domingo, 8 de dezembro de 2019

DOIS INDÍGENAS GUAJAJARA MORTOS NO MARANHÃO: EMBOSCADA DO LATIFÚNDIO COM APOIO DO GOVERNO BOLSONARO. NÃO PERDER MAIS TEMPO E ORGANIZAR JÁ OS COMITÊS DE AUTODEFESA DOS OPRIMIDOS!


Dois índios da etnia Guajajara foram assassinados durante um atentado registrado neste sábado (07/12) no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís. Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara foram alvejados com pistolas. Outros dois índios foram atingidos e levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Jenipapo dos Vieiras. A tensão e as ameaças cresceram exponencialmente no interior da Arariboia, onde vivem mais de 12 mil guajajaras e índios isolados awás-guajás, desde 1º de novembro, quando o indígena Paulo Paulino, membro do grupo Guardiões da Floresta, foi assassinado com um tiro por invasores. Não resta a menor sombra de dúvida que esse covarde crime contra os povos originários Gujajaras foi consequência da atual política do governo neofascista Bolsonaro. O atual regime bonapartista desmonta a FUNAI e estimula a invasão das Terras Indígenas pelo latifúndio país afora, e ainda diz que vai liberar a garimpagem em terras indígenas e que vai acabar com algumas delas como Raposa Serra do Sol. As ameaças que clã Bolsonaro fez as comunidades indígenas em seu objetivo de liquidação das raizes profundas do país, desgraçadamente estão se concretizando com mais sangue derramado. É uma versão “atualizada” da eugenia nazista, com o genocídio do povo negro e índio que habitam as periferias urbanas e rurais brasileiras. Porém não podemos deixar de denunciar a cumplicidade da esquerda reformista no rol destas chacinas, neste caso do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB. O falso “comunista” prometeu que iria criar uma força tarefa para ajudar na proteção dos Guajajaras, após o assassinato de Paulinho, mas o compromisso de Dino não passou de palavras vazias, não fazendo absolutamente nada para evitar os assassinatos deste sábado. Frente a escalada de ataques impulsionados pela política genocida de Bolsonaro, os povos originários, as populações negras, os camponeses e todas as comunidades oprimidas pelo Estado Burguês e seu aparelho de repressão policial e militar,  devem organizar sua própria defesa, construindo comitês treinados e armados de autos-segurança. É o primeiro passo para germinar o embrião de uma alternativa revolucionária de poder para o proletariado e seus aliados históricos.

sábado, 7 de dezembro de 2019

COP-25 EM MADRI: GRETA THUNBERG E ONG´S PROMOVEM A UTOPIA REACIONÁRIA DE QUE OS GOVERNOS BURGUESES E AS MULTINACIONAIS PODEM “PRESERVAR A NATUREZA”...


Milhares de pessoas saíram às ruas nesta sexta-feira (06.12) em Madri para protestar contra o aquecimento global em meio a COP-25 que reúne mais de 50 países. A jovem ativista Greta Thunberg, promotora de um movimento global de protesto contra a “falta de ação dos governos”, participou do ato e declarou: “Os líderes estão nos traindo. Já chega”, lamentou Thunberg ao afirmou “A mudança vem, quer vocês gostem ou não”. Essa é a linha da pressão das ONG´s sobre os governos burgueses para que estes promovam pequenos ajustes dos seus planos econômicos em nome de “preservar a natureza”. Trata-se de uma utopia reacionária declaramos os Marxistas Revolucionários. Essas entidades e suas “celebridades” patrocinadas pela própria mídia capitalista, como Greta, levam a acreditar que os governos dos principais países imperialistas do mundo e os conglomerados internacionais “tomem consciência” da situação, sendo capazes de adotar medidas em favor da preservação do meio ambiente. Até o momento, não foram cumpridos nenhum dos objetivos de redução de emissões propostos em qualquer uma das 25 cúpulas climáticas, um quadro agravado pela saída dos EUA do chamado “Acordo de Paris”. Assinado em 2015, o Acordo de Paris tem o objetivo de conter as emissões de gases de efeito estufa e manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2ºC, se possível em até 1,5°C. No centro da COP deste ano está a disputa pelo financiamento das ações, considerando a meta de doação de pelo menos US$ 100 bilhões (cerca de R$ 386 bilhões) por ano de países imperialistas as semicolônias em troca de concessões econômicas e domínios territoriais, como no caso o controle da Amazônia brasileira pelas metrópoles capitalistas. Tanto que o famigerado Banco Mundial (BM) anunciou um plano de “investimento” de US$ 200 bilhões para combater a mudança climática entre 2021 e 2025. O pacote tem o por objetivo financiar “investimentos em agricultura inteligente” em 20 países, ou seja, incrementar o controle dos grandes grupos de alimentos em áreas até agora fora de seu alcance. Cinicamente os porta-vozes dos governos das grandes potências capitalistas discursaram em “defesa do planeta” e pelo estabelecimento de acordos globais para a redução de emissão de gás carbônico e da preservação das florestas, em uma suposta “cruzada” contra o chamado “aquecimento global”. Com a maior cara de pau culpam a China pelo aumento da temperatura climática do mundo para encobrir que os monopólios imperialistas são os principais responsáveis pela destruição das forças produtivas, a começar pela principal delas: o homem e suas condições de vida. Além disso, o plano da ONU para “zerar o desmatamento” foi montado por ONGs em parceria com governos das metrópoles centrais que visam colocar as florestas, reservas minerais e aquáticas das semicolônias sobre o controle de um “consórcio global” que fere as soberanias formais das nações atrasadas, como o Brasil. Enquanto barbarizam países inteiros como a Líbia, Síria ou o Iraque para controlar petróleo, água e urânio in natura, infectam a África com o vírus Ebola para incrementar os lucros da indústria farmacêutica ou para testes bacteriológicos de armas de guerra, dizimando populações nativas, os representantes do capital fazem demagogia “em defesa da natureza”. Contra esta farsa, os Marxistas Revolucionários denunciam a impossibilidade de haver qualquer preservação da própria espécie humana assim como do meio-ambiente, das florestas e das fontes aquáticas sob o tacão dos grandes monopólios transnacionais, já que o capitalismo leva a humanidade à barbárie e às guerras de espoliação impondo fome, miséria e desemprego. Ao mesmo tempo, desmascaramos os charlatões que através do chamado “ecossocialismo” não fazem mais que reforçar a tese revisionista de que o proletariado está superado como direção política da revolução socialista apresentando as “novas vanguardas” (verdes, luta de gênero) como eixo principal da “utopia” de uma “economia sustentável”. Eles “esquecem” que o conceito de forças produtivas elaborado por Marx, engloba fundamentalmente a força de trabalho, ou em outras palavras, o proletariado, a força produtiva principal. Em uma sociedade que condena a maioria da população, inclusive nos países imperialistas, à miséria absoluta as forças produtivas efetivamente deixaram de crescer e só podem voltar a fazê-lo através da Revolução Proletária para garantir a existência da humanidade em harmonia com a Natureza em um futuro comunista.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

FAMA E SUCESSO NÃO “BRANQUEOU BUNITINHO”: FALTOU O CAPITAL PARA SER CONSIDERADO “CIDADÃO DE BEM”...


Diego Farias Pinto, mais conhecido como humorista “Bunitinho”, foi um dos quatro mortos pela Polícia Militar do governador fascista Wilson Witzel, durante mais uma sinistra operação de repressão policial na periferia do Rio de Janeiro, chacina ocorrida nesta  última quinta-feira (05/12).Nenhum dos executados covardemente pela PM pela tinha ficha criminal. Além do humorista “Bunitinho”, outras três pessoas também morreram no mesmo local: Josselino de Oliveira Junior e Jorge Tadeu Sampaio, que eram empresários de Bunitinho, e Sidney Antunes Figueiredo, que era fiscal motociclista do BRT. Peritos da Polícia Civil encontraram pelo menos 19 marcas de tiros no carro metralhado, sem que os ocupantes estivessem armados, ou mostrassem algum sinal de resistência diante da abordagem policial. Como já é de praxe nas operações criminosas da PM carioca, sempre existe a justificativa de “troca de tiros” e de perseguição a algum “bandido” que estaria presente na “comunidade”. ”Bunitinho” começou a fazer muito sucesso nas redes sociais com imitações e memes, com o tempo, o comediante passou a fazer shows e a participar de eventos, mas a a notoriedade não lhe tirou a marca de ser alvo preferencial do aparelho de repressão do Estado Burguês, ou seja continuou a ser preto, pobre e morador da periferia urbana. O fato das favelas e morros do Rio de Janeiro estarem povoados de milícias e quadrilhas de traficantes é apenas o reflexo do quadro social do país, são apenas os “braços” de  rentáveis negócios gerados na elite capitalista dominante, que em geral governam oficialmente as “impolutas” instituições republicanas. Porém o “excedente” dos negócios da burguesia deve ser eliminado fisicamente pela repressão policial, este “excedente” no caso é a juventude pobre e negra das favelas brasileiras. Os governadores facínoras Witzel, Dória não são uma “exceção a regra”, o chamado “protocolo” das PM’s feito para matar são aplicados inclusive por governos da esquerda reformista, como no Ceará onde no mesmo final de semana da chacina de Paraisópolis, a repressão policial de Camilo Santana atacou de forma selvagem uma festa da juventude no bairro do Benfica em Fortaleza. Exigir que os próprios assassinos se auto condenem (PM, governos ou Estado central) é de uma inutilidade que só semeia falsas ilusões na “neutralidade” da Ditadura do capital, por mais democrática que seja sua fachada. Para derrotar a guerra oficiosa aberta pela repressão estatal contra nossa juventude pobre e preta, é necessário construir uma alternativa revolucionária da classe operária!
EM 6 DE DEZEMBRO DE 1976 JOÃO GOULART MORRIA ENVENENADO NA ARGENTINA: “OPERAÇÃO CONDOR” ELIMINA JANGO PARA “ENTERRAR” A “FRENTE AMPLA” BURGUESA COMO ALTERNATIVA CIVIL A DITADURA MILITAR NO BRASIL


O ex-presidente brasileiro João Goulart (1961-1964) morreu, segundo a versão oficial, de um ataque cardíaco em 6 de dezembro de 1976 no município de Corrientes, na Argentina, há 42 anos atrás. No entanto, as suspeitas de que Jango, como era popularmente conhecido, tivesse sido morto por agentes da “Operação Condor” sempre foram levantadas por amigos, familiares e especialistas. A “Operação Condor” foi coordenada diretamente pela CIA para eliminar as lideranças políticas que em algum momento “atrapalharam” os planos do imperialismo para a região. Para o “Tio Sam” nunca foi problema envenenar, inclusive aliados fiéis como o reacionário Carlos Lacerda, assassinado no final dos anos 70 às vésperas de fundar a “Frente Ampla”. Também tramaram o “acidente” fatal com JK. Em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação) em 2012, o ex-agente do serviço secreto uruguaio Mario Neira Barreto forneceu detalhes da operação que teria resultado na morte de Goulart. Segundo sua versão, o ex-presidente brasileiro deposto pelo regime militar teria sido morto por envenenamento. Segundo Neira, Jango vivo era considerado uma ameaça pelos militares brasileiros apesar de ter se negado a resistir ao golpe de 1964.
DERROTA DE MORO OU INCREMENTO DA REPRESSÃO PENAL CONTRA OS POBRES? PCO SE JUNTA A FREIXO E AO PT PARA COMEMORAR APROVAÇÃO DO “PACOTE ANTICRIME”...


Como já noticiamos em nosso Blog, a aprovação pela Câmara Federal do pacote anticrime elaborado pelo Ministro “justiceiro” Moro em parceria com seu colega togado do STF, o mafioso Alexandre Moraes, representou um enorme retrocesso das garantias individuais e civis, asseguradas pela Constituição de 1988. A “lenda” difundida pela esquerda reformista, agora avalizada até pelo minúsculo e corrompido PCO que apoiou o pacote morista, de que se tratou de uma “derrota” do chefe da Lava Jato não se sustenta de pé nem por um minuto. O próprio Moro tratou de desmistificar uma possível derrota, ou “desidratação completa” (como vem chamando a Frente Popular) de seu reacionário pacote: “Não foi aprovado 100% do que nós gostaríamos, mas sem dúvida alguma significou um avanço importante para aperfeiçoar a legislação penal vigente no país”. Moro também comemorou o “bom termo” das negociações que conseguiu reincluir no relatório final aprovado pelo plenário, pontos arbitrários e autocráticos considerados fundamentais pelo justiceiro. Entre os pontos estão a prisão após condenação por Tribunal do Júri, desde que a pena seja superior a 15 anos; a possibilidade de agentes infiltrados obterem e produzirem provas, desde que haja investigação em andamento contra o investigado; proibição de progressão de regime para integrantes de facções criminosas, desde que esse vínculo seja comprovado na sentença condenatória; e possibilidade de gravação de conversas entre presos e advogados em presídios de segurança máxima, é esse genuíno ato retrógrado dos direitos civis que a esquerda reformista e seus carrapatos como o PCO, comemoram como “derrota de Moro”. O cinismo de Freixo, PT e o PCO ao defenderem a legitimação do “mal menor” parece não ter limites. Freixo inventou a desculpa esfarrapada de que votou a favor “para o projeto não ser derrotado”...mesmo com sua aprovação por mais de 400 votos com o apoio de todas as bancadas partidárias! Já o PCO em seu delírio oportunista habitual afirmou: “Derrotado na Câmara dos Deputados, Sérgio Moro –  “Mussolini de Maringá” – ministro da Justiça do governo golpista, volta para casa, nesta quarta-feira (4), com o pacote anticrime, o excludente de ilicitude, a prisão em segunda instância e o acordo de “plea bargain” debaixo do braço”. O suposto “radicalismo” do PCO contra o golpe e a Lava Jato, só engana mesmo os tolos, são recorrentes em seguir cegamente as “sujeiras” do petismo e tentar colocar a responsabilidade da “merda” na conta política do PSOL ou PSTU. Só que agora estão todos juntos na defesa do “desidratado” pacote anticrime: PCO, PT e Marcelo Freixo! A tática reformista do “etapismo”, apologia do “mal menor” para evitar o “pior”, vem levando o movimento operário a colher as piores derrotas ao longo da história da luta de classes, hoje essa política concentrada no PT e seus apêndices menores, vem deixando o caminho livre para o recrudescimento do regime político e a escalada das (contra)reformas neoliberais. O incremento da repressão policial e penal deu um passo adiante com a aprovação do famigerado pacote morista, exatamente em uma conjuntura adversa de extermínio da população pobre e negra das periferias do país inteiro. Com a terceira população carcerária do planeta, a elite dominante brasileira parece seguir o neozanismo em sua busca de uma “solução final” contra o povo oprimido. Os Marxistas Leninistas convocam a ação direta das massas para derrotar a barbárie, sem depositar a mínima ilusão política nas direções reformistas e instituições apodrecidas do Estado Burguês. Construir uma alternativa revolucionária de poder proletário!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

PACOTE ANTICRIME AVANÇA NA CRIMINALIZAÇÃO DO POVO POBRE: ESQUERDA REFORMISTA APOIA O RECRUDESCIMENTO PENAL E FREIXO CINICAMENTE DIZ QUE “FOI DERROTA DE MORO”


A Câmara dos Deputados aprovou por ampla maioria, na última quarta-feira (04/12), o projeto de lei do pacote anticrime formulado pelo justiceiro Sérgio Moro com ajuda do reacionário togado do STF Alexandre Moraes, propondo mudanças draconianas na atual legislação penal. O pacote “morista” segue agora para votação no Senado Federal. As medidas punitivistas aprovadas aumentam consideravelmente as penas e estabelecem novas regras mais restritas para progressão de regime pelos condenados. Um dos principais itens aprovados que figuram no texto fascistizante aumenta o tempo máximo de prisão, de 30 para 40 anos, um verdadeiro retrocesso das garantias individuais assegurados pela Constituição de 88. O malfadado pacote anticrime também aumenta o número de casos que são considerados como crimes hediondos, ou seja, quando o condenado não terá direito a anistia, graça ou indulto e deve começar a cumprir pena em regime fechado. A progressão de regime, ou seja, quando o condenado começa a cumprir uma pena mais rigorosa e depois passa a cumprir uma pena mais branda, também vai depender da tipificação do crime, diminuindo assim a já reduzida possibilidade de ressocialização mais rápida dos condenados. A aprovação do reacionário pacote contou com 408 votos favoráveis e  apenas 9 contrários e 2 abstenções. A esquerda reformista burguesa que tem representação no parlamento endossou a iniciativa do justiceiro Moro, no âmbito do PT 38 deputados federais foram favoráveis ao pacote, somente votaram contra os deputados Erika Kokay (DF), Natália Bonavides (RN), Pedro Uczai (SC). Os deputados Luizianne Lins (CE) e Rui Falcão (SP) manifestaram as duas únicas abstenções do plenário da Câmara. O PSOL também contribuiu para a aprovação do violento ataque aos direitos constitucionais, com os votos de Edmilson Rodrigues (PA), Fernanda Melchionna (RS) e da “estrela” maior do partido, Marcelo Freixo (RJ). Cinicamente o candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Freixo foi às redes sociais se explicar sobre o voto favorável que deu ao pacote anticrime, o parlamentar Social-democrata argumentou que o projeto aprovado “não é a proposta original do pacote Moro”, uma deslavada mentira. As alterações aprovadas na atual legislação configuram um brutal retrocesso, um verdadeiro instrumento de ampliação do Estado penal, num país que já encarcera milhões de pobres e pretos , já mata milhares de pessoas todos os anos através de uma polícia assassina e racista. Para desmentir Freixo, o próprio Moro em seu perfil no Twitter,  parabenizou a Câmara pela aprovação da proposta e considerou que houve “avanços importantes”. A aprovação do pacote morista, que ocorre em meio da chacina de Paraisópolis cometida pela PM do tucano João Dória um dos entusiastas da iniciativa, representa um escárnio para as massas populares, já criminalizadas pelo Estado Burguês pela sua própria condição de classe social.  A Frente Popular (PT, PSOL, PCdoB e PCO) revelou mais uma vez que interesses realmente defende, ou seja o da barbárie capitalista contra nosso povo.

05 DE DEZEMBRO DE 1911 NASCIA MARIGHELLA: SEU COMBATE VIVE NA LUTA CONTRA O NEOFASCISMO EM NOSSOS DIAS!



Nascido em 05 de dezembro de 1911 na Bahia, Carlos Marighella iniciou sua militância aos 18 anos, quando ingressou no PCB, em 1930, numa fase em que o partido comunista enfrentava profundas crises internas decorrentes de sua adaptação ao stalinismo. A onda de reação que se seguiu à aventura de 35, mais uma das fracassadas insurreições preparadas pelos agentes da III Internacional stalinista, vários militantes foram presos e barbaramente torturados pela polícia de Filinto Müller. Marighella foi detido em 1º de maio de 1936 e permaneceu encarcerado por um ano durante o governo Vargas.  Em 1937, o Comitê Regional Paulista divergiu da linha preconizada pelo Comitê Central a respeito das eleições presidenciais. A divergência se aprofundou e levou a sérias discussões e a perseguição política. Com o apoio da Internacional Comunista, Lauro Reginaldo da Rocha (Bangu), Secretário-Geral do Comitê Central, venceu a disputa: os divergentes de São Paulo foram expulsos do partido sob a acusação de renegados trotskistas, a mais infamante para um militante comunista naquele período, onde os PC´s seguiam fielmente as ordens de Stálin. Ao travar-se a luta interna nenhum dos divergentes do Comitê Regional paulista era trotskista e, em seguida, apenas um deles — Hermínio Sacchetta — aderiu ao trotskismo. Nesse período Carlos Marighella foi enviado a São Paulo pelo Comitê Central, em 1938, a fim de fortalecer a direção regional na luta contra os “fracionistas trotskistas”. Depois elege-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, mas teve o mandato cassado em 1948, em virtude da nova proscrição do partido. 

Carlos Marighella Filho saúda a campanha da LBI
em defesa da memória militante de seu pai

GREVE GERAL NA FRANÇA: MACRON ATACA AS APOSENTADORIAS DOS TRABALHADORES EM BUSCA DE RECOMPOR O APOIO DA BURGUESIA A SEU FRÁGIL GOVERNO ACOSSADO PELA EXTREMA DIREITA... SÓ A RESISTÊNCIA OPERÁRIA PODE BARRAR A OFENSIVA REACIONÁRIA EM CURSO! 


A França foi palco hoje de uma Greve Geral contra o projeto de reforma da Previdência defendido pelo neoliberal Emmanuel Macron. A paralisação afetou vários serviços como trens, aviões, escolas e hospitais. A indignação popular foi motivada pelo profundo ataque aos direitos dos trabalhadores, com a eliminação de 42 regimes especiais que existem atualmente e que garantem conquistas sociais a várias categorias profissionais. O novo sistema pretende adiar a aposentadoria, atualmente aos 62 anos e diminuir o nível das pensões. Fica evidente que Macron deseja com esta medida demonstrar força no ataque aos trabalhadores, tendo em vista as eleições presidenciais de 2022. O frágil gerente neoliberal busca recompor o apoio do grosso da burguesia a seu governo em crise, na tentativa desesperada de se manter como uma alternativa ao ascenso da extrema-direita capitaneado por Marine Le Pen. Não esqueçamos que em março deste ano, a líder do Rassemblement National (antiga Frente Nacional), venceu as eleições para o parlamento europeu. O jovem direitista Jordan Bardella, de 24 anos, encabeçou a lista da antiga Frente Nacional como uma forma de ter um canal direto como os “Coletes Amarelos”. Fica evidente que o atual governo encontra-se encurralado pela extrema-direita, que usou inclusive esse movimento para desgastar ao máximo Macron, tendo desgraçadamente nessa manobra o apoio do conjunto da esquerda reformista, completamente incapaz de levantar um programa operário e anticapitalista para derrubar o governo a partir da mobilização direta dos trabalhadores e imigrantes. Segundo o Jornal “Le Figaro” um levantamento aponta que três a cada quatro eleitores franceses está disposto a recorrer a um “voto de protesto” nas próximas eleições presidenciais, em 2022. A abstenção e o voto em branco também atingiram patamares jamais vistos nos últimos anos. Neste momento, com a Greve Geral de hoje abre-se a possibilidade da classe operária entrar em cena e com seus próprios métodos de luta construir uma alternativa a Macron e a extrema direita. Desgraçadamente a burocracia sindical da CGT e FO e o conjunto da centro-esquerda burguesa (PS, PC, Jean-Luc Mélenchon) desejam que paralisação seja apenas um elemento de pressão contra o governo para Macron retirar o projeto, quando na verdade o eixo político deveria ser a derrubada deste frágil gerente a burguesia rumo a construção de um Governo Operário e Camponês na França!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

“ESQUERDA PRA VALER”?: NÃO É SÓ O PT QUE PRETENDE SE APROXIMAR DA GOLPISTA MARTA, PSOL TAMBÉM ESTÁ NA FILA...


A ex-senadora golpista, Marta Suplicy, postou na noite desta terça-feira (03/12) uma foto em seu Instagram junto com ex-governador Marcio França (PSB) e com o ex-candidato à presidência, Guilherme Boulos do PSOL. O encontro político entre as “lideranças” ocorreu em um convescote promovida por Fernando Guimarães, filiado ao PSDB e fundador de uma corrente tucana chamada “Esquerda Pra Valer”. Recentemente o tucano organizou o “Fórum Democracia Direitos”, uma espécie de frente ampla burguesa, reunindo diferentes partidos reformistas e golpistas que se colocam em “oposição democrática” ao governo de Jair Bolsonaro, o próprio Lula ainda preso em Curitiba, autorizou pessoalmente a participação política do PT no evento com toda espécie de representantes da elite dominante capitalista, justamente os neoliberais que estão na ofensiva para retirar os direitos da classe operária e do povo pobre. Recentemente Marta Suplicy, já desfiliada do MDB partido que abrigou a golpista após sua saída do PT, manifestou interesse em encabeçar uma Frente de esquerda burguesa à prefeitura de São Paulo. Logo os dirigentes do PT, novamente com o aval de Lula, se animaram em oferecer a legenda a sua antiga militante, sendo coerentes com a adoção da estratégia de conformar uma Frente Ampla de oposição burguesa, de olho não só na conquista do governo municipal paulistano, mas principalmente no retorno ao Planalto em 2022. A sórdida iniciativa oportunista da direção do PT causou de imediato uma repulsa generalizada nas bases do partido, que tentaram negar a “manobra”, embora confirmada publicamente pela presidente Gleisi Hoffman. O PSOL logo saiu no “ataque” afirmando ser um absurdo as intenções de Marta e do PT, porém com o avanço das negociações, que envolvem também a costura de uma ampla rede burguesa de apoio a Marcelo Freixo no Rio de Janeiro, o próprio Boulos (lançado pré-candidato pelo PSOL) aderiu a possibilidade de costurar uma “Frente Amplíssima” para a disputa em São Paulo. Parece que as conversas de bastidores se travam agora na indicação do vice de Marta, posto reivindicado pelo PSB e também pelo PSOL. Resta saber como a militância de base da Social Democracia do partido controlado pelo deputado Ivan Valente irá reagir ao fechamento da coalisão com golpistas burgueses do calibre de uma Marta Suplicy. Os Marxistas Leninistas da LBI, no sentido inverso do cretinismo parlamentar, vem convocando o movimento operário e popular a romper com o calendário institucional da democracia dos ricos, construindo uma alternativa revolucionária de poder para derrotar cabalmente a brutal ofensiva neofascista em curso na América Latina e no planeta inteiro!
EM MEIO AS “ESCARAMUÇAS” DISTRACIONISTAS ENTRE TRUMP, MACRON E TRUDEAU... OTAN CELEBRA 70 ANOS: ALIANÇA IMPERIALISTA ESTÁ UNIDA NA AGRESSÃO AS NAÇÕES OPRIMIDAS COM INTERVENÇÕES MILITARES E GOLPES DE ESTADO


Em meio a “escaramuças” distracionistas entre Trump, Macron e Trudeau, com o representante ianque acusando o premiê do Canadá de “ter duas caras” ao comentar um vídeo feito no Palácio de Buckingham, em Londres, o certo é que a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que celebra os 70 anos da Aliança imperialista acabou unida em sua declaração política que condensa ampla homogeneidade na ofensiva imperialista às nações oprimidas e as semicolônias pujantes como Rússia, China e Irã. Tanto que apesar das divergências pontuais entre as metrópoles imperialistas e a ameaça da Turquia de vetar qualquer decisão polêmica sobre os Curdos, os líderes das potências capitalistas adotaram nesta quarta-feira um comunicado conjunto ameaçador por ocasião do aniversário da chamada “Aliança Atlântica”. O pano de fundo das “diferenças” reside na exigência de Washington para que os outros membros da Aliança aumentem seus gastos militares. Desde 2018 Trump insiste nessa meta. O secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, tem se esforçado nos últimos dias para convencer Trump de que o Canadá e os aliados europeus cumprirão seu compromisso de atingir 2% do PIB nacional em gastos militares até 2024, como prometeram na cúpula de Gales em 2014. Na verdade, a OTAN fez 70 anos em 4 de abril de 2019 mas a reunião comemorativa somente ocorreu agora. Ela edificou-se como motor da guerra das potências ocidentais contra a “ameaça comunista” oriunda da ampliação da influência soviética no planeta. Apesar da queda contrarrevolucionária da URSS, a aliança militar não só sobrevive, mas se expande promovendo a militarização global, ameaças e agressões. As atuais provocações contra a Rússia, China e Irã assim como sua presença na América Latina via a Colômbia reforma o alerta para a esquerda anti-imperialista. É preciso ter claro, a OTAN é uma máquina de guerra imperialista. Sua atuação na ex-Iugoslávia, com 78 dias de bombardeios em 1999, nas duradouras guerras e ocupações do Afeganistão e do Iraque e na ofensiva contra a Líbia, em 2011, que provocou a desintegração de um dos países africanos mais prósperos até então, são algumas amostras. Os Marxistas Leninistas compreendem que em uma etapa de aberta reação política e ideológica do imperialismo nossa tarefa é postar-se incondicionalmente no campo da resistência aos agressores da OTAN e seus mercenários. Nesta trincheira de luta, abstraindo as lições programáticas do combate em curso, forjamos uma alternativa de direção revolucionaria para os lutadores que se levantam para derrotar o inimigo maior dos povos, o imperialismo!
EM 04 DE DEZEMBRO DE 2011 NOS DEIXAVA SÓCRATES, UM CRAQUE SEMPRE PRESENTE NA LUTA DEMOCRÁTICA DO POVO BRASILEIRO: HOJE OS JOGADORES NEOFASCISTAS DOMINAM O FUTEBOL MERCADORIA


Em tempos sombrios, onde o neofascista Bolsonaro se utiliza das camisas de vários times, desde o Flamengo até o Santos, passando obviamente pelo Palmeiras, com o futebel mercadoria dominando os gramados com seus jogadores mercenários direitistas, como o novo “ídolo nacional” Gabigol ou o fascista Bruno Mello, nada melhor que lembrar do “Doutor Sócrates”, que faleceu em 04 de dezembro de 2011. Ele foi o maior jogador da história do Corinthians. O “Doutor”, como era chamado por ser formado em medicina, representava o futebol arte não apenas por seu alto nível técnico e inteligência, mas por combater exatamente a manipulação do futebol pela burguesia. Foi assim que participou ativamente do movimento democrático burguês pelas “Diretas Já” em 84 e criou a chamada “Democracia Corintiana”, organismo dos jogadores pelo qual decidiam através do voto desde a renovação e contração de jogadores até os horários dos treinamentos e o fim do confinamento (as concentrações). Destoando do estereótipo dos jogadores de futebol, alienados e despolitizados, Sócrates acompanhava e se posicionava diante de importantes fatos da luta de classes, apesar das limitações políticas e programáticas da esquerda reformista na qual se referenciava. Um bom exemplo que marcou essa trajetória foi a inquebrantável posição de defesa incondicional do Estado operário cubano, reafirmada com todo vigor em sua última entrevista no programa da jornalista Marília Gabriela no SBT que foi ao ar no dia 26/10/2011, assim como a denúncia do assassinato de Kadaffi pela OTAN na Líbia. O futebol nacional presenciou nesse Brasileirão de 2019, diferentes situações, dois paradigmas diametralmente antagônicos. De um lado, em pleno apogeu, o pacto empresarial que determinou o campeonato para o Flameng como consequência da completa apropriação desta importante manifestação da cultura corporal do nosso povo pelo grande capital, transformando-a em mercadoria e instrumento dos interesses capitalistas. A “modernização” do futebol brasileiro nada mais representa do que a implementação à força do futebol-mercadoria, ou seja, a imposição de uma estrutura mercantil-mercenária dos esportes em oposição ao entretenimento e à paixão popular que o povo tem por seu clube. Do outro, os que lutam contra essas forças reacionárias e alienantes do futebol, tendo a convicção, assim como tinha o “Doutor Sócrates”, da necessidade da abolição do modo de produção capitalista através da revolução como a única forma de garantir a emancipação de toda atividade criativa da humanidade. O combate à mercantilização do esporte que se manifesta todo ano neste farsesco campeonato como produto direto do pacto empresarial entre os “cartolas” de clubes que celebram junto com o neofascista Bolsonaro deve ser feito em nome da livre manifestação da cultura corporal-esportiva do nosso povo, o que só pode ser concebida com a abolição do modo de produção capitalista através da revolução proletária, após a qual estaria garantida a expansão de todo o potencial criativo e coletivo da humanidade!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

EDITORIAL DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 344: SERVILISMO DO NEOFASCISTA AO IMPERIALISMO IANQUE FOI “PREMIADO” COM UMA “SURRA DE BARRA DE AÇO” DE TRUMP NAS COSTAS DE BOLSONARO


Todo o servilismo do governo neofascista do Brasil ao imperialismo ianque desde que tomou posse há quase um ano foi “premiado” com uma verdadeira “surra de barra de aço” de Trump nas costas de Bolsonaro e da economia nacional. O midiático presidente norte-americano anunciou a restauração de tarifas sobre o aço e o alumínio importados do Brasil e da Argentina, países que, segundo ele, estariam desvalorizando suas moedas em relação ao dólar e, assim, atrapalhando produtores dos EUA no mercado internacional, sobretudo no setor agrícola.  ​A medida anunciada pela Casa Branca foi a última de uma série de ações negativas adotadas por Washington em relação ao Brasil nos últimos meses, que contrariam a tendência propagada pelo Bolsonarismo que assumiu o Planalto, estabelecendo uma aliança automática vergonhosa com EUA. Mesmo antes de ser eleito por via de uma fraude completa, Bolsonaro sempre demonstrou grande subserviência para com a administração Trump. Cinicamente, a suposta “amizade” entre os dois vinha sendo apresentada como uma fonte de garantia de inúmeros benefícios a serem obtidos pelo Brasil nessa relação de dependência com os Estados Unidos, o que obviamente não ocorreu devido a relação de completa espoliação histórica entre a metrópole imperialista ianque e semicolônia capitalista brasileira.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 344, 2ª QUINZENA DE NOVEMBRO/2019




CHILE NA ENCRUZILHADA: AVANÇAR RUMO A DERRUBADA REVOLUCIONÁRIA DO GOVERNO PIÑERA OU AMARGAR A DERROTA VIA UM PACTO DE CONCILIAÇÃO COM A BURGUESIA COMO DEFENDE A FRENTE POPULAR (PS, PC)


Os trabalhadores e a juventude chilena estão há quase dois meses em luta direta contra o governo Piñera. Como resposta, além da repressão aberta, o governo costurou com setores da oposição (DC, PPD, PS) e a chamada “Frente Ampla” um processo constituinte “trucho” para dentro de um ano. O PC não assinou o acordo alegando que esse caminho não servia para “pacificar” o país, usando a tática de conter as lutas por dentro para negociar futuramente um pacto de estabilização menos vergonhoso. As dezenas de organizações de trabalhadores que integram a União Social, como a CUT e a combativa União Portuária responderam com uma greve geral ativa de 48 horas ao acordo na semana passada. As burocracias sindicais e partidárias procuraram com mais essa greve limitada ganhar autoridade como força de contenção (em especial a CUT e o PC). Diante do ascenso em curso, a política do PC e da CUT tem sido reivindicar eleições antecipadas ou mesmo a convocação de uma Assembleia Constituinte, ou seja, um processo completamente controlado pelas cambaleantes instituições do regime político burguês. Com essa política os partidos da ex-Concertación e em alguma medida a FA e o PC também o sustentam porque dão fôlego a Piñera. Isso fica mais nítido nas declarações como a de Isabel Allende, do PS “os presidentes, como são eleitos democraticamente, devem terminar seus mandatos”. Embora alguns partidos de oposição, pela pressão das ruas, fizeram uma Acusação Constitucional contra Piñera, não dizem que essa Acusação Constitucional pode não se concretizar. Porque está realizada dentro do marco das mesmas instituições empresariais corruptas e repudiadas como o parlamento e os partidos tradicionais. Por exemplo, para a Comissão que verá a acusação, há 5 membros: 2 da direita, 1 do PC, 1 do PS e o presidente da Comissão que é do DC, o mesmo partido que acabou de apoiar que Piñera. Esta orientação é uma completa traição a heroica luta dos trabalhadores e do povo oprimido que exige a derrubada do facínora e a superação do parlamento como “árbitro” da crise. Assim como no passado, a política frentepopulista é a responsável pelas maiores derrotas impostas à classe operária em nome da institucionalidade e da ordem burguesa. Por outro lado, as FFAA e a polícia estão unificadas na repressão. É necessário conseguir que os setores de base das forças repressivas, provenientes das famílias trabalhadoras, parem de defender este governo e passem para o lado da defesa dos trabalhadores no marco do ascenso operário, rompendo assim a hierarquia militar pela força do movimento de massas. Enquanto não houver uma ruptura com as ilusões na democracia burguesa e suas instituições o regime continuará em pé devido a política do PS e do PC. Está colocada para a vanguarda classista a superação deste quadro de conciliação de classes, não só para derrotar a direita fascista, mas também para denunciar os partidos da “Nova Maioria” e seus satélites da “Frente Ampla” que apenas patrocinam ilusões no regime cívico-militar atual. O que está colocado é construir os cordões operários rumo a um governo revolucionário dos explorados! Nessa senda, a convocatória de uma Constituinte somente tem um caráter progressivo e de ruptura com a ordem burguesa se impulsionada por um novo poder operário na cabeça do novo Estado para elaborar uma Constituição Socialista que sente as bases políticas, econômicas e jurídicas de um novo regime sobre os escombros das velhas instituições capitalistas (justiça, FFAA, parlamento). A bandeira de “Constituinte” no abstrato está unindo toda a esquerda, desde o PC stalinista, passando por grupos mais à esquerda do Chile como o PC (AP) e o MIR, além do revisionista do Trotskismo (LIT, PTS, PO). Eles defendem a convocação de uma “Assembleia Constituinte” no Chile sem deixar claro que quem deve convocar a Constituinte é um novo governo revolucionário parido diretamente das manifestações em curso e não o moribundo Piñera, o que consistiria em uma manobra para recompor o regime burguês em crise e não para colocá-lo abaixo. Para vencer nesse momento crucial os setores mais conscientes da vanguarda devem avançar na construção de organismo de poder dos trabalhadores, com comitês de autodefesa armados que tenham como estratégia a revolução proletária que aniquile de forma revolucionária as instituições apodrecidas do regime político e particularmente as FFAA! Faz-se necessário, criar as condições para que os trabalhadores tomem o poder político e econômico, assim como os meios de comunicação e os bancos, tarefa que depende da construção dos cordões operários para edificarem um Governo Revolucionário, o que não passa pelo circo burguês das eleições antecipadas ou uma Constituinte nos marcos do regime como apregoa a Frente Popular!

domingo, 1 de dezembro de 2019

MAIS UMA AÇÃO CRIMINOSA DA PM DO TUCANO NEOFASCISTA JOÃO DÓRIA: CHACINA DE JOVENS EM PARAISÓPOLIS É PARTE DO RECRUDESCIMENTO DO REGIME BONAPARTISTA


A morte de nove jovens e mais de uma dezena de feridos na periferia de São Paulo na noite deste sábado(30/11), emboscados pela polícia militar do governo neofascista de João Dória, e pisoteados em um baile Funk na região de Paraisópolis, não é um ponto fora da curva: é a consequência óbvia da política de extermínio dos jovens moradores de periferia, pretos e pobres, sendo este incremento da violência policial parte integrante do recrudescimento do regime bonapartista instalado em nosso país após o golpe institucional que ocorreu em 2016. Segundo frequentadores do baile funk de Paraisópolis, o certo assassino da PM  teria levado quem estava na rua a correr para uma viela, e o resultado foi a morte de pelo menos nove pessoas pisoteadas. "Quem estava na frente caiu", afirmou o estudante de direito Luiz Henrique. Ao portal de notícias “G1”, a mãe de uma adolescente de 17 anos disse que a polícia teria preparado uma emboscada contra os adolescentes que estavam no baile:”(Minha filha) levou uma garrafada na cabeça, de um policial, deram um [golpe com] cassetete nas costas dela. Ela está lúcida e aguardando a tomografia", declarou a mãe: "Quando eu a vi, não a reconheci. Ela estava com o rosto deformado e perdeu muito sangue. Estava em choque”. Cinicamente a PM tentou responsabilizar a verdadeira chacina na conta de dois supostos atiradores, versão prontamente negada pela população: "É mentira. Eles (PM) que já chegaram atirando, pisoteando a cara das pessoas, quebrando carros e motos. Foi tudo planejado", afirmou um jovem morador de Paraisópolis, que prefere não se identificar por medo e que estava no momento da ação criminosa da PM na comunidade pobre da periferia paulistana. A brutal chacina contra jovens da periferia, perpetrada pelo aparato de repressão estatal, merece o mais amplo e vigoroso repúdio do movimento operário, popular e democrático, porém para não cair mais uma vez no rol da impunidade policial, é necessário que organizemos desde já nossa própria apuração, julgamento e punição totalmente independente das instituições do Estado Burguês. Confiar que a própria justiça patronal, racista e elitista, vá conduzir idoneamente a punição dos policiais assassinos é mais do simples ingenuidade reformista, é ser cúmplice passivo da matança diária de negros e pobres por parte de uma polícia militar formatada para reprimir e assassinar nossa população. Construir nossos próprios tribunais proletários, em conjunto com nossa autodefesa como embrião de uma alternativa de poder revolucionário em nosso país.


sábado, 30 de novembro de 2019

OFENSIVA IMPERIALISTA SOBRE A CHINA: UMA VEZ MAIS RESSURGE A “SANTA ALIANÇA” CONTRA O AUTORITARISMO STALINISTA...


O ultrarreacionário governo Trump sancionou, na semana passada, um projeto de lei Denominado “Lei de Direitos Humanos e de Democracia de Hong Kong”, uma versão diplomática imperialista de uma sinistra provocação à soberania da nação chinesa, pelo caráter abertamente belicoso e de interferência nos assuntos internos de um território que pertence legitimamente à China, e que portanto está sob a gestão estatal do governo do Partido Comunista Chinês, que apesar de estar muito longe do genuíno Marxismo, não confere aos ianques o “direito internacional” de intervir em outra parte do planeta para impor seus interesses geoestratégicos. Para aqueles da esquerda revisionista que defendem a “democracia do capital” contra o autoritarismo do “socialismo chinês” (que repetimos de socialismo não tem muito a ver), seria oportuno verificar as reais intenções do Pentágono em apoiar a suposta “rebelião popular” em Hong Kong, vejamos o decreto de Trump: “A legislação exige que o governo dos EUA examine minuciosamente se Hong Kong aplica as leis de controle de exportação e a política comercial dos EUA em relação à China, com o objetivo de “proteger as empresas dos Estados Unidos em Hong Kong contra a coerção econômica e o roubo de propriedade intelectual”. Nada mais franco e claro oriundo das corporações imperialistas ianques muito preocupadas em garantir a hegemonia do mercado mundial, sob a maquiagem política da defesa do regime democrático no território nacional chinês. Por sua vez, a burocracia do Partido Comunista adverte dos “perigos” da descarada investida imperialista, através do Ministério das Relações Exteriores  declarou  que os EUA “devem arcar com as consequências das contramedidas de Pequim se continuarem a agir arbitrariamente em relação a Hong Kong; e que a interferência de Washington nas questões internas chinesas está fadada ao fracasso”. São os primeiros sintomas de que uma guerra comercial já deflagrada ente a maior potência imperialista e o gigante nacional do ex-Estado Operário, podem extrapolar dos limites econômicos. Não por coincidência, em  Hong Kong, alguns milhares de manifestantes orientados pela Casa Branca, com profusão de bandeiras norte-americanas, comemoraram o recente feriado ianque de ação de graças e a assinatura por Trump da lei de ingerência sobre a China. Os “protestos populares” de Hong Kong começaram em maio, coincidentemente com o agravamento da guerra tarifária de Trump, sob pretexto de um projeto de lei de extradição, apresentado depois do “clamor” gerado pelo assassinato de uma jovem de Hong Kong pelo namorado durante viagem a Taiwan, com a qual não existia legislação de extradição, permitindo a impunidade do criminoso. Hong Kong, ex-colônia britânica arrancada a canhonaços da China para impor o tráfico de ópio, vive desde 1997 sob um estatuto de autonomia, em que está mantido o sistema ultraliberal e o número recorde de bilionários, enquanto boa parte da população mora em cubículos. Também continua sendo um centro de especulação internacional, mas sua importância diminuiu muito desde 1997, caindo de uma economia equivalente a quase um quinto daquela da China continental para apenas 3% atualmente. Como Marxistas Leninistas não podemos coabitar uma “coalizão democrática” com o imperialismo ianque contra os burocratas ex-maoístas, por maior que sejam nossas diferenças programáticas com o Partido Comunista da China. A verdadeira ficção política criada pela esquerda revisionista, de que a “revolta da juventude” em Hong Kong tem uma orientação socialista não se sustenta minimamente diante da análise dos fatos reais. É a mesma fraude “teórica” que apresentava a “primavera árabe” como essencialmente revolucionária, mas que terminou com a devastação imperialista da nação Líbia, ou com a fracassada intervenção militar da OTAN contra o regime nacionalista da Síria. Agora a já conhecida “santa aliança mundial” entre o revisionismo e o imperialismo, que atuou em conjunto para destruir a URSS sob o pretexto de combater os “crimes do stalinismo”, pretende desmembrar a China para impor a “democracia ocidental” dos monopólios do capital financeiro.
LULA EM UM LAPSO DE SINCERIDADE: FACILITAMOS BOLSONARO PARA NA SEQUÊNCIA VOLTARMOS AO PLANALTO...


Em entrevista à TV do portal 247, um porta voz oficioso da Frente Popular, o ex-presidente Lula em um raro lapso de sinceridade confessou o que toda a esquerda revolucionária já vinha afirmando há muito tempo, o PT teria facilitado a eleição do neofascista Bolsonaro para valorizar politicamente seu retorno ao Palácio do Planalto em 2022. A estratégia dos reformistas está absolutamente focada nas eleições de 2022, onde “sonham” voltar a gerência geral dos negócios da burguesia. Desta forma, após sofrerem o golpe institucional em 2016, o PT vem sabotando diretamente qualquer tentativa de resistência das massas via ação direta, que extrapole o calendário eleitoral imposto pelo regime. Foi assim com o movimento “Fora Temer”, desarmado pela Frente Popular quando atingia seu pico maior de mobilização, depois o “Ele Não!” seguiu a mesma sina de boicote para impedir sua continuidade que ameaçava a realização das eleições fraudadas. Consumada a eleição do governo neofascista, o PT e seus apêndices estão na linha de frente para desmontar a rebelião latente do proletariado contra as medidas neoliberais ditadas pelo mercado a este Congresso fantoche dos rentistas. Foram aprovadas as (contra)reformas trabalhista e da Previdência sem que o PT e a CUT desse um passo concreto no sentido da greve geral para barrar o desastre social que já se anuncia, coube a Frente Popular o tradicional discurso demagógico para que os parlamentares da direita votassem “segundo sua consciência”, ou seja inutilidade derrotista que reforçou ainda mais a ofensiva imperialista contra as conquistas históricas da classe operária. Com a liberdade conseguida por um frágil acordo no STF, inclusive ameaçado de reversão na próxima etapa, Lula está seguro que voltará a comandar o país e prega abertamente a “expiação” da população pobre nas mãos deste governo neofascista, vejamos o que afirmou na entrevista a TV 247: “Eu acho que a sociedade vai aprendendo, de porrada em porrada a gente vai aprendendo como são as coisas. Quem sabe o Brasil precisasse de um Bolsonaro para valorizar um pouco a democracia”. Mais claro impossível, este é o papel nefasto para trabalhadores com que atua com maestria e sem máscara o campeão da conciliação de classes, Lula da Silva. Em um dramático apelo para que a burguesia lhe aceite novamente como gerente estatal, Lula com toda a “cara de pau” promete que evitará a todo custo em seu possível futuro governo revoltas populares como as que ocorrem hoje no Chile, Colômbia: “Encontre um gesto meu em que houve qualquer bagunça neste país”, e com todo cinismo finaliza: “Participei de todos os protestos, inclusive na campanha de impeachment do Collor e você não viu nenhum quebra-quebra”. É a declaração reformista que confessa o objetivo central da Frente Popular neste período de profunda instabilidade do modo de produção capitalista, será o “bombeiro” para tentar apagar a chama da revolução socialista que cruza o continente. Resta saber se as condições objetivas da luta de classes permitirão que a burguesia nacional aceite ou não a prestação de serviços oferecida pela Frente Popular, no atual cenário as tendências apontam muito mais para o recrudescimento do regime bonapartista do que para um retorno do pacto social com os reformistas. Para seguir esta estratégia de “pacificação” proposta Lula e o PT, somente correntes de esquerda completamente degeneradas e corrompidas, como o PCO e PCdoB, para não falar da social democracia do PSOL. É urgente a reorganização da vanguarda classista para a construção de um genuíno partido Marxista-leninista, que reoriente a senda da revolução socialista para a derrota cabal da ofensiva neofascista!

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

29 DE NOVEMBRO - DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO: LUTAR PELA DESTRUIÇÃO DO ENCLAVE SIONISTA E EM DEFESA DE UMA PALESTINA SOVIÉTICA BASEADA EM CONSELHOS OPERÁRIOS E CAMPONESES!


A recém-fundada Organizações das Nações Unidas, substituta da antiga Liga das Nações, através da iniciativa dos Estados Unidos, e com o apoio entusiástico da URSS, decretou em 29 de novembro de 1947 a divisão definitiva da Palestina entre um Estado judeu e outro árabe palestino. O stalinismo, após os acordos de Yalta, deixará o Oriente como uma área de influência do imperialismo ianque, além da consideração do sionismo, em sua versão trabalhista como um aliado político, com o qual desenvolverá uma frente popular em Israel. O velho partido comunista palestino logo mudará seu nome para israelense por considerar as massas árabes e palestinas como atrasadas e feudais. Antes mesmo da oficialização do Estado de Israel, as tropas do Irgun retomam os massacres aos palestinos, como a chacina da aldeia de "Deir Yassin". Era o prenúncio do terrorismo sionista que irá assolar o povo palestino até hoje. Exatamente no dia da proclamação oficial do Estado de Israel, 15 de maio de 1948, é declarada a Iª guerra aos países árabes. O novo exército de Israel, agora batizado "Tzahal", é abastecido belicamente pela Thecoslováquia (membro do Pacto de Varsóvia) e Estados Unidos. Conseguindo uma triunfal vitória, alarga, desta forma, em três vezes o seu território traçado inicialmente pela ONU. O Estado árabe palestino estipulado pelo plano de partilha não consegue sair do papel, já estava morto antes de nascer. Restando ao Egito à anexação da faixa de Gaza e à Jordânia a anexação da Cisjordânia. Um milhão e meio de palestinos deixam o agora chamado Estado de Israel, expulsos de suas terras sob o bombardeio da aviação sionista, espalham-se pelo Líbano, Egito, Jordânia, Síria. 600 mil palestinos permanecem no Estado sionista, sem nenhum direito civil, tratados como cidadãos de segunda categoria em seu antigo território nacional, servindo de mão de obra barata que irá mover a engrenagem capitalista do enclave militar de Israel.
199 ANOS DO NASCIMENTO DE FRIEDRICH ENGELS: NOSSA HOMENAGEM AO GRANDE COMBATENTE E MESTRE DO PROLETARIADO MUNDIAL, O FUNDADOR DO SOCIALISMO CIENTÍFICO E AUTOR DO MANIFESTO COMUNISTA AO LADO DE KARL MARX


Em momentos de profundo retrocesso político e ideológico entre a vanguarda militante, a LBI faz essa justa homenagem a Engels no dia de seu nascimento, um verdadeiro farol teórico e político para o proletariado mundial em sua luta pela Revolução Comunista e a Ditadura do Proletariado! Reproduzimos abaixo trechos de um artigo de Lênin em homenagem a Friedrich Engels elaborado em 1895.

Engels foi o mais notável sábio e mestre do proletariado contemporâneo em todo o mundo civilizado. Desde o dia em que o destino juntou Karl Marx e Friedrich Engels, a obra a que os dois amigos consagraram toda a sua vida converteu-se numa obra comum. Assim, para compreender o que Friedrich Engels fez pelo proletariado, é necessário ter-se uma ideia precisa do papel desempenhado pela doutrina e atividade de Marx no desenvolvimento do movimento operário contemporâneo. Marx e Engels foram os primeiros a demonstrar que a classe operária e as suas reivindicações são um produto necessário do regime económico atual, que, juntamente com a burguesia, cria e organiza inevitavelmente o proletariado; demonstraram que não são as tentativas bem intencionadas dos homens de coração generoso que libertarão a humanidade dos males que hoje a esmagam, mas a luta de classe do proletariado organizado. Marx e Engels foram os primeiros a explicar, nas suas obras científicas, que o socialismo não é uma invenção de sonhadores mas o objetivo final e o resultado necessário do desenvolvimento das forças produtivas da sociedade atual. Toda a história escrita até aos nossos dias é a história da luta de classes, a sucessão no domínio e nas vitórias de umas classes sociais sobre outras. E este estado de coisas continuará enquanto não tiverem desaparecido as bases da luta de classes e do domínio de classe: a propriedade privada e a produção social anárquica. Os interesses do proletariado exigem a destruição destas bases, contra as quais deve, pois, ser orientada a luta de classe consciente dos operários organizados. E toda a luta de classe é uma luta política.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

MÁFIA TOGADA DO TRF-4 AMPLIA PENA DE LULA NO CASO DO SÍTIO DE ATIBAIA: DECISÃO ARBITRÁRIA DO JUDICIÁRIO GOLPISTA BUSCA CHANTAGEAR AINDA MAIS O PT PARA QUE MANTENHA O MOVIMENTO OPERÁRIO PARALISADO DIANTE DOS ATAQUES NEOLIBERAIS DO NEOFASCISTA BOLSONARO 


Os 3 membros da máfia togada do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) votaram, por unanimidade, para manter a condenação do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia. O relator João Pedro Gebran Neto elevou a pena de Lula para 17 anos, 1 mês e 10 dias em regime fechado, no que foi seguido pelos dois outros desembargadores. Lembremos que antes, em mais um capítulo da farsa jurídica montada pela operação “Lava Jato” contra Lula, a juíza federal Gabriela Hardt, substituta e marionete de Sérgio Moro, havia condenado o ex-presidente petista a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo sobre o sítio em Atibaia. A acusação é de que Lula teria recebido R$ 1 milhão em propinas referentes às reformas do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin. As acusações de corrupção contra Lula acerca do sítio chegam a ser ridículas e passam muito longe do verdadeiro processo de composição entre o Estado burguês e os grandes grupos capitalistas. A “simbiose perfeita” entre a chamada iniciativa privada e seus negócios com todas as instituições estatais não foi “inventada” pelo PT, nos governos da Frente Popular apenas se reproduziu a secular prática recorrente do capitalismo de “pagar” comissões a seus gerentes de turno. O TRF-4 encarregou-se, na falta de um acórdão publicado pelo STF, de fazer, ele próprio, a modulação da decisão do Supremo proposta cinicamente por Tofolli, decretando, por João Gebran, que ele só vale para novos casos e alegou cinicamente que não há prejuízo ao réu pelo desrespeito à ordem de apresentação de alegações finais. Não apenas mantém-se uma sentença que é gritantemente montada à base do “cópia e cola” e processualmente nula por decisão do STF como se estabelece um apenamento gigantesco. É quase o dobro do que Sergio Moro fixou-lhe no já escandaloso caso do Triplex. Porque tanta “truculência” dos membros do TRF-4? A resposta para os Marxistas é óbvia: com essa decisão arbitrária o judiciário golpista e seu regime bonapartista de exceção buscam chantagear ainda mais o PT para que a frente popular mantenha o movimento operário paralisado diante aos ataques neoliberais do neofascista Bolsonaro. 
POR BOLIVIANO ATACA LBI E SEGUE COMEMORANDO A QUEDA DE EVO PELAS MÃOS DA DIREITA: BALANÇO DA SEITA REVISIONISTA É QUE NÃO HOUVE GOLPE DE ESTADO E SIM UMA “REBELIÃO POPULAR” QUE DERRUBOU O GOVERNO DE COLABORAÇÃO DE CLASSES DO MAS


Em uma tentativa desesperada de encobrir sua traição histórica a luta do proletariado boliviano ao se emblocar com a direita e o fascismo contra o governo de colaboração de classes do MAS, o POR boliviano resolveu atacar os “impostores que se fingem como trotskistas” (Jornal Masas, 29/11) em uma referência indireta e furiosa a LBI que tratou de polemizar desde o início da crise boliviana com as posição dos Loristas na Bolívia e no Brasil, inclusive identificando um certo “desconforto” da TPOR brasileira em aceitar a linha escandalosa do POR da Bolívia de caracterizar como uma “rebelião popular” as manifestações reacionárias e neofascistas que desembocaram no Golpe de Estado apoiado pelo imperialismo ianque e Bolsonaro. A seção brasileira do CERCI defende a existência do golpe, ainda que de forma centrista colocou o termo entre aspas em sua primeira declaração sobre a Bolívia. Segundo o POR boliviano “Son los estalinistas, los derrocados masistas y algunos impostores que fungen como trotskistas, que hacen circular la falacia de que el POR habría conspirado, bajo las mismas banderas, con la derecha tradicional para acabar con un ‘gobierno progresista y antiimperialista’ que ha llevado adelante un interesante y novedoso 'proceso de cambio' y ha transformado radicalmente la estructura económica de este país”.  Como a LBI defendeu o Voto Nulo nas eleições de 20 de outubro (a mesma posição do POR boliviano) e denunciou duramente as alianças de Evo com a burguesia em seus 14 anos de governo de aberta conciliação de classes, não perderemos tempo na calúnia de explicar que jamais consideramos a gestão da centro-esquerda burguesa do MAS como "anti-imperialista que transformou radicalmente a estrutura econômica da Bolívia". Iremos direto ao ponto: a seita revisionista nega que houve um Golpe de Estado! Os Loristas têm essa caracterização anti-Marxista porque participaram ativamente das marchas reacionárias caracterizando que havia uma “rebelião popular” em curso. Essa é a razão do POR afirmar que disputava com a direita a orientação política das marchas, vejamos com nossos próprios olhos “Durante la última rebelión popular que ha terminado tumbando al gobierno del MAS, nos hemos diferenciado de la vieja derecha señalando que el objetivo no es luchar por una inexistente democracia que es una forma de administrar el Estado burgués, sino por la defensa de los derechos y libertades democráticas entendido como el derecho que tienen los bolivianos a pensar y expresarse libremente, a organizarse, a vivir en condiciones humanas, a tener acceso al agua, a la educación, a la salud, etc.”. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

HÁ 108 ANOS... NASCIA MÁRIO LAGO, O ÚLTIMO “STALINISTA BOÊMIO”


Mario Lago, ator, compositor, radialista, poeta, autor teatral foi um militante comunista, na verdade um stalinista de vida boêmia, talhada pelas músicas, os cabarés, enfim foi produto do ambiente malandro da Lapa carioca onde nasceu e da influência política da vitoriosa Revolução de 1917, que iria marcar os debates políticos e culturais de sua adolescência. Também neste caso, a exceção confirma a regra e nem por esses ricos traços culturais Lago rompeu com a política de colaboração de classes do velho Partidão. Ao contrário, seguiu-a disciplinadamente apesar de toda a “heterodoxia” pessoal que acompanhou sua vida, quando morreu em 30 de maio de 2002. Um tempo vivido em sua plenitude política, artística e boemia. Não foi casual esse pulsar de vida pelo simples fato de que nascera no centro do furacão político da luta de classes e cultural do país nas décadas de 20 a 50. Há exatos 108 anos, Mário Lago nasceu no Rio de Janeiro, capital federal, em 26 de novembro de 1911, na histórica Rua do Resende, bairro da Lapa, região à qual confluía toda a boemia carioca e a nata da “malandragem”. Carioca típico, absorveu profundamente a verve de sua época, a de um país que emergia para a industrialização capitalista, a economia que aos poucos suplantava a monocultura cafeeira. Por todos os poros emergiam os aspectos de uma nova cultura voltada para consumo de massa, tais como a música que desce da marginalidade dos morros para a cidade, ou seja, o samba outrora criminalizado rapidamente se populariza através de grandes menestréis como Chiquinha Gonzaga – a grande precursora desta nova “elite” intelectual que compôs já em 1899 a marchinha “Ô abre alas” – Noel Rosa, Mario Lago, Cartola, Pixinguinha, Lamartine Babo e muitos outros. Tratava-se da ascensão de uma nova classe média urbana gerada pelo crescente processo de industrialização que tinha como canal de expressão de suas ideias e novos costumes os cafés, os botequins e cabarés, nos quais eram “elaborados” (vividos) e discutidos entre a intelectualidade novos padrões estéticos e comportamentais.
FUP TEATRALIZA GREVE “FAZ DE CONTA” ENQUANTO FNP EM ABERTA PELEGAGEM SEQUER MOBILIZA SUAS BASES NA PETROBRAS: RESPONDER AOS ATAQUES DE GUEDES E DO TST COM UMA VERDADEIRA GREVE NACIONAL COM PIQUETES QUE PARALISEM A EXTRAÇÃO, REFINO E ABASTECIMENTO!


Os petroleiros ligados a FUP deliberaram pela greve por tempo determinado, de 25 a 29 de novembro, desgraçadamente trata-se de uma “greve de faz de conta”. Esta foi a tímida e midiática resposta da burocracia sindical cutista ao não cumprimento do acordo de trabalho (ACT), que mesmo rebaixado, não foi cumprido sequer pela direção privatista da Petrobras. A paralisação de mentirinha visa em tese alertar a própria empresa para os riscos da política de demissões e de transferência de pessoal implementada. A FNP, ligada ao PSTU, PSOL e setores da chamada “esquerda petista”, teve uma conduta ainda mais pelega, não mobilizaram e sequer paralisaram as atividades em suas bases na Petrobras, como no Rio de Janeiro, apostando em negociações a porta fechada com a direção da empresa! Uma traição aberta a luta dos petroleiros! A Petrobras descumpriu os termos do acordo coletivo de trabalho, assinado no dia 4 depois de negociação mediada pelo próprio TST, efetuando demissões e transferências, além de incluir metas de segurança, saúde e meio ambiente como critérios para pagamento de bônus. Apenas nos cinco últimos anos, a empresa cortou quase 23 mil postos de trabalho. Tinha 86.111 no final de 2013 e fechou 2018 com 63.361, sendo 47.556 na controladora e os demais nas subsidiárias. Em represália patronal, a empresa recorreu mais uma vez à Justiça, pedindo que o TST impusse multas ainda mais elevadas e punições mais rígidas, reivindicação acatada pelo reacionário e ultra-neoliberal “ministro” Ives Gandra, que classificou a paralisação como “afronta”. Gandra determinou hoje a suspensão das mensalidades pagas pelos empregados para sustentar os sindicatos até que seja alcançado o valor das multas. Determina também o bloqueio de R$ 2 milhões das contas dos 13 sindicatos envolvidos na greve e da FUP. A última vez que a Justiça autorizou um bloqueio desse tipo foi na greve de 1999, a única em que houve desabastecimento de combustível. Por sua vez, o ministro da Economia, Paulo Guedes sugeriu que demitiria os grevistas da Petrobras se a estatal fosse uma empresa privada comandada por ele. “Você tem excelentes salários (na Petrobras), bons benefícios, quase estabilidade de emprego e tenta usar o poder político para extrair aumento de salário no momento em que há desemprego em massa? Se fosse uma empresa privada e eu fosse o presidente, sei o que faria. Cheio de gente procurando emprego e tem gente fazendo greve?". Na paralisação desta semana, no entanto, os sindicatos escandalosamente garantiram que o atendimento à população estaria garantido, cedendo a chantagem da empresa e do TST. Segundo a bucrocracia cutista, “Para a FUP, a decisão do TST de bloquear as contas e os repasses à entidade e aos sindicatos é arbitrária. Afinal, a mobilização, como a entidade fez questão de ressaltar desde a semana passada, não irá afetar a produção de petróleo, ou o abastecimento de combustíveis do país e por isso não prejudicará a população”. Essa política defensiva e pelega da FUP visa sempre buscar um acordo com o governo, somente pressionar por um acatamento do ACT proposto pelo próprio TST. Diante da ofensiva reacionária de Guedes e do TST que atacam a greve dos petroleiros da FUP é paralisar a Petrobras de verdade (extração, refinarias e abastecimento) para derrotar a ofensiva privatista e policialesca do governo Bolsonaro, sendo necessário as bases da paralítica FNP ingressarem imediatamente na paralisação, superando a disputa dos aparatos sindicais burocráticos que sequer conseguem fazer uma greve nacional conjunta enquanto a Petrobras é destruída e privatizada!

terça-feira, 26 de novembro de 2019

RECRUDESCIMENTO DO REGIME BONAPARTISTA COM AMEAÇA DE NOVO AI-5, EXCLUSÃO DE ILICITUDE NA REPRESSÃO AOS PROTESTOS E LEGALIZAÇÃO DE ASSASSINATO PARA DEFENDER A PROPRIEDADE PRIVADA DOS MEIOS DE PRODUÇÃO: NOSSA RESPOSTA DEVE SER CONSTRUIR COMITÊS ARMADOS DOS TRABALHADORES PARA DERROTAR A OFENSIVA NEOFASCISTA!


O governo Bolsonaro vem atuando no sentido de recrudescer o regime político burguês, buscando inclusive alterar a legislação burguesa para criminalizar ainda mais a luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Tais medidas do neofascista visam aprofundar a perseguição as lideranças políticas e sindicais ligadas ao movimento operário além de criminalizar as ocupações urbanas e rurais. Ele vai encaminhar ao Congresso um projeto de lei para dar garantia de matar sem punição aos proprietários de áreas urbanas e rurais que tenham suas propriedades ocupadas por MST, por exemplo. “Queremos dar a garantia absoluta de que dentro da sua casa você pode tudo contra um invasor, tá certo? Quando marginais invadem propriedades rurais, e o juiz determina a reintegração de posse, como é quase como regra que governadores protelam, poderia, pelo nosso projeto, ter uma GLO do campo para chegar e tirar o cara”. Trata-se do direito de matar para defender as propriedades privadas dos meios de produção capitalista. Essa medida trata da ampliação do direito dos latifundiários e da classe média de portar armas, uma realidade que já era comum no meio social pequeno-burguês abastado devido ao mercado paralelo de autorização do “porte de arma” que a PF distribuía a seu bel prazer. Na semana passada, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei para isentar de punição militares e policiais que cometerem excessos durante operações de garantia da lei e da ordem (GLO). Desta forma, dá-se licença para matar, estabelecendo-se o conceito de presunção de legitima defesa. Traduzindo: atire primeiro e avalie o risco letal depois. Na proposta esta escrito: “Esta Lei estabelece normas aplicáveis aos militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (…) Aplica-se ainda aos integrantes dos órgãos a que se refere o caput do art. 144 da Constituição e da Força Nacional de Segurança Pública, quando prestarem apoio a operações de Garantia da Lei e da Ordem.". Lembremos que recentemente o neofascista Jair Bolsonaro declarou “Caso houver no Brasil manifestações radicais como as que estão acontecendo na América Latina, as Forças Armadas estão preparadas para agir”. Por sua vez, em entrevista nos EUA, Guedes declarou “Não se assustem se alguém pedir o AI-5”, arrematando “Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática”. Trata-se de uma clara chantagem ao movimento operário: repressão em toda linha se houver resistência de massas ao ajuste neoliberal em curso. 
VITÓRIA DA DIREITA NAS ELEIÇÕES URUGUAIAS: FRENTE AMPLA JÁ SE COLOCA COMO UMA “OPOSIÇÃO CONSTRUTIVA”... AS FRENTES POPULARES SÃO O CAMINHO DA DERROTA PARA AS MASSAS


A coalizão política da Frente Ampla, uma variação política de Frente Popular brasileira, mas com a mesma “carga” programática colaboração de classes, está no governo do Uruguai há 15 anos. O atual presidente, Tabaré Vázquez, governou o país entre 2005 e 2010 pela primeira vez, foi sucedido por José Pepe Mujica, também da FA, de 2010 a 2015 e retornou à presidência novamente com mandato até 2020. Porém no último domingo (24/11) esta sequência de gestões estatais da FA foi quebrada pela vitória do candidato da direita neoliberal, Luis Lacalle Pou, dirigente do Partido Nacional. Lacalle Pou, apoiado eleitoralmente por uma coligação com a direita fascista (Cabildo Aberto) obteve 48,7%  dos votos e Daniel Martínez, da Frente Ampla, conseguiu 47,5%, segundo dados  da apuração primária, que ainda não confirmou oficialmente a vitória do Partido Nacional em virtude da apertada diferença de votos, menos de 2%. As urnas revelaram um eleitorado muito polarizado, Montevidéu e Canelones, que representam o Uruguai urbano, votaram majoritariamente pela Frente Ampla e o interior dominado pelas reacionárias oligarquias fundiárias foi favorável à coligação da direita. Entretanto já reconhecendo o triunfo de Lacalle Pou, o presidente nacional da  “Frente Ampla”, Javier Miranda, afirmou em uma entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira(25/11): "Si la Corte Electoral (…) decide que nuestro lugar sea el de la oposición tengan la certeza que el Frente Amplio va a ser una oposición constructiva”. (Se a Corte Eleitoral decide que nosso lugar é o de oposição tenham certeza que a Frente Ampla vai ser uma oposição construtiva). Como já tínhamos caracterizado em artigo anterior publicado no Blog da LBI, a Frente Ampla foi derrotada eleitoralmente sem esboçar qualquer iniciativa de luta ou resistência política diante da ofensiva neofascista no país, que iniciará todo um processo de retirada de direitos sociais e ataques as liberdades democráticas de organização popular, à semelhança do que ocorre hoje no Brasil. No sentido inverso do caminho da luta contra a direita, a Frente Ampla anuncia que será uma “oposição construtiva”, talvez Pepe Mujica a maior liderança política da FA, tenha se espelhado no exemplo de Lula no Brasil que se recusa a defender o “Fora Bolsonaro” em nome da estabilidade institucional. O “pequeno” Uruguai teve seus índices de concentração agrária ainda mais ampliados nos governos da Frente Ampla, e o “agradecimento” político das oligarquias rurais foi o de apoiar o candidato da oposição reacionária, também neste caso qualquer semelhança com o PT no Brasil não é mera coincidência... Com o novo eixo político estabelecido no Mercosul, onde a direita neoliberal já governa o Brasil e Paraguai, a esquerda peronista agora comandando a Argentina sofrerá um sério cerco econômico, o que necessariamente trará muita instabilidade na região. As massas proletárias do Cone Sul, não devem nutrir a menor ilusão na capacidade das Frentes Populares de seus respectivos países esboçarem qualquer tipo de resistência combativa diante da ofensiva imperialista em pleno curso no nosso continente, sua vertente social e programática é o da capitulação e não a da luta revolucionária. Somente a construção de partidos Marxistas Leninistas terá a capacidade em conduzir o levante espontâneo de massas contra o “ajuste” rentista na senda da expropriação do capital e instauração da Ditadura do Proletariado.