Déficit fiscal recorde
do governo Dilma aciona ofensiva patronal contra conquistas operárias
As contas centrais do
governo Dilma (União, Previdência Social e Banco Central) registraram um
déficit primário (receitas menos despesas sem a inclusão de juros) de R$ 10,47
bilhões em setembro deste ano, segundo dados fornecidos pela Secretaria do
Tesouro Nacional, nesta última quinta-feira (31/10). Trata-se do pior valor,
para os meses de setembro, desde o início da aferição da série histórica para
este indicador, em 1997. Este também foi o segundo mês consecutivo no qual o
resultado das contas públicas é o pior, para o mês em questão, nos últimos 17
anos, desta forma foi disparado o sinal de alerta vermelho na equipe econômica
palaciana. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi obrigado a vir a público
para tentar atenuar as preocupações com as contas públicas do país ao afirmar
que o governo já estuda reduzir despesas com o pagamento de seguro-desemprego e
o abono salarial que, neste ano, devem somar pouco menos de 50 bilhões de
reais, ou seja, a resposta do governo para o “descontrole” das contas estatais,
comprometidas com gastos para grandes empresas e empreiteiras, é da tentativa
de subtração de conquistas históricas do movimento operário. Mas parece que o
governo neoliberal do PT não quis perder muito tempo, um dia após o ministro
Guido Mantega dizer que tem urgência em reduzir as despesas com o pagamento de
benefícios do seguro-desemprego e o abono salarial, o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), controlado pela máfia do PDT, anunciou ontem (01/10) que reviu
algumas medidas para pagar o benefício. As novas regras, de acordo com nota
oficial do MTE, já começaram a valer.



















