No dia 15 de setembro de 2008 era anunciada como uma “bomba”
a quebra financeira do quarto maior banco de investimentos norte-americano, o
Lehman Brothers. Em 20 de setembro de 2008, uma versão revista da proposta de
acordo para a falência foi homologado pelo juiz norte-americano James Peck. Era
o “alarme” do chash financeiro anunciando que a crise dos títulos “Sub-prime”
que afetara o mercado bursátil de Wall Street contaminava também o poderoso
setor financeiro ianque. Em poucos dias, naquele “setembro negro”, tomou conta
no mundo inteiro um clima de “catástrofe” econômica que levaria pânico a todos
os mercados, desde as semicolônias até os centros imperialistas. Logo os boatos
davam como certa a falência de grandes complexos industriais, como a General Motors
por exemplo, de imediato ocorreu uma interrupção do fluxo financeiro
internacional levando a uma abrupta retração do crédito, instalando-se uma
recessão global generalizada. Somente dois “ícones” do capitalismo financeiro
pareciam passar incólumes pela crise de 2008, o Dólar que apresentou robustos
índices de alta e os próprios títulos do Tesouro norte-americano que
continuaram atrair as reservas monetárias das principais economias do planeta.
Para os Marxistas Leninistas era um claro sinal de que a economia imperialista
dos EUA estava bem distante de “colapsar” e que o “armagedon final” tanto
difundido pelos rentistas e barões da indústria era uma manobra midiática para
amealhar centenas de bilhões de dólares do botim estatal ianque. A esquerda
revisionista logo “comprou” a versão do iminente “apocalipse” do regime
capitalista, chegando a anunciar que o imperialismo não conseguiria sobreviver
(política e economicamente) até o final de 2009. Quem pode esquecer os inúmeros
artigos da imprensa da LIT, UIT ou mesmo da FT (PTS argentino) anunciando que:
“muito em breve nossas seções nacionais terão milhares de militantes e deverão
estar preparadas para tomar o poder” (PO, 10/2008). A LBI foi a única
organização marxista a caracterizar cientificamente o fenômeno do crash
financeiro de 2008, como o momento final de uma onda larga de expansão
capitalista, iniciada logo após a crise dos mercados (“tigres”) asiáticos na
década de 90. Alertamos que o modo de produção capitalista ainda detinha uma
série de recursos para a recomposição parcial de suas taxas de lucro, mesmo
seguindo sua tendência histórica irreversível de estancamento das forças
produtivas. Passados 11 anos do ápice da crise econômica, o imperialismo ianque
mostrou que não naufragou no abismo abissal vaticinado pela esquerda
revisionista, as enormes reservas financeiras do Estado capitalista funcionaram
como “salvaguardas” para os trustes ianques se recomporem e até alavancarem
seus negócios. Aos que ficaram “surpresos” com o papel jogado pelas instituições
estatais na recuperação dos oligopólios privados, o “velho” Marx já respondia a
esta questão afirmando que o “Estado não passa de um comitê central dos
negócios da burguesia”.
domingo, 22 de setembro de 2019
sábado, 21 de setembro de 2019
O QUE UNE O FASCISTA WITZEL E O PETISTA CAMILO SANTANA? O EXTERMÍNIO DE JOVENS, POBRES E NEGROS POR UMA PM TALHADA PARA EXECUTAR O POVO OPRIMIDO...
Na madrugada de 21 de setembro, a menina Ágatha Félix, de
apenas 8 anos, morreu após ser baleada na favela Fazendinha, no Complexo do
Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo denúncias de moradores, a Polícia
Militar (PM) sob o controle do governador fascista Wilson Witzel, é responsável
pelo covarde assassinato. Testemunhas afirmam que Agatha estava numa Kombi indo
para sua casa quando foi atingida por um tiro que foi disparado por um policial
da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), as mesmas UPP’s defendidas
ardentemente por Marcelo Freixo do PSOL. O PM teria desconfiado de um homem
numa moto e disparou irresponsavelmente acertando a criança, que chegou a ser
levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu. É
preciso registrar que dias antes, no Ceará, também houve uma ação assassina da
PM do governador petista Camilo Santana (PT) que matou o adolescente de 14
anos, Juan Ferreira dos Santos, com um tiro na cabeça quando estava acompanhado
de amigos em uma reunião na Praça do Mirante, ponto de encontro no bairro
Vicente Pizon de Fortaleza. Como sempre a PM alegou “indivíduos em atitude
suspeita na praça” para matar assim como ocorreu no Rio de Janeiro. O capacho
de Ciro no PT representa um fenômeno raro na política nacional, conseguiu
estabelecer um “consenso”, quase uma “unanimidade” entre os mais variados
grupos políticos, desde o arco da direita burguesa até a chamada “esquerda
socialista” como o PSOL. Formalmente filiado ao PT, Camilo é um disciplinado
membro da oligarquia dos Ferreira Gomes e conta também com a simpatia política
do PSOL no Ceará. Frente a essa “blindagem”, cinicamente Camilo afirma não ter
responsabilidade alguma sobre a tragédia que matou o jovem Juan, apesar de
bancar pessoalmente um comando policial de terroristas na cabeça dos órgãos de
(in)segurança do Ceará. Os dois assassinatos, praticados respectivamente pela
PM no Rio de Janeiro e no Ceará, mostram o que une o fascista Witzel e o
petista Camilo Santana: o extermínio de jovens, pobres e negros por uma PM talhada
para executar o povo oprimido... Os Marxistas Leninistas não concebem o
aparelho estatal de repressão da burguesia, que detém o monopólio da violência
armada contra o proletariado, como uma questão de “política de segurança
pública”. Não defendemos uma “reforma” ou “aperfeiçoamento democrático” no
braço armado do capital como fazem o PT e o PSOL, lutamos para seu fim pela via
da revolução socialista, substituindo a tal “segurança pública” (que de pública
não tem nada, é absolutamente privada na defesa da propriedade da burguesia)
pelo armamento das massas através de seus organismos de poder. Fascistas de
plantão na gerência do estado, como Witzel no Rio de Janeiro ou mesmo “petistas”
como Camilo Santana, marionete de Ciro Gomes, são apenas expressões das
políticas diversas do capital mas que atuam com o mesmo método repressor contra
as massas proletárias. Nossa alternativa à barbárie policial seja no Rio de
Janeiro ou no Ceará não é a de apresentar outra “política de segurança
pública”, como sugerem o PT e o PSOL. Os Trotskistas combatemos pela destruição
completa do aparelho de repressão do Estado Burguês e combatem todos os
governos burgueses de plantão que levam adiante um plano de guerra contra os
trabalhadores!
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
EM DEFESA DO IRÃ E DA RESISTÊNCIA IEMITA: “GUERRA TOTAL” CONTRA AS PROVOCAÇÕES DO
IMPERIALISMO IANQUE E DA REACIONÁRIA PETROMONARQUIA SAUDITA!
Após os ataques militares de drones carregados de explosivos
a duas das principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, maior
exportador de petróleo do mundo, houve uma escalda ainda maior das provocações
do imperialismo ianque e da reacionária petromonarquia saudita contra o Irã.
Ambos acusaram que foi o Regime dos Aiatólas e suas milícias xiitas que
combatem no Iêmen de atacaram as refinarias, anunciando represarias econômicas
e militares. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad
Javad Zarif, disse nesta quinta-feira (19) que haverá uma guerra se o seu país
for atacado pelos Estados Unidos ou pela Arábia Saudita. Ao ser perguntado
sobre qual seria a consequência de um ataque militar contra o Irã, Zarif
respondeu uma “Guerra Total” e, em seguida declarou, “Não queremos guerra, não
queremos entrar em um confronto militar. Pensamos que um conflito armado
baseado em uma farsa é terrível, mas não temos medo quando se trata de defender
nosso território”. O regime de Teerã nega todas as acusações da Casa Branca,
afirmando que os ataques não foram deferidos pelos seus aliados no Iêmen. A
Arábia Saudita insistiu que os ataques foram efetuados com 18 drones e 7
mísseis iranianos e que foram lançados do norte, e não do Iêmen, localizado ao
sul do reino. Em contrapartida Zarif afirmou “É fabricado. Eles querem jogar a
culpa no Irã, a fim de fazer algo, e é por isso que digo que é uma agitação
para uma guerra, porque é baseada em mentiras e uma farsa”. Por sua vez, a
Arábia Saudita iniciou nova operação militar ao norte da cidade portuária de
Hodeida, no Iêmen. A ofensiva é contra a resistência xiita (houthis) apoiada pelo Irã na Guerra do Iêmen. Como a LBI afirmou logo após as explosões,
o suposto “ataque terrorista” ao complexo industrial da petrolífera Aramco
(empresa estatal fundada em 1933) na Arábia Saudita foi organizado pela própria
petromonarquia para elevar ainda mais o preço do petróleo no mercado mundial.
Alertamos que a perspectiva de agressão, mesmo com todas as concessões feitas
pelo regime dos Aiatolás e o governo Rohani, embutem uma vingança contra a
humilhação sofrida pelos EUA na desastrosa tentativa de intervenção militar no
Irã, ainda sob o governo democrata de Jimmy Carter. Não temos nenhuma dúvida
que o império pretende somar para suas empresas transnacionais as reservas de
petróleo do Irã às da Líbia e do Iraque para, desta forma, deter a hegemonia
absoluta do controle energético do planeta. Os Marxistas Revolucionários
defendem integralmente o direito do Irã a declarar “Guerra Total” ao
imperialismo ianque e a petromonarquia saudita. Estamos tanto ao lado dos
guerrilheiros iemitas que combatem a tirana monarquia saudita, como no campo
militar da defesa incondicional da nação iraniana contra as agressões do
monstro imperialista ianque. Compreendemos que a tarefa de defender o Irã
inclusive contra sua burguesia nativa está, antes de tudo, nas mãos do
proletariado mundial e das massas árabes. Somente elas podem lutar
consequentemente pela derrota do imperialismo em todo o Oriente Médio, abrindo
caminho para sepultar a exploração capitalista interna que condena a miséria os
explorados da região.
20/09 - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SERPRO: ROMPER COM A PARALISIA IMPOSTA PELA CUT, UNIFICAR AS LUTAS E CONVOCAR A GREVE GERAL CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL DOS ENTREGUISTAS BOLSONARO E GUEDES!
Ocorre hoje, 20.09, o Dia Nacional de Mobilização e Protesto
do Setor Público. A atividade foi deliberada na Plenária Sindical contra as
Privatizações de Bolsonaro. A militância da LBI se fez presente na manifestação
que aconteceu em todo o país. Essa luta teve início quando no último dia 21 de
agosto, o entregista Bolsonaro anunciou uma lista de 17 empresas estatais que
serão privatizadas. Entre elas, Correios, Sepro, Datapreve, Eletrobras e a
Lotex. Além das anunciadas, o processo
de privatização acontece de forma gradativa em outros setores, como nos bancos
públicos, por exemplo, onde os ativos vêm sendo vendidos, inviabilizando a
sustentação financeira dessas instituições. O governo Bolsonaro anunciou que
pretende privatizar várias estatais. O pacote inclui a ECT (Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos), a Casa da Moeda, Porto de Santos, Telebras, Serpro,
Dataprev e outras empresas. Cinicamente, o Ministério da Economia elaborou um
estudo com justificativas para privatizar os Correios e menciona casos de
corrupção, interferências políticas na gestão e greves constantes, ou seja, uso
a rapina das gestões burguesas e a resistência dos trabalhadores para
justificar a entrega. Ele também cita exemplos de ineficiência, como o “elevado
índice de extravio” e a demora em ressarcir produtos extraviados. A
transnacionais Amazon e Alibaba já anunciaram que estão interessadas em comprar
os Correios para expandirem suas operações de logística, um filão milionário.
As estatais a serem privatizadas vão entrar no PPI (Programa de Parceria de
Investimentos) para decidir qual modelo de privatização adotar. O famigerado
PPI atua como órgão gestor de parcerias público-privadas federais, além de
participar do Conselho Nacional de Desestatização. Como o imperialismo ianque
exige o máximo de celeridade no desmonte da economia nacional, não há espaço
para o governo neofascista "engessar" o processo de privatizações das
empresas estatais consideradas economicamente "estratégicas". Existe
um pré acordo entre as camarilhas reacionárias das classes dominantes para
atacar as conquistas sociais e democráticas dos trabalhadores e do povo
brasileiro. O novo regime Bonapartista, vinculado ao cassino financeiro
internacional, vem se encarregando de orientar a liquidação do que ainda resta
da economia nacional, descarregando sobre a massa trabalhadora um “ajuste”
letal. É necessário desde já organizar nossa resistência calcada nos métodos da
ação direta na luta concreta do proletariado! Faz-se urgente organizar desde já
a resistência através da luta direta dos explorados, sem depositar nenhuma
ilusão na farsa da democracia burguesa e muito menos na “Frente Ampla
Democrática” que o PT busca costurar com a centro-direita. A política de
colaboração de classes do PT pavimentou o caminho para a ascensão da extrema-direita,
patrocinando alianças com as oligarquias reacionárias, criminalizando os
movimentos sociais, criando a Lei Antiterrorista para perseguir as organizações
de esquerda, apoiando as ações da Justiça burguesa contra a luta dos
trabalhadores. Ao contrário de apostar na pressão sobre o parlamento como
defende a CUT, uma política de colaboração de classes, é necessário engajar a
vanguarda classista na preparação de uma verdadeira Greve Geral que paralise a
produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas e terras
para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo
Bolsonaro/Guedes e de suas contrarreformas neoliberais!
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
48 ANOS DA MORTE DE LAMARCA: O SANGUE DERRAMADO DO CAPITÃO REVOLUCIONÁRIO FORJA A TÊMPERA DE CADA COMBATE DO PROLETARIADO CONTRA O GOVERNO DO NEOFASCISTA BOLSONARO!
O capitão revolucionário Carlos Lamarca, dirigente da VPR
(Vanguarda Popular Revolucionária) e posteriormente militante do MR-8 foi morto
com cinco tiros em uma mega-operação do Exército na Bahia em 17 de setembro de 1971, há exatos 48 anos. Depois de
caminhar por mais de 300 quilômetros, Lamarca foi assassinado por agentes da ditadura militar no sertão baiano. No comando da caçada
reacionária estava o então major Nilton Cerqueira, que, anos mais tarde foi
eleito deputado federal e trabalhou como secretário de Segurança do Rio de
Janeiro. “Ousar lutar, ousar vencer”. Era assim que Lamarca terminava seus
escritos. Foi um dos símbolos da resistência ao regime militar que morreu antes
de completar 34 anos. Carlos Lamarca foi o terceiro entre os seis filhos de
Antônio e Gertrudes Lamarca, uma família modesta da zona norte carioca.
Formou-se, em 1960, pela Escola Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ),
obtendo a patente de Capitão em 1967. Mas foi em São Paulo, no quartel de
Quitaúna, para onde pediu transferência em 1965, que Lamarca, fez sua opção
revolucionária. Na época, Lamarca acompanhava com grande interesse o grupo de
ex-sargentos que, inicialmente vinculado ao Movimento Nacionalista
Revolucionário (MNR), uniu-se a um setor dissidente da Política Operária
(POLOP) e deu origem à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Já como membro
da VPR, Lamarca realizou uma ação de expropriação no quartel de Quitaúna em 24
de janeiro de 1969 em que levou 63 fuzis, metralhadoras e muita munição, o que
levou a sua expulsão do Exército. Sua ideia era seguir imediatamente para uma
região onde pudesse preparar a guerrilha, o que o obrigou, de imediato, a
separar-se da mulher e dos filhos, enviados para Cuba, via Itália, no mesmo dia
de sua deserção. Em abril de 1971, no processo de "diluição" da VPR,
ingressou no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
FED NOS EUA E COPOM NO BRASIL CORTAM TAXA DE JUROS: “PACOTE DE BONDADE” OU PRENÚNCIO DE UMA FORTE RECESSÃO CAPITALISTA MUNDIAL?
O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central,
instituição estatal vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta
quarta-feira (18/09) por unanimidade reduzir a Selic, taxa básica de juros da
economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano. A Selic se manteve em 6,5% de março de
2018 a julho de 2019, quando recuou para 6%, refletindo o viés de baixa produto
da paralisia econômica que atravessa o país desde 2014, a expectativa dos
rentistas do mercado financeiro é que, para a próxima reunião do Comitê no fim
de outubro, haja mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa, caindo para 5%
e permanecendo neste percentual até o fim de 2020, a taxa mais baixa de toda a
história da sequência do Banco Central. Determinando uma orientação financeira
mundial, o Federal Reserve (FED) banco central dos EUA, organismo independente
do governo Donald Trump, também comunicou hoje que decidiu cortar as taxas de
juros no país central imperialista em 0,25 ponto percentual, para o intervalo
entre 1,75% e 2%. No seu comunicado aos investidores internacionais, o FED cita
entre as justificativas para a decisão as perspectivas “sombrias” para o
desenvolvimento da economia capitalista global e a fraqueza de pressões
inflacionárias, embora tenha apontado que a cambaleante economia norte-americana
siga crescendo em um ritmo "moderado" e o mercado de trabalho
"permaneça forte". O anúncio de redução de juros ocorre horas depois
de o FED decidiu intervir pelo segundo dia consecutivo no mercado financeiro
para evitar um forte aumento nos empréstimos de curto prazo para bancos e
empresas. O Fed injetou US$ 75 bilhões ao recomprar ativos de um dia contra
pedidos de pouco mais de US$ 80 bilhões. É a primeira vez desde o histórico
crash financeiro de 2008 que o Fed intervém nos mercados de capitais, um
prenúncio explícito de que uma nova explosão da bolha cíclica capitalista está
muito próxima de ocorrer novamente. Desde a quebra da Bolsa de Valores de Nova
York em 1930, quando a banca de capital se aproxima de pagar na prática “juros
negativos” ao mercado (taxas muito baixas que se aproximam de zero), é o
primeiro sintoma claro de um novo crash capitalista global.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
PT E PSOL “SOLTAM O VERBO” CONTRA AS ÚLTIMAS ASNEIRAS DE CIRO: FICAM MUDOS E CALADOS DIANTE DO COVARDE ASSASSINATO DE UM JOVEM PELA CRIMINOSA POLÍCIA MILITAR DO GOVERNADOR CAMILO SANTANA...
As recentes asneiras vomitadas pelo neocoronel Ciro Gomes na
mídia (BBC e Estadão) tiveram uma rápida resposta do PT e do PSOL. Após Ciro atacar
Lula, Gleisi Hoffman e Márcia Tiburi além de declarar que “unidade é o cacete”
referindo-se à possibilidade de uma “frente de centro-esquerda” com esses
partidos da oposição burguesa para as eleições municipais de 2020, vários
dirigentes do PT e PSOL “soltaram o verbo” contra o chefe da oligarquia Gomes. Jean Willys logo qualificou Ciro de “esquerdo-macho”.
Gleisi, acusada de ser “pau mandado de Lula”, declarou que ele era um “covarde
e fujão” por ter ido para a Europa em pleno segundo turno. Márcia Tiburi questionou
“o espírito de coronel mimado de Ciro que quer ser presidente”. Ao contrário
dos veementes repúdios do PT e PSOL contra as “diabrites” lançadas por Ciro
Gomes (voltadas a agradar o eleitorado de direita) vimos esses dois partidos
ficarem em absoluto silêncio, completamente mudos e calados, diante do covarde
assassinato no último dia 13.09 em Fortaleza de um jovem pela PM de Camilo
Santana, um verdadeiro “pau mandado” de Ciro dentro do PT do Ceará. O deputado
estadual Renato Roseno (PSOL), que mantém estreitas relações com a bancada
parlamentar petista na Assembleia Legislativa, balbuciou apenas um lacônico
comentário “A dor indizível” em seu Facebook... e só, ficou de “bico calado”
para preservar suas boas reações políticas e eleitorais com o PT e a direita no
parlamento cearense!!! Não vimos nenhuma veemente denúncia do PSOL na tribuna sobre
a ação assassina da PM que matou o adolescente de 14 anos, Juan Ferreira dos
Santos, com um tiro na cabeça quando estava acompanhado de amigos em uma
reunião na Praça do Mirante, ponto de encontro no bairro Vicente Pizon. Como
sempre a PM alegou “indivíduos em atitude suspeita na praça” para matar. A
conduta venal do PSOL frente as ações repressivas do governo Camilo não é uma
novidade. O capacho de Ciro no PT representa um fenômeno raro na política
nacional, conseguiu estabelecer um “consenso”, quase uma “unanimidade” entre os
mais variados grupos políticos, desde o arco da direita burguesa até a chamada “esquerda
socialista” como o PSOL. Formalmente filiado ao PT, Camilo é um disciplinado
membro da oligarquia dos Ferreira Gomes e conta também com a simpatia política
do PSOL no Ceará. Camilo é preservado politicamente de maiores enfrentamentos
seja no campo parlamentar ou social, não por acaso o tom “indizível” das “palavras”
de Renato Roseno frente a mais recente barbaridade cometida pela PM assassina
do governador cirista. Registramos também que até hoje o parlamentar do PSOL
não usou a tribuna parlamentar para denunciar o envolvimento direto do capanga cirista
Arialdo no esquema bilionário do tráfico de drogas que tem deixado um rastro de
sangue e morte no Estado, com várias chacinas. Frente a essa “blindagem”, cinicamente
Camilo afirma não ter responsabilidade alguma sobre a tragédia que matou o
jovem Juan, apesar de bancar pessoalmente um comando policial de terroristas na
cabeça dos órgãos de (in)segurança do Ceará. Como já denunciamos várias vezes,
a esquerda reformista vem “bajulando” Camilo há décadas, filho de uma
oligarquia do sul do estado (Cariri), o atual governador foi militante do
antigo PLP (Partido da Libertação Proletária), cujos dirigentes na atualidade
estão abrigados no PSOL (Mauro Gurgel, Soraya Tupinambá) ou no PT (Acrísio
Sena). Este “currículo” de passagem de Camilo pela esquerda explica o fato de
contar com uma “oposição construtiva” por parte do PSOL e de ser acolhido no PT
(antes de ser governador foi deputado estadual), apesar de sua posição de
destaque no clã dos Gomes, o mesmo que a presidente nacional do PT, Gleisi
Hoffman, chama de “fujão e covarde” ou mesmo neocoronel. Mais uma vez somente a
“pequena” LBI vem responsabilizar diretamente Camilo por mais esta ação
criminosa, além de denunciarmos o caráter de colaboração de classes da “frente ampla” que o PT deseja costurar com o PSOL para 2020 e 2022, ainda “sonhando”
em ter a seu lado... o neocoronel Ciro Gomes!
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
ATAQUE NA ARÁBIA SAUDITA A MAIOR REFINARIA DO MUNDO: QUEM GANHA BILHÕES DE DÓLARES COM A ALTA DO PETRÓLEO NO MERCADO?
Os ataques militares de drones carregados de explosivos a
duas das principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, maior
exportador de petróleo do mundo, acirraram a tensão na região do Oriente Médio,
além dos efeitos econômicos mundiais da ação. As explosões ocorridas no último
sábado (14/09) provocaram uma redução de 5% na produção mundial de petróleo, o
que fez o preço do barril disparar no mercado internacional, atingindo a maior
alta em uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991. A súbita disparada desta
valiosa comoditie nas bolsas internacionais nos remete por analogia a histórica
“crise econômica mundial do petróleo” ocorrida em meados dos anos 70, quando a
elevada cotação do “ouro negro” acionou uma processo recessivo mundial, onde os
governos árabes foram responsabilizados pela crise, enquanto os trustes
imperialistas de energia mineral acumularam um gigantesco lucro em função da
redução da produção de petróleo e a disparada dos preços dos refinados,
controlados principalmente pelos EUA e Inglaterra. Agora o “bode expiatório”
responsabilizado pela interrupção na produção do óleo cru e seus derivados foi
o Irã e suas milícias xiitas que combatem no Iêmen. Assim como a interrupção na
extração do petróleo em 1973, por iniciativa da própria OPEP em represália ao
gerdame genocida de Israel, serviu de pretexto para ataques especulativos
financeiros contra dezenas de nações, detonando uma recessão econômica mundial,
agora o suposto “ataque terrorista” ao complexo industrial da petrolífera
Aramco (empresa estatal fundada em 1933) na Arábia Saudita é um prenúncio claro
do ingresso de um novo ciclo de crise capitalista, que fará a quebra do Lehman
Brothers em 2008 parecer uma “brincadeira de criança”... simplesmente porque os
elementos da atual conjuntura mundial são muito mais explosivos...
VICTOR JARA, A VOZ DA RESISTÊNCIA POPULAR CHILENA “CALADA” PELO FASCISMO: SUAS CANÇÕES ECOAM ATÉ HOJE E NOS ENSINAM QUE SUA MORTE SERÁ VINGADA COM A VITÓRIA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA MUNDIAL!
Hoje, 16 de Setembro, completam-se 46 anos do assassinato de
Victor Jara pela ditadura chilena. Dias antes de sua morte ele foi detido pelos
militares, junto com outros alunos e professores e conduzido ao Estádio Chile,
convertido em campo de concentração e um dos maiores centros de detenção e
tortura. Lá foi mantido durante vários dias após o fatídico 11 de setembro. O
regime fascista torturou o cantor e compositor revolucionário, disparou duas
vezes em sua cabeça e braços. Jara tinha os dedos das mãos esmagados por seu
“crime” de cantar a revolução, ele foi alvejado 44 vezes como expressão do ódio
dos militares pelo homem que fez ode ao Socialismo e a luta dos explorados.
Vitor chegou a fazer canções em pleno cárcere, como a música “Estadio Chile”. A
imprensa burguesa deu grande destaque ao fato do ex-militar Pedro Pablo
Barrientos ter sido considerado em meados de 2016 como culpado da morte do
músico, citando uma decisão da Corte federal da cidade de Orlando que
determinou que o ex-tenente pague uma indenização de 28 milhões de dólares (95 milhões
de reais) à família. A “condenação” do militar chileno nos EUA não passou de
puro distracionismo histórico, uma verdadeira piada de mau gosto na medida em
que o imperialismo ianque, a CIA e a Casa Branca planejaram e patrocinaram o
golpe militar junto com os generais fascistas tendo Pinochet a frente das
operações. Esses são os verdadeiros culpados pelo assassinato de Vitor Jara e
dos milhares de militantes chilenos assassinados pela ditadura sanguinária.
Nossas diferenças políticas com Vitor (militante do PC) que muitas vezes compôs
canções em defesa da “Paz Mundial” e da política stalinista que apregoava o
“Socialismo em um só país”, como “O direito de viver em Paz” em referência ao
Vietnã, não nos impedem de homenageá-lo com o mais genuíno respeito comunista,
ao contrário, ele provou com sua própria morte a dedicação máxima a causa da
revolução proletária, mais além da política de colaboração de classes da UP e
do governo Allende. A verdadeira punição aos torturadores e seus “patronos”
capitalistas não poderá ser efetivada por nenhum governo “democrático” no marco
de um Estado capitalista seja no Chile ou nos EUA, pelo simples fato de que a
burguesia jamais se “autopunirá” de seus monstruosos crimes históricos, como
vemos agora com a ascensão do fascista Bolsonaro no Brasil. Somente a revolução
socialista será capaz de “vingar” nossos heróis e combatentes mortos e
torturados por um regime militar posto a serviço das grandes multinacionais
imperialistas, como foi o genial cantor e compositor Vitor Jara. A única forma
de vingar plenamente a morte de Jara e dos milhares de militantes que tombaram
na luta contra a ditadura militar no Chile e em todo a América Latina é
enterrar definitivamente da história da humanidade todo e qualquer regime que
venha “cultuar” a exploração da classe operária por um punhado de parasitas,
protegidos pelas armas de seu Estado capitalista. O acerto de contas que o
proletariado necessita realizar com os facínoras da ditadura militar seja no
Chile ou no Brasil de Bolsonaro, deverá inevitavelmente vir na esteira do
implacável combate ao regime capitalista e sua forma mais aperfeiçoada de
“estabilidade democrática”, a democracia dos ricos. Para a classe operária o
verdadeiro julgamento de seus covardes algozes só acontecerá quando for capaz
de construir seus próprios organismos de poder, estabelecendo tribunais
operários e populares de julgamento e punição, como instrumentos da histórica
justiça de classe do proletariado! Por isso, declaramos a viva voz quando se
completam os 46 anos de seu assassinato pelos chacais fascistas: Victor Jara
Presente! Na luta pelo Socialismo sempre!
sábado, 14 de setembro de 2019
UM ANO NO CÁRCERE POR LUTAR CONTRA O AJUSTE NEOLIBERAL NA
ARGENTINA: LIBERDADE IMEDIATA PARA DANIEL RUIZ, PRESO POLÍTICO DO GOVERNO MACRI!
Na primeira quinzena de setembro, cumpre-se um ano da prisão
política de Daniel Ruiz. Petroleiro de Chubut, militante histórico na Argentina
nas fileiras da LIT/PSTU, foi detido por lutar contra a reforma previdenciária
de Mauricio Macri em atos realizados em 2017. O militante ainda participou
ativamente de outras mobilizações de trabalhadores e do movimento de mulheres
no país. Sem data para o julgamento, como preso político, com os recursos da
defesa sendo ignorados, Daniel Ruiz iniciou uma greve de fome com a
reivindicação de uma reunião entre o tribunal, a defesa e o Ministério Público.
Tal cenário exige nossos redobrados esforços para ampliar e difundir a campanha
internacional que vem sendo organizada. Daniel Ruiz não é apenas um preso
político, o que já justificaria uma forte luta, mas é um caso simbólico da luta
de classes argentina. O caso de Daniel Ruiz é emblemático, assim, por uma série
de questões. Em primeiro lugar, a natureza de sua prisão diz respeito a um
momento decisivo da conjuntura argentina: as jornadas de dezembro de 2017.
Naquela ocasião, a luta contra a reforma da previdência de Macri pegou um salto.
Foram centenas de milhares de trabalhadores às ruas, nos dias 14 e 18 de
dezembro. Depois de um dia inteiro de batalha contra a polícia próximo à Praça
de Maio, panelaços massivos nos bairros à noite, Macri aprovou sua reforma
neoliberal. Dentre os acusados por “promover desordem” nessa data, estava o
petroleiro de Chubut, militante do PSTU argentino e da LIT. Somente a
mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do
proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do
Estado capitalista, como Daniel Ruiz na Argentina assim como Preta Ferreira e Lula no Brasil, este último preso
pela mafiosa operação "Lava Jato", mas que o PSTU brasileiro
equivocadamente nega-se a exigir sua liberdade. Ilusões disseminadas na defesa
de em um suposto “Estado de Direito” no quadro da institucionalidade burguesa
só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos.
Exigimos a liberdade imediata de todos os presos políticos da democracia dos
ricos perseguidos pela repressão estatal burguesa como o militante argentino
Daniel Ruiz, assim como Lula e Preta Ferreira no Brasil!
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
TRAGÉDIA DO HOSPITAL BADIM: QUANDO A SAÚDE DOS SERES HUMANOS SE TRANSFORMA EM MERCADORIA, LUCRO E CAPITAL NA MÃO DE COMERCIANTES DA MEDICINA PRIVADA
A tragédia do Hospital Badim é responsabilidade direta de
seus sócios proprietários, no caso o médico cirurgião José Badim, que se
associou financeiramente ao poderoso grupo de medicina privada Rede D’Or São
Luiz, um dos maiores do país. Um típico caso que vem ocorrendo nas últimas
décadas, onde clínicas viram hospitais de pequeno e médio porte para depois
serem incorporadas por grandes corporações do setor de saúde privada, sem a
devida alteração de segurança em sua estrutura logística. Porém o conglomerado
comercial do setor de saúde, Rede D’Or, declara que não participa da gestão
direta da unidade em que ocorreu a tragédia nesta última quinta-feira(12/09),
vitimando ao menos onze pacientes que estavam internados no Hospital Badim. O
prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos na Rua São Francisco Xavier no
tradicional bairro carioca da Tijuca, outro edifício anexo a ele, foi
inaugurado em 2018, após a sociedade entre o cirurgião plástico José Badim e o
grupo Rede D’Or. A causa da morte da maior parte dos pacientes vitimados
ocorreu por asfixia por inalação da fumaça, tendo em média uma idade acima de
65 anos, ou seja os internados com maior vulnerabilidade e sem condições de
locomoção própria para escapar do incêndio foram os atingidos pela tragédia provocada
pela total irresponsabilidade destes capitalistas e médicos mercenários que se
convertem em comerciantes da saúde humana. No regime social da propriedade
privada dos meios de produção, na esmagadora maioria dos casos tornar-se médico
não é uma vocação para salvar vidas, mas sim o “projeto” de um “bom negócio”.
Não por coincidência a medicina no Brasil está “infestada” por uma escória
mercenária e corrupta, onde alimentar a “indústria da doença” é a forma mais
“fácil” para a realização de lucros que logo se transformam em capital, na
forma de clínicas luxuosas e hospitais privados. Somente o grupo D’Or possui
quase cinquenta unidades hospitalares, além de outras atividades afins na área
da saúde. Nesta sinistra “cadeia da morte” estão envolvidos trustes de
laboratórios imperialistas, gigantescas redes de farmácias, indústrias
multinacionais de equipamentos, conglomerados de hospitais, até chegar mesmo as
pequenas clínicas provincianas que “sonham” em chegar ao topo desta cadeia
capitalista. Muito distante do mercenarismo sem a menor ética em defesa da
vida, está situada a medicina no Estado Operário de Cuba, onde ser médico
representa uma vocação para servir a humanidade e não para se tornar um
“milionário” às custas das enfermidades da população. Logicamente em Cuba
existe todo um sistema público e estatal de saúde de altíssima
qualidade(reconhecida mundialmente), onde não se admite a possibilidade de
comerciar vidas humanas. Desgraçadamente no Brasil tragédias assassinas como a
que ocorreu no Hospital Badim , ceifando mais de uma dezena de vítimas, são
recorrentes, tanto na debilitada área da saúde pública quanto na privada.
Somente o socialismo poderá garantir uma assistência social e médica integral e
de alto padrão tecnológico e humano para toda a população brasileira, enquanto
se adotar o padrão da medicina como sinônimo de lucro, milhares de vidas
humanas serão consumidas pela voracidade do capital.
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
HÁ SETE ANOS DO ATAQUE DOS “REBELDES” DA LÍBIA A REPRESENTAÇÃO DOS EUA: A MORTE DO EMBAIXADOR STEVENS REVELOU A “GRATIDÃO” DA ESCÓRIA FASCISTA À CASA BRANCA...
O ataque terrorista à representação diplomática dos EUA na
cidade de Benghazi, acaba de completar sete anos neste 12 de setembro. A “city”
financeira da Líbia que até então era considerada segura pela OTAN, assistiu a
brutal morte do embaixador ianque J. Christopher Stevens. A morte de um alto
funcionário da diplomacia ianque, por meio de um atentado militar não ocorria
desde 1979 quando o embaixador do Afeganistão foi sequestrado e morto. Stevens
despachava em um escritório “secreto” da OTAN em Benghazi, já que a embaixada
oficial na capital Trípoli estava praticamente desativada. O embaixador ianque
teve um papel decisivo na fraudulenta operação política que derrubou o regime
nacionalista do coronel Kadaffi em 2011. Stevens coordenou desde Benghazi a oposição
pró-imperialista que durante o regime dos coronéis Kadafistas já havia
estabelecido profundos vínculos com empresas transnacionais de petróleo
sediadas no litoral do Magreb. O ataque à representação ianque em Benghazi
surpreendeu a equipe de segurança da CIA, realizada com morteiros de guerra e
lança foguetes de alta precisão, fornecidos pela própria OTAN aos “rebeldes”
pró-imperialistas que durante a guerra civil destruiram o totalmente o país.
Aproveitando-se das manifestações islâmicas contra um filme sionista, produzido
na Califórnia, que denegria a imagem do profeta Maomé, um comando militar
muçulmano (provavelmente ligado a Al Qaeda) atacou o prédio onde trabalhava
“secretamente” a diplomacia ianque em Benghazi. Como não se encontrava em uma
embaixada oficial, Stevens contava com poucos recursos de segurança para se
defender do ataque, que acabou por “vitimá-lo” junto a outros três altos
funcionários dos EUA. Inicialmente, o governo títere da Líbia tentou atribuir a
autoria do “atentado” às forças remanescentes ligadas ao coronel Kadaffi, mas
logo depois foi forçado a admitir que o ataque muito bem planejado foi obra de seus próprios aliados, ou seja,
milícias fundamentalistas islâmicas que combateram junto a OTAN para depor o
legítimo regime da revolução popular que destituiu a monarquia entreguista no
final dos anos 60. Por ironia da história, as armas que assassinaram o
embaixador ianque foram fornecidas pelos próprios abutres imperialistas que
dizimaram as riquezas do país.
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
MARCOS CINTRA TEM SUA “CABEÇA CORTADA” NO GOVERNO NEOFASCISTA POR SER MAIS “FRANCO” DO QUE BOLSONARO E GUEDES...
O Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, um
tecnocrata que já prestou serviços aos governos tucanos e até ao golpista e
Temer, foi demitido nesta quarta-feira (11/09) do posto de superintendente da
Receita Federal, supostamente a mando de Jair Bolsonaro. Porém motivo real da
exoneração de Cintra foi o vazamento, ou seja, a informação divulgada antes da
hora, da notícia da odiada volta da CPMF (Contribuição Provisória de
Movimentações Financeiras). O neofascista Bolsonaro teria ficado “uma fera”
pelo fato do Secretário Adjunto da Receita, Marcelo Silva, ter dado detalhes
para a mídia na terça-feira (10/09) durante um seminário, da proposta que está
sendo discutida sigilosamente dentro do governo. Os capachos neoliberais
Marcelo Silva e seu chefe Marcos Cintra não inventaram da cabeça deles a
proposta de cobrar de 0,4% até 2% de todas as transações financeiras,
simplesmente porque o próprio ministro Paulo Guedes já defendia publicamente a
volta da CPMF. Como a precipitação de Cintra gerou uma escalada de pesadas
críticas no parlamento, ainda em pleno curso da votação da (contra)reforma da
Previdência no Senado, Bolsonaro resolveu posar
de “noiva enganada” e mandou o rentista Guedes despachar o estafeta do
cargo que ocupava a frente da Receita Federal.
11 DE SETEMBRO: 18 ANOS APÓS O ATAQUE AS TORRES GÊMEAS E AO PENTÁGONO, O FASCISMO AVANÇA NO CORAÇÃO DO MONSTRO IMPERIALISTA!
18 anos após os ataques as Torres Gêmeas que abrigavam
várias corporações financeiras e também um dos maiores escritórios da CIA em
território norte-americano, assim como em outro "avião míssil" ao
quartel general do Pentágono em Washington, ainda hoje se discute no interior
das correntes de esquerda se tal acontecimento histórico que ficou conhecido
como “11 de Setembro” foi uma resposta militar ao terrorismo imperialista
realizado por organizações fundamentalistas com meios militares não
convencionais como defende a LBI ou um “autoatentado” para motivar o
recrudescimento da ofensiva neoliberal sobre os povos, como reivindicam
diversas teorias "conspiratórias" alheias ao ódio dos nações
oprimidas aos EUA, afinal a Al Qaeda não passava de uma cria dos EUA para
atacar a antiga URSS. Os reformistas em geral e os revisionistas em particular,
além da mídia a soldo do capital, continuam adeptos até hoje da “tese” de que
tratou-se de um atentado terrorista reacionário promovido por bárbaros
muçulmanos contra o povo norte-americano. Independente da “versão” aceita, o
certo é que logo depois do ataque ao coração do monstro imperialista se formou
uma enorme frente política mundial para combater a “ousadia” dos “fanáticos
fundamentalistas orientais” da Al Qaeda, que em nossa avaliação responderam na
mesma moeda com que os EUA “tratava” o povo muçulmano. Vale ressaltar que o 11
de setembro foi precedido de bombardeios ianques ao Afeganistão, cujo governo
do Taliban foi considerado terrorista pela Casa Branca apesar de ter sido
constitucionalmente eleito, sofrendo uma ação militar ianque como a que Trump
ameaça hoje o governo Maduro na Venezuela. O que se observa hoje é que o núcleo
central da Al Qaeda se fracionou com a morte de Bin Laden, separando-se
inclusive do Taliban no Afeganistão, restando a Casa Branca financiar e armar
setores fundamentalistas bem mais “descontrolados” e com pouca ligação com as
causas nacionais árabes. Este parece ser o caso do Estado Islâmico (EI), armado
pelos EUA para atacar os regimes nacionalistas de Kadaffi e Assad e que agora
se voltam contra o “amo” exigindo a sua própria parte no botim da destruição de
nações inteiras. Com o 11 de Setembro de 2001, os antigos “guerreiros
mujahideen” foram temporariamente declarados inimigos mortais do Império e
considerados como “terroristas”. Presumia-se que Washington cortaria totalmente
suas relações com uma organização extremista acusada pela morte de cerca de mil
cidadãos norte-americanos, mas não demorou muito para a OTAN “contratar”
novamente os serviços militares da Al Qaeda, desta vez na Líbia em 2011, para
depor o regime nacionalista burguês do coronel Kadaffi. Contentes com os
resultados na Líbia, onde os mercenários fundamentalistas destruíram o país
para traficar o petróleo para os EUA, o governo Obama repetiu a dose e foi
buscar um subproduto decomposto da Al Qaeda (o EI) para atacar o regime de
Assad na Síria! Como Marxistas Revolucionários condenamos vigorosamente as
ações terroristas do EI, suas recentes ações globais são impulsionadas para reforçar
uma “posição de força” no campo militar da “revolução árabe”. O comando do EI
no espectro sectário sunita pretende ser afirmado com chacinas fratricidas
contra outras frações islâmicas sob pena de perderem o apoio conseguido em
regiões devastadas pela guerra civil fomentada pelo imperialismo. O EI e suas
ações reacionárias contra os povos, nações muçulmanas e governos
antiimperialistas da região, representam hoje a ponta de lança dos interesses
do gerdame sionista de Israel contra seus adversários geopolíticos. Porém a
gênese histórica do EI possui o "DNA" nos interesses diretos na
movimentação da CIA nos planos da derrubada do regime nacionalista de Kadaffi
na Líbia, com o rótulo de "força revolucionária" outorgada pela OTAN
partiram para a Síria com objetivo de derrotar o governo Assad, um dos poucos
remanescentes dos conflitos guerreiristas contra Israel nos anos 60 e 70, posto
que os outros países adversários do sionismo nesta época (como Egito, Jordânia,
Arábia Saudita) já celebraram o reconhecimento do gerdame. Na fronteira entre
Síria e Iraque, o EI encontrou a possibilidade de tentar assumir uma feição
"nacional", mais além de um braço militar financiado pela Casa
Branca, proclamando um califado baseado na suposta defesa dos interesses da
população sunita. O mais "curioso" na tentativa do EI em criar raízes
étnicas e religiosas na região em que se estabeleceu como organização
paramilitar é que sua cúpula dirigente é formada majoritariamente por europeus
(área central), britânicos e norte-americanos, sua facilidade em estabelecer os
"contatos ocidentais" deriva desta característica. Nesta região além
de apontar suas armas contra Assad em uma frente militar com outros grupos
"revolucionários" da OTAN, o EI se chocou territorialmente contra o
governo de Bagdá, passando a controlar campos petrolíferos que passaram a
fornecer óleo cru diretamente para as refinarias de Tel Aviv. Passando dos
"limites" originalmente definidos por Washington, Obama enxergou na
ponte estabelecida entre o EI e Netanyahu uma ameaça a hegemonia ianque.
Registre-se o fato dos atuais esforços da Casa Branca em firmar um acordo
nuclear com o regime dos Aiatolás, serem atacados ferozmente por Israel. O EI
ganhou o "status" de criatura rebelde da OTAN, centrando suas ações
em sintonia com o Mossad para além das fronteiras da Síria e Iraque. A
estrutura de poder no ventre do imperialismo ianque é bastante complexa, tendo
o Partido Republicano bastante influência em organismos recalcitrantes como a
CIA e o próprio Pentágono. Por isso é impossível aferir até que ponto o EI
recebe suporte de setores do imperialismo ianque para ações globais de
interesse do expansionismo sionista. O certo mesmo é que as ações terroristas
do EI, que por muitas vezes querem aparentar um confronto com o imperialismo
estão sempre direcionadas para o terreno da reação mundial, concentrando
"fogo" contra a Síria, Irã e o Hezbolah e todos seus aliados táticos.
No mundo árabe e palestino o surgimento do EI contou com a simpatia inicial do
Hamas, que não por coincidência resolveu suspender seus ataques a Israel. No
cerco militar ao Hezbolah o sionismo ganhou um aliado de "peso", o
EI. Por isso as ações do EI contra
supostos alvos imperialistas (geralmente civis), não despertam nenhum
sentimento de luta dos povos e nações oprimidas, em sua quase totalidade suas
"operações militares" são voltadas contra regimes nacionalistas e
laicos, como Líbia e Síria, que conseguiram construir a unidade nacional para
além das rivalidades religiosas e sectárias. Tanto que agora o EI encontra-se
em aberta defensiva. A responsabilidade histórica sobre a formação desta
criatura reacionária e das covardes mortes que arrasta atrás de si, deve ser
debitada na política de espoliação do imperialismo, que hoje tudo aponta
responder a um subproduto seu, o estado terrorista de Israel. Este é o balanço
político e histórico que fazemos após os 18 anos do "11 de setembro",
reafirmando o marxismo como um guia para a ação concreta na luta de classes,
quando o monstro imperialista acatar militarmente a Venezuela! Para clarificar
ainda mais este debate, o Blog da LBI reproduz um documento elaborado logo após
o 11 de Setembro de 2001. Trata-se de um dos mais importantes textos políticos
escritos pela esquerda revolucionária no limiar deste novo século, onde traça
um prognóstico exato (quase “premonitório”) da nova conjuntura mundial
reacionária que iria abrir-se a partir deste marco histórico de inflexão global
na correlação de forças entre as classes sociais, o que se confirmou com a ascenção de Trump a Casa Branca.
46 ANOS DO GOLPE MILITAR CONTRA SALVADOR ALLENDE: “ONTEM” COM PINOCHET NO CHILE... HOJE COM BOLSONARO NO BRASIL, A LIÇÃO HISTÓRICA É QUE O FASCISMO SOMENTE PODE SER ESMAGADO PELA AÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO PROLETARIADO E NÃO PELA VIA ELEITORAL!
Há 46 anos, em 11 de Setembro de 1973, era desferido um
golpe de corte fascista patrocinado diretamente pelo imperialismo ianque (em
uma operação direta da CIA) pelas FFAA contra Salvador Allende, dirigente
máximo do PS. A ofensiva da contrarrevolução comandada pelo facínora Pinochet,
o chacal elogiado pelo fascista Bolsonaro, ganhou terreno e desferiu sua
investida fatal nesta data trágica para o proletariado mundial como produto
direto da política de colaboração de classes do governo da Unidade Popular encabeçado
por Salvador Allende. A UP correspondeu às características clássicas de uma
frente popular, onde a burguesia em crise extrema e sob a pressão do ascenso
popular faz concessões e entrega as linhas gerenciais do Estado burguês a
partidos reformistas de massas (PS e PC) para que estes controlem o movimento
operário nos marcos do regime político burguês, orientação conhecida como “via
pacífica ao socialismo”. Os reformistas
tanto no Chile como no Brasil de hoje, como o PT de Lula, ainda hoje insistem na
via parlamentar como eixo central de intervenção da “esquerda” e do movimento
operário, demonstrando que também são reféns da estratégia reformista de
alterar o caráter de classe das apodrecidas instituições do regime político
bastardo democratizante, patrocinando trágicas ilusões entre os trabalhadores,
senda contrarrevolucionária que leva nos nossos dias, assim como ocorreu no
passado, a derrotas sangrentas para o proletariado latino-americano. Em comum
aos dois períodos históricos somente a política seguidista dos reformistas, que
em nome do "combate à direita" abdicam da tarefa de preparar a
independência de classe do proletariado frente às diversas variantes políticas
das classes dominantes e pavimentam o caminho da derrota seja pela via parlamentar
ou pelas armas. No Brasil, o PT foi golpeado no parlamento pelos seus
ex-aliados das oligarquias e não ousa questionar as carcomidas instituições
burguesas, como o parlamento e a justiça patronal! Ao contrário, a Frente
Popular patrocina que devemos nos limitar a derrotar o fascista Bolsonaro “nas
urnas” em 2022 quando os trabalhadores devem se organizar par liquidar a reação
burguesa da extrema-direita através da luta direta revolucionária!
terça-feira, 10 de setembro de 2019
POR UMA FORTE E COMBATIVA GREVE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS! SUPERAR A POLÍTICA DE SABOTAGEM DA LUTA DIRETA IMPOSTA PELA FENTECT/CUT E FINDECT/CTB PARA DAR "FÔLEGO" AO PRIVATISTA BOLSONARO!
Ocorrem hoje, 10 de setembro, assembleias para os
trabalhadores decidirem o início da greve nacional nos Correios. O adiamento da
mobilização se deu pela política de contenção das lutas da categoria das
direções sindicais (FENTECT/CUT e FINDECT/CTB) que aceitaram a chantagem do TST
e acabaram por submeter a paralisação na ECT as negociações inócuas com o
governo Bolsonaro. Os trabalhadores que participaram das assembleias do dia 04
foram “convencidos” pelas direções sindicais cutistas de que era preciso adiar
novamente a greve marcada a fim esperar a assembleia marcada na base do
Sindicato de São Paulo e Rio de Janeiro, controlada pelos pelegos da Federação
controlada pelo PCdoB, para o dia 10 de setembro. Os trabalhadores que já
estavam preparados para a greve, aprovaram que vão esperar com a deliberação que não vão aceitar mais um adiamento do movimento de
greve, até por que a categoria já está sem acordo coletivo de trabalho e a
direção da ECT já pode implementar o pagamento de salários, benefícios e
direitos pela lei trabalhista ordinária, ou seja, aquilo que é estabelecido
pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas. A melhor forma de unificar com SP
e RJ seria uma forte greve dos sindicatos da Fentect, que são a maioria, o que colocaria
pressão na base da Findect para forçar que essa encampasse a mobilização. Para
que a greve aconteça e seja vitoriosa, é necessária da mobilização da base da
categoria! O fascista deseja impedir a greve para fazer a entrega da ECT para o
capital nacional e internacional de forma mais organizada, retirando direitos e
demitindo trabalhadores. Esta política da burocracia sindical acaba por apoiar
a política de desmonte do Planalto. A tarefa de fazer uma forte greve nacional
vem sendo adiada, sendo tarefa dos setores classistas impulsionar a mobilização
pela base para garantir que a categoria, nacionalmente, começa hoje a greve
defesa de seus direitos, condições de trabalho e contra a privatização dos
Correios. Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste
salarial oferecida pela empresa, de 0,8%. A proposta é menor que os 3,1% da
inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). A
categoria protesta quanto a proposta de revogação do acordo coletivo. Entre as
cláusulas, está a exclusão do vale cultura, redução do adicional de férias de
70% para 33% e aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação
em tratamentos de saúde. A exclusão dos pais de planos de saúde também é um
ponto sensível na negociação, além da luta contra a privatização anunciada por
Bolsonaro. Ao contrário de apostar na pressão sobre o parlamento como defendem
juntos CUT, CTB, FENTECT e FINDETC uma política de colaboração de classes e
traição das lutas, é necessário engajar a vanguarda classista na preparação de
uma verdadeira Greve Geral de todas as estatais e do setor privado, que
paralise a produção industrial, os transportes e o comercio, ocupando fábricas
e terras para impor através da luta direta revolucionária a derrota do governo
Bolsonaro/Guedes e de suas contrarreformas neoliberais! Nesse sentido, uma
forte greve nacional dos trabalhadores dos Correios pode ser o ponta pé inicial
que aponte o caminho da luta direta para derrotar o ajuste neoliberal em curso!
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
ESQUERDA REFORMISTA COMEMOROU A INDICAÇÃO DE UM FASCISTA PARA A CHEFIAR A PGR: SUPOSTA DERROTA DE MORO NÃO PASSA DE MAIS UM DELÍRIO OPORTUNISTA DA FRENTE POPULAR...
A indicação do reacionário Augusto Aras ao cargo de
Procurador Geral da República (PGR), feita pelo presidente neofascista Jair
Bolsonaro no último dia 05/09, foi comemorada pela esquerda reformista como uma
“grande vitória”, que em seu mundo imaginário e oportunista representaria uma
derrota do ministro justiceiro Sérgio Moro e sua famigerada operação “Lava
Jato”. É a primeira vez desde 2003 que o
indicado para chefiar a Procuradoria-Geral da República não está na chamada
“lista tríplice”, criada em 2001 e que elege os três Procuradores mais votados
pelos seus pares. Como os partidos políticos que compõe a Frente Popular vem há
muito tempo perdendo até mesmo a noção do ridículo, desta vez seu cretinismo
institucional ultrapassou todos os limites, identificando um notório fascista
como Aras com a luta democrática contra a República de Curitiba e seus
“Procuradores de capital”. Para não pensar que se trata de um exagero de nossa
parte, vejamos o que em entrevista ao Congresso em Foco, o subprocurador
aposentado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça durante o governo da
presidenta Dilma, afirmou sobre a decisão de Bolsonro em indicar Augusto Aras
para a Procuradoria-Geral da República: “Se fosse qualquer um da lista
tríplice, seria a representação do corporativismo mais bruto do Ministério
Público”. Mas Aragão não foi o único a saudar a indicação de Aras, o Blog
frente populista “Tijolaço”, chegou a enxergar um esmagamento de Moro: “A
escolha de Augusto Aras para a Procuradoria Geral da República, ontem, deixou
claro, já nas primeiras horas, que o esmagamento de Sérgio Moro terá, claro, um
preço para Jair Bolsonaro.” (Tijolaço 07/09). Mas ao contrário do que dizem
cinicamente os petistas e afins, o Procurador Augusto Aras é um mais um
personagem protofascista nesta conjuntura de golpe institucional e instauração
do regime bonapartista, e um dos seus primeiros atos será nomear para sua
equipe um sub Procurador, Ailton Benedito, que já foi denunciado na Comissão de
presos e desaparecidos políticos.
sábado, 7 de setembro de 2019
DIA 7 DE SETEMBRO: A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA NACIONAL SERÁ CONQUISTADA PELA VIA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA! DERRUBAR PELA AÇÃO DIRETA E REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES O NEOFASCISTA BOLSONARO E SEU GOVERNO DE RENTISTAS!
Mergulhado na lama fétida de suas ações neofascistas e
impondo uma brutal ofensiva neoliberal contra os trabalhadores, além da
devastação da Amazônia, o governo Bolsonaro que vem ampliando cada vez mais a
miséria para executar servilmente a política de recolonização nacional imposta
pelo imperialismo ianque, vem cinicamente comemorar neste dia 7 de setembro o
197 aniversário da “independência do Brasil”. Todas as instituições do Estado e
a mídia burguesa são colocadas em ação para iludir os trabalhadores com
sensíveis apelos patrióticos, querendo desviar a atenção da crise política e
econômica que assola o país, apresentando essa data, sem importância histórica
real para a classe operária e o conjunto dos explorados, como marco
significativo da história do Brasil. Mas apesar de todo esse esforço, a imensa
maioria da população, que sofre diretamente a opressão do capital financeiro
internacional através do seu gerente neofascista de plantão não tem motivos
para comemorações, pois de modo algum a independência política diante de
Portugal fez com que o Brasil deixasse de ser uma colônia. Após a separação do
Estado colonialista português, a sociedade brasileira manteve intacta a
estrutura econômica que caracterizava o sistema de exploração escravista
colonial implantado desde o início da colonização: o latifúndio, conservando
até hoje a concentração da propriedade da terra; a monocultura do agronegócio,
a dependência externa e o trabalho escravo no campo e na cidade. Nem do ponto
de vista político, a independência ocasionou mudanças significativas,
restringindo-se a uma acomodação de interesses patrocinada pela aristocracia
rural escravista, que visava garantir o livre comércio com a Inglaterra e
impedir o retorno do monopólio português, rompido desde 1808 quando o Estado
lusitano foi obrigado a se transferir para o Brasil. Em conflito com os
colonialistas lusos, que objetivavam restaurar o privilégio exclusivo do
comércio colonial, a aristocracia rural e setores mercantis vinculados ao
comércio inglês estabeleceram um pacto com a família real, aclamando o herdeiro
do trono português, D. Pedro, como Imperador, assegurando assim a continuidade
do regime monárquico e os direitos da dinastia de Bragança.
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
MORRE MUGABE: EXPRESSÃO DO OCASO DO NACIONALISMO BURGUÊS NO CONTINENTE AFRICANO
Morreu hoje Robert Mugabe, o dirigente do nacionalismo
burguês negro no Zimbábwe. Até o golpe que o depôs em 2017, ele era o chefe de
Estado mais velho do mundo, mais longevo da África e governava o Zimbábwe como
presidente desde 1987 e primeiro-ministro de 1980 até 1987. Ele nasceu a 21 de
fevereiro de 1924, perto de Kutama, a nordeste de Salisbury (agora Harare, a
capital do Zimbábwe), no que era ainda conhecido como o território da Rodésia.
Antigo professor primário, com sete graus universitários, Robert Mugabe começou
por dar nas vistas depois de travar uma sangrenta guerra de guerrilha contra os
governantes coloniais brancos, que o mantiveram preso durante 10 anos, acusado
por ter feito o que foi considerado um “discurso subversivo", em 1964.
Saiu em liberdade decidido a abalar a estrutura política da então Rodésia,
apelando a uma onda de indignação popular contra os governantes racistas. Já
casado com Ghanaian Sally Hayfron, que foi a sua primeira mulher (enviuvou em
1992), cruzou a fronteira para Moçambique e daí liderou uma guerrilha de
oposição ao governo de minoria branca, lutando pela independência. A assinatura
do acordo de paz de Lancaster House (em Londres) permitiu-lhe regressar. Voltou
como um herói nacional, aclamado pela maioria negra, tornando-se primeiro-ministro em
1980, já com o país independente e recém-renomeado como Zimbábwe. O decrepito
Mugabe que acaba de falecer foi alvo de um golpe militar a serviço imperialismo em 2017. Ele foi
incapaz pela natureza de classe do nacionalismo burguês no Zimbábwe e no
continente africano de levar de forma consequente a luta contra o imperialismo,
sendo agora apeado do governo pela alta cúpula das FFAA, após décadas de
relação conflituosa com as potências capitalistas ocidentais, que atua sob as
ordens de Washington e Londres. A
intervenção militar expressou a disputa pela sucessão de Mugabe, que tentava no
pleito de 2018 novamente uma reeleição, rechaçada pela Inglaterra e os EUA.
Sem nutrir nenhuma simpatia pelas gestões burguesas de Mugabe que vieram sistematicamente
pactuando com os antigos colonizadores brancos, os Marxistas Revolucionários
rechaçaram o golpe militar e conclamaram o movimento de massas a lutar contra a
cúpula das FFAA, retomando o caminho do combate anti-imperialista que marcou as
heroicas lutas do povo negro neste país africano! Esta tarefa político histórica continua pendente ainda mais agora que Mugabe faleceu e as FFAA entregaram o controle do país uma gestão completamente servil ao imperialismo!
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
O QUE REVELA A PESQUISA DATAFOLHA: QUEM É O REAL AVALISTA DO REGIME BONAPARTISTA DIANTE DA BURGUESIA NACIONAL?
A divulgação da recente pesquisa realizada pelo “instituto”
de pesquisa DataFolha, serviu na verdade para balizar a vertente política da burguesia nacional nesta
conjuntura de recessão econômica e ofensiva neofascista do governo Bolsonaro.
Em primeiro lugar queremos pontuar que estas pesquisas corporativas realizadas
por empresas travestidas de “institutos” carecem de qualquer fundamento
científico, servem como elemento de “afirmação popular” das principais
tendências das classes dominantes, ou seja, naturalizam como “verdade emanada do
povo” seus próprios desejos políticos. Posto este fundamento, vamos ao que se
passou na tão “badalada” pesquisa. Divulgada nesta quinta-feira (05/09) pelo
jornal "Folha de S.Paulo" mostrou os supostos índices de aprovação de
ministros do governo neofascista pelo levantamento, o ministro da Justiça e
Segurança Pública, Sergio Moro, continua com a aprovação (soma dos
entrevistados que o avaliam como "ótimo" ou "bom") maior
que a do presidente Bolsonaro. O “instituto” DataFolha indica que o justiceiro
Moro é conhecido por 94% dos entrevistados, a taxa mais alta entre os
ministros, dentre os que afirmam conhecê-lo, Moro foi avaliado como ótimo ou
bom por 54%, como regular por 24%, e como ruim ou péssimo por 20%. Em resumo, o
que a burguesia nacional quer afirmar nesta pesquisa é que a aprovação de Moro
é 25 pontos percentuais maior que a de Bolsonaro (54% a 29%). Em um momento em
que a gerência estatal neofascista encontra dificuldades econômicas e políticas
para conduzir o processo de consolidação do regime bonapartista, instalado no
país após o golpe institucional que apeou a Frente Popular do governo em 2016,
nada mais útil para a classe dominante do que reafirmar quem é realmente seu
avalista: não resta dúvida de que é Moro que cumpre esta função histórica.
Equivocaram-se redondamente os que apostaram na queda de Moro logo após as
revelações da “Vaza Jato”, nem mesmo o sociopata Deltan foi “eliminado”, a
razão é bem simples: Foi a “ República de Curitiba” a principal responsável por
iniciar devastação econômica do país sob a orientação direta da Casa Branca para
favorecer os oligopólios imperialistas. Enquanto a besta presidencial fascista
desfia diariamente seu rosário de asneiras, como uma artimanha claramente
distracionista, cabe a Moro a tarefa de respaldar juridicamente este regime,
levado ao poder pela imensa articulação da famigerada operação “Lava Jato”. Na
outra ponta o rentista Guedes leva a cabo integralmente o ajuste neoliberal
exigido pela banca financeira internacional. Aos “tolos” da esquerda reformista
coube a missão de “bobos da corte”, acreditando que a burguesia “liberal
progressista” fará oposição de verdade ao governo neofascista. Desgraçadamente
o movimento operário está atado a esta política de colaboração de classes,
assistindo passivo ao “circo dos horrores” que está levando a subtração de
todas suas conquistas históricas.
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
50 ANOS DA CAPTURA DO EMBAIXADOR CHARLES ELBRICK: ALN E DI-GB (MR-8) EM UMA AÇÃO ESPETACULAR CONJUNTA CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE E A DITADURA MILITAR
Em 4 de setembro de 1969, o embaixador ianque Charles Burke Elbrick
foi capturado por uma ação conjunta da ALN e da Dissidência da Guanabara
(DI-GB) no Rio de Janeiro em plena ditadura militar, exigindo a libertação de
15 presos políticos e a divulgação de um manifesto como condição para a
devolução do diplomata. Câmara Ferreira, o comandante Toledo, esteve à frente
desta espetacular e heroica ação dos grupos guerrilheiros urbanos no Brasil. A
ideia da captura havia partido da DI-GB (depois MR-8), mas ela não tinha
quadros experientes para executar essa tarefa. Por isso, pediu a colaboração da
ALN de São Paulo. O apoio foi acertado diretamente com Câmara Ferreira. A essa
ação foram incorporados Virgílio Gomes da Silva (Jonas) e o próprio Toledo,
ambos dirigentes da ALN. O primeiro seria o comandante militar e o segundo
comporia o comando político, que ajudaria a elaborar o manifesto público e a
lista de militantes presos que seriam trocados pelo embaixador, além de definir
os delicados passos das negociações com a ditadura. A operação realizada na
semana da pátria por 12 militantes das duas organizações foi um sucesso. A
ditadura foi forçada a atender às reivindicações dos revolucionários: os 15 presos
políticos foram enviados para o México. O manifesto foi publicado nos
principais jornais e divulgado em todas as rádios e televisões. O texto
divulgado concluía assim: “Finalmente, queremos advertir aqueles que torturam,
espancam e matam nossos companheiros: não vamos aceitar a continuação dessa
prática odiosa. Estamos dando o último aviso. Quem prosseguir torturando,
espancando e matando ponha as barbas de molho. Agora é olho por olho, dente por
dente.”. A ditadura saiu desmoralizada. Contudo, a resposta dos militares seria
dura e desarticularia a ALN, eliminando seus principais dirigentes. Poucos dias
depois, em 29 de setembro de 1969, Virgílio Gomes da Silva (o comandante Jonas)
foi preso, brutalmente torturado e assassinado nas dependências da Operação
Bandeirante (OBAN). Quase todos os envolvidos no rapto do embaixador foram
presos. Em outubro, o comandante Toledo, como era conhecido, foi obrigado a
sair do país até que as coisas se acalmassem. Mas elas não se acalmaram, pelo
contrário se agravaram. Na França, recebeu a trágica notícia do assassinato de
Carlos Marighella, ocorrido em 4 de novembro em plena Alameda Casa Branca na
cidade de São Paulo.
terça-feira, 3 de setembro de 2019
FRENTE AMPLA BURGUESA PELOS “DIREITOS JÁ”: PT, PCDOB E PSOL JUNTOS COM OS TUCANOS E O CENTRO LIBERAL PARA BLOQUEAR A LUTA DIRETA DOS TRABALHADORES CONTRA BOLSONARO EM NOME DA POLÍTICA DE COLABORAÇÃO DE CLASSES
Um ato político reuniu na noite desta segunda-feira (02.09), um
“amplo” espectro político e social burguês, do PT ao PSDB, para o lançamento do
manifesto Direito Já - Fórum pela Democracia. O evento, realizado no Teatro da
PUC-SP, teve representantes do PSDB, PT, PCdoB, PDT, DEM, PSB, PR, Rede,
Podemos, PSOL, PROS, Novo, PPS, PSD, Cidadania e PV. Contou com representantes de partidos de amplo espectro da política nacional, da
centro-esquerda à centro-direita. Também participam representantes da União
Nacional dos Estudantes (UNE), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e
centrais sindicais como Força Sindical, CUT e UGT. Ciro Gomes estava lá, Marta
Suplicy também e até FHC mandou uma saudação tamanha a inofensividade dessa
iniciativa de colaboração de classe que tem o aval da Frente Popular! O documento afirma que “o momento exige união e vigilância
constante. É preciso que as forças democráticas do país superem suas diferenças
programáticas e estejam conectadas e engajadas em torno de uma pauta comum: a
defesa irrevogável dos direitos conquistados pela população brasileira”. Para
tanto é que foi tomada “uma iniciativa suprapartidária, plural e aberta a todas
e todos, pessoas e instituições, que desejam se engajar na vigilância e defesa
da nossa democracia”. A Frente Ampla de traição das lutas lançada por Lula e
celebrada ontem começa a ganhar forma e com o aval político do PSOL. O caminho
apresentado por Lula e a Frente Popular é a senda da derrota, não serve para
derrotar na luta direta revolucionária o fascista Bolsonaro e sua corte de
reacionários! Os Tucanos e aos partidos do chamado “Centrão” que apoiam
fervorosamente a retirada de direitos históricos dos trabalhadores tiveram
assentos de honra no ato.
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
BOLSONARO DARÁ INDULTO A POLICIAIS ALGOZES DOS TRABALHADORES: NOSSA RESPOSTA É LUTAR PELA DESTRUIÇÃO DO APARATO REPRESSIVO DA BURGUESIA QUE NÃO PODE SER REFORMADO OU DEMOCRATIZADO!
O fascista Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (2) que vai
pedir a comandantes de polícias de todo o país a relação de membros dessas
corporações que podem ser beneficiados com um indulto presidencial. É o “livre
direito de matar pobres”. Ele já havia anunciado, na semana passada, que
pretende assinar a medida para beneficiar os assassinos de Eldorado dos
Carajás, os assassinos do Carandiru e os assassinos do ônibus 174. Bolsonaro
declarou: “Indulto tem que estar enquadrado no decreto, não é quem eu quero.
Estando enquadrado no decreto, os policiais civis e militares, que sempre foram
esquecidos, dessa vez não serão esquecidos. Nós oficializaremos todos os
comandantes de polícia militar, do Brasil todo, para que eles mandem a relação
com a justificativa. Não tem nada arbitrário”. Em resumo, o Estado capitalista
protege sua mão assassina, Bolsonaro e Moro são seus gerentes para manter seus
capangas fardados livres. Os principais “artífices” do massacre do Carandiru,
por exemplo, não só nunca foram a julgamento como muitos estão na ativa
praticando homicídios de farda contra a população pobre das periferias. O mesmo
acontece com os criminosos que Bolsonaro deseja indultar.
ESQUERDA REFORMISTA ENTRA EM ÊXTASE COM OS DADOS DA NOVA PESQUISA ELEITORAL: CRETINISMO PARLAMENTAR É SEU ÚNICO HORIZONTE ESTRATÉGICO
Um dado da pesquisa DataFolha de hoje (02/09) chamou
particularmente a atenção da esquerda reformista, sedenta de voltar a ocupar o
Planalto pela via eleitoral, para levar adiante sua política de colaboração de
classes. Não é o do aumento do desemprego ou mesmo a elevação do índice de
reprovação do governo neofascista de Bolsonaro, previsível diante do espetáculo
diário de ataques as conquistas e direitos da classe trabalhadora. O dado mais
relevante da pesquisa do ponto de vista político para a Frente Popular é o dos
“arrependidos”, pessoas que votaram em Bolsonaro no segundo turno, mas não
repetiriam o gesto se a eleição fosse hoje. De acordo com o DataFolha se o
segundo turno da eleição para presidente da República fosse hoje, Fernando
Haddad seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro. Bastou a
divulgação destes “elementos estatísticos” para o PT e seus apêndices políticos
(PSOL e PCdoB) “abrirem a champanhe” para festejar o retorno à presidência da
República em 2022. O cretinismo parlamentar de uma esquerda reformista que tem
como seu único horizonte estratégico as eleições e a gestão burguesa do Estado
capitalista, parece não ter limites, mesmo quando está em pleno curso político
no país uma brutal ofensiva neofascista que tem como objetivo central a
destruição de todas as conquistas históricas do proletariado e da população
oprimida. Os cretinos da esquerda reformista “sonham” que poderão derrotar o
regime bonapartista de exceção, instaurado no Brasil após o golpe institucional
ocorrido em 2016, com a realização das futuras eleições, quando nem mesmo as
liberdades democráticas estão garantidas se depender da escalada fascista
desatada pelo governo Bolsonaro. Em meio a destruição da Previdência Pública,
ao sucateamento das universidades federais e o colapso do sistema de saúde
social (SUS), a Frente Popular sabotou conscientemente a organização da Greve
Geral e agora convoca a população a “votar certo” em 2022...
domingo, 1 de setembro de 2019
80 ANOS DO LIVRO “EM DEFESA DO MARXISMO”: A GRANDE BATALHA POLÍTICA E TEÓRICA DE TROTSKY NO INTERIOR DA IV INTERNACIONAL
O livro “Em defesa do Marxismo” de Leon Trotsky é uma
coletânea de cartas e documentos chaves de polêmicas dentro do Partido
Socialista dos Trabalhadores (Socialist Workers Party- SWP) dos Estados Unidos travadas há 80 anos, iniciada exatamente em setembro de 1939. A obra começa com uma carta
de Trotsky para a James Cannon e segue com correspondências sobre a situação da
URSS na II Guerra Mundial, abordando polêmicas envolvendo o caráter social e
político do Estado Operário soviético. O debate sobre que campo se postar em
meio a luta contra o imperialismo e sua máscara “democrática” não é novo, foi
justamente nas fileiras de seu próprio partido que Trotsky travou a última e
mais importante luta política de sua vida, no sentido de dar uma aplicação
prática aos conceitos teóricos que fundamentam o programa da IV Internacional.
A seção mais importante da IV Internacional, o SWP (norte-americano), organização
que detinha uma vasta referência junto ao proletariado industrial, foi atingida
por pressões pequeno-burguesas da opinião pública imperialista em relação à
posição a ser tomada diante de uma guerra contra a URSS. É formada no interior
do SWP uma fração liderada por Max Shachtman e James Burhnam (depois esta
fração acaba por ganhar algumas seções inteiras da IV, como no caso do Brasil,
com o alinhamento de Mario Pedrosa), que rejeitava a defesa incondicional da
URSS, assim como se negava a estabelecer uma frente única com o stalinismo
neste terreno sob a justificativa do caráter contrarrevolucionário deste
último.
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