sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

"SUSTO" DADO A RENAN PELO STF ERA PARA ENGAVETAR O PROJETO DE LEI QUE VISA LIMITAR O ABUSO DE AUTORIDADE. O GRANDE VITORIOSO DO "CONFRONTO" CHAMA-SE MORO E NÃO UM ACUADO E ACOVARDADO PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL


Muito tem se falado na mídia corporativa e inclusive nos meios da esquerda reformista que o grande vitorioso do suposto "confronto institucional" entre o STF e o Senado da República teria sido Renan Calheiros mantido na presidência da Casa por deliberação majoritária da Corte máxima de justiça. Mais um gravíssimo equívoco de avaliação que se recusa a enxergar o verdade curso político do regime vigente, ou seja, a escalada da ofensiva bonapartista em nosso país sob o comando do justiceiro Sérgio Moro e sua famigerada "Operação Lava Jato". É certo que o senador Renan respirou aliviado com a decisão do Supremo, afinal em uma perspectiva maior estava em jogo não uma presidência da Câmara Alta em fim de mandato, mas sim um possível processo de cassação de seu mandato parlamentar por já ter se tornado réu em processo aberto pelo STF. Renan representa politicamente um amplo bloco de senadores corruptos que neste momento temem serem alvos de ações similares por parte da Lava Jato, o que ainda não aconteceu com nenhum destes incluindo o atual presidente da Casa. Como uma manobra defensiva frente a ofensiva reacionária do judiciário, que em nome do combate à corrupção semeia uma drástica mudança institucional no seio do regime democratizante, Renan desengavetou um antigo projeto de lei que estava parado no Senado versando sobre tímidas limitações ao abuso de autoridades do Estado nacional contra a cidadania. Logo a mídia "murdochiana" passou a tratar o referido projeto de lei como um ataque as ações da Lava Jato, cabendo aos procuradores federais da "República de Curitiba" encabeçar uma cruzada pelo país e no mundo contra a ameaça de perderem a inviolabilidade de seus inúmeros atos ilegais. Não por coincidência, Renan, eleito como o "vilão" e inimigo número 1 da Lava Jato, vira réu pela primeira vez no STF por conta de uma investigação de dez anos atrás envolvendo o pagamento de pensão a um parente com dinheiro originário de grandes empreiteiras. Era o "aviso" da ofensiva judiciária para que Renan se mantivesse fora do caminho da Lava Jato. Porém o Senador alagoano resolveu pressionar o justiceiro Moro e mandou "tocar" o projeto da lei de abuso de autoridade, arregimentando parlamentares como Roberto Requião para relatar sua proposta, para esta "ousadia" contra a Lava Jato pensava contar com o respaldo do "mercado" afinal era o presidente da Casa o ponta de lança do golpe institucional que expurgou Dilma e da célere aprovação do ajuste neoliberal exigido pelos rentistas. A resposta da "República de Curitiba" contra o Senado da República veio a Jato, foram convocados atos na última "Domingueira coxinha" cujo eixo era exatamente o "Fora Renan". Mas não parou por aí o ministro do Supremo Marco Aurélio resolve aplicar um "susto" em Renan, o destituindo da presidência do Senado pela via de uma liminar monocrática. Obviamente a medida de Marco Aurélio significava um ultimato a Renan, para que fosse enterrado o projeto de lei que atualizava à punição constitucional a policiais, juizes e promotores por "abuso de autoridade". O "cioso" Marco Aurélio que sempre fechou os olhos para as excentricidades milionárias e corruptas de seu primo Senador Collor de Melo, de repente passou a encarnar o esprito da "probidade", exigindo a cabeça de Renan a nove dias do fim de sua gestão e principalmente a poucas horas do Senado votar o projeto de lei do abuso de autoridade. Imediatamente a máfia parlamentar que embasa Renan (neste bojo podemos incluir até o PT) saiu em seu socorro buscando uma negociação com o Supremo. O resultado do "Acordão" todos já conhecem Renan fica na presidência do Senado por mais alguns dias e o projeto do abuso de autoridade volta a dormir nas profundezas da burocracia da Casa. Moro e seu esquadrão fascista do MPF terão as mãos livres para seguir cometendo abusos de afronta a constitucionalidade burguesa democrática sagrada em 1988 e o que é bem mais grave: Policiais e juízes paroquiais continuaram cometendo as atrocidades arbitrárias nas periferias deste Brasil agora com mais um respaldo institucional. Entretanto para os "cegos" da esquerda reformista Renan teria sido reconduzido a presidência do Senado apenas para finalizar a aprovação da PEC-55, um rito que inexoravelmente se consumaria com ou sem Calheiros comandando as votações, como ficou atestado na vontade do vice Jorge Viana (PT) finalizar o processo de aprovação. A cegueira política da esquerda reformista em relação a conjuntura nacional é bem mais profunda do que o simples episódio que envolveu o "conflito" institucional entre o Senado e Supremo, se recusa a enxergar as tendências fascistas da atual etapa histórica, na qual a Lava Jato é sua expressão concreta. O fato já quase corriqueiro do Senado Federal sofrer intimidações constantes da Polícia Federal e do próprio STF é vergonhosamente saudado pelos revisionistas do PSTU e PSOL como uma justa "campanha contra a corrupção"... Para os Marxistas Revolucionários que sabem muito bem do caráter corrupto de todas as instituições do Estado Burguês e não só do Congresso Nacional, não cabe o papel de apoiar a ofensiva da extrema direita do capital contra uma ala das classes dominantes corrupta e neoliberal também de direita. Os Comunistas Leninistas neste quadro de desagregação do velho regime da "Nova República" podem e devem combater na primeira fileira pelas liberdades democráticas de organização do proletariado e da esquerda anticapitalista. Neste caso concreto poderíamos aproveitar as fissuras do confronto inter-burguês para reforçar a luta pelas parcas garantias constitucionais existentes e nunca o inverso, ou seja, dar suporte a cavalgada institucional fascista em nome do pseudo "combate a corrupção". A corrupção não é um fenômeno moral de personagens da política burguesa, é um mecanismo indissociável da lei de acumulação do capital, já descrito por Marx há mais de um século atrás. Qualquer movimentação política no tecido da sociedade capitalista que tenha como eixo central o "combate a corrupção" levará invariavelmente a um caminho de golpes fascistas, assim já demonstrou a história da luta de classes dos últimos cem anos! Não há absolutamente nenhum aspecto progressista nas campanhas multitudinárias contra a corrupção, são o "ovo da serpente" do nazismo e seus correlatos regionais. Os genuínos Trotskistas estão na trincheira de classe oposta pelo vértice aos vestais da burguesia, sejam juízes, promotores ou políticos "salvadores da pátria". Nossa Guerra Revolucionária é para demolir "pedra sobre pedra" o edifício de todas as instituições do Estado burguês, não pretendemos reformar esta podre edificação chamada capitalismo!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

APÓS O “AVISO” PARA NÃO SE METER NO CAMINHO DE MORO STF MANTÉM RENAN NA PRESIDÊNCIA DO SENADO PARA FINALIZAR AS VOTAÇÕES DO AJUSTE NEOLIBERAL E ENTERRAR A LEI CONTRA O ABUSO DE AUTORIDADE. CAIU A MÁSCARA DE JORGE VIANA E DO PT QUE AVALIZARAM O ACORDO PODRE QUE GARANTE A APROVAÇÃO DA PEC-55 E DA LDO!


O Plenário do STF deliberou pela permanência da Renan Calheiros na Presidência do Senado por 6 x 3, apenas afastando-o da linha sucessória para assumir a Presidência da República, o que não tem consequência prática alguma. A liminar dada pelo ministro Marco Aurélio foi como um sinal de aviso a Renan, uma espécie de "susto" para que o senador corrupto não se meta mais no caminho do justiceiro Sérgio Moro. O ultimato do STF a Renan também serviu para o desencorajar de seguir em frente com o projeto de lei que pretende limitar timidamente o abuso de autoridade, iniciativa considerada pela ofensiva fascista do judiciário como uma verdadeira afronta a suas pretensões de inviolabilidade de suas ações contra as parcas garantias democráticas asseguradas pela constituição de 88. Com essa decisão Renan vai finalizar as votações do ajuste neoliberal (PEC-55) e da LDO até o término do seu mandato no comando da chamada “Câmara Alta”, tão aguardadas pelo governo Temer e a banca financeira. O PT, através do Senador Jorge Viana, foi parte desse acordo podre pró-Renan já celebrado nos bastidores no dia anterior, tanto que na reunião com Carmem Lúcia que precedeu a decisão do pleno do STF, Viana vergonhosamente se negou a assumir a presidência do Senado e pediu para que Renan fosse mantido no cargo em nome da manutenção do calendário de votações e da estabilidade das “instituições democráticas”. Com a decisão dos ministros do Supremo, falou mais alto os interesses dos rentistas em aprovar seguramente a PEC em 2016, já que Viana vinha sendo pressionado por setores da Frente Popular a adiar a votação para 2017, convocando “audiências públicas” que protelariam o 2º turno da votação marcada para 13 de dezembro. A possibilidade de mobilizações populares mais fortes, incrementadas após o anúncio da covarde Reforma da Previdência, pesou para manter Renan que desde já havia se comprometido com Temer a manter a votação, com quem havia se reunido na noite de ontem no Planalto. Apesar do afastamento de Renan da presidência do Senado ter nos bastidores as mãos do juiz Sérgio Moro, o placar (6x3) demonstra que a urgência do Planalto em aprovar as medidas draconianas diante da fragilidade de Temer pesou mais para a decisão do Supremo parcialmente em favor de Renan, em uma articulação que também contou com o apoio do PSDB, tanto que Aécio Neves fez um pronunciamento em defesa da manutenção da votação da PEC, em clara simpatia a Renan, além de Gilmar Mendes criticar publicamente a liminar concedida por Marco Aurélio Mello. Como alertamos a operação para tirar Renan da Presidência do Senado era claramente inconstitucional, mas Marco Aurélio Mello apoiando-se nas manifestações da “domingueira da direita” e nas exigências de Moro avaliou precipitadamente que poderia afastar sozinho Renan, alvo principal dos protestos da direita em apoio a Lava Jato. Os Marxistas Revolucionários que não defenderam o “Fora Renan” nessas circunstâncias em conluio com a direita denunciam as bases podres e entreguistas do acordo oficializado para manter Renan, que teve o apoio do PT que deseja ver Temer aprovar o grosso do ajuste neoliberal para capitalizar o desgaste do governo golpistas nas urnas. Não devemos depositar nenhuma ilusão nem no Parlamento burguês e muito menos no Judiciário, instituições apodrecidas e corruptas da República Capitalista que agem segundo a conveniência das frações políticas da classe dominante em meio as suas disputas internas, devemos combater pela destruição revolucionaria do Estado capitalista usando os métodos de luta dos trabalhadores para derrotar os ataques em curso e construir uma alternativa própria dos explorados!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

TEMER ANUNCIA A REFORMA NEOLIBERAL DA PREVIDÊNCIA EM MEIO A GRAVE CRISE DO REGIME: POUPADO PELAS MANIFESTAÇÕES DA DIREITA E PRESERVADO PELA PARALISIA IMPOSTA AO MOVIMENTO DE MASSAS PELO PT, GOLPISTA PROPÕE DURA RESTRIÇÃO AO DIREITO A APOSENTADORIA

Em meio à greve crise do regime político burguês, com sérios enfrentamentos entre os poderes da república, o frágil governo golpista de Temer anunciou hoje (06.12) publicamente sua reforma neoliberal da previdência a ser aprovada no Congresso Nacional, que restringe o direito a aposentadoria, impõe a contribuição de 49 anos para assegurar 100% do benefício e aumenta a idade mínima para 65 anos em um claro “Deus lhe pague”. Muitos ativistas e lutadores questionam como é possível tal “feito” quando o parlamento vive uma grave crise política, aprofundada agora com a decisão inconstitucional do ministro do STF Marco Aurélio Mello de afastar Renan Calheiros da Presidência do Senado?  A resposta vem de um quadro político que permite esse cenário. Temer provisoriamente tem o apoio das forças políticas alinhadas diretamente ao imperialismo (PSDB-DEM) e tem o suporte momentâneo da Rede Globo. Conta também com a inação imposta ao movimento operário pela Frente Popular, com a direção do PT em particular desejando que o golpista conclua o ajuste neoliberal cujo desgaste seria (na ilusão desses reformistas) capitalizado pela sonhada eleição de Lula em 2018. Fica evidente que Temer está sendo preservado pela direita demo-tucana e seus satélites (MBL, Vem Pra Rua) até que conclua as reformas neoliberais exigidas pelo imperialismo e os rentistas, que não toca nos militares nem nos altos cargos do Estado capitalista (Juízes, Promotores). Isso ficou notório nos eixos da “domingueira verde-amarela” que poupou o canalha golpista e concentrou suas críticas em Renan Calheiro, adversário pontual e tímido da Lava Jato devido a sua articulação do projeto de lei de “abuso de autoridade”. No campo da Frente Popular os governadores do PT e PCdoB estão comprometidos com a aprovação da PEC no Senado, marcada para ser votada dia 13 de dezembro. A conduta covarde de Jorge Viana, que assumiu a presidência do Senado com o afastamento de Renan, já revela a indisposição do PT de levar no campo parlamentar qualquer obstrução séria ao pacote de maldades enviado pelo Planalto. A CUT não foi para o encontro mas a própria participação servil da CTB e da Contag, entidades ligadas ao PCdoB, na reunião de ontem (5.12) em que Temer anunciou as medidas concretas de sua reforma neoliberal da previdência, revela a disposição pública de setores da Frente Popular de negociarem um acordo com o golpista. “Fingindo-se de louco”, Pascoal Carneiro, Secretário de Previdência da CTB declarou “Esta reunião não trouxe nada de novo. Saímos com as mesmas informações que já tínhamos quando entramos aqui. Não trouxeram nenhuma informação a mais. Temer ainda nos preocupou ao dizer que dentro de pouco tempo deve haver outra reforma previdenciária. Na verdade, a intenção dessa mudança é retirar dinheiro e direitos do trabalhador. Esse encontro foi apenas para ele mostrar à imprensa que recebeu as centrais sindicais. Não entendi porque nos chamou aqui, se não estava disposto a dialogar” (site CTB, 06.12). Só depois de legitimar a reunião de Temer com as centrais ultra-pelegas a direção da CTB, Contag e do PCdoB descobriram isso? Na verdade, o governador do Maranhão, Flávio Dino, que tem um vice do PSDB e foi apoiado por Aécio Neves em 2014, apóia a reforma da previdência assim como os governadores do PT que participaram da reunião do pacto nacional com Temer dias atrás. Toda demagogia da Frente Popular e suas entidades sindicais contra a “PEC do fim do mundo” não passa de jogo de cena. Em um cenário onde é sustentado direta ou indiretamente por um espectro político que vai da direita à esquerda, o frágil governo golpista vai avançado em seus duros contra os trabalhadores. Primeiro foi a PEC-55, agora a famigerada Reforma da Previdência. Tanto Lula como FHC defendem que após a aprovação das reformas, caso Temer esteja muito frágil, se convoque eleições diretas... Até lá o golpista se mantém em guerra contra os explorados. Não esqueçamos que Meirelles é o “ministro dos sonhos” de Lula. Como a reação burguesa está em ofensiva política, vide a marcha “verde-amarela” deste domingo e o afastamento de Renan da Presidência do Senado pelo STF, o que se vislumbra no horizonte é que a burguesia vai traçar um plano para ocupar o Planalto com uma gerência mais estável. Tudo indica que daqui para março de 2017 (depois do Carnaval) a Famiglia Marinho aumentará a projeção de Moro na mídia, convencendo o "Justiceiro" a ser esta “alternativa” bonapartista. Essa dinâmica eleitoral pode ser alterada em uma trilha ainda mais à direita caso se aprofunde a polarização política e social, não estando descartado um Golpe de Estado via o Judiciário com o apoio das FFAA em favor de Moro, mas como essa perspectiva seria muito traumática a burguesia começa a pensar em eleições antecipadas ou um mandato tampão via escolha indireta no Congresso Nacional. O certo é que todas essas “saídas” estão voltada a atacar ainda mais o movimento de massas e retirar as parcas conquistas sociais ainda existentes além de avançar no cerceamento das mais elementares liberdades democráticas. A sustentação provisória de Temer por esses dois pólos burgueses (direita demo-tucana e a Frente Popular comandada pelo PT) serve para amadurecer as condições de um ataque ainda mais fulminante e estratégico contra o movimento de massas. É necessário romper essa dinâmica política e social, colocando o movimento operário nas ruas em defesa de sua reivindicações e para forjar uma estratégia de poder própria dos trabalhadores, que passe por fora da institucionalidade burguesa e das saídas pretensamente democráticas (eleições gerais, impeachment, Assembleia Constituinte) defendida pelo reformismo e o revisionismo trotskista. Reafirmamos que a melhor forma de enfrentar a reação burguesa Bonaparista comandada por Moro e superar a política de colaboração de classes da Frente Popular é organizando a resistência operária e popular nos locais de trabalho, estudo e moradia, tendo como eixo político o chamado por Abaixo o governo Temer construindo a Greve Geral, amadurecendo política e ideologicamente no interior da vanguarda classista uma plataforma que aponte que só a destruição do Estado burguês pela via da revolução proletária, baseada em organismos de poder dos trabalhadores, pode forjar uma alternativa progressista e revolucionária para a crise do regime burguês!
STF APÓIA A EXIGÊNCIA DA “DOMINGUEIRA COXINHA” E AFASTA RENAN CALHEIROS DA PRESIDÊNCIA DO SENADO PARA QUE NÃO HAJA O MAIS TÍMIDO OBSTÁCULO PARA A LAVA JATO SEGUIR SUA OFENSIVA CONTRA AS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS


Um dia após a “domingueira coxinha” (04.12) que exigia a cabeça de Renan Calheiros, o ministro do STF Marco Aurélio Mello decidiu liminarmente afastá-lo da presidência do Senado. Obviamente não se trata de “mera coincidência” uma decisão relâmpago que diz respeito a um processo de 9 anos atrás. A destituição de Renan pelo STF não se deu porque ele é mais um dos milhares de políticos burgueses que ficaram milionários intermediando negócios com o Estado capitalista, sua "cabeça" foi exigida por ter se enfrentado com o "justiceiro" Moro no projeto de lei que pretende limitar os "abusos de autoridade". A decisão de Mello com toda certeza será apoiada pelo pleno do Supremo, é parte da estratégia do alto comando do Judiciário de impedir qualquer limitação da Operação Lava Jato e da ação do Juiz Sergio Moro. Como Renan estava articulando aprovar tímidas medidas contra o chamado “abuso de autoridades” dos juízes, procuradores e policiais, o STF entrou em cena e "rifou" Renan que agora está totalmente fragilizado e poderá ter no futuro o mesmo destino de Eduardo Cunha. Marco Aurélio aceitou um pedido da Rede de Marina que exigiu a saída de Renan porque ele tinha se tornado réu em uma ação judicial na semana passada, cuja aplicação de seus efeitos de afastamento da linha sucessória presidencial tinha sido suspensa porque o Ministro Dias Tofolli havia pedido vistas. Toda essa movimentação política orquestrada pelo STF em conluio com o comandante da “República de Curitiba” confirma o que a LBI já denunciava: não há nada de progressivo de políticos burgueses (mesmos os mais corruptos como Renan) serem presos, cassados ou afastados pelo Judiciário, porque esta ação representa mais um ato do recrudescimento do regime político que acabará se voltando contra o movimento de massas e seus dirigentes políticos e sindicais. Somente os apoiadores da Lava Jato como o PSOL e o PSTU podem comemorar essa decisão totalmente casuísta e inconstitucional, que imediatamente também foi aplaudida pela direita “verdade amarela”. Como se observa a “unidade” que o PSTU chamou a ser formada com o MBL e o Vem Pra Rua já está se concretizando. Luciana Genro e o PSOL que apoiam a Operação Lava Jato saudaram entusiasticamente o reacionário STF ter levado a diante o “Fora Renan” atendendo a um pedido a Rede, consolidando sua aliança com o partido de Marina que no futuro pode ser a legenda do qual o Juiz Moro poderá se candidatar em 2018. Agitar o “Fora Renan” como fazem os revisionistas e reformistas de plantão (PSOL e PSTU) neste momento é parte de uma operação política de apoio a Lava Jato. É preciso denunciar o parlamento corrupto e o conjunto do regime político burguês em que se assenta a democracia dos ricos, apontando a necessidade de se construir uma alternativa revolucionária, sem nunca abrir espaço para a direita demo-tucana e a reação fascista como em geral faz a mal chamada “oposição de esquerda” que deseja capitalizar eleitoralmente a crise petista. Como Marxistas Revolucionários não realizamos “lobbies” moralizantes sobre o Congresso Nacional, uma instituição do Estado capitalista e muito menos em apoio a elite Judiciária isto em nada contribui para o desenvolvimento da consciência de classe das massas exploradas acerca da necessidade de por abaixo, através da ação direta do proletariado o regime da democracia dos ricos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ENQUANTO O PSOL E SEUS SATÉLITES ADERIRAM TIMIDAMENTE AS MOBILIZAÇÕES DA DIREITA O PSTU SE QUEIXA DA FALTA DE UNIDADE COM O MBL...


Parece inacreditável que organizações que se reivindicam da esquerda e da luta dos trabalhadores possam pedir ingresso em um movimento político de caráter reacionário e muito próximo ao fascismo. Não estamos nos referindo somente as marchas domingueiras da direita "coxinha" ocorridas neste último domingo (04/12) dirigidas pelo MBL e "Vem pra Rua", apontamos algo bem mais grave na conduta política do PSOL (agregando o conjunto de suas tendências internas e externas) e o combalido PSTU. Estes agrupamentos revisionistas decidiram embarcar de malas e bagagens no movimento farsesco da Operação "Lava Jato", incluindo seu arcabouço fascista jurídico-programático, tudo em nome do suposto "combate a corrupção". O PSOL que detém uma pequena representação parlamentar no Congresso Nacional apoiou na prática com seus poucos votos o pacote das "Dez medidas contra a corrupção", um verdadeiro libelo reacionário e antidemocrático que retrocede as mínimas conquistas de liberdade política conquistadas com a constituição de 1988. O MPF e juízes federais, conformados por uma elite social crivada de privilégios institucionais, quer se tornar "intocável" e só prestar contas por seus atos completamente arbitrários perante ao "Tribunal de Washington", assim como a casta militar procedeu após o golpe de 64. Seguem um roteiro inicialmente traçado pelo Departamento de Estado dos EUA para destruir a Petrobras com a justificativa de eliminar o "mar de lama" instaurado pelos governos petistas na estatal. Qualquer semelhança entre a "Lava Jato" e os movimentos da direita que lançaram a "República do Galeão" para lutar contra o "mar de lama" do governo Vargas ou o "núcleo dos marechais" que se insurgiu contra a "corrupção generalizada" do governo João Goulart  não será mera coincidência...Agora a Casa Branca patrocinadora histórica de golpes de Estado pelo mundo opera no Brasil com juízes e promotores fundamentalistas, que se proclamaram como os "puros vestais" que salvarão o país da corrupção das oligarquias políticas. A Lava Jato com a sustentação integral do mesmo oligopólio midiático que impulsionou a quartelada de 64, ampliou seu horizonte para além dos muros da Petrobras e agora pretende assaltar o poder de Estado, arrastando atrás de si um amplo movimento de rua, combinado a sua plataforma de revogar as garantias constitucionais pela via de chantagem direta ao Congresso Nacional. Moro e sua trupe de "falcões" fomentaram sua própria base eleitoral de "massas", testada preliminarmente neste domingo, porém podem não estar muito dispostos a esperar até 2018 para se apossarem do Palácio do Planalto. A ofensiva fascista do judiciário e MP conta para esta empreitada com os destacamentos criados e financiados pelos EUA em meio a crise do governo Dilma, os "IPES" e "IBADE" da atualidade atendem pelo nome de "MBL" e "Vem pra Rua". Como uma tímida reação defensiva ao avanço jurídico ilegal da Lava Jato, políticos burgueses comprometidos com milionários negócios estatais formularam uma nova "versão" das tais "Dez medidas", assim como desengavetaram um antigo projeto de lei que pretende limitar suavemente os corriqueiros abusos de autoridades policiais e do judiciário. Esta "leve" iniciativa do senador Renan aliado aos parlamentares do PT e PMDB despertou a fúria midiática que passou a acusar de "cumplicidade com os corruptos" todos aqueles que defendiam colocar um freio as investidas fascistizantes da famigerada Lava Jato. Logo o PSOL e o "sem voto" PSTU anunciaram "apoio crítico" as Dez Medidas contra a corrupção e o mais absurdo ainda atacaram o projeto para coibir o abuso das autoridades policiais e judiciárias contra o povo, afirmando que os "abusos já são praticados nas favelas e periferias" e portanto a aprovação da lei "não faria diferença alguma", ou seja, o fim do Habeas corpus e as prisões "temporárias" convertidas em permanentes, além da legitimação da obtenção de provas por meios ilegais, seriam para o PSTU um mero "detalhe" da proba Lava Jato. Com a postura tímida e vacilante do PSOL em abraçar a unidade de rua com o MBL, apesar dos acordos programáticos (a exceção ficou por conta da Luciana Genro), o PSTU se queixou da oportunidade perdida: "Poderia e deveria haver uma luta unificada pelas seguintes bandeiras: Contra a corrupção, em defesa da prisão dos corruptos e dos corruptores, Fora Temer e Fora Todos eles, pela derrubada da PEC 55 e da reforma da Previdência, em defesa do emprego, da educação e da saúde. Acontece que os grupos dirigentes ligados ao PSDB de um lado, e os ligados à “Frente Ampla” (ou Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular) de outro, não querem unir a luta" (site do PSTU, 04/12). Moro o novo "caçador de marajás" não esperava um lamento tão sentido por parte do PSTU que se desculpa por não ter participado da domingueira "coxinha", mas quem sabe irá na próxima... Estamos assistindo o embrião do nascimento de uma Frente orgânica de colaboração entre a extrema direita (chamada carinhosamente de "liberal" pelos Morenistas) e os partidos da antiga "oposição de esquerda", quem sabe se o Zé Maria ainda não convence o Holiday da necessidade da "União" para "botar todos pra fora" e assim pavimentar o caminho do bonaparte Moro a presidência da república.

domingo, 4 de dezembro de 2016

"NEM GRANDE, NEM PEQUENA": DOMINGUEIRA DA DIREITA ATACOU OS ADVERSÁRIOS DO "JUSTICEIRO" MORO NO PARLAMENTO POUPANDO O GOLPISTA TEMER E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS


Os atos e marchas realizados pela direita "verde-amarelo" neste domingo (04.12) não foram "nem grandes, nem pequenas" mas sem dúvidas ficaram aquém do que planejavam suas direções (MBL e Vem Pra Rua). O que se viu na domingueira organizada pela reação burguesa foi um amplo repúdio ao principal adversário do Juiz Sergio Moro no Congresso Nacional: Renan Calheiros. O alvo principal do protesto foi o presidente do Senado não porque ele seja um dos maiores corruptos do parlamento nacional e sim devido a Renan ser autor do projeto de criminaliza o chamado "abuso de autoridade" de juízes, promotores e policiais. Ficou evidente que as manifestações de hoje preservaram Temer e centraram suas críticas nas tímidas medidas que o Senado e a Câmara Federal estão discutindo para impor limites pontuais a Operação Lava Jato. Não se ouviu qualquer crítica a PEC-55 e os ataques aos direitos sociais impostos pelo canalha golpista até porque a direita "coxinha" apoia o ajuste neoliberal que vem sendo encaminhado pelo Planalto. Do plano mais estratégico, as manifestações deste dia 04 servem para ampliar ainda mais a base social e política do comandante da "República de Curitiba" e dos Procuradores liderados por Deltan Delagnol em sua cruzada bonarpatista rumo a Presidência da República, dando trégua a Temer até que ele complete a aprovação de suas reformas neoliberais, como a da Previdência.

SECRETÁRIO GERAL DA LBI, CANDIDO ALVAREZ,
EM PANFLETAGEM NESTE DOMINGO CONTRA OS ATOS DA DIREITA
Enquanto a reação burguesa saiu as ruas, incluindo nesse arco a extrema-direita que defende abertamente a intervenção militar, o PT ficou completamente paralisado, não tomando nenhuma iniciativa política para denunciar a operação Lava Jato que tem como alvo principal seu dirigente máximo: Lula. A Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular limitaram-se a "avisar" que seus simpatizantes não deveriam ir aos atos da domingueira direitista e para não aceitarem provocações. Por sua vez, grupos do PSOL como o MES (Luciana Genro) apoiaram as manifestações em nome do "combate a corrupção" e várias celebridades do partido como Chico Alencar declararam que a Lava Jato deveria seguir "sem seletividade". Vale registrar que o PSOL votou com o DEM e o PSDB contra as tímidas medidas que punem o abuso de juízes, promotores e policiais que estavam sendo discutidas no parlamento. O PSTU apesar de não ter participado do protesto seguiu divulgando nos últimos dias o chamado a "Fora Todos" e defendendo "cadeia para todos os corruptos", eixos mais que simpáticos a Moro, sem denunciar sua ligação com o imperialismo ianque, ao contrário, buscando apresentar as denúncias de que o juiz está a serviço da CIA e do Departamento de Estado dos EUA como parte de uma "teoria da conspiração".

MARCO QUEIROZ, PORTA VOZ DA LBI E MANOEL VIEIRA DIRIGENTE DO MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB-CE), DISTRIBUEM NO CENTRO DE FORTALEZA PANFLETOS RECHAÇANDO A DOMINGUEIRA DA LAVA JATO E SEU JUSTICEIRO MORO
A LBI, dentro de suas modestas forças, denunciou as manifestações deste domingo como atos da direita reacionária que deveriam ser combatidos pela via da ação direta dos trabalhadores e da juventude proletariazada. Através de milhares de panfletos distribuídos em concentrações populares, as brigadas de militantes da LBI, deram sequência a política que defendemos desde 2014 quando alertamos que estava sendo gestado o "Ovo da Serpente", sendo necessário derrotar nas ruas as marchas da direita. Como parte desse combate como Marxistas Leninistas reafirmamos que a melhor forma de enfrentar a reação burguesa é organizando a resistência operária e popular nos locais de trabalho, estudo e moradia, tendo como eixo político o chamado por Abaixo o governo Temer construindo a Greve Geral desdes as bases!

MRT E MAIS ESTÃO ENVERGONHADOS DE SEUS "ÍDOLOS" (PSOL E LUCIANA) MARCHAREM COM O FASCISMO NA DOMINGUEIRA PRÓ-MORO


Os agrupamentos revisionistas MRT e MAIS, ambos com origem política no velho Morenismo, parecem estar muito desconfortáveis com a opção feita pelo PSOL e sua ex-candidata à presidência da república (Luciana Genro) de acompanhar a marcha da direita pró-Moro e sua famigerada operação Lava Jato que se realiza nacionalmente neste domingo 04/12. Esta vergonhosa decisão do PSOL de marchar com o fascismo e seus bandos organizados como o MBL e afins, não foi propriamente um "raio em pleno céu de brigadeiro", é produto direto de uma longa trajetória de adaptação eleitoral aos partidos da direita em nosso país e remonta os antigos acordos reacionários feitos por Heloísa Helena quando disputou o Planalto em 2006 atacando o governo Chavez e a luta das mulheres pelo direito ao aborto. Com o falso pretexto de combater a corrupção nos governos da Frente Popular, os parlamentares do PSOL como Chico Alencar e Freixo logo saíram em defesa da farsa da Lava Jato ainda em seu surgimento no ano de 2014. Depois foi a vez de Luciana Genro (MES) tentar colar sua imagem política ao do justiceiro Sérgio Moro mesmo quando já estava absolutamente cristalino que sua "operação" era voltada a destruir a Petrobras e caçar exclusivamente todos aqueles que realizaram "negócios" com os governos do PT. Porém o PSOL não se restringe a dar apenas a cobertura eleitoral as iniciativas draconianas da "República de Curitiba", orientada diretamente pelo Departamento de Estado dos EUA, no Congresso Nacional seus parlamentares chegaram a votar contra a aprovação de projetos elementares na defesa dos direitos democráticos da população, como o que penaliza o abuso de autoridade cometida por policiais, promotores e juízes. Com o objetivo de "blindar" as arbitrariedades da Força Tarefa da Lava Jato, o PSOL acompanhou os deputados do PSDB e DEM que se empenharam em aprovar as tais "Dez medidas contra a corrupção", um arcabouço jurídico fascista que pretendia até restringir o direito basilar do Habeas corpus para o cidadão. O mais irônico da cretina demagogia dos revisionistas do PSOL é que enquanto fazem campanha contra as mortes e prisões ilegais praticadas diariamente pelas polícias em toda a periferia, no Congresso Nacional votam por balizar livremente o abuso das autoridades do Estado Burguês. O MRT e o MAIS que apoiaram o PSOL nas últimas eleições, enquanto aguardavam disciplinadamente a aprovação de suas entradas no partido, agora anunciam tardiamente que não apoiam a Lava Jato e tampouco pretendem participar da domingueira pró-Moro. A questão é que seus principais "ídolos" políticos como Luciana e Chico Alencar já se declararam em total acordo com o movimento "contra a corrupção" liderado pelos destacamentos fascistas financiados pela CIA. Como os ex-Morenistas estão umbilicalmente atados ao PSOL por uma profunda identidade programática em defesa da democracia como "valor universal", não sabem agora como justificar tamanha adaptação de suas lideranças psolistas ao arco fascista mais asqueroso e racista. A "saia justa" do MAIS e MRT os impede tanto de criticar o PSOL (são os conselheiros de esquerda do Freixo), como de combater de forma coerente os bandos fascistas que partem com suas mobilizações para consumar um verdadeiro golpe de estado no Brasil. Parece que por ironia da história o incorreto eixo "Fora Temer" une neste momento tanto a direita "coxinha" como os revisionistas do PSOL e suas tendências internas e externas. Nós Marxistas Revolucionários da LBI que propugnamos por construir uma alternativa de poder dos trabalhadores, com a consigna "Abaixo Temer! Construir a Greve Geral!", defendemos desde o final de 2014 quando ainda se chocava o "ovo da serpente" das hordas fascistas: Defenestrar os atos reacionários da direita!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

“OPÇÃO MORO” AVANÇA O BONAPARTISMO EM MEIO A AGUDA CRISE DO REGIME: MANIFESTAÇÃO DA DIREITA NO DIA 04 É O INÍCIO DA CAMPANHA PRESIDENCIAL DO “JUSTICEIRO” DA LAVA JATO


Estão marcadas para este domingo (04.12) manifestações da direita "verde-amarela" em apoio a Lava Jato e ao Juiz Sérgio Moro. O líder do Vem Pra Rua, Rogerio Chequer, enviou um convite a Moro para que ele participe da manifestação na Av. Paulista: “Com o movimento da Câmara contrário ao pacote anticorrupção do Ministério Público, o protesto de domingo engrossou. Mais de 50 cidades aderiram ao ato em menos de 24 horas — ao todo já são 150 municípios no país inteiro”. Essa movimentação dos setores mais reacionários do espectro político nacional, como os fascistas que ocuparam a Câmara dos Deputados aos gritos de “Viva Moro”, faz parte de um plano estratégico muito mais amplo: além de pressionar o parlamento pela aprovação das leis de endurecimento do regime político propostas pelo MPF, a domingueira reacionária é o início da campanha eleitoral do comandante da “República de Curitiba”. Como 2018 ainda está muito longo, essa nova versão da “Marcha da Família, com Deus pela Liberdade” serve também para fortalecer a base social de grupos políticos de extrema-direita que não só apoiam Moro, mas também pedem a intervenção militar. Toda a crise política em curso que envolve o enfrentamento entre os poderes da república burguesa e a própria fragilidade do governo golpista de Temer indicam que aprovado até o final de 2016 o pacote de ajuste neoliberal (PEC-55), a burguesia vai traçar um plano para ocupar o Planalto com uma gerência mais estável. Não por acaso, desde Lula até FHC, já se inclinam a defender as “Diretas” em caso do governo se derreter ainda mais. Como esse “time” esta nas mãos da Globo, que pode derrubar o governo a qualquer momento com novas denúncias de corrupção, tudo indica que a Famiglia Marinho está convencendo Moro a ser esta “alternativa” bonapartista. Lembremos que em 13 de Março, no curso de uma manifestação da direita na Av. Paulista que rechaçou os políticos do PSDB e levantou faixa em apoio ao Juiz do Paraná, a Globo já havia lançado esse balão de ensaio. Na época o BLOG da LBI cravou essa análise: “Notas iniciais do 13/03 ou o dia que a Globo lançou seu novo Collor: agora é ‘oficial’ Famiglia Marinho não quer Aécio ou Temer, Moro será ungido ao planalto em 2018 ‘custe o que custar’!” onde pontuamos: “Esta opção ‘Moro’ das classes dominantes, mais vinculadas ao imperialismo ianque, não nasceu neste dia 13, vem sendo pacientemente costurada desde a gênese da Lava Jato. Um dado importante deste ‘passo’ foi a avaliação que uma prisão de Lula poderia ser um ‘tiro no pé’, devido a grande reação popular ocorrida com as tentativas de sua detenção. O melhor caminho avaliado seria derrotar Lula em um processo eleitoral, nesta vereda a única certeza de vitória é a ‘lenda’ Sérgio Moro”. Essa dinâmica eleitoral pode ser alterada em uma trilha ainda mais à direita caso se aprofunde a polarização política e social, não estando descartado um Golpe de Estado via o Judiciário com o apoio das FFAA em favor de Moro, mas como essa perspectiva seria muito traumática a burguesia começa a pensar em eleições antecipadas ou um mandato tampão via escolha indireta no Congresso Nacional. O certo é que todas essas “saídas” estão voltada a atacar ainda mais o movimento de massas e retirar as parcas conquistas sociais ainda existentes além de avançar no cerceamento das mais elementares liberdades democráticas. Desde a LBI nos opomos a todas estas receitas pretensamente democratizantes (Diretas Já, Impeachment, Assembleia Constituinte) que visam reorganizar o regime político burguês, mas que de fato favorecem a reação burguesa. Denunciamos que qualquer palavra de ordem institucional para a agitação imediata voltada a pressionar o parlamento, mesmo recorrendo a adereços de aparência radical, fortalecem as pretensões “golpistas” da direita reacionária, que detém ampla maioria no Congresso Nacional, são na verdade feitas sob medida para um recrudescimento ainda maior do regime político vigente. Compreendemos que para forjar uma saída progressista à debacle do governo Temer, sem abrir espaço para a direita e suas manobras “golpistas” parlamentares e mesmo eleitorais, faz-se necessário forjar a luta direta e revolucionária por um Poder Operário e Camponês, recorrendo à tática da Frente Única de Ação Antifascista quando necessário, como enfrentar nas ruas e com métodos de luta as provocações da direita nesse dia 04 de dezembro. É possível que MES, MNN, CST, MRS e até mesmo o PSTU participem ou sintam-se atraídos por estas manifestações "contra a corrupção" porque apoiam a farsesca Operação Lava Jato, porém os genuínos Trotskistas devem combater vigorosamente estas manifestações reacionárias. Contra esse engodo, defendemos que o proletariado não deve apresentar uma “agenda democrática” para a crise capitalista, como pretende todo arco reformista e revisionista. A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é por abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o novo Estado Operário, a falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites reacionárias já demonstrou para os trabalhadores que sua única alternativa é a luta pelo socialismo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

BLOG DA LBI ULTRAPASSOU A MARCA DE UM MILHÃO DE ACESSOS: UMA “PEQUENA” CONQUISTA DA CORAJOSA IMPRENSA TROTSKISTA E REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL EM UM QUADRO DE PROFUNDA REAÇÃO IDEOLÓGICA PARA DELETAR O LEGADO LENINISTA NAS ORGANIZAÇÕES DE ESQUERDA EM TODO MUNDO. VIDA LONGA AO BLOG DOS MARXISTAS DA LBI!


O BLOG da LBI acaba de alcançar 1 milhão de acessos! Sem dúvida esta marca representa uma “pequena” conquista da corajosa imprensa Trotskista e Revolucionária no Brasil em um quadro de profunda reação ideológica para deletar o legado Leninista nas organizações de esquerda em todo mundo. Vale ressaltar que essa vitória política ocorre justamente às vésperas de 2017, ano em que a Revolução de Outubro completa seu centenário, sendo nossa página na internet e nossa própria organização política bolchevique um modesto mas importante fio de continuidade das lições políticas e organizativas nos legada por Lênin e Trotsky há 100 anos atrás. Desde o lançamento do BLOG da LBI em julho de 2011, há pouco mais de 5 anos, estamos acompanhando cada fato relevante na luta de classes, não como uma iniciativa individual, um capricho acadêmico ou de prestígio pessoal, mas como parte do esforço militante coletivo para edificar o Partido Operário Revolucionário em nosso país como parte do combate programático pela Reconstrução da IV Internacional. Sem falsa modéstia, estamos orgulhosos de conquistar esta marca histórica de 1 milhã de acessos porque sabemos que cada artigo elaborado pela equipe de redação representa um esforço militante heroico de combate ativo pelo programa revolucionário tão atacado pela burguesia e deformado pelos revisionistas do Trotskismo. Nesse período o BLOG da LBI vem pontuando de forma profunda mas concisa as principais posições Marxistas na conjuntura nacional e internacional, sendo porta-voz de ácidas polêmicas com outras correntes políticas de esquerda, muitas das quais se tornaram “papagaios” do imperialismo em sua ofensiva contra regimes nacionalistas burgueses, como ontem na Líbia e agora na Síria. Sabemos bem que pagamos um “preço político muito alto” por sustentar com vigor a ortodoxia do Trotskismo no mar de confusão teórica e degeneração material que hoje atravessa a esquerda mundial, porém mesmo “isolados” dos círculos da esquerda pequeno-burguesa rendida a “modernidade democrática”, continuaremos firmes e inflexíveis na defesa dos ideais Marxistas Leninistas! Sabemos que a marca de mais de 1 milhão de acessos, pequena em relação aos sites da mídia corporativa mas bem superior aos acessos dos blogs das seitas virtuais que pululam a esquerda Revisionista, representa muito mais que este número em si, ela expressa que é possível resistir firmemente à maré de ofensiva ideológica e cultural contrarrevolucionária que vem crescendo no planeta desde a queda do Muro de Berlim e da URSS, uma torrente reacionária que devastou por inteiro diversas organizações políticas centristas que se proclamavam “ortodoxas” e levou os reformistas a dar uma guinada à direita a nível mundial. Defender abertamente o Leninismo (não uma mera formalidade como fazem os revisionistas), o centralismo democrático como elemento fundamental de formar uma organização revolucionária disciplinada para lutar de forma conspirativa pela destruição do Estado burguês e a edificação da Ditadura do Proletariado é uma tarefa que o BLOG da LBI vem fazendo. Quando há pouco mais de cinco anos lançamos o BLOG da LBI com o primeiro artigo em defesa da liberdade dos cinco heróis cubanos presos nos EUA e agora analisamos a morte de Fidel Castro assim como as consequências da vitória eleitoral do reacionária Trump no cenário mundial, sabíamos que esta iniciativa não era apenas “testemunhal”, mas sim o início de uma série de elaborações programáticas diárias que vem refletindo também uma intervenção militante dos Trotskistas revolucionários na luta de classes, como agora mesmo ocorre na luta para por abaixo o golpista Temer no Brasil e o combate nas bases operárias, estudantis e populares pela construção da Greve Geral. Nada melhor que celebrar esta marca histórica (1.000.000) reafirmando na práxis revolucionária os princípios do Marxismo-Leninismo através deste bravo e ousado porta-voz das posições comunistas! Vida longa ao blog dos Marxistas da LBI, um trincheira viva de defesa do Partido Revolucionário e da Reconstrução da IV Internacional, herdeira dos valiosos ensinamentos deixados por Marx, Engels, Lênin e Trotsky!
CARTOLAS DA CHAPECOENSE, CBF E CONMEBOL SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA TRAGÉDIA: FRETARAM A BAIXO CUSTO UM AVIÃO (JUMBOLINO) SEM AS MENORES CONDIÇÕES TÉCNICAS PARA TRANSPORTAR A DELEGAÇÃO PARA A COLÔMBIA


Os verdadeiros responsáveis pelo acidente aéreo que vitimou 71 pessoas, quase a totalidade do time de futebol da Chapecoense e os jornalistas que iam cobrir o jogo da Copa Sul-Americana na Colômbia são os cartolas da Chapecoense, da CBF e da CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol). Os dirigentes do clube paranaense em nome do baixo custo de locação da aeronave optaram por contratar uma companhia “aeropirata” (LaMia) cujo avião tinha péssimas condições de uso, basta saber que havia deixado de ser fabricado em 2002, há 17 anos. O piloto, um venezuelano, era o proprietário da própria empresa familiar, proibida de voar na Venezuela por questões de segurança, mas que conseguiu uma licença para operar na Bolívia como “operador de pequeno porte”. Por se tratar de uma verdadeira “sucata aérea” o aluguel do Avro RJ-85 (popularmente conhecido como Jumbolino) custou R$ 500 mil enquanto especula-se que as outras companhias aéreas brasileiras (TAM e GOL) cobraram 4 vez mais, R$ 2 milhões para fazer o trajeto Guarulhos-Medellín de forma mais segura e menos desgastante. Na Copa Sul-Americana (promovida pela CONMEBOL) os times pagam as despesas com deslocamento e hospedagem, recebendo suas “cotas” depois das partidas, o que gera ainda mais pressão pela redução dos custos com viagens e hotéis. Como a ANAC não permitiu o vôo da LaMia no Brasil, a direção do time decidiu irresponsavelmente em função da ânsia de reduzir custos, que os jogadores da Chapecoense (que estavam em São Paulo devido a partida de domingo com o Palmeiras) voariam em avião de carreira para Bolívia (Santa Cruz de la Sierra) e de lá embarcariam rumo a Colômbia (Medellín) na companhia “aeropirata” venezuelana, dona do avião que caiu. Aqui prevalece de forma cristalina a lógica capitalista da busca da maior taxa de lucro, sacrificando a segurança dos jogadores e da comissão técnica, os trabalhadores do futebol. Não por acaso, o presidente da Chapecoense, assim como o prefeito da cidade paranaense não embarcaram na temerária aeronave. Mesmo sem grandes conhecimentos técnicos em aeronáutica, fica evidente que o jato apelidado de “Jumbolino” não possuía condições mínimas de transporte em longas distâncias, sem maior reserva de combustível e com lotação e peso máximo a bordo. Um avião fora de linha e “remontado” por outra empresa representa sempre um risco de vida a sua tripulação e passageiros, mas foi fretado levando em conta seu baixo custo. A fabricante inglesa chegou a vender quase 500 aeronaves deste modelo, porém a grande maioria destes jatos já estão “aposentados”, a cartolagem da Chapecoense fretou uma das poucas unidades em atividade que tinha tradição em transportar equipes de futebol na América do Sul justamente porque os dirigentes do continente desejam sempre reduzir os custos de deslocamento. Nossa solidariedade com a família dos jogadores, da comissão técnica e dos jornalistas soma-se a necessária denúncia vigorosa dessa conduta venal da cartolagem do futebol que ceifou a vida de 71 pessoas, mortes que poderiam ser evitadas, mas foram sacrificadas em nome de reduzir custos com os vôos e garantir para os capitalistas empresários-investidores do futebol e donos do clube uma parcela maior das cotas milionárias que receberiam devido a Chapecoense ser finalista da Copa Sul-Americana. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

ENQUANTO POLÍCIA REPRIME DURAMENTE MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA... SENADO VOTA AJUSTE COVARDE E CÂMARA APROVA AS MEDIDAS DE ENDURECIMENTO DO REGIME EXIGIDAS POR MORO-DELAGNOL. SÓ A LUTA DIRETA REVOLUCIONÁRIA PODE DERROTAR AS REFORMAS NEOLIBERAIS E A FAMIGERADA OPERAÇÃO LAVA JATO!


As cenas de repressão policial registraram a truculenta ação da PM contra os manifestantes na Capital Federal. Mais de 30 mil ativistas estiveram presentes ao protesto “Ocupa Brasília”, demonstrando a imensa disposição de luta contra o canalha golpista. Mas a pressão popular sobre o parlamento não pode barrar a aprovação da PEC-55 porque esse antro de bandido apoia intregralmente o pacote de maldades de Temer-Meirelles, os senadores de todos os partidos da base estão fechados com o Planalto, contando inclusive com o apoio dos governadores do PT e PCdoB que orientaram os parlamentares a votar pela aprovação do projeto que congela os “gatos sociais” em 20 anos, além de impor arrocho salarial a todos os trabalhadores e em particular aos servidores públicos. Por usa vez, na Câmara dos Deputados vota as “10 medidas contra a corrupção”, na verdade uma série de leis para fortalecer ainda mais o Judiciário, o MPF e a Polícia Federal, bases para o recrudescimento do regime político. Fica evidente que somente a luta direta e a convocação da Greve Geral desde as bases operárias e populares podem barrar a ofensiva política e econômica contra os direitos sociais e as liberdades democráticas. Como já afirmamos não já saída progressista dentro do marco do regime político e que seja produto da pressão sobre esse congresso venal. Nesse sentido nos opomos a todas estas receitas pretensamente democratizantes (Diretas Já, Impeachment, Renúncia e Assembleia Constituinte) que visam reorganizar o regime político burguês, mas que de fato favorecem a reação burguesa. Até porque a burguesia vai sustentar Temer até que ele aprove seu pacote de maldades integralmente e a Força Tarefa da Lava Jato saia ainda mais fortalecida no cenário nacional com a votação de hoje na Câmara. A militância da LBI defendeu hoje no “Ocupa Brasília” que para forjar uma saída progressista à debacle do governo Temer e a famigerada Operação Lava Jato, sem abrir espaço para a direita e suas manobras “golpistas” parlamentares e mesmo eleitorais, faz-se necessário forjar a luta direta e revolucionária por um Poder Operário e Camponês, para isso devemos construir desde as bases a Greve Geral, com ocupações de fábricas, locais de trabalho, no campo, universidades e escolas. Para marchar nessa sendo é fundamental compreender que a Frente Popular, em particular a CUT e o PT aposta todas suas fichas apenas no terreno eleitoral, pois tem acordo sobre a necessidade do ajuste neoliberal em curso. Não por acaso, Lula acabou de declarar seu apoio as “Diretas Já” temendo as eleições indiretas no Congresso em 2017: “Gostaria que tivesse eleição direta para presidente. Não posso aceitar que a gente tenha um presidente eleito indiretamente pelo Congresso” (Radio Itatiaia, 29/11). Não iremos legitimar o engodo político como o da convocação de novas “eleições gerais” ou “diretas já” já, conhecemos muito bem o seu desfecho histórico. Estas bandeiras que ora a esquerda reformista insiste em levantar, podem ser incorporadas perfeitamente pelo próprio regime burguês no caso de um colapso do governo Temer, fragilizado e sem a menor base social. É urgente fundir a energia política da juventude com a ação direta do proletariado, rumo a derrubada revolucionária do governo entreguista do bandido Temer. Por esta razão participamos do ato desta terça-feira, 29.11, com nosso próprio eixo político: “Abaixo Temer! Organizar a Greve Geral!” mantendo-se firme na senda da construção de uma alternativa de poder revolucionário, completamente por fora das instituições apodrecidas deste regime da democracia dos ricos.

O QUE EXISTE DE COMUM ENTRE AS ANÁLISES DOS PROFESSORES VALÉRIO ARCARY (MAIS) E FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (PSDB) ACERCA DA MORTE DE FIDEL CASTRO?


Muito tem se dito e escrito acerca da morte de Fidel Castro, obviamente não perderemos tempo analisando as posições da direita e dos fascistas que junto aos gusanos de Miami comemoraram como hienas a morte do dirigente da revolução social cubana. Tampouco nos servem as afirmações de um setor transloucado da esquerda, neste caso específico os Maoístas, que com seus vaticínios completamente fora da realidade, caracterizando Cuba como um país dominado por latifundiários, brindaram o falecimento de Fidel com um “Já vai tarde”. Para nós Marxistas repousa o interesse da polêmica no campo político daqueles que reconhecendo os avanços da revolução cubana decretaram precocemente a morte do Estado Operário em uma falsa sintonia com a perda física de Fidel. Neste setor da “intelectualidade” encontram-se não só os Morenistas mas também toda uma gama de social-democratas e até liberais da academia, como o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para este amplo arco a morte de Fidel representa o fim de um ciclo histórico, ou nas próprias palavras de FHC: “Sua morte, marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas". Em outra versão mas com o mesmo conteúdo, os Morenistas sustentam que em Cuba já não existem mais as bases do Estado Operário, sufocadas pela falta de liberdades e pela restauração capitalista, vejamos o que disse o grupo MAIS: "Reivindicamos a revolução cubana e o que representou o processo revolucionário para o povo cubano e latino-americano, ao mesmo tempo, que somos opositores da Burocracia castrista e o seu curso de restauração do capitalismo em Cuba e a falta de liberdades democráticas na ilha", para logo depois fecharem a sentença de óbito: "Aos poucos foi caindo a planificação da economia, o monopólio do comércio exterior e a propriedade estatal dos meios de produção." (site do MAIS). Neoliberais e Morenistas tem em comum a caracterização de que em Cuba vige hoje as leis de mercado, formatadas por um regime político autoritário, como o de Putin na Rússia. Não se trata aqui de debater a trajetória contrarrevolucionária do Castrismo, que entre tantas "pérolas" detém o "feito" de ter condecorado em Havana o assassino de Trotsky, Ramon Mercader, ou mesmo recordar o boicote político e material feito contra seu camarada Che Guevara na guerrilha da Bolívia. Esta é a própria natureza da burocracia stalinista, defender as bases socializadas da economia, ao mesmo tempo em que impulsiona sua plataforma de colaboração de classes em nível mundial. Porém pretendemos esclarecer o atual caráter do regime social em Cuba, que nada tem a ver com o "modelo" russo ou mesmo chinês. Neste sentido é completamente incorreto atribuir a morte de Fidel com o "fim do ciclo", pelo simples fato de que em Cuba permanecem até hoje os mesmos mecanismos econômicos elementares que foram instaurados logo no início dos anos 60. É certo que a política do Castrismo "flexibilizou" muitos pontos, realizando tardiamente uma "NEP" em direção a pequenas atividades comerciais e de serviços, que podem ser exploradas por empreendedores individuais. Com o fim da parceria comercial com a URSS também houve a necessidade de abrir setores da economia para monopólios internacionais, como o turismo por exemplo. Entretanto mais de 70% do PIB cubano continua sob o rígido controle do Estado Operário, o que permitiu manter as conquistas sociais fundamentais da revolução de 59, ao contrário do que ocorreu na Rússia. Consiste em um completo equívoco teórico asseverar que em Cuba não existe a planificação central da economia, tomando apenas como base apenas a abertura em alguns segmentos onde o Estado não possuía capacidade de investimento. Os principais meios de produção, industriais e agrários do país não estão nas mãos de grupos capitalistas em Cuba, e este é motivo fulcral para que o Congresso Norte-Americano não retire o embargo comercial imposto à ilha, apesar dos "apelos" feitos por Obama. O regime stalinista se mantém de pé e com ele as conquistas da revolução cubana sobrevivem apesar do brutal cerco imperialista, esta constatação elementar não significa afirmar que as pressões políticas pela restauração capitalista não tenham se avolumado no marco da aproximação do Estado com monopólios internacionais. O fim da URSS e a posterior crise da Venezuela, iniciada com a morte de Chavez, impuseram um freio nos dois períodos de expansão econômica vívidos em Cuba, ou seja, anos 70 e início do século XXI. A situação de recessão mundial detonada com o crash financeiro de 2008 (queda das exportações), obrigou a burocracia Castrista a renegociar novas áreas de "livre comércio" no país, as tendências políticas em favor da introdução de instituições da democracia burguesa na Ilha Operária cresceram na mesma proporção da crise econômica. Portanto seria um crime histórico para os genuínos Trotskistas darem como perdida (ou abandonarem) a luta para se manter vivas para o povo cubano as imensas conquistas da revolução, ao contrário daqueles que "cantam loas" para comemorar o "fim do ciclo" dos Estados Operários.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ATO NA PAULISTA (27/11) E "OCUPA BRASÍLIA" (29/11): APESAR DA DISPOSIÇÃO DE LUTA DAS BASES CONTRA O GOLPE, AS DUAS MANIFESTAÇÕES SÃO DISTRACIONISTAS E BUSCAM SAÍDAS PARA A CRISE POLÍTICA NOS MARCOS DO REGIME BURGUÊS (DIRETAS JÁ, IMPEACHMENT OU ASSEMBLEIA CONSTITUINTE)!



Neste domingo, 27, ocorreu o ato na Av. Paulista convocado pela Frente Povo Sem Medo, sem a presença de Lula, Mujica e Chico Buarque, em um claro freio na mobilização no momento de aguda crise do governo Temer. Na terça, 29, está marcado o “Ocupa Brasília” pela Frente Brasil Popular para pressionar o parlamento burguês na votação em primeiro turno da PEC-55 no Senado. O que marca essa duas atividades é a completa ausência de mobilização na base das categorias, na medida em que a direção do PT e seus satélites não estão interessados em convocar uma Greve Geral para não polarizar a situação política no país, uma verdadeira paralisação nacional poderia abrir caminho para uma radicalização social e romperia a dinâmica política traçada pela Frente Popular: desgastar Temer e esperar pelas eleições presidenciais de 2018, tendo Lula como candidato. No máximo, alguns setores chegam a defender as “Diretas Já”, a renúncia ou mesmo o impeachment de Temer, em uma estratégia que fortalece uma alternativa burguesa ainda mais a direta, como a ascensão de figuras como Moro ou Alckmin ao Planalto. Os limites da política reformista destas duas frentes são claras. Boulos, por exemplo, pediu a renúncia de Temer (PMDB). “Não dá mais para o Michel Temer continuar no comando do Brasil. Desde o princípio, é um governo ilegítimo, governo que foi fruto de um golpe. Agora, além de ilegítimo, ele perdeu as condições de governar. Vai embora Temer, renuncia”. Já o presidente da CUT Vagner Freitas, que também esteve presente ao ato da Av. Paulista, afirmou: “O Brasil precisa se livrar dele (Temer), mas não com eleição indireta, no Congresso. O povo quer votar. O povo tem de escolher quem será o próximo presidente. Ainda mais agora, que fica demonstrado que Temer pratica advocacia administrativa usando o cargo de presidente, prevaricando de maneira direta”. Como se observa essa é a “saída” apresentada pela CUT, enquanto na prática os governadores do PT e PCdoB apoiam o ajuste neoliberal de Temer-Meirelles. Dentro dessa perspectiva foi convocado o “Ocupa Brasília” para esse dia 29. Segundo a UNE “Os estudantes vão pressionar senadores para que não aprovem a mudança na constituição que, além de desvincular recursos para Saúde e Educação, vai congelar os investimentos nas áreas durante 20 anos”. A proposta da PEC 55 enviada pelo governo ao Congresso no primeiro semestre, já foi aprovada na Câmara. Agora, para ir ao segundo turno no Senado, precisa do apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares, ou seja, 49 dos 81 senadores. A votação em segundo turno está marcada para 13 de dezembro. De fato, o PT prefere apostar suas fichas no lobby parlamentar ao invés de impulsionar a Greve Geral e as multitudinárias mobilizações das massas, ficando evidente que também é parceiro de Temer na finalização do “ajuste”, não por acaso os governadores da Frente Popular selaram um pacto com o rentista Meirelles para arrochar o funcionalismo público. O mais escandaloso é que todo o espectro político aposta em uma saída eleitoral nos marcos do regime político “esquecendo-se” que se houver a cassação de Temer pelo STF ainda no curso de 2017 desembocaria na convocação de uma nova eleição indireta, restrita ao Congresso Nacional convertido em Colégio Eleitoral. Neste cenário o "justiceiro" Moro seria o candidato preferencial da burguesia, em uma saída política costurada com o PSDB, a Globo e o Departamento de Estado ianque. Os Marxistas Revolucionários devem intervir nesta conjuntura de extrema polarização política com uma consigna de poder com um claro corte de classe, onde as reivindicações democráticas sejam acaudilhadas pelo proletariado em combate direto, denunciando a escalada reacionária da direita assim como a conduta de colaboração de classes do PT. Desde a LBI nos opomos a todas estas receitas pretensamente democratizantes (Diretas Já, Impeachment, Assembleia Constituinte) que visam reorganizar o regime político burguês, mas que de fato favorecem a reação burguesa. Denunciamos que qualquer palavra de ordem institucional para a agitação imediata voltada a pressionar o parlamento, mesmo recorrendo a adereços de aparência radical, fortalecem as pretensões “golpistas” da direita reacionária, que detém ampla maioria no Congresso Nacional, são na verdade feitas sob medida para um recrudescimento ainda maior do regime político vigente. Compreendemos que para forjar uma saída progressista à debacle do governo Temer, sem abrir espaço para a direita e suas manobras “golpistas” parlamentares e mesmo eleitorais, faz-se necessário forjar a luta direta e revolucionária por um Poder Operário e Camponês, recorrendo à tática da Frente Única de Ação Antifascista quando necessário. Defendemos que o proletariado não deve apresentar uma “agenda democrática” para a crise capitalista, como pretende todo arco reformista e revisionista. A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é por abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o novo Estado Operário, a falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites reacionárias já demonstrou para os trabalhadores que sua única alternativa é a luta pelo socialismo!

domingo, 27 de novembro de 2016

Neste próximo 29 de novembro, em homenagem ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, republicamos hoje o artigo histórico da LBI lançado no Jornal Luta Operária de novembro de 1995 a vinte e um anos atrás. Nesta elaboração nossa jovem corrente Trotskista ainda não tinha sequer completado um ano de existência política, o que não impediu de assentar as bases do Marxismo Revolucionário em uma questão completamente confusa e crivada de capitulações para a totalidade das tendências revisionistas. Sem nenhuma falsa modéstia, passado mais de duas décadas de nossa caracterização científica acerca do conflito palestino podemos afirmar que marcamos um verdadeiro "divisor de águas" na esquerda mundial  e que se revelou plenamente correto no sentido de estabelecer um novo norte programático para os genuínos Trotskistas que intervêm em toda região árabe e palestina.


A QUESTÃO PALESTINA À QUEIMA ROUPA! *(NOVEMBRO DE 1995)

Os "Acordos de Paz", celebrados entre a OLP e o Estado de Israel na capital norte-americana em 1993, e ratificados este ano com a "devolução" de algumas cidades ocupadas pelo exército israelense na faixa de Gaza e na Cisjordânia, longe de colocarem um fim aos graves conflitos que assolam esta região, como tenta passar o imperialismo e suas agências de propaganda, apenas reacenderam com mais força ainda, as profundas tensões que cercam a luta heróica do povo palestino contra o enclave sionista de Israel.

sábado, 26 de novembro de 2016

MORRE O COMANDANTE FIDEL CASTRO: VIDA LONGA A REVOLUÇÃO CUBANA! NÃO A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA DA ILHA! PELA DEFESA INCONDICIONAL DO ESTADO OPERÁRIO DIANTE DA OFENSIVA IMPERIALISTA, MANTENDO VIVA A LUTA CONTRA A BUROCRACIA STALINISTA!


Morreu na noite desta sexta-feira (25/11) o comandante Fidel Castro, dirigente máximo da revolução social Cubana. Seu irmão, Raul, anunciou o falecimento “Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz. Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas deste sábado” prosseguiu o irmão. Fidel Castro tinha completado 90 anos recentemente, em agosto. Uma historia de combate anticapitalista marca a vida do velho comandante, que agora já não esta fisicamente entre nós, mas que aos 32 anos dirigiu ao lado de Che Guevara a Revolução Cubana vitoriosa em 1959. De forma premonitória, em um discurso proclamado durante o VII Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC) em abril deste ano, Fidel falou com voz entrecortada “Logo devo fazer 90 anos, nunca me ocorreu tal ideia e não foi fruto de esforço, mas um capricho da sorte. Logo serei como todos. Para todos chega a vez... Talvez seja uma das últimas vezes que fale nesta sala”. Como Trotskistas respeitamos sua heroica trajetória militante mesmo nos delimitando publicamente de suas posições políticas e programáticas, cujo limite é desgraçadamente sua adesão posterior ao stalinismo e sua estratégica de coexistência pacífica com o imperialismo. Reconhecemos que tenha havido conflitos pontuais importantes de Fidel com a burocracia soviética, mas nunca uma ruptura com sua orientação, ao contrário, nas questões fundamentais Castro esteve ao lado de Moscou e inclusive atacou o Trotskismo e seu camarada de trincheira, Che Guevara. A Direção Nacional da LBI neste momento de dor pela morte de Fidel Castro aproveita as reflexões em torno da morte do “comandante para reafirmar a defesa incondicional da ilha operária e de suas conquistas históricas rechaçando a ofensiva imperialista através do bloqueio econômico e da política de “reação democrática” levada acabo no último período por Obama ao mesmo tempo em que polemiza com a orientação programática adotada pela burocracia castrista, em que esta ataca uma série de direitos históricos dos trabalhadores com o objetivo de avançar o processo de restauração capitalista. Mantemos a vigência programática da revolução política em Cuba para que o proletariado possa efetivamente ingressar na etapa histórica do genuíno socialismo. A melhor forma dos revolucionários honrarem Fidel, que apesar de todos os seus erros manteve-se com um combatente anti-imperialista e anticapitalista é responder as investidas do imperialismo ianque que agora deve se incrementar com a ascensão de Trump a Casa Branca, chamando a classe operária em nível mundial a derrotar o imperialismo e não apoiando a política de “coexistência pacífica” com a Casa Branca e a Igreja Católica. Orgulhamo-nos de em meio à ofensiva mundial do imperialismo contra Cuba e outros regimes políticos que são alvo da sanha guerreirista da Casa Branca, como a Síria e o Irã, estarmos na linha de frente do combate internacionalista para derrotar as grandes potências capitalistas, inclusive em unidade de ação com o PC cubano diante dos ataques do pior inimigo dos povos, o imperialismo. Desde a trincheira de luta da defesa do Estado operário cubano e das nações oprimidas, fazemos o combate programático e político pela construção nestes países de uma autêntica direção revolucionária para o proletariado.  Não vamos aqui escrever, mesmo que criticamente, a “biografia” de Fidel, apenas pontuar questões que consideramos fundamentais nas tarefas que Cuba enfrenta neste século XXI para sobreviver ainda que seja na condição de um Estado Operário burocratizado e isolado. Deixamos para os stalinistas “Amigos de Cuba” as homenagens acríticas a Fidel. Aliás, apesar de gerações de cubanos cresceram com a imagem e presença próxima de Fidel, o mesmo pregou a rejeição ao “culto à personalidade”: “Sou hostil com tudo o que possa parecer um culto a pessoas (...) e não há uma só escola, fábrica, hospital ou edifício que leve meu nome. Não há estátuas, nem praticamente retratos meus”. O fundamental é que como Marxistas-Leninistas compreendemos a importância histórica de defender o Estado operário cubano das investidas do imperialismo. Saudamos a revolução vitoriosa dirigida por Fidel e Che que arrancou a pequena ilha das garras dos grandes monopólios ianques, transformando um país que era literalmente um prostíbulo da burguesia norte-americana em uma nação que anos depois rompeu com o jugo da dominação da cadeia de espoliação capitalista, garantindo a seu povo conquistas históricas como educação pública, gratuita e um dos sistemas de saúde mais avançados do planeta. Nem os mais de 50 anos de criminoso bloqueio econômico fizeram ruir essas conquistas que permanecem socialmente vigentes para o proletariado, apesar das imensas dificuldades que impõe a Cuba até hoje. Sabemos perfeitamente que Cuba atravessa um momento extremamente difícil em sua existência. Desde a queda da URSS e do Muro de Berlim, quando a restauração capitalista varreu o Leste Europeu e a União Soviética, em uma profunda derrota do proletariado mundial, a economia cubana perdeu grande parte dos seus parceiros comerciais impondo-se ainda mais a ilha operária o isolamento político e econômico. Foram tomadas várias medidas de mercado para tentar revitalizar sua economia. Não nos opomos por princípio à adoção dessas medidas, pois até Lenin e o Partido Bolchevique as tomaram na URSS por meio da NEP. Mas compreendemos que a melhor forma de defender as conquistas da revolução neste momento difícil é reforçando o chamado a derrotar o imperialismo em nível mundial e não a estabelecer com a Casa Branca e a Igreja Católica uma política de “coexistência pacífica”. O legado teórico de Trotsky nos ensinou que era preciso defender incondicionalmente a URSS, apesar dos erros e traições de Stalin. Hoje, com Cuba fazemos o mesmo. Ainda que tenhamos críticas à direção do PCC, jamais nos somamos ao imperialismo e sua corja arquirreacionária nos ataques ao Estado operário. Pelo contrário! Sempre estivemos na linha de frente da sua defesa, não apenas como “amigos de Cuba”, mas acima de tudo como internacionalistas proletários e defensores do socialismo científico como alternativa à barbárie capitalista que ameaça a existência da própria humanidade. Acreditamos que somente a mobilização internacionalista da classe operária poderá fazer frente aos planos do império para aniquilar totalmente a enorme referência mundial da revolução cubana. Por isso não devemos depositar nenhuma confiança nos “acordos” amistosos com os chefes “democratas” dos estados terroristas como os EUA e a França. A trágica lição abstraída da guerra da Líbia, onde Kadaffi “confiou” inicialmente nos abutres imperiais europeus que logo em seguida devastaram seu país, deve servir como um farol revolucionário para a vanguarda classista do proletariado mundial na defesa de Cuba.
BALANÇO DO 25/11: BUROCRACIA SINDICAL (CUT, FS, CONLUTAS) NÃO MOBILIZA, IMPONDO O FRACASSO AO “DIA DE LUTA” OCORRIDO EM MEIO À AGUDA CRISE DO GOVERNO TEMER


Ocorrido em meio à aguda crise no governo Temer envolvendo o “percevejo” político Geddel Vieira, o “dia nacional de luta” deste 25/11 tinha tudo para ser uma importante manifestação contra o canalha golpista e suas medidas anti-operárias. Mas o que se viu foi justamente o contrário. A atividade desta sexta-feira ficou bem aquém da mobilização do dia 11 e não paralisou nenhuma categoria importante, no máximo houve o atraso na entrada de algumas poucas fábricas em São Paulo. Como alertamos, a “promessa” da burocracia sindical ultra-pelega (FS, UGT) de mobilizar suas bases não se concretizou. A CUT-CTB também não moveu “um dedo” para fortalecer as manifestações e restou a Conlutas promover pequenos atos pelo país, sem no entanto paralisar as categorias que controla como Metroviários-SP, Rodoviários-CE ou mesmo os metalúrgicos de SJC apesar das ameaças de demissões na Embraer. Os atos mais significativos foram no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro em função dos pacotes draconianos anunciados por Sartori e Pezão. Esse quadro de descenso ocorreu em plena crise política do governo Temer e só pode ser explicado porque a Frente Popular não desejou radicalizar em um momento de aguda fragilidade do gerente golpista. Colocar gente na rua neste momento significa questionar a existência do governo propriamente dito, colocar em luta os trabalhadores para derrubá-lo por seus métodos de luta, uma estratégia oposta a que vem sendo adotada pela CUT e o PT. Isso fica evidente pelo apoio dos governadores desses partidos ao ajuste fiscal de Meirelles, assim como pela desmarcação do ato do próximo domingo, que seria uma manifestação eminentemente política contra Temer. Esse vazia imposto ao movimento de massas fortalece a reação burguesa, tanto nos ataques as conquistas sociais via o parlamento como a atuação da famigerada “Operação Laja Jato” que vem atuando para abrir caminho para Moro assumir como NeoBonaparte em diante da crise política. Diante do fracasso do dia 25/11 a burguesia sente-se fortalecida para costurar uma saída por cima, preparando a saída de Temer após ele impor a Reforma da Previdência e a aprovação da PEC-55, em um acordo entre Moro e o PSDB (particularmente FHC) com o aval da Globo.  Nesse sentido, a grande lição a abstrair nesse balanço é justamente que a paralisia imposta pela burocracia sindical em seu mais variado espectro política (da FS, a Conlutas, passando pela CUT) vem possibilitando o recrudescimento do regime político em todos os terrenos. No máximo, as entidades sindicais ligadas a Frente Popular jogarão algum peso para “Ocupar Brasília” nesse dia 29, como parte do lobby parlamentar sobre o Senado na votação da PEC-55, mas como a direção do PT deseja que Temer aprove o ajuste fiscal para capitalizar eleitoralmente o desgaste do canalha golpista e seus governadores se beneficiem das verbas arrecadadas com o arrocho salarial e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores federais, essa manifestação, assim como foi o dia 25/11 será totalmente impotente para barrar a ofensiva de Temer contra os trabalhadores, mesmo esta ocorrendo em meio a mais aguda crise política do gabinete golpista.