O ALTO COMANDO MILITAR BRASILEIRO PERDEU SUA AUTONOMIA DE DECISÃO HÁ 60 ANOS ATRÁS, EM 1964: SEUS CHEFES SÃO ESCOLHIDOS E TREINADOS NO PENTÁGONO, ESTÃO SUBMETIDOS A DISCIPLINA POLÍTICA DOS GENERAIS NORTE-AMERICANOS
Os ultrarreacionários generais e coronéis de alta patente e membros do Alto Comando das Forças Armadas Nacionais, se pudessem “decretar” um regime político para o Brasil, não optariam por implantar uma “simples” Ditadura Militar, decidiriam por impor um regime ainda mais cruento, uma Ditadura escravofascista militar! Entretanto essa escolha não está no âmbito das “preferências” ideológicas pessoais destes “gorilas” fardados. Desde o golpe militar desferido em 1964, há exatos 60 anos atrás, os comandantes militares que detém postos de controle estratégico da tropa e de armamentos, são indicados diretamente pelo Pentágono, onde são treinados pela escola superior militar norte-americana e de lá recebem suas ordens. A razão da completa perda de autonomia das nossas Forças Armadas é bem simples, foram os ianques que arquitetaram e bancaram o golpe militar contra o governo nacionalista burguês de João Goulart, e na sequência estabeleceram um regime militar que durou vinte anos no Brasil. Entretanto a subserviência dos comandantes militares brasileiros em relação as diretrizes traçadas pelos generais norte-americanos têm sua gênese um pouco antes, já no final da Segunda Guerra Mundial em 1945. Desta época surge a figura ainda nas batalhas da FEB em campo italiano, do general Castelo Branco, que é “ungido” para completar sua formação de comandante militar em Washington. Não por coincidência é o próprio Castelo o construtor local do golpe militar contra Jango e também o escolhido pela Casa Branca para ser o primeiro presidente da ditadura militar no Brasil.



















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