terça-feira, 5 de maio de 2020

DIANTE DAS AMEAÇAS DE TRUMP: CHINA ELIMINA O DÓLAR DE SUAS TRANSAÇÕES NO MERCADO BURSÁTIL


No sábado passado (02/05) o governo  do Partido Comunista Chinês surpreendeu o mundo financeiro ao decidir eliminar o dólar do seu comércio e negociar oficialmente com o yuan chinês, um passo ousado e importante na história econômica da China, assumido preventivamente diante do aumento da escalada de ameaças, políticas, militares e financeiras por parte da Casa Branca. O dólar simplesmentedesapareceu do comércio chinês, portanto a tendência é que seu preço cairá acentuadamente em relação ao yuan e poderá chegar aos mercados mundiais, que foram surpreendidos neste final de semana pela decisão da China. A rede inglesa BBC reconheceu que é "uma guerra econômica que pode levar o mundo a uma guerra devastadora". O próximo passo é verificar a reação dos Estados Unidos, em particular dos seus grandes rentistas que possuem significativos investimentos alavancados no mercado chinês. Em seguida, se aferirá como se comportam o Euro e Yen, para assegurar que não estamos na fase de “descalcificação” da potente economia chinesa, mas na exatamente na fase oposta, o da sua expansão comercial e industrial no mundo inteiro. A declaração da pandemia mundial é parte integrante dessa guerra econômica, que fez paralisar a produção industrial, para beneficiar o capital bancário em detrimento da economia chinesa, baseada fundamentalmente na transformação material e não na especulação financeira. Por outro lado o imperialismo ianque e europeu, alicerçado pela campanha da mídia corporativa, principalmente nos Estados Unidos e na Alemanha, começa a exigir “reparações” e compensações financeiras ao governo chinês, o que rapidamente pode evoluir para um confisco das reservas cambiais da China depositadas no Tesouro norte-americano, e até mesmo para uma guerra convencional a médio prazo. O reacionário presidente Trump acusou formalmente a China de praticar deliberadamente "guerra biológica" na manipulação do coronavírus, porém a linha mais geral do capital financeiro(império transnacional)é de reafirmar a posição da OMS, ou seja, a pandemia tem raizes na natureza e não em algum das dezenas(centenas?)de laboratórios militares, montados para objetivos de guerra entre nações. Por sua vez, a OMS de Bill Gates, declarou sua pandemia com objetivos nada sanitários, está se “lixando” para a vida humana das populações mais pobres e miseráveis do planeta, mas para remover a China e seus parceiros econômicos do “Global Play” industrial, enquanto os magnatas rentistas despejam toneladas de dólares para endividar ainda mais empresas e Estados. deles e dividir os despojos. O imperialismo sabe que a China é um país altamente dependente do comércio exterior para exportar sua gigantesca produção industrial, assim como importar insumos, por isso e essa ofensiva da guerra híbrida, agora na forma de pandemia, é uma continuação do que temos visto há anos, com campanhas difamatórias como os "Campos de Concentração de Xinjiang", a desestabilização política de Hong Kong e o ataque contra a Huawei. Obviamente, o que era chamado até pouco tempo atrás de de "globalização" está seriamente ameaçado, pelo menos por enquanto.  Quando as fronteiras forem reabertas, veremos em que medida o tráfego é retomado, com quais países e de que forma. Poderemos constatar no futuro próximo, quem ganha a “queda de braço”, porque há muitos elementos em jogo, como o futuro papel do dólar no comércio internacional. No momento, a China já lançou sua própria moeda digital: o RMB (renminbi digital ou yuan), que já começou a circular experimentalmente em quatro grandes cidades do país. “Favor não esquecer” que os Estados Unidos devem muito dinheiro à China, que é o maior detentor de sua colossal dívida pública, e caso o “tresloucado” promova o maior calote da história as consequências podem até chegar a uma Terceira Guerra Mundial. O proletariado mundial deve se preparar para grandes e bruscas mudanças na conjuntura internacional, onde a “novidade” da quarentena global pode ser apenas a ponta de um enorme iceberg...