terça-feira, 16 de abril de 2019

ESQUENTA A LUTA ENTRE AS DUAS FRAÇÕES GOLPISTAS: RAQUEL E OS FASCISTAS DA LAVA JATO QUEREM INTERDITAR A MÁFIA TOGADA DO STF


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito sigiloso aberto pelo presidente Dias Toffoli para apurar ataques e disseminação de ofensas e notícias falsas contra a Suprema Corte e seus Ministros. Anteriormente os Procuradores federais da fascista “Operação Lava Jato” também criticaram a cúpula do judiciário por rejeitar qualquer participação do MPF nas investigações de fatos relacionados a “ataques morais” aos togados do STF. O clima esquentou ainda mais no início desta semana quando o Ministro Alexandre Moraes mandou censurar a reacionária revista “Crusoé” e também o site direitista “O Antagonista” por supostamente veicular acusações de corrupção contra o presidente Dias Toffoli, em um suposto envolvimento com empreiteiras. O Ministro do STF Marco Aurélio Mello, resolveu entrar no confronto entre as duas alas do golpismo, classificando como censura a decisão do colega Alexandre de Moraes que determinou à apreensão da revista digital "Crusoé". A maioria do STF parece seguir a orientação de Toffoli, até mesmo por uma questão de autodefesa, e já comunicou oficialmente que a PGR não tem poder algum para impedir as determinações da Suprema Corte. Aberta a guerra intestina no interior do regime bonapartista, a camarilha militar observa de camarote os desdobramentos da dissidência golpista, enquanto o triunvirato neoliberal do governo Bolsonaro joga abertamente em favor da “Lava Jato”. É evidente que os fascistas que se perfilam na tropa do justiceiro Moro não admitem que a “última palavra” do novo regime político seja dada pelos togados do STF. Nós Marxistas não ingressaremos na defesa de nenhum dos dois blocos reacionários das classes dominantes, desgraçadamente a esquerda reformista tem se divido ora apoiando a máfia togada do STF (PCdoB), ou dando suporte político aos bandidos da Lava Jato (PSTU). As justificativas de apologia da honra do judiciário e das instituições (STF), ou da defesa abstrata da liberdade das grandes corporações de imprensa (Lava Jato), são absolutamente nulas quando se trata dos interesses estratégicos da classe operária, que passa ao largo desta falsa dicotomia da burguesia. O proletariado e suas organizações de combate devem traçar uma linha bem nítida de independência de classe em relação a todas as alas deste regime de exceção bonapartista, instaurado no país após o golpe institucional de 2016. Os Marxistas Revolucionários são totalmente contrários a censura no âmbito de um regime político burguês e de sua justiça de classe em particular a qualquer pessoa, jornal, blog ou revista por expressar suas opiniões, pensamentos ou em função da divulgação de reportagem investigativa. Portanto não defendemos que o reacionário site Antagonista e a direitista Revista Crusoé sejam censurados pela máfia togada do STF porque essa perseguição arbitrária que se volta hoje pontualmente contra esses órgãos da imprensa burguesa que conformam o PIG tem como alvo principal a esquerda revolucionária, a imprensa operária e os lutadores sociais. Ao mesmo tempo denunciamos o covil reacionário da PGR e os fascistas da Lava Jato como agentes da reação burguesa que atacam as liberdades democráticas dos explorados. A vanguarda dos trabalhadores construirá no curso de sua luta concreta seus próprios organismos de defesa e publicidade, sem que necessitem de qualquer “autorização” institucional da decadente elite dominante para existir e cumprir seu papel histórico: o socialismo!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

ONTEM O MUSEU NACIONAL NO RIO, HOJE A CATEDRAL DE “NOTRE DAME” EM PARIS: CAPITALISMO EM DECADÊNCIA É INCAPAZ DE PRESERVAR OS PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS DA HUMANIDADE


Um incêndio de grande proporção, nesta segunda-feira (15/4), consome quase que totalmente a catedral de “Notre-Dame” de Paris, na França. A construção do templo de Notre-Dame pela alta cúpula católica foi dedicado à figura mítica da Virgem Maria (o termo francês “Notre-Dame” quer dizer Nossa Senhora em português) e levou 180 anos, de 1163 quando começou a ser erguida no local onde ficava uma igreja romana, a 1345. Antes, o terreno havia sediado um templo druida, altar celta e antigos ritos cristãos. Localizada na Île de la Cité (uma pequena ilha no centro de Paris, rodeada pelas águas do rio Sena), a histórica catedral foi restaurada diversas vezes em seus mais de oito séculos de existência. Dentro da igreja, há um acervo de importância artística inestimável para a humanidade, há também pinturas e gravuras que relatam a história da catedral e da própria cidade de Paris. O fogo foi relatado primeiro por religiosos em redes sociais, não está claro ainda o que o causou, mas pode estar relacionado a uma obra de restauração que vinha sendo feita no telhado do templo.A emissora “France 2” afirmou que a polícia está tratando o caso como um acidente. Como se pode constatar, a completa negligência com os patrimônios históricos da humanidade não é monopólio apenas de países capitalistas periféricos, como o Brasil que recentemente assistiu a destruição (também por incêndio) do importante Museu Nacional na cidade do Rio de Janeiro. Também nações imperialistas como a França estão “oferecendo” sua porção de descaso (para não dizer irresponsabilidade) com o acervo da cultura civilizatória dos povos, reflexo direto do estancamento das forças produtivas do capital, hoje inteiramente consumido pelo rentismo dos mercados financeiros.
CASO DANILO GENTILI: PCO ADVOGA A DEFESA DO CANALHA REACIONÁRIO EM NOME DO “DIREITO A LIVRE EXPRESSÃO”... OS TROTSKISTAS RECHAÇAM O CRIME DE “DELITO DE OPINIÃO” MAS NÃO EVOCAM A “LIBERDADE” PARA O VERME FASCISTA! 


Uma polêmica abriu-se nos últimos dias no interior da esquerda e na “blogosfera progressista” acerca da condenação do reacionário, direitista, racista e homofóbico Danilo Gentili a seis meses e 28 dias de prisão em regime semiaberto por injúria à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Enquanto vários ativistas e agrupamentos políticos defenderam nas redes sociais e blogs a sua prisão, o PCO saiu em defesa do canalha Gentili. Rui Pimenta logo declarou: “Condenação de Danilo Gentili: um atentado à liberdade de expressão”. Ambos os lados estão equivocados porque balizam suas posições tendo como referência as instituições do regime político burguês, entrando no debate acerca da “legalidade” ou não da decisão judicial. Os Marxistas Revolucionários rechaçam o crime de “delito de opinião” no marco do Estado burguês, ou seja, somos totalmente contrários a censura a qualquer pessoa por expressar suas opiniões ou pensamento no âmbito de um regime político burguês. Portanto não defendemos que Gentili seja censurado pela Justiça porque essa perseguição arbitrária que se volta hoje pontualmente contra ele tem como alvo principal a esquerda revolucionária e os lutadores sociais. É importante ressaltar que na sentença judicial que o condenou a prisão, Gentili foi não foi censurado ou “silenciado”, tanto que o canalha continua falando suas diatribes reacionárias livremente nas redes sociais e na TV.  Ao mesmo tempo, de forma alguma, defendemos esse reacionário racista frente a decisão da justiça burguesa, como fez vergonhosamente Causa Operária. Os Marxistas não defenderão Gentili diante da Justiça burguesa e, tampouco, o Bonapartismo Judiciário, alertamos que as manobras de espetáculos jurídico-policiais são uma expressão do regime bonapartista de exceção que vigora no país, após o golpe parlamentar que derrubou o governo do PT. É mais que correto denunciar o judiciário como um órgão da classe dominante voltado a cassar as liberdades democráticas dos trabalhadores (que não é o caso do playboy Gentili), porém em alto e bom som é fundamental também deixar claro que os revolucionários não advogam a liberdade desse verme diante da decisão judicial. A vanguarda combativa do proletariado não pode depositar nenhuma ilusão na justiça burguesa que traficam sentenças seguindo as ordens da Casa Branca em Washington, tampouco podem defender uma reacionário racista como Gentili. Na contramão dessa posição principista o PCO saiu em defesa do verme Gentili e para isso usou como pretexto a necessidade de se respeitar a “liberdade de expressão” em geral, como se os Trotskistas defendessem o direito de expressão do fascismo. Em nome da “livre expressão” esses revisionistas do trotskismo defendem que o facistoide possa vociferar um claro discurso racista e de extrema-direita, defendem o “direito” de Gentili atacar os negros, homossexuais, comunistas e mulheres em nome da democracia!!! Esta conduta escandalosa deve ser amplamente repudiada pela esquerda classista e revolucionária como um ataque ao conjunto do movimento operário e as liberdades democráticas do povo trabalhador, na medida que o fortalecimento do fascismo e de sua liberdade de fala e atuação favorece a ofensiva burguesa na luta de classes! No caso específico de Causa Operária tamanho esmero em defender esse fascista preconceituoso também se deve a identidade programática do PCO com as “teses” homofóbicas contra a diversidade sexual e não apenas pela “liberdade partidária” no geral, como já denunciamos antes no caso da fala de Levy Fidelix contra os homossexuais no debate da TV Record em 2014 assim quando Rui Pimenta advogou a “liberdade” para Bolsonaro atacar negros, homossexuais e mulheres em abril de 2017 em um evento sionista no Rio de Janeiro. Os Marxistas Revolucionários nunca defendem a “democracia” para a burguesia e seus setores mais reacionários poderem livremente organizar ofensivas reacionárias contra o povo trabalhador e as chamadas “minorias”. Os genuínos Trotskistas não defendem a “livre expressão” do fascismo! Ao contrário, intervém nos protestos e manifestações contra a homofobia e o rascismo para apresentar uma plataforma revolucionária que una a luta pelas liberdades democráticas do povo trabalhador no sistema capitalista ao combate para derrotar a burguesia e seu regime senil de conjunto, demonstrando que as posições reacionárias e preconceituosas dos partidos burgueses são as expressões mais cruentas de seu desejo de “eliminar” os trabalhadores por meio da fome, miséria, do desemprego e da exploração capitalista! Para os Marxistas Revolucionários é necessário ir muito além do rechaço democrático ao “humorista” que hoje é um dos símbolos políticos de todo o campo da direita em nosso país. Danilo Gentili representa um segmento fascista “bem vivo” não só na mídia mas também no interior do aparelho repressivo (FFAA e PM's) do Estado Burguês. A tradição programática da Esquerda Revolucionária passa bem longe desta panaceia de defender Gentili, consideramos que os fascistas devem receber outro “tratamento” por parte do movimento operário organizado. Como nos ensinou o grande mestre Trotsky: “Com fascistas não poderá haver relação alguma democrática, devemos enfrentá-los com metralhadoras e porretes”. É uma verdadeira tragédia política que grupos da esquerda que tanto verborragizam contra o “Golpe de Estado”, se mostrem tão submissos a reação burguesa quando se trata de sarjetas grotescas como Gentili, Bolsonaro e sua corja de fascistas. Os Leninistas nunca foram defensores da democracia como um valor universal e, muito menos, reféns da legalidade burguesa, ainda mais quando se trata do combate de classe contra os bandos fascistas em plena atividade. Calemos Gentili pela força da ação organizada da classe trabalhadora sem depositar nenhuma ilusão na justiça burguesa e em seu Estado repressor!

domingo, 14 de abril de 2019

ELEIÇÕES ISRAEL: NETANYAHU VENCE CONTRA UMA OPOSIÇÃO AINDA MAIS NAZISIONISTA. O HISTÓRICO PARTIDO TRABALHISTA É VARRIDO DO CENÁRIO POLÍTICO, AMEAÇANDO OS FARSESCOS “ACORDOS DE OSLO”


O resultado final das eleições para o parlamento israelense, que no regime sionista determina o comando de fato do Estado Judeu, acabou por dar a vitória ao reacionário partido Likud e por consequência a reeleição do facínora Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu. O Likud obteve 36 cadeiras no parlamento e a neófita coalizão eleitoral de “oposição”, batizada de “Azul e Branco”, formada em janeiro deste ano ficou com 35 assentos em um total de somente 120 postos no Knesset, como é chamado o parlamento israelense. Mesmo que o Likud tivesse conquistado menos parlamentares do que a coalizão “Azul e Branco” (que alguns veículos da mídia tem apresentado equivocadamente como um partido), Netanyahu teria facilmente obtido sua recondução ao cargo de Primeiro Ministro pelo fato de controlar uma coligação de partidos muito mais ampla do que a frágil coalizão “Azul e Branco”, comandada pelo general assassino Benny Gantz. Portanto é completamente falsa a análise da esquerda reformista de que as eleições israelenses foram “apertadas” e que Netanyahu “ganhou por pouco”. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, a “rainha da Inglaterra” do gerdame sionista, já encarregou Bibi Netanyahu de conformar seu quinto governo consecutivo, superando desta forma o fundador do Estado Judeu, o histórico líder trabalhista David Ben-Gurion. Se a tranquila vitória de Netanyahu não foi surpresa alguma para nós Marxistas, refletindo diretamente o ambiente ultradireitista do eleitorado das principais “cidadelas”  de Israel , o total aniquilamento político do Partido Trabalhista é sim um elemento novo e que precisa ser aprofundado. A esquerda Trabalhista, filiada a Internacional Socialista, elegeu somente 6 parlamentares, o pior resultado em toda sua história, e seu tradicional aliado de “centro-esquerda” o Meretz , a marca pífia de 4 cadeiras. O provável fim melancólico do Partido Trabalhista de Israel, que até pouco anos atrás era o principal fiador internacional da existência do Enclave sionista, detonará toda uma mudança na correlação de forças da região, em particular com as organizações palestinas, tanto a ANP como o Hamas. A esquerda trabalhista israelense, uma reprodução regional da Social Democracia europeia, foi organizada pelos principais quadros dirigentes do Estado Judeu, como David Ben-Gurion, Yitzhak Rabin, Shimon Peres, Golda Meir e Ezer Weizman, entre outras lideranças históricas. O iminente fim do “Labour  Party” ameaça a manutenção dos “Acordos de Oslo”, ou seja o atual “desenho” político do Enclave de Israel que deu origem aos “territórios autônomos” controlados hoje pelo Hamas (Gaza) e ANP (Cisjordânia). Celebrados pela então OLP, PT e os Democratas ianques na figura de Bill Clinton , os “Acordos de Oslo”, são fruto do farsesco “processo de paz” regido pelo imperialismo e consistiam em um artifício para paralisar e amortecer o levante revolucionário que eclodiu com a primeira Intifada das massas palestinas, em 1987 e que já durava sete anos.




sexta-feira, 12 de abril de 2019

“MINHA CASA, MINHA MORTE”: NOVA TRAGÉDIA EXPÕE A BARBÁRIE SOCIAL EM UM RIO DE JANEIRO CONTROLADO PELAS MILÍCIAS EXPLORADORAS DO POVO, PARCEIRAS DOS GOVERNOS BOLSONARO, WITZEL E CRIVELLA


Em mais um capítulo do ciclo de tragédias em que se encontra literalmente mergulhado o Rio de Janeiro, dois prédios desabaram em área perto de mata em Muzema, comunidade na Zona Oeste da cidade na manhã desta sexta-feira (12). Ao menos cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas, além de dezenas de desaparecidos. As construções erguidas pelas milícias em áreas de risco vieram abaixo após a chuva que atingiu o Rio de Janeiro nesta semana. Na área, há cerca de 60 prédios em construção na região que é dominada por milícias, sustentadas pelos bandos militares da PM e dos Bombeiros, grupos com relação direta com o Estado burguês e seus governos de plantão. O que caiu não foram barracos de pobres, destes que se vê pendurados milagrosamente nas encostas do Rio de Janeiro.  Foram prédios construídos por chefes milicianos ligados diretamente aos governos burgueses, um poder capaz de mobilizar muito dinheiro para erguer cinco ou seis andares, com 20 ou 30 apartamentos. Quem é que investiria milhões em obras mambembes, se corresse o risco de vê-las embargadas, de fato, e mandadas demolir, por irregulares e inseguras? As milícias são o poder político de fato nestes locais, sócias destes esquemas de grilagem de terras, construções irregulares e venda lucrativa de arapucas para quem tem pouco dinheiro e muitos sonhos. É o Estado capitalista militarizado e completamente privatizado onde impera a força bruta sobre o povo trabalhador indefeso, sem moradia, saúde, diversão pública. Esses bandos armados em parceira com o clã Bolsonaro, o prefeito Crivella e o governador Witzel dominam a venda de imóveis irregulares na região, além de praticar agiotagem e venda ilegal de serviços como luz, gás e TV a cabo. O chefe da milícia na Muzema é o major Ronald Paulo Alves Pereira suspeito de envolvimento, entre tantos crimes, na morte da vereadora Marielle Franco. De acordo os moradores, as famílias do bairro estavam preocupadas com as consequências da chuva e as construções que não paravam. “Eles construindo sem fim, sem parar. Uma construção atrás da outra, uma loucura. Era retroescavadeira, explosões constantes. Só querem construir e vender”, afirmou a moradora. A prefeitura, como representante do poder estatal, busca se isentar da culpa apontando para o envolvimento das milícias, mas o poder paraestatal delas só cresce sob a conivência do Estado e os interesses de políticos burgueses que nas eleições fazem destas zonas seus feudos eleitorais. Em resumo, a nova tragédia é expressão da barbárie social em que se encontra mergulhado o Rio de Janeiro. Para dar um fim a esse ciclo de morte que assola a “Cidade Maravilhosa” faz-se necessário construir o poder dos trabalhadores por fora das instituições burguesas e seu circo eleitoral, rompendo com as ilusões patrocinadas pelo PT e o PSOL. Para isso é necessário lutar pela construção de casas populares gratuitas para a população trabalhadora, com os movimentos populares ocupando os prédios do centro da cidade, exigindo sua imediata desapropriação para fins de moradia!
BOLSONARO DECLARA QUE O “EXÉRCITO NÃO MATOU NINGUÉM”: PARA UM GOVERNO NEOFASCISTA POBRE E PRETO É “NINGUÉM”...


O presidente neofascista Jair Bolsonaro acaba de declarar em um evento público realizado hoje (12/04) na cidade de Macapá que: “O Exército não matou ninguém, não. O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte." Para um governo neoliberal encabeçado por um fascista, o fuzilamento de um trabalhador, preto e pobre, é apenas um “incidente” e pior ainda cinicamente afirma que nem chegou a provocar uma vítima fatal. Seguindo a mesma linha já traçada pelo Ministro “justiceiro” Moro, que caracterizou o covarde fuzilamento de Evaldo Rosas como um “incidente”, Bolsonaro pretende aprofundar as características bonapartistas do regime político instaurado após o golpe institucional, tornando os assassinatos policiais da população pobre e preta das periferias urbanas como uma política oficial de Estado. O fato das FFAA terem assumido funções legais (GLO)de polícia de repressão da população na cidade do Rio de Janeiro, desde os governos Lula, Dilma e Temer, reacendeu na cúpula castrense a determinação de controle das instituições sociais, a exemplo do que ocorreu após o golpe militar de 64. A única diferença do passado é que agora o alto comando militar divide suas “responsabilidades” com a cúpula do judiciário, a chamada “máfia togada”, alçada à condição de árbitro “supremo” dos litígios interburgueses. No novo “desenho” do regime bonapartista, coube ao corrompido Congresso Nacional a tarefa de avalizar institucionalmente a agenda neoliberal imposta pelos rentistas do mercado financeiro. Neste cenário absolutamente reacionário, depositar ilusões no movimento de massas em uma possível “mudança por dentro” do regime vigente, é algo absolutamente inócuo, além de semear a paralisia da classe operária. Somente a ação direta e revolucionária do proletariado poderá colocar abaixo este governo fascista e todas as instituições erigidas pelo regime bonapartista!
17 ANOS APÓS PROMOVER GOLPE CONTRA CHÁVEZ, IMPERIALISMO IANQUE VOLTA COM FORÇA A PATROCINAR DERRUBADA DO GOVERNO MADURO: ÚNICA VIA PARA DERROTAR TRUMP E OS GOLPISTAS É O ARMAMENTO DAS MILÍCIAS CHAVISTAS E A EXPROPRIAÇÃO DA BURGUESIA!


Entre os dias 11 e 12 de abril de 2002, há exatamente 17 anos, a Venezuela foi palco de um golpe de estado orquestrado pelos EUA, que apontava para a instauração de uma brutal ditadura cívico-militar. O golpe fracassou, mas demonstrou a disposição do então governo Bush de apostar em aventuras golpistas para aumentar seu controle econômico, político e militar sobre suas semicolônias, plano que voltou com toda a força na gestão de Trump. Atualmente, a forte presença do moderno equipamento bélico russo (mísseis, jatos, bombardeiros, tanques etc..) em solo venezuelano tem sido uma garantia para desencorajar possíveis aventuras militares do palhaço reacionário e seus lacaios fascistas regionais como Bolsonaro e Iván Duque contra o regime nacionalista burguês chavista. As recorrentes ameaças do Pentágono em um ataque de suas forças militares, apoiado por tropas brasileiras e colombianas, se esfumaçaram por completo diante da imensa superioridade operacional do regime comandado por Maduro em relação aos governos direitistas que integram o chamado “Grupo de Lima”. A chegada de novas armas balísticas em Caracas vindas de Moscou fez com Trump perdesse novamente a “linha”, após o fiasco completo da “Operação Caballo de Troya”. O potente armamento adquirido pelo presidente Maduro (mísseis de longo alcance que podem atingir até o território ianque) é a última remessa em equipamentos de um contrato de cooperação militar bilateral celebrado ainda na época em que o comandante Hugo Chávez estava vivo, e que de fato em conjunto com os caças Sukhoi, desequilibram a relação de forças entre a Venezuela e o restante dos países do continente. O bufão Trump voltou a falar em “opções de ataque”, mas além de esbravejar nada poderá fazer sem colocar em risco a própria hegemonia do imperialismo ianque no plano mundial, e isto os “falcões” do Pentágono não querem arriscar. Nós Trotskistas defendemos o pleno direito do regime chavista armar-se “até os dentes”, inclusive com artefato nuclear, para dissuadir os chacais imperialistas e seus vassalos latino-americanos de atacarem as conquistas sociais instauradas pelo regime nacionalista chavista. Com a mesma lógica Marxista condenamos o boicote e a sabotagem econômica promovida pelos trustes capitalistas internacionais contra o povo pobre e os trabalhadores da Venezuela. Porém se os Bolcheviques acertam ao estabelecer uma justa frente única de ação com o regime chavista contra o imperialismo ianque que pretende espoliar as riquezas minerais da Venezuela, não podemos nos abster de caracterizar esta situação como extremamente contraditória e dual, como defina Trotsky. Se ao mesmo tempo em que os Marxistas arregimentamos forças ao lado de Maduro e Putin em oposição as investidas da Casa Branca, nos colocamos na linha de frente do combate contra a “boliburguesia” e suas medidas de opressão e exploração do proletariado venezuelano. Para a fração capitalista que sustenta o regime chavista, basta fiar-se no poderio militar russo para estabilizar a situação política e buscar um acordo com os fascistas ligados a Trump. Por outro lado, a pesada ajuda logística do Kremlin a Maduro está orientada no sentido da manutenção da ordem capitalista, assim como atua na Síria e Irã evitando qualquer ruptura revolucionária com o sistema. Ao impulsionar o movimento de massas à expropriação dos grupos capitalistas, inclusive a “boliburguesia” que hoje controla o mercado interno, lutando pelo armamento popular e das milícias chavistas, as Brigadas Trotskistas estão sujeitas a dura repressão do governo Maduro, enquanto trata os sabotadores e entreguistas como Guaidó com todas as garantias e “gentilezas” que não poderiam ser dispensadas a um contrarrevolucionário manietado por Washington. É certo que merece o vigoroso repúdio político da classe operária mundial as correntes revisionistas (LIT, UIT, PTS) que se alinham ao imperialismo para derrotar Maduro, porém não é menos nocivo o outro setor do revisionismo (PCO, CMI, SU) que capitulam vergonhosamente embelezando o chavismo em nome de se opor a Trump. Saber caminhar sobre a tênue linha programática que separa a plataforma da capitulação e o projeto do esquerdismo do genuíno Bolchevismo, é a principal arma política e militar dos Trotskistas na prova de fogo da crítica realidade venezuelana.



quinta-feira, 11 de abril de 2019

LENÍN MORENO, EVO MORALES E DILMA ROUSSEFF: UMA TRÍADE DE TRAIDORES, UNS DESCARADOS OUTROS DISFARÇADOS...


A covardia praticada contra Julian Assange, preso hoje (11/04) no interior da embaixada do Equador em Londres, entrará para a história como um dos atos de maior vilania perpetrado por um traidor vende-pária que ocupa indevidamente o Palácio presidencial na cidade de Quito. Estamos falando é claro de Lenín Moreno, sucessor do presidente Rafael Correa e que graças ao efetivo apoio político do líder nacionalista conseguiu galgar o cargo de chefe de Estado do Equador. O pusilânime Moreno já tinha ocupado a vice-presidência nas gestões de Correa, sendo indicado para este posto pelo antigo MIR (Movimento de Izquierda Revolucionário) em uma aliança com a Alianza PAIS de Rafael. Porém logo após as eleições de  2017, quando assumi a chefia de Estado, passa para o campo da reação burguesa, alinhando o Equador com os ditames do imperialismo ianque. O ex-presidente Rafael Correa teve que sair do país e se exilar na Suécia para não ser preso pela “Lava Jato” de lá. Agora como um capacho de Trump, Moreno suspende a imunidade dada a Assange por Correa em 2012 e manda a polícia britânica invadir a embaixada do seu próprio país e sequestrar o fundador do Wikileaks para enviá-lo aos EUA. A conduta venal de Moreno tem um paralelo recente em nosso continente, quando o presidente da Bolívia entregou o ativista Cesare Battisti, que recentemente havia pedido asilo no país andino fugindo do fascista Bolsonaro, ao governo imperialista e ultrarreacionário da Itália. Os traidores Moreno e Evo parecem se espelhar na ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que quando ocupava o Palácio do Planalto em 2012 “abriu as portas” do seu governo para patrocinar a farsa jurídica do chamado “Mensalão” no STF, levando para a prisão lideranças históricas do PT como José Dirceu e Genuíno Neto. Em 2014, não “saciada” politicamente com o desastroso resultado do “Mensalão”, Dilma resolveu apoiar o início da “Operação Lava Jato”, outro amálgama jurídico montado diretamente pelo Departamento de Estado dos EUA para encarcerar Lula e promover o golpe institucional em 2016. Como podemos comprovar, mais além de ações pessoais inomináveis destes gerentes do Estado Burguês, é o programa político de colaboração de classes dos governos da “Centro Esquerda”(Frente Popular) o principal responsável pelas covardes traições aos princípios morais elementares da classe operária mundial. Em especial o proletariado latino-americano deve abstrair as lições destes trágicos acontecimentos, para superar as direções reformistas no sentido da revolução socialista e da construção de um verdadeiro partido Marxista Leninista!


URGENTE: GOVERNO IMPERIALISTA BRITÂNICO PRENDE JULIAN ASSANGE NO INTERIOR DA EMBAIXADA EQUATORIANA EM LONDRES. LIBERDADE IMEDIATA PARA O FUNDADOR DO WIKILEAKS!


O fundador do WikiLeaks, o jornalista Julian Assange, foi preso nesta quinta-feira (11/04) pela polícia britânica na embaixada do Equador, em Londres, onde estava refugiado desde 2012. A prisão aconteceu depois que o presidente equatoriano, Lenin Moreno, suspendeu o asilo que concedia há vários anos a Assange. Em resposta à prisão do seu fundador, o Wikileaks destacou que o governo do Equador violou a lei internacional ao rescindir o asilo de Assange "ilegalmente". Em março deste ano, o servil governo equatoriano falsamente acusou o fundador do WikiLeaks de vazar informações sobre a vida pessoal do presidente Lenín Moreno, um traidor neoliberal que se vinculou ao imperialismo ianque quando sucedeu o nacionalista Rafael Correa. O WikiLeaks enfureceu a Casa Branca ao publicar centenas de milhares de telegramas diplomáticos secretos norte-americanos, desde então Assange vem sendo perseguido mundialmente pela CIA até conseguir seu exílio político na embaixada do Equador na capital londrina em 2012. O reacionário governo Trump, que esteve por trás de toda caçada à Assange, agora espera sua extradição aos EUA, para possivelmente colocá-lo em prisão perpétua. Exigimos da Primeira Ministra Theresa May a imediata libertação de Julian Assange, assim como desde a LBI convocamos todas as forças comunistas, socialistas e democráticas a denunciarem a operação policial patrocinada pelo imperialismo ianque, com a vergonhosa ajuda do governo entreguista de Lenin Moreno, que resultou na prisão ilegal do fundador do Wikileaks. Organizemos já mundialmente atos em defesa de Assange!




quarta-feira, 10 de abril de 2019

100 DIAS DO GOVERNO BOLSONARO: ENQUANTO A ESQUERDA PATROCINA O IMPRESSIONISMO VULGAR QUE O FASCISTA “BALANÇA MAS NÃO CAI”, SUA GERÊNCIA ULTRANEOLIBERAL SEGUE FIRME NA OFENSIVA CONTRA O PROLETARIADO TENDO O APOIO DA REDE GLOBO E CASA BRANCA


A Frente Popular capitaneada pelo PT e a blogosfera “progressista” não se cansam de patrocinar a miragem que o governo do fascista Bolsonaro está imerso em uma crise tão profunda que estaria prestes a “cair de podre”. Por essa linha de raciocínio estaríamos presenciando o “início do fim” prematuro do governo Bolsonaro em função de suas próprias “patetadas” assim como das "lambanças" de seu ministério. Por essa “lógica” as mobilizações populares “em banho maria” devem desgastar o governo com vista a um desenlace eleitoral de um futuro breve que beneficie o PT e o PSOL, melhor ainda seria para esses ilusionistas os dois juntos em uma coalizão de “centro-esquerda”. A realidade não corresponde aos desejos do arco socialdemocrata. É fato que Bolsonaro é um fascista que não comanda seu próprio governo, o falso “capitão” compõe um Triunvirato neoliberal, do qual o “justiceiro Moro” é parte-mor integrante e vem sedimentando um regime de exceção no país sob as ordens do Pentágono. O chefe da “República de Curitiba” aliado aos rentistas representados no gabinete por Paulo Guedes ditam as diretrizes centrais da gestão burguesa ultraneoliberal em curso. O regime de exceção atual não é uma “mera” continuidade do regime golpista de Temer, é uma guinada a extrema-direita do conjunto das instituições burguesas que vem se aprofundando, como vimos no alinhamento automático com Trump no caso da Venezuela e Israel, na gestão nazista no MEC e no pacote reacionário de Moro que libera o “direito de matar” pobres por parte da Polícia e o Exército como acabamos de ver no Rio de Janeiro. O patético Bolsonaro será mantido firme enquanto a burguesia nacional subserviente (Famiglia Marinho à cabeça) ao imperialismo (Casa Branca) assim desejarem, o que passa por lhe conferir a estabilidade política necessária para aprovar a reforma neoliberal da previdência e levar a cabo a liquidação da Petrobras. Esse “tempo” de governabilidade está plenamente garantido para Bolsonaro, um quadro que somente poderia ser alterado com a entrada em cena do movimento operário organizado em luta direta contra o governo e o parlamento, uma orientação política que vem sendo sabotada pelo PT, PCdoB, CUT, UNE e MST... além do próprio PSOL. Quando se completam os 100 dias do governo Bolsonaro, a Rede Globo saiu a “comemorar” que o fascista vem “cumprindo o que prometeu” em um apoio explícito a sua gestão, calando a boca dos tolos e da esquerda domesticada que já consideravam o clã Marinho como um “aliado tático” contra Bolsonaro. Ao contrário desses impressionistas vulgares de “esquerda” que não se movem por uma estratégia de classe e vendem a farsa que o governo está prestes a cair, a burguesia e o imperialismo vão sustentar Bolsonaro até que ele faça todo serviço sujo, tendo Moro e Guedes como os verdadeiros timoneiros dessa gerência neoliberal. Sem a intervenção política revolucionária da vanguarda operária, o desenlace da gestão bolsonarista pode ser um retrocesso político ainda maior do que presenciamos, seguindo o famoso conselho popular do “sempre pode piorar”. Como nos ensinaram os mestres Marx e Lênin, um governo burguês mesmo em crise (dos de cima) só vem abaixo e abre uma perspectiva progressista para o proletariado (os de baixo) com a ação independente de nossa classe munida de um programa de luta... fora disso é tudo ilusão!




terça-feira, 9 de abril de 2019

HÁ EXATOS SETE ANOS ATRÁS: DILMA VISITAVA A CASA BRANCA PARA AUTORIZAR O INÍCIO DA MALFADADA OPERAÇÃO “LAVA JATO”


Há há sete anos atrás a “grande mídia” apresentou a visita da presidente Dilma a Obama, em 09 de abril de 2012, como um encontro que consolidaria as “boas relações” comerciais entre Brasil e os EUA. Quando pastelões como o Estadão e a Folha de São Paulo dão esse tom a visita não só estão fazendo pressão para que o governo brasileiro se aproxime ainda mais da Casa Branca, refletem de fato a conduta de subserviência aos EUA que vem marcando as gestões da Frente Popular. Já alguns porta-vozes da esquerda reformista que estavam diretamente aboletados no governo, como Emir Sader e Altamiro Borges, insistiram em apresentar o contrário: será um encontro de “afirmação” da soberania brasileira frente ao imperialismo ianque. Nada mais falso! Obama, o mesmo que destruiu a Líbia, reafirmou junto a Dilma os interesses econômicos do império em nosso país, porém o mais importante, foi reforçar a necessidade do alinhamento do Palácio do Planalto e do Itamaraty com Washington. Dilma, que tinha recebido Obama no Rio de Janeiro em março de 2011, ficando absolutamente em silêncio quando o carniceiro ianque autorizou o bombardeio à Líbia, seguiu sua política de submissão ao imperialismo ianque, todavia mantendo alguma margem de manobra frente aos ditames do amo do norte, o que permitiu a Frente Popular manter seu demagógico discurso de defesa da soberania nacional. Quanto aos acordos comerciais propriamente ditos , celebrados na “histórica” viagem da ex-presidente à Washington foram pífios, o único assinado é o que reconhece a cachaça como produto genuinamente brasileiro a ser exportado para os EUA. Por fim, enquanto Obama preparava a guerra contra a Síria para depois de sua reeleição, Dilma em meio às provocações imperialistas contra o regime nacionalista de Bashar Assad, e a ameaça explícita de uma guerra de ocupação sionista contra o Irã, a ex-presidente se limitava a pedir uma “solução negociada” para o conflito, omitindo-se de assumir uma posição política claramente anti-imperialista. Os votos do governo petista contra a Síria e o Irã na ONU já revelaram o verdadeiro conteúdo dessa “saída política”, em um claro sinal verde a próxima guerra ianque de rapina contra uma nação oprimida. Foi assim quando o Brasil se absteve na votação sobre a Líbia, de fato avalizando a intervenção militar da OTAN para logo depois saudar a vitória da “democracia” no país do Magreb africano quando o mercenário CNT anunciou o controle de Trípoli. Longe da versão fantasiosa  da “inserção soberana” no mercado capitalista mundial alardeada pela esquerda reformista, que está bem aquém da política de impulsionar uma indústria nacional de substituição de importações dos países imperialistas, como pregavam os governos nacionalistas burgueses como Vargas ou mesmo Jango, Dilma buscou um acordo para manter nossa economia em crescimento artificial, totalmente refém em última instância da enxurrada de dólares ianques que inundam o país e depois voltam aos seus países de origem indexados pelas taxas de juros mais caras do mundo pagas pelo Estado brasileiro. Como se viu a plataforma da Frente Popular em nada representava um desenvolvimento nacional independente dos centros imperialistas, ao contrário, esteve umbilicalmente ligada à crise financeira internacional, onde o Brasil com suas gordas reservas cambiais e seu pujante mercado consumidor é um porto seguro para a agiotagem internacional, já que não tem qualquer capacidade tecnológica e industrial para se contrapor aos monopólios imperialistas. O fato mais importante da reunião de cúpula entre a presidente petista e o representante estatal “Democrata”, foi um “pequeno detalhe” no qual a imprensa não tocou, nem mesmo a chamada “mídia progressista”. Tratou-se de um detalhado relatório produzido pelo Departamento de Justiça (DJ) ianque que Obama acabara de ter acesso, neste “dossiê” o DJ apontava um processo “degenerativo” na Petrobrás e que por consequência estaria lesando acionistas e investidores norte-americanos com participação societária na estatal brasileira. Dilma se comprometeu a não interferir nem tampouco “bloquear” a espionagem imperialista, muito pelo contrário deu “carta branca “ para que seguissem as “investigações” e com o apoio do governo brasileiro. O “ovo da serpente” da malfadada “Operação Lava Jato” foi chocado neste encontro de lideranças nos EUA e viria a eclodir dois anos depois em março de 2014 ainda em pleno governo da Frente Popular. O final desta história todos nós sabemos, os bandidos togados da “Lava Jato” arruinaram a Petrobras e depois depuseram a própria presidente Dilma Rousseff, acabando por encarcerar o próprio Lula...
COMITÊS “LULA LIVRE” ENTRE PT E PSOL NÃO SÃO PONTO DE APOIO PARA A LUTA DIRETA CONTRA A OFENSIVA NEOLIBERAL: ESTÃO SUBORDINADOS A ESTRATÉGIA DA FRENTE POPULAR DE CENTRALIDADADE ELEITORAL!


Durante toda esta semana, após a prisão arbitrária de Lula completar 1 ano pelas mãos da “Operação Lava Jato”, vem ocorrendo em todo o país a Jornada “Lula Livre” com o lançamento dos comitês em todos os estados da federação. Nesta quarta-feira, às 14h, haverá um ato político para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília que adiou o julgamento da ação que poderia libertar Lula, assim como uma manifestação no Largo da Batata em São Paulo. Desgraçamente, o “Lula Livre” organizado pelo PT não passa de uma palavra de ordem oca, demagógica, voltada apenas para cabalar voto e simpatia dos seus eleitores, não está fincada na luta concreta para romper com a legalidade burguesa e combater por fora das regras da democracia dos ricos. Os Marxistas-Leninistas da LBI vêm intervindo em frente única com a mobilização convocada pela Frente Popular nesta semana para exigir da “República de Curitiba” a imediata liberdade de Lula porém sem nutrir nenhuma ilusão na política de colaboração de classes do PT e seus satélites! Ao contrário, nossa política revolucionária é de polemizar abertamente com a orientação do PT e PSOL que vem dirigindo o comando do comitê nacional com uma política de unidade socialdemocrata visando as eleições municipais de 2020 e, fundamentalmente, a disputa presidencial de 2022. Tanto que fizemos essa denúncia “olho no olho” com Guilherme Boulos e Lindberg Farias durante as atividades da jornada, defendendo na polêmica viva, em “carne e osso”, que para libertar Lula do cárcere é preciso impulsionar a luta direta contra a ofensiva neoliberal do governo do fascista Bolsonaro, culminando com a Greve Geral. Nesse sentido, ao participarmos das atividades da Jornada fizemos questão de convocar a militância de base do PT, PSOL e da CUT para somar forças na ação direta pela liberdade de todos os presos políticos deste autocrático regime democrático-burguês e não somente de Lula. A vanguarda da classe operária mesmo não reconhecendo o PT como um partido seu sabe diferenciar seus inimigos principais e seus possíveis aliados circunstanciais, que neste caso se materializa na militância de base do partido e da CUT. Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista. Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “Estado de Direito” no quadro desta República dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo agora, por essa razão nosso eixo político deve ser “Não a condenação de Lula pela farsa da Lava Jato! Superar a política de colaboração de classes do PT!”. Ao mesmo tempo, exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa. No sentido oposto da política de patrocinar ilusões nas negociações de bastidores com os ministros do STF e STJ que vão consciente mantendo Lula preso até pelo menos a aprovação da reforma neoliberal da previdência no Senado prevista para o final deste ano, temos claro que Lula somente recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente, o que passa por romper com a paralisia imposta pela Frente Popular!


Marco Queiroz, porta-voz da LBI, polemiza com 
Boulos e Lindbergh no ato "Lula Livre"

segunda-feira, 8 de abril de 2019

80 TIROS DO EXÉRCITO CONTRA UMA FAMÍLIA DE TRABALHADORES: O “DIREITO DE MATAR” POBRES DEFENDIDO POR MORO-BOLSONARO-WITZEL EM AÇÃO MAIS UMA VEZ NO RIO DE JANEIRO!


80 tiros em um carro que transportava uma família trabalhadora para o chá de bebê em pleno domingo à tarde. É o “livre direito de matar pobres” do pacote de Sérgio Moro em ação na intervenção militar no Rio de Janeiro. A família atacada pela patrulha do Exército ontem no bairro de Guadalupe deve ter sido morta por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção” como manda o canalha Ministro da Justiça, o fascista Bolsonaro e seu parceiro, o governador  Witzel. Estão protegidos pelo Estado burguês para disparar dezenas de tiros de fuzil contra um carro onde, além do motorista que o dirigia, havia um idoso, uma mulher e uma criança de sete anos. O comando do Exército deu seu aval para a fuzilaria: dispararam contra os militares. É verdade: mas horas antes, em outro local. A única coisa semelhante era o carro, um modelo popular e a cor branca da lataria e a cor negra do motorista, ou seja, uma família de trabalhadores negros. Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, morreu depois que o carro em que se encontrava foi atingido. Além dele, seu sogro, Sérgio, foi baleado nos glúteos e foi internado. Um morador que passava pelo local também ficou ferido ao tentar ajudar. “A Polícia Civil realizou a perícia no local porque os militares tiveram dificuldade em realizá-la, segundo o delegado, devido à revolta dos moradores que testemunharam o crime. Mas os envolvidos foram ouvidos em uma delegacia militar”. Ninguém foi preso e os soldados foram ouvidos, de acordo com a Polícia, pelo próprio Exército. Lei sancionada pelo golpista Temer em 2017 garante que crimes dolosos contra a vida, cometidos por militares das Forças Armadas, serão investigadas pela Justiça Militar da União. Segundo o delegado “foram diversos, diversos disparos de arma de fogo efetuados e tudo indica que os militares realmente confundiram o veículo com um veículo de bandidos. Mas neste veículo estava uma família. Não foi encontrada nenhuma arma (no carro). Tudo que foi apurado era que realmente era uma família normal, de bem, que acabou sendo vítima dos militares”. Com cinismo fascista, o Comando Militar do Leste (CML), logo após o fuzilamento divulgou nota em que negou que tenha atirado contra uma família e disse que respondeu a uma “injusta agressão” de “assaltantes” e, depois, informou que o caso supostamente estaria sendo investigado pela Polícia Judiciária Militar com a supervisão do Ministério Público Militar. Em resumo, o Estado capitalista protege sua mão assassina, Moro, Bolsonaro e Witzel são seus gerentes para manter seus capangas fardados livres! Jovens soldados do Exército colocados nas ruas para perseguir o povo pobre nas comunidades e favelas fluminenses só poderia dar em tragédia e morte, os governos burgueses e o alto comando das FFAA são os verdadeiros responsáveis por esse bárbaro crime. Somos contra a intervenção militar! Estamos pela destruição revolucionária da polícia militar. No caso específico do Exército, defendemos um programa de reivindicações transitórias destinadas aos soldados e cabos, a fim de que rompam com a hierarquia militar subordinando-se a uma clara estratégia de destruição revolucionária do aparato repressivo do Estado burguês (difusão de imprensa política nos quartéis, direito a sindicalização, formação de sindicatos vermelhos, etc.)! Toda nossa solidariedade com a família atacada pelo exército! Os Marxistas Revolucionários da LBI defendem em alto e bom som:  “Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas!”. Derrubar pela via revolucionária os governos Bolsorano-Witzel!  
ANIVERSÁRIO DO CÁRCERE DE LULA: POR QUE OS ATOS NACIONAIS DO 7 DE ABRIL FORAM TÃO ESVAZIADOS?


O último domingo (07/04), quando se completou um ano de prisão do ex-presidente Lula, foi marcado por atos muito esvaziados em todo Brasil, apesar da convocação de todos os partidos que integram a Frente Popular (PT,PSOL e PCdoB). Dezessete capitais brasileiras realizaram manifestações de rua, mas somente a mobilização ocorrida na cidade de Curitiba, onde Lula encontra-se encarcerado pelos bandidos togados da “Operação Lava Jato”, teve algum peso de massas (em torno de dez mil pessoas). No principal centro político do país, a cidade de São Paulo, o ato convocado para a Av.Paulista reuniu pouco mais de dois mil ativistas, sendo a grande maioria militantes do PT. A pequena afluência social nas atividades deste 07 de abril não corresponde a enorme dimensão política do fato da maior liderança da esquerda burguesa no Brasil encontrar-se injustamente presa há exatamente um ano. A explicação para o “fiasco” do dia nacional do “Lula Livre” reside na própria política covarde de colaboração de classes adotada pela Frente Popular, que primeiro entrega Lula pacificamente a “República de Curitiba”, para depois alimentar ilusões que a cúpula do judiciário o libertaria após as eleições presidenciais. O descrédito desta estratégia “suicida” da esquerda reformista resultou na desmobilização do movimento de massas e no sentimento de profunda derrota política que hoje permeia a vanguarda da classe trabalhadora. O governo fascista de Bolsonaro implementa incólume sua agenda de ajustes neoliberais e as direções da Frente Popular apostam todas suas fichas políticas no jogo sujo da institucionalidade burguesa. Nem mesmo a organização de uma greve geral por tempo indeterminado para derrotar a (contra)reforma da Previdência Social passa pelos planos da burocracia sindical das Centrais ligadas à Frente Popular. Neste cenário de inação política, o caminho da ofensiva neoliberal contra as conquistas históricas do proletariado vai avançando paulatinamente sem qualquer resistência efetiva por parte da esquerda reformista. Os Marxistas Leninistas que participaram ativamente do “Dia Lula Livre”, em frente única de ação com a militância petista, na defesa das liberdades democráticas, alertam o movimento operário para o “beco sem saída” em que a Frente Popular está guiando a população oprimida e pobre deste país. É urgente a construção do verdadeiro Partido Operário Revolucionário (POR), baseado no proletariado urbano e industrial, única garantia programática para triunfarmos sobre a reação fascista que atualmente permeia a conjuntura mundial e nacional.
                           
Direção da LBI em frente com a militância petista
                                           

domingo, 7 de abril de 2019

UM ANO DA PRISÃO DE LULA: TOFFOLI TIRA DA PAUTA DO STF AÇÃO QUE PODERIA LIBERTAR LULA, MAS PT SEGUE NEGOCIANDO SUA LIBERDADE EM TROCA DA “INAÇÃO” DO MOVIMENTO OPERÁRIO DIANTE DA OFENSIVA NEOLIBERAL 


Neste dia 7 abril completa-se 1 ano que o bandido “justiceiro” Moro ordenou a prisão de Lula. Nesta mesma semana o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-petista ministro Dias Toffoli, retirou de pauta o julgamento das ações que tratam da prisão após condenação em segunda instância, que estava marcado para o dia 10 de abril. Um dos prejudicados é o ex-presidente Lula, preso político após condenação no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, enquanto, segundo a constituição, ninguém é considerado culpado sem o trânsito em julgado de um determinado processo. Agora cooptado para o golpe institucional que destituiu a presidente Dilma, pela via do impeachment, o pusilânime Dias Toffoli mostra seus serviços aos “novos chefes”. Não é demais recordar que Dias foi indicado ao Supremo pelo PT, onde ocupou posições importantes como membro da tendência majoritária “Articulação” ligada a Lula e José Dirceu. Toffoli agora pertence ao núcleo duro do regime bonapartista, mais especificamente a sua ala militar comandada pelos generais Augusto Heleno, Hamilton Mourão e Fernando Azevedo e Silva, este último seu “tutor” no STF.  A LBI, que sempre foi uma corrente política que defendeu a oposição operária e revolucionária as gestões de colaboração de classes da Frente Popular, colocou-se sempre na trincheira da luta direta contra a prisão de Lula pela famigerada Operação “Lava Jato” patrocinada pelo imperialismo ianque. Nossas profundas diferenças políticas e de classe com o PT nos dão toda a moral para defender Lula das garras da reação burguesa sem capitular ao programa de conciliação da direção petista. Na época defendemos que Lula não se entregasse a PF e que o proletariado resistisse nas ruas e através da luta direta a prisão com a organização imediata de uma Greve Geral política contra a escalada reacionária que avança em nosso país. Hoje, apesar da decisão de Tofolli, a direção nacional do PT segue negociando nos bastidores da “república” uma barganha em torno da liberdade de Lula em troca de sua “inação” no marco da radicalização da luta contra o projeto neoliberal do mercado financeiro. É necessário organizar desde já a construção de uma vigorosa Greve Geral por tempo indeterminado para derrotar não só as (contra)reformas, mas o conjunto do regime de exceção, vigente após o golpe parlamentar que resultou na fraude eleitoral, empossando o fascista Bolsonaro no Planalto. Somente forjado uma alternativa revolucionária de poder, para romper com a farsa da democracia burguesa, a classe operária será capaz de se insurgir no cenário histórico de forma independente para iniciar uma nova etapa do desenvolvimento humano: a sociedade socialista! Está claro para qualquer observador político minimamente atento, que Lula só recuperará suas garantias constitucionais elementares com a derrubada revolucionária do atual regime vigente. Desgraçamente, o “Lula Livre” do PT não passa de uma palavra de ordem oca, demagógica, voltada apenas para cabalar voto e simpatia dos seus eleitores, não está fincada na luta concreta para romper com a legalidade burguesa. Porém os Marxistas Leninistas estaremos em frente única com a mobilização da Frente Popular nesta semana, para exigir da “República de Curitiba” a imediata liberdade de Lula!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

LÍBIA FRAGMENTADA EM GUERRA CIVIL ENTRE BANDOS BURGUESES: A “REVOLUÇÃO ÁRABE” ALARDEADA PELOS REVISIONISTAS DO TROTSKYSMO PARIU BARBÁRIE SOCIAL E SUBSERVIÊNCIA AS POTÊNCIAS CAPITALISTAS APÓS A DERRUBADA DO REGIME NACIONALISTA BURGUÊS DE KADAFFI PELOS “REBELDES DA OTAN”


Oito anos após apoiarem a “Revolução” made in CIA e a derrubada de Kadaffi pelos “rebeldes” da OTAN, hoje algumas correntes revisionistas do Trotskismo como o PCO e o MRT “lamentam” que a Líbia está sendo destruída pelos agentes do imperialismo que impuseram uma guerra civil que fragmentou o país, mergulhando-o no caos e na barbárie social. Antes de qualquer coisa é preciso registrar que grande parte da família revisionista alardeava que a intervenção militar da OTAN era uma invenção para fazer “eco às afirmações do próprio Kadafi”. Longe de rechaçarem a então possível ação militar, os morenistas, por exemplo, escreveram um artigo atacando Fidel Castro e todos aqueles que denunciavam que a intervenção estava em marcha, afirmando literalmente que “Em outras palavras, com a justificativa de um suposto perigo de uma iminente invasão da OTAN, Castro apóia o ditador Kadafi que está massacrando seu próprio povo” (Sítio PSTU, 24/02/2011). O PTS argentino, na mesma tonada, declarou que o imperialismo não iria intervir na Líbia porque Kadaffi já estava fazendo o trabalho de “atacar a revolução”. Às vésperas do Conselho de Segurança da ONU aprovar a chamada "zona de exclusão aérea", o patético PTS afirmava: “Dificilmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se reunirá nestes dias para discutir que política ter ante a situação na Líbia, logre superar suas diferenças, ainda que não se pode descartar que logo que Kadafi faça parte do trabalho sujo, liquidando as forças do levantamento, Estados Unidos e outras potências terminem atuando para definir a seu favor o futuro regime da Líbia” (Sítio PTS, 17/03). Para não pairar dúvidas, lembremos o que Causa Operária falava em fevereiro de 2011: “A crise na Líbia, governada pelo ditador Muamar Khadafi, se agrava mais a cada dia que passa. As manifestações estão crescendo e a repressão está sendo extremamente violenta contra os manifestantes. Somente nas manifestações que estão ocorrendo nesta sexta-feira (18/02) foram mortos 27 pessoas, sendo 20 em Benghazi e 7 em Derna. As manifestações, assim como ocorreu no Egito, pode (sic) derrubar o Khadafi e sua política de apoio ao imperialismo” (sítio PCO, 18/02/2011). Em resumo, o PCO e o MRT assim como toda a canalha revisionista do trotskismo comandada pela LIT, corrente morenista hoje tão criticada por Causa Operária e o PTS, estavam unidos e de mãos dadas com os “rebeldes” contra o “ditador” Kadaffi que diziam ser aliado do imperialismo, usando inclusive a mesma linguagem para definir o decadente regime nacionalista burguês líbio. Como se observa, o PCO, MRT, Resistência estavam no campo político e militar dos “rebeldes” na Líbia, posição que equivale a postar hoje junto dos neonazistas na Ucrânia, da direita golpista no Brasil ou  MUD financiado pela CIA na Venezuela! Os genuínos trotskistas não tiveram dúvidas de que lado ficar na guerra civil na Líbia e diante dos bombardeiros da OTAN. Alertamos naqueles dias que estávamos literalmente em meio a uma guerra onde a CIA e o Pentágono armaram os mercenários “rebeldes” e com a ajuda da ONU e da OTAN derrubaram o governo nacionalista decadente para converter o país novamente, como na época da monarquia, em seu quintal exportador de petróleo barato, como estamos vendo nos dias atuais! Os revolucionários da LBI se postaram pela defesa incondicional da nação oprimida e por sua vitória militar contra o imperialismo, como nos recomendou Trotsky, sem deixar de criticar o regime de Kadaffi desde a mestra trincheira de luta antiimperialista! Já o PCO, MRT... comemoraram junto com a canalha revisinionista comandada pela LIT a queda do regime de Kadaffi e hoje cinicamente apenas derramam "lágrimas de crocodilo" ao lamentar a volta da escravidão na Líbia mergulhada na barbárie capitalista impostas após a falsa "Revolução Árabe". Não nos enganam com seu teatro humanitário!



quinta-feira, 4 de abril de 2019

MESMO APÓS O “CENTRÃO” FECHAR SEU APOIO A (CONTRA)REFORMA DA PREVIDÊNCIA: ESQUERDA REFORMISTA QUE INTEGRA A FRENTE POPULAR APOSTA SUAS FICHAS NA DERROTA DA AGENDA NEOLIBERAL NO CAMPO DO CORROMPIDO CONGRESSO NACIONAL...


O neofascista Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira (04/04) em reuniões fechadas no Palácio do Planalto, presidentes de seis partidos: Marcos Pereira (PRB), Gilberto Kassab (PSD), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Nogueira (PP), Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e Romero Jucá (MDB), ou seja toda a cúpula do malfadado “Centrão”, a mesma articulação política que garantiu ao golpista Temer aprovar toda(ou quase toda, ficou faltando a Reforma da Previdência) à agenda do ajuste neoliberal exigido pelos rentistas do mercado financeiro. Os “caciques” do “Centão” afirmaram: “que a Previdência deve ter novas regras”, um eufemismo para avalizar a destruição da Previdência Pública, proposta pelo Ministro “thuthuca” Paulo Guedes. Junto todo o Centrão já garante cerca de 230 votos para o governo neofascista, sem contar os 50 parlamentares do próprio PSL de Bolsonaro e outras bancadas de extrema direita (BBB). Em síntese, falta muito pouco para os rentistas conseguirem os 2/3 do quórum da Câmara dos Deputados para a alteração da Constituição Federal. Mas a esquerda reformista que integra a Frente Popular (PT,PSOL e PCdoB) ainda assim aposta todas suas fichas políticas  na derrota da (contra)Reforma da Previdência na arena do corrompido Congresso Nacional. Além de não organizarem nenhuma ação concreta do movimento de massas na efetiva direção estratégica de uma Greve Geral por tempo indeterminado, a esquerda reformista cria verdadeiras “fábulas políticas”, como uma suposta ruptura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, com a pauta de “ajuste “ do governo neofascista. Mas o principal e mais perigoso “conto de fadas” elaborado pela Frente Popular diz respeito a uma iminente queda do presidente Bolsonaro, que “já teria os seus dias contados” em função de suas próprias “trapalhadas”. Esta versão é absolutamente “criminosa” do ponto de vista da luta do proletariado, prega a passividade política do movimento operário em função da centralidade absoluta das direções reformistas no palco da institucionalidade burguesa. Para a Frente Popular a prioridade da conjuntura nacional seria preparar o impeachment do presidente em crise permanente, ou no mínimo esperar uma fácil vitória eleitoral da esquerda em 2020. Seguindo esta lógica de traição do reformismo a tática mais correta para derrotar as (contra)reformas é a “presão popular” no parlamento burguês...relevando para um plano secundário as ações diretas, como a Greve Geral. Não podemos nos equivocar, apesar da aparente inoperância do governo neofascista o regime bonapartista de exceção está plenamente ereto e suas instituições funcionam a “pleno vapor” contra o povo explorado. É hora da vanguarda classista e combativa do movimento de massas romper com a plataforma reformista de colaboração de classes da Frente Popular, e que levará invariavelmente a uma derrota histórica da classe operária, construindo uma alternativa revolucionária de poder proletário para por abaixo não somente o atual governo neofascista e suas (contra) reformas, mas sim o conjunto do regime capitalista da propriedade privada dos meios de produção!

quarta-feira, 3 de abril de 2019

THUTHUCA É POUCO: O MINISTRO PAULO GUEDES É A PROSTITUTA DO MERCADO FINANCEIRO NO ANTRO DO GOVERNO NEOFASCISTA DE BOLSONARO


O deputado Zeca Dirceu (PT/PR) afirmou nesta quarta-feira na Comissão da Câmara Federal que debate a (contra)reforma da Previdência que ministro da Economia, o neoliberal Paulo Guedes, é:“'tigrão com aposentados e 'tchutchuca' com a 'turma mais privilegiada”. O rentista Guedes retrucou 'Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó'... apoiamos integralmente a declaração do parlamentar filho de Zé Dirceu e ainda complementamos, na verdade o Ministro da Economia é uma prostituta do mercado financeiro no antro do governo fascista de Bolsonaro! Mas desgraçadamente enquanto o PT se resume a frases de efeito, embora corretas, contra o ajuste neoliberal imposto ao Congresso Nacional pelo “Deus Mercado”, na prática seus dirigentes sindicais desmobilizam a ação direta das massas para derrotar as (contra)reformas...O movimento operário não deve depositar o mínimo de expectativas no palco viciado da institucionalidade burguesa, a estratégia político de lobby parlamentar adotada pelos partidos da Frente Popular (PT, PSOL e PCdoB) é o caminho mais curto para o proletariado sofrer uma dura derrota histórica com a extinção da Previdência Pública no país. A direção nacional do PT inclusive negocia nos bastidores  da “república” uma barganha em torno da liberdade de Lula em troca de sua “inação” no marco da radicalização da luta contra o projeto neoliberal do mercado. É necessário organizar desde já a construção de uma vigorosa Greve Geral por tempo indeterminado para derrotar não só as (contra)reformas, mas o conjunto do regime de exceção, vigente após o golpe parlamentar que resultou na fraude eleitoral, empossando o fascista Bolsonaro no Planalto. Somente forjado uma alternativa revolucionária de poder, para romper com a farsa da democracia burguesa, a classe operária será capaz de se insurgir no cenário histórico de forma independente para iniciar uma nova etapa do desenvolvimento humano: a sociedade socialista!

terça-feira, 2 de abril de 2019

BOLSONARO VISITA NETANYAHU: DERROTAR A ALIANÇA FASCISTA&SIONISTA ATRAVÉS DA UNIDADE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES ÁRABES, PALESTINOS E BRASILEIROS!


A viagem do fascista Bolsonaro ao enclave sionista de Israel tem o objetivo de aprofundar a aliança política com o sionista Netanyahu as vésperas das eleições naquele país. O Mussolini tupiniquim havia declarado que mudaria a Embaixada brasileira em Israel para Jerusalém como fez Trump mas acabou decidindo implantar um “escritório comercial” na capital palestina ocupada por Israel, o que gerou o justo repúdio do povo palestino e uma reação diplomática das burguesias árabes. Essa medida suscitou uma possível retaliação comercial de países árabes, grandes compradores de carne bovina e de frango do Brasil. O recuo de Bolsonaro em relação à transferência da embaixada se deu após ponderações da ala militar do governo e de ruralistas de que a medida poderia gerar um prejuízo bilionário para a economia brasileira. Não serão as barganhas comerciais das burguesias árabes que derrotarão a aliança entre o fascista e o sionista, mas sim a luta revolucionária dos trabalhadores palestinos e brasileiros como os dois facínoras. Entretanto, apesar de limitado esse “boicote” deve ser apoio como uma demonstração de rechaço a decisão de Bolsonaro em apoio a Israel. Em 2017, a balança comercial com os 22 países que formam a Liga Árabe teve superávit de US$ 7,1 bilhões para o Brasil. Após o anúncio da instalação da repartição comercial, a Autoridade Palestina condenou a decisão do governo brasileiro e anunciou que vai chamar de volta ao Oriente Médio o embaixador no Brasil para consultas, o que no protocolo diplomático significa uma grande insatisfação e reprovação por parte do governo palestino. Bolsonaro recebeu um convite para aproveitar a viagem a Israel para também visitar a Palestina, mas recusou-se. O canalha comentou nesta segunda-feira (1º) a reação de palestinos sobre a decisão do governo de abrir um escritório comercial do Brasil em Jerusalém “É direito deles reclamar”. A única alternativa que poderá dar uma resolução cabal à legítima reivindicação nacional do povo palestino, assim como livrar as massas e trabalhadores da região de seus gigantescos sofrimentos ao longo de vários séculos, é a defesa de uma Palestina Soviética baseada em conselhos de operários e camponeses palestinos e judeus. A expropriação do grande capital sionista, alimentado em décadas pelo imperialismo ianque, impossível de ser conquistada sem a destruição do Estado de Israel, garantirá a reconstrução da Palestina sob novas bases, trazendo para seu povo o progresso e a paz tão almejada durante décadas guerra de rapinagem imperialista na região. Por sua vez, os trabalhadores brasileiros devem derrotar o governo Bolsonaro através de sua mobilização direta, essa luta fortalece concretamente a unidade revolucionária dos trabalhadores árabes, palestinos e brasileiros contra o enclave sionista e o fascista brasileiro!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

37 ANOS DA GUERRA DAS MALVINAS: ONTEM COM A ARGENTINA CONTRA A USURPAÇÃO DO IMPERIALISMO BRITÂNICO, HOJE COM A VENEZUELA NO ENFRENTAMENTO COM O IMPERIALISMO IANQUE


Há 37 anos atrás, mais precisamente no dia 02 de abril de 1982, sob a intensa pressão do movimento operário e popular, com a ditadura genocida em colapso, a Junta Militar de Galtieri determinou a invasão das Malvinas com o objetivo de desviar o foco das manifestações contra o regime e recuperar o apoio popular, explorando o justo ódio antiimperialista das massas exploradas. Na verdade, a Junta Militar não tinha nenhuma intenção de entrar em conflito armado com o imperialismo. Os generais argentinos alimentavam ilusões de que não haveria uma resposta militar enérgica do império britânico, devido a um suposto desinteresse deste em manter seu domínio sobre as ilhas. Ademais, esperavam contar com o apoio do imperialismo norte-americano, através do "cawboy" Ronald Reagan, considerado como um aliado incondicional da ditadura fascistizante,  para intermediar um acordo diplomático. A resposta da primeira ministra Thatcher foi uma imediata declaração de guerra com o envio da frota real britânica para iniciar o contra-ataque, que contou com aliados de primeira hora como os EUA e o Chile de Augusto Pinochet, que cedeu o território chileno para base de operações e de abastecimento das forças armadas do Reino Unido.A reação do governo “conservador” de Margaret Thatcher, em parte, foi uma conseqüência da situação política interna marcada pela queda de popularidade provada pela recessão econômica, o crescimento do desemprego e as medidas de ajuste, conhecidas como “políticas neoliberais”, que incluíam as privatizações e o corte dos direitos sociais, enfrentando a reação dos trabalhadores, como a histórica greve dos mineiros. Nessas circunstâncias, um revés na arena militar enfraqueceria ainda mais o governo e aprofundaria a crise social. Além disso, o império britânico não podia admitir que a falta de uma resposta à ocupação das Malvinas fosse vista pelos povos de todo o mundo como um símbolo de debilidade de seu poder bélico. Por outro lado, para os Estados Unidos, ainda que a ditadura argentina fosse um importante parceiro dos ianques na América Latina, a Inglaterra era um aliado mais importante na sua cruzada reacionária anticomunista em nível mundial, sobretudo contra a URSS e os estados operários do Leste Europeu. Dessa forma todas as expectativas que nortearam a aventura militar da Junta Militar argentina foram frustradas, não lhes restando outra saída no âmbito de sua estratégia a não ser a completa e vergonhosa rendição, após o cerco aéreo e naval imposto as tropas argentinas, praticamente abandonadas com fome e frio nas Malvinas. Objetivamente, o conflito entre a Argentina e a Inglaterra despertou um sentimento antiimperialista não só entre as massas argentinas, mas entre os povos oprimidos de todo o mundo. Contra a ofensiva militar do imperialismo britânico, ocorrem massivas manifestações em vários países latino-americanos. No Peru, por exemplo, cerca de 150.000 manifestantes marcharam sobre a capital, Lima. Nos Estados Unidos, milhares de imigrantes latinos realizaram manifestações nas ruas de Los Angeles e São Francisco. Na Argentina a postura antiimperialista da maioria da população ficou marcada num conjunto de iniciativas protagonizadas pelas massas, como a suspensão dos serviços de comunicação com o Reino Unido pelos trabalhadores telefônicos, a organização de campanhas de coletas de dinheiro, alimentos e roupas para as tropas e a apresentação de mais de 100 mil voluntários para combater.Por outro lado os vizinhos regimes militares "muy amigos", se bandearam para o campo militar da Inglaterra temendo o pequeno apoio que a Argentina recebera da URSS.No campo da esquerda revisionista que reivindicava o trotskismo, a corrente de maior peso no movimento operário e de massas, o então PST (organização morenista que antecedeu o MAS, anos depois partido fundador da LIT) defendeu a derrota militar do Reino Unido como eixo central para o desenvolver uma mobilização de massas que, ao mesmo tempo, prepararia a luta contra a ditadura. Essa posição estava expressa na consigna “No a la paz sin soberania”. Os morenistas do PST afirmavam estar “no mesmo campo militar do governo argentino, enquanto este continue a guerra contra o imperialismo”. Hoje, a LIT que foi fundada então pelo MAS argentino passou de paladina da correta unidade de ação militar com o carniceiro Galtieri em defesa das Malvinas contra a agressão anglo-imperialista a Argentina no começo dos anos 80, a apologista da democracia burguesa na Venezuela atacada e sabotada pelo imperialismo ianque. Segundo a LIT e sua família morenista (UIT), o presidente Nicolas Maduro é um “ditador” que deveria ser derrubado por uma ampla frente democrática opositora, o que inclui neste amálgama político os fantoches da Casa Branca, ocupada pelo palhaço fascista Donald Trump. Passados 37 anos, a LIT que à época foi duramente criticada por outras correntes revisionistas européias por uma suposta capitulação a um regime militar assassino de mais de trinta mil militantes de esquerda, se converteu hoje em partidária da “frente única circunstancial” com o imperialismo ianque , em nome da defesa das “liberdades democráticas” e do “combate a ditadura de Maduro ”. Estes revisionistas jogaram no lixo o ABC do leninismo e do trotskismo, além de esquecerem as próprias lições deixadas por Moreno, quando afirmava que “preferia estar no campo militar dos generais facínoras do que em nome da democracia apoiar a ocupação da Argentina pela frota imperial da Inglaterra”. Tanto há 37 anos atrás na Argentina como hoje na Venezuela a posição dos verdadeiros marxistas revolucionários é a defesa incondicional da nação oprimida contra a agressão imperialista, inclusive em frente única militar com as forças do regime, tendo claro a incapacidade de qualquer burguesia nacional em conduzir um confronto militar com o imperialismo até a plena vitória. Esta tática deve estar baseada no princípio da mais completa independência política dos explorados e subordinada à estratégia revolucionária da tomada do poder pelo proletariado. Nesse sentido, a defesa de uma frente militar com o governo Galtiere, com absoluta independência política, passava pela criação de organismos próprios de poder proletário e a formação de milícias armadas de voluntários, não submetidas à disciplina e à hierarquia das reacionárias forças armadas do regime, responsáveis pelo assassinato de 30.000 lutadores. O mesmo programa se impõe na Venezuela hoje para derrotar a ameaça colonialista do Pentágono!