terça-feira, 24 de março de 2020

DEFLAGRAR A GREVE NACIONAL EM DEFESA DA VIDA DOS PETROLEIROS AMEAÇADOS PELA PANDEMIA: CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS, POR COMBUSTÍVEL E GÁS DE COZINHA SUBSDIADO PARA OS TRABALHADORES!


Depois da traição da FUP e FNP na greve dos petroleiros de fevereiro quando a burocracia sindical acabou por aceitar as demissões na FaFen depois de quase um mês de luta, os trabalhadores petroleiros agora devem entrar em greve sanitária diante do completo descaso da Petrobras com a ameça a suas vidas pelo Coronavírus. A estatal e o governo neofascista e ultra-liberal de Bolsonaro sacrificam os trabalhadores para proteger os interesses dos grandes grupos econômicos que exigem combustíveis para a  produção e distribuição de mercadorias. A resposta dos trabalhadores deve ser paralisar imediatamente a produção e o refino contra a privatização da empresa e para preservar sua existência assim como as de suas famílias. Na verdade “já passou da hora” a paralisação nacional. O presidente da Petrobras, Castello Branco e seus gestores burgueses agem em sintonia com Bolsonaro, menosprezam os efeitos devastadores da Pandemia e sacrificam os trabalhadores para proteger os interesses capitalistas. Enquanto a diretoria e as gerências da Petrobrás estão de quarentena os petroleiros e terceirizados do setor, a maioria da categoria, vêm sendo obrigados a manter a produção a qualquer custo. Os trabalhadores são confinados por sete dias em um quarto de hotel, afastados da família, antes de embarcar para as plataformas, onde são obrigados a permanecer por 21 dias. Nas refinarias e terminais, são submetidos a turnos ininterruptos de 12 horas, à revelia das medidas de controle sanitário que as entidades sindicais vêm cobrando. A situação é ainda pior para os terceirizados, cujas condições precárias de trabalho são ignoradas pelas gerências. A Petrobras tem se recusado a discutir com a FUP, FNP e seus sindicatos propostas para garantir a segurança dos trabalhadores e da sociedade. Reivindicações, como suspensão temporária da produção e participação nos comitês nacional e regionais de gestão da crise do coronavírus, foram desprezadas pela empresa. Em vez de negociar medidas necessárias para conter o avanço da pandemia, as gerências se aproveitam da situação de vulnerabilidade dos trabalhadores para tentar intimidar a categoria, anunciando demissões e punições dos grevistas. Esse foi o verdadeiro papel traidor do desmonte da greve há um mês, mediado pelo fascista Ivens Granda filho (TST) e aceito vergonhosamente pela FUP e FNP! De forma absurda a FNP lançou uma carta declarando “Diante da pandemia do coronavírus, nos colocamos à disposição para o combate e para buscar formas de seguir trabalhando sem nos transformar em vetores de transmissão do vírus, nem comprometer a saúde e a segurança dos nossos colegas, famílias e comunidade. Nesse sentido, várias propostas foram feitas e não houve qualquer negociação por parte da direção da empresa” quando ficou evidente desde a greve passada que somente a paralisação nacional da categoria por impor nossas reinvindicações. Os trabalhadores devem levantar uma pauta de luta direta para força o atendimento de uma pauta emergencial: Parada imediata de todas as atividades na Petrobras e empresas terceirizadas! Distribuição subsidiada do gás de cozinha para a população trabalhadora! Nenhuma demissão, nem corte de salários! Nenhuma punição aos grevistas! Reintegração imediata dos demitidos, reversão das suspensões e advertências! Pagamento integral dos salários, licença saúde remunerada! Somente com a luta direta os trabalhadores podem impor suas reivindicações a direção da empresa, barrar a privatização da Petrobras e engrossar a luta por colocar abaixo o governo neofascista de Bolsonaro/Mourão/CastelloBranco em meio o pandemia de Coronavírus que coloca em risco a vida dos petroleiros!