“OCUPA POLÍTICA”: A “ENTIDADE” DE GEORGE SOROS QUE
FINANCIOU OS IDENTITARISTAS DA ESQUERDA REFORMISTA NO BRASIL

Uma associação aparentemente contraditória entre um
bilionário capitalista (maior rentista do planeta e membro emérito do Deep State
dos EUA) com correntes da esquerda reformista desperta a seguinte pergunta: por
quê um mega especulador do mercado financeiro mundial decidiu financiar grupos
de esquerda revisionista, em particular os que abraçaram a causa do
identitarismo? Para responder esta questão, primeiro vamos a uma breve
regressão. Em 2016, tivemos um fato marcante que veio a tona porém com pouco
destaque na mídia corporativa, o vazamento de informações da Fundação do
bilionário George Soros, a “Open Society Foundation”, relatando a doação de
milhares de dólares para organizações da esquerda que abraçassem as novas
pautas das minorias étnicas, feministas e da ecologia. Trinta e dois bilhões de
dólares da Fundação impulsionada por Soros, o que não é exatamente uma quantia
modesta, foi destinada para projetar e eleger lideranças identitárias,
consideradas da esquerda ou mesmo somente progressista. O objetivo do grupo de
grandes capitalistas liderados por Soros, era exatamente desviar a esquerda do
confronto direto entre as classes, criando as pautas identitárias desvinculadas
da luta revolucionária da classe operária. Soros financiou uma ampla rede
mundial desde organismo da mídia “independente”, jovens lideranças da esquerda
e até correntes organizadas originárias do marxismo leninismo. No Brasil,
seguindo orientações “técnicas” de burgueses como Paulo Lemann, mecenas da
plataforma “RenovaBR”, Soros que foi um dos patrocinadores do site “Intercept”,
criou o “Ocupa Política”, voltada prioritariamente para novas lideranças do
PSOL. Soros já tinha apostado suas fichas no Brasil em 2016, antes de
impulsionar formalmente o “Ocupa”, no financiamento da campanha do então
vereador Davi Miranda (hoje deputado federal pelo PSOL), marido do seu amigo
pessoal Glenn Greenwald. Após criar a espécie de ONG do século XXI, “Ocupa
Política”, Soros já conta com uma bancada de 17 parlamentares, com viés de
muita alta política no encerramento deste pleito municipal de 2020. Até aqui
sem grandes novidades, mas quando uma corrente política de esquerda como a
Resistência, que até 4 anos atrás integrava a LIT, resolve aceitar a “força” da
Fundação Soros (na forma do Ocupa), na certeza da eleição de uma dezena de
vereadores, é sinal que o revisionismo do Programa de Transição já ultrapassou
todas as fronteiras de classe.