá comparecer na sexta-feira (14) a um tribunal de Londres para participar de outra audiência preliminar de sua luta legal contra a extradição para os EUA. Em maio, um grande júri da Virgínia, nos EUA, apresentou 17 novas acusações contra ele, acusado de espionagem e da publicação de documentos altamente secretos. Os crimes podem lhe render condenação de até 170 anos, segundo o jornal The Washington Post. É necessário neste exato momento deflagrar uma campanha internacionalista para impedir que o imperialismo sequestre o fundador do “Wikileaks”!