quinta-feira, 10 de setembro de 2015


REBAIXAMENTO DA "NOTA DE RISCO" PELA S&P: ACHACADORES DE WALL STREET HUMILHAM O PAÍS MAS DILMA AFIRMA QUE CONTINUARÁ A SEGUIR FIELMENTE SUAS ORDENS! 

Os achacadores imperialistas de Wall Street, travestidos cinicamente de "agências de classificação de riscos", anunciaram na noite desta quarta feira (09/09) o rebaixamento da nota dos títulos financeiros do Brasil. A patifaria ficou a cargo da conhecida agência Standard&Poor's (S&P) que alterou a nota de BBB- para BB+, enquanto sua parceira a Moody's manteve o grau anterior de sua avaliação. Os carniceiros do mercado financeiro não conseguiram conter seus urros de contentamento diante da notícia já aguardada, agora sabem que o governo Dilma ficará de "quatro" diante das exigências dos rentistas por juros maiores e pela adoção imediata de um forte programa de privatizações e corte de gastos sociais. O cinismo que justificou a medida adotada pela S&P não tem limites, segundo estes canalhas o Brasil estaria correndo risco de não honrar seus compromissos com os agiotas internacionais... Justamente o Brasil que é o melhor pagador para a banca internacional, remunerando os títulos com taxas de juros "indecentes", enquanto o FED ianque adiciona menos de 1% ao ano no rendimento destes papéis virtuais. Quanta ingratidão com o governo Dilma! Mas não vamos ser "rancorosos " com a "traição" anunciou o ministro Nelson Barbosa responsável pela equipe econômica palaciana de emitir a primeira declaração oficial do governo. Barbosa afirmou que seu governo estará ainda mais empenhado no "esforço fiscal" para recuperar a credibilidade perdida frente aos parasitas do mercado de capitais. O outro estafeta dos banqueiros, Joaquim Levy, foi correndo até aos estúdios da Globo e diante de um "severo" William Waack pediu perdão aos amos do norte prometendo corrigir os antigos rumos neodesenvolvimentistas do governo, no sentido de redobrar o ajuste fiscal e eliminar a "herança estatista" dos governos da Frente Popular. É obvio que rentistas sabem muito bem que não há a menor possibilidade deste governo neoliberal promover qualquer suspensão do pagamento dos rendimentos dos seus títulos da dívida pública, a questão é chantagear ao máximo uma presidente covarde e impotente diante de um ataque especulativo destas dimensões. Também não é minimamente crível supor que com tamanho "arrocho" na economia estatal poderá acontecer um descontrole das contas do governo. Trata- se de uma provocação com objetivo de ganhos bilionários a partir desta inflexão meramente nominal por partes de agências fajutas, que sabemos muito bem a quem representam. Um governo democrático e minimamente soberano deveria romper com estes achacadores e retirar ineditamente dos EUA todas nossas reservas cambiais, cancelando o pagamento imoral da dívida interna e externa. Porém este não é o caso do atual governo da esquerda neomonetarista, submisso até a medula aos interesses dos chacais imperialistas. Com tamanha subserviência e covardia diante dos parasitas internacionais, fica evidente que o governo Dilma está comprometido com os interesses de classe da burguesia rentista e que pagará com o extremo sacrifício do nosso povo as condições impostas pelos achacadores imperialistas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015



MENSAGEM "SINCERA" DE DILMA PARA O 7 DE SETEMBRO: ERREI PORQUE PODERIA TER APLICADO O AJUSTE HÁ MAIS TEMPO!

Neste 7 de Setembro a presidenta da república abriu mão da rede nacional de TV para dirigir um pronunciamento à nação, óbvio que a mídia corporativa saudou a abstenção palaciana. Porém Dilma escolheu a "rede" para divulgar um vídeo onde pediu desculpas por erros cometidos com o excesso de gastos sociais do seu governo anterior. Logo os abutres do capital financeiro louvaram a "humildade" da presidenta ao admitir erros no passado e os apologistas de "esquerda" do governo petista acenaram com uma trégua política (na forma de "União Nacional") dirigida à reacionária oposição tucana. Para entender melhor esta nova conduta da "arrependida" Dilma se faz necessário reportar a uma reunião realizada na quarta anterior (dia 02/09) entre o ministro Levy e o que chamaram de o "peso pesado do PIB". Neste encontro sediado em São Paulo e mantido sob muita discrição, nove dos mais representativos empresários nacionais exigiram novas condições para continuar apoiando o governo e por consequência bancarem a permanência de Levy no comando da equipe econômica palaciana. A "agenda impositiva" dos grandes grupos capitalistas teve três pontos: 1) fazer todos os esforços para que o Brasil mantenha a todo custo o grau de investimento dado por agências internacionais de classificação de risco; 2) buscar um superávit de 0,7% do PIB na execução das contas públicas de 2016 e 3) promover um forte corte no custeio da máquina estatal e dos programas sociais para atingir essa draconiana meta. Na quinta feira pela manhã, o dia seguinte ao encontro de empresários em um luxuoso hotel de São Paulo, Dilma chamou Joaquim Levy para uma conversa definitiva em Brasília. Ao final, a presidente ordenou ao seu entorno político mais próximo que dessem entrevistas dizendo que o ministro da Fazenda estava mantido no cargo. A realidade é que a permanência de Levy está diretamente relacionada à capacidade do governo em "atender" aos três "pedidos" da burguesia nacional. Não por coincidência as manifestações contra Dilma previstas para acontecerem junto às paradas militares, em especial na capital federal, foram um fiasco e sequer contaram com a cobertura da famigerada Rede Globo. Pacto firmado e o "medo de agosto" superado a hora para o governo é "honrar" os compromissos e anunciar os cortes sociais e um novo programa de privatizações. Com a base da "Agenda Brasil" proposta por Renan e a máfia pemedebista no Senado, o governo agora avança para desmontar a Petrobras, com a venda da BR distribuidora e pasmem... entregando as novas refinarias que sequer estão concluídas para os trustes internacionais de energia. A prioridade máxima do governo é não perder a classificação dos "investimentos" estrangeiros, na verdade capital volátil em busca de juro alto e "segurança total". Para cumprir esta "missão" Dilma fará todos os movimentos neoliberais possíveis para agradar os rentistas, que supostamente financiam nosso déficit público já reconhecido. O surto de humildade da presidenta não passa de um pedido de clemência ao imperialismo e seus oligopólios instalados no Brasil. A vanguarda classista não pode ser ludibriada com o truque do "Fora Levy", levantado pelo arco da esquerda reformista, quando este estafeta é apenas um instrumento de negociação do governo com a burguesia nacional e o imperialismo. Combater o "ajuste" contra o povo e a nação sem derrotar quem o impulsiona, ou seja, governo Dilma em seu conjunto, é completamente inócuo! O movimento operário e popular a cada dia é surpreendido com uma nova faceta do ajuste, alertamos que este processo é contínuo e está longe do fim, em síntese ou derrotamos este governo e seus sócios da direita tucana ou o país sofrerá um retrocesso global de dimensões muito similares a da privataria tucana da era FHC. Nossa tarefa desde já é organizar a Greve Geral contra o ajuste e sua maior promotora, a gerentona do capital financeiro em nosso país.

terça-feira, 8 de setembro de 2015


A MORTE DO MENINO AYLAN E AS CÍNICAS LÁGRIMAS DOS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO: APOIARAM A DESTRUIÇÃO DA SÍRIA E DA LÍBIA SOB ENCOMENDA DOS EUA 

Logo após a imagem do menino sírio Aylan Kurdi afogado na costa turca comover o mundo, diversas correntes revisionistas do trotskismo que sempre desejam parecer simpáticas à chamada “opinião pública mundial” não só lamentaram a morte do pequeno imigrante sírio, mas imediatamente trataram de acusar como principal responsável pela crise dos refugiados na Síria o governo Assad. Não por acaso apontaram o regime sírio como primeiro culpado pela tragédia. A CST-UIT foi categórica em sua declaração intitulada “Ditador sírio e imperialismo europeu são responsáveis pela morte do menino Aylan!” (04.09), onde afirma “O mundo inteiro ficou consternado com a foto do menino sírio, chamado Aylan Kurdi, de somente três anos, que morreu ao lado de seu irmão e sua mãe; o único sobrevivente da família foi seu pai. Eles vinham da cidade de Kobane e fugiam das atrocidades do regime de Bashar Al Assad na Síria, dos bombardeios da OTAN e do reacionário ISIS, que surgiu como outra força na Síria para destruir a luta do povo sírio e curdo”. Colocar no mesmo patamar o imperialismo agressor e o governo de uma nação oprimida atacada pela OTAN já seria absurdo do ponto de vista teórico do marxismo, uma ruptura completa com o trotskismo, porém responsabilizar o governo sírio pela morte de Aylan é fazer diretamente o jogo das potências capitalistas e da mídia venal que deseja vender ao mundo Assad como um “ditador sanguinário”. A política canalha da CST não é uma surpresa, toda família revisionista do trotskismo (LIT, PTS, PO, CMI) se posta no campo militar dos “rebeldes” contra o governo Assad, alguns como a UIT, LIT e a CS-MRS defendem abertamente que Obama e todos os governos imperialistas forneçam armas para os grupos terroristas que combatem Assad e atacam Kobani, cidade natal de Aylan e sua família. Quem atacou a região curda e provocou a fuga em massas da região foi o EI (grupo “rebelde” financiado por Israel e a CIA) e os bombardeios da Turquia, membro da OTAN, ou seja, por opositores do governo Assad, portanto por forças políticas e militares que estão no mesmo campo dos revisionistas do trotskismo! A família de Aylan fugiu de Kobani, cidade curda, autônoma, que nunca foi bombardeada pelo exército da Síria, mas destruída pelo EI e pelos bombardeios da Turquia. Eles pretendiam ir para o Canadá, onde tinham parentes, mas o governo canadense (apêndice da Casa Branca) negou o visto, o mesmo governo que a LIT, UIT e seus satélites pedem armas contra Assad. Não por acaso, a CS argentina recorreu à mesma cantilena da UIT e com lágrimas de crocodilo declarou-se “Pela memoria de Aylan e dos milhares de refugiados e massacrados: solidariedade com os povos que lutam contra as ditaduras e o imperialismo”. Ocorre que no mundo real em que Aylan vivia e morreu o imperialismo ianque e europeu combatem a suposta “ditadura” de Assad, não estão no mesmo campo político e militar, mas em luta contra Damasco, com a Síria sofrendo todo tipo de sanções e agressões que geram mais fome e miséria ao povo que ali habita! Lembremos que em meio à guerra, a LIT pediu que os governos imperialistas que barram os imigrantes dessem armas aos “rebeldes”: “É necessário exigir de todos os governos do mundo, começando por aqueles países da região que são parte da revolução, como Egito, Tunísia e Líbia, que rompam relações diplomáticas e comerciais com a ditadura de Assad e que enviem aviões, tanques e armas pesadas, medicamentos, alimentos e todo tipo de apoio material para as milícias rebeldes, para que estas possam derrotar e acabar com este regime que oprime o povo sírio” (Cercar a Revolução Síria com solidariedade ativa - Suplemento Correio Internacional, LIT, 22/05/2013). Tratou-se de um verdadeiro chamado à intervenção militar na Síria em socorro aos “rebeldes” não só pelos exércitos controlados pelo Pentágono no Oriente Médio e Norte da África (Egito, Líbia e Tunísia), mas pelo próprio imperialismo, já que “todos os governos do mundo” obviamente inclui EUA, Canadá, Israel, França, Inglaterra e Itália, estes sim responsáveis diretos pela tragédia de todos os imigrantes e particularmente da família do menino Aylan!!! Em oposição as cínicas lágrimas dos revisionistas, a posição dos Marxistas Revolucionários é primeiramente reafirmar a frente única com o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os “rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca, que são o ELS, a Frente al-Nursa e o próprio EI, responsáveis pela fuga desesperada da família de Aylan. Estes grupos combatem o governo Assad e disputam entre si violentamente o controle dos territórios conquistados na Síria, tendo o ELS a simpatia pública da Casa Branca e dos revisionistas do trotskismo como a LIT e a UIT, que chegaram a pedir publicamente que Obama fornecesse armas e munições para os “rebeldes”. Por sua vez, os grupos precursores do EI foram anteriormente armados pela CIA para desestabilizar o governo sírio seguindo o mesmo script macabro imposto na Líbia de Kadaffi. A LBI que desde o início da farsesca “revolução árabe” denunciou-a como uma transição pactuada pelo imperialismo e chamou a derrotar os “rebeldes” na Líbia, logo apoiados pela intervenção da OTAN para derrubar Kadaffi não vacilou em nenhum minuto sequer em postar-se em frente única com Assad contra a ameaça de intervenção imperialista e para esmagar os “rebeldes” mercenários por terra. A posição dos genuínos trotskistas é postar-se pela vitória militar do exército nacional sírio e das milícias que apoiam o governo Assad, para desde o campo militar dos que combatem o imperialismo construir uma direção revolucionária e comunista para os trabalhadores. Nesta trincheira de luta não vacilamos em pedir armas e apoio aos governos burgueses e aos estados operários burocratizados (Rússia, China, Venezuela, Irã, Coreia do Norte e Cuba) que em palavras se dizem solidários com o governo Assad, denunciando desde o combate contra o imperialismo o limite de classes destes governos e do próprio regime da oligarquia Assad, incapazes de serem consequentes na luta contra o imperialismo, tarefa que está nas mãos do proletariado mundial. Esta é a única forma justa e revolucionária de vingar a morte do pequeno Aylan e dos milhares de imigrantes mortos pela barbárie capitalista provocada pelas revoluções “made in USA”!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015


7 DE SETEMBRO: DERROTAR A DIREITA PRÓ-IMPERIALISTA E COMBATER O GOVERNO DILMA SERVIL AOS ABUTRES RENTISTAS! A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL SÓ SERÁ CONQUISTADA COM A REVOLUÇÃO PROLETÁRIA E O SOCIALISMO!

O Grito dos Excluídos, que será realizado no dia 07 de setembro em várias capitais do país, terá como eixo político “Democracia, Mais Direitos e Políticas Públicas”. Outro tema previsto para ser abordado na 21° edição da atividade é “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” centrando sua crítica nas grandes corporações de alineação de massa como Rede Globo, Veja, Estadão, ou seja, nos membros do chamado “PIG”. Será na prática um desdobramento dos atos dia do 20 de agosto convocados pela CUT e o MTST em defesa do governo Dilma contra o suposto “golpe da direita”. Esta ficção política está sendo utilizada pela frente popular para sabotar a luta contra o ajuste neoliberal que vem sendo implementado pelo Planalto, que inclui todo tipo de ataque aos trabalhadores e corte no orçamento para os serviços sociais. Não por acaso em seu site o “PT convoca militância para defender a democracia no 7 de setembro”, afirmando que “O PT convoca sua militância a se somar ao Grito dos Excluídos em todo o País. Será um momento para apoiar o governo, apoiar Dilma e Lula, defender a democracia e o povo brasileiro, e dizer não ao golpe. Estamos chamando nossa militância para ir às ruas de verde e amarelo e levar as bandeiras do Brasil e do PT”, anunciou o membro da Direção Nacional do PT, Wilmar Lacerda. As entidades sindicais que usam o fantasma do golpe para blindar Dilma se apresentam como “conselheiros de esquerda” do Planalto. Tanto que na convocatória do Grito dos Excluídoos de São Paulo intitulada “Contra o Golpe e o Ajuste Fiscal! Por Democracia, Mais Direitos e Políticas Públicas” afirma-se “Os movimentos populares que foram as ruas no dia 20 de agosto, novamente voltam às ruas, para defender os avanços das políticas públicas de inclusão social, desenvolvimento econômico com geração de emprego e renda, manutenção dos direitos trabalhistas e sociais e respeito à diversidade, em defesa da democracia, contra o ajuste fiscal, por outra política econômica. Gritamos contra a ofensiva da direita, que se sustenta numa onda conservadora que dissemina ódio, intolerância e preconceito, defende o retrocesso com relação os direitos dos trabalhadores e aos avanços socais conquistados por meio de muitos anos de luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais” chegando no máximo a declarar que “Gritamos por outra política econômica, não aceitamos que o ajuste fiscal penalize a classe trabalhadora, com perda de direitos e diminuição de recursos dos programas sociais e de distribuição de renda. Os ricos que paguem a conta. Gritamos pela manutenção e a ampliação dos direitos e programas sociais, pelas reformas política, tributária, agrária e urbana. Não vai ter golpe!”. A tarefa dos revolucionários é intervir nas atividades do Grito dos Excluídos sem capitular a política de colaboração de classes da CUT, UNE e MST que fingem ser o ministro Levy o único “pai” do ajuste, não responsabilizando diretamente Dilma e seu governo como os verdadeiros algozes dos explorados. Para o povo trabalhador mais consciente permanece o desejo de combater os covardes ataques do governo Dilma ao mesmo tempo em que manifesta a vontade de derrotar a onda fascista em curso. Vamos ganhar as ruas no próximo dia 07 de setembro não para defender o lacaio governo Dilma de um suposto golpe militar inexistente ou para dar suporte ao “Estado Democrático” que espolia e assassina a população pobre e negra. Vamos mobilizar o proletariado para com a ação direta derrotar a “Agenda Brasil”, a direita fascista e impor nosso programa histórico de reivindicações sociais! A tarefa histórica da conquista da independência nacional se constitui em parte da luta da classe operária e sua vanguarda revolucionária para se libertar da opressão capitalista e só pode ser alcançada com destruição do Estado burguês pela via da revolução proletária e do socialismo, caminho a ser trilhado no enfrentamento com os agentes da Frente Popular no movimento operário através da ação direta dos explorados.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015


ALTA DO DÓLAR E RECESSÃO ECONÔMICA, MERA COINCIDÊNCIA OU DUAS VERTENTES DOS RENTISTAS SEGUIDAS À RISCA POR DILMA?

Hoje os "analistas" do mercado financeiro começaram a perguntar qual é o teto para a elevação da cotação do Dólar no país, posto que a barreira dos 4 Reais para a compra da moeda norte-americana parece já ter ficado para trás. Com uma desvalorização de mais de 40% só neste período vigente de 2015, o Real ganhou o troféu de campeão mundial de derrotas frente ao Dólar, algo similar somente pode ter paralelo na goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil diante da Alemanha na última Copa do Mundo. Ironia a parte há quem aposte que se mantendo a política da "rédea frouxa", adotada atualmente pela cúpula do Banco Central, o Dólar pode chegar a casa dos 6 Reais em menos de um ano. Porém existe uma crassa diferença entre os ataques especulativos sofridos pelo Tesouro do país entre os anos de 2013 e 2014, ambos gerando perdas bilionárias para as reservas cambiais do Brasil e que passaram despercebidos pela nossa mídia corporativa. O modal que hoje vigora na equipe econômica palaciana é o da "não intervenção" no mercado cambial, ou seja, a livre flutuação do Dólar está diretamente relacionada a inoperância efetiva dos chamados "swaps cambiais", um recurso do BC para a venda massiva da moeda estrangeira no sentido de "defender" a cotação do Real. O governo Dilma já "queimou" mais de 70 bilhões de Dólares do Tesouro em swaps de janeiro até agosto deste ano e sinaliza para o mercado que continua "comprador", em síntese, vende Dólar mais barato para logo em seguida comprá-lo mais caro e desta forma alimentar a cadeia da especulação sistêmica. É óbvio para qualquer leigo em economia que se trata de uma política estatal que fomenta o "lucro fácil" dos rentistas do mercado financeiro do câmbio. Mas não se trata de "somente" transferir renda do estado para os operadores internacionais de câmbio, a disparada sem limites do Dólar favorece artificialmente alta da inflação em um cenário macro econômico injustificável. O consumo nacional está em queda livre em todos os segmentos, por sua vez o governo reduz gastos em investimento e verbas de custeio em todas as áreas do estado, a massa salarial está estagnada e a poupança interna não para de retroceder, então de que ponto material está se gerando a inflação? Aprendemos nas aulas básicas de economia marxista que a desvalorização cambial tem sua gênese na emissão descontrolada da moeda nacional, fenômeno recorrente em países semicoloniais e até mesmo nos centros imperialistas em períodos de grave crise econômica (Alemanha e Japão na etapa que precedeu a II guerra mundial), mas este registro está longe de ocorrer no Brasil da famigerada Lei de Responsabilidade Fiscal. Nem mesmo a China pode servir mais como "bode expiatório" para a elevação do Dólar, o suposto default de sua pujante economia (que fez a festa de Wall Street) não durou muito e logo os parasitas do mercado bursátil foram obrigados a retirar suas mentiras do "ar". Só encontraremos uma única razão para a vigência do binômio Dólar e inflação em linha crescente no Brasil, uma política consciente do governo Dilma para induzir a recessão econômica (estagflação) no horizonte do aumento das taxas de juros que já consumiram cerca de 500 bilhões de Reais para o pagamento da dívida pública ou 8% do PIB nacional. Diante deste montante os 70 bilhões "torrados" para estabilizar o câmbio não passa de um "troco". O fulcro da questão reside na posse dos títulos mercantis da enorme dívida estatal, sob controle dos rentistas que impõe sua política a este governo subalterno ao capital financeiro. O ministro Levy que foi "eleito" pela esquerda "chapa branca" como o "centro do mal", não passa de um mero estafeta de banqueiro que mesmo trocado por outro "office boy" em nada alterará a política global deste governo petista que segue a cartilha neoliberal do imperialismo. A receita pode ser "cozida" por Levy ou Barbosa, pouco importa se não muda o "cardápio" monetarista do governo! Enquanto isso o proletariado industrial e as camadas médias da classe trabalhadora vão pagando o ônus da crise com seus salários reduzidos e empregos perdidos, mas o que realmente importa é "impedir o golpe da direita"... Afinal para esta esquerda corrompida os rentistas entranhados na medula do governo Dilma não são tão "malvados" como os "Tucanos golpistas"... 

terça-feira, 1 de setembro de 2015


BARBÁRIE CAPITALISTA: REVOLUÇÕES “MADE IN CIA” NO NORTE DA ÁFRICA E ORIENTE MÉDIO PROVOCAM A MORTE DE MILHARES DE IMIGRANTES EM FUGA PARA A EUROPA

A cena de um menino de dois anos morto por afogamento na costa turca chocou o mundo. Desgraçadamente ele é “apenas” um dos milhares de mortos que perdem a vida nas viagens de imigrantes desesperados para a Europa.  Contudo, estes não são acidentes, são crimes. Os imigrantes e os refugiados são forçados a esta realidade devido à política imperialista da OTAN, dos EUA e da UE, pela agressividade e intervenção na Líbia, Iraque, Mali, Iêmen, vendidas ao mundo como “revoluções”, assim como pelas políticas das transnacionais e pelo saque de recursos naturais na África e Oriente Médio, pela destruição e manipulação das economias dos países e, finalmente, pela política da União Europeia e seus governos contra os trabalhadores imigrantes. A maioria vem da Líbia, Síria, Mali, Iraque, Afeganistão e do norte da África, países que foram ou são alvo das intervenções militares imperialistas ou da ação de grupos terroristas patrocinados pelas potências capitalistas, como o Estado Islâmico (EI). É o chamado “efeito bumerangue” que agora se volta contra os países europeus. Os dirigentes dos governos imperialistas reunidos em Bruxelas decidiram que vão usar drones para bombardear embarcações ancoradas nos portos da Líbia e que sejam capazes de transportar imigrantes até a costa da Itália e Grécia. A política anti-imigração do imperialismo é bem clara. Anteriormente, os imigrantes foram utilizados como mão-de-obra barata a fim de rebaixar os salários nos países imperialistas e quebrar a resistência da classe operária desses países. Agora, com o aprofundamento da crise capitalista, que está elevando a níveis altíssimos o desemprego, a burguesia imperialista descarta os estrangeiros para explorar os seus próprios operários. De acordo com dados da ONU cerca de 2,5 mil imigrantes se afogaram no mar Mediterrâneo neste ano vítimas dos muitos barcos superlotados que tentam chegar à costa da Itália e da Grécia. O fluxo de pessoas desesperadas que parte da Síria, Líbia e do norte da África na tentativa de alcançar a Europa já é muito maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Números recentes mostram que milhares de pessoas estão usando uma rota perigosa através dos Bálcãs para chegar à Alemanha e a outros países do norte da União Europeia. Na última semana, novas tragédias voltaram a expor ao mundo a gravidade do problema. Mais de 300 mil imigrantes já arriscaram suas vidas tentando atravessar o Mediterrâneo neste ano. Em todo o ano passado, foram 219 mil pessoas. Dois barcos com cerca de 500 imigrantes afundaram após deixar Zuwara, na Líbia, em 27 de agosto. Corpos de ao menos 71 pessoas, que podem ser imigrantes sírios, foram descobertos em um caminhão abandonado na Áustria, também em 27 de agosto. Naufrágio nos arredores da ilha de Lampedusa, na Itália, matou cerca de 800 pessoas em 19 de abril. Ao menos 300 imigrantes se afogaram ao tentar atravessar as águas agitadas do Mediterrâneo em fevereiro. Desde a LBI denunciamos a política assassina do imperialismo ianque e europeu e de seus governos contra os imigrantes que fogem dos efeitos da barbárie capitalista imposta pelas “revoluções made in CIA”. Lutamos para derrotar as agressões imperialistas contra o povo no norte da África e do Oriente Médio, pela destruição da OTAN e pela utilização dos recursos naturais para o benefício dos trabalhadores. A questão central colocada frente ao avanço da barbárie capitalista que vem deixando um rastro de morte na Europa é a necessidade de superar a agonia do capital pela via da revolução socialista. Não há outra vereda a não ser o da violenta demolição da sociedade de classes e o da construção revolucionária de um novo modo de produção, genuinamente socialista, baseado na solidariedade e no internacionalismo!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015



FASCISTAS ATACAM PARLAMENTO DA UCRÂNIA: APROFUNDA-SE A CRISE DO GOVERNO PRÓ-IMPERIALISTA DE KIEV DIANTE DA RESISTÊNCIA HEROICA DAS “REPUBLICAS POPULARES” 

Violentos confrontos entre manifestantes fascistas e a polícia tiveram lugar em Kiev logo após a aprovação no Parlamento de alterações constitucionais que preveem a descentralização do país, dando mais autonomia as chamadas “repúblicas populares”. A medida foi apoiada por 265 parlamentares porém grupos de extrema-direita descontentes com as alterações tentaram assaltar o edifício do parlamento (Suprema Rada) nesta segunda-feira (31). Durante os confrontos foi ouvida uma explosão após uma série de tiros.  O chefe da direção do Ministério do Interior da Ucrânia em Kiev, Aleksandr Tereschuk, disse que cerca de 100 pessoas foram feridas. Mais cedo, a Suprema Rada aprovou, em primeira audiência, um projeto de emenda à Constituição que prevê a descentralização do país como previa os acordos de Minsk celebrados em fevereiro, em uma prova que o governo pró-imperialista de Kiev não consegue derrotar a resistência popular no Leste do país, mesmo com o apoio da OTAN, do imperialismo ianque e da UE, tendo que ceder aos separatistas pró-russos. A crise política é tamanha que apesar de ser o autor do projeto de emenda à Constituição, o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko não esteve presente na sessão, muito menos o primeiro-ministro, Arseny Yatsenyuk. Com o conflito a Ucrânia está mergulhada em uma crise econômica e sua falida economia vem sobrevivendo em função de empréstimos do FMI e do BCE que em troca impõem a privatização de toda infra-estrutura e serviços público do país. A frente dos protestos estão as milícias fascistas ligadas ao partido de oposição de ultra-direita Svoboda (Liberdade), comando por Oleg Tyagnibok, que deseja assumir diretamente o governo diante da fragilidade da gestão Poroshenko-Yatsenyuk, são os mesmos bandos reacionários que foram vanguarda no golpe de estado de novembro de 2013 , cujo epicentro foram as manifestações na praça Maidan apresentadas pelos revisionistas do trotskismo como uma "revolução". Hoje, em meio à crise na ex-república soviética, Putin voltou a defender a federalização ucraniana, com Donetsk e Lugansk, tendo o Leste do país autonomia do governo central e podendo inclusive participar da União Euroasiática que a Rússia criou com outras ex-repúblicas soviéticas. Somente se colocando neste lado da trincheira os marxistas leninistas poderão, ombro a ombro com o proletariado e o campesinato desta região, apontar uma perspectiva comunista proletária para o conflito, indo além de suas direções burguesas. A palavra de ordem de “Todo apoio às repúblicas populares para derrotar a reação fascista e o imperialismo” está a serviço de forjar um programa revolucionário que coloque na ordem do dia a construção de verdadeiras “Repúblicas Soviéticas” com a expropriação dos bandos burgueses restauracionistas, chamando inclusive a solidariedade ativa do proletariado russo em sua defesa. Este “impasse”, onde os grupos fascistas desejam agora controlar diretamente o governo de Kiev, somente será resolvido através da ação revolucionária dos explorados da região, que estão se enfrentando militarmente e de forma heroica com o exército da Ucrânia.

sábado, 29 de agosto de 2015


EM FORTALEZA DILMA PRIMEIRO "DIALOGA BRASIL" COM OS EMPRESÁRIOS E DEPOIS FAZ DEMAGOGIA DO AJUSTE COM SINDICALISTAS "CHAPA BRANCA"

Aos gritos histéricos de "não vai ter golpe" a esquerda corrompida "chapa branca" saudava a presidente Dilma em um encontro no Centro de Eventos de Fortaleza, batizado de "Dialoga Brasil". Ao lado do governador Camilo Santana, um preposto da reacionária oligarquia dos Ferreira Gomes no interior do PT, Dilma distribuía sorrisos demagógicos para sindicalistas da CUT e CTB que não se sentiram nem um pouco incomodados com o fato da presidente poucas horas antes ter se reunido com empresários para anunciar mais um pacote de privatizações no setor de infraestrutura da região Nordeste. No "seio familiar" da burguesia Dilma defendeu a famigerada "Agenda Brasil", uma iniciativa compartida entre o governo do PT e a máfia pemedebista do Senado Federal, que tem na figura do grande empresário cearense Eunício Oliveira um dos principais caciques parlamentares. Mas depois de selar acordos políticos com as oligarquias locais, que mesmo em "pé de guerra" na região juram fidelidade ao governo em troca das benesses do butim estatal, Dilma vai ao encontro dos movimentos sociais pedir apoio popular para suas medidas de ataque contra as conquistas e direitos dos trabalhadores. O mote do engodo já está até meio "surrado", seria a luta contra a "direita golpista" ...Faltou explicar que os principais agentes das classes dominantes nacionais e do imperialismo sustentam este governo neoliberal que privilegia os interesses dos rentistas financeiros e oligopólios transnacionais. É evidente que para uma esquerda corrompida ideológica e materialmente pelo estado burguês não tem a menor importância manifestar seu "amor" para Dilma, mesmo quando seu governo patrocina o arrocho salarial e o desemprego em massa do proletariado. O governador Camilo, ventríloquo dos Gomes, está alinhado com a política de ajuste fiscal e inclusive já cortou a assistência médica para os servidores estaduais, que pagam por este serviço fundamental para sua sobrevivência. Porém para os sindicalistas "chapa branca" isto não passa de pequenos "detalhes insignificantes" e o que importa mesmo é que "não vai ter golpe"... Por sinal o fantasma do golpe de estado não pode ser mais abandonado sob pena de perderem a justificativa para praticarem a pior espécie de pilantragem política, agora o perigo vem do TSE... Isto porque a Globo, TCU, FIESP e Lava Jato declararam que a legitimidade das urnas deve ser respeitada. Para que não falte um eixo de enganação política, resta à esquerda reformista como o PCdoB e seu novo amigo PCO, elegerem o ministro estafeta Levy como o único responsável pelo "pacote de maldades" do governo. Então a "inocente" Dilma deveria romper com o crápula Levy e C&A e atender as reivindicações dos trabalhadores... porém enquanto este "conto de fadas" não se realiza a classe operária parte para o combate direto contra a burguesia e seu governo de "esquerda" privatista. Para delimitar com a farsa do "golpe iminente" a LBI esteve junto aos grevistas, servidores federais e estaduais, denunciando a visita da presidente no Ceará que teve um claro objetivo de comprometimento econômico de seu governo com as oligarquias corruptas do estado. Enquanto a esquerda reformista "chupava os ovos"  da elite dominante e sua presidente, os trabalhadores em luta gritavam outras palavras de ordem na porta de fora do "Diálogo Brasil": Vamos estragar a festa dos que nos atacam e roubam nossos direitos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015


QUEM É MESMO QUE PREPARA UM “GOLPE” CONTRA AS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS E O DIREITO DE ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES?

O eixo político que vem sendo usado pela Frente Popular para defender o governo Dilma é a defesa da democracia. Como o PT e o PC do B são avalistas do ajuste fiscal neoliberal ditado pelo Planalto, mobilizam sua base social e política em nome da garantia do “Estado democrático de Direito”, do “respeito às instituições republicanas” e em nome da legalidade como bandeiras para manter a governabilidade burguesa de Dilma a frente da Presidência da República. Foi isto que vimos nos atos do dia 20 de agosto. A essa cantilena distracionista somou-se a CUT, MST, UNE, MTST, setores do PSOL e o PCO.  Enquanto isso, no Congresso Nacional, o governo encaminhou a chamada “Lei Antiterrorista” para atacar o movimento de massas e suas organizações políticas e sindicais. Este é justamente o “segredo” da Frente Popular: controla as entidades de massas que lhe dão sustentação enquanto junto com os setores mais reacionários da burguesia leva diante a perseguição aos ativistas e lutadores classistas, como vimos no processo contra dos 23 presos políticos no Rio de Janeiro. O projeto de lei enviado pelo governo Dilma foi aprovado na Câmara dos Deputados em meados de agosto, agora segue para o Senado. O texto final prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos em regime fechado e tipifica como crimes de terrorismo usar, ameaçar, transportar e guardar explosivos e gases tóxicos, conteúdos químicos e nucleares praticados com o intuito de intimidar o Estado, organização internacional, pessoa jurídica e provocar terror generalizado na ordem social. Incendiar, depredar meios de transporte públicos ou privados ou qualquer bem público, bem como sabotar sistemas de informática, o funcionamento de meios de comunicação ou de transporte, portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais e locais onde funcionam serviços públicos também entram na tipificação do crime. Em resumo dá poder ao Estado e seu aparato de repressão de enquadrar o que bem desejar como “terrorismo”. Este é o real conteúdo do PL 2016/15, assinado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e Joaquim Levy, da Fazenda, os mesmos que respectivamente deixa livre a reação burguesa fascistóide e o “pai” do ajuste neoliberal. Valendo-se desta “ajuda” proporcionada pelo governo Dilma, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) colocou emendas para “aperfeiçoar" o projeto: “No caso da Lei Antiterror, está incluído um artigo que praticamente torna movimentos sociais e sindicatos – e todos sabemos da cooptação de grande parte dessas organizações pelo PT – inimputáveis. Ora, quer dizer que o MST, que já vem tendo um intercâmbio preocupante com coletivos venezuelanos que usam o terror como ferramenta de intimidação política e praticam atos contra o Estado e a ordem pública e em ameaça a vida de pessoas, não poderá ser enquadrado nessa lei? Não podemos permitir que movimentos que servem de massa de manobra do governo fiquem acima de qualquer legislação. Isso não existe em nenhuma democracia do mundo” (FSP, 10.08). Note-se que já na versão enviada por Cardozo e aprovada na Câmara dos Deputados a lei atenta contra o direito de manifestação na medida em que pode enquadrar não apenas agressões contra a população civil - já cobertos por várias leis - como manifestações populares e protestos, como ocupações de terras, passeatas, greves no setor de transportes públicos e enfrentamentos com forças de segurança, mesmo em legítima defesa. Apesar da inclusão da salvaguarda sobre os movimentos sociais, a interpretação fica a cargo do juiz, caso a caso. Todas as organizações políticas e do movimento popular podem ser enquadradas nessa lei de acordo com a interpretação de policiais, delegados e juízes. A lei é uma grave ameaça aos direitos de manifestação e organização política dos trabalhadores e da juventude. Ironicamente, justamente no momento onde a Frente Popular usa a defesa da “democracia” para blindar o governo Dilma e o PT é alvo de ataques fascistas como foi o atentado ao Instituto Lula, o Planalto tem como alvo as organizações populares ligadas à esquerda, apoiadoras ou não do governo! Como se observa Dilma trabalha em parceria para saciar o apetite reacionário das oligarquias e da direita para elaborar uma nova legislação draconiana, com a roupagem de um projeto de lei sobre o terrorismo, sob o pleno aval da esquerda governista. A repressão policial aos movimentos sociais vem ganhando novos contornos políticos, com prisões, torturas e até mesmo assassinatos de lideranças populares, como vimos os companheiros do MST mortos nos últimos dias. Fatos graves que tinham “saído de cena” no final dos anos 70 retornam pela porta da frente do cenário nacional em pleno governo do PT. Sob esta cruzada reacionária está ameaçado, como na ditadura militar, o próprio direito de organização e manifestação política da esquerda e do movimento de massas. Diante desta escalada reacionária em nome da LBI convocamos todas as forças políticas do campo operário e popular a cerrar fileiras, apesar das diferenças políticas e ideológicas, no combate frontal pela senda da ação direta, a toda e qualquer medida estatal (em todas as suas instâncias) que mire na eliminação de nossas conquistas democráticas e sociais, porque entendemos que cada derrota acumulada do proletariado “joga água no moinho” do retrocesso histórico e do obscurantismo da humanidade em uma etapa de ofensiva total do imperialismo, sem prestar no curso desse combate qualquer apoio ou solidariedade ao governo Dilma, ao contrário, unificando forças para barrar através da luta direta o ajuste neoliberal e a mal chamada “lei antiterrorismo”.

A MORTE DE VARGAS E O OCASO DO NACIONAL-DESENVOLVIMENTISMO

No último dia 24 de agosto completou-se 61 anos do suicídio de Getúlio Vargas. Episódio marcante da história política brasileira, a morte de Vargas ocorreu em meio a uma profunda crise que refletia as contradições do projeto desenvolvimentista de seu governo. Em 1953, a continuidade da política de estímulo à industrialização, uma das principais características do varguismo, começou a sofrer limitações, exigindo a ampliação de investimentos e o aumento das importações de equipamentos e máquinas, o que provocava déficit na balança comercial do país. O mesmo ocorria com a balança de pagamentos, devido à sangria das riquezas nacionais, promovida pelo crescimento das remessas ilegais de lucros pelas empresas estrangeiras que atuavam no país. Esse quadro tornava-se ainda mais grave com a queda dos preços do café no mercado mundial (principal commoditie para exportação no período), contribuindo para o declínio da receita externa, o que reacendeu a disputa feroz entre as diferentes frações da burguesia nacional pelas divisas em dólar e pelo controle do Estado burguês a fim de preservar seus interesses comerciais. Foi esse o “pano de fundo” fundamental da crise política que abalou profundamente o país nos anos 50 e levou ao “suicídio” induzido do “caudilho nacionalista” em agosto de 1954, sob a pressão direta do imperialismo ianque ávido pela “troca” do chefe de estado brasileiro. A principal força de oposição a Vargas era a União Democrática Nacional (UDN), que expressava os interesses das oligarquias agroexportadoras descontentes com as restrições às importações e à política de controle e confisco cambial, mecanismos que transferiam recurso do setor agrário-exportador para o setor industrial. A UDN também agrupava os estratos superiores da classe média, que temiam a esquerdização e o comunismo. O capital imperialista, que desejava utilizar as divisas do país para a conversão e a emissão de lucros para o exterior, era o aliado mais importante desse partido. O governo Vargas, por sua vez, tinha como base de sustentação o chamado pacto populista, uma espécie de aliança entre a burguesia industrial e as massas trabalhadoras das cidades, incluindo também as facções das oligarquias regionais atreladas ao Estado desde 1930 e setores nacionalistas das Forças Armadas, todos unidos em torno de uma ideologia nacionalista que apresentava o desenvolvimento industrial capitalista como meio de realização de interesses comuns da burguesia e do proletariado.

terça-feira, 25 de agosto de 2015


ACABA GREVE NA GM... COMEÇA NA MERCEDES-BENZ: CONTINUA O ATAQUE PATRONAL AOS METALÚRGICOS SEM QUE HAJA UMA RESPOSTA OPERÁRIA À ALTURA DA CUT E CONLUTAS

Nesta segunda-feira, 24 de agosto, foi encerrada a greve na GM de São José dos Campos. De forma emblemática, no mesmo dia, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, teve início a paralisação dos metalúrgicos da Mercedes-Benz contra as demissões. Cerca de 7 mil operários decretaram greve por tempo indeterminado, a montadora alemã anunciou demissões a partir de 1º de setembro. Em janeiro, 160 trabalhadores foram desligados da unidade no ABC. Outros 500 foram demitidos em maio. Cerca de 300 ex-funcionários acamparam em frente à fábrica durante 26 dias de junho, pedindo a reversão da medida. A Mercedes-Benz afirma que ainda há um excedente de 2 mil na fábrica, que emprega cerca de 10 mil pessoas no total. Apenas de junho para julho, foram 1,2 mil vagas fechadas nas montadoras. Vale lembrar que na Volkswagen de Taubaté (SP) a greve foi deflagrada há nove dias contra 50 demissões. Como podemos observar há uma brutal ofensiva patronal em curso contra os metalúrgicos de conjunto.  Frente a esses ataques tanto a CUT como a Conlutas, que dirigem respectivamente os Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e SJC, vem optando por acordos com as empresas por meio de PDV´s e lay-offs que apenas retardam as demissões e agregam alguns “benefícios” aos demitidos. O conjunto da burocracia sindical, seja ela “chapa branca” ou ligada a “oposição de esquerda” não tem respondido à altura ao facão das demissões, em nenhuma montadora que dispensou operários houve ocupação das empresas, no máximo paralisações para se chegar a acordos ultra-defensivos. Neste quadro, a greve da GM foi encerrada nesta segunda-feira com a direção sindical ligada a Conlutas-PSTU aprovando em assembleia demissões por meio de PDV e ao final do lay-off, com pagamento de indenização de quatro salários nominais para cada trabalhador. Com o acordo, os 798 trabalhadores que haviam sido demitidos através de telegramas recebidos em suas casas no último dia 8 ficarão cinco meses afastados da fábrica, com seus contratos suspensos (lay-off). Após o término do período estipulado, a GM fica livre para demitir os 798 trabalhadores, desde que pague quatro salários nominais a cada um desses operários. Com este precedente e “exemplo” dado pelo PSTU, a direção dos metalúrgicos do ABC (Articulação-PT) sente-se de mão livres para impor acordos do mesmo tipo em suas bases como na própria Mercedes Benz que iniciou a greve nesta semana. O mais trágico é que depois de fechar o acordo o Presidente do sindicato de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, declarou “O cancelamento das demissões não coloca um ponto final na luta em defesa do emprego. O Sindicato continuará em campanha para que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória garantindo estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, reduza a jornada para 36 horas sem redução de salário, proíba a remessa de lucros para o exterior e estatize as empresas que demitirem”. A quem deseja enganar o dirigente do PSTU? Todos os operários sabem que o acordo é uma derrota, porém, como em nenhum momento sua direção propôs ocupar a fábrica com o objetivo de forçar pela ação direta o fim das demissões, acabaram aceitando a “única saída” apresentada pelo sindicato, que tem a cara de pau de noticiar que “Metalúrgicos da GM aprovam acordo que cancela demissões” (site SMSJC, 24.08) e ainda celebra os “direitos conquistados”. No ABC, a Articulação-PT afirma que “A empresa não informou quantos já foram demitidos, mas sabemos que é em torno de 1.500 companheiros. A Mercedes insistiu em recuperar a proposta rejeitada pelos trabalhadores em 2 de julho. Nós defendemos que o PPE é a solução. Infelizmente, por intransigência da montadora, não houve acordo” (sítio SMABC, 25,08). Como se observa, enquanto a Conlutas opta por PDV e lay-offs, a CUT defende o PPE proposto pelo governo Dilma que reduz salários, porém ambas não apontam em nenhum momento a radicalização da luta para barrar os ataques patronais porque sabem que se fossem consequentes e convocassem uma greve geral da categoria metalúrgica iriam abrir uma tremenda crise política que colocariam a resistência operária no centro da conjuntura nacional, tudo que não querem os patrões e o governo Dilma, mas que é uma necessidade para os trabalhadores barrem a ofensiva antipopular. Em nome da Tendência Revolucionária Sindical, impulsionada pela LBI, nos solidarizamos com a luta dos trabalhadores da GM, Volks e da Mercedes-Benz. Alertamos aos companheiros a não terem nenhuma ilusão no governo burguês da “gerentona” petista e no seu PPE! O momento agora é de cobrir da mais ampla solidariedade à greve e estendê-la para outras fábricas da região e demais montadoras para demonstrar a força do proletariado. Para que esta luta possa vencer é necessário superar a política de colaboração de classes da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ao mesmo tempo em que defendemos o fortalecimento da greve, com uma campanha nacional em solidariedade a luta dos operários, devemos apresentar um pauta classista para a paralisação que além de impor o cancelamento das demissões, contemple a redução dos ritmos de produção e da jornada de trabalho sem redução de salário,  Escala móvel de salários, onde os contratos coletivos de trabalho devam assegurar aumento automático dos salários, de acordo com a elevação dos preços dos carros e a escala móvel por horas de trabalho, para absorver a mão de obra metalúrgica desempregada. É fundamental para enfrentar a ofensiva dos patrões a retomada dos métodos de luta e ação direta, com assembleias massivas democráticas e greves unificadas para arrancar verdadeiros aumentos salariais e fazer avançar a consciência política da classe, a fim de aumentar o potencial de combate contra os seus inimigos de classe que têm imputado derrotas econômicas, sociais e políticas aos trabalhadores. Como sempre, CUT e Conlutas abrem mão da luta direta e da greve com ocupação de fábrica, único meio para barrar as demissões, para fazer acordos vergonhosos com os patrões!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015


CRISE MUNDIAL DAS BOLSAS, PRODUTO DA DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA CHINESA OU NOVO GOLPE BURSÁTIL PARA QUEBRAR OS "EMERGENTES"?

O fantasma do crash financeiro de setembro de 2008 voltou rondar os mercados bursáteis de todo o mundo nesta segunda feira, já denominada de "Black Monday" ou na linguagem própria dos operadores do cassino "Sell-Off-Global". O agravante é que o start do "pânico" financeiro veio da bolsa de Xangai, principal centro comercial da China, desvalorizando cerca de 8,5% em um único dia. As economias capitalistas periféricas ou "emergentes", no verbete dos rentistas, vem sofrendo desde o ano passado com a abrupta queda na cotação internacional do preço das comodities, fenômeno atribuído principalmente a desaceleração da economia chinesa. O PIB chinês vinha se mantendo a uma média de 9,5% nos últimos dez anos, a exceção de 2009 quando pontuou 6,8% na esteira da crise mundial, "estranhamente" no ano seguinte o valor global das comodities atingiria seus melhores níveis com a retomada do crescimento chinês. Em 2014 com o avanço do projeto dos BRICS, China e Rússia foram alvos de ataques comerciais e financeiros vindos diretamente de Washington, que ainda continua sendo um parceiro importante das duas economias. O imperialismo ianque teve um peso determinante no processo de restauração capitalista dos dois antigos Estados Operários, no caso chinês como sócio industrial e no russo como comprador de reservas naturais, via Europa. Não foi muito difícil "induzir" com todas as manobras possíveis uma desaceleração da economia chinesa, diante da necessidade de apresentar para o mundo a suposta recuperação econômica do "gigante" americano. É óbvio que não se trata simplesmente de uma "artimanha conspiratória" contra a China, o estancamento das forças produtivas do capital é um processo em marcha que remonta bem antes do crash de 2008 e vai muito além dos ataques financeiros especulativos contra nações semicoloniais promovidos por rentistas de Wall Street. No caso específico da queda da bolsa de Xangai nesta segunda, ou mesmo dos rumores sobre uma grave crise bancária, reduzido impacto terá sobre a economia nacional da China ainda pouca "alavancada" com a especulação de títulos financeiros. Porém se os problemas reais da economia chinesa não estão seriamente relacionados com um cassino financeiro local, até mesmo a desvalorização cambial do Yuan foi uma operação de defesa frente à baixa cotação de outras moedas diante do Dólar, a "Black Monday" poderá trazer efeitos mais negativos para economias mais frágeis, como a do Brasil por exemplo. Para um país que tem seu sistema bancário e financeiro controlado pelas mãos do Estado, os ataques especulativos internacionais sempre terão um efeito reduzido, o que não se pode afirmar de outras nações subalternas aos interesses dos parasitas do mercado de capitais. Em 1997 a bolsa de Xangai também sofreu forte queda, logo a mídia "murdochiana" se lançou no prognóstico da "catástrofe chinesa", porém quem entrou em crise foram os vizinhos capitalistas também conhecidos como "Tigres Asiáticos", Japão e Coreia do Sul amargaram anos de recessão econômica. Apesar da "forte torcida" contrária o governo chinês anunciou a manutenção da meta de crescimento do PIB neste ano em pelo menos 7%, ao contrário das "vozes do mercado" que prognosticaram 6 ou 6,5%. A China vem completando um processo de transição econômica onde houve tanto uma renovação da legislação trabalhista (acarretando mais gastos sociais para o Estado ,em contraponto ao que ocorre hoje no Brasil) como a da incorporação de grandes empresas estrangeiras ao patrimônio estatal, estes dois elementos forçaram uma redução em investimentos públicos para o triênio 2014/2016. A previsão do governo de Pequim é que em 2017 a China retome seus níveis acelerados de crescimento. Todos os países exportadores para a "locomotiva chinesa" estão sendo afetados com a situação atual, da qual o imperialismo ianque tenta tirar proveito de todas as formas, a Casa Branca está consciente que a China será a menos atingida... mas não podemos dizer o mesmo do Brasil, Argentina ou Rússia que assistem suas balanças comerciais simplesmente desabarem. Os rentistas internacionais, no entanto, estão à procura de novas "vítimas" para realizarem seus lucros sob a base da especulação financeira em cima das ações dos trustes americanos semifalidos, o alvo não poderá ser novamente a abalada economia ianque, então não precisa ser muito esperto para descobrir quem arcará com o ônus da crise imperialista...

sábado, 22 de agosto de 2015


TSIPRAS RENUNCIA PARA ENCABEÇAR UM “NOVO” GOVERNO À SERVIÇO DA TROIKA... “DISSIDENTES” DO SYRIZA FORMAM A UNIDADE POPULAR COMO “ALTERNATIVA DE ESQUERDA” PARA REPETIR O "FILME" DO ENGANO! 

Tsipras, o primeiro-ministro grego, apresentou sua demissão neste 20 de agosto, dia em que o país recebeu a primeira parte do empréstimo liberado depois do acordo com a Troika em que o traidor socialdemocrata entregou o patrimônio nacional (aeroportos, portos...) aos grupos capitalistas alemães. Segundo o vendilhão “o mandato de 25 de janeiro está esgotado”. Ele deseja agora governar sem a demagogia socialdemocrata que marcou a campanha eleitoral do Syriza no começo do ano, encabeçando uma nova gerência com um gabinete que seja conformado com o apoio direto dos partidos da centro-direita, como o Pasok, Anel, To Potami e outros. As eleições estão previstas para 20 de setembro. Diante da disputa que se avizinha Tsipras cinicamente declarou “Sinto a obrigação ética e política de deixar as minhas ações ao vosso julgamento: o que foi certo, o que foi errado e o que não foi feito”, dizendo-se orgulhoso das negociações e repetindo que o acordo privatista e antipovo com a UE, FMI e BCE foi o melhor que se podia alcançar. Com esta manobra, Tsipras também se livra dos parlamentares “dissidentes” de Syriza. 25 deles formaram um novo partido, a Unidade Popular (UP), uma espécie de “Syriza das origens” reivindicando o programa socialdemocrata para gerir a crise capitalista baseada na velha política de colaboração de classes abandonada por Tsipras, que se converteu rapidamente em um agente direto da Troika, traindo os interesses do povo grego. Frente a esta realidade da repetição do “filme” do engano, os trotskistas revolucionários denunciam que Tsipras convocou as eleições para com a legitimidade de um novo mandato lhe concedida pelas urnas encabeçar um governo ainda mais subserviente a Troika, prometendo uma “renegociação justa da dívida” em outubro. A UP liderada pelo ex-ministro Panagiotis Lafazani, também apresentará lista própria nas eleições legislativas. Este novo partido não passa de uma versão requentada da receita socialdemocrata que o Syriza apresentou em janeiro, buscando conciliar os interesses dos capitalistas nacionais com o povo espoliado, através da bandeira do retorno da moeda nacional (o Dracma), prometendo no máximo nacionalizar bancos e algumas indústrias para criar um “Estado forte” que sirva a sua frágil burguesia nativa. O ex-ministro da economia Yanis Varoufakis e a então presidente do parlamento, Zoe Konstantopoulou, ainda não decidiram se irão juntar-se a UP, podem fazê-lo até 9 de setembro ou se postular como candidatos se também criarem um novo partido. Seja como for, desgraçadamente, estamos assistindo o surgimento de mais uma vã tentativa de “resgatar” o moribundo capitalismo. Todas as correntes revisionistas que semearam ilusões na última cartada política do Syriza, o referendum-farsa denunciado pelo KKE e a LBI, agora migram para a UP. Por outro lado, o KKE apesar de suas limitações programáticas se manteve “limpo” de todas as manobras da social democracia, reunindo a autoridade política necessária para liderar os levantes populares pela conquista do poder operário, para além das arapucas eleitorais que se avizinham. Dentro desta realidade o mais justo e correto para os interesses do proletariado grego neste momento é apoiar as candidaturas classistas do KKE contra Tsipras-Syriza, os velhos partidos da ordem e a “nova esquerda” domesticada representada pela UP. A tarefa central que se mantêm neste cenário é apontar que o caminho dos trabalhadores e do povo grego para barrar os ataques impostos pela Troika e o governo do Syriza não são as eleições e sim a mobilização direta, suas greves e lutas pela nacionalização dos bancos, indústrias, portos e aeroportos sob o controle dos trabalhadores e de conselhos operários para lançar as bases para a construção de um poder de novo tipo, um Estado Operário, forjando uma alternativa revolucionária trabalhadores da cidade e do campo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015


75 ANOS DO ASSASSINATO DE TROTSKY: NA LUTA PARA DERROTAR A CONTRARREVOLUÇÃO E O REFORMISMO, LEVANTAMOS A BANDEIRA DA IV INTERNACIONAL PARA HONRAR O VIVO LEGADO DE NOSSO CHEFE BOLCHEVIQUE!
Vivemos em pleno século XXI uma onda reacionária que percorre o planeta. Desgraçadamente não é o “espectro do comunismo” como apontava Marx e Engels em 1848 no Manifesto Comunista que nos ronda, mas a barbárie e fascismo avançam sobre os povos, através de guerras de rapina neocolonialistas, ataques econômicos dos abutres internacionais, golpes militares ou "parlamentares" e contrarrevoluções, escalada pavimentada e facilitada pela política suicida de colaboração de classes do reformismo, do nacionalismo burguês e da socialdemocracia que paralisa o movimento de massas e sua resistência de classe. Nesses tempos de reação, de profundo retrocesso ideológico, político e cultural, aberto fundamentalmente no lastro da derrota histórica que o proletariado mundial sofreu com a destruição da URSS e do Muro de Berlim, é que homenageamos nosso camarada e chefe Leon Trotsky nos 75 anos de sua morte, quando foi assassinado em 21 de agosto de 1940 de forma traiçoeira por um agente disfarçado da GPU estalinista no México. Como o Velho, sabemos “remar contra a maré”, sem falsos atalhos oportunistas e euforias artificiais próprias do revisionismo, ele mesmo pagou com sua vida por não capitular a Stálin e, mais ainda, por não aceitar qualquer aliança com o imperialismo “democrático” para atacar a URSS mesmo degenerada e “totalitária” quando poderia assim ter “ganho” a simpatia da “opinião pública mundial”. Na sua casa na cidade do México, com um punhado de militantes revolucionários dedicados, Trotsky resistiu até onde pôde as investidas da polícia política soviética e seus serviçais espalhados pelo planeta, mantendo firme a luta política e programática pela revolução proletária, a construção do partido internacionalista e a defesa do comunismo como futuro para a humanidade. Por dedicar integralmente sua vida a construção do Partido Mundial da Revolução, pagou com sangue a defesa intransigente que talhou desde jovem em São Petersburgo (quando dirigiu o Soviete local) os princípios do internacionalismo proletário, o combate a conciliação de classes, ao oportunismo e ao sectarismo. Como fundador e dirigente do Exército Vermelho protegeu a URSS do cerco imperialista depois de 1917, já na condição de fundador e dirigente da Quarta Internacional defendeu a URSS dos ataques fascistas e denunciou a degeneração stalinista após a morte de Lenin. Trotsky, hoje, estaria ao lado daqueles que combatem as falsas “revoluções” no Oriente Médio e na Ucrânia, denunciaria os filisteus revisionistas que se juntam a Casa Branca e da OTAN em nome da defesa da “democracia” e dos “direitos humanos” para atacar regimes nacionalistas apresentados como “ditaduras”, como o fez no seu exílio no próprio México quando o governo do General Cárdenas foi atacado pelo imperialismo ianque “democrático”, sem jamais pactuar com a burguesia nacional em detrimento aos interesses do proletariado local e mundial. Aqui no Brasil, enquanto muitos “trotskistas” flertam com a direita reacionária ou, por outro lado, alguns tornam-se seguidistas da frente popular, seus genuínos herdeiros sabemos como nos ensinou o “Velho” a andar no “fio da navalha” sem capitular a reação fascista e ao PT mas defendendo de forma intransigente a resistência operária e popular aos ataques covardes do governo Dilma, serviçal dos rentistas. Neste momento de extrema polarização política em nosso país e em todo planeta, mais do que nunca a LBI levanta desde suas modestas forças militantes a bandeira da reconstrução da IV Internacional, não como um “passo atrás” ou saudosismo histórico mas como parte fundamental e necessária da luta para que a humanidade possa desfrutar, como dizia ele, plenamente a vida e seus prazeres sem estar presa aos grilhões da opressão e exploração impostos pelo senil modo de produção capitalista. Por isto, de punhos erguidos, homenageamos com todo orgulho, dedicação e paixão militante nosso mestre bolchevique nestes 75 anos de sua morte! Trotsky presente na luta sempre!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015


20 DE AGOSTO: PT, CUT E ENTIDADES “CHAPA BRANCA” DEFENDEM A "DEMOCRACIA" DO GOVERNO DILMA ENQUANTO BASE CLASSISTA DENUNCIA O AJUSTE NEOLIBERAL IMPOSTO PELA FRENTE POPULAR

Neste dia 20 de agosto ocorreram atos políticos pelo país afora contra o ajuste neoliberal do governo Dilma e a ofensiva da direita. PT, PCdoB, CUT, MST e UNE trataram de fazer da atividade uma manifestação exclusivamente em defesa da “democracia e contra o golpe” enquanto a LBI e outros setores classistas centraram seu combate nos ataques covardes que o Palácio do Planalto vem desferindo contra os trabalhadores. Em geral os atos foram pequenos, sendo porém bastante representativos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em cidades como Rio, Fortaleza, Recife, Salvador e Vitória houveram atos separados porque várias entidades não aceitaram o caráter “chapa branca” da manifestação. Em Fortaleza, a militância da LBI participou da marcha ocorrida pela manhã que se concentrou na Praça da Bandeira, no centro da cidade e terminou na reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC). Foram cerca de mil ativistas que se juntaram a servidores, professores e estudantes em greve das universidades federais. Além da LBI, diversas categorias em luta estiveram presentes como servidores municipais, carteiros, militantes do MTST, sindicalistas ligados ao PSOL e a Intersindical. Esta atividade teve uma marca de clara denúncia dos covardes ataques do governo Dilma contra os trabalhadores. Este perfil classista de apoio as greves acabou “assustando” as entidades “chapa branca” como a CUT, UNE e os partidos da frente popular que convocaram uma manifestação para o período da tarde contra o fictício “golpe contra Dilma”, da qual não participamos. De fato, o apoio ativo aos servidores federais em greve e à luta contra a privatização do Instituto de Previdência do Município (IPM) de Fortaleza, ataques desferidos pelo governo do PT e seu aliado na capital, o Prefeito Roberto Cláudio (PROS), filhote da oligarquia Gomes, amedrontou as entidades “chapa branca” que não teriam condições de defender governos que atacam os trabalhadores porque sabiam que seriam escorraçadas da atividade. Essa divisão em dois atos foi produto da própria luta de classes, na medida em que não se pode defender os governos burgueses algozes dos explorados e, ao mesmo tempo, resistir aos seus ataques de forma consequente, através da luta direta, greves e enfretamentos de classe. Mais de mil ativistas percorreram as ruas do centro e se juntaram aos servidores em greve, demonstrando que para barrar a ofensiva da direita reacionária é fundamental uma resposta independente dos trabalhadores contra a oposição conservadora e o governo Dilma. Para garantir sua governabilidade burguesa o PT pactuou com a Rede Globo e Renan o incremento das medidas contra o povo através da malfadada “Agência Brasil” privatista, tornando-se ainda mais refém da elite dominante! Ao participar nos atos do dia 20, a militância da LBI soube intervir nas manifestações sem capitular a política de colaboração de classes do PT, não fingiu ser o ministro Levy o único “pai” do ajuste e responsabilizou diretamente Dilma e seu governo como os verdadeiros algozes dos explorados.


ALGUÉM AINDA LEMBRA DO "FORA DELFIM!" NA ÉPOCA DO REGIME MILITAR?

O genial Marx afirmou em seu livro O 18 Brumário de Luiz Bonaparte que "A história se repete a primeira vez como tragédia e depois como farsa", pois bem a militância de esquerda que viveu o último período do regime militar no Brasil deve ainda se lembrar da polêmica instalada no movimento com a defesa da bandeira do "Fora Delfim!" em 1983, quando este crápula da ditadura era o então todo poderoso ministro do Planejamento no governo do general Figueiredo. O bloco reformista da época, composto pelo PCB, MR8 e PCdoB, deliberou que a palavra de ordem mais adequada não seria mais o "Abaixo a Ditadura", afinal para eles Figueiredo era um "aliado tático" na luta pela redemocratização do país, o general teria promovido a "Anistia Geral" e estava inclinado a convocar uma constituinte "meia boca" que apontasse as eleições diretas para presidente em 1989. O foco de "todo mal" para os reformistas seria Delfim, apologista da recessão econômica e dos compromissos draconianos com o FMI, diziam estes senhores que o ditador Figueiredo ao delegar o controle da economia para o ministro do Planejamento não seria mais o responsável direto pelo arrocho salarial e desemprego que se alastrava pelo Brasil em meados dos anos 80. Passados mais de 30 anos deste momento histórico do país, assistimos hoje uma versão mais "elaborada" deste bloco reformista (que permanece ainda com o PCdoB) defender o "Fora Levy" no sentido de preservar a presidenta Dilma da responsabilidade política pelos covardes ataques que vem desfechando contra a classe trabalhadora. O distracionismo atual do reformismo soa como uma farsa completa, Dilma está ameaçada por um golpe... e o estafeta dos rentistas Levy agiria como se fosse membro de um outro governo fictício, talvez o "Shadow Cabinet" na tradição britânica. Seguindo esta lógica da esquerda " chapa branca" deveríamos gritar o "Fora Aécio e leve junto seu ministro Levy!" Acontece que no mundo real Levy, Temer (Articulação Política), Monteiro, Katia Abreu etc... são ministros do governo do PT e não do PSDB. Se Dilma implementa a mesma plataforma econômica tucana a responsabilidade principal é dela que foi eleita e depois de sua anturragem neoliberal nomeada. Quanto a risível tentativa de golpe, quem sabe preparado pela GLOBO, UDR, FIESP, Casa Branca e os banqueiros muito insatisfeitos com seu governo... Seria melhor pelo menos respeitar a figura de um Jango, deposto por suas tentativas de controlar a remessa de lucros de empresas multinacionais e realizar uma tímida reforma agrária. Dilma não merece respeito algum, abandonou a própria sorte seus companheiros de PT, primeiro no processo do "Mensalão" e agora na "Lava Jato", selou um pacto de governabilidade com o que há de mais podre e corrompido na política burguesa, desmantelou a Petrobras paralisando as sondas e refinarias em construção, suprimiu conquistas e direitos sociais dos trabalhadores mais humildes para remunerar o cassino dos rentistas , privatizou estradas e aeroportos e por último pretende acabar com o SUS depois de liquidar com as universidades federais... a lista é maior porém seria enfadonho prosseguir. Os reformistas criaram o fantasma do golpe, que igual o da ópera é uma completa burla, para defender o "Estado Democrático", favor não confundir com defesa das liberdades democráticas que estão sendo suprimidas por este mesmo governo em harmonia com Congresso do BBB, ver a aprovação da chamada lei antiterrorismo ou a reforma política ambas contando com o apoio dos parlamentares do PT. Mas para os arautos da Frente Popular é possível fazer a demagogia da "luta contra o ajuste" apoiando o mesmo governo que promove bem mais do que um ajuste fiscal, na verdade um programa monetarista de submissão de nossa economia ao cardápio do capital financeiro internacional. E não venham mais falar que a culpa é da crise capitalista e que "Dilma faz o que pode já que com Aécio seria pior" ... Na crise estrutural do capitalismo o governo burguês do PT optou por gerenciar o Estado na perspectiva de preservar e manter a acumulação financeira das grandes corporações e descarregar o ônus da crise nas costas do proletariado. Somente uma esquerda corroída ideologicamente e venal pode sustentar tamanhos disparates contra o marxismo revolucionário, não por coincidência foi este mesmo setor "chapa branca" que no passado apoiou a ofensiva imperialista contra as conquistas operárias da antiga URSS. O suposto "golpe" não passa de um estelionato político para traficarem o apoio envergonhado as medidas neoliberais deste governo, desarmando a resistência operária e popular aos ataques do capital. As classes dominantes darão base social ao governo Dilma até que se complete o "desmonte" do Estado Nacional (e não simplesmente o ajuste levyano), após este limite farão o que a presidente fez com seus velhos companheiros na luta contra a ditadura... a abandonarão a fúria leonina da direita fascista!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

LEIA A ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL LUTA OPERÁRIA, Nº 298, EDIÇÃO ESPECIAL - AGOSTO/2015


EDITORIAL
Neste 20 de agosto, lutar contra os ataques covardes do governo Dilma, a "Agenda Brasil" privatista e a ofensiva da direta reacionária!

PARA ALÉM DO DIA 16
Quem ganhou e quem perdeu com o impacto das manifestações?

COMO PREVISTO PELA LBI MINGUA DOMINGUEIRA DA DIREITA
Chefes da Famiglia Marinho ordenaram o fim do “Furdunço”

OFENSIVA DA OPOSIÇÃO BURGUESA
Marcha da reação fascista não é a alternativa dos trabalhadores para combater os ataques neoliberais do governo Dilma!

PSTU TEVE VERGONHA EM IR À MARCHA REACIONÁRIA DOS 'COXINHAS'...
No passado defendeu os 'revolucionários de Maidan' na Ucrânia e a 'rebelião popular' na Líbia, marionetes da direita
  
DIANTE DOS PANELAÇOS DA CLASSE MÉDIA
Por que mesmo lutando contra o ajuste não é correto convocar a derrubada do governo Dilma?

POLÊMICA PCO VERSUS PSTU
"Golpismo ou Dilmismo", pode haver outra alternativa para os trabalhadores?

PT, PCdoB E PCO SAEM EM DEFESA DO ESTADO 'DEMOCRÁTICO'
Até os revisionistas de “O Trabalho” criticam o governismo embriagado de Causa Operária!

DILMA ABRE MÃO DO GOVERNO...
Implora as elites reacionárias para cumprir até o fim seu mandato a serviço dos rentistas

PARA OS QUE SE "ESCANDALIZARAM" E DEIXARAM DE DEFENDER DIRCEU
É bom lembrar que Lula e o PT também receberam milhões das mesmas corporações capitalistas

"NEM BANDIDO NEM HERÓI"
Dirceu preso político vítima de sua própria estratégia de colaboração de classes com a burguesia que abriu caminho para reação da direita

"CAÇA ÀS BRUXAS" DA DIREITA AVANÇA NO PAÍS
Bomba no Instituto, "reprisão" de Dirceu e os próximos passos... encarceramento de lula e ataque aos sindicatos

CONTRA O PT, LAVA JATO ATUALIZA OS ANTIGOS "3 PÊS"
O que vem depois?

"LAVA JATO" ATACA CONSTRUÇÃO DA USINA ANGRA 3
Tênue soberania energética do país vai "pro espaço" e Casa Branca elogia Moro, mera coincidência?

FORA CUNHA, RENAN E O PARLAMENTO BURGUÊS CORRUPTO
Construir uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores!

ADIADA VOTAÇÃO DO PROJETO PARA ENTREGAR PRÉ-SAL
Dilma e Tucanos juntos para enfraquecer e privatizar a Petrobras

DILMA REÚNE ABUTRES DE SUA BASE PARA DENUNCIAR OS "GOLPISTAS"
Defender um governo que leva milhares a morte por falta de remédios no SUS enquanto subsidia as montadoras com o PPE?

AO COMPLETAR 4 ANOS, BLOG DA LBI ALCANÇA CERCA DE 450 MIL ACESSOS
Vida longa a esta trincheira pela construção do Partido Revolucionário!

GREVE NA GM
Ocupar a fábrica contra as demissões ou pedir para Dilma e Alckmin 'agir em defesa dos trabalhadores'?

CARTA DO MOB AOS BANCÁRIOS DO CEARÁ
Nem burocracia governista da chapa 1, nem oposição domesticada da chapa 2! Voto Nulo por uma oposição classista!

MRT/LER RENDE-SE AO PSOL
Os marxistas devem "curtir no face" mais esta guinada oportunista do revisionismo?

CAI O JATO, SOBE MARINA
Há um ano do “acidente” orquestrado pela CIA que vitimou Eduardo Campos e abriu caminho para atual etapa de reação burguesa

VITO GIANNOTTI
Uma vida integralmente dedicada à causa da emancipação do proletariado

PARLAMENTO GREGO SE ALINHA À TRAIÇÃO DE TSIPRAS...
Plataforma de Esquerda já se coloca como alternativa eleitoral para gerir a crise capitalista

CÚPULA EUROPEIA APROVA RENDIÇÃO DA GRÉCIA
Enquanto revisionistas caminhavam a reboque do "OXI" de Tsipras, LBI denunciava a intenção do Syriza de fraudar o desejo popular

VITÓRIA DO "OXI" SIGNIFICA A VONTADE DO POVO GREGO EM ROMPER COM A ESPOLIAÇÃO IMPERIALISTA...
Para Tsipras o momento é de voltar a negociar uma rendição "justa" com a Troika

ACORDO NUCLEAR
“Recuo” atual do imperialismo ianque tenta ganhar tempo para desarmar o Irã

OFENSIVA REACIONÁRIA DO GOVERNO ERDOGAN
Sob pretexto de atacar o EI, Turquia bombardeia a síria, persegue milícias curdas e prende militantes do PC e PKK

EUA E CUBA REABREM SUAS EMBAIXADAS
Enfrentar o "abraço de urso" que Obama deseja impor ao Estado Operário com a redobrada defesa da Revolução

ELEIÇÕES PRIMÁRIAS ARGENTINAS
Ala mais à direita da FIT (PO e IS) é derrotada pelo PTS. Oposição conservadora também sofre derrota para a presidenta Cristina