segunda-feira, 19 de agosto de 2019

NÃO AO ACORDO DE EXTRADIÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DOS FASCISTAS PIÑERA E BOLSONARO PARA MANTER NO CÁRCERE MAURÍCIO NORAMBUENA! LIBERDADE IMEDIATA PARA O GUERRILHEIRO CHILENO!


Após ficar mais de 16 anos preso no Brasil, o guerrilheiro Maurício Hernández Norambuena, conhecido como “Comandante Ramiro”, ex-dirigente da Frente Patriótica Manuel Rodriguez (FPMR), organização política que travou luta armada contra o regime militar fascista de Pinochet no Chile, será extraditado para o Chile nas próximas semanas.  A extradição faz parte de um acordo aviltante entre os governos dos fascistas Piñera e Bolsonaro. Norambuena cumpre pena de 30 anos de prisão pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto em 2001, na capital paulista, visando arrecadar fundos para a FPMR. O empresário foi libertado pela polícia após 53 dias no cativeiro. Ele também foi condenado a duas prisões perpétuas no Chile por planejar e justiçar, em 1991, o senador reacionário Jaime Guzmán, colaborador de Pinochet, e pelo sequestro de Cristián Edwards, herdeiro do jornal reacionário El Mercurio. Uma das ações praticadas pelo grupo, inclusive, foi uma emboscada que quase levou à morte o ditador chileno Pinochet. Na última quinta-feira ele foi transferido secretamente de Avaré para a carceragem da Superintendência da PF, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. A defesa dele só teve conhecimento da transferência dias depois. A advogada de Norambuena, Sabrina Bittencourt Nepomuceno, informou que entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de habeas corpus para que seu cliente não seja extraditado até que os termos do acordo feito entre o Brasil e o país andino sejam conhecidos pela defesa: “Enquanto não tivermos acesso a esse compromisso formal do Chile de aceitar as regras bilaterais para extradição, como a manutenção da pena que ele cumpria no Brasil e não aplicação da prisão perpétua, somos contra a saída dele do país”, disse a advogada Sabrina. Segundo a advogada, o governo chilen precisa se comprometer a substituir a pena de prisão perpétua para 30 anos de prisão e descontar dessa pena o tempo que ele esteve preso no Brasil. Ou seja, como ele ficou detido 16 anos, restam mais 14 anos de prisão a cumprir. “O compromisso não é só não aplicar a pena de morte e a prisão perpétua. O compromisso é aplicar uma pena de, no máximo, 30 anos, e computar o tempo de prisão preventiva que ele esteve no Brasil para fins de extradição no tempo de prisão do Chile. Então são duas condicionantes que estão nos acordos de extradição dos países do Mercosul e na lei de imigração brasileira”, completou Sabrina. Ainda de acordo com Sabrina, seu cliente teme por sua vida no Chile se esses acordos não forem cumpridos. "Falei com ele hoje", disse a advogada. Conforme a Campanha da Solidariedade com Mauricio Hernández Norambuena, a detenção de Norambuena é um festival de ilegalidades jurídicas: a sua própria permanência no RDD por vários anos deveria ter sido cessada, por lei, em 2004, sendo sua manutenção um crime contra a pessoa humana, golpeando seriamente sua saúde psicológica. Segundo o parecer da Lei de Execuções Penais, hoje, sequer é legal mantê-lo preso em regime fechado, visto que, cumprido um sexto da pena, progride-se ao regime semiaberto. Tudo isso demonstra o caráter político e contrarrevolucionário da “justiça” brasileira. Norambuena é o preso há mais tempo mantido em solitária no Brasil: 16 anos. Em nome da LBI defendemos a liberdade imediata de Maurício Hernández Norambuena e somos contra a extradição baseada no acordo venal entre os fascistas Piñera e Bolsonaro, esses canalhas querem ver o “comandante Ramiro” morto ou no mínimo em prisão perpétua na solitária no Chile, como o ex-dirigente da FPMR passou vários anos no Brasil. Convocamos as organizações sindicais e populares, as forças políticas revolucionárias e democráticas a travarem em frente única a luta pela liberdade imediata de Norambuena das garras dos governos fascistas do Brasil e do Chile, herdeiros da facínora “Operação Condor” em nosso continente!

“GOLPE DE AGOSTO” NA URSS: TROTSKISTAS EM DEFESA DO ESTADO OPERÁRIO CONTRA A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA... REVISIONISTAS DO TROTSKISMO JUNTO COM YELTSIN E O IMPERIALISMO IANQUE


Entre os dias 19 e 20 de agosto de 1991, há exatamente 28 anos atrás, um golpe militar dirigido por generais stalinistas e setores da KGB tentou barrar a divisão da URSS um dia antes da celebração do chamado "Tratado da União" que criava uma Federação de Repúblicas Independentes, com ampla autonomia para seus presidentes levarem a cabo a restauração capitalista. Sob o comando do então vice-presidente da União Soviética, Gennady Yanaiev, esta ala da burocracia prendeu Gorbachev com o objetivo de retomar o controle do aparelho central do então Estado operário soviético. O golpe foi derrotado militarmente e de seu fracasso surgiu como novo ícone da restauração capitalista o "herói" Boris Yeltsin, então presidente da Federação Russa, que tratou de dar curso ao processo de liquidação contrarrevolucionária da URSS. Yeltsin comandou um setor restauracionista que havia rompido com o aparato estatal do PCUS, se alçou à condição de representante direto do “mercado” e venceu, com a ajuda da burguesia mundial, o golpe de estado liderado pelos burocratas stalinistas do Comitê de Emergência. Os restauracionistas tomaram o poder de estado, instaurando um governo capitalista na Rússia, disposto a destruir as antigas bases sociais do Estado operário através da autonomia total das então repúblicas soviéticas, privatizar a economia estatizada e a restaurar o capitalismo na região, transformando a antiga URSS numa semicolônia capitalista, condição na qual atualmente se encontra a Rússia, apesar de uma certa recuperação econômica. 

domingo, 18 de agosto de 2019

PSOL, PT E AFINS: QUANDO O CRETINISMO PARLAMENTAR DA ESQUERDA REFORMISTA SEQUER TEM O “SENSO DO RIDÍCULO”...


O Congresso Nacional está na véspera de selar o fim da Previdência Pública no país, após a emenda constitucional da malfadada (contra)reforma ter sido aprovada com uma ampla margem na Câmara dos Deputados, e no Senado a previsão é de uma vitória ainda mais folgada do rentismo. No bojo da ofensiva neoliberal, este mesmo Congresso, composto majoritariamente pela nova escória da política burguesa, prepara um pacote de “ajuste” brutal de medidas exigidas pelo “mercado”, como a chamada “reforma tributária” e um agressivo plano de privatizações das estatais ainda sobreviventes ao “desmonte”. Nem é preciso gastar muito o tempo de nossos leitores falando sobre o caráter venal da atual composição política do Congresso brasileiro, mas por mais inacreditável que possa parecer a esquerda reformista (PT, PSOL e afins) ainda insiste em “virar o jogo” das contrarreformas no marco do lobby parlamentar, e em um delírio criminoso sustenta que o governo neofascista pode ser derrubado pela própria ação de deputados e senadores bolsonaristas... que poderiam ser convencidos a mudar do campo reacionário pela plataforma da “oposição”...

sábado, 17 de agosto de 2019

“O CAPITAL” A OBRA PRIMA DE KARL MARX ACABA DE COMPLETAR 152 ANOS: PARA OS REVISIONISTAS UM “CLÁSSICO DO PASSADO”, PARA OS LENINISTAS UMA GUIA ATUAL PARA A REVOLUÇÃO!


Em 16 de agosto de 1867, Marx finaliza a elaboração do primeiro tomo de “O Capital”, após anos de pesquisa e reflexão teórica. É um período em que Marx estreita seus vínculos com o movimento operário, então norteado por teses anarco-economicistas que não conseguiam explicar com profundidade toda a dinâmica do regime capitalista, desde o mundo do trabalho até o acúmulo de riquezas das classes dominantes. Nesta época envia uma carta breve e comovente a Frederich Engels como um tributo ao seu novo trabalho intelectual: “Se foi possível, devo-o apenas à você. Sem seus sacrifícios em meu favor eu jamais teria conseguido realizar o imenso trabalho exigido pelos três tomos. Eu cumprimento-o com enorme gratidão”. Sem sombra de dúvida uma contundente demonstração de camaradagem militante de Marx, que rejeitava qualquer "título" ou vaidade acadêmica de "brilhantismo". O Capital cuja influência sobre a história contemporânea da luta de classes é incalculável, desperta desde o fim do século XIX uma polêmica teórica permanente sobre a sua natureza. Mas no que consiste precisamente a essência das teses contidas no “Capital”? É uma obra econômica? É um texto filosófico? É o nascedouro da sociologia moderna ou uma plataforma científica para a política revolucionária do proletariado? Para Marx, a economia política se distingue da ciência clássica, ou seja , uma ciência que se transformou em ideologia. A evolução da economia política foi interrompida e ela se desviou da via científica, pois permaneceu prisioneira dos preconceitos e das ideias da classe dominante da sua época, a classe burguesa. É em decorrência da própria lógica da economia política clássica, que teria conduzido obrigatoriamente à condenação do modo de produção capitalista, ao desvelamento de suas contradições, descoberta de seu caráter transitório e ao prenúncio de seu fim, que os economistas burgueses não foram capazes de levar a termo a obra de Adam Smith e de Ricardo, e que a escola clássica de economia política começou a se desagregar. Ao efetuar a crítica da economia política, Marx combinou simultaneamente três elementos distintivos, primeiramente analisar o funcionamento da economia capitalista, dissecando suas contradições e mostrando o quanto a ciência econômica oficial é incapaz de dar conta destas e de explicá-las. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

BOLSONARO “XINGA” O IMPERIALISMO EUROPEU PARA ENTREGAR A AMAZÔNIA PARA TRUMP: SOMENTE OS TRABALHADORES PODEM DEFENDER NOSSAS FLORESTAS NA LUTA PELA REVOLUÇÃO SOCIALISTA FRENTE AO AVANÇO DA BARBÁRIE!


Vem ganhando destaque na imprensa burguesa a suposta “queda de braço” entre o governo Bolsonaro e países europeus em torno do chamado “Fundo Amazônico”. O Fundo foi criado em 2008 pelo governo Lula, com o objetivo formal de captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento, combate ao desmatamento, promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. A Noruega, principal doadora do mecanismo, anunciou a suspensão de repasse de R$ 132,6 milhões que estava previsto para 2019. A Alemanha também já anunciou que suspenderia R$ 155 milhões. As medidas foram anunciadas após o aumento do desmatamento na Amazônia e mudanças na gestão do fundo. Os “xingamentos” entre Bolsonaro e os governos europeus trata-se de uma “disputa” entre representantes da rapina de nossas riquezas naturais. Bolsonaro pretende entregar a Amazônia para o controle ianque e o imperialismo europeu que deseja abocanhar parte de nossas riquezas está descontente com essa opção do fascista. Ele prometeu rever demarcações indígenas e declarou com todas as letras que deseja “explorar a região amazônica com os Estados Unidos”. Na prática, as atividades do Fundo Amazônia estão paralisadas neste ano após o Ministério do Meio Ambiente brasileiro decidir mudar a composição do comitê que integra o Fundo e o destino dos repasses. Como “ala esquerda” do imperialismo europeu estão os defensores do chamado “ecossocialismo”, cujo principal porta-voz é Michael Lowy, que visa colocar como centro da defesa da necessidade histórica do socialismo a questão ambiental e não a luta de classes que tenha o proletariado como vanguarda da emancipação humana. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

NOVA REFORMA TRABALHISTA: MP 881 DÁ TOTAL LIBERDADE AOS PATRÕES E IMPÕE ESCRAVIDÃO COMPLETA PARA OS TRABALHADORES...


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (14/08) a Medida Provisória 881, a malfadada minirreforma trabalhista ou a “MP da escravidão”, após a votação dos destaques apresentados pelas bancadas bolsonaristas (inclusive com o apoio de parlamentares da chamada “oposição”), partidárias do projeto ultraneoliberal do governo neofascista de Bolsonaro. As doze propostas de alteração do texto foram rejeitadas, a medida segue agora para apreciação no Senado. Além de retirar direitos históricos dos trabalhadores, abolir regulamentações legais que vão estimular ainda mais a precarização da força de trabalho, a medida, ao acabar, em muitos casos, com a fiscalização de empresas e dificultar a responsabilização jurídica abre caminho para a impunidade e vai ser um estímulo aos patrões para a maior exploração dos trabalhadores. A permissão para o trabalho aos domingos e feriados sem o pagamento de 100% de adicional é um dos pontos centrais da “MP da escravidão”. Outro ponto aprovado, que é mais uma ameaça ao trabalhador travestido de “liberdade”, é o que trata do controle de ponto, a MP determina que será obrigatório os registros de entrada e saída no trabalho apenas para empresas com mais de vinte empregados, atualmente, o limite é até dez trabalhadores. O texto da MP, encomendado diretamente pela burguesia parasitária ao Congresso Nacional, autoriza ainda o registro de ponto por exceção, um modelo em que o funcionário da empresa pode fazer um acordo com o empregador para não bater o ponto, isto é claramente um convite à burla. O cenário econômico de profunda recessão econômica por que passa o país, atua como um elemento de chantagem sobre o proletariado ameaçado diretamente pela escalada crescente de desemprego, por outro lado a crise capitalista serve para a demagogia neoliberal avançar em suas contrarreformas, arrancando cada vez mais direitos sociais da classe operária. Mas o elemento central da ofensiva neoliberal da burguesia e seu atual governo fascista, reside no fato de que as direções da esquerda reformista e suas Centrais sindicais burocratizadas não ofereçam a menor linha de resistência contra o projeto das classes dominantes. A Frente Popular e seus apêndices menores como o PSOL e PSTU, só disseminam o cretinismo parlamentar, iludindo os trabalhadores sobre possíveis vitórias contra o “ajuste do mercado” no marco deste Congresso Nacional corrompido. É urgente romper com esta política de colaboração de classes do PT ou veremos em breve a volta da escravidão capitalista no Brasil...
ATAQUE FURIOSO DO “COCÔ” FASCISTA BOLSONARO AOS COMUNISTAS EXIGE UMA ENÉRGICA RESPOSTA POLÍTICA MILITANTE DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA!


O fascista Bolsonaro atacou os Comunistas em viagem a cidade de Parnaíba, no Piauí. Nesta quarta-feira (14.08) ele vociferou “Vamos varrer a turma de vermelho do Brasil... Vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas”. Bolsonaro foi saudado em sua fala pelo canalha Mão Santa, do SD. O atual prefeito de Parnaíba foi governador do Piauí entre 1995 e 2001 pelo PMDB, quando foi cassado por abuso de poder político e econômico. Mão Santa teve como vice-governador em 1998 o trânsfuga Osmar Ribeiro, do PCdoB, partido que é uma verdadeira prostituta política a serviço da burguesia mas que desgraçadamente ainda uso como símbolo comunista a Foice e o Martelo. Os ataques do "cocô" fascista contra os comunistas e à esquerda em geral tem com o claro objetivo de perseguir a vanguarda revolucionária que comanda a resistência aos ataques neoliberais do governo, inclusive os genuínos Leninistas que não se submetem a política de colaboração de classes do PT e PCdoB. Bolsonaro e suas hordas fascistas não distinguem as profundas diferenças políticas no campo da esquerda, para as forças da reação tudo que represente no passado ou no presente o combate histórico pelo socialismo deve ser eliminado e destruído. Nesta perigosa escalada nacional da direita, nos chama atenção a “resposta” que setores majoritários da esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PSTU) pretendem dar a esta ofensiva da reação, política condensada na carta elaborada por Lula gradecendo os esforços de parlamentares de diversos partidos burgueses que em 7 de agosto foram ao STF pedir a suspensão de sua transferência forçada de Curitiba: o petista clama por uma suposta “ampla frente antifascista” com forças burguesas e suas personalidades tanto que é endereçada a figuras como Rodrigo Maia (DEM), Marcos Pereira (PRB), presidente e vice da Câmara e os presidentes de partidos, líderes ou vice-líderes das bancadas: Tadeu Alencar (PSB), Fábio Ramalho (MDB), Arthur Lira (PP) Fábio Trad (PSD), Rubens Bueno (Cidadania), Paulinho da Força (Solidariedade) Wellington Roberto (PL) entre outros. O caminho apresentado por Lula e a Frente Popular é a senda da derrota, não serve para derrotar na luta direta revolucionária o fascista Bolsonaro e sua corte de reacionários, como Mão Santa!



quarta-feira, 14 de agosto de 2019

EM 14 DE AGOSTO DE 1956 NOS DEIXAVA BERTOLT BRECHT: O GENIAL DRAMATURGO COMUNISTA NUNCA APOIOU A DEGENERAÇÃO STALINISTA MAS FOI “IMPOTENTE” PARA LUTAR CONTRA A BUROCRATIZAÇÃO DA URSS E DA ALEMANHA ORIENTAL



Em 14 de agosto de 1956 morria o comunista, poeta e dramaturgo Bertolt Brecht. Ele foi uma referência artística, teatral e literária da esquerda mundial por sua luta contra o nazismo em suas obras, a denúncia do capitalismo em seus textos e pelo seu não alinhamento automático ao Stalinismo, apesar de não travado nenhum combate político consequente contra a burocratização da URSS e da Alemanha Oriental, ainda que tenha sido instigado a fazê-lo por intelectuais simpáticos a luta de Trotsky. Algumas de suas principais obras são: Um Homem é um Homem, em que cresce a ideia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio, no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de Galileu. Registra-se que em 1932 o Estado soviético declara o realismo socialista como cultura oficial. Essa prática restringia e perseguia qualquer tipo de arte que não reivindicasse o regime burocratizado da URSS. Breton, expoente do movimento surrealista e Leon Trotsky, dirigente da oposição de esquerda do PC e fundador da Quarta Internacional, escrevem o Manifesto por uma arte revolucionária independente em 1938. Bertolt Brecht nunca aderiu a esse Manifesto.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

BALANÇO DO 13A: JUVENTUDE E TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO MOSTRARAM DISPOSIÇÃO DE LUTA, PORÉM SAÍRAM ISOLADOS SEM A CONVOCAÇÃO DE UMA GREVE GERAL DE TODA A CLASSE TRABALHADORA


O dia de hoje foi marcado por importantes mobilizações da juventude e dos trabalhadores em Educação. Nesse 13 de agosto em todas as capitais e importantes cidades do país vimos a disposição de luta contra os ataques do governo Bolsonaro a educação pública e aos direitos dos trabalhadores. Desgraçadamente, esses atos ocorreram após a aprovação da reforma neoliberal da previdência na Câmara dos Deputados, sem que as centrais sindicais capitaneadas pela CUT e a UNE convocassem a luta direta nos locais de trabalho e estudo para barrar esse duro ataque ao direito a aposentadoria. Hoje, os milhares que saíram as ruas o fizeram de forma isolada porque a Frente Popular comandada pelo PT negou-se a convocar uma Greve Geral de toda a classe trabalhadora. Longe disso, a política do PCdoB foi antes do atos de hoje demonstrar que a UNE quer “dialogar” com o reacionário Weintraub, ministro da Educação de Bolsonaro para discutir os projetos de educação e o Future-se. Enquanto o presidente da UNE se reuniu com o canalha privatista, na base a entidade não organizou assembleias nas milhares de universiades do país. Apesar disso, as manifestações demonstraram que a juventude e os trabalhadores não querem aceitar os ataques sem luta. Em São Paulo, a manifestação, que se concentrou no vão do MASP, contou com a participação de milhares de ativistas, o mesmo se viu em Fortaleza, BH, Salvador e Porto Alegre. No Rio de Janeiro, os lutadores ocuparam as ruas do centro ao redor da Candelária e seguiram até a sede da Petrobras, em protesto contra a entrega da BR Distribuidora e da privatização de nossa principal empresa nacional.


58 ANOS DA CONSTRUÇÃO DO MURO DE BERLIM: UM DIVISOR POLÍTICO-MILITAR ENTRE OS ESTADOS OPERÁRIOS BUROCRATIZADOS E ALEMANHA CAPITALISTA A SERVIÇO DA OTAN



No dia 13 de agosto de 1961, há exatos 58 anos, teve início a construção do Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer). Hoje o imperialismo se regozija desta data histórica para comemorar com toda empáfia e cinismo o oposto, a restauração capitalista do antigo Estado operário alemão, produto da queda contrarrevolucionária do Muro. A mídia burguesa "murdochiana" aproveita para espalhar por todos os cantos do planeta que a Alemanha “unificada” está agora, sem o muro, mergulhada no paraíso do mercado livre! Nas palavras da chanceler alemã Angela Merkel: “A queda do muro foi um acontecimento que mudou a minha vida e a de milhões de outras para melhor” (Der Spiegel, 03/8). A verdade é, no entanto, outra, completamente oposta. Os trabalhadores da antiga Alemanha Oriental estão pagando um alto preço social com o fim do Estado operário: o “sonho” do consumo capitalista em troca do pleno emprego e de todas garantias sociais, como habitação, saúde e educação acessíveis a toda população. O "Muro" passou a simbolizar todo o ódio de classe da reação mundial ao "socialismo real", e desgraçadamente a esquerda revisionista do Trotskismo (LIT, UIT, PCO) também embarcou nesta "onda" ideológica afirmando que o Muro de Berlim significava a opressão contra a classe operária, ignorando que do outro lado do "Muro" se condensava a verdadeira exploração capitalista sobre o proletariado. Ao final da Segunda Guerra Mundial, maio de 1945, Berlim fora tomada, pela ofensiva do Exército Vermelho, das garras das tropas nazistas. O exército soviético avançava rumo ao Ocidente, levando a cabo por onde passava, mais especificamente os países do Leste europeu, a expropriação das burguesias nacionais. O fato é que mesmo dirigida pela burocracia stalinista, as expropriações significavam um fenômeno histórico extremamente progressivo para os interesses da classe operária mundial.
HÁ CINCO ANOS DO “ACIDENTE” QUE VITIMOU EDUARDO CAMPOS ABRINDO CAMINHO PARA ATUAL ETAPA DE REAÇÃO BURGUESA


Neste 13 de agosto completa-se cinco anos ano do “acidente” que vitimou o então candidato do PSB à Presidência da República em 2014, Eduardo Campos. A LBI foi a primeira corrente política não só a anunciar a morte de Campos como a denunciar que a queda do moderno avião Cessna não foi produto de uma falha humana ou mesmo de um problema mecânico ocasional, mas na verdade de uma operação que teve as digitais da CIA para retirar o “socialista” da disputa a fim de abrir caminho para que Marina Silva (a candidata preferencial dos rentistas e do imperialismo ianque naquele momento), pudesse voltar a concorrer ao Palácio do Planalto. Esta artimanha fatal acabou forçando um segundo turno disputadíssimo entre PT e PSDB que derivou na polarização eleitoral e política em que está mergulhado nosso país até hoje com a ofensiva da direita neofascista e a posterior eleição de Bolsonaro. Com uma vitória muito débil nas eleições de 2014, o segundo governo Dilma foi uma “presa” fácil para o golpismo, facilitado é claro pela adoção de agressivas medidas neoliberais assumidas logo do início de 2015, sob a “regência” do ministro rentista Nelson Levi. Passados cinco anos da queda do jato, a FAB ainda não chegou sequer a um resultado definitivo dos reais motivos do “acidente”, justamente porque deseja-se no meio desta situação inconclusa, onde a caixa preta da aeronave estranhamente não conseguiu gravar os últimos momentos do voo terminal de Campos, deixar um rastro de imprecisões do fabricante sobre o acidente que facilitam convenientemente jogar a responsabilidade da tragédia sobre o piloto. A esposa do piloto falecido denunciou recentemente com laudos bastantes robustos tecnicamente enviados a FAB que o motivo da abrupta queda da aeronave foi uma falha mecânica provocada na revisão feita na própria empresa Cessna nos EUA, uma companhia norte-americana controlada sabidamente por militares ianques. Como dissemos a época e reafirmamos agora sem medo de errar, tudo aponta para mais um acidente “fabricado” por razões “estratégicas de estado” com a tragédia tendo as digitais da CIA, uma prova disto é que até hoje a PF não chegou a conclusão de quem é o dono da aeronave. O sucesso do “modus operandi” aplicado contra Campos, foi o mesmo que resultou no “acidente” que também vitimou Teori Zavaski quatro anos depois, o ministro do STF que se colocava naquele momento contra uma articulação golpista da “Lava Jato”. O mais importante agora é compreender que a morte de Campos foi parte de uma ofensiva reacionária do imperialismo que neste momento se condensa no incremento da sanha da direita contra do a esquerda, apontando em uma única direção: entronar no Planalto uma marionete neofascista diretamente alinhada com a Casa Branca, que inclusive rompa as relações econômicas e comerciais com os BRIC´s em favor do amo do norte e abra caminho para varrer qualquer vestígio de influência da “esquerda” na política brasileira ou mesmo traço de soberania nacional de nosso país. Para resgatar esse processo político que consideramos ter um claro fio de continuidade, apresentamos para nossos leitores e simpatizantes o artigo publicado no dia 13 de agosto de 2014, poucas horas depois do acidente. Além disso disponibilizamos uma série de textos que a partir da análise do ocorrido abordou o caráter pró-imperialista da candidatura de Marina Silva (PSB-REDE), coletânea que está a disposição dos nossos leitores em forma do livro “O ‘acidente’ fatal de Campos e a ‘operação’ embuste Marina: Teoria da conspiração ou uma exigência do imperialismo?”, a fim de que a vanguarda militante possa abstrair as importantes conclusões deste “acidente” fabricado e sua relação direta com a própria dinâmica da luta de classe no Brasil.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

ACACHAPANTE DERROTA DE MACRI REPRESENTA O GIRO DA BURGUESIA EM DIREÇÃO AO PACTO SOCIAL DIANTE DA CRISE. FERNÁNDEZ AFIRMA QUE JÁ CO-GOVERNA “COM MUITA RESPONSABILIDADE”. FIT REDUZ SUA VOTAÇÃO, APESAR DE SUA AMPLIAÇÃO OPORTUNISTA COM O MST...


O resultado das “PASO”, um mecanismo de votação prévia antes das eleições presidenciais de outubro na Argentina, revelaram na verdade um “sentimento nacional” que percorre todo o país, seja para a burguesia ou para as massas proletárias a continuação do governo neoliberal de Macri está descartada. A chapa neoperonista de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, obteve uma margem de quase 20% sobre a coalizão oficialista de Mauricio Macri e o senador “oldperonista” Miguel Pichetto. O terceiro colocado na corrida pela Casa Rosada, Roberto Lavagna, não conseguiu chegar aos 10% e portanto é um fator político de menor peso para as eleições de fato em outubro. Por sua vez a FIT-Unidad, uma aliança de quase todas as forças do revisionismo argentino (PTS, PO, IS e MST), apesar da “ampliação” oportunista que celebrou este ano com o MST e grupos nacionalistas, sequer conseguiu superar seu próprio resultado obtido em 2015 (3,25%), estacionando agora com 2,9% de votos na “PASO”. O outro agrupamento da esquerda revisionista que não integrou a FIT, o MAS, não superou o piso obrigatório de 1,5% dos votos e portanto está fora institucionalmente das próximas eleições. Logo após a divulgação dos números finais da PASO, o mercado financeiro se “agitou”, queda abrupta nas bolsas (não só da Argentina) e disparada do Dólar que bateu a marca dos 60 Pesos. A reação do rentismo demonstra uma clara chantagem sobre Alberto Fernández e o Kirchnerismo, no sentido que reafirmem sua posição já expressa de manter o acordo com FMI e todo o cronograma macrista de “arrocho fiscal”. Fernández, um neoliberal confesso, não se fez de rogado e já declarou hoje na grande mídia que assume a responsabilidade de co-governar com Macri levando integralmente a frente o “ajuste” acertado com o imperialismo. Para a burguesia nacional ficou claro a necessidade de mudar de “gerente” estatal, diante de uma profunda crise capitalista que paralisa os vetores econômicos jogando o país em grave recessão mercantil. O delicado momento de uma economia totalmente dependente e estagnada aponta para as classes dominantes a reedição do “pacto social”, exigindo ainda mais sacrifícios do proletariado, mas com a roupagem da conciliação de classes da Frente Popular kirchnerista. A FIT, que com menos de 3% dos votos não pode comemorar o “sucesso” de sua política reformista até à medula, não abre mão de seguir firme no eleitoralismo febril, convocando a colher mais votos para ao menos manter sua banca no Congresso: “En ese marco creo que esta elección de la izquierda nos ubica con una fuerte presencia en la vida política nacional. Por eso necesitamos fortalecer al Frente de Izquierda Unidad, con más bancas en el Congreso y las legislaturas” (12/08 site do PTS). O cretinismo parlamentar da esquerda revisionista sequer consegue conceber a necessidade de uma imediata ação enérgica das massas diante do aprofundamento da crise após o resultado das PASO, com a instabilidade financeira que deverá durar até a posse de Alberto Fernández em 2020, a “conta” recairá nas costas da classe operária com o incremento das demissões e deterioração das condições de vida da população. Porém no horizonte programático da FIT não exista a possibilidade da revolução socialista, somente há demagogia eleitoral com frases contra o “regime do FMI”, e logicamente sem mencionar que este regime político é apenas a forma temporal que assume o Estado Burguês, é este que tem que ser derrubado de forma revolucionária pelo proletariado. Chama atenção que umas das correntes que faz parte da FIT, a Tendência pública do PO, tenha lançado um balanço das PASO onde crítica suavemente, sem nominar especificamente algum grupo, o “eleitoralismo da esquerda”. Ocorre que o tradicional e histórico “catastrofismo” verbalizado por Jorge Altamira carece de qualquer conteúdo Leninista, ou seja, anuncia o “hecatombe capitalista” sem estar associado às consignas de preparação da tomada de poder pelo proletariado. Para o grupo de Altamira a convocação de uma “Assembleia Constituinte”, resolverá a questão do poder político, e não a instauração Ditadura do Proletariado, uma palavra de ordem necessária frente à iminente bancarrota do governo burguês de “plantão”. No fundo a realização de uma Assembleia Constituinte é mais uma opção do cardápio da crise capitalista, na senda de um reordenamento jurídico do regime vigente, está muito longe de representar a conquista do poder político de Estado pelo proletariado. Sem uma alternativa de direção revolucionária na Argentina, as massas ficarão à mercê da demagogia kirchnerista, atacada pela FIT em seus aspectos eleitorais e de “submissão ao FMI”, entretanto nunca sob a ótica da revolução socialista e da preparação soviética das massas para cumprir esta missão histórica.
“A LUTA PARA IMPEDIR OS PREJUÍZOS PARA TRABALHADORES VAI SER NO SENADO”: CUT E UNE PATROCINAM ILUSÕES NO COVIL DE BANDIDOS EM QUE O FASCISTA BOLSONARO APROFUNDARÁ SEU ATAQUE NEOLIBERAL À PREVIDÊNCIA PÚBLICA!


Estamos às vésperas do 13 de agosto, convocado pela UNE e as centrais sindicais como um “dia nacional de luta contra a reforma da previdência e em defesa da educação”. O teatro distracionista será novamente montada após a Frente Popular capitaneada pelo PT não ter mobilizado os trabalhadores quando houve a votação da contrarreforma na Câmara em 2º turno. Agora a CUT nos faz rir com a piada de “mau gosto” que “ A luta para impedir os prejuízos para trabalhadores vai ser no Senado”. Segundo o presidente da Central “Muita coisa ainda pode mudar. É importante o trabalhador saber que a organização e a luta são fundamentais para revertermos essa reforma perversa de Bolsonaro. E já tem ato marcado para o dia 13 de agosto, Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves contra a reforma da Previdência. As CUT’s Estaduais, seus sindicatos, federações e confederações, as demais centrais sindicais, além dos representantes dos movimentos sociais estão organizando e mobilizando suas bases para que a manifestação seja uma das maiores já realizadas. A luta agora é no Senado”. A tática do PT, PCdoB e PSOL é convocar atos de rua domesticados para desgastar eleitoralmente o governo, sem ameaçar a estabilidade do regime político e muito mesmo o ajuste neoliberal em curso. Tanto que agora fingem que “a luta é no Senado”, quando se sabe que na chamada “Câmara Alta” de picaretas será proposto a ampliação do ataque via a inclusão dos Estado e municípios, para que as regras draconianas para se ter direito a aposentadoria inclua os servidores público desses dois entes da Federação, ampliando assim o horizonte do golpe aos trabalhadores. 

domingo, 11 de agosto de 2019

DEFENDENDO OS BARÕES DA MÍDIA: SENADOR RANDOLFE, EX-PSOL ATUAL REDE, ENTRA NO STF PARA FAMIGLIA MARINHO NÃO PERDER VERBA ESTATAL


O senador Randolfe Rodrigues, ex-PSOL atual REDE, noticiou que a Rede ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória 892. Esta MP atinge diretamente a publicidade obrigatória na mídia corporativa das empresas Estatais. Uma verdadeira “boquinha” com generosa verba pública diretamente para o caixa dos barões “murdochianos” publicarem balanços financeiros (absolutamente inúteis) em seus órgãos de imprensa. Esta MP do governo neofascista de Jair Bolsonaro antecipa a desobrigação das empresas de capital aberto a publicarem seus balanços em jornais. O REDE entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de medida cautelar, solicitando que a medida seja declarada inconstitucional e tenha seus efeitos suspensos pela Supremo Corte, uma verdadeira gentileza prestada pelo partido da farsante Marina Silva aos mafiosos como a famiglia Marinho, Silvio Santos e o impostor Edir Macedo. Para o senador pilantra Randolfe, que recentemente foi pego pela “Vaza Jato” Em colaboração com os “Procuradores de Capital” da “República de Curitiba”, a edição da MP “tem caráter de perseguição e revanchismo de Bolsonaro”, talvez contra os “indefesos” barões da mídia corporativa capitalista. Não nos causa nenhuma surpresa a conduta de Randolfe e Marina em defesa da máfia “Murdochiana”, afinal o REDE não consegue mais enganar muita gente, porém o que causa alguma estranheza foi a postura da esquerda reformista como PT, PSOL e PCdoB que também saíram em socorro da “coitadinha” famiglia Marinho, que acaba de inaugurar um gigantesco estúdio para gravações virtuais (sem cenário físico) provocando a demissão de centenas de funcionários do complexo Globo. Não seria demais recordar que foram os governos da Frente Popular que “encharcaram” a mídia corporativa de patrocínio estatal, permitindo um extraordinário crescimento financeiro das empresas Record e Globo. Os Marxistas Leninistas não defenderão em nenhum momento a burguesia neoliberal e golpista das comunicações, que mesmo sofrendo algum tipo de pequena represália do governo neofascista, não merecem apoio político do proletariado e das massas populares.

sábado, 10 de agosto de 2019

10 DE AGOSTO - DIA MUNDIAL DE LUTA: NÃO AO BLOQUEIO IMPERIALISTA CONTRA A VENEZUELA! EXPROPRIAR INTREGRALMENTE OS CAPITALISTAS PRÓ-IANQUES E A “BOLIBURGUESIA”!


O facínora Donald Trump impôs sanções contra todos os bens do governo venezuelano nos Estados Unidos. A ordem executiva congela todos os bens do governo venezuelano nos EUA e proíbe transações com Caracas. Isto significa que qualquer entidade que fizer negócios com o governo da Venezuela estará sujeita a sanções. Esta seria a primeira ação do tipo contra um governo do Hemisfério Ocidental em mais de 30 anos, colocando a Venezuela na mesma situação de Coreia do Norte, Irã, Síria e Cuba, os únicos outros países atualmente sujeitos a medidas rigorosas de Washington. “Todas as propriedades e interesses em propriedade do governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos (...) estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados”, diz a ordem assinada por Trump. Em resposta nesta terça-feira, a Chancelaria venezuelana acusou Washington de praticar terrorismo econômico. Sanções contra mais de cem indivíduos e entidades, incluindo a empresa estatal de petróleo da Venezuela, PDVSA, já foram impostas neste ano pelos EUA, que puseram a sucursal americana da companhia — a Citgo — sob controle do líder oposicionista Juan Guaidó, que em janeiro se autoproclamou presidente interino com apoio da Assembleia Nacional, com apoio de mais de 50 países, incluindo o Brasil. No início do ano, todas as contas do governo Maduro nos EUA, assim como o ouro venezuelano mantido no país, foram incluídas nas sanções. A nova medida foi anunciada na terça-feira mesmo dia em que representantes de 60 países se reuniram em Lima em uma conferência internacional para organizar o bloqueio a Venezeula. “Estamos dando este passo para negar o acesso de Maduro ao sistema financeiro global e isolá-lo internacionalmente ainda mais”, disse Bolton na Conferência. Ele detalhou a abrangência das novas sanções. Além de congelar todos os ativos venezuelanos, proíbe quaisquer transações com o governo da Venezuela, autorizando sanções a pessoas estrangeiras que fornecerem bens ou serviços ao país. Como punição, a medida "restringe a entrada nos Estados Unidos desses indivíduos”, escreveu em sua página no Twitter. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

OVO DA SERPENTE: DILMA PATROCINADORA DO NASCIMENTO DA LAVA JATO, AGORA SE QUEIXA QUE MORO “ESTRUTUROU O SURGIMENTO DA PAUTA FASCISTA NO BRASIL”


Em recente declaração para a blogosfera, a ex-presidente Dilma Rousseff, golpeada do Planalto por uma iniciativa originária da “República de Curitiba”, afirmou que: "a Lava Jato estruturou o surgimento da pauta fascista, que cria a justiça do inimigo, hoje denunciada pela Vaza Jato". A denúncia de Dilma faz referência ao conluio operado pelo justiceiro Moro e agora revelado para o grande público pelas mensagens trocadas entre os protagonistas da Lava Jato e que estão sendo divulgadas amplamente pelo site The Intercept. Dilma “só esqueceu” de declarar que durante o final do seu primeiro mandato, concedeu todo o suporte estatal necessário para eclodir o “ovo da serpente fascista”, ou seja a famigerada Operação Lava Jato. A ex-presidente Dilma, alvo do golpe institucional planejado pelos bandidos da República de Curitiba ainda mesmo antes das eleições de 2014, ao lado do seu Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, jamais obstrui o desenvolvimento da Lava Jato. Como atesta o próprio “Soneca” (apelido dado a Cardozo por sua inação como chefe da PF), rebatendo o então titular da pasta da Justiça golpista, Alexandre de Moraes, afirmou: "Discurso político que não condiz com a realidade quando fala que o governo da presidente afastada Dilma Rousseff jamais apoiou institucionalmente a operação Lava Jato”. Dilma também “não fez por menos” quando a burguesia exigia que o seu governo prestigiasse politicamente a Lava Jato, em uma coletiva de imprensa realizada em novembro de 2014, a ex-presidente afirmou o seguinte: “Eu acho que isso [investigações da Lava Jato] pode mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade” (site G1:16/11/2014). Não iremos cansar nossos leitores com as inúmeras demonstrações efetivas de apoio a Lava Jato, que só agora e muito tardiamente Dilma “descobriu” ser a origem da “pauta fascista no Brasil”. Para falar bem a verdade desde a farsa jurídica do chamado “Mensalão”, finalizado em 2012, Dilma já se movimentava em apoio ao Ministro do STF Joaquim Barbosa, o “herói justiceiro” da época que deu margem para o surgimento do “clone” bem mais reacionário Sérgio Moro. Quando a ofensiva neofascista ganha contornos de um governo ditatorial manietado pelo imperialismo ianque, para destruir as conquistas do povo brasileiro, as lideranças petistas resolvem se “queixar” passivamente da República de Curitiba. O movimento operário e popular deve abstrair todas as lições políticas do desastre da política de colaboração de classes dos governos da Frente Popular, no sentido da superação programática destas direções reformistas que abriram a senda para o fascismo “desfilar na avenida chamada Brasil”...

GLEISI LANÇA LULA CANDIDATO DO PT PARA 2022: ESQUERDA INTEGRADA AO REGIME BURGUÊS ESPERA INERTE PELAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS


Nestas primeiras semanas de agosto foi aprovada na Câmara dos Deputados em 2º turno a reforma neoliberal da previdência exigida pelos rentistas e o imperialismo. Trata-se de um duro ataque aos direitos dos trabalhadores, com perdas de conquistas históricas. No mesmo sentido, o governo Bolsonaro segue com seu plano de privatização das estatais, vendendo setores estratégicos da Petrobrás, como a BR distribuidora e planejando reduzir a principal empresa nacional a função básica de gerenciamento da extração de petróleo. Diante desses ataques de grande envergadura, a Frente Popular capitaneada pelo PT não esboçou qualquer resistência, pelo contrário, fez seu teatro no parlamento e sabotou a luta direta através da paralisia imposta pela CUT. A esquerda integrada ao regime burguês espera inerte pelas eleições presidenciais de 2022. Uma prova do que afirmamos é a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), defender hoje que o ex-presidente Lula, mantido como preso político em Curitiba, seja o candidato do partido nas eleições presidenciais de 2022. “O Lula é uma grande liderança do partido, e tendo condições de disputar, não teria dúvidas de que o PT disputaria com ele. Obviamente, se isso não acontecer, tem o nome forte no partido que é o do Fernando Haddad, que já foi nosso candidato a presidente. Não formamos candidatos e não construímos lideranças de uma hora para outra”. Como se observa, o PT vem sabotando a luta direta contra o ajuste neoliberal de Bolsonaro na esperança de ver Lula fora das grades para que recomponha o pacto de colaboração de classes com a burguesia e possa voltar ao Planalto em 2022. A estratégia adotada pela cúpula do PT consiste em chamar a solidariedade da burguesia nacional contra a caçada humana a Lula promovida pela Lava Jato, acontece que a classe dominante compreende que o ciclo histórico do “neodesenvolvimento” lulista está encerrado. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar Lula e todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista, sem nutrir qualquer expectativa nas negociatas com as “cortes” da justiça burguesa. Alertamos que é completamente equivocado sabotar a luta direta como os ataques de Bolsonaro em nome da disputa presidencial. Na conjuntura mais imediata advogamos por derrotar nas ruas e na luta da ação direta revolucionária o governo fascista de Bolsonaro. A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é pôr abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o novo Estado Operário, a falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites reacionárias já demonstrou para os trabalhadores e as massas empobrecidas que sua única alternativa é a luta pelo socialismo! Nesse caminho, o estabelecimento de uma Frente Única de Ação Antifascista contra Moro e Bolsonaro não está a serviço de defender a Frente Popular e a democracia burguesa, mas para derrotar a ofensiva da reação contra as limitadas liberdades democráticas existentes em nosso país e as conquistas sociais arrancadas com muita luta pelo proletariado, além de denunciar a política neoliberal do PT em seus mais de doze anos de gerência do Estado capitalista. O desenlace progressista da atual crise de dominação burguesa, que acaba de encerrar um ciclo histórico de expansão econômica, repousa exclusivamente na possibilidade da classe operária começar a construção de seu próprio embrião de poder revolucionário!
LEIA A MAIS RECENTE EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA Nº 338, 1ª QUINZENA DE AGOSTO/2019


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

FASCISTA DE SAIA ENCONTRA ÍCONE DO PSOL: O PROBLEMA NÃO É FREIXO SE IDENTIFICAR COM JANAÍNA, A QUESTÃO É A ESQUERDA REVISIONISTA DO TROTSKISMO (CST, RESISTÊNCIA, MRT) APRESENTÁ-LO COMO “ESQUERDA SOCIALISTA”... 


Para nós da LBI não causou supresa alguma a conduta política da maior liderança nacional do PSOL, o deputado federal Marcelo Freixo, ao “rasgar elogios” em um encontro amistoso com a fascista Janaina Pascoal, reproduzido em um programa de vídeo no canal do YouTube. Apresentado por Freixo como uma "tentativa de selar a paz contra a polarização política”, a iniciativa do parlamentar do PSOL de aproximação com o PSL, partido do presidente neofascista Bolsonaro, não é na verdade um “ponto fora da curva” na trajetória de Marcelo, desde a época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro e postulou com grandes chances de vitória a prefeitura da capital fluminense. Freixo é de longa data um apologista da colaboração de classes com os setores mais reacionários da burguesia nacional, não por coincidência recebeu farto apoio político e material da Famiglia Marinho por mais de uma vez em suas tentativas de triunfar no comando da “cidade maravilhosa”. Também não é segredo para ninguém o suporte dado por Freixo aos bandidos da Lava Jato e particularmente ao justiceiro Sérgio Moro. Como maior expressão eleitoral do PSOL, o deputado carioca vem sendo “bajulado” por todas as tendências internas e “externas” do partido, afinal todos ganham na “carona” dos seus votos, isto apesar de sempre se posicionar como um “liberal democrata” e adversário viceral do Marxismo Revolucionário. Porém o que vale a pena ressaltar é o degeneração ideológica das correntes revisionistas que se reivindicam do legado trotskista, como o grupos “Resistência”, CST, Insurgência e até mesmo o MRT, que sequer foi admitido no PSOL apesar de sua insistência em ingressar neste pântano de oportunistas. Para estas correntes revisionistas foi “um choque muito grande” a revelação pública da grande empatia existente entre a fascista de saia e o ícone político do PSOL, mesmo quando já conhecem muito bem o nefasto “currículo programático” de Freixo, que inclui “pérolas” como o apoio dado as UPP’s, criadas pelo então governador “Sérgio Caveirão” para reprimir o povo pobre e negro das favelas cariocas. O simbólico encontro entre as lideranças “populares” do PSOL e PSL, de forma alguma “suavizou” as posições da reacionária Janaina, que já no dia seguinte ao “café com Freixo” afirmou: “Esquerda é sinônimo de maldade e de ditadura”. Muito provavelmente Freixo não se sentiu atingindo pelas declarações da golpista, afinal ele não é nem de esquerda e tampouco socialista, a não ser na “cabeça” decomposta das correntes revisionistas...
CAMARADA ANTÔNIO JUSTINO, TONHÃO PRESENTE NA LUTA PELO SOCIALISMO SEMPRE!


Faleceu na madrugada desde dia 8 de agosto o companheiro Antônio Justino, o nosso querido Tonhão. Ele vinha lutando contra o câncer há vários anos, em condições muito difíceis em função do agravamento da doença e das desumanas condições da saúde pública de São Paulo, onde o incansável militante das causas operárias e populares vinha travando sua última batalha, a luta pela vida. Nascido em 1947, esse combatente de 72 anos teve uma vida ligada as lutas dos trabalhadores, dos sem-teto, dos operários do ABCD. Justino foi eleito vice-prefeito da cidade de Diadema pela chapa do PT em 1988. Um ano depois entrou em rota de choque com o partido quando liderou uma ocupação Popular conhecida como “Buraco do Gazuza”. A partir deste fato organiza seu próprio grupo político de esquerda, protagonizando inúmeras batalhas sindicais e populares. Como uma das mais importantes lideranças do movimento dos professores, Tonhão foi demitido por enfrentar bravamente o então governador tucano Mário Covas, durante a histórica greve de 2000 dos professores de São Paulo. Nós da LBI tivemos vários momentos de unidade de ação com seu grupo e também profundas diferenças políticas e ideológicas com Tonhão, que sempre foram duras mas fraternas e diretas, desde que ele foi vice-prefeito de Diadema pelo PT em uma gestão de Frente Popular quando ainda militávamos na organização OQI (Organização Quarta Internacional), até as polêmicas programáticas no interior no Comitê Nacional do Voto nulo em 2006, quando fizemos unidade de ação para denunciar a farsa do processo eleitoral burguês polarizado entre Lula (PT) e Alckmin (PSDB). Nesse combate de frente única realizamos um importante ato de 1º de Maio classista nas escadarias do Teatro Municipal da capital paulista em 2009. Nesse período fomos a greves dos operários do ABC, fizemos piquetes e atividaes comuns por várias cidades! Em nome da LBI prestamos nossa solidariedade à família do camarada Tonhão, seus amigos e camaradas de combate, ele sempre estará para nós da LBI na trincheira de luta dos trabalhadores pelo Socialismo!   


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

FRUSTRADA TRANSFERÊNCIA DE LULA: LUTA INTESTINA PELA HEGEMONIA DO REGIME BONAPARTISTA FEZ A LAVA JATO LEVAR UMA GOLEADA NO STF


A decisão praticamente unânime do Supremo Tribunal Federal (10x01) que suspendeu a transferência forçada do ex-presidente Lula para um novo “Carandiru” no interior de São Paulo, foi a expressão maior da “guerra de posição” que hoje é travada entre os Ministros Togados e a Lava Jato. Representa sem dúvida alguma uma dura derrota para o justiceiro Sérgio Moro e sua malfadada “República de Curitiba”, que após as revelações do site Intercept acerca da verdadeira “caça” dos Procuradores da Força Tarefa aos “monarcas” do STF, estão em franca defensiva no interior do regime bonapartista instaurado no país depois do golpe institucional que derrubou o governo petista de Dilma Rousseff. Até mesmo o relator da Lava Jato no STF, o reacionário Ministro Edson Fachin, se posicionou favorável a uma parte do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula que trata sobre a suspensão da decisão da juíza fantoche do Paraná. Por sua vez, após a “Vaza Jato” revelar que o procurador Deltan Dellagnol procurava “fuçar” as contas clandestinas de Gilmar Mendes na Suíça, o Ministro tucano do STF declarou que a “Lava Jato era uma organização criminosa”, azedando de vez a barganha que a “República de Curitiba” ainda mantinha com o Supremo. Já Cármem Lúcia, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Edson Fachin deixaram claro que não vão entrar mais no “aha, uhu” com que o mercenário Dallagnol comemorou a adesão dos últimos togados às manobras espúrias da Lava Jato. O PT e suas lideranças sindicais da CUT, novamente apostaram “toda a sorte” de Lula na institucionalidade burguesa, sem mobilizações nacionais contra a arbitrária transferência, colocando nas mãos da classe dominante o destino da liberdade de Lula. Se desta vez o “vento soprou favorável” a Lula no interior do próprio regime bonapartista, em função da disputa fracional em seu interior, este fato não significa que o STF esteja plenamente disposto a garantir a liberdade do ex-presidente petista. Com esta percepção da classe operária, absolutamente oposta a nutrir esperanças políticas na institucionalidade do Estado capitalista, permanecemos a convocar uma ampla mobilização das massas proletárias e da juventude em defesa das liberdades democráticas e pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista!
PRISÃO POLÍTICA: TRANSFERÊNCIA DE LULA PARA UM “CARANDIRU” EM SÃO PAULO É MAIS UM ATO CRIMINOSO DA DA FAMIGERADA LAVA JATO


A juíza golpista Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, uma títere de segunda linha do justiceiro Sérgio Moro, autorizou nesta quarta-feira (07/08) a transferência do ex-presidente Lula para  um presídio em São Paulo. O pedido de transferência não partiu da defesa do ex-presidente Lula, foi uma iniciativa da Superintendência Regional da PF no Paraná, os carcereiros do regime bonapartista argumentam que desde a prisão de Lula a região: “virou palco de conflitos e manifestações”. A fantoche da famigerada Lava Jato determinou que: "A cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana", escreveu Carolina  Lebbos em seu despacho judicial de transferência de Lula. Fica evidente que o objetivo da “República de Curitiba” é conduzir Lula para um novo “Carandiru” em São Paulo, agora sob os auspícios do governador “Bolsodoria”. O Partido dos Trabalhadores já emitiu uma nota repudiando a decisão da juíza Carolina Lebbos que transfere Lula de Curitiba para São Paulo: "A decisão da juíza Carolina Lebbos caracteriza mais uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula, ao negar-lhe arbitrariamente as prerrogativas de ex-presidente da República". Desde as “pequenas forças” da LBI convocamos imediatamente uma mobilização nacional para barrar esta medida criminosa da Lava Jato, partindo já de um cerco à sede da Polícia Federal em Curitiba para impedir esta “transferência” que ameaça a integridade física e a própria vida de Lula. Como é de conhecimento público os Marxistas Leninistas não tem o menor acordo com a política de colaboração de classes do PT, entretanto lutamos até as últimas consequências pelas liberdades democráticas no interior do regime burguês, e fomos os primeiros no país a denunciar a farsa golpista e entreguista do amálgama da “Lava Jato”. Entendemos que a prisão política de Lula foi um claro ato arbitrário dos golpistas, mais além do ex-presidente petista ter praticado em sua gestão estatal iniciativas econômicas em estreito interesse das classes dominantes. Porém o que está em jogo agora não é o projeto de governo da Frente Popular, mas sim a defesa da ação unitária do movimento de massas para derrotar pela via da ação direta as medidas draconianas do atual regime bonapartista. Em defesa de Lula Livre e de todos os presos políticos do país!

terça-feira, 6 de agosto de 2019

NA REABERTURA DA VOTAÇÃO PARA FINALIZAR A (CONTRA)REFORMA NA CÂMARA: DIA NACIONAL DE LUTA DA CONLUTAS (PSTU&RESISTÊNCIA) FOI UM BLEFE DE “MAU GOSTO”...


A Conlutas, que agrupa o PSTU e o grupo Resistência (PSOL), anunciou amplamente que faria neste dia 06 de agosto um “dia nacional de luta” contra a votação em 2º turno da reforma neoliberal da previdência. Hoje ficou evidente que tudo não passou de um blefe de “mau gosto” patrocinado por esses grupos revisionistas. Não houve qualquer mobilização a nível nacional da Conlutas nesta terça-feira, ainda que minoritária e por fora do calendário da Frente Popular, não houveram sequer atos de vanguarda nas capitais do país. A farsa foi completa! Registre-se que o PSTU havia anunciado pomposamente que “O dia 6 de agosto é decisivo para a garantia das nossas aposentadorias!”. No entanto o que se viu foi a ausência de qualquer mobilização nos estados da federação, mesmo que apenas dos sindicatos ligados ao PSTU e a Resistência. No máximo alguns dirigentes sindicais liberados se concetraram no MASP na Av.Paulista para fazer "cena"... Como a LBI havia denunciado anteriormente, o suposto “dia sem luta” de hoje (06.08), assim como a atividade convocada para o dia 13 pela CUT e UNE não passava de um teatro para fingir que se convocava alguma resistência contra o ajuste neoliberal, quando de fato não se mobilizava as bases das categorias, não se organizava a luta direta nos locais de trabalho. O que não esperávamos é que essa política de ficção política fosse tão a fundo por parte da Conlutas, que apesar de anunciar em sua imprensa que “A CSP-Conlutas está com nova campanha nas ruas. Vídeo para explicar os males da proposta aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados. Novos virais e cards para as redes sociais. Panfleto. Há cartazes e materiais digitais. Todos esses materiais servem para divulgação da luta do dia 6 e servem como base para conversar com os trabalhadores nos locais de trabalho, escolas, universidades e movimentos populares e periferias” não moveu um dedo... tudo não passou de uma farsa, uma piada de mau gosto, montada como um verdadeiro apêndice da política de colaboração de classes da Frente Popular! Alertamos mais uma vez que a Conlutas, o PSTU e a Resistência são parte ativa desse teatro colaboracionista que desmoraliza a vanguarda diante dos ataque de Bolsonaro. Sempre denunciamos que ao contrário de apostar na pressão sobre o parlamento e os governadores como defendem juntos CUT e Conlutas, PT, PSOL e PSTU, uma política de colaboração de classes que vai nos levar a derrota em nome de fazer apenas alguns ajustes cosméticos da reforma neoliberal exigida pelos rentistas, era necessário engajar a vanguarda classista na preparação de uma verdadeira greve geral que paralisasse a produção industrial, os transportes e o comércio, ocupando fábricas e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo Bolsonaro/Mourão e de suas reformas neoliberais! Desgraçadamente não houve essa resistência no dia de hoje, que foi sabotada pelas direções políticas e sindicais, tanto que neste momento a Câmara começa a votar em 2º turno a aprovação da reforma neoliberal da previdência, sem que o movimento de massas esboce qualquer reação, uma realidade que é fruto direta da política de sabotagem das lutas patrocinadas pela Frente Popular em parceria com a Conlutas (PSTU e Resistência). A vanguarda classista deve tirar as profundas lições políticas e programáticas dessa aberta traição e construir uma alternativa revolucionária de direção para o movimento de massas que enfrente através da luta direta e por fora do lobby parlamentar os ataques do fascista Bolsonaro e do corrupto parlamento burguês comandado pela dupla mafiosa Maia-Acolumbre!
06 DE AGOSTO DE 1945 É LANÇADA A BOMBA ATÔMICA EM HIROSHIMA: ATAQUE TERRORISTA DO IMPERIALISMO IANQUE TEVE COMO VERDADEIRO OBJETIVO COLOCAR A URSS NA DEFENSIVA MILITAR FRENTE AO AVANÇO REVOLUCIONÁRIO NA EUROPA


Na manhã do dia 6 de agosto de 1945, sob as ordens do presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, a bomba atômica de urânio é detonada a 600 metros de altura nos céus da cidade de Hiroshima. Em segundos, mais de cem mil vidas humanas foram exterminadas. Em torno do centro do impacto da explosão, tudo fora reduzido a cinzas e escombros. Três dias depois, uma segunda bomba de plutônio era jogada sobre Nagasaki, provocando cerca de 80 mil vítimas fatais. Este foi o macabro resultado de três anos de desenvolvimento da tecnologia nuclear sob a égide do capitalismo, conhecido como “Projeto Manhattan”, criado em 1942 e dirigido pelo físico norte-americano Julius Oppenheimer, em Los Alamos. O imperialismo ianque concentrou todos os seus esforços para desenvolver a bomba atômica com o objetivo de superar os alemães, que supostamente estariam desenvolvendo esta tecnologia. Não por coincidência, o “Projeto Manhattan” começou a ser desenvolvido pouco antes da URSS dar início à sua ofensiva contra as tropas nazistas em território russo. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

SOB CERCO DA GUERRA HÍBRIDA E COMERCIAL: CHINA REAGE COM SUA PODEROSA “ARMA ECONÔMICA” CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE


A escalada da guerra comercial promovida pelo “trumpismo” imperialista ianque contra a China, levou pânico aos mercados nesta segunda-feira (05/08). Mas com a manobra de desvalorização da moeda chinesa, o yuan, o governo restauracionista Xi Jinping trouxe incerteza aos mercados financeiros globais, impulsionando a valorização do dólar no cenário mundial e desta forma realocando as exportações de seu país a um patamar mais competitivo do que os EUA. A desvalorização do yuan e o medo por novos capítulos na tensão comercial entre as duas maiores economias capitalistas do planeta foi sentida em mercados por todo o mundo. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou em queda de 2,89% e o S&P, de 2,98%. Na Europa, a bolsa de Londres caiu 2,47% e a francesa, 2,19% .“Esse estresse do mercado é por causa dos possíveis desdobramentos dessa guerra comercial. Não é mais blefe. Saiu do campo das ameaças e veio para o mundo real”, afirmou Pablo Spyer, analista da agência rentista Mirae Asset. Por sua vez o Ministério do Comércio do governo chinês comunicou que as empresas do país pararam de comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos e que a China não descarta estabelecer tarifas de importação a esses bens adquiridos dos ianques após 3 de agosto, a importação desses produtos foi um dos motivos para a nova escalada de tensão. Mas a ofensiva do neofascista Trump contra a China não se reduz a chamada “Guerra Comercial”, como pensa a esquerda revisionista, com sua surrada tese anticomunista contra o governo Xi Jinping (apesar deste estar muito distante do socialismo).
EM 05 DE AGOSTO DE 1895 MORRIA FRIEDRICH ENGELS: O FUNDADOR DO SOCIALISMO CIENTÍFICO AO LADO DE MARX PERSONIFICA A ATUALIDADE DA LUTA REVOLUCIONÁRIA PELA DESTRUIÇÃO VIOLENTA DO ESTADO BURGUÊS E A VIGÊNCIA DA DITADURA DO PROLETARIADO!


Em 5 de agosto de 1895 morria Friedrich Engels que ao lado de Karl Marx estabeleceram as bases programáticas da luta pelo Socialismo Científico. Em sua homenagem publicamos o texto de Lenin em que o Bolchevique enaltece a figura desse genial dirigente revolucionário e autor do Manifesto Comunista. O texto abaixo foi elaborado por Lenin que sempre atribuiu à obra de Engels uma importância fundamental. Expressou-a de modo particularmente incisivo no final do artigo que em 1914 escreveu sobre Marx “Para apreciar corretamente as concepções de Marx, é absolutamente preciso tomar conhecimento das obras do seu mais próximo companheiro e colaborador, Friedrich Engels. É impossível compreender o Marxismo e dar dele uma exposição completa sem ter em conta todas as obras de Engels”.  Em momentos de profundo retrocesso político e ideológico entre a vanguarda militante, a LBI faz essa justa homenagem a Engels, um verdadeiro farol teórico e político para o proletariado mundial em sua luta pela Revolução Comunista e a Ditadura do Proletariado! 

domingo, 4 de agosto de 2019

FASCISTA TOMADO DE CÓLERA XENÓFOBA MATA MAIS DE 20 PESSOAS NO TEXAS: TRUMP COMEÇA A FAZER SUA “ESCOLA” DE RACISTAS ASSASSINOS


O fascista Patrick Crusius, conhecido na região como um “supremacista branco”, foi identificado pelo governo como o atirador que invadiu o hipermercado da rede Walmart, localizado no centro comercial Cielo Vista, em El Paso, no Texas, região norte-americana de maioria latina. O bárbaro ataque terrorista ocorreu neste sábado (03/08) deixando 20 pessoas mortas e 24 feridas, mas o número de vítimas fatais ainda pode subir. O local do ato criminoso escolhido pelo xenófobo foi o Cielo Vista Mall que é um centro de compras popular entre moradores dos dois lados da fronteira entre México e os EUA. Recentemente, o “aperto” no controle do ingresso do país imperialista, determinado por Trump, reduziu o movimento, neste sábado, no entanto, as lojas estavam lotadas para compra de material escolar para a volta às aulas. Na sequência ao massacre no Texas, apenas 13 horas depois, um homem com armadura a prova de balas matou 9 pessoas e deixou 16 feridos em Ohio, espalhando terror e atirando a esmo nas ruas. O tiroteio deste domingo em Ohio é o 22º assassinato em massa nos EUA em 2019.

sábado, 3 de agosto de 2019

POLÍCIA BOLSODÓRIA INVADE ENCONTRO DE MULHERES EM SÃO PAULO: ABAIXO O REGIME DE EXCEÇÃO BONAPARTISTA!



A Polícia Militar do governador João Dória, seguindo a orientação estatal repressiva do regime bonapartista de exceção, invadiu o encontro estadual de mulheres do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) neste sábado (03/08)no Centro da capital de São Paulo. A direção do PSOL se manifestou publicamente sobre a violência cometida: “Absurdo! Polícia Militar acaba de entrar em plenária do encontro de mulheres do PSOL em São Paulo, pedindo documentos e dizendo estar 'monitorando presentes'. Até onde vai a sanha autoritária?”. Segundo Paula Coradi, representante da Executiva Nacional do PSOL,que presenciou a abordagem, dois policias encostaram a viatura e entraram no sindicato sem mandado no início da manhã: “Eles vieram no sentido de tentar nos intimidar, pedindo a identificação de quem estava organizando o evento. Falaram que sabiam do que se tratava porque estavam monitorando a gente, sabiam até quantas pessoas vinham”. Os relatos dos dirigentes do PSOL são aterradores, a ofensiva repressiva do regime bonapartista avança não só nas declarações estúpidas do presidente neofascista Bolsonaro, mas também no conjunto das ações do aparelho estatal, do qual o governo tucano de São Paulo é cúmplice direto. Entretanto a resposta política da esquerda reformista diante da evolução neofascista do regime é “trágica” e não arma o movimento de massas para a ação direta das massas para derrotar o capital e seus governos neofascistas. O presidente do PSOL, Juliano Medeiros afirmou que “O partido está estudando as medidas jurídicas que serão tomadas. O PSOL vai acionar o Ministério Público para apurar eventuais excessos da PM.” A política de colaboração de classes da Frente Popular, da qual o PSOL é apêndice, “aposta todas as fichas” na estratégia institucional, depositando confiança no judiciário golpista, o mesmo covil togado que mantém a prisão política de Lula. A vanguarda classista do proletariado deve ter absolutamente claro que somente a adoção de um programa revolucionário poderá colocar o movimento de massas na trilha da derrubada do governo neofascista de Bolsonaro. As alternativas políticas postas pela esquerda reformista, como impeachment, a convocação de novas eleições diretas , ou simplesmente a mais cretina de esperar 2022, são o caminho mais curto para colhermos mais derrotas históricas, a mando do receituário neoliberal do rentismo imperialista. A tarefa da classe operária neste grave momento político por que passa o país, deve ser a bandeira da revolução socialista e não da conciliação de classes com setores da burguesia nacional “descontentes” com a besta fascista!

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

FORO DE SÃO PAULO EM CARACAS: EVENTO QUE REÚNE A CENTRO ESQUERDA BURGUESA FOI ENCERRADO PEDINDO VOTOS PARA KIRCHNER NA ARGENTINA E A FRENTE AMPLA NO URUGUAI, COM A CHANCELA DO PCO...


O Foro de São Paulo (FSP) é uma evento latino-americano que reúne partidos políticos nacionalistas burgueses e organizações da esquerda reformista do continente, foi criado em 1990, a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Este ano, em sua vigésima quarta edição, o FSP foi realizado em Caracas, capital venezuelana (entre  os dias 25 a 28 de julho) sob os auspícios políticos do governo Maduro, que além de Cuba foram os únicos regimes estatais da região que apoiaram oficialmente o encontro, já que nem mesmo o presidente Evo Morales da Bolívia, a FSLN da Nicarágua, ou mesmo AMLO (Obrador) do México aceitaram patrocinar o evento e sequer se fizeram presentes. A escassa participação atual do FSP contrasta com anos anteriores, onde os governos da centro esquerda hegemonizam politicamente o continente, transformando-o quase em um congresso internacional dos regimes nacionalistas burgueses, em Caracas nem mesmo a presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffman, aceitou o convite para ir a Venezuela, alegando “problemas com sua agenda”... Mas se o FSP de Caracas foi marcado pelas ausências de seus fundadores históricos por razões evidentes de um esgotamento político do nacionalismo burguês em toda América Latina, nesta edição contou com a adesão do Partido da Causa Operária, que pela primeira vez  debutou no encontro esgrimindo suas “novas” posições em apoio a Frente Popular de colaboração de classes não só no Brasil, mas também em todo continente.
30 ANOS SEM O “REI DO BAIÃO”: HOJE O LIXO CULTURAL “TOCADO” PELAS GRANDES GRAVADORAS CAPITALISTAS IMPÔS O FIM DO GENÚINO FORRÓ DEFENDIDO COM BRAVURA PELO MESTRE LUIZ GONZAGA


No dia 2 de agosto de 1989, há exatos 30 anos morria, em Recife (PE), o “Rei do baião”, o músico e compositor Luiz Gonzaga. Apreciado por grandes nomes da música brasileira como Dorival Caymmi, Gilberto Gil e Caetano Veloso, ele ficou conhecido por composições como “Baião” (1946), “Asa Branca” (1947), “Siridó” (1948), “Juazeiro” (1948), “Qui Nem Jiló (1949) e “Baião de Dois” (1950). Grande instrumentista, popularizou ritmos como baião, o xote e o xaxado, hoje tão vilipendiados pela indústria do lixo cultural imposto pelas grandes gravadoras capitalistas e retrocesso musical que avança em nosso país. Em 13 de dezembro de 1912, na pequena cidade de Exu, 603 Km de Recife, “viu o mundo a minha cara” ao falar de si mesmo. Desde criança enterneceu-se pelos encantos que a sanfona de seu pai (Januário) carregava e revezava com a enxada de pobre roçador. Sua mãe (Santana) repreendia-lhe severamente com puxões de orelha quando dedilhava suas primeiras notas no instrumento. Porém, com apenas oito anos tocou em uma festa ao lado do pai, o que lhe rendeu a sua primeira sanfona, adquirindo fama na região. Um fato decisivo em sua vida foi a paixão pela filha de um importante coronel da cidade, quem negou peremptoriamente o namoro.