Tentativa de golpe eleitoral da VEJA não colou em função do
suporte de Dilma nas frações mais expressivas da burguesia nacional
O campo militante de apoio político mais ativo da
candidatura Dilma esperava que nesta reta final de campanha se repetissem fatos
semelhantes aos ocorridos em 89, quando a burguesia preparou uma sequência de
armações pesadas contra Lula, incluindo até mesmo acusação de sequestro na
véspera do dia da eleição. A publicação da última edição do esgoto VEJA,
antecipada para circular nesta sexta (24/10), parecia indicar a repetição de um
golpe eleitoral, semelhante ao acontecido 25 anos atrás. Esta edição "extra"
da imunda VEJA traz uma suposta revelação do doleiro Beto Youssef onde acusa
Dilma e Lula de estarem sabendo da atuação criminosa do ex-diretor da
PETROBRAS Paulo Costa. A grande expectativa do campo de "esquerda"
era que o Jornal Nacional desse enorme repercussão as "denúncias" da
VEJA, aliás como sempre feito, não deixando tempo hábil para o PT articular uma
resposta, já que horário eleitoral gratuito acabou na própria sexta. Acontece
que apesar de algumas semelhanças com a polarizada campanha de 89, o PT não
"assusta" mais a burguesia, muito pelo contrário, sua gerência a
frente do Estado burguês potencializou enormes lucros e novos mercados para as
classes dominantes, e desta vez a tentativa de terrorismo eleitoral da VEJA não
recebeu a chancela nem mesmo da famiglia Marinho, que determinou aos seus
editores do JN que desconhecessem as "denúncias". Esta conduta das Organizações
Globo, que continua apoiando a candidatura Tucana, é coerente com a manipulação
dos resultados apresentados pelos "institutos" de pesquisa, também
controlados pelo clã Marinho. No último levantamento do IBOPE/ GLOBO Dilma
aparece com uma vantagem de oito pontos sobre Aécio, o que nos parece ser uma
determinação política mais geral da burguesia, para além dos interesses corporativos
da GLOBO. Sem o respaldo do JN restou a Aécio inserir a sujeira da VEJA em seu
programa eleitoral e no próprio debate ocorrido na noite de sexta, resultando
em um verdadeiro tiro no seu próprio pé naquilo que poderia ser a "bala de
prata" do Tucanato para derrotar o longo ciclo de "poder" do PT.




















