segunda-feira, 23 de março de 2020

PANDEMIA NÃO É IGUAL PARA TODOS OS POVOS DO PLANETA: EM GAZA 15 VENTILADORES PULMONARES PARA 2 MILHÕES DE HABITANTES


A população da Faixa de Gaza, na Palestina ocupada militarmente pelo gerdame sionista de Israel, encontra-se em situação completamente vulnerável diante da pandemia mundial do Coronavírus. Desde 2007, o pequeno território palestino que agrupa cerca de 2 milhões de habitantes em apenas 365 quilômetros de quadrados, é administrado pela organização Hamas, considerada terrorista pelo governo sionista de Israel. Pela classificação de “grupo terrorista” em relação ao Hamas, Gaza enfrenta um bloqueio marítimo, terrestre e aéreo, levando sua população as piores condições de vida com escassez de alimentos, remédios e equipamentos hospitalares. O diagnóstico positivo de coronavírus em dois palestinos que haviam retornado do Paquistão, ingressando pela fronteira de Rafah, no Egito, deflagrou um verdadeiro pânico na Faixa de Gaza, escolas foram fechadas, casamentos e orações em mesquitas proibidos pelo Hamas, que tem até a suspeita de contaminação de um de seus dirigentes máximos. Pelos cálculos da OMS em Gaza, Abdelnasser Soboh, o território seria capaz de absorver apenas os primeiros cem casos da doença e, assim mesmo, de forma gradual,  do total de 62 respiradores mecânicos nos hospitais apenas 15 estão em condições de funcionando, os outros estão quebrados esperando “ad infinitum” peças de reposição, na melhor das hipóteses, o prognóstico é o de uma calamidade sanitária. A direção do Hamas alerta que o sistema de saúde de Gaza, em estado permanente de colapso, é incapaz de lidar com a propagação da doença, que poderá ceifar a vida de milhares de palestinos. Se nem mesmo o Estado imperialista da Alemanha, que possui o maior número de ventiladores pulmonares de toda Europa, 25 mil, terá condições de atender seus atingidos pela pandemia, como afirmou a Primeira Ministra Angela Merkel, imaginem Gaza com somente quinze, 15! Os EUA que informaram hoje (23/02) a contaminação de mais de 20 mil pessoas, detém em todo seu território apenas 30 mil aparelhos, um número também insuficiente caso a epidemia atinja cerca de 200 mil casos, segundo o próprio prefeito de Nova York (Bill de Blasio) que prevê um colapso sanitário em sua cidade. Neste momento onde a dinâmica da pandemia já atinge todo o globo, desde os países imperialistas mais ricos até as regiões planetárias “periféricas” que vivem em estado de miséria absoluta, vê-se a imensa superioridade de uma economia estatizante, com outro eixo econômico no planejamento, como China e Cuba, que debelaram o surto com um fortalecido sistema de saúde público e que supera em muito países capitalistas centrais, considerados “paraísos do mercado”.

Obs*: A China produziu cerca de 200mil respiradores pulmonares após o surgimento da epidemia em apenas um mês...