segunda-feira, 8 de julho de 2024

NA FRANÇA MELENCHÓN E A NFP SÃO TÃO OTANISTAS QUANTO MACRON: ESQUERDA REFORMISTA TENTA “VENDER” NOVA FRENTE POPULAR COMO UM AGRUPAMENTO ANTI-IMPERIALISTA 

Atualmente na Europa, qualquer pessoa ou organização que se declare contra a OTAN parece ser um comunista da “velha guarda”, ou mesmo um empedernido “russófilo”, um mero peão do “perigoso” Putin que segundo o cartel da mídia corporativa está prestes a bombardear as capitais do “Velho Continente”. É o que está acontecendo agora com Le Pen e Bardella, embora sabemos muito bem que a extrema direita francesa (Reagrupamento Nacional) está muito longe de ser uma força política anti-otanista. Esse também é o caso exato de Jean-Luc Melenchón e sua legenda “França Insubmissa”. Não precisamos nem falar do Partido Socialista, catalizador da Nova Frente Popular, que nos seus governos “progressistas” comandou a OTAN para dizimar a Iugoslávia e invadir o Iraque. Melenchón, o PS e seu apêndice eurocomunista (PCF), estão 100% fechados com o imperialismo ianque e sua guerra por procuração contra a Rússia em solo ucraniano. Somente uma exquerda corrompida até a medula pelo capital financeiro pode comemorar a vitória eleitoral fraudulenta da Nova Frente Popular… Desgraçadamente neste arco pró-imperialista que chamou o voto em Melenchón, somos obrigados a incluir a totalidade da família revisionista do Programa de Transição: LIT, PTS, SU, etc..

A NFP é uma coligação programática entre a burguesia imperialista que está por trás do PS e revisionistas bastados da classe média, além é claro dos burocratas sindicais do PCF. O próprio programa eleitoral da NFP previa o envio de tropas francesas para a Ucrânia e o reforço da polícia militar e das agências de inteligência francesas. Trabalha para bloquear a ação direta das massas e da classe trabalhadora para derrotar Macron, apoiando a guerra imperialista contra a Rússia. Defende um governo amparado em um regime policial contra os imigrantes porque tem apenas diferenças táticas limitadas com Macron. O próprio Melenchón é um velho quadro saído da Social Democracia, de onde deu suporte político a todas ofensivas do imperialismo europeu contra os povos e nações oprimidas.

Também é de conhecimento público que como outros dirigentes corrompidos do Partido Socialista, Melenchón iniciou a sua militância política na Organização Comunista Internacionalista (OCI) de Pierre Lambert, pouco depois da OCI ter rompido com o chamado “movimento trotskista”. Ex-membros da OCI, como Lionel Jospin e Melenchón, juntaram-se ao PS e tornaram-se ministros em governos neoliberais do PS. As forças políticas que permanecem hoje no NFP são movimentos de classe média e conscientemente completamente hostis ao Marxismo Leninismo.

A aguda crise capitalista na França expõe a falência da política de colaboração de classes, tão admirada pelos revisionistas brasileiros. A classe trabalhadora e a população pobre oprimida por sua origem étnica (principalmente africana e asiática) precisa construir a sua própria vanguarda revolucionária, totalmente independente da institucionalidade burguesa, forjando seus próprios organismos soviéticos de poder proletário.