segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

PREFEITO ROBERTO CLÁUDIO, "FILHOTE" DE CIRO GOMES, ROUBA VERBA DO FUNDEF DESTINADA AOS PROFESSORES DE FORTALEZA


Ocorreu nesta segunda-feira, 21, uma manifestação em frente à sede do governo municipal  de Fortaleza, contra o roubo que o prefeito Roberto Cláudio (PDT) pretende fazer da verba do FUNDEF que deveria ir diretamente para os salário dos professores, cerca de R$ 289 milhões. Os recursos do FUNDEF não utilizados em anos anteriores devem ser destinados em 60% para pagamento da remuneração de professores em efetivo, mas o filhote da oligarquia da famiglia Gomes quer surrupiar esse dinheiro para usar na sua reeleição. Os companheiros da "Oposição de Luta"/TRS, convocaram os professores para uma manifestação exigindo o pagamento devido do FUNDEF como parte de um processo de luta pela reposição das enormes perdas salariais. A oligarquia Gomes acaba de filiar ao PDT, além de já terem o controle do PT no estado do Ceará com o governador "marionete" Camilo Santana. Ciro está encabeçando uma campanha nacional contra o "golpe", na defesa "leal" do governo Dilma. O neocoronel só "esqueceu" de divulgar que está dando um verdadeiro golpe nos salários do funcionalismo estadual, cancelando o reajuste anual de 2016 sob o pretexto de cumprir a determinação do "ajuste" fiscal da equipe econômica planaltina, agora encabeçada por Nelson Barbosa. Os "democratas" Gomes seguem assim os outros governadores Dilmistas que hoje atacam violentamente os trabalhadores estatais, que sequer receberam o décimo terceiro salário em dezembro. O fato a ser registrado é a nefasta posição da "esquerda chapa branca", como o PCdoB e o PCdoO, que corrompidas pela grana da oligarquia Gomes no Ceará silenciaram solenemente ao assalto aos bolsos dos professores e funcionários públicos do estado. Em particular chama atenção o PCdoO, representado no Ceará por um satélite degenerado, que passou a defender o governo neoliberal do PT como um "baluarte" da luta pela democracia burguesa, omitindo o feroz ataque da Frente Popular aos direitos sociais dos trabalhadores. Em contrapartida a TRS/LBI que não se corrompeu diante das verbas estatais, convocou o movimento de massas a se mobilizar contra o arrocho e roubo salarial promovido pelos governos da "esquerda" capitalista (PDT/PMDB/PT) alinhados com a política de austeridade imposta pelos rentistas do mercado financeiro.

Professores da LBI na manifestação contra o 
roubo do FUNDEF, ao centro Cida Albuquerque da OL/TRS
DILMA E MACRI NÃO POR COINCIDÊNCIA O MESMO "AJUSTE" E O MESMO AMO: O "DEUS" MERCADO! TODOS A MARCHA RUMO A PLAZA DE MAYO NESTA PRÓXIMA TERÇA PARA DERROTAR A OFENSIVA NEOLIBERAL!


O reacionário presidente Macri mal acabou de tomar posse na Casa Rosada e já descarregou nas costas da população trabalhadora as primeiras medidas de seu "ajuste", a semelhança com as primeiras ações neoliberais do segundo mandato da colega Dilma são enormes. Logo de cara Macri desvalorizou a moeda nacional em mais de 40%, rompendo com o parcial controle cambial estabelecido pela ex-presidente Cristina Kirchner. No Brasil a equipe econômica do governo Dilma, fiel aos seus "princípios" monetaristas deixa o câmbio "flutuar" livremente, levando o Dólar bater na casa dos 4 Reais. Na Argentina a "maxi" deve gerar uma perda salarial que beira os 70%, pois os grandes empresários aproveitaram a desvalorização do Peso para remarcar os preços em mais de 100%. No campo político Macri quer manter sua frágil governabilidade sob as bases dos DNU's (Decreto de Necessidade de Urgência), uma espécie de Medida Provisória brasileira, determinando a nomeação de juízes da Corte Suprema e suprimindo o pagamento de impostos para os oligopólios agrários e industriais. Neste caso também é evidente a similaridade com o "projeto" Dilmista. Porém não é uma mera coincidência a identidade nas linhas gerais dos governos Macri e Dilma, apesar dos matizes políticos bastante diferenciados ambos seguem as "diretrizes" impostas pelos rentistas e seu "deus" mercado. Ficou patente quem é que realmente manda no governo Macri, quando da nomeação de seus ministros"gerentes" indicados por transnacionais e cartéis financeiros. Mas no Brasil em pleno "governo da esquerda" (como o arco "chapa branca" gosta de qualificar a gerência Dilma) não foi muito diferente, quando o agronegócio e bancos apontaram os ministros da Frente Popular. Macri "refez as pontes" do governo com os barões da mídia corporativa e ainda afirmou que se inspirou na boa relação de Dilma com a famiglia Marinho. O movimento de massas na Argentina não perdeu tempo com a cretina proposta de pacto apresentada por Macri (talvez esta seja a única diferença com o Brasil) e já convocou uma vigorosa mobilização unitária para a próxima terça (22/12) exigindo um bônus salarial de emergência natalina. A marcha popular que deverá lotar a histórica Plaza de Mayo com milhares trabalhadores é uma primeira iniciativa de frente única de ação com todas as organizações políticas e sindicais que não foram cooptadas pelos "acenos" governamentais de Macri, um bom exemplo de luta para o proletariado combater o ajuste neoliberal da "gerentona" Dilma. A tarefa imediata da classe operária do Cone Sul é uma só: Derrotar nas ruas as gerências neoliberais (de esquerda ou direita) e seu único amo, o imperialismo ianque!

domingo, 20 de dezembro de 2015

“SIMIA, CAUDAM TUAM CUSTODI”: MRT/LER CRITICA PSTU POR “FLERTAR COM A DIREITA” AO DEFENDER ELEIÇÕES GERAIS PORÉM PROPÕE PIOR, ENTREGAR O PODER A REAÇÃO BURGUESA VIA UMA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE


O MRT/LER acaba de acusar o PSTU de “flertar com a direita” por este defender o “Fora Todos! Eleições Já!” diante da crise do governo Dilma. Segundo os críticos cara-de-pau do PSTU: “esta política cede terreno para a oposição burguesa (e as camadas sociais que a apoiam) como potencial ganhador da crise do governo petista”. Não resta dúvida que a política do morenismo em defender eleições gerais levaria neste momento necessariamente a direita à presidência e a ampliar seu domínio político no Congresso Nacional. Mas o que defende o MRT/LER como saída para a crise do regime político burguês? Pasmem, reivindicam a convocação de “uma nova constituinte imposta pela força da mobilização”!!! (Esquerda Diário, 19.12). Imaginemos neste quadro de ofensiva política e ideológica da direita e neoliberais (o que inclui o próprio PT) que tipo de parlamentares constituintes seriam eleitos e que “pérola” de nova constituição seria elaborada! Somente os idiotas da MRT/LER podem pensar que neste retrocesso político das massas surgiria uma bancada revolucionária ou mesmo progressista capaz de impor alguma conquista social em uma nova constituição federal. Os que aparentemente criticam o PSTU pela “esquerda” adotam uma política muito pior, mais direitista, na medida em que a proposta de Constituinte abriria um caminho para um ataque de maior envergadura da burguesia e da direita para retirar direitos dos trabalhadores. Se os delirantes oportunistas do PSTU acham que do movimento “Fora Dilma” encabeçado pela direita surgirá pela via eleitoral um “governo socialista dos trabalhadores”, o MRT/LER acreditam em um delírio ainda mais nefasto que da força da mobilização da direita e dos grupos fascistas nascerá uma “constituição revolucionária”! Já denunciamos amplamente que a política do morenismo apesar de encoberta de frases radicalizadas como a da “mobilização dos trabalhadores” e “Congresso Corrupto” não aponta na direção da ruptura institucional e revolucionária com este regime, caindo Dilma com as regras constitucionais vigentes ou teremos o vice Temer ou no máximo novas eleições (em um curto prazo) onde o a direita tucana daria um “passeio”. A única alternativa de poder já constituída no momento para o “default” de Dilma é da ala burguesa mais reacionária e “linkada” diretamente ao imperialismo. Mas o MRT/LER propõem ir além, ou seja, dar ainda mais poderes a reação burguesa! As alternativas políticas lançadas pela esquerda revisionista diante do colapso prematuro de Dilma são até risíveis e desastrosas. O bloco que pugna neste momento por uma “Constituinte Soberana” teria que responder a seguinte questão: que poder estatal convocaria uma constituinte e que tipo de nova carta magna poderia ser elaborada nesta conjuntura de ofensiva total da direita mais recalcitrante? Obviamente a resposta só pode ser a de um desastre total. Pensar que Temer, Cunha, Aécio ou coisa assemelhada possa convocar uma constituinte progressista é no mínimo uma piada de mau gosto, e no caso de Dilma permanecer no governo até o fim e “topar” a proposta o resultado não é muito diferente no quadro de ajuste neoliberal em curso no parlamento. No caso da consigna de novas “eleições gerais” também formulada pelo revisionismo, se aplicaria a mesma dinâmica geral da constituinte, ou seja, nesta etapa uma acachapante vitória da direita fascista. Desde a LBI defendemos que o proletariado não deve apresentar uma “agenda democrática” para a crise capitalista, como pretendem os revisionistas do PSTU, LER/MRT, PCO etc.. A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é por abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o novo Estado Operário, a falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites reacionárias já demonstrou para os trabalhadores que sua única alternativa é a luta pelo socialismo!

sábado, 19 de dezembro de 2015

BARBOSA ASSUME PARA APROFUNDAR O "AJUSTE" NEOLIBERAL COM O FOCO EM RETIRAR DIREITOS DOS TRABALHADORES EM UMA NOVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA: PARA A CORROMPIDA ESQUERDA "CHAPA BRANCA" É UMA VITÓRIA DAS MASSAS....


Levy "pediu o boné" logo após o país novamente ser rebaixado por outra "agência de risco", seu trabalho sujo a favor dos rentistas já estava quase completo. Com o último rebaixamento internacional a taxa de juros estabelecida pelo Banco Central deverá subir mais uma vez, "um presente de natal" para os detentores dos títulos públicos, ou seja, os banqueiros. O estafeta do Bradesco no governo Dilma não sentia mais condições políticas de "puxar a corda", no sentido de iniciar a tão esperada (pelo mercado é claro!) Reforma da Previdência. Por sinal o "ajuste" do sistema previdenciário nacional hoje é o "carro chefe" programático de todas as frações das classes dominantes, desde Renan com sua "Agenda Brasil" ou Temer com sua "Ponte para o Futuro" toda a burguesia clama para desmontar o regime de proteção social do INSS. Porém o novo ministro da Fazenda Nelson Barbosa, um tecnocrata neoliberal bem afinado com o PT, não se fez de rogado, sua plataforma de gestão está focada na conclusão das reformas exigidas pelo mercado e os "barões investidores". Não seria demais recordar que a dupla de picaretas monetaristas Levy/Barbosa já promoveu no início do segundo governo Dilma uma "mini" Reforma da Previdência Social, retirando direitos fundamentais dos trabalhadores como a mudança nas regras de pensão por morte ou invalidez e alteração da licença médica remunerada. Isto sem falar na manutenção do chamado "Fator Previdenciário" em uma nova versão ainda mais danosa para as aposentadorias. Entretanto os rentistas acharam muito pouco... exigindo um ataque ainda mais severo nos direitos sociais. Levy estava muito desgastado para finalizar o pacote das reformas e no meio da intensa crise política o melhor é utilizar um "rosto mais limpo" e tranquilizar o mercado. Nelson Barbosa assume já declarando: "O foco da política econômica continua sendo promover o ajuste fiscal". Mas não para por aí. Barbosa sabe que sua missão ministerial tem com centro o ataque a previdência pública: "É preciso continuar o esforço do equilíbrio fiscal e avançar nas reformas estruturais de longo prazo... O item principal neste caso é a Previdência" (O Globo 18/12). A redução orçamentária estrutural com os gastos do regime de proteção social estabelecido pela Constituinte de 88 é atualmente o "sonho de consumo" dos neoliberais de todas as "pelugens". O fato mais grave nesta conjuntura onde o horizonte aponta para uma ofensiva patronal ainda mais agressiva, é que a corrompida esquerda "chapa branca" passou a comemorar os sinistros planos anunciados por Barbosa como uma "conquista das massas". Para os cretinos vendidos PCdoB e seu primo o "PCdoO", a troca dos ministros foi uma "exigência das ruas", já para a CUT e o PT Barbosa retomará o "desenvolvimento econômico", um cinismo delirante muito bem remunerado pelo caixa do Planalto.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

NATIMORTO PROCESSO DE IMPEACHMENT RECEBE GOLPE MORTAL DO STF: A POSIÇÃO DA BURGUESIA CONTINUA SENDO "SANGRAR" DILMA POR MAIS TEMPO


O alvoroço oportunista da esquerda "chapa branca" anunciando o "golpe de estado para amanhã", na sequência da decisão de Cunha ao acatar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados, se desfez completamente com a votação de ontem (17/12) do pleno do STF. A esmagadora maioria dos togados da Corte Suprema praticamente anulou a manobra parlamentar cunhista e ainda por cima "desabilitou" a Câmara dos Deputados a ter a primazia do processo constitucional do impeachment. Pelo entendimento majoritário do STF o Senado Federal terá o poder de inclusive anular o processo de impedimento iniciado na Câmara, sem que haja qualquer interrupção do mandato presidencial. Porém o governo agora reforçado pelo fiasco da "domingueira coxinha" pretende enforcar o processo, junto com seu "maestro", no âmbito da própria Câmara. Para cumprir a "meta" de se manter no Planalto, Dilma já isolou o vice Temer selando um "honrado pacto" com Renan Calheiros para tentar obter o controle do PMDB, por enquanto com apoio de Pezão e Renan conseguiu reempossar o ex-filhote mafioso de Cunha, Picciani, na liderança da bancada na Câmara. Completando a semana, o ministro Levy anunciou sua saída do governo após terminar a primeira fase do ajuste neoliberal, a segunda etapa ainda mais draconiana e recessiva ficará a cargo de um nome mais ligado a estrutura do PT. Para a burguesia nacional foi vencido o período da turbulenta precipitação do enforcado Cunha, que provavelmente perderá o posto de presidente e inclusive o próprio mandato de deputado, isto se não for preso por determinação do STF. A orientação geral das classes dominantes segue na linha política do "sangramento" do governo Dilma, combinada com a intensificação da barganha estatal diante de uma presidente extremamente fragilizada. Dilma será "carregada" pela burguesia até que se complete o conjunto das reformas neoliberais que se propôs a implementar. A "esquerda" corrompida também ganha fôlego (e mais verbas!) com a solidificação do chamado "campo democrático contra o golpe", que abarca desde setores aliados do PMDB até a tendência hegemônica do PSOL ( Ivan Valente e seu grupo), passando momentaneamente agora pelo PSB e REDE. Os Marxistas Revolucionários não podem ter lugar nesta "embarcação" política de colaboração de classes, e mesmo minoritários reafirmam a necessidade de combater pela independência de classe do proletariado e a construção da alternativa de poder revolucionário frente à crise estrutural do capitalismo e seu regime da democracia dos ricos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

SEM MUITO ENTUSIASMO "MILITANTES PAGOS" DA FRENTE POPULAR SAEM ÀS RUAS PARA DEFENDER O GOVERNO DILMA E A "SANTA DEMOCRACIA"


Gritando palavras de ordem contra o "golpe" e em defesa do governo Dilma, ocorreram neste último 16/12 os atos "chapa branca" nas principais cidades do país. Mesmo com todo peso do aparato estatal (governos e prefeituras da base aliada) as mobilizações não conseguiram superar em número de pessoas os atos contra o impeachment ocorridos em agosto. Desta vez a "ordem" veio do Planalto, e o conjunto da "militância paga" (no sentido mais amplo do termo) "comprou" o mote da iminência do golpe cunhista e do "amor eterno" pela democracia dos ricos. Intelectuais e artistas do arco governista, os mesmos que atacam furiosamente as greves e ocupações operárias e populares mais radicalizadas, convocaram em vídeos na internet o povo a sair às ruas para defender o mandato presidencial sufragado nas urnas. Porém a exceção da cidade de São Paulo que manteve o mesmo número da mobilização de agosto, as manifestações “chapa branca" pelo país perderam força e foram marcadas pelo artificialismo e falta de entusiasmo espontâneo dos ativistas. É bem verdade que um amplo espectro de antigos militantes da esquerda hoje sobrevivem graças a algum subsídio estatal, o que não deixa de ser compreensível diante da "generosidade" dos governos petistas com grandes empresários e burocratas do alto escalão federal. A verdade é que nesta conjuntura onde o governo Dilma descarrega o ônus da crise capitalista sobre os ombros dos trabalhadores, sob a forma do ajuste neoliberal, não deixa de ser uma boa notícia para o Planalto o fato de que ainda aconteça movimentação popular para defender o projeto de poder da Frente Popular. A polarização estabelecida entre o bandido Cunha versus a presidente Dilma, sob a representação de um processo de impeachment, foi politicamente excelente para um governo desgastado socialmente e acuado pela direita parlamentar. Como já teorizam os melhores quadros de esquerda da Frente Popular, o momento é de contrapor a "Democracia ao Golpe" e desta forma "limpar" a imagem de Dilma em relação aos movimentos sociais. A estrutura dos aparelhos sindicais, CUT, UNE, CTB etc.. está totalmente voltada para a defesa do governo, enquanto as lutas por reposição salarial e manutenção de direitos ameaçados são abandonadas a própria sorte. Isto quando vários governos estaduais da "base aliada" já anunciaram o parcelamento do décimo terceiro ou mesmo o cancelamento do reajuste salarial de 2016. Já o governo Dilma segue congelando o salário do funcionalismo federal há vários anos e a CUT se "finge de morta", tudo em nome da "santa democracia" ! No plano das negociatas de Brasíllia, Dilma retoma a ofensiva contra a ala "golpista" do PMDB e acaba de reemplacar o líder Picciani na Câmara dos Deputados, um filhote de Cunha que preferiu se agarrar as verbas do governo. No STF continua o julgamento da validação ou não do rito do impeachment iniciado pela mesa da Câmara, enquanto o Procurador Janot solicita o afastamento de Cunha, vamos aguardar a correlação de forças deste embate intestinal no seio das frações burguesas. Quanto as bandeiras do socialismo (incluindo as intervenções) estas não foram vistas nos atos governistas, desgraçadamente a "esquerda" reformista foi corrompida pela cantilena (e favores) da "sagrada democracia burguesa".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

16 DE DEZEMBRO: "FICA DILMA" OU EU APOIO O AJUSTE FISCAL, PERDA DOS DIREITOS SOCIAIS, ARROCHO SALARIAL, DESEMPREGO E LEI ANTITERRORISMO CONTRA OS MOVIMENTOS SOCIAIS. TUDO EM NOME DA DEMOCRACIA!


A esquerda "chapa branca", corrompida até a medula pelas instituições da democracia burguesa, lança neste 16 de Dezembro o movimento "Fica Dilma" em contraposição aos fracassados atos da direita que apoiaram a iniciativa "impetista" do bandido Eduardo Cunha. O arco político "planaltino" afirma que está em risco no país a vigência do regime democrático e que um "golpe" está em marcha contra o mandato da presidenta Dilma, sufragado pelas urnas. Como Marxistas Revolucionários, e sob a ótica histórica da classe operária oferecemos a seguinte resposta a estes charlatães de "esquerda", integrados ao Estado Capitalista pela via de "generosas" verbas do governo da Frente Popular.

1- O protótipo da democracia burguesa clássica, reinstaurada no país após vinte anos de regime militar com o advento da Nova República em 1985 e depois institucionalizada pela constituinte de 1988, não está sendo questionada por nenhuma das frações parlamentares da oposição burguesa. Estes segmentos da direita que agrupa desde a oposição Demotucana até "personalidades" da "base aliada" no parlamento, exigem o impeachment de Dilma tendo como base real não as "pedaladas fiscais" mas o enorme descontentamento social com um governo que praticou estelionato eleitoral prometendo não retirar direitos dos trabalhadores e tampouco mergulhar o país em uma recessão econômica. Como um bando burguês neoliberal, a tucanalha reivindica a originalidade do projeto em curso e o direito de gerenciá-lo no comando do Estado.Variante política que se confirmaria em um possível governo Temer ou Neves.

2- A suposta "vontade das urnas" neste regime democratizante (paródia da democracia formal burguesa) não passa de uma grotesca ficção política. Em uma eleição regida pelo financiamento de grandes grupos econômicos, manipulada por urnas virtuais "robotronicas" e ainda por cima ordenada por regras absolutamente antidemocráticas, falar em "soberania popular" é no mínimo pretender enganar o povo com o mito do "valor do voto",ou todos somos iguais na democracia.

3- Golpe constitucional da oposição conservadora ou manobra das máfias parlamentares para encurtar o mandato de Dilma, não significa um golpe de estado na concepção marxiana do termo, tampouco está em marcha um golpe militar que postule a substituição do controle estatal por parte elite dominante civil pela cúpula castrense. O impeachment é um instrumento reacionário e antidemocrático incluso na própria constituição de 1988, que exclui a possibilidade do poder da população deliberar em períodos de crise política através dos próprios mecanismos da democracia burguesa. O próprio PT se utilizou deste recurso antidemocrático em 1992 para retirar Collor e empossar o vice Itamar Franco, sem que a população fosse chamada a decidir. Todo o processo político que levou a renúncia de Collor foi restrito as instituições republicanas, seja o Senado Federal, o STF, passando pela lendária "CPI do PC Farias".

4- O movimento operário e a esquerda revolucionária não pode admitir a tese reformista da "inviolabilidade das eleições burguesas",sob pena de não mais poder combater pela derrubada de qualquer governo eleito, seja da esquerda neoliberal burguesa ou da direita neofascista. Os Comunistas não reconhecem a "legitimidade das urnas", para nós a única legitimidade absoluta emana das mobilizações e reivindicações históricas do proletariado em direção ao socialismo. Por isso, apoiamos por exemplo a luta das FARC contra os governos eleitos pelas urnas colombianas, ou os trabalhadores franceses que exigem a renúncia do "socialista" neoliberal eleito, François Hollande.

5- Por último queremos afirmar a vigência do combate das massas a ofensiva ideológica mundial do imperialismo, que trafica desde o fomento de grupos neonazistas até as alternativas sociais-democratas que "rezam" a cantilena da democracia burguesa como " valor universal". O necessário e imperioso enfrentamento (político e militar) com a direita e as turbas fascistas não pode ser confundido com a apologia da democracia burguesa ou em frentes únicas artificiais com quem ataca permanentemente a luta do movimento de massas. Não será apoiando este governo neoliberal que iremos garantir nossos direitos às liberdades democráticas, conquistadas com o sangue dos nossos heróis combatentes ao regime militar!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

STF DÁ UM "TIRO DE ADVERTÊNCIA" CONTRA CUNHA: RENUNCIA OU VAI EM CANA!


Depois do fiasco geral do último domingo, onde a tropas unificadas da oposição conservadora pretendiam potencializar o processo de impeachment da presidente Dilma, a PGR e o STF decidiram contra atacar. Nesta manhã de terça feira (15/12) o presidente da Câmara dos Deputados acordou com a Polícia Federal batendo na porta de seu "Palácio do Jaburu"( do compadre Temer). Atordoado Cunha esperou pelo pior, ou seja, uma ordem de prisão emitida pelo Ministro Teori Zavascki, porém ainda não foi desta vez, o STF optou por um aviso prévio: "Um tiro de advertência" na linhagem bélica da guerra. A PF está cumprindo um mandado de busca e apreensão nas casas de vários caciques do PMDB citados na famigerada "Operação Lava Jato". Entre os chefes da quadrilha peemedebista indiciados estão atuais ministros do governo Dilma (Pansera e Henrique Alves), deputados e ex-senadores e governadores da legenda mafiosa. Mas o alvo central da PF é mesmo Cunha, que também sofreu outra derrota nesta mesma manhã no Conselho de Ética da Casa. Correu nos bastidores do Congresso um boato sobre um possível comunicado de renúncia do Presidente da Câmara esperado para esta tarde. Como já tínhamos caracterizado desde sua gênese, a tresloucada iniciativa "impetista" de Cunha seria um "tiro no próprio pé". A oposição de direita agora corre para agilizar a troca do comando da Câmara, no sentido de dar sobrevida política ao processo de impeachment admitido por Cunha. O governo Dilma trabalha no "fio da navalha" na medida que as investidas do STF também desequilibram sua frágil base de apoio no Senado. A tendência mais profunda da burguesia nacional é de cancelar a audaciosa iniciativa cunhista, e reiniciar o processo institucional de afastamento da presidenta em outro momento. Dilma ainda respira e até mesmo recebe socorro de todos os lados, inclusive da "oposição de esquerda". Amanhã o STF decidirá se cassa o trâmite institucional desferido por Cunha contra o Planalto. Por enquanto vige na República a máxima proferida pelo senador Catão no antigo império romano, e parafraseada equivocadamente pela operação da Polícia Federal: "Delenda est Carthago", atualizando para os nossos dias, "destruição total da rebelde colônia!"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

FIASCO DOS ATOS DO DIA 13: TENTATIVA DE IMPEACHMENT CONDUZIDA PELO DESMORALIZADO CUNHA ERA O "PRESENTE DE NATAL" QUE DILMA ESPERAVA


As expectativas da oposição conservadora se desfizeram no início da noite deste domingo 13/12. Os atos realizados nas principais cidades do país ficaram muito abaixo da média das mobilizações anteriores contra a presidenta Dilma Rousseff, em algumas praças o vexame dos organizadores "coxinhas” e de seus colegas Demotucanos foi muito constrangedor diante da escassez absoluta de público. Para nós do Blog da LBI não foi uma surpresa o fiasco, já tínhamos prognosticado a dinâmica política da marcha da reação dirigida pelo bandido Eduardo Cunha: "A burguesia nacional tem uma posição cristalina sobre a crise política, não se dispõe a carregar o ‘fardo’ de Dilma até o fim do mandato, porém não embarcará de malas e bagagens na queimada ofensiva ‘impetista’ de Cunha." (Blog da LBI 08/12), para logo depois caracterizar o seguinte:"As manifestações da direita já estão marcadas para o próximo domingo 13, embora com poucas perspectivas de uma ampla galvanização social. As digitais sujas de Cunha no processo do impeachment dificulta a adesão de setores da classe média, hoje revestida de falsos pruridos éticos". (Blog da LBI 10/12). Não como videntes e sim como marxistas analisamos a correlação de forças entre as frações das classes dominantes para asseverar que este processo de "impetimento" aberto pela via da presidência da Câmara dos Deputados está irremediavelmente fadado ao fracasso, o que de forma alguma significa um estancamento da crise política do governo da Frente Popular. O processo de "sangramento" político da presidente deve prosseguir e até mesmo se acentuar. O que assistimos neste tragicômico aniversário de 47 anos do malfadado AI-5, foi que a iniciativa política das hordas neofascistas não foi acompanhada dos setores mais tradicionais da conservadora classe média urbana. Tendo Cunha como timoneiro do golpe parlamentar, auxiliado por figuras doentias como Aécio Neves e José Serra, este processo de impeachment não decola no parlamento e tampouco nas ruas e praças deste país. Muito provavelmente até mesmo o STF deve embargar nos próximos dias a aventura cunhista de atropelar os ritos institucionais do trâmite "golpista". O esvaziamento do domingo 13 não representou uma "adesão a democracia" por parte da população, como tenta passar a blogosfera "chapa branca" em parceria com a corrompida esquerda planaltina, apenas expressou o rechaço popular a escancarada guerra política dos bandos burgueses, ávidos por manejarem as reservas monetárias do Estado Capitalista segundo o interesse de seus "negócios". Como já tínhamos denunciado logo em seguida a ruptura de Cunha com o governo Dilma: Está aberta a temporada de barganha geral da burguesia! Covardemente a esquerda reformista muito se movimentou virtualmente nas redes sociais contra a domingueira 13 da direita, porém foi incapaz de convocar o enfrentamento nas ruas com as turbas neofascistas. Iniciativas como a dos trotskistas Fulvio Abramo e Mário Pedrosa em meados dos anos 30 convocando ao enfrentamento direto com a reação fascista não se registra mais nas fileiras de uma "esquerda" domesticada. Sem resistência do movimento de massas nas ruas, os "gatos pingados" da reação ainda se sentem estimulados a convocar novas panaceias para março do ano que vem, para celebrarem os 62 anos da quartelada militar. Desde as modestas forças da LBI, sem emprestar um mínimo de solidariedade política ao governo neoliberal do PT, chamamos a defenestrar as marchas da asquerosa direita, "viúva" do regime militar e consorte das ordens do imperialismo ianque para o Brasil.
Brigada de militantes da LBI saiu de vermelho denunciando
a domingueira coxinha

domingo, 13 de dezembro de 2015

13 DE DEZEMBRO 1968/2015: EMPUNHANDO O “IMPEACHMENT”, A MARCHA DOS REACIONÁRIOS RATOS EM DIREÇÃO AO FASCISMO RETORNA NA HISTÓRIA COMO UMA PIADA DE MAU GOSTO! NÃO PASSARÃO AS VIÚVAS DA DITADURA MILITAR!


No fatídico dia 13 de dezembro de 1968 o general assassino Costa e Silva decretava o Ato Institucional número 5, o famigerado AI-5 eliminava o mínimo de garantias democráticas que ainda restavam desde o trágico desfecho do golpe militar de 1º de abril de 1964. Mais prisões foram realizadas de militantes da esquerda revolucionária e a tortura foi oficializada nos quartéis e delegacias políticas (DOPS) do regime em todo o país. Porém havia um setor da chamada "oposição moderada" a ditadura que não foi molestado pelos militares, agrupados na ala liberal do antigo MDB, figuras como Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, Tancredo Neves etc... passeavam tranquilamente pelos gabinetes de Brasília levantando a "bandeira da conciliação" com os genocidas golpistas. Passados exatos 47 anos do "golpe dentro do golpe" algumas figuras políticas de 68 como FHC, que na época pregavam "moderação" na oposição, enquanto a esquerda combatia em armas a ditadura, hoje vem à tona no cenário nacional convocando uma mobilização nacional pelo impeachment da presidente Dilma exatamente no aniversário do AI-5. Pelo menos tiveram o mérito histórico de deixarem a "máscara cair" revelando para as novas gerações que nunca foram opositores de fato ao regime militar. Com o mote político do "combate à corrupção" e o pretexto técnico das "pedaladas fiscais", a oposição tucana conservadora (antiga oposição moderada ao regime militar) se amálgama agora com a direita protofascista nesta marcha contemporânea de 13 de dezembro de 2015. A tucanalha que arrasou o país com a "privataria" made in Washington, agora cinicamente fala em nome da "moral e ética". O PSDB somado ao bloco dos reacionários ratos que sonham com o retorno do regime das prisões e covardes torturas dos ativistas da esquerda classista e revolucionária, aspiram pela volta da ditadura militar servil aos interesses econômicos do imperialismo ianque no país. Entretanto é preciso que se afirme com todo vigor, diante da confusão política impulsionada por uma falsa esquerda atrelada ao governo burguês "democrático", que a cretina manobra da escória parlamentar em abrir o processo de impeachment contra Dilma não significa um "Golpe de Estado" e tampouco represente o fim do regime democratizante instaurado no Brasil em 1985 com a ascensão da "Nova República". A ofensiva da direita demotucana e peemedebista contra o governo da Frente Popular está inserida no fim do ciclo histórico do "modelo" petista de gerenciar o Estado Burguês, lastreado no binômio de mercado: "crédito e consumo". Com a impossibilidade da permanência do "modelo" de gerenciamento petista, esgotado pelo agravamento da crise capitalista mundial, surge a necessidade do "ajuste", ou seja, há que se manter a alta rentabilidade do capital financeiro as custas das reservas financeiras do próprio Estado Burguês. Nesta nova etapa do regime capitalista o governo Dilma abandona de vez o chamado "neodesenvolvimentismo", que marcou as gestões anteriores do PT, e abraça com força o chamado "neorentismo", gerando uma feroz disputa política no seio das classes dominantes, como uma guerra de ratos vorazes diante da escassez de seu alimento predileto: o botim estatal. Está absolutamente cristalino que a operação de chantagem do impeachment, protagonizado pelo bandido Cunha, um ex-aliado, não representa uma saída "democrática e constitucional" frente à crise do governo Dilma, ao contrário abre as "portas do inferno" para que os neoliberais de "origem" em aliança com as viúvas furibundas da ditadura militar delirem com uma queda humilhante do governo da Frente Popular. Sempre é bom repetir mais uma vez que Dilma está a anos luz de ser um governo nacionalista burguês como foi o de Jango derrubado em 64, está sendo acuada pela direita não por propor "reformas democráticas de base", ao contrário comanda um draconiano ajuste neoliberal ditado pelos rentistas de Wall Street. Porém mesmo mantendo completa distância política da trincheira neomonetarista (ao estilo "Chicago Boys") do Palácio do Planalto, convocamos o movimento de massas a defenestrar a marcha reacionária da direita neste 13 de Dezembro. Em memória de todos os heróis tombados na brava resistência ao regime militar, neste aniversário sinistro do AI-5 afirmamos em uníssono: O SOCIALISMO TRIUNFARÁ HISTORICAMENTE SOBRE AS CINZAS DOS FASCISTAS E NEOLIBERAIS DE TODOS OS MATIZES POLÍTICOS!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

DILMA RECEBE O "GOLPISTA" TEMER PARA O JANTAR: ACORDO MESMO SÓ EM SEGUIR ESFOLANDO O POVO TRABALHADOR


Depois de passar dois dias estimulando o achincalhe de Temer, principalmente pela via da blogosfera "chapa branca", a presidente Dilma convidou seu vice "golpista" para um jantar palaciano na noite desta última quarta feira( 09/12). No cardápio previamente acertado entre os caciques dos dois partidos burgueses, PT e PMDB, não entraria o assunto impeachment de Dilma nem tampouco as mágoas epistolares de Temer. Antes do encontro Renan Calheiros tratou de "lembrar" a Temer que é no Senado que se dará a votação final do impeachment e que nesta Casa a quadrilha pemedebista está muito "confortável" com o tratamento que a presidente Dilma dispensa aos senadores. O presidente do Senado fez questão de assegurar a Temer que o Planalto não removerá das "tetas" do governo nenhum dos seus correligionários. Quanto aos apadrinhados de Cunha o tratamento será bem diferente, Dilma já anunciou a demissão de um dos vices presidentes da CEF, que até poucos dias detinha um dos cargos mais cobiçados do terceiro escalão, administrando as loterias da Caixa. Para os que negavam a recente parceria entre Dilma e Cunha deve ter sido uma revelação incomoda. O certo mesmo é que Dilma e Temer concordaram em transmitir uma versão consensuada da reunião, onde não houve ruptura mas também não se chegou ao reatamento da aliança política. O único acordo entre Temer e Dilma exposto ao grande público foi a decisão de manter a "institucionalidade" do regime burguês, o que significa mais estabilidade para o governo seguir com seus ataques neoliberais aos direitos da classe trabalhadora. Por sinal a principal e até agora a única bandeira programática ("Uma ponte para o futuro") de Temer é uma temerária "reforma da previdência" na qual o "ajuste" neoliberal já realizado por Levy e C&A foi considerado insuficiente. Quanto a este ponto Dilma não tem a menor divergência ou queixa de Temer...mas quando a questão é apoiar o impedimento a presidente vira uma fera... A barganha continua aberta e Temer joga dos dois lados, Dilma por sua vez não cogita sequer retirar as centenas de nomeações efetivadas pelo governo a pedido do vice. Para a mídia Dilma afirma confiar no espírito patriótico de Temer: "Na nossa conversa, eu e o vice-presidente Michel Temer decidimos que teremos uma relação extremamente profícua, tanto pessoal quanto institucionalmente, sempre considerando os maiores interesses do país". Neste caso faltou Dilma dizer que "os maiores interesses do país" são na verdade os interesses dos rentistas que mandam em seu governo. Quanto ao "golpe" cunhista tanto denunciado pela esquerda planaltina como uma "ameaça à democracia", Dilma prefere negociar mais cargos com a máfia peemedebista do que enfrentar a escória reacionária parlamentar convocando a efetiva mobilização popular contra os planos do imperialismo de destruir a economia nacional. Porém as manifestações da direita já estão marcadas para o próximo domingo 13, embora com poucas perspectivas de uma ampla galvanização social. As digitais sujas de Cunha no processo do impeachment dificultam a adesão de setores da classe média, hoje revestida de falsos pruridos éticos. Já a marcha governista de apoio a Dilma, agendada para o próximo 16, deve agrupar somente os funcionários rentados do PT e a tradicional burocracia sindical, a vanguarda classista que enfrenta cotidianamente os planos de arrocho e ajuste do estafeta Levy não está disposta a defender nas ruas a continuidade do lucro dos rentistas. Enquanto perdurar a disputa fratricida no seio das classes pelo controle do botim estatal, a classe operária seguirá combatendo por uma alternativa política própria diante da crise estrutural capitalista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O "VALOR" DA MISSIVA DE TEMER E A AUDÁCIA DO BANDIDO CUNHA


A missiva eivada de "magoa" do vice Michel Temer enviada a presidente Dilma e vazada pelo próprio no sentido de repercutir amplamente na mídia seus queixumes, tem um duplo objetivo. Em primeiro plano é a declaração inicial de ruptura não com o governo como um todo, mas dos esforços da presidenta em barrar o rito do impeachment ainda no estágio da Câmara dos Deputados. Temer com muita habilidade elencou ressentimentos para evitar um debate político que já o marcasse como "general" da oposição e articulador do impedimento da "chefe", que até pouco tempo lhe outorgara a tarefa de partilhar os cargos do segundo e terceiro escalão estatal com integrantes de sua quadrilha pemedebista. Para a anturragem dilmista a mensagem epistolar de Temer não foi lida como uma ruptura total, mas sim como um pedido de mais "carinho" do governo com seus comparsas tão "carentes" de verbas públicas. Afinal das contas Temer não entregou os cargos que detém no aparelho de estado, somente orientou o seu pupilo Eliseu a demonstrar toda sua ofensa com o governo por não ter conseguido emplacar justamente uma vaguinha no segundo escalão de sua própria pasta, os ratos do Planalto já é sabido não se contentam com comendas exigem "queijo" bem "carinho" para o seu consumo. Para a oposição a carta de Temer foi celebrada como uma declaração aberta de adesão ao "golpismo" parlamentar, a tucanalha já tinha sido avisada de seu conteúdo em reunião do vice com o governador Alckmim no final de semana. Serra já passou a comandar a elaboração de um programa econômico para um governo de "transição" encabeçado por Temer. Porém o sinal mais importante e imediato da "temerosa" carta foi captado pelo amigo Cunha. O bandido que preside a Câmara dos deliquentes não poupou audácia diante do signo emitido desde o Jaburu, rapidamente instalou uma votação (onde tinha certeza da vitória) para controlar a comissão que processará o trâmite do impeachment. Pouco se importou com o regimento da Casa que atribui aos líderes partidários a missão de indicar seus representantes para a fatídica comissão, "bateu chapa" contra a base aliada e ganhou com uma margem ainda muito distante de assegurar o impeachment de Dilma. O "imperador" da escória parlamentar também se sentiu fortalecido para tentar destituir o líder do PMDB, antigo aliado fiel, citado por Temer com centro dos "ciúmes" de sua facção, vamos ver se consegue escantear Picciani. Entretanto Dilma não está "morta", e seus aliados no STF suspenderam momentaneamente a aventura de Cunha, o plenário da Corte decidirá toda a dinâmica institucional do processo no próximo dia 16 de dezembro. Neste pleno do Supremo se medirá concretamente as forças de cada lado nesta disputa intestina pelo controle do Estado Burguês, o único consenso entre ambas as frações políticas das classes dominantes é seguir com o "ajuste" exigido pelos rentistas. De um lado o campo da Frente Popular e seus pequenos acólitos corruptos como o PCO, do outro a oposição conservadora sedenta por "radicalizar" a plataforma neoliberal do governo Dilma. A classe operária não tem nenhum "lado" nesta guerra fratricida dos bandos capitalistas, lutará para impor seu próprio poder revolucionário sobre as ruínas decadentes deste regime podre da democracia dos ricos. Portanto o proletariado não deve apresentar uma "agenda democrática" para a crise capitalista, como pretendem os revisionistas do PSTU, LER/MRT, PCO etc.. A única saída realmente progressista diante da barbárie capitalista é por abaixo a ditadura de classe da burguesia e construir o novo Estado Operário, a falência histórica da democracia formal emoldurada pelas elites reacionárias já demonstrou para os trabalhadores que sua única alternativa é a luta pelo socialismo!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DIREITA VENCE COM FOLGA ELEIÇÕES PARLAMENTARES NA VENEZUELA: ENCRUZILHADA PARA O CHAVISMO, OU EXPROPRIA OS CAPITALISTAS SABOTADORES OU SERÁ VARRIDO DO PODER PELA VIA DA DEMOCRACIA BURGUESA


O MUD (Mesa da Unidade Democrática), bloco de oposição semifascista ao regime Bolivariano, ganhou neste domingo (06/12) com larga margem de votos e cadeiras as eleições gerais parlamentares que empossarão a nova Assembleia Nacional Venezuelana. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, acaba de anunciar que o MUD triunfou nas eleições legislativas com um total de 99 deputados, contra 46 do GPP (Grande Polo Patriótico) coalização de apoio ao governo Nicolás Maduro. A Assembleia Nacional é composta por 167 cadeiras e ainda faltam preencher 22 assentos (alguns com critérios específicos para minorias), o que poderá resultar em um desastre ainda maior para o Chavismo caso o MUD conquiste 2/3 dos parlamentares. Após o anúncio oficial o presidente Nicolás Maduro aceitou em rede nacional a derrota eleitoral com "moral e ética", segundo suas próprias palavras: "Olhando para estes resultados a que chegamos com nossa moral, nossa ética, para reconhecer estes resultados adversos, a aceitar e dizer que a nossa Venezuela ganhou a Constituição e a democracia". É a primeira vez em 16 anos que a oposição de direita ao Chavismo sai vitoriosa no Parlamento, desde que a Assembleia Nacional foi  criada no ano de 2000 após a dissolução constitucional do antigo regime político e seu Congresso Parlamentar. A cúpula do MUD, diretamente ligada à Casa Branca e aos grandes grupos capitalistas que controlam a economia do país, festejou os resultados eleitorais como o " início do fim" do regime nacionalista burguês inaugurado na Venezuela com vitória do coronel Hugo Chavez em 1998. "Começou a mudança Venezuela, hoje temos razões para comemorar, o país pedia uma mudança, essa mudança começou hoje", disse o secretário-executivo do MUD, Jesús Torrealba, com os resultados provisórios de 96,03% dos votos apurados. A já esperada derrota eleitoral do Chavismo ocorre no marco de uma profunda ofensiva mundial do imperialismo contra os regimes e governos nacionalista adversários dos interesses ianques no planeta. Como denunciamos vigorosamente desde o blog da LBI, esta ofensiva tem como fundamento econômico o ultraneoliberalismo, focado para eliminar conquistas operárias e sociais existentes nos regimes nacionalistas burgueses ainda sobreviventes a este "furacão reacionário". A derrocada do regime do coronel Muamar Kadaffi na Líbia em 2011, muito bem planejada desde os gabinetes de Washington, foi o "start" desta operação criminosa  que encontrou brava resistência desde a Venezuela de Chavez. Na Síria pela via da guerra civil  e agora na Venezuela pela senda "democrática", o fajuto "Democrata" Obama quer impor um novo governo moldado aos interesses econômicos dos EUA. Por isso mesmo as corporações transnacionais de energia e petróleo derrubaram em mais da metade o preço internacional do barril do óleo cru, ao mesmo tempo em que dobraram a cotação dos derivados refinados do petróleo (gasolina , diesel , querosene para aviação etc...). Acontece que os países periféricos e semicoloniais não possuem grandes refinarias industriais, apesar das reservas naturais de hidrocarbonetos, e são obrigados a importar combustíveis do cartel dos trustes imperialistas. A Venezuela vive este drama e sua economia nacional está sendo estrangulada  por sabotagens internas e uma herança do modelo capitalista monoprodutor. Com um desabastecimento geral de produtos alimentares e de primeiras necessidades, um PIB negativo em 2014  e uma inflação galopante não foi muito difícil mesmo para a "esquálida" oposição derrotar o Chavismo nestas eleições, lembrando que já na anterior Maduro foi eleito por uma diferença muito pequena de votos. O mais escandaloso exemplo da sabotagem econômica e desabastecimento social está relacionado ao preço dos ovos. Este produto básico, que é uma das mais importantes fontes de proteína da dieta diária do povo venezuelano, estava sendo vendido a aproximadamente 100 bolívares por uma caixa de 30 ovos no início de 2014. Um ano mais tarde, havia acumulado um aumento de 200% e estava sendo vendido a 300 bolívares. No final de outubro de 2015, seu preço tinha alcançado mais de 1.000 bolívares, e então o governo decidiu regular seu preço em 420 bolívares para uma caixa de 30 ovos. O resultado imediato foi o completo desaparecimento dos ovos nos pontos de venda, uma vez que os produtores e comerciantes se recusam a vender ao preço oficial. O governo Maduro tenta inutilmente disciplinar a burguesia, seja com o controle cambial seja com o tabelamento de preços ou até mesmo com pequenos confiscos comerciais, medidas muito insignificantes diante da ofensiva aberta para desestabilizar o regime "Bolivariano". As massas estão sendo penalizadas pela sabotagem das corporações e o regime perdendo sua capacidade de investimento social diante da recessão econômica, não há grandes reservas de dólares no país. Se perdurar esta dinâmica social nas próximas eleições presidenciais o PSUV colherá uma derrota acachapante e nada adiantará para o proletariado e suas conquistas o vergonhoso discurso de "perdemos com ética" mas a "democracia foi assegurada". É necessário romper com os limites impostos pela economia de mercado e expropriar os negócios da burguesia sob o controle operário, para que se mantenha e se avance nas conquistas. Entretanto o regime Chavista e sua "revolução bolivariana" são apenas uma caricatura nacionalista burguesa do genuíno socialismo revolucionário. Como um partido burguês o PSUV, mesmo combatendo no campo antiimperialista, é incapaz historicamente de conduzir  a Venezuela ao terreno do socialismo e o cheiro de uma derrota para a reação já exala no ar. O proletariado venezuelano necessita construir sua própria ferramenta de poder para vencer o fascismo e a reação democrático burguesa, neste  necessário caminho a tarefa inicial passa por não depositar confiança política em nenhum mecanismo eleitoral e forjar os comitês operários e populares de expropriação de cada empresa capitalista que patrocina a sabotagem e o desabastecimento nacional.

domingo, 6 de dezembro de 2015

"O CAPITÃO DO GOLPE" ERA ATÉ POUCO TEMPO O ARTICULADOR POLÍTICO DO GOVERNO DILMA. TRAIÇÃO DE TEMER OU CAPITULAÇÃO DO PT AS OLIGARQUIAS MAIS CORRUPTAS E A DIREITA DO PAÍS?


O vice Michel Temer vem sendo apontado pelo arco político governista como sendo " O capitão do golpe", na expressão do entusiasta neopededista Ciro Gomes, detentor de um naco considerável de cargos na esfera estatal. Esta análise sobre o papel de Temer na abertura do processo de impeachment vem sendo compartilhada por uma vasta parcela da blogosfera " chapa branca", reforçada pela decisão do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, pemedebista que assumia a função de sub articulador político do governo, além de ser o responsável pelo cronograma de privatização dos aeroporto brasileiros. Temer foi alçado à condição de articulador político do governo no Congresso Nacional  por indicação do próprio Lula, que pessoalmente chancelou a decisão de Dilma em retirar o petista Mercadante da condução das negociações com os partidos aliados e o parlamento. Temer e seu bando mais mafioso do PMDB (que agrupa Eduardo Cunha e outros bandidos),  refestelou-se do banquete estatal oferecido a ele pela presidente Dilma, nomeou ministros e preencheu quase todos os cargos vacantes do segundo e terceiro escalão da república. Acabada a farra das indicações Temer retornou às suas "atribuições constitucionais" no Palácio do Jaburu, aconselhando Dilma a empossar o ex-governador da Bahia Jaques Wagner como novo ministro da Casa Civil. Até então o governo comemora exultante o fechamento de um ciclo de crise, encerrada  com a prestimosa ajuda de Temer e sua quadrilha. Com uma base parlamentar "saciada" de cargos Dilma conseguiu derrotar a chamada "pauta bomba", aprovando na sequência das votações do Congresso ainda mais medidas do draconiano ajuste fiscal que retiravam direitos dos trabalhadores e aposentados, até aí a "lua de mel" entre o mercado, governo e o PMDB parecia que duraria um pouco mais. Mas o quadro da "estabilidade"  temporal começou a se deteriorar na medida em que Cunha passou a ser acossado pelo Ministério Público, Janot e sua equipe, acusado pelo presidente da Câmara de ser um instrumento do governo contra adversários, por sinal uma " tese" sem qualquer base real. Para piorar a situação o próprio Janot em parceria com ministros do STF mandaram o líder do governo no Senado para a cadeia, deixando Cunha ainda mais temeroso de uma iminente prisão diante do vendaval de denúncias contra ele. Precisando aprovar a CPMF, uma exigência dos rentistas para que o governo garanta o superávit fiscal, Dilma vacila em selar um novo acordo com o "enforcado" Cunha no Conselho de Ética da Câmara, a crise política volta a atingir temperatura máxima... Farejando o cheiro da carniça, e ainda arrotando as iguarias que o Planalto lhe presenteou, Temer resolve "liberar" seu comparsa para atacar Dilma com a ameaça do impeachment. Com o "tiro" Temer pode atingir dois alvos, se triunfar o impedimento da "chefe" o vice vira "imperador" da república ,se fracassar a rasteira (o que no momento é a variante mais provável) o rodízio do banquete público será renovado, com Dilma novamente a seus pés pedindo socorro. Esta segunda alternativa parece ser o cenário que vai se desenhando, Dilma já declarou que seu vice é "absolutamente leal", apesar de todas as evidências da trama com Cunha e os tucanos, enquanto Temer declara que ficará "neutro" cumprido sua função constitucional que "não inclui barrar o processo do impeachment" , segundo suas próprias cínicas palavras. Enquanto segue a barganha geral das frações burguesas salivando o controle do botim estatal em plena fragilidade completa da Frente Popular, o estafeta dos rentistas, Levy, afirma que o processo de impeachment não afetará os planos do "ajuste". Para a esquerda planaltina  o processo do impeachment é a oportunidade de ouro para resgatar a legitimidade de  Dilma em plena recessão econômica que seguirá impassiva segundo os interesses do mercado financeiro. Afinal o mandato de Dilma (eleita sob um estelionato político contra os trabalhadores) está sendo atacado por criminosos e deliquentes da política nacional, não importa se até ontem eram "bons companheiros". Em tempos de fraude política para todos os lados é preciso que se declare em alto e bom som: Dilma está sendo chantageada por elementos  de sua própria base de apoio, não há nada de progressista em seu mandato que tenha "detonado"  a ira das classes dominantes. Portanto estamos diante de uma guerra fratricida no campo de nossos inimigos de classe, onde o palco da "batalha" são as instituições podres do regime da democracia dos ricos. Getúlio e Jango (ambos governos nacionalistas burgueses) sofreram um golpe de estado porque contrariaram minimamente interesses do imperialismo e das oligarquias que o representavam no país, Dilma atravessa intensa turbulência justamente por servir aos amos de Wall Street e se aliar ao esgoto da política burguesa nacional. Se tanto apetece a Dilma e Lula suas relações políticas com os chacais que vivem do sangue da classe trabalhadora, agora não podem reclamar que lobos da direita "gostam de carne"!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

VITÓRIA DOS ESTUDANTES EM SÃO PAULO: RESISTÊNCIA OBRIGA ALCKMIN A "SUSPENDER" FECHAMENTO DAS ESCOLAS! MANTER AS OCUPAÇÕES ATÉ A REVOGAÇÃO DO DECRETO E O FIM DAS PERSEGUIÇÕES!


Após várias semanas de luta dos estudantes contra a (mal) chamada "reorganização das escolas" em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) suspendeu neste dia 04, sexta-feira, o decreto que previa o fechamento de 93 unidades de ensino em todo o estado. As escolas não serão mais fechadas em 2016. Sem dúvida trata-se de uma grande vitória dos estudantes, entretanto a "suspensão da reorganização escolar" pode ser uma manobra do governador fascistoide para enfraquecer o movimento de ocupação das unidades de ensino. Várias escolas vão continuar ocupadas até que a medida seja revogada pelo tucano e pretendem continuar se manifestando neste final de semana, como foi deliberado pelo Comando das Escolas Ocupadas. Não se lutou apenas pela suspensão porque Alckmin pode voltar atrás a qualquer hora. Revogar é preciso! A decisão do governador facínora foi anunciada no dia em que pesquisa Datafolha indicou que a popularidade do governador chegou ao menor índice já registrado. Alckmin saiu desmoralizado. O braço armado do Estado não conseguiu desmobilizar os estudantes secundaristas. Pelo contrário. A cada nova atrocidade cometida pela PM, mais indignação era convertida em solidariedade e manifestação como vimos nas marchas deste dia 04 que fecharam o cruzamento da AV. Paulista com a Consolação. A derrota do tucano demonstrou que só a luta direta pode barrar a investida da direita contra os direitos dos trabalhadores e da população, enfrentando nas ruas sua PM assassina! A Juventude Bolchevique se orgulha de ter participado desse movimento e enfrentado nas ruas a investida reacionária do governo tucano e sua violenta repressão. Esse é o caminho para também combater o ajuste neoliberal do governo Dilma neste momento que a frente popular usa o distracionismo do “golpe iminente” para sabotar a resistência dos trabalhadores. Publicamos a nota lançada pela Juventude Bolchevique na última semana de novembro e distribuída em várias escolas de São Paulo em apoio à resistência dos estudantes que com sua luta derrubou o Secretário de Educação e obrigou Alckmin a suspender o fechamento das escolas. Agora é manter as ocupações até a revogação do decreto e em defesa do ensino público de qualidade controlado por pais, estudantes e professores, além de exigir o fim das perseguições e processos disciplinares nas escolas!

TODO APOIO ÀS ESCOLAS OCUPADAS! CRIAR COMITÊS DE ESTUDANTES, PAIS E PROFESSORES CONTRA ATAQUES DE ALCKMIN À EDUCAÇÃO!
  
Já são mais de 90 escolas ocupadas por estudantes, pais e professores contra o fechamento por Alckmin. O governador da Opus Dei foi obrigado a recuar em suas medidas arbitrárias em algumas escolas e as reintegrações de posses via a PM foram suspensas diante da resistência em curso de ganhou a simpatia de toda a população trabalhadora. Em mais de 20 anos à frente da gerência estadual paulista, a máfia do PSDB coleciona os maiores e mais dolorosos ataques neoliberais a toda população trabalhadora no estado. A mais nova investida tucana sobre os direitos da juventude trabalhadora, seus familiares e professores, é o chamado plano de “reorganização” da rede estadual, que o bandido Geraldo Alckmin (PSDB) e seu secretário de educação Herman Voorwald, pretendem por em marcha a ferro e fogo já em 2016. Segundo a falácia do Governo do Estado de SP, a meta é dividir os alunos por idade e estrutura das capacidades cognitivas (sem nenhum tipo de amparo cientifico-pedagógico), o que leva a imposição das escolas por ciclos, ou seja, cada escola terá apenas um ciclo educacional: Fundamental I (ensino iniciais) e Fundamental II (ensino médio). Alckmin já determinou que 94 escolas fossem fechadas, o que obrigará pelo menos 311 mil alunos a mudarem de instituição, complicando imensamente a vida das famílias operárias, que serão obrigadas a se sacrificarem ainda mais para conseguirem manter seus filhos estudando. Além da juventude e suas famílias, os professores também serão profundamente atingidos pelos planos draconianos do Opus Dei tucano, visto que atuarão em instituições distantes das que trabalhavam, terão imensas dificuldades em comporem suas jornadas em ciclos de regiões diferentes, fato que segundo a APEOESP poderá levar a redução de jornada com redução salarial, se depararão com salas de aula muito mais lotadas do que as já superlotadas e etc.. Tudo isto resultará inevitavelmente em mais um profundo ataque neoliberal à educação pública já moribunda para beneficiar diretamente o grande capital parasitário, manifestação direta do atual estágio de barbárie capitalista que se perpetua em todo o globo. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT SOB O CÉU DE BRASÍLIA: O ENFORCADO QUER DECAPITAR A NÁUFRAGA. LUTAR POR UM PODER DOS TRABALHADORES!


Aberta a temporada de barganha aberta entre as frações políticas da burguesia nacional. A admissibilidade do processo de impeachment, por parte do presidente da Câmara dos Deputados foi amplamente noticiado pela mídia (da esquerda à direita) como uma "vendetta" de Eduardo Cunha para acuar o governo petista que orientou seus deputados a votarem no Conselho de Ética da Casa contra o peemedebista, porém é bem mais que isso! Até o mais ingênuo analista político sabe muito bem que Cunha está com os "dias contados", seja como presidente da Câmara ou até mesmo como parlamentar. Um ato de desespero vingativo ou de uma barganha política mais profunda para evitar sua provável prisão pelo STF? Somos levados a acreditar na segunda possibilidade, conhecendo bem a frieza de Cunha (sua alcunha em Brasília é "homem de gelo"), seria difícil supor que no mesmo dia em que Dilma consegue uma vitória maiúscula no Congresso Nacional aprovando a nova meta fiscal do orçamento de 2015 (360 a favor 115 contra), um parlamentar experiente pensaria que um processo de impeachment poderia avançar quando o quórum necessário para obter algum resultado positivo depende da aprovação de dois terços dos deputados, para só depois seguir para o Senado onde o governo tem controle quase absoluto. Em uma etapa de profunda crise política do governo do PT é óbvio que o simples anúncio da admissibilidade do impeachment cria um enorme alvorço em Brasília, é exatamente este cenário que interessa a todos os "enforcados" e "acuados" seja pela Lava Jato ou mesmo pelo STF. A oposição tucana mais lúcida (FHC e C&A) entende que sob a regência de Cunha o impeachment (sem fato novo) de Dilma vai pelo ralo do esgoto. Aécio e sua anturragem "cheirada" tentam se empolgar com a notícia do impeachment, convocando meia dúzia de coxinhas para as ruas, não conseguirão sequer repetir as marchas do início do ano. Para o governo Dilma que estava nas cordas com a prisão do patético senador Delcídio, a oportunidade é de "ouro": a presidenta já correu para a mídia se dizendo vítima de uma vingança venal por parte de um bandido que tem contas bancárias fora do país, além de ocultar seu patrimônio pessoal. No mesmo compasso demagógico, o PT para recuperar a simpatia popular orientou publicamente seus deputados a atacarem Cunha, depois que a mídia passou o dia inteiro "torcendo" para que os parlamentares petistas votassem contra o relatório do Conselho de Ética que pede a cassação do presidente da Casa. Mera tolice "para a plateia", Cunha já sabia que poderia se safar no Conselho sem contar com os votos do PT , votos que realmente precisará no plenário da Câmara para evitar a perda do mandato parlamentar. Quanto aos togados "intocáveis" do STF, manifestaram claro desconforto em relação a precipitação do quase presidiário Cunha. A esquerda "chapa branca" fala que o "golpe se aproxima", convocando o movimento de massas no resoluto apoio ao governo neoliberal petista, enquanto avança o "ajuste" no Congresso Nacional e estouram as lutas populares contra a grave crise econômica capitalista em plena espiral ascendente. A "oposição de esquerda" deve apoiar midiaticamente o processo de impeachment de olho nas próximas eleições municipais (esteve junto aos tucanos apoiando a prisão ilegal de Delcídio e os arbítrios da Lava Jato), entretanto seus parlamentares que não serão candidatos em 2016 manterão uma certa distância da reacionária iniciativa "impetista". A "sorte" do poker político das cartas de Dilma somente terá algum enlace após as Olimpíadas no Rio, até lá a temporada da "barganha geral" da burguesia com o governo está aberta. O movimento operário e popular não pode cair na cantilena reformista do "golpe iminente", muito útil para desarmar a resistência proletária ao "ajuste" orquestrado pelo capital financeiro. É necessário forjar na ação direta das massas a construção de uma alternativa de poder revolucionário dos trabalhadores, diante da bancarrota completa deste regime da democracia dos ricos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

FUZILAMENTO DE CINCO JOVENS NEGROS NO RJ: POLÍCIA É O BRAÇO ARMADO INSTITUCIONAL DA ELITE CAPITALISTA RACISTA, MAS A ESQUERDA REVISIONISTA AINDA CONSIDERA OS ASSASSINOS COMO "COMPANHEIROS DE LUTA"


Em Cuba já não existe mais o "Paredão" para eliminar os agentes sabotadores da contrarrevolução contra o Estado Operário, foi um instrumento excepcional no curso de um período revolucionário onde os EUA se utilizavam do mecanismo da guerra civil contra a economia socialista, onde fuzilamentos são admitidos após prévio julgamento por uma Corte militar e fazem parte da própria "Convenção de Genebra" (que trata de assuntos relacionados à guerras) da ONU em casos de alta traição com o país. No Brasil os fuzilamentos existem rotineiramente (não atravessamos nenhuma guerra civil) e são operados oficiosamente pelas polícias contra a população negra e pobre das periferias de grandes centros urbanos. A brutal execução sumária de cinco jovens negros no subúrbio de Costa Barros pela PM do Rio de Janeiro foi mais uma constatação de que a pena de morte existe no Brasil, além da vigência da tortura nas delegacias, sendo dirigida contra os pobres, jovens e mulheres. O Secretário de Segurança do governo Pezão (PMDB), José Mariano Beltrame, tentou desvincular a ação criminosa de uma política quotidiana da PM, como se não lembrássemos de centenas de Amarildos covardemente mortos e ainda culpabilizados pela corporação como "bandidos e marginais". Os PM's responsáveis pelo crime seguiram o "roteiro" tentado passar a versão de que os cinco jovens estariam armados e teriam atirado contra os policiais (ver vídeo), porém desta vez a farsa foi tão grotesca que a "versão oficial" não pôde ser sustentada por muito tempo. Segundo a tia de dois dos jovens assassinados (Wilton, 20, e Wesley, 25 anos), os policiais chegaram a ameaçar os parentes com fuzil. "Minha cunhada queria ver o filho dela dentro daquele carro, mas o PM botou o fuzil na cara dela e disse que ia atirar em quem se aproximasse do carro. Quando chegamos deu para ver que o Wilton e o Carlos estavam agonizando e ainda estavam vivos. Pedimos para socorrer, mas eles não deixaram", contou Érika, ressaltando que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região fica a menos de 50 metros do local e ainda era possível tentar socorrer as vítimas. Com a grande repercussão do fato na mídia internacional interessada em notícias da cidade que sediará as Olimpíadas em 2016, o governador Pezão orientou a cúpula da PM para exonerar o tenente coronel Marcos Netto, comandante do batalhão responsável pela área onde ocorreu o fuzilamento dos jovens. O Secretário de Segurança, Beltrame, em um rasgo de pura demagogia classificou o crime como "abominável", por sua vez a justiça do RJ já decretou a prisão de todos os policiais envolvidos na chacina. O que estamos assistindo com mais intensidade agora no Rio, é produto da política de "higienização social" da cidade que se prepara para receber o "maior evento" mundial dos esportes, com investimentos bilionários bancadas com financiamento estatal, grandes corporações capitalistas se preparam para lucrar bilhões de dólares com as Olimpíadas. Para o povo pobre, bem distante da " cidade maravilhosa" da zona sul , fica o "legado" da repressão policial e discriminação racial e social. Muitos "críticos" desta sinistra ação dos policiais assassinos, afirmam que não se pode generalizar o fato para o "conjunto da instituição policial", já a esquerda revisionista caracteriza que os "policiais são meros trabalhadores fardados" e que poderão até mesmo ser "companheiros na luta" por melhores salários. Nós da LBI divergimos pelo vértice desta consideração antimarxista dos revisionistas do PSTU, PSOL, OT e pequenos afins como o coletivo "Socialistas Livres" (membro da FCT e FR ao mesmo tempo...) que apoiam as greves policiais por "melhores condições de trabalho". A polícia em seu todo institucional é o braço armado dos interesses capitalistas, trata-se do monopólio estatal que a burguesia detém para exercer a violência contra o proletariado e a população oprimida. Não defendemos nenhum tipo de "reforma democrática" no aparato policial, combatemos pela sua destruição revolucionária no bojo da demolição do Estado burguês. Exigir o "fim da PM" e sua substituição por uma "polícia democrática" ou "comunitária", como advogam os revisionistas, corresponde a admitir a legitimidade histórica da repressão da burguesia sobre os trabalhadores por meios mais "civilizados". Para julgar e condenar crimes hediondos praticados contra nosso povo por agentes do Estado capitalista, é necessário a construção de Tribunais Populares, no mesmo processo histórico da organização de comitês de segurança militar do proletariado. Porém estas consignas estão diretamente relacionadas a uma nova etapa da luta de classes, onde a classe operária seja protagonista do cenário nacional da luta pelo socialismo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PELA VITÓRIA DA RESISTÊNCIA PALESTINA CONTRA O ENCLAVE TERRORISTA DE ISRAEL! POR UMA FRENTE ÚNICA DE COMBATE ANTI-IMPERIALISTA COM HEZBOLLAH E FPLP AO LADO DE ASSAD-PUTIN CONTRA O EI E SEUS ALIADOS SIONISTAS!


Acabamos de celebrar o dia internacional de solidariedade ao povo palestino neste 29 de novembro. Neste momento, várias revoltas estão em curso na Palestina contra o enclave sionista, muitos lutadores preveem em breve a chegada da Terceira Intifada Palestina. A intifada palestina é a resposta vigorosa à persistência da opressão sistemática promovida pelo enclave sionista. Desde 2014, após o descarrilamento de mais um período vazio de negociações diplomáticas, a situação na Palestina ocupada tem deteriorado, o que se evidencia pelos confrontos cada vez mais fatais. A primeira intifada, em 1987, durou seis anos com cerca de dois mil palestinos tombando resistindo. Na segunda, que eclodiu em 2000, mais de 3.300 palestinos morreram, enquanto a ocupação israelense intensificou a brutalidade, com punições coletivas e as táticas de “quebrar ossos” para a repressão. As ações dos palestinos são taxadas de “terroristas” e seus corpos são perfurados pelas “medidas de segurança” israelenses. Em outubro de 2015, segundo a organização palestina Al-Haq, 20 palestinos entre 12 e 23 anos foram mortos. O mesmo saldo devastador ocorreu agora em novembro. Para ajudar na compreensão dos motivos do “porque” a Terceira Intifada vem sendo adiada e sabotada pela OLP-Al Fatah, republicamos o artigo “A ‘PRIMAVERA ÁRABE’ CONTRA A INTIFADA PALESTINA” publicado no Blog da LBI em 19 de novembro de 2012, há três anos. Neste texto que se mantém plenamente atual analisamos o papel contrarrevolucionário da chamada “Revolução Árabe” que acabou por dividir e enfraquecer a luta do povo palestino contra o enclave sionista, ao ponto de Israel colaborar com os “rebeldes” do EI contra o governo Assad e a petromonarquia do Qatar, que também apoia os jihadistas, conseguindo cooptar uma parcela da direção do Hamas ligada a  Khaled Meshaal. Este logo no começo da ação dos “rebeldes” mercenários na Síria, abandonou Damasco e foi viver no emirado do Qatar sob os auspícios do emir Al Thani, aliado dos EUA e de Israel, patrocinador da oposição pró-imperialista contra o regime de Assad, processo que tem levado ao enfraquecimento do causa palestina.

A ‘PRIMAVERA ÁRABE’ CONTRA A INTIFADA PALESTINA 
(19 DE NOVEMBRO DE 2012)

No momento em que o enclave terrorista de Israel declara mais uma guerra contra a Palestina, bombardeando a Faixa de Gaza e assassinando dirigentes e militantes do Hamas, a LBI publica o folheto “A ‘Primavera Árabe’ contra a Intifada Palestina”. Aproveitamos a realização em Porto Alegre (RS) do Fórum Social Mundial Palestina Livre para lançar esta publicação voltada não “apenas” para expressar nossa solidariedade militante à causa palestina e a luta pela destruição do enclave sionista, mas também para abrir uma polêmica no interior da esquerda sobre a (mal) chamada “Primavera Árabe”. Esta, na verdade, trata-se hoje de uma transição ordenada e controlada pela Casa Branca que não só trocou seus gerentes desgastados no Egito e na Tunísia, mas também serviu de justificativa para uma intervenção militar contra o regime líbio dirigido por Kadaffi. Atualmente, essa realidade esta cada vez mais clara, na medida em que Israel deseja ver o fim do regime da oligarquia Assad pelas mãos dos “rebeldes” mercenários na Síria para debilitar o Hezbollah e possibilitar, em melhores condições, uma agressão junto com o imperialismo ianque ao Irã. O atual ataque de Israel à Palestina e sua resistência (Hamas), grupo que tem o apoio da Síria e do Irã, é parte desse plano macabro lastreado na ofensiva imperialista contra os regimes nacionalistas do Oriente Médio batizada de “Primavera Árabe” e está a serviço de debilitar a resistência palestina por meio da luta direta, a Intifada, contra Israel. Para os marxistas revolucionários da LBI o apoio à causa palestina está umbilicalmente ligada à luta contra a atual ofensiva imperialista na região, mais particularmente contra a Síria e o Irã. Aqueles que como o PSTU/LIT dizem que “A luta do povo palestino ganha força na medida em que avançam as revoluções no Norte da África e Oriente Médio” nada mais fazem que prover com uma cobertura “de esquerda” a política da Casa Branca, da ONU e da OTAN de debilitar seus adversários na região para melhor avançar em seus objetivos econômicos e políticos neocolonialistas. Agora, Obama busca fechar um acordo com o governo da Irmandade Muçulmana, que dirige o Egito e que foi parido da “Primavera Árabe”, para estrangular a reação palestina aos ataques genocidas de Israel.