HÁ SEIS ANOS DA GLORIOSA AÇÃO DAS MASSAS ÁRABES CONTRA O
SIONISMO
Viva a ocupação da embaixada de Israel no Egito!
(Artigo
extraído do BLOG da LBI publicado em 10/09/2011)
Milhares de manifestantes ocuparam no fim da tarde desta
sexta-feira, 09 de setembro, o edifício que abriga a Embaixada de Israel no
Cairo em repúdio aos ataques do enclave sionista aos palestinos na fronteira
com o Egito ocorrida em agosto passado e contra o muro erguido recentemente ao
redor do prédio. O governo militar “revolucionário” parido da transição
orquestrada pelo imperialismo após a queda de Mubarak ordenou a repressão
violenta ao protesto, deixando três mortos e mais de mil feridos, decretando o
famigerado Estado de Emergência. As forças de segurança egípcias atacaram os
manifestantes nos arredores do edifício, onde o muro foi destruído e a bandeira
israelense foi substituída por uma egípcia, forçando a fuga de avião do
embaixador israelense, Yitzhak Levanon.
Quando Israel atacou os palestinos na fronteira do Egito em
18 de agosto passado matando, além dos ativistas palestinos, soldados do
próprio exército egípcio, o “novo governo” vergonhosamente apenas reclamou
formalmente da agressão, já que nessa região o exército egípcio vinha
conduzindo uma operação de perseguição aos palestinos há uma semana, visando
desalojar cerca de 1.300 militantes, servindo assim aos interesses do
imperialismo ianque e do enclave sionista. O governo do Egito havia enviado
mais mil soldados para o Sinai depois de ter autorização de Israel, tendo a
operação se baseado no acordo contrarrevolucionário de Camp David assinado em
1979 por Sadat com Israel. A subserviência a Israel mesmo com o enclave
sionista matando militares egípcios foi um exemplo de como age o “novo Egito”,
saudado pelos revisionistas de ser palco de uma fantasiosa “revolução
democrática”.
Agora, depois de quase um mês da agressão israelense, manifestantes egípcios resolveram expulsar pela via da ação direta das massas o representante do enclave sionista, apontando qual deve ser o verdadeiro método para derrotar o imperialismo e Israel da região, oposto ao da “transição democrática” ordenada por Obama. A ira popular provocou pânico na Casa Branca, que logo acionou o governo militar “revolucionário” para assegurar a segurança de seus lacaios sionistas no Egito. Tanto que a ação repressora foi agradecida pelo facínora Netanyahu: “Fico feliz que tenhamos conseguido impedir um desastre e queria agradecer ao presidente dos Estados Unidos por sua ajuda” (O Estado de S.Paulo, 10/09). A junta militar do Egito logo declarou estado de emergência no país na madrugada deste sábado, 10, assim como fazia Mubarak até antes dos protestos populares. Esse episódio comprova mais uma vez o que a LBI afirmou desde o início das revoltas populares no Egito: a alta-cúpula das FFAA dirige o chamado “processo de transição” para garantir estabilidade ao regime, seguindo o planejado com a Casa Branca, que havia exigido a renúncia do desgastado Mubarak para amortecer a tensão política no país.