sábado, 9 de maio de 2020

DISPUTA PELA HEGEMONIA DA NOVA ORDEM MUNDIAL: OTAN PREPARA UM PLANO DE “ATAQUE PREVENTIVO” A RÚSSIA CASO AVANCE A ALIANÇA MILITAR COM A CHINA


Uma força-tarefa composta pelo general reformado dos Estados Unidos, Curtis M. Scaparrotti e a embaixadora Colleen B. Bell, produziu um relatório para preparar um “ataque preventivo” à Rússia, caso avance a aliança militar estratégica com a China. A análise da relativa mobilidade operacional da OTAN na Europa para uma possível guerra com a Rússia remete a uma guerra convencional de “baixo impacto”, do tipo preventiva taticamente, em uma nova linha de frente de ataque da OTAN na Europa. O relatório do Conselho Atlântico intitula-se “Mudando: Uma avaliação abrangente da mobilidade militar europeia”, explica a melhor maneira de concentrar rapidamente as tropas americanas e as de seus aliados nas fronteiras da Rússia, particularmente nos Estados Bálticos, cujos governos de extrema direita são aliados de Washington. O general reformado Curtis M. Scaparrotti, ex-comandante do Comando Europeu dos Estados Unidos e supremo comandante das Forças Armadas da OTAN na Europa (2016-2019) e o ex-embaixador dos Estados Unidos na Hungria Coleen B. Bell,  montaram a equipe de trabalho que redigiu o relatório militar. Esta equipe foi criada em abril do ano passado e faz parte do Conselho Atlântico, ou seja, bem antes da pandemia mundial do coronavírus. O seu papel é avaliar a adequação dos esforços de mobilidade militar na Europa para apoiar o rápido aumento das forças aliadas em todo o continente. O relatório prevê uma nova linha de frente da OTAN que está em andamento na Polônia e nos Estados Bálticos, estendendo-se mais ao sul e em áreas vitais do Mediterrâneo e do Mar Negro.  A frente se estende ao leste do Mediterrâneo devido à presença da Rússia na Síria e possivelmente no Egito. O relatório traça um mapa com nove corredores de frete ferroviário da Rede Transeuropeia de Transportes.  O objetivo é melhorar a infraestrutura ferroviária nos países vizinhos da Rússia para a mobilidade de equipamentos e tropas militares na Europa, além de servir os planos de defesa da OTAN, conhecidos como os Quatro Trinta, que administram 30 batalhões terrestres de Estados.  Unidos, 30 esquadrões aéreos e 30 navios de guerra dos aliados dos Estados Unidos na OTAN.

Também patrocina a sabotagem cibernética e a guerra bacteriológica para impulsionar o movimento de tropas pela Europa em tempos de guerra. Atualmente, a Força Aérea dos Estados Unidos sofre com a redução e o envelhecimento de sua frota de aeronaves e navios-tanque. A aviação de guerra russa vem superando os EUA já a algum tempo. Solicita-se à UE que crie uma frota aérea europeia de reserva civil. A frota mercante dos países europeus poderia ser usada para o transporte de tropas. As instalações aeroportuárias nos estados mais próximos da Rússia, como Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia, podem ser colocadas em operação. O relatório, publicado em 22 de abril, apela a uma maior coordenação entre a OTAN e a UE, na medida que questões de mobilidade, legais, de infraestrutura e organizacionais foram levantadas. Para os autores do relatório, a mobilidade militar atual carece de um senso de urgência e a coerência necessária para fornecer um recurso confiável. Por exemplo, o prolongado debate em Bruxelas sobre o próximo orçamento da União da Europa do Norte para 2021 poderia anular o financiamento da mobilidade militar.  A falta de coordenação política e militar entre a OTAN e a UE dificulta a tomada de decisões políticas. O momento político sobre a mobilidade militar ameaça estagnar à medida que os países da UE se concentram em outras questões, como as econômicas por exemplo. O relatório "Mudança" indica que a UE deve alocar um orçamento de 20 bilhões de euros para o período 2021/22, para financiar a mobilidade militar da OTAN. Enquanto isso, como afirmado no relatório, há uma crescente lacuna entre as declarações políticas da UE e suas obrigações e oportunidades de recursos. No ano passado, a Comissão Europeia propôs um financiamento de mobilidade militar de 6,5 bilhões de euros por seis anos.  Em dezembro, sob a Presidência da  Finlândia na UE, foi proposto um compromisso para reduzir o orçamento de mobilidade de 6,5 bilhões de euros para 2,5 bilhões de euros.

A OTAN continua considerando os requisitos necessários para transportar dezenas de milhares de soldados pela Europa, já que a área do euro enfrenta um desemprego maciço, não visto desde a Segunda Guerra Mundial. Seus planos agora incluem um aumento no número de exercícios anuais mais longos e mais complexos. Um elemento essencial no planejamento de exercícios será a capacidade da infraestrutura da Europa de receber e transportar participantes das operações da OTAN. A Casa Branca tem bastante interesse no recrudescimento da pressão militar que a OTAN possa exercer sobre a Rússia, ainda mais na atual conjuntura mundial, onde a aliança do complexo bélico de Moscou(o mais letal do planeta) ameaça estabelecer uma aliança com a maior economia emergente do mundo.Se trata obviamente da disputa aberta pela hegemonia global, no cenário da pós pandemia do coronavírus, o que necessariamente passará por confrontos militares entre potências no próximo período histórico da humanidade.