RESISTÊNCIA (PSOL) E SEUS SATÉLITES “MARXÓLOGOS” VENDERAM A
CANTILENA DE “DERROTAR O FASCISMO” PELA VIA ELEITORAL... E ACABARAM APOIANDO A
REACIONÁRIA OLIGARQUIA DOS FERREIRA GOMES EM FORTALEZA!

O grupo Resistência (PSOL) apoiou no 2º turno em Fortaleza o
candidato da reacionária Oligarquia Gomes, José Sarto (PDT), alegando que ser
tratava de “derrotar o fascismo” nestas eleições municipais. Essa mesma política
foi usada nacionalmente, como se a derrota eleitoral da extrema-direita
colocando em seu lugar gestores burgueses ligados aos grandes grupos econômicos, a
partidos golpistas e neoliberais, representasse um avanço do ponto de vista dos interesses do proletariado frente ao chamado
“Bolsonarismo”. Nessa vereda do “campismo”, não há nenhum critério de classe,
ao contrário, adota-se a política de alianças eleitorais com um grupo burguês
contra outro, tanto que o tucano Tasso Jereissati (PSDB), dono de um dos mais
importantes conglomerados econômicos do país e inimigo histórico dos
trabalhadores, também estava com Sarto. Não por acaso, os revisionistas da
Resistência afirmam: “Há também a situação de Fortaleza, onde o candidato do
PDT (Sarto) disputa contra o Capitão Wagner, apoiado por Bolsonaro. Não há
dúvida de que a esquerda deve se unificar chamando voto em Sarto contra o
candidato da extrema-direita. No Rio de Janeiro, a situação fica mais
complicada, pois o oponente de Crivella é Eduardo Paes, da direita neoliberal.
Mas mesmo no Rio o voto deve ser hierarquizado pela luta contra o bolsonarismo.
O principal, no momento, é impor uma derrota a Crivella”. (Esquerda On Line, Um
segundo turno decisivo para a esquerda brasileira). O grupo de Valério Arcary
abriu mão da independência de classe em nome de “combater a direita” nas
eleições, votando em candidatos reacionários da burguesia neoliberal! Nesta
posição foi seguido por seus satélites “marxólogos” do “Emancipação do Trabalho”,
que embarcaram no eixo anti-marxista policlassista “civilização versus barbárie” para
justificar “teoricamente” seu apoio a chamada “direita civilizatória”, como Sarto em Fortaleza.
