quinta-feira, 14 de março de 2019

EM 14 DE MARÇO DE 1883 MORRIA KARL MARX: O MILITANTE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO "PREMIER" DA CLASSE OPERÁRIA MUNDIAL


Em uma magistral intervenção por ocasião da morte de Marx, no dia 14 de março de 1883, Engels relatava que seu amigo leal havia descoberto a lei especial do movimento dialético que rege o modo atual de produção capitalista e da sociedade burguesa. “A descoberta da mais-valia de repente jogou luz sobre o problema, na tentativa de resolver o que todas as investigações anteriores, de ambos os economistas burgueses e críticos socialistas, tinham tateado no escuro”. Concluiu Engels: “Era antes de tudo um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida foi contribuir, de uma forma ou de outra, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais que a tinham trazido à existência; contribuir para a libertação do proletariado moderno, o primeiro a se tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. Lutar era seu elemento. E ele lutou com uma paixão, uma tenacidade e um sucesso como poucos poderiam contestar. Como Comunistas Revolucionários aprendemos com o estudo da obra fundante do método do materialismo histórico e dialético, a perspectiva transformadora do proletariado como sujeito histórico e as teorias do valor-trabalho desenvolvidas por Marx – entre outras questões da atual crise do capitalismo e das experiências de luta pelo socialismo no mundo. Os problemas que Marx enfrentou eram questões de seu tempo presente e, para entendê-los, foi preciso estudar a realidade que se colocava concretamente e tudo o que a precedera. Lênin, o líder Bolchevique da grande Revolução Russa de 1917, ao discursar diante do 3º Congresso da Juventude Comunista da Rússia, em 2 de outubro de 1920, disse referindo-se a Marx: “Se vocês se colocarem a pergunta sobre por que a doutrina de Marx conseguiu se apoderar de milhões, ou dezenas de milhões de corações da classe mais revolucionária, receberiam uma só resposta: isso ocorreu porque Marx se baseou em fundamentos sólidos do pensamento humano acumulado na era do capitalismo; porque, havendo estudado as leis do desenvolvimento social, Karl Marx compreendeu a inevitabilidade do desenvolvimento do capitalismo, que conduz ao comunismo, e, sobretudo, o demonstrou com base no estudo o mais exato possível, o mais detalhado e profundo da própria sociedade capitalista, através da completa assimilação do que havia sido desenvolvido pela ciência de sua época. Tudo o quanto havia sido criado pela sociedade humana foi submetido por Marx à prova da crítica, sem que um só aspecto tenha escapado à sua atenção”. Novamente Engels, em seu prólogo à obra de Marx O 18 Brumário de Luís Bonaparte, diz que Marx havia descrito com tal maestria o curso da história na França, em sua ligação interna com as jornadas de fevereiro de 1848, que de forma tão brilhante descobriu em O Milagre, de 2 de dezembro (o dia em que se deu o golpe de Estado de Bonaparte, em 1851), o resultado necessário desta conexão, e “todas as novas revelações acontecidas naquela época não fizeram mais do que confirmar o quanto foram acertadas as reflexões de Marx sobre o curso daqueles acontecimentos históricos”. Essa capacidade de apreensão tão exata da realidade histórica viva,escreveu Engels: “Em uma clarividente penetração sobre a essência dos acontecimentos no momento mesmo em que se desenrolavam, é algo sem precedentes”. O legado teórico vivo de Marx que guia os Comunistas Revolucionários nos dias de hoje, não pode ser reverenciado nesta data histórica apenas de maneira formal, nós da LBI reivindicamos a vigência e integralidade da Ditadura do Proletariado como única via para iniciarmos a grande caminhada da humanidade para abolição definitiva das classes sociais. Nesse sentido publicamos na íntegra o discurso do Engels diante do túmulo de Karl Marx.

DISCURSO DIANTE DO TUMULO DE KARL MARX
Friedrich Engels (17 de Março de 1883)

“Em 14 de março, quando faltam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontramos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.

O que o proletariado militante da Europa e da América, o que a ciência histórica perdeu com a perda desse homem é impossível avaliar. Logo evidenciará-se a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.

Assim como Darwin em relação a lei do desenvolvimento dos organismos naturais, descobriu Marx a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que portanto a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a parir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolve, na ordem em elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.
MASSACRE EM SUZANO: EXPRESSÃO TRÁGICA DE UMA SOCIEDADE CAPITALISTA DOENTE ONDE O NEONAZISMO AVANÇA E MATA SEUS JOVENS DENTRO DA ESCOLA! SOMENTE A REVOLUÇÃO SOCIALISTA PODE DETER A BARBÁRIE ASSASSINA!  


Os jovens atiradores da cidade de Suzano, que promoveram o maior massacre em escola da história de São Paulo, frequentavam fóruns de extrema-direita que propagavam racismo, homofobia, xenofobia e o anticomunismo, eram apoiadores confessos de Bolsonaro. Um deles, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, idolatrava páginas de extrema-direita nas redes sociais, saldou o assassinato de Marielle Franco. Ele era admirador de Bolsonaro, curtia as plublicações dos filhos do fascista e teve sua página no Facebook apagada depois do ataque fatal na escola estadual Raul Brasil, que deixou 10 mortos, entre eles os dois assassinos. Os atiradores participavam de um fórum na internet chamado Dogolochan. Criado em 2013 por Marcelo Valle Silveira Mello, os usuários se chamam de "homens santos" e compartilham ideologias fascistas e incentivam ataques contra LGBTs, negros e comunistas. Mello foi a primeira pessoa condenada no Brasil por racismo na internet, em 2009. Após sair da prisão, também passou a apoiar Bolsonaro. Os atiradores que mataram 10 pessoas e depois se suicidaram em uma escola em Suzano, a 50 km de São Paulo, nesta quarta-feira (13), utilizaram uma das comunidades de extrema-direita para juntar dicas e fazer planos para o ataque. No fórum chamado Dogolochan, os jovens agradeceram a ajuda, e deixaram rastros para avisar seus colegas virtuais do massacre que estava por vir. O fórum é conhecido como um local onde são discutidos abertamente a prática de crimes, violação de direitos humanos, além de racismo e misoginia. Tópicos do fórum mostram que Luiz Henrique de Castro, 26 anos; e Guilherme Taucci Monteiro, 17, pediram dicas de como realizar o massacre. Um print datado do último dia 7 mostra o que parece ser um dos atiradores agradecendo DPR, o administrador do Dogolachan pelos conselhos recebidos. O fórum está ligado também ao Massacre de Realengo, onde Wellington Menezes de Oliveira — considerado um herói no Dogolachan — matou 12 crianças, antes de se matar. Em resumo, em um país onde o fascismo avança nada mais “natural” que massacre como os de Suzano se proliferem! A tragédia atual é, antes de mais nada, um fenômeno correlato às tendências concretas e ideológicas hoje existentes no Brasil e no mundo. Matanças como esta, acontecem inadvertidamente em épocas de recrudescimento militar e ofensiva contrarrevolucionária sobre os povos do planeta, sendo uma expressão da barbárie social que se assenta no pensamento neonazista tendo cada vez mais vazão e se cristalizando no seio da juventude de classe média, cuja expressão se dá nestas “explosões de fúria”. A tragédia de Suzano é a expressão mais acabada do estancamento das forças produtivas impostas pelo capitalismo. Como não há um contraponto revolucionário a esta degradação, a humanidade tende a caminhar para a barbárie. Desgraçadamente, se não houver uma direção política que aponte uma saída comunista para os trabalhadores, carnificinas neonazistas e guerras genocidas acontecerão como norma de sobrevivência do regime capitalista senil. Sem a intervenção do proletariado nesta conjuntura fascistizante o governo Bolsonaro não cairá de podre, ao contrário, arrastará o Brasil e a sua população para a completa escória humana. Estamos vendo a acessão com força do neonazismo em escala interna e planetária. Para se opor a essa escalada arquirreacionária deve-se ter claro que ela é uma expressão da dura etapa de contrarrevolução em que vivemos.  Para que não se repitam novas cenas sanguinárias no Brasil, somente a ação revolucionária do proletariado poderá reverter estas tendências nefastas, se valendo da luta pela liquidação do modo de produção capitalista e tendo como estratégia a imposição de seu próprio projeto de poder socialista.

quarta-feira, 13 de março de 2019

55 ANOS DO COMÍCIO DE JANGO NA CENTRAL DO BRASIL: ÚLTIMO “FÔLEGO” DO GOVERNO NACIONALISTA BURGUÊS ANTES DE SER ESMAGADO PELO GOLPE MILITAR DE 1964


O grande comício da Central do Brasil, realizado há exatos 55 anos, no dia 13 de março de 1964, foi o último fôlego do governo nacionalista burguês do presidente João Goulart diante das forças mais reacionárias e golpistas, apoiadas pelo imperialismo ianque, que tramavam abertamente para implantar um regime político semifascista da ditadura militar. Jango e os generais que lhe davam “apoio” estavam conscientes de que a realização de um grande comício das massas radicalizadas aceleraria em muito a dinâmica golpista em pleno curso. Mas, pressionado pela ala “esquerda” de seu comando trabalhista, como Brizola, Darci e Almino Afonso, resolveu bancar a iniciativa, que envolvia vários segmentos políticos, desde as ligas camponesas, passando pelo CGT dos burocratas sindicais do PTB e até o velho Partidão. O comício pelas “reformas” superou todas as expectativas, não só pelo número de participantes, mas fundamentalmente pela radicalidade de suas reivindicações, que incluíram até o armamento dos trabalhadores. Durante o comício, que reuniu cerca de 300 mil trabalhadores e estudantes, Jango assinou decretos de nacionalização das poucas refinarias de petróleo existentes no Brasil e a desapropriação terras com mais de 100 hectares ao longo das ferrovias e rodovias federais, para fins de reforma agrária. Sem o apoio dos setores decisivos da burguesia financeira e industrial, que estava cada vez mais vinculada aos interesses do imperialismo, Jango prometeu implantar o projeto nacional reformista das chamadas “Reformas de Base”, em defesa das quais vinham crescendo as mobilizações de operários, camponeses e estudantes em todo o país. As “reformas” pretendidas inicialmente pelo PTB “Janguista” nem de longe ameaçavam a ordem capitalista vigente, ao contrário eram parte de um projeto maior “desenvolvimentista” da burguesia nacional que buscava a ampliação de um mercado interno de consumo e a redução da dependência financeira e industrial do país em relação a economia norte-americana. Mas a alta cúpula militar não pensava exatamente desta maneira, apesar de uma ala de generais como Castelo Branco e os irmãos Geisel concordarem com a ideia de superar o atraso nacional pela via da industrialização do país. Este era o ponto de “acordo” entre Jango e seus assessores militares mais próximos, que logo depois vieram a protagonizar o golpe fascista contra seu “comandante em chefe”, mas uma “pequena” diferença política os separavam, era justamente o papel a ser jogado pelas massas proletárias e camponesas da nação. Para a “inteligência nacionalista militar” o proletariado urbano e rural deveria ficar completamente a margem de qualquer projeto “desenvolvimentista”, além de considerarem “sagrados” os vínculos comerciais do Brasil com os EUA. Na ausência do consenso com seu gabinete militar, Jango resolve tocar em frente o comício da "Central" o que provocou a unificação “automática” dos oficiais supostamente “leais” a legalidade do governo (Castelo e Amaury Kruel) com os facínoras golpistas do quilate de um Costa e Silva. Naquela histórica noite, onde milhares de trabalhadores afluíram ao chamado do governo, na expectativa de uma brusca guinada à esquerda de Jango, um comando militar terrorista, comandado pelo coronel Murici, planejava um atentado a vida do presidente para precipitar o golpe naquele mesmo dia, foram contidos no local pelo general Orlando que lhes “pediu” mais duas semanas para “finalizar” a deposição de forma mais organizada. No palanque da “Central”  suando muito ao lado de sua bela mulher, Maria Thereza, Jango parecia já pressentir o seu fim, mas não se acovardou e desferiu seu “petardo trabalhista e nacionalista”: “Aqui estão os meus amigos trabalhadores, vencendo uma campanha de terror ideológico e sabotagem, cuidadosamente organizada para impedir ou perturbar a realização deste memorável encontro entre o povo e o seu presidente, na presença das mais significativas organizações operárias e lideranças populares deste país... A democracia que eles querem é a democracia para liquidar com a Petrobras; é a democracia dos monopólios privados, nacionais e internacionais, é a democracia que luta contra os governos populares e que levou Getúlio Vargas ao supremo sacrifício” (Trecho do discurso de Jango na Central do Brasil).

terça-feira, 12 de março de 2019

QUEM MANDOU MATAR MARIELLE? PM´S E “FAMILÍCIA BOLSONARO” APERTARAM O GATILHO, SOB O COMANDO DA ENGRENAGEM ASSASSINA DO REGIME BURGUÊS EM PARCERIA COM A “OPERAÇÃO LAVA JATO” PLANEJADA DESDE O INÍCIO PELA REDE GLOBO E CASA BRANCA


A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta terça-feira o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os assassinatos completam um ano. Os dois tiveram prisões preventivas decretadas pelo juiz substituto do 4º Tribunal do Júri Gustavo Kalil após denúncia da promotoria. Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. O policial Lessa mora no condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio, o mesmo de Bolsonaro. O outro assassino posta fotos nas redes sociais com o presidente fascista, em resumo a “Familícia Bolsonaro”, que controla parte das milícias no Rio de Janeiro, está diretamente envolvida na morte da parlamentar do PSOL! Quase um ano depois da morte, ocorrida em 14 de Março de 218, a “investigação” concluiu o que todos já sabiam: as milícias policiais executaram a vereador do PSOL. A mando de quem assassinaram Marielle? A resposta é clara: cumpriram as ordens da burguesia e seus gerentes políticos subordinados a Casa Branca. Neste interregno um neofascista foi eleito governador do estado, o mesmo canalha que estava no ato da extrema-direita em que as placas em homenagem a Marielle foram quebradas por hordas nazistas do PSL. Apesar disso, o PSOL continua jogando suas ilusões na investigação da Polícia Civil fluminense e mesmo do “auxílio” da PF. Frente os resultados obtidos, o deputado Marcelo Freixo declarou “São prisões importantes, são tardias. Dia 14 faz um ano do assassinato da Marielle, é inaceitável que a gente demore um ano para ter alguma resposta. Então, evidente que isso vai ser visto com calma, mas a gente acha um passo decisivo. Mas o caso não está resolvido. Ele tem um primeiro passo de saber quem executou. Mas a gente não aceita a versão de ódio ou de motivação passional dessas pessoas que sequer sabiam quem era Marielle direito...  Essa pessoa não investigou só Marielle, essa pessoa investigou também a minha vida. A mando de quem? A partir de quando? Com que interesse político ele faz isso? Essa pessoa faz parte de um grupo que todo mundo da área de segurança pública sabe, que é do chamado Escritório do Crime. Porque tem gente que mata a serviço de outros no Rio de Janeiro há anos". Como a LBI pontuou no dia do assassinato de Marielle, sua execução foi evidentemente operada por falanges policiais, profissionalizadas em crimes de maior complexidade. Muito bem executado e de forma bem diferenciada das execuções praticadas por meras quadrilhas de traficantes de morro em guerra com seus oponentes. Porém o atentado criminoso não foi “pensado politicamente” por seus operadores, é uma mais peça da engrenagem golpista que tem na “Lava Jato” seu centro logístico e estatal no país, mas que segue uma rígida "agenda" organizada pelos "falcões" de Washington. Apear do governo central e retirar do PT a primazia política de uma esquerda que controla os movimentos sociais ainda com um viés da classe trabalhadora (formalmente classista), transferindo esta hegemonia para uma nova esquerda "identitária" e policlassista, como o PSOL. A Famiglia Marinho sempre soube que PSOL limita-se a canalizar a repulsa popular pelo assassinato de sua parlamentar nos estreitos limites de um imenso reforço eleitoral, ou seja, atos massivos mas sem nenhum corte de radicalização ou ruptura da ordem institucional. A Lava Jato e os Marinho, ao que tudo indica até o momento, forneceram o planejamento estratégico da conveniência conjuntural da eliminação de Marielle, a milícia paramilitar se encarregou da operação física do crime. É óbvio que a execução de Marielle também serve como um duro "aviso" das forças policiais do RJ para que parlamentares de esquerda ou lideranças políticas não atrapalhem em seus "negócios" ou tampouco denunciem suas atrocidades contra a população negra e pobre das periferias. Esse quadro se acentua com a gestão de Witzel, que defende abertamente o extermínio do povo pobre e a perseguição a esquerda. Para os Marxistas Leninistas a organização de comitês populares de autodefesa é o primeiro passo para enfrentar a sanha fascista em curso no Rio de Janeiro e em todo o país. É sintomático que logo após as claras evidências de um crime político encomendado, o deputado Marcelo Freixo reforçou sua confiança na Polícia Militar e Civil fluminense para a apuração do assassinato de Marielle. Para os Marxistas Leninistas a ampla repercussão social dada ao bárbaro assassinato de Marielle, gerando potencialmente uma latente rebeldia popular contra as instituições apodrecidas do regime da democracia dos ricos e seu governo golpista, deveria ser convertida em um chamado a ruptura com a própria institucionalidade burguesa que pretende eliminar política e fisicamente as principais referências da esquerda, sejam reformistas ou revolucionárias. A organização de comitês populares de autodefesa é o primeiro passo desta importante tarefa. Desgraçadamente nem o PT e tampouco o PSOL adotam uma tática minimamente justa para lutar corajosamente contra a brutal ofensiva da direita neoliberal e golpista. Muito mais do que o chamado "protocolar" do PSOL feito neste momento por Freixo, é necessário a construção imediata de uma nova direção política (classista e revolucionária) para o movimento de massas, que organize a resistência direta a sanha fascista que avança em nosso país!


segunda-feira, 11 de março de 2019

ALAGAMENTOS DEIXAM RASTRO DE MORTE EM SÃO PAULO: NÃO FOI MAIS UMA “TRAGÉDIA NATURAL” PROVOCADA PELAS CHUVAS... GOVERNOS TUCANOS NEOLIBERAIS DE DÓRIA E COVAS SÃO OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS PELA PERDA DA VIDA DOS TRABALHADORES E SUAS FAMÍLIAS!


A forte chuva que começou na noite de domingo (10) e se estendeu pela segunda (11) provocou alagamentos em diversas regiões da Grande São Paulo e bloqueou vias de acesso para a capital paulista. Não existem vias de escoamento da água, os bueiros estão todos entupidos produto do sucateamento e privatização da limpeza urbana no estado e na capital paulista pelos governos tucanos. Dória e Covas usaram apenas um terço da verba de combate a enchentes em 2017 e 2018. A gestão do ex-prefeito e atual governador paulista, João Doria, e de seu sucessor, Bruno Covas, ambos do PSDB, gastou cerca de um terço de toda a verba orçada para combate a enchentes e alagamentos na cidade de São Paulo. De R$ 824 milhões destinados à realização de drenagens, só R$ 279 milhões (38%) foram gastos. Em obras e monitoramento de enchentes, estavam previstos R$ 575 milhões, mas R$ 222 milhões (35%) foram gastos. Hoje, a capital paulista registrou 601 pontos de alagamento, congestionamentos gigantescos, com interdição das pistas expressa e central da Marginal Tietê e da Avenida do Estado. Desabamento deixou 4 mortos e 2 feridos em Ribeirão Pires. Outras três pessoas morreram afogados: dois na Avenida dos Estados e um no bairro Taboão, em São Bernardo do Campo. Uma criança morreu após deslizamento de terra em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Os lugares mais afetados foram os bairros de Vila Prudente e do Ipiranga, e as cidades do ABC. Os bombeiros contabilizam, entre 0h e 6h, 601 ocorrências de enchentes, 34 quedas de árvore, 54 ocorrências de desabamento e 3 deslizamentos graves. Em Embu, na Grande São Paulo, o deslizamento de terra sobre uma casa deixou três pessoas soterradas. Uma das vítimas, uma criança, morreu no Hospital Geral de Itapecerica da Serra, segundo a Defesa Civil estadual. A história não para de se repetir. Mais de 5 milhões de brasileiros vivem nestas mesmas “áreas de risco” segundo estudos técnicos, a que se somam outros muitos milhares em morros e favelas que são alvo de deslizamentos e desastres ano após ano. Os trabalhadores não têm como pagar aluguéis caríssimos e são forçados a morar em locais vulneráveis e perigosos, longe do centro e do trabalho. Como ocorre tragicamente todos os anos, presenciamos mais um assassinato de trabalhadores por completa irresponsabilidade dos governos tucanos de Dória e Covas. Além da ausência de ações e obras para combater enchentes, Doria e Covas também reduziram os gatos com a varrição de ruas, a quantidade de lixo recolhido e a capinação. A coleta de lixo foi reduzia em, aproximadamente, 15%, em 2018. Varrição, capinação e lavagem de ruas foram reduzidas em 19%, no mesmo ano. Ao mesmo tempo, as reclamações por falta de limpeza, por meio da Central 156, subiram 30%. Apesar de Doria e Covas alegarem problemas financeiros, ambos foram beneficiadas com um significativo aumento da arrecadação de impostos. Entre 2016 e 2018, as receitas correntes – IPTU, ISS, ITBI, ICMS, IPVA – cresceram 12,5%, no conjunto. Apesar disso, a gestão Covas manteve baixos os investimentos na cidade, em áreas como saúde, educação, controle de enchentes, transporte e também os serviços realizados pelas subprefeituras. O caixa da prefeitura, porém, chegou a receber R$ 7,3 bilhões, maior valor dos últimos seis anos. Os dados do orçamento indicam que arrecadação superou em R$ 300 milhões o estimado pela gestão Covas para 2018. Mesmo assim, o investimento total foi de R$ 1,8 bilhão. Em 2017, a situação foi mais grave, com investimento de apenas R$ 1,3 bilhão. Em 2016, último ano da gestão de Haddad, os investimentos foram de R$ 2,6 bilhões, 44% a mais que no ano passado. Fica evidente que o capitalismo mata e coloca cotidianamente a vida dos trabalhadores em risco, nossa tarefa é liquidar esse modo de produção senil e organizar os trabalhadores para resistir a seus golpes assassinos encobertos por “tragédias naturais”. Nossa solidariedade nesse momento de dor para as famílias das vítimas, nosso chamado a lutar contra o capitalismo assassino e seus gestores burgueses para quem a vida do povo trabalhador não vale nada!
TRUMP QUER “FAZER DA NICARÁGUA UMA NOVA VENEZUELA”: IMPERIALISMO IANQUE ORGANIZA NOVAS PROVOCAÇÕES ENQUANTO GOVERNO ORTEGA CONVOCA “DIÁLOGO” COM A OEA... COMPLETA IMPOTÊNCIA POLÍTICA DA GESTÃO BURGUESA DA FSLN ALIMENTA REAÇÃO DA DIREITA!


O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, revelou neste sábado (09.03) sua agenda para as negociações com a oposição burguesa. Inicialmente ele descarta uma antecipação das eleições e ofereceu a libertação dos presos durante protestos orquestrados pela direita contra o governo da FSLN, no momento em que o "diálogo" vive um impasse devido à retirada dos bispos da reacionária Igreja Católica. Ortega divulgou suas propostas para a negociação com a golpista Aliança Cívica pela Justiça e Democracia (ACJD). Os anúncios foram feitos após oito dias de reuniões. Em comunicado, o governo apresentou “propostas de reformas que aprimorem processos eleitorais livres, justos e transparentes recomendados pela Organização de Estados Americanos (OEA)”. Em uma tentativa desesperada de salvar o “processo de negociação”, o governo recorreu hoje à OEA, segundo um comunicado conjunto entregue à imprensa. O órgão anunciou que, a pedido do governo, enviará nesta segunda-feira, 11.03, o representante Luis Ángel Rosadilla para analisar, juntamente com os participantes das negociações, uma eventual participação da OEA no processo. Por sua vez, a Conferência Episcopal da Nicarágua decidiu que bispos não participarão da mesa do Diálogo nacional.  Em resumo, enquanto o imperialismo ianque organiza novas provocações o governo Ortega procura o “diálogo” com a OEA, trata-se de uma prova da completa impotência política da gestão burguesa da FSLN, alimentando a reação da extrema-direita! Não nutrimos a menor simpatia política pelo atual governo burguês da FSLN, que "entregou e enterrou" a grande maioria das conquistas da grande revolução armada que derrubou o ditador Somoza em 1979. Desgraçadamente Ortega seguiu os conselhos contrarrevolucionários do Castrismo e negou-se a "transformar a Nicarágua em uma nova Cuba". De lá pra cá, a FSLN converteu-se em uma organização pequeno burguesa, alinhada ao "regime da Democracia dos Ricos", e compondo seu governo de "União Nacional" com setores capitalistas nativos. Porém uma questão é estabelecer a oposição da classe operária ao Sandinismo, outra completamente distinta é lutar contra o governo Ortega na mesma trincheira da reação local e do imperialismo ianque, como faz vergonhosamente a LIT e sua pequena seção no país, que afirma assim como faz na Venezuela, que o governo Ortega é uma ditadura assassina que deve ser derrubada imediatamente, chamando inclusive a unidade de ação com a direita! O grupo Resistência (PSOL) segue na Nicarágua os passos vergonhosos do Morenismo. Como Lenin nos ensinou "o pior inimigo dos povos é o imperialismo", com Ortega, Maduro ou Assad nos entrincheiramos para derrotá-lo, porém com nossa própria política e os métodos de combate revolucionário da classe operária mundial!
LIT na Nicarágua: De mãos dadas com o imperialismo!

domingo, 10 de março de 2019

HÁ QUATRO ANOS DAS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES DA DIREITA CONTRA O GOVERNO DILMA: ADOÇÃO DO AJUSTE NEOLIBERAL CONTRA AS MASSAS ABRIU CAMINHO PARA A ATUAL OFENSIVA REACIONÁRIA


Publicamos o balanço político elaborado pela LBI diante das primeiras manifestações massivas da direita, ocorrida em março de 2015, que abriram caminho um ano depois ao golpe parlamentar e depois desembocaram na atual ofensiva reacionária que levou Bolsonaro ao Planalto. Naqueles dias pontuamos que não se podia mais "tapar o sol com a peneira", os atos contra o governo Dilma haviam galvanizado setores sociais mais amplos do que a tradicional e reacionária classe média. Embora o escopo central das manifestações pelo impeachment continuasse sendo ultrarreacionário, englobando segmentos fascistas que pedem o retorno do regime militar, não se podia negar que o duro "ajuste" fiscal da equipe econômica palaciana empurrou uma faixa de trabalhadores atingidos diretamente pelo "tarifaço Dilmista" a engrossar os protestos. Como Dilma seguiu o caminho da ofensiva neoliberal contra as massas, comandada pelo ministro Levy (hoje no governo Bolsonaro), as manifestações pelo impeachment se avolumaram numérica e socialmente inviabilizando o término de sua gestão estatal, como prognosticamos no artigo abaixo.

É HORA DE DEFENDER O GOVERNO DILMA FRENTE AO ASCENSO DA REAÇÃO?
(Artigo extraído do BLOG DA LBI, 13 de Março de 2015)

Os principais balanços políticos da esquerda sobre manifestações de ontem já estão 
publicados, havendo "análises" para todos matizes da conjuntura segundo a ótica programática de cada corrente. As avaliações permeiam desde a miopia de ignorar o peso dos atos como fez o PCO ("meia dúzia de coxinhas") até mesmo projetar uma "marcha golpista" dirigida pela "extrema-direita" como afirmou o PCdoB. Em comum estes balanços padecem do mesmo "mal" político: a profunda subordinação ao governo burguês da Frente Popular. Para o reformismo de "esquerda e direita" o momento é de defesa do regime democrático, supostamente ameaçado pela iminência de um golpe de estado. Não pretendemos de forma alguma minimizar a dinâmica conservadora que tomou conta do país com as grandes manifestações do último domingo protagonizadas de forma hegemônica por setores reacionários da classe média urbana. Porém a situação atual logo impõe uma analogia histórica, como ocorreu em 64, estamos diante de uma mobilização golpista contra um governo que ameaça "ferir" algum interesse econômico da burguesia ou do imperialismo? O frágil governo Jango foi alvo de uma conspiração cívico- militar justamente porque pretendia promover "reformas de base" que desagradavam o latifúndio e o imperialismo. Seu projeto de estabelecer o controle sobre a remessa de lucros das empresas multinacionais instaladas no país recebeu uma "sentença de morte" vinda de Washington. Já a reforma agrária proposta por Jango, mesmo passados 50 anos, era bem mais ousada do que todos os assentamentos realizados em 12 anos de governos do PT, atraiu o ódio declarado da burguesia agrária. Apesar de seu caráter nacionalista burguês em pouco mais de dois anos de governo, Jango promoveu pequenos avanços sociais que "decretaram" sua "sentença de morte", proferida pela elite dominante apoiada pela Casa Branca. As reacionárias marchas da "família" contra Jango se assemelham sim aos atos do dia 15, mas seus objetivos finais são distintos. Enquanto em 64 se organizava a "céu aberto" um golpe de estado, com o aval das FFAA e do parlamento, hoje as mobilizações da direita guardam um caráter "institucional" do próprio regime democratizante, um temido "terceiro turno" eleitoral nas palavras da esquerda "chapa branca". Dilma não ameaça nenhum interesse da burguesia nacional ou do capital financeiro, ao contrário, seu governo está inteiramente dedicado a servir estes segmentos. Seu segundo mandato está voltado a reestabelecer os vínculos comerciais do Brasil com os EUA, a agenda de uma reunião com Obama em abril é uma das demonstrações desta inflexão. Não venham nos dizer agora que impulsionar o consumo e crédito das classes "C e D" nestes últimos dez anos é algo que "enfureceu" a burguesia levando a preparação de um golpe de estado. É bem verdade que estes mesmos setores da "classe média alta" que ganharam muito dinheiro com as gestões petistas exigem hoje ensandecidas o impeachment da presidente, conclamando o Congresso Nacional a desferir um "golpe parlamentar". Sob a roupagem do "combate a corrupção" outorgam aos piores corruptos da história do país, a tucanalha, a tarefa de se "livrar do PT" pela via da pressão parlamentar. A linha política da burguesia de conjunto não é a do golpe de estado, incluindo a mídia corporativa, mas a de sustentar nas cordas o governo diante do encurralamento social, estimulando ao máximo seu "sangramento" seja no Congresso ou nas mobilizações de rua que tendem a crescer ainda mais. Por seu turno o comando do governo "pactuou" com a burguesia esta orientação defensiva, ou seja, absorveu as manifestações do dia 15 como uma "expressão democrática" e anunciou que seguirá inflexível com a política do "ajuste" contra as massas. Para os Marxistas Revolucionários não se trata de perfilar, em unidade de ação, com o governo burguês contra a falácia de um golpe de estado em marcha. Também não se coloca a defesa em geral do regime democrático supostamente ameaçado por uma conspiração militar. Caso estivessem postos estes elementos na conjuntura, como estiveram em 64, não hesitaríamos em momento algum de impulsionar uma frente única com o governo Dilma contra o golpe e imperialismo. Porém a situação nacional aponta em outra direção, este governo segue contando com o apoio "crítico" do imperialismo para implementar as "contra-reformas" impostas pelo capital financeiro internacional. A plataforma de lutas do movimento operário deve se concentrar em derrotar o "ajuste" pela via da ação direta dos explorados.

sexta-feira, 8 de março de 2019

MANIFESTO NACIONAL 8 DE MARÇO - DIA DA MULHER TRABALHADORA: NEM PATRIARCADO E TAMPOUCO MATRIARCADO CAPITALISTA! POR UMA NOVA SOCIEDADE SOCIALISTA LIVRE DE TODA A OPRESSÃO DA BURGUESIA! ORGANIZAR A GREVE GERAL PARA DERROTAR O GOVERNO FASCISTA E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS!


Neste dia 8 de Março estamos nas ruas em luta pelos direitos e conquistas da mulher trabalhadora e contra os ataques do governo Bolsonaro. Nós mulheres convocamos todos os trabalhadores a fazer desta data uma demonstração de combate a reforma neoliberal que será votada no parlamento. Para vencer precisamos imediatamente organizar a Greve Geral na base das categorias, nos locais de trabalho, nas fábricas, escolas e universidades, unindo os explorados da cidade e do campo para derrotar a investida da patronal e do grande capital. Para alcançar esse objetivo, no dia internacional da mulher trabalhadora nos opomos ao feminismo burguês e policlassista da esquerda reformista. Devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo, esmagando a burguesia. Toda saída para o problema da opressão feminina por dentro da democracia burguesa, como defendem o reformismo (PT, PCdoB e PSOL) e o revisionismo do trotskismo (PSTU), conduz à divisão do proletariado entre gêneros distintos, ao recrudescimento e ampliação do aparato repressivo estatal contra os trabalhadores. Em outras palavras, o feminismo burguês é contrarrevolucionário porque divide o proletariado, enfraquece sua luta e fortalece a repressão de seus inimigos de classe. Essse é o chamado que fazemos como eixo de luta para esse 8 de Março!


Os Marxistas Revolucionários compreendem o combate contra a opressão da Mulher como parte da luta da classe trabalhadora contra os capitalistas, para liquidar o modo de produção burguês na senda da Ditadura do Proletariado e não “apenas” como uma questão de gênero. Nos opomos pelo vértice a ideologia pequeno-burguesa do “empoderamento feminino” dentro do capitalismo e como forma de “democratizar” as instituições senis deste regime político, como vem apregoando a esmagadora maioria da “esquerda” reformista e mesmo aqueles que se proclamam revolucionários. As trabalhadoras, ao lado de seus irmãos de classe devem unir-se por seus interesses históricos e imediatos, que não estão limitados a questão de gênero ou sexo mas sim aos seus objetivos estratégicos socialistas enquanto trabalhadores e oprimidos pela classe dominante.

Existe um forte sentimento de indignação popular e revolta contra o governo Bolsonaro e seus ataques os trabalhadores e em particular os direitos e conquistas das mulheres operárias, aumentando o tempo de contribuição e idade, em um claro “Deus lhe pague!”. Esses ataques tiveram um incremento no governo Dilma (PT), quando houve a restrição das pensões para as viúvas e reduções nos benefícios do INSS. Agora esse golpe aprofundou-se ainda mais. Desgraçadamente a CUT e a CTB sabotaram a possibilidade de fazer no Brasil do 8 de Março um dia de paralisação. Por sua vez, o PT joga todas suas fichas no desgaste eleitoral do governo do neofascista para capitalizar no terreno da democracia burguesa. Nossa tarefa é opor-se a essa política de paralisia, de ilusões no circo eleitoral de democracia dos ricos e fazer do dia internacional da mulher trabalhadora uma data que marque a luta contra a intervenção militar, a destruição das conquistas sociais e de denúncia da política de colaboração de classes do PT e PSOL. Em função desta dura realidade devemos apontar nas manifestações deste 8 de Março a necessidade de organizar um plano de lutas das principais categorias rumo a uma Greve Geral desde as bases que contemple como eixo a derrubada das medidas palacianas e por uma política de reposição salarial diante da crise inflacionária que se avizinha, porque o verdadeiro “golpe” está sendo executado nos cortes dos programas sociais do governo, no conluio para destruir a Petrobras e na subtração das conquistas históricas dos trabalhadores. Para combater o governo Bolsonaro, a Frente Popular e a direita reacionária é necessário colocar abaixo o modo de produção capitalista e construir um movimento operário feminino classista que coloque a mulher trabalhadora como vanguarda da luta sem quartel contra o regime opressor dos homens e mulheres burguesas. Trata-se da unidade do conjunto da classe trabalhadora sob um programa revolucionário para derrotar a barbárie capitalista. Portanto, neste 8 de Março devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo!

A ruptura com esta concepção de mundo burguesa só será possível através da violenta ação da classe operária contra seus algozes capitalistas, sejam eles homens ou mulheres, através da revolução socialista, a partir da qual pela necessidade de todo um coletivo, os interesses mesquinhos e podres oriundos da velha sociedade de classes serão extintos. Os revolucionários defendem consignas democráticas pela igualdade de direitos entre os sexos, mas não mentem para as trabalhadoras dizendo que terão seus sofrimentos derivados da opressão e da exploração de classe solucionados dentro do capitalismo e menos ainda disseminam ilusões de que o aprimoramento do aparato repressivo capitalista trará melhor sorte para elas.  A luta pela libertação da mulher da opressão do machismo capitalista pressupõe um combate sem tréguas a todas as ilusões no movimento das mulheres trabalhadoras no Estado burguês, suas leis e seu aparato repressivo, guardião da ordem social justificada pela ideologia burguesa e o machismo que dela faz parte. Toda saída para o problema da opressão feminina por dentro da democracia burguesa, como defendem o reformismo e o revisionismo do trotskismo, conduz à divisão do proletariado entre gêneros distintos, ao recrudescimento e ampliação do aparato repressivo estatal contra os trabalhadores. Em outras palavras, o feminismo burguês é contrarrevolucionário porque divide o proletariado, enfraquece sua luta e fortalece a repressão de seus inimigos de classe!

Neste 8 de Março lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra a direita e a Frente Popular! Convocamos o combate de classe ao governo Bolsonaro, a direita reacionária e fascistoide sem capitular a política venal e covarde da Frente Popular, cujo objetivo é amortecer a luta de classes para um terreno que a burguesia domina: o circo eleitoral! Nesse sentido, nas manifestações deste 8 de Março, nossa tarefa deve ter como eixo: Abaixo Bolsonaro! Construir a Greve Geral! Superar a política de colaboração de classes do PT e PSOL! Por uma alternativa de Poder Operário e Popular!

ASSINAM ESSE MANIFESTO:

HYRLANDA MOREIRA - MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA /CE

CIDA ALBUQUERQUE - OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES – FORTALEZA/CE

ANA DE FREITAS – OPOSIÇÃO SINDIÁGUA/CE

FRANCISCA DOS SANTOS – OPOSIÇÃO RURAL MADALENA/CE

FERNANDA TAVARES – OPOSIÇÃO ESTUDANTIL UFF/RJ

MARIA DAS GRAÇAS – OPOSIÇÃO SEPE/RJ

ISABEL TEIXEIRA - OPOSIÇÃO METALÚRGICA – GUARULHOS/SP

GRAÇA SOUZA - OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS/RN

CLÁUDIA LINS - OPOSIÇÃO DE LUTA NO CPERS – RGS

SILVIA ALBUQUERQUE – OPOSIÇÃO SINDSAÚDE/PE

ROSANE DE ALMEIDA – OPOSIÇÃO APLB/BA

TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL – TRS

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER (1921) V. I. Lênin


O resultado principal, fundamental, obtido pelo bolchevismo e pela Revolução de Outubro é haver atraído para a política justamente aqueles que eram mais oprimidos sob o capitalismo. Eram camadas que os capitalistas escravizavam, enganavam, roubavam, tanto no regime monárquico como nas repúblicas democrático-burguesas. Esse jugo, esse engodo, essa pilhagem do trabalho do povo, por parte dos capitalistas, era inevitável enquanto existisse a propriedade privada da terra, das fábricas, das usinas. A essência do bolchevismo, do poder soviético, consiste em que ao desmascarar a mentira e a hipocrisia do democratismo burguês, ao abolir a propriedade privada da terra, das fábricas e das usinas, concentra todo o poder do Estado nas mãos das massas trabalhadoras e exploradas. Essas massas tomam a política em suas mãos, isto é, a tarefa de construir uma nova sociedade. É uma tarefa difícil: as massas estavam escravizadas, sufocadas pelo capitalismo, mas não existe nem pode existir outro caminho para sair da escravidão do salário, da escravidão capitalista. Não é possível, porém, atrair as massas para a política se não se atraem as mulheres. No regime capitalista, de fato, a metade do gênero humano, constituída pelas mulheres, sofre dupla opressão. A operária e a camponesa são oprimidas pelo capital e, além do mais, mesmo nas repúblicas burguesas mais democráticas, persiste, em primeiro lugar, a desigualdade jurídica, porque a lei não lhes concede igualdade com os homens e, em segundo lugar — e essa é a questão essencial — elas sofrem a "escravidão doméstica", são "escravas domésticas", sufocadas pelo trabalho mais mesquinho, mais humilhante, mais duro, mais degradante, o trabalho da cozinha e da casa, que as relega ao âmbito estreito da própria casa e da própria família. A revolução bolchevista soviética, arranca as raízes da opressão e da desigualdade das mulheres muito mais profundamente do que o tenha ousado, até hoje, qualquer partido e qualquer revolução. Entre nós, na Rússia soviética, não restou nenhum vestígio da desigualdade jurídica entre homens e mulheres. O poder soviético aboliu por completo a desigualdade particularmente ignóbil, abjeta e hipócrita que caracterizava o direito matrimonial e de família, a desigualdade em relação aos filhos. Tudo isso é apenas o primeiro passo para a emancipação da mulher. Todavia, nenhuma das repúblicas burguesas, nem mesmo a mais democrática ousou dar esse primeiro passo. Não o ousou, tímida, detendo-se diante da "sagrada propriedade privada".


quinta-feira, 7 de março de 2019

MANGUEIRA CAMPEÃ, REPÚDIO A BOLSONARO NOS BLOCOS DE RUA: PARA ALÉM DOS PROTESTOS NO CARNAVAL... É HORA DE ORGANIZAR A GREVE GERAL E SUPERAR A PARALISIA IMPOSTA PELA BUROCRACIA SINDICAL!


Passado o Carnaval, marcado por protestos populares espontâneos contra o governo Bolsonaro e os desfiles politizados como os das Escolas de Samba Tuiutí e Mangueira, que acabou consagrada campeã do desfile do Sambódromo, é hora de organizar a Greve Geral. Para tanto é preciso superar a política de paralisia imposta pela burocracia sindical da CUT, controlada pelo PT. Vale registrar que a Mangueira foi fundada em dia 28 de abril de 1928 por Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, ou seja, homens do povo trabalhador, negros e pobres, Escola que nos brindou neste ano com o enredo campeão desmascarando a história oficial escrita pela burguesia. Ficou evidente durante a folia que parcelas cada vez mais amplas da população repudiam o governo de Bolsonaro e particularmente sua ultra-neoliberal reforma da previdência. A resposta do neofascista ao rechaço dos foliões foi postar um vídeo atacado o carnaval “libidinoso”, acenando claramente para seu eleitorado evangélico e conservador, que cresce a passos largos no lastro da onda reacionária que varre o país diante da desmoralização imposta pelas seguidas gestões da Frente Popular. O fato de enredos progressistas como da Mangueira e da Tuiutí tenham caído no gosto da pequena-burguesia “engajada” ou o grito “Bolsonaro vai tomar no cú!” ser ecoado por todo o país são apenas expressões do ódio popular crescente ao gerente de plantão da burguesia. Entretanto essa “puteza” justa é extremamente limitada e dissipa-se rapidamente se não for organizada imediatamente a resistência! Para que isso ocorra é preciso que a classe operária entre em cena, o que está na ordem do dia com o anuncio do fechamento da fábrica da Ford em São Bernando, berço do Lulismo e do PT. Em paralelo, o parlamento irá começar a votar na CCJ da Câmara dos Deputados a Reforma Neoliberal da Previdência, o que exige uma resposta imediata de todos os trabalhadores e particularmente das categorias mais organizadas (bancários, petroleiros, correios, trabalhadores dos trasportes, metalúrgicos) além dos movimentos MST e MTST. Desgraçadamente, a CUT e o PT levam a luta em “banho maria” visando apenas o desgaste eleitoral de Bolsonaro, "fritando" o fascista em vista de um futuro impeachment. Essa perspectiva é suicida para o movimento operário porque coloca para a burguesia uma saída imediata ainda mais dura diante de uma crise prematura do seu fantoche. Os trabalhadores devem organizar a resistência nas ruas e construir sua alternativa de poder operário por fora da institucionalidade burguesa e do calendário eleitoral da democracia dos ricos! Nesse sentido, é preciso um forte 8 de Março nas ruas, apostar nos atos do dia 22 em todo o país e exigir em assembleias de base a convocação da Greve Geral para o final de Março! Passou o carnaval, o país se politizou nas ruas, é hora de passar das palavras a ação!

quarta-feira, 6 de março de 2019

MESMO “ESCULACHANDO” PUBLICAMENTE O PT: CIRO GOMES QUER “EMPLACAR” UM NOME DO SEU GRUPO PARA PRESIDIR NACIONALMENTE O PARTIDO DE LULA 


O processo de renovação da direção nacional do Partido dos Trabalhadores está prevista para ser realizada no segundo semestre, desde sua fundação em 1980 o partido é controlado pela mesma tendência, a chamada “Articulação”, integrada por nomes históricos como Lula, Paulo Paim, José Dirceu e os mais novos Gleisi Hoffman, Haddad, Jaques Wagner etc..Na última eleição interna para a direção do PT, realizada com o método do voto direto de todos os filiados, a corrente política “Articulação” (que se apresenta atualmente com o nome de CNB, Construindo um Novo Brasil) indicou e elegeu a então senadora Gleisi contra o colega de bancada Lindiberg Farias, nome que unificou a esquerda partidária. Gleisi agora postula sua reeleição no PT, mas perdeu força no interior da “Articulação”, não conseguiu renovar sua cadeira no Senado pelo Paraná e sua pouca representatividade nacional preocupa as lideranças do partido. Os governadores petistas do Nordeste, em alta no partido e também membros da tendência “Articulação”, buscam indicar um nome para substituir Gleisi, um novo presidente que represente a região onde Haddad recebeu mais votos nas últimas eleições de 2018. Foi neste processo de “puxar o tapete” de Gleisi, mas sem romper é claro com a hegemonia lulista sobre o PT, que surgiu a ideia de lançar o deputado federal cearense José Guimarães, parlamentar ligado ao grupo Ferreira Gomes e por consequência também ao Governador Camilo Santana, liderança da estreita confiança política de Ciro e Cid, os chefes da reacionária oligarquia nordestina. O oligarca pedetista Ciro Gomes já controla com “mão de ferro” o PT do Ceará e agora sonha em voar mais alto, emplacar um nome muito próximo ao seu grupo para presidir o partido em nível nacional. Para os neófitos no jogo da política burguesa esta informação poderá parecer absurda, afinal o ex-candidato do PDT ao Palácio do Planalto não para de atacar o PT e o próprio Lula, que considera um “delinquente presidiário”, além de manter todas as aparências de que o governador do Ceará, Camilo Santana, é realmente um militante petista. Porém o nível de degeneração programática e material dos dirigentes do PT, permite que aceitem passivamente a existência de um verdadeiro “quisto” representante de uma oligarquia burguesa no interior do partido, mesmo ao custo da completa desmoralização política da imagem de Lula. Para os Ferreira Gomes interessa dominar o máximo de legendas partidárias de “aluguel” no sentido de pavimentar novamente a caminhada de Ciro ao Planalto em 2022. O suposto governo petista do Ceará já reúne uma base parlamentar de apoio que engloba desde o DEM até o PSOL, além de ter cedido o Secretário de Planejamento do estado, deputado Mauro Benevides (na foto com Ciro e José Guimarães) para assessorar a equipe do fascista Bolsonaro na aprovação da malfada reforma da previdência no Congresso Nacional. O atual candidato a presidente do PT, José Guimarães, foi um dos parlamentares petistas responsáveis por negociar com a “base aliada” do governo Dilma (PDT, PP, PTB, PSD, PR etc..) a rejeição do impeachment em 2016, o resultado final da negociação todos nós conhecemos bem...acabou no golpe parlamentar que empossou Temer. O deputado Guimarães que já conta com o apoio dos governadores petistas Rui, Fátima e Wellington, além obviamente de Camilo Santana, espera agora um aval político de Lula para presidir o PT. Resta saber se a maior liderança nacional da esquerda burguesa, preso político pela “República de Curitiba”, dará seu consentimento pessoal para legitimar mais esta manobra ardilosa da oligarquia Ferreira Gomes, “rifando” desta maneira a atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann.


terça-feira, 5 de março de 2019

HÁ 66 ANOS DA MORTE DE KOBA: OS GENUÍNOS TROTSKYSTAS NÃO EMBARCAM NA CAMPANHA IMPERIALISTA E SOCIAL DEMOCRATA PARA DENEGRIR STALIN, UM GRANDE APOLOGISTA DA COLABORAÇÃO DE CLASSES 


Há exatos 66 anos, no dia 05 de março de 1953, faleceu Josef Stalin. Ele ascendeu a Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética com a morte de Lênin, depois de derrotar e posteriormente eliminar os dirigentes bolcheviques que resistiram a sua ascensão política. Trotsky escreveu uma biografia política dedicada a Stálin analisando detalhadamente esse processo. Sua morte anunciada oficialmente na época como produto de um derrame cerebral fez parte, na verdade, de uma feroz luta interna no interior do PCUS, a partir da deflagração da própria sucessão de Stalin em função de sua precária saúde e idade relativamente avançada, 73 anos. Na manhã de 1º de março de 1953, depois de um jantar que durou a noite toda e ter visto um filme, Stalin chegou à sua casa em Kuntsevo, a 15 km a oeste do centro de Moscou com o Ministro do Interior, Lavrentiy Beria, e os futuros ministros Georgy Malenkov, Nikolai Bulganin e Nikita Khrushchev, retirando-se para o quarto para dormir. À tarde, Stalin não saiu do quarto. Embora os seus guardas estranhassem que ele não se levantasse à hora usual, tinham ordens estritas para não o perturbar e deixaram-no sozinho o dia inteiro. À cerca das 22 horas Peter Lozgachev, o Comandante de Kuntsevo, entrou no quarto e viu Stalin caído de costas no chão perto da cama, com o pijama e ensopado em urina. Assustado, Lozgachev perguntou a Stalin o que aconteceu, mas só obteve respostas ininteligíveis. Lozgachev usou o telefone do quarto para chamar oficiais, dizendo-lhes que Stalin tinha tido um ataque e pedia que mandassem doutores para a residência de Kuntsevo imediatamente. Beria foi informado e chegou algumas horas depois, mas os doutores só chegaram no início da manhã de 2 de março, mudando as roupas da cama e deitando-o. Nikita Khrushchev escreveu em suas memórias que, imediatamente após a morte de Stalin, Beria teria começado a “vomitar seu ódio (contra Stalin) e a zombá-lo”, e que quando Stalin demonstrou sinais de consciência, Beria teria se colocado de joelhos e beijado as mãos de Stalin. No entanto, assim que Stalin ficou novamente inconsciente, Beria imediatamente teria se levantado e cuspido com nojo. Os meses de janeiro e fevereiro daquele rigoroso inverno de 53 foram marcados por intensas movimentações nos bastidores do partido, culminando com o anúncio da descoberta do chamado “complô dos médicos” onde fora relatado que catedráticos da Universidade de Moscou seriam membros de uma organização de espionagem britânica empenhados em assassinar as mais altas lideranças soviéticas. Estava dada a senha para um novo processo de expurgos no Politburo, onde Stalin pretendia “depurar” a lista de seus mais prováveis sucessores. Mas, o temido Lavrentiy Beria, comissário do povo para assuntos internos, teria agido mais rápido e de forma “preventiva”. Beria, temendo a nova purga stalinista que certamente o atingiria, tratou de envenenar o “Guia Genial dos Povos” e, por ironia da história, com veneno para matar ratos, como ficou comprovado somente em 2003 por uma equipe de legistas e historiadores russos absolutamente isenta. Segundo o grande historiador Isaac Deutscher, a absurda preparação de mais um “julgamento espetáculo” por Stalin às vésperas de sua morte, correspondia a sua já deteriorada condição ideológica comunista (se mostrava cada vez mais simpático às ideias de Mussolini) e, por consequência, em mudanças no caráter do regime soviético. Como afirmou Trotsky, a burocracia atua como uma casta que defende “até a morte” seus próprios privilégios materiais (que só podem sobreviver sobre as bases sociais do Estado operário), e nada mais coerente que diante da ameaça de Stalin de solapar os fundamentos do Estado soviético os próprios stalinistas dessem cabo de seu “chefe”. A verdade é que o homem de aço (Koba), elogiado por Lenin pela sua determinação incorruptível, vivia seus piores momentos no início da década de 50, após quase ter levado a derrota da URSS na Segunda Guerra mundial com a assinatura do pacto de cooperação com a Alemanha nazista, mais conhecido como “Pacto Ribbentrop-Molotov”. Pressionado pelas potências imperialistas consideradas “amigas” após a assinatura dos acordos de cooperação e não agressão de Yalta (1945), na Crimeia às margens do Mar Negro, Stalin leva às últimas consequências sua política contrarrevolucionária de coexistência pacífica com a burguesia mundial, debilitando assim sua própria liderança no movimento comunista internacional. Revoluções no mundo capitalista ocidental são “afogadas” pela URSS (França, Itália e Grécia) em nome do respeito às “zonas de influência”, neste período surge até o conceito do “socialismo só em meio país”, como no Vietnã e Coreia. Na China, rompendo a orientação de Stalin em dissolver o Partido Comunista no movimento nacionalista burguês, se insurge Mao Tsé-Tung, assumindo assim a direção política de um novo viés da esquerda revolucionária, que anos depois se repetiria em Cuba. Passados sessenta e seis anos da morte de Stalin, com todos seus graves erros de estratégia e traições ao legado teórico leninista, desgraçadamente a vertente revisionista do Trotskismo (seguida de toda intelectualidade pequeno-burguesa) insiste em identificar o “fenômeno histórico” do Stalinismo como sendo sinônimo de “ausência de democracia” e “provocador de calúnias”. Com este binômio, que com certeza é um elemento acessório da praxis stalinista, os revisionistas tentam enquadrar os marxistas revolucionários que denunciam seu programa de colaboração política permanente com o imperialismo, este sim um legítimo tributo à continuação da estratégia stalinista da colaboração de classes e subordinação ao “grande amo do norte”.
SOB OFENSIVA REACIONÁRIA GOLPISTA NA VENEZUELA, COMPLETA-SE 6 ANOS DA MORTE DE HUGO CHÁVEZ: VÍTIMA DE UMA SÓRDIDA OPERAÇÃO ORQUESTRADA PELO IMPERIALISMO PARA ELIMINAR A MAIOR REPRESENTAÇÃO DO NACIONALISMO BURGUÊS NO CONTINENTE LATINO-AMERICANO


Exatamente na véspera das comemorações dos 6 anos anos da morte de Hugo Chávez, em 05 de março de 2013, o imperialismo organizou a volta do fantoche Juan Guaidó a Venezuela para continuar as provocações contra o governo Maduro. O regime chavista permitiu o retorno de Guaidó, que desembarcou livremente em Caracas após o fracasso da operação “Cavallo de Troya”. Essa conduta provoca a desmoralização do governo Maduro diante das massas e acaba abrindo espaço para a divisão interna das FFAA, possibilitando que o canalha seja a ponta de lança da extrema-direita para orquestrar novas mobilizações pela derrubada do herdeiro político de Chávez. A permissão da volta de Guaidó e de realizações de mobilizações na sua chegada em Caracas é uma prova evidente da impotência política completa do governo Maduro em enfrentar o imperialismo ianque, o mesmo que assassinou Chávez em 2013! O comandante bolivariano, representando maior do nacionalismo burguês no continente, foi eliminado previamente por uma operação arquitetada pela CIA, assim como Arafat, Jango, Torrijos, Roldós e outros líderes nacionalistas de esquerda inconvenientes aos interesses do imperialismo Ianque. Não temos a menor dúvida: tanto como Yasser Arafat, em 2004, o comandante Hugo Rafael Chavez Frias foi assassinado com o uso do que há de mais moderno e sofisticado da tecnologia criminosa desenvolvida na CIA e nas dezenas de agências satélites privadas que prestam serviço ao "democrático" governo norte-americano. O "descuidado" presidente bolivariano, de 58 anos, não foi o único líder latino-americano morto pela máquina mortífera norte-americana nos últimos anos: em dezembro de 1976, o ex-presidente brasileiro João Goulart foi assassinado na Argentina com a troca dos remédios que tomava para o coração, a operação foi batizada pela CIA como "Condor", em referência a ave latino-americana. Também Omar Torrijos, presidente do Panamá e militar como Chavez, foi assassinado num acidente aéreo forjado em 1981, conforme relato detalhado do ex-agente da CIA. Como Torrijos, a CIA usou o “acidente aéreo” para matar também o ex-presidente do Equador, Jaime Roldós Aguilera, no mesmo ano de 1981, por ter entrado em confronto com as petrolíferas norte-americanas.O assassinato de Arafat foi abafado e contou com a ajuda da tradição muçulmana, que não procede a autópsia de seus mortos. Mas a disposição de sua viúva Suha e uma criteriosa investigação da TV Al-Jazeera levaram à descoberta do assassinato e a um pedido formal da Autoridade Nacional Palestina para que um comitê patrocinado pela ONU proceda o desdobramento da investigação feita por médicos suíços, que já levou à exumação do corpo do líder palestino. Após nove meses, um trabalho meticuloso dos especialistas suíços e exame de roupas e objetos que Arafat usou nos dias que antecederam sua morte – roupa, escova de dente e até seu icônico kefiyeh que não tirava da cabeça – revelaram uma quantidade anormal de polonium, um elemento radioativo raro ao qual poucos países têm acesso. Apenas os do restrito clube atômico. Horas antes de anunciar oficialmente a morte do presidente Hugo Chavez, o então vice Nicolas Maduro falou pela primeira vez, em caráter oficial, das suspeitas de que o câncer que levou o caudilho nacionalista à morte tenha sido inoculado por armas químicas desenvolvidas nos EUA. A LBI esteve corajosamente a frente das denúncias políticas dos assassinatos de Arafat e Chavez pelo imperialismo, apesar das enormes divergências programáticas que separam o nacionalismo burguês do Marxismo Revolucionário.

segunda-feira, 4 de março de 2019

MULHER BOLSONARISTA AGREDIDA POR UM ADVOGADO FASCISTÓIDE: O FEMINISMO POLICLASSISTA NÃO SERVE PARA COMBATER O MACHISMO NA SOCIEDADE CAPITALISTA... LUTAR CONTRA A OPRESSÃO DA MULHER É UMA TAREFA REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES!


Quando vimos o rosto repleto de hematomas de Elaine Caparroz, de 55 anos, agredida pelo advogado Vinicius Batista Serra, de 27 anos, por quase quatro horas no apartamento dela, na Barra da Tijuca, após marcar um encontro amoroso via as redes sociais logo ficou evidente que existia por trás daquela violência brutal uma pessoa doente, ou melhor, pessoas doentes no plural. Não estamos falando de um surto psicótico como alegou o cínico agressor para simular inocência, mas da doença social que campeia a sociedade capitalista: a agressividade extrema das relações no interior da classe média idiotizada e reacionária. Vinicius, além de advogado, é lutador de jiu-jítsu, faixa marrom e participante de diversos campeonatos. Elaine, uma bolsonarista declarada, é mãe de Rayron Gracie, também lutador, filho do “famoso” Ryan Gracie, um dos iniciadores do chamado “Vale Tudo”, antecessor das brutais lutas de UFC. Coincidência? Claro que não! A agressão brutal certamente foi uma espécie de vingança doentia contra o clã Gracie que controla uma rede de academias “top” no Rio. Circula nas redes sociais que Vinícius havia disputado campeonatos com membros do clã Gracie, segundo relatos além de ter sido derrotado nos “ringues” foi humilhado após o confronto, como é de “praxe” nestas cloacas humanas. No mundo das academias de UFC e das lutas de MMA, onde reina a barbárie e a agressividade, tudo é possível, “vale tudo”, até crimes venais desta natureza, tramados com todos os requintes de crueldade, como foi o caso em questão, tanto que Vinícius deu o nome falso na portaria em uma evidente ação premedita. Registre-se que por oito meses ele não teve contato pessoal com Elaine, só pelas redes sociais, quando conseguiu marcar o encontro amoroso foi executar seu plano macabro... Os Marxistas repudiam publicamente o agressor covarde fascistoide mas sem cair no apoio ao feminismo burguês de “mercado” que encobre as relações capitalistas mercenárias e vazias que geram crimes desta natureza bárbara, nesse brutal “vale tudo” que contagia cada vez mais as relações no interior da reacionária classe média de nosso país.

domingo, 3 de março de 2019

PROFESSORAS DA OPOSIÇÃO DE LUTA/TRS CONVOCAM PARA O DIA DE LUTA DA MULHER TRABALHADORA, DEFENDENDO A LUTA DE CLASSES CONTRA O FEMINISMO BURGUÊS E POLICLASSISTA DA ESQUERDA REFORMISTA


No próximo dia 8 de Março estaremos nas ruas em luta pelos direitos e conquistas da mulher trabalhadora e contra os ataques do governo Bolsonaro. Nós mulheres, professoras da Oposição de Luta filiada a TRS convocamos todos os trabalhadores a fazer desta data uma demonstração de combate a reforma neoliberal que será votada no parlamento. Para vencer precisamos imediatamente organizar a Greve Geral na base das categorias, nos locais de trabalho, nas fábricas, escolas e universidades, unindo os explorados da cidade e do campo para derrotar a investida da patronal e do grande capital. Para alcançar esse objetivo, no dia internacional da mulher trabalhadora nos opomos ao feminismo burguês e policlassista da esquerda reformista. Devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe. A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo, esmagando a burguesia. Toda saída para o problema da opressão feminina por dentro da democracia burguesa, como defendem o reformismo (PT, PCdoB e PSOL) e o revisionismo do trotskismo (PSTU), conduz à divisão do proletariado entre gêneros distintos, ao recrudescimento e ampliação do aparato repressivo estatal contra os trabalhadores. Em outras palavras, o feminismo burguês é contrarrevolucionário porque divide o proletariado, enfraquece sua luta e fortalece a repressão de seus inimigos de classe. Essse é o chamado que fazemos como eixo de luta para esse 8 de Março! 

sábado, 2 de março de 2019

NÃO BASTA REFUTAR NAS REDES AS IGNOMÍNIAS DOS BOLSONARISTAS SOBRE A MORTE DE ARTHUR: FRENTE POPULAR DE COLABORAÇÃO DE CLASSES NÃO CONVOCA MOBILIZAÇÃO ALGUMA PARA RESGATAR LULA DOS FACÍNORAS DA “REPÚBLICA DE CURITIBA”


O PT lamentou, com toda razão, o ataque que Lula e sua família foram alvo nas redes sociais por parte dos Bolsonaristas diante da morte do pequeno Arthur. As ignomínias desses canalhas fascistas como Eduardo Bolsonaro e Joyce Hasselmann merecem ser combatidas ativamente por parte da vanguarda classista. Ataques vís dessa natureza devem ser denunciados mas não apenas no campo de retórica, essa escória humana que se perfila na extrema direita precisa ser enfrentada concretamente! Entretanto combater essas bestas reacionárias na internet não basta, é uma “resposta” extremamente limitada e inócua. O que presenciamos diante da ida de Lula ao velório de seu neto foi a completa covardia da Frente Popular, que optou por ordem do próprio Lula não “politizar” a cerimônia. O PT e a CUT não convocaram uma grande mobilização de massas para resgatar Lula das garras dos facínoras da “República de Curitiba”. Ao contrário, as lideranças do PT e seus simpatizantes elogiaram a “justiça” do Paraná em liberar Lula para ir ao velório, enquanto a PM e PF armaram um mega-esquema de segurança, recorrendo até a força especial com a insígnia da Swat (EUA), diante da possibilidade dos trabalhadores impedirem a volta de Lula para a prisão. O que presenciamos foi o desdobramento concreto da política da Frente Popular de respeitar as instituições do regime burguês, de sabotar a resistência das massas frente a ofensiva policial golpista. Estava colocada uma ação direta das massas para romper o cerco policial e libertar Lula, mas para operar essa luta era necessária uma direção politica capaz de organizar essta tarefa. Desgraçamente, o “Lula Livre” do PT não passa de uma palavra de ordem oca, demagógica, voltada apenas para cabalar voto e simpatia dos seus eleitores, não está fincada na luta concreta para romper com a legalidade burguesa. A LBI fez esse chamado público ontem, lançou uma palavra de ordem para a ação (“Não deixemos que Lula volte ao cárcere! Mobilizar as massas para romper com a institucionalidade golpista"), mas a Frente Popular (PT, CUT, MST) fez “ouvidos moucos” preferindo fazer lamentações nas redes sociais e não organizar nas ruas de São Bernardo, berço do Lulismo e em todo o país, a luta pela liberdade de Lula!



sexta-feira, 1 de março de 2019

DO VELÓRIO DO PEQUENO ARTHUR PARA A RESISTÊNCIA NAS RUAS: NÃO DEIXEMOS QUE LULA VOLTE AO CÁRCERE DA "REPÚBLICA DE CURITIBA"! MOBILIZAR AS MASSAS PARA ROMPER COM A INSTITUCIONALIDADE GOLPISTA!