domingo, 21 de junho de 2020

TRUMP FRACASSA NA LARGADA: IMPERIALISMO IANQUE NÃO RENOVARÁ GERÊNCIA DO DESASTRADO REACIONÁRIO


A tentativa do presidente Trump em dar um grande impulso na largada de sua campanha à reeleição, fracassou completamente. Depois dos EUA vivenciar uma onda de gigantescos protestos contra o racismo e a violência policial do Estado, em meio à crise sanitária da pandemia e a derrocada da economia com um desemprego em massa, o primeiro comício na cidade de Tulsa acabou em um tremendo fiasco, com uma presença muito aquém do que a campanha vinha apregoando, cerca de 100 mil pessoas que não chegaram a 20 mil, Na impossibilidade de ocultar as arquibancadas superiores vazias e os clarões na platéia diante do púlpito, Trump buscou animar seus seguidores fascistas, repetindo que era o “presidente da lei e da ordem”, condenando a derrubada de estátuas confederadas e os ‘esquerdistas radicais’, chamando de “vírus chinês” ao coronavírus e convocando a derrotar o sonolento Joe Biden em novembro. A menção racista ao “vírus chinês” foi entusiasticamente acolhida pela plateia do comício, onde não faltavam bonés “MAGA” (Make America Great Again, Faça a America Grande de Novo), e cartazes de ‘Defenda a polícia’. Por falta absoluta de público, também foram cancelados a apresentação de Trump na área externa e outro evento que seria encabeçado pelo vice, Mike Pence. O porta-voz da campanha de Trump, Tim Murtaugh, culpou os “manifestantes radicais” e o “ataque implacável da mídia”, que “tentaram assustar os partidários do presidente” com seus avisos sobre o risco pandêmico. Nada mais revelador do pensamento da grande burguesia ianque, como as posições do jornal New York Times:”O discurso de quase duas horas foi desconexo. Onde Trump se superou foi quando apresentou como ‘solução’ para o escândalo dos EUA serem recordistas mundiais absolutos de doentes de Covid-19 nada menos que a redução da testagem”. Também não passou despercebido o caráter de provocação da decisão de realizar a atividade da campanha em Tulsa, cidade onde houve o maior massacre de negros na história norte-americana, e justo no dia em que se comemora o fim da escravidão nos EUA, o 19 de junho, logo depois das mais amplas manifestações antirracistas e contra a brutalidade e impunidade policial em cinquenta anos. O local do comício, o BOK Center, fica a 1,6 quilômetros do local do massacre de 1921, em que 300 negros foram mortos por uma turba racista, 1200 casas queimadas, 10 mil desabrigados. Uma semana antes do comício, Trump recuou e adiou para o dia seguinte,20 de junho. Com os Estados Unidos, com cerca de 120 mil mortos, já tendo superado o total de norte-americanos mortos na I Guerra Mundial, Trump conseguiu a cínica façanha de declarar ter feito “um trabalho fenomenal” contra o coronavírus: “Salvei centenas de milhares de vidas”. Para as grandes corporações financeiras dos EUA Trump é uma ameaça à estabilidade do regime imperialista, por isso apoiam abertamente a candidatura do Partido Democrata, e até mesmo o alto comando do Pentágono já abandonou o reacionário presidente. Como as eleições nos EUA são indiretas, pela via de um Colégio Eleitoral composto por delegados dos estados, as chances de reeleição de Trump são praticamente nulas, refletindo a grave crise econômica, política e sanitária na qual o imperialismo ianque está imerso.
SAUDAMOS A ESTÁTUA DE LENIN INAUGURADA NA ALEMANHA E... DENUNCIAMOS O PAPEL DOS REVISIONISTAS DO TROTSKISMO QUE APOIARAM A “REVOLUÇÃO MADE IN USA” NA URSS E NO LESTE EUROPEU QUE DERRUBOU OS MONUMENTOS AO LENDÁRIO DIRIGENTE BOLCHEVIQUE


Enquanto se derrubam estátuas de representantes da escravidão colonial no mundo em meio o movimento anti-racismo Black Lives Matter, ganhou amplo destaque que um monumento homenageando Lenin foi inaugurado nesse sábado, 20.06, na Alemanha. O ato politico ocorreu na cidade de Gelsenkirchen, oeste do país. A estátua de 2,15 metros de altura, foi originalmente feita na República Tcheca, em 1957. Cerca de 800 pessoas compareceram à inauguração da estátua de metal na cidade situada na região do Ruhr, local onde flutuam as bandeiras vermelhas. Saudamos a iniciativa em homenagem ao lendário dirigente Bolchevique e aproveitamos a oportunidade para polemizar com os pseudo trotskistas que apoiaram a derrubada das estátuas de Lenin na URSS e no Leste Europeu durante a contrarrevolução dos anos 1989-1991, saudada por esses grupos como verdadeiras “revoluções políticas”. Se de uma maneira simbólica a derrubada das estátuas de escravocatas simboliza rejeitar as memórias da Europa colonial civilizada que amputou as mãos dos negros no Congo para não desperdiçar balas, que costumavam matar populações inteiras na Índia, que caçavam escravos na África e depois os esmagavam trabalhando na América, os monumentos a Lenin simbolizam o apoio a luta pelo comunismo no mundo! Reproduzimos abaixo o artigo histórico publicado em dezembro de 2013 no BLOG da LBI polemizando com os correntes revisionistas do trotskismo (LIT, UIT, PO, PCO...) que saudaram a derrubada das estátuas de Lenin tanto na época da restauração capitalista como em 2014 na Ucrânia.


DERRUBADA DAS ESTÁTUAS DE LENIN NA UCRÂNIA: UMA REEDIÇÃO NO SÉCULO XXI DA “REVOLUÇÃO POLÍTICA” SAUDADA PELOS REVISIONISTAS NA QUEDA DA URSS E DO MURO DE BERLIM?
(BLOG da LBI, 11 de dezembro de 2013)

sábado, 20 de junho de 2020

“A ERA DO DÓLAR ESTÁ NO FIM”: QUEM AFIRMA É O INSUSPEITO “MORGAN STANLEY”


“A era do dólar está chegando ao fim,” de acordo com a declaração de Stephen Roach, pesquisador da Universidade de Yale e ex-presidente do Morgan Stanley para a Ásia. Morgan Stanley é uma empresa global de serviços financeiros sediada nos EUA que opera em 42 países. Em 2009, o Morgan Stanley fez uma joint-venture com o Citigroup, formando o Morgan Stanley Smith Barney, nada menos que o maior banco de investimentos do mundo. O ex-CEO do Morgan Roach prevê uma queda adicional de 35% na moeda ianque da maior economia do mundo, contra seus principais rivais (EURO) citando um aumento no déficit nacional dos EUA e uma queda acentuada na economia real. O economista foi entrevistado na última segunda-feira (15/06) no programa "Trading Nation" da CNN e reiterou suas previsões em um editorial que ele escreveu para a agência de risco Bloomberg.”O dólar deixará de ser a principal moeda de reserva internacional e seu colapso não é uma conseqüência da pandemia ou do confinamento” afirmou Roach. A economia capitalista dos Estados Unidos já estava em declínio muito antes da pandemia, com uma acentuada crise de superprodução. O processo de quebra do imperialismo começou há mais de uma década, com a ascensão industrial da China e a retirada dos investimentos nos Estados Unidos de seus parceiros comerciais tradicionais, e até mesmo das grandes corporações ianques, que passaram a produzir no gigante asiático. A moeda da China, o Yuan, está se tornando cada vez mais atraente para os investidores, à medida que o regime de Pequim passa por uma fase de reformas estruturais que podem mudar a economia industrial da China para uma economia mais orientada a um perfil de serviços e de crescimento do consumo interno. A posição do Dólar, o índice de variação cambial enfraqueceu-se nos últimos 30 dias, com uma queda de 3,9%, sofrendo uma forte queda no ano de 2,5%. O índice mede o dólar em relação a uma cesta de seis moedas rivais, incluindo o Euro, a Libra esterlina e o Iene japonês. Embora um dólar mais fraco possa beneficiar as exportações dos EUA no curto prazo, seria mais muito problemático no longo prazo, em função do seu lastro internacional.Um Dólar mais fraco afeta os ativos e o mercado de ações, incluindo os índices Dow Jones e S&P 500, pois a maior parte da dívida é denominada em Dólar. Além disso, a maioria dos financiamentos externos e do comércio internacional é denominada em Dólar. Adicionado a essa perspectiva sombria está o déficit orçamentário dos Estados Unidos, que vem sendo desencadeado há décadas e sendo sustentado pelas reservas internacionais depositadas justamente no FED. Se o imperialismo ianque perde este recurso ímpar, ou seja de ser o “cofre do planeta”, onde todos os países do mundo depositam suas reservas cambiais, o fim da hegemonia global será apenas uma questão de pouco tempo...
EDITORIAL DE “O GLOBO” REAFIRMA QUE BURGUESIA DESEJA APENAS ENQUADRAR E NÃO TIRAR AGORA BOLSONARO DO PLANALTO: A VERDADEIRA RAZÃO PORQUE O BONAPARTISMO JUDICIÁRIO “EMPAREDOU” O NEOFASCISTA


O Editorial de hoje (20.06) de “O Globo” intitulado “Bolsonaro deve se preocupar com o trabalho” afirma que “O enquadramento do bolsonarismo às leis deveria levar o presidente a tratar dos problemas efetivos do país”. O jornal deixa claro que após o cerco judicial ao clã, a Famiglia Marinho aponta que o projeto do grosso da burguesia nativa é enquadrar para seguir a agenda neoliberal  (como afirmou por diversas vezes anteriormente o BLOG da LBI) e não derrubar Bolsonaro, contrapondo-se a tese alardeada agora pela esquerda reformista que Bolsonaro está prestes a cair com os escândalos envolvendo sua familícia após a prisão de Fabrício Queiroz. O significado das operaçãoes policias em curso representa os limites políticos que a burguesia nacional quer impor a Bolsonaro no marco da solidificação do regime do Bonapartismo judiciário iniciado com o golpe parlamentar sofrido pelo governo petista de Dilma Rousseff em 2016 no lastro da Operação Lava Jato. Tanto que o Editorial declara que Bolsonaro deve agora dedicar-se ao trabalho e não mais priorizar o seu “projeto autoritário”, ou seja, o Bonapartismo Judiciário concentrado agora no STF e não mas na anômala “República de Curitiba” ganhou força como árbitro do real poder burguês. A classe dominante não pretende derrubar Bolsonaro neste momento, ainda mais em meio a pandemia, sem ter o desfecho das eleições nos EUA e não tendo estreitado os vínculos políticos e materiais suficientes com a Alta-cúpula militar. Quer apenas enquadrá-lo como deixa claro “O Globo” onde se lê: “Bolsonaro, família e seguidores vinham num crescendo de ameaças até que o Judiciário, que opera em outro ritmo, fez movimentos que começaram a fixar limites a devaneios políticos autoritários. Mandados de busca e apreensão determinados pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo, no inquérito das manifestações antidemocráticas, alcançaram 11 parlamentares bolsonaristas e alguns empresários ligados ao grupo. Funcionaram como uma advertência a quem considera estar fora do alcance da lei porque Jair Bolsonaro se encontra no Planalto e mora no Alvorada”. Os Marinho vão além: “Um outro inquérito, também com Moraes à frente, sobre a produção de fake news e ataques ao Supremo e a seus juízes, teve a sua constitucionalidade referendada pela Corte, ao mesmo tempo em que o habeas corpus impetrado pelo próprio ministro da Justiça, André Mendonça, um ineditismo, para a retirada do ainda ministro da Educação, Abraham Weintraub, deste caso, não foi aceito”. Conclui em êxtase o porta voz da Famiglia após também citar as prisões de Sara Geromini e Fabrício Queiroz que “Bolsonaro se recolheu, e a intensidade de suas redes sociais caiu. Agora, o presidente deveria tratar de governar, arregaçar as mangas e dar expedientes no Planalto para acompanhar o seu governo. Ele demonstra não se dedicar como deveria à agenda real do Brasil. Se esta agenda de trabalho existe, ela precisa ser divulgada. Daria pelo menos alguma satisfação à população, que, em sua grande maioria, espera que o presidente tenha sido eleito, mesmo que não haja votado nele, para tentar resolver problemas dela, não com o objetivo de executar um projeto delirante de poder.” Como alertou o BLOG da LBI, diante da nova ofensiva do STF e agora da operação que prendeu Queiroz via a justiça do Rio de Janeiro, Bolsonaro como sempre, vendo-se acuado pode até ameaçar com um auto-golpe para logo depois recuar. Neste processo de ilusões e pantomima, o Alto Comando Militar avança no seu controle do regime bonapartista, preparando o descarte de Bolsonaro na hora certa, e não pelos “caprichos” das hordas fascistas. Os reformistas passarão do “êxtase à depressão” na medida em que se apoiam exclusivamente nas instituições golpistas, mantendo o movimento operário atado a sua política de colaboração de classes. Só que o ritmo e a dinâmica do Alto Comando das FFAA não segue necessariamente o compasso da esquerda reformista. Lembramos que a “besta fera” do Bonapartismo judiciário está em conluio permanente com militares e rentistas neoliberais para promoverem a liquidação do patrimônio nacional e a supressão das conquistas históricas do proletariado brasileiro. Como nos definiu brilhantemente o velho Marx, o Bonapartismo emerge no impasse das classes dominantes, uma espécie de empate na correlação de forças sociais, catapultando um poder “acima” da disputa entre as frações burguesas. Em nosso caso concreto o Bonapartismo judiciário tem a “missão” de eliminar todas as barreiras legais para a penetração do capital internacional nos negócios e obras públicas do Estado Nacional, serão eliminadas todas as reservas de mercado para a atuação das transnacionais no país. Trotsky ao analisar a realidade russa e de outros exemplos históricos nos deixa importantes lições para a intervenção atual na luta de classes. Por essa razão, apontamos mais uma vez que somente a ação direta e ativa das massas poderá encestar a derrubada cabal deste governo neofascista em seu conjunto, instaurando um novo regime político socialista emanado do poder revolucionário da classe operária, caso contrário o “Fora Bolsonaro” poderá desembocar em algo ainda mais reacionário e entreguista do que a gerência atual. Os Marxistas Leninistas que combatem pela derrubada do governo neofascista, apontam claramente a arapuca da estratégia eleitoral, alertando ao movimento operário e popular que somente os métodos mais radicalizados da ação direta das massas e sem expectativa neste congresso golpista podem colocar abaixo Bolsonaro e toda a estrutura do regime vigente.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

UM MILHÃO DE CONTAMINADOS E 50 MIL MORTOS: UMA RESPONSABILIDADE CRIMINOSA COMPARTILHADA ENTRE OMS, BOLSONARO E GOVERNOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DA BURGUESIA!


O Ministério (Militar) da Saúde registrou 54.771 novos casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, o número oficial de pessoas contaminadas pela COVID-19 no país chegou a 1.032.913, enquanto as mortes somam cerca de 50.000. Ainda de acordo com a atualização da contagem realizada pelo governo Neofascista de Bolsonaro, o país teve nesta sexta feira(19/06)mais 1.206 mortes. É o quarto dia seguido em que óbitos ficam acima de 1.200. A responsabilidade criminosa destes recordes de doentes e mortos, recai em primeiro plano por nosso sistema de saúde pública, sucateado e sem verbas para fazer frente a uma pandemia desta dimensão. Se o SUS universal é uma conquista do povo, também é um fato que encontra-se sem condições mínimas de atender às necessidades básicas sanitárias e médicas da nossa população pobre, isto muito antes de qualquer pandemia, as UTI’s já estavam lotadas e sem leitos suficientes, faltando medicamentos e profissionais de saúde bem remunerados para fazer frente a uma demanda de cerca de 200 milhões de habitantes. A pandemia do coronavírus apenas agravou tragicamente este quadro caótico da saúde pública, sem verbas estatais suficientes para praticar uma medicina digna para quem dela necessitava. Os hospitais de campanha montados às pressas, todos com trabalhadores terceirizados e sem equipamentos e medicamentos, obviamente não foram capazes de evitar a tragédia que se abateu no país. Neste ponto, onde é omitido o papel cúmplice da OMS, que não se dedicava em nenhum país do mundo a exigir hospitais e atendimento clínico universal para todos os acometidos de COVID, e muito menos em apresentar um protocolo científico de tratamento da doença. A única “gritaria” da OMS foi exigir que governos comprassem milhões e milhões testes ineficazes, além de orientar o confinamento geral da população, baseada em planilhas estatísticas, que sequer continham qualquer informação científica sobre o comportamento do novo patógeno. Apenas projeções estatísticas contra qualquer esforço científico em buscar um tratamento para a doença, já que uma vacina não é algo que possa se obter em curto prazo. A OMS com o claro objetivo de prolongar o confinamento planetário, passou a demonizar qualquer tentativa científica para obter medicamentos contra o vírus, primeiro indicava que o doente morresse isolado em casa por que não havia tratamento lcomprovado”, e quando muito apontava que a única medicação possível seria o “entubamento”, promovendo a venda de milhões de respiradores mecânicos superfaturados. No mundo real da medicina, longe das planilhas da OMS, os médicos honestos tratavam de encontrar uma alternativas a falta da vacina, foram buscar na cloroquina, antibióticos e corticoides uma forma de minorar e deter a evolução da Covid no organismo dos pacientes, já que a OMS só entendia de planilhas, números e estatísticas, deveria ter mudado o nome para OME, Organização Mundial de Estatística...No Brasil, com um SUS muito debilitado e com uma enorme população sem saneamento, alimentação e atendimento básico preventivo e clínico, o Covid encontrou um campo aberto. O governo neofascista aproveitando-se da inoperância de uma OMS que só “gritava: fique em casa”, passou simplesmente a “gritar: vá para a rua”, e neste embate de criminoso o povo brasileiro pagou com sua própria vida!
COMPANHEIRO HENRIQUE PARENTE: PRESENTE NA MEMÓRIA DAS LUTAS DO POVO BRASILEIRO!


É com muita tristeza que recebemos hoje no final da tarde (19/06) a notícia do falecimento do companheiro Henrique Parente. Henrique fez parte de uma das melhores gerações de ativistas políticos, formada na luta do final dos anos 70 e início dos 80, quando o regime militar dava os primeiros sinais de fraqueza, com a irrupção do movimento operário grevista no ABC paulista, logo veio a conquista da Anistia com a volta dos exilados e a formação do PT. Neste período Henrique cursava Arquitetura na Universidade Federal do Ceará, e quando estourou a campanha das “Diretas Já!” em 84, Parente já era um arquiteto muito respeitado no meio profissional, funcionário público da Prefeitura de Fortaleza. De lá para cá, Henrique sempre esteve presente em todas as campanhas democráticas do povo brasileiro, com destaque no firme engajamento contra o golpe institucional desferido em 2016 contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Henrique foi um vigoroso opositor da ofensiva neofascista de Bolsonaro no país, sempre colaborando com a esquerda socialista em suas campanhas políticas por uma sociedade sem opressão e exploração capitalista. Não era um militante comunista, porém parafraseando Trotsky, diria que se todos os democratas tivessem o calibre de Henrique, nós Bolcheviques seríamos também “democratas” como ele. Enviamos nossas mais sentidas condolências à sua fiel companheira Aracelia e filhos, além das centenas de amigos sinceros, deixados por Henrique ao longo do seu legado de sensibilidade e coragem política. Henrique Parente estava engajado no último período na luta contra o governo do neofascista Bolsonaro. Por várias vezes discutimos com ele a melhor tática política de combater a ofensiva reacionária em curso no Brasil. Ele inclusive fez questão de participar das atividades em homenagem aos 50 anos da morte do herói Carlos Marighella, impulsionadas pela LBI ano passado. Nosso querido e gentil companheiro Henrique Parente estará sempre presente nas memórias da luta do povo brasileiro!  
DEPOIS DE MADURO: AGORA A CASA BRANCA “PÕE UM PREÇO” PARA AS CABEÇAS DOS ATUAIS DIRIGENTES DAS FARC


O Departamento de Estado anunciou uma recompensa em troca de qualquer informação que leve à prisão e condenação de Iván Márquez e Jesús Santrich. O dirigente das FARC tinha um preço de cinco milhões de Dólares, que foi aumentado do dia 17/06 para dez milhões. No final do acordo de “paz” de 2016 entre o governo de Bogotá e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC),13.000 ex-combatentes foram desarmados e os renegados transformados em partido político, que teve fraco desempenho eleitoral no último pleito. 
“CONSPIRANÓICOS” OU GUERRA HÍBRIDA: A ASSUSTADORA HISTÓRIA DO LABORATÓRIO DE FORT DETRICK (USA)
*Por Ceng Jing 


Desde que o governo Trump declarou emergência nacional em meados de março, devido à rápida disseminação da COVID-19, a tarefa de desenvolver uma vacina recaiu sobre o principal laboratório de pesquisa de vírus do Exército dos EUA em Fort Detrick, localizado num subúrbio em Maryland, a 80 km de Washington (DC). Nas últimas décadas, pesquisas de ponta sobre uma ampla gama de vírus e bactérias foram realizadas dentro do complexo. Suas instalações de ponta também armazenam algumas das toxinas mais perigosas conhecidas pela humanidade, incluindo Ebola, antraz e o coronavírus SARS. A obscura base militar ficou sob os holofotes em 2008, depois que um de seus cientistas foi suspeito de ter cometido o ataque de antraz em 2001, quando várias cartas contendo a bactéria mortal foram enviadas para escritórios da imprensa e do governo norte-americano (George Bush). No ano passado, um dos laboratórios de alta segurança mais importantes do campus foi fechado pelas autoridades de saúde devido a violações de segurança. Apesar de alguns incidentes aqui e ali, Fort Detrick parece um laboratório comum para a ciência médica moderna. Voltando um pouco na história, no entanto, um período genuinamente macabro começa a emergir.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

OFENSIVA DA BURGUESIA CONTRA BOLSONARO: WEINTRAUB CAIU SOB PRESSÃO DO STF E NA MIRA FISIOLÓGICA DO CENTRÃO


O ministro da Educação do governo neofascista Bolsonaro, o “olavista” Abraham Weintraub, anunciou, na tarde desta quinta-feira (18/06) que está deixando o cargo. Weintraub representava a chamada “ala ideológica” do governo, e sua saída foi considerada um recuo dos “ortodoxos” diante da ofensiva do STF. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Weintraub, ao lado de Jair Bolsonaro, anunciou que “sim, eu estou saindo do MEC. Eu vou começar a transição agora e nos próximos dias eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo”. Neste vídeo, Weintraub diz que não discutirá os motivos que levaram a sua saída, mas que recebeu um convite para ser diretor de um banco. “Já fui diretor de um banco no passado. Volto ao mesmo cargo, porém em um banco mundial”. A situação de Weintraub no Ministério da Educação se tornou insustentável, do ponto de vista das próprias instituições golpistas, após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Nesta reunião o discípulo de Olavo de Carvalho diz que “eu por mim botava todos esses vagabundos na cadeia. Começando pelo STF”. A saída do olavista começou a ser defendida até mesmo por apoiadores de Jair Bolsonaro. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB), representando o Centrão afirmou que “sim, o demitiria”. Durante todo o período em que esteve no ME Weintraub “elegeu” a Educação Pública como sua inimiga, atacando as universidades federais que, segundo ele estaria “infestadas de esquerdistas”. Em abril do ano passado, ele anunciou o corte de ao menos 30% da verba de custeio das universidades federais dizendo que nelas havia “muita balbúrdia” e grandes plantações de maconha. Recentemente, o bolsonarista acusou a China de ter criado o coronavírus para que afetar outros países e aumentar seu poder econômico. Os ataques racistas ao povo chinês causaram outro inquérito contra o ministro, desta vez por racismo. Weintraub e toda a corja terraplanista de extrema-direita é o ícone do que há de mais reacionário na política burguesa, porém não podemos deixar de pontuar que a ofensiva do STF contra o governo neofascista, não faz parte de um combate independente da classe operária e do movimento de massas. Não se pode omitir que o STF foi quem diretamente garantiu o golpe institucional em 2016 e que abriu o caminho para o atual regime bonapartista, cujo próprio bolsonarismo é a expressão mais concentrada. O proletariado e seus aliados históricos devem iniciar sua própria ofensiva política para derrubar este governo neofascista, contando somente com suas próprias forças sociais, pautada por um programa revolucionário. A luta intestinal e fratricida no campo da burguesia, entre os próprios setores da classe dominante, só poderá ser de utilidade política para a classe operária, se mobiliza as massas com um projeto de poder, muito distinto da pressão de lobby parlamentar defendida pela Frente Popular.
QUEIROZ PRESO EM CHÁCARA DO ADVOGADO DE BOLSONARO E FLÁVIO: DÓRIA E WITZEL VÃO PARA OFENSIVA CONTRA O CLÃ PALACIANO DEPOIS QUE O STF “EMPAREDOU” O PRESIDENTE... 


O ex-assessor de Jair e Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em uma operação conjunta das Polícias Civis de São Paulo e do Rio de Janeiro em uma chácara em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel pertence a Frederick Wassef, advogado do filho do presidente. Os mandados de busca e apreensão e de prisão contra Queiroz foram expedidos pela justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A prisão foi feita numa operação das polícias civis dos dois estados e do Ministério Público de São PauloQueiroz era mantido pelo clã Bolsonaro em esquema mafioso de proteção no imóvel, pois já se imaginava que ele poderia ser preso. O ex-assessor foi preso a mando do Ministério Público do Rio de Janeiro no inquérito relacionado ao esquema de “rachadinha” que operava no gabinete do então deputado estadual – e hoje senador – Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão de forma “atípica” em sua conta bancária enquanto atuava como assessor do filho do presidente. As investigações apontam que assessores de Flávio sacavam parte de seus salários e repassavam para Queiroz. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro também cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma casa que pertence a Jair Bolsonaro em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Bolsonaro usou o imóvel como como um dos comitês de campanha eleitoral. Lembremos que antes, o Ministério Público (MP) do estado do Rio de Janeiro, também sob orientação direta do criminoso governador Wilson Witzel, deu prosseguimento às investigações do esquema de lavagem de dinheiro do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente neofascista. Alertamos que por mais exposto que esteja o “mar de lama” deste governo em conflito com seus ex-aliados, Dória e o moribundo Witzel, sem a mobilização de massas, ganhando as ruas e fábricas, a margem de manobra e recomposição política de Bolsonaro é que vem prevalecendo na conjuntura, principalmente com o recrudescimento da ofensiva neoliberal contra as conquistas históricas do proletariado brasileiro me meio a Pandemia. Enquanto a crise do regime vigente estiver limitada as disputas intermilicianas, ou mesmo no seio das alas da burguesia nacional, a classe operária vai continuar amargando profundas derrotas. É urgente apresentar aos trabalhadores e o povo oprimido deste país um novo projeto de poder revolucionário, que passe ao largo do cretinismo eleitoral da esquerda reformista. O movimento de massas deve organizar uma ampla mobilização unitária de resistência aos ataques do governo neofascista, com o norte político apontado na preparação de uma Greve Geral contra a supressão dos nossos direitos sociais e garantias democrática, sem depositar nenhuma confiança na justiça burguesa. Como Marxistas Revolucionários temos uma certeza inquebrantável: sabemos do caráter de classe da justiça burguesa. Por isso declaramos: nenhuma ilusão nas instituições do regime político, no parlamento e no judiciário, lutemos por construir uma alternativa de poder operário e popular baseado na democracia operária dos trabalhadores em luta contra o neofascista Bolsonaro!
GUERRA HÍBRIDA TAMBÉM CONTRA PUTIN: CIA PREPARA UMA “REVOLUÇÃO” NA BIELORRUSSIA


A CIA e sua equipe de satélites estão preparando uma "revolução" na Bielorrússia que será chamada de levante das "pantufas" porque as “revoluções das cores” já acabaram. A operação, parte da guerra híbrida travada pela Casa Branca contra o governo Putin, foi descrita pelo periódico The Guardian , embora mais tarde tenha retificado e alterado a manchete ("SlipperRevolution").Mas esse rótulo original não poderia ser obra do jornal britânico, mas da própria CIA. Em 6 de junho, foi assim que apareceu na Radio Free Europe/Radio Liberty.  Então o governo dos Estados Unidos e o Conselho do Atlântico, isto é, a OTAN, mencionaram os chinelos novamente em um artigo sobre a Bielorrússia. O Center for European Policy Analysis, outro apêndice de Washington, evitou o uso do termo “pantufas”, mas não a necessidade de desestabilizar a Bielorrússia.É evidente que o imperialismo ianque está preparando um golpe para bater às portas da Rússia, aproveitando a debilitada economia do país que sofre com a abrupta queda nos preços do petróleo e gás natural. A Rússia possui uma indústria bélica altamente desenvolvida, além da exportação principalmente de máquinas pesadas.  Grande parte da economia permanece de propriedade do Estado, como herança da antiga URSS, por isso conseguiu evitar o desastre econômico que ocorreu na na época de Yeltsin, quando os EUA pretendiam transformar o país em uma neocolonia periférica. Desde 1995, a Rússia e a Bielorrússia têm um acordo para formar um "Estado da União" que permita aos cidadãos de qualquer um deles o direito de trabalhar e se instalar permanentemente em qualquer um deles, sem respeitar os procedimentos formais de imigração. Outro Tratado assinado em 1999 inclui defesa militar comum e integração econômica, bem como um Parlamento da União e outras instituições. A Rússia subsidia o gás natural e o petróleo que entrega à Bielorrússia.  Mas parte do petróleo refina e exporta para obter moeda estrangeira nos mercados ocidentais. Por seu lado, o governo de Minsk se relaciona com os Estados Unidos e outros países imperialistas europeus. No início de fevereiro, o Secretário de Estado Mike Pompeo visitou Minsk e ofereceu, pela primeira vez, a venda de petróleo dos Estados Unidos a preços competitivos. Foi a primeira viagem à Bielorrússia por um alto membro do governo ianque desde que Lukashenko assumiu a presidência. Então, em abril passado, os dois países restabeleceram oficialmente as relações diplomáticas após 10 anos de vazio. A aproximação do imperialismo também tem seu preço.  Uma embaixada dos Estados Unidos em qualquer país do mundo é um ninho de conspirações para um governo tão “pesado” que não caiu em nenhuma das armadilhas da pandemia do coronavírus. As “revoluções coloridas” que a CIA engendra sempre têm sua origem nas eleições burguesas. Em 9 de agosto, a Bielorrússia celebra a sua, então é preciso aguardar a chegada de observadores internacionais, controvérsias, acusações e outros, que serão seguidos  de protestos "populares", manifestações e blogs críticos contra Lukasheko, estereótipo de um "ditador". No ano passado, a Fundação Nacional para a Democracia dos Estados Unidos financiou pelo menos 34 projetos e organizações na Bielorrússia e apresentou pelo menos dois candidatos para concorrer com Lukashenko: Syarhey Tsikhanusky e, acima de tudo, Valery Tsepkalo. No início da campanha, milhares de pessoas se alinharam nas cidades para assinar petições em apoio às candidaturas patrocinadas pelos Estados Unidos, uma vez que precisam reunir 100.000 assinaturas para participar oficialmente. Os “servos” locais do imperialismo seguiram o roteiro e começaram a sacudir os sapatos graças a um apelo promovido pelo YouTube, agora começam a realizar protestos com as “pantufas” nas mãos.Assim como ocorreu na Líbia, Brasil e agora em Hong Kong, a guerra híbrida do Pentágono avança contra qualquer regime que não se identifique integralmente com os ditames impostos pelos rentistas de Wall Street.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ACUADO PELO STF BOLSONARO AMEAÇA: “ESTÁ CHEGANDO A HORA”... DO GOLPE OU DO FIM DO GOVERNO NEOFASCISTA?


Na manhã desta quarta-feira (17/06) no cercadinho do Palácio do Alvorada, quando tentava aplacar a cobrança de suas turbas reacionárias, revoltadas contra as recentes ações do STF, o presidente neofascista afirmou que “está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar”. Os Ministros do Supremo mandaram buscar, apreender e prender arsenais de seus apoiadores fanáticos do “baixo clero”, além de quebrar sigilo de parlamentares bolsonaristas. Enquanto o Supremo agia segunda e terça-feira passadas, Bolsonaro manteve silêncio sepulcral, depois de 48 horas calado, veio a público para tuitar uma porção de  considerações diplomáticas de indignação tentando dar a impressão de que é um democrata comprometido com as instituições. Durante o período de silêncio, os generais palacianos, em busca de um acordo com o Supremo, tentaram articular junto com o Centrão a demissão do energúmeno ministro Weintraub, o que parece que já está definido. Porém seu momento de presidente “civilizado” durou pouco e Bolsonaro voltou a arrostar ameaças: “Está chegando a hora”. A essa altura nosso leitor poderia cobrar um prognóstico, chegando a hora do golpe ou do fim do governo Bolsonaro? A resposta tem que ser sincera, nem de uma coisa nem da outra! A conjuntura política nacional vive um certo impasse na correlação das forças sociais e políticas. A oposição burguesa em seu conjunto, do PSOL ao PSDB, passando pelo PT, PDT, PSB, PCdoB etcetera, não pretende antecipar o fim do governo, seja pela ação das ruas, seja no campo institucional. Apesar de todos os partidos da oposição burguesa, a exceção do PSDB, ter apresentado formalmente algum pedido de impeachment, suas lideranças não casam de declarar que não há clima para o “Fora Bolsonaro”, sejam estes Ciro, Dino, Haddad ou Lula. A cúpula dos partidos da esquerda burguesa adotou a estratégia de “sangrar” Bolsonaro até 2022, e só aí decidir quem estaria em melhores condições de disputar um segundo turno com o neofascista. Registre-se o fato de até o momento ter fracassado a tática da oposição da Rede Globo em “ganhar” o vice-presidente Mourão, dividindo o governo para tentar um impeachment no Congresso. Tampouco lançar uma grande mobilização popular pelo Fora Bolsonaro está nos planos da Frente Popular ou da Frente mais Ampla. Os recentes atos de rua, surgiram muito mais da espontaneidade das massas, do que qualquer articulação da esquerda reformista. Portanto segue o “plano original” de Lula de sangrar Bolsonaro ao limite das próximas eleições presidenciais, estratégia também compartida por Tucanos, Pedetistas, DEM e afins. Na outra trincheira está cristalino que Bolsonaro não reúne condições mínimas de desferir seu sonhado “auto-golpe” contra o STF e o Congresso Nacional. O Alto Comando das Forças Armadas não acompanharia o clã miliciano em uma aventura militar para beneficiar Olavo de Carvalho, as hordas e em última instância camadas da PM, muito mal vista por generais, brigadeiros e almirantes de carreira, que não tem simpatia alguma pelo crescimento do poder das corrompidas polícias estaduais. Seria inimaginável, que sem ameaça alguma do movimento operário sobre a estabilidade do Estado Burguês, a cúpula das FFAA desse um golpe contra o STF. Pesa muito também o fator da própria incerteza das eleições presidenciais nos EUA, onde a provável derrota de Trump retiraria um dos principais pilares de sustentação de Bolsonaro. Enfim não será agora, e não está ainda na hora, de um desfecho para a disjuntiva da delicada situação política que atravessa o país, enquanto isso seguiremos disputando o “campeonato mundial fúnebre” do Coronavírus, por conta da irresponsabilidade do governo central e dos estaduais, sendo que de fato o Brasil já é o líder do desastre sanitário e econômico planetário, ficando os EUA com a “Taça” formal, porque o “Troféu” real de mortes do Covid é mesmo tupiniquim...
“LIVRO BOMBA” DE JONH BOLTON, EX-CONSELHEIRO DE SEGURANÇA NACIONAL IANQUE: UM REPUBLICANO “LINHA DURA” FAZ MAIS UM LANCE PARA DEBILITAR A CAMPANHA DE TRUMP À REELEIÇÃO
  

O ex-conselheiro nacional de Segurança e membro "linha dura" do Partido Republicano John Bolton vazou novos trechos do livro capaz de chacoalhar a estruturas da Casa Branca e de dificultar ainda mais a reeleição de Trump nas eleições de novembro. No livro “The room where it happened” (A sala onde tudo aconteceu, em português), que deve ser publicado ainda esse mês, Bolton detalha o tipo de relação de proximidade que tinha com o presidente ianque e revela segredos de alcova que mostram a maneira de Trump agir nos bastidores do poder. Novos trechos foram publicados nesta quarta-feira, 17, pelos jornais The New York Times, Wall Street Journal e Washington Post. Trump foi a farsa republicana que tomou o lugar do Tea Party na eleição passada que derrotou a senhora da guerra “madame Clinton”. Sua permanência na Casa Branca é temporária por mais que tente agradar os Falcões do Pentágono. Entretanto durante todo seu mandato não teve força suficiente para deflagrar um ataque real contra os “inimigos” militares dos EUA (Rússia, China, Irã e a própria Coréia do Norte). O motivo da demissão de Bolton foram “discordâncias fundamentais” sobre como lidar com políticas externas em relação ao Irã, Coreia do Norte e Afeganistão. As tentativas do governo Trump de buscar aberturas diplomáticas com inimigos dos EUA, como o Irã e a Coreia do Norte, desagradam Bolton. A tensão entre os dois foi agravada pelas decisões de Trump de suspender um ataque aéreo ao Irã - planejado em retaliação à derrubada de um drone americano - e de se encontrar com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, na Zona Desmilitarizada, além de atravessar a fronteira entre as duas Coreias. Por essa razão agora Joe Binden, ungido a candidatura única no Partido Democrata lidera as pesquisas de intenção de votos realizadas nesses dias e tem apoio dos principais setores de peso da burguesia ianque. A reprovação ao presidente republicano vem crescendo e as denúncias de Bolton vai aprofundar essa tendência. Se mantida esta dinâmica política, e todos os ingredientes da conjuntura apontam para um afundamento ainda maior de Trump nos próximos meses, podemos afirmar que os Democratas já estão com um pé de volta a Casa Branca. O ciclo da extrema direita no comando do imperialismo ianque, sob a batuta de Trump não vem agradando muito ao capital financeiro, que mostra clara simpatia aos Democratas que ainda controlam a estrutura “independente” do FED. Apesar dos resgates trilionários autorizados por Trump ao Tesouro, a burguesia imperialista ianque, tendo nomes de peso como Bill Gates, vem se chocando com as determinações erráticas do direitista, marchando “discretamente” para a campanha de Binden. O poderoso proletariado norte-americano dará a última palavra nesta crise capitalista, que se configura como a maior de toda sua longa história de lutas e que transpassa qualquer resultado eleitoral, mas para esta grandiosa tarefa terá que reconstruir sua ferramenta revolucionária: o Partido Marxista Leninista!
CRESCE NÚMERO DE MORTOS POR AÇÕES POLICIAIS NA PANDEMIA: EXTERMÍNIO DO POVO POBRE PELO APARATO DE REPRESSÃO DA BURGUESIA


As manifestações contra a brutalidade policial nos Estados Unidos estão repercutindo no Brasil, um dos países onde o aparato de repressão da burguesia contra o povo pobre provoca mais mortes. Protestam chamam a atenção para essa realidade que tem o Estado do Rio de Janeiro como epicentro e que nestes tempos de pandemia se agravou. Somente em março e abril, 290 pessoas morreram no Estado em operações policiais, embora parte da população estivesse confinada em casa e os crimes em geral tenham diminuído. Esse número de vítimas equivale a um terço dos mortos pela polícia norte-americana em todo o ano de 2019. As estatísticas ainda não incluem o caso que teve maior repercussão nos últimos tempos, porque ocorreu em maio. As 290 mortes por intervenção policial no Rio ― em dois meses marcados pelo confinamento para conter os contágios por coronavírus ― representam um aumento de 13% em relação a 2019, ano em que as mortes já foram recorde. Só em abril, o número de mortes subiu 43% em relação ao mesmo mês do ano passado. No quadrimestre, o Rio soma 606 mortes pela ação do Estado ― 8% a mais que no mesmo período de 2019, conforme dados do Instituto de Segurança Pública. A chegada do neofascista Bolsonaro ao governo, com seu discurso de extermínio dos pobres e seus planos de eximir de responsabilidades os policiaiss aumentaram a impunidade de que eles desfrutam. É raro que eles acabem no banco dos réus ou sejam condenados, na verdade não acobertados por governadores burgueses porque são seus soldados na defesa da propriedade privada.

terça-feira, 16 de junho de 2020

ÚLTIMO MOMENTO: GUERRA NA FRONTEIRA ENTRE CHINA E ÍNDIA É MANIPULAÇÃO DE TRUMP E SEU MARIONETE NERENDRA MODI


Os exércitos indiano e chinês estão em confronto há mais de cinco semanas em Pangong Tso, no vale de Galwan. Porém hoje terça-feira (16/06) o conflito militar elevou o nível, deixando um saldo de vinte militares indianos mortos. Uma fonte do governo do Primeiro Ministro Nerendra Modi, da extrema direita, declarou ainda que mais de 130 soldados indianos sofreram ferimentos, o que pode fazer com que o número de vítimas suba ainda mais. Por outro lado, o editor-chefe do jornal chinês Global Times, Hu Xijin, afirmou que o Exército chinês "também sofreu baixas no confronto físico no vale Galwan”. Pequim reagiu à escalada de violência na área do conflito, acusando os militares indianos de cruzar a fronteira no Vale Galwan, provocando confrontos ao atacar as forças chinesas. O Ministério das Relações Exteriores da China apresentou um protesto e fez representações em Nova Deli. Os dois países vizinhos não têm uma fronteira marcada na região disputada, sendo a separação de territórios estabelecida pela Linha de Controle Real, criada após a guerra de 1962 entre as nações. Desde então, vários conflitos fronteiriços ocorreram ao longo das décadas. Entretanto estas foram as primeiras mortes em mais de quatro décadas na disputa pela fronteira reivindicada pelos dois gigantes asiáticos. A Índia e a China compartilham uma fronteira com mais de 3.440 km com muitas reivindicações territoriais ao longo dela.Desde a década de 1950, a China se recusa a reconhecer as fronteiras traçadas durante a era colonial britânica. Uma das raízes históricas das “escaramuças” militares na região está na relação entre China e Paquistão, aliados de longa data. O governo indiano acusa os chineses de terem ajudado os paquistaneses a obter tecnologia nuclear e mísseis de longo alcance. Atualmente alta cúpula do governo nacionalista hindu de direita, comandado por Modi, também cogita sobre a recuperação da Caxemira, administrada hoje pelo Paquistão, ação que poderia levar a uma guerra de proporções incalculáveis. É evidente que a elevação das tensões militares e confrontos letais na fronteira entre a India e China, tem como pano de fundo a Guerra Híbrida estimulada pela Casa Branca contra o governo do Partido Comunista Chinês.Trump busca a todo custo envolver o Pentágono em um ataque a China, para recuperar algum prestígio no interior do Alto Comando Militar Ianque(ACMI). Muito debilitado com a crise sanitária e econômica que a Pandemia provocou nos EUA, Trump vê sua reeleição completamente ameaçada, em função do crescimento da candidatura do Partido Democrata, que hoje conta com o apoio da elite financeira e também dos generais do Pentágono. O anterior vice-presidente presidente Biden é representante legítimo da poderosa indústria armamentista norte-americana, desde os tempos da guerra do Vietnã. Mas acuado Trump pode manipular seu “discípulo” Modi(uma espécie de Bolsonaro indiano) para uma aventura militar contra o regime de Pequim. Os Marxistas Leninistas estão alertas a mais este conflito regional provocado pelo imperialismo ianque, que pode rapidamente se transformar em estopim de uma nova Guerra Mundial, no marco da maior crise capitalista dos últimos 50 anos. Não dissimularemos nossa posição política: Estamos incondicionalmente no campo militar da China contra qualquer provocação do imperialismo ianque!
EM DEFESA DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS: BLOG DA LBI SE SOMA A CAMPANHA EM SOLIDARIEDADE AO CARTUNISTA AROEIRA CONTRA A PERSEGUIÇÃO DO GOVERNO NEOFASCISTA DE BOLSONARO


CARTA ABERTA EM DEFESA DA LIBERDADE ARTÍSTICA E AO DIREITO AO HUMOR

Associação dos Cartunistas do Brasil, Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo, Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo protestam contra censura à liberdade artística

Os, chargistas, caricaturistas, desenhistas e ilustradores de todo o Brasil que subscrevem esta carta aberta manifestam sua solidariedade aos colegas vítimas da intolerância e da perseguição política assim como protestam contra a violência daqueles que procuram censurá-los.

O desprezo pela democracia dos nossos governantes chega ao ponto do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, por meio do seu ministro da Justiça, André Mendonça, solicitar à Polícia Federal e ao Ministério Público abertura de investigação sobre uma charge de autoria de Aroeira. A imagem, uma clara alusão a ausência de políticas sanitárias em plena pandemia causada pelo vírus da Covid-19, mostra uma cruz vermelha (símbolo da saúde) transformada em uma suástica pelas mãos autoritárias do presidente. O absurdo da iniciativa fica evidente quando sabemos que “O pedido de investigação leva em conta a lei que trata dos crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, em especial seu art. 26”. O Brasil está se tornando um país onde o humor passa a ser censurado como nos piores períodos da ditadura. O que é mais estarrecedor; uma charge ou pessoas atirando fogos sobre o STF? Esta uma ação que, sim, mereceria a atenção do Ministro da Justiça.

Como se não bastasse isso, os desenhistas Laerte, João Montanaro, Alberto Benett e Cláudio Mor estão sendo interpelados na Justiça pela publicação de cinco charges críticas à violência policial. Apresentada em dezembro de 2019 no jornal Folha de S. Paulo os trabalhos despertaram a ira da Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, Defenda PM, que entrou na Justiça com pedido de esclarecimento criminal pois as considerou “constrangedoras”.

A função de toda boa charge é a de através do humor refletir e comentar por meio do desenho os acontecimentos de interesse do cidadão. A charge não é uma criação do nada, mas sim o termômetro do que o povo fala pelas ruas.

Portanto, é descabida a afirmação de que uma charge possa ser “constrangedora” quando o que deve constranger e chocar a opinião pública é o fato que a gerou. Sabemos que ao longo da história, diversas charges, cartuns e caricaturas resultaram em perseguição e represália aos artistas que a criaram, o que atesta a dimensão que o humor pode alcançar na sociedade.

Assim sendo, protestamos contra qualquer tentativa de cercear a liberdade artística, de imprensa, de consciência e o trabalho dos chargistas brasileiros que por meio do traço ajudam na construção de um país mais justo e solidário.

Junho de 2020

Associação dos Cartunistas do Brasil
Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas (SP)
Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil
Sindicato dos Jornalistas Profissionais (SP)
APOIADORES DE BOLSONARO SÃO ALVO DE NOVA OPERAÇÃO DA PF: OFENSIVA DO STF REVELA QUE BURGUESIA RESOLVEU SANGRAR O NEOFASCISTA DURANTE A PANDEMIA... É PRECISO APONTAR UMA ALTERNATIVA DE LUTA DOS TRABALHADORES SUPERANDO A POLÍTICA DE PARALISIA DO PT E DA CUT!


O publicitário Sérgio Lima e o empresário Luís Felipe Belmonte são dois dos alvos de uma operação da PF para investigar quem está por trás de atos políticos da direita contra o STF. Os dois são articuladores fundamentais do partido Aliança pelo Brasil, sendo Belmonte o principal financiador da sigla. A ação da PF foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As buscas e apreensões foram pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do inquérito que investiga a realização de “atos contra a democracia”. Ao todo, são 26 mandados contra 21 pessoas, que estão em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina. Dentre os alvos está o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que quebrou a placada da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL). Outro alvo é o blogueiro Allan dos Santos, do portal bolsonarista “Terça Livre”. “Presidente Jair Bolsonaro, o senhor pode reestabelecer a democracia nessa merda. Reestabeleca, então! Estou apenas indignado por ver meus filhos e minha esposa passando por isso, presidente. Resgate nossa nação”, disse o reacionário Allan através de suas redes sociais. Alertamos que diante da nova ofensiva do STF, Bolsonaro como sempre, vendo-se acuado ameaçará com o auto-golpe, para depois recuar, afirmando que foi mal interpretado. Neste processo de ilusões e pantomima, o Alto Comando Militar avança no seu controle do regime bonapartista, preparando o descarte de Bolsonaro na hora certa, e não pelos “caprichos” das hordas fascistas. Os reformistas passarão do “êxtase à depressão” na medida em que se apoiam exclusivamente nas instituições golpistas, mantendo o movimento operário atado a sua política de colaboração de classes. Só que o ritmo e a dinâmica do Alto Comando das FFAA não segue necessariamente o compasso da esquerda reformista.
BARROSO NO “RODA VIVA”: “NÃO TEM POSSIBILIDADE DE GOLPE HOJE, EM 64 TINHA CORRUPÇÃO, QUEBRA DE HIERARQUIA E AMEAÇA DE UMA DITADURA COMUNISTA”, OU QUANDO O MINISTRO “DEMOCRATA” REVELA SUA SIMPATIA PELO MILITARISMO


O programa televisivo “Roda Viva” na TV Cultura, trouxe ontem (15/06) como entrevistado o Ministro do STF e atual presidente do TSE, Luis Roberto Barroso. Obviamente que a primeira bateria de perguntas dizia respeito sobre a possibilidade de um golpe militar no Brasil. Barroso não se fez de rogado, e além de “rasgar” elogios as Forças Armadas, o que não foi propriamente uma surpresa, revelou que já viu piores momentos na história do Brasil, como o “Mensalão e o Petrolão”, afirmando que vê uma absoluta “normalidade democrática” no governo neofascista de Bolsonaro. Porém a “pérola” da entrevista ainda estava por vir, foi quando o presidente do TSE reafirmando a negação de qualquer processo golpista em curso, afirmou que a situação contemporânea era totalmente distinta de 1964, quando os militares agiram para,segundo Barroso:”combater a corrupção, impedir a quebra da hierarquia nas Forças Armadas e evitar uma ditadura comunista”. O Ministro não poderia ser mais sincero em revelar sua simpatia pelo golpe de Estado, arquitetado pela CIA, que derrubou o governo nacionalista do presidente João Goulart. Para finalizar Barroso disse que nenhum elemento destes ocorridos em 64 estaria presente, ou seja “corrupção, quebra de hierarquia e ameaça comunista”, evidentemente só o último está fora da conjuntura política atual. O grande “democrata” Barroso, tanto alentado pela Frente Popular como um “guardião das instituições”, é na verdade um apoiador fervoroso do golpismo, desde é claro que o golpe não seja contra eles os “togados”. Ao defender retrospectivamente o golpe militar contra um governo da esquerda burguesa reformista, além de ser um dos pilares do golpe parlamentar em 2016, Barroso se mostra um simpatizante ativo do bolsonarismo, sem se comprometer com  “os excessos de extrema direita”. O movimento de massas não pode confiar que “figuras republicanas” como estas possam deter a escalada golpistas e antidemocrática em plena gestação no país. A derrota do neofascismo somente poderá triunfar sob a via da mobilização permanente das massas, os “democratas” de ocasião da burguesia representam a cobertura de esquerda do golpe militar, ordenando a paralização das lutas e da ação direta do proletariado em nome da “confiança nas instituições”. As lições trágicas da derrota histórica da classe operária de 1964, devem servir para pavimentar outro caminho, totalmente distinto do apontado pela esquerda reformista. Barroso e seus pares “democratas” do STF, Congresso Nacional e governos estaduais, não impediram o avanço da extrema direita, apenas estão dispostos a estabelecer a demagogia eleitoral para enganar e paralisar a luta proletária. Construir uma alternativa de poder independente da burguesia, esta é a tarefa revolucionária colocada para a vanguarda classista. Convocar um Congresso Nacional operário, popular e da juventude, como um instrumento de organização das massas para iniciar a derrota do governo neofascista!

segunda-feira, 15 de junho de 2020

SARA WINTER É PRESA PELA PF: ESPETÁCULO POLICIAL DO BONAPARTISMO JUDICIÁRIO PARA  "IMPOR LIMITES" AO CLÃ BOLSONARISTA... LUTEMOS PARA QUE AS HORDAS NEOFASCISTAS SEJAM ESMAGADAS PELO MOVIMENTO OPERÁRIO! NENHUMA ILUSÃO NA JUSTIÇA BURGUESA!


A neofascista Sara Winter foi presa pela Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (15). A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O mandado atende a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). A militante fascistoide e seus comparsas não tiveram a prisão temporária decretada no âmbito do inquérito sobre fake news e outras agressões a ministros do Supremo. Trata-se outra investigação, aberta a pedido da PGR, sobre movimentos que "atentam contra a democracia." E foi a PGR quem solicitou a prisão. A prisão é temporária. Em dois períodos de cinco dias, pode ficar em cana dez dias no máximo se a preventiva não for decretada. O significado da prisão representa na verdade os limites políticos que a burguesia nacional quer impor a Bolsonaro no marco da solidificação do regime do bonapartismo judiciário iniciado com o golpe parlamentar sofrido pelo governo petista de Dilma Rousseff. Os Marxistas não defenderão nenhum bolsonarista diante da Justiça burguesa e, tampouco, o Bonapartismo Judiciário, alertamos que as manobras de espetáculos jurídico-policiais são uma expressão do regime bonapartista de exceção que vigora no país, após o golpe parlamentar que derrubou o governo do PT. É mais que correto denunciar o judiciário como um órgão da classe dominante voltado a cassar as liberdades democráticas dos trabalhadores (que não é o caso dos bolsonaristas), porém em alto e bom som é fundamental também deixar claro que os revolucionários não defendem esses vermes reacionários diante da decisão judicial do STF. Alertamos mais uma vez que a vanguarda combativa do proletariado não pode depositar nenhuma ilusão na justiça burguesa. Lembremos que Winter é líder do grupo 300 do Brasil, a horda fascista que apoia Bolsonaro em Brasília, em um acampamento que defende o treinamento armada dos bolsonaristas. Ao todo, seis pessoas foram presas. No último sábado (13), cerca de 30 apoiadores do presidente Bolsonaro lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF. A ação durou ao menos cinco minutos. Os apoiadores do presidente em tom de ameaça, perguntavam se os ministros tinham entendido o recado e mandaram que eles se preparassem. O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF sobre disseminação de fake news e ofensas a autoridades, também repudiou agressões “O STF jamais se curvará ante agressões covardes de verdadeiras organizações criminosas financiadas por grupos antidemocraticos que desrespeitam a Constituição Federal, a Democracia e o Estado de Direito. A lei será rigorosamente aplicada e a Justiça prevalecerá”, publicou em uma rede social. Obviamente não cabe aos Marxistas Revolucionários nenhuma defesa da instituição STF, um “supremo” instrumento do neoliberalismo contra as conquistas operárias. A alternativa política que o proletariado deve apresentar diante da crise institucional deve ser a demolição da república do capital e todas suas instituições! 
BALANÇO DO 14J: ATOS PERDEM EXTENSÃO NACIONAL E FORÇA, APESAR DA DISPOSIÇÃO DE LUTA CONTRA O NEOFASCISMO. FRENTE BRASIL POPULAR SABOTA E TENTA DIVIDiR O MOVIMENTO, MARCANDO ATIVIDADES PARA O SÁBADO (13) ONDE SEQUER APARECEU...


Os atos deste domingo (14/06) perderam extensão nacional e força frente aos realizados no domingo anterior (Largo da Batata). Mesmo demonstrando muita disposição de luta para derrotar a ofensiva neofascista, as manifestações do 14J ficaram restritas a São Paulo (Av. Paulista), Porto Alegre e Fortaleza, com um número de participantes inferior e não cobrindo as principais cidades do país como no domingo passado. A razão da relativa desmobilização popular não reside na indisposição para a luta das bases proletárias e da juventude, mas fundamentalmente na ausência de uma direção política consequente que realize um claro chamado para a ação direta das massas. Neste domingo a convocação ficou praticamente a cargo da Frente Povo Sem Medo, e ainda assim limitada a capital paulista, a Frente Popular de colaboração de classes (PT, PCdoB) voltou a sabotar a atividade e agora até com requintes de “divisionismo”, contando com a ajuda dos funcionários do PCO para promover a confusão das datas. A CUT chegou a convocar a manifestação pelo “Fora Bolsonaro” para o sábado (13/06), onde sequer apareceu, a exceção de Brasília, deixando o PCO sozinho na Paulista a desfilar “impropérios” contra o combativo ato no Largo da Batata, isto quando seu patrão petista sequer dava as caras na atividade. No Domingo 14J o PT enviou uma pequena delegação a Paulista, chefiada por Gleisi Hoffman, já o descarado PCdoB qualificou a possibilidade de ir às ruas como uma “quebra da quarentena”. O resultado da política de sabotagem do PT foi que as manifestações do domingo recuaram em número de participantes, mas deixaram um claro sinal de combatividade e coragem para enfrentar a escória golpista encastelada no Planalto. A tarefa agora da Frente Povo Sem Medo é coordenar um chamado aberto a assinatura de todas as entidades políticas e sindicais que queiram convocar uma nova manifestação nacional de luta para derrubar o governo neofascista de Bolsonaro. Desta forma ficará absolutamente cristalino para o movimento quem são as forças políticas que não pretendem ir para as ruas, fazendo o discurso demagógico da cretina oposição parlamentar, incapaz de abandonar os gabinetes de Brasília e seus “Manifestos” em parceria com a burguesia em defesa das instituições do Estado capitalista. Os Marxistas Leninistas da LBI prosseguirão com o apelo político pela ação direta das massas, denunciando a inutilidade da esquerda reformista do confinamento e dos acordos com os governos estaduais e partidos reacionários da burguesia. É necessário organizar uma jornada nacional de lutas contra o neofascismo, construindo um grande Congresso Popular do movimento operário, camponês e da juventude para o início do mês de Agosto.