segunda-feira, 6 de outubro de 2014


300 mil acessos do BLOG da LBI em meio a campanha ativa pelo Voto Nulo!

O Blog da LBI atingiu os 300 mil acessos neste 05 de Outubro, justamente quando a militância da LBI a nível nacional desenvolvia uma combativa campanha política em defesa do Voto Nulo para além da internet. Esta “coincidência” não ocorreu por acaso! O Blog da LBI consolidou-se nos seus três anos de existência como um ativo porta-voz da luta política e ideológica na denúncia do circo eleitoral da democracia dos ricos. Em paralelo às atividades de rua e locais de trabalho, como na campanha salarial dos bancários e nos atos públicos, ele é uma referência programática não só para nossos leitores e simpatizantes, mas também para o conjunto da esquerda nacional e internacional. As análises diárias da conjuntura, abordando todos os ângulos da disputa eleitoral e tendo como referência o marxismo revolucionário, possibilitou que nossa corrente trotskista pudesse prognosticar meses antes da “abertura” das urnas deste domingo a caracterização de que Dilma iria disputar um segundo turno duro com o representante preferencial do imperialismo ianque, o tucano Aécio Neves. Para fundamentar nossa “aposta” alertamos na véspera das eleições que a operação responsável por levar Marina Silva ao topo das pesquisas por um curto período após o assassinato de Eduardo Campos (via a queda provocada de seu jato) havia fracassado no objetivo de levá-la ao segundo turno. A razão foi a agressividade da ofensiva desatada pela Casa Branca via o embuste marineiro, o que provocou a resistência de setores importantes da burguesia nacional até então indecisos (como o agronegócio), que acabaram escolhendo a candidatura do PT para melhor defender seus interesses de classe.

sábado, 4 de outubro de 2014


LBI impulsiona ato público pelo Voto Nulo na histórica Praça do Ferreira!

Neste sábado (04/10) onde a ebulição do circo eleitoral atingiu seu grau máximo às vésperas da renovação dos gerentes do Estado burguês, a LBI organizou um corajoso ato público pelo Voto Nulo na histórica Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza, palco de manifestações populares como a Diretas Já. A atividade foi organizada em conjunto com os companheiros do antigo Partido da Revolução Operária (PRO), atual CR, signatários da campanha política pelo Boicote Eleitoral. Apesar da Praça encontrar-se ladeada pelos "cortejos" das duas principais campanhas burguesas no estado (PT e PMDB), a militância da LBI enfrentou seus cabos eleitorais, construindo o ato como uma verdadeira tribuna de resistência no combate por um programa revolucionário para denunciar o regime da democracia dos ricos. A atividade de frente única entre a LBI e o CR ocorreu no marco onde a esmagadora maioria das correntes políticas de esquerda que se declararam a favor do Voto Nulo "compreenderam" esta política como uma inação absoluta, ou seja, simplesmente abdicaram de qualquer ação de massas ou mesmo na vanguarda do proletariado.




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PCO advoga a “liberdade partidária” em geral para o ultrarreacionário Levy Fidelix atacar os homossexuais. Os genuínos Trosquistas não defendem a “livre expressão” do fascismo!

A fala de Levy Fidelix contra os homossexuais no debate da TV Record provocou ampla indignação pelo seu caráter reacionário e homofóbico, expressando as posições dos setores mais direitistas da classe dominante. Houveram mobilizações contra a conduta venal do candidato do PRTB não só nas chamadas redes sociais mas também nas ruas, como foi a manifestação ocorrida na Avenida Paulista. Exigiu-se inclusive que sua presença nos debates fosse suspensa. Na contramão desse movimento democrático de protesto, o PCO saiu em defesa de Fidelix e para isso usou como pretexto a necessidade de se respeitar a “liberdade partidária” em geral, como se os Trotsquistas defendessem o direito de expressão do fascismo. Segundo vergonhosamente afirma Rui Costa Pimenta “O ataque do candidato do PRTB aos gays no debate presidencial causou uma enorme comoção e, como sempre, o que menos se viu foi qualquer tentativa de defender os direitos dos homossexuais e mais que tudo um ataque aos direitos democráticos de todos. Os partidos da esquerda pequeno-burguesa trataram de pedir prisão, processo e cassação do candidato. O PSOL levantou uma lei que prevê entre outras coisas a punição ao ‘ódio de classe’, lei que nenhum partido democrático poderia ver senão com total rejeição” (sítio PCO, O caso Levy Fidelix e a liberdade partidária, 02/10). Como se vê, em nome da “liberdade partidária” e da “livre expressão”, Causa Operária defende que o fascitoide do PRTB vocifere que as “maiorias enfrentem as minorias” em um claro chamado a que se “elimine” os gays, lésbicas e transgêneros inclusive pela força física! Na verdade Rui Pimenta e o PCO defendem o “direito” de Levy Fidelix a atacar a comunidade LGBT porque tem uma concepção similar com a do fascista, tanto que recentemente (31/07) via o Facebook seu dirigente Rafael Dantas fez ameaças e insultos homofóbicos contra um militante da LBI, como foi denunciado energicamente em nosso Blog. Dantas, que se apresenta como redator do jornal Causa Operária, atacou o dirigente da Oposição de Luta dos Professores do Ceará, Antônio Sombra, como foi registrado com seus comentários preconceituosos nas redes sociais. O dirigente da LBI sofreu em sua página pessoal da Net insultos sórdidos como “você é uma bicha fofoqueira” e ameaças do tipo “eu falo o que quiser” e “vá se meter na vida da puta que o pariu”. Esta é a “liberdade partidária” que o PCO defende, não só para o facínora Fidelix mas para seus próprios militantes fazerem verdadeiras “cruzadas” preconceituosas contra as chamadas “minorias”. Esta prática covarde muito utilizada por hordas fascistas como Fidelix contra a comunidade homossexual e reforçada por Causa Operária deve ser amplamente repudiada pela esquerda classista e revolucionária como um ataque ao conjunto do movimento operário e as liberdades democráticas do povo trabalhador!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A não delação de Costa foi premiada às vésperas da vitória eleitoral do PT

O ex-diretor da PETROBRAS, Paulo Roberto Costa, figura central de mais um escândalo de cobranças milionárias de “comissões” na estatal está em liberdade, cumprindo sua sentença judicial no regime de prisão domiciliar. Costa preso pela PF na operação “Lava Jato” em março deste ano, obteve a mudança de regime prisional após um acordo de delação premiada, que foi aprovado e homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na verdade Costa foi agraciado com a liberdade (já se encontra em seu apartamento de alto luxo na Barra da Tijuca) justamente pelo contrário, ou seja, permaneceu de “bico calado” e não delatou publicamente nenhum membro do staff palaciano ou mesmo os atuais dirigentes da PETROBRAS. Costa era considerado o maior “trunfo” da oposição burguesa para tentar reverter o franco favoritismo de Dilma neste primeiro turno. Suas revelações segundo os caciques do Tucanato, que o conheciam desde a época do governo FHC, teriam a capacidade de “abalar os alicerces da República”. Porém a hipocrisia “ética” da oposição conservadora, não pode se apoiar em Costa pelo simples fato que suas revelações envolvem todo o mecanismo no qual se fundamenta o atual Estado capitalista. As “comissões” pagas pela iniciativa privada aos “gestores públicos” não são um caso acidental do corrupto Costa e tampouco se restringem a PETROBRAS. São na realidade a essência da relação entre o botim estatal (verbas públicas) e a burguesia nacional, por cada compra governamental de serviço, material ou obra executada os empresários repassam em média de 20 a 30% aos “contratantes” que controlam a “caneta” do Estado. Esta é uma regra que vale para todas as esferas institucionais da República, seja nas empresas estatais, bancos públicos (onde se paga a comissão por cada empréstimo concedido) ou diretamente no Executivo (federal, estadual ou municipal). O ex-diretor da Petrobras recebia suas “gordas” comissões das empreiteiras que eram contratadas pela estatal, até então nenhuma “anormalidade”... Porém disputas políticas internas acabaram por levar Costa para o “banco dos réus”, acontece que seus “padrinhos” do Partido Progressista (PP) estavam com “baixo prestígio” no círculo palaciano do poder e seu cobiçado cargo acabou sendo ocupado por outro “agraciado” do governo Dilma. Costa foi alvo de denúncias de próprios diretores da PETROBRAS que o queriam ver bem longe da empresa por muito tempo, preso como símbolo da “corrupção na Petrobras”, segundo a venal mídia corporativa, ameaçou entregar figuras diretamente ligadas a campanha eleitoral de Dilma. Mas as “delações” de Costa também atingiriam as maiores empreiteiras do país, conhecidas como as “Cinco Irmãs”. No frigir dos ovos para as elites dominantes acabou chegando-se a conclusão que não valeria a pena “jogar merda no ventilador”, mesmo que isto custasse desperdiçar um valiosíssimo “coringa” contra o PT. Pelo acordo realizado entre Costa e o Supremo, o ex-diretor devolverá cerca de 25 milhões de Dólares aos cofres públicos, dinheiro depositado em contas no exterior. A existência de contas em paraísos fiscais também são uma praxe obrigatória de cada “gestor público”, geralmente estas contas são operadas financeiramente por doleiros que traficam sua influência no ventre do Estado burguês. Para aqueles que se “escandalizaram” com o patrimônio de Costa, afirmando que a PETROBRAS deveria ser “investigada seriamente”, como Marxistas afirmamos que apenas se trata de um caso menor e corriqueiro (terceiro escalão do governo) na estrutura do Estado burguês como indutor da economia capitalista de mercado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014


Manifestações “pela democracia” em Hong Kong estão a serviço de abrir uma cunha imperialista em toda a China

As manifestações que vem ocorrendo nos últimos dias em Hong Kong, ex-colônia britânica que foi devolvida a China em 1997 sob a base de um acordo para torná-la uma “Região Administrativa Especial” (RAE), refletem a pressão do imperialismo ianque e europeu para que a burocracia restauracionista chinesa ceda no controle político da Ilha e da Península de Kowloon localizada na costa sul do país. Ao fomentar protestos “por democracia” voltados a questionar a escolha das autoridades locais que ocorrerá em 2017 por voto direto universal, mas cujas candidaturas necessitem obrigatoriamente ter o aval de Pequim para que possam ser eleitas, EUA e Inglaterra desejam de fato promover uma queda de braço com o PCCh, provocando tensões que possam lhe trazer benefícios políticos e econômicos imediatos e futuros. Obama e Cameron sabem pelas lições apreendidas nas “Revoluções das Cores” nas ex-repúblicas soviéticas como a Ucrânia que golpeou o governo alinhado a Moscou e na “Primavera Árabe” responsável por derrubar o regime comandado por Kadaffi que é plenamente possível patrocinar manifestações de massas aparentemente com eixos “democráticos” contra governos adversários a fim de alcançar objetivos que sirvam aos monopólios capitalistas e a sua política de recolonização de regiões geoestratégicas. A guerra desenvolvida pela Ucrânia com a ajuda da OTAN na fronteira com a Rússia a partir de protestos pela unificação com a UE demonstra bem o perigo que a China corre. A “Revolução dos Guarda-Chuvas” como vem sendo denominada pela mídia “murdochiana” as manifestações em Hong Kong protagonizadas por setores da pequena-burguesia diretamente influenciada pelo Ocidente é parte desta estratégia desestabilizadora das potências capitalistas para debilitar a China e o bloco que forma com a Rússia e os BRIC´s. Hoje, 1º de Outubro, quando se celebram os 65 anos da Revolução que em 1949 expropriou a burguesia na China edificando um Estado Operário no país mas que décadas depois foi alvo da restauração capitalista, é preciso apresentar um programa para combater a ofensiva imperialista “democrática” em curso como estamos presenciando em Hong Kong e para superar pela via revolucionária a burocracia restauracionista do PCCh. A LBI, em contraposição ao silêncio covarde da “esquerda” que teme se chocar com a opinião pública pequeno-burguesa, mais uma vez é vanguarda na denúncia do caráter reacionário destas manifestações patrocinadas pelo imperialismo para desestabilizar seus adversários políticos, como foi na Líbia, na Ucrânia e agora em Hong Kong!

terça-feira, 30 de setembro de 2014



Brasil sob ataque especulativo: Dilma “paga” por sua reeleição aos rentistas, derrubando a cotação do Real e transferindo as reservas cambiais do país para Wall Street

Dilma e o PT resolveram mesmo “escancarar” o caixa estatal para assegurar mais um mandato para o partido, e não estamos falando de um mega escândalo de corrupção em alguma estatal ou mesmo dos gastos bilhardários de campanha eleitoral. A questão em jogo está relacionada ao centro estratégico da disputa pelo botim, ou seja, a política monetária do governo e suas reservas cambiais. Em plena reta final da campanha eleitoral o Dólar dispara alcançando a maior marca dos últimos seis anos, quando em dezembro de 2008 atravessávamos a maior turbulência financeira mundial do século. Somente no mês de setembro a valorização da moeda ianque atingiu o patamar de 9,33%, isto quando a meta inflacionária oficial para todo o ano de 2014 não ultrapassa a casa de 6,5%. Com um Dólar cotado a cerca de 2,5 de Real o governo Dilma foi “obrigado” pelos rentistas internacionais a “queimar” quase 9 bilhões de Dólares (escalonados nos meses de setembro, outubro e novembro) no mercado de leilão das chamadas “swaps” cambiais. Registre-se o fato de que desde de 2011 (quando o país sofreu o último ataque especulativo) BC não interferia no mercado de câmbio. O movimento está perfeitamente sincronizado, cada vez que Dilma sobe nas pesquisas o Dólar dispara e o BC vende a moeda ianque de nossas reservas a preço de banana no cassino financeiro. É exatamente a forma encontrada pelo PT para agradecer aos agiotas do mercado o fato de começarem a abandonar o barco eleitoral de Marina Silva. Mas a questão não se resume a “queimar” as reservas cambiais do país em troca da reeleição de Dilma, ao derrubar a cotação do Real o governo alimenta diretamente a escalada inflacionária, já que a maioria dos insumos industriais (inclusive os combustíveis e gás natural) são cotados em Dólar, também forçando no bojo do descontrole cambial a elevação da taxa de juros. Na mesma tacada (ataque especulativo) os rentistas ganham com a “transferência” de Dólares e com a supervalorização dos títulos públicos em suas mãos. Ainda por cima as medidas neoliberais do governo atendem a demanda do agronegócio, sedento pela desvalorização do Real para se tornar mais competitivo no mercado mundial. Quando a Frente Popular trava um debate cretino com o PSB sobre a independência ou não do Banco Central, aferimos na prática que são mesmos os grandes rentistas que controlam de fato a autarquia estatal. Porém o mais “incrível” é que a chamada “blogosfera” progressista assiste calada a “doação” de quase dez bilhões de Dólares aos parasitas do mercado, tudo por conta de um fiasco eleitoral de Marina, aparentemente “traída” pelos banqueiros e a mídia corporativa que agora passaram a apostar na candidatura “pré derrotada” do Tucano Aécio Neves. No mesmo compasso do “espetáculo” enquanto o Dólar sobe as bolsas caem, sinalizando uma possível vitória de Dilma ainda no primeiro turno, para este “mal” do mercado o PT também tem um eficiente "remédio": anunciar um novo ministro da Fazenda não mais comprometido com tanta “interferência” estatal....Para assegurar a quarta gerência petista consecutiva o “mercado” vai ganhar de Dilma não só as rédeas do Banco Central, mas também toda sua equipe econômica! 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014


Dilma, Marina e Aécio se unem contra o “direito ao aborto” no circo eleitoral. Luta contra a criminalização e pelo atendimento público para a mulher trabalhadora é um combate de classe e não de gênero, como advogam os reformistas do PSOL e PSTU!

Neste 28 de setembro foi celebrado o dia latino-americano e caribenho de luta pela legalização do aborto. É sintomático que esta data ocorra em meio a disputa das eleições presidenciais brasileira e os principais candidatos burgueses (Dilma, Marina e Aécio), ladeados pelos representantes do partidos nanicos reacionários se perfilem contra o “direito ao aborto” enquanto Luciana Genro (PSOL) e os demais candidatos da “esquerda” (PSTU, PCO e PCB) colocam esta questão como um simples “luta de gênero”. O mais grave é que este “debate” é traficado no circo eleitoral de forma totalmente marginal enquanto os noticiários de TV anunciaram que mais duas trabalhadoras morreram ao tentar fazer aborto sem as mais elementares condições higiênicas. Nessa empreitada, a reação burguesa conta com o apoio de Heloísa Helena, cristã e devota da Virgem Maria e representante do REDE de Marina Silva, que é ícone da cruzada burguesa reacionária contra os direitos democráticos das mulheres exercerem sua maternidade como e quando lhes convier, sem qualquer interferência do Estado. O mais escandaloso é que mesmo com todas suas posições aberrantes e sua aliança com Marina Silva, Heloísa foi chamada pelo PSTU para compor uma “frente classista” como candidata Senadora em Maceió! Enquanto a justiça burguesa e a Igreja Católica se unem ao governo da frente popular para defender a criminalização do aborto, as mulheres trabalhadoras sofrem com o desamparo à saúde pública, pelas perseguições do moralismo cristão-burguês do Estado capitalista que introduz a polícia na vida íntima da mulher, forçando-lhe, sob pena de prisão, a conhecer os “prazeres da maternidade”. Nega-se às mulheres trabalhadoras o direito democrático de disporem do seu corpo e de sua liberdade sexual, controlada pela família e Estado burguês.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014


A farsa da Cúpula da ONU sobre o Clima: Lutar contra a “destruição do planeta” ou para sepultar o capitalismo que destrói a humanidade?

Nesta semana ocorreu a Cúpula Mundial sobre o Clima da ONU em Nova York. Cinicamente os porta-vozes dos governos das grandes potências capitalistas, a começar por Obama, discursaram em “defesa do planeta” e pelo estabelecimento de acordos globais para a redução de emissão de gás carbônico e da preservação das florestas, em uma suposta “cruzada” contra o chamado “aquecimento global”. Com a maior cara de pau culpam a China pelo aumento da temperatura climática do mundo para encobrir que os monopólios imperialistas são os principais responsáveis pela destruição das forças produtivas, a começar pela principal delas: o homem e suas condições de vida. Além disso, o plano da ONU para “zerar o desmatamento” foi montado por ONGs em parceria com governos das metrópoles centrais que visam colocar as florestas, reservas minerais e aquáticas das semicolônias sobre o controle de um “consórcio global” que fere as soberanias formais das nações atrasadas, como o Brasil. Enquanto barbarizam países inteiros como a Líbia ou o Iraque para controlar petróleo, água e urânio in natura, infectam a África com o vírus Ebola para incrementar os lucros da indústria farmacêutica ou para testes bacteriológicos de armas de guerra, dizimando populações nativas, os representantes do capital fazem demagogia “em defesa da natureza”. Contra esta farsa, os marxistas revolucionários denunciam a impossibilidade de haver qualquer preservação da própria espécie humana assim como do meio-ambiente, das florestas e das fontes aquáticas sob o tacão dos grandes monopólios transnacionais, já que o capitalismo leva a humanidade à barbárie e às guerras de espoliação impondo fome, miséria e desemprego. Ao mesmo tempo, desmascaramos os charlatões que através do chamado “ecossocialismo” não fazem mais que reforçar a tese revisionista de que o proletariado está superado como direção política da revolução socialista apresentando as “novas vanguardas” (verdes, luta de gênero) como eixo principal da “utopia” de uma “economia sustentável”. Eles “esquecem” que o conceito de forças produtivas elaborado por Marx, engloba fundamentalmente a força de trabalho, ou em outras palavras, o proletariado, a força produtiva principal. Em uma sociedade que condena a maioria da população, inclusive nos países imperialistas, à miséria absoluta as forças produtivas efetivamente deixaram de crescer e só podem voltar a fazê-lo através da Revolução Proletária para garantir a existência da humanidade em harmonia com a Natureza em um futuro comunista.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014


Estabilidade nas pesquisas eleitorais: “Institutos” retratam o impasse da própria burguesia nacional

As últimas pesquisas eleitorais, pelo menos dos principais “institutos”, permaneceram quase estáticas às vésperas da votação nacional marcada para o próximo 05 de outubro. Após a “avalanche” Marina que até ameaçou definir a eleição a seu favor já no primeiro turno, o quadro político se estabilizou, praticamente definindo um segundo turno muito “apertado” entre o PT e o PSB. Também ocorreu uma recuperação “honrosa” do candidato Tucano Aécio, que ameaçava desabar e junto implodir o próprio PSDB. A tendência hegemônica do momento aponta para pequena diferença entre o segundo e terceiro colocados, garantindo Dilma como vencedora do primeiro turno, o que significa a priori uma enorme vantagem para o PT, já que desde 1989 todos os candidatos que triunfaram na primeira volta asseguraram sua vaga definitiva no Planalto. Porém, a estabilidade das pesquisas fraudadas, que marotamente traficam qualquer resultado pelas elásticas “margens de erro”, reflete uma situação de equilíbrio de forças no campo da própria burguesia nacional. As três principais candidaturas burguesas, PT, PSB e PSDB, repartem quase na mesma proporção das pesquisas o apoio político obtido entre as classes dominantes do país. Como neste regime político vigente os “principais eleitores” são na verdade as oligarquias capitalistas, seja através do financiamento de campanha ou mesmo pelo peso político regional que detém, estas eleições serão definidas não pelo voto popular, mas por uma combinação de fatores inerentes ao processo de acumulação privada de capital. Os rentistas e o setor financeiro se queixam do “intervencionismo” estatal do PT, o agronegócio receia as ligações de Marina com os produtores rurais ianques e a burguesia industrial não confia na capacidade dos Tucanos conterem o movimento operário. No impasse político tupiniquim a última palavra pode mesmo ser dada pelo imperialismo, que sinalizou com a necessidade de por um fim ao ciclo histórico dos governos da Frente Popular, diante do esgotamento econômico do “milagre petista”. Por outro lado, a esquerda revisionista agora começa a lamentar sua fragmentação nacional nestas eleições, posto que percebeu que todos os seus votos somados não alcançarão a marca de um por cento na corrida presidencial. Desde os grupos mais “radicais” como o MNN passando pelo PCO até chegar ao neorreformista PCB, reafirmam a necessidade de se reconstruir a Frente de Esquerda, ainda que permaneçam defendendo um programa que legitima a farsa da democracia dos ricos. O PSTU, por exemplo, maior organização revisionista no movimento sindical, sequer disputa com chances de eleição uma única cadeira no parlamento, admitindo até coligar com o PSB/REDE, como foi o caso concreto em Alagoas. Mas, diante da profunda polarização interburguesa que se avizinha entre o PT e PSB no segundo turno, os Marxistas Revolucionários não podem ficar a reboque político da inércia da esquerda revisionista, é preciso colocar o movimento de massas em ação direta e na rota de choque frontal com este regime bastardo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014


Dia 30/09: Todos bancários em greve para derrotar os banqueiros e impor conquistas ao governo Dilma! Nossa luta não é palco para o circo eleitoral, nenhuma ilusão nas três candidaturas burguesas siamesas (PT, PSB, PSDB) e tampouco nos reformistas de plantão (PSOL, PSTU, PCB, PCO)!

A burocracia sindical da CUT/CTB presenteou os banqueiros e o governo Dilma com uma pauta rebaixada de reivindicações, cujo carro-chefe é um reajuste miserável de 12,5% (inflação mais 5% de “aumento real”). Diante da esmola oferecida pela Fenaban, na última rodada de negociação, dia 19/09, quando os banqueiros propuseram 7% de reajuste salarial, apenas 0,61% de “aumento real”, enquanto a inflação foi de 6,35% (INPC), e 7,5% para reajustar piso da categoria, representando um “aumento real ”de 1,08%, a CONTRAF fingiu-se de indignada e foi obrigada a convocar para o dia 30/09, a greve nacional dos bancários. Tal proposta é uma provocação diante da enorme lucratividade do capital financeiro que, só no primeiro semestre desse ano, os cinco maiores bancos do país (BB, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa) lucraram R$ 28,3 bilhões, crescimento de 16,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Todo esse incremento é fruto da enorme exploração por que passam os bancários (demissões, extrapolação da jornada de trabalho, terceirizações, aumento de correspondentes bancários, assédio moral, metas estratosféricas, privatizações etc.) e a população (filas, cobrança de altas tarifas e taxas, venda casada, etc.), além, é claro, da própria política econômica do governo Dilma que favorece os rentistas, demonstrando que sua propaganda na TV apresentando só Marina Silva como aliada dos banqueiros é uma farsa própria da demagogia do circo eleitoral da democracia dos ricos.

terça-feira, 23 de setembro de 2014


No combate à democracia dos ricos, construir os Comitês Ativos pelo Voto Nulo!

Estamos, literalmente, às vésperas das eleições gerais de 5 de Outubro. As oscilações fraudulentas das pesquisas dos “institutos de opinião” montadas em parceria com a mídia venal refletem as manipulações que a burguesia faz da vontade popular para impor seus interesses políticos e econômicos no circo eleitoral da democracia dos ricos. Os últimos levantamentos, mantendo Dilma estabilizada na frente, reduzindo o crescimento de Marina Silva e inflando novamente Aécio Neves, refletem justamente o objetivo de levar a eleição para um segundo turno extremamente equilibrado, como a LBI caracterizou já no início de 2014. No returno, a “nova e velha direita” (PSB e PSDB) se unirão contra a frente popular comandada pelo PT em um contexto onde o Tucanato tenha um peso eleitoral minimamente respeitável para “negociar” a adesão à candidatura de Marina. Estariam com força unidos no “Todos contra Dilma”, incluindo nesta empreitada reacionária figuras sinistras como o facínora Joaquim Barbosa, executor do julgamento da farsa do “mensalão” no STF contra o PT, em um ambiente propício para os donos do capital arrancarem compromissos antipopulares dos dois lados da contenda. O “escândalo” fabricado pela Revista Veja em torno dos desvios milionários na Petrobras pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa (que vinha operando desde FHC) está em compasso de espera, aguardando apenas o momento certo para haver a “quebra do sigilo” sob os holofotes da mídia “murdochiana” no segundo turno. Este “banho-maria” demonstra que tem muito “jogo para ser jogado” neste campeonato onde os candidatos a gerentes burgueses se esmeram para se credenciarem como os melhores operadores dos negócios da classe dominante a frente de seu Estado. Este é o verdadeiro sentido da disputa bilionária que vemos nas eleições presidenciais e nos estados da federação, onde os interesses dos trabalhadores serão duramente atacados “ganhe quem ganhe” ao final do embate, como a própria Dilma declarou na entrevista ao Bom Dia Brasil (Rede Globo) desta semana, dizendo que caso eleita irá reduzir os subsídios para garantir emprego e os gastos públicos com investimentos como exigem os rentistas e o imperialismo ianque, fazendo de sua contenda com Marina e Aécio apenas lances da demagogia eleitoral própria do “jogo” da enganação contra o povo explorado.

sábado, 20 de setembro de 2014

Leia a mais recente edição do Jornal Luta Operária nº 285, 2ª Quinzena de Setembro/2014



EDITORIAL
No combate à democracia dos ricos, construir os Comitês Ativos pelo Voto Nulo!


“NOVA POLÍTICA” DA DIREITA
Porque a candidatura Marina é a que melhor representa e galvaniza politicamente o espírito das “Jornadas de Junho”


OS TRÊS PICARETAS QUE ROMPERAM COM O MARXISMO
Marina é orientada pela escória do antigo PRC na “tática” da vitimização para ocultar seus vínculos com o imperialismo


A FRAUDE DOS “INSTITUTOS” DE PESQUISA...
Em movimento inverso, IBOPE agora infla candidatura Dilma para mantê-la “viva” no segundo turno


PETROBRAS NO CENTRO DA DISPUTA PRESIDENCIAL
Afinal o “pré-sal” é uma bandeira nacionalista que Marina quer desprezar?


NOVA PUBLICAÇÃO DA LBI
Livraria Antonio Gramsci (RJ), sob a direção do intelectual orgânico Vito Giannotti, agenda debate/lançamento do livro “Operação embuste Marina”


GRITO DOS EXCLUÍDOS - RIO DE JANEIRO
Um “07 de Setembro” às vésperas do circo eleitoral exigindo Liberdade Política!


PLEBISCITO POPULAR POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA
Uma manobra distracionista que se opõe à luta direta contra o decadente regime burguês


OBAMA ANUNCIA PLANO DE GUERRA CONTRA O EI NO IRAQUE
Mais uma vez os revisionistas do marxismo se aliam ao imperialismo ianque contra os “bárbaros fundamentalistas islâmicos”


O OUTRO 11 DE SETEMBRO
A “via pacífica para o socialismo” pavimentou o caminho para o golpe pró-imperialista do chacal Pinochet


HÁ TREZE ANOS DO 11 DE SETEMBRO
Imperialismo Ianque prova novamente do seu próprio veneno
(Exclusivo para a internet)


DIANTE DAS AMEAÇAS DE BOMBARDEIOS A SÍRIA
Reafirmamos a frente única em defesa do regime Assad assim como não assinamos um “cheque em branco” para Obama atacar o EI


REFERENDO NA ESCÓCIA
Não está representada neste “jogo” institucional uma alternativa que sirva para avançar na luta pelo socialismo e a revolução proletária!


LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA


sexta-feira, 19 de setembro de 2014


Diante das ameaças de bombardeios a Síria: Reafirmamos a frente única em defesa do regime Assad assim como não assinamos um “cheque em branco” para Obama atacar o EI

Na noite desta quinta-feira, 18 de setembro, o Senado ianque aprovou verbas bilionárias para treinar e equipar os “rebeldes” sírios. Na sequencia Obama anunciou que em breve irá bombardear os jihadistas do Estado Islâmico (EI) no país. As medidas foram apresentadas como parte do plano da Casa Branca para barrar o avanço do EI na Síria e no Iraque, mas centralmente também estão voltadas para combater o governo Assad. O EI foi anteriormente armado pela CIA para desestabilizar o governo sírio seguindo o mesmo script macabro imposto na Líbia de Kadaffi. Entretanto, os “fanáticos” jihadistas islâmicos foram derrotados em sua “missão” pelo exército nacional da Síria, que conta com amplo apoio popular. Frente ao revés imposto na Síria, o EI acabou recuando para o Iraque e voltando suas forças contra o debilitado e impopular governo títere do imperialismo no Iraque. Trata-se de em um típico exemplo de quando o “feitiço se volta contra o mestre” devido às contradições vivas da luta de classes, que acabaram por colocar o EI em choque aberto com a marionete imposta em Bagdá pelos EUA. Esta realidade criou um impasse na Casa Branca. Obama perdeu o controle sobre o EI e ainda viu o fortalecimento do governo Assad no último ano. Diante desta nova realidade, o Pentágono voltou a bombardear o EI no Iraque no mês de agosto e anunciou que iria agir da mesma forma também na Síria nos próximos dias. Também reafirmou que iria armar outros grupos “rebeldes moderados” para fustigar o governo Assad e paralelamente deter o avanço dos jihadistas. Este é o centro do “plano de guerra contra o EI” anunciado por Obama nas celebrações dos 13 anos do “11 de Setembro”. Diante da realidade de um conflito multifacetário, a posição dos Marxistas-Revolucionários é rechaçar o bombardeio imperialista ao território da Síria, não assinando nenhum “cheque em branco” para Obama atacar o EI. Ao denunciar a agressão imperialista, no campo militar os trotskistas reafirmam a frente única com o exército nacional comandado por Bashar Al-Assad contra os “rebeldes” armados e financiados pela Casa Branca. Os Comunistas Proletários militam nestas trincheiras de combate com total independência política e militar das direções burguesas e nacionalistas para forjar uma alternativa revolucionária de poder dos trabalhadores, guiados por um programa internacionalista!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014


Porque a candidatura Marina é
a que melhor representa e galvaniza politicamente o espírito das “Jornadas
de Junho”

O conjunto da esquerda revisionista, PSOL, PSTU, LER, PCO e até mesmo o neorreformista PCB, estabeleceu um verdadeiro fetiche político acerca dos acontecimentos que se notabilizaram como as históricas “Jornadas de Junho” de 2013. Para estes setores a intensa mobilização das “ruas” foi o fato político mais importante da história do país, pelo menos segundo a ótica da chamada “esquerda socialista”. O “espírito” de Junho passou a guiar programaticamente as ações do bloco revisionista ao ponto de “sonharem” com sua repetição em 2014 (o ano da Copa e eleições no Brasil), o que obviamente não ocorreu, e também com uma imensa “enxurrada” de votos em seus candidatos “herdeiros de Junho”, um delírio oportunista que está às vésperas de se tornar um grande pesadelo. Porém, a candidatura reacionária e direitista de Marina Silva, que nada tem a ver com a plataforma da esquerda revisionista, foi quem capitalizou integralmente o sentimento de oposição da classe média urbana, se projetando como a alternativa eleitoral das “Jornadas de Junho” contra o fadigado governo do PT. A conclusão política é evidente, o fenômeno social das “Jornadas” nem de longe expressava um conteúdo revolucionário das camadas proletárias e mais oprimidas da população, ao contrário foram a manifestação de “indignação” da pequena burguesia com a precariedade dos serviços estatais e de seu “achatamento” no que os sociólogos burgueses chamam de “pirâmide social”. Neste processo multitudinal culparam o governo do PT por todas suas mazelas capitalistas e históricas, abrindo espaço para a entrada das forças neofascistas no movimento de “Junho”. Agora o último ato desta peça histórica é justamente a “onda Marina”, uma avalanche de votos que poderá derrotar o PT (com a devida ajuda da mídia “murdochiana”) e com certeza deverão desmoralizar ainda mais a “Frente de Esquerda” (PSOL, PSTU, PCB e PCO) que toda somada não alcançará sequer um por cento da votação nacional. Para os Marxistas Revolucionários o movimento das “ruas” só poderá significar um ascenso revolucionário quando de fato estiver “colado” à organização estrutural do proletariado e suas organizações de esquerda. Neste caso as “ruas” serão a legítima expressão política do movimento organizado nas fábricas, empresas e escolas. Como a própria luta de classes está demonstrando, as “Jornadas de Junho” passaram bem longe da “revolução” e acabaram por “engordar” uma caricatura sinistra chamada Marina!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Os três picaretas do ex-PRC

Marina é orientada pela escória do antigo PRC na “tática” da vitimização para ocultar seus vínculos com o imperialismo

Muito tem se falado nos assessores políticos e econômicos da candidata Marina Silva. Nada mais natural para quem não tem um partido político com um mínimo de história e raízes sociais, como é o caso de sua abortada REDE. No cassino das apostas para descobrir os verdadeiros “gurus” de sua campanha e os padrinhos de seu programa de governo, a mídia tem indicado alguns nomes, que no geral também tem sido “marcados” pela blogosfera “chapa branca”. Figuras como a herdeira do grupo ITAÚ, Neca Setúbal, foi nominada equivocadamente como a “formuladora” da plataforma econômica de Marina (o mentor das “teses independentistas” para o BC é o seu irmão Roberto) ou mesmo ao neoliberal Eduardo Giannette é atribuída a mesma função. No campo político atribuiu-se ao ex-tucano Walter Feldman a primazia dos “conselhos”. Vez ou outra surge um pastor evangélico fundamentalista que também se arvora a condição de “mestre” político-espiritual da candidata ecolobista do imperialismo. Porém, a verdade é que o “projeto Marina” vem sendo desenhado desde 2009 por um núcleo de dirigentes do antigo PRC (Partido Revolucionário Comunista), integrado entre outros por Pedro Ivo Batista e Marcos Rolim. O “velho” PRC tem fornecido muitos quadros para gerência de “esquerda” do estado burguês desde de sua “quebra” política no final dos anos 80. Ao abdicarem da teoria Marxista-Leninista e se dissolver no PT na forma de duas correntes internas (Nova Esquerda e Tendência Marxista) os ex-dirigentes do PRC se notabilizaram no movimento de massas por introduzir sua tática oportunista de “camaleão”, sempre sinalizando um giro à “esquerda” quando na verdade mergulhavam a fundo em uma profunda inflexão à direita. Quadros políticos como Tarso Genro, Fernando Hadadd, Genoino Neto e Maria Luiza Fontenele (todos ex-PRC) entre outros são “experts” nesta manobra de aparentar uma rumo popular e marchar de braços abertos para a reação. Marina Silva é fruto político desta cepa de vigaristas que romperam com a revolução social e hoje conta em sua equipe com dois dos principais formuladores da estratégia de integração ao capital financeiro: Pedro Ivo e Marcos Rolim. O primeiro foi líder estudantil da tendência Caminhando e posteriormente dirigente nacional da CUT e o gaúcho Rolim chegou à Câmara dos Deputados após uma rápida passagem como secretário da prefeitura de Fortaleza. Lembro muito bem de uma acirrada disputa que travamos com o PRC no início da década de 80 pelo controle do DCE da UECE, na época militávamos na Convergência Socialista e Pedro Ivo era o candidato do PRC. Quando tudo parecia perdido para os oportunistas do PRC, que na época integravam o PMDB, surge nas salas de aula a esposa (Neusa) e a filha recém-nascida de Pedro, acusando nós os Trotsquistas de calúnia e infâmia contra a honra de sua família. Era a forma de escapar de um debate político e explicar à juventude porque o PRC apoiava Paes de Andrade e Mauro Benevides (políticos burgueses do PMDB) ao governo do estado. A cretina tática da vitimização do PRC quase nos custou a eleição do DCE, mas acabamos vencendo com a apertada margem de apenas um único voto. Anos depois tivemos contato com Marcos Rolim, o “grande teórico” do PRC que supostamente “fundamentou a morte” do Leninismo para dar base programática à fundação da “Nova Esquerda”, uma panaceia anticomunista produto da destruição contrarrevolucionária da URSS. O quilate de patifaria desta “associação” dos “ex-prcianos” faz de raposas da política burguesa, como o deputado petista José Guimarães, um mero infante da escola da pilantragem de “esquerda”. É esta a dupla de picaretas políticos, Pedro e Rolim, que na realidade “inspira” mais profundamente os pensamentos obscurantistas da ex-comunista e atual pentecostal Marina Silva.

terça-feira, 16 de setembro de 2014



Referendo na Escócia: Não está representada neste “jogo” institucional uma alternativa que sirva para avançar na luta pelo socialismo e a revolução proletária!

Ocorrerá neste dia 18 de setembro o referendo sobre a independência da Escócia frente ao Reino Unido. O avanço do “sim” entre o eleitorado nos últimos dias ganhou os noticiários da TV em todo o planeta porque o primeiro-ministro conservador David Cameron e o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, saíram juntos para criticar a posição como “irresponsável e catastrófica”. A eles se somaram representantes do FMI e o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, declarou que “Estamos interessados em ver a um Reino Unido que permaneça forte, sólido e unido” em uma clara chantagem pelo “Não”. Por outro lado, em busca de tranquilizar a classe dominante britânica, os dirigentes do Partido Nacionalista Escocês (SNP) defensores do “sim” se comprometeram a, em caso de vitória, reduzir os impostos sobre as empresas para ajudar os negócios dos capitalistas nativos, manter a Rainha Elizabeth como chefe do estado e a libra como moeda nacional e ainda unir-se o mais rápido possível à OTAN, além de reafirmarem seu desejo de continuarem como membros da atual União Europeia. No máximo, fazem demagogia contra a política de austeridade fiscal do governo Cameron e dos ataques à saúde pública sem sequer defender novas conquistas operárias para os trabalhadores em caso de vencer a “independência”. Os marxistas revolucionários defendem o direito democrático dos escoceses escolherem se desejam ou não ter independência da Inglaterra e rechaçam as pressões do imperialismo ianque e de seu marionete em Londres contra os eleitores do “sim” e sua decisão popular soberana. Porém, alertamos que o atual referendo, mesmo que venha a vencer o “sim”, não coloca em questão as bases para uma verdadeira independência política e social frente ao Reino Unido, já que mantém intocável a estrutura de poder burguês e o próprio capitalismo decadente, apenas remodela uma divisão de tarefas. Por isto, defendemos que a luta unificada dos trabalhadores contra a burguesia da “City” londrina e de seus “sócios” na Escócia é a melhor forma de combater pelos direitos democráticos dos explorados abrindo caminho para edificação da Federação de Repúblicas Socialistas Britânicas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014


Em movimento inverso, IBOPE agora infla candidatura Dilma para mantê-la “viva” no segundo turno

A última pesquisa do IBOPE divulgada hoje pela manhã apontou uma forte tendência de crescimento da candidatura Dilma, abrindo oito pontos de vantagem sobre Marina e “cristalizando” definitivamente a derrota do Tucano Aécio Neves. A semana anterior foi agitada pelas denúncias “murdochianas” de corrupção na PETROBRAS onde se esperava que atingissem Dilma e também Marina por conta do envolvimento de Eduardo Campos com Paulo Roberto Costa, o “réu confesso”. Paralelo ao “novo velho” escândalo envolvendo o botim estatal, o PT resolveu “reagir” contra a “onda” Marina a relacionando politicamente com banqueiros e rentistas que exigem a “autonomia plena” do Banco Central. O escândalo da PETROBRAS ficou temporariamente congelado pela mídia corporativa, talvez a espera do segundo turno, enquanto isso Dilma foi socorrida pelos “institutos” de pesquisa, refletindo o próprio receio da burguesia de que ocorresse um desmonte prematuro da candidatura petista. Dilma ainda está atrás de Marina no segundo turno, mas já aparece com chances de um embate renhido, ao contrário do que se indicava antes, ou seja, um returno tranquilo para a vitória definitiva de Marina. A polarização eleitoral novamente se desloca para a independência do Banco Central, deixando a corrupção na PETROBRAS e o pré-sal para um segundo momento, um terreno que permite ao PT exercitar seu amplo direito a demagogia, colocando o ITAÚ no “centro da roda”, escondendo as “simpatias” do BRADESCO por Dilma além de omitir os inomináveis ganhos do setor financeiro durante os doze anos de gerência estatal da Frente Popular.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


O outro 11 de setembro: A “via pacífica para o socialismo” pavimentou o caminho para o golpe pró-imperialista do chacal Pinochet

No mesmo Chile onde no domingo passado blindados com jatos de água e policiais lançando bombas de gás lacrimogêneo atacaram sob as ordens do governo Bachelet (PS) militantes de esquerda que reivindicam o legado do MIR, era desferido há 41 anos um golpe fascista pelo chacal Pinochet patrocinado diretamente pelo imperialismo ianque. A ofensiva da contrarrevolução ganhou terreno e desferiu sua investida fatal nesta data trágica como produto direto da política de colaboração de classes do governo da Unidade Popular (UP) encabeçado por Salvador Allende. A UP correspondeu às características clássicas de uma frente popular, onde a burguesia em crise extrema e sob a pressão do ascenso popular faz concessões e entrega o governo a partidos reformistas de massas (PS e PC) para que estes controlem o movimento operário nos marcos do regime político burguês. Hoje, o governo da chamada “Nova Maioria” encabeçado por Bachelet, que além do PS conta com a Democracia Cristã e está integrada até pelo PC, tem o apoio do grande empresariado e representa a base do próprio “pacto social” que a atual presidente deseja celebrar com a direita pinochetista via promulgação de uma futura Constituição. Esta conduta vergonhosa trai até mesmo o legado de Allende que pregava uma “via pacífica para o socialismo” enquanto atualmente sua “herdeira política” comanda um governo voltado para garantir a paz aos grandes capitalistas!

Há treze anos do 11 de Setembro: Imperialismo Ianque prova novamente do seu próprio veneno

Hoje completam-se exatamente treze anos do 11 de Setembro, sem sombra de dúvidas uma data histórica para a humanidade onde se crava um marco na rota da decadência militar do Pentágono e ao mesmo tempo inicia-se o recrudescimento da ofensiva neoliberal sobre os povos. O ataque às Torres Gêmeas em New York, assim como o quartel general do Pentágono em Washington, realizado por organizações fundamentalistas com meios militares não convencionais, representou a maior humilhação para os EUA desde o ataque japonês sobre a base de Pearl Harbor na II Guerra Mundial levando a morte de cerca de 2.500 militares ianques. Em Setembro de 2001 pela primeira vez na história dos EUA seu maior símbolo de hegemonia militar sobre o planeta, o Pentágono, quase veio abaixo, fazendo com que o toque de recolher soasse na Casa Branca (situada a poucos quilômetros dali). O então presidente (facínora) Bush foi obrigado a se esconder nos subterrâneos do “palácio imperial”, sob o forte impacto emocional de poder ser “eliminado do mapa” através de um “bombardeio” realizado por uma aeronave civil. As Torres Gêmeas que abrigavam várias corporações financeiras e também um dos maiores escritórios da CIA em território norte-americano, vieram abaixo deixando um saldo de mais de 2000 mortos, entre yuppies, bombeiros , funcionários da CIA e trabalhadores de grandes firmas que possuíam sede no World Trade Center. Logo depois do atentado ao coração do monstro imperialista se formou uma enorme frente política mundial para combater a “ousadia” dos “fanáticos fundamentalistas orientais” da Al Qaeda, que responderam na mesma moeda com que os EUA “tratava” o povo muçulmano. Também não faltaram as vozes da esquerda stalinista e revisionista para asseverar a “tese” conspiratória do “autoatentado”, afinal a Al Qaeda não passava de uma cria dos EUA para atacar a antiga URSS. O fato é que quando o “cão morde a mão do dono” a “ferida” parece nunca cicatrizar. A ofensiva guerreirista lançada pelos EUA após o 11 de Setembro patina em derrotas políticas até hoje, seja no Afeganistão ou mesmo no Iraque. O núcleo central da Al Qaeda também se fracionou com a morte de Bin Laden, restando a Casa Branca financiar setores fundamentalistas bem mais “descontrolados”. Este parece ser o caso do EI (ISIS), armados pelos EUA para atacar os regimes nacionalistas de Kadaffi e Assad e que agora se voltam contra o “amo” exigindo a sua própria parte no botim da destruição de nações inteiras. O Blog da LBI para registrar a data histórica, reproduz um documento elaborado logo após o 11 de Setembro de 2001. Trata-se de um dos mais importantes textos políticos escritos pela esquerda revolucionária no limiar deste novo século, onde traça um prognóstico exato (quase “premonitório”) da nova conjuntura mundial reacionária que iria abrir-se a partir deste marco histórico de inflexão global na correlação de forças entre as classes sociais.

                                                                                 

O 11 de Setembro e a ofensiva imperialista

Os ataques de 11 de setembro, no coração do monstro imperialista  ianque, marcam a abertura de um novo período político na etapa histórica de correlação de forças entre as classes em nível mundial, aberta logo após a derrubada contra-revolucionária do Muro de Berlim e a destruição do Estado operário burocratizado soviético, com a conseqüente perda das conquistas operárias obtidas a partir da revolução de 17. Pela primeira vez na sua história, os EUA sofrem um tipo de bombardeio em seu próprio território, excluindo o bombardeio às bases navais de Pearl Harbor na 2ª Guerra Mundial, fazendo cair por terra o enorme mito da invulnerabilidade militar da grande fortaleza inexpugnável. Utilizando-se de armamento não convencional, como jatos da aviação civil, uma organização militar, provavelmente fundamentalista islâmica, infringiu pesadas baixas ao alto comando do Pentágono e à Agência Central da CIA em Nova York, sediada em uma das torres do World Trade Center. O próprio presidente Bush, revelando em seu ato toda a covardia do império assassino, fugiu como uma galinha durante dois dias, enquanto sua frota naval abandonava às pressas os portos da costa americana, temendo uma reedição dos ataques kamikases ocorridos na 2ª Guerra Mundial. Quando o alto staff do Pentágono certificou-se de que o "grande ataque" concentrava-se na captura de quatro aviões civis e que todo o poderio bélico da maior força armada do planeta não corria perigo de ser "dizimado", passaram a rugir como um leão ferido, ameaçando bombardear todos os países muçulmanos, que possivelmente poderiam ter alguma relação com os atentados do dia 11, "em uma ofensiva militar longa, ampla e implacável", segundo as palavras de Bush (The New York Times, 09/10), um anúncio prévio da intenção de atacar, além do Afeganistão, também o Iraque e o Líbano, como afirmou em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU: "Podemos descobrir que nossa autodefesa requer ações em relação a outras organizações e países" (Idem).