segunda-feira, 3 de abril de 2023

“COMBATE AOS JUROS ALTOS” OU DEMAGOGIA DISTRACIONISTA DA FRENTE AMPLA PARA ILUDIR OS TOLOS: HADDAD TEM “REUNIÃO MUITO BOA COM CAMPOS NETO”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (03/04) que teve uma reunião de rotina com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nesta segunda-feira, que classificou como "muito boa". Segundo o próprio Haddad :"Foi uma reunião de rotina em que a gente conversa sobre vários temas, alinha informações, troca informações e estabelece alguns protocolos de como encaminhar as coisas. Foi muito boa, conversamos sobre tudo, não teve uma pauta específica", afirmou a jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, onde ocorreu o encontro. As “boas relações” do neoliberal Haddad e do rentista Campos Neto não são propriamente uma novidade, e também ultrapassam a mera formalidade institucional. Enquanto Lula e a sua Porta-voz do PT, Gleisi Hoffmann, fazem demagogia na mídia dizendo que os juros altos travam o desenvolvimento capitalista do país, Haddad avaliza toda a política do BC nas reuniões do CMN, instância a qual o “autônomo” Campos Neto está submetido pela legislação vigente.

A grande bandeira lulopetista, também abraçada pelo tucanato e a FIESP, da redução da taxa de juros, não passa de uma grande falácia! A tão sonhada redução de 5% na Taxa Selic, como defende enfaticamente o novo guru econômico de Lula, André Lara Resende, não terá nenhum efeito na vida cotidiana da classe trabalhadora, já que os juros cobrados no mercado financeiro seguem suas próprias “taxas autônomas” ditadas pelos banqueiros. Em relação a uma redução da dívida pública, quando se comprime a Selic, também não passa de uma ilusão, já que os títulos da dívida brasileira não estão somente “amarrados” a Selic, mas também aos spreads (taxas de risco e outros encargos) do mercado financeiro internacional. Em resumo a dívida pública nas economias periféricas nunca diminui, só cresce, seja com a Taxa Selic de 8% ou 5%!

Quando na pandemia a Governança Global do Capital Financeiro encharcou os Tesouros Públicos de todo o planeta com “dinheiro fácil”, comprando títulos podres de empresas e governos e triplicando suas linhas de crédito, não estava pensando na “saúde da humanidade”, como nos fez pensar a esquerda domesticada. O rentismo internacional estava atuando energicamente para tentar debelar um crash capitalista que se desenhava já no início de 2020, com a justificativa do “perigoso vírus” conseguiu debelar momentaneamente a crise de superprodução sob um “ritmo sanitário” do Lockdown Global.

Porém não se pode manter eternamente uma farsa pandêmica, por mais cumplicidade criminosa que houvesse do consórcio mundial da mídia corporativa. Agora a “conta” por “salvar a humanidade” deve ser paga aos rentistas do Fórum de Davos, e os Estados nacionais, inclusive os imperialistas, começam a “quitar os boletos”. No Brasil, com Bolsonaro ou Lula absolutamente nada muda, ou melhor com o governo da Frente Ampla vem a enxurrada de demagogia populista. A receita neoliberal da Governança do Capital é a mesma para a esquerda burguesa ou a extrema direita, e ambas seguem à risca o mesmo patrão. Os juros dos BC’s sobem no mundo todo, e a única alternativa ao cassino financeiro global é a ruptura radical com esse sistema, a começar pelo cancelamento total das supostas dívidas internas e externas, já pagas dezenas de vezes com o sangue do povo pelos governos nacionais títeres do imperialismo.