BURKINA FASO DENUNCIA OPERAÇÕES TERRORISTAS DESDE AS BASES MILITARES FRANCESAS NA ÁFRICA: MACRON E SEUS PARCEIROS “DEMOCRÁTICOS” SÃO FESTEJADOS PELA ESQUERDA REFORMISTA COMO “GUARDIÕES DA CIVILIZAÇÃO”
O chefe do Estado Africano de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, acusou nesta última quinta-feira (11/07) o governo da França de desestabilizar a situação no seu país com o apoio dos regimes títeres de Benim e da Costa do Marfim. Em forte discurso no Palácio dos Desportos, Traoré afirmou que “Os imperialistas, assim como alguns governos de países vizinhos, querem roubar e desestabilizar Burkina Faso”.
“Não temos nada contra o povo marfinense, mas sim contra os
que dirigem este país, afirmando que Abidjan (cidade da Costa do Marfim)
alberga “Um centro de operações para desestabilizar a nação burquinense.
Mostraremos a eles evidências físicas”, acrescentou Traoré.
Além disso, Ibrahim acusou o Benim de ter duas bases
militares francesas no norte do país. Segundo o presidente do país africano :
Estas bases são um centro de operações para terroristas que atacam regularmente
Burkina Faso”.
Anteriormente os
governos de Burkina Faso, Mali e Níger, governados por regimes
nacionalistas militares, assinaram um tratado para criar a Confederação dos
Estados do Sahel (CES). O líder do Níger, Abdourahamane Tchiani, apelou para
que a Confederação se tornasse uma “comunidade longe do domínio de potências
estrangeiras”.
Em Janeiro, as autoridades destes três países anunciaram que
abandonariam imediatamente a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África
Ocidental), alegando que esta entidade tinha se tornado “Uma ameaça
imperialista para os seus Estados membros”.
É sabido que o governo “civilizatório” francês, com a conivência
silenciosa dos seus parceiros “democráticos” da esquerda Social Democrata, vem
organizando ações de sabotagem e terrorismo contra os países africanos que
ousam romper a exploração colonial capitalista.