quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

1 ANO DA INVASÃO DO CAPITÓLIO: CARACTERIZAÇÃO QUE FOI UMA TENTATIVA DE “GOLPE DE ESTADO” NÃO REFORÇOU A LUTA CONTRA OS FASCISTAS, SÓ FORTALECEU OS REACIONÁRIOS DEMOCRATAS QUE ENTRONARAM BIDEN NA CASA BRANCA

Completou-se neste 6 de janeiro 1 ano da tentativa de invasão o Capitólio nos EUA. Na época o Blog da LBI noticiou que milhares de apoiadores fascistas do presidente dos EUA, Donald Trump, romperam a barricada protetora ao redor do Capitólio (Congresso Norte-americano) durante a reunião do Parlamento para contar os votos eleitorais dos delegados dos estados que tornariam oficialmente o reacionário Democrata Joe Biden presidente do imperialismo ianque. Os Marxistas Leninistas combateramm vigorosamente as turbas fascistas, sempre utilizando o método da ação direta das massas. Neste conflito aberto entre duas alas do imperialismo ianque, não existiu um “campo democrático” em suposta lutou contra o fascismo trumpista, ao contrário do que insiste a esquerda reformista, apêndice do Partido Democrata, um inimigo histórico do proletariado mundial, responsável por milhões de mortes e ataques aos povos oprimidos do planeta.

A extrema direita trumpista já é quase um elemento de descarte político, foi cancelada pela governança global do capital financeiro e pela própria burguesia ianque, que se inclinou majoritariamente pela candidatura do bandido Democrata e acabou entronado Biden na Casa Branca. 

Os Marxistas Revolucionários não podem reduzir a luta de classes, a ficção do embate eleitoral entre “esquerda versus direita”, nossos inimigos estratégicos não são os “palhaços” da reação, utilizados como “espantalhos” para carrear todo apoio da classe operária para a ala supostamente “democrática” do regime capitalista. 

Na época convocamos o combativo proletariado norte-americano a ele mesmo enquanto classe, defenestrar as iniciativas fascistas em curso, sem prestar a menor solidariedade política com os chacais assassinos da cúpula do Partido Democrata. Chamamos a forjar uma alternativa revolucionária diante das duas trincheiras políticas do imperialismo ianque e Construir o poder operário e o socialismo

Pontuamos também que a pequena multidão de neofascistas disfarçados de confederados, com o apoio da polícia para entrar facilmente no Capitólio dos Estados Unidos, tirou fotos e bebeu os conhaques de seus ilustres parlamentares, não é um fato usual na história dos EUA. Porém caracterizar de "golpe" como fizeram principais empresas da mídia corporativa e também a esquerda reformista, foram um “dardo envenenado” que teve graves consequências para a luta de massas no coração do imperialismo ianque.

Tratou-se de umm “golpe” ao estilo de Facebook. Até mesmo a própria publicidade amplamente replicada de que se tratava de “tomar pela força o poder político” da potência mais perigosa da história da humanidade foi realmente ridícula e certamente respondeu a outros interesses. Foram as principais redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) que fizeram essa avaliação estúpida e a esquerda reformista replicou de forma “boba”, mas muito útil aos interesses dos assassinos do Partido Democrata.

Jornalistas reacionários e magnatas das grandes corporações se tornaram radicalmente "antifascistas" por alguns minutos, invocaram com entusiasmo a mesma retórica para descrever o que aconteceu no Capitólio como "terrorismo doméstico" ou "insurreição", isto é, aqueles tipificadores que normalmente também se aplicam contra o movimento de massas.

Um covarde de Trump, que “amarelou” poucas horas depois da encenação da extrema direita, demonstrou sua completa covardia política. A noção de que Trump "incitou" uma violenta insurreição foi ridícula e não se sustentou com o decorrer dos acontecimentos como ficou ainda mais claro uma ano depois.

Lembremos seu discurso na tarde de segunda-feira (que precedeu a marcha para o Capitólio) foi um festival de absurdos politicamente desconexos, exceto que faltou o humor que costumava torná-lo divertido. Trump não deu ordem para seus seguidores invadirem a sede da "sagrada democracia americana". Na verdade, depois de fazer seu discurso, foi para casa tweetar e assistir televisão, como ele mesmo afirmou, isto está muito longe de ser realmente uma preparação para um golpe de Estado!

Trump nunca teve coerência ideológica para organizar um "golpe" contra as instituições republicanas. Flertou eleitoralmente com o fascismo, para ganhar os votos da extrema direita, ao mesmo tempo que tem os pés fincados no regime “liberal democrático” dos EUA. 

Pouco depois da erupção, ele pediu a seus seguidores que "fossem para casa".  Nenhuma facção do governo federal se juntou à marcha por ordem de Trump, porque ele não se preocupou em emitir nenhuma orientação nesta direção. 

Se é um fato comprovado que o movimento fascista cresce nos EUA, na mesma simetria da grave crise capitalista do imperialismo ianque, ficou claro uma nos depois que não teve em Donald Trump um novo líder nazista.

Mas será que “devemos armar a democracia”, como afirmam os reformistas domesticados ao capital financeiroda nova ordem mundial? O episódio inteiro nunca teve a mais remota chance de evitar a certificação de Biden, muito menos de derrubar o governo eleito pelo Deep State. Foi apenas mais uma “palhaçada política” da extrema direita eleitoral, e nesse sentido, um final melancólico, um “tiro no próprio pé” adequado para a presidência de um reacionário covarde, como é Trump. 

O crescimento do fascismo, o proletariado norte-americano deve combater com seus próprios métodos de classe: A ação direta das massas! Defender um alinhamento com a CIA, FBI e o Pentágono como fez a esquerda domesticada servil a nova ordem mundial do fascismo sanitário para “salvar a democracia”, merece todo o rechaço político dos Marxistas Leninistas!